Mostrando postagens com marcador Lei 9.478/97. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Lei 9.478/97. Mostrar todas as postagens

quinta-feira, 11 de junho de 2009

AEPET EM DEFESA DA PETROBRAS

AEPET: ataques à Petrobrás têm como objetivo inviabilizar as mudanças na Lei 9478/97

A Associação dos Engenheiros da Petrobrás (AEPET) vem manifestar seu veemente repúdio às sucessivas tentativas, perpetradas frequentemente por diversas origens, de macular a imagem da Petrobrás – orgulho da Nação brasileira, líder mundial na tecnologia de exploração em águas profundas e ultra profundas, descobridora do pré-sal, entre inúmeros outros premiados feitos realizados a partir da instituição da Lei 2004/53 (Lei do Petróleo).

Com base nos objetivos de sua existência, definidos no artigo 3º dos seus Estatutos, a AEPET é respeitada nacional e internacionalmente pela intransigente defesa do monopólio estatal do petróleo e da Petrobrás como sua executora, capaz de levar a bom termo a exploração do óleo e gás que repousam no subsolo nacional.
A AEPET defende, também, de forma firme e decisiva, o corpo técnico da Empresa, também reconhecido internacionalmente, mas que vem sofrendo com os diversos ataques à Petrobrás e aos seus direitos trabalhistas conquistados.

Devido à magnitude dessas tarefas, a AEPET tem procurado sempre cumpri-las irmanada com outras entidades do setor petrolífero e da sociedade brasileira, independentemente de orientação político-partidária, de crença religiosa ou não, de raça, de ideologia, entre outros, pois a Petrobrás é de todos os brasileiros, assim como o petróleo e gás.
A Associação procura levar estas tarefas de forma firme, sem ataques pessoais, e sim na crítica às teses em confronto. No repúdio aos leilões da ANP (Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis), por exemplo, a AEPET criticou veementemente diversas autoridades e personalidades pela continuidade da entrega de nossas áreas de petróleo e gás, mas sem atingir as pessoas responsáveis por tais procedimentos.

A AEPET entende que uma Empresa, de investimentos bilionários para a Nação, considerada pela Reputation Institute – RI a quarta mais prestigiosa empresa do mundo, não pode ser tratada com desrespeito, como vem sendo feito nos últimos meses, culminando na criação da chamada CPI da Petrobrás. Foi também considerada pelo Goldman Sachs entre as 10 empresas mais viáveis do planeta. As consequências negativas podem ser proporcionais à importância da Estatal, inclusive enfraquecendo-a como exploradora e operadora do pré-sal.

A AEPET não é - e nunca foi - contrária à criação de CPIs, isentas, bem fundamentadas e debatidas e que, acima de tudo, sejam de relevância para o Brasil e seu povo. No entanto, na medida em que aumenta o debate na sociedade sobre a denominada CPI da Petrobrás, saltam aos olhos os contornos de uma batalha político-eleitoral da oposição contra o governo, o que não ajuda em nada na defesa dos interesses maiores da Nação e do povo em geral e especificamente no setor petrolífero.

O fato dos senadores não estarem dispostos a ouvir a Petrobrás, antes de se decidir por uma CPI, nos leva a crer que os entusiastas daquela Comissão de Inquérito querem os “holofotes” da mídia e a criação de um “palanque eleitoral”, em detrimento de apuração séria e imparcial dos fatos.
Uma CPI só se instaura quando se esgotam outros meios de se chegar à verdade, o que não foi o caso.
Acusaram a Petrobrás, entre outras coisas, de sonegar impostos e não lhes deram o direito prévio de se defender, de esclarecer a sua posição.
A Petrobrás divulgou em seu portal na internet e através da Agência Petrobrás de Notícias, a nota intitulada “Petrobrás esclarece sobre pagamentos e compensação de tributos” também disponível no portal da AEPET, com exaustivas, claras e didáticas explicações sobre o direito legal da Empresa [Medida Provisória 2.158-35/2001, que objetiva neutralizar o impacto das variações cambiais no pagamento de tributos federais] de procurar escolher a melhor forma de recolher impostos. Tal medida é muito compreensível hoje, tendo em vista os desequilíbrios da crise global.

Mas parece que os senadores (oposicionistas) puseram vendas nos olhos e não tiveram interesse em olhar para o direito da Petrobrás.
Essa é uma atitude equivocada, que não dignifica o Congresso junto à sociedade brasileira.
É dever dos parlamentares ouvir a todos e esgotar discussões, antes de decidir por atitudes extremas, como é o caso de uma CPI.

Na visão da AEPET, esse acontecimento, aliado aos diversos óbices promovidos pelos lobistas privados nacionais e internacionais contra a Petrobrás, têm como objetivo inviabilizar as mudanças necessárias na Lei 9478/97, para que prevaleçam os interesses do Brasil na exploração do pré-sal.
Basta olharmos para os promotores da CPI, para concluirmos que visam levar a termo (em algum momento) a privatização, de fato, da Petrobrás, como sonharam em passado não muito distante, e foram derrotados.

O presidente da AEPET, Fernando Leite Siqueira, tem destacado em diversas palestras pelo País e em entrevistas à imprensa que o partido dos autores da CPI foi o responsável pela quebra do monopólio estatal do petróleo, bem como da venda de mais de um terço das ações da Petrobrás na Bolsa de Nova Iorque, por valor menor que 10% do seu valor real.

No governo FHC foi instituída uma política econômica contrária aos interesses nacionais, que resultou em três crises e sucessivos empréstimos ao FMI.
No desespero, o referido governo comprometeu nossas riquezas na assinatura de uma Carta de Intenção, o que, segundo a imprensa, se comprometeu a privatizar a Petrobrás, o Banco do Brasil e a Caixa Econômica Federal.

Para concluir, citemos um exemplo bastante recente no cenário internacional, que atesta o prestígio da Petrobrás: durante a visita do Presidente Luiz Inácio Lula da Silva à China, entre os dias 17 e 20/05/09, diversos acordos comerciais esbarraram em algumas pendências.
No entanto, os chineses foram rápidos em fechar acordos bilionários que envolviam a Petrobrás.

