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sábado, 18 de julho de 2009

MOMENTO LÍRICO

Nascemos Aqui

Videoclipe do grupo de rap palestino DAM, que quer dizer: eternidade (em árabe), e também: sangue (em hebreu). São também as iniciais de: Da Arabian MC's. Formado pelos irmãos Tamer Nafar e Suhell Nafar, mais Mahmoud Jreri.

O DAM é o primeiro grupo de rap da Palestina. Combinando ritmos árabes, melodias do Oriente Médio e influências do hip hop urbano, eles se reuniram em 1998, já lançaram três álbuns: Stop Selling Drugs (1998), Who's the Terrorist? (2001) e Dedication (2006).

Todos os três integrantes nasceram e cresceram em bairros pobres de Lod, cidade essa que misturam árabes e judeus, a 20 km de Jerusalém.

Exprimindo-se em árabe e hebreu, por vezes também em inglês, o grupo aborda temas influenciados pelo contínuo conflito entre israelitas e palestinos, bem como também a luta pela liberdade e igualdade dos palestinos, além de chamar a atenção também de temas controversos como o terrorismo, as drogas e os direitos das mulheres.

Musicalmente suas inspirações são: (Nas, 2Pac, Mos Def, IAM, NTM, Saian Supa Crew, MBS, etc) e da música árabe: (Marcel Khalifa, Kazem Saher, George Wassouf, Majda al Romi, etc).

Mais próximos das audiências palestinas, o DAM espera alargar a sua mensagem aos israelitas, abordando de forma fria e desencantada os dramas da convivência entre israelitas e palestinos.

VÍDEO LEGENDADO EM PORTUGUÊS

Site: http://www.dampalestine.com
Myspace: http://www.myspace.com/damrap
Categoria: Música



sábado, 23 de maio de 2009

MOMENTO POÉTICO

É Proibido
É proibido chorar sem aprender,
Levantar-se um dia sem saber o que fazer
Ter medo de suas lembranças.
É proibido não rir dos problemas
Não lutar pelo que se quer,
Abandonar tudo por medo,
Não transformar sonhos em realidade.
É proibido não demonstrar amor
Fazer com que alguém pague por tuas dúvidas e mau-humor.
É proibido deixar os amigos
Não tentar compreender o que viveram juntos
Chamá-los somente quando necessita deles.
É proibido não ser você mesmo diante das pessoas,
Fingir que elas não te importam,
Ser gentil só para que se lembrem de você,
Esquecer aqueles que gostam de você.
É proibido não fazer as coisas por si mesmo,
Não crer em Deus e fazer seu destino,
Ter medo da vida e de seus compromissos,
Não viver cada dia como se fosse um último suspiro.
É proibido sentir saudades de alguém sem se alegrar,
Esquecer seus olhos, seu sorriso, só porque seus caminhos se
desencontraram,
Esquecer seu passado e pagá-lo com seu presente.
É proibido não tentar compreender as pessoas,
Pensar que as vidas deles valem mais que a sua,
Não saber que cada um tem seu caminho e sua sorte.
É proibido não criar sua história,
Deixar de dar graças a Deus por sua vida,
Não ter um momento para quem necessita de você,
Não compreender que o que a vida te dá, também te tira.
É proibido não buscar a felicidade,
Não viver sua vida com uma atitude positiva,
Não pensar que podemos ser melhores,
Não sentir que sem você este Mundo não seria igual.
Pablo Neruda
O poema desse maravilhoso Pablo Neruda diz muito.
Opinem brothers and sisters!!!!
O que é proibido para vocês?

A Poesia Palestina de Resistência: O cantar dos que não se rendem
Rosana Bond
Foi nas décadas de 1950 e 1960 que surgiu o movimento da poesia nacional palestina. Adquiriu força e vitalidade tais que em muitos momentos representou, e ainda representa, um brado de combate e esperança para os palestinos que vivem sob a ocupação de Israel ou no exílio.
Apesar da forte repressão à arte popular — “A democracia israelense não suporta que os palestinos cantem”, disse uma vez o poeta Tawfic Zayyad — a poesia daquele povo árabe não é
“marginal”.
Como disse o peruano Julio Carmona, “marginal é a poesia que a estética dominante pontifica ou institucionaliza; ao se tomar o povo como pedra de toque (e sempre o povo tem a última palavra em tudo) a única poesia que não se marginaliza é aquela que não se afasta de sua fonte, aquela que vinda do povo, a ele retorna.”
O poema é, de longe, o mais popular gênero da literatura palestina. Isto pode ser em parte atribuído à forte tradição oral da sua cultura. Houve, desde o início, uma vontade de simplicidade na poesia de resistência. Os artifícios de linguagem em favor da estética foram postos de lado. O poeta Mahmud Darwish expressou claramente isso num de seus primeiros versos:
Se os mais humildes não nos compreendem será melhor jogar fora os poemas e ficarmos calados.
O poeta diz: se meus versos são bons para meus amigos e enfurecem os meus inimigos então é que sou mesmo poeta e devo continuar cantando.
Fontes: Poesia Palestina da Resistência , edição OLP/Brasil, 1986 e Beleza Cruel (prólogo de Julio Carmona), edição Lira Popular, Peru, 1982.

