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sábado, 10 de maio de 2008

É HORA DE DIZER A VERDADE... NADA MAIS QUE A VERDADE

Quem não conhece a verdade não passa de um tolo; mas quem a conhece e a chama de mentira é um criminoso!
Por que é proibido dizer a verdade?

A que ponto chegou a "Humanidade" que aceita passivamente ser enganada tão brutalmente?
Onde estão os princípios de ética, de moral, de bem estar social onde o inverso que é aceito como certo e verdadeiro?
Apenas mais um exemplo:
VERDADES EVIDENTES DA GUERRA CONTRA O IRAQUE
Despedido por dizer verdades evidentes
Esta guerra não funciona
por Peter Arnett [*]
Ainda estou em estado de choque e pavor por ter sido despedido.
Há uma enorme sensibilidade dentro do governo americano em relação a reportagens vindas de Bagdad.
Eles não querem organizações críveis a informar a partir daqui porque isso lhes causa enormes problemas.
Porque a administração Bush está baseada na mentira.
Porque quase toda a sociedade estadunidense está baseada na mentira.
Há muito tempo que a mídia norte-americana não transmite a notícia como ela é: a notícia tem de sempre ser transformada em informações que confirmem a "realidade" que os grupos poderosos que controlam o mundo político-financeiro estão construindo.
Só que a verdade não é manipulável.
Por exemplo, durante meses, a mídia norte-americana tentou construir o franco favoritismo de Hilary Clinton. Pelo que a mídia noticiava, sua vitória só esperava o tempo determinado pela legislação eleitoral para se confirmar.
De repente, diante da adesão de superdelegados à candidatura de Barack Obama, a mídia hoje diz que Hilary tem uma candidatura que a cada dia mais se inviabiliza... Ela mesma já acenaria a Obama com uma aceitação de um possível convite para vice-presidência...
Tudo isso soou estranho para um telespectador comum do Jornal Nacional, mas não para aqueles que acompanham outros tipos de informação mais independente.
O mundo ocidental está baseado na mentira.
Por isso, o JN de hoje não mostrou o Lula falando sobre o risco Brasil, porque ele diz o que alguns já sabem: os EUA estão atolados em problemas de toda ordem: político-financeiro-econômico-social-cul... Dividas - interna e externa e interna - não lhes falta e são as maiores do mundo.
O plano da guerra - no Iraque - que manteria o poderio norte-americano por, pelo menos, mais um século - mesmo com todos os objetivos de usurpação sendo alcançados - não surtiram os efeitos esperados.
Fizeram a guerra, assassinaram Saddam Hussein e tantas outras pessoas inocentes para, por exemplo, manter o petróleo em U$ 6,00. E a quanto ele está hoje? A mais de U$ 120...
Tudo que foi roubado violentamente do Iraque não resultou em riqueza para os EUA.
Eles empobrecem em ritmo vertiginoso.
Mas a mídia dominante esconde isso, como se ao esconder, impedisse que o mal continuasse a se aprofundar. A mentira é sempre abrigo dos inconscientes, daqueles que, por excesso de egoísmo, se tornaram autistas e não mais têm consciência de que realmente acontece em seu derredor.
http://br.answers.yahoo.com/my/profile;_ylt=At4U7oAeO3WNmwdUMF_iYEPpExV.;_ylv=3?show=2fRLEuzRaa

quinta-feira, 7 de fevereiro de 2008

PALAVRAS DE VERDADE

Jesus: “Conhecereis a verdade e a verdade vos libertará” (João 8, 32).

Bento XVI defendeu que a verdadeira vocação do homem consiste em "buscar a verdade".


Pentágono expulsa repórter americano do Iraque

O repórter Geraldo Rivera, correspondente do canal de notícias americano Fox, está sendo retirado do Iraque pelo Exército dos EUA por supostamente divulgar movimentos das tropas americanas no Iraque, afirmou hoje o Pentágono.
Geraldo Rivera, correspondente da TV Fox News, expulso do Iraque pelos EUA


"Ele estava com a unidade do Exército [dos EUA] em campo, mas o comandante sentiu que ele tinha concedido informações operacionais ao divulgar a posição e os movimentos das tropas", declarou Bryan Whitman, porta-voz do Pentágono.