Assim a AEPET vem a público repudiar a criação da chamada CPI da Petrobrás, reafirmar seu compromisso em defesa do monopólio estatal do petróleo, da Petrobrás como sua executora a exemplo do que ocorre nas diversas nações detentoras de grandes reservas petrolíferas, por mudanças urgentes na Lei 9478/97, pelo fim dos leilões da ANP e pela exploração do pré-sal visando exclusivamente os interesses do Brasil e dos brasileiros.

O petróleo tem que ser nosso!

Diretoria da AEPET – Associação dos Engenheiros da Petrobrás
21/05/2009

PELO RESTABELECIMENTO DA LEI 2.004 DA PETROBRAS - EM DEFESA DA PETROBRAS

A Petrobrás é do povo brasileiro, mais do que nunca agora, que faz tanto sucesso. O povo conhece e reconhece a Petrobras e não permitirá que esse orgulho brasileiro seja afrontado e quebrado. A Petrobras tem que ser mais do povo com a descoberta do pré-sal, mais ainda com um novo marco regulatório, mais ainda com o Governo Lula.

Em defesa da Petrobras. Em defesa da Soberania Nacional. Em defesa do Povo Brasileiro.

Mini-História da Petrobras
Fonte: Site da Petrobrás (
http://www.petrobras.com.br/) - 01/08/04

Em outubro de 1953, através da Lei 2.004, a Petrobras era criada para executar as atividades do setor petróleo no Brasil em nome da União.

Lei 2.004
No dia 3 de outubro de 1953, era sancionada a Lei 2.004, que estabelecia o monopólio da União Federal sobre as atividades integrantes da indústria do petróleo:

*Pesquisa e lavra de jazidas de petróleo e outros hidrocarbonetos fluidos e gases raros existentes no território nacional;
*Refinação do petróleo nacional ou estrangeiro;
*Transporte marítimo do petróleo bruto de origem nacional ou de derivados de petróleo produzidos no país;
*E transporte, por meio de dutos, de petróleo bruto e seus derivados, assim como de gases raros de qualquer origem.
A Lei 2.004 estabelecia, também, que a União Federal estava autorizada a constituir a Petróleo Brasileiro S.A. - Petrobras, como empresa estatal de petróleo para execução do monopólio, incluindo a execução de quaisquer atividades correlatas ou afins àquelas monopolizadas.
Surgia assim a Petrobras, constituída em 12 de março de 1954, durante a 82ª Sessão Extraordinária do CNP. Em 2 de abril de 1954, o Governo Federal aprovava a decisão com o Decreto nº 35.308.

A Petróleo Brasileiro S/A iniciou suas atividades com o acervo recebido do antigo Conselho Nacional do Petróleo (CNP):

*Campos de petróleo com capacidade para produzir 2.700 barris por dia (bpd);
*Bens da Comissão de Industrialização do Xisto Betuminoso;
*Refinaria de Mataripe (BA), processando 5.000 bpd;
*Refinaria em fase de montagem, em Cubatão (SP);
*Vinte petroleiros com capacidade para transportar 221.295 toneladas;
*Reservas recuperáveis de 15 milhões de barris;
*Consumo de derivados de 137.000 bpd;
*Fábrica de fertilizantes em construção (Cubatão - SP).
Ao longo de quatro décadas, tornou-se líder em distribuição de derivados no país, colocando-se entre as vinte maiores empresas petrolíferas na avaliação internacional.
Detentora da tecnologia mais avançada do mundo para a produção de petróleo em águas profundas, a Companhia foi premiada, em 1992 e 2001, pela Offshore Technology Conference (OTC).
Em 1997, o Brasil ingressou no seleto grupo de 16 países que produz mais de 1 milhão de barris de óleo por dia.
E nesse mesmo ano foi criada a Lei n º 9.478, que abre as atividades da indústria petrolífera à iniciativa privada.
Com a lei, foram criados a Agência Nacional do Petróleo (ANP), encarregada de regular, contratar e fiscalizar as atividades do setor; e o Conselho Nacional de Política Energética, um órgão formulador da política pública de energia.
Em sintonia com a mudança do cenário, a Petrobras segue preparada para a livre competição, ampliando novas perspectivas de negócios e tendo maior autonomia empresarial.
A explicação para o sucesso da Petrobras está na eficiência de suas unidades espalhadas por todo o Brasil: nas refinarias, áreas de exploração e de produção, dutos, terminais, gerências regionais e na sua grande frota petroleira.
Solução para pré-sal é volta da Lei 2.004

Já que não fomos consultados, queremos deixar claro que criar uma nova estatal para contratar a Petrobrás sem licitação no pré-sal não tem lógica.
Não tendo lógica, vai abrir caminho para que a licitação se torne obrigatória - ou se possa contratar qualquer outra empresa sem licitação - e a Petrobrás tenha que disputar com as múltis o direito de explorar a riqueza que ela própria descobriu, às custas de muito trabalho, esforço e dinheiro do povo brasileiro.
Se é para priorizar a Petrobrás no pré-sal, melhor fazê-lo de forma clara e direta, restabelecendo a Lei 2.004 e readquirindo as ações que FHC dissipou na Bolsa de NY.
Se é para não priorizar...

Não é CPI. É ataque à Petrobras é ameaça à soberania nacional


Escrito por Cairo Garcia é secretário de Política Setorial do Setor Petróleo Petroquímico e Energia da CNQ/CUT
26/05/2009

Historicamente o PSDB, acompanhado pelo DEM (PFL morto), apresenta-se contra a Petrobras, empresa brasileira que responde por mais de 10% do PIB nacional e por cerca 60% do PAC (Programa de Aceleração do Crescimento).
A Petrobras foi criada pela soberania do povo brasileiro e é o resultado concreto da inteligência brasileira que colocou a empresa entre as dez maiores petrolíferas do mundo, ainda que aquelas tenham cem anos a mais de atuação.

As "Big Oil", as "Sete Irmãs", que, recentemente, se tornaram cinco, através de fusões, originaram-se da mente gananciosa de John D. Rockefeller.

Essas empresas gigantes, ao longo da história, desde a descoberta de petróleo, em 1859, nos Estados Unidos, foram criadas e se consolidaram ignorando os interesses da sociedade, desrespeitando as leis, afrontando os poderes constituídos, formando trustes, maltratando trabalhadores e agredindo violentamente o meio ambiente.

