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segunda-feira, 14 de setembro de 2009

A REALIDADE DA GUERRA CONTRA O IRAQUE

Dahr Jamail e a Realidade da Guerra no Iraque - 1/3


Dahr Jamail relata a trageda da Invasão Americana no Iraque




Dahr Jamail e a Realidade da Guerra no Iraque - 2/3



Dahr Jamail e a Realidade da Guerra no Iraque - 3/3

terça-feira, 19 de maio de 2009

PELA SOLTURA DE TAREQ AZIZ

Ziad Aziz, filho do líder iraquiano Tareq Aziz:

“Americanos mantêm meu pai preso, sem acusação e doente há seis anos”

Não faz muito tempo, Jamal Talabani, presidente iraquiano, falou sobre a democracia que havia chegado a seu país graças à invasão estadunidense de 2003. Alguns observadores, que não conhecem o Iraque e que provavelmente não sabem nada sobre democracia, se apressam a confirmar estas palavras. Para eles, a diminuição dos ataques sangrentos e do número de vítimas demonstra que os seis anos de ocupação não tem significado nada. Apesar de que os mortos não podem falar, seus descendentes podem e assim o fazem.
Os vinte por cento da população iraquiana que se converteu em refugiada no seu próprio país, e vive nas piores condições imagináveis, tolerados, mas não aceitos, na Síria, Jordânia ou ainda em países mais distantes. Entre eles se encontra a família do ex-vice-primeiro-ministro iraquiano, Tareq Aziz, que vive disseminada entre a Jordânia e o Iêmen e teme por sua vida. Tareq Aziz está gravemente enfermo já há muito tempo.
Junto a outros presos políticos como o dr. Amer Rashid, o antigo ministro do Petróleo, e o dr. Mohamed Medhi Saleh, ex-ministro do Comércio, Tareq Aziz segue encarcerado em Camp Cropper, nos arredores de Bagdá. Todos eles têm perdido muitos anos de suas vidas na prisão sem acusação ou defesa legal, sem qualquer ajuda, tal como estabelecido pela Convenção de Genebra, e sem cuidados médicos efetivos.
Neste contexto, a legalidade internacional não significa absolutamente nada. A carta de Ziad Aziz, filho mais velho de Tareq Aziz, a um amigo preocupado no estrangeiro deixa clara qual é a situação dos prisioneiros políticos e como são seus direitos democráticos fundamentais em Bagdá.
Hans C. von Sponeck, Coordenador das Nações Unidas (entre os anos de 1998 a 2000)

Carta de Ziad Aziz
Estimado amigo,
Em respeito a sua resposta à carta que lhe enviamos, é minha triste obrigação dizer-lhe que a informação de que dispõe não é exata, ou talvez esteja mal informado a respeito.
Meu pai, Tareq Aziz, está sob custódia norte-americana em Camp Cropper há mais de seis anos. Sofre de doenças muito graves que põem em risco sua vida, doenças que necessitam de cuidados médicos constantes e especializados.
Camp Cropper, como você bem sabe, é essencialmente uma prisão, na qual os detidos de maior patente estão sob custódia das forças norte-americanas. É muito inexato dizer que um lugar de detenção, como por exemplo, uma prisão, pode prover “atenção médica adequada” para qualquer tipo de doença.
Meu pai, por exemplo, desmaiou há dois anos, enquanto se banhava, e temendo que houvesse sofrido um derrame cerebral, o transferiram à base aérea de Balad – a duzentos quilômetros ao norte de Bagdá – para realizar-lhe uma ressonância. Estou convencido, inclusive sendo profano, de que se alguém sofre um derrame cerebral, essa pessoa não pode esperar que o transfiram para um hospital a duzentos quilômetros. Meu pai, um homem de 72 anos, tem o risco de sofrer um derrame, ademais, de sofrer distintas enfermidades. A atenção médica a que você se refere não é outra coisa que um médico, que visita os detidos de vez em quando, e a única coisa que faz é realizar um controle rotineiro, como um exame de sangue, ver o nível de glicose, medir a pressão, e dar as receitas, o que me recorda que meu pai perdeu muito peso durante a permanência na prisão. As dosagens de alguns medicamentos devem ser administradas em função do peso, entretanto deve ser modificada regularmente, e isso nunca ocorre.
Em relação aos direitos legais e de visita da família, as forças norte-americanas tem pedido que todos os advogados, entre eles os do meu pai, abandonem a Zona Verde, onde estavam residindo, o que faz virtualmente impossível para o advogado visitar a meu pai, ou até mesmo ir ao julgamento por medo de perder sua própria vida. Como bem sabe, a vida dos defensores dos antigos altos cargos, como meu pai, se vêem constantemente ameaçada. Na realidade, muitos deles foram assassinados estando em seus gabinetes e sob proteção dos EUA, tente imaginar a situação atual, sem proteção dos EUA e fora da Zona Verde.
No que diz respeito ao julgamento, convido-lhe a ver a forma como se desenvolvem estes processos, tal como se vê na televisão iraquiana. Sugiro que você observe esta burla da justiça, em que juízes “imparciais” demonstram e admitem inequivocamente que mantêm manifesta hostilidade aos advogados de defesa. Em qualquer país civilizado e verdadeiramente democrático, e em qualquer tribunal que acate a lei, esses juízes seriam imediatamente retirados do caso e seriam levados ao comitê de ética. A isto se deve adicionar a frequência de abusos verbais e físicos (por parte dos juízes) e a recusa aos advogados de defesa de exercer o seu direito de defender os seus clientes e que possam apresentar provas para o tribunal considerar. Lamento a resposta tardia, mas estamos passando por momentos difíceis e a situação de meu pai piora dia após dia.
a) Ziad Aziz,

sábado, 21 de março de 2009

SEIS ANOS DE HERÓICA RESISTÊNCIA IRAQUIANA

Iraq before the bombs fell

Iraq looked to be a peaceful place before the Bush invasion.




