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sexta-feira, 11 de dezembro de 2009

ISRAEL ESTÁ MATANDO OS PALESTINOS DE SEDE- DENÚNCIA DA ANISTIA INTERNACIONAL

Israel está matando os Palestinos de sede!


A denúncia é da Anistia Internacional








Video/texto: -AI-israel matando Palestinos de sede
terça-feira, 8 de dezembro de 2009.




Israel está matando os palestinos de sede!


A denúncia é da Anistia Internacional.


Impressionante, os sionistas NÃO TÊM LIMITES em suas maldades.




Exige a Israel que respete el derecho al agua de la población palestina

Ya somos 8.146 firmantes



El 4 de junio de 2009 el ejército israelí destruyó las casas de 18 familias en Ras al-Ahmar, una aldea palestina del valle del Jordán.


Los soldados también les confiscaron el depósito de agua, así como el tractor y el camión que utilizaban para llevar agua a la población.


Más de 130 personas, muchos niños y niñas, se quedaron sin un techo ni suministro de agua en la época más calurosa del año.


Desde hace más de cuatro décadas de ocupación, Israel niega a la población palestina el derecho al agua al ejercer el control total de los recursos hídricos comunes y aplicar duras restricciones y políticas discriminatorias.


La escasez crónica de agua afecta a aspectos cruciales de la vida de la población palestina, como la higiene, las actividades agrícolas e industriales y la ganadería.
Israel consume más del 80% del agua del acuífero de la montaña de Cisjordania, frente al 20 % de la población palestina.
El consumo diario de agua palestino apenas alcanza los 70 litros por persona (la OMS recomienda un mínimo de 100 litros), frente al consumo israelí de más de 300 litros al día.
Entre 180.000 y 200.000 personas de comunidades rurales palestinas no tienen acceso a agua corriente, a pesar de lo cual el ejército israelí les impide incluso recoger el agua de lluvia.

Los alrededor de 450.000 colonos disfrutan de tanta o más agua que los 2,3 millones de palestinos. Los colonos israelíes tienen cultivos de riego intensivo, jardines y piscinas.
En la Franja de Gaza, alrededor del 90% del agua de su único recurso hídrico, el acuífero costero, está contaminada pero Israel no permite llevar agua de Cisjordania a Gaza.
Israel debe poner fin a sus políticas discriminatorias, levantar de inmediato todas las restricciones que impone al acceso de los palestinos al agua y permitir a la población palestina hacer uso de la parte de los recursos hídricos comunes que les corresponde. Exige al gobierno israelí un cambio de política.



¡Actúa!






Por los derechos humanos en todo el mundo

Israel é denunciada por negar água potável a Palestinos




Israel rouba água dos palestinos


A Anistia Internacional acusou Israel de privar os palestinos de água, ao deixar os colonos israelenses na Cisjordânia usar quantidades ilimitadas desse bem.
Para a Anistia Internacional, “Israel limita severamente o acesso à água nos territórios palestinos, com um controle total dos recursos comuns e políticas discriminatórias. Israel não deixa os palestinos ter acesso a uma parte dos recursos comuns em água, que se situam principalmente na Cisjordânia, enquanto as colônias israelenses ilegais recebem quantidades praticamente ilimitadas”.


Ainda de acordo com a entidade, os israelenses consomem quatro vezes mais água que os palestinos.

“Esta desigualdade ainda é gritante em algumas regiões da Cisjordânia, onde as colônias usam 20 vezes mais água per capita que os palestinos das localidades vizinhas, que sobrevivem com 10 litros por dia”. “Piscinas, gramados bem-cuidados e amplas áreas de produção agrícola irrigadas, nas colônias, contrastam com a situação dos vilarejos palestinos vizinhos, nos quais os moradores devem lutar diariamente para garantir suas necessidades de água”, continuou o relatório.

A Anistia Internacional também denunciou que os Palestinos não são autorizados a cavar novos poços e a restaurar os antigos sem permissão das autoridades israelenses.

Além disso, inúmeras estradas da Cisjordânia estão fechadas ou limitadas à circulação, o que obriga os carros-pipa a dar voltas para reabastecer os vilarejos que não são ligados à rede de distribuição de água, dificultando o abastecimento.

A Anistia avaliou em quase 200 mil o número de palestinos sem acesso a água corrente na Cisjordânia.
Para piorar a situação, durante a ofensiva israelense, no começo deste ano, centenas de reservatórios de água, poços, esgotos e estações de bombeamento foram destruídos na Faixa de Gaza.

O sistema de tratamento de águas usadas foi particularmente atingido porque Israel interditou a importação de equipamentos metálicos que eles usam para fabricar foguetes caseiros.
Na conclusão do relatório, a Anistia Internacional pede a Israel que acabe com suas políticas discriminatórias e suspenda imediatamente todas as restrições impostas aos Palestinos, para permitir-lhes o acesso igualitário à água e, dessa forma, à vida.
http://www.averdade.org.br/modules/news/article.php?storyid=293

Palestina: Água que não se deve beber

Faqua, Palestina, 12/06/2009 – A setentrional aldeia de Faqua, na Cisjordânia, tem seu nome do aquífero sobre o qual se assenta. Mas a população carece desse recurso, controlado por Israel.