Não iremos embora
Tawfic Zayyad*
Aqui
Sobre vossos peitos
Persistimos
Como uma muralha
Em vossas goelas
Como cacos de vidro
Imperturbáveis
E em vossos olhos
Como uma tempestade de fogo
Aqui
Sobre vossos peitos
Persistimos
Como uma muralha
Em lavar os pratos em vossas casas
Em encher os copos dos senhores
Em esfregar os ladrilhos das cozinhas pretas
Para arrancar
A comida de nossos filhos
De vossas presas azuis
Aqui sobre vossos peitos
Persistimos
Como uma muralha
Famintos
Nus
Provocadores
Declamando poemas
Somos os guardiões da sombra
Das laranjeiras e das oliveiras
Semeamos as idéias como o fermento na massa
Nossos nervos são de gelo
Mas nossos corações vomitam fogo
Quando tivermos sede
Espremeremos as pedras
E comeremos terra
Quando estivermos famintos
Mas não iremos embora
E não seremos avarentos com nosso sangue
Aqui
Temos um passado
E um presente
Aqui
Está nosso futuro
*Tawfic Zayyad, palestino de Nazaré, é considerado um pioneiro da poesia de resistência. A maior parte de sua obra foi escrita na prisão.

Discurso no mercado do desemprego
Samih Al-Qassim*
Talvez perca — se desejares — minha subsistência
Talvez venda minhas roupas e meu colchão
Talvez trabalhe na pedreira... como carregador... ou varredor
Talvez procure grãos no esterco
Talvez fique nu e faminto
Mas não me venderei
Ó inimigo do sol
E até a última pulsação de minhas veias
Resistirei
Talvez me despojes da última polegada da minha terra
Talvez aprisiones minha juventude
Talvez me roubes a herança de meus antepassados
Móveis... utensílios e jarras
Talvez queimes meus poemas e meus livros
Talvez atires meu corpo aos cães
Talvez levantes espantos de terror sobre nossa aldeia
Mas não me venderei
Ó inimigo do sol
E até a última pulsação de minhas veias
Resistirei
Talvez apagues todas as luzes de minha noite
Talvez me prives da ternura de minha mãe
Talvez falsifiques minha história
Talvez ponhas máscaras para enganar meus amigos
Talvez levantes muralhas e muralhas ao meu redor
Talvez me crucifiques um dia diante de espetáculos indignos
Mas não me venderei
Ó inimigo do sol
E até a última pulsação de minhas veias
Resistirei
Ó inimigo do sol
O porto transborda de beleza... e de signos
Botes e alegrias
Clamores e manifestações
Os cantos patrióticos arrebentam as gargantas
E no horizonte... há velas
Que desafiam o vento... a tempestade e franqueiam os obstáculos
É o regresso de Ulisses
Do mar das privações
O regresso do sol... de meu povo exilado
E para seus olhos
Ó inimigo do sol
Juro que não me venderei
E até a última pulsação de minhas veias
Resistirei
Resistirei
Resistirei
*Samih Al-Qassim nasceu em Zarqá, no seio de uma família drusa. Formado professor, depois da publicação de seus primeiros poemas foi proibido pelos israelenses de exercer a profissão.

quinta-feira, 15 de maio de 2008

RESISTÊNCIA PALESTINA

Você desistiria de suas terras?
Resistiria aos invasores ou iria embora com o "rabo" entre as pernas?


Palestinos não desistem de retorno à terra


Os palestinos tiveram suas terras vilmente ROUBADAS pelos sionistas.

Foram expulsos de locais aonde suas famílias viviam há muitas gerações.

Nada justifica a canalhice que foi feita contra o povo palestino.

Até um comentarista israelense concorda com isso, vejam:


"Eu sei que os palestinos pagaram o preço. A terra era deles, pertencia a seus pais", diz o analista israelense Dani Rubinstein."