-- 250.000.000.000 BArrels of OIL ,, converted to dollars
15.000.000.000.000 Dollars USA ,,,
BUSH and his buddies saw this opportunity ,, to attack IRAQ and take all this WEALTH ..

---- GOD bless BRAVE IRAQI people ... WHO stand up to EVIL ZIONIST SCUM ... MUJAHEEDENS fight for your land .. and OIL ..

saddam was a small problem to iraqi people. americans made there lives worse. the people who admired the american soldiers are only the few people who only cared about their stupid government. the majority died by the stupid americans and you are just a one sided fool only taking the americans side because you think america is a good country trying to give democracy which is only a small restriction in iraq when the real terrorist are the americans!!!!

soldodeserto (1 ano atrás)
People in Iraq lived in peace!
Now they have lived in hell 'cause of USA. Since USA invaded Iraq, killing children, women with forbbiden arms!
Bu$h wanted to rob OIL and destroy Iraq!
USA is down. Bu$h is the devil!

sábado, 7 de março de 2009

PELA SOBERANIA DO IRAQUE

O Iraque é um país soberano com instituições legítimas?

Obama confirma fim de combate no Iraque em 2010
O presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, confirmou nesta sexta-feira A RETIRADA DA MAIOR PARTE das tropas norte-americanas do Iraque e o FIM DA MISSÃO DE COMBATE no país até 31 de agosto de 2010, mesmo admitindo que o país não está totalmente seguro.
Retirada das tropas
O Iraque é um país soberano com instituições legítimas. Os Estados Unidos não podem - e não devem - tomar o lugar delas
"No próximo mês se completa o sexto aniversário da guerra no Iraque. Para todos os critérios, essa já é uma GUERRA LONGA", afirmou Obama diante de militares em Camp Lejeune, Carolina do Norte.
"Hoje, eu vim falar a vocês sobre como a guerra no Iraque vai acabar."
Obama disse que a estratégia de retirar as tropas se baseia no reconhecimento de que uma solução duradoura no Iraque precisa ser política, não militar, e destacou que "as mais importantes decisões a respeito do futuro do Iraque agora devem ser tomadas por iraquianos".
De setembro de 2010 até o fim de 2011, os Estados Unidos pretendem deixar no Iraque uma força militar composta de até 50 mil homens para treinar, equipar e assessorar as Forças de Segurança do Iraque.
Após este período, o governo do Iraque será responsável por manter a segurança no país. Apesar da retirada das tropas, o papel diplomático dos Estados Unidos no Iraque continuará "fundamental", segundo Obama.
A segunda parte do plano para o país consiste em "sustentar a diplomacia para que o Iraque se torne um lugar mais pacífico e próspero".
"Nós vamos ajudar o Iraque a estabelecer novos laços de intercâmbio e comércio com o mundo. E vamos criar uma parceria com o povo e com o governo iraquianos que contribua para a paz e a segurança da região", adiantou Obama.
Para isso, foi anunciada a nomeação de CHRIS HILL como novo embaixador dos Estados Unidos no Iraque.
Hill já trabalhou em Kosovo e na Coreia do Sul e, segundo Obama, mostrou capacidade para exercer a função no Iraque.Avanços e dificuldadesObama elogiou em seu discurso A ATUAL SITUAÇÃO DO PAÍS OCUPADO.
"A violência [no Iraque] foi reduzida, a capacidade das Forças de Segurança iraquianas aumentou e os líderes iraquianos avançaram rumo à consolidação política", disse o presidente norte-americano, apontando as ELEIÇÕES REGIONAIS DE JANEIRO como uma prova de fortalecimento democrático no país.Apesar do tom otimista, Obama destacou que o Iraque enfrentará DIAS DIFÍCEIS. Um dos maiores desafios que o governo local deverá combater será o econômico, diante da baixa no preço do petróleo."
A queda das entradas provenientes do petróleo deverá significar mais um empecilho para um governo que tem dificuldade em oferecer serviços básicos", admitiu o presidente dos Estados Unidos.
COMENTÁRIOS:
"Já foi, na época de Saddam Hussein. Hoje, tem um presidente que não tem um coração iraquiano (o curdo Jalal Talabani), um primeiro-ministro da maioria xiita, que pretenderá representar os interesses do Irã no Iraque. A prevalência dos interesses xiitas fazem com que os interesses verdadeiramente iraquianos sejam preteridos em nome da religião, fazendo com que os interesses de nações estrangeiras, como o Irã, prevaleçam sobre os interesses dos pensam o Iraque para os iraquianos. Exatamente por perceber isso que Saddam Hussein sempre tentou contê-los. Mas o Ocidente, sem mesmo tentar entender as peculiaridades do país e de seu povo, destruiu a possibilidade de convivência contrabalançada. O que antes era noticiado na mídia sionista como prática tão corriqueira quanto criminosa, hoje, sob o domínio dos xiitas e curdos, realmente ocorre mas sem que seja dado qualquer destaque por aquela mesma mídia.Os EUA cometeram e continuam em erro quanto ao Iraque. Porque, antes, sim, era uma nação soberana e com instituições legítimas. Hoje, não, pois não há quem consiga unir, pelo menos um grupo mínimo de pessoas, para que a maioria da população trabalhe por um objetivo comum. Nas mãos de curdos, que não são iraquianos nem árabes, mas indo-europeus (como os italianos, por exemplo); sob o controle de xiitas, que não pensam na nação, mas na religião e, para a preponderância desta, se aliarão com nações que igualmente não pensam o Iraque como nação, nem têm qualquer interesse de que ele seja um país soberano; nas mãos de corruptos, que veem o Iraque como moeda de troca para possibilitar seu locupletamento, isto é, como algo que pode ser vendido para o aumento de seu próprio patrimônio em prejuízo de todos os seus conterrâneos, fica realmente impossível acreditar que "o Iraque é um país soberano com instituições legítimas".

