Mostrando postagens com marcador crimes. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador crimes. Mostrar todas as postagens

terça-feira, 22 de julho de 2008

A VERDADE OCULTA

Muito ao contrário ... , que jamais entenderá que os americanos sempre desprezaram “entreguistas”, traidores de seu país e de seus compatriotas - eu espero que numa situação como a do Iraque, eu tivesse dado a minha vida para pelo menos tentar salvar as vidas de Saddam Hussein, Uday e Qusay - três almas preciosíssimas, três homens dignos do nome, três homens justos, honrados que até hoje são caluniados por todo tipo de covardes, ladrões, mentirosos, estupradores, torturadores, assassinos.

A administração Bush e os sionistas atribuíram à Saddam, Uday e Qusay todos os crimes que eles mesmos praticaram no Vietnam; que eles mesmos estão aí a praticar, seja nos EUA, seja em Israel, seja no Afeganistão.

Se Saddam, Uday e Qusay eram os “monstros do mundo”, por que depois de suas mortes o mundo não melhorou?

Por que, agora que o mundo está sob o comando da administração Bush, de Israel e da Europa a violência grassa em toda parte do mundo?

Gostaria de ter lutado, sem buscar morrer antes da hora, sem apressar a morte, para poder matar o máximo possível de invasores e causar grandes prejuízos aos que ocuparam violentamente o meu país para usurpar-lhe todas as suas riquezas.

Se traído e encurralado, gostaria de ter lutado até a morte; se capturado, torturado e condenado à morte, gostaria de ter a mesma dignidade e extrema coragem de Saddam Hussein.

http://br.answers.yahoo.com/my/profile;_ylt=ArQAXrkaFHiZvhTrkHsGeJ_nExV.;_ylv=3?show=2fRLEuzRaa