"O comandantes achou melhor tirar o repórter do campo de batalha. Nós achamos melhor ele ser retirado do Iraque", disse Whitman.


O canal de notícias Fox em Nova York não comentou a informação.

Whitman disse que não tinha mais detalhes sobre o incidente.


Segundo informações da imprensa, a sanção havia sido imposta após o repórter traçar um mapa na areia e revelar deslocamentos de tropas norte-americanas, enquanto transmitia reportagem ao vivo para o canal Fox.


Rivera, de origem porto-riquenha, trabalha na TV dos EUA há décadas.

Ficou conhecido por apresentar o programa de auditório sensacionalista "Show de Geraldo".

Durante a guerra no Afeganistão, foi correspondente do canal Fox.


A rede de TV americana NBC também demitiu hoje o veterano correspondente de guerra Peter Arnett, 68, depois que o repórter afirmou à TV estatal iraquiana que o plano da guerra liderada pelos EUA contra o Iraque tinha fracassado.


"Peter Arnett não vai mais fazer reportagens para a NBC News e a MSNBC [canal a cabo da NBC]", declarou um comunicado conjunto da NBC e da National Geographic, para quem Arnett, ganhador do prêmio Pulitzer, também estava trabalhando.


Segundo o comunicado, "foi errado o senhor Arnett conceder uma entrevista à TV estatal iraquiana, especialmente numa época de guerra. E foi errado ele discutir suas opiniões e observações".

VERDADES EVIDENTES DA GUERRA CONTRA O IRAQUE



Despedido por dizer verdades evidentes
Esta guerra não funciona
por Peter Arnett
[*]


Ainda estou em estado de choque e pavor por ter sido despedido.

Há uma enorme sensibilidade dentro do governo americano em relação a reportagens vindas de Bagdad.

Eles não querem organizações críveis a informar a partir daqui porque isso lhes causa enormes problemas.

Relatei o bombardeamento original para a NBC e estávamos a meia milha daquelas explosões maciças.

Agora estou realmente chocado por não estar mais a relatar tais acontecimentos para os EUA e apavorado com o que realmente aconteceu.

Naquela noite minha carreira plena de êxito como repórter da NBC foi transformada em cinzas.


E por que?

Porque eu declarei o óbvio para a televisão iraquiana: que o calendário de guerra dos EUA caíra de lado.


Fiz tais comentários para estações de televisão de todo o mundo e agora estou a fazê-los outra vez para o Daily Mirror.

Não estou furioso.

Não estou a chorar.

Mas também estou apavorado com este fenómeno dos media.

Os medias da extrema-direita e os políticos estão à procura de qualquer oportunidade para criticar os repórteres que estão aqui, seja qual for a sua nacionalidade.

Dei o mau passo que lhes deu a oportunidade de assim procederem: Dei uma entrevista improvisada à televisão iraquiana por sentir que, depois de ao longo de quatro meses fazer entrevistas a centenas deles seria apenas cortesia profissional fazer-lhes uns poucos comentários.

Isto foi o meu Waterloo – bang!

Ainda não decidi o que fazer, se arrumar as minhas malas e deixar Bagdad ou permanecer aqui. Decidirei o que fazer hoje, enquanto digiro aquilo que aconteceu comigo.

Mas seja o que for que aconteça, nunca cessarei de relatar a verdade desta guerra – quer esteja em Bagdad ou em algum lugar do Médio Oriente ou mesmo de volta a Washington.

Eu estava aqui em 1991 e o bombardeamento é muito semelhante ao daquele conflito, mas a realidade é muito diferente.

Os americanos e os britânicos querem vir para cá, tomar a cidade, derrubar o governo e conduzir-nos a uma nova era.

As tropas estão no país e aí combatem para abrir o caminho para Bagdad.

Isto cria uma atmosfera muito diferente.

O partido Baath, actualmente dirigido por Saddam Hussein, tem estado no poder há 34 anos.

Tariq Aziz contou-me que os EUA terão de fazer lavagem cerebral a 25 milhões de iraquianos porque estas pessoas pensam exactamente como Saddam.

Talvez ele esteja errado, talvez não.

Durante meses os iraquianos disseram oficial e privadamente:

"Combateremos os americanos, utilizaremos tácticas de guerrilha, vamos surpreende-los".

