Mostrando postagens com marcador Gaza. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Gaza. Mostrar todas as postagens

quinta-feira, 23 de julho de 2009

A VITÓRIA DO POVO PALESTINO

Jerusalém, capital da cultura árabe - 2009

Deus Altíssimo diz no Sagrado Alcorão: “Óh homens! Certamente, Nós vos criamos de um varão e de uma fêmea, e vos fizemos nações e tribos, para que vos conheceis uns aos outros. Por certo, o mais honrado de vós, perante Allah, é o mais piedoso. Por certo, Allah é Onisciente, Conhecedor.” ( 49; 13)


Louvado seja Deus o Senhor do universo!

A VITÓRIA EM GAZA


Qual é a base para dizermos que alguém saiu vitorioso em um conflito?


A base para isto é chegar aos objetivos.


Os mártires que deram suas vidas ou a destruição de uma cidade não motivos para medir este sucesso.


Os objetivos do povo Palestino são 3:


1) Parar com a agressão violenta dos israelenses. E isto aconteceu;

2) Que as forças israelenses saíssem de Gaza. O que também aconteceu;

3) Abrir as fronteiras com os países. Este objetivo ainda não foi atingido, mas logo será.

Se este objetivo for atingido, então a vitória será assegurada.


As condições do povo palestino são incomparáveis às condições que Israel tem. Mas, com tudo isso, o povo oprimido da Palestina conseguiu se opor ao regime sionista e Israel teve de voltar atrás.


Temos uma história que veio a minha mente.


É a de um lobo que atacou um galinheiro.


As galinhas, quando viram o lobo atacando seus filhotes, abriram suas asas e com seu bico atacaram o lobo. O lobo fugiu. Um leão, quando viu o lobo fugindo das galinhas, riu e disse: “Eu não sabia que você tinha medo de galinhas!” O lobo respondeu: “Eu tenho medo é de ser ridicularizado, matar galinhas não é nenhum orgulho.”


Israel, com todo seu poder, perdeu em Gaza e centenas de crianças inocentes assassinou friamente. Obrigou-se a voltar atrás, pois matar crianças inocentes não é orgulho pra ninguém. Muito menos ocorreu uma vitória sobre o Hamas. A Resistência Palestina, com poucas condições, fez com que Israel voltasse atrás.
Hoje, a Resistência Palestina está mais convicta não só em seu objetivo para a libertação de Gaza, mas também de Al-Quds (Jerusalém), o Afeganistão e o Iraque.
Não estranhe este objetivo do Hamas
, pois o Profeta Muhammad (s.a.w), quando estava em Khandaq, pensava na divulgação do Islã na Síria, Jordânia e Egito.


“Aquele que pode nadar numa piscina pode nadar no mar também”.

Então, a resistência que se tornou vitoriosa em Gaza também pode reconquistar o restante da Palestina.

Outro ponto importante é que os países no mundo tudo observaram a agressão israelense a Gaza.


Na época em que os paises árabes falavam em paz com Israel, o rei da Arábia Saudita, Abdullah, e o Mufti do Egito se encontraram com Shimon Peres. Naquele período Israel já havia cometido este mesmo crime.
Isto nos confirma que a Resistência Palestina tem as suas razões.
E isto fez com que a reconstrução de Gaza e sua fortificação ocorresse nos últimos anos.
Eu convido a todos para realizarmos um jantar beneficente para auxiliar o povo de Gaza.
A Síria levou em consideração o pedido de seu povo e cancelou as conversações com Israel, conseguindo assim unir o povo ao governo.
A Turquia não ficou apenas assistindo o genocídio dos palestinos, mas hoje temos uma nova Turquia. Tanto o povo turco ficou a favor do povo palestino assim como o governo turco também.
A Turquia pediu que Israel fosse retirada da ONU quando Israel não acatou as suas resoluções.
O primeiro-ministro turco, Tayyip Erdogan
, disse: “Por que temos que aceitar a participação na ONU de uma nação que não está de acordo com as suas resoluções?”


Isto foi dito quando o secretário-geral da ONU estava visitando Israel.


Quer dizer, esperava-se que Ban Kim Moon expressasse sua irritação com a provocação ao órgão que preside e condenasse o bombardeiro a suas escolas. Mas, infelizmente, o secretário-geral não fez nada disso.
Quando Ban Kim Moon foi à Turquia, o primeiro-ministro turco expressou sua falta de esperança com o presidente desta organização.

Quando o secretário da ONU não tem como defender seus objetivos, como então pode querer auxiliar o povo oprimido palestino?


A ONU não é uma entidade beneficente que trabalha para auxiliar as pessoas com doações de remédios ou alimentos, apenas. A sua função principal é a de manter a paz no mundo. Mas, em todos os casos, hoje no início da manhã, Tayyip Erdogan, quando voltava da Suíça para a Turquia, foi recebido por milhares de pessoas, sendo aclamado como um grande vencedor, porque na conferência de Davos, foi energicamente contra as mentiras de Israel, deixando o salão.


30/01/2009 - A IMPORTÂNCIA DO TAKBIR/VITÓRIA EM GAZA
http://www.ibeipr.com.br/discursos.php?id_discurso=25

http://www.ibeipr.com.br/index.php

Síria e Turquia querem que Israel renuncie a territórios árabes ocupados. Certo?


O presidente sírio, Bashar al-Assad, e o primeiro-ministro turco, Recep Tayyip Erdogan, em visita à Síria, CONCORDARAM HOJE que a PAZ no Oriente Médio SÓ SERÁ POSSÍVEL quando Israel RENUNCIAR AOS TERRITÓRIOS ÁRABES OCUPADOS.A RETIRADA dos ocupantes israelenses deve incluir o recuo israelense das Colinas do Golã sírias até as fronteiras, ocupadas desde o dia 4 de julho de 1967.Ambos concordaram em continuar a intensificar esforços para acabar com o INJUSTO bloqueio israelense sobre a Faixa de Gaza e conseguir a reconciliação palestina, com o objetivo de estabelecer um Estado palestino independente
.

