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quarta-feira, 21 de outubro de 2009

MOMENTOS DE SABEDORIA E REFLEXÃO

O OCEANO DA VIDA

Perdoai-me, se me repito.

Pois já vos tenho dito que a Vida é o oceano do Universo, no qual estamos todos mergulhados. E, como o oceano, tem as suas ondas; o seu movimento próprio, que muitas vezes determina o nosso rumo.
Como o oceano, ela não é justa; nem injusta. Apenas É. E a cada um de nós cabe ajustar o próprio curso, para que seja possível atingir o porto do Conhecimento.
Não deveis, pois, esperar que a Vida vos traga punições ou recompensas, pelas ações que praticardes em cada dia. Cada um gera o seu próprio futuro, que não é senão consequência das decisões do presente.


E assim acontece para que possamos aprender o que necessitamos.

Porque somos como a criança, para quem muitas vezes o choro passageiro de hoje afasta o duradouro sofrimento do amanhã. Não há punições ou recompensas; apenas os resultados de nossas próprias ações.

Escutai esta verdade. E deixai que se assente em vossos corações. Porque é assim que entendereis as diferenças entre vós; e o que hoje vos parece injusto, não mais vos provocará a revolta.

Eu vos digo que não deveis depender dos sentidos do corpo, porque não é nele que se encontra a Vida. Como o caminho que se percorre em um dia não encerra toda a jornada.
Como a roupa que usa o mergulhador, para sobreviver ao oceano, é o corpo que caminha sobre este mundo. E como ela deverá ser despido, a cada retorno, até que um novo mergulho sobrevenha.


Sábio, portanto, é o mergulhador que cuida das suas vestes mas a elas não se escraviza. Porque a elas sobreviverá e após cada retorno deverá escolher uma nova roupa, mais apropriada para o novo trajeto que lhe cabe.
Abandonai a cultura do agora. Pois o momento já não existe, assim que transcorrido; retorna ao tempo. E não são as alegrias passadas que vos farão sorrir, nem os sofrimentos vencidos que vos farão novamente chorar.
E, assim como o dia que passou já não existe para vós, será também cada jornada; que ao findar não vos deixará sorrisos ou lágrimas, mas os conhecimentos que através deles adquiristes.
Vivei, intensamente, cada um de vossos momentos; e tentai ser sempre felizes, com todas as forças do vosso coração. Pois a ninguém é dado saber qual será o último minuto de cada uma das suas jornadas.
Sabei, entretanto, que não existe um fim. Porque a vida, como o oceano, renova incessantemente as suas ondas; e o que hoje vos parece a partida é apenas a véspera de uma nova chegada.
A Vida É. E não está contida no tempo, mas no Coração do Universo.
Como o vosso verdadeiro Eu.
Pegue um sorriso e doe-o a quem jamais o teve…
Pegue um raio de sol e faça-o voar lá onde reina a noite…
Pegue uma lágrima...e ponha no rosto de quem jamais chorou…
Pegue a coragem e ponha-a no ânimo de quem não sabe lutar.
Descubra a vida e narre-a a quem não sabe entende-la.
Pegue a esperança e viva na sua luz.
Pegue a bondade e doe-a a quem não sabe doar.
Descubra o amor e faça-o conhecer o mundo.
Mahatma Gandhi
A vida não é medida pelo número de vezes que respiras, mas pelos momentos em que perdeste o fôlego...de tanto rir...de surpresa...de êxtase...de felicidade..." Então descansa....sorri...divirte-te...Aprendi que ouvir uma palavra de carinho, faz bem a saude, que um gesto de amor sempre aqueçe o coração, que o julgamento alheio, não é importante, que se deve ser criança... a vida toda! Que sonhar é preciso e o mais importante de tudo!! Não podemos viver sós...

