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domingo, 26 de abril de 2009

RESISTÊNCIA NACIONAL IRAQUIANA LEGÍTIMA REPRESENTANTE DO POVO IRAQUIANO

É motivo de júbilo para todos os povos, a valentia e a coragem do Povo Iraquiano
Faz-se mister reforçar a saudação à Heróica Resistência do Povo Iraquiano, Palestino e todos os Povos que combatem por sua Liberdade em todo o Mundo.

Viva a Heróica Resistência do Povo Iraquiano

Porta-voz da Resistência Iraquiana esteve em Lisboa


A Resistência Iraquiana não se deixa iludir pelas promessas de Obama. E continuará a lutar até à saída do último soldado estadunidense e à justa indenização do Povo Iraquiano pelos danos e os crimes dos EUA.
A convite do Tribunal-Iraque, esteve em Lisboa, o Dr. Abu Mohamad, médico iraquiano exilado na Síria, porta-voz oficial da Frente Nacional da Resistência Iraquiana (FNRI).

Num encontro informal com activistas da solidariedade com o Iraque, explicou a evolução da situação politica e militar no terreno e o programa político da Resistência.

O Dr. Abu Mohamad usou de forma sistemática a palavra colonização para se referir à ocupação do seu país pela coligação dos EUA.
O Passa Palavra, dada a importância da situação no Iraque e da Resistência Popular daquele país ao invasor-ocupante, limita-se aqui a transcrever os principais aspectos da intervenção e das respostas de Abu Mohamad às questões que lhe foram colocadas, em que sublinhou que a ocupação não é apenas militar.


“A ocupação é uma colonização”

“Não se tratou apenas de uma colonização militar. Se fosse assim, derrubava Saddam Hussein e saía do Iraque.

Sabemos que a presença americana era para um projecto mais alargado, no Iraque, na zona e, se calhar, no mundo inteiro. Por isso destruiu o Estado Iraquiano e as cidades iraquianas. Destruiu todas as instituições nacionais, para pôr no [seu] lugar instituições americanas.
“Essas instituições, as políticas sociais, os valores sociais fundamentais que os iraquianos sempre aprenderam – foi tudo mudado. Há uma estratégia para colocar novos valores e éticas na sociedade iraquiana. Foi instalado um governo, um parlamento, para realizarem este projecto. Acordos políticos, leis novas, para garantir os interesses americanos no Iraque.
“Uma das primeiras causas para eles estarem lá é controlarem o petróleo.
O Iraque está em cima de um lago de petróleo e tem as maiores reservas mundiais, em primeiro lugar antes da Arábia Saudita.
“Mas não tem só riqueza em petróleo. Tem uma grande riqueza histórica, um valor enorme na história e na origem da civilização humana.
Com mais de 7 mil anos de história, foi durante muitos séculos a capital do mundo e as primeiras civilizações nasceram lá.
“Hoje, quem tem o controle do petróleo tem o controle da energia básica do mundo que é o pilar da economia. Controlar a economia internacional é controlar o bocadinho de pão que vai haver para toda a gente neste momento.
“É este o primeiro objectivo da América com a colonização do Iraque.”

Resistência desde a primeira hora

A resposta do Povo Iraquiano a esta ocupação-colonização foi desencadeada desde a primeira hora, sem hesitações. Primeiro consistiu em atrasar o processo de colonização, com a resistência ainda organizada numa multitude de pequenos grupos dispersos.
Numa segunda fase, com o esforço de unificação politico-militar desses grupos, foi-se definindo um projecto político próprio da Resistência, com as condições para a retirada dos ocupantes e para o período de transição pós-retirada, assim como o tipo de regime (democrático e laico) a vigorar em seguida.

“Os EUA ficaram paralisados, sem solução, graças à Resistência e às baixas que causou.

Os números que vou referir são do Pentágono: há mais de 4.500 soldados mortos e 40.800 feridos. Destes, 3.000 morreram depois e 2.000 ficaram com problemas mentais. Mas os números da Resistência ultrapassam estes, porque o Pentágono não conta com os seguranças privados.

“A Resistência já neutralizou mais de um terço das forças armadas americanas, e causou muitos danos na economia americana, que foram uma das razões que levaram à crise económica mundial que está a causar o desemprego em todo o lado.
Os relatórios da administração americana dão conta de que os custos desta guerra chegam a 2 triliões de dólares. Cada hora que passa custa 10 milhões de dólares.”

O que é a Resistência Iraquiana?

“A Resistência Nacional Iraquiana tem um papel enorme nisto tudo, porque conseguiu pôr um travão no projecto de colonização global americano.
“A Resistência representa todo o Povo Iraquiano. Não está a lutar contra os americanos por serem americanos. Está a lutar contra os americanos por estarem a colonizar o nosso país.
Abrange todas as classes e todas as componentes da sociedade.
Há árabes, há curdos, há turcomanos; há muçulmanos, há cristãos.

Tem o apoio de 90% do Povo Iraquiano.

Estes dados foram anunciados pela CNN e pela USA Today.
Perguntaram aos iraquianos – muçulmanos, xiitas, sunitas, curdos, árabes – e chegaram à conclusão de que os que recusam a colonização americana representam 89% do Povo Iraquiano.

“A Resistência começou com facções divididas - como primeira reacção à colonização do exército americano – que já se começaram a unir para formarem duas frentes de luta.

“A Frente Nacional Islâmica do Iraque, com 36 secções militares e representação dos partidos que estão contra a presença americana, representa a maioria da resistência. Fazem parte dela a maioria dos moderados iraquianos, mesmo os sunitas cristãos.
A segunda frente, menos de 10% da Resistência, é composta por facções islamistas, com tendência para serem fundamentalistas.
O que une a Frente Nacional (que represento) e a Frente Islamista é o objectivo comum: libertar o nosso país.”

Um programa político para um Iraque livre

“A Frente Nacional Iraquiana tem um programa político muito claro. Tanto para a luta pela libertação, como para depois da colonização.
A cultura geral dos iraquianos é uma cultura humanista moderada.
Suponho que, quando houver eleições depois da partida das tropas, quem vai ganhar vai ser a Frente Nacional porque representa melhor a maneira de ver e de pensar dos Iraquianos.

“É por isso que o Programa da Frente Nacional Islâmica do Iraque, em que a maior força é o Partido Baas Nacional Iraquiano, tem como base:

libertar o Iraque, uma libertação total e completa. Organização do Iraque, o Estado e o povo. Libertação dos reféns e dos prisioneiros das prisões do governo iraquiano e das dos americanos. Anulação de todas as leis e decisões tomadas durante a colonização. Depois, a instalação de um regime iraquiano democrático, com participação dos partidos não comprometidos com a colonização. Terá de haver um período transitório de dois anos, com num governo provisório, para anular as consequências da colonização, instalar os serviços para os cidadãos iraquianos e preparar uma Constituição iraquiana independente da presença americana; bem como estabelecer uma lei que organize a vida dos partidos e as eleições. E, depois, realizar eleições.

