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quinta-feira, 1 de janeiro de 2009

HOMENAGEM AO MÁRTIR SADDAM HUSSEIN

Saddam Hussein (1937-2003)




"Peço a vocês que, caso seja condenado à morte, levem em conta que sou um militar, e que portanto a execução seja realizada com tiros, e não na forca, como um criminoso qualquer."
Obs.: Em 2006, em apelo ao Tribunal Penal Supremo do Iraque. [ Saddam Hussein ]
DIGNIDADE JUSTIÇA ORGULHO

"Estamos prontos para sacrificarmos nossas almas, nossas crianças e nossas famílias para não entregar o Iraque. Assim dizemos e ninguém acreditará que a América é capaz de violar a vontade dos iraquianos com suas armas."

"Não estamos intimidados pelo tamanho do exército, nem pelo tipo de armamento que os EUA trouxeram."

"Lembrem do corajoso camponês do Iraque e de como ele derrubou um Apache americano com uma velha arma." [ Saddam Hussein ]
CORAGEM GUERRA POLÍTICA

"Alá está do nosso lado. Foi por isso que derrotamos o inimigo." [ Saddam Hussein ]
GUERRA

"A vitória está próxima." [ Saddam Hussein ]
GUERRA OTIMISMO POLÍTICA

"Saquem suas espadas, não tenhamos medo." [ Saddam Hussein ]
ATITUDE GUERRA OUSADIA

"Não esperem nossas ordens, apenas lutem contra o inimigo." [ Saddam Hussein ]
ATITUDE GUERRA OUSADIA

"Quem não puder combater, que desista e deixe outros comandarem." [ Saddam Hussein ]
ATITUDE GUERRA PODER

"Não estou tendo dificuldade para dormir. Caio no sono assim que coloco a cabeça no travesseiro." [ Saddam Hussein ]
GUERRA POLÍTICA
"Mantenham-se alertas, pois a traição pode ocorrer em momentos de desconcerto." [ Saddam Hussein ]
GUERRA POLÍTICA TRAIÇÃO
"Não responderei a esse suposto tribunal. Mantenho meus direitos constitucionais como Presidente do Iraque".
19 de setembro: "Eu declaro diante de todos vocês que o Iraque não possui qualquer tipo de arma nuclear, química ou biológica" (Saddam Hussein em mensagem à Assembléia Geral da ONU)

20 de março: "O criminoso Bush cometeu um crime contra a humanidade" (Saddam, no primeiro dia da invasão)
(Vamos ver se será cumprida a promessa de Barack Obama, eleito Presidente dos EUA) "Essa foi uma guerra imprudente a qual eu me opus em 2002 e a qual eu vou colocar um fim em 2009" (pré-candidato democrata Barack Obama).
"Se querem o pescoço de Saddam, peguem. Não tenho medo da execução".
"Não há outra alternativa para aqueles que escolhem a ameaça e a agressão a não ser a expulsão", afirmou Saddam durante um pronunciamento
O líder iraquiano afirma que "Deus está nos protegendo. Deus é grande".
Saddam Hussein declarou que "pessoas más" que ameaçam os países árabes e muçulmanos devem ser jogadas no "lixo da história". (Em sua primeira aparição pública depois que o governo americano disse que gostaria de vê-lo fora do poder)
Saddam Hussein - Comentários de 01/01/2007 (logo após seu assassinato na forca)http://www1.folha.uol.com.br/folha/paineldoleitor/ult3751u230.shtml
"Diante da humanidade passiva em relação ao enforcamento de Hussein _'infeliz evento', conforme o governo da Índia_, a sociedade, que se quedou omissa, não poderá, por um tempo, falar em direitos humanos. De nada adiantou toda a discussão que houve até hoje em torno deles.O que encontramos foi a realidade tão velha quanto a própria humanidade: vingança. É bom que se comece, e rápido, a engatinhar no caminho da justeza da punição."
ANA CAROLINA COUTO PEREIRA PINTO (Goiânia, GO)
"É impressionante o poder da mídia americana quando quer destruir um adversário. É o caso de Saddam Hussein. 'Ditador sanguinário', 'responsável por massacres do seu povo' etc. são as manchetes diárias, em todo mundo. Nestes dois anos, Bush já matou e aleijou mais iraquianos e americanos do que todo o período de Saddam. O mundo condena a execução de Saddam, exceto exilados iraquianos que vivem nos EUA."
ANTONIO NEGRÃO DE SÁ (Rio de Janeiro, RJ)
"Não vou entrar no mérito de discutir quem foi Saddam Hussein nem o que ele representou para o Iraque e para o mundo. Nem mesmo a data escolhida para enforcá-lo.O que quero levantar é até que ponto um país invade o outro, prende seu presidente, faz um julgamento arbitrário e executa esse líder sem o menor pudor. Os protestos não foram ouvidos ou sequer respeitados. Quantos países precisarão ser invadidos de maneira despótica e ter seus presidentes presos e assassinados para que alguma providência seja tomada? Quantas pessoas precisarão ser mortas pelos 'ditadores' americanos que se mascaram atrás de uma suposta, patética e risível 'luta pela liberdade'? Até quando os EUA ficarão impunes? Só espero que esse imperialismo americano (palavrinha antiga, entretanto atualíssima) seja interrompido antes que seja tarde. Se já não é."
ANA PAULA BONIFÁCIO (Rio de Janeiro, RJ)

A seguir, a íntegra do discurso de Saddam Hussein levado ao ar pela TV iraquiana logo após os primeiros ataques americanos, na quarta-feira (19/03/2003):
..."No ano de 1424 do calendário Hijra [muçulmano], o criminoso insensato pequeno Bush e seus cúmplices cometeram o crime com o qual ele ameaçara o Iraque e a humanidade. Ele cometeu seu ato criminoso _com aqueles que o ajudaram_ e, ao lado de seus cúmplices, acrescentou à série de crimes desavergonhados cometidos contra o Iraque e a humanidade o início de crimes adicionais.
Ó iraquianos e bravos homens de nosso país.




Em nome de vocês, em nome de nossa gloriosa nação, em nome da bandeira do jihad e de sua religião, dos valores preciosos, da família e das crianças.


Não quero repetir o que deve ser e o que precisa ser feito para defender a querida nação e tudo o que é sagrado, mas o direi.
Cada um de nós da família do fiel e paciente Iraque, oprimido por seus inimigos malignos, deve se lembrar e não esquecer que estes dias o ajudarão a conquistar a glória que merece diante de Deus.

Que os infiéis, inimigos de Deus e da humanidade, sejam humilhados.
Vocês serão vitoriosos, iraquianos, e, com vocês, os filhos de sua nação.
Pela vontade de Deus, vocês serão vitoriosos e seus inimigos serão humilhados e desonrados, se Deus quiser.
Desembainhe sua espada sem medo, sem hesitação.
Desembainhe sua espada, e que Saturno seja testemunha.
Desembainhe sua espada, o inimigo arde em fogo lento.
Ninguém pode intrigá-lo exceto um herói prudente.
Sele os cavalos e solte seus arreios.Pois em sua união há esperança.
Que o raio ecoe na noite de fogo, assim a verdade aparece e a injustiça é derrotada, brilha, no rosto da escuridão, enquanto se aprofunda.
Alumie seu candeeiro e mantenha o fogo ardendo, temido pelos vis subservientes.

Empunhe sua espada e a faça brilhar nenhum vencedor, exceto o homem determinado.
Faça a bandeira tremular em cada mastro.
Ore a Deus, a ferida vai curar.
Ó bravos homens, opositores do mal no mundo. Vocês notaram como o insensato Bush zombou de suas posições e opiniões contra a guerra e seu chamado honesto por paz, cometendo seu crime terrível hoje.
Juro a vocês, em nome da liderança e da população iraquianas, que o Iraque vai conduzir o jihad com o Exército heróico do Iraque da civilização, da história e da crença.
Vamos combater os invasores e, se Deus quiser, levá-los a perder a paciência e se perderem. Eles _que exageraram com seus crimes e atos maus_ vão sofrer a derrota que todo fiel zeloso e amante da humanidade deseja para eles.

