Mostrando postagens com marcador Álvaro Uribe. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Álvaro Uribe. Mostrar todas as postagens

quinta-feira, 13 de agosto de 2009

AMOR E ÓDIO/POLÍTICA E NARCOTRÁFICO

Como é o nome do livro da viúva de Pablo Escobar que narra o envolvimento de Uribe com o narcotráfico?



Pablo Escobar's biography written by his lover: gangster, billionaire, enemy, monster, myth.

Loving Pablo, Hating Escobar 2010





Pablo Escobar and Virginia Vallejo campaigning in 1983


Encontrei esse comentário na internet:
"RECENTEMENTE A VIÚVA DE PABLO ESCOBAR, LANÇOU NA ESPANHA UM LIVRO ONDE NARRA O ENVOLVIMENTO DE ALBERTO URIBE COM O NARCOTRÁFICO. FOI PRIMEIRA PÁGINA DO EL PAÍS, É SÓ PESQUISAR.A FAMIGLIA URIBE TÁ ENVOLVIDA ATÉ O PESCOÇO COM O NARCOMILITARISMO".


09/10/2007 - 17h28
Presidente colombiano admite que encontrou mulher de Pablo Escobar em 1992

Bogotá, 9 out (EFE).- O presidente da Colômbia, Álvaro Uribe, admitiu hoje que, em dezembro de 1992, se reuniu com María Victoria Hainaut, viúva de Pablo Escobar, que durante anos foi chefe do cartel de Medellín.


No entanto, o governante afirmou que nunca teve qualquer relação de amizade com o chefão do tráfico.


Em entrevista à rádio "RCN", de Bogotá, Uribe declarou que, no encontro com a mulher de Escobar, morto a tiros pela Polícia em 1993, tentou convencê-la a fazer o traficante a se entregar às autoridades.


Na reunião, estiveram presentes um líder político regional, um procurador e um promotor de Medellín, lembrou o presidente, segundo quem os contatos eram de conhecimento público.


"Pedimos à mulher de Pablo Escobar que ele se entregasse, que não continuasse destruindo Medellín com bombas", disse Uribe, que disse ter assumido a gestão depois de um "enorme atentado" com explosivos contra um hotel de Bogotá.


O presidente destacou que, no encontro com a mulher de Escobar, só conseguiu dela "uma declaração de boa vontade", que acabou "não avançando".


"Não se soube mais nada. Não houve mais reuniões", acrescentou o governante, que frisou que, na época, como congressista, defendia uma política do então presidente liberal César Gaviria (1990-1994) para os chefões do tráfico.

Escobar recorreu a ela em 1991 e se isolou numa prisão construída por ele mesmo numa zona rural próxima à cidade de Medellín, no noroeste da Colômbia.





Porém, no ano seguinte, ele fugiu do local junto com alguns comparsas que o acompanhavam.


O desmentido de Uribe sobre sua suposta amizade com Pablo Escobar é o segundo do presidente desde 1º de outubro, quando, num comunicado público, negou as afirmações que uma ex-apresentadora da TV colombiana fez no livro "Amando Pablo, Odiando Escobar".


A mulher, que foi amante do traficante, diz na obra que Uribe foi amigo de Escobar, ao que o presidente respondeu: "Não fui amigo de Pablo Escobar nem quando isso estava na moda".



25 de Novembro de 2007 às 12h 00m · Maira · Arquivado sob Geral
Em Miami, a ex-amante do chefão do tráfico ataca o presidente colombiano
Francesc Relea

A figura do narcotraficante Pablo Escobar, morto há 14 anos, ainda abala a classe política colombiana.


Virginia Vallejo, 57 anos, que durante mais de cinco foi amante do chefe do Cartel de Medellín, a organização criminosa mais poderosa que atuou na Colômbia, rompeu um longo silêncio para falar do passado e do presente de seu país.


“O silêncio me salvou. Sou a única sobrevivente, todos os outros estão mortos”, ela diz.
No livro “Amando a Pablo, Odiando a Escobar” (editora Random House Mondadori), Vallejo ataca importantes líderes políticos, aos quais atribui ligações estreitas com o ex-chefão da droga.

Refugiada nos EUA à espera de asilo político, Virginia Vallejo concedeu uma longa entrevista a EL PAÍS, a primeira desde que deixou a Colômbia, há mais de um ano. Desaparecida de cena há mais de uma década, durante a qual proliferaram piadas e rumores da pior espécie, a apresentadora de televisão, repórter, modelo e atriz volta a falar como uma testemunha incômoda para os políticos colombianos, e o presidente Álvaro Uribe se apressou a refutar as acusações do livro.


“O narcoestado sonhado por Pablo Escobar hoje está mais vivo que nunca na Colômbia”, diz a diva dos anos 1980.


“Os narcotraficantes prosperaram na Colômbia não porque foram gênios, mas porque era muito barato comprar os presidentes”, diz Vallejo, que menciona três nomes como “narcopresidentes”: Alfonso López Michelsen, Ernesto Samper e Álvaro Uribe.

Do atual presidente, Uribe, ela diz que era idolatrado pelo chefe do cartel de Medellín.


Álvaro Uribe - Presidente da Colombia

Afirma que o governante, em sua etapa como diretor da Aeronáutica Civil (1980-1982), “concedeu dezenas de licenças para pistas de pouso e centenas para os aviões e helicópteros com os quais se construiu toda a infra-estrutura do narcotráfico”.
“Pablo costumava dizer: ‘Se não fosse por esse bendito rapaz, teríamos de nadar até Miami para levar a droga aos gringos. Agora, com nossas próprias pistas, estamos feitos. É pista própria, aviões próprios, helicópteros próprios…’ Levavam a mercadoria até Cayo Norman, nas Bahamas, quartel das operações de Carlos Lehder, e dali para Miami sem problemas.”


Virginia Vallejo está disposta a defender publicamente tudo o que escreveu e declarou,
e a passar por um detector de mentiras.

Foram os anos dourados de Pablo, dos Ochoa, de Gonzalo Rodríguez Gacha, o Mexicano, Lehder… Transportavam até 300 quilos de cocaína por hora e por dia. Estavam no lugar perfeito na hora perfeita, mas no final todos tiveram um destino trágico. Em três anos esses homens passaram de ladrões de automóveis a donos de fortunas de US$ 3 bilhões. Quando conheci Pablo, não sabia que tinha tanto dinheiro. Soube pelas revistas ‘Forbes’ e ‘Fortune’, que o classificaram como o sétimo homem mais rico do mundo”, comenta Vallejo.

Outro episódio que ilustra os supostos vínculos entre Uribe e Escobar é a morte de Alberto Uribe Sierra, pai do presidente, em 1983, pelas mãos da quinta frente das guerrilhas Farc.


“Pablo gostava muito de Alvarito”, explica a ex-namorada de Escobar. “Quando as Farc mataram o pai de Uribe, em uma tentativa de seqüestro, Pablo enviou um helicóptero para recolher os restos. O irmão dele, Santiago, estava sangrando muito. Estavam em uma fazenda distante de Medellín, onde não havia helicópteros nem infra-estrutura aeronáutica de qualquer tipo. Pablo deu a ordem de enviar o helicóptero e me contou isso alguns dias depois. Sentiu muito pela morte. Estava muito triste. Me disse: ‘Quem pensa que este é um negócio fácil está muito enganado. É uma enxurrada de mortos. Todos os dias temos de enterrar amigos, sócios e parentes’. Me disse que ele também poderia ser morto e me perguntou se eu estaria disposta a escrever sua história.”

Segundo o National Security Archive, um grupo não-governamental de pesquisas baseado na Universidade George Washington, Álvaro Uribe foi um amigo próximo de Pablo Escobar, que colaborou com o cartel de Medellín.


O mesmo grupo divulgou em 1991 uma lista dos narcotraficantes colombianos mais importantes, elaborada pelos serviços de inteligência americanos, na qual Escobar ocupava o 79º lugar e Uribe o 82º.

Antes de escapar da Colômbia, Virginia Vallejo tentou dar seu depoimento no julgamento contra o ex-ministro da Justiça Alberto Santofimio, acusado de ser o mandante do assassinato do candidato presidencial liberal Luis Carlos Galán, em 1989.


“Meu depoimento teria envolvido toda a classe política da Colômbia”, afirma Vallejo.


De modo suspeito, a fase da exposição de provas foi encerrada com rapidez incomum, e a declaração de Virginia Vallejo foi difundida pela televisão mas não incluída no sumário.

Santofimio foi condenado na última quinta-feira a 24 anos de prisão por homicídio com fins terroristas.

O planejamento e o financiamento do crime foram atribuídos a Pablo Escobar.


Segundo a ex-namorada do traficante, Santofimio era o candidato de Escobar nas eleições presidenciais, e a ligação entre o chefão e os líderes do Partido Liberal, “sobretudo o ex-presidente López Michelsen, o homem mais poderoso da Colômbia até o ano passado, quando morreu aos 94 anos”.
Vallejo afirma que na sua presença “Santofimio instigou Pablo pelo menos em três ocasiões a eliminar Luis Carlos Galán”. “Contei isso em julho passado ao jornal ‘Miami Herald’. Poucos dias depois, o jornal ‘El Tiempo’ e o Partido Liberal se uniram em torno de Santofimio para proteger o homem que conhece o preço de toda a classe política da Colômbia.”


Virginia Vallejo fugiu de seu país com ajuda americana.
Às 6 da manhã de 18 de julho de 2006, três veículos blindados da embaixada dos EUA em Bogotá, armados com metralhadoras, a levaram de sua casa até o aeroporto.


Pouco depois, um avião do Departamento Antidrogas dos EUA (DEA) decolou para Miami. “Fui à embaixada dos EUA, me reuni com o adido do Departamento de Justiça, Jerry MacMillan, a quem ofereci cooperação no julgamento dos irmãos Rodríguez Orejuela, que ia começar seis semanas depois nos EUA. O funcionário arregalou os olhos quando soube que eu era a amante de Escobar.”