Mas a oposição iraquiana disse: "Isto será uma brincadeira, todos querem rebelar-se contra Saddam".

Agora a realidade está a ser jogada no campo de batalha.

Temos de observar a realidade agora e alguns iraquianos estão combatendo e o governo parece muito determinado.

Para mim, ver isso e ser criticado por dizer o óbvio é injusto.

Mas isto tornou-me alvo para os meus críticos nos EUA, que me acusam de dar ajuda e conforto ao inimigo.

Eu não quero dar ajuda e conforto ao inimigo – quero apenas contar a verdade.

Vim à Bagdad com a minha equipe porque o lado iraquiano também precisa ser ouvido.


É evidente que o calendário original pelo qual os EUA estariam em Bagdad no fim de Março já caiu à beira da estrada.

Existe claramente um debate sobre isto nos EUA, reforços estão a ser enviados para dentro do país e há atrasos.

Isto não significa que as coisas estejam a ir muito mal.

Toda a baixa é uma perda, mas elas têm sido limitadas em número até agora.

Todas a noites e todos os dias ouço os B-52s e o mísseis a martelarem as defesas de Bagdad.

Tal como no Afeganistão e no Vietname, os EUA estão a trazer um enorme poder de fogo para fazer aquilo que acreditam que derrubará os iraquianos.

Vi isto antes e foi muito efectivo.

O optimismo americano é justificado.

Mas, por outro lado, a que custo para os civis?

Durante a ofensiva do Tet, no Vietname, entrei numa cidade tomada pelos EUA que fora totalmente destruída.

O Viet Cong havia-a recuperado e estava a ameaçar o edifício do comando e assim foi pedido um ataque de artilharia que matou muitos dos seus próprios homens.

O major que estava connosco perguntou: "Como isto pode acontecer?"

Um soldado respondeu: "Sir, temos de destruir a cidade para salvá-la".

As administrações de Bush e de Blair não querem este rótulo afixado nesta guerra, é uma guerra de libertação para eles.

Mas o problema é que os US Marines nos postos de controle (checkpoints) suspeitam de todos os homens, mulheres e crianças devido às bombas suicidas.

Já há um avolumar de suspeitas.

E no sul não tem havido rebeliões populares e levantamentos.

Na medida em que a batalha por Bagdad avança, o potencial para baixas civis avança também. Este é o espectro que assoma se esta guerra continuar.

Os americanos e britânicos têm de perceber isso.

Não penso que possa dizer como acabar, há muitos cenários.

Um sítio a Bagda... um ataque das operações especiais contra Saddam.

Os optimistas no Pentágono falam de um golpe interno.

Quem teria acreditado que Umm Qasr aguentaria seis dias ou que Marines americanos a dirigirem o tráfego seriam mortos por um bombista suicida?

Isto se parece mais com o West Bank e com Gaza e poderia tornar-se em algo como isso em algumas áreas.

Os EUA devem evita tal cenário.

A forças chegam, as comunidades resistem e então surgem bombistas suicidas e resistência de guerrilhas.

Excepto que o iraquianos estarão a oferecer um combate mais duro do que o palestinos porque estão melhor armados.

Sabemos que o mundo, incluindo muitos americanos, é ambivalente acerca desta guerra e penso que é essencial estar aqui.

Não estou aqui para ser uma super-estrela.

Aqui tenho estado desde 1991 e nunca poderia ficar mais conhecido do que agora.

Alguns repórteres fazem julgamentos mas isso não é do meu estilo.

Eu apresento ambos os lados e relato o que vejo com os meus próprios olhos.

Não critico a NBC pela sua decisão porque eles estão sob grande pressão comercial do exterior. E certamente não acredito que a Casa Branca tenha sido responsável pelo meu despedimento. Mas quero contar a história o melhor que puder, o que torna decepcionante ser despedido.
01/Abr/03
[*] Ex-correspondente da cadeia de televisão americana NBC, despedido da mesma apenas por ter dado uma entrevista à TV iraquiana. Após o seu despedimento foi contratado pelo jornal britânico Daily Mirror . É fácil verificar que mesmo o seu simples objectivismo jornalístico causa desconforto aos poderes estabelecidos nos EUA. Eles não querem jornalistas – querem propagandistas da guerra.
Este artigo encontra-se em http://resistir.info .
02/Abr/03