“A FNI manterá as melhores relações com os países da zona e garante os interesses internacionais e a amizade com todos os povos da região e do mundo. E mesmo os interesses dos EUA, se aceitarem indenizar o Povo Iraquiano e pedir-lhe desculpas por todos os crimes cometidos contra ele.”
Obama pode estar muito enganado

“O novo presidente dos EUA tinha prometido na campanha eleitoral retirar as tropas e acabar com a colonização do Iraque.
O texto de Obama diz: “Vou entregar o Iraque ao seu povo”.
Se o senhor Obama considerar que o povo do Iraque são o presidente do actual governo e as pessoas que o rodeiam – todos sabem que essas pessoas estão ao serviço da colonização –, então deve estar completamente enganado relativamente à realidade.

O Povo Iraquiano é representado pela Resistência Iraquiana e por aqueles que a apoiam que, como já disse, são 90% da população.

“Segundo as leis internacionais, neste momento não há nada legítimo no Iraque a não ser a Resistência.

O artigo 51º da Carta das Nações Unidas diz que, quando um país está colonizado por parte de outro Estado, a resistência é completamente legal e legítima. E tudo o que for feito pela colonização é ilícito.”

Uma invasão baseada em mentiras, uma ocupação ilegal e desumana

“A colonização americana foi um acto ilegal, baseado em razões que já se provou que eram erradas. Falou-se de armas de destruição massiva e já se provou que não havia essas armas. Quanto à relação entre o regime iraquiano e a Al-Qaida, já está provado que não havia nenhuma. Disse-se que eles foram lá para estabelecer a democracia porque tínhamos um regime ditatorial.

Essa democracia transformou-se em crimes e em roubo de receitas públicas, em violações das mulheres e falta de respeito pelos direitos humanos; deslocação de mais de 5.000 iraquianos, a maioria estudiosos, cientistas, levados a sair do país. Mais de 5.000 médicos, engenheiros, professores, assassinados. Mais de um milhão e meio de iraquianos mortos. Mais de três milhões de pessoas perseguidas, com a acusação de pertencerem ao Partido Baas – a maioria delas com nível universitário. Um milhão de viúvas e de órfãos.”

Destruição da economia, dos serviços e do ambiente

“As fábricas foram fechadas, foi desinstalada a maioria das máquinas e ninguém sabe onde estão. A maioria dos médicos e dos engenheiros, pessoas com possibilidade de produzir, estão no desemprego. A percentagem do desemprego é de 62%.
“Não há agricultura. Tudo é importado do Irão, da Síria, da Jordânia – mesmo bens de base como tomates, cebolas. Não há serviços. Não há electricidade há seis anos. Os geradores, básicos para ter electricidade, não podem funcionar porque não há energia. É irónico dizer-se que o Iraque está em cima de um lago de petróleo e nem sequer termos uma gotinha de combustível em casa para termos energia. Todas as fábricas de acessórios foram destruídas.

“Estão a roubar o petróleo bruto sem darem conta a ninguém; não há registo das quantidades de petróleo que estão a sair do Iraque.

Em 1989, o Iraque recebeu o prémio para o melhor sistema de saúde no Médio Oriente, dado pela Organização Mundial de Saúde, em função do número de médicos, do rendimento, dos diplomas, tendo em conta o número de hospitais existentes e os serviços oferecidos aos cidadãos. Já não havia doenças contagiosas no Iraque há muito tempo. Hoje, por causa das águas mal tratadas, começamos a ter epidemias, problemas do fígado, e outras doenças que já não tínhamos há muito tempo. O nível dos serviços médicos no Iraque está numa decadência total, e continua porque já não temos médicos, já foram mortos ou perseguidos mais de 7.000 médicos, a maioria deles estão fora do Iraque, nem temos meios básicos para prestar serviços médicos adequados às pessoas.


“O ambiente está completamente poluído por causa do urânio e do fósforo branco usado pelos americanos na invasão. Há muitos casos de pessoas com cancro ou com problemas genéticos.

“Como é que é possível, depois disto tudo, continuarem a dizer que estão lá para instalar a democracia?

O próprio George Bush admitiu que as informações que tinha para desencadear esta guerra eram informações erradas.”

O governo de Obama não está interessado em acabar com a colonização do Iraque

“Então, não seria justo, não seria o mínimo, o actual presidente admitir que esta guerra foi errada e pedir desculpa ao Povo Iraquiano?
A um país que foi completamente destruído?

Não é um direito do Iraque e dos iraquianos, segundo as leis internacionais, não é um direito da humanidade ver os responsáveis por estes crimes serem julgados?
E que o povo seja indenizado por tudo o que sofreu?

“O senhor Obama não admitiu o erro cometido com esta guerra no seu discurso, quando falou da situação no Iraque. Mas disse que vai deixar 50.000 soldados até ao fim de 2011.
O ministro da Defesa americano disse que é possível ficarem para além de 2011.

“O senhor Obama não falou dos mais de 200.000 soldados que não pertencem às forças armadas e que estão a actuar no Iraque.

Vão também sair até 2011?
Participam em todos os combates ao lado das forças armadas. Têm armas, tanques, aviões, capacidade para ferir as pessoas e garantir a segurança das cidades onde estão. Qual é o interesse de retirar 100.000 soldados e deixar mais de 200.000 – cuja morte não é anunciada nas fontes oficiais, porque não têm nacionalidade americana, mas são pagos pelas forças americanas para garantir a sua presença lá?

“Esta é a posição da Resistência perante o último discurso do senhor Obama.
Não falou do destino de 50 bases aéreas que estão no Iraque – três delas consideradas das maiores no mundo. Helicópteros e aviões militares. Milhares de soldados, conselheiros, responsáveis americanos colocados nos ministérios e nas instituições políticas do actual governo iraquiano. Que será feito desses? Vão continuar no Iraque?

“Não é isto suficiente para concluir que a administração Obama não está interessada em acabar com a colonização do Iraque?
E que vão continuar esta colonização sangrenta?
Então?
Acham que nós já não temos razão para continuar a nossa luta, a nossa Resistência?”

A Resistência continua

O Povo Iraquiano vai continuar a luta, sejam quais forem os sacrifícios e as perdas.Até à saída do último soldado americano. Este é o único caminho para nos salvarmos.

“Os americanos estão a retirar os soldados das ruas, porque têm medo da Resistência, mas passaram a utilizar aviões para se deslocarem dentro do território iraquiano. Ainda ontem houve um ataque a uma cidade e foram presos muitos cidadãos, com a explicação de que estavam ali responsáveis da Resistência, informações que têm através de pessoas que trabalham para as forças armadas americanas.