Maravilhas nunca faltam no mundo,
o que falta é a capacidade de sentí-las e de admirá-las.
quando eu aceito o teu modo de ser
sem me opor ou resistir
e reconheço tuas virtudes
sem te invejar ou me retrair,e faço das nossas diferenças
a base da nossa convivência
e em lugar de te dividir em mil personagens
consigo ver-te inteiro, nu, real,
sem nenhuma maquiagem,
companheiros da mesma viagem
no processo de aprendizagem do que é ser gente
A paz no mundo começa
quando as palavras se calam
e os gestos se multiplicam
quando se reprime a vergonha
e se expressa a ternura
quando se repudia a doença
e se enaltece a cura
quando se combate a normalidade que virou loucura
e se estimula o delírio de melhorar a humanidade,
de construir uma outra sociedade,
com base numa outra relação,
em que amar é a regra, e não mais a exceção.
"Geraldo Eustáquio de Souza"
~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~
Os ventos que as vezes
tiram algo que amamos,
são os mesmos que trazem algo que
aprendemos a amar...
Por isso não devemos chorar
pelo que nos foi tirado e sim,
aprender a amar o que nos foi dado.
Pois tudo aquilo que é
realmente nosso,
nunca se vai para sempre...
Bob Marley
**********************
Tem sempre presente, que a pele se enruga,
que o cabelo se torna branco,
que os dias se convertem em anos,
mas o mais importante não muda!
Tua força interior e tuas convicções não têm idade.
Teu espírito é o espanador de qualquer teia de aranha.
Atrás de cada linha de chegada, há uma de partida.
Atrás de cada trunfo, há outro desafio.
Enquanto estiveres vivo, sente-te vivo.
Se sentes saudades do que fazias, torna a fazê-lo.
Não vivas de fotografias amareladas.
Continua, apesar de todos esperarem que abandones.
Não deixes que se enferruje o ferro que há em você.
Faz com que em lugar de pena, te respeitem.
Quando pelos anos não consigas correr, trota.
Quando não possas trotar, caminha.
Quando não possas caminhar, usa bengala.
Mas nunca te detenhas!
Obrigado
Madre Teresa de Calcutá
************************************************************
Na imensidão do Silêncio
E fez-se então, a hora da paz
Os povos calaram-se
simultaneamente
E ouviram a voz das águas
Das montanhas, da natureza
Dos animais, e nada mais
O ar soprou forte
Fazendo folhas rodopiarem
Ninguém agiu nem falou
Ninguém se moveu
E então,
A humanidade entrou
Na imensidão do silêncio
E vivenciou
A mais perfeita paz
Naquela hora
Nenhuma arma foi acionada
Nenhuma máquina foi ligada
Nenhuma agressão foi cometida
Nenhuma sirene soou
Nenhum alarme disparou
Apenas funcionava
O que da vida cuidava
E, pela primeira vez
A humanidade conheceu a paz
Minutos antes de terminar
Todos estavam armados
Com uma pequena semente
Que ao soar o sinal programado
Foram lançadas à terra
Em todo o mundo
A paz foi semeada
Na Terra
E no coração
De cada um
O sábio que profetizou
A hora da paz
Proclamou à humanidade:
E uma nova linguagem há de vir
Há de vir para ficar
Que traduz união
Justiça, igualdade
É a linguagem da paz
Somos todos irmãos
Somos todos iguais
Somos filhos da Terra
do Sol, da Água, do Ar
Somos todos peregrinos
Por esta Terra a viajar
Entrando para o novo milênio
Com a mais intensa missão
A missão de promover a paz
Uma nova linguagem
Há de vir
Há de vir para pacificar
Que traduz a Fé
A esperança, o amor
É a linguagem da paz
Que será falada, sentida, cantada
De norte a sul, de leste a oeste
Em todo planeta terrestre
Ecoará pelos confins da alma
E se expandirá pelo imenso universo
É a linguagem da paz
Que todos conhecerão
Que virá de dentro de cada ser
Para promover a união
Até que um só povo
Um povo multicor
De mãos dadas dançará
Entoando a mais bela canção
Todos a uma só voz
Unidos
Em nome da PAZ
(Poema premiado no concurso do Yazigi "Cometa um acto de paz, escreva pela paz")
O OCEANO DA VIDA

É na compreensão da Vida,
que se pode vencer o medo da morte.
Pois todos os dias o sol mergulha no horizonte,
como se nele encontrasse o seu paradeiro final.
E, entretanto,
volta a surgir no dia seguinte;
como se renovado fosse,
trazendo de mistura com a luz o calor e a vida.
Assim acontece, ao nosso verdadeiro Eu;
que, de tempos em tempos,
necessita recolher-se ao horizonte de outras paragens,
em busca do repouso que se faz obrigatório.
É preciso que sejam trocadas as vestes;
que se renovem as idéias,
que se fortaleça a voz.
É preciso que se assimilem novos conceitos,
que se reencontre a Fé;
que renovemos as nossas forças,
para que a jornada continue.
Como a água, que se evapora da terra e em nuvem se transforma apenas o tempo necessário, para que como água à terra retorne;
como a flor tombada,
que se transforma em adubo para voltar a ser flor.
Assim é o nosso verdadeiro Eu.
Todavia,
mergulhados no oceano da Vida,
não conseguimos enxergar toda a sua amplitude.
E nos prendemos a cada momento,
como se não nos pertencesse a Eternidade.
Tememos a partida de um porto,
esquecidos de que muitos outros nos aguardam,
e em cada um haverá uma nova carga de tristezas e alegrias.
Neles voltarão a ecoar os nossos risos e sobre o seu solo cairão as nossas lágrimas,
fazendo brotar novos matizes dos mesmos sentimentos.
Em cada um de nós,
existe um traço de nossos pais;
porque a criatura guarda ao menos uma centelha do criador.
E, se assim é,
também em nosso verdadeiro Eu há uma fagulha do Universo,
que tem em si a Eternidade da Vida e o Infinito do Desconhecido.
Deixai-me dizer-vos,
portanto,
que a morte não é senão uma ilusão dos vossos sentidos;
assim como a ausência de um ser amado,
que permanece presente em vossos corações.
Deixai-me dizer-vos que a Vida transcende o corpo,
como as lembranças transcendem a marcha do tempo.
E,
se é certo que cada partida é dolorosa em si mesma,
é igualmente verdade
que sem a tristeza da partida não existiria a alegria da chegada.
Pois as partidas e as chegadas
são as faces alternadas da mesma moeda,
como os desencantos e as esperanças.
Abandonai as vossas preocupações com a partida;
que para todos nós será um dia obrigatória.
O sábio não se preocupa com o aclive inevitável em seu caminho,
mas busca a melhor forma de vencê-lo,
para prosseguir a caminhada.
Vivei,
portanto,
o quanto vos for possível.
Buscai o aroma das flores,
a inocência das crianças,
o encanto das melodias;
a alegria do sorriso
e o
desabafo das lágrimas,
as ondas do mar e a placidez dos regatos,
o calor do sol
e o
encanto da lua.
Saboreai a plenitude do amor,
a voragem do desejo
e a
cumplicidade da ternura.
Pois é assim que vencereis o medo da morte:
traçando a vossa rota,
no
oceano da Vida.
Idéias, sentimentos, emoções. Oásis que nos ajudam a atravessar os trechos desérticos da vida...