terça-feira, 16 de dezembro de 2008

MUNTADAR AL-ZAIDI, O HERÓI MUNDIAL

IRAQUE

Autor de sapatada vira herói


O jornalista iraquiano Muntadar al-Zeidi, que virou notícia mundial no domingo ao jogar seus sapatos na direção do presidente americano, George W. Bush, em visita ao Iraque, virou herói no mundo árabe.

É como se Al-Zeidi tivesse feito justiça com as próprias mãos, na visão de muitos de seus conterrâneos.

Jornais imprimiram na capa a foto de Bush desviando dos sapatos.

Esse é um beijo de despedida, seu cachorro. Isso é pelas viúvas, pelos órfãos e aqueles que foram mortos no Iraque – disse Al-Zeidi, em árabe, ao lançar os sapatos.

No Iraque, como em grande parte do mundo árabe, lançar um sapato é uma das maiores ofensas que se podem cometer contra uma pessoa, da mesma forma que chamá-lo de cão.

Abdel-Bari Atwan, editor do influente jornal Al-Quds Al-Arabi, sediado em Londres, escreveu no site do jornal que o lançamento do sapato foi “uma despedida adequada para um criminoso de guerra”.

Al-Zeidi é o cara. Ele fez o que os líderes árabes deixaram de fazer – afirmou o empresário jordaniano Samer Tabalat.

Ghazi Abu Baker, um lojista da cidade de Jenin, na Cisjordânia, foi além:

Esse jornalista deveria ser eleito presidente do Iraque pelo que fez.

http://www.clicrbs.com.br/pioneiro/jsp/default.jsp?uf=1&local=1&section=1221&action=noticiasImpressa&id=2333999&edition=11313

HOMENAGEM AO JORNALISTA PATRIOTA IRAQUIANO AL ZAIDI

PELA LIBERTAÇÃO DO JORNALISTA AL ZAIDI E PELA LIBERTAÇÃO DO IRAQUE DOS INVASORES E OCUPANTES
Bush sai do Iraque a sapatadas
“Toma o beijo da despedida, seu cachorro!”

O repórter iraquiano Al-Zaidi lavou a alma de bilhões
no mundo

O jornalista iraquiano Muntadar Al-Zaidi arremessou dois sapatos um dos maiores insultos na cultura árabe contra o criminoso de guerra W. Bush, durante entrevista coletiva realizada no domingo dia 14 em pleno QG da invasão, a Zona Verde.
“Toma o beijo da despedida, seu cachorro”, gritou Al-Zaidi, no primeiro arremesso, após Bush ter enaltecido sua guerra e dito que sua viagem de surpresa a Bagdá era seu “beijo da despedida ao Iraque”.
Em seguida, o jornalista arremessou o segundo sapato, acrescentando que aquele era “pelas viúvas, pelos órfãos e por aqueles que foram mortos no Iraque”.

Iraquianos festejam nas ruas sapatada em Bush Com as duas sapatadas desferidas pelo patriota Muntadar Al Zaidi, a encenação de Bush-Maliki foi para o vinagre. Ou, como destacou uma das organizações integrantes da Resistência Iraquiana, foi um “referendo contra o acordo”

Manifestações em Bagdá, Najaf, Faluja, Basra e outras cidades iraquianas comemoraram na segunda-feira dia 15 as sapatadas do jornalista Muntadar Al Zaidi no criminoso de guerra George W. Bush, em pleno QG da ocupação, na Zona Verde da capital iraquiana.
“Toma o beijo da despedida, seu cachorro”, gritou Al Zaidi ao arremessar o primeiro sapato, que quase atingiu W. Bush, que teve de dar um mergulho, para escapar. Pouco antes, Bush havia enaltecido a escalada da invasão nos últimos meses, e dito que sua viagem era “o beijo de despedida” ao Iraque. Nos países árabes, o arremesso de um sapato é um dos maiores insultos que podem ser feitos.
“PELAS VIÚVAS E ÓRFÃOS”
Logo em seguida, o jornalista arremessou seu segundo sapato, e gritou que esse era “pelas viúvas, pelos órfãos e por aqueles que foram mortos no Iraque”.


O sapato passou zunindo pela cabeça de W. Bush - que se abaixou às pressas enquanto o primeiro-fantoche Nuri Al Maliki tentava dar uma de zagueiro -, e ainda pegou em cheio na bandeira dos EUA atrás deles.

A motivação de Bush para ir a Bagdá era a aprovação, pelo governo e parlamento fantoche, do acordo, ditado pelo Pentágono, que, em nome de marcar a retirada, “autoriza” presença militar permanente dos EUA no país (um corolário da lei de pilhagem do petróleo).

