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quarta-feira, 27 de maio de 2009

TERRORISMO CONTRA IRAQUIANOS APÓS A INVASÃO DO IRAQUE

Para não dizer que não falei do horror/terror

Essa é a "demo"-cracia que os EUA foram levar ao Iraque?
Esses prisioneiros estão presos desde a invasão do Iraque no ano de 2003. Foram torturados. Muitos massacrados!
UMA VERGONHA MUNDIAL!
A Comunidade Internacional é cúmplice desses crimes posto que calou-se, omitiu-se, infelizmente.Quem cala consente e é cúmplice.
Isso não pode ser JAMAIS esquecido.
Não são prisioneiros comuns. São prisioneiros de uma guerra estúpida, baseada em mentiras.
Milhões de Iraquianos têm sido torturados, massacrados e os responsáveis tem que ser PUNIDOS.
Pergunto aos que apóiam essas atitudes insanas, de crueldade e desrespeito máximos:
_Vocês gostariam de ter sua casa invadida e seus entes queridos torturados, massacrados, aprisionados SOMENTE porque RESISTEM por amor ao chão (Pátria) que pisam?
São uns HERÓIS que lutam pela SOBERANIA de seu país!
Os EUa e aliados tem que entender que o MUNDO abomina essas atitudes.
Basta de invasões, ocupações!
Basta de guerras pela ganãncia de ter o que não lhes pertence. Viva a Resistência Iraquiana!
Viva a Resistência Palestina!
Viva a Resistência Afegã!
O Oriente Médio/Próximo não quer esse tipo de "demo-cracia lá!
E esta então... o cara vai no âmago da questão:"... os lobbies, que representam interesses econômicos, sociais e políticos nos Estados Unidos são muito poderosos. Tendem sempre a pautar e delimitar a atuação do governo. Daí que o presidente Barack Obama, apesar das promessas de alterar as diretrizes políticas estabelecidas pelo presidente George W. Bush, só promoveu mudanças cosméticas. Até agora, meados de maio de 2009, com um pouco mais de 100 dias no governo, não fechou o campo de concentração de Guantánamo e recuou em diversas outras medidas..."Luiz Alberto Moniz Bandeira"
Obama não tem condições de reverter a política de Bush"
http://carosamigos.terra.com.br/Quem ainda consegue dar pelota pra mídia-lixo-corporativa?
É evidente que a inteligência está na rede e na mídia alternativa.
Sensacional entrevista do Luiz Alberto Moniz Bandeira na Caros Amigos..."Obama não tem condições de reverter a política de Bush"http://carosamigos.terra.com.br/"...devido às relações reais de poder nos Estados Unidos. Obama, por exemplo não pode cortar substancialmente as encomendas do Pentágono a fim de reduzir o déficit fiscal dos Estados Unidos, que cresce de ano a ano. Se tentasse fazê-lo, diversas indústrias de material bélico logo quebrariam, aumentando o desemprego e arruinando os Estados onde estão instaladas. Mas o complexo industrial-militar é uma bolha, inflada pelos recursos públicos, e mais dias menos dia vai estourar, como aconteceu com a bolha do sistema financeiro e a indústria automobilística..."
A internet não transmite cheiro mas por incrível que pareça ao ver estas imagens senti cheiro de sangue no meu nariz
"Depois não sabem porque o discurso do Ahmadinejad contra o ocidente ganha força."É uma pena que o discurso de Ahmadinejad ganhe força. Porém, também é uma pena que os EUA sejam comprados como os arautos da liberdade e da democracia, pois uma nação que permite que em suas forças armadas se cometam tais atrocidades - ou tentem ocultá-las ou minimizá-las - pode ser chamada de tudo, menos de uma democracia. Quando um soldado chega a cometer esse tipo de crime é porque ele traz no espírito sentimento imenso e profundo de superioridade e desprezo ante outros povos, e esse sentimento não é de um ou dois militares, ou de um batalhão isolado, mas é aprendido e alimentado ao longo dos anos, nos quartéis e bases militares espalhadas pelos quatro cantos da Terra. Os estadunidenses elegeram um negro para presidente (o que deveria ser visto como a coisa mais natural do mundo, uma vez que eles auto se definem como o país da liberdade e da tolerância), mas ainda estão muito longe de poder dar lição de moral ao Irã, ao Líbano, à Coréia do Norte ou a qualquer outra nação, menos ainda quando o assunto é armamentismo e testes nucleares, visto que os próprios EUA foram os predecessores do horror atômico e do terrorismo no mundo moderno, bem como os inventores do massacre cirúrgico de civis.Em suma: Torturar um torturador me faz tão vil quanto ele!
Sabem quem é um defensor destas barbaridades aí acima?Só o atual n2 nos eua... o Secretário da Guerra robert gates.Como negar que os eua são uma ditadura fascista?
Esta é a democracia estadunidense... mercenários neuróticos, formados para torturar, defender uma riqueza e um estilo de vida que eles mesmos nem vão usufruir... Mais ou menos como os babacas que ficam defendendo o patrimônio alheio e julgando aqueles que lutam por seus direitos.Quanto a Obama, só se desilude quem se iludiu que a elite estadunidense deixaria eleger alguém que lhe ameaçasse.