sábado, 13 de junho de 2009

MENSAGENS DE SABEDORIA

*A Porta*

Numa terra em guerra, havia um rei que causava espanto.
Sempre que fazia prisioneiros, não os matava:
levava-os a uma sala onde havia um grupo de arqueiros
de um lado e uma imensa porta de ferro do outro, sobre
a qual viam-se gravadas figuras de caveiras cobertas
por sangue. Nesta sala ele os fazia enfileirar-se
em círculo e dizia-lhes, então:
"Vocês podem escolher entre morrerem flechados
por meus arqueiros ou passarem por aquela
porta e por mim serem lá trancados".
Todos escolhiam serem mortos pelos arqueiros.
Ao terminar a guerra, um soldado que por muito
tempo servira ao rei dirigiu-se ao soberano:
- Senhor, posso lhe fazer uma pergunta?
- Diga, soldado.
- O que havia por detrás da assustadora porta?
- Vá e veja você mesmo.
O soldado, então, abre vagarosamente a porta e,
à medida em que o faz, raios de sol vão
adentrando e clareando o ambiente...
E, finalmente, ele descobre, surpreso, que a porta
se abria sobre um caminho que conduzia à liberdade!
Quantas portas deixamos de abrir pelo medo de arriscar?
Quantas vezes perdemos a liberdade e morremos por
dentro, apenas por sentirmos medo de
abrir a porta de nossos sonhos?
Viva, sem medo de abrir novas portas.
Era uma vez...
Uma indústria de calçados que desenvolveu
um projeto de exportação de sapatos para a Índia.
Em seguida, mandou dois de seus consultores
a pontos diferentes do país para fazer as primeiras
observações do potencial daquele futuro mercado.
Depois de alguns dias de pesquisa, um dos consultores
enviou o seguinte fax para a direção da industria:
"Senhores, cancelem o projeto de exportação de sapatos para a Índia.
Aqui ninguém usa sapatos".
Sem saber desse fax,
alguns dias depois o segundo consultor mandou o seu:
"Senhores, tripliquem o projeto da exportação de sapatos para a Índia.
Aqui ninguém usa sapatos, ainda...."
MORAL DA HISTÓRIA:
O obstáculo era o mesmo para ambos, tudo na vida
pode ser visto com enfoques e maneiras diferentes.
A sabedoria popular traduz essa situação na seguinte frase:
"OS TRISTES ACHAM QUE O VENTO GEME;
OS ALEGRES ACHAM QUE ELE CANTA".
O mundo é como um espelho que devolve
a cada pessoa o reflexo de seus próprios pensamentos.
A maneira como você encara a vida faz TODA a diferença!!!
"Portalangels"



Frases na Web: Provérbios Árabes
Não declares que as estrelas estão mortas só porque o céu está nublado.
(Provérbio Árabe)

sexta-feira, 15 de maio de 2009

MOMENTO DE REFLEXÃO

Frases para refletir

"Não acredite em algo simplesmente porque ouviu. Não acredite em algo simplesmente porque todos falam a respeito. Não acredite em algo simplesmente porque esta escrito em seus livros religiosos. Não acredite em algo só porque seus professores e mestres dizem que é verdade. Não acredite em tradições só porque foram passadas de geração em geração. Mas depois de muita análise e observação, se você vê que algo concorda com a razão, e que conduz ao bem e beneficio de todos, aceite-o e viva-o."
Buda

“Nada há encoberto que não venha a ser revelado; e oculto que não venha a ser conhecido.”

SENHOR JESUS CRISTO, Lucas 12:2

http://verdade1945.blogspot.com/2009/03/os-soldados-judeus-de-hitler.html

quinta-feira, 1 de janeiro de 2009

HOMENAGEM AO MÁRTIR SADDAM HUSSEIN

Saddam Hussein (1937-2003)




"Peço a vocês que, caso seja condenado à morte, levem em conta que sou um militar, e que portanto a execução seja realizada com tiros, e não na forca, como um criminoso qualquer."
Obs.: Em 2006, em apelo ao Tribunal Penal Supremo do Iraque. [ Saddam Hussein ]
DIGNIDADE JUSTIÇA ORGULHO

"Estamos prontos para sacrificarmos nossas almas, nossas crianças e nossas famílias para não entregar o Iraque. Assim dizemos e ninguém acreditará que a América é capaz de violar a vontade dos iraquianos com suas armas."

"Não estamos intimidados pelo tamanho do exército, nem pelo tipo de armamento que os EUA trouxeram."

"Lembrem do corajoso camponês do Iraque e de como ele derrubou um Apache americano com uma velha arma." [ Saddam Hussein ]
CORAGEM GUERRA POLÍTICA

"Alá está do nosso lado. Foi por isso que derrotamos o inimigo." [ Saddam Hussein ]
FÉ GUERRA

"A vitória está próxima." [ Saddam Hussein ]
GUERRA OTIMISMO POLÍTICA

"Saquem suas espadas, não tenhamos medo." [ Saddam Hussein ]
ATITUDE GUERRA OUSADIA

"Não esperem nossas ordens, apenas lutem contra o inimigo." [ Saddam Hussein ]
ATITUDE GUERRA OUSADIA

"Quem não puder combater, que desista e deixe outros comandarem." [ Saddam Hussein ]
ATITUDE GUERRA PODER

"Não estou tendo dificuldade para dormir. Caio no sono assim que coloco a cabeça no travesseiro." [ Saddam Hussein ]
GUERRA POLÍTICA
"Mantenham-se alertas, pois a traição pode ocorrer em momentos de desconcerto." [ Saddam Hussein ]
GUERRA POLÍTICA TRAIÇÃO
"Não responderei a esse suposto tribunal. Mantenho meus direitos constitucionais como Presidente do Iraque".
19 de setembro: "Eu declaro diante de todos vocês que o Iraque não possui qualquer tipo de arma nuclear, química ou biológica" (Saddam Hussein em mensagem à Assembléia Geral da ONU)