O Iraque será vitorioso, e, com o Iraque, nossa nação e a humanidade serão vitoriosas, e o mal será atingido a tal ponto que não mais poderá cometer crimes, e será atingido pelo que a aliança criminosa americano-sionista cometeu contra nações e povos, principalmente contra nossa gloriosa nação árabe.

Allahu Akbar Allahu Akbar [Deus é grande].
Viva a nossa gloriosa nação e os amantes da paz, da segurança e do direito das pessoas de viver livremente com base na justiça.
Viva o jihad.
Viva a Palestina."



Nome de Sadam será a bandeira da vitória da nação iraquiana

Presidente do Iraque e líder da maior revolução nacional em um país árabe, pela coragem e serenidade com que enfrentou o martírio, tornou-se herói de seu povo e de todos os homens livres
Sadam Hussein viveu como um homem e morreu como um homem.
Presidente do Iraque e líder da maior revolução nacional em um país árabe, só comparável àquela liderada por Nasser no Egito dos anos 50, seu nome será para sempre a bandeira da vitória do povo iraquiano e da nação árabe. Mais do que isso, seu martírio, por algozes particularmente repulsivos, deixou claro que se trata de um daqueles grandes homens dos quais a Humanidade pode se orgulhar e, antes de tudo, se identificar.
Sadam já havia conquistado esse lugar. Mas seu assassinato, especialmente nas condições em que se deu, fará com que pessoas até então aneste-siadas ou mesmo intoxicadas pela campanha difamatória contra ele, percebam a sua grandeza, a sua estatura heróica, o seu lugar naquela galeria de onde Lumumba, Che e outros da mesma estirpe hoje iluminam a condição humana.
Como disse ele em sua última carta ao povo iraquiano (V. a íntegra na página 6), “A escória desaparece como a espuma se esvai, enquanto o que é para o bem da Humanidade permanece sobre a terra”. Nenhum líder popular, com exceção provavelmente de Stalin, foi tão difamado. E por quem? Pelo aparelho de propaganda da CIA, pelos monopólios imperialistas, por seus beleguins escritos, impressos ou televisados. E por quê? Porque tornara o seu país independente do imperialismo, porque nacionalizara o petróleo iraquiano, porque chefiava um Estado popular, ou seja, democrático no mais preciso sentido do termo. O Iraque era, até a primeira invasão, e mesmo depois, sob o bloqueio que matou um milhão e meio de iraquianos, o país mais avançado entre os países árabes, o de maior nível de escolaridade, o de maior produção científica, o de maior desenvolvimento das relações sociais.
ÓDIO DE CAPACHO
Realmente, seria um fenômeno miraculoso se essa ralé gostasse de Sadam. A prova mais cabal do que verdadeiramente Sadam significa, é esse ódio alucinado que todos os inimigos do gênero humano dedicaram a ele. Um ódio contra alguém que havia dito, na década de 80, ao jornalista egípcio Amir Iskander: “Eu não posso imaginar que o homem possa viver sem amor. Um homem assim é mais nocivo do que o homem que decide ser nocivo. Não concebo que possa existir a vida sem amor. O amor não é somente um estado que une aos noivos ou aos esposos. O amor é um vínculo entre o homem e seus filhos, entre o homem e a Humanidade. Mas o amor maior é aquele do homem pelo povo. Não minimizo, em absoluto, a importância da relação do homem com sua esposa ou com seus filhos. Digo simplesmente que o amor que descrevi é de natureza superior e mais profundo”.
Como sempre acontece com aqueles que generosamente doam suas vidas para que seu povo e a Humanidade sejam livres, o momento de sua morte foi a condensação de sua vida. Assim ele entrou para a imortalidade: sereno, com a coragem que sempre demonstrou na luta pela liberdade. Ante meia dúzia de lacaios asquerosos, desclassificados, marginais e vagabundos que traíram seu país e seu povo, Sadam mostrou-se o gigante, tanto quanto aquela corja mostrou sua natureza de inseto.
O VÍDEO E O CRIME
É sintomático que, depois de divulgado o vídeo do crime, a mídia americana e suas crias aqui no Brasil e em outros países queiram agora desvincular o establishment americano do assassinato. E, em seguida, tentou a mesma coisa o próprio governo americano, aquele mesmo que tem no cargo principal um elemento que dias antes havia dito que o assassinato de Sadam era uma “vitória da democracia”. Apareceu até um general americano para dizer que quis “adiar a execução”, mas que não podia ferir a “soberania” iraquiana.
Como se as quadrilhas financeiras que dominam o Estado dos EUA se preocupassem muito com a soberania do Iraque, ao qual invadiram, destruíram, derrubaram o governo constitucional, e implantaram uma ocupação fascista. Como se os seus lacaios fizessem alguma coisa que eles não quisessem, e não ficassem instantaneamente de quatro a um mero rosnado de um general ianque - aliás, nem precisa ser um general. E como se assassinar o líder da luta pela independência e soberania do Iraque não fosse, precisamente, a tentativa de destruir aquela independência e soberania.
Por ser o líder dessa luta, Sadam é, e agora mais será, querido por dezenas de milhões dentro do Iraque. Tão querido pelo povo que, na tentativa de eliminá-lo, a maior potência imperialista, com suas dezenas de agências especializadas em tramar golpes de Estado, teve que invadir o país, bombardear barbaramente as cidades, matar centenas de milhares de homens, mulheres e crianças, destruir a economia inteira, instalar campos de concentração, torturar e assassinar milhares de prisioneiros, e, mesmo assim, quatro anos depois, não conseguiram submeter esse povo indomável. Muito pelo contrário, a luta da qual Sadam é agora o símbolo, afoga as hordas invasoras no próprio sangue. A cada mês, segundo eles mesmos, aumenta o número de soldados que voltam para casa em sacos escuros e a legião de mutilados que deambula pelos hospitais militares americanos – que hoje já está em 20 mil homens e mulheres.
CASTA IMPERIAL
O assassinato de Sadam foi um crime típico da casta imperialista que sufoca os EUA. Até mesmo na forma, onde o linchamento e enforcamento do inocente substitui a pena do culpado, e onde a Justiça é substituída pela Ku Klux Klan. Que essa mídia nojenta queira desvincular os EUA desse crime hediondo ao mesmo tempo em que tenta justificá-lo, apenas mostra a sua decomposição moral, ideológica e política. Porém, mostra, ao mesmo tempo, o seu fracasso e a sua impotência diante de seres humanos decididos a serem livres.
Não por acaso o crime se deu exatamente quando as hordas invasoras estão em sangria quase desatada, com perspectiva pior do que tinham no Vietnã. Que Bush e cia. tenham a ilusão de que podem escapar desse destino com o assassinato de Sadam, apenas demonstra que tipo de débeis mentais estão agora na cúpula do império americano. Mas, além desse delírio, por que assassinaram Sadam agora, sem nem esperar pela farsa do próximo “julgamento”, que seria, segundo eles, de crimes muito piores do presidente iraquiano? Não é apenas porque esses “crimes”, ao contrário daqueles que perpetram, são uma farsa. É, sobretudo, porque Sadam havia esfrangalhado a farsa, e continuaria a esfrangalhá-la, a acusar e desmoralizar publicamente os acusadores, a revelar o que são eles, a que interesses eles servem. No entanto, é talvez uma ilusão pior ainda, pois a própria coragem de Sadam na hora da morte é a acusação mais irretorquível que poderiam sofrer. Para chegar até aí, assassinaram nove advogados e substituíram quatro vezes o “juiz” que eles mesmos nomearam, e isso somente fez com que, diante do mundo, eles próprios fossem réus marcados por um crime hediondo.
Os criminosos do império ianque pagaram caro – e ainda não terminaram de pagar – pelo assassinato de Lumumba e do Che. Foram milhões, em todo o mundo, os que se levantaram, de repente atingidos pela luz do martírio desses heróis. Mas hoje a maior parte do planeta e, sobretudo, o povo iraquiano e os árabes, já estão, de uma forma ou de outra, em levante. O Oriente Médio, onde é abundante o petróleo que move a economia imperialista, é hoje o principal campo de batalha da Humanidade. Ao mesmo tempo, a luta e a revolução avançam no outro reservatório de petróleo do mundo, a América Latina.
Sadam é agora herói de todos os homens livres e, sobretudo, daqueles que querem ser livres.
Foi isso o que os assassinos conseguiram.
CARLOS LOPES
http://www.horadopovo.com.br/