Os problemas começaram em 1948 com a criação de Israel, quando 2,4 hectares dos 3,5 que tem Faqua e a maior parte da água subterrânea foram tomados pelo Estado judeu.

Os Palestinos continuaram sofrendo escassez de água após a assinatura dos acordos de paz de Oslo em 1993 e da criação da Comissão de Água Palestino-israelense, diz um informe do Banco Mundial divulgado em abril.

A Cisjordânia está dividida em três zonas:

área A, sob controle palestino;

B, sob controle palestino e israelense, e

C, sob controle israelense, dentro da qual fica Faqua.

Para os moradores da área C é muito difícil conseguir autorização das autoridades israelenses para cavar poços ou fazer ligação com a rede de água da empresa Mekorot, de Israel.

“Desde 2000 esperamos permissão para construir uma rede de tubulações”, disse à IPS Abu Farha, chefe do conselho desta aldeia.

“Mas, não querem nos dar. Tampouco podemos cavar poços ou reparar os que já estão construídos”.

Porém, “os colonos podem fazer poços muito mais profundos do que os nossos e consertar os demais”, acrescentou.

O Conselho da aldeia de Faqua pensa que Israel pretende expulsar os moradores das aldeias desta região por seu significado estratégico.

Faqua, no distrito de Jenin, na Cisjordânia, fica no alto de uma colina de onde se tem uma visão panorâmica do vale do rio Jordão.

Esta aldeia, a uma hora de automóvel de Ramala, está perto das fronteiras da Síria e do Líbano.

Seus cinco mil habitantes foram prejudicados por uma barreira erguida por Israel para separar esta aldeia de Maale Gilboa, um kibutz religioso onde vivem 400 colonos.

Esta localidade não está ligada a nenhuma rede de fornecimento e depende da água distribuída por tanques israelenses a um preço exorbitante, além disso, não basta para atender suas necessidades. Metade dos adultos está desempregada. Centenas de pessoas perderam o emprego que tinham em Israel por causa do muro, que também isolou a aldeia de suas terras. Agora as autoridades lhes negam permissão para entrar em Israel. O gado diminuiu de sete mil para dois mil animais devido à falta de água e pela expropriação de terras para construir o muro.

“Temos muitos problemas de saúde pela má qualidade da água, mas não temos outra opção a não ser bebê-la”, disse Farha.

“Não sabemos se é potável nem de onde vem. Muitas crianças têm diarréia e outras doenças causadas por bactérias como a Escherichia coli”, acrescentou.

Os palestinos não têm água suficiente, enquanto Maale Gilboa, a 500 metros do perímetro de Faqua, está ligada à rede da Mekerot e se pode ver agricultores a qualquer hora do dia irrigando os exuberantes cultivos e jardins do assentamento.

Israel tem quatro vezes mais água por habitante do que os palestinos, que apenas podem ter acesso a um quinto do aquífero da Cisjordânia, segundo o informe do Banco Mundial.

“A divisão desigual de recursos e a falta de informação sobre o fornecimento impedem os palestinos de terem suas próprias fontes de água”, disse o Banco.

“A situação de emergência teve graves ramificações a economia, na sociedade e na ecologia da Autoridade Nacional Palestina (ANP), as crises humanitárias causadas pela falta de água são comuns na Cisjordânia e em Gaza”, acrescenta o informe.

A rede Palestina de água está em péssimo estado. Menos de 1,8 milhão de pessoas, dos 2,4 milhões que vivem na Cisjordânia, estão ligadas à rede hídrica, disse o diretor da Autoridade Palestina de Água, Fadel Ka’Wash.

“Cerca de 227 mil palestinos não têm água encanada, enquanto 190 mil não recebem quantidade suficiente por problemas na rede e pelo racionamento”, acrescentou. Conseguir autorização de Israel para reparos é um pesadelo burocrático eterno e, ao que parece, sem resultado.

“Nos disseram que nos dariam mais água, mas que primeiro temos de consertar nossa rede”, disse Ihab Barghuti, da unidade de gestão de projetos desse órgão. “É um círculo vicioso. Não nos dão mais água enquanto não arrumamos a infra-estrutura, mas nos negam autorização para as obras”, afirmou.

O consumo médio de um lar palestino é de 60 litros ao dia, enquanto em um lar israelense chega a 280 litros, segundo a organização israelense de direitos humanos B’Tselem.

Em Faqua usa-se 30 litros ao dia por pessoa.

O mínimo recomendado pela Organização Mundial da Saúde é de cem.

A ANP declarou situação de emergência nas 10 aldeias desta região

O Conselho de Igrejas do Oriente Médio interveio para oferecer assistência de emergência.