Quem quiser saber mais sobre as práticas SÓRDIDAS dos "americaninhos bonzinhos", basta assistir ao excelente documentário "The War on Democracy" do jornalista John Pilger, que inclusive foi premiado. Mostra como eles passaram a tratar TODA a América Latina a partir de 1945 até os dias atuais.
Da missa vocês não sabem a metade...
Os americanos só fazem isso com os mais fracos. Lembram-se que eles queriam invadir covardemente a Coréia do Norte e desistiram depois que descobriram que eles JÁ tem bomba atômica (sem falar que eles já sabiam a muito tempo que a Coréia do Norte é um dos maiores fabricantes de mísseis do mundo)? POR ISSO digo que o Brasil TEM QUE TER BOMBA ATÔMICA para poder ser respeitado por eles!
COVARDES!!!
Depois não sabem porque o discurso do Ahmadinejad contra o ocidente ganha força.
É apenas a "democracia made in USA" sendo colocada em prática. Em nossas terras já presenciamos coisa parecida. As ditaduras que assolaram a América Latina no século passado vieram com a estreita colaboração dos governos estadunidenses. A Escola das Américas, que era localizada no Canal do Panamá, formou levas de torturadores para evitar que a verdadeira democracia se estabelecesse em nossos países.Se Obama não quer expor seus soldados a perigo, não deve ficar apenas tergiversando. Chame-os para casa em definitivo.
As imagens são chocantes e mostram como funciona a verdadeira democracia americana.Com certeza existem muito mais fotos como estas, onde fica claro a humilhação,o constrangimento, ataque moral, ofensa a dignidade ou seja violação total dos direitos humanos. Mas a pergunta é onde estão os órgãos com competência para julgar genocídio e crimes contra humanidade? ONU,TPI? Com certeza essas organizações podem julgar e condenar países e quem comete genocídios, crimes de guerra, violação dos direitos humanos.George W. Bush é o maior criminoso do século 21. Só que essas organizações não têm feito nada mais nada mesmo para levá-lo a julgamento.
A questão aqui é o exemplo.
Os EUA sempre tiveram nos fóruns internacionais a postura de condenar a tortura, o desrespeito aos direitos humanos, a humilhação e morte de soldados sob tutela.Ao praticarem o que condenam, perdem a moral e igualam-se aos países que criticam."Faça o que eu digo não faça o que eu faço" é hipocrisia pura, para não dizer pior.
Como negar que os eua são uma ditadura descarada?A imundíce do fascismo ianque está aí acima.Só não vê quem não quer...
Essas fotos me fazem duvidar se a espécie humana tem alguma chance de sobrevivencia através dos tempos. Não evoluímos.Não adiantam os que lutaram para melhorar a humanidade trazendo conhecimento, sabedoria, luz. Não adiantam os novos instrumentos de informação, de comunicação. Continuamos bárbaros, selvagens e imbecis.Que tragédia. Tais brutalidades seriam compreensiveis se praticadas na idade media. Hoje,elas ja deveriam provocar a repulsa de todos.
OS AMERICANOS FAZEM DE TUDO PARA ROUBAR O PETRÓLEO IRAQUIANO E PROTEGER AS FAZENDAS DE ÓPIO NO AFEGANISTÃO CONTRA O TALIBAM PARA CUSTEAR ESSA GUERRA .
Obama corre o risco de ir para a lixeira da história, como Bush.
* A aquele que apóia essas atrocidades contra o Povo Iraquiano:
..se você pertencesse a um exercito que tivesse invadido meu país e tivesse feito o que os americanos estão fazendo, eu não cortaria tua garganta com uma faca enferrujada, eu cortaria com uma tampa enferrujada de lata de sardinha e deixava você morrendo no deserto.
Referindo-se ao Iraque:
...a terra é deles, imbecil. Entre você na minha casa e verá o que eu faço com você, infeliz... Você desmaiaria de pânico ao me ver,não queira isso...
Não é à toa que o apelido daquele hospício da Amércia do Norte é Estragos Unidos. Aquilo ali, que está repleto de assassinos em série, que adora filmes de violência, que adora roubar, invadir países e pilhar, têm apenas o apoio da impren$a. Todos sabemos que são verdadeiros lobos em pele de carneiro. Daqui a 20 ou 30 anos muitos verão a resposta de todos os povos que já foram massacrados por esse bando de assassinos!
Mas o Obama não era o cara que iria mudar tudo isso!!!Para quem acredita no saci...
vc gostaria que os mariners invadisse a sua casa e degolasse a sua família?
http://infinitoaldoluiz.blogspot.com/ (24/05/2009 - 15:11)O QUE SE PODE ARGUMENTAR DIANTE DE UM AMARILDO & SIMILARES COMO ESSE QUE POSTOU TAMANHA BARBARIDADE?DE QUANTA MISÉRIA É CAPAZ UM PROGRAMADO DA CIA REPETIDOR DE PROPAGANDA DA BARBÁRIE DA NOVA ORDEM MUNDIAL?É DE ESTARRECER O REPUGNANTE GRAU DE BARBARISMO DE SERES REPTILIANOS COMO ESTE E OUTROS QUE NOS APARECEM PARA EMPORCALHAR A HUMANIDADE. Ao divino em tudo e em todos nós eu PEÇO QUE LIMPE ESTE LIXO inumano! Sinto muito, me perdoe, te amo, sou grato!
...O IDIOTA faz a defesa desses torturadores e acusa os iraquianos que sofreram uma invasão covarde de serem eles os bárbaros nessa estória.
Francamente!
Podemos ver que os americanos também não ficam devendo nada em termos de barbaridades.
Acho isto abominável.Ninguém tem direito de torturar; os que torturam são covardes e cruéis.É preferível mata-los, se tiverem culpa. Para mim EUA/Israel são cruéis e covardes.