Engraçado, né? Quando o Estado de Israel ocupou os territórios árabes na Guerra dos Seis Dias ninguém fez nada. Ninguém falou nada. Todos "passaram o pano" e continuaram armando os israelenses.A "desculpa" israelense foi bem parecida com o quê? A teoria usuado por Hitler para a "expansão" da Alemanha Nazista (que levou à Segunda Guerra Mundial). Para quem quiser saber mais procure sobre os pensadores que escreveram sobre "Espaço Vital".Os japoneses também ocuparam grande parte da Ásia, em espcial a Coréia. Para eles os coreanos não passavam de uma ********. Chamavam os coreanos de cachorros...terrível isso. Até hoje não houve uma desculpa oficial dos japoneses com relação aos crimes de guerra.O Estado de Israel faz a mesma coisa. Para alguns judeus, os "árabes" (aí não importa qual etnia, qual religião ou qual nacionalidade) são como cachorros. São uma ******** incômoda e que se não conseguiu "tomar de volta" aquelas terras, simplesmente não as merecem. Isso é FATO. Diversos líderes israelenses disseram isso abertamente ou nas entrelinhas de seus discursos.Siria e Turquia querem seus territórios de volta mas não vão conseguir. Alguns judeus prefeririam morrer naquelas terras do que devolvê-las. Um Estado Palestino também nunca será criado pois o Estado de Israel elimina toda e qualquer estrutura que os palestinos tentam criar. E chama isso de "ataques preventivos" ou "destruição de células terroristas". Para eles, qualquer organização palestina será sempre "terrorista".Não vejo solução para o conflito. Os vendedores de armas internacionais ganham mais com o conflito do que com a paz. E muitos deles são judeus...Barbeiro

sábado, 7 de março de 2009

SOFRIMENTO INIMAGINÁVEL EM GAZA

VI UM SOFRIMENTO INIMAGINÁVEL EM GAZA

Na rubrica do Diário de Notícias, “Alegações finais”, de 3.03.2009, a jornalista Valentina Marcelino, entrevistou Francisco Corte-Real (1), especialista internacional em danos corporais, sobre a sua deslocação à Faixa de Gaza integrado numa equipa de peritos mundiais para averiguar da existência de alegados crimes contra a humanidade cometidos pelas forças israelitas, aqui se transcreve o seu testemunho.

Qual era o objectivo da deslocação a Gaza da equipa de peritos mundiais que integrou?
Averiguar, a pedido da Liga Árabe, se fo­ram cometidos crimes de guerra e crimes contra a humanidade pelo exército israe­lita, durante os ataques que ocorreram entre 27 de Dezembro e 19 de Fevereiro.
Como foi constituída a equipa?
A Liga Árabe quis uma equipa o mais alargada possível. O "Independent Fact Finding Comittee" é constituído por seis elementos: eu próprio, como perito em danos corporais, um professor de Direi­to sul-africano, um juiz norueguês, um professor, jubilado, de Direito Interna­cional, holandês, e um advogado espa­nhol, especialista em Direitos Humanos.
Que suspeitas levavam?
Não nos deslocámos a Gaza com qual­quer tipo de suspeita formada. Fomos de peito aberto, dispostos a ouvir todas as partes do conflito e a observar as condições no terreno.
O que viu em Gaza?
Uma destruição muito maior do que alguma vez pensara encontrar. Escolas, hospitais, casas destruídas. Ambulân­cias queimadas. Muitas crianças feridas. Também mulhe­res. Vim muito chocado com o sofrimento dos civis. Um sofrimento de uma dimensão inimaginável. Realizei 10 exames periciais a crianças e mulheres, os quais podem ser utilizados no relatório que vamos en­tregar à Liga Árabe.
E qual foi a sua conclusão?
O relatório está a ser feito e será entre­gue até final do próximo mês de Abril.
Houve desproporcionalidade nos ata­ques de Israel?
O impacto dos ataques aéreos, maríti­mos e terrestres de Israel contra aquela população é de uma dimensão incompa­ravelmente maior do que o impacto dos rockets lançados contra Israel.
O cessar-fogo não facilitou a vida no território?
O bloqueio imposto por Israel ainda se mantém e impede a chegada de bens es­senciais. Tem proporções absolutamen­te desumanas. Vivem ali cerca de um mi­lhão e 500 mil pessoas, como se estives­sem presas, numa extensão de terreno que não tem mais de 40 quilómetros de comprimento, por 45 de largura.
Israel garante que o Hamas utiliza ci­vis e estruturas civis como escudo…
Não me quero pronunciar sobre isso.
Contactaram também Israel?
Enviámos duas cartas ao Governo de Israel a manifestar a nossa disponibilidade para ouvirmos a sua versão e es­clarecer-nos sobre algumas questões. Aguardamos ain­da a resposta.

(1) O Prof. Doutor Francisco Manuel Andrade Corte Real Gonçalves, é especialista em Medicina Legal, Prof. Associado da Faculdade de Medicina da Universidade de Coimbra e Vogal do Conselho Directivo do Instituto Nacional de Medicina Legal.

domingo, 8 de fevereiro de 2009

PALESTINOS MASSACRADOS POR ISRAEL EM ESCOLAS DA ONU


Israel arrasa escola da ONU em Gaza
"Será que o problema maior era ter atingido a escola ou ter feito vítimas civis?
Se a escola houvesse sido atingida - sem que nenhum civil estivesse lá dentro -, haveria um ataque contra uma propriedade da ONU. Mas se civis foram feridos e mortos, tanto faz que tenham sido atingidos dentro ou fora da escola.
O crime continua sendo ter matado e ferido civis. Aliás, com total “imparcialidade”, todos podem VER onde essa notícia tem origem: no JERUSALEM ONLINE!
Aliás, quando se realizam as eleições em Israel?
Ah, sim, nesta semana!
E quem é o favorito para ganhá-las?
Netanyahu, do partido de oposição ao atual governo.
A atual ministra das Relações Exteriores, Tzipi Livni, e o atual ministro da Defesa, Ehud Barak , estão bem atrás de Netanyahu.
Dá para entender o - porquê - da notícia desmentindo o ataque à escola da ONU?
O ataque a Gaza foi realizado com o objetivo de ganhar as eleições e esse desmentido também.
Nada como a "imparcialidade".
Só que nós aqui não somos eleitores em Israel.
Ou será que nossa opinião pode modificar o resultado da próxima eleição israelense?"

O exército israelense bombardeou uma escola da ONU no campo de refugiados de Jabalia, em Gaza, matando 42 palestinos – dos quais, muitas crianças e mulheres – e ferindo 55, inclusive 15 em estado crítico.

A ONU denunciou que a escola estava claramente marcada com a bandeira da ONU e que as coordenadas geográficas exatas da sua localização haviam sido previamente informadas a Israel.
A autoridade da ONU responsável pela escola bombardeada pelo exército israelense em Gaza, em que foram mortos 42 palestinos – dos quais, muitas crianças - e feridos mais 55, John Ging, afirmou que ela estava claramente marcada com uma bandeira da ONU e que sua exata localização havia sido previamente informada ao invasor.
Centenas de pessoas haviam procurado abrigo na escola Al Fakura, da ONU, no campo de refugiados de Jabalia, após serem expulsas de suas casas pelos soldados israelenses.
Outras operações de terror de Estado de Israel contra a população de Gaza elevaram o número de palestinos mortos em 12 dias de invasão para 702, e mais 3.100 feridos; há chacinas por toda parte.
Na quarta-feira, dia 7/01/09, uma multidão acompanhou o funeral das vítimas da escola Al Fakura; apenas uma família, os Dib, sofreu dez mortos.
Na descrição do “New York Times”, “os corpos das crianças que morreram na escola das Nações Unidas jaziam em uma longa fileira sobre o chão. Algumas estavam envoltas na vívida bandeira verde do Hamas, algumas em mortalhas brancas, e outras na bandeira amarela do Fatah.