Mas, com as duas sapatadas desferidas pelo patriota Al Zaidi, a encenação Bush-Maliki foi para o vinagre.

Ou, como destacou uma das organizações integrantes da Resistência Iraquiana, foi um “referendo contra o acordo”.

O vídeo da humilhante situação de Bush se abaixando para escapar dos sapatos correu mundo, e até virou joguinho na internet: acerte uma sapatada nele. AQUI: http://bushbash.flashgressive.de/

Poucas vezes a impotência do invasor e seus lacaios, mesmo dentro da sua fortaleza, a Zona Verde, ficou tão patente.

Ergueram muradas e mais muradas, inúmeros postos de checagem, e chega um patriota, com um par de sapatos, e coloca a invasão a nu, a ponto da mídia imperial se ver obrigada a registrar que as sapatadas marcam o melancólico fim do governo Bush.

Na manifestação na capital, um avantajado sapato acompanhava o letreiro: “fora EUA.

Milhares de pessoas, empunhando bandeiras iraquianas – daquelas que invasores e fantoches vivem tentando abolir –, exigiram a retirada imediata das tropas dos EUA e a libertação do jornalista.

“Bush, Bush, ouça bem: dois sapatos em sua cabeça”, gritava a multidão.

No mundo inteiro, e mais ainda, entre os povos árabes e islâmicos, Al Zaidi foi acolhido como herói.

Após seu gesto, o jornalista foi agarrado e espancado ali mesmo por agentes americanos e colaboracionistas, e retirado do local.
Há notícias de que foi levado para o campo de concentração dos EUA junto ao Aeroporto de Bagdá.

Mais de 200 advogados, inclusive o advogado-chefe de Sadam Hussein, Khalil Al Dulaimi, já se ofereceram para defender Al Zaidi (veja matéria).

O canal de TV em que trabalha, a TV Bagdá, com sede no Egito, reiterou pedido de sua pronta libertação e responsabilizou o regime por sua integridade física.

E a ação de Al Zaidi vai fazendo escola: em Najaf, um comboio militar norte-americano foi

repelido a sapatadas.
ANTONIO PIMENTA

quinta-feira, 11 de dezembro de 2008

INVASÃO DO IRAQUE: CINCO ANOS DE TERROR PARA O POVO IRAQUIANO

"Só peço a Deus que a Dor... que a Injustiça... que a Guerra não me seja indiferente."

É o que diz a letra da trilha musical.

As imagens da invasão do Iraque em março de 2003 foram coletadas dos noticiários de TV à época.

...o sofrimento do Povo Iraquiano continua...