Jaime Munhoz


14/05/2008 - 07h21 Refugiados há 60 anos, palestinos não desistem de retorno à terra RODRIGO DURÃO COELHOda BBC, na Cisjordânia


Aos 90 anos de idade, o palestino Abu Yussef é um homem frágil.

Anda com dificuldade, enxerga mal, mas quando fala da terra que deixou, seu rosto se ilumina e a voz se torna mais firme.


"Plantava azeitonas de qualidade tão boa que até hoje o azeite produzido lá leva o mesmo nome, Beit Na Bel.A terra era fantástica, muito fértil, descobri nela até um poço de água", afirma ele.

Abu Yussef é uma das cerca de 700 mil pessoas que deixaram suas casa e vilas em 1948, fugindo da violência de milícias judaicas que conquistavam terras para a formação de Israel. Ele se tornou um refugiado e, segundo determinou a ONU, seus descendentes também o são.
Identidade
Mesmo com o passar de várias décadas, o apego à terra perdida parece não ter diminuído entre os palestinos.
"Em 1967, um grupo de pesquisadores americanos e israelenses veio nos visitar", afirma Abu Hafiz, que como Abu Yussef, vive no campo de refugiados de Al Jalazon, na Cisjordânia.
"Perguntaram o quanto ainda sentíamos falta de nossas terras e se surpreenderam que, quase 20 anos depois de sairmos, nós não aceitaríamos acordo nenhum para abrir mão dela. Isso faz mais de 40 anos e nada mudou."

O analista palestino Mahdi Abdullah Madi afirma que a ligação com a terra se tornou parte indissociável da identidade do povo.
"Representantes da segunda, terceira e até quarta geração de refugiados carregam a mesma determinação de tentar recuperar a terra palestina", diz ele.

Com 19 anos de idade, Thair Nakhla, como a maioria dos refugiados palestinos, nunca pisou na terra de seus antepassados.
Mesmo assim, não admite negociar esse ponto.
"Não se pode esquecer quem somos e de onde viemos", diz ele.
Direito ao retorno
Um dos principais entraves para os avanços de negociações de paz entre israelenses e palestinos sempre foi a questão do direito ao retorno dos refugiados.
A resolução 194 da Assembléia Geral da ONU, de dezembro de 1948, recomenda que os refugiados judeus e palestinos devem ter o direito de voltar se eles desejarem viver em paz com seus vizinhos.
A resolução foi inicialmente rejeitada por países árabes, que não reconheciam Israel, mas depois foi citada pelos mesmos países ao defenderem o direito do retorno dos palestinos.
Um levantamento feito em 2002 pela ONU calcula que o número de refugiados palestinos é de mais de quatro milhões de pessoas.

Eles vivem em terras palestinas na Cisjordânia e na Faixa de Gaza, além de países como Jordânia, Egito, Iraque, Líbano e Síria.
Um amplo estudo com refugiados, feito em 2003, estimou que 95% consideram essencial que Israel reconheça o direito ao retorno, embora apenas cerca de 10% tenham afirmado que se mudariam para o país.
Israel
Israel, entretanto, não quer o retorno dos refugiados palestinos.
"Eu sei que os palestinos pagaram o preço. A terra era deles, pertencia a seus pais", diz o analista israelense Dani Rubinstein.

"Mas politicamente seria impossível concordar com a volta de milhões de palestinos para Israel. Isso alteraria a essência do Estado."

"Essa foi uma decisão tomada pelo governo israelense ainda em 1948. Na época, centenas de milhares de judeus vindos de países vizinhos e da Europa gente que havia estado em campos de concentração tinham vindo a Israel."

