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sexta-feira, 4 de setembro de 2009

HUGO CHÁVEZ EM MOVIMENTO

Chávez llegó a Libia para fortalecer alianzas con continente africano

Con un emotivo discurso Chávez arribó a Libia; en el inicio de su gira internacional. Jefe de Estado analizó papel preponderante de la política exterior de Venezuela / África se ha negado a instalar bases de EEUU / Con bases militares en Colombia, Washington pretende llegar a África / Ofrecerá conferencia en Trípoli antes de viajar a Argelia / Venezuela refuerza el esquema SUR-SUR


Ambos mandatarios firmarán aproximadamente 15 convenios comerciales, durante la visita del mandatario venezolano / El Presidente de Siria, Bashar Al Assad, exaltó la importancia de la unión de los pueblos latinoamericanos / La unión de las naciones es una muestra de la intención de abrir horizontes ante el imperialismo, aseguró Chávez



El trasfondo de las bases militares en Colombia es apoderarse de los recursos de la región

Para el Jefe de Estado venezolano, EEUU está visualizando el Orinoco y su faja petrolífera, el Amazonas y su rica cuenca, el Paraná-Río de la Plata y su inmenso acuífero / Afirmó que los militares estadounidenses operarán en cualquier parte de Colombia / Destacó el Plan Político de Unión como un movimiento grannacional bolivariano



Para el Jefe de Estado venezolano, EEUU está visualizando el Orinoco y su faja petrolífera, el Amazonas y su rica cuenca, el Paraná-Río de la Plata y su inmenso acuífero / Afirmó que los militares estadounidenses operarán en cualquier parte de Colombia / Destacó el Plan Político de Unión como un movimiento grannacional bolivariano



DE MANERA CLARA Y PEDEGAGICA, CON UNA VISION GEOESTRATEGICA, CHAVEZ, EXPLICA,LAS VERDADERAS INTENCIONES DE LAS BASES "PUÑALES" DE ESTADOS UNIDOS EN LA HERMANA REPÚBLICA DE COLOMBIA..SIMPLE Y LLANAMENTE APODERARSE DEFINITIVAMENTE DE LAS RIQUEZAS NO SOLO DE VENEZUELA, SINO DE TODA AMERICA DEL SUR: NUESTRAS RIQUEZAS ENERGETICAS (PETROLEO Y GAS), LAS MAYORES RESERVAS DE AGUA DULCE DEL PLANETA TIERRA Y LA MAYOR BIODIVERSIDAD DE LA HUMANIDAS, FUENTE DE MEDICINAS Y MUCHAS OTRAS BONDADES PARA EL BIENESTAR DE LA ESPECIE HUMANA, QUE EN MANOS DEL CAPITALISMO GRINGOS, SERAN "PRIVATIZADAS", PARA QUE SOLO TIENES TENGAN DINERO PUEDAN COMPRARLOS Y SALVARSE.... EL RESTO DE LOS POBRES DEL MUNDO...QUE SE JODAN !!!...ESA ES SU PRAXIS GENOCIDAS EN EL PASADO, PRESENTE Y FUTURO.... DEBEMOS POR TODOS LOS MEDIOS EVITARLO... POR EL BIEN DE AL HUMANIDAD TODA !!!



Tradução do histórico discurso de Chávez na ONU

O histórico discurso de Hugo Chávez causou impacto no mundo inteiro. Nos EUA, o livro de Noam Chomsky, citado por ele, saltou da posição 1.500 para o número 3 da lista de best sellers da livraria virtual Amazon. Saiba tudo sobre a Venezuela no site do Círculo Bolivariano de São Paulo