“Analisamos as necessidades dos mais afetados, os lares com menos de cinco pessoas com o chefe de família desempregado ou subempregado e sem água”, disse Ramzi Zananiri, diretor-executivo da Comissão de Trabalhadores Refugiados do Conselho de Igrejas do Oriente Médio.

“Construímos 42 cisternas em sete das 10 aldeias em situação crítica, que armazenam água da chuva e permitem a uma família subsistir por até quatro meses na época seca”, explicou Zananiri.

“Atualmente, ajudamos 45 famílias, cerca de três mil pessoas. Esperamos poder construir mais cisternas nas três aldeias que faltam”, acrescentou.

IPS/Envolverde

ANISTIA INTERNACIONAL ACUSA ISRAEL DE ROUBAR ÁGUA DE PALESTINOS

By AP 27/10/2009 At 07:37

Além de roubar às terras, órgãos de corpos ainda vivos do povo PALESTINO, o estado invasor-terrorista de Israel, está roubando água que pertencem aos palestinos, cometendo mais um crime contra a humanidade. Nem Hitler! 450 mil judeus consomem mais água(ROUBADA) do que 2,3 milhões de palestinos.

Anistia Internacional acusa Israel de tirar água de palestinos

JERUSALÉM - A Anistia Internacional (AI) acusa Israel de extrair quantidades desproporcionais de água potável de um aquífero que controla na Cisjordânia e privar assim a parte correspondente aos palestinos, o que é negado pelas autoridades israelenses.

O grupo de direitos humanos, com sede em Londres, também disse em um relatório que será divulgado nesta terça-feira que Israel impediu projetos de infraestrutura que melhorariam o abastecimento de água para os palestinos, tanto na Cisjordânia como na Faixa de Gaza.

- Esta escassez afeta todos os níveis da vida dos palestinos.

Deve ser dada a eles uma quantidade maior de água - disse a investigadora da Anistia sobre Israel, Donatella Rovera.

A água. um ponto de conflito importante entre israelenses e palestinos, é considerado um tema que deve ser resolvido para que possam chegar a um acordo de paz.

O assunto se complica pela divisão dos territórios palestinos.

O movimento moderado Fatah governa a Cisjordânia e a milícia do Hamas controla a Faixa de Gaza.

Cada israelense usa em média uma quantidade de água quatro vezes maior que um palestino, cujo consumo está abaixo do nível mínimo recomendado pela Organização Mundial da Saúde (OMS), segundo o relatório.

A Anistia Internacional se concentra no Aquífero da Montanha na Cisjordânia.

Disse que Israel utiliza mais de 80% da água que é extraída no lugar e que, enquanto o Estado judeu tem outras fontes de água, esse aquífero é a única fonte dos palestinos.

Como resultado, os 450 mil israelenses que vivem na Cisjordânia e em Jerusalém Oriental usam mais água que 2,3 milhões de palestinos, segundo o relatório.

Israel tomou essas duas áreas, antes ocupada pela Jordânia, na guerra de 1967.

Os palestinos a reclamam como parte de seu eventual Estado independente.

O porta-voz do governo israelense, Mark Regev, disse que as afirmações da Anistia são completamente descabidas e assegurou que Israel tem o direito legal para usar o aquífero porque o descobriu primeiro.

http://prod.brasil.indymedia.org/en/red/2009/10/457269.shtml

quarta-feira, 30 de setembro de 2009

QUANTOS FALAM A RESPEITO DISSO?

http://www.chomsky.info/

Quem será que discordaria de Noam Chomsky?


"América Latina é hoje o lugar mais estimulante do mundo" : Em entrevista ao La Jornada, Noam Chomsky fala sobre a América Latina, definindo-a como uma das ÚNICAS REGIÕES DO MUNDO onde há uma RESISTÊNCIA REAL AO PODER DO IMPÉRIO. "Pela primeira vez em 500 anos há movimentos rumo a uma verdadeira independência e separação do mundo imperial. Países que historicamente estiveram SEPARADOS estão começando a se integrar. Esta integração é um pré-requisito para a independência. Historicamente, os EUA derrubaram um governo após outro; agora JÁ NÃO PODEM fazê-lo", diz Chomsky.

Noam Chomsky critica os EUA e elogia o papel do Brasil na crise de Honduras

Copiado do Blog DESABAFO BRASIL, do amigo Daniel Pearl, que está em Minhas Notícias.
Visitem este Blog.
Saraiva
Brasil ficou acima das expectativas; EUA não usaram 'todas as armas'.
Linguista e professor do MIT falou ao G1 em entrevista exclusiva.

Ter apoiado o presidente deposto de Honduras e ter dado abrigo a ele em sua Embaixada, fez com que o Brasil assumisse uma posição de destaque no confronto de Manuel Zelaya com o governo interino hondurenho.

"Um papel admirável", avaliou o linguista e teórico Noam Chomsky

Leia a entrevista na íntegra aqui:http://por1novobrasil.blogspot.com/









A água (que ninguém vê) na guerra


Na guerra do momento - Israel em Gaza -,

por que a mídia não fala sobre a água - um dos itens mais importantes dos conflitos no Oriente Médio?