20 de março: "O criminoso Bush cometeu um crime contra a humanidade" (Saddam, no primeiro dia da invasão)
(Vamos ver se será cumprida a promessa de Barack Obama, eleito Presidente dos EUA) "Essa foi uma guerra imprudente a qual eu me opus em 2002 e a qual eu vou colocar um fim em 2009" (pré-candidato democrata Barack Obama).
"Se querem o pescoço de Saddam, peguem. Não tenho medo da execução".
"Não há outra alternativa para aqueles que escolhem a ameaça e a agressão a não ser a expulsão", afirmou Saddam durante um pronunciamento
O líder iraquiano afirma que "Deus está nos protegendo. Deus é grande".
Saddam Hussein declarou que "pessoas más" que ameaçam os países árabes e muçulmanos devem ser jogadas no "lixo da história". (Em sua primeira aparição pública depois que o governo americano disse que gostaria de vê-lo fora do poder)
Saddam Hussein - Comentários de 01/01/2007 (logo após seu assassinato na forca)http://www1.folha.uol.com.br/folha/paineldoleitor/ult3751u230.shtml
"Diante da humanidade passiva em relação ao enforcamento de Hussein _'infeliz evento', conforme o governo da Índia_, a sociedade, que se quedou omissa, não poderá, por um tempo, falar em direitos humanos. De nada adiantou toda a discussão que houve até hoje em torno deles.O que encontramos foi a realidade tão velha quanto a própria humanidade: vingança. É bom que se comece, e rápido, a engatinhar no caminho da justeza da punição."
ANA CAROLINA COUTO PEREIRA PINTO (Goiânia, GO)
"É impressionante o poder da mídia americana quando quer destruir um adversário. É o caso de Saddam Hussein. 'Ditador sanguinário', 'responsável por massacres do seu povo' etc. são as manchetes diárias, em todo mundo. Nestes dois anos, Bush já matou e aleijou mais iraquianos e americanos do que todo o período de Saddam. O mundo condena a execução de Saddam, exceto exilados iraquianos que vivem nos EUA."
ANTONIO NEGRÃO DE SÁ (Rio de Janeiro, RJ)
"Não vou entrar no mérito de discutir quem foi Saddam Hussein nem o que ele representou para o Iraque e para o mundo. Nem mesmo a data escolhida para enforcá-lo.O que quero levantar é até que ponto um país invade o outro, prende seu presidente, faz um julgamento arbitrário e executa esse líder sem o menor pudor. Os protestos não foram ouvidos ou sequer respeitados. Quantos países precisarão ser invadidos de maneira despótica e ter seus presidentes presos e assassinados para que alguma providência seja tomada? Quantas pessoas precisarão ser mortas pelos 'ditadores' americanos que se mascaram atrás de uma suposta, patética e risível 'luta pela liberdade'? Até quando os EUA ficarão impunes? Só espero que esse imperialismo americano (palavrinha antiga, entretanto atualíssima) seja interrompido antes que seja tarde. Se já não é."
ANA PAULA BONIFÁCIO (Rio de Janeiro, RJ)

A seguir, a íntegra do discurso de Saddam Hussein levado ao ar pela TV iraquiana logo após os primeiros ataques americanos, na quarta-feira (19/03/2003):
..."No ano de 1424 do calendário Hijra [muçulmano], o criminoso insensato pequeno Bush e seus cúmplices cometeram o crime com o qual ele ameaçara o Iraque e a humanidade. Ele cometeu seu ato criminoso _com aqueles que o ajudaram_ e, ao lado de seus cúmplices, acrescentou à série de crimes desavergonhados cometidos contra o Iraque e a humanidade o início de crimes adicionais.
Ó iraquianos e bravos homens de nosso país.




Em nome de vocês, em nome de nossa gloriosa nação, em nome da bandeira do jihad e de sua religião, dos valores preciosos, da família e das crianças.


Não quero repetir o que deve ser e o que precisa ser feito para defender a querida nação e tudo o que é sagrado, mas o direi.
Cada um de nós da família do fiel e paciente Iraque, oprimido por seus inimigos malignos, deve se lembrar e não esquecer que estes dias o ajudarão a conquistar a glória que merece diante de Deus.

Que os infiéis, inimigos de Deus e da humanidade, sejam humilhados.
Vocês serão vitoriosos, iraquianos, e, com vocês, os filhos de sua nação.
Pela vontade de Deus, vocês serão vitoriosos e seus inimigos serão humilhados e desonrados, se Deus quiser.
Desembainhe sua espada sem medo, sem hesitação.
Desembainhe sua espada, e que Saturno seja testemunha.
Desembainhe sua espada, o inimigo arde em fogo lento.
Ninguém pode intrigá-lo exceto um herói prudente.
Sele os cavalos e solte seus arreios.Pois em sua união há esperança.
Que o raio ecoe na noite de fogo, assim a verdade aparece e a injustiça é derrotada, brilha, no rosto da escuridão, enquanto se aprofunda.
Alumie seu candeeiro e mantenha o fogo ardendo, temido pelos vis subservientes.

Empunhe sua espada e a faça brilhar nenhum vencedor, exceto o homem determinado.
Faça a bandeira tremular em cada mastro.
Ore a Deus, a ferida vai curar.
Ó bravos homens, opositores do mal no mundo. Vocês notaram como o insensato Bush zombou de suas posições e opiniões contra a guerra e seu chamado honesto por paz, cometendo seu crime terrível hoje.
Juro a vocês, em nome da liderança e da população iraquianas, que o Iraque vai conduzir o jihad com o Exército heróico do Iraque da civilização, da história e da crença.
Vamos combater os invasores e, se Deus quiser, levá-los a perder a paciência e se perderem. Eles _que exageraram com seus crimes e atos maus_ vão sofrer a derrota que todo fiel zeloso e amante da humanidade deseja para eles.

O Iraque será vitorioso, e, com o Iraque, nossa nação e a humanidade serão vitoriosas, e o mal será atingido a tal ponto que não mais poderá cometer crimes, e será atingido pelo que a aliança criminosa americano-sionista cometeu contra nações e povos, principalmente contra nossa gloriosa nação árabe.