Ela foi interrogada durante cinco dias em Miami.


No julgamento dos Rodríguez Orejuela bloquearam uma fortuna de US$ 2,1 bilhões.


Ao contrário do que publicaram vários órgãos da mídia, Virginia Vallejo não goza da condição de testemunha protegida nos EUA.


“Finalmente me disseram: ‘Você não serve para o caso dos Rodríguez Orejuela, vamos devolvê-la para a Colômbia. Eu expliquei como eles corromperam a classe política e dois presidentes da República. E isso não serve? Me espremeram como uma laranja, entreguei todos os nomes dos políticos envolvidos com o tráfico, falei sobre a relação de Uribe com Escobar… Disseram que nada disso servia para o processo dos Rodríguez Orejuela, que me mandariam de volta ao meu país e a justiça colombiana me protegeria. Eu lhes disse que não, que a mulher do contador dos Rodríguez Orejuela estava morta porque ele havia subido em um avião da DEA. Disse a eles que ficaria em Miami e pedi asilo político.” A burocracia pode demorar anos. Enquanto isso, a ex-apresentadora de televisão não pode sair do território americano. “Meu destino na Colômbia seria a tortura e a morte. Uribe declarou guerra a mim através de todos os microfones.”

Na cobertura de um arranha-céu de 37 andares, com uma vista espetacular da baía de Miami, a ex-diva colombiana mostra algumas revistas em cuja capa saiu -Bazaar, Cosmopolitan, Al Día- e fotos dos anos felizes nas quais aparece com a mais alta sociedade colombiana e com Pablo Escobar.


São lembranças de uma época dourada, quando era a apresentadora mais conhecida e mais bonita da televisão; como uma breve carta de seu amante:


“Virginia, não pense que não sinto sua falta porque não telefono. Não pense que se não a vejo não sinto sua falta”.

Vallejo trabalhou de 1972 a 1994 como jornalista, repórter e entrevistadora.


Durante três anos teve sua própria produtora, TV Impacto (1981-83).


“Foi uma época negra para captar publicidade, na qual perdemos muito dinheiro, o equivalente a US$ 250 mil. Pablo pagou de uma vez essa dívida quando se apaixonou por mim.”
“Naquela época”,
lembra, “era um deputado do interior, de origem humilde, e eu era uma estrela e uma diva da alta sociedade, a mulher mais famosa da Colômbia. Para ele foi uma grande honra eu lhe dedicar uma hora do meu programa. Eu não sabia nada sobre o narcotráfico nem sobre as grandes fortunas.”

A relação com o chefe do cartel de Medellín interrompeu sua carreira de sucesso. Começaram os telefonemas anônimos e as calúnias, ao mesmo tempo em que ela perdia programas de televisão e contratos publicitários.


“Chegaram a publicar que a esposa de Escobar havia desfigurado meu rosto.”



Por que decidiu falar, depois de 20 anos de silêncio, se este foi sua melhor proteção?


“Minha missão é contar a história para que a nova geração de colombianos saiba o que aconteceu.”


Mas por que agora?


“Porque se conjugaram quatro processos judiciais simultaneamente, é como uma coisa do destino. Havia o processo em andamento contra Alberto Santofimio Botero pelo assassinato de Luis Carlos Galán; a Comissão da Verdade investigava o ataque ao Palácio da Justiça de 1985; havia um processo nos EUA contra os chefes do cartel de Cali, dos irmãos Rodríguez Orejuela, e havia outro processo nos EUA contra os donos da multinacional que me havia despojado de todo o meu patrimônio. Eu era testemunha chave em quatro processos gigantescos, dois deles assassinatos históricos na Colômbia e dois processos enormes nos EUA.”

Durante 20 anos lhe ofereceram todo o dinheiro do mundo para que falasse de Pablo Escobar. Muitos jornalistas quiseram escrever a história de Virginia Vallejo com
o chefe do cartel de Medellín.

“Eu lhes dizia que escreveria a história quando quisesse. Escrevi o que vivi, esta não é a história de Pablo Escobar, é minha história com Pablo e com outros homens. É minha autobiografia”, afirma.
“Pablo fez de mim a mulher mais feliz do mundo. Apesar de nunca termos viajado juntos, nunca fomos a Paris, nunca fomos às Seychelles, nunca me levou à Cartier para comprar diamantes… Nos encontrávamos no hotel Intercontinental de Bogotá, no meu apartamento ou no dele em Medellín. E depois na selva, era como ir encontrar o Che Guevara na selva boliviana.”


O assassinato do ministro Rodrigo Lara Bonilla, em 1984, mudou a relação dos amantes.

“Ele nunca admitiu esse crime. Eu também não perguntei. Ele sabia que eu sabia. A perseguição que Lara desencadeou contra Pablo foi infernal e acabou com nossa lua-de-mel e nossa tranqüilidade, até que houve a apreensão nos laboratórios de Yarí, de US$ 1 bilhão. Isso Pablo não perdoou e mandou matar Lara Bonilla. Nos separamos e deixamos de nos encontrar durante um ano. Depois ele me disse que ia massacrar meu país e que substituiria as balas por dinamite. Transformou-se em um monstro depois de nossa separação, quando começou a guerra do narcoterrorismo. Transformou-se em meu inimigo porque eu não quis escrever sua versão do ataque ao Palácio da Justiça nem sua biografia apologética, e porque queria sair da Colômbia. Não era mais o homem que eu tinha amado loucamente.”

Foi uma relação que combinou paixão com uma vida espartana e dura.
Escobar treinou sua amante para situações de perigo extremo.


“Você tem muitos inimigos e tem de aprender a se defender e aprender a se matar se forem mais de quatro. Ele me entregou uma pistola.”

Mas, olhando para trás, Virginia não se arrepende dessa relação.


“O amei mais que todas as mulheres que ele pôde ter e o odiei mais que todas as vítimas juntas”, conclui Vallejo.

“Hoje tenho todas as perspectivas possíveis sobre Pablo. Agora vejo claro, meu único lugar é junto com as vítimas. Passou a época do amor, do ódio e do terrorismo. O livro é como uma catarse que lembra o amor que compartilhamos, depois o terror e depois o perdão, até que eu possa me transformar na porta-voz das vítimas. Escobar armou uma rede de corrupção que dura até hoje e se estende ao México e a toda a área caribenha.”
El Paíshttp://www.elpais.com/


Excerpt from the Introduction. Copyright Virginia Vallejo 2009

“As Jerry McMillan, Attaché of the Department of Justice, stretches out his hand and says that I am now under the protection of the Federal Government of the United States of America, I say a silent prayer for him, Ambassador William Wood and every single one of their children. Unbeknownst to them, the USA has just saved me from death under torture at the hands of one dozen butchers. But—unbeknownst to me—I am the American Government’s secret weapon in a 2.1 billion dollar criminal case.” ******************
“When the DEA officers finally leave my room and I’m left there with that ton of luggage and that piercing pain as my only company, I prepare myself for something worse than a prospective appendicitis. I am perfectly conscious that, if returned to Colombia, I will not be the first person to be killed or disappeared after offering to cooperate with the Department of Justice. I can visualize my arrival in Bogotá… those large SUVs with their black windows… waiting for me… sent by President Uribe, former Director of the Civil Aviation Agency and my lover’s errand boy from 1980 to 1982 … or by Colombian Defense Minister Juan Manuel Santos, whose generals murder thousands of poor teenagers to claim rewards and present them to the Pentagon as “evidence” of their success in the war against rebels… or by Military Intelligence, the B-2 that provided official badges to the eighteen assassins of the presidential candidate with eighty-five bodyguards, Luis Carlos Galan, and then murdered the other three who did not have bodyguards because they were leftist and poor… or by the Black Eagles, Uribe’s fanatic paramilitary squads who send all opposition journalists to exile or to a grave… or the Director of the Colombian Secret Service DAS and the Inspector General who cater to narco-presidents Alfonso Lopez and Ernesto Samper … or by henchmen of Alberto Santofimio’s, with blood ties to both the Rodriguez-Orejuela of the Cali cartel and the Lopez of Semana… Yes, upon my arrival someone wearing an official badge provided by the B-2, the DAS or the F-2 will exhibit an “order of capture” for God knows what and once inside that van my destiny will be torture and the bottom of a bathtub filled with sulfuric acid and quicklime, like those innocent workers of the cafeteria of the Palace of Justice detained and disappeared by the military after the 1985 siege, whose bodies, torn to pieces and washed in blood, still haunt my nightmares on days of despair and join me in prayers to the God of my Tears.”

The story

In 1983 Virginia Vallejo was Colombia’s number one television star. A sophisticated socialite, she had been courted by the country’s traditional billionaires when she met Pablo Escobar. The ambitious politician of humble origins, also thirty-three, introduced the elegant anchor-woman to a world in which never-ending floods of money poured into his charitable works and the campaign of the Presidential candidates of his choice, at a time when both Forbes and Fortune listed him as the seventh richest man in the world.

In Loving Pablo, Hating Escobar the author describes the birth of the cocaine industry, a world of unbelievable new wealth, her former lover’s meteoric rise and fall and the evolution of one of the most powerful criminal minds of all times: his strengths and vulnerabilities, his fits of jealousy and methods of punishment, his addictions and fantasies, his legendary capacity for corruption and terror and the links of his trade to dictators, presidents and the Colombian Army and Secret Service.

In the early stages of what later became a multi-faceted and stormy romantic relationship, the television journalist who inspired the drug lord's passion also witnessed the birth of the extreme-right paramilitary squads, her lover's relationship with extreme-left guerrillas, his role in historic tragedies like the 1985 Palace of Justice siege and his capacity to seduce the poorest of the poor, manipulate the Press and subdue anyone who crossed his path in what he considered a fight for a nationalistic cause: the elimination of the Extradition Treaty with the United States of America.