Embora Israel tenha sérios problemas com recursos hídricos, detém o controle dos suprimentos de água, tanto seus como da Palestina.

Além de restringir o uso d'água, luta pela expansão do seu território para obter mais acesso e controle deste recurso natural.

Ana Echevenguá (*)

"Para além das manchetes do conflito do Oriente Médio, há uma batalha pelo controle dos limitados recursos hídricos na região. Embora a disputa entre Israel e seus vizinhos se concentre no modelo terra por paz, 'há uma realidade histórica de guerras pela água' - tensões sobre as fontes do Rio Jordão, localizadas nas Colinas de Golã, precederam a Guerra dos Seis Dias". Raymond Dwek - The Guardian, [24/NOV/2002]
*A nossa sobrevivência na Terra está ameaçada. Sem alimento, o ser humano resiste até 40 dias; sem água, morre em 3 dias. Somos água! Mas, enquanto a população se multiplica e a poluição recrudesce, as fontes de água desaparecem. Na guerra do momento - Israel em Gaza -, por que a mídia não fala sobre a água - um dos itens mais importantes dos conflitos no Oriente Médio?Oriente Médio... uma região aonde água vale mais do que petróleo... E sempre nos passam a idéia de que lá as guerras ocorrem pela conquista das reservas de petróleo. E a conquista das reservas de água?

Em 1997, o então vice-diretor geral da UNESCO, Adnan Badran, no seminário "Águas transfronteiriças: fonte de paz e guerra" (que centrou os debates nas águas do Mar Aral, do rio Jordão, do Nilo...) disse que "a água substituirá o petróleo como principal fonte de conflitos no mundo".

Embora Israel tenha sérios problemas com recursos hídricos, detém o controle dos suprimentos de água, tanto seus como da Palestina.

Além de restringir o uso d'água, luta pela expansão do seu território para obter mais acesso e controle deste recurso natural.
Ali, ele é o "dono" das:
- águas superficiais: bacia do rio Jordão (incluindo o alto Jordão e seus tributários), o mar da Galiléia, o rio Yarmuk e o baixo Jordão;

- águas subterrâneas: 2 grandes sistemas de aqüíferos: o aqüífero da Montanha (totalmente sob o solo da Cisjordânia, com uma pequena porção sob o Estado de Israel), aqüífero de Basin e o aqüífero Costeiro que se estende por quase toda faixa litorânea israelense até Gaza.


Tais águas são 'transfronteiriças', recursos naturais compartilhados.


Segundo recente inventário da UNESCO, 96% das reservas de água doce mundiais estão em aqüíferos subterrâneos, compartilhados por pelo menos dois países.


Há regras internacionais para o uso dessas águas.


Algumas destas obrigam Israel a fornecer água potável aos palestinos.

Mas Israel não compartilha a água; afinal, tais regras internacionais não prevêem mecanismos de coação ou coerção; é letra morta.

O Tribunal Internacional de Justiça, até hoje, condenou apenas um caso relacionado com águas internacionais.


A estratégia de Israel é outra.


Em 1990, o jornal Jerusalém Post publicou que "é difícil conceber qualquer solução política consistente com a sobrevivência de Israel que não envolva o completo e contínuo controle israelense da água e do sistema de esgotos, e da infra-estrutura associada, incluindo a distribuição, a rede de estradas, essencial para sua operação, manutenção e acessibilidade" (1).

Palavras do ministro da agricultura israelense sobre a necessidade de Israel controlar o uso dos recursos hídricos da Cisjordânia através da ocupação daquele território.

O Acordo de Paz de Oslo de 1993, por exemplo, estipulou que os palestinos deveriam ter mais controle e acesso à água da região.

Nessa época, segundo o professor da Hebrew University, Haim Gvirtzman, dos 600 milhões de metros cúbicos de água retirados anualmente de fontes na Judéia e Samaria, os israelenses usavam quase 500 milhões, satisfazendo cerca de um terço de suas necessidades hídricas. Para ele, isso gerou um 'direito adquirido sobre a água'. Questionado sobre o acesso palestino à água, o professor respondeu:
"Israel deve somente se preocupar com um padrão mínimo de vida palestino, nada mais, o que significa suprimento de água para eles só para as necessidades urbanas. Isso chega a cerca de cinqüenta/cem milhões de metros cúbicos por ano. Israel é capaz de suportar essa perda. Portanto, não deveríamos permitir que os palestinos desenvolvessem qualquer atividade agrícola, porque tal desenvolvimento virá em prejuízo de Israel. Certamente, nunca permitiremos aos palestinos suprir as necessidades hídricas da Faixa de Gaza por meio do aqüífero montanhoso. Se purificar a água do mar é uma solução realista, então deixemos que o façam para as necessidades dos residentes da Faixa de Gaza".