domingo, 23 de novembro de 2008

RESPOSTAS DE UM BRASILEIRO FELIZ

"Sim, sou extremamente feliz em ser brasileiro. Não gostaria de ser de nenhuma outra nacionalidade. O Brasil não é perfeito, mas nenhum país é. Embora tenhamos fama de um país corrupto, hoje está a se evidenciar que nenhum país emergente foi mais corrupto do que os sete países mais industrializados do mundo. A crise financeira tem sua origem na corrupção, na ganância, nos gastos excessivos com os seus CEOs, que recebem salários estratosféricos. E a justificativa para tais salários é que esses senhores seriam gestores que manteriam ou multiplicariam os lucros das respectivas empresas que representam igualmente na estraostera - o que não ocorreu. Muito ao contrário, eles levaram suas empresas à falência e levaram os clientes destas à total desconfiança. Milhões de pessoas em todos os países do G-7 e da Comunidade Européia, já perderam ou perdem seus empregos; milhões de outras certamente perderão seus cargos dentro das próximas semanas ou dentro dos próximos meses. A crise financeira atual, que atinge, principalmente, os principais mercados do mundo industrializado, nasceu no cerne do mercado financeiro da nação que é a locomotiva desse mesmo mundo: os EUA. Centenas de milhões de pessoas nos EUA e nos países aliados conhecerão a miséria extrema - irreversível. Essas nações, por muito tempo, não voltarão a vivenciar a riqueza. Eu não ouço nem leio ninguém criticando o Bush por ter transformado o país mais rico do mundo no país mais endividado do mundo, no país mais atolado em guerras injustas e, portanto, completamente, desnecessárias; no país mais submerso em despesas gigantescas - graças à corrupção, pois as despesas no Iraque e no Afeganistão, são todas permeadas pela corrupção; as duas eleições - que elegeram e reelegeram George Walker Bush, foram fraudadas; o dinheiro que deveria ter sido gasto salvando vidas em Nova Orleans, logo após os furacões Katrina, Wilma e Rita, as verbas que deveriam ter sido destinadas para promover a boa saúde e a boa educação das crianças norte-americanas foram incinerados no Afeganistão e no Iraque... E eu raríssimamente vejo alguém criticando a administração Bush... O que haverá por trás dessa total indiferença diante de tantos erros incomensuráveis? Total afinidade com os crimes? Muitos estão preocupadíssimos em se lamentar por serem brasileiros, por estarem sob a administração Lula (gente que nunca lê, que não consegue escrever uma frase sem erros crassos, que não sabe administrar nem a casa onde mora, que não consegue manter organizado nem o quarto onde dorme, vive chamando o Lula de "analfabeto", de "inguinorante" (sic!)); quantos não vivem a manifestar profunda mágoa, enorme frustração por não pertencerem ao "primeiro" mundo, por não serem caucasianos etc., etc., etc.? Quantos não deixam seu país para serem maltrados nesses países de populações extremamente preconceituosas, racistas? Quantos não saem do Brasil para serem expulsos desses países ainda nos aeroportos, passando por enclausuramentos tão ilegais quanto humilhantes? São considerados ilegais até quando estão com os documentos em dia com exigências legais. E mesmo depois de expulsos - eles voltam! E tornam a ser expulsos; às vezes, são até assassinados pela polícia. Ainda assim, esses inconscientes desprezam o Brasil!Sim, eu me sinto muito feliz em ser brasileiro neste momento da História mundial. Jamais gostaria de ter nascido em qualquer outro país e estou recusando, terminantemente, qualquer proposta para fazer turismo ou trabalhar naqueles países. Detesto gente injusta, arrogante, prepotente, preconceituosa; odeio países invasores e usurpadores das riquezas de nações militarmente inferiores e geográfica e populacionalmente muito menores".
Infelizmente, os neo-liberais ladram - isto é, falam sem sentido - falam do que ouviram outros desinformados ou mal-intencionados falarem. Observe que os que mais criticam o Lula o fazem baseados em informações oriundas de preconceitos. E o preconceito o que é? É o conceito formado antes de ter os conhecimentos adequados. Os que ladram que o Lula é ignorante jamais entenderiam as medidas por ele tomadas. São pessoas que não sabem administrar nem o dinheiro que lhes chega às mãos, mas que criticam o Lula porque "acham" - baseados em conceitos válidos entre as décadas de 50 e 80 - que o modelo econômico brasileiro está errado. Eles criticam, por exemplo, o Bolsa Família, sem jamais terem sabido que a prestigiada revista inglesa "The Economist", elogiou esse projeto. A mass midia brasileira, comprometida (pois financiada) com outros interesses também jamais repercutiu essa reportagem em seu principais veículos. Ainda assim, é possível lê-la na Internet:http://oglobo.globo.com/pais/mat/2008/02...Pesquisar, não raro, evita sermos injustos e nos manifestarmos sem quaisquer fundamentos.Os meios através dos quais essa "direita neo-liberal" se informa (ou deforma?) é sempre por intermédio de "verdades estabelecidas" (tais como: o Lula "é ignorante", o Lula é "analfabeto", o Lula "é bebado" - ou seja, as tais idéias preconcebidas que não encontram respaldo na realidade). Essas "verdades" encontram eco nas mentes neo-liberais devido à preguiça (e desinteresse político) destes em apurar devidamente os fatos. E também porque as grandes empresas jornalísticas encontraram nas matérias acusatórias um grande filão para manter leitores, ouvintes e telespectadores sempre fiéis... Digamos que a "mass media" descobriu que as massas adoram "novela", isto é, o repetir cotidiano de fantasias, ilusões e... intrigas.Amoldar a realidade de acordo com seus próprios interesses (ou os interesses daqueles que os patrocinam) se tornou a grande especialidade da mídia dominante (e, às vezes, também da imprensa "anã").
A verdade é que se o Lula fosse analfabeto ele não conseguiria ler seus discursos e nem conseguiria improvisá-los; se Lula fosse ignorante teria se aliado a George Walker Bush - como fizeram os - "letrados e sábios" - Angela Merkel (Alemanha), Tony Blair e seu sucessor, Gordon Brown (Grã-Bretanha), os primeiros-ministros japoneses (todos os que ocuparam esse posto durante os dois mandatos de Bush, a ele se aliaram e, por coincidência todos, ou quase todos, cairam em decorrência de corrupção...), os primeiros ministros canadense e australiano (o atual venceu seu predecessor porque prometeu desfazer a aliança política com a atual administração norte-americana), os primeiro-ministros italianos - países que hoje se encontram submersos na crise financeira que teve sua origem nos EUA. Comentaristas econômicos de TV e alguns representantes de grandes empresas de consultoria ainda recriminam Lula por não tomar as mesmas medidas tomadas pelos países do chamado "primeiro" mundo... Se Lula fosse tão burro quanto estes, certamente o Brasil estaria a naufragar como os neo-analfabetos-liberais vivem a alardear. Hoje os paulistanos sairam às compras, aglomerando-se na rua 25 de março - bem diferente do que está a ocorrer nas ruas de maior comércio das principais economias mundiais - a começar pelos EUA. Quem é, afinal, o ignorante, o analfabeto, o incompetente?

sábado, 22 de novembro de 2008

CRIMES CONTRA A HUMANIDADE E O PLANETA


... e estes da guerra no Iraque !
A mãe deve pensar que a rajada não trespassa o corpo dela e que os filhos irão a seguir. Valentes combatentes da Liberdade e da Democracia !
Quem será o David e quem será o Golias?

Seremos Todos Iguais? - Invasão do Iraque
Imagens da Guerra no Iraque - David contra Golias
Idênticas às de todas as guerras
Visão não aconselhável a Pessoas Sensíveis












SOMOS TODOS IGUAIS?
* Fritz Utzeri.


A tragédia humana no Iraque tem nome.

É Razek al-Kazem al-Kahaf.

Ele perdeu, em poucos segundos, a mulher, seis filhos, o pai, a mãe, três irmãos e suas cunhadas.

Quinze vítimas, mortas pelo exército de George W. Bush. Razek, certamente, agradecerá a Alá pela liberdade em que passará a viver quando o assassino Saddam tiver sido eliminado.
.
Como todo mundo sabe, Saddam preparava-se para enlutar famílias americanas usando poderosas armas de destruição em massa.

