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sexta-feira, 30 de outubro de 2009

QUE A INJUSTIÇA NÃO ME SEJA INDIFERENTE...

Eu só peço a Deus...

"Que a morte não me encontre um dia solitária sem ter feito o que eu queria"
"Que a injustiça não me seja indiferente pois não posso dar a outra face se já fui machucada brutalmente"
"Que a guerra não me seja indiferente... é um monstro grande, pisa forte... toda pobre inocência dessa gente..."
"Que a mentira não me seja indiferente... se um só traidor tem mais poder que um povo... que esse povo não esqueça facilmente"
"Que o futuro não me seja indiferente... SEM TER QUE FUGIR DESENGANADA... PARA VIVER UMA CULTURA DIFERENTE"

quarta-feira, 7 de outubro de 2009

HOMENAGEM ÀS CRIANÇAS DO MUNDO - OUTUBRO - MES DAS CRIANÇAS



recados para orkut


Dizes que sou o futuro,


Não me desampares no presente.


Dizes que sou a esperança da paz,


Não me induzas à guerra.


Dizes que sou a promessa do bem,


Não me confies ao mal.


Dizes que sou a luz dos teus olhos,


Não me abandones ás trevas.


Não espero somente o teu pão,


Dá-me luz e entendimento.


Não desejo tão só a festa do teu carinho,


Suplico-te amor com que me eduques


Não te rogo apenas brinquedos,


Peço-te bons exemplos e boas palavras.


Não sou simples ornamento de teu carinho,


Sou alguém que te bate à porta em nome de Deus.


Ensina-me o trabalho e a humildade, o devotamento e o perdão.


Compadece-te de mim e orienta-me para o que seja bom e justo.


Corrija-me enquanto é tempo, ainda que eu sofra...


Ajude-me hoje para que amanhã eu não te faça chorar.


A message from the children of Palestine



Let Me Die! - A Poem About A Palestinian Child

O mundo será julgado pelas crianças. O espírito da infância julgará o mundo.

Ainda há gente que não sabe, quando se levanta, de onde virá a próxima refeição e há crianças com fome que choram.


Crianças são esquecidas, deixadas pela razão da ignorância, deixando de viver para apenas sobreviver sobre os cacos de uma sociedade fria...


Não é o sofrimento das crianças que se torna revoltante em si mesmo,
mas sim que nada justifica tal sofrimento.
Os adultos muitas vezes ignoram as crianças, porque elas buscam a verdade;
enquanto eles fogem dela.
Trezentos milhões de crianças “passam hoje fome em todo o mundo.
O dia das crianças não pode ser apenas poesia por um dia.
Esse vídeo é impressionante.
Espero que após o assistir , você trate melhor as crianças ao seu redor.
Disse uma vez um grande homem: "O mundo é das crianças".
"" O QUE DAMOS AOS POBRES É O QUE RECEBEMOS QUANDO MORREMOS ""
Se esse vídeo conseguir despertar em você vontade de fazer uma boa ação,
já terá valido a pena tê-lo mantido no meu espaço.
Deus te abençoe .


O homem como sempre criando abismos e quem mais sofrem com isso são os nossos pequenos anjos.
Percebemos o quanto milhares de nossas crianças estão carentes de bons exemplos; o quanto aproveitam o que lhes é oferecido, sem que tenham chance de se defender.  

Assistam e reflitam sobre o futuro que queremos para esses Pequeninos, veja o que você está fazendo para isso...





Saiba quais são as etapas e exigências para adotar uma criança
Primeiro passo é procurar a Vara da Infância e Juventude.
Pais precisam entender que adoção é para ajudar a criança, não o casal.

Se você quer adotar uma criança, é bom estar preparado e ter uma coisa em mente: a adoção é para resolver o problema da criança e não o seu. Por isso, é preciso disposição, paciência e uma boa dose de amor e carinho. Isso é por sua conta. O resto, o G1 explica agora como fazer.

Veja o especial Dia das Crianças

O juiz titular da Vara da Infância e Juventude da Lapa, em São Paulo (SP), e coordenador da Infância e Juventude do Tribunal de Justiça de São Paulo Reinaldo Cintra Torres de Carvalho explicou o processo de adoção, passo a passo.

Para o promotor de Justiça aposentado e especialista em adoção Wilson Donizeti Liberati, os pais precisam ficar atentos e pensar bem no porquê querem adotar.

“A criança tem o direito a uma família, não são os pais que têm direito a filhos. Uma adoção não vai resolver a situação de um casal com problemas conjugais, por exemplo”, afirma.

Quem quer adotar precisa saber que vai ter que passar e ser aprovado por uma série de análises de especialistas da Vara da Infância. “Algumas pessoas têm uma dificuldade muito grande para serem avaliadas. Elas acham que o simples fato de quererem ser pais é suficiente, não aceitam as avaliações”, afirma Torres de Carvalho.




saiba mais

Falta de estrutura do Judiciário ameaça nova lei da adoção, dizem magistrados

 Entenda mais sobre a nova lei de adoção Lula sanciona nova Lei Nacional da Adoção
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Se você pensou bem e está preparado, confira agora o que acontece em um processo normal de adoção:

Quem pode adotar:

- Qualquer pessoa maior de 18 anos independente de seu estado civil. Os pais adotivos precisam ser no mínimo 16 anos mais velhos que o adotado.