Como era aquela história de "Change, Yes, We Can" mesmo hein?

Abs

Aqueles que acham que o Iraqueano não hesitaria em cortar seu pescoço, digo como brasileiro que se bombardeassem meu país, matando familiares de amigos ou meus proprios, destruindo meu mundo, com a argumentação de que nunca saberei o que é melhor para mim, usando desculpa desculpa esfarrapada para roubar nosso pré-sal que temos armas quimicas, se eu pudesse tambem contaria o pescoço deste inimigo ladrão sem pestanejar.

...se entrar um estranho em sua casa e roubar-lhe o que de mais valioso você possua, matar seus filhos, abusar de sua mãe e esposa, por acaso, vc tambem não os degolaria com uma faca cega?

Vejam as fotos dos civis iraquianos torturados: http://www.viomundo.com.br/voce-escreve/para-nao-dizer-que-nao-falei-do-horror/

Vários meios de comunicação publicaram hoje quinze fotografias que mostram torturas nos cárceres do Iraque e Afeganistão, que supostamente formam parte das 2.000 imagens que o presidente de Estados Unidos, Barak Obama, quer evitar que venham à luz.

A difusão das fotografias partiu da televisão australiana SBS, que supostamente as comprou em 2006 no início do escândalo de Abu Ghraib e decidiu torná-las públicas agora.
As fotografias mostram prisioneiros desnudos e ensangüentados, um homem com uma mensagem gravada nas nádegas que diz "Sou um violador" em inglês, um prisioneiro algemado, outro com o corpo cheio de excrementos e outro pendurado com a cabeça para baixo e sem roupa, entre outras aberrantes imagens.
A Administração Obama anunciou na quarta-feira passada que recorrerá da decisão de um tribunal de permitir a desclassificação das 2.000 fotos, tal como havia solicitado a Associação Americana pelas Liberdades Civis (ACLU, por sua sigla em inglês).
A Casa Branca alega que a publicação das fotos poderiam desencadear uma nova onda de anti-americanismo no mundo muçulmano que poria em perigo a vida dos soldados estadunidenses ali destacados.
O novo escândalo chega em mau momento para o presidente Obama, depois de que ontem anunciara o restabelecimento das comissões militares criadas por seu predecessor, George W. Bush, para julgar a presos suspeitos de terrorismo detidos na prisão de Guantánamo, em Cuba.
Traduzido do espanhol por Rosalvo Maciel
Original em Rebelión

quinta-feira, 7 de maio de 2009

TORTURA, TORTURADOS E TORTURADORES

“Vários detidos morreram sob tortura”

Entrevista com Abdelyabar al-Kubaysi, secretário geral da Aliança Patriótica Iraquiana: IraqSolidari
Al-Basra, 28 de dezembro de 2005