Allahu Akbar Allahu Akbar [Deus é grande].
Viva a nossa gloriosa nação e os amantes da paz, da segurança e do direito das pessoas de viver livremente com base na justiça.
Viva o jihad.
Viva a Palestina."



Nome de Sadam será a bandeira da vitória da nação iraquiana

Presidente do Iraque e líder da maior revolução nacional em um país árabe, pela coragem e serenidade com que enfrentou o martírio, tornou-se herói de seu povo e de todos os homens livres
Sadam Hussein viveu como um homem e morreu como um homem.
Presidente do Iraque e líder da maior revolução nacional em um país árabe, só comparável àquela liderada por Nasser no Egito dos anos 50, seu nome será para sempre a bandeira da vitória do povo iraquiano e da nação árabe. Mais do que isso, seu martírio, por algozes particularmente repulsivos, deixou claro que se trata de um daqueles grandes homens dos quais a Humanidade pode se orgulhar e, antes de tudo, se identificar.
Sadam já havia conquistado esse lugar. Mas seu assassinato, especialmente nas condições em que se deu, fará com que pessoas até então aneste-siadas ou mesmo intoxicadas pela campanha difamatória contra ele, percebam a sua grandeza, a sua estatura heróica, o seu lugar naquela galeria de onde Lumumba, Che e outros da mesma estirpe hoje iluminam a condição humana.
Como disse ele em sua última carta ao povo iraquiano (V. a íntegra na página 6), “A escória desaparece como a espuma se esvai, enquanto o que é para o bem da Humanidade permanece sobre a terra”. Nenhum líder popular, com exceção provavelmente de Stalin, foi tão difamado. E por quem? Pelo aparelho de propaganda da CIA, pelos monopólios imperialistas, por seus beleguins escritos, impressos ou televisados. E por quê? Porque tornara o seu país independente do imperialismo, porque nacionalizara o petróleo iraquiano, porque chefiava um Estado popular, ou seja, democrático no mais preciso sentido do termo. O Iraque era, até a primeira invasão, e mesmo depois, sob o bloqueio que matou um milhão e meio de iraquianos, o país mais avançado entre os países árabes, o de maior nível de escolaridade, o de maior produção científica, o de maior desenvolvimento das relações sociais.
ÓDIO DE CAPACHO
Realmente, seria um fenômeno miraculoso se essa ralé gostasse de Sadam. A prova mais cabal do que verdadeiramente Sadam significa, é esse ódio alucinado que todos os inimigos do gênero humano dedicaram a ele. Um ódio contra alguém que havia dito, na década de 80, ao jornalista egípcio Amir Iskander: “Eu não posso imaginar que o homem possa viver sem amor. Um homem assim é mais nocivo do que o homem que decide ser nocivo. Não concebo que possa existir a vida sem amor. O amor não é somente um estado que une aos noivos ou aos esposos. O amor é um vínculo entre o homem e seus filhos, entre o homem e a Humanidade. Mas o amor maior é aquele do homem pelo povo. Não minimizo, em absoluto, a importância da relação do homem com sua esposa ou com seus filhos. Digo simplesmente que o amor que descrevi é de natureza superior e mais profundo”.
Como sempre acontece com aqueles que generosamente doam suas vidas para que seu povo e a Humanidade sejam livres, o momento de sua morte foi a condensação de sua vida. Assim ele entrou para a imortalidade: sereno, com a coragem que sempre demonstrou na luta pela liberdade. Ante meia dúzia de lacaios asquerosos, desclassificados, marginais e vagabundos que traíram seu país e seu povo, Sadam mostrou-se o gigante, tanto quanto aquela corja mostrou sua natureza de inseto.
O VÍDEO E O CRIME
É sintomático que, depois de divulgado o vídeo do crime, a mídia americana e suas crias aqui no Brasil e em outros países queiram agora desvincular o establishment americano do assassinato. E, em seguida, tentou a mesma coisa o próprio governo americano, aquele mesmo que tem no cargo principal um elemento que dias antes havia dito que o assassinato de Sadam era uma “vitória da democracia”. Apareceu até um general americano para dizer que quis “adiar a execução”, mas que não podia ferir a “soberania” iraquiana.
Como se as quadrilhas financeiras que dominam o Estado dos EUA se preocupassem muito com a soberania do Iraque, ao qual invadiram, destruíram, derrubaram o governo constitucional, e implantaram uma ocupação fascista. Como se os seus lacaios fizessem alguma coisa que eles não quisessem, e não ficassem instantaneamente de quatro a um mero rosnado de um general ianque - aliás, nem precisa ser um general. E como se assassinar o líder da luta pela independência e soberania do Iraque não fosse, precisamente, a tentativa de destruir aquela independência e soberania.
Por ser o líder dessa luta, Sadam é, e agora mais será, querido por dezenas de milhões dentro do Iraque. Tão querido pelo povo que, na tentativa de eliminá-lo, a maior potência imperialista, com suas dezenas de agências especializadas em tramar golpes de Estado, teve que invadir o país, bombardear barbaramente as cidades, matar centenas de milhares de homens, mulheres e crianças, destruir a economia inteira, instalar campos de concentração, torturar e assassinar milhares de prisioneiros, e, mesmo assim, quatro anos depois, não conseguiram submeter esse povo indomável. Muito pelo contrário, a luta da qual Sadam é agora o símbolo, afoga as hordas invasoras no próprio sangue. A cada mês, segundo eles mesmos, aumenta o número de soldados que voltam para casa em sacos escuros e a legião de mutilados que deambula pelos hospitais militares americanos – que hoje já está em 20 mil homens e mulheres.
CASTA IMPERIAL
O assassinato de Sadam foi um crime típico da casta imperialista que sufoca os EUA. Até mesmo na forma, onde o linchamento e enforcamento do inocente substitui a pena do culpado, e onde a Justiça é substituída pela Ku Klux Klan. Que essa mídia nojenta queira desvincular os EUA desse crime hediondo ao mesmo tempo em que tenta justificá-lo, apenas mostra a sua decomposição moral, ideológica e política. Porém, mostra, ao mesmo tempo, o seu fracasso e a sua impotência diante de seres humanos decididos a serem livres.
Não por acaso o crime se deu exatamente quando as hordas invasoras estão em sangria quase desatada, com perspectiva pior do que tinham no Vietnã. Que Bush e cia. tenham a ilusão de que podem escapar desse destino com o assassinato de Sadam, apenas demonstra que tipo de débeis mentais estão agora na cúpula do império americano. Mas, além desse delírio, por que assassinaram Sadam agora, sem nem esperar pela farsa do próximo “julgamento”, que seria, segundo eles, de crimes muito piores do presidente iraquiano? Não é apenas porque esses “crimes”, ao contrário daqueles que perpetram, são uma farsa. É, sobretudo, porque Sadam havia esfrangalhado a farsa, e continuaria a esfrangalhá-la, a acusar e desmoralizar publicamente os acusadores, a revelar o que são eles, a que interesses eles servem. No entanto, é talvez uma ilusão pior ainda, pois a própria coragem de Sadam na hora da morte é a acusação mais irretorquível que poderiam sofrer. Para chegar até aí, assassinaram nove advogados e substituíram quatro vezes o “juiz” que eles mesmos nomearam, e isso somente fez com que, diante do mundo, eles próprios fossem réus marcados por um crime hediondo.
Os criminosos do império ianque pagaram caro – e ainda não terminaram de pagar – pelo assassinato de Lumumba e do Che. Foram milhões, em todo o mundo, os que se levantaram, de repente atingidos pela luz do martírio desses heróis. Mas hoje a maior parte do planeta e, sobretudo, o povo iraquiano e os árabes, já estão, de uma forma ou de outra, em levante. O Oriente Médio, onde é abundante o petróleo que move a economia imperialista, é hoje o principal campo de batalha da Humanidade. Ao mesmo tempo, a luta e a revolução avançam no outro reservatório de petróleo do mundo, a América Latina.
Sadam é agora herói de todos os homens livres e, sobretudo, daqueles que querem ser livres.
Foi isso o que os assassinos conseguiram.
CARLOS LOPES
http://www.horadopovo.com.br/