O massacre ampliou a indignação no mundo inteiro contra a agressão israelense e isolou ainda mais o já muito isolado regime nazista de Tel Aviv.
15 dos 55 feridos da escola da ONU estão em estado crítico.

Ging, diretor de operações em Gaza da agência de proteção aos refugiados da ONU (UNRWA, na sigla em inglês) afirmou que a escola foi atingida por três disparos israelenses, e confirmou que o exército de Israel recebeu as coordenadas geográficas exatas de cada instalação da ONU em Gaza.
O exército de Israel também estava ciente de que a escola fica em uma área densamente povoada, enfatizou Ging.
“É óbvio que seria inteiramente inevitável que se projéteis de artilharia atingissem a área haveria um elevado número de baixas”.
Como em massacres anteriores, Israel tentou cinicamente justificar seu crime de guerra contra civis abrigados em uma instalação da ONU em Jabalia, alegando que teria “respondido” a disparo feito de lá por dois milicianos do Hamas.
O que foi desmentido por Ging: “não havia qualquer ativista ou atividade militar dentro da escola”.
O representante da ONU pediu uma investigação internacional independente sobre a chacina.
A matança em Jabalia não foi a única.
Na escola Asma da ONU, no campo de refugiados de Shati, três membros da família Al Sultan foram mortos por disparo israelense.
Um Centro médico da ONU de Gaza foi também atingido, com sete funcionários e três pacientes feridos.
Não havia qualquer combate nas imediações.
E isso tudo em menos de 24 horas.
Mas ainda que houvesse um ou dois milicianos na escola, nem mesmo isso justificaria, de acordo com as convenções de guerra de Genebra, os canhonaços contra um abrigo de centenas de civis.

A chacina da escola Al Fakura remete a outros crimes de guerra cometidos por Israel em seus assaltos à terra alheia.
Para não ir tão longe no tempo – Deir Iassin ou Sabra e Shatila -, vamos registrar que foi exatamente o que foi feito em outros dois assaltos de Israel ao sul do Líbano.
Em 1996, o exército de Israel massacrou 106 pessoas que estavam abrigadas em uma instalação da ONU em Qana e feriu mais 116.
Na fracassada invasão de 2006, nova chacina em Qana, com 56 civis mortos – 32 eram crianças; um posto de monitoramento da força de paz da ONU foi arrasado. (AP)

Publicado na Hora do Povo, edição 2.732
10.01.09

segunda-feira, 26 de janeiro de 2009

OS MUROS DA VERGONHA

Em 1989 caiu o Muro de Berlim, simbolo de uma época. Era chamado de muro da vergonha. Ele dividia o leste e o oeste de Berlim e simbolizava a divisão da sociedade entre o capitalismo e o socialismo real.
O muro que cerca Gaza tem um objetivo similar, ser simbolo de uma divisão.
O que ele simboliza é a divisão entre os amigos e os inimigos do império.
Aos amigos do império a força das armas,
o direito de comer,
de beber,
de ir e vir;
aos inimigos do império, aos que se rebelam, esta reservada a barbárie.
E assim, já que são bárbaros, podem servir de teste para armas com fósforo, exploração máxima, como viver sem água e sem alimentos, que só lhes são entregues a conta gotas, quando alguma das entradas do muro é aberta.
E quem tem a chave dos portões também é o amigo do imperio.
A condenação de Israel pelos crimes de genocídio só virá quando o mundo, unido e forte, enfrentar o império nos organismos internacionais, como a ONU.
É por isto que muitos países acham por exemplo, que o Brasil deveria fazer parte do Conselho de Segurança da ONU e que o papel da ONU deveria ser de um verdadeiro mediador nas guerras.
Se assim fosse, Israel sequer poderia atacar Gaza, porque do outro lado, não há nem mesmo um exército e as pedras e rojões amarrados a cabos de vassouras não são armas, são instrumentos de autodefesa de quem é obrigado a viver na barbárie e que de tempos em tempos são atacados e mortos para que o amigo do império possa testar novas tecnologias de guerra que provavelmente serão usados contra outras parcelas da humanidade mais tarde.
É bom debater este assunto, porque ele não termina com a falsa retirada dos tanques genocidas. Ela só terminará quando o Estado Palestino existir de fato e de direito. E isto é obrigação da comunidade internacional, ou seja a ONU, por que foi ela que instalou alí naquelas terras que sempre foram a Palestina, o artificial estado de Israel.
Luiz M