Faça um resumo de seu período de detenção

Estive detido durante 16 meses no cárcere de Camp Cropper, situado no Aeroporto Internacional de Bagdá, onde também se encontra a maior base ianque do país. No início de minha detenção, os interrogadores ianques me mostraram pastas que diziam conter informações sobre mim desde 1960. Meu interrogatório durou seis meses e era, em sua quase totalidade, de caráter político. Inclusive me perguntaram sobre personalidades políticas árabes e estrangeiras. Na última parte do interrogatório me disseram que não acreditavam em nada do que lhes dizia. Minha resposta foi: "Isto é problema de vocês."
Nos primeiros seis meses de minha detenção me introduziram em uma cela construída em um habitáculo de madeira um pouco maior. Mas passei os primeiros dias em uma caixa (de madeira) onde cabia apenas meu corpo.
Depois desses 6 primeiros meses me transferiram para onde estavam os presos políticos.
Durante meu tempo de detenção eu pude falar com todos eles, com exceção de Tareq Aziz e Taha Yasín Ramadán 1, que via de longe, mas com quem nunca coincidia haver ocasião em que pudéssemos nos falar. Entre os com quem conversei muito estão Qays al-Aazami, Humam Abdel Kader, Humam Abdel Jalek, Abdel Ata-wab Hwich, Ahmed Mortada, Hus-sam Mohamed Amin, Sutam Alham-mud e Abd Hammud, além de vários oficiais dos serviços secretos iraqui-anos. Havia um total de 103 detidos neste cárcere.
Antes de nos colocar em liberdade nos perguntaram se tínhamos um destino de preferência. Eu e ou-tros cinco escolhemos Bagdá, ou- tros cinco Tikrit; outros escolheram Aman, inclusive as senhoras Huda Saleh Ammach e Rihab Taha, porque temiam ser assassinadas pelas milícias de Badr2.
Na prisão (do aeroporto de Bag-dá) há uns 65 detidos (dirigentes do governo deposto e do partido Baath) a espera de julgamento. Mas é provável que se liberte alguns deles, como Mohamed Mahdi Saleh (que foi ministro de Comércio), Abdel Atawab Hwich e Saad Abdel Majid al-Faysal (ex-funcionário do ministério do Exterior), Fadel Mahmud Gharib e Jalil Sarhan (membros da direção do Partido Baath), e Hamed Challah (comandante das Forças Aéreas). São um total de 12 os detidos que ainda não compareceram perante nenhum juiz, mas é possível que acabarão por fazê-lo no futuro.
O que caracteriza essencialmente a este centro (de detenção) é que está totalmente isolado do resto do mundo. O preso não vê mais que aos soldados ianques - ainda que posteriormente me permitiram contactar com minha família durante dez minutos a cada 40 dias e o mesmo fizeram com os demais detidos, que podiam ver sua família durante 20 minutos a cada quatro meses. Estas medidas afetavam todo mundo.



Que tratamento recebeu dos ocupantes durante os dias anteriores a sua libertação?



Antes de minha libertação os ianques pediram que eu assinasse uma declaração contra a violência e comprometendo-me a não atuar contra o governo iraquiano e as forças multinacionais de ocupação, estar contra qualquer atividade contra eles e comprometer-me de tudo isso ante as forças de segurança iraquianas, além de deixar de expressar-me politicamente nos meios de comunicação durante um ano e meio.
Perguntei-lhes se pretendiam que acabasse trabalhando como confidente e me neguei a assinar aquele documento. Também disse a um general ianque que se havia passado tanto tempo preso é porque havia rechaçado o que estavam me propondo agora, e perguntei se a estas alturas pretendiam me converter em seu espião. E acrescentei: imagina você que eu possa calar-me sobre o que se está passando em meu país? Abandonei então a sala de interrogatório e me dirigi a meu módulo. O general me seguiu e disse: "Bem, assine o que quiser e rabisque o que quiser".
Entre os pontos que continha aquele documento havia um que se referia ao "apoio a uma reconciliação nacional num Iraque unido", e outro ponto que afirmava haver "sido informado de que o partido Baath foi proscrito por lei" 3. Outro ponto fazia referência a minha "disposição de comparecer ante à justiça, se assim fosse preciso" - ainda que durante todo o tempo que durou minha detenção sempre tenha enviado cartas ao Comitê Internacional da Cruz Vermelha (CICV) solicitando ou minha libertação ou meu julgamento diante de um juiz iraquiano - assinei dando meu consentimento a estes pontos e rasurei os demais.
Ao sair da prisão me entregaram um certificado de ter sido detido, no qual consta um telefone pessoal para o caso de os soldados decidirem me prender novamente.



Interrogatórios



Que tipo de discussões tinhas com os interrogadores?