“Se a nova administração americana respeita a legislação internacional, se está mesmo interessada em respeitar os valores humanos e as exigências dos conflitos internacionais – tal como o senhor Obama disse na rádio, que ‘vai difundir os verdadeiros valores americanos’ –, então será uma prova de coragem assumir a responsabilidade desta guerra que o senhor Bush iniciou. E que respeite realmente os direitos do Povo Iraquiano. E que o Iraque e o seu povo sejam indenizados pelos danos que sofreram. E que se afastem completamente do Povo Iraquiano. E que tenham negociações com a Resistência Nacional Iraquiana. Para que possamos instalar um novo regime iraquiano democrático. Para que possamos evitar a presença iraniana e o terrorismo no nosso território.

“A Resistência Nacional, quando estiver no poder, vai lutar contra o extremismo iraniano e o terrorismo, para que o Iraque possa ter a sua serenidade. E toda a zona também. Para que possamos garantir todos os interesses dos países nesta região com um valor enorme para todos. Se acontecer o contrário, os conflitos vão continuar nesta zona. E toda a gente vai perder os interesses que tem naquela zona.”

O aliciamento de chefes de tribo para o lado dos EUA

Para tentarem suprir as enormes dificuldades que os impedem de controlar grandes regiões do país, os ocupantes lançaram em 2007 uma campanha de aliciamento de chefes tribais para, a troco de dinheiro, se encarregarem de organizar o enfrentamento e o policiamento locais contra a Resistência. É o chamado Movimento Despertar. Baseia-se numa estrutura tradicional das tribos, com costumes e chefes próprios, que o regime do Baas conseguira secundarizar num primeiro tempo, com a laicização do Estado e a democratização dos serviços e dos sistemas de educação, transportes e saúde pública. Todavia, durante os 12 anos de embargo imposto ao país, entre 1991 e 2003, o próprio Saddam recuperou essa estrutura do tecido social como forma de compensar o deperecimento do Estado central.
Questionado sobre o Movimento Despertar, Abu Mohamad disse que “os americanos não estão a conseguir resolver os problemas de maneira militar. Já não conseguem deter a Resistência. Sendo assim, têm de procurar outras soluções. Pagam milhares de dólares aos chefes de tribos iraquianas para conseguirem apoio. Distribuem armas e fazem alianças, a que chamam “Sahwat” [Despertar], com o objectivo de dividir o povo e fomentar a guerra civil. Incentivam estes chefes para que sejam eles a perseguir a Resistência Nacional Iraquiana. E usam o termo de sempre: “terroristas”.
Antes da colonização não se falava de terrorismo, não tínhamos nada a ver com as redes terroristas. O terrorismo veio com a colonização, com as tropas americanas.
A Resistência Nacional não tem nada a ver com o terrorismo. Está contra o terrorismo e luta com todos meios contra o terrorismo e os terroristas. Foram os americanos que implantaram o terrorismo no Iraque para tentarem destruir os primeiros movimentos da Resistência. Agora lançaram este movimento que se chama Sahwat, comprando os acordos com milhares de dólares, dizendo aos iraquianos que devem lutar contra o terrorismo.
Infelizmente algumas tribos iraquianas integraram-se nesta união porque nas suas regiões não há trabalho, não há nada para fazer. Como já foi dito, mais de 60% dos iraquianos estão desempregados.

“Nós já sabíamos que os americanos estavam a jogar esta carta para dividir o povo iraquiano. A maioria dos que fizeram parte desta organização Sahwat, já deixou de trabalhar a favor das forças americanas. O resto são pessoas que são mesmo compradas pelo dinheiro americano.”

Os sindicatos iraquianos

Questionado acerca da situação dos trabalhadores e do papel dos sindicatos no Iraque actual, Abu Mohamad respondeu: “Segundo a lei internacional, todas as organizações – políticas, desportivas, etc. – criadas pela colonização são ilegais e não têm legitimidade para funcionar. Com a colonização, todos os sindicatos iraquianos deixaram de existir. Não existem por causa de tudo o que aconteceu, a deslocação, a morte das pessoas, as condições complicadas que se estão a viver. E todos os partidos que vieram com a colonização ajudaram a dividir estas associações segundo os interesses de cada partido, independentemente do interesse geral. Chegaram a usar armas entre essas instituições, segundo o interesse dos partidos. Sendo assim, todas as instituições sindicais já estão destruídas.

“Além disso, os Iraquianos não precisam de sindicatos, sobretudo ao nível dos funcionários, dos trabalhadores e dos agricultores. Agora, para trabalhar, a única hipótese é fazer parte do corpo de polícia ou das forças armadas. Todas as fábricas foram destruídas. E o desemprego representa mais de 60%. Então qual é a nossa necessidade de ter sindicatos?

“A função principal dos sindicatos é defender os interesses dos trabalhadores e dos agricultores perante um regime político.
No Iraque, não temos o nosso regime, não temos o nosso Estado, e não temos trabalhadores nem agricultores. Esta é a nossa realidade no Iraque.”