domingo, 3 de agosto de 2008

ABBAS, ADVOGADO DE ISRAEL

O Presidente da Autoridade Palestiniana, Mahmoud Abbas, rejeitou veementemente as exigências do Hamas de que apenas as autoridades palestinianas e egípcias pudessem controlar a fronteira de Rafah.
“Nós não iremos aceitar novas condições; eles (Hamas) têm de voltar ao antigo acordo fronteiriço. Nós estamos mais preocupados com os interesses do povo palestiniano do que o Hamas. Se o Hamas realmente está com ele, que o deixe cumprir este acordo.”
Bem, será que Abbas sabe realmente do que é que está a falar?
De facto, como diz o provérbio árabe, se ele sabe, é uma verdadeira calamidade,
se ele não sabe, é uma calamidade ainda maior.
Eu digo isto porque o antigo acordo que regula os movimentos na fronteira de Rafah permite a Israel, o país que está a tentar dizimar 1,5 milhões de habitantes de Gaza deixando-os à fome, ter a palavra final sobre quando é que o posto fronteiriço deve estar aberto e quando é que deve estar fechado.
Todos nos lembramos de como milhares de palestinianos, incluindo estudantes, doentes, peregrinos e outros viajantes, tiveram de esperar do lado egípcio da fronteira durante semanas e meses, porque um oficial israelense do lado israelense da fronteira decidiu manter estas vítimas indefesas reféns dos seus caprichos e instintos canibais.De facto, este estranho sadismo, que o Sr. Abbas está caninamente agora a defender, foi responsável pela morte de dúzias de palestinianos que foram deixados no deserto, como se fossem animais, não seres humanos.
Vejam os importantes relatos que descrevem o infortúnio dos desamparados habitantes de Gaza e vão perceber do que estou a falar.
Como é que Israel conseguiu manter a fronteira fechada durante a maioria dos dias do ano?
Bem, foi muito simples.
De acordo com o “maravilhoso” acordo que Abbas está agora a exigir que o Hamas aceite incondicionalmente, o posto fronteiriço de Rafah não pode estar a funcionar sem a presença de monitores da União Europeia.
Mas os próprios monitores, que vêm de vários países da UE e alguns deles podem até estar a trabalhar para os serviços secretos israelenses, estão instalados no pequeno kibbutz israelense de Kerem Shalom, a alguns quilómetros do posto fronteiriço.
E de acordo com o infame acordo, eles não têm livre acesso ao posto a não ser que recebam previamente uma autorização diária por parte do exército de Israel.
Por seu lado, o exército israelense, agindo sob instruções do governo, simplesmente declarava, por rotina, a única estrada de Kerem Shalom para o posto fronteiriço de Rafah, como zona militar fechada, de forma a manter encerrada a fronteira.
Claro, o exército invocava “razões de segurança” para justificar o encerramento quase perpétuo, mas toda a gente, incluindo os próprios israelenses, sabe muito bem que as genuínas preocupações de segurança têm muito pouco a ver com as medidas tomadas por Israel, e o verdadeiro motivo é punir e atormentar os palestinianos.
Como mencionado, este flagrante abuso da autoridade não aconteceu num ou dois dias, ou mesmo em dez dias por mês. Esta era a norma, o modus operandi, e a fronteira esteve fechada 26 ou até 29 dias por mês, causando enorme sofrimento aos palestinianos.
Foi um processo deliberado e calculado com a intenção de atormentar, agredir, brutalizar e humilhar as pessoas de Gaza, e foi tudo feito com o carimbo de um “acordo internacional”.
Os líderes e estados membros da UE sabiam bem o que se passava em Kerem Shalom.
Mas eles foram tão desonestos moralmente e tão subservientes a Israel e aos Estados Unidos, que não mostrarem nenhuma objecção significativa à perseguição sistemática de Israel a uma população indefesa, cujos homens, mulheres e crianças se agarram à vida como fizeram muitos dos presos judeus no Gueto de Varsóvia há cerca de 67 anos atrás.
Por isso, eu gostaria de perguntar a Abbas e aos seus aliados e penduras que tanto falam e fazem barulho, dizendo servir os vitais interesses do povo palestiniano:
Como é que vocês pensam que permitir que Israel controle novamente a fronteira de Rafah vá servir os interesses do povo palestiniano?
Estão bêbados?
São estúpidos?
São cegos?
São ignorantes?
Aliás, em primeiro lugar, porque é que consideram que Israel deve estar envolvido no controlo da fronteira de Rafah?
Não é uma fronteira entre o Egipto e a Palestina?
Israel não declarou que terminou a sua ocupação da Faixa de Gaza?
O regime sionista não tem vindo a dizer ad nauseam que já não é responsável por Gaza?
Se assim é, porque é que insistem que seja o capataz dos escravos a ter a decisão final, o patrão máximo?
Isto é doentio, para não dizer mais, e mostra o tipo de subserviência umbilical da vossa parte em relação aos nefandos ocupantes.
Eu percebo que haja problemas entra a Fatah e o Hamas.
No entanto, trair o povo palestiniano e minar os seus interesses vitais com o objectivo de enfraquecer o Hamas e satisfazer Israel e bajular Washington, roça a traição, pura e simples.
O que mais se pode dizer sobre a colagem a um acordo inconcebível que permite que os diabólicos ocupantes nos aprisionem, atormentem e humilhem com impunidade… porque é o que o “acordo” diz.
Bem, o acordo pode ir para o inferno, mais os que os assinaram.
Resumindo, o Hamas tem razão a cem por cento.
A fronteira de Rafah tem de ser gerida em conjunto pelas autoridades palestinianas e egípcias.
E o regime de Ramallah pode, se quiser, fazer parte da gestão do posto fronteiriço, dentro de um processo geral de reconciliação entre Gaza e Ramallah.
No entanto, enquadrar Israel nesta situação é inaceitável.
A população de Gaza já sofreu mais do que suficiente nas mãos de Israel.
Não se pode permitir que para além de assassino e atormentador possa também ser aprisionador.
Será que Abbas vai perceber isto?
Duvido.

segunda-feira, 19 de maio de 2008

A/O MORAL DA HISTÓRIA



O Estado de Israel está agora a comemorar 60 anos de existência.

Para o povo palestiniano, são 60 anos da “catástrofe” – a “Nakba”.

Desde então ficou dividido em três categorias:
a discriminada,
a ocupada e
a expulsa.
Os árabes israelitas e a Diáspora
A categoria discriminada é a dos árabes que têm passaporte israelita.
Ficaram no país depois da “Nakba”, a grande limpeza étnica de 1948, ou são filhos, netos e bisnetos dessas pessoas.
Totalizam algo mais de um milhão e, para as autoridades israelitas, já são demais.
Uma histérica agitação sobre o perigo da “bomba demográfica” produziu recentemente leis como aquela que impede, por exemplo, o casamento de um árabe israelita com uma palestiniana dos territórios ocupados.
Receia-se que essa magra fracção de menos de um quinto da população israelita se torne demasiado numerosa.
Faz-se de tudo para lhe dificultar a vida.
Os árabes israelitas são cidadãos de segunda classe.
Impede-se que comprem propriedades em bairros “só para judeus”.
Reprime-se as suas manifestações.
Expulsa-se professores árabes que recusam alunos fardados nas suas aulas.
É certo que os árabes israelitas podem organizar partidos legais, que têm elegido deputados para o Knesset.
Mas esses deputados são acusados de “traição” por visitarem países árabes vizinhos.
São pressionados para emitirem uma profissão de fé a favor do “Estado judeu”, precisamente o Estado que os discrimina.
Ironicamente, essa declaração de lealdade não é exigida aos deputados judeus.
Israel considera-se o Estado de todos os judeus do mundo, e portanto reconhece a um judeu norte-americano ou neo-zelandês um direito substancial a influenciar o governo do país. Mesmo que esses estrangeiros não tencionem ir algum dia viver em Israel, têm mais direitos no país do que a população árabe que aí vive.
Este o peculiar entendimento da “democracia” que pode ter um Estado racista.
Fora do país, vive a população expulsa e seus descendentes – cerca de 4 milhões de pessoas
segundo a ONU.
A maior parte foi expulsa em 1948, outra parte em 1967.
Embora a ONU continue a considerar formalmente que estas pessoas têm um direito de regresso, o Estado de Israel bloqueia obstinadamente qualquer solução.
As propriedades dos expulsos são consideradas “abandonadas” e portanto sujeitas a confisco.
Os territórios ocupados
A população ocupada vive em Gaza, na Cisjordânia e em Jerusalém Oriental –territórios cuja ocupação continua formalmente a ser condenada pela ONU.
Só na Faixa de Gaza, vivem 1,4 milhão, concentrados em apenas 2% do território, no que o sociólogo israelita Baruch Kimmerling designou como o maior campo de concentração do mundo.
Aí, o bloqueio priva a população de alimentos, medicamentos e energia.
A rede de saneamento básico está à beira do colapso, durante a maior parte do dia não há água nas torneiras, aquela que há não se pode beber.
Nos hospitais, as sucessivas falhas de energia custam vidas a vários pacientes.
O pretexto para o bloqueio é a simpatia maioritária da população pelo Hamas, que ganhou as eleições e legitimamente assumiu o poder.
Na Cisjordânia vivem cerca de 2,4 milhões.
A crise não é tão aguda como em Gaza, porque o governo da Fatah se tem vergado às ordens israelitas.
Mas, a par das auto-estradas só para israelitas, há os checkpoints que tornam a vida impossível à população palestiniana e a obrigam a perder um dia inteiro para fazer qualquer pequena viagem que normalmente duraria meia hora.
Ambulâncias transportando grávidas em trabalho de parto ou pacientes em crise cardíaca podem ser castigados com horas de espera que por vezes lhes têm custado a vida.
Nas piscinas dos colonatos, sobra a água que falta nas torneiras das casas palestinianas.
Em Jerusalém Oriental e arredores vivem cerca de 300.000 palestinianos.
Aí, demolem-se as casas da população árabe para “judaizar” a cidade.
Essa limpeza étnica silenciosa, que tem sido denunciada pelo activista israelita Jeff Halper, realiza-se sob qualquer pretexto, desde a “segurança” até às “escavações arqueológicas”.
Não surpreende portanto que o aniversário do Estado de Israel seja, para o povo palestiniano, o aniversário da “Nakba” – a catástrofe.
O “Muro do Apartheid”
A propaganda israelita prefere chamar-lhe “barreira de separação”.
Mas o “muro” é um muro: pode ter até 3 metros de espessura e 8 de altura.
Há dois anos, estava previsto que atingisse uma extensão de 703 km – quase cinco vezes a do Muro de Berlim.
Tem torres de vigilância relativamente próximas e checkpoints relativamente distanciados uns dos outros, que obrigam os palestinianos a horas de caminhada.
O trajecto que antes se fazia em cinco minutos passa a fazer-se em três horas, se se tiver a sorte de encontrar aberta a porta mais próxima, que funciona em horários caprichosos e imprevisíveis.
Na cidade, o muro é mais alto.
No campo a vigilância é electrónica e há robots para dispararem sobre qualquer pastor que se aproxime para aquém dos 60 metros da “zona de morte”.
O muro separa as casas das terras, dos poços, das escolas, dos empregos.
Quando um agricultor foi separado da sua propriedade pelo muro e deixou de cultivá-la, perde-a: é, mais uma vez, a lei que permite confiscar a propriedade “abandonada”.
Grande parte do muro está a ser construída em território cisjordano, no que o Tribunal Internacional da Haia classificou como violação flagrante do direito internacional.
O “Muro” é um muro de “apartheid” - palavra que em africânder significava precisamente … separação.