Os interrogatórios e seus procedimentos eram fatigantes. Os interrogadores eram mudados constantemente e as sessões duravam mais de 20 horas, tempo que sempre passávamos com as mãos e os pés amarrados e os olhos vendados. Os interrogadores estavam formados por grupos de quatro ianques da CIA ou de outras instâncias e iam mudando constantemente.
Nos pediam informações sobre a resistência ou sobre as mesquitas de Faluja e outras questões concretas. Logo as discussões passaram a ser em torno da ocupação em si e do dinheiro roubado do Iraque (lhes disse em uma ocasião que eram uns ladrões e o interrogador me contestou que isso não era verdade; seguidamente lhe joguei na cara que ele, seu pai e seu presidente eram todos ladrões)
Para justificar minha detenção os interrogadores elaboraram umas acusações que não chegavam a ser crimes, porque sabiam que não era verdade, não porque eu me negasse a confirmá-las, pois consistia em que eu me dedicava a mobilizar as forças árabes e européias contra a ocupação, ou que eu havia feito reuniões com Saddan Husseim para organizar a ação da resistência para depois da ocupação4, ou que eu era coordenador político de islamitas, sadristas5 e baathistas, além de ser um teórico político da resistência.
Um dos interrogadores me apresentou alguns escritos meus como prova de que eu era um teórico político da resistência, textos nos quais eu havia abordado alguns pontos para criar as condições da expulsão dos ocupantes. Eu não neguei que alento a resistência até a expulsão do último soldado ianque e iraniano de meu país, mas, por outro lado, disse desconhecer quem faça parte da resistência.
Assim, havia escrito em algum artigo meu que eram necessárias quatro condições para poder acabar com a ocupação:
1 ampliar a geografia da atividade armada da resistência e fazê-la crescer para que se converta em uma resistência nacional sem denominações confessionais;
2 fomentar as ações qualitativas para infligir maiores danos aos ianques, tanto a nível humano como material;
3 que o Iraque não está isolado de seu entorno, nem pela história nem pela geopolítica (regional) e que, portanto tudo o que acontece no Iraque faria efeito em toda a zona, o que levaria os governos leais ao USA no Oriente Médio a formular (à administração Bush) o risco que suporia continuar ocupando o Iraque e as consequências do fortalecimento da resistência iraquiana, de tal maneira que o USA se dará conta de que a entidade sionista na Palestina , que ele tem protegido, fazendo a guerra por ele (Israel), estará em perigo; e
4 que o USA perdeu sua credibilidade e isto levará a sociedade estadunidense a rechaçar a ocupação e a guerra no Iraque.
Logo me perguntou: "Por que não luta contra a ocupação iraniana?", e lhe respondi que a ocupação iraniana se acabará um minuto antes de sua retirada do Iraque, porque é uma ocupação velhaca que chegou depois da ianque e deixará de existir no momento em que o exército ianque desmoronar e fugir do Iraque. É uma ocupação coberta pelo capacete do soldado ianque e sustentada nos serviços secretos iranianos e em organizações e instituições controladas por esses serviços, que recebem dezenas de milhões de dólares. E ele me respondeu "Então, é possível que estale uma guerra civil?". Eu lhe disse: "retirem-se e deixe-nos matarmos entre nós. No Iraque nunca sentimos que haviam chiitas e sunitas e só começamos a escutá-lo quando vocês chegaram e trouxeram o governo iraniano de Al-Jaafari e os partidos iranianos, mas mesmo assim tudo isso terminará quando vocês se retirarem de meu país. Vocês são os inimigos agora e tua expulsão é a única saída que temos e será por meio da resistência". Logo ele me insultou e eu lhe insultei e lhe disse que não podia fazer nada comigo a não ser que me desse um tiro na cabeça.
Depois veio outro interrogador da CIA e me disse que o Iraque estava em perigo, que o USA está empantanado e repeitavam muito a análise que fazíamos da situação. Me prometeu inclusive fazê-la chegar a Washington.



Torturas



O que ocorre neste centro de detenção, sobretudo com relação à tortura?



Eu pessoalmente não vi ninguém que tenha sido torturado, salvo os casos de quatro pessoas: Taha Yasín Ramadán, vice-presidente da República, porque vi seu corpo ensanguentado e o mesmo tentando curar-se com água e sal; Jamis Sarhan, membro da direção do Partido Baath e morador de Faluja; o Dr. Hazem Achaij Arrawi, um cientista do programa biológico; e Mohamad A-Saghir, oficial dos serviços secretos. E não estou me referindo à prática habitual de vendar os olhos e amarrar as mãos nas costas dos detidos, para logo juntá-las com os pés durante dias, metidos em cubículo de madeira dentro de outro buraco pequeno e escuro. Não, não me refiro a essas práticas, que sofremos durante todos os dias do interrogatório e que eu pessoalmente também sofri.
É preciso destacar também que nem para comer nos desamarravam as mãos, nem nos tiravam as vendas dos olhos. Apenas em lugar de amarrar nossas mãos nas costas o faziam para a frente e aí era preciso comer como um cego. A comida durava dez minutos e depois as mãos voltavam a ser amarradas atrás.



Conheceu alguém que tenha sucumbido à tortura?



Sim, várias pessoas morreram sob tortura, entre eles Adel Al-Duri, que tinha mais de 60 anos e era membro da direção do partido Baath; Hamza Zubaidi, ex-primeiro-ministro, que tinha mais de 70 anos de idade; e Waddah Achaij, um oficial de serviços secretos, que tinha uns 58.



Havia quantas pessoas detidas no cárcere?



Há 103 detidos, além de membros da resistência que foram isolados em um pavilhão à parte, como eu durante os primeiros seis meses. [Este grupo] chegou a estar composto por uns 17 detidos e 9 detidas.
Quando fui libertado, eles seguiam isolados e não sabemos nada do que se lhes inflige.



Aparte a tortura, havia também tentativas de subornar os detidos? Recebeu alguma oferta nesse sentido?



Desde o começo, me ofereceram dinheiro e postos no [novo] governo. E mais, me disseram: "critique-nos, mas dê sua boa vista à participação no processo político e nas eleições [de 15 de dezembro] de 2005". Rechacei isso e assim me disseram que não ia ser posto em liberdade até que as eleições fossem celebradas, e assim foi.
Disse-lhes também que eu estou a favor da resistência e que se tivesse 30 anos lutaria contra eles. Um de seus generais me respondeu: "Forme dois batalhões e lute contra nós, mas não escreva contra nós". Aí, lhes disse: " Não sou um militar e tenho mais de 60 anos, sendo que a única coisa que posso fazer é escrever. É o que seguirei fazendo".



O que mais incomoda os detidos?