10 passos para adotar:

1) O primeiro passo é procurar a Vara de Infância e Juventude mais perto de sua casa e entrar com um pedido de adoção. “Não é preciso advogado e é tudo de graça”, afirma o juiz Torres de Carvalho.

2) Após a entrada do pedido, você será encaminhado para o setor técnico da Vara, onde assistirá palestras de orientação sobre a documentação e os cuidados necessários.

3) Os futuros pais considerados aptos são encaminhados para entrevistas com psicólogos e assistentes sociais. Os considerados não-preparados recebem o contato de grupos de apoio para pretendentes à adoção.

4) Nas entrevistas, os pais são avaliados. Nessa fase, a casa dos adotantes também deve ser visitada por assistentes sociais.

5) O setor elabora um parecer técnico sobre as condições da futura família, que vai ao Ministério Público. O Ministério Público analisa o caso e faz o seu próprio parecer. O processo todo é encaminhado ao juiz da Vara.

6) O juiz decide se os pais estão habilitados para a adoção. Se estiverem, seu registro vai para o Cadastro Nacional de Adoção. Se não estiverem, eles podem recorrer à decisão.

7) Depois dos pais estarem devidamente cadastrados, o juiz vai ver quais crianças ele tem disponível para adoção que correspondem ao perfil especificado. “O principal cuidado é encontrar uma família que seja adequada à criança”, afirma Carvalho. Quanto menos exigências o casal fizer, mais rápida é essa fase.

8) Se os pais concordam com a sugestão do juiz, começa a fase de “aproximação”. A criança começa a ser preparada no abrigo para conhecer a família. A família são informados sobre a história da criança.

9) Os pais conhecem a criança gradativamente. Primeiro, vêem de longe. Depois, conhecem dentro de um grupo. Após algumas visitas, levam a criança para passear. Mais tarde, para dormir na casa da família. Assistentes sociais e psicólogos acompanham o processo.

10) Se tudo der certo, os pais recebem a guarda da criança por um "período de convivência”. A Vara e o abrigo acompanham tudo. Quando a nova família for considerada “estável”, a adoção é formalizada e a criança é considerada filha, com todos os direitos de um filho biológico.

De acordo com o juiz, é impossível precisar o tempo que o processo leva. “Varia de casal para casal, de caso para caso”, afirma.

A maioria quer uma criança de até três anos, branca, sem irmãos. Isso já elimina 90% do meu cadastro” "
Segundo ele, a parte mais demorada é a espera por uma criança – mas isso acontece não por falta de opções.

“Normalmente, o casal tem um sonho. E na grande maioria das vezes esse sonho é só um sonho. A maioria quer uma criança de até três anos, branca, sem irmãos. Isso já elimina 90% do meu cadastro”, explica Torres de Carvalho.

“Mesmo entre as pessoas que têm um perfil mais aberto é difícil. Há casos de pais para quem não importa o sexo da criança, nem a idade, nem a cor e ainda assim eles têm que esperar por que geralmente ninguém quer uma criança com um histórico de violência”, afirma ele. “As crianças que vão para adoção não fizeram pré-Natal no Einstein. São crianças que foram abandonadas e estão traumatizadas.”

Para Liberati, os pais adotivos precisam estar preparados por que sua missão é “resolver o problema da criança”. “Essa criança provavelmente veio de um ambiente difícil. O trabalho dos pais será consertar isso. Não é fácil”, afirma.

Adoção dirigida

O juiz Reinaldo Cintra Torres de Carvalho explica também que é crime de falsidade ideológica “adotar” uma criança simplesmente a registrando como se fosse sua. “Essa é uma prática que diminuiu muito devido às medidas tomadas para inibir o registro fora das maternidades, mas ainda existe. É bom lembrar que isso é crime”, afirma.

Adotar uma criança já conhecida é possível, mas precisa obedecer algumas regras. A chamada “adoção dirigida” só é permitida pelo juiz caso seja comprovado um “vínculo afetivo” entre os pais biológicos e os potenciais pais adotivos. “Por exemplo, se for um parente, um padrinho ou um amigo comprovadamente de muitos anos”, afirma.

Entrega para adoção

Quem quer entregar uma criança para adoção, por qualquer motivo, também deve procurar a Vara da Infância. “Quem não tem condições ou não quer, por qualquer motivo, criar uma criança não só pode, como deve, procurar a Vara. Lá, essa mãe vai receber todo o apoio necessário. A Vara vai tentar ajudar a situação para que a família permaneça unida, mas se isso não for possível, vai receber a criança da melhor maneira possível”, explica.