"Isso, de certa forma se tornou uma justificativa para o povo israelense, que pensou: 'nós acolhemos muitos judeus de países árabes.Que os países árabes lidem com os refugiados árabes."
http://www1.folha.uol.com.br/folha/bbc/u...
Comentários:
Os judeus já foram escravizados, já foram perseguidos, mortos em massa. Hoje, formam grupos poderosos que controlam todas as formas de poder nos EUA e Europa. A mídia dominante é totalmente controlada pelos judeus - por isso é facílimo encontrar opiniões que lhes sejam favoráveis. Mas nenhum outro povo teria a obrigação de ser tolerante e de buscar viver em harmonia com seus vizinhos do que Israel - precisamente por causa de sua História. De que adianta acusar a humanidade inteira pelo “Holocausto da Segunda Guerra Mundial”, se Israel não consegue fazer uso da tolerância, da boa vizinhança, da compreensão, da diplomacia... Era preciso que, em nome de sua própria História de perseguição e sofrimento, Israel desse exemplos ao mundo de paz, de aceitação de seus vizinhos - semitas como eles mesmos. Depois de mais de 5.600 anos de guerra, escravidão e perseguições - tantas vezes lembrados através das mais variadas mídias, como teria sido bom se os que controlam o Sionismo tivessem usado o enorme poder que detêm desde o final da década de 40 do século passado, para mostrar que realmente repudiaram a escravidão, os guetos, os campos de concentração, pogroons etc. A verdade é que os judeus não se mostram diferentes daqueles que acusam: se mostram piores, muito mais implacáveis e impiedosos, mestres em intrigas, em construir muros de separação, em fomentar desentendimentos, em eternizar guerras...Nada é pior para os judeus que querem apenas viver e trabalhar do que a política arquitetada pelos senhores do Sionismo. O egoísmo exacerbado que demonstram, a ganância, o ódio, a vingança em que estão baseadas suas decisões, fazem com que não só se perpetue, mas se justifique o ódio que muitos povos têm contra os judeus. Ou seja, ao invés de fazer uso do poder para mostrar que os judeus sempre foram perseguidos injustamente, os sionistas só têm dado razão aos seus perseguidores...

Não entendo como tem gente que compara um foguete de 20 dólares, que é pouco mais que um rojão Caramuru, com misseis de 100.000 dólares atirados por aviões e helicópteros fornecidos pelos EUA. Enquanto um tem uma possibilidade em mil de atingir alguém ou alguma coisa, o outro tem a melhor tecnologia e dificilmente não mata alguém. Vemos isso todo dia, Israel está fazendo com os palestinos o que os americanos fizeram com seus indígenas, estão tentando reduzi-los a nada. Espero que eles continuem resistindo até que um Estado Palestino seja criado.Um abraço!!!