quinta-feira, 1 de maio de 2008

MENSAGENS DA VÉSPERA

“O que mais preocupa não é o grito dos violentos, nem dos corruptos, nem dos desonestos, nem dos sem-caráter, nem dos sem-ética. O que mais preocupa é o silêncio dos bons!"
Não se engana uma pessoa
Devemos pensar antes o que dizemos aos outros porque: Você pode enganar UMA pessoa por MUITO tempo. Você pode enganar ALGUMAS pessoas por ALGUM tempo. Mas, você NÃO pode enganar TODO MUNDO o TEMPO TODO!
"Apenas a verdade ofende" - ditado francês

quarta-feira, 23 de abril de 2008

ANOS DE HERÓICA RESISTÊNCIA IRAQUIANA

“Que todos vocês protejam a terra natal e se engajem na resistência”
“Não os deixem tomar seu petróleo e sua riqueza.”

“Eu os convoco, filhos do Iraque, a transformar as mesquitas em centros de resistência e a garantir o triunfo da religião, do Islã e da pátria, e a fazer o inimigo sentir que vocês o odeiam por meio de palavras e de ato”




«Tiraram-nos tudo, já não temos nada a perder!»


Cinco anos de resistência antiimperialista
Iraque: Cinco anos de resistência antiimperialista



Em março de 2003, o Iraque foi invadido pelo USA.
Os ianques afirmaram que a guerra seria rápida e que a democracia voltaria a reinar no Iraque.
Armas de destruição em massa e terroristas seriam encontrados e o país voltaria à normalidade.
Cinco anos depois, nem armas nem terroristas foram encontrados.
A resistência segue, dia após dia, golpeando as forças invasoras de Bush e sua corja de assassinos já não têm de onde tirar mentiras para justificar o fracasso da ocupação.


Após dois anos de intensa contrapropaganda, em 20 de março de 2003, forças de uma "coalizão", formada pelo USA e pela Inglaterra — que segundo eles, tinha 49 países
1 —, invadiram o Iraque, a partir do Kuwait.
Os invasores levariam a paz, a democracia e a independência ao Iraque, pelo menos na teoria deles.

A campanha difamatória começou após o "11 de setembro de 2001".
As organizações estadunidenses sem fins lucrativos, Centro da Integridade Pública e Fundo para a Independência do Jornalismo, realizaram um estudo sobre essa campanha, divulgado em janeiro deste ano.
Segundo as organizações, Bush e autoridades de seu governo emitiram 935 declarações falsas sobre a ameaça do Iraque à segurança do USA.
Para as organizações, tudo fazia parte de uma campanha para direcionar a opinião pública a aceitar a invasão do Iraque.

Diante da iminência do ataque ao povo iraquiano, milhares de pessoas, em todo o mundo saíram às ruas.
Bagdá, Londres, Istambul, Madrid, Islamabad (Paquistão), Roma, dentre outras cidades, reuniram cerca de 10 milhões de pessoas nas ruas, em fevereiro de 2003.
No final de março e início de abril, logo após a invasão, grandes manifestações sucederam-se no Brasil, Espanha, Alemanha, Líbia, Paraguai, Argentina, USA, Grécia, etc.
Em abril de 2003, as forças invasoras chegaram a Bagdá.
A estátua do presidente Saddam Hussein foi derrubada e os ianques declararam o controle sobre o país.
Em maio do mesmo ano, Bush declarou o fim da guerra, apesar de manter cerca de 150 mil soldados ianques e um conselho — escolhido a dedo pelos ianques, em junho — para gerir a situação no país.