A alimentação. Os detidos sofrem de uma fome inimaginável. Era-nos servida uma colher de arroz e entre 20 ou 30 grãos de milho por detido, além de um pedaço de carne. E não estou exagerando. Quando mudavam de menú, nos davam três colheradas de macarrão. Essa é uma das preocupações dos detidos, que fica refletida em suas cartas dirigidas ao CICV.
_____________________________________
1. Respectivamente, vice-primeiro-ministro e vice-presidente do Iraque no momento da invasão.
2. As milícias de Badr são corpos paramilitares criados e fomentados no Irã. São o braço armado da chamada "revolução islâmica" e estão em semi-legalidade no Iraque.
3. Al-Kubaysi é dissidente do partido Baath há 25 anos.
4. Como secretário geral da Aliança Patriótica Iraquiana, Al-Kubaysi instou o governo de Saddam Hussein a abrir um processo de diálogo político com a oposição no exterior, não comprometida com os planos de invasão do Iraque que, depois de 12 anos de sanções, era já iminente. Al-Kubaysi voltou ao Iraque com este fim antes do início da invasão. Poucas semanas antes do início da guerra visitou o Estado espanhol.
5. Partidários de Al-Sadr, clérigo chiita, finalmente vinculado nas eleições de dezembro à lista confessional chiita hegemônica no governo anterior de Al-Jaafari.












A confissão do torturador
Eduardo Galeano
Porto Alegre 2003



Como uma compensação, o sistema de poder confessa sua verdadeira identidade através das torturas que inflige. Nas câmaras de tormento, os que mandam arrancam sua máscara.
Assim ocorre no Iraque, para citar um exemplo. Para apoderar-se do Iraque apesar dos iraquianos e contra os iraquianos, as tropas de ocupação atuam com realismo: pregam a democracia e a liberdade e praticam a tortura e o crime. Quem quer ao fim, quer aos meios. Ou por algum acaso alguém pode crer que existe outra maneira de roubar um país?
O resto é puro teatro: as cerimônias, as declarações, os discursos, as promessas e a transferência da soberania, que passa dos Estados Unidos aos Estados Unidos.
Ocorre que o poder não diz o que diz. Por exemplo: quando diz "terrorismo no Iraque", em muitos casos deveria dizer: "resistência contra a ocupação estrangeira”.
***
Quando se publicaram as fotos e estourou o escândalo, as cúpulas do poder político e militar cantaram em coro os salmos de sua auto-absolvição:
- "São casos isolados" - "São casos patológicos" - "São umas tantas maçãs podres" - "São perversos que desonram o uniforme".
Como de costume, o assassino pôs a culpa na faca.
Mas esses soldados ou policiais que enlouquecem o prisioneiro dando-lhe descargas de eletricidade, ou submergindo-lhe a cabeça em merda, ou partindo-lhe o cu, não são mais que instrumentos: funcionários que ganham o soldo cumprindo sua tarefa em horário de trabalho. Alguns trabalham com falta de vontade e outros com fervor, como essas entusiasmadas senhoritas que se fotografaram enquanto humilhavam seus torturados iraquianos e os exibiam como troféus de caça. Mas todos, os apáticos e os fervorosos, são burocratas da dor que atuam a serviço de uma gigantesca máquina de picar carne humana. Loucos? Perversos? Pode ser, mas o pretexto patológico não absolve o poder imperial que necessita da tortura para assegurar e ampliar seus domínios, porque esse poder está muito mais louco e é muito mais perverso que os instrumentos que utiliza. E nada tem de anormal que um poder atrozmente injusto se utilize de métodos atrozes para perpetuar-se.
***
Nada tem de anormal, tampouco, que esses métodos atrozes não se chamem por seu nome.
A Europa sabe que onde manda capitão não manda marinheiro. A declaração da União Européia contra as torturas no Iraque não mencionou a palavra tortura. Essa desagradável expressão foi substituída pela palavra “abusos”. Bush e Blair falaram de “erros”. Os jornalistas da CNN e de outros meios de massa não puderam utilizar a palavra proibida.
Anos antes, para que os prisioneiros palestinos fossem legalmente triturados, a Suprema Corte de Israel havia autorizado "as pressões físicas moderadas". Os cursos de torturas que há muito tempo recebem os oficiais latino-americanos na Escola das Américas denominam-se "técnicas de interrogatório". No Uruguai, que foi campeão mundial na matéria durante os anos de ditadura militar, as torturas se chamavam, e ainda se chamam, "processos ilegais".
Segundo a Anistia Internacional, a venda de aparatos de tortura no mundo é um brilhante negócio para umas tantas empresas privadas dos Estados Unidos, Alemanha, Taiwan, França e outros países, mas esses produtos industriais são "meios de autodefesa" ou "material para o controle da delinqüência".
***
Por sua vez, mencionaram sim a palavra tortura, com todas as suas letras, os pesquisadores que interrogaram a população dos Estados Unidos no ano de 2001, pouco depois da derrubada das torres de Nova Iorque. E quase a metade da população, 45 por cento, respondeu que a tortura não parecia má “se aplicada contra os terroristas que se negam a dizer o que sabem”.
Seis anos antes, no entanto, a ninguém havia ocorrido torturar o terrorista Timothy McVeigh quando ele se negou a dar o nome de seus cúmplices. A bomba que McVeigh pôs em Oklahoma matou 168 pessoas, incluindo muitas mulheres e crianças, mas era branco, não era muçulmano e havia sido condecorado na primeira guerra do Iraque, onde aprendeu a cozinhar purê de gente.
***
Contra o terrorismo, tudo vale. Isto tem proclamado o presidente Bush, em mil ocasiões; e o repetido o eco Blair. Ambos continuam brindando pelo êxito de suas cruzadas. Seguem dizendo: “O mundo é agora um lugar mais seguro”, enquanto o mundo estoura e a cada dia a violência gera mais violência e mais e mais.
***
Guantánamo é o símbolo do mundo que nos espera. Seiscentos suspeitos, alguns menores de idade, definham nesse campo de concentração. Não têm nenhum direito. Nenhuma lei os ampara. Não têm advogados, nem processos, nem condenações. Ninguém sabe nada deles, eles não sabem nada de ninguém. Sobrevivem em uma base naval que os Estados Unidos usurparam de Cuba. Supõe-se que sejam terroristas. Se são ou não são é apenas um detalhe que não tem a menor importância.
Ali foi onde o general Ricardo Sánchez ensaiou trinta e duas formas de tortura, chamadas "táticas de pressão e intimidação", que logo implantou nas prisões do Iraque.
***
Desde a derrubada das torres de Nova Iorque, a tortura vem recebendo numerosos elogios. Foi desencadeado um bombardeio de opiniões jurídicas e jornalísticas aberta ou veladamente favoráveis a este método institucional de violência, ainda que nunca, ou quase nunca, o chamem como se chama. Estas apologias da infâmia, que provêm do poder, ou de fontes próximas, sustentam que a tortura é legítima para defender a população desamparada ante as ameaças que espreitam, porque existem meios de luta de moralidade duvidosa que resultam inevitáveis contra os inescrupulosos assassinos que praticam o terrorismo e o promovem e que jamais dizem a verdade.
Mas, se foi assim, quem havia de torturar? Quem são os homens que mais têm mentido neste século XXI? Quem são os que mais inocentes têm matado, sem nenhum escrúpulo, em suas guerras terroristas do Afeganistão e Iraque? Quem são os que mais têm contribuído à multiplicação do terrorismo no mundo?
***
Agora abundam os surpreendidos e os indignados, mas a tortura não foi utilizada por erro nem por casualidade contra a população iraquiana. As tropas de ocupação a empregaram como era costume, por ordens muito superiores, sabendo do que faziam e para quê o faziam.
Para quê? Não há nenhuma prova de que a tortura tenha servido para evitar um só atentado terrorista. No caso do Iraque, nem sequer tem sido útil para capturar algum dos foragidos importantes. E mais, Saddam Hussein não caiu graças à tortura, e sim graças ao dinheiro que comprou um delator.
A tortura arranca informações de escassa utilidade e confissões de improvável veracidade. E, no entanto, é eficaz. Por isso foi aplicada e se continua aplicando: o que é eficaz é bom, segundo os valores que regem o mundo. A tortura é eficaz para castigar heresias e humilhar dignidades, e sobretudo é eficaz para semear o medo. Bem o sabiam os monges da Santa Inquisição e bem o sabem os chefes guerreiros das aventuras imperiais de nosso tempo: o poder não emprega a tortura para proteger a população, e sim para aterrorizá-la.
Será tão eficaz quanto o poder crê que seja?<>