Não satisfeitas com a apropriação do petróleo nos seus países de origem, elas ultrapassaram fronteiras e mares, corrompendo governantes.
Interferiram na soberania dos povos, patrocinando guerras, com o objetivo único de avançarem e de se apropriarem das jazidas de petróleo e gás, como no Oriente Médio, na África, na América Latina e dentro de outras fronteiras. Assim sempre agiram e assim agem ainda hoje e, para tanto, financiam campanhas políticas e gastam milhões de dólares com lobistas.
Com o poder monetário que acumularam ao longo dos anos financiam a peso de ouro campanhas, elegendo governos comprometidos, nos quais indicam representantes para cargos estratégicos aos seus interesses.

Interesses por trás da CPI

Interesses dessas empresas e interesses políticos estão por trás dessa CPI.

Esse tipo de meio de chegar e permanecer no poder interessa e atrai políticos brasileiros, cujos partidos não têm compromisso com o Brasil, defendem os interesses externos e entregam o patrimônio público, causando prejuízos irreparáveis ao povo brasileiro.
Inspirados em modelos de mercado aberto e desregulado, em atuações empresariais agressivas, lobistas e criminosas e submissos aos interesses estrangeiros, os tucanos de FHC e Serra ATACARAM A SOBERANIA DO POVO BRASILEIRO em 1997, ALTERANDO A CONSTITUIÇÃO e REVOGANDO A LEI 2004/53 que efetivamente garantia o monopólio estatal do petróleo no Brasil.
Com a Emenda constitucional nº. 9 e com a lei 9.478/97, eles permitiram que empresas estrangeiras pudessem apropriar-se do petróleo e do gás brasileiros através das conhecidas rodadas de licitação.
Criaram a Agência Nacional do Petróleo - ANP, que foi presidida pelo genro de FHC, David Zylberstein.
Essa agência APPROPRIOU-SE de todo o acervo da Petrobras, acumulado durante 53 anos de pesquisas fotogramétricas, sísmicas e geológicas, e colocou essas pesquisas à disposição de diretores da ANP que haviam sido, inclusive, diretores de outras empresas petroleiras.

Os tucanos colocaram um estrangeiro, Henri Phillippe Reischtul, suspeito de espionagem, indicado pelo genro de FHC, na presidência da Petrobras. Reischtul tentou mudar o nome da Petrobras para "Petrobrax", para privatizá-la, mas nisso os tucanos não tiveram êxito, devido à reação contrária do povo brasileiro.

Foi no período do governo tucano do PSDB e seus aliados do DEM (PFL morto) que o meio ambiente sofreu as mais aviltantes agressões, com vazamentos em mar aberto, na Baia de Guanabara/RJ, no rio Iguaçu/PR, em Cubatão/SP, na Amazônia e no Nordeste, afetando gravemente o meio de subsistência de comunidades ribeirinhas.
Depois dividiram a Petrobras em Unidades de Negócio com o objetivo de fragilizar a empresa e vende-la por partes. Fizeram ainda trocas de ativos prejudicando a Petrobras. FHC vendeu ações da Petrobras na Bolsa de Nova Iorque e para tanto vacilou em submeter a Petrobras à lei americana.

Os tucanos do PSDB e seus aliados afrontaram os trabalhadores, colocaram tanques nas ruas contra os petroleiros, sucatearam os navios da Transpetro, fabricaram plataformas fora do Brasil em contratos altamente suspeitos que levaram, inclusive, ao afundamento da P-36, maior plataforma do mundo na época, onde morreram 11 trabalhadores.

Agora, mais uma vez, mascarados de moralistas e defensores dos interesses do povo, o PSDB dos tucanos e o DEM (PFL morto), atacam os interesses do povo brasileiro tentando paralisar a Petrobras através de uma CPI.

É necessário atentar que esse interesse de levantar suspeitas sobre a Petrobras surge num ano pré-eleitoral, quando o Brasil luta contra os efeitos de uma crise financeira mundial, quando as áreas petrolíferas do pré-sal estão em disputa e quando o Governo Lula usa a Petrobras para o desenvolvimento do País. Ao contrário do que a oposição apostava, o Brasil desponta no governo Lula como o país que menos sofrerá os efeitos da crise na América
Latina e o que dela sairá mais fortalecido.

Petrobrás e a crise mundial

Em segundo mandato o governo Lula, mesmo com a crise mundial, tem alto nível de aprovação e consolida o Brasil, interna e externamente. Ao contrário do que eles desejam, o Brasil é citado como um dos países mais seguros aos investimentos nesse cenário de crise. O Brasil tem uma sólida política macroeconomia, um mercado interno potencializado, estabilidade política fortemente fundamentada na democracia.
O Brasil não foi ao FMI se endividar para enfrentar a crise mundial, não deve mais ao fundo e, ao contrário, dele é credor.
No governo Lula, a despeito da oposição algoz, a Petrobras pode aumentar investimentos e alcançou a auto-suficiência em produção de petróleo. Ela bate recordes após de recordes de produção e aumentou seu lucro líquido em 54,5%, passando de R$ 22,1 bilhões em 2007 para R$ 33,9 em 2008.

A Petrobras desempenha papel fundamental no enfrentamento da crise.
Reviu seu Plano de Investimentos no final de 2008 e, além de manter os investimentos previstos, aprovou um aumento de 56% no seu plano qüinqüenal.
A Petrobrás descobriu campos gigantes de petróleo na chamada camada pré-sal. É a maior descoberta mundial dos últimos trinta anos. Por isso, os interesses mundiais, mais do que nunca, voltaram-se para as jazidas brasileiras, mas o Presidente Lula mandou retirar 41 blocos da camada pré-sal que seriam leiloadas na 9ª Rodada de Leilões realizada pela ANP e anunciou que faria um novo marco regulatório para garantir que essa riqueza seja usada em benefícios sociais, aplicada em educação e saúde e em pagamento de dívidas sociais históricas ao povo brasileiro.