E na Guerra pela Água vale tudo: os israelenses bombardeiam tanques d'água, grandes ou pequenos (muitas vezes construídos nos telhados das casas), confiscam as bombas d'água, destroem poços, proíbem que explorem novos poços e novas fontes d'água (a Cisjordânia, em 2003, contava com cerca de 250 fontes ilegais e a Faixa de Gaza, com mais de 2 mil).


Israel irriga 50% das terras cultivadas,

mas a agricultura na Palestina

exige

prévia autorização.


Então, furto de água das adutoras de Israel é comum naquela região.

A regra do jogo é esta: enquanto o palestino não tem acesso à água para beber, o israelense acostumou-se ao seu uso irrestrito. Sendo assim, dá pra imaginar uma outra forma de divisão ou de uso compartilhado desses recursos hídricos para os próximos anos?

Dá pra imaginar a sobrevivência de qualquer estado e, nesse caso, da Palestina sem o controle efetivo do acesso e da distribuição dos recursos hídricos que necessita?


Botar a mão na água é coisa antiga.


Britânicos e franceses no Oriente Médio definiram as fronteiras (em especial da Palestina) de olho nas águas da bacia do rio Jordão.

Desde 1948, Israel prioriza projetos, inclusive bélicos, para garantir o controle de água na região.

Dentre estes: - a construção do Aqueduto Nacional (National Water Carrier);

- em 1967, anexou os territórios palestinos de Gaza e Cisjordânia e tomou da Síria as Colinas do Golã, ricos em fontes de água, para controlar os afluentes do Rio Jordão. Sobre esta guerra, Ariel Sharon falou que a idéia surgiu em 1964, quando Israel decidiu controlar o suprimento d'água;

- em 2002, a construção o 'muro de segurança' viabilizou o controle israelense da quase totalidade do aqüífero de Basin, um dos três maiores da Cisjordânia, que fornece 362 milhões de metros cúbicos de água por ano.

Segundo Noam Chomsky, "o Muro já abarcou algumas das terras mais férteis do lado oriental. E, o que é crucial, estende o controle de Israel sobre recursos hídrico críticos, dos quais Israel e seus assentados podem apropriar-se como bem entenderem..." (2).

Antes do muro, ele já fornecia metade da água para os assentamentos israelenses. Com a destruição de 996 quilômetros de tubulação de água, agora falta água para beber à população palestina do entorno do muro;

- antes de devolver (simbolicamente) a Faixa de Gaza, Israel destruiu os recursos hídricos da região. E, até hoje, não há infra-estrutura hídrica nas regiões palestinas.


Quantos falam a respeito disso?


Em 2003, na 3ª Conferência Mundial sobre Água, em Kyoto, Mikhail Gorbachev bateu na tecla dos conflitos mundiais pela água: contabilizou, na época, 21 conflitos armados que objetivavam apropriação de mais fontes de água; destes, 18 ocorreram em Israel.


Gestão conjunta,

consumo igualitário de água,

ética e consenso na água

- palavras bonitas no papel,

nas mesas de negociação,

na mídia.

Na prática, é utopia.


O que a ONU e os donos do planeta estão esperando para exigir que Israel cumpra as regras internacionais sobre águas mesmo que estas contidas em convenções, acordos, declarações (e outras abobrinhas)?


Quem vai ter coragem de criar regras claras e objetivas para punir a violação dos direitos dos povos e nações à sua soberania sobre seus recursos e riquezas naturais?*


Ver


Do livro de Noam Chomsky: Novas e Velhas Ordens Mundiais, São Paulo, Ed. Scritta, 1996.



Ana Echevenguá, advogada ambientalista, coordenadora do programa Eco&Ação,

presidente da ong Ambiental Acqua Bios e da Academia Livre das Águas,

e-mail:ana@ecoeacao.com.br

segunda-feira, 21 de setembro de 2009

À MEMÓRIA DAS CRIANÇAS PALESTINAS

VOCÊ GOSTA DE CRIANÇAS?



À MEMÓRIA DE
TODAS AS CRIANÇAS PALESTINAS QUE
QUANDO NÃO MORREM DE
ATAQUES GENOCIDAS
MORREM DE FOME PELO
BOICOTE DE ISRAEL

VÍDEO À MEMÓRIA DAS CRIANÇAS PALESTINAS

À memoria das crianças palestinas

Percebe-se porque tanto Yitzhak Rabin como Shimon Peres declararam, ainda na década de 1990, que desejavam que Gaza simplesmente desaparecesse, ou que sumisse no fundo do mar. A existência de Gaza é um indício permanente das centenas de milhares de Palestinos que perderam suas casas para o Estado de Israel, que fugiram apavorados ou foram expulsos por temor à limpeza étnica executada por Israel há 60 anos, momento em que uma imensa onda de refugiados varria a Europa no pós Segunda Guerra Mundial, e um punhado de árabes expulsos de suas propriedades não importava ao mundo.

Mas agora o mundo deveria se preocupar.

Espremido nos poucos quilômetros quadrados mais densamente povoados do mundo, há um povo destituído, vivendo no isolamento, no esgoto, e, durante os últimos meses, na fome e no escuro, sancionados pelo Ocidente.