A farsa do julgamento de Saddam

No dia 13 de dezembro de 2003, com grande pompa, os ianques anunciaram a prisão de Saddam Hussein.
Era o início de uma das maiores farsas já vistas na história.

Saddam, delatado por uma pessoa próxima a sua família, foi encontrado em Tikrit, sua cidade natal.
Ele estava dentro de um buraco, em um depósito.
O administrador ianque no Iraque, Paul Bremer, afirmou que a prisão de Saddam representaria o início de um novo Iraque.
Bremer acreditava que, com a prisão de Saddam, a resistência acabaria.
Grande engano.

No dia 19 de outubro de 2005 teve início a farsa montada para julgar Saddam.
Diante da alegação da defesa de que não pôde se reunir com os acusados, o julgamento foi adiado para 28 de novembro.

O julgamento foi cercado de terror.
No final de outubro de 2005, um dos advogados de defesa de Saddam foi assassinado.
Na primeira semana de novembro ocorreu o segundo assassinato.
O terceiro assassinato ocorreu em junho de 2006, o corpo foi encontrado com sinais de tortura.
No reinício do julgamento, em dezembro de 2005, Saddam se negou a comparecer, classificando o julgamento de "farsa inventada pelo USA".
No final de dezembro, Saddam compareceu ao julgamento e denunciou torturas sofridas na cadeia, além de afirmar em alto e bom som que ainda era presidente do Iraque.

Em janeiro, o juiz responsável pelo caso foi afastado por ser considerado condescendente com Saddam.
No mês seguinte, como protesto, a defesa não compareceu às audiências.
Ainda em fevereiro, Saddam iniciou uma greve de fome, em protesto ao julgamento.

Todas as vezes nas quais compareceu ao julgamento, Saddam chamou a atenção por sua postura firme e decidida.
Ele afirmou veementemente que, mesmo com a invasão, ele ainda era o Presidente do Iraque e conclamou todos os iraquianos a resistir de forma armada à ocupação ianque.

Em 05 de novembro de 2006, o tribunal ilegal e ilegítimo que foi instituído para julgar Saddam o condenou à morte na forca.
Quase 13 meses depois, terminava o circo montado na tentativa de minar a resistência iraquiana.
Saddam comportou-se como um legítimo representante das forças progressistas que lutam no Iraque.
Ao receber a sentença, bradou:
"Vida longa ao povo! Vida longa à nação árabe! Morte a nossos inimigos".

Ao contrário do que esperavam os ianques, a resistência não deixou de agir um só dia, durante e após o julgamento e execução de Saddam.

Crimes de guerra

Além de ocupar ilegalmente o Iraque, os invasores seguem cometendo crimes contra a população civil e contra o país.
Após a ocupação, milhares de pessoas, incluindo jovens, idosos e mulheres foram e continuam sendo presos, torturados e executados.
É prática habitual nas prisões mantidas pelos invasores vendar os olhos e amarrar as mãos nas costas dos detidos, para juntá-las com os pés durante dias e colocar a pessoa em um cubículo de madeira, dentro de um pequeno buraco escuro.
As vendas não são retiradas dos olhos nem para que os presos comam, o que só podem fazer por dez minutos.
A comida é pouca e de má qualidade.

Várias pessoas foram torturadas até a morte, principalmente antigas lideranças políticas e membros do governo anterior à invasão.
A tortura é cotidiana nos centros de detenção ou cadeias clandestina dos novos corpos de segurança iraquianos.
Também não são raras as detenções e torturas em massa.
Estima-se que mais de 250 mil iraquianos foram presos sem motivo.
O número de mortos, segundo a organização Opinion Research Business, com sede em Londres, é de mais de um milhão de iraquianos.

Milhares de pessoas têm procurado, com muita dificuldade, refugiar-se em outros países.
O número de refugiados é desconhecido, mas organizações de direitos humanos iraquianas estimam que este número ultrapasse a cifra dos 500 mil.
Com o estabelecimento dos novos "corpos de segurança" iraquianos se formaram os esquadrões da morte.
Eles têm escolhido seletivamente seus alvos, tentando minar a base de apoio da resistência pelo medo.
Seus alvos são personalidades civis, professores e, principalmente, profissionais da saúde.
Mas também assassinam simples cidadãos e atuam pilhando e destruindo o patrimônio cultural iraquiano.

Mercenários

Mercenários são soldados que lutam junto a um exército regular mediante pagamento.
Hoje, estima-se que 10% de todo o efetivo militar que atua no Iraque seja composto por mercenários.
Os mercenários são contratados por empresas ianques que ganham rios de dinheiro com este serviço, que não passa por qualquer tipo de licitação.
As empresas escolhem países pobres como destino do recrutamento.
Brasil, Chile, El Salvador, Colômbia, Turquia, Nepal, Indonésia estão entre os países preferidos pelos recrutadores.
A promessa é sempre a mesma: ganhar cerca de sete mil dólares por mês.
A tarefa, vigiar instalações militares, campos de treinamento e fazer a segurança do exército ianque (para quê um exército precisa de seguranças?).
Os recrutadores atuam ilegalmente em todos os países.
No Brasil, em 2005, foi descoberta uma rede ilegal de contratação.
Eles atuavam sem os registros exigidos.
Até mesmo no USA, os recrutadores atuam buscando imigrantes ilegais e a parcela pobre da população, prometendo aos primeiros a legalização no país e aos segundos a chance de uma carreira universitária.
A questão é que o grande número de soldados que têm voltado para o USA em sacos plásticos fez aumentar a repulsa da população à guerra.
Famílias inteiras se viram desintegradas por uma guerra injusta.
Além do fato de metade do efetivo treinado para atuar no Iraque acabar desertando ou servindo à resistência.