segunda-feira, 15 de dezembro de 2008

PACIÊNCIA TEM LIMITES

Não digo isso somente em relação a um dado ou fato ou coisa em específico mas a uma série de dados, fatos, coisas que vêm acontecendo, todo o Mundo está cansado de saber.
Na verdade, sabem e ninguém, nenhum órgão ou autoridade competente, lúcida, legal e de direito toma providências de fato e de verdade.
A comunidade assiste passivamente. Pode-se dizer que, tranqüilamente, o desenrolar da Guerra contra o Iraque, digo, "contra", pois até Órgãos Oficiais e de Direitos Humanos Internacionais, já divulgaram em notas, a ilegalidade desse ato, praticado por países que se aliaram e resolveram, entre quatro paredes, que o Presidente Saddam Hussein, Presidente legítimo do Iraque, eleito democraticamente, pelo voto popular do Povo Iraquiano; hoje, Mártir, deveria ser destituído à força, com uso das mais belicosas armas bem como que, seu país, o Iraque, deveria ser ocupado militarmente por esses "ad eternum", ou seja, até que eles, entre quatro paredes, resolvessem desocupar ou, até mesmo, "ocupado" ,com um certo número, para garantir o controle do mesmo, até quando lhes aprouvesse.
Para tanto, bombardearam a Capital, Baghdad, incessantemente, por dias.
Não bastando, outras cidades iraquianas também se viram em chamas. Armas químicas sendo usadas contra civis iraquianos, torturas e toda sorte de Mal.
O Iraque, Berço da Civilização, se viu em chamas, a arder no fogo do Inferno.
Seu Presidente, seus Magistrados, seus acadêmicos, médicos, professores, gente do povo em geral, homens, mulheres, crianças, idosos, os animais, suas estruturas, sua cultura, seus bens, suas vidas, seus trabalhos, seu meio ambiente, sua sociedade, foram e continuam sendo depredados, humilhados, torturados, massacrados, violentados, dia após dia, desde o ano de 2003; até bem antes, devido a embargos e sanções impostas por esses mesmos que resolveram, entre quatro paredes, fazer isso com um Pais Soberano, o Iraque, Berço da Civilização e seu povo, o Povo Iraquiano, que está sofrendo as agruras de uma decisão da qual eu não faço parte e acredito que nem vocês, pessoas de respeito, de boa formação social, familiar, cultural, que prezam pela vida, pela paz, que respeitam a Lei, a Ordem, que desejam o Progresso, uma vida social justa e digna, sem violência...
Basicamente a "história" toda vocês já sabem, ou melhor dizendo, sabiam uma estória, porque a História verdadeira, está sendo revelada agora, a VERDADE está cada vez mais evidente.
Os meios de comunicação divulgam.
O último dos fatos que surgiu foi em relação aos "sapatos do jornalista iraquiano" que foram arremessados contra o maior responsável pela destruição e morte do Iraque.
Nenhum jornalista, pessoa bem formada, sairía lançando "sapatos" à toa, em meio a entrevistas, ainda mais de um Presidente de um País, a menos que tivesse um ótimo motivo, uma razão justa para tal ato.
Não se pode recriminar, punir, torturar, prender o indivíduo por ter emocionalmente se manifestado diante daqueles ou daquele que ele bem sabe e todos sabemos que é o maior responsável pela destruição e morte de seu País.
Esse jornalista poderia ter mesmo lançado uma "bomba" contra o invasor de seu país ali bem representado, diante de si e de outros presentes, mas não o fez, pois não é um terrorista, é um JORNALISTA. Mas... antes de tudo, esse jornalista, é um cidadão iraquiano, patriota, que não pôde suportar ver ali na sua frente, o invasor, dizendo que a "guerra continuaria", que "acordos" seriam feitos, que a destruição, as mortes continuariam...
Para esse jornalista bem como para todo o Povo Iraquiano que resiste à guerra, à ocupação, que sofre, que vive uma vida sem saber se estará vivo daqui a instantes, a presença desses não é bem-vinda e nunca será, pois o Iraque é a Pátria deles, a Casa deles, o Lar deles, assim como temos a nossa Pátria, a nossa Casa, o nosso Lar e não desejaríamos ser alvo de invasores, ocupantes e assassinos, mesmo que dissessem que fosse para levar "Liberdade" e "Democracia".
Acredito que, todos concordam que na Casa da gente, no Lar da gente, na nossa Pátria, quem deve mandar somos nós.
É por essas e outras coisas que expresso aqui indignação.
Meu falecido pai, sábio, sempre dizia: "Não confie em estranhos"!
Esses "estranhos" não levaram "Democracia e Liberdade" mas sim, morte e destruição.
Para o Povo Iraquiano e para todo o Mundo, a passividade da Comunidade Internacional, frente a isso, causa indignação.
O que será preciso para que haja PAZ?


domingo, 9 de novembro de 2008

IRAQUE ANTES E DEPOIS DO PRESIDENTE SADDAM

Antes e depois... do Presidente Saddam


Adivinhem que está de visita ao Iraque,
incógnito !!
Na ocasião de nenhuma ocasião especial
eu gostaria, hoje, de olhar para trás e refletir.
Qualquer apreciação tem se ser contextualizada
e acompanhada de uma comparação.
Depois de qualquer comparação, o consequente contraste
ajuda bastante no estabelecimento de um juízo.
Então reflito sobre o Iraque
e sobre a guerra que foi feita contra ele
e eu comparo o Iraque , antes do Presidente Saddam Hussein
e depois.
Se perguntarem aos cristãos do Iraque, eles vão recordar
que o vice-presidente era um cristão e que
o próprio Presidente estava a construir as suas igrejas.
Hoje a Mossad e os curdos fazem o contrário.
Se perguntarem às mulheres, elas vão recordar
o alto grau de literacia e as posições profissionais
e de gestão que eles tinham.
Hoje os Mullahs de todas as seitas estão a mandá-las
para casa.
Se perguntarem a qualquer minoria eles respondem
o mesmo que as mulheres e que os cristãos
Não perguntem aos curdos porque 30% não é uma minoria
e serem armados por potências estrangeiras não faz deles
fracos nem indefesos......mas antes colaboradores,
se não mesmo traidores.
E os meus irmãos xiitas foram sempre uma maioria,
logo, nunca uma minoria.....e têm de começar por limpar
os seus próprios elementos, primeiro.
Perguntem aos académicos!! aos que pelo menos sobreviveram
a todos aqueles assassinatos feitos por agentes da Mossad.
Perguntem à imprensa !! àqueles que já não estão dependentes
do Ministério da Informação, mas dependentes
de indivíduos milionários, de embaixadas estrangeiras sujas
e de ricos Senhores da Guerra.....
Perguntem aos médicos e pessoal da saúde !!
que estavam disponíveis, de forma abundante e grátis
e hoje nem uma nem outra coisa.
Perguntem a qualquer simples sinaleiro !!
que já nem tem semáforos a funcionar.
Perguntem a qualquer Enfermeira !!
se ela se atreve a ir a pé para casa de noite,
e se é paga como deve ser.
Perguntem às crianças da escola !!
que nunca tiveram de pagar a sua refeição escolar
nem os livros.
Perguntem a qualquer taxista !!
que nunca precisaram de andar com armas.
Perguntem aos agentes iranianos e aos agentes de israelenses !!
que já não se escondem atualmente.
Perguntem a uma viúva iraquiana, e se não encontrarem uma,
perguntem a uma viúva americana.
Em breve George Bush vai para casa livre e inocente
vai-se reformar no seu iate.....outro idiota o vai substituir
e vai dizer-nos "Foi errado, mas não fui eu que fiz !"
Raja Chemayel
26.10.2008

terça-feira, 15 de julho de 2008

BUSH AUTORIZOU TORTURAS

NYT afirma em 1ª página que governo Bush autorizou tortura

“The New York Times” confirma, ainda, a existência de mais dois memorandos secretos, de 2005, mandando torturar, e que, depois de breve intervalo em 2006, Bush ordenou à CIA em julho deste ano a retomada da tortura e das prisões secretas

Com três anos de retardo, mas enfim, o jornal “The New York Times” confirmou na primeira página, no dia 4 de outubro de 2007, que “Bush autorizou tortura”, como disse o HP em junho de 2004 nas manchetes do dia 16 e do dia 18.
O HP obteve, na época, os memorandos da tortura - esses assinados em 2002 - da própria mídia dos EUA, em meio ao escândalo de Abu Graib.
O “NYT” revelou, ainda, a existência de mais dois memorandos secretos, de 2005, mandando torturar, e que, depois de breve intervalo em 2006 por causa da decisão da Suprema Corte mandando respeitar as Convenções de Genebra,
Bush ordenou à CIA em julho deste ano a retomada da tortura e das prisões secretas.