Leia mais notícias do Dia das Crianças

Vamos começar aqui uma corrente para que Deus permita que nossos Pequenos Guerreiros não percam a LUZ e nem o BRILHO no olhar, mesmo sabendo que muitas coisas que eles vêem no mundo escurecerão seus olhos.

quinta-feira, 25 de dezembro de 2008

DESEJOS DE NATAL


Que neste Natal,

eu possa lembrar dos que vivem em guerra,

e fazer por eles uma prece de paz.
Que eu possa lembrar dos que odeiam,

e fazer por eles uma prece de amor.
Que eu possa perdoar a todos que me magoaram,

e fazer por eles uma prece de perdão.
Que eu lembre dos desesperados,

e faça por eles uma prece de esperança.
Que eu esqueça as tristezas do ano que termina,

e faça uma prece de alegria.
Que eu possa
acreditar que o mundo ainda pode ser melhor,

e faça por ele uma prece de fé.
Obrigada Senhor

Por ter alimento,

quando tantos passam o ano com fome.
Por ter saúde,

quando tantos sofrem neste momento.
Por ter um lar,

quando tantos dormem nas ruas.
Por ser feliz,

quando tantos choram na solidão.
Por ter amor,

quantos tantos vivem no ódio.
Pela minha paz,

quando tantos vivem o horror da guerra.
Feliz Natal e um Ano Novo cheio

de paz para você

e para aqueles a quem ama!
Autoria: Vilgarte Larsen





domingo, 28 de setembro de 2008

BASTA DE IMPERIALISMO, INTERVENCIONISMO E TERRORISMO

Basta de imperialismo, intervencionismo e colonianismo, não é mesmo?

Esse Homem tem meu voto!
Pela PAZ!
Pela SOBERANIA DOS POVOS!
BASTA DE IMPERIALISMO!
BASTA DE INTERVENCIONISMO!
BASTA DE TERRORISMO!
El pueblo unido jamás será vencido!!!!!!
Evo Morales na ONU: “Embaixada dos EUA conspirou com terroristas”
“Esta Assembléia está sendo realizada no momento em que a REBELIÃO DOS POVOS percorre o MUNDO todo”, afirmou o Presidente da Bolívia.
“Desde o Sul brota a MENSAGEM para SALVAR O PLANETA, a HUMANIDADE e a VIDA.Esta Assembléia está sendo realizada no momento em que a rebelião dos povos percorre o mundo todo”, afirmou o presidente Evo Morales, em firme pronunciamento CONTRA A GUERRA, o INTERVENCIONISMO e o TERRORISMO, durante a 63ª Sessão da Assembléia Geral das Nações Unidas, em Nova Iorque, na terça-feira, dia 23.
“Temos de construir um NOVO MUNDO SEM IMPERIALISMO NEM COLONIALISMO", disse, DEFENDENDO A SOBERANIA DOS POVOS, a PAZ, numa nova situação de maior EQUIDADE na DISTRIBUIÇÃO DE RIQUEZAS".
Evo EXIGIU ao governo de George Bush “retirar as tropas que mantém no IRAQUE, pois se ele não o faz, será o povo desse país que o expulsará”.
Esclareceu que na nova Constituição de seu país, que deve ser referendada pela população, esse princípio está consagrado “porque OS POVOS NÃO QUEREM GUERRAS, NEM INTERVENÇÕES. Na Bolívia, NÃO PERMITIREMOS BASES MILITARES DE QUALQUER PAÍS DENTRO DO NOSSO TERRITÓRIO”.
UNASUL
O presidente boliviano DENUNCIOU as ações terroristas de grupos que tentaram um “golpe civil” contra seu governo, “tentativa derrotada pela consciência do povo e pelo apoio dos países que formam a União de Nações Sul-Americanas, UNASUL”.
Relatou que havia escutado com atenção o discurso de George Bush nessa mesma sala, poucas horas antes.
“O presidente dos Estados Unidos condena o terrorismo. Porém, na Bolívia, os grupos da direita fascista e racista matam crianças e gente inocente, incendeiam gasodutos, bloqueiam as válvulas para exportar gás ao Brasil a à Argentina, e o governo norte-americano, através de sua embaixada, não condena esses ATOS REALMENTE TERRORISTAS. Eles é que são os principais aliados dessa campanha. O PRINCIPAL CONSPIRADOR CONTRA O NOSSO GOVERNO foi o embaixador dos EUA em La Paz, Philip Goldberg”, frisou, referindo-se ao agente do Departamento de Estado que recentemente EXPULSOU pela sua relação com o GOLPISMO.
Evo Morales lembrou que quando chegou ao governo encontrou um ESCRITÓRIO DA CIA no Palácio do Quemado.
Em 2005, enviados de Washington começaram a desmantelar armas das Forças Armadas e pretendiam controlar os militares com uma força especial de “luta contra o terrorismo”, preparada para liquidar dirigentes sociais antiimpe-rialistas.
“O governo norte-americano auto-proclamado polícia mundial contra o terrorismo NADA DIZ sobre os autonomistas terroristas. A partir de 14 e 15 de agosto, grupos conservadores começam a armar um golpe de Estado civil contra o governo. A coordenadoria da direita IMPEDE que as autoridades cheguem a quatro regiões do país, ataca o comando regional da polícia em Santa Cruz, BLOQUEIA caminhos para deixar sem alimentos as populações, CERCA instalações petroleiras, SABOTA as exportações de gás. TOMARAM 75 dependências do governo nacional, CALARAM o rádio e a televisão do Estado... A América Latina inteira CONDENOU O TERRORISMO, mas os Estados Unidos NÃO SE PRONUNCIOU”, disse.
Manifestou que na Bolívia os trabalhadores se levantaram contra os sistemas econômicos que só PRIVATIZARAM os recursos naturais e que geraram o SAQUEIO permanente. Assinalou também que as políticas PRIVATIZADORAS vindas do Banco Mundial e do Fundo Monetário Internacional, não trouxeram NENHUMA SOLUÇÃO para as maiorias.
LEVANTE
“É uma luta histórica de nossos povos. Não acredito que possa haver PAZ com capitalismo. Há um LEVANTE GERAL DOS POVOS contra a miséria, a pobreza, as privatizações. Trabalhemos juntos e acompanhemos as lutas de nossos povos”, concluiu.
Os países da América Latina expressaram seu RESPALDO ao presidente Evo Morales, SAUDANDO-O pelo seu pronunciamento na 63ª Assembléia Geral das Nações Unidas, e pela VITÓRIA obtida no referendo do passado 10 de agosto.
A SOLIDARIEDADE foi expressa de forma UNÂNIME em café da manhã, na quarta-feira, dia 24, que ofereceu o presidente da Assembléia Geral das Nações Unidas, o nicaragüense Miguel D’Escoto, na sede da ONU, em homenagem ao mandatário boliviano.
Os representantes dos governos da América Latina participaram do ato.