The joy and happiness of their first years fastly turned into a story of unending suffering, horror and shame. After Vallejo and Escobar separated in late 1987, he went into a bloody war with the Colombian Government and the Cali Cartel.

Loving Pablo, Hating Escobar is the intimate biography of the legendary drug baron and the only love story ever inspired by him. Besides his wife, Virginia Vallejo remains the only adult woman in Escobar’s romantic life. She was also the only prominent one and the witness of key events that parted in two the History of Colombia.

The first person to read the manuscript of Amando a Pablo, Odiando a Escobar was Nobel prize-winner Gabriel García-Márquez.

When Vallejo’s first book became an instant bestseller in every country where it was launched and the Venezuelan and Ecuadorean presidents praised it, Colombian President Uribe publicly called Virginia Vallejo “a liar” and accused a foreign correspondent of being her ghost-writer.

The journalist angrily denied any cooperation with the author, but in the next two days he received twenty-four death threats and was forced into exile. In January 2007, Virginia Vallejo filed for political asylum in the United States and she now lives in Miami.

Recent Events

On July 11th 2008, Virginia Vallejo testified during five hours in the Colombian Consulate in Miami on the reopened case of the Palace of Justice siege. She confirmed that Pablo Escobar had financed the coup, committed in 1985 by the M-19 rebel group. In October and November 2008, she described in radio stations how her reserved testimony to the Colombian Attorney General's Office had been filtered to El Tiempo, the newspaper controlled by the family of Colombian Vice President Francisco Santos and the Defense Minister Juan Manuel Santos, Alvaro Uribe's key officers in the distribution of five billion dollars in American military aid to Colombia.

During 18 months Amando a Pablo, odiando a Escobar became the #1 bestseller in Spanish in the United States of America.

In Colombia, the pirate edition - promoted by leading newspapers and magazines close to the Goverment - sold thousands of copies.

In Mexico it was forbidden after selling 29,000 units on the first trimester.

In the recent Buenos Aires Book Fair the book was completely sold out (esgotado).

All major movie projects on Pablo Escobar have been apparently cancelled or delayed. Virginia Vallejo-Garcia has received several offers to take her story to the screen once the updated version is released in 2010.

To this day, Random House Mexico refuses to pay Virginia Vallejo any royalties on Amando a Pablo, odiando a Escobar.

Random House Inc., distributor of a book written by Escobar's brother, has tried to block the publication of Loving Pablo, Hating Escobar, the English version.





En Maria Elvira Live!, el Presidente de Colombia Alvaro Uribe le saca el cuerpo al tema de su gestión en la Aeronáutica Civil y su relación con Pablo Escobar.




Virginia Vallejo habla para CNN sobre su relación con Pablo Escobar, jefe del cartel de Medellín, el asesinato del candidato presidencial Luis Carlos Galán y la toma del Palacio de Justicia






Video made in 1994 for Ed Hookstratton of Beverly Hills, Johnny Carson's and Tom Brokaw's agent.

http://www.lovingpablo.com/


Uribe foi amigo íntimo de Pablo Escobar
Neste artigo José Paulo Gascão desmascara a farsa mediática montada por Uribe a propósito do resgate de Ingrid Betancourt,resultante na realidade da traição de dois responsáveis das FARC. Evoca tambem - citando passagens do livro da jornalista Virginia Vallejo - pormenores da amizade que ligou o actual presidente da Colombia a Pablo Escobar, tão sólida que o rei do narcotráfico afirmava que sem a colaboração activa de Uribe o negócio da droga não teria podido desenvolver-se.

Não foi por razões humanitárias que o governo de Álvaro Uribe rejubilou com o resgate de Ingrid Bettancourt, dos 3 norte-americanos «cedidos pelo FBI à DEA» e de mais 11 prisioneiros de guerra.

O resgate do passado dia 2 de Julho também não teve nada a ver com o guião descrito pelo governo colombiano, digno de um daqueles filmes de Hollywood em que se reescreve a História da 2ª Guerra Mundial.
Um comunicado do
Secretariado das FARC de 5 de Julho esclarecia que «a fuga dos 15 prisioneiros de guerra (…) foi consequência directa da desprezível conduta de César e Enrique [os dois ex-guerrilheiros exibidos na TV], que atraiçoaram o seu compromisso revolucionário e a confiança que neles se depositou».
A Rádio Suisse Romande, com boas relações com o negociador suíço junto das FARC para o intercâmbio humanitário, fala num pagamento de 20 milhões de dólares.
Este revés das FARC serviu a Uribe para uma grande operação de propaganda mediática com objectivos precisos:

Ingrid Bettancourt
Resumir o problema dos prisioneiros de guerra de cada uma das forças beligerantes a Ingrid Bettancourt e aos 3 norte-americanos. Mesmo os restantes prisioneiros resgatados ficaram no limbo noticioso: foram 11;
Fazer esquecer que o Exército colombiano, apesar dos seus 400.000 efectivos, é incapaz de derrotar as FARC;
Impedir o intercâmbio humanitário das centenas de prisioneiros de guerra em poder das duas forças beligerantes;
Desviar a atenção da acusação que lhe moveu o Supremo Tribunal por ter comprado os votos no Congresso que permitiram a sua reeleição, e do facto de 32 senadores (a maioria do Partido de Uribe), num total de 102, estarem presos e/ou acusados de ligações aos cartéis da droga, aos bandos paramilitares e à venda de votos que permitiu a reeleição de Uribe;
Dar início a uma extraordinária operação de propaganda interna e externa de auto-promoção, tentando garantir que os EUA não lhe darão o tratamento que deram ao também traficante de droga general Noriega do Panamá.

Seja qual for a posição que se tenha em relação ao conflito colombiano, o fim do sofrimento de prisioneiros de guerra é sempre um motivo de regozijo.
A verdade é que, de facto, Ingrid não é verdadeiramente uma prisioneira de guerra.
Eleita senadora em 1998 pelo Partido Liberal, decide candidatar-se à Presidência da República em 2002.
Como Uribe já estava nomeado pelo Partido Liberal, funda o partido Oxigénio Verde e anuncia em campanha eleitoral que ia à selva colombiana falar com Manuel Marulanda, pois era ela quem ia resolver o conflito colombiano…
Interceptada num posto de controlo das FARC foi mandada de volta e em paz.
Faz uma 2ª tentativa em 23 de Fevereiro de 2002 e é, por fim, feita prisioneira…

Agora, uma vez resgatada e aparentando uma saúde digna de inveja, Ingrid logo se assumiu como apoiante de Uribe, e iniciou uma campanha humanitária pela libertação dos prisioneiros de guerra em poder das FARC, esquece as centenas de prisioneiros de guerra do Estado colombiano e afasta o intercâmbio humanitário dos prisioneiros das duas forças beligerantes.

Novos dados sobre Uribe
No seu livro há pouco lançado, “Amando Pablo, Odiando Escobar” (editora Random House Mondadori), Virgínia Vallejo, que foi diva colombiana dos anos 80 (hoje com 58 anos), apresentadora de TV, repórter, modelo, actriz e amante de Pablo Escobar durante cinco anos, é, seguramente, a mais incómoda testemunha contra Álvaro Uribe que, como Director da Aeronáutica Civil da Colômbia, e citamos, «concedeu dezenas de licenças para pistas de aterragem e centenas para aviões, helicópteros, com os quais se construiu toda a infra-estrutura do narcotráfico».

De Álvaro Uribe, Pablo Escobar costumava dizer que «se não fosse por esse bendito rapaz, teríamos de nadar até Miami para levar a droga aos gringos. Agora, com nossas próprias pistas, estamos preparados. É pista própria, aviões próprios, helicópteros próprios…».
Mas Virgínia Vallejo não refere apenas Pablo Escobar. Também cita Álvaro Uribe em confidência após a morte do pai, Alberto Uribe (1), num tiroteio com um comando das FARC:
«Quem pensa que este [o narcotráfico] é um negócio fácil está muito enganado. É uma enxurrada de mortos. Todos os dias temos de enterrar amigos, sócios e parentes». E tão orgulhoso estava da saga dos narcotraficantes que não se coibiu a perguntar a Virgínia Vallejo se «estaria disposta a escrever sua história».

Com tudo isto, torna-se mais compreensível a afirmação que «o narcoestado sonhado por Pablo Escobar hoje está mais vivo que nunca na Colômbia».

A Luta das FARC
Sempre as FARC estiveram dispostas a estabelecer a paz e a fazer acordos políticos para uma Colômbia com Justiça Social.

Vinte anos depois de iniciada a luta armada, em 1984, durante a presidência de Belisário Betancur, foi assinado um acordo onde se previa a organização do movimento guerrilheiro em partido político, o que se concretizou em Maio de 1985, com o nome de União Patriótica (UP).
Mas se as FARC estavam de boa fé, tal não sucedia com o Estado terrorista da Colômbia e desde logo se desencadeou uma campanha de assassínios e massacres de que a polícia e tribunais nunca apuraram responsáveis.

«Centenas dos seus membros e simpatizantes foram assassinados no decurso de diversos massacres. No dia 11 de Novembro de 1988, por exemplo, quarenta militantes foram publicamente executados na praça central do município de Segóvia, no distrito de Antioquia. (…) Foram mortos centenas de presidentes de câmaras e representantes dos poderes locais, tendo ocorrido por vezes o assassinato sucessivo de quatro autarcas do movimento na mesma localidade» (2). É pois natural que as FARC tenham definido «continuar o caminho traçado pelo inolvidável Comandante Manuel Marulanda Velez, isto é, o da política total, que é a luta estratégica pela tomada do poder pela via das armas e da insurreição com o que se chegará a um governo revolucionário, ou pela via das alianças políticas para a instauração de um governo verdadeiramente democrático, em consonância com a Plataforma Bolivariana pela Nova Colômbia» (3).