A Petrobras e o seu sucesso permanente só não são aceitos nem bem vistos pela oposição ao governo Lula.
O Presidente Sérgio Gabrielli colocou-se à disposição para responder a todos os questionamentos em relação à empresa. Mas a oposição não reconhece a idoneidade da Petrobras, não reconhece a competência do Ministério Público, nem da Polícia Federal.
Não aceita porque o que realmente a interessa é, mais uma vez, atacar a Petrobras, dificultar o acesso ao crédito e atrasar o desenvolvimento do pré-sal, na tentativa de justificar a permanência da legislação atual, a continuação dos leilões de blocos petrolíferos, inclusive nas áreas do pré-sal.
A oposição quer impedir a aprovação de um novo marco regulatório, o restabelecimento do monopólio estatal, o fim dos leilões, o fortalecimento da Petrobrás com controle 100% estatal. E, como tem feito historicamente, ela tenta impedir a independência do Brasil no setor petróleo e, paralisando a Petrobras, tenta também impedir o sucesso que o Brasil vem alcançando no enfrentamento da crise e assim se credenciar para as eleições 2010.

Em suma, o que está por trás da CPI da Petrobras é golpe político do PSDB e do DEM (PFL morto) contra o governo Lula.

A Petrobrás é do povo brasileiro, mais do que nunca agora, que faz tanto sucesso. O povo conhece e reconhece a Petrobras e não permitirá que esse orgulho brasileiro seja afrontado e quebrado. A Petrobras tem que ser mais do povo com a descoberta do pré-sal, mais ainda com um novo marco regulatório, mais ainda com o Governo Lula.

Em defesa da Petrobras. Em defesa da Soberania Nacional. Em defesa do Povo Brasileiro.


Atualizado em ( 26/05/2009 )
Siqueira: “defendemos o retorno da Lei 2.004”

“Primeiramente, é uma honra estar ao lado do professor Ab’Sáber, um dos grandes homens deste país.
O fundamental é que a Petrobrás tenha a incumbência de explorar o pré-sal. Primeiro, porque tem tecnologia.
Segundo, porque investe no Brasil. Se você cria uma nova estatal e segue realizando leilões, é trocar seis por meia dúzia”, afirmou o presidente da Associação dos Engenheiros da Petrobrás (Aepet), Fernando Siqueira, em palestra proferida no Salão Nobre do Instituto de Geociências da USP, na segunda-feira (22/06/09).

O debate “O Petróleo é nosso” foi organizado pelo Centro Paulista de Estudos em Geociências (CEPEGE), Departamento Nacional de Produção Mineral (DNPM) e pelo deputado estadual Adriano Diogo (PT-SP).
O evento contou com a participação de Aziz Ab’Sáber, professor-emérito da Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas da USP; Ildo Sauer, do Instituto de Eletrotécnica e Energia da USP e ex-diretor da Petrobrás; Enzo Nico Jr., do DNPM; e Jorge Hashiro, do Instituto de Geociências da USP.

Sobre a mudança do marco regulatório, determinada pelo presidente Lula após a descoberta de Tupi, Fernando Siqueira argumentou que “a melhor solução, a solução ideal, é entregar a exploração do pré-sal para a Petrobrás e recomprar as ações que foram vendidas na Bolsa de Nova Iorque.
A segunda solução, senão a melhor, mas a possível, seria entregar a exploração para a Petrobrás mesmo sem a compra dessas ações”.

“O pré-sal pode ser o divisor de água do país. Os geólogos da Petrobrás, de forma conservadora, estimam as reservas em 90 bilhões de barris, com possibilidade de chegar a 300 bilhões de barris. Ou a gente realiza esta riqueza e nos transformamos em um país pujante ou as multinacionais levam tudo”, disse Siqueira, que acrescentou: “O pré-sal não tem risco, está inteiramente delineado. Então, a Lei 9.478-97 não faz sentido no pré-sal. Por isso defendemos o retorno da Lei 2.004”.
“Temos que trabalhar da mesma maneira do passado, afirmando que o petróleo é nosso. A palestra do Fernando Siqueira demonstrou que é preciso muita burrice para se desfazer de uma riqueza dessa. Esse tema é de interesse de todos, em especial à geociência, e é preciso colocar a cabeça nessa questão”, disse o professor Ab’Sáber.
“Na década de 50, quando o petróleo era um mero sonho, a sociedade brasileira produziu o maior movimento cívico de nossa história. Agora, que o petróleo é uma realidade, nós temos muito mais motivação para defender essa riqueza que nos pertence”, concluiu Fernando Siqueira.
V.A.
http://www.horadopovo.com.br/

segunda-feira, 25 de maio de 2009

PETROBRAS - O PETRÓLEO DO BRASIL

Apesar de FH, povo brasileiro garantiu o controle estatal sobre a Petrobrás

“A resistência do povo brasileiro à entrega da estatal aos estrangeiros é agora coroada com a auto-suficiência”

(*)NILSON ARAÚJO DE SOUZA

Neste ano, a Petrobrás está comemorando com pompa e gala, como é de direito, a conquista nacional da auto-suficiência do petróleo. A esta altura, cabe relembrar que, depois da sua fundação por Getúlio Vargas, em 1953, um relatório produzido por um engenheiro estadunidense, um certo Mr. Link, havia “concluído” que no Brasil NÃO HAVIA PETRÓLEO.

Era um serviço que prestava às transnacionais petrolíferas. Como a prospecção e a exploração desse importante recurso natural haviam sido reservadas a uma empresa estatal brasileira, não interessava às “7 irmãs” que se descobrisse petróleo no Brasil.

No entanto, depois de muito esforço dos brasileiros e muitos recursos públicos investidos, estamos hoje perto de dois milhões de barris produzidos por dia, garantindo o abastecimento nacional.

Nestes 50 anos de existência, a Petrobrás formou um corpo técnico entre os melhores do mundo, sendo a campeã mundial em tecnologia de prospecção e extração de petróleo em águas profundas. Por essa razão, já ganhou duas vezes o prêmio mundial da categoria.

O domínio público sobre o setor, que antes estava na lei 2004, relatada pelo saudoso Euzébio Rocha, foi erigido a status constitucional em 1988, depois de intensa articulação liderada por Barbosa Lima Sobrinho e da votação favorável de 441 parlamentares e apenas 6 contrários e 7 abstenções.