sábado, 13 de setembro de 2008

OS EXTRATERRESTES NA AMÉRICA

Este mundo é um mistério
por Eduardo Galeano


Um grupo de extraterrestres visitou recentemente o nosso planeta. Eles queriam conhecer-nos, por pura curiosidade ou quem sabe com ocultas intenções. Os extraterrestres começaram onde tinham que começar. Iniciaram sua exploração estudando o país que é o número um em tudo, número um até nas linhas telefónicas internacionais: o poder obedecido, o paraíso invejado, o modelo que o mundo inteiro imita. Começaram por aí, tentando entender o manda-mais para depois entender todos os demais. Chegaram em tempo de eleições. Os cidadãos acabavam de votar e o prolongado acontecimento havia mantido todo o mundo em suspenso, como se se houvesse eleito o presidente do planeta. A delegação extraterrestre foi recebida pelo presidente cessante. A entrevista foi no Salão Oval da Casa Branca, agora reservado exclusivamente aos visitantes do espaço sideral para evitar escândalos. O homem que estava a concluir o seu mandato respondeu, sorrindo, às perguntas. Os extraterrestres queriam saber se no país vigorava um sistema de partido único, porque eles só haviam ouvido dois candidatos na televisão, e ambos diziam o mesmo. Mas tinham, também outras inquietações:
Por que demoraram mais de um mês para contar os votos?
Aceitariam os senhores a nossa ajuda para superar este atraso tecnológico?
Por que sempre vota apenas a metade da população adulta?
Por que a outra metade nunca se dá a esse trabalho?
Por que ganha o que chega em segundo lugar?
Por que perde o candidato que tem 328 696 votos de vantagem?
Não é a democracia o governo da maioria?
E outro enigma os preocupava:
Por que os outros países aceitam que este país os examine quanto à democracia, lhes dite normas e lhes fiscalize as eleições?
Será porque este país os castiga quando não se portam como devem?
As respostas deixaram-nos ainda mais perplexos. Mas continuaram a perguntar.
Aos geógrafos: Por que se chama América este país que é um dentre muitos do continente americano?
Aos dirigentes desportivos: Por que se chama Campeonato Mundial ("World Series") o torneio nacional de beisebol?
Aos chefes militares: Por que o Ministério da Guerra se chama Secretaria da Defesa, num país que nunca foi bombardeado nem invadido por ninguém?
Aos sociólogos: Por que uma sociedade tão livre tem a maior quantidade de presos no mundo?
Aos psicólogos: "Por que uma sociedade tão sadia ingere a metade dos psicofármacos que o planeta fabrica?
Aos dietistas: "Por que tem a maior quantidade de obesos este país que dita o menu dos demais países?
Se os extraterrestres fossem simples terrestres, esta absurda bateria de perguntas teria acabado mal. No melhor dos casos, teriam batido com a porta nas suas caras. Toda tolerância tem limites. Mas eles continuaram a bisbilhotar, sem qualquer suspeita de impertinência, má educação ou azedume.
E perguntaram aos estrategistas da política externa: Se os senhores estão ameaçados por inimigos terroristas, como o Iraque, o Irã e a Líbia, porque votaram junto com o Iraque, o Irã e a Líbia contra a criação do Tribunal Penal Internacional, criado para castigar o terrorismo?
E também quiseram saber: Se os senhores têm aqui, muito perto, uma ilha onde estão à vista os horrores do inferno comunista, por que não organizam excursões ao invés de proibir as viagens?
E aos que firmaram o tratado de livre comércio: Se agora a fronteira com o México está aberta, por que morre mais de um trabalhador braçal por dia tentando atravessá-la?
E aos especialistas em direito trabalhista: Por que a MacDonald's e a Wal-Mart proíbem os sindicatos aqui e em todos os países onde operam?
E aos economistas: "Por que, se a economia duplicou nos últimos vinte anos, a maioria dos trabalhadores ganha menos que antes e trabalha mais horas?
Ninguém negava resposta a estes seres estranhos, que continuavam com os seus disparates.
E perguntavam aos responsáveis pela saúde pública: Por que proíbem que as pessoas fumem, quando os automóveis e as fábricas fumam livremente?
E ao general que dirige a guerra contra as drogas: Por que os cárceres estão cheios de drogados e vazios de banqueiros lavadores de narcodólares?
E aos dirigentes do Fundo Monetário e do Banco Mundial: Se este país tem a dívida externa mais alta do planeta, e deve mais que todos os demais, por que os senhores não o obrigam nem a cortar as suas despesas públicas nem a eliminar os seus subsídios?
Será para serem corteses com os vizinhos?
E aos politólogos: "Por que aqueles que aqui governam falam sempre de paz, enquanto este país vende a metade das armas de todas as guerras?
E aos especialistas em meio ambiente: Por que os que aqui governam falam sempre do futuro do mundo, enquanto este país gera a metade da poluição que está a acabar com o futuro do mundo?
Quanto mais explicações recebiam, menos entendiam.
Pouco durou a expedição.
Os extraterrestres começaram sua visita pela potência dominante, e aí terminaram.
A normalidade do poder não estava ao alcance daqueles turistas.