“LEGADO ENCOBERTO”

Em editorial, o “NYT” afirmou, também, que “os pareceres secretos são um legado encoberto do segundo mandato de Bush”.
Talvez seja por isso que trate secundariamente os pareceres de 2002 a favor da tortura, mas que foram os que deram base aos seguintes.
Esses memorandos de 2002 foram pedidos pela Casa Branca ao Departamento de Justiça, para “orientação” em “campo” da CIA, sobre “os padrões de conduta sob a Convenção contra a Tortura e Outros Tratamentos e Punições Cruéis, Desumanas e Degradantes, tal como implementado nas seções 2340-2340 do título 18 do Código Penal dos EUA”.
A “consulta” foi respondida pelo chefe do “Office Legal Counsel”- OLC (Advocacia da União), Jay Baybee, e devolvida ao então “conselheiro jurídico” de Bush, Alberto Gonzáles, depois seu ministro da Justiça, para entrega à CIA.
A ordem era estripar, organizar campos de concentração, prisões secretas e vôos de “rendição”, a título da “guerra ao terror”, e com impunidade garantida por Bush.

ABU GRAIB

Em decorrência do escândalo de Abu Graib, assim como no Senado houve a iniciativa, do senador John McCain, de restaurar no exército dos EUA o respeito às Convenções de Guerra de Genebra, ignoradas por Bush, o Departamento de Justiça emitiu um parecer de que a tortura era “hedionda” em dezembro de 204.
Foi um salve-se quem puder, o secretário de Justiça John Ashcroft caiu e Bush colocou no lugar seu fiel Gonzáles.
Enquanto o Departamento encenava considerar “hedionda” a tortura, Bush cuidava de emitir, em 2005, através deles dois pareceres mantidos secretos, que autorizavam a tortura.

Quando a Suprema Corte, depois de meia década de omissão, assegurou a todos os presos em campos de concentração dos EUA a proteção das Convenções de Guerra de Genebra, Bush encenou uma breve parada na tortura. Mas, informa o “NYT”, isso já acabou.
“Em julho, após um mês de debate dentro do governo, o presidente Bush assinou uma nova ordem executiva autorizando o uso do que o governo chama de técnicas ‘acentuadas’ de interrogatório e autoridades dizem que a CIA está de novo mantendo presos em prisões secretas no exterior”.

Os memorandos Baybee-Gonzáles estabeleceram uma verdadeira “jurisprudência da tortura”, asseverando que, para “ser tortura”, os atos praticados “têm de ser de uma natureza extrema” ao infligir, ou ter a intenção de infligir, “severa dor ou sofrimento, seja mental ou físico”.
“Certos atos podem ser cruéis, desumanos e degradantes, mas ainda assim não produzir dor e sofrimento para ser enquadrada na proibição contra a tortura da Seção 2340-A”, assinalou o documento.
Tortura, só com “dor que é difícil agüentar.”
Continuando, diz que tal dor teria de ser “equivalente em intensidade à dor que acompanha sérios ferimentos físicos, falência de órgãos, parada de função corporal, ou mesmo morte” e, para que “a dor ou sofrimento mental chegue à tortura, deve causar dano psicológico significante, e de significativa duração, por exemplo, meses ou mesmo anos”.

O memorando ia além: o Código Penal, “tomado como um conjunto”, só proibiria plenamente “os atos extremos”.
Já a Convenção contra a Tortura, assinada pelos EUA, supostamente proibiria “somente os mais extremos atos, reservando penalidades criminais unicamente para a tortura e deixando de requerer essas penalidades para tratamento e punições cruéis, desumanas e degradan-tes”.
Uma fraude de Bush: naturalmente, a Convenção Contra a Tortura e Outros Tratamentos e Punições Cruéis, Desumanos e Degradantes, como bem diz o nome, é um tratado que proíbe qualquer tratamento cruel, desumano e degradante, isto é, tortura – o que foi estabelecido no texto legal exatamente para evitar que a CIA e outros criminosos pudessem torturar impunemente, apenas alegando que não é tortura.
Assim, a lei de proibição da tortura seria travestida de lei sobre o direito de torturar, já que, pelo parecer dos juristas da CIA e Bush, só os “atos extremos” seriam “limitações à lei”.

IMPUNIDADE

Outro parágrafo considera que essa mesma seção 2340-A [do Código Penal dos EUA] “pode ser inconstitucional se aplicada a interrogatórios feitos de conformidade com os poderes do comandante-em-chefe” [isto é, Bush]. Ou seja, seria inconstitucional proibir a tortura, se for Bush quem a ordenar.
Tal proibição de torturar [da seção 2340-A do Código Penal dos EUA] “nas circunstâncias atuais pode ser barrada porque representaria uma infração da autoridade do presidente para conduzir a guerra. A necessidade de auto-defesa pode justificar métodos de interrogatórios que podem violar a seção 2340-A”.
Para completar, uma cláusula de impunidade total para os torturadores: “a necessidade de auto-defesa poderia fornecer justificativas que eliminariam qualquer responsabilidade criminal”.

O memorando também socorre os torturadores caso ocorram os tais “extremos” – “falência de órgãos, morte, dano permanente das funções mentais”, ou seja, as condições que no início eram apresentadas como supostas restrições à tortura.
O torturador não seria culpado de nada perante a Lei porque lhe faltaria “a intenção específica”. É o que pretendem Bush e seus juristas: “violar a seção 2340-A [proibição do Código Penal à tortura] requer que a dor e sofrimento severo deva ser infligido com intenção específica.
Se o acusado [de torturar] agiu com o conhecimento de que a dor e sofrimento severos eram razoavelmente adequados para o resultado que pretendia, ele teria agido somente com intenção geral”, portanto, não seria culpado e não teria que pagar por seus crimes.

BOM MOTIVO

O artigo do “NYT” também cita um bom motivo, para parar com a tortura e o desrespeito às Convenções de Genebra, a exemplo do HP de três anos antes.
No caso do “HP”, o senador democrata Joseph Biden interpelou o então ministro Ashcroft, lembrando-lhe de uma outra boa razão para a proibição contra a tortura, “caso não seja pelo motivo que a Humanidade a repudia.
Destina-se a proteger meu filho no exército.
É por isso que nós temos esses tratados. Então, quando americanos são capturados, eles não são torturados.
Essa é a razão, caso alguém a tenha esquecido”.
John Hutson, um dos principais advogados da marinha dos EUA de 1997 a 2000, disse ao “NYT” temer que tal tratamento ponha em risco no futuro americanos.
“O problema é que, uma vez que você tenha uma opinião legal dizendo que tal técnica é OK, o que acontece quando um dos seus é capturado e eles fazem isso com ele?
Como nós protestamos, então?”


ANTONIO PIMENTA
http://www.horadopovo.com.br/2007/outubro/2609-10-10-07/P7/pag7a.htm

sexta-feira, 11 de julho de 2008

HOMENAGEM À RESISTÊNCIA DO POVO IRAQUIANO

Uma pequena homenagem a inspiradora bravura do povo iraquiano.