(1) Este foi pouco noticiado nos media, para que se não falasse da prova macabra material que Uribe exigiu ao assassino.
(2) Iván Cepeda Castro e Claudia Girón Ortiz, investigadores da Fundação Manuel Cepeda - Vargas, Santa Fé de Bogotá, in Monde Diplomatique, Maio de 2005.
(3) Entrevista a Ivan Marquez, membro do Secretariado das FARC, em 25 de Julho 2008, in
anncol

In "
O Diário.info"

http://ocastendo.blogs.sapo.pt/361625.html

sexta-feira, 7 de agosto de 2009

CONTRA A INSTALAÇÃO DE BASES MILITARES NORTEAMERICANAS


As bases ianques na Colômbia
Neste momento o narco-presidente-fascista "de fato" ILEGAL e ILEGÍTIMO da Colômbia, Álvaro Uribe Vélez, em um giro desesperado pelos países do continente, está tentando em vão explicar sua ausência na Cúpula da UNASUL do dia 10 próximo, ao mesmo tempo em que tenta convencer o governo de Michele Bachelet, do Chile, de que o acordo secreto para a instalação de sete bases ianques em território colombiano não tem relação com os governos progressistas da Venezuela e Equador.

O tema das novas bases aeronavais norteamericanas na Colômbia
comociona a região e toda a América.

Será abordado na reunião da Unasul e no Conselho Sulamericano de Defesa no ximo dia 10 de agosto, em Quito, coincidindo com a posse presidencial de Rafael Correa para o seu segundo mandato, na data do bicentenário do primeiro grito de independência de Quito (10 de agosto de 1809).

Lá estarão os presidentes, mas Uribe anunciou que não comparecerá, nem o seu chanceler Jaime Bermúdez.

Nega-se a discutir o assunto com seus similares e quer colocá-los diante do
fato consumado.



Fontes militares norteamericanas alegam a necessidade de buscar um substituto à base de Manta, no Pacifico equatoriano, desde a qual efetuaram o último voo em 17 de julho e que devem abandonar definitivamente em 15 de setembro.

Além disso, a nova Constituição equatoriana proíbe a instalação de bases militares estrangeiras no seu território.

Mas não se trata de uma simples permuta, mas sim de uma concepção estratégica global colocada em funcionamento visando um controle continental, a ?nova arquitetura? do Comando Sul, a qual se vincula ao Plano Colômbia e sua extensão, assim como a reativação da IV Frota.

Nas bases militares de Tres Esquinas e Larandia, no departamento de Caquetá, e de Villavicencio, no departamento de El Meta, operam aviões e dispositivos de inteligência do Pentágono, e também pessoal militar norteamericano que vem intervindo no conflito interno colombiano (basta relembrar da operação de resgate de Ingrid Betancourt e de três militares ianques capturados em ação que rapidamente foram repatriados).
Atualmente existem 800 efetivos norteamericanos nas bases, além de outros 600 disfarçados de "terceirizados" por empresas de segurança, ou seja: mercenários.
Esses números aumentariam consideravelmente com as novas bases, além de que, esse pessoal teria um virtual estatuto de impunidade para todo tipo de delito cometido na Colômbia, como tem denunciado o Pólo Democrático Alternativo.

As novas bases serão Palanquero, em Puerto Salgar, departamento de Cundinamarca, que é a maior delas e projeta-se sobre todas as outras regiões do continente.

Possui uma pista de três mil metros, hangares para uma centena de aviões e instalações para dois mil homens.
Um informe do Comando Aéreo para a Mobilidade da Força Aérea dos EUA denominado 'Estratégia Global em Rota' e revelado pelo jornal colombiano El Tiempo em fins de maio passado, destaca o interesse do Comando Sul nesta base e o seu desejo de convertê-la numa Localidade de Cooperação em Segurança (CSL) para atingir seus objetivos até 2025, a fim de criar corredores aéreos e bases que permitam maior alcance para suas operações.
Dali um cargueiro C-17 poderia percorrer quase a metade do continente sem reabastecimento, e com o combustível apropriado, a sua totalidade com exceção do Cabo de Hornos, no extremo sul.
No projeto orçamentário já apresentado ao Congresso são previstos 45 milhões de dólares para modernizar e preparar tal base.
A mesma se juntaria à de Apiay, um pouco mais ao sul, na Planície Oriental, e a de Malambo, no departamento Atlântico, muito próximo de La Guajira.
Um estudo informa que a localização do trio conforma um semicírculo que, virtualmente, rodeia a Venezuela, sem contar com as vizinhanças de Malambo com a quente península guajira, que ambas as nações dividem, e cuja presença como município dentro do estado venezuelano de Zulia explica uma das formas como o acordo pode ser usado por Washington para hostilizar a Venezuela.
Em Zulia, com um governo em mãos opositoras, foi denunciada a presença de paramilitares (colombianos) e de projetos separatistas.
URL:: http://anncol-brasil.blogspot.com/
Sete punhais cravados no coração da América -1
FIDEL CASTRO
Leio e releio dados e artigos elaborados por personalidades inteligentes, conhecidas ou pouco conhecidas, que escrevem em diversos meios e tomam a informação de fontes não questionadas por ninguém.
Os povos que habitam o planeta, em todos os lugares, correm riscos econômicos, ambientais e bélicos, derivados da política dos Estados Unidos, mas em nenhuma outra região da terra são ameaçados por tão graves problemas como seus vizinhos, os povos que moram neste continente ao Sul desse país hegemônico.
A presença de tão poderoso império, que em todos os continentes e oceanos dispõe de bases militares, porta-aviões e submarinos nucleares, navios de guerra modernos e aviões de combate sofisticados, portadores de todo tipo de armas, centenas de milhares de soldados, cujo governo reclama para eles impunidade absoluta, constitui a mais importante dor de cabeça de qualquer governo, seja de esquerda, centro ou direita, aliado ou não dos Estados Unidos.
O problema, para os que somos vizinhos dele, não é que ali se fale outro idioma e seja uma nação diferente. Há norte-americanos de todas as cores e todas as origens. São pessoas iguais a nós e capazes de qualquer sentimento num sentido ou outro. O dramático é o sistema que ali se desenvolveu e impôs a todos. Tal sistema não é novo quanto ao uso da força e os métodos de domínio que têm prevalecido ao longo da história. O novo é a época que vivemos. Abordar a questão destes pontos de vista tradicionais é um erro e não ajuda ninguém. Ler e conhecer o que pensam os defensores do sistema ilustra muito, porque significa estarmos conscientes da natureza de um sistema que se apóia no apelo constante ao egoísmo e aos instintos mais primários das pessoas.
Se não existisse a convicção do valor da consciência, e sua capacidade de prevalecer sobre os instintos, não se poderia expressar sequer a esperança de mudança em qualquer período da brevíssima história do homem. Tampouco poderia se compreender os terríveis obstáculos que se levantam para os diferentes líderes políticos nas nações latino-americanas ou ibero-americanas do hemisfério. Em última instância, os povos que viviam nesta área do planeta desde há dezenas de milhares de anos, até a famosa descoberta da América, não tinham nada de latinos, de ibéricos ou de europeus; seus traços eram mais parecidos aos asiáticos, donde procederam seus antepassados. Hoje os vemos nos rostos dos índios do México, América Central, Venezuela, Colômbia, Equador, Brasil, Peru, Bolívia, Paraguai e Chile, um país onde os araucanos escreveram páginas inesquecíveis. Em determinadas zonas do Canadá e no Alaska conservam suas raízes indígenas com toda a pureza possível. Mas no território principal dos Estados Unidos, grande parte dos antigos habitantes foi exterminada pelos conquistadores brancos.
Como todo mundo sabe, milhões de africanos foram arrancados de suas terras para trabalhar como escravos neste hemisfério. Em algumas nações como Haiti e grande parte das ilhas do Caribe, seus descendentes constituem a maioria da população. Em outros países formam amplos setores. Nos Estados Unidos os descendentes de africanos constituem dezenas de milhões de cidadãos que, como norma, são os mais pobres e discriminados.
Ao longo de séculos essa nação reclamou direitos privilegiados sobre nosso continente. Nos anos de Martí tentou impor uma moeda única baseada no ouro, um metal cujo valor tem sido o mais constante ao longo da história. O comércio internacional, em geral, se baseava nele. Hoje nem sequer isso. Desde os anos de Nixon, o comércio mundial se fez com o bilhete de papel impresso pelos Estados Unidos: o dólar, uma divisa que hoje vale cerca de 27 vezes menos que no início da década de 70, é uma das tantas formas de dominar e calotear o resto do mundo. Hoje, porém, outras divisas estão substituindo o dólar no comércio internacional e nas reservas de moedas conversíveis.
Se por um lado as divisas do império se desvalorizam, por outro suas reservas de forças militares crescem. A ciência e a tecnologia mais moderna, monopolizadas pela superpotência, têm sido derivadas em grau considerável para o desenvolvimento das armas. Atualmente não se fala só de milhares de projéteis nucleares, ou do poder destrutivo moderno das armas convencionais; se fala de aviões sem pilotos, tripulados por autômatos. Não se trata de simples fantasia. Já estão sendo usadas algumas naves aéreas desse tipo no Afeganistão e outros pontos. Informes recentes assinalam que num futuro relativamente próximo, em 2020, muito antes que a calota da Antártida se derreta, o império, entre seus 2.500 aviões de guerra, projeta dispor de 1.100 aviões de combate F-35 e F-22, em suas versões de caça e bombardeiros da quinta geração. Para se ter uma idéia desse potencial, baste dizer que os que dispõem na base de Soto Cano, em Honduras, para o treinamento de pilotos desse país, são F-5; os que forneceram às forças aéreas da Venezuela antes de Chávez, ao Chile e outros países, eram pequenas esquadrilhas de F-16.
Mais importante ainda, o império projeta que no transcurso de 30 anos todos os aviões de combate dos Estados Unidos, desde os caças até os bombardeiros pesados e os aviões cisterna, serão tripulados por robôs.
Esse poderio militar não é uma necessidade do mundo, é uma necessidade do sistema econômico que o império impõe ao mundo.
Qualquer um pode compreender que se os autômatos podem substituir os pilotos de combate, também podem substituir os operários em muitas fábricas. Os acordos de livre comércio que o império trata de impor aos países deste hemisfério implicam em que seus trabalhadores terão que concorrer com a tecnologia avançada e os robôs da indústria ianque.
Os robôs não fazem greves, são obedientes e disciplinados. Vimos pela televisão máquinas que recolhem as maçãs e outras frutas. A pergunta cabe ser feita também aos trabalhadores norte-americanos. Onde estarão os postos de trabalho? Qual é o futuro que o capitalismo sem fronteiras, em sua fase avançada do desenvolvimento, atribui aos cidadãos?
Havana, 5/8/2009
Continua na próxima edição.http://www.horadopovo.com.br/