Este artigo encontra-se em http://resistir.info


terça-feira, 4 de março de 2008

A HISTÓRIA SE REPETE



A violência nos valores
ocidentais
A história se repete, e os mitos continuam os mesmos




A violência nos valores ocidentais
Nos anos recentes, especialmente após 11 de setembro de 2001,
com a declaração da “Nova Cruzada”, conforme definiu George W.
Bush,
a mídia corporativa teve cumprido seu papel em aterrorizar o
mundo ocidental ao criar mitos catastróficos unindo o “extremismo
islâmico” ao famoso risco das “armas de destruição em massa”,
inexistentes no Iraque.

De tempo em tempo, esses dois conceitos
voltam às televisões, para reforçar a base ideológica doméstica das
nações imperialistas.

Mas não seria o próprio Ocidente (América
Anglo-Saxônica e Europa), marcado pela imposição de seus valores
sob a ameaça da espada?
A estratégia atual simplesmente reflete as antigas fábulas européias
de muçulmanos expandindo o Islam à base da espada –
são mitos
reinventados quando convém.

Com a “Nova Cruzada”, é natural que
essas histórias reapareçam para expor o mundo muçulmano como
violento, perigoso e que não valoriza a vida humana.

Dessa forma,
a aspiração de desarmar os países muçulmanos das “armas de
destruição em massa”
se tornou o grito de guerra do Ocidente.

Em
alguns casos, essa retórica serve também os interesses
imperialistas ocidentais
em forçar mudanças de regimes soberanos,
como é o caso do Afeganistão, Iraque, Síria e Somália, entre outros.
Mas não é necessário muito estudo da história islâmica para
reconhecer que os mitos ocidentais não passam de propagandas
militares.
Entretanto, ao analisar a história das nações ocidentais, fica claro
que o perigo está presente é neste lado do globo.

Armados com
suas doutrinas seculares e materialistas – uma visão de mundo
baseada na exploração de muitos para o encanto de poucos
– o
Ocidente sempre agiu como uma máquina de destruição.

Ao visar
apenas a riqueza material, civilizações completas foram destruídas,
como os Astecas, Incas e os legítimos povos americanos.

Aos que
sobreviveram à brutalidade da colonização sobrou a conversão
forçada ao Cristianismo
, após extorquidos de seu patrimônio,
vendido para “empresas” ocidentais.

Para os povos nativos da
África, Ásia, Índia e Oriente Médio, as promessas de liberdade
foram rapidamente evaporadas e substituídas pelas leis coloniais.
Ao invés de buscar mudança e atitude perante o passado
bárbaro, o Ocidente somente se vangloriou de suas conquistas
materiais, e até hoje se classifica como “os países desenvolvidos”.

Países como a Espanha, França e Inglaterra construíram impérios e
acumularam riquezas à custa da destruição de milhões de vidas
inocentes.