PRIVATIZAÇÃO

Ironicamente, Fernando Henrique, cujo pai fora o presidente da campanha’ “O petróleo é nosso” em São Paulo, quase jogou pela janela esse esforço que agora se coroa com a auto-suficiência.

Ao mandar para o Congresso Nacional a Proposta de Emenda Constitucional (transformada depois na lei 9478/97) que quebrava o DOMÍNIO PÚBLICO sobre o petróleo, que era exercido pela União através da Petrobrás, pretendia “privatizar” – isto é, DOAR – a empresa petrolífera, como fez com a Companhia Vale do Rio Doce, o sistema Telebrás, boa parte do setor energético.

No entanto, o então relator da PEC no Senado, senador Ronaldo Cunha Lima, respaldado pelo partido majoritário no Congresso, o PMDB, declarou que SÓ FARIA um relatório favorável à quebra do domínio público sobre o petróleo se a Petrobrás NÃO FOSSE “privatizada” e desnacionalizada. Ou seja, ele SÓ CONCORDAVA em abrir o setor para outras empresas se o DOMÍNIO ESTATAL sobre a Petrobrás fosse mantido.

Não fosse isso, o Estado brasileiro, que perdeu o domínio SOBRE PARTE das reservas de petróleo do País, teria também perdido o controle sobre a Petrobrás naquela época.

Sob pressão da sociedade brasileira e do Congresso Nacional, Fernando Henrique comprometeu-se, através de carta enviada ao Senado Federal, a não “privatizar” a empresa.
Só assim, conseguiria SEU INTENTO de aprovar no Congresso a quebra do domínio público sobre o petróleo.

Entretanto, SE DEPENDESSE DELE, teria passado por cima desse compromisso.
Fez tudo o que seu governo pôde fazer para diminuir o peso da União nas ações da Petrobrás. FHC MUDOU O ESTATUTO da empresa em 1999 e, com base nessa mudança, a dividiu em 40 unidades de negócios, que transformaria em subsidiárias para serem “privatizadas”.

Felizmente, seu candidato presidencial PERDEU AS ELEIÇÕES e o governo Lula SUSPENDEU O PROCESSO DE "PRIVATIZAÇÃO".

Mas FHC, também com base nessa mudança estatutária, que fora exigida pelo FMI, AINDA CONSEGUIU VENDER A GRUPOS ESTRANGEIROS, diretamente na bolsa de Nova Iorque (os chamados ADRs – American Deposit Receipts) ou na Bovespa, 39,5% das ações da empresa; desse total, 15,8% correspondiam a ações ordinárias (com direito a voto), que faziam parte dos 20% que “excediam” O TOTAL DAS AÇÕES COM DIREITO A VOTO que garantiam o controle da empresa pela União.

Depois disso, 39,5% das ações da Petrobrás PASSARAM DIRETAMENTE para MÃOS ESTRANGEIRAS e outros 20,6% para mãos de empresas e pessoas físicas brasileiras, boa parte delas podendo ser TESTAS-DE-FERRO de grupos estrangeiros, dando um total de 60,1% fora do controle do Estado brasileiro.

Continuam 39,9% em mãos do governo brasileiro, aí incluindo a participação do BNDESpar (empresas de participações do BNDES), que detém 7,6%.
Mas esse peso de ACIONISTAS PRIVADOS na empresa se deve à sua maior participação nas ações preferenciais, sem direito a voto (ver tabela 2).

Destas, O CAPITAL ESTRANGEIRO participa diretamente de 52,4% do valor total, enquanto as demais pessoas físicas e jurídicas controlam 32,1%, cabendo ao governo federal, através do BNDESpar, 15,5% (ver tabela 2).

Mas, APESAR DESSA FARRA feita pelo governo de Fernando Henrique, a Petrobrás segue sob CONTROLE ACIONÁRIO DO GOVERNO BRASILEIRO, ou seja, segue sendo uma empresa estatal de economia mista.

Pela legislação que regula o mercado de ações, o que define o controle a posse de 50% mais uma ação com direito a voto, isto é, das ações ordinárias.

No caso da empresa petrolífera brasileira, o governo brasileiro detém 57,6% dessas ações (sendo 55,7% pertencentes à União e 1,9% ao BNDESpar).

Das ações com direito a voto, os grupos estrangeiros possuem diretamente 30,2% e demais pessoas físicas e jurídicas, 12,2% (ver tabela ).

Detendo o controle acionário, o governo brasileiro não apenas nomeia os dirigentes da empresa, como também estabelece sua política, ou seja, É O GOVERNO BRASILEIRO QUEM MANDA NA PETROBRAS (ver tabela 1).

AMÉRICA LATINA

É evidente que o fato de possuir um importante peso nas ações com direito a voto da Petrobrás e de contar com 60,1% do conjunto do seu capital social permite ao capital privado, em sua maioria estrangeiro, pressionar para que a empresa, em suas definições, adote critérios puramente empresariais, isto é, que garantam o lucro máximo e, de preferência, o envie para as matrizes dessas transnacionais. Mas a última palavra, isto é, a decisão final sempre cabe ao governo, enquanto acionista majoritário, e este, obviamente, respaldará suas decisões nas suas posições estratégicas. Entre as posições estratégicas do atual governo, que, aliás, reproduz o que se encontra na Constituição brasileira, está a integração da América Latina. A Petrobrás é, cabe relembrar, um dos principais instrumentos do atual governo nesse processo de integração, haja vista a decisão de construir em Recife, em conjunto com a PDVSA, da Venezuela, a Refinaria Abreu e Lima, além do projeto, já aprovado, do gasoduto do sul, que beneficiará a praticamente todos os países da América do Sul.

Não há, portanto, qualquer fundamento nas “informações” veiculadas por certo tipo de imprensa, tanto na Bolívia quanto no Brasil, de que as multinacionais e não o Estado brasileiro é que detêm “o controle da Petrobrás”. Tais “informações” são meras manipulações que visam intrigar nossos países, para dificultar a integração sul-americana.