Tradução: Tiago Soares


22/07/2004





Iraque
Saddam Hussein acusa EUA de mentir sobre tortura
Agência ANSA
Quinta-feira, 22/12/2005 - 12:17


Bagdá - O ex-presidente iraquiano Saddam Hussein acusou hoje os Estados Unidos de "mentir" quando afirma que não foi torturado nas mãos dos carcereiros, assim como "mentiram sobre as armas químicas no Iraque".




A informação foi dada esta manhã pelo Tribunal Especial de Bagdá, onde foi retomado o processo contra ele pela matança de 148 xiitas na cidade de Dujail em 1982.




"Na Casa Branca são uns mentirosos", disse Saddam, que entrou no cercado destinados aos réus com uma cópia do Alcorão nas mãos.




"Disseram que o Iraque tinha armas químicas. Mentiram de novo agora, fingindo que não apanhei", expressou o ex-presidente, que está sendo julgado junto a sete de seus ex-funcionários de governo. Na audiência de ontem, quarta-feira, a sexta desde o início do processo em 19 de outubro, Saddam assegurou ter sido "torturado e apanhado" por seus carcereiros norte-americanos, e que ainda tem "marcas em todo o corpo".
Horas mais tarde o porta-voz da Casa Branca Scott McClellan expressou que as afirmações do ex-presidente "eram a coisa mais absurda" que já haviam escutado.

sexta-feira, 26 de setembro de 2008

CRIMES CONTRA A HUMANIDADE

Guerra imperialista deixa 5 milhões de crianças órfãs

Em 20 de março de 2003, as tropas norte-americanas invadiram o Iraque. Após cinco anos de invasão, a vida do povo iraquiano tornou-se um inferno.
Segundo pesquisa divulgada em 31 de janeiro deste ano pelo instituto britânico Opinion Research Business, mais de 1 milhão de pessoas já morreram em conseqüência da invasão.