O Ocidente, liderados hoje pelos Estados Unidos, agem
de maneira etnocêntrica e, por conseqüência, impõe-se como
polícia do mundo.

Nos casos da atual ocupação do Afeganistão e
Iraque, a prometida “libertação” fundamentada na “democracia” se
tornou ocupação e, agora, colonização, devastando lares em

“bombardeios de precisão”, e o assassinato de cerca de 1 milhão de
muçulmanos é moralmente aceito como “dano colateral”.

Enquanto
isso, as companhias petrolíferas estadunidenses e britânicas agora
exploram os poços de petróleo do Iraque e transportam as reservas
de energia do Mar Cáspio para a Europa, por intermédio do
Afeganistão
.

E não é verdade que a história se repete?



domingo, 2 de março de 2008

APOIO A RESISTÊNCIA DOS POVOS ÁRABES























Protestos contra agressão do império
Resistência dos povos árabes recebe apoio dos trabalhadores europeus

Enquanto o imperialismo comandado pelo USA pede ajuda aos seus aliados europeus para tentar superar as dificuldades no Oriente Médio, a resistência popular no Iraque, no Líbano e na Palestina recebe apoio cada vez maior dos trabalhadores da Europa.
O aumento dos esforços imperialistas para evitar a derrota naquela região coincide com o recrudescimento das ofensivas do capital internacional sobre os direitos das populações de todo o mundo.
Dessa forma, e a despeito das posições oficiais e subservientes da União Européia, o povo europeu percebe que a luta dos povos árabes precisa da sua solidariedade, e entende que a liberdade de iraquianos, libaneses e palestinos depende da sua resistência de classe.
A percepção e o entendimento são de que a solidariedade com os povos árabes precisa ir além das declarações de apoio.

Os massacres empreendidos pelo USA no Oriente Médio representam uma ameaça ao internacionalismo da própria resistência classista.
A corrida capitalista para reduzir custos, minimizar riscos e aumentar as taxas de lucro de suas empreitadas prevê ofensivas contra os direitos dos trabalhadores de todo o mundo e contra a resistência dos povos árabes à opressão perpetrada por meio da máquina de guerra.
Contra o inimigo comum que ora assume a faceta de guerras de rapina, ora empenha-se como feitor dos trabalhadores do mundo, a luta é em nome da liberdade de todos os povos.

Diante das derrotas nesses enfrentamentos, Bush vem levando a cabo a “teoria do homem louco”, certa vez esboçada por Richard Nixon e há tempos aplicada com rigor: “Convém que nos vejam como um regime incontrolável, que responde pela força a qualquer obstáculo”.

Segundo essa doutrina, a resistência árabe não passa de “terrorismo” ou “fanatismo” a serem abatidos, assim como os resistentes colombianos não passam de traficantes de drogas os quais urge eliminar.
As campanhas difamatórias variam de acordo com as calúnias mais convenientes, e dessa forma os próprios trabalhadores europeus mais empenhados na luta contra a precarização são comumente tratados como agentes do atraso — quando não como criminosos.

A Europa — a Europa do povo trabalhador — parece estar farta dessa máquina de produção de pavor.
Parece farta também de assistir seus governantes compactuarem com o banho de sangue no Iraque, no Líbano e na Palestina — e no Afeganistão— e ainda com ameaças de incursões de pilhagem na Síria e no Irã.
Estão cansados de argumentos mentirosos utilizados para justificar a “guerra contra o terror” e os massacres em nome do “Novo Oriente Médio”.

Essa Europa vem se posicionando com frontalidade contra a Europa que funciona nos corredores e gabinetes do Parlamento Europeu e da Comissão Européia.

Contra o imperialismo
O dia 29 de novembro é o Dia Internacional de Solidariedade com o Povo da Palestina, instituído sob o signo do cinismo em 1977 pela Organização das Nações Unidas– ONU.
Um dia que vem sendo instrumentalizado demagogicamente pela própria Organização das Nações Unidas desde que, em 29 de novembro de 1947, dividiu a Palestina pela força, criando o Estado de Israel e um imenso campo de refugiados onde foram despejadas as vítimas da limpeza étnica contra os próprios palestinos.
Não por acaso, os usurpados chamam esse dia de Naqbah — a catástrofe.
O dia em que o Estado Palestino foi uma promessa natimorta da chamada “comunidade internacional”.

Mas, a despeito da hipocrisia da ONU e de sua colaboração mal disfarçada com o imperialismo, o Dia Internacional de Solidariedade com o Povo Palestino vem sendo convertido num dia de solidariedade autêntica.
Em toda a Europa, o último 29 de novembro foi, para as vozes legítimas do povo europeu, um dia de marcar posições contra a catástrofe deliberadamente construída ao longo de décadas.

Aconteceu um dia de levante contra o bloqueio econômico imposto contra a Faixa de Gaza com a cumplicidade da ONU e de repúdio às chacinas diárias realizadas pelo exército israelenseentre outubro e novembro 172 palestinos foram assassinados.
Os europeus se levantaram contra Israel, o USA, a União Européia e os castigos que esses cúmplices impõem a um povo que reclama o direito a uma pátria.