Gaza sempre foi insurrecional.

A "pacificação" sangrenta de Ariel Sharon, começandoem 1971, levou dois anos para ser completada e não vai ser agora que conseguirão dobrar Gaza.

"É o lugar mais deplorável que já vi", disse Edward Said, certa vez, sobre Gaza.

"É um lugar terrivelmente triste devido ao desespero e à miséria em que vivem as pessoas. Não estava preparado para encontrar campos que são piores do que qualquer coisa que eu tivesse visto na Áfricado Sul".

“A paz não passa pelo massacre” - Milton Hatoum

À memória de todas as crianças Palestinas que quando não morrem pelos ataques genocidas, morrem de FOME pelo boicote de israel!

http://grupos.uol.com.br/cgi-bin/gruposfolha?cmd=article&group=uol.folha.mundo.governo_bush&item=10480&utag=

domingo, 20 de setembro de 2009

GAZA SOB ATAQUE - O CRIME DO ANO

OLHEM. ISTO É MUITO IMPORTANTE:

Al Jazeera's Sherine Tadros reports on how the Israeli air bombardment is affecting the civilians in Gaza.

Finding water and food is a daily struggle. The war is forcing Gazans to choose between going hungry or risking their lives to find something to eat.


Terça-feira, Janeiro 06, 2009
a vida em Gaza
Esta era a situação UM MÊS ANTES dos actuais ataques começarem:




Obviamente, como explica Michel Chossudovsky em artigo na GlobalResearch sobre a "Operação Chumbo Fundido" (traduzido para castelhano aqui e em português aqui) estas acções fazem parte de um programa politico militar mais alargado que nalgum momento foi previamente decidido e concertado pelo governo Sionista - o primeiro sinal foi o desmantelamento dos colonatos ilegais em Gaza há três anos; pretenderam sacar a sua gente para dispôr de liberdade de acção, porque se houvesse judeus em Gaza eles não poderiam bambardear e matar indiscriminadamente inocentes como estão a fazer. Esse ponto de viragem coincidiu com momento em que também lograram romper a segurança do lider da Fatah e decidiram o envenenamento de Yassir Arafat, acto que os Estados Unidos aprovaram em planos secretos. E iniciou-se então o plano, que tem um nome e várias fases; e esta fase é a arremetida final para varrer os palestinianos de Gaza do mapa, depois de os terem cercado durante todos estes anos.

Des
mantelando Civilizações



Desmantelando Civilizações

Israel não trata de obrigar a Hamas “a cooperar.”
O que vemos é a primeira parte (Operação Vingança Justificada) da implantação do

“Plano Dagan” como foi inicialmente formulado en 2001, que requería:

“uma invasão de território controlado por palestinianos por 30.000 soldados israelítas, com a missão claramente definida de destruir a estrutura dirigente palestiniana e de recolectar armas actualmente em poder das diversas forças palestinianas, e ainda de expulsar ou matar a sua direcção militar" citado de Ellis Shulman sobre a operação em epigrafe.
A questão mais ampla é se Israel, sob consulta a Washington, quererá provocar uma guerra mais ampla que abranja a região em maior escala.
A expulsão poderá assim ocorrer nalguma etapa imediatamente posterior à invasão por terra, se os israelitas permitirem abrir as fronteiras de Gaza para de modo a provocar um êxodo da população.
No tempo do carniceiro Ariel Sharon, a besta militarista referiu-se a esta estratégia como "uma solução ao estilo de 1948" - Para Sharon "apenas (era) necessário encontrar outro Estado para os palestinianos - a "Jordânia também é Palestina" foi a frase então cunhada, segundo cita Tanya Reinhart.




Não olhem para mim que eu não tenho nada a ver com isso.


Apenas vim desempenhar o meu cargo.

Os judeus da FED organizam os pagamentos; nós no Pentágono coordenamos o complexo industrial militar, os Sionistas que têm treino especial para serem odiados actuam na destruição; a Europa faculta meios de controlo e reconstrução - e nós recolhemos os lucros que redistribuimos generosamente por todos os nossos amigos: Simples, no final todos ganhamos! especialmente os sócios indefectíveis da empreitada têm um lugar especial nos nossos corações" (que ficam mesmo perto do bolso onde temos a carteira).
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A aviação israelo-Sionista despeja bombas sobre o objectivo suspeito, neste caso uma farmácia em Rafah:






Choque e Pavor: como “os técnicos” de Israel sabem que minutos depois em redor do local se junta sempre uma pequena multidão tentando ajudar possíveis sobreviventes, os helicópteros despejam granadas de fósforo branco no mesmo local.





Footage of Israeli helicopter firing what appears to be WP on the streets of Gaza.
This video is a tiny clip of original and fair use policy applies here.

o fósforo branco, que a aviação militar portuguesa e os povos das colónias tão bem conhecem é uma arma química absolutamente proibida pela Convenção de Genebra (as partes do corpo atingido ardem queimando ininterruptamente, mesmo se mergulhadas em água). O resultado são queimaduras como esta (foto de ontem)

Não se trata, como se disse, do "crime do dia", mas de uma prática que merece o título de "crime do ano", que leva já longos anos de vida, a espalhar a morte.