sábado, 14 de março de 2009

TERRORISMO E TERRORISTAS/SEMITISMO E SIONISMO

Só os terroristas concordam com o terrorismo. Mas, para que possamos esclarecer tudo que a sua pergunta envolve, devemos melhor esclarecer alguns conceitos que nela estão explícitos e implícitos.
Primeiramente, não devemos confundir antissemitismo com anti-sionismo.
Embora em seu sentido histórico tenha aplicação restrita aos judeus e ao judaísmo, o termo anti-semita, em seu sentido literal significa atitude de preconceito e de rejeição quanto aos semitas.
E qual é a diferença?
A diferença é que semitas não são apenas os judeus, mas também os árabes. Confira:http://pt.wikipedia.org/wiki/Semitahttp://www.aulete.portaldapalavra.com.br...
Portanto o termo semita tem como principal designação o conjunto lingüístico composto por uma família de vários povos, entre os quais se destacam os árabes e hebreus, que compartilham as mesmas origens culturais.
Consequentemente, por mais incrível que possa parecer, quando o governo de Israel toma medidas contra os árabes está a tomar medidas anti-semitas.
Agora, há de se diferenciar antissemitismo de antissionismo.
O que é o sionismo?
O termo, em princípio, designa o movimento nacionalista judaico do fim do séc. XIX, que visou estabelecer um Estado judaico na Palestina, o que se concretizou em maio de 1948. Segundo os próprios sionistas, “sionismo é o movimento nacional de libertação do povo judeu – uma expressão das legítimas aspirações de um povo antigo à autodeterminação e independência nacional. O movimento sionista foi fundado para prover um Estado soberano próprio na sua terra ancestral. Israel é a encarnação moderna e política desse sonho ancestral.”
Alguém pode ser contra a que um povo deseje e lute por sua própria autodeterminação e independência?
Claro que não.
Qualquer pessoa normal apóia todo e qualquer movimento de um povo para ter reconhecido pela comunidade internacional o seu direito de decidir por si mesmo, de ser autônomo, de ter direito a um território no qual possa exercer poder e autoridade sem restrições.
O problema é quando esse movimento, em sua raiz legítimo, desvirtua-se ao longo do tempo e passa a ser um instrumento de opressão a outros povos que, igualmente, querem ter seu direito a um território e neste ser autônomo, independente e soberano.
Infelizmente, há algumas décadas, talvez já há um século, o sionismo vem sendo sistematicamente desvirtuado.
Hoje, seus mentores passaram a crer - e a tentar convencer todos os povos do mundo, através da mídia e de literatura política, explícita e subliminarmente - que os judeus têm direitos sobranceiros, superiores a todos os povos e nações.
Essa noção está explícita no judaísmo que afirma ser o povo judeu - “o povo escolhido”. Escolhido para quê?
Para sobreviver a todos os outros?
Eu sou judeu, mas e quem não é?
Aceita estar reservado à destruição total e definitiva?
É neste ponto especificamente que reside a gravidade do sionismo: ele quer que todos os outros povos se convençam e resignem a serem exterminados em favor da sobrevivência “do povo de Israel”.
A manutenção do mundo em permanente estado de alerta contra “inimigos” - que, na verdade, só constituem “ameaças” aos mentores do sionismo -, levou o mundo a se descarrilar no plano familiar, social, político, ético, moral e, agora, financeiro-econômico. Pensando que a possibilidade de destruição pode ser iminente e imprevisível, o homem passou a viver como se estivesse em seus últimos momentos de vida.
Por isso, a maioria das pessoas que se orientam por essa ideologia, vivem a zombar dos valores morais, éticos e a buscar, desenfreadamente, o prazer, a riqueza, o poder aqui e agora, a qualquer custo - pois acreditam que se os fins não justificam os meios, a iminência de exterminação os justifica.
Na verdade, a degradação moral das sociedades é muito mais real e perniciosa do que a “ameaça” que Hamas, Hezbollah, Al Qaeda, Jihad Islâmica e o Talibã possam representar. Porque Hamas, Hezbollah, Jihad Islâmica e Talibã não conseguem ser ameaça real nem para o Estado de Israel, quanto mais para o mundo todo.

sexta-feira, 13 de março de 2009

PT CONDENA ATAQUE DE ISRAEL E APÓIA A CAUSA PALESTINA

PT condena ataque de Israel e apóia causa palestina

Nota oficial do PT distribuída esta tarde:

"Os ataques do exército de Israel contra o território palestino, que já causaram milhares de vítimas e centenas de mortes, além de danos materiais, só podem ser caracterizados como terrorismo de Estado.
Não aceitamos a "justificativa" apresentada pelo governo israelense, de que estaria agindo em defesa própria e reagindo a ataques.
Atentados não podem ser respondidos através de ações contra civis. A retaliação contra civis é uma prática típica do exército nazista: Lídice e Guernica são dois exemplos disso.
O governo de Israel ocupa territórios palestinos, ao arrepio de seguidas resoluções da ONU. Até agora, conta com apoio do governo dos Estados Unidos, que se realmente quiser tem os meios para deter os ataques.
Feitos sob pretexto de "combater o terrorismo", os ataques de Israel terão como resultado alimentar o ódio popular e as fileiras de todas as organizações que lutam contra os EUA e seus aliados no Oriente Médio, aumentando a tensão mundial.
O Partido dos Trabalhadores soma sua voz à condenação dos ataques que estão sendo perpetrados pelas forças armadas de Israel contra o território palestino e convoca seus militantes a engrossarem as manifestações contra a guerra e pela paz que estão sendo organizadas em todo o Brasil e no mundo.
O PT reafirma, finalmente, seu integral apoio à causa palestina."
Ricardo Berzoini, Presidente nacional do PT

terça-feira, 10 de fevereiro de 2009

TERRORISMO E TERRORISTAS


Quem disse que o Hamas é uma organização terrorista?
E quem disse que uma Imprensa Livre

não mentiria também ???

E quem disse que

um Regime Democrático

não mataria também ??

E quem disse que

uma Democracia Ocidental

não roubaria também outro país ??


"Terrorismo , terrorista termo criado pelos Judeus Sionistas q dominam a America junto com e Bush depois de 2001 para todos aqueles q se Opoem ao Grande Israel no oriente medio e nas politicas intervencionistas no mundo dos EUA."



"Convencionou-se chamar de terrorista" quaisquer grupos armados que ousassem ou ousem desafiar a ideologia anti-democrática ao planeta.

Assim aconteceu com as guerras de libertação das colônias africanas,onde os seus naturais pegaram em armas para defender sua soberania e identidade ;caso típico da guerra do Vietnan,onde os vietnamitas que formaram uma força armada contra seus invasores foram denominados de terroristas.

Não esqueçamos que "terrorista é aquele que leva, prática um ato de terror,portanto seria mais correto chamar de terrorista aquele que invade e não o que defende. Esses indivíduos permeados pelo sentimento nefasto do poder a quaisquer custos.

Não devemos esquecer ainda a existência a nível de política ideológica e de administração governamental que o método do terrorismo é amplamente utizado e o manipula como arma de controle,subserviência e subjugação de nações e povos.

A imprensa pode é e utilzada à mestria, aqui mesmo, no nosso país o terror psicológico com notícias falsas,manipuladas,plantadas afim de torcendo os fatos,dar-lhes uma roupagem totalmente inversa a original,contando com a boa intenção,ignorância e descaso com a vida do próprio país -- é a imprensa PIG - bem representada aqui.

O terrorismo econômico que utiliza a chantagem do maior sobre o menor é utilizada de forma vergonhosa no nosso país e apoiado pelos partidos da direita e os neoliberais,bem como os simulacros vendidos de outras siglas."



Salaam.

"Muitos ocidentais são desinformados, cabeças-duras e não aceitam a verdade, qdº esta verdade contesta os USA. Os ''puros''-sangue latinos são dignos de pena; pensam que sabe o significado da palavra utópica DEMOCRACIA.k¹

Sabes que eu sou pró Fatah, mas não posso deixar de informar que o Fatah usou de má fé e lançou foguetes como se fosse o Hamas.

O Hamas tem + é que lançar bombas de fósforo branco p/ fazer o Holocausto ''judeu'' acontecer de verdade.

O fósforo branco continua a queimar os órgãos internos das pessoas mesmo depois de elas estarem mortas há horas e serão 3 gerações com problemas respiratórios, se deixarem algum palestino de Gaza vivo.

Tudo pelo gás que há em Gaza.

Qdº os kazares começaram a usar fósforo branco eu sabia que eles não podiam ir à frente e estragaram a água de Gaza que eles tanto queriam: ''' não é do ISRAEL, NÃO É DE NINGUÉM''.