Na realidade, a luta do povo brasileiro e a resistência do corpo técnico da Petrobrás venceram uma batalha estratégica, ao conseguir manter o controle estatal sobre a empresa, ao longo dos negros anos de FH. A luta para recuperar o terreno perdido e avançar rumo a novas conquistas no setor passou a se dar sobre terreno favorável graças a essa vitória. Tergiversar sobre ela é papel que cabe sob medida apenas aos manipuladores.

*Economista e membro do Secretariado Nacional do Movimento Revolucionário 8 de Outubro-MR8
Fonte(s):
http://www.horadopovo.com.br/2006/maio/2...

terça-feira, 26 de agosto de 2008

ANP E HALLIBURTON E OS LEILÕES DO PETRÓLEO DO BRASIL

ANP e HALLIBURTON e os leilões do petróleo do Brasil. "E agora, José?"

E o tal Contrato com a Halliburton?
A tal Lei do Petróleo feita na época de FHC??
A Lei 9478/97 cancelou a Lei 2004/53 que, além de criar o Monopólio Estatal do Petróleo, da União, PROIBIA A VENDA DE AÇÕES da Petrobrás para ESTRANGEIROS.
Como a Lei 9478 PERMITE ESSA VENDA , FHC vendeu 36% das ações da Petrobrás, que pertenciam à União Federal, na bolsa de Nova Iorque, por cerca de US$ 5 bilhões.
Hoje elas valem mais de 120 bilhões;
b) Os artigos 3º e 21 desta Lei dizem que as jazidas e o produto da lavra do petróleo pertencem à União Federal, obedecendo à Constituição.
Ocorre que o artigo 26 dessa lei, inconstitucional, dá à Petrobrás, e às demais concessionárias, em sua maioria estrangeiras, a propriedade do petróleo que produzirem nas reservas de sua concessão.
Isto FERE o artigo 177 da Constituição, podendo resultar num patrimônio para os acionistas da Petrobrás, estrangeiros, em sua maioria, da ordem de trilhões de dólares que eles NÃO PAGARAM PARA OBTER.
É inconcebível um que um país necessitado abra mão de tamanha riqueza, mormente considerando-se que ele tem 60 milhões de miseráveis.
A ANP (Agência Nacional do Petróleo) é a substituta do Conselho Nacional do Petróleo e é necessária para regular o Setor.
Mas tem que ser revista.
Ela está MAL POSICIONADA e MAL COMANDADA.
No início, foi dirigida por David Zilbertstajn, enquanto GENRO de FHC.
Ele, na ânsia de ENTREGAR LOGO as áreas para empresas estrangeiras, estabeleceu blocos com tamanhos 220 vezes maiores do que os blocos leiloados no Golfo do México.
Hoje, a ANP tem um diretor que VEIO da Halliburton (era diretor em Angola), e que está COMANDANDO os leilões.
No 8º leilão ele criou limitações absurdas para a Petrobras.
Fizemos ações judiciais para anulá-lo.
A ANP está exercendo funções que cabem ao MME e a CNPE.
O seu diretor Geral, Haroldo Lima, foi, durante 60 anos, um nacionalista histórico e um grande defensor da Petrobrás.
Nomeado para a ANP, sob a influência dos lobbies internacionais, ele deu uma guinada de 180º e é hoje um ENTREGUISTA empedernido.
Isto revela como é perigoso para o País deixar o comando da regulação nas mãos de poucos.
A vulnerabilidade é enorme.
LEIAM TAMBÉM:
-"Movimento vai radicalizar se governo leiloar petróleo"
Em entrevista, o Antonio Carlos Spis, da Executiva da CUT, ressalta que um amplo leque da esquerda – da CUT à Conlutas – está unido para RESISTIR aos leilões da ANP
Quando o governo diz que a culpa pelos leilões é da ANP e a ANP culpa o governo, é um jogo de empurra.
Esse crime de lesa-pátria é responsabilidade do governo Lula, assim como era do governo FHC, Collor.
Todos os governos que trouxeram políticas neoliberais, privatistas, são entreguistas.
Nesse aspecto, pelo cenário atual de grandes conquistas da Petrobras, se aprofunda ainda mais a distorção em relação à defesa do patrimônio e da soberania.
Vemos agora, com o exemplo dos cinco anos da guerra do Iraque, quais são os objetivos do Bu$h.
Quem não tem petróleo, tenta abocanhar com guerra e quem tem, procura preservá-lo.
É inadmissível a gente ver o governo brasileiro entregando as reservas de petróleo, principalmente num momento em que se divulga grandes conquistas.
Gente, por ser muito extenso eu passo o link para vocês lerem e relerem pois a coisa é séria:

sábado, 23 de agosto de 2008

O PETRÓLEO É NOSSO

O que me dizem em relação a essa parte da entrevista?

Internacionalização foi lucrativa para as empresas multinacionais...
...a partir da posse do presidente Fernando Henrique
Siqueira - Em 1995, já como presidente da República o sr FHC ressuscitou o emendão do governo Collor e enviou ao congresso a proposta de modificação da Constituição em 5 assuntos da ordem econômica.
Entre eles, propunha a quebra do monopólio estatal do petróleo.
Com barganhas, pressões, chantagens e outros artifícios, conseguiu o seu intento depois de 42 anos de tentativas das multinacionais.
Em 1997, FHC (FERNANDO HENRIQUE CARDOSO) conseguiu aprovar o projeto de lei por ele enviado para regulamentar a mudança constitucional - A NOVA LEI DO PETRÓLEO (número 9478/97).
Nessa lei, foram inseridos vários artigos que ferem a Constituição e se prestam a facilitar a privatização/desnacionalização da Petrobras.
O ARTIGO 26 dá às empresas que produzirem o petróleo a propriedade dele.
O ARTIGO 60 permite que o petróleo seja exportado.
O ARTIGO 64 permite criar subsidiárias e privatizá-las.
No ano 1997, além de ter aprovado a quebra do monopólio estatal, FHC reduziu drasticamente os investimentos e colocou em marcha um plano de desmonte da empresa.
Dos 5 mil fornecedores criados pela empresa, 4.995 desapareceram depois de FHC ter aprovado a incorporação das fornecedoras multinacionais.
O sucateamento da Petrobras também causou grandes tragédias como o afundamento da plataforma P-36 e desastres ambientais, como os vazamentos de óleo no Paraná, em 2000, e na baía de Guanabara, em 2001.