Esta técnica do duplo bombardeamento para atingir o maior número de vítimas é uma prática antiga da tenebrosa máquina militar israelita

- O vídeo seguinte documenta o efeito de apenas UM MÍSSIL das toneladas que são despejadas sobre o campo de concentração de milhão e meio de pessoas; que os criminosos psicopatas governamentais sionistas fazem chover sobre um dos territórios mais densamente povoados do planeta.


É um genocídio, agravado pelo facto da população média em Gaza ter menos de 18 anos.


Israel chama a isto de “guerra com o Hamas”.



Domingo, Janeiro 04, 2009

"os rockets do Hamas causam devastação em Israel"

"Quando qualquer governo, ou qualquer igreja com qualquer outra finalidade, se nega a dizer a verdade das suas intenções; que existem coisas que não podes ler nem saber; de que estás proibido de tomar conhecimento - o resultado final é sempre a tirania e a opressão, deixando de interessar quais foram as sagrados razões porque principiaram" (Robert Heinlein)
Entretanto a propaganda de Israel já utiliza a famosa deixa de Obama em Julho de 2008: "se eu estivesse em casa com as minhas filhas e me mandassem rockets..."no Guardian: "A tensão criada pelos disparos vindos de Gaza permite à extrema-direita ganhar apoio nas sondagens".
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posted by xatoo
Recordemos em que condições, verificadas não agora, mas há cinco anos atrás, em 2003:
life in Gaza is a constant gauntlet of Israeli sniper fire, military rockets and army bulldozers.
No one is safe.
In light of the escalating tensions, we're bringing back one our most moving documentaries, a hard-hitting expose of life in the Occupied territories.
We speak to the children caught in the crossfire and find out the true cost of Israel's targeted assassinations policy.





28th December attack on Gaza Strip - bombings in Rafah continue
Shortly before 7:00am local time, yet another Israeli missile strike hit the residential neighbourhood of Hi Alijnina in the southern Gaza town of Rafah. This time a pharmacy was targeted, totally destroying the building and causing severe damage to surrounding homes. Electricity lines were torn down during the blast and the street was littered with medicines. This footage was filmed within minutes of the attack as fire fighters battled to control the blaze. Shocked residents poured into the streets, some still wearing pyjamas.

Depoimentos

Amnistia Internacional denuncia

Utilização por parte de Israel de fósforo branco contra os civis de Gaza “clara e indesmentível”
19 de Janeiro de 2009
DPA
Fonte: uruknet.info
Uma delegação da Amnistia Internacional visitou a Faixa de Gaza e encontrou sinais indesmentíveis de largo uso de fósforo branco em zonas civis densamente populosas na cidade de Gaza e no norte.

“Ontem vimos ruas e becos cheios de indícios do uso de fósforo branco, incluindo barras ainda a arder e estilhaços de bombas e metralha lançados pelo exército Israelita”,
disse Christopher Cobb-Smith, um perito em armas que está em Gaza como membro de uma equipa de quatro investigadores da Amnistia Internacional (AI).
O fósforo branco é uma arma que tem como objectivo fornecer uma cortina de fumo para dar cobertura aos movimentos das tropas no campo de batalha”, disse Cobb-Smith.
“É altamente incendiário, explode no ar e o efeito de propagação é tal que nunca deveria ser usado em áreas civis”.
“O uso extensivo desta arma em zonas vizinhas de Gaza com grande densidade populacionalé intrinsecamente indiscriminado. O uso repetido deste método, apesar dos sinais claros dos seus efeitos indiscriminados e do elevado custo para os civis, é um crime de guerra”, disse Donatella Rovera, investigadora em Israel e nos Territórios Palestinianos Ocupados.
Barras de fósforo branco estão espalhadas por toda a área habitacional e muitas estavam ainda a arder no Domingo, pondo ainda mais em risco os habitantes e os seus bens; as ruas e becos estão cheios de crianças a brincar, atraídas pelos despojos da guerra e muitas vezes alheias ao perigo.

“A artilharia é uma arma com um raio de acção; não adequada a alvos minúsculos. O facto destas munições, que são geralmente usadas para rebentarem no solo, serem detonadas para explodirem no ar aumenta a extensão da área de risco”, disse Chris Cobb-Smith.