♦EUA e Arábia Saudita apoiaram Fatah al-Islam. Sexta-feira, Maio 25, 2007←P/ quem não sabe o Fatah al-Islam é outro grupo que fica dentro do acampamento de refugiados palestinos em Líbano.

Não é o Fatah de Arafat.

♦Soube da posição que a Arábia tomou? Não era sem tempo. Em 2007 também uniu-se ao Irã. Nós shias agitamos mesmo. Tudo p/ evitar a 3ª G.G.

↓ ↓ ↓ ↓ ↓

•23.01.2009+ 1 x a Arábia teve que unir-se ao Irã e impor condições p/ que Obama deixe de apoiar Israel e que sejam devolvidos não só os territórios palestinos mas que fundem 1 Estado Palestino com segurança e acordo assinado de que Israel não atacará again os palestinos ou a Arábia Saudita cortará relações com os USA e intervirá militarmente, por 1 Oriente Médio Unido.

♦Como os brasileños podem querer saber disto se viram a face e fingem que não vêm o comércio de crianças de 0 à 6 anos p/ o turismo pedófilo de Brasil, que, digo-o de passagem, ocupa o 1° luga no fornecimento de bebés p/ pedófilos. Eles estão muito ocupados assistindo TV

♣Os ''judeus'' voltarão à Gaza após as eleições israelenses".

Ma' Salaam



"Quem diz é a midia bandida! E tem midiota que acredita!"



"Partiu de governantes ocidentais e a imprensa colaborou".


"Os inimigos do Hamas e amigos de Israel é que dizem que o Hamas é terrorista, aquelas pessoas que odeiam o Lula e apoiam Israel e EUA incondicionalmente tambem dizem que o Hamas é terrorista".


"Os mesmos que dizem que Israel tem o direito a defesa, são os mesmos que chamam o Hamas de terrorista".

terça-feira, 6 de janeiro de 2009

CONDENANDO O TERRORISMO DE ISRAEL

PARTIDO COMUNISTA BRASILEIRO - PCB
"O Comitê Central do PCB vem a público manifestar seu repúdio ao massacre criminoso que está ocorrendo na Faixa de Gaza, promovido pelo Estado sionista de Israel que, sob o pretexto de combater o terrorismo, ataca pessoas indefesas, em sua grande maioria crianças e mulheres palestinas que moram na região, vítimas de bombas jogadas sobre casas, escolas e locais de trabalho.
Tecnologias militares modernas são usadas covardemente contra um povo proibido de ter forças armadas convencionais e de obter armamento para se defender.
O governo israelense promove mais uma vez a tática de "ataques preventivos" tão propalada no Governo Bush, aumentando a violência contra o povo palestino que há décadas tem sua nação dividida e usurpada pela partilha imperialista de seu legítimo território e que, no caso da Faixa de Gaza, é palco de privações de todo o tipo, devido ao criminoso embargo promovido pelo governo israelense.
Os ataques ocorridos nesses últimos dias já mataram mais de 300 pessoas e deixaram mais de 1.000 feridos, muitos em estado grave.
Parte da região está sem energia elétrica afetando o funcionamento de hospitais.
Pela dimensão do ataque e a generalização inescrupulosa do bombardeio, pode-se garantir que este já é um dos maiores genocídios praticados por armamento de guerra em tão pouco tempo nesse inicio de século.
O terrorismo de Estado promovido pelo governo israelense, ao invés de por fim à crise na região, só a aprofunda.
O PCB condena veementemente a carnificina promovida pelo Estado sionista de Israel contra a população palestina e conclama as entidades e organizações populares, democráticas e antiimperialistas a se manifestarem em atos públicos em solidariedade ao povo palestino.
Exige também do governo brasileiro que condene com firmeza a infame agressão que, se não for detida imediatamente, pode descambar numa invasão ao território palestino, não com objetivo de ocupação (que já existe na prática), mas de provocar o extermínio desse valoroso povo, que não se curva ao sionismo e ao imperialismo e que merece a mais irrestrita solidariedade dos povos do mundo todo.
Repúdio ao terrorismo do Estado de Israel!
Pela autodeterminação do Povo Palestino!
Pela criação do Estado da Palestina!
"Rio de Janeiro, 29 de Dezembro de 2008
PCB- Partido Comunista Brasileiro

sexta-feira, 21 de novembro de 2008

OITO ANOS DEPOIS


o poder do mal.
George Bush quis levar a democracia ao Iraque
em vez disso, ele levou a destruição, a Haly-Burton e a Al Ka'eeda.
George Bush quis fazer a Guerra ao Terrorismo no Afeganistão
em vez disso, ele provocou um aumento da plantação e exportação de ópio.
George Bush quis trazer a Paz à Palestina
em vez disso, ele trouxe-nos um Mapa que nos conduziu
de nenhum lado até à longínqua Annapolis.
Hoje, 4 de Novembro de 2008
os EUA
estão a eleger outro George Bush
só mudará o nome
e provavelmente também a cor da pele.

Sherlock Hommos
04.11.2008

domingo, 18 de maio de 2008

NÃO HÁ O QUE COMEMORAR

60 anos de Israel

O estado judeu-terrorista de Israel tá comemorando 60 anos de invasão,terrorismo,genocídio contra o povo PALESTINO!

Matança de crianças por Israel

Nem Hitler




Covardia


Herói da resistência


NÃO HÁ O QUE COMEMORAR

Semana que vem, comemorar-se-ão os 60 anos da independência de Israel, com pomposo desperdício.

Esta semana, Israel mostrou-se cruel, obcecado. Israel não soube aceitar uma proposta de cessar-fogo.

E mandou soldados para Gaza, -- mais um ataque brutal e sem sentido.

Israel recusa-se a assumir a responsabilidade pelo assassinado de uma mãe e seus quatro filhos.

Os que amem Israel e preocupem-se com a imagem e com o futuro de nosso país nada têm o que comemorar, nem têm do que se orgulhar.

Mas muitos ainda não perdemos a esperança de viver num país que não nos envergonhe.

(publicado no jornal Haaretz, 2/5/2008) GUSH SHALOM P.O.Box 3322, Tel-Aviv 61033.www.gush-shalom.org info@gush-shalom.org

http://prod.brasil.indymedia.org/en/blue/2008/05/418801.shtml

terça-feira, 13 de maio de 2008

ONU, ISRAEL, EUA X LÍBANO

Aviação israelense sobrevoa sul do Líbano a baixa altitude. O que a ONU tem a dizer sobre isso?


Os vôos israelenses sobre o Líbano constituem uma violação da resolução 1701 do Conselho de Segurança da ONU.

A ONU pediu várias vezes a Israel que não realize esses vôos, já que considera que minam a credibilidade da Força Interina das Nações Unidas no Líbano (Finul), mobilizada no sul.