Razek ainda acabará entendendo as razões dos ianques que detiveram a tempo a mão assassina do monstro.

E, afinal, como diria Peter Arnett: "Quinze mortos não são tantos assim". Por que chorar?
.
Não se deixem enganar pelas imagens de bebês destroçados, ensangüentados, jogados entre trapos sujos e cheios de moscas em rústicos caixotes de madeira.

Não se preocupem.

Não chorem por eles.

São apenas iraquianos, pobres diabos de vida barata, que não merecem sequer uma flor. Meros "danos colaterais", estatísticas de uma guerra contra a barbárie, movida em nome de Cristo e da Civilização.
.
Indignados estaríamos se as vítimas fossem crianças brancas, nutridas, que brincam de guerra com seus videogames, usam tênis Nike (aqueles feitos por pequenos escravos chineses), bebem Coca-Cola e freqüentam o McDonald's; ou seja, "nossas" crianças.

Imaginem a indignação na terra de Tio Sam se um helicóptero árabe disparasse um míssil sobre a família de um certo John Taylor, eliminando-a.

Crime contra a humanidade!
.
O local se entupiria de flores, como santuário.

As TVs passariam e repassariam a cena.

Os EUA não descansariam enquanto não punissem exemplarmente o terrorista e seus mandantes.

Graças a Deus, isso não aconteceu.

Morreram apenas civis iraquianos e, como se sabe, são necessários muitos iraquianos mortos para equivaler a um único americano perdido.

Ninharia... .

Não entendo por que sociólogos ou antropólogos não pleiteiam bolsas para fazer estudos comparativos sobre o valor das vidas dos seres humanos. (Sou candidato a uma, vou precisar.)

Diz a lenda que somos todos iguais.

Será?

Para começar poderíamos estabelecer como referência a vida dos norte-americanos.

Quanto vale uma vida ianque?

Os EUA já fizeram essa conta há 59 anos e esta resultou em duas bombas atômicas.

Hiroshima e Nagasaki.

Milhares de crianças, mulheres e velhos japoneses (meros amarelos) foram vaporizados no holocausto nuclear para evitar a morte de GIs do Texas, Califórnia, Ohio etc.
.
A vida de um norte-americano vale, certamente, mais do que uma vida inglesa, francesa ou alemã, mas não muito (as duas últimas desvalorizaram um pouco em função da posição da França e da Alemanha nesta guerra).

Ousaria dizer que a vida de dois europeus ocidentais (portugueses, espanhóis e italianos valendo menos) equivale a uma vida ianque.

Vidas israelenses andam perto dessa cotação.

Se tomarmos russos como parâmetro será preciso matar uns cinco, talvez seis.

E quantos brasileiros terão que ser eliminados para equivaler a um norte-americano?

Agora imaginem árabes, negros ou vietnamitas...
.
E o mais irônico é que os assassinos dos filhos de Razek batizaram o sinistro helicóptero que os matou com o nome do povo índio que exterminaram, sem piedade, para roubar-lhe a terra: Apache!

Jerônimo deve dar pulos de indignação em sua tumba.
.
E a imprensa continua com a ficção das "bombas inteligentes".

São bombas serial killers, tão inteligentes quanto Hannibal Lector.

A bomba que "libertou" a família de Razek é de fragmentação.

Ela carrega 200 minibombas que se espalham e explodem na superfície do solo lançando uma onda de fragmentos, afiados como navalhas, que ferem e matam num raio de 200metros.

Não demole, nem danifica, prédios ou pontes.

É feita para matar.

Equivale a minas terrestres jogadas de avião.

É arma assassina.
.
O que diz disso a Convenção de Genebra, zelosamente invocada pelos ianques quando os iraquianos mostram prisioneiros norte-americanos na TV?

Presos tratados a pão-de-ló, quando comparados à maneira nazista como são torturados os afegãos em poder dos esbirros de Bush & cia, na base de Guantanamo, terra roubada de Cuba em...
.
Mas isso já é outra História...



*Fritz Utzeri é jornalista, nascido na Alemanha há 58 anos, 50 dos quais passados no Brasil.

Este texto foi publicado originalmente no Jornal do Brasil de 06/04/2003, e está disponível, para leitores cadastrados, em
.
http://jbonline.terra.com.br/jb/papel/colunas/fritz/
http://www.nao-til.com.br/nao-78/futzeri.htm
.
in Jornal do Brasil, 06/04/2003
kantoximpi.blogspot.com/2007_08_01_archive.html

quinta-feira, 24 de abril de 2008

A RESISTÊNCIA DO POVO IRAQUIANO

“A resistência é cem por cento iraquiana”

`Al-Quds al-Arabi`- CSAweb (www.nodo50.org/csca)
A resistência parte da idéia de libertação nacional, não da lealdade a uma determinada figura

A resistência é uma realidade sobre a qual todos estamos curiosos, mas muitos querem saber quem são vocês.


A resistência é 100% iraquiana.

Abarca diferentes correntes e pessoas de distintas profissões: intervêm nela o Partido do Movimento Islâmico, o Partido Ba'az, nasseristas, setores do exército e da polícia, médicos, engenheiros, docentes, artistas, desportistas, estudantes e camponeses, inclusive, há um amplo apoio de iraquianos sunitas, xiitas, árabes e curdos.

Portanto, não é correto que se falem de Bin Laden ou de qualquer outro sem que isto signifique questionar sua Jihad (Guerra Santa).