Na verdade
, os EUA promovem no Iraque um dos maiores genocídios do nosso tempo.
Depois da invasão, o sistema de saúde e saneamento entrou em completo colapso.

De acordo com o jornal inglês The Independent, apenas 30% da população tem acesso a água apropriada para o consumo humano e mais de 70% das mortes entre crianças são devidas a doenças facilmente tratáveis, como a diarréia.
“A realidade é que não temos condições de dar tratamento algum para muitos dos pacientes”, diz o dr. Bassim Al Sheibani, médico da cidade iraquiana de Diwaniyah.
Recentemente, um surto de cólera tem se alastrado no país, devido à destruição do sistema de saneamento.
Mesmo o Iraque sendo o segundo maior produtor de petróleo do mundo, várias cidades estão tendo que aprender a sobreviver sem energia elétrica, gás de cozinha e combustível. Nessas condições, 50 a 60 mil iraquianos, por mês, abandonam tudo que lhes resta e juntam-se aos mais de 4 milhões de refugiados que a guerra gerou.

Todos os dias, os iraquianos são submetidos a maus-tratos das tropas norte-americanas. Suas casas são invadidas a qualquer hora do dia ou da noite.
Os iraquianos podem ser presos sem qualquer acusação.

Nas prisões sob o controle dos EUA, a tortura é uma prática comum.
Em 12 de março de 2006, 5 soldados norte-americanos invadiram uma casa na cidade de Al-Mahmudiyah, estupraram Abeer Qasim Hamza, jovem de apenas 14 anos, e em seguida mataram seus pais e sua irmã mais nova, de cinco anos.
Em 19 de março de 2004, as tropas norte-americanas bombardearam uma cerimônia de casamento na cidade de Mukaradeeb. Morreram 42 civis, entre eles 13 crianças.
Em 19 de novembro de 2005, na cidade de Haditha, 24 pessoas, entre homens, mulheres e crianças, foram fuziladas por soldados dos EUA. O episódio ficou conhecido como o Massacre de Haditha.

Infelizmente, esses são apenas alguns dos muitos crimes semelhantes que acontecem todos os dias, mas que são cuidadosamente censurados pelo governo de Bush.

Com tantas agressões e humilhações, o povo iraquiano tem aumentado sua resistência à invasão e os grupos insurgentes são cada vez mais fortes e contam com maior apoio da população.
De fato, o número de soldados estadunidenses mortos já chega a 4 mil e em todas as esferas do governo dos EUA já se planeja a retirada das tropas.
Porém, independentemente de quando os iraquianos irão conseguir conquistar sua liberdade, os crimes cometidos pelos EUA serão sentidos por muitos anos.
Hoje, já são 5 milhões de crianças iraquianas órfãs de

pai e mãe.

Que destino terão elas sem seus pais e vivendo em um país destruído?


Humberto Lima
Última Edição (Nº 98)

http://www.averdade.org.br/ler.php?secao=4&nota=67


quarta-feira, 14 de maio de 2008

O SOFRIMENTO DOS CÃES NA GUERRA

A nova vítima da guerra no Iraque, os cães

"Chegará o dia em que o homem conhecerá o intimo de um animal, e nesse dia todo crime contra um animal será considerado um crime contra a propria humanidade."
Leonardo da Vinci


Se já não bastasse as pessoas que vivem num país que passou por uma terrível guerra e hoje se encontra no status de nação ocupada, sofrerem com a violência diária, a guerra como sempre, converte tudo e todos em pasto de sua fúria, onde o injustificável se justifica.
Esta semana deparei-me, com cenas cruéis, cenas que mostram soldados americanos torturando um cachorro a tiros e jogando um filhote do alto de um penhasco, este vídeo é perturbador, o soldado que lança o filhote penhasco abaixo sorri para câmera de outro soldado que filma a “brincadeira” doentia.
Mas segundo o jornal Herald não se tem ainda certeza se filhote jogado do alto do penhasco estava vivo ou morto, já que ele não emitiu nenhum som durante o vídeo, porém em outro vídeo um dos soldados grita com um filhote amedrontado ainda vivo.
O jornal online relata também que o soldado que aparece no vídeo jogando o filhote, foi identificado, e as autoridades do exército americano que investigam o caso prometem punição rigorosa.

É muito triste saber que fatos assim acontecem, revelando a face cruel do ser humano e contrariando o que em minha opinião deveria ser o princípio maior de um exército garantirá a paz, seja para os homens, seja para os animais.
Nota: não publiquei os vídeos por conterem cenas fortes, quem for maior de idade e quiser assisti-los pode me solicitar os links dos mesmos por comentário ou por e-mail.