Homenagem ao extremo valor e coragem de um povo que luta para não cair diante dos seu algozes... Uma pequena homenagem a inspiradora bravura do povo iraquiano.
Homenagem ao extremo valor e coragem de um povo que luta para não cair diante dos seu algozes...

Irak résistance

Histoire d'une naissance logique de la résistance irakienne contre l'occupation de l'Irak par les Etats-Unis. Des images que vous ne verrez jamais dans les informations Tv occidentaux!


terça-feira, 13 de maio de 2008

ONU, ISRAEL, EUA X LÍBANO

Aviação israelense sobrevoa sul do Líbano a baixa altitude. O que a ONU tem a dizer sobre isso?


Os vôos israelenses sobre o Líbano constituem uma violação da resolução 1701 do Conselho de Segurança da ONU.

A ONU pediu várias vezes a Israel que não realize esses vôos, já que considera que minam a credibilidade da Força Interina das Nações Unidas no Líbano (Finul), mobilizada no sul.

A Força Aérea israelense viola regularmente o espaço aéreo libanês.

Estes últimos vôos são registrados no momento em que o Líbano é cenário de violentos combates entre militantes da oposição, apoiados por Damasco e Teerã, e os da maioria anti-síria.

A aviação israelense sobrevoava neste domingo o sul do Líbano a baixa altitude, declarou à AFP uma autoridade de segurança libanesa.

"Mais de quatro aviões israelenses sobrevoam desde as 06h30 GMT (03h30 de Brasília) a maioria das cidades do sul do país", informou o alto funcionário.




O ONU, Israel e EUA estao "macumunados" em fazer o inferno no Líbano.

Quem faz o Inferno no Libano é Israel e EUA.

A ONU serve para legalizar e legitimar todo massacre, terrorismo, guerras e mentiras que IsraEUA façam e fazem.


Não interesa à Síria, nem Irã nem ao Hesbolá uma guerra no Líbano e um Líbano no caos.


A quem interessa uma guerra no Líbano e um Líbano no caos

são

os EUA e Israel.


Esses estão fazendo de tudo para provocar uma guerra cívil no Líbano, pois assim Israel e EUA vão manipular a ONU a intervir, e a ONU vai fazer tudo que Israel e EUA querem, vão destruir o Líbano como fizeram no Iraque, vão destruir o parlamento deixando apenas os prós IsraEUA no comando e vão jogar o Hesbolá para a marginalidade.


A única chance de Israel vencer o Hesbolá é fazendo uma guerra cívil no Libano e com a anarquia eles vão tentar destruir todos os seus inimigos,que hoje fazem parte da RESISTÊNCIA MARAVILHOSA e Legítima do Libano, o Hesbolá.


Se tiver uma guerra cívil, os Americanos e Israelenses vão destruir tudo, para quando começarem de novo, o começo seja como o do Iraque, cheio de governantes e parlamentares "marionetes" e "fantoches", para que os interesses dos IsraEUA sejam garantidos.

Qualquer "idiota" sabe disso e enxerga isso, mas o grande problema são os NAZISTAS pró terroristas IsraEUA que ficam feito doentes que são, repetindo a retórica mentirosa IsraEUA.


Os jornalistas e emissoras que fazem "LOBBY" para Israel também repetem as retóricas mentirosas maquiavélicas de IsraEUA. Vão repetindo, num jornalismo parcial e tendencioso, todas as mentiras de IsraEUA, repetindo, repetindo, repetindo, ate a mentira virar verdade, a mesma coisa do Iraque.


Somente um NAZISTA pró terroristas IsraEUA é que não quer enxergar que IsraEUA é que estão fazendo o Inferno no Líbano, para que nesse inferno o Diabo(IsraEUA) possa trabalhar em êxtase e ter sucesso, essa tática é velha entre os IsraEUA.


Eles são mestres em derrubar governos.


Vc pode me dizer qual é o inimigo dos IsraEUA que não é taxado de Terrorista, ditador, genocida cruel, me diz só um?





“Sobretudo, sejam sempre capazes de se indignar contra qualquer injustiça cometida contra qualquer pessoa em qualquer parte do mundo. Esta é a qualidade mais linda de um revolucionário”. Carta de Ernesto Che Guevara aos seus cinco filhos.
http://images.google.com.br/url?q=http://www.galizacig.com/actualidade/200608/ab_hora_de_romper_relacoes_com_israel.htm&usg=AFQjCNFnl3bvT9xT_xC-6PFN6p9p_Hf_jg