General colombiano diz agora que serão sete as bases dos EUA

O anúncio foi feito durante conferência montada pelo Comando Sul dos EUA e pela Colômbia com o pretexto de explicar o acordo repudiado por todo o continente
O comandante das Forças Armadas colombianas e o ministro da Defesa interino, general Freddy Padilla, revelou, na terça-feira, que serão sete as bases militares a serem ocupadas por militares norte-americanos no país, no acordo entre Washington e Bogotá.
O anúncio foi realizado durante a denominada Conferência de Segurança da América do Sul, organizada pelo Comando Sul dos Estados Unidos, sediada na cidade de Cartagena, na Colômbia, com a participação de generais e oficiais da Argentina, Chile, Colômbia, Estados Unidos, México, Panamá, Paraguai, Peru e Uruguai. O Brasil foi convidado, mas, segundo o Ministério da Defesa, o almirante-de-esquadra João Afonso Prado Maia de Faria, chefe do Estado-Maior da Defesa, “não compareceu por motivos de agenda”.
Além da informação que o general Padilla deixou escapar – de que os EUA terão à disposição sete e não apenas cinco bases – o evento, que foi montado com o pretexto de explicar o alcance da interferência militar norte-americana na região, serviu mais para encobrir do que esclarecer o que há de obscuro nesse acordo.
O general Fraser, que representou o Comando Sul, quando indagado a respeito do tipo de equipamento militar a ser usado na Colômbia, desconversou: “Não tenho detalhes específicos sobre o tipo de material” a ser deslocado para as bases.
Padilla assinalou que duas bases do Exército e duas da Marinha se somam às três da Força Aérea. Em duas delas, as operações de militares norte-americanos já eram conhecidas.
O ministro de Relações Exteriores do Brasil, Celso Amorim, insistiu que os Estados Unidos e Colômbia devem explicar melhor a instalação das bases militares, pois isso implica a ampliação da presença de tropas estrangeiras na região, “cujo objetivo parece ir muito além do que possa ser a necessidade interna da Colômbia”.
A questão das novas bases estadunidenses na Colômbia preocupa a todo o continente, e será tratada na reunião da União de Nações Sul-americanas (Unasul) e do Conselho Sul-americano de Defesa, em 10 de agosto em Quito, Equador, coincidindo com a posse de Rafael Correa em sua segunda presidência. Confirmaram a presença todos os presidentes, mas Álvaro Uribe anunciou que não participará, nem o chanceler colombiano, Jaime Bermúdez, criando uma situação de fato consumado e fuga do debate sobre esse tema.
Nas atuais bases militares de Três Esquinas e de Larandia, no departamento (equivalente a nosso estado) de Caquetá, e de Villavicencio, no departamento do Meta, já operam aviões e dispositivos de inteligência do Pentágono, além da presença de tropas. É publicamente conhecida a atuação de 800 efetivos norte-americanos no país, além de 600 “contratados” por “empresas de segurança”, ou seja mercenários. Pelo Tratado acertado, embora não tenham sido divulgados dados concretos, se considera que aumentará esse número. E para piorar a ameaça, os soldados norte-americanos desfrutarão de imunidade, já que Uribe concedeu ao Pentágono que a justiça colombiana fique impedida de investigar e julgar os delitos que os militares estrangeiros cometam no território nacional; também, segundo esses acertos, a Corte Penal Internacional não poderá julgá-los quando cometam crimes de guerra. O Pólo Democrático Alternativo, frente que unifica a oposição na Colômbia, denunciou essa postura servil do governo.
Das novas bases, a de Palanquero, no departamento de Cundinamarca, na região central do país, é a maior e pode atingir outras regiões do continente. Possui uma pista de 3 mil metros, hangares para uma centena de aviões e instalações para 2 mil homens. De lá um avião C-17 poderá percorrer quase a metade do continente sem necessidade de se reabastecer, e “usando o combustível apropriado até sua totalidade com exceção do Cabo de Hornos, no extremo sul”, afirmou Niko Schvarz, membro da Comissão de Assuntos e Relações Internacionais da Frente Ampla do Uruguai.
A de Apiay – que está localizada a apenas 400 km da fronteira do Brasil – fica um pouco mais ao sul e a de Malambo, no departamento Atlântico, ficam próximas a Venezuela, do estado de Zulia, cujo governo está em mãos da oposição a Hugo Chávez. A base naval de Baía de Málaga, sobre o Pacífico, está próxima ao Equador, e a de Cartagena, no departamento desse nome, sobre o Caribe. Os Estados Unidos podem ter assim a movimentação de seus navios militares no Atlântico, no Pacífico e no Caribe.
SUSANA SANTOS

Marco Aurélio a general americano:
“Bases dos EUA parecem resquício da guerra fria”
O assessor da Presidência da República para Assuntos Internacionais, Marco Aurélio Garcia, expressou ao governo norte-americano a oposição do Brasil à presença de tropas dos Estados Unidos na Colômbia, durante encontro na terça-feira (4) com assessor de segurança nacional da Casa Branca, general Jim Jones. “Nossa percepção é de que as bases estrangeiras à região aparecem um pouco como um resquício da Guerra Fria”, ressaltou.
“Não acho que a soberania seja ameaçada, mas não acho que perto da fronteira com a Amazônia, que muitas vezes é objeto da cobiça internacional, seja positivo o estabelecimento de bases cujo alcance e alvos ainda não estão muito claros”, afirmou Marco Aurélio Garcia.
O assessor do presidente Lula disse que o Brasil não pretende transformar o assunto das bases “em um foco de tensão com os Estados Unidos”, mas avaliou que a região espera que haja um novo diálogo com o governo norte-americano a partir da chegada do presidente Barack Obama à Casa Branca. “A conexão dos Estados Unidos com alguns países da América do Sul é muito tênue”, lembrou.
“O fato de que essas bases existam aqui na região não nos parece um fator que contribua para a distensão”, ressaltou Garcia, que acabou de retornar da Venezuela, onde manteve encontros com o presidente Hugo Chávez e o ministro das Relações Exteriores. “A nosso juízo está na hora de uma ação mais diplomática e talvez evitar, um pouco, uma guerra midiática”, completou.
Ele relatou que o assessor da Casa Branca “circunscreveu as bases a ações humanitárias e de combate ao narcotráfico”, mas a região está receosa quanto à interferência de militares norte-americanos. “Dissemos o seguinte: não desperdicem essa opinião favorável que existe no continente vis a vis o governo Obama”, contou. “A nosso juízo está na hora de uma ação mais diplomática e talvez evitar, um pouco, uma guerra midiática”, ressaltou Garcia.
400 km da Amazônia
O acordo entre EUA e a Colômbia prevê a instalação de três novas bases, em Malambo, Palanquero e Apiay, esta a apenas 400 km da Amazônia, segundo o documento, apresentado em abril, pela Força Aéria dos EUA num seminário militar. Operações a partir da base de Palanquero com o avião militar C-17 podem cobrir metade do continente sem necessidade de reabastecimento. Há avaliações de que qualquer ponto da América Latina poderá ser atingido pelos aviões lotados nesta base.

"CACHORRO QUE FOI MORDIDO POR COBRA TEM ATÉ MEDO DE LINGUIÇA"
EUA ocupam bases militares na Colômbia


O império das bases militares


Ao abordar as 865 bases americanas instaladas em vários países, ou mais de mil se incluídas as do Iraque e Afeganistão, o professor Hugh Gusterson questiona a sua finalidade, denuncia a agressão e as atrocidades cometidas contra as populações locais, e os bilhões de dólares para mantê-las, num momento em que a Casa Branca, afogada no vermelho, precisa desesperadamente cortar gastos. “Apesar dos políticos e especialistas dos meios de comunicação parecerem esquecidos dessas bases, tratando o posicionamento de tropas americanas espalhadas pelo mundo inteiro como se fosse um fato natural, o império americano de bases está atraindo cada vez mais a atenção de acadêmicos e ativistas”, diz
HUGH GUSTERSON*
Antes de ler este artigo, tente responder: quantas bases os Estados Unidos têm em outros países?

a) 100; b) 300; c) 700; ou d) 1.000.


De acordo com a própria lista do Pentágono, a resposta é 865, mas, se incluirmos as novas bases no Iraque e no Afeganistão, são mais de mil.