A Força Aérea israelense viola regularmente o espaço aéreo libanês.

Estes últimos vôos são registrados no momento em que o Líbano é cenário de violentos combates entre militantes da oposição, apoiados por Damasco e Teerã, e os da maioria anti-síria.

A aviação israelense sobrevoava neste domingo o sul do Líbano a baixa altitude, declarou à AFP uma autoridade de segurança libanesa.

"Mais de quatro aviões israelenses sobrevoam desde as 06h30 GMT (03h30 de Brasília) a maioria das cidades do sul do país", informou o alto funcionário.




O ONU, Israel e EUA estao "macumunados" em fazer o inferno no Líbano.

Quem faz o Inferno no Libano é Israel e EUA.

A ONU serve para legalizar e legitimar todo massacre, terrorismo, guerras e mentiras que IsraEUA façam e fazem.


Não interesa à Síria, nem Irã nem ao Hesbolá uma guerra no Líbano e um Líbano no caos.


A quem interessa uma guerra no Líbano e um Líbano no caos

são

os EUA e Israel.


Esses estão fazendo de tudo para provocar uma guerra cívil no Líbano, pois assim Israel e EUA vão manipular a ONU a intervir, e a ONU vai fazer tudo que Israel e EUA querem, vão destruir o Líbano como fizeram no Iraque, vão destruir o parlamento deixando apenas os prós IsraEUA no comando e vão jogar o Hesbolá para a marginalidade.


A única chance de Israel vencer o Hesbolá é fazendo uma guerra cívil no Libano e com a anarquia eles vão tentar destruir todos os seus inimigos,que hoje fazem parte da RESISTÊNCIA MARAVILHOSA e Legítima do Libano, o Hesbolá.


Se tiver uma guerra cívil, os Americanos e Israelenses vão destruir tudo, para quando começarem de novo, o começo seja como o do Iraque, cheio de governantes e parlamentares "marionetes" e "fantoches", para que os interesses dos IsraEUA sejam garantidos.

Qualquer "idiota" sabe disso e enxerga isso, mas o grande problema são os NAZISTAS pró terroristas IsraEUA que ficam feito doentes que são, repetindo a retórica mentirosa IsraEUA.


Os jornalistas e emissoras que fazem "LOBBY" para Israel também repetem as retóricas mentirosas maquiavélicas de IsraEUA. Vão repetindo, num jornalismo parcial e tendencioso, todas as mentiras de IsraEUA, repetindo, repetindo, repetindo, ate a mentira virar verdade, a mesma coisa do Iraque.


Somente um NAZISTA pró terroristas IsraEUA é que não quer enxergar que IsraEUA é que estão fazendo o Inferno no Líbano, para que nesse inferno o Diabo(IsraEUA) possa trabalhar em êxtase e ter sucesso, essa tática é velha entre os IsraEUA.


Eles são mestres em derrubar governos.


Vc pode me dizer qual é o inimigo dos IsraEUA que não é taxado de Terrorista, ditador, genocida cruel, me diz só um?





“Sobretudo, sejam sempre capazes de se indignar contra qualquer injustiça cometida contra qualquer pessoa em qualquer parte do mundo. Esta é a qualidade mais linda de um revolucionário”. Carta de Ernesto Che Guevara aos seus cinco filhos.
http://images.google.com.br/url?q=http://www.galizacig.com/actualidade/200608/ab_hora_de_romper_relacoes_com_israel.htm&usg=AFQjCNFnl3bvT9xT_xC-6PFN6p9p_Hf_jg

segunda-feira, 5 de maio de 2008

FATOS HISTÓRICOS X MÍDIA OCIDENTAL

Iraque: perguntas sem
respostas
Os fatos que a mídia ocidental nunca discutirá

É um importante avanço o fato de que, na maioria dos países
ocidentais, não existem mais questionamentos sobre qualquer tipo
de “sucesso no Iraque” – trata-se de uma guerra perdida.


Mas
muitas questões não questionadas merecem ser discutidas.



Mas
apesar da falta de análises por parte da
mídia corporativa ocidental
sobre aspectos cruciais da guerra, do desaparecimento do Iraque
das primeiras páginas de revistas e jornais e da onda de relatórios
do Pentágono sobre o “sucesso do aumento de tropas” em Bagdá,
muitas questões não questionadas merecem ser discutidas.
Após 5 anos do início invasão ao Iraque, a guerra se mantém como
um pesadelo para os Estados Unidos.



Em abril de 2003,
tropas
entraram em Bagdá sem qualquer resistência por parte do exército
de Saddam Hussein ou grupos independentes.
George W. Bush
comunicou a sua nação sobre a “missão cumprida” no país.



Entretanto, ainda hoje, batalhas sangrentas continuam nas ruas
iraquianas, entre soldados fortificados com a última tecnologia
disponível, e resistentes que não se diferem de qualquer civil
iraquiano.




A última semana deste mês de abril foi marcada pelo
mais alto número de mortes estadunidenses no ano, um reflexo das
batalhas contra o Jaish al-Mahdi.


Mesmo com a guerra perdida, os Estados Unidos não deixarão o
Iraque, pois nunca foi projetada uma estratégia de saída – e ainda
não existe.

As forças estadunidenses chegaram ao Iraque com
quatro mega-bases desenhadas em seus mapas, planejadas para
abrigar cerca de 30 mil tropas, assim como forças aéreas, por um
futuro indefinido.

Nos planos do Pentágono, as bases são intituladas
“campos duradouros”, visando evitar discussões sobre “bases
permanentes”.

Em uma recente visita ao Iraque, Guy Raz, da Rádio
Pública Nacional (NPR) dos Estados Unidos, descreveu as bases
como “construções gigantescas, com ruas, calçadas e estruturas
que se assemelham a uma fortaleza no centro de Bagdá, tudo com
os olhos nas próximas décadas”.


Assim como as bases, a “nova embaixada” dos Estados Unidos no
Iraque,
construída sobre o antigo palácio de Saddam Hussein, não
é uma embaixada.

Um projeto “do tamanho do Vaticano”, conforme
descrito por oficiais estadunidenses, onde é investido anualmente
1,2 bilhão de dólares, com 20 edifícios “anti-bombardeios”, bunkers
para mais de mil oficiais, fornecimento de eletricidade e água
independentes, sistema próprio de defesa antiaérea, e tudo isso no
centro da capital iraquiana, o local mais nobre de todo o país – não
pode ser chamado de embaixada.


Trata-se de, no mínimo, um
monumento do sonho da administração Bush para dominar o
Iraque
, e, mais logicamente, um símbolo da permanência
estadunidense no país.



Nesse contexto, é importante deixar claro que o atual governo
iraquiano
é somente um fantoche manipulado pela Casa Branca.




A
mídia ocidental se recusa a reconhecer tal realidade, mas os fatos
são claros.