Cada granada de artilharia de 155mm explode desenvolvendo 116 estilhaços impregnadas de fósforo branco que se incendeia em contacto com o oxigénio e pode espalhar-se, consoante a altura em que rebenta (e das condições do vento), sobre uma área pelo menos do tamanho de um campo de football.
Para além do efeito indiscriminado da explosão aérea de uma arma destas, detonar tais granadas como artilharia aumenta muito a probabilidade de os civis serem atingidos.
Os delegados da AI encontraram não só barras de fósforo branco a arder como as bocas de fogo (que as dispararam) dentro e à volta das habitações e de outros edifícios. Algumas destas granadas de aço pesado com 155mm causaram grandes danos nas casas.
Entre os locais mais atingidos pelo uso do fósforo branco estava a área cercada da UNRWA na cidade de Gaza, onde as forças israelitas lançaram três bombas de fósforo branco no dia 15 Janeiro.
O fósforo branco caído muito perto de alguns camiões-cisterna provocou um grande incêndio que destruiu toneladas de ajuda humanitária.
Antes deste ataque a área cercada tinha já sido atingida uma hora mais cedo e as autoridades israelitas tendo sido informadas pelos oficiais da UNRWA tinham dado a garantia de que não seriam lançados mais ataques na área cercada.
Num outro incidente no mesmo dia uma bomba de fósforo branco caiu no hospital de al-Quds na Cidade de Gaza também causando um incêndio que forçou o staff do hospital a evacuar os doentes.O fósforo branco que cai sobre a pele pode queimar o músculo em profundidade e dentro do osso, continuando a queimar até faltar o oxigénio.

Actualização

O cessar-fogo unilateral anunciadopor Israel e pelo Hamas com efeitos desde 18 Janeiro não foi respeitado por nenhum dos lados.
As forças israelitas permaneceram estacionadas em várias áreas da Faixa de Gaza e na manhã de 18 Janeiro mísseis lançados pelas forças israelitas mataram Angham Rifat-al Masri de 11 anos e feriram a mãe a este de Belt Hanoun no norte da Faixa de Gaza.
Ao mesmo tempo grupos armados palestinianos lançaram vários rockets em cidades e aldeias no sul de Israel, ferindo três civis sem gravidade.
Os artigos assinados são da responsabilidade dos seus autores; as opiniões neles expressas não coincidem forçosamente com as do TMI-AP.
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Recapitulando...

O pior de tudo isso é que, não se tratava de uma "guerra", mas sim, de invasão e ocupação de terras Palestinas.

23/01: Gaza - Fósforo branco, crime de guerra
Postado por: marceloambrosio
17 Comentários
6:32:28 PM
A imagem abaixo é a principal evidência forense de
um crime de guerra perpetrado pelo exército de Israel na Faixa de Gaza.

No flagrante distribuído pela Anistia Internacional às agências de notícias se vê o instante em que bombas de fósforo branco - armamento proibido por leis internacionais e cujo uso configura crime - atingem o pátio interno da escola mantida pela ONU em Jabalya.

No local, 1.600 pessoas buscavam refúgio dos combates entre os soldados da IDF e os extremistas do Hamas.

Era a terceira vez que a instituição virava alvo de bombas israelenses.

As imagens, que havia visto em um filme tirado de um celular, são uma prova irrefutável. Certos estão os organismos internacionais e até o próprio enviado da Comissão de Refugiados da ONU, para os quais não é preciso muita investigação para se concluir que houve crime. Agora, com a comprovação, Israel tem o dever de entregar à Justiça os criminosos que ordenaram o ataque, autorizaram a utilização desse tipo de bomba e perpetraram o bombardeio. Há uma grande pressão nesse sentido, mas provavelmente pouco resultado trará.

No instante em que a foto foi tirada, duas crianças foram mortas.

Seria um debate interessante e uma oportunidade de discutir os limites morais entre ideal e defesa - como reza o mantra de Barack Obama - se os pais dessas crianças entrassem com uma ação em uma corte internacional a esse respeito.
Há alguns anos, na Bélgica, o general e então primeiro-ministro Ariel Sharon foi indiciado e processado pelo massacre de 300 palestinos por milícias cristãs nos campos de refugiados de Sabra e Chatila.
Pelas leis locais esse tipo de procedimento era permitido, e esta foi a saída encontrada por entidades de defesa dos direitos humanos para expor o principal mentor da matança.
Mas pressões diplomáticas levaram o governo belga a mudar lei.

Todos sabíamos que seria virtualmente impossível ver Sharon no banco dos réus, mas o rito processual expôs os bastidores de sua atuação e delimitou a sua responsabilidade no caso.
Por uma ironia do destino, o general tão odiado transformou-se num vegetal, vitimado por um derrame fulminante.
O porta-voz do Ministério das Relações Exteriores de Israel, Yigal Palmour, afirmou à BBC que, até o momento, um inquérito interno não encontrou provas para apoiar acusações de que explosivos à base de fósforo branco foram usados contra civis durante a ofensiva israelense na Faixa de Gaza. A quem estaria tentando enganar?
A Anistia Internacional confirmou e antes dela inúmeros especialistas militares - o que as fotos reforçam, ter detectado o uso da arma, o que é ilegal.
O fósforo branco queima a pele, deixa feridas graves e sua inalação ou ingestão pode levar à morte.
Usá-lo para incendiar alvos militares está sujeito a restrições do Protocolo sobre a proibição ou limitação do uso de armas incendiárias, segundo o Comitê Internacional da Cruz Vermelha (CICV).