Nós iraquianos temos capacidade e possibilidade de lutar e não necessitamos de forças que, além disso, estão cercadas no Afeganistão.

Nosso desejo é que os ianques e os britânicos sejam derrotados em todas as partes.


Mas isto não afetará o movimento (da resistência)?


Quando dissemos que o povo está conosco, não quer dizer conosco dentro da organização.Está conosco no sentido de que nos facilita o passo, o movimento. Porém a organização encontra-se estruturada de tal maneira que uma célula (ou um grupo) está a salvo caso sejam detidos membros de outra (ou de outro grupo).


Quantos resistentes foram detidos?


Nenhum.Todos os detidos (pelas forças de ocupação) são do povo, mas nenhum deles está vinculado à resistência.


Alguns civis caíram vítimas em algumas operações. Como isso pode ser explicado?

Só temos atuado contra as forças criminosas de ocupação, e não temos atacado a nenhum civil.


Que papel desempenham Saddam Hussein e Izzat Ibrahim al-Duri1?


A direção da resistência aprecia o papel militante de ambos, mas a resistência parte da idéia de libertação nacional, não da lealdade a uma determinada figura.


Enfrentamentos no campo xiita


Qual é a sua opinião sobre o assassinato de Baker al-Hakim2?

Há uma luta interna recaldada entre os clérigos xiitas pelo controle da al-Hawza3 e por ganhar influência, que foi o que conduziu ao assassinato de al-Hakim, dias depois que retornara ao Iraque com as forças de ocupação.

Al-Hakim era um colaboracionista dos ocupantes e trabalhava para os serviços secretos ianques e britânicos desde muito tempo. Segundo a informação de que dispomos, foi um grupo vinculado ao Irã que o matou. Não é o momento adequado para revelar o nome do grupo.


O Conselho Governativo faz parte de seus objetivos militares?


Todos os que colaboram com a ocupação são traidores e, portanto, objetivos legítimos de nossa luta, tal como estipulou o editor religioso, fatwa (sentença de morte proferida contra um inimigo do islamismo).


Além de vocês há alguma outra parte implicada na resistência?


Sim há. Porém, 95% das operações foram levadas a cabo por nós mesmos: entre 32 e 40, diárias, que deixam uma média de 12 soldados ianques e britânicos mortos.


Por que a impressão de que somente há resistência na zona sunita?


O Iraque é um só país e temos nossa maneira de eleger o momento e o lugar adequados para realizar nossas operações.



O Iraque é para todos: árabes, curdos e turcomanos; sunitas e xiitas.

Nos próximos dias vamos ampliar nossas ações a cidades como as-Sulaymania, Arbil, Dahuk, Anajaf, Amara e a as-Samwa.


Existe uma direção central da resistência?


Sim. Existe e tem um plano elaborado com minúcias e realismo para dirigir as operações militares em todo Iraque.


Que opinião tem sobre as últimas declarações de Mohamed Said as-Sahaf4 sobre os dias da guerra e do que ocorria então?


Se supõe que há determinados segredos que não se podem revelar antes que passe certo tempo, e o irmão as-Sahaf o sabe muito bem, mas desconheço seu ponto de vista ao decidir revelá-los em público. Eu pessoalmente não estou contra ele, porém alguns membros da direção (da resistência) pensam que deveria ter guardado silêncio sobre determinados assuntos, sobretudo porque a cadeia árabe de TV que emitiu suas declarações está a serviço das forças de ocupação.


Qual é a sua avaliação da postura da Síria e do Irã?


A Síria não ganhou nada depois de haver guardado estes traidores e espiões5, e de ter financiado, do mesmo modo que o fizeram Kuwait, Arábia Saudita, Irã e Jordânia, além do Reino Unido. O Irã não se enfrentará nem com USA nem com Israel6. O Irã conspirou contra os taleban e contra o Iraque, dando resposta às demandas ianques. A denúncia ianque sobre o desenvolvimento de armas de destruição em massa no Iraque é uma mera encenação. Não há nenhum regime árabe ou não-árabe vizinho ao Iraque que apóie a resistência iraquiana.


E sobre a posição da Jordânia?


Não vale a pena mencionar o esquálido regime jordaniano: esteve distraindo o Iraque nos primeiros dias da agressão ao permitir a entrada de unidades do exército ianque através de suas fronteiras. Este regime entregou militantes da Arábia Saudita ao USA para que se enfrentem até a morte, e agora se dedica a interrogar iraquianos (exilados) para obter informação sobre a resistência e entregá-la aos ianques.


E sobre os países do Golfo?


Sempre apoiaram o ocupante. São os que estão alimentando as forças de ocupação. Nestes países há forças patrióticas, nacionalistas e islamitas, mas estão reprimidas.(...)


E com que apoio conta a resistência, então?


Contamos com ajuda de Deus, com o apoio do povo iraquiano e esperamos que com a do povo árabe e de suas forças, com as do mundo muçulmano e com as de todos aqueles povos livres do mundo que estão ao lado da luta do povo do Iraque. Só necessitamos de gestos como o boicote aos produtos do USA, Reino Unido, Israel e dos países que participam na ocupação de nosso país, como Espanha, Polônia e Itália, ou o Japão, se chegar (finalmente) a mandar tropas. Também pedimos que se boicote aos traidores.