Categorias:
Mundo, Terror, Política.
Comentário a “60 anos da catástrofe palestiniana”
rtp disse:
É assim. E depois terroristas são os árabes, que também são semitas! Aliás, muito mais semitas que muitos judeus, porque uma grande parte são originários da Turquia, os’ razares’ que se espalharam para o leste da Europa.
(vide Georges Addas, em http://resistir.info/, notável sitio em português)

domingo, 13 de abril de 2008

OS TERRORISTAS MAIS PROCURADOS DO MUNDO

Os terroristas mais
procurados
Quem realmente são os terroristas?

Em 13 de fevereiro deste ano, Imad Moughniyeh, um comandante
do Hizbollah, foi assassinado em Damasco.
“O mundo será melhor
sem ele”
, comemorou Sean McCormack, porta-voz do Departamento
de Estado de George W. Bush.
Mas que “mundo” seria esse?

Os terroristas mais procurados

Em 13 de fevereiro deste ano, Imad Moughniyeh, um comandante
do Hizbollah, foi assassinado em Damasco.
“O mundo será melhor
sem ele”,
comemorou Sean McCormack, porta-voz do
Departamento de Estado de George W. Bush.
Israel também
celebrou que “um dos maiores inimigos dos Estados Unidos e de
Israel foi levado à justiça”,
segundo o jornal israelense Haaretz.
Mas
de que “mundo” eles estão falando?
Essa terminologia está correta se considerarmos apenas as regras
do discurso anglo-saxônico, que define “mundo” como a classe
política dos Estados Unidos, Reino Unido e seus aliados.
Por
exemplo,
ainda é comum a afirmação de que “o mundo apoiou
George W. Bush”
na decisão de atacar o Afeganistão e o Iraque.
Mas no mundo real, a história era outra.
De acordo com a pesquisa
internacional realizada pela Gallup, o apoio era de 2% no México e
12% no Brasil – se considerado que os verdadeiros culpados pelos
atentados de 11 de setembro fossem os únicos alvos, poupando
zonas civis de ataques, o que não aconteceu.
Se esse “mundo” englobasse todos os do verdadeiro mundo,
certamente os “grandes inimigos” também seriam outros.
Por
exemplo:
em 1985, o seqüestro de uma embarcação privada
(Achille Lauro) que resultou na morte de um paraplégico
estadunidense foi considerado “a grande história de terrorismo do
ano”
, em uma pesquisa entre editores de jornais estadunidenses.

Mas ninguém no “mundo” parou para entender que o ataque ao
Achille Lauro foi uma retaliação contra os bombardeios de Israel na
Tunísia, ordenados pelo então primeiro-ministro Shimon Peres, em
que 75 civis tunisianos e palestinos foram mortos pelas “bombas
inteligentes” israelenses.
A Casa Branca cooperou com o massacre,
ao se recusar a informar ao governo tunisiano que bombas estavam
a caminho de áreas civis.
O então secretário de Estado George
Shultz deixou isso claro ao afirmar publicamente que “Washington
tem uma simpatia considerável quanto às ações israelenses na
Tunísia”.
Portanto, para esse “mundo”, o assassinato do paraplégico
estadunidense foi apresentado com horror comparado somente aos
filmes de Hollywood.
A “brutalidade” dos palestinos, segundo o
então chefe de Estado de Israel, Rafael Eitan, só podia ser “obra
desses demônios de duas cabeças”.
A sinceridade emocional de
comentários como esse, que marcaram a época, pode ser
comparada somente à campanha terrorista dos Estados Unidos e
de Israel.
Em uma delas, em abril de 2002, dois paraplégicos
palestinos, Kemal Zughayer e Jamal Rashid, foram assassinados
por forças israelenses em Jenin.
O corpo mutilado de Zughayer foi
encontrado junto aos restos de sua cadeira de rodas e de uma
bandeira branca que ele segurava no momento do massacre.

Rashid foi esmagado sob os destroços de sua residência quando
uma demolidora israelense Caterpillar (fornecida pelos Estados
Unidos) arrastou sua casa, com sua família dentro, por algumas
dezenas de metros.
Neste caso, a reação do “mundo”, ou melhor, a
falta de reação, é costumeira.