terça-feira, 20 de maio de 2008

SOCIEDADE CIVILIZADA E JUSTA

Para ser mais civilizada justa, primeiro, a sociedade teria de deixar de ser hipócrita.
A hipocrisia é um grande mal para o homem, quer seja considerado individual ou coletivamente.
Pensar que não deve matar, roubar, estuprar - porque só assim vai para o céu, ou porque só assim não vai preso -, leva o homem a tentar driblar as leis religiosas e as normas jurídicas.
Muitos homens ainda não estão convencidos da nocividade dos atos, acreditam ainda que o crime possa ser perfeito e pode compensar.
Seria imprescindível que o homem entendesse que toda e qualquer ação criminosa é prejudicial para ele mesmo e para toda sociedade.
Porque ninguém quer conviver com um ladrão, para os frutos de seu trabalho roubados.
Ninguém quer conviver com um estuprador, um assassino, um fascínora.
Mesmo criminosos não gostam de ser alvo dos mesmos crimes que praticam.
E quando não mais se importam em serem roubados, em serem mortos - também perderam o sentido da vida e nem mais se interessam em viver.
O crime, portanto, leva o ser humano a perder o respeito por si mesmo, e até a perder o seu instinto de sobrevivência.
A mesma insegurança que ele leva à sociedade também será experimentada por ele próprio, acrescida do isolamento.
O homem é um ser social, sua qualidade de vida está intimamente ligada ao sentimento de se sentir parte de uma coletividade.
Mesmo que não tenha desenvolvido em si o sentimento da vergonha por ter agido contrariando, prejudicando a sociedade, o trangressor terminará por sentir a solidão, o desrespeito, a desconfiança, o descrédito da maioria contra ele.
E, pior: ele mesmo não acreditará nele, ele mesmo não se respeitará.
Ninguém pode se sentir um ser pleno se não é respeitado.
Mesmo dentro de um grupo criminoso, busca-se por algo que se assemelhe ao respeito, algum tipo de apreço, consideração...
Ninguém é realmente livre se não goza de credibilidade, se não tem a confiança dos demais membros da sociedade: se ao chegar em qualquer lugar e ser reconhecido, o indivíduo tem de fugir, ele não é realmente livre.
Ele está solto, mas não livre.
Para muitos é difícil compreender o que é crime e o que não é, pois a perspectiva exacerbadamente egoísta não permite avaliar seus próprios atos sob a ótica do outro.
Por exemplo, aquele indivíduo austríaco, que construiu um esconderijo subterrâneo com as próprias mãos durante 6 anos; que manteve a filha lá seqüestrada por 24 anos, gerando com ela filhos doentes, aos quais nunca prestou os devidos cuidados - depois que vislumbrou a condenação da sociedade, depois que se sentiu por todos considerado um monstro - não gostou e afirmou temer por um julgamento injusto...
É interessante observar que esse indivíduo passou pelo menos 30 anos prezando a própria liberdade - mas não da filha e dos filhos-netos; dando prioridade ao próprio prazer - mas não o dos que com ele conviviam; que se preocupava com sua própria alimentação, mas não se preocupava em fornecer àqueles que mantinha em cativeiro verduras, legumes e frutas; que condenou a filha e os filhos-netos a um tipo de prisão à qual ele jamais será condenado - subterrânea e sem direito a banho de sol; que torturava fisica e psicologicamente toda a família - agora reclama para si um julgamento justo e não quer ser considerado e chamado pela sociedade de - monstro!
Esse indivíduo não é louco, mas seu egoísmo se exacerbou de tal modo que ele se tornou “autista”, vivendo no mundo que criou, sob leis que achava justas pois lhe permitiam desmandos, lhe permitiam viver sem qualquer responsabilidade sobre as conseqüências que adviriam de seus atos para os outros.
Agora, teme ser tratado com a mesma injustiça com que tratou seus próprios parentes - sem que estes tivessem cometido qualquer trangressão contra ele...
Para si mesmo, ele deve exigir não ser estuprado, tomar banho de sol, comer frutas, legumes e verduras variados, ter um local para fazer exercícios...
Os dois pesos e duas medidas (“temos aqui direitos e deveres: EU fico com os direitos e você com os deveres; faça o que EU mando, mas jamais se atreva a pensar em fazer o que EU faço...”) demonstram egoísmo, a não compreensão do outro como seu semelhante, a irresponsabilidade nas suas ações, sem levar em conta as conseqüências, as repercussões. Óbvio que a sociedade jamais funcionaria, jamais teria continuidade sob leis assim.
Os homens se rebelam, buscam retribuir na mesma moeda o mal sofrido... Há a escalada da violência... Em pouco tempo, a disseminação da insegurança leva à desagregação social - e vivendo cada um por si, o ser humano tem uma menor expectativa de vida.
Mas muitos acreditam que possam manter, em algum lugar, um quarto de horrores, mantendo para a sociedade uma imagem impoluta, virtuosa; muitos pensam que o bem público pode ser apropriado por eles - porque se é “público”, não tem dono, e, portanto, eles podem daquele bem se apropriar...
Muitos atos que hoje são condenados pela maioria das sociedades, assim são considerados porque no passado se revelaram nocivos ao grupo social. É claro que, também, já houve muitas civilizações que nem vislumbraram - ou não quiseram reconhecer ou aceitar - que determinados costumes lhe eram nocivos, que certos comportamentos que lhe eram perniciosos...
Não reconheceram, se mantiveram em seu egoísmo, sua soberba, continuaram a perpetrar suas injustiças - e, hoje, delas, poucos vestígios restaram...
É bom ser bilionário quando se conquistou a fortuna às custas de sua própria invenção, como Bill Gates, ou milionário às custas de seu próprio talento, como Roger Federer, para citar só dois exemplos.
Mas não é a mesma coisa quando se ostenta milhões ou bilhões que foram usurpados, que foram resultado de ação criminosa.
O indivíduo acaba devolvendo a Land Rover (Silvinho Pereira)...
Ou seja, ao cometer uma ação que ele mesmo reconhece como crime para os outros, o indivíduo perde a credibilidade até diante de si mesmo.
Qual a confiança que aquele que compra um diploma tem em seu próprio saber?
Nenhuma.
Depois que for preso por exercício ilegal de um a profissão, ou quando fracassar sucessivamente quando tiver seus conhecimentos postos à prova, ele dará ao diploma comprado o mesmo valor que à sua própria estupidez.
Com o terremoto, a população chinesa revela sua grandeza quando demonstra genuína solidariedade, e mesquinhez ao ter construído tantas escolas no melhor estilo “Sérgio Naya”(aquele ex-deputado federal, dono de uma empresa que construiu o edifício Palace II, que desabou, por ter sido construído com materiais de baixa qualidade, provocando a morte de 8 pessoas).
A irresponsabilidade de um ou de uns poucos indivíduos pode acarretar graves e irreversíveis prejuízos a toda comunidade à qual pertence(m).
A hipocrisia, portanto, impede - sim - que a sociedade seja verdadeiramente civilizada e justa.

domingo, 17 de fevereiro de 2008

NEVER AGAIN or NEVER AGAINST?