Essas mil bases constituem 95% de todas as bases militares que todos os países do mundo mantêm em território de outro país. Em outras palavras, os Estados Unidos estão para as bases militares assim como a Heinz está para o ketchup.
Antigamente, o colonialismo praticado pelos europeus consistia em conquistar países inteiros e administrá-los. Mas isso era deselegante. Os Estados Unidos foram os pioneiros numa abordagem mais requintada para um império global. Conforme diz o historiador Chalmers Johnson, “a versão americana da colônia é a base militar”. Os Estados Unidos, diz Johnson, têm um “império de bases”.
“Este ‘império de bases’ dá aos Estados Unidos um alcance global, mas o modelo deste império, na medida em que cercam a Europa, é uma relíquia alargada e anacrônica da Guerra-fria”.
Essas bases não saem baratas. Excluindo as bases americanas no Afeganistão e no Iraque, os Estados Unidos gastam cerca de 102 bilhões de dólares por ano para manter as suas bases de além-mar, segundo Miriam Pemberton, do Instituto de Estudos Políticos. E em muitos casos é preciso perguntar qual é a sua finalidade. Por exemplo, os Estados Unidos têm 227 bases na Alemanha. Talvez isso fizesse sentido durante a Guerra-fria, quando a Alemanha estava dividida ao meio pela cortina de ferro e os políticos americanos tentavam convencer os soviéticos de que o povo americano veria em um ataque à Europa um ataque a si próprio. Mas numa nova era em que a Alemanha foi reunificada e os Estados Unidos se preocupam com pontos de conflito incendiários na Ásia, na África e no Oriente Médio, faz tanto sentido que o Pentágono mantenha 227 bases militares na Alemanha como os correios manterem uma frota de cavalos e diligências.
Afogada no vermelho, a Casa Branca precisa desesperadamente cortar despesas desnecessárias no orçamento federal, e Barney Frank, deputado democrata de Massachusetts, propôs que o orçamento do Pentágono fosse reduzido em 25%. Quer se ache ou não o número de Frank politicamente realista, as bases militares são certamente um alvo lucrativo para o machado do corte orçamental. Em 2004, Donald Rumsfeld calculou que os Estados Unidos podiam poupar 12 bilhões de dólares se fechassem umas 200 bases no estrangeiro. Isso também teria um custo político relativamente baixo, visto que os locais que se podem ter tornado economicamente dependentes das bases são estrangeiros e não podem retaliar em eleições americanas.
Mas essas bases estrangeiras parecem invisíveis quando os cortadores do orçamento olham de esguelha para o orçamento proposto pelo Pentágono, de 664 bilhões de dólares. Reparem no editorial de 1º de março do The New York Times, “O Pentágono enfrenta o mundo real”. Os editorialistas do Times pediram “coragem política” à Casa Branca para cortar no orçamento da defesa. Sugestões? Cortar o caça F-22 da força aérea e o destróier DDG-1000 da marinha, reduzir os mísseis defensivos e o Sistema de Combate Futuro do exército, para poupar 10 bilhões de dólares por ano. Todas, boas sugestões - mas e as bases no estrangeiro?
Apesar dos políticos e especialistas dos meios de comunicação parecerem esquecidos dessas bases, tratando o posicionamento de tropas americanas espalhadas pelo mundo inteiro como se fosse um fato natural, o império americano de bases está atraindo cada vez mais a atenção de acadêmicos e ativistas – como demonstrado por uma conferência sobre as bases estrangeiras americanas na Universidade Americana no passado mês de fevereiro. A NYU Press [editora da Universidade de Nova Iorque] acaba de publicar Bases of Empire, de Catherine Lutz, um livro que reúne acadêmicos que estudam as bases militares americanas e ativistas contra essas bases. A Rutgers University Press publicou Military Power and Popular Protest, de Kate McCaffrey, um estudo sobre as bases americanas em Vieques, Porto Rico, que foram fechadas perante os protestos maciços da população local. E a Princeton University Press publicará Island of Shame: The Secret History of the U.S. Military Base on Diego Garcia, de David Vine – um livro que conta a história de como os Estados Unidos e a Grã-Bretanha acordaram secretamente deportar os habitantes da ilha de Diego Garcia, no arquipélago de Chagos, para as Maurícias e para as Seychelles, para que a sua ilha pudesse ser transformada numa base militar. Os americanos foram tão cuidadosos que até mataram com gás todos os cães dos chagossianos. Os chagossianos não foram autorizados a apresentar o seu caso nos tribunais dos Estados Unidos, mas ganharam o processo contra o governo britânico em três julgamentos, tendo a sentença derrubada pelo supremo tribunal do país, a Câmara dos Lordes. No momento, apelam para o Tribunal Europeu dos Direitos Humanos.
Os dirigentes americanos dizem que as bases no exterior cimentam as alianças com nações estrangeiras, sobretudo através do comércio e de acordos de ajuda que acompanham frequentemente o arrendamento das bases. Mas os soldados americanos vivem numa espécie de simulacro da América nas suas bases, vêem a TV americana, ouvem o rap e o heavy metal americanos e comem a fast food americana, a fim de que os rapazes do campo e os meninos da cidade, para ali transplantados, tenham pouca exposição a outro modo de vida. Entretanto, do outro lado da cerca de arame farpado, os residentes e comerciantes locais ficam muitas vezes dependentes dos soldados e defendem que eles ali se mantenham.
Essas bases podem tornar-se pontos de irrupção de conflitos. As bases militares normalmente descarregam lixo tóxico nos ecossistemas locais, como em Guam, onde as bases militares levaram a nada menos que 19 pontos extremamente poluídos. Essa contaminação gera ressentimento e por vezes movimentos sociais extremamente explosivos contra as bases, como aconteceu em Vieques nos anos 90. Os Estados Unidos utilizaram Vieques para exercícios de bombardeio real durante 180 dias por ano, e, em 2003, na época em que os Estados Unidos se retiraram, a paisagem estava atulhada de granadas detonadas e por detonar, esferas de urânio depletado, metais pesados, petróleo, lubrificantes, solventes e ácidos. Segundo ativistas locais, a taxa de câncer em Vieques era 30% mais alta do que no resto de Porto Rico.
Também é inevitável que, de tempos a tempos, os soldados americanos – muitas vezes embriagados – cometam crimes. O ressentimento que esses crimes provocam ainda é mais exacerbado pela freqüente insistência do governo americano de que esses crimes não sejam julgados nos tribunais locais. Em 2002, dois soldados americanos mataram duas adolescentes na Coréia quando iam a uma festa de aniversário. Os veteranos da Coréia afirmam que esse foi um dos 52.000 crimes praticados por soldados americanos na Coréia entre 1967 e 2002. Os dois soldados americanos foram imediatamente repatriados para os Estados Unidos a fim de fugirem ao julgamento na Coréia. Em 1998, um piloto dos marines cortou os cabos de um teleférico na Itália, matando 20 pessoas, mas os oficiais americanos recusaram-se a permitir que as autoridades italianas o julgassem. Esses e outros incidentes semelhantes prejudicam as relações dos EUA com importantes aliados.
Os ataques de 11/Set são, sem dúvida, o exemplo mais espetacular do tipo de ricochete que pode gerar-se a partir do ressentimento local contra as bases americanas. Nos anos 90, a presença de bases militares americanas junto dos lugares sagrados do Islã, na Arábia Saudita, encolerizou Osama Bin Laden e proporcionou à Al Qaeda uma poderosa ferramenta de recrutamento. Os Estados Unidos, sensatamente, fecharam as suas maiores bases na Arábia Saudita, mas abriram outras bases no Iraque e no Afeganistão que estão se tornando rapidamente novas fontes de atrito na relação entre os Estados Unidos e os povos do Oriente Médio.
Muitas dessas bases são um luxo que os Estados Unidos já não podem aguentar numa época de déficits orçamentais recordes. Além disso, as bases americanas no estrangeiro têm uma dupla face: projetam o poder americano por todo o globo, mas também incendeiam as relações externas dos EUA, gerando ressentimentos contra a prostituição, os danos ambientais, os pequenos crimes, e o etnocentrismo cotidiano que são a sua consequência inevitável. Esses ressentimentos forçaram recentemente o fechamento de bases americanas no Equador, em Porto Rico e no Quirguistão, e se o passado é apenas um prólogo, podemos esperar no futuro mais movimentos contra as bases americanas. Acredito que, dentro dos próximos 50 anos, assistiremos ao aparecimento de uma nova norma internacional segundo a qual as bases militares estrangeiras serão tão indefensáveis como a ocupação colonial de um outro país passou a ser nos últimos 50 anos.
A Declaração da Independência [dos EUA] critica os britânicos “por posicionar grandes corpos de tropas armadas entre nós” e “por protegê-los, através de julgamentos fantoches, da punição por quaisquer crimes que cometam contra os habitantes destes Estados”. Belas palavras! Os Estados Unidos deviam começar por levá-las a sério.
* Hugh Gusterson é professor de antropologia e sociologia na George Mason University. É especialista em cultura nuclear, segurança internacional e antropologia da ciência. Acompanhou um considerável trabalho de campo nos Estados Unidos e na Rússia, onde estudou a cultura de cientistas de armas nucleares e de ativistas anti-nucleares. Dois dos seus livros encerram este trabalho: Nuclear Rites: A Weapons Laboratory at the End of the Cold War (University of California Press, 1996) e People of the Bomb: Portraits of America’s Nuclear Complex (University of Minnesota Press, 2004). Também foi co-autor de Why America’s Top Pundits Are Wrong: Anthropologists Talk Back (University of California Press, 2005); tem em preparação uma sequência, The Insecure American. Anteriormente foi professor no Programa sobre Ciência, Tecnologia e Sociedade, do MIT


Caso não tenha o plug-in do Flash Player, favor fazer o download aqui.
Último Segundo
Luis Nassif


As bases americanas na Colômbia
Clique aqui para uma discussão sobre as bases americanas na Colômbia. E matéria de Andres Oppenheimer, do Miami Herald - publicada pela Folha - dizendo que tudo não passou de uma enorme confusão de comunicação:

(…) Eu, por exemplo, fiquei surpreso ao ouvir entrevista do ministro chanceler colombiano, Jaime Bermúdez, na qual ele declarou que “não haverá um centímetro de território colombiano no qual venha a existir uma base militar dos EUA”. Alguns importantes países sul-americanos expressaram preocupações sobre as supostas “bases militares americanas” na Colômbia e querem discutir a questão na próxima cúpula da Unasul (União de Nações Sul-Americanas).(…) “Mas, se não se trata de bases militares dos EUA, o que temos?”, perguntei a Bermúdez. Segundo o ministro, Colômbia e EUA estão discutindo um acordo para aumentar a cooperação militar americana principalmente para questões de vigilância e inteligência, com o objetivo de combater os traficantes de drogas e narcoguerrilheiros que operam na Colômbia. Mas, ao contrário do que ocorre nas bases americanas em Manta (Equador), Guantánamo ou na Europa, sobre as quais os EUA têm jurisdição, na Colômbia os soldados americanos não operarão nenhuma base.“Serão bases colombianas, comandadas e operadas por colombianos, nas quais haverá acesso regulado de pessoal americano”, disse Bermúdez. Uma lei federal dos EUA dispõe que o número de soldados do país estacionados na Colômbia não pode passar de 800 militares e 600 prestadores civis de serviços. No ano passado, havia 71 militares e 400 civis contratados pelos EUA estacionados na Colômbia.Sob o acordo proposto, as tropas americanas serão convidadas a operar em pelo menos sete bases militares colombianas. Mas não existem planos para elevar o contingente americano no país. Minha opinião: caso os governos dos EUA e da Colômbia estejam dizendo a verdade -e suspeito que estejam, já que o acordo estará sujeito a severa vigilância por parte de um Congresso americano cético quanto a esse tipo de empreitada-, então o que temos é um grande erro na maneira pela qual as negociações sobre cooperação militar foram anunciadas.
Enviado por: luisnassif
Comentários:
"Não querem caçar traficantes.Caso quisessem, teriam feito de tempo.Estão na Colômbia e o tráfico só aumenta.As Farc estão perdendo a guerrra e o tráfico aumentando.A polícia boliviana recentemente descobriu um enorme laboratório de refino.A DEA americana esteve muito tempo por lá e nunca percebeu o tal laboratório.O narcotráfico é o bode que serve aos interesses americanos.As Farc, como disse o presidente da Bolívia, tb.É como o tal do Bin Laden.Dizem que mora numa caverna…rsrsrsMas o mito de estar vivo e comandando ataques terroristas servem aos interesses de muitos.Coitado de quem matá-lo".

"É clara e antiga a intenção dos EUA em manter bases estratégicas no continente, como foi a incrível tentativa pela posse da base de Alcântara; o espaço de manobras obtido no território colombiano, permitindo assim um perfeito monitoramento de toda a região amazônica sob o pretexto de monitorar o narcotráfico; a área acintosamente obtida junto ao governo paraguaio, no Aquífero Guarani, uma das maiores reservas de água potável conhecidas, sem qualquer consulta aos países limítrofes; a(s) base(s) já existente(s) em território colombiano, de onde certamente partiu o ataque cirúrgico às Farc no ano passado, pois nem uma criança pode acreditar que a Colômbia de Uribe ( reconhecido fantoche) possui toda aquela expertise.Quanto ao relativamente baixo número de soldados americanos em território colombiano, é bom lembrar que apenas a Colômbia e Israel têm seus soldados treinados em território americano, ou seja, a Colômbia já deve possuir um contingente razoável de militares bem formados.Como os EUA, no que tange à atuação e influência de ordem militar, só tem sido amigo ou inimigo de países com significativas jazidas de petróleo e gás, imagino que este seja o mote principal destes movimentos que, de forma nítida, visam um projeto de hegemonia a ser executado em médio e longo prazo na América do Sul.Cabe ressaltar o significativo papel da mídia nesta relevante empreitada, haja vista esta matéria ridícula do Miami Herald, repercutida pela FSP, lógico, quando o jornalista afirma acreditar nos bons propósitos dos governos colombiano e americano, ou seja, imagino que o dito cujo também deva acreditar no Papai Noel.Se tal iniciativa fosse realmente legítima, o modus operandi seria outro, haveria uma nitidez que se mostra ausente nesta nova investida em solo colombiano.Se o problema fosse o narcotráfico, bastaria controlar a meia dúzia de laboratórios fornecedores do éter, tarefa simples mas jamais adotada; também pudera, o mercado sai de U$1 ou 2 no agricultor e atinge fantásticos U$170 no consumidor, é muito dinheiro para muita gente".
"O empregado da indústria bélica americana, Uribe Jackson veio na sua excursão na América do Sul falar coisa nenhuma. O 51º estado americano, a antiga pátria do piloto Montoya, agora entregue, claro, por alguns milhões de dolares no exterior para Uribe”s Boys já está pronto a ser tornar mais armado do que o Iraque. O novo Iraque americano está se formando. Depois é só tomar a Amazônia, que, pelos livros, já é ianque".

"Lendo a entrevista e as declarações, lembrei-me do Vietnã no início da intervenção americana: Vamos enviar apenas 600 assessores para auxiliar o gov.sul vietnamita… E deu no que deu. Uma geração de guerra a mais, após Diem Biem Phu. E o congresso americano também tinha que autorizar os aumentos de efetivos. Aos que duvidam, recomendo assistir a biografia de R. Macnara.
A América do Sul tem se mantido fora de guerras; seus povos ensejam a paz e o controle de suas riquezas; tirando o belicismo apresentado pelo Chile, no passado, atualmente só a Colômbia, pós Uribe, agrediu vizinhos, como política de confronto permanente. A militarização da Colômbia será o marco para a corrida armamentista do América do Sul. Retomada do dilema visto nas primeiras aulas de economia- canhões ou manteiga. Para o complexo industrial militar é o que interessa.
A Venezuela, com Chaves, é boa de retórica, mas não ameaça ninguém. Os acordos fora da área de influência americana decorrem mais das atitudes americanas do que de ideologia chavista. Sua deposição, mal sucedida, urdida e apoiada pelos EEUU, estabeleceu o clima de confronto permanente, que os americanos nada fazem para distender. A proibição de venda dos aviões brasileiros ilustra bem. E jogou Chaves no colo russo.
A luta dos povos Sul Americanos pelo domínio de suas riquezas naturais, petróleo, gás, minérios estratégicos, visando a melhoria de condições de vida de seus povos, afronta interesses imperiais e locais, daqueles que ou por participarem do butim ou por ideologia, apóiam as políticas anti nacionais.
Nesse contexto, de confronto de interesses-entreguismo x nacionalismo, é que se deve analisar a criação de bases americanas na Colômbia. E mais, uma vez, lá não sairão por várias gerações, constituindo fator permanente de instabilidade e ponta de lança em intervenções anti democráticas.
Gerar instabilidade, na atualmente pacífica, América do Sul é objetivo de Obama? É interesse pelo petróleo venezuelano? Pelo pré sal? Pela Amazônia? Vender armas? Não nos esqueçamos que o Pentágono trabalha com projeções de muitas décadas".

"Todos temos desconfiança dos EEUU. Nossa memória não é curta. Sabemos que começam enviando pessoal de inteligência, poucos soldados, muitos agentes secretos e sabemos também como termina. Se até hoje não conseguiram sequer diminuir o volume do tráfico. Há algo errado, não é?. São incompetentes ou não querem acabar com o tráfico? Sem dúvida não querem acabar com o tráfico e estão ficando nervosos com as gestões dos países sul americanos, que começam a ganhar corpo, no sentido de convencer as FARC deixar as armas e atuar democraticamente como partido político".


"Pois é, lá no Afeganistão os Americanos toleraram a produção ‘controlada’ de papoula (ópio) em determinadas regiões. Para completar, a ajuda humanitária consistia na distribuição de seus produtos agrícolas, o que acabou com a produção local. Os produtores passaram a plantar a também tradicional papoula, quando a tolerância a produção transformou-se em repressão e tentativa de incentivar outras lavouras o Talibam voltou com a nova fonte de financiamento, dando proteção a uma atividade que eles praticamente haviam eliminado. Hoje o Afeganistão produz quase 100% do ópio do mundo com a produção aumentando ano a ano e inundou a Ásia e Europa com o produto.
Os americanos vão fazer oquê mesmo na Colômbia? Achei que esta militarização do tráfico, que não deu resultado algum, fosse parte da guerra infinita a qualquer coisa do seu Bush. Acho melhor os americanos diminuírem o número de bases e tentar rearrumar a economia diminuindo despesas militares inúteis. E pensar que o Brasil, governado pelo PT, financia estes devaneios aplicando quase 200 bilhões de dólares das reservas em títulos americanos.
O problema da Colômbia é político, um sistema político excludente e violento no melhor estilo coronelista. Se as Farcs acabarem o tráfico de drogas não vai acabar, as Farcs são apenas um dos muitos grupos armados na região, quando são de direita são chamados de paramilitares que combatem as Farcs e assassinam sindicalistas e opositores mediante pagamento. Também estão envolvidos com o tráfico, faz parte do negócio violência que rende bons dividendos".


"A Quarta Frota reativada no Atlântico Sul, na área do pré-sal. Bases americanas nas portas da Amazônia brasileira, e alguns jornalistas(como a Miriam Leitão) querem nos fazer crer que isso não é motivo para preocupações. Os mexicanos acreditaram nas boas intenções do Tio Sam e quando acordaram tinham perdido a Califórnia, Nevada, Novo México, Arizona e o Texas".