Ainda sobre o assassinato de
Imad Moughniyeh, vítima de um
atentado terrorista israelense na
Síria,
a mais dura acusação
contra o comandante do
Hizbollah (nunca comprovada)
era de ter planejado o ataque
contra a embaixada israelense de Buenos Aires em 1992,
supostamente em retaliação ao assassinato conduzido por Israel do
então líder do Hizbollah, Abbas Al-Mussawi.
Neste evento, Israel fez
uso de helicópteros estadunidenses para invadir o território libanês
e eliminar Mussawi e toda a sua família, incluindo seu filho de 5
anos, além de outros civis libaneses do sul do país.
Foi a partir de
então que “o Hizbollah mudou as regras do jogo”, segundo Yitzhak
Rabin, primeiro-ministro de Israel na época, pois os foguetes ainda
não choviam sobre Israel.
As “regras do jogo” eram que o “lar
nacional judaico”
podia fazer à vontade as suas campanhas de
assassinatos em massa em qualquer lugar do Líbano, e o Hizbollah
poderia retaliar somente dentro do próprio território libanês ocupado
ilegalmente por Israel.
Foi a partir do assassinato da família de
Mussawi que o Hizbollah também passou a atacar o território
israelense.
De imediato, ironicamente, as operações da resistência
libanesa foram classificadas para
“o mundo” como “atos terroristas
intoleráveis”.

Dessa forma, existem três categorias de crimes:
homicídio com
intenção de matar,
homicídios acidentais e
homicídios com
conhecimento prévio, mas sem intenção especifica.
As ações dos
Estados Unidos e Israel, de maneira eufemística, caem sob a
terceira categoria.
Portanto, quando Israel destrói as fontes de
energia elétrica de Gaza,
envenena a água ou
bloqueia as ruas de
acesso a hospitais na região,
a intenção não é de matar
especificamente aquelas pessoas que morrem, mas é
conhecimento geral que alguém (algum palestino) irá morrer.
Se,
por um momento, fosse possível adotar a perspectiva do verdadeiro
mundo, seria interessante perguntar
“quem são os terroristas mais
procurados?”


quinta-feira, 13 de março de 2008

GAZA: A MAIOR PRISÃO DO MUNDO


A MAIOR PRISÃO DO MUNDO...OCUPADA, CERCADA, ISOLADA E FAMINTA

A única democracia no Médio Oriente
acaba de bombardear
a maior prisão do mundo.


No entanto,
esta única democracia no Médio Oriente
mantém há já 60 anos a ocupação, o cerco,
mata de fome e isola.


Tudo isto faz de Gaza, hoje,
a maior prisão do mundo… ocupada, cercada, isolada e
faminta…

E finalmente,
as vítimas de Gaza morrem numa cratera de cinco metros,
provocadas por foguetes de 147.000 dólares,
enquanto no lado israelense apenas caiem foguetes de 126
dólares que não matam ninguém,
e que fazem crateras de 50 centímetros no chão,
para além de que caiem longe do seu objectivo.


Eng. Moustafa Roosenbloom
Exportador e importador de foguetes.
6 de Março de 2008

P.S.: os tanques israelenses consomem petróleo árabe,
enquanto que Gaza não pode importar combustível
para os hospitais e as ambulâncias.

terça-feira, 11 de março de 2008

FASCISMO E QUEDA DO "IMPÉRIO AMERICANO"

O fascismo nos Estados Unidos

Quando os estadunidenses despertarem, será tarde

Quando Herman Hesse alertou sobre o fortalecimento da ideologia
fascista na Alemanha, seus argumentos foram ignorados pela
maioria.
Mais tarde ficou claro que isso aconteceu porque as
pessoas estavam, naquele momento, experimentando os
“benefícios” da ideologia fascista.
Hoje, essa parte da história
ocidental é vista por muitos com vergonha e culpa – muitos se
perguntam “como algo como Auschwitz pôde acontecer?”
Ironicamente, os estadunidenses conseguem identificar esse
passado, mas se recusam a reconhecer que sua nação segue no
mesmo rumo.
Segundo historiadores ocidentais, durante o crescimento do império
nazista, criticar a liderança de Hitler ou seu partido perante o povo
alemão era motivo de intensa rejeição, uma questão “nãopatriótica”.
Essa é a primeira semelhança presente nos Estados
Unidos, o império daliberdade e democracia”, construído sob as
bases da submissão de seus estados vassalos.
Principalmente
após o 11 de setembro de 2001, com as novas fendas na
Constituição estadunidense criados por George W. Bush e seus
aliados, como o “Ato Patriota”, para citar o mais conhecido, o nãopatriotismo
(ou o simples gesto de discordar com os planos do
governo) se tornou oficialmente um crime.
Como seres humanos, é
sempre possível justificar a situação atual ao olhar para o passado e
acreditar na ilusão de que as coisas hoje estão melhores do que
ontem.
Mas continuar por esse caminho, como o ditado popular
afirma, irá somente “garantir a comida hoje e a fome amanhã”.
Mas enquanto os Estados Unidos lideram os seus aliados europeus
nesse rumo, o que lhes resta é aguardar que essas tendências
fascistas se tornem explícitas para todos.
Será esse o dia em que
grande parte da “comunidade global”, presa à máquina imperialista
devido à dependência econômica, irá finalmente se rebelar e
enfrentar os opressores.
Como o presidente iraniano Mahmoud
Ahmadinejad afirmou recentemente em sua histórica visita ao
Iraque, “ninguém hoje gosta dos estadunidenses”.
Essa é uma visão
que, há poucos anos, nem sequer era considerada publicamente.
Hoje é uma realidade, e basta algumas análises sobre outros países
que essa questão torna-se evidente – é o início de uma revolução
global.
O período atual da história certamente será marcado pelo levante e
queda do “império americano”.
Assim como o Angkor Wat na
Combódia, daqui a centenas de anos, antropologistas, historiadores
e sociólogos, estudantes e outros interessados irão se questionar
sobre como a sede pelo domínio e controle cegou tantas pessoas
em nações tão poderosas, e levou todos ao inevitável colapso.
Mas
aquilo que os seres humanos do futuro irão observar tem pouca
importância presentemente.
Para os que vivem hoje, cabe lembrar
que todos os sinais que levarão a isso estão claros nas ações do
dia-a-dia, e agir contra aqueles que destroem qualquer decência e
dignidade que a raça humana ainda consegue preservar.
Ainda sobre Auschwitz, se as
pessoas acreditam que os
campos de concentração eram
uma conseqüência do fascismo,
certamente já é tarde demais
para evitar Guantánamo e Abu
Ghraib – ou o cerco atual a
Gaza.
O que resta então é resistir e lutar, porque o fascismo só está
presente porque as pessoas permitiram que ele estivesse
,
seja pelo
eleitorado estadunidense, ao escolher os líderes que lhes convêm,
ou o resto das pessoas, que assistem a tudo isso e não agem, ao
esperar que alguém fará a mudança por eles.
O primeiro passo deve ser reconhecer que os poderes imperialistas,
liderados pelos Estados Unidos e representados por Israel no
Oriente Médio, funcionam à base de uma ideologia fascista não
muito diferente do que Hitler e o partido nazista propunham.
Apenas
depois disso será possível enxergar o verdadeiro contexto dos
Estados Unidos, exportadores da “liberdade”, em que constantes
mudanças de leis invalidam a própria Constituição do país e anulam
a liberdade do seu próprio povo, que cegamente continua a apoiar a
expansão imperial sobre o sangue dos milhões de mártires pelo
mundo afora, em países que eles nem sequer sabem onde ficam.
Quando o mundo despertar, o que acontecerá com o poder militar,
as armas nucleares, o poder econômico e os “direitos sociais”?
Que
venha o tempo!