No mesmo sentido, as organizações que integram a Campanha Espanhola contra a Ocupação e pela Soberania do Iraque — CEOSI têm pressionado os cidadãos europeus para que exijam do Conselho de Segurança da ONU e da União Européia a suspensão de seus pareceres pró-Israel e pró-USA.
Exigem também a adoção de medidas concretas de isolamento político e econômico de Israel até que seja respeitada a soberania do Líbano e os direitos nacionais do povo palestino.

A própria Resistência Iraquiana, por meio de um comunicado de 3 de agosto, saudou a importância das lutas desses povos irmãos para o sucesso dos seus próprios combates travados contra os agressores ianques.

No dia 26 de julho, mais de mil pessoas foram para frente da embaixada de Israel em Lisboa protestar contra o massacre dos povos palestino e libanês.
No dia 12 de novembro um número semelhante de pessoas participou de uma marcha na cidade espanhola de Torrejón para denunciar a política imperialista apoiada pelo governo espanhol.
Em outubro, milhares de espanhóis já haviam se reunido no centro de Madrid pelo mesmo motivo.
Aliás, o apoio dos trabalhadores europeus à resistência dos povos árabes é particularmente significativo na Espanha, fazendo-se notar principalmente em cidades como Vigo, Málaga e Barcelona.
Existe profundo descontentamento com o envio de mais de mil militares espanhóis para a “pacificação” do Líbano, sob a bandeira formal da ONU, mas na prática a serviço da Aliança do Tratado do Atlântico Norte – OTAN, através da qual foi institucionalizada a subserviência européia aos interesses imperialistas. Os soldados espanhóis foram enviados ao Líbano não para impedir as afrontas bélicas de Israel ao Estado libanês, mas para tentar minar a resistência legítima às invasões.

Os trabalhadores espanhóis repudiaram ainda a atitude demagógica do primeiro-ministro José Luis Zapatero, que no auge dos ataques ao Líbano ofereceu 100 leitos nos hospitais espanhóis para atendimento de libaneses e outros 100 para o atendimento de soldados israelenses, sendo que a proporção exata dos feridos era de cem para um!
Além de tudo isso, aqueles que saem às ruas em defesa da legitimidade da resistência dos povos do Oriente Médio não ignoram o quanto os interesses da transnacional de energia Repsol na região têm sido determinantes para o alinhamento do Estado espanhol às mentiras que tentam justificar as invasões.
O apoio organizado às lutas populares do Oriente Médio manifesta-se legítimo, sobretudo, quando a natureza da solidariedade vai além da mera caridade, ou seja, além da falácia “humanitária” que via de regra se cala no que toca às ingerências e agressões ianques.

Na Europa existem entidades organizadas que atuam através da denúncia e do trabalho político antiimperialista, como a Associação de Solidariedade Franco-Palestina e o Tribunal Mundial Sobre o Iraque.
No entanto, o momento mais significativo do apoio dos trabalhadores de todo o mundo aos povos do Oriente Médio foi solenemente boicotado pelo monopólio mundial dos meios de comunicação.
Entre os dias 16 e 21 de novembro aconteceu, no Líbano, o Encontro Internacional de Solidariedade com a Resistência, do qual participaram 400 pessoas de 130 organizações de todos os continentes, entre partidos comunistas, sindicatos e organizações representativas dos trabalhadores de todo o mundo.
Além de reafirmarem o compromisso de denunciar a hipocrisia dos seus governos em matéria de política externa para o Oriente Médio, os europeus participaram de painéis sobre as estratégias dos movimentos de solidariedade com a resistência e estabeleceram pontos de vista comuns na luta contra o imperialismo.

O encontro foi organizado pelas principais forças políticas que organizaram o povo libanês na luta contra a invasão israelense — como o Hezbollah, aclamado como o “partido da resistência” — e seus participantes puderam ouvir dos libaneses como a população enfrentou corajosamente as agressões imperialistas e sionistas.
Viram de perto as consequências da brutalidade, pediram medidas jurídicas no sentido da condenação de Israel por crimes de guerra e contra a humanidade, e estabeleceram convergências para as lutas dos povos trabalhadores de todos os países.

Hora de desmascarar
Há trinta anos o moçambicano Yiossuf Adamgy traduz para o português tudo o que considera interessante para a comunidade árabe em Portugal.
É também o diretor da Feira do Livro Islâmico, que este ano levou muitas pessoas à Mesquita de Lisboa em sua 12ª edição.
Foram 200 títulos nos estandes, metade deles traduzida pelo próprio Yiossuf, e vendidos a preço de custo — outros vêm de Moçambique e do Brasil.
Os livros saem sob o selo da Al Furqan, editora criada por ele próprio e que empresta o nome à única revista islâmica produzida em Portugal, fundada em 1981 também por Yiossuf.
Seu trabalho é responsável pelo mais significativo esforço político para apresentar aos portugueses uma outra visão sobre o islão e sobre a real natureza do sofrimento dos povos árabes, frequentemente caluniados pelos meios de comunicação portugueses.