O regime de Nuri al-Maliki, colocado em poder pelos
estadunidenses,
não tem poder de ação fora da “Zona Verde” de
Bagdá, o único local de “segurança máxima” no país; não controla
os serviços públicos
– isso é parte do lucro da ocupação,
denominada “a reconstrução do Iraque”; e nem sequer gerencia seu
próprio petróleo.




Tudo está relacionado na Ordem 17, assinada por
Paul Bremer, líder da Autoridade Provisória da Coalizão (CPA), que
liderou o Iraque em nome da Casa Branca durante a transição, e
deu lugar a Maliki, em junho de 2004.




Trata-se de uma ferramenta
de colonização
, em que as forças ocupantes e “empresas privadas
aliadas têm a liberdade de ser imunes ao processo judicial iraquiano
ou à lei iraquiana”.
Portanto, quem controla o que existe de valor no
Iraque
são os interesses ocidentais.




O governo de Nuri al-Maliki
serve somente para mascarar essa face da ocupação.



Esses são alguns detalhes que
destacam o verdadeiro papel
dos Estados Unidos no Iraque.



Infelizmente, através da mídia
ocidental, fatos como esses
jamais serão compreendidos.



Mas é vital saber que, no Iraque,





os fatos são claros e simples – o povo iraquiano sabe o que está
acontecendo.




É evidente que os sonhos imperiais são a prioridade
de qualquer líder que o país tenha e, conseqüentemente, nunca fez
parte da estratégia levar a “liberdade e democracia” para o povo
iraquiano. 



Os mortos que não são contados




A Administração dos Veteranos de Guerra dos Estados Unidos (AV)
está em uma encruzilhada – como esconder o número de veteranos
que se suicidaram após retornar dos campos de batalha no
Afeganistão e no Iraque?

Considerando o atual momento, em que o
Exército já não consegue mais atingir suas metas de recrutamento
militar, será árdua a tarefa da mídia ocidental para esconder esses
números do público.


Na segunda-feira (28), em um tribunal federal na Califórnia, foram
expostos e-mails trocados por Ira Katz, diretora dos hospitais de
sanidade mental dos veteranos, e Ev Chasen, diretor de
comunicação do grupo, tratando de como fazer “relações públicas”
sobre as “más notícias” – os suicídios entre veteranos que não
param de crescer.



A má notícia se refere ao resultado da recente
investigação da CBS News, que aponta que “uma média de 18
veteranos cometem suicídio diariamente”,
entre os que retornaram
do Afeganistão ou Iraque.

Katz afirmou em seu e-mail para Chasen que “nossos
coordenadores de prevenção de suicídios identificaram cerca de mil
tentativas de suicídio por mês entre os veteranos que atendemos
em nossos hospitais. Seria algo que nós deveríamos disponibilizar
com cautela [ao público] antes que alguém descubra?”.



É
importante ratificar que em 12 de dezembro de 2007, em
testemunho perante o Comitê de Veteranos, Katz havia desmentido
os rumores, afirmando que “tivemos sucesso em tratar problemas
de sanidade mental, prevenindo suicídios”.


Em 20 de março desse ano, a
CBS News publicou um
relatório conseguido através da
AV que apontava que “1784
veteranos que receberam
cuidados nos hospitais de
sanidade mental dos veteranos

cometeram suicídio em 2005”.
Até então, sabia-se apenas sobre os
dados de 2001, ainda antes da invasão do Iraque.

Naquele ano,
1403 veteranos cometeram suicídio.

Segundo os dados, desde a
invasão do Afeganistão em 2001, “pelo menos 6256 veteranos se
suicidaram”
ao retornar para os Estados Unidos.

As estatísticas são
chocantes, se comparadas ao total de militares estadunidenses
mortos em batalha – de acordo com fontes ocidentais, 4062
militares foram mortos no Iraque desde 2003, e outros 498 no
Afeganistão desde 2001.

Pelas explicações proporcionadas pela exposição da troca de emails
entre Ira Katz e Ev Chasen, conclui-se que “uma média de 18
veteranos cometem suicídio a cada dia”.

Em seu e-mail, Katz
compara esse dado com o número total de suicídios nos Estados
Unidos, e chega a uma conclusão chocante: “20% dos suicídios no
país são relacionados aos veteranos de guerra”. Pode-se concluir
então, baseado em claras estatísticas, que as invasões do
Afeganistão e Iraque levaram para os Estados Unidos uma
epidemia de veteranos suicidas.


Portanto, mais militares estadunidenses são mortos nos Estados
Unidos após retornarem do Afeganistão e Iraque do que nos
campos de batalha, um reflexo da derrota de ânimos, de não
superar as condições de combate impostas pela Resistência
Iraquiana e pelo Talibã, entre outros inimigos.

De fato, parece que o
maior oponente são eles mesmos, ou melhor, quem os abandonou
na “guerra contra o terrorismo”.