sábado, 19 de abril de 2008

MENSAGEM DE FALLUJA







Massacres de civis: Testemunhas oculares contam acerca de Falluja
por Ewa Jasiewicz
A situação em Falluja está numa escalada e o povo aguarda um ataque maciço nas próximas 24-48 horas. É necessária acção urgente para assinalar e denunciar os crimes de guerra que estão a ser perpetrados aqui.
Informação urgente e apelo de Ewa Jasiewicz, uma activista da solidariedade que trabalhou no Iraque com as organizações Voices in the Wilderness e Occupation Watch, viveu ali durante 8 meses (Bassorá e Bagdad) e na Palestina, sobretudo no campo de Jenin durante 6 meses, fala árabe, e que voltou do Iraque há 2 meses. Ela está em contacto regular com os seus amigos em Bassorá e Bagdad.
Acabo de falar com amigos em Bagdad — Paola Gaspiroli, italiana, do Occupation Watch e Bridge to Baghdad, o jornalista Leigh Gordon, inglês (NUJ, Tribune, Mail on Sunday) e um palestiniano amigo com família em Falluja e amigos no Partido Islâmico Iraquiano. Tanto ele como Leigh têm estado a transportar os feridos de Falluja para Bagdad nos últimos três dias. Ambulâncias têm sido impedidas de entrar na cidade ensopada em sangue. Eis as suas notícias, as quais foram-me contadas esta noite (sexta-feira) ao telefone: Paola Gaspiroli:
"Houve um massacre em Falluja. Falluja está sob sítio. 470 pessoas foram assassinadas e 1700 feridas. Não houve cessar fogo. Eles (os americanos) disseram às pessoas para abandonar, disseram que tinham 8 horas para abandonar e as pessoas começaram a abandonar mas elas foram aprisionadas no deserto. Os americanos têm estado a bombardear com B52s (confirmado também por Leigh num email de três dias atrás). As pontes para Bagdad são tiradas. Temos voos marcados para Amman. Amanhã uma equipe irá a Sadr City para distribuir medicamentos. 50 pessoas foram mortas ali. ?? (esqueci o nome) o 'elástico' chefe em Sadr City (conheci-o, jovem, rapaz brilhante, descreve-se a si próprio como 'elástico' porque ele é tão flexível quanto às suas interpretações do Islão e definições de conduta etc que é muito liberal) disse-me que eu deveria sair. Ele diz mesmo que não pode controlar o seu povo. Estrangeiros estão a ser alvejados. Seis novos estrangeiros foram tomados como reféns. Quatro deles são empregados de uma firma de segurança italiana — foram retirados do seu carro, o qual foi encontrado cheio de armas e cheio de uniformes negros. Bagdad estava silenciosa hoje excepto quanto a Abu Ghraib (Bagdad ocidental, onde se localiza uma vasta prisão a arrebentar pelas costuras com 12 mil prisioneiros), onde um comboio americano foi atacado e nove soldados feridos e 27 sequestrados. É isso mesmo, foram 27. Contudo, nenhum noticiário relatou isto. E eu ouvi isto de (nome a não divulgar sem permissão). Está realmente mau. Eles (os americanos) têm estado a atirar contra ambulâncias, atiradores (snipers) estão a seguir as ambulâncias. Há pessoas de Falluja no deserto. Elas deixaram Falluja mas não lhes é permitido entrar em Bagdad, elas estão presas no deserto, elas são como refugiados. É terrível, mas o povo, o povo iraquiano, está a dar tudo o que pode, estão trazer abastecimentos, toda a gente está a dar toda a sua ajuda para apoiar Falluja. Eu quero permanecer aqui mas tenho de ir, se quiser voltar e ser útil, penso que é melhor sair, Bridges to Baghdad tem de decidir isso. Está a ficar realmente perigoso para italianos. Sentimos como estamos a ser alvejados agora. (a Itália tem uma força de mais de 2500 homens, incluindo Carabinieri ocupando Nassiriya que tem estado sujeita a um certo número de ataques da resistência incluindo o devastador ataque à esquadra de polícia que tirou as vidas de quatro soldados, um civil, um operador de filmes documentários, 12 polícias Carabinieri e oito iraquianos). (...) e Leigh tem sido notável. Eles têm estado a conduzir para Falluja e a trazer pessoas para fora, indo e voltando. Sabem o que se está a passar, eles têm sido realmente notáveis. Querem mais pessoas para ajudá-los mas nós não podíamos daqui. Isto está a ficar muito muito pior. Do meu amigo que tem estado em Falluja hoje e nos últimos poucos dias:
Estamos a ver isto com os nossos próprios olhos. Disseram às pessoas para deixar Falluja e agora há milhares presas no deserto. Há um longo comboio com 13 km de comprimento de pessoas que tentam chegar a Bagdad. Os americanos estão a lançar bombas e tudo o que têm sobre eles. Eles estão a disparar sobre famílias! São todos crianças, velhos e mulheres no deserto. Outros iraquianos estão a tentar ajudá-los. Em Falluja eles (os americanos) estiveram a bombardear hospitais. As crianças estão a ser evacuadas para Bagdad. Há uma criança agora, um bebé, que teve 25 membros da sua família assassinados, ele está no hospital e alguém precisa estar com ele, por que não há ninguém ali para ficar com ele, ele que acaba de perder 25 membros da sua família!? Os americanos estão a despejar bombas de fragmentação (cluster bombs) e novos morteiros, os quais saltam 3-4 metros. Eles estão a bombardear do ar. Há pessoas que jazem mortas nas ruas. Eles disseram que havia um cessar fogo e então entraram, eu vi-os, e começaram a bombardear. Estão a combater outra vez em Falluja e estão a combater bem. Mas estamos à espera do grande ataque em 24-48 horas. Será o ataque principal. Eles irão tomar a cidade rua a rua e vasculhar e atacar. Já fizeram isso numa aldeia próxima, esqueci o nome, mas irão fazer isso em Falluja. Consiga ajuda por favor, junte pessoas para protestar, leve-os à embaixadas, ponha-os a fazer alguma coisa. Há um massacre. E precisamos estrangeiros, os estrangeiros podem fazer algo. Estamos a fazer um protesto, Jo (Jo Wilding www.wildfirejo.org.uk) e os outros do seu grupo estão a vir aos pontos de controle americanos amanhã. Não temos dormido nos últimos 3 ou 4 dias. Precisamos atenção. Tenho fotos, filme, demos para a Al Jazeera, Al Arabiya mas tiramos outras. Faça tudo o que puder. Voltamos amanhã".
Leigh Gordon:
Conseguir por todos os meios mas eu e (...) provavelmente não estaremos por aqui. Quero dizer que eles estão a ficar loucos. (...) está a dizer aos estrangeiros para virem mas não é seguro. O chefe de Falluga disse que não podia garantir minha segurança. Parece que está a enlouquecer, penso que os estrangeiros começaram a ser assassinados em breve — quero dizer que as pessoas estão a ficar desesperadas, quando elas vêm a sua mãe, pai, casa, gato, cão, tudo bombardeado ao começar o ataque. Eles (os americanos) disseram que estas operações durariam só 5 dias e chegariam ao fim. Eles precisam libertar tropas de outras frentes irrompendo por todo o país. Eles estão a vir para matar. Não há meio de garantir a segurança de ninguém. Penso que você pode ser útil mas não como voce possa contar à sua mãe e pensar que estará de volta em uma semana. Nós provavelmente seremos mortos amanhã. Venha, mas nós podemos não estar aqui.
Quando você ler isto, um massacre está a ter lugar em Falluja, Iraque. Falluja é uma cidade que tem estado a resistir à ocupação do Iraque desde Junho. As tropas americanas foram empurradas para a beira da cidade desde então. Combateu duramente e a sobretudo com firmeza e tem sido regularmente golpeada por jactos F16 e helicópteros Apache artilhados desde então, com civis a serem sacrificados numa base regular. Bem mais de 470 pessoas foram agora assassinadas pelas tropas americanas em Falluja, nesta semana. 1700 foram feridas. Espera-se que a portagem da morte ascenda devido à natureza do cordão militar do sítio em torno da cidade. Ambulâncias estão a ser alvejadas e seguidas por atiradores sniper se elas tentam entrar na cidade. Testemunha oculares relatam terem visto corpos a jazer nas ruas. Hospitais foram atacados. Abastecimentos médicos e camas escassas estão em níveis de crise. Os residentes chamam a isto um massacre. Pessoas de toda a parte estão a tentar, algumas com êxito, entrar em Falluja para ajudar a evacuar os feridos por carro. Pessoas estão a doar comidas, medicamentos e água àqueles que fogem. Todo o Iraque está a observar e simpatizar com Falluja dizem as pessoas ali no terreno. No momento em que se escreve (10/Abr/04) uma coluna de 13 km de residentes de Falluja foge da cidade massacrada por bombas, presos no deserto e rodeados por tropas americanas as quais, relatam testemunhas oculares, estão a disparar sobre elas. A maior parte dos abandonados no deserto é constituída por velhos, mulheres e crianças. Para os soldados americanos estacionados próximos à cidade, a situação é impossível e o seu sangue também está a ser derramado para os aproveitadores de lucro do mercado que promovem os interesses dos governos dos EUA e RU e interesses corporativos. Recentemente, a longa fermentação do descontentamento, frustração, humilhação e ódio crescente contra a ocupação explodiu. A ocupação está a ser combatida pela sua simples existência, o seu racismo, a sua violência. Está a reciclar e a devolver o poder da elite dirigente neo-baathista, a retreinar e recontratar mais de 10 mil torturadores e agentes de inteligência baathistas, está a rescrever as leis do Iraque através das ordens da Autoridade Provisória de Coligação (principalmente a Ordem 30 sobre Condições de Salário e Emprego para Empregados do Serviço Civil o qual estabelece o salário mínimo para os trabalhadores do Sector Público Iraquiano em 69.000 ID (US$ 40 por mês — menos da metade do salário recomendado para um trabalhador explorado numa zona de livre comércio no vizinho Irão), mais a Ordem 39 sobre Investimento Estrangeiro que permite em 100% a propriedade estrangeira — privatização — e corta a mais elevada taxa do imposto sobre o rendimento de 45% para 15%) resultaram na insurreição. O clima no Iraque modificou-se do protesto à resistência, e agora à insurreição. Manifestações têm decorrido todos os dias por todo o país desde o princípio da ocupação, com protestários que vão desde estudantes a pensionistas, desempregados, mulheres, antigos soldados e crianças. Este novo levantamento foi etiquetado como um revolta em apoio ao clérigo anti-ocupação Mugtada al Sadr, mas na realidade ele é generalizado, incontrolável, rudimentar e variado. Ele não é islâmico, não é apenas nacionalista, não é baathista. É uma luta generalizada contra a ocupação — o maior incitamento à violência no país. Por favor, manifeste solidariedade com o povo do Iraque neste momento de sublevação e banho de sangue. Por favor, junte-se aos protestos contra o sangrento massacre em Falluja, o qual espalhar-se-á se os exércitos de ocupação continuarem incontrolados e não desafiados. Parem a guerra em curso contra o Iraque Tropas fora do Iraque. O original encontra-se em
http://globalresearch.ca/articles/JAS404A.html .

Esta notícia encontra-se em http://resistir.info .

THIS IS MY MOTHERLAND


I WILL GIVE YOU A SECRET


OPEN YOUR HEART


HERE IS MY MOTHERLAND


EITHER LIVING OR DYING IS MY PAY


MOSTLY, BECAUSE OF THIS


REASON I WILL CONVERT


THIS LAND INTO HELL


FOR YOU AND INTO


PARADISE FOR ME


I WILL GIVE YOU A SECRET


OPEN YOUR HEART


YOU ARE IN MY RESURRECTION


RANGE EVERY


SECOND YOU LIVE


YOU ARE IN MY


RESURRECTION


RANGE DURING


EVERY BREATH


YOU TAKE!