Para tanto, trata logo de reafirmar que as lutas contra o imperialismo são legítimas, lembrando que o Islão, ainda que não seja violento, é altamente combativo:
— Os acontecimentos atuais no Líbano, no Iraque e na Palestina estão relacionados com a injustiça em nível internacional promovida pelo USA.

Assistimos hoje a uma opressão estrangeira a esses países.
Nesses casos são, obviamente, lutas em defesa da terra e, por vezes, em defesa da fé.
Yiossuf percebe maior conscientização dos portugueses quando se trata do que o monopólio dos meios de comunicação apresenta simplesmente como “conflitos” no Oriente Médio:
— Cinco anos após o 11 de Setembro, a maioria das pessoas bem informadas chegou à conclusão de que estas guerras foram manipuladas pela administração Bush, e que o poder econômico impõe-se através delas. Quanto à causa palestina, regra geral, todos são a favor.

Mas quando se trata de real solidariedade entre as organizações dos trabalhadores portugueses com as resistências dos trabalhadores no Oriente Médio, Yiossuf lamenta:

— Na maioria dos países europeus existe esse tipo de interlocução. Em Portugal creio que é fraca.
Apesar de comparecerem ao Encontro Internacional de Solidariedade com a Resistência, no Líbano, de fato os trabalhadores portugueses ainda carecem de maiores articulações para apoios mútuos contra as várias faces do imperialismo — talvez pela urgência das imensas lutas que o povo português vem travando contra as gerências político-partidárias locais.
Portugal ainda está por assumir um desafio que a maioria dos países europeus parece estar enfrentando com sucesso: a convergência das lutas internacionais contra um inimigo comum.
Em poucas palavras, um desafio internacionalista contra pretensões imperialistas geoestratégicas; descobrir o que há de comum entre as lutas contra a opressão comandada pelos senhores da guerra do período imperialista posta em prática pelo patronato e pelos governos nacionais ditos democráticos.
Um desafio que a imprensa fascista mundial tenta a todo custo desqualificar, via de regra, através da criminalização dos movimentos populares autênticos, principalmente aqueles que fazem parte das resistências árabes.

Os ”fanáticos”
Em meados de setembro, a ONU publicou um relatório sobre o número de mortos civis e a generalização da tortura no Iraque desde a invasão do país pelo USA, em 2003.
No dia 23 daquele mês, o jornal Le Monde, da França, comentou o relatório em editorial, sob o título A guerrilha iraquiana transforma reféns em kamikazes.
O texto, cujo subtítulo foi Iraque: violências comunitárias, torturas e raptos, associava a resistência do povo iraquiano ao banditismo e aos esquadrões da morte — esquadrões que, na verdade, são colaboradores do imperialismo ianque.
Para o Le Monde, portanto, o drama iraquiano — raptos, torturas, mortes, destruição e pilhagem — nada tem a ver com os invasores estrangeiros que tomaram o país de assalto, mas com a disposição do povo para resistir às humilhações e defender sua dignidade.
Tido como um jornal de “centro-esquerda”, o Monde não é exceção.

Quando se trata dos fatos que torna inegável a realidade da resistência dos povos do Oriente Médio — e as profundas dificuldades para a ação imperialista na região — o discurso onipresente nos meios de comunicação europeus é aquele recheado de palavras pejorativas para caracterizar lutas legítimas.
Em reportagens sobre episódios violentos no Iraque, mas também naquelas sobre o Líbano e a Palestina, abundam as referências a “terroristas” e fanáticos” que estariam empenhados em fazer água aos esforços democráticos daqueles que são apresentados sob o eufemismo “forças de intervenção”.

O monopólio da imprensa na Europa — começando pelas agências noticiosas que o abastecem — é dedicado em fazer repercutir as manobras militares dos invasores e a agenda diária dos responsáveis pela invasão.

Ao mesmo tempo, essa mesma imprensa fascista ignora por completo a revolta generalizada que toma conta do mundo árabe desde o início da intensificação das ações imperialistas em seus territórios. Ela se esmera em fazer ecoar as explicações falsas apresentadas pelos agressores para explicar a crise que enfrentam e desqualificar aqueles que insistem em não lhes baixar as cabeças.

Mas o combativo povo árabe não se deixa vencer nem pelas bombas em seus tetos, nem pelas humilhações publicadas nas primeiras páginas.
Nos primeiros dias de dezembro, centenas de milhares de libaneses cercaram a sede do governo para exigir a demissão do primeiro-ministro Fuad Siniora que, encurralado diante da força popular, telefonou aos comparsas da Liga Árabe e do USA.
À frente estava não uma organização terrorista, mas o Hezbollah, “partido da resistência”, liderando o povo libanês na árdua tarefa de não arrefecer.