quarta-feira, 14 de maio de 2008

ESCLARECIMENTOS DO CONFLITO

História - esclarecimentos
Pessoal, decidi escrever esse texto para esclarecer certos conceitos errôneos em relação à origem do conflito e responder algumas dúvidas colocadas em posts anteriores.
É bem resumido e tem como base fundamentalmente os trabalhos dos novos historiadores israelenses.
Pra começar, dizer que existe conflito porque os árabes recusaram a partilha é falso.
O que aconteceu foi que uma ideologia discriminatória pretendia se impor artificialmente numa região já habitada majoritariamente por um grupo étnico diferente há séculos.
Para alcançar o objetivo de estabelecer um estado judeu seria necessário tornar os palestinos minoria nessa região, através de imigração maciça de judeus e expulsão dos palestinos, seja através de pressão econômica, social ou militar.
Foi por isso que os conflitos começaram, ainda na década de 20.
A Inglaterra encomendou estudos para saber as razões desses primeiros distúrbios entre árabes e judeus e não encontrou um conflito sequer digno de nota entre os dois grupos em mais de 4 gerações passadas, concluindo que o descontentamento palestino se devia à frustração por não ter conquistado a independência e o temor pelas consequências da imigração judaica e da ideologia sionista sobre suas vidas.
Em resposta aos protestos palestinos e das organizações árabes, a Inglaterra adotou uma posição dúbia, ora tomando medidas que prejudicavam os judeus, ora que prejudicavam os palestinos sem, no entanto, contemplar satisfatoriamente aos dois lados.
Propostas de partilha anteriores foram feitas, mas recusadas por ambos os lados.
Ben-Gurion deixa bem claro em cartas a seu filho, em discursos à Assembléia Sionista e até mesmo às comissões de estudo inglesas para resolução do problema que ele nunca se contentaria com a partilha da Palestina.
Quando a Inglaterra não sabia mais o que fazer com o abacaxi resolveu passá-lo à recém-criada ONU.
Foram apresentadas duas propostas a serem submetidas a votação: uma por um estado único e outra por dois estados.
No dia da votação, a proposta pelo estado único venceria, mas Oswaldo Aranha, numa atitude no mínimo intrigante, cancelou a votação às 18:30h, alegando que não haveria tempo suficiente para seu término naquele dia.
Outra data foi marcada, mas então a França apresentou um pedido para uma terceira data. Enquanto isso rolaram alguns cheques em branco para certos países indecisos, dentre eles o Uruguai.
Finalmente, então, a sugestão de 2 estados foi aprovada.
Os judeus correspondiam a 30% da populaçao da Palestina e haviam comprado de 6 a 7,5% das terras palestinas.
Ben-Gurion a esse respeito disse: "In my heart, there was joy mixed with sadness: joy that the nations at last acknowledged that we are a nation with a state, and sadness that we lost half of the country, Judea and Samaria, and , in addition, that we [would] have [in our state] 400,000 [Palestinian] Arabs." .
Ou seja, estava feliz por conseguir um estado, mas triste por este não abarcar toda a Palestina e conter muitos árabes.
Logo, para resolver esse “problema”, foi organizado um plano de limpeza étnica e expansão territorial que seria levado a cabo pelas milícias judaicas organizadas, o famigerado “Dalet Plan”, que consistia em ataques a vilas e cidades selecionadas, a expulsão dos habitantes e sua destruição, mesmo FORA DO TERRITÓRIO alocado aos judeus pelo Partition Plan.
Em dezembro de 1947, foi feita a primeira operação de limpeza étnica.
Por outro lado, os árabes organizaram uma resistência em forma de guerrilha, o ALA (Arab Liberation Army), também em dezembro de 1947.
No começo de 1948, o Haganah convocou os jovens para o serviço militar e em março declara mobilização geral para o lançamento do Plano Dalet propriamente dito, enquanto ocorrem alguns combates entre o ALA e as milícias judaicas.
Ainda em março, a Agência Judaica rejeita uma trégua aceita pela ALA, feita pelo presidente Truman.
Segue-se então, uma série de operações de limpeza étnica, inclusive fora de território alocado aos judeus pelo Partition Plan, antes da entrada de qualquer exército árabe na Palestina.
Nesse ínterim, diversos carregamentos com armas, munição e até mesmo aviões chegavam principalmente da Checoslováquia para reforçar as milícias judaicas.
Em maio de 48, já eram cerca de 400.000 os palestinos expulsos de suas casas, quando então, outros exércitos árabes entraram na Palestina.
Até o final da guerra, estes seriam 750.000, pelo menos 70% expulsos pelos judeus e cerca de 5% sob ordem dos árabes, mais de 400 vilas e 11 cidades palestinas foram riscadas do mapa (Tel Aviv repousa sob os escombros de 6 vilas palestinas destruídas em 1948).
Os exércitos árabes não estavam em superioridade, nem bélica, nem operacional, nem em número de combatentes, ao contrário do que diz o mito, de que a proporção era de 10 ou 20 combatentes árabes para um judeu.
Como citado, os judeus dispunham até mesmo de uma pequena força aérea.
Com a anexação de West Bank pela Jordânia e de Gaza pelo Egito, as pretensões palestinas por um estado próprio não arrefeceram, como vem sendo dito, mas continuaram na forma de movimentos guerrilheiros que, na época, ainda insistiam em lutar por todo o território, isto é, combater Israel, e não só aceitar os territórios ocupados por Jordânia e Egito.
A populaçao palestina em Gaza e West Bank não sofria na mão de Jordanianos e Egípcios, o que passou a sofrer nas mãos dos israelenses a partir de 1967; por isso não houve nenhuma “intifada” durante o período de 49-67.
A guerrilha palestina e os atentados terroristas, porém, continuaram sob a liderança de Arafat formalmente até 1988, quando finalmente foi aceita a existência do estado israelense pela OLP e, aí sim, a demanda por um estado palestino se dirigiu às áreas de Gaza e Cisjordânia.
FIM

domingo, 2 de março de 2008

O HOLOCAUSTO DE GAZA


FOTO: Você não vê fotos de tanques palestinos atirando em crianças israelenses assim como a foto acima onde tanques israelenses atiram em crianças palestinas.




Ofensiva israelense em Gaza é "mais que um holocausto", segundo Mahmud Abbas


O presidente da Autoridade Palestina Mahmud Abbas considerou neste sábado que a ofensiva israelense em Gaza é "mais que um holocausto" - uma expressão que teria sido usada por Israel em suas ameaças contra este território palestino.

Os dirigentes israelenses, no entanto, negam ter utilizado este termo.

Trinta e dois palestinos, entre eles várias mulheres e crianças, morreram neste sábado em ataques do exército israelense na Faixa de Gaza, numa das jornadas mais sangrentas dos últimos meses em território palestino, segundo fontes médicas.

Pelo menos 75 palestinos, entre eles 15 em estado grave, foram feridos nos ataques aéreos e na operação terrestre do exército israelense em Jabaliya (norte) e seus arredores.

Desde quarta-feira, as ofensivas israelenses contra Gaza para tentar fazer cessar os disparos de foguetes palestinos contra o território israelense fizeram pelo menos 65 palestinos mortos.

Um israelense foi vítima de um foguete disparado quarta-feira.

As últimas mortes elevam a 6.229 o número de pessoas mortas no conflito israelense-palestino desde 2000, em maioria palestinos, segundo contagem da AFP.