THIS IS MY MOTHERLAND!


THE CITY OF MOSQUES,


FALLUJA!


I


LIVE


INDEPENDENTLY!


I CAN LIVE WITHOUT MY MOTHER


I CAN LIVE WITHOUT MY FATHER


I CAN LIVE WITHOUT MY SON & DAUGHTER


HOWEVER, I CAN NOT LIVE WITHOUT MY MOTHERLAND!


DO NOT FORGET!


I AM DYING IN MY OWN MOTHERLAND AND YOU?


DYING AND KILLING IS A HONOUR FOR ME!


IT IS A SHAME FOR YOU


IT IS DISGRACEFUL FOR YOU


I WILL GIVE YOU A SECRET


OPEN YOUR HEART!


YOU MAKE US SLEEP


LET THE WHOLE WORLD SLEEPS!


BUT I AM AS AWAKE I HAD NEVER BEEN!


I WILL RESIST!


MY SHROUD IS MY MORTAL BODY!


DIRGES ECHO INSIDE THE FALLUJA!


PAY ATTENTION!


WHAT DOES THE HEART SING?


THOSE WHO DO NOT WANNA HEAR ME,


YOU WILL PAY BACK!


I WILL GIVE YOU A SECRET!


OPEN YOUR HEART!


YOU ARE IN THE RESURRECTION RANGE!


YOU ARE IN THE RESURRECTION RANGE!


I WILL GIVE YOU A SECRET!


OPEN YOUR HEART!


THE FESTIVAL BEGINS WITH MY INDEPENDENCE!


THE FESTIVAL BEGINS WITH MY INDEPENDENCE!


THE FESTIVAL BEGINS WITH MY INDEPENDENCE!


FUCK MIDDLE AMERICA!






sexta-feira, 18 de abril de 2008

IRAQUE ANTES E DEPOIS DA GUERRA (2003/2008)

Iraque antes e depois da guerra (invasão de Março de 2003)
a slideshow about the war

Allahu Akhbar. May Allah bring peace to Iraq.

Iraque antes da guerra por jonty717

IRAQ IN THE GOOD OLD DAYS

- No beheadings of Western Hostages

- No Secterian fighting between Shia and Sunni

- No Al-Queda in Iraq

- No Iranian backed Shia Milita

- No persecution of Yizidi and Christians

- No Cholera

- No car bombs

- No Suicide Bombers

- No Mullahs

-No death squads

O POVO IRAQUIANO VIVIA COM PAZ E LIBERDADE

Exposing US propaganda:The American people were told by the US media that the Iraqi people wanted war. So we went to the streets of Baghdad and asked them.Filmed in 2003, two weeks before the latest US invasion of Iraq.

Propaganda americana: A imprensa americana disse ao povo americano que o povo Iraquiano queria guerra. Então, nós fomos às ruas de Baghdad e perguntamos a eles. Filmado em 2003, duas semanas antes da última invasão americana do Iraque.


Category: News & Politics
Tags:
Iraq war propaganda


segunda-feira, 17 de março de 2008

TROCA DE DÓLARES POR EUROS

Chávez e Hussein: passeio em Bagdá
BAGDÁ
Só Hugo Chávez visita o ditador
Reuters
Chávez e Hussein: passeio em Bagdá
Com seu mandato referendado pelas urnas, o presidente venezuelano, Hugo Chávez, lançou-se numa ousada operação internacional: quer ressuscitar a Opep, o cartel dos produtores de petróleo, e impor preços mais salgados aos compradores.

Na semana passada, se pôs a percorrer as nações petrolíferas.
Sem ligar para a cara feia dos Estados Unidos, tornou-se o primeiro chefe de Estado a furar o boicote internacional e pisar em Bagdá.
Agradecido, o ditador Saddam Hussein o levou a passear de carro pela capital iraquiana.
(isso deu na Veja)
Há uns três anos que as peças começaram a se encaixar no tabuleiro desta guerra que se aproxima.
Trapalhadas diplomáticas, erros estratégicos, umas doses de sorte e outras de azar acabaram atropelando o dólar, moeda franca do mundo e sobre a qual repousa a economia, motivando os EUA à uma guerra arriscada.

Vale muito esta guerra.
Vale a sobrevivência daquilo mais caro à sustentação dos Estados Unidos: sua própria moeda.
Mais que mísseis ou gases, é o euro a maior arma do Iraque.
Nesta história, são três os personagens principais:
Hugo Chávez, militar de origem indígena, católico, eleito presidente venezuelano em 1999.
Saddam Hussein, muçulmano sunita, ditador sanguinário do Iraque desde 1979.
George W. Bush, cristão renascido pelos braços do pastor Billy Graham, eleito presidente dos EUA em 2000 porque a Suprema Corte decidiu que, mesmo considerando a necessidade de recontar os votos na Flórida, mais importante era respeitar os prazos eleitorais.

No dia 6 de novembro de 2000, véspera da eleição presidencial nos EUA, o Iraque mudou a moeda com a qual operava suas vendas de petróleo: saiu o dólar, entrou o euro.
O país sofria pesadas sanções impostas pela ONU desde 1991, quando saiu derrotado de uma guerra que Saddam tinha atiçado ao invadir o Kwait.
A economia do Iraque depende, vive, sobrevive da venda de petróleo.
Detém a segunda maior reserva mundial.
De acordo com a sanção, a venda do combustível bruto era permitida desde que o dinheiro fosse investido em causas sociais.
Mais especificamente, em comida.
Naquele novembro há pouco mais de dois anos, o Iraque tinha bloqueados sob o olho vigilante da ONU, numa conta em Nova York, 10 bilhões de dólares, ou 15% de seu PIB - 0,1% do PIB norte-americano.
A conversão das vendas futuras para o euro foi vista como uma pirraça sem sentido.
Se tinha o objetivo de seduzir os países europeus a comprar mais petróleo, conseguiu apenas em parte.
Do ponto de vista financeiro, era uma besteira: a moeda européia valia 82 centavos de dólar.
O preço da conversão foi alto e o Iraque perdeu dinheiro.
Para Saddam, pouco importava.
Em meados de 2001, vendeu os 10 bilhões de dólares de reservas e trocou-os também por euros.
Só que aí veio o 11 de setembro e uma de suas conseqüências foi o crescente fortalecimento da moeda européia.
A operação de troca de moeda terminou sendo imensamente lucrativa.
Dinheiro, muito dinheiro Petróleo: o maior negócio do mundo.
Todo dia são gastos dois bilhões de dólares com o combustível.
Nas previsões mais otimistas, há petróleo para mais um século.
Aí acaba.
Um quarto disto é consumido pelos Estados Unidos.
No país que consome mais energia do mundo, 40% correspondem a petróleo. Invernos frios e verões quentes, o hábito de adotar carros cada vez maiores por parte da classe média, todos são ingredientes numa conta que só faz aumentar o consumo - pequenos confortos que a população não pretende perder.
Lá, são 20 milhões de barris por dia ao preço, em janeiro, de 28 dólares a unidade.
Mas não é o petróleo que banca a festa, é o dólar.
A balança comercial dos EUA é deficitária - só agora em fevereiro, ficou negativa na brincadeira de US$ 31,5 bilhões.
A partir de 1995, o investimento do americano médio em imóveis, na casa própria, foi ultrapassado por aquilo que esse mesmo americano médio jogou na Bolsa de Valores.
Em última instância, é um investimento no dólar.


Só que acaba sendo um investimento seguro, apesar de o país ser deficitário, porque o dólar é a moeda corrente do mundo.


O Fed, Banco Central dos EUA, dita as regras que regem a economia global. Dólar tudo quanto país usa porque assim se dá o comércio internacional.


De todos esses negócios, o petróleo é o maior - e os EUA não controlam quem o vende.