A conivência europeia com Israel no genocídio palestino
A União Europeia, o maior parceiro comercial de Israel em todo o mundo, está a observar como Israel endurece o seu bárbaro sítio em torno de Gaza, punindo colectivamente 1,5 milhão de civis palestinos, condenando-os à devastação e à morte iminente de centenas de pacientes necessitados de diálise ou que sofrem do coração, bebés nascidos prematuramente e todos os outros que dependem da energia eléctrica para a sua sobrevivência.
Ao congelar os fornecimentos de combustível e energia eléctrica a Gaza, Israel, o poder ocupante, está essencialmente a garantir que a água "limpa" – só de nome, pois a água de Gaza é a mais poluída em toda a região, após décadas de roubo e abuso israelense – não será bombeada e distribuída a lares e instituições, que hospitais não poderão funcionar adequadamente, conduzindo à morte eventual de muitos, particularmente os mais vulneráveis, fábricas que ainda estejam a trabalhar apesar do sítio serão agora forçadas a encerrar, empurrando a já extremamente elevada taxa de desemprego para níveis ainda mais altos, o tratamento de esgotos terá de ser interrompido, poluindo mais uma vez o precioso e escasso abastecimento de água de Gaza, instituições académicas e escolas não poderão efectuar o seu trabalho habitual, e as vidas de todos os civis serão severamente afectadas, se não irreversivelmente prejudicadas.
E a Europa está apática a observar.
O académico Richard Falk, de Princeton, considerou o sítio de Israel um "prelúdio para o genocídio", mesmo antes deste crime mais recente do corte geral dos abastecimentos de energia.
Agora, os crimes de Israel em Gaza podem ser precisamente classificados como actos de genocídio, embora lento.
De acordo com o Artigo II da Convenção das Nações Unidas sobre a Prevenção e Punição do Crime de Genocídio, de 1948, o termo é definido como:

"Qualquer dos seguintes actos cometidos com a intenção de destruir, no todo ou em parte, um grupo nacional, étnico, racial ou religioso, tais como:
(a) Matar membros do grupo;
(b) Provocar sérios danos corporais ou mentais a membros do grupo;
(c) Infligir deliberadamente ao grupo condições de vida calculadas para provocar a sua destruição física no todo ou em parte".