O lema Petróleo é Nosso virou o grande mote da criação da Petrobras.
Porém, desde a sua fundação ela vem sendo perseguida.
No mesmo mês em que ela foi fundada, através da lei 2004, tornou-se um monopólio estatal.
O senador Assis Chateaubriand, de imediato, apresentou um projeto de lei para mudar a Lei 2004.
Havia a pressão da MULTINACIONAL Esso do Brasil, que fazia uma campanha enorme CONTRA a criação da estatal por "ESTAR DE OLHO" nas nossas reservas, só que durante mais de 70 anos O SOLO BRASILEIRO esteve À DISPOSIÇÃO dessas empresas e ELAS NÃO EXPLORARAM.
Mais tarde, quando foi aberto o contrato de risco na bacia de Campos, as grandes empresas estrangeiras assinaram 243 contratos, MAS NÃO QUISERAM EXPLORAR porque o risco era muito grande, pois teriam que desenvolver a tecnologia em PERFURAÇÃO em águas profundas; então a Petrobras INVESTIU US$ 50 bilhões, DESENVOLVEU a tecnologia e ACABOU DESCOBRINDO PETRÓLEO.
Mas, lamentavelmente, o FHC (Fernando Henrique Cardoso), ao abrir a economia através do Decreto Repetro, que ISENTA AS EMPRESAS ESTRANGEIRAS do imposto de importação (II) e NÂO ISENTA AS EMPRESAS NACIONAIS, ocasionou a falência de várias empresas nacionais.
De cinco mil empresas, mais de quatro mil foram FECHADAS OU VENDIDAS à EMPRESAS ESTRANGEIRAS.
A primeira tentativa da QUEBRA DO MONOPÓLIO foi feita em 1993, no governo Itamar Franco.
Porém, ele PERMITIU que os empregados das estatais fossem a Brasília conversar com os deputados e fornecer dados concretos sobre as atividades de cada empresa.
Os deputados não tiveram coragem de quebrar o monopólio.
Fizemos um trabalho de levá-los para visitar as instalações da Petrobras.
Ficaram maravilhados com o que viram nas instalações na Bacia de Campos.
A visão que os deputados tinham da estatal era produzida pela informação obtida através da mídia, que NESSA ÉPOCA fazia uma campanha enorme CONTRA O MONOPÓLIO.
Quando chegou o GOVERNO FHC, a primeira coisa que ele fez foi PROIBIR os funcionários das estatais de irem a Brasília para conversar com os deputados.
Criou o Decreto 2.503, em 25/02/1995, no qual criava um Serviço de Informação e Apoio Legislativo (Sial); tratava-se de um SERVIÇO DE INTELIGÊNCIA, que VIGIAVA e INFORMAVA se havia algum funcionário de estatal CONVERSANDO com algum deputado.
O governo FHC mexeu no art. 177 da Constituição para QUEBRAR O MONOPÓLIO ESTATAL DO PETRÓLEO.
O art. 26 da lei de regulamentação é CLARO quando diz: A EMPRESA QUE PRODUZIR PETRÓLEO SE TORNA DONA DELE.
O art. 60 dessa mesma lei 9.478, permite a exportação do produto.
Então as áreas em que a Petrobras investiu na Bacia de Campos, agora estão sendo VENDIDAS, LEILOADAS POR PREÇOS IRRISÓRIOS.
Algumas áreas foram VENDIDAS COM ÁGIO de 53 mil % - foram OFERTADAS por US$ 100 mil e COMPRADAS por US$ 137 milhões, mostrando que foram OFERECIDAS por preços absolutamente irreais.
Comentários:
Faltou incluir nesse rol de falcatruas para beneficiar empresas estrangeiras o fato que a intenção do governo FHC era privatizar a Petrobrás por inteiro. Até a mudança do nome para Petrobrax já estava sendo cogitada (alguém ainda lembra?)..O FHC só não foi adiante pela manifestação contrária da opinião pública e pela revolta da base governista no Congresso Nacional.Mesmo assim, ele vendeu um grande número de ações na Bolsa de New York, numa manobra sórdida (um dia eu conto porque assisti), do então Presidente do Congresso Nacional, Antonio Carlos Magalhães (Que o diabo o tenha).O governo ficou apenas com o suficiente para manter o controle administrativo da empresa, pouco mais de 51% das ações com direito a voto. Antes, a participação do governo girava em torno dos 75%.Essa queda da participação governamental nos resultados da Petrobrás é que esta levando o governo a propor a criação de uma nova empresa para explorar o petróleo no chamado pré-sal da Bacia de Santos.Hoje, o governo fica com apenas 40% dos resultados da Petrobrás e com uma nova empresa, sua parte subiria para 90,4% segundo especialistas. 84% na nova empresa (média mundial), com mais 6,4% da Petrobrás.Lembremo-nos que a privatização (que eu chamaria de internacionalização) das nossas estatais foram feitas a toque de caixa e esta ai a Vale do Rio Doce como ótimo exemplo, porque o pais precisava desesperadamente de dólares para pagar os juros da Dívida IExterna e não havia entradas de capital nem em investimentos diretos (o país não crescia) nem de exportações (câmbio supervalorizado).O país só não quebrava de vez porque o FMI nos socorria de tempos em tempos, claro, fazendo inúmeras exigências.Cansamos de ver equipes do FMI vindo xeretar nossas contas e dar novas instruções a nossa equipe econômica.Alguém ainda se lembra do Sr. Pedro Malan viajando para a séde do FMI em NY, levando na pasta a Lei de Responsabilidade Fiscal, antes mesmo dela ter sido aprovada no Congresso Nacional em total desprezo pelos nossos políticos (eles sabiam com quem estavam lidando).Por isso, o Lula na primeira oportunidade pagou o que o Brasil devia ao FMI e ao Banco Mundial, para nos livrar dessa canga vexaminosa a cada 3 meses.Hoje o pais sofre com o volume de dólares que são enviados ao exterior a título de remessas de lucros e dividendos das filiais que se instalaram aqui. Qualquer queda nas nossas exportações, independente do motivo, vai colocar o pais em situação difícil.Pena que o povo tem memória curta e ainda acredita nesses entreguistas da riqueza pública, deveriam estar todos presos por lesa-pátria.Um abraço!!!