Tradução do Círculo Bolivariano de São Paulo - http://www.unidadepopular.org Sede das Nações Unidas, Nova York
Quarta-feira, 20 de setembro de 2.006
Presidente da LXI Assembléia Geral das Nações Unidas, Sheika Haya Rashed Al-Khalifa: Em nome da Assembléia Geral tenho a honra de dar as boas-vindas nas Nações Unidas a Sua Excelência, o senhor Hugo Chávez Frías, Presidente da República Bolivariana da Venezuela, e convidá-lo a dirigir-se à Assembléia. Platéia (aplausos).
Presidente da República Bolivariana da Venezuela, Hugo Chávez:
Senhora Presidente, Excelências, Chefes de Estado, Chefes de Governo e Altos Representantes dos governos do mundo: muito bom dia a todos e a todas. Em primeiro lugar quero convidar com muito respeito quem não pôde ler esse livro, a que o leia: Noam Chomsky, um dos mais prestigiosos intelectuais desta América e do mundo, Chomsky, um de seus mais recentes trabalhos: "Hegemonia ou Sobrevivência, a Estratégia Imperialista dos Estados Unidos". Excelente trabalho para entender o que aconteceu no mundo no século XX, e o que está acontecendo hoje, e a maior ameaça que paira sobre nosso planeta: a pretensão hegemônica do imperialismo norte-americano põe em risco a própria sobrevivência da espécie humana. Continuamos alertando sobre esse perigo e fazendo um chamado ao próprio povo dos Estados Unidos e ao mundo para deter essa ameaça que é como a própria espada de Dâmocles. Eu pensava em ler algum capítulo mas, por respeitar o tempo, é melhor que o deixe como uma recomendação. Se lê rápido. Foi publicado em inglês, alemão, russo, em árabe, seguramente (aplausos). Vejam, eu creio que os primeiros cidadãos que deveriam ler este livro são os cidadãos irmãos e irmãs dos Estados Unidos, porque têm a ameaça em sua própria casa; o diabo está em casa, portanto. O diabo, o próprio diabo, está em casa. Ontem veio o diabo aqui (aplausos). Ontem esteve o diabo aqui, neste mesmo lugar. Ainda tem cheiro de enxofre esta mesa onde me cabe falar! Ontem, senhoras, senhores, nesta mesma tribuna o senhor Presidente dos Estados Unidos, a quem eu chamo "o diabo", veio aqui falando como dono do mundo, como dono do mundo. Um psiquiatra não seria demais para analisar o discurso de ontem do Presidente dos Estados Unidos. Como porta-voz do imperialismo, veio dar suas receitas para tratar de manter o atual esquema de dominação, de exploração e de saque dos povos do mundo. Para um filme de Alfred Hitchcock, estaria bom; inclusive eu proporia um título: "A receita do diabo". Ou seja, o imperialismo norte-americano - e aqui Chomsky diz isso com uma clareza meridiana e profunda - está fazendo desesperados esforços para consolidar seu sistema hegemônico de dominação. Nós não podemos permitir que isso ocorra, não podemos permitir que se instale a ditadura mundial; que se consolide, portanto, que se consolide a ditadura mundial. O discurso do Presidente-Tirano mundial, cheio de cinismo, cheio de hipocrisia, é a hipocrisia imperial, a tentativa de controlar tudo. Eles querem nos impor o modelo democrático como o concebem: a falsa democracia das elites. E além disso um modelo democrático muito original: imposto a explosões, a bombardeios e na base de invasões e canhonaços! Ora, que democracia! Seria preciso revisar as teses de Aristóteles, não? E dos primeiros que falaram lá na Grécia da democracia, para saber que modelo de democracia é esse, que se impõe na base de marines, de invasões, de agressões e de bombas. Disse ontem o Presidente dos Estados Unidos, nesta mesma sala, o seguinte: "Onde quer que você olhe, ouve extremistas que lhe dizem que pode escapar da miséria e recuperar sua dignidade através da violência, do terror e do martírio". Onde quer que ele olhe vê extremistas! Estou certo de que te vê, irmão, com essas tintas, e crê que é um extremista. Com essas tintas, Evo Morales - que veio ontem, o digno presidente da Bolívia - é um extremista. Por todos os lados os imperialistas vêem extremistas. Não, não é que somos extremistas; o que ocorre é que o mundo está despertando e por todos os lados os povos se insurgem. Eu tenho a impressão, senhor ditador imperialista, de que o senhor vai viver o resto de seus dias com um pesadelo, porque onde quer que olhe, nós vamos surgir, nós que nos insurgimos contra o imperialismo norte-americano, nós que clamamos pela liberdade plena do mundo, pela igualdade dos povos, pelo respeito à soberania das nações. Sim, nos chamam de extremistas, nos insurgimos contra o império, nos insurgimos contra o modelo de dominação. Logo o senhor Presidente veio lhes falar, assim o disse: "Hoje quero falar diretamente às populações do Oriente Médio, meu país deseja a paz...". Isso é certo. Se nós andamos pelas ruas do Bronx, se nós