Claramente, o sítio hermético de Gaza por Israel, destinado a matar, provocar sérios danos corporais e mentais, e deliberadamente infligir condições de vida calculadas para provocar a parcial e gradual destruição física, qualifica-se como um acto de genocídio, se não genocídio total.
E a UE está suspeitosamente silenciosa.
Mas por que acusar a Europa, em particular, de conivência neste crime quando quase toda a comunidade internacional não está a levantar um dedo, e o obsequioso secretário-geral da ONU, que ultrapassou todos os seus antecessores na obediência ao governo dos EUA, está pateticamente a fazer meras declarações verbais?
Além disso, por que não o próprio governo dos EUA, o mais generoso patrocinador de Israel que está directamente implicado no actual sítio, especialmente depois de o presidente George Bush, na sua visita recente, ter dado um sinal verdade nada subtil ao primeiro-ministro israelense, Ehud Olmert, para arrasar Gaza?
Por que não culpar os tranquilos irmãos árabes, particularmente o Egipto – o único país que pode romper imediatamente o sítio com a reabertura do cruzamento Rafah e fornecimento através do mesmo do combustível, energia eléctrica necessários e do abastecimento de emergência?
E finalmente, por que não culpar a Autoridade Palestina baseada no Ramallah, cujo líder subserviente e sem visão jactou-se abertamente numa conferência de imprensa do seu "acordo total" com Bush sobre todas as matérias substantivas?
Após Israel, os EUS são sem dúvida a parte mais culpada no crime actual.
Sob a influência de uma ideologia fundamentalista, militarista, neo-conservadora que apossou-se do seu leme e de um onipotente lobby sionista que não tem paralelo na sua influência, os EUA estão numa categoria por si mesmo.
Não é preciso dizer que a AP, a ONU, bem como governos árabes e do mundo que mantêm negócios como de costume com Israel deveriam todos ser considerados responsáveis por aquiescência, seja directa ou indirectamente, com os crimes de Israel contra a humanidade em Gaza.
Também é verdade que cada um dos mencionados acima arca com a responsabilidade legal e moral de intervir e aplicar a pressão que venha a ser necessária para travar o crime antes de milhares de pessoas perecerem.
Mas a UE detém uma posição única em tudo isto.
Ela está não apenas silenciosa e apática; na maior parte dos países europeus Israel e instituições israelenses actualmente são bem vindas e procuradas com entusiasmo sem precedentes, generosidade e deferência em todos os campos – económico, cultural, académico, atlético, etc.
Exemplo: Israel foi convidado como hóspede de honra de uma grande feira de livros em Turim, Itália.
Filme financiados pelo governo israelense são exibidos em festivais de cinema por todo o continente.
Produtos israelenses, desde abacates e laranjas a sistemas de segurança de alta tecnologia, estão a inundar mercados europeus como nunca antes.
Instituições académicas israelenses estão a desfrutar um acordo de associação especial, muito lucrativo, com órgãos relevantes na UE.
Grupos de dança israelenses, bandas de cantores e orquestras são convidados a tours e festivais europeus como se Israel fosse não só um membro normal como também o mais favorecido do assim chamado mundo "civilizado".
O outrora desbotado abraço da Europa a Israel tornou-se um intenso, aberto e enigmático caso de amor.
Se a Europa pensa que pode assim arrepender-se do seu Holocausto contra a sua própria população judia, ela está de facto a facilitar vergonhosamente e conscientemente a validação de actos de genocídio recentes contra o povo da Palestina.
Mas os palestinos, parece, não contam muito, pois somos encarados não só por Israel como também pelos seus velhos patrocinadores "brancos" e aliados como humanos inferiores, ou relativos.
O continente que inventou o moderno genocídio e foi responsável nos últimos dois séculos por massacrar mais seres humanos, sobretudo "humanos relativos", do que todos os outros continentes juntos está a acobertar crimes que recordam em qualidade, embora certamente não em quantidade, os seus próprios odiosos crimes contra a humanidade.
Em nenhum outro assunto internacional, talvez, pode o establishment europeu ser acusado de ser tão desinteressado e indiferente para com a sua própria opinião pública.
Enquanto apelos pelo boicote a Israel como um Estado apartheid estão vagarosa mas firmemente a difundir-se entre organizações e sindicatos da sociedade civil europeia, esboçando paralelos perturbadores com o boicote ao apartheid da África do Sul, os governos europeus estão a considerar difícil distinguir-se da posição abertamente cúmplice dos EUA.
Mesmo os clichés europeus de condenação e "exprimindo profunda preocupação" tornaram-se mais raros do que nunca nos dias de hoje.
Além disso, a cruel e desafiadora violação de Israel das próprias leis de direitos humanos da Europa são ignoradas sempre que alguém questiona se Israel deveria continuar a beneficiar do seu magnânimo acordo de associação com a UE apesar da sua ocupação militar, colonização e horrendo récord de abuso dos direitos humanos contra as suas vítimas palestinas. Se isto não é cumplicidade, então o que é?
Moralidade posta de parte, afundar Gaza num mar de escuridão, pobreza , morte e desespero não pode augurar nada de bom para a Europa.
Ao apoiar activamente um ambiente conducente à ascensão do fanatismo e da violência desesperada próximo às suas fronteiras, a Europa está loucamente a convidar a devastação para a sua entrada.
Ao invés de prestar atenção – ou pelo menos considerar seriamente – apelos ao boicote, desinvestimento e sanções contra o Israel do apartheid, adoptado por virtualmente todo o espectro da sociedade civil palestina, pode em breve ter de ajustar contas com forças impossíveis de conter de violência irracional e indiscriminada e o caos resultante.
Parece que as elites europeias estão actualmente determinadas a nunca se oper a Israel, não importa que crimes cometa.
É como se o clamado – e cada vez mais hipócritas – slogan sustentado por sobreviventes judeus do genocídio europeu, "Never again!" ("Nunca mais!") , fosse agora endossado pelas elites europeias com uma diferença: o acréscimo de duas letras, 's' e 't', no fim — "Never against" ("Nunca contra").
21/Janeiro/2008
[*] Analista político palestino, independente, membro fundador da Campanha Palestina pelo Boicote Académico e Cultural de Israel.
Este artigo encontra-se em http://resistir.info/ .