GOVERNO LULA TIRA DE LEILÃO ÁREAS PETROLÍFERAS PERTO DO PRÉ-SAL

Governo Lula tira de leilão áreas petrolíferas perto do pré-sal.
Boas novas?

O governo decidiu que retomará os leilões de concessões de exploração de petróleo só nas áreas localizadas em terra e em águas rasas, deixando de fora toda a camada pré-sal e as áreas próximas.
Toda a região em volta do pré-sal não será leiloada até que sejam definidas as novas regras de exploração de petróleo no país, que voltaram a ser discutidas pelo Planalto.
O Ministério de Minas e Energia vai propor no dia 22 de agosto ao CNPE (Conselho Nacional de Política Energética) a retomada das rodadas de leilões.
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva defendeu a reforma na lei do petróleo e disse querer que os lucros com a exploração do produto nas reservas na camada pré-sal sejam usados para "resolver definitivamente os problemas da educação".
Lula ainda ressaltou (veja íntegra, para assinantes) que não deseja que os lucros fiquem "na mão de meia dúzia de empresas".
"Esse patrimônio que está a 6.000 metros de profundidade é da União, de 190 milhões de brasileiros".

A HALLIBURTON E O PETRÓLEO BRASILEIRO

A Halliburton e o nosso petróleo
É muito grave a denúncia da Associação dos Engenheiros da Petrobras: quem detém todas as informações técnicas do potencial brasileiro dos combustíveis fósseis é a Halliburton – a empresa de Dick Cheney – envolvida em NEGÓCIOS ESCUSOS nos Estados Unidos e em sua AVENTURA BÉLICA NO IRAQUE, por intermédio da Landmark Digital and Solutions.
Ela administra o banco de dados da Petrobras, SEM LICITAÇÃO, não obstante a Procuradoria-Geral da República ter exigido o processo, ainda em 2004.
A empresa PLANTOU um seu funcionário, o senhor Nelson Narciso, que a representava em Angola, como diretor da Agência Nacional do Petróleo.
Entre outras de suas funções, o senhor Narciso é quem define os blocos a serem licitados, que DEVE SER DECISÃO ESTRATÉGICA de interesse nacional.
Entendamos bem: a multinacional administra as informações e, mediante seu preposto na ANP, define as áreas a serem exploradas.
A lei 9.478, de 1997, determina que a Petrobras e as outras empresas encaminhem suas informações técnicas à Agência Nacional de Petróleo, responsável pelo banco de dados das reservas e operações extrativas do petróleo.
A ANP, sem licitação, contratou a subsidiária da Halliburton para fazê-lo.
A Halliburton é a mais conhecida das empresas CORRUPTORAS do mundo, e mantém 130 empresas subsidiárias fora dos Estados Unidos, o que lhe PERMITE FRAUDES costumeiras.
Corrompe nos Estados Unidos, em seus contratos com o governo, e no estrangeiro.
Em maio de 2003, ela foi multada em U$ 2,4 milhões, pela Security Exchange Comission, por SUBORNAR funcionário da Nigéria.
A entrega dos SEGREDOS geológicos nacionais a uma empresa estrangeira – e com a ficha da Halliburton – se tornou possível com a política nacional do petróleo do GOVERNO SOCIAL-DEMOCRATA que escancarou o Brasil entre 1995 e 2003.
O governo Vargas – com todos os seus imensos erros – teve o mérito de criar um projeto nacional de desenvolvimento fundado em nossos recursos naturais.
Depois de mais de quatro séculos de EXPLORAÇÃO colonial e neocolonial, chegara o tempo de – com o trabalho e a inteligência dos brasileiros – explorar os recursos do solo e subsolo, a fim de libertar a população da ignorância, das doenças e da miséria.
Mas o GOVERNO PASSADO decidiu sepultar a era Vargas, e ENTREGAR TUDO AOS ESTRANGEIROS!!!!!!!
O GOVERNO PASSADO, com a cumplicidade do CONGRESSO, AUTORIZOU A VENDA de 40% das AÇÕES da Petrobras a investidores estrangeiros.
Isso, na época, representava 2 bilhões de dólares.
Com o aumento dos preços do petróleo e a descoberta das grandes reservas, essa participação se elevou a 120 bilhões, segundo os cálculos do engenheiro Fernando Siqueira. As remessas de lucros referentes ao petróleo são de 6 bilhões de dólares ao ano – o que contribui para o DÉFICIT externo.
Além disso, em quase todos os países produtores de petróleo, as empresas ESTRANGEIRAS concessionárias pagam mais de 80% de seus lucros ao Estado.
No Brasil, POR GENEROSIDADE DO GOVERNO ANTERIOR, essa participação, variável, é, no máximo, de 40%.
Estuda-se agora o novo marco regulatório sobre a exploração do petróleo do pré-sal, que – mesmo com todas as violações constitucionais – continua PROPRIEDADE DA UNIÃO.
Trata-se de recursos que poderão resolver os mais graves problemas nacionais, como os da SAÚDE e da EDUCAÇÃO.
Só no Rio de Janeiro, há mais 20 mil pessoas na fila aguardando medicamentos fornecidos pelo governo.
Dados do alistamento eleitoral, por outro lado, revelam que menos de 3,5% do universo dos aptos a votar em outubro concluíram o curso universitário.
Se os LUCROS DO PETRÓLEO fossem utilizados no benefício de todo o povo brasileiro, não teríamos mais números assim para nos envergonhar.
Mas, mesmo nos meios ministeriais, encarregados de propor ao governo a nova política para a exploração das novas reservas, há os que deixam de lado o interesse nacional.
O caminho mais lógico será o de RETER, para o desenvolvimento social (educação, saneamento básico, saúde pública) pelo menos o que retêm outros países produtores: 80% dos resultados da exploração.
O melhor será a CRIAÇÃO DE NOVA EMPRESA, de capital TOTALMENTE NACIONAL E INALIENÁVEL, para explorar diretamente as NOVAS RESERVAS.
A era Vargas acabou?
Voltemos a ela.