"Uribe com uma singela cara de seminarista desembarca inocentemente em Brasilia com uma sordida bagagem nas costas abarrotada de falsos positivos, de execucoes sumarias, de assassinatos de sindicalistas, lideres indigenas e estudantil, campos de refugiados, paramilitarismo, terrorismo,guerrilheiros, cocaina, armas, trafico internacional, sequestros, miseria populacional, selada por invasoes de paises vizinhos onde jorram petroleo e riquezas naturais, onde se ve uma bandeirinha de listas vermelhas e estrelas azuis saindo da bagagem, pra falar de paz? convencer que bases militares americanas se restringem ao seu quintal colombiano? KKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKK"


"A Venezuela vem se rearmando, mas nada excepcional. Chavez é um militar e por isso bastante sensivel ás demandas de suas forças armadas. A frota de caças Sukoi da venezuela é poderosa, mas não impressionante e é resultado do embargo americano. Inclusive, a Venezuela tem hoje uma frota de f-16 inviabilizada por causa do embargo americado, negando peças de reposição. Os 100.000 fuzis se encaixam na estrategia de defesa da Venezuela de se apoiar em ações de milicias e guerrilhas, novamente como resultado da tentativa de golpe de 2004. Os gastos militares da Venezuela são compatíveis com o PIB deste país. Para comparar, a Venezuela possui 34.000 soldados, o Chile tem 47.700, a Colombia tem 178.000 soldados e o Brasil 190.000.
Por outro lado, o Chile praticamente renovou sua frota de f-16 (americanos) em um numero maior do que os sukoi venezuelanos, adquiriu dois submarinos franceses novos e reequipou sua marinha com novas fragatas. Recentemente, adquiriu novos tanques (alemões) modernizados em um número muito superior aos “possíveis 40 tanques russos” que Chavez gostaria de adquirir. A lei do cobre no Chile, que direciona uma fração dos ganhos deste minério para as forças armadas chilenas vem potencializando o Chile há bastente tempo. O Chile hoje gasta mais em armamentos do que a Venezuela.
Já o Brasil planeja adquirir (na primeira etapa) 36 caças novos, podendo chegar a 100 no total, para substituir os atuais 150 F-5, AMX e A-4 (estes da marinha). Somente este programa é maior do que tudo o que Chavez gastou até agora. Mas deve-se lembrar também os programas executados pela embraer para a modernização de 50 F-5, 40 AMX e 12 A-4 (ao custo médio de 5 milhões de dolares cada!), que associado aos aviões de alerta e novos mísseis BVR, tornaram esta força equivalente e até superior aos sukois e f-16 dos venezuelandos e chilenos. O Brasil adquiriu 12 helicopitos Mi-35 russos, de ataque, praticamente um tanque voador. A marinha assinou a compra de 4 submarinos novos e anunciou o plano de 10 novas fragatas (17 bilhões de reais). Somando os submarinos (inclusive o nuclear) e as fragatas, resultará na mais poderosa esquadra da AL, com maior poder de fogo do que a Chilena e Venezuelana juntas, isso sem falar no programa Urutu 3 que irá substituir 600 blindados/tanques do exercito. E há muito se fala na necessidade de substituir todos os fuzis FAL por equipamentos novos, alguma coisa como 250.000 armas.
Estes numeros comparativos mostram algumas coisas. A primeira é que Chavez não é um gastador. Seus programas de reaparelhamento militar são compatíveis com o tamanho da Venezuela e que a opçõa russa é resultado do embargo americano. . Que o Chile, gasta tanto ou até mais do que a Venezuela e nunca se falou nada.
Um ranqueamento na AL aponta o Brasil como principal força milita, seguido pelo Chile, Peru, Argentina, Colômbia, Venezuela e Equador.
Em termos praticos, os gastos de Chavez ainda não desequilibraram o balanço de forças na AL, o Chile se mantém fortemente armado e a Colombia tem uma força desproporcional para sua população e PIB".


"As tropas americanas nao se retiraram do Iraque. Continuam e la continuarao a menos que um sentimento nacionalista force o atual regime a ir contra os interesses dos grupos economicos americanos e europeus, notadamente os de petroleo. Grupos economicos seria um sinonimo dos governos americano e britanico.Mantendo bases militares no Iraque, afastadas dos centros urbanos, poderao manter o controle do pais, sem o prejuizo politico que a morte de soldados americanos provoca em sua politica interna e nas relacoes exteriores.Os soldados excedentes podem ser enviados para reforcar nao apenas a guerra na guerra contra o Afeganistao e Paquistao.As bases na Colombia independem de sua saida do Iraque, ou de qualquer outro lugar, ja que aliados das classes governantes locais, sem as quais nao teriam as minimas condicoes de manterem estas bases, ” nativos ” fornecem praticamente todo apoio humano necessario bem como 99,9 % dos cadáveres".


"...tudo isso é sabido e notório, os USA são declarados tomadores do que lhes dá na telha. Noso povo que precisa ficar esperto, se organizar, pois além de toda essa ameaça, um belo dia a amazonia escapa pelos nossos dedos, ainda com essa cambada corrupta na política esperaremos o que de quem? O povo que acorde e saiba que esses caras no comando são estão lá porque a gente colocou eles la.um pé na encrenca é o que estamos com um pé na encrenca. Esses gringos na colombia pra pegar narcotraficantes????? Só dando risada. Eles que cuidem dos milhões de desempregados deles, dos órfãos das guerras sem sentido que eles fazem, dos drogados qeu voltam das guerras que eles fazem alimentados até o nariz com drogas por eles mesmos.Eles que cuidem do quintal da casa deles que é uam grande bagunça e não se metam no quintal do vizinho ainda que um vizinho retardado como esse cara da colombia.A gnte tá bem obigado na america do sul; esse retardado nacolombia, o cahvez totalmente beligerante e com grana na mãe aqui a corrupção rolando solta. E tem um ditado que diz que em briga de dois um terceiro sempre lucra… Quem é o terceiro???"


"...Antes de ficar pensando em pra que elas irão servir, prefiro ver o que será instalado nelas. Existem três tipos de bases militares q os n.aericanos instalam no exterior:


1. pequeno porte - geralmente são chamadas de “estações”, e servem para recolher informações através do rastreamento de comunicações (não sei se ainda existe, mas tinha uma dessas em Fernando de Noronha, com 12 caras da Força Aérea, q rastrevam satélites militares e fazia telemetria de vôos espaciais);


2. médio porte - recebem unidades especializadas, como pequenas tropas de engenharia, suporte logístico, cmunicações ou pequenas unidades operacionais, até o nível de regimento; as bases na coreia do Sul, com excessão de uma, atualmente são desse tipo;


3. grande porte - são bases enormes, estruturadas como as q existem nos EUA; que eu saiba, só existem desse tipo na Europa (duas na Alemanha, uma na Itália e uma na Inglaterra); Iraque (3) e Arábia Saudita; Japão e Coréia; a das Filipinas, acho q foi desativada. Podem alojar até 4 brigadas completas, além de terem depósitos, facilidades técnicas e serviços hospitalares completos; geralmente têm bases aéreas consideráveis junto.
Não acredito q os EUA estejam pretendendo deslocar unidades de combate de primeira linha para a América do Sul, a não ser que tenham ficado doidos. Isso é caríssimo e tem q se justificar, do ponto de vista militar. A América Latina nunca esteve na primeira linha de preocupações estratégicas dos EUA, nem mm na época da GF. Também resta saber se essas bases terão grandes pistas de pouso nas proximidades - se tivere, aí é caso de preocupação, pq grandes unidades militares podem se deslocar mto rapidamente pelo ar.
Até agora, as bases na Colômbia são bases de pequeno porte voltadas para atividades de inteligência eletrônica, análise de informações e apoio às FA colombianas. Basta dizer q a maior patente lá é um tenente-coronel; não existem unidades da Força Aérea e nem depósitos. Não sei se existem aeronaves de monotração eletrônica baseadas permanentemente lá. Acho q existem três bases; se eles pretendem instalar 7, e se essas 7 são do mm tipo, não é pra se preocupar - vão ter lá no máximo uns 700 militares.
A tal da 4a Esquadra é mto mais preocupante para nós, mas ainda assim, não está totalmente ativada ainda. Que eu saiba, não foi detectada nenhuma força-tarefa navegando perto de nossas águas - isso seria considerado uma provocação de primeira linha, e não creio q os americanos queiram jogar areia nas relações bilaterais de maneira tão imbecil.
Vamos esperar pra ver. Quem sabe isso não funciona para fazer nossas autoridades acelerarem a modernização das FA daqui?"

Morales vai propor à Unasul que rejeite qualquer base militar dos EUA na região

O presidente boliviano Evo Morales afirmou na quarta-feira, 5, que apresentará proposta à Unasul (União das Nações Sul-Americanas) para que não seja aceita nenhuma base militar norte-americana no continente.
A declaração foi feita durante a visita do presidente colombiano Álvaro Uribe à capital boliviana, La Paz.
Uribe está fazendo um giro pelo continente para tentar explicar a instalação de uma base militar dos EUA em seu país.
“Expressei uma opinião que já havia dado há dias atrás. Que vamos defender a soberania da América Latina, da América do Sul e, portanto, o informei que na reunião da Unasul no Equador, no dia 10, levaremos a proposta para que não se aceite nenhuma base militar na América do Sul”, afirmou Evo em declaração à imprensa.
Morales acrescentou que também pedirá na reunião a criação de uma Escola de Defesa regional e a regionalização da luta contra o narcotráfico.
O governante boliviano disse que durante seu encontro com Uribe, o presidente colombiano lhe disse estar “preocupado com suas diferenças com Venezuela e Equador”.
Uribe agradeceu a recepção e o “espaço de dialogo” que recebeu do presidente boliviano.
Em seguida, partiu para o Chile, onde se encontraria com a presidente Michelle Bachelet.