No dia 12 de agosto de 2000, um garboso Saddam Hussein ofereceu ao presidente venezuelano Hugo Chávez um tour guiado pelas ruas de Bagdá. Exatos quatro meses antes de a Suprema Corte decidir pela eleição da dupla Bush e Dick Cheney. Chávez era o primeiro chefe-de-estado a visitar o Iraque desde o início das sanções da ONU e as imagens de Saddam ao volante com o militar venezuelano no banco do carona fizeram a festa das tevês. Para aqueles que assumiam o poder nos EUA, dois ex-executivos de multinacionais petroleiras e notoriamente conservadores, Chávez fazia uma figura preocupante. Simpatizante do castrismo de Cuba e atrevido demais na questão do petróleo. Em abril de 2002, um golpe contra a presidência venezuelana foi rechaçado em dois dias. Na melhor das hipóteses, os golpistas encontraram no governo norte-americano um aliado de primeira hora. A diplomacia dos EUA soube do golpe frustrado antes e nada fez para evitá-lo. Desconfia-se que a CIA esteve envolvida, como nos velhos tempos. Filiada à organização dos Países Exportadores de Petróleo, OPEP, a Venezuela responde por uma conta que variou, nos últimos anos, de 13% a 15% do petróleo importado pelos EUA - 1,6 milhões de barris por dia. O resultado da trapalhada diplomática que sucedeu à volta de Chávez ao poder foi uma crise sem precedentes que culminou na greve geral. Quando a companhia estatal de petróleo PDVSA parou, os EUA viram-se sem ter de quem comprar. Ou tinham: opção nada agradável, o Iraque. Bush havia cortado as importações do combustível iraquiano desde sua posse, pouco após Saddam ter feito a conversão de moeda. Mas, antes, havia opção. Num mercado de petróleo em alta e dólar em queda, os EUA voltaram-se nos últimos meses para o Iraque. Em dezembro, compraram 925.000 barris por dia; agora em janeiro, 1,15 bilhões. Pagaram em euros. Moeda franca Seria tudo um inconveniente financeiro para o país de George W. Bush e um profundo suor frio para o resto do mundo que, como o Brasil, depende da saúde do dólar, não estivesse o Iraque apontando uma tendência. No ano passado, o Irã queimou boa parte dos dólares que compunham as reservas de seu Banco Central. Em parte, foi uma resposta política à inclusão do país no Eixo do Mal de Bush. Foi também uma operação coerente do ponto de vista econômico. Trata-se do maior produtor de gás natural do mundo, além de exportador de petróleo. Lá, está sendo discutida seriamente a possibilidade de converter suas vendas, ao menos para a Europa, também para euros. Durante 2002, executivos da OPEP começaram a discutir seriamente a transferência de seus negócios para a moeda européia. Chávez fala disso a toda hora. Quando novos países aderirem à Zona do Euro, nos próximos cinco anos, o PIB da região somará quase dez trilhões de dólares, equivalente ao dos EUA. Quando a Inglaterra abandonar sua libra, algo que os analistas consideram questão de tempo, o Banco Central Europeu vai se sobrepor ao FED norte-americano em volume de riqueza numa única moeda. E, em todas estas transações, é o petróleo que se encontra no centro da mesa. Se os petrodólares forem substituídos por petroeuros, pela primeira vez desde o fim da Segunda Guerra Mundial a moeda franca internacional mudará. Será o caos, mas o planeta se acomoda. Quem perde, no fim, são os EUA. Quando Gerard Schroeder, da Alemanha, e Jaques Chirac, da França, opõem-se à guerra contra o Iraque, sua menor preocupação são seus eleitorados internos. Da mesma forma, Bush e Tony Blair, do Reino Unido, têm outras preocupações. É o controle econômico mundial que está em jogo. Plantar um governo leal aos EUA no Iraque e ampliar o controle sobre o Oriente Médio enfraquece, em última análise, a OPEP. Em defesa do dólar. É um jogo perigoso o que se inicia, um que periga ter conseqüências mundiais muito mais sérias do que as largadas pela justa guerra contra o Talibã afegão. King Jong II, ditador norte-coreano, já fez sua parte. As reservas de seu Banco Central estão em euros".


"As verdadeiras razões de Bush Said Barbosa Dib Professor de História Não são justas as análises simplificadoras e ingênuas da mídia que colocam o presidente George W. Bush como um monstro ou um energúmeno sanguinário. Mesmo que seu intelecto não seja dos mais geniais, ele não é, definitivamente, um camarada mau nem bobo. Pelo contrário, é um cidadão patriota que está tentando salvar os EUA da bancarrota, impedir a queda do Império sob seu comando. Digo isso porque, ao contrário do que se fala, o governo norte-americano está totalmente desesperado com a ruína iminente da sua economia. Segundo W. Clark, do jornal "Indy Time", o temor do Federal Reserve (Banco Central Norte Americano) é de que a Organização dos Países Exportadores de Petróleo (Opep), nas suas transações internacionais, abandone o padrão dólar e adote definitivamente o euro. O Iraque fez esta mudança em novembro de 2000 - quando o euro valia cerca de US$0.80 ? e escapou ileso da depreciação do dólar frente à moeda européia (o dólar caiu 15% em relação ao euro em 2002). Esta informação, se analisada por aqueles que conhecem os problemas estruturais do sistema de Breton Woods e as atuais limitações energéticas dos norte-americanos, coloca em dúvida a hegemonia do dólar no mundo e explica a razão pela qual a administração Bush quer, desesperadamente, um regime servil na histórica Mesopotâmia. Se o presidente norte-americano tiver sucesso, o Iraque voltará ao padrão dólar, não correndo o risco de servir de modelo alternativo para outros países dependentes, como o Brasil. É por esta razão que o governo norte-americano, ao mesmo tempo, espera também vetar qualquer movimento mais vasto da Opep em direção ao euro. Por isso, essa informação é tratada quase como um segredo de Estado, pois governos dependentes como o nosso, que apostaram tudo no modelo neoliberal, iriam para o fundo do poço junto com seus chefes norte-americanos. Isso porque os países consumidores de petróleo teriam de despejar dólares das reservas dos seus bancos centrais - atualmente submetidos ao FMI - e substituí-los por euros.


O dólar entraria em crash com uma desvalorização da ordem dos 20% a 40% e as conseqüências, em termos de colapso de divisas e inflação maciça, podem ser imaginadas.


Pense-se em algo como a crise Argentina em escala planetária, por exemplo.


Na verdade, o que permeia toda essa discussão é a chamada "crise dos combustíveis fósseis".


O físico e pensador Batista Vidal lembra que "as reservas de petróleo estão extremamente concentradas em poucos pontos do planeta, pois o total descoberto no mundo está situado em vinte campos supergigantes".


Assim, na ótica do Primeiro Mundo, se os atuais países em desenvolvimento realmente se desenvolvessem, o Mundo teria ou que descobrir meia dúzia de campos supergigantes ou o petróleo acabaria em 10, 15 anos.


Por isso, o sistema de poder financeiro mundial, subjugado pelo padrão dólar, está completamente desacreditado, falido.


Os bancos estão caindo aos pedaços em todos os países ditos desenvolvidos, principalmente nos Estados Unidos e Japão.




Prevê-se um colapso a qualquer momento.




Agora, o que sustenta isso?




Devido à ocupação militar do Oriente Médio - ampliada a partir da crise do petróleo da década de 70 -, mesmo com o déficit público monstruoso dos EUA, o dólar inflacionado compra artificialmente o petróleo, base de toda a economia americana e ocidental.


Portanto, Saddam selou o seu destino quando, em fins de 2000, decidiu mudar para o euro.


A partir daquele momento, uma outra Guerra do Golfo tornava-se um imperativo para Bush Jr.


Ou seja, o que está em jogo não é nem o caráter texano caricato de Bush, nem uma questão de segurança nacional norte-americana, mas a continuidade da falácia do dólar.


E esta informação é censurada pela imprensa norte-americana e suas vassalas tupiniquins, bem como pela administração Bush, pois pode potencialmente reduzir a confiança dos investidores e dos consumidores, criar pressão política para a formação de uma nova política energética que gradualmente nos afaste do petróleo do Oriente Médio e da órbita anglo-americana e fazer com que projetos como o nosso Pró-Álcool mostrem sua força".