Das empresas alistadoras, destaca-se a Hallyburton — empresa ligada à exploração petrolífera — que é umas das que mais têm lucrado com a guerra no Iraque.
As ianques Caci e TitanCorp são outras que atuam no Iraque, fazendo os trabalhos sujos da prisão de Abu Graib.

A resistência

A resistência dos iraquianos à invasão começou muito antes da invasão propriamente dita.
Após a Guerra do Golfo, em 1990, o Presidente Saddam Hussein, certo de que o país poderia ser alvo de uma nova investida imperialista, realizava treinamentos militares três meses por ano, destinados a toda a população.
Com a iminência da ocupação, milhares de iraquianos contrários ao governo de Saddam retornaram ao país para ajudar na resistência, certos de que não seriam impedidos de lutar pelo presidente.
O regime iraquiano relaxou a pena de todos os prisioneiros, exceto àqueles que cometeram crime de sangue.
Meses antes da ocupação, o governo abriu todos os depósitos de armas e as distribuiu à população.

A resistência iraquiana, que combate cotidianamente os invasores, é composta e financiada pelos próprios iraquianos.
Sami Alaa, da Aliança Patriótica Iraquiana, em entrevista ao AND (edição 24, abril de 2005), explicou que a Resistência dividia-se em três grupos:
1) aqueles ligados a algum partido político: militantes baathistas, pan-árabes, socialistas, comunistas patrióticos;
2) Oficiais e soldados do antigo exército e polícia iraquianos, que não depuseram as armas e continuaram combatendo. Segundo ele, este grupo é o que realiza as ações mais planejadas e com mais recursos;
3) o terceiro grupo é formado por militantes sunitas, xiitas e até cristãos, mas não passam de 10% de toda a resistência, são organizados local ou regionalmente e não são leais a uma pessoa ou partido.

O certo é que a resistência utiliza habilmente todas as armas das quais dispõe.
Utiliza a tática de guerra de guerrilhas, fustigando o inimigo e se abastecendo de armas e munições do oponente.
Além de atacar pontos estratégicos para os ocupantes, criando um clima de instabilidade permanente.
Os alvos preferidos da resistência são redes de oleodutos — para evitar a pilhagem do petróleo iraquiano —, estradas, postos militares, bases e todos os locais de concentração das forças de coalizão.
De acordo com dados do Pentágono, de 2005, as ações da resistência aumentaram 30% em relação ao ano anterior.
São cerca de mil ações diárias, sendo que apenas 1% são ataques suicidas ou carros-bomba, que a resistência não reconhece como próprios.

Faluja

Faluja, a 60 km de Bagdá tem sido um bastião da luta contra a ocupação ianque.
Uma parte considerável da resistência se concentrava em Faluja e os ocupantes e seus governos fantoches não conseguiam manter instituições na cidade.
Os invasores consideravam-na como o centro do "terrorismo" e garantiam que ali estavam entrincheirados membros da resistência.
Em 2003, a cidade foi palco das maiores manifestações e combates contra a ocupação.
Em abril, a população da cidade tomou as ruas para lutar contra a ocupação.
Após o domínio de Bagdá, outras grandes manifestações e combates foram reprimidos pelos invasores.
Faluja sofreu intensos bombardeios em abril e novembro de 2004.
Os ataques destruíram cerca de 80% da cidade e deixaram mais de cinco mil mortos.
Em 2004 os ocupantes ameaçaram destruir toda a cidade se os moradores não denunciassem os militantes da resistência.
Mas, pelo que tudo indica, ninguém foi delatado.
Mesmo após os ataques, a resistência continuou ativa e os ianques não conseguiram dominar por completo a cidade.

Em 2005, o Pentágono afirmou ter usado fósforo branco nos combates de 2004.
Ainda hoje mais da metade dos habitantes de Faluja enfrenta problemas com água poluída, falta de eletricidade, fome, frio e desemprego.
Os invasores seguem utilizando fortes medidas de segurança.
Por mais que sigam prendendo coletivamente, assassinando, decretando toque de recolher e cortando a água e luz em Faluja, seus moradores não se entregam e seguem como um grande exemplo da heróica resistência iraquiana.

O que todos se perguntam é até quando durará a guerra no Iraque.
Pela capacidade de renovação da resistência, pelo desgaste das tropas ianques e pela repulsa mundial à invasão, é certo que a guerra durará até que os ianques retirem suas tropas, suas instituições e todos que chegaram com a ocupação — terroristas, milícias, mercenários, etc — do Iraque.
A resistência jamais entregará as armas e desistirá de defender seu povo e seu país dos invasores.

Os números da invasão

Mais de um milhão de iraquianos mortos pela ocupação
2,5 milhões de refugiados internos
2,2 milhões de refugiados no exterior, principalmente na Síria
24 mil iraquianos presos sob controle ianque
400 mil iraquianos presos sob controle dos colaboracionistas
43% da população vivendo em extrema pobreza (menos de 1 dólar por dia)
70% dos adultos estão desempregados
metade das crianças com menos de 5 anos sofre de algum tipo de subnutrição
70% da população não tem acesso a água potável
80% da população não é servido por sistema de esgoto
800 mil estudantes sem escola primária
220 mil crianças em idade escolar refugiadas e sem escola
300 professores universitários assassinados
2 mil médicos assassinados e outros 17 mil abandonaram o país
2 horas por dia é o período de fornecimento de energia elétrica, incluindo Bagdá
1. Informações do Global Policy Forum — www.globalpolicy.org