21 de novembro de 2003


1 Izzat Ibrahim ad-Duri, vice-presidente do Conselho da Revolução do Iraque no momento da ocupação do país, e ainda não detido, recentemente foi apresentado pelo Pentágono como coordenador das ações da resistência iraquiana. Doente de leucemia (o que limita a credibilidade de que possa ser um eficaz coordenador da resistência), o Pentágono oferece 10 milhões de dólares por sua captura. No dia 26 de novembro as tropas de ocupação detiveram em Sumarra sua mulher e uma de suas filhas.

2 Baker al-Hakim, dirigente do Conselho da revolução Islâmica no Iraque, estabelecido no Irã até seu regresso ao Iraque, representava os setores convictos xiitas favoráveis à invasão do Iraque, havendo participado nas reuniões mantidas no transcurso do ano anterior com representantes da administração Bush. Al-Hakim morreu num atentado em Najaf em 29 de agosto, junto a mais de 100 pessoas.

3 Máxima instituição religiosa xiita.

4 Mohamed Said as-Sahaf – ministro da Informação no momento da invasão do Iraque (antes o foi de Exteriores) –, reiterou as considerações vertidas depois da ocupação por alguns meios árabes de que certos altos mandos militares (da Guarda Republicana, concretamente) e dos serviços de informação iraquianos haviam feito pacto com o USA, não opondo resistência militar a invasão, concretamente em Bagdá.

5 Parte da oposição iraquiana ao deposto regime estava assentada na Síria.

6 O presidente iraniano Jatamí recebeu no dia 10 de novembro a Jalal Talabani, presidente de turno do Conselho Governativo iraquiano, e a outros nove membros desta instância designada por Bremer, no que supõe um reconhecimento oficial por parte do Irã (Europa Press, 24/11/ 2003).

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terça-feira, 25 de março de 2008

DENÚNCIA DE CRIMES INFAMES DE GEORGE BUSH NO IRAQUE


















Escritora iraquiana denuncia “crimes infames” de George Bush no Iraque

Seguem os principais trechos de informe da escritora iraquiana Eman Hamas, publicado por ocasião do 5º ano da invasão do seu país.


Autora do livro “Crônicas do Iraque”, Eman foi diretora do Centro do Observatório da Ocupação, em Bagdá, que desde poucos meses depois da invasão anglo-estadunidense se dedicou a documentar os efeitos da ocupação e a recolher testemunhos que sustentam seus informes.
O crime dos Estados Unidos de invadir e ocupar o Iraque desde 2003, ainda em curso, tem sido uma agressão política e militar das mais infames da história moderna, que passou por cima tanto de todos os códigos morais da humanidade como do direito internacional.

Apesar de que o governo estadunidense era completamente consciente de que eram falsos todos os pretextos para invadir o Iraque (armas de destruição em massa ou vinculação com o terrorismo), e apesar de que a comunidade internacional se opunha a esta agressão, Bush ignorou tudo isso.

Os EUA invadiram uma das civilizações mais antigas do mundo, o Iraque, com 6.000 anos de história, o berço das civilizações, lugar onde se escreveu a primeira carta, onde se estabeleceu a primeira lei, onde se construiu a primeira universidade, onde se utilizou a primeira moeda, onde se criou o primeiro sistema de irrigação, onde se escreveu o primeiro poema…

O Iraque foi submetido a uma destruição sistemática.
Desmantelaram o Estado, aboliram as instituições, destruíram os sistemas educativo, sanitário, econômico, de segurança e de infra-estrutura; inclusive destruíram completamente o tecido social e cultural.

Até o momento morreu um milhão trezentos mil civis iraquianos, mais de cinco milhões se refugiaram fora do Iraque ou tiveram que sair de seus lares (deles, um milhão e meio são crianças), centenas de milhares (incluindo 10.000 mulheres) estão prisioneiros e expostos aos piores tipos de tortura e de humilhação, e carecem de qualquer procedimento legal.

70% dos iraquianos não tem acesso a um fornecimento de água saudável.
O fornecimento de eletricidade está abaixo dos níveis prévios à invasão.
43% da população vive com menos de meio dólar ao dia.
O nível de vida no Iraque piora diariamente a pesar dos contratos de mais de 20 bilhões de dólares pagos a empresas para reconstruir o país, engolidos por elas e pela corrupção desse governo imposto.
O Iraque é agora o terceiro país mais corrupto do mundo.
Até segundo os dados desse governo, o número de desempregados está entre 60 e 70%.
A desnutrição infantil aumentou do 19% que já existia, provocado pelo chamado “período de sanções econômicas” antes da invasão, para o 28% atual.

Segundo as Nações Unidas, 8 milhões de iraquianos necessitam ajuda de emergência.

A velha estratégia colonial de dividir e governar é totalmente responsável pelas divisões sectárias e quanto mais tempo permaneçam os exércitos de ocupação, maior é a possibilidade de uma guerra civil e de que o país se divida.
A ocupação criou os diferentes corpos oficiais de segurança a partir das milícias sectárias e, portanto, lhes deu autoridade ou para matar ou para apoiar e ajudar aos que matavam, seqüestravam, expulsavam devido a critérios de seitas.
Por outro lado, além dos 170.000 soldados pertencentes ao exército estadunidense, no Iraque há 180.000 mercenários que em nome do conflito sectário estão cometendo todo tipo de assassinatos e atentados em zonas civis.

A única forma de deter esses crimes, de responsabilizar por eles aos verdadeiros culpados, os Estados Unidos, e de começar a verdadeira reconstrução do Iraque é apoiar o povo iraquiano em sua resistência à ocupação, mobilizar a comunidade internacional contra a invasão e para acabar com esse genocídio.