segunda-feira, 10 de março de 2008

SOLIDARIEDADE À LUTA DO POVO PALESTINO

Comitê de Solidariedade à Luta do Povo Palestino/ RJ
Solidariedade dos internacionalistas com o povo palestino
Reunião dia 11 de março
Em 29 de fevereiro de 2008, o vice-ministro de Defesa de Israel, Matan Vilnai, ameaçou os palestinos de Gaza com o Holocausto: "Quanto mais se intensifica o lançamento de Qassams y maior alcance tenham os foguetes, maior será o holocausto que os palestinos se infligem a si próprios, por que usaremos todo nosso poder para nos defender".
Com essas palavras o Estado de Israel assume publicamente e sem deixar dúvidas seu caráter fascista, que desde 1948 implementa sua política genocida de limpeza étcnica nos territórios palestinos.
A Palestina e em especial a cidade de Gaza se transformou num grande gueto, onde 1 milhão e quinhentas mil pessoas estão sendo arrastadas para morte!
Os palestinos de Gaza estão sendo bombardeados dioturnamente.
As incursões do poderoso e bem armado Estado teocrático se dão por ar e dos seus helicópteros são lançadas bombas de fragmentações e outras experiências condenadas pelas nações unidas.
Mas e daí?
A agressão militar ao povo desarmado também acontece por terra através de seu poderoso exército com seus tanques de guerra contra os meninos palestinos desarmados e famintos.
Mas e daí?
Gaza sofre o racionamento desumano de energia e água.
Tudo controlado pelo Estado agressor, invasor, colonial. Os Hospitais não têm remédios e sofrem a falta de energia.
Falta tudo em Gaza!

Mas e daí?
Provavelmente a Palestina é o país que mais tem resoluções positivas votadas pela ONU; o Tribunal de Haia condenou o muro e tomou resoluções positivas também.
E daí?
Daí que o poder de Israel está longe de ser só militar.
É político é econômico e se impõe em todo o mundo, inclusive na América Latina!
A Palestina, o morro do Alemão e demais favelas brasileiras, as Farcs, e outras organizações populares de resistência e luta, o processo revolucionário da Venezuela e da Bolívia, a agressão Colombiana ao Equador, enfim todos os povos que lutam e resistem são vítimas do mesmo inimigo, da mesma bala, da mesma ideologia.
Passamos por um momento histórico dramático que precisa ser enfrentado e respondido com unidade e determinação.
De um lado está o Imperialismo americano, seu lacaio nazi-fascista, o Estado de Israel e outros Estados como a França, a Inglaterra, a Alemanha, os Emirados árabes, a Jordânia, o Egito (para citar alguns).
Do outro lado das baionetas e sob a mira das polícias treinadas em Israel, e dos exércitos bem armados estão os povos lutando contra a opressão, resistindo e lutando como podem contra a fome, a morte e o holocausto.
A conjuntura exige de todos os revolucionários e internacionalistas do mundo um empenho maior na prática solidária com as lutas dos povos irmãos.
A solidariedade tem que se converter em uma Frente Antiimperialista, anti-sionista e Revolucionária.
Nesse sentido, o Comitê de Solidariedade à Luta do Povo Palestino do Rio de Janeiro conclama a todos os lutadores antiimperialista a participar da reunião que irá discutir a melhor forma de organizar nossa manifestação de solidariedade aos palestinos de Gaza e repúdio a política de holocausto do estado de Israel.
Reunião Dia 11 de março de 2008
às 18 horas no SEPE 7 andar