domingo, 16 de março de 2008

CONSIDERAÇÕES DE VERDADE

Mais de 200mil colombianos sairam às ruas para protestar contra o ato irracional de seu presidente orientado pelos EUA e vocês vem dizer que ele tem apoio total na Colombia? Em que planeta vocês vivem? Deixem de ser cômicos! A situação para ele no meu modo de pensar, e pela besteira que fez é muito séria! Ele não acaba com os rebeldes das FARCS nem dentro da Colombia onde devia erradicar e que ela lá atua há mais de 40 anos. E vai querer acabar no quintal dos outros e sem autorização? Se as Farcs entraram clandestinamente no Ecuador, é o seu governo, ao ficar ciente disso, que deve tomar providencias contra as mesmas. E se ele fez coisa certa, porque pediu desculpas? Então é um homem inseguro e não assume o que faz.
by Jota
O problema de Uribe não é só a queda de sua popularidade que o preocupa, mas principalmente a possível libertação de Ingrid Bitencourt, que ele conseguiu frustrar 2 vezes, desta feita de forma bisonha, ao invadir um país vizinho, cujo presidente lhe passou uma descompostura, diga-se de forma elegante, que lhe desconstruiu até nos seus aliados americanos. Mas o governo francês ainda não desistiu das negociações e é possível que o fim dos dias de prisioneira de Ingrid, estejam acabando para desespero de Uribe, que sabe que ela será imbatível nas próximas eleições, por isso ele fará de tudo, de tudo mesmo, para que Ingrid não sobreviva ao cativeiro.
by Memélia
Amigo vc viu esta: Denuncia do Departamento de defesa dos EUA publicado na revista NEWSWEEK sobre a relação de Alvaro Uribe (atual presidente da Colombia) com o cartel de medelin e Pablo Escobar, no período em que foi senador da Colombia.http://youtube.com/watch?v=NxvkopL7jzE&f...Colombianos denunciam a formação de uma Guerrilha Uribe (as CONVIVIR - mais conhecido como paramilitares) para tomar o poder na Colombia. São uma FARC oficial, que chantageia, persegue e mata adversários políticos. A maioria do Congresso colombiano está envolvido com os paramilitares.http://youtube.com/watch?v=hmsuHVmC13k&f...Entrevista de Uribe a uma radio colombiana a respeito de denuncias sobre o seu relacionamento com Pablo Escobarhttp://youtube.com/watch?v=dYjVjAHqxfo&f...Qual o interesse do terrorista George Bush, presidente dos EUA, em apoiar um narcotraficante num dos países da America do Sul e que tem por objetivo promover conflitos com os países vizinhos?
by Nimrod
Terrorista é meia dúzia de brancos no comando daquele pais e sonegadores de direitos da maioria. Receberam outorga informal dos EUA para serem narcotraficantes exclusivos dos EUA e para os EUA, país que desenvolve e pratica todas as formas do verdadeiro terrorismo e que ignora leis e instituições nacionais e ou internacionais.Quanto ao Uribe, não passa de um fantoche, como aquele que governou aqui de 1995 a 2002, quando estiver queimado, o Uribe, será substituído por outro similar e também mamulengo, da mesma forma que o tal de Bush que não foi eleito e para completar reelegeram algo que nunca foi eleito.Então, chegará o momento em que esse estado de coisas será reclamado pelas populações de qualquer lugar quando essas chegarem aos seus limites de tolerância.Isto é histórico na mundo todo desde os primódios da humanidade.O governo colombiano, uma espécie de Israel da América do Sul, está aí para isso mesmo: desestabilizar a região e garantir que sejamos roubados em todos os sentidos por governos menos esclupulosos.Da nossa parte, os brasileiros do bem e que enxergam além do nariz, cabe ficar atentos e reagir imediatamente a qualquer tentativa de nos desreipeitarem.A propósito, o presidente Luiz Inácio estará negociando com a representante do EUA a respeito desse assunto. Ele o fará tete-a-tete e não entrará "de quatro" na sala, nem lamberá os sapatos da tal só porque é dos EUA como o fazia certo boca de caçapa no passado. O presidente Luiz Inácio sabe qual o país e a população do bem que representa e para que está no cargo que ocupa.
by Ieda
O Jürgen só não pensou, quando escreveu a réplica, que na América do Sul a maioria dos presidentes eleitos é de esquerda. Como eles foram votados, supõe-se então que o povo que os elegeu também está tendendo a apostar nos políticos de esquerda. Chega de direita e ditadura, de golpes. Portanto, o que deve prevalecer é a tendência de achar o Uribe um fanfarrão que abriu as pernas do seu país por 30 moedas!Enquanto o povo é desapropriado de suas terras no interior, ele as dá para que seus seguidores plantem palmito para exportação. Entrou em seu segundo mandato alardeando que acabaria com as Farc, mas não pode fazê-lo, porque senão acabará com seu bode-expiatório. E aí vai acusar quem de narcotraficante? Seus amigos paramilitares, que estão no governo?O quadro político latino-americano vem registrando importantes acontecimentos que representam uma disputa intensa pelo rumo do continente: manter a secular submissão a Washington ou apostar na integração latino-americana? Os povos estão cada vez mais optando pelo segundo caminho!E não podemos nos esquecer de que o Brasil "posiciona-se como um contrapeso à influência norte-americana e que está tendo uma dura postura na negociação dos acordos comerciais, ganhando aplausos em casa e no exterior!
by Dora
Se não houver uma tomada de posição pelo povo colombiano será o total sucesso desse fantoche do Bush e como consequência a submissão da Colombia e seu povo aos mandos e desmandos do USA. Uribe está enterrado até o pescoço ma manutenção.proteção e proveito próprio do narcotráfico.É comodo, bem simples jogar pedra em telhado alheio. As FARCs foi/ é um movimento de guerrilha contra a opressão sofrida pela maioria do povo colombiano descendente de indios locais. Roubaram-lhes tudo a séculos e continuam explorando essa fatia da população,vista de somenos pela minoria branca de origem européia. ávida na manutenção do "status quo",ou seja chibata.A disvirtuação hoje protagonizada pelas FARCs é de total responsabilidade do governo fascista eternizado no poder.Foram embargadas até no seu direito de vida,subsistência e saúde - o que querem? que sejam isolados e mantidos a mingua sem quaisquer retalhiação.A grande massa da Al. a exemplo dos russos durante o problema e consequente vitória dos bolshevistas está acordando para seus direitos não só de cidadãos colombianos,mas para o direito indelével do ser humano de ser tratado com respeito e dignidade.A luta será árdua e é muito remota a vitória definitiva da extrema direita e seus currais.Ocorrerão altos e baixos,mas ao final e não sei em quanto tempo isso ocorrerá a extrema-direita será estrangulada em todas as paragens onde insistem em ser o sal da terraA "Elite" como hoje conhecida e estruturada está chegando en seu ocaso.Todos os que se julgavam grandes cairam e não será diferente nos tempos atuais.Se será pior ou melhor só os atos praticados e suas intenções poderão dizer. Mas, verdade seja dito,não se faz omelete sem quebrar ovos - foi necessário anos de governo melífluo da extrema direita aqui no Brasil para o povo acordar e começar a tomar os destinos da nação em suas mãos.Ocorrerá lá também e em outros locais. Também é verídico afirmar que os povos de origem espanhola,sua tradição e cultura dá de 10 a zero na carneirada aqui do Brasil(salvos as grandes exceções conscientes que estam se formando aqui e que cresce dia a dia).Independente da queda do muro de Berlim e aparente derrota do Comunismo na Rússia, podemos afirmar que o regime monarquico e absolutista da Rússia virou pó,bem como em outras paragens, já mais voltou,ou voltará, e de tudo, o mais importante criou semtimento de fraternidade,solidariedade,cidadania e acima de tudo o Direito da Dignidade Humana;o que por si só representa estrondosa vitória.O Brasil está caminhando em passos largos na ambição de se tornar um país para todos;de qualquer forma o caminho é irreversível e a Al. não fugirá de seu destino ,apesar de todos os Uribes e Aves de Rapina, bem nossa conhecida,aqui no Brasil.Jogo de cintura para o engodo e manipulação da verdade e intenções êle tem e muita,como manteúdo do fantoche/mentiroso e 666 Bush,por quanto tempo,depende da garra dos povos envolvidos.Mas, que beleza o início magnificente a marcha dos 200 mil,não é?
by Marobu
É MENTIRA QUE O POVO COLOMBIANO APROVA O GOVERNO DE URIBE!!! Como se vê neste link, o povo jà nâo aguenta mais!
http://www.cartamaior.com.br/templates/m...MAIS DE 200 MIL MARCHARAM CONTRA URIBE NA COLÔMBiA. Ele deve cair.