domingo, 9 de março de 2008

sábado, 8 de março de 2008

PALESTINIZAR A AMÉRICA DO SUL



PALESTINIZAR A AMÉRICA DO SUL – FINAL
FILHO DE BETANCOURT PEDE EM PARIS QUE URIBE PARE DE BRINCAR COM A VIDA DOS PRISINEIROS DE GUERRA
Laerte Braga
A declaração final da reunião de emergência da OEA (Organização dos Estados Americanos) que condena a Colômbia por violar o território do Equador e registra as desculpas do presidente Álvaro Uribe, foi produto de um consenso entre os líderes dos países integrantes da organização e, ao contrário do que se possa imaginar isola Uribe do resto dos países da América do Sul.
A exceção do governo totalitário e corrupto do Peru, todos os demais países sul-americanos foram unânimes em condenar a Colômbia e deixar claro que esse tipo de ação mostra um país dirigido de fora (pelos Estados Unidos), com objetivos maiores que o combate às guerrilhas colombianas.
O presidente George Bush tem ciência que a base de Manta no Equador terá que ser evacuada até o final de outubro deste ano e lá estão os radares e instrumentos monitoraram a presença de Raúl Reyes em território do Equador.
Rafael Corrêa, presidente do Equador, já comunicou oficialmente ao governo dos EUA que não vai renovar o contrato da base assinado por um dos seus antecessores.
Não estão conseguindo, os norte-americanos, bases militares para impor o cerco e controle para intervenções militares a partir de governos dóceis como o de Uribe e isso transtorna os planos alternativos para implantação da ALCA, hoje num viés bem mais amplo, para além do livre comércio.
O controle total dos países da América do Sul e a eliminação de governos adversários desses interesses como os de Chávez, Corrêa e Morales, além de criar condições para a eleição de José Serra no Brasil, em 2010.
Quem se der ao trabalho de exercer a tal “cidadania” que o TSE (Tribunal Superior Eleitoral) presidido por Marco Aurélio Mello e debruçar-se sobre as ações do governo paulista vai ter uma idéia clara do que acontecerá ao Brasil na hipótese da eleição do factótum de FHC.
Governo falando numa direção, mídia vendendo essa direção e governando noutra direção, bem ao estilo tucano.
Não é, não deixa de ser, mas só recebe.
Álvaro Uribe imaginava sair fortalecido da operação terrorista que desencadeou por determinação de Bush em território equatoriano.
O plano, parte de outro plano maior, o Plano Colômbia (150 milhões de dólares no orçamento do governo dos EUA para este ano), está se revelando um desastre que não podiam prever ou não podiam imaginar.
O que era para ser o enfraquecimento da guerrilha, ao contrário, despertou reação em toda a América Latina, em vários países da Europa e dão às FARCs a condição de pêndulo na tentativa de Uribe de alcançar um terceiro mandato no clima de patriotismo doentio e terrorista que criou em seu país, até pelo hábito de mandar assassinar adversários, prendê-los e ter a imprensa colombiana sob controle e valer-se de paramilitares (um grupo terrorista ligado ao tráfico internacional de drogas) para afastar “problemas”.
As declarações de Chávez sobre desejo de paz e negociações que ponham fim à guerra civil na Colômbia não são, ao contrário do que veicula a GLOBO, uma intervenção nos negócios internos da Colômbia.
Chávez, como Lula, percebeu o alcance real do Plano Colômbia e ao procederem assim, cada qual segundo as características de seu governo, anulam a belicosidade deliberada de Uribe e Bush.
A fala do presidente Corrêa que, rapidamente, se encontrou com líderes sul americanos serviu para isolar Uribe e não houve resposta à declaração do equatoriano que chamou o colombiano de “canalha e traidor”.
A resolução da OEA foi aceita pela Colômbia como mal menor diante dos resultados negativos da ação terrorista.
O noticiário do jornal FOLHA DE SÃO PAULO de hoje dá conta do “desapontamento” dos EUA, da Colômbia e seus aliados com uma simples constatação: “Chávez AGORA diz que quer a paz”.
Todas as negociações de paz foram conduzidas por Cháves e todas esbarraram na inconseqüência terrorista de Uribe.
Há um detalhe revelador no filme liberado pelo governo do Equador das operações de resgate de guerrilheiros em seu território, logo após a ação colombiana.
O ministro da Defesa daquele país diz, claramente, a uma guerrilheira ferida que “fique tranqüila, você está em segurança, num país amigo”.
E essa história dos computadores não emplacou como desejavam os terroristas norte-americanos e colombianos, com a colaboração dos serviços secretos de Israel.
Parece aquela outra das armas de destruição em massa de Saddam Hussein e dos passaportes dos que pilotaram os aviões que explodiram contra as torres do World Trade Center.
Não sobrou nada exceto os passaportes e em meio aquele fogaréu todo.
O grande temor de Uribe é que, enfraquecido diante da comunidade internacional, apoiado por um presidente desacreditado dentro de seu país (o candidato republicano pediu um apoio discreto de Bush para não atrapalhar diante dos baixos índices de popularidade do texano em seu país), sejam retomadas as conversações para a libertação de Ingrid Betancourt (a mãe da ex-senadora viajou para Caracas) e isso ocorra num momento em que se credencia como o grande patriota que libertou o país da ameaça de destruição.
Foi por essas e outras que o doutor Samuel Johnson, pensador e deputado no Parlamento britânico (quando a Grã Bretanha era uma nação independente e não colônia dos EUA) disse, em memorável discurso, que “o patriotismo é o último refúgio dos canalhas”.
Há uma clara e manifesta disposição das FARCs em libertar a ex-senadora. E há uma clara e manifesta disposição de Betancourt de candidatar-se à presidência da Colômbia.
Quando foi feita prisioneira estava em campanha eleitoral.
E um claro interesse de Uribe e Bush para que isso não ocorra.
Jogam com as notícias do delicado estado de saúde de Betancourt.
A eventual morte dela serviria aos propósitos terroristas da dupla.
Teriam um pretexto para novo achaque patriótico contra os colombianos e o mundo e eliminado um obstáculo.
É um engano supor que as FARCs estejam derrotadas ou enfraquecidas.
Sofreram um golpe, um duro golpe, mas permanecem inteiras e coesas no um terço do território da Colômbia que dominam.
E a despeito da GLOBO, entre nós, outras GLOBOS em outros países, é o primeiro momento que os “terroristas” querem negociar a paz e condições humanitárias que permitam a troca de prisioneiros de guerra e os “democratas” e defensores dos “direitos humanos” querem a guerra.
O terror.
Uribe sai enfraquecido mais ainda pois, o mundo inteiro tomou conhecimento de suas ligações com o narcotráfico.
O general Naranjo, comandante policial da Colômbia, homem de confiança de Uribe e dos EUA, tem um irmão que cumpre pena na Alemanha por tráfico de droga.
As polícias européias sabem que Naranjo é traficante.
O que a unidade dos governos sul americanos neste arremedo de crise fabricado pela insensatez de um terrorista, dois aliás, produziu pode e deve ampliar as políticas de colaboração, pois já se sabe e agora publicamente, que os Estados Unidos querem a América do Sul como entreposto dócil e subserviente de seus interesses.
Petróleo, gás, água, controle estratégico de toda essa parte do mundo, as riquezas minerais, as fontes de energia e a Amazônia.
O tiro saiu pela culatra e hoje, 6 de março, em vários países do mundo, mais de cem, centenas de milhares de pessoas marcham pedindo paz. Inclusive nos EUA, inclusive na Colômbia.
Enquanto cresce o número de cidadãos de Israel indignados com o terrorismo praticado contra a população Palestina em Gaza principalmente.
Um detalhe de suma importância aos críticos da política do ministro Celso Amorim.
Foi precisa sua declaração logo após o fato, foi brilhante sua intervenção no processo da crise e a decisão do governo brasileiro de receber o presidente do Equador em pleno conflito verbal e diplomático entre os países envolvidos foi um sinal que o Brasil tem consciência de suas responsabilidades e deveres para com os povos irmãos da América do Sul.
O jogo de Uribe e Bush agora vai ser simples, pelo menos no imediato: impedir de todas as formas, boicotar todas as negociações para que Ingrid Betancourt seja liberada, pelos menos até Uribe arrancar um novo mandato para o tráfico de drogas e o terrorismo colonizador da Casa Branca.
Lorenzo Delloye, filho da franco-colombiana Ingrid Betancourt, prisioneira das Forças rmadas Revolucionárias Colombianas (FARCs) há seis anos, disse hoje em Paris que o chefe de Estado colombiano, Álvaro Uribe, "está brincando com as vidas dos seqüestrados.
Os filhos de Betancourt e o seu ex-marido participaram da manifestação em Paris que repudiou a ação do governo de Álvaro Uribe contra o Equador.
Fabrice Delloye, o ex-marido lamentou a morte de Raúl Reyes “o único interlocutor das FARCs no processo de libertação dos prisioneiros de guerra”.
Ao seu lado estava a ministra de Educação Superior da França Valérie Pécresse.
Todos pediram calma e retomada das negociações.
Em mais de cem países do mundo inclusive nos Estados Unidos e na Colômbia o dia 6 de março foi marcado por manifestações pela paz na Colômbia, pelas negociações e por protestos contra o governo narco terrorista de Álvaro Uribe.
Cuidado com o noticiário da GLOBO.
Vai mostrar Lorenzo Delloye falando e a “tradução” será segundo os interesses do terrorismo colombiano de Uribe.
Como fizeram quando da Clara Rojas foi libertada.
Todas a redes européias mostram a ex-parlamentar falando uma coisa e a GLOBO mostrou outra.
A íntegra da fala de Delloye está no site da BBC.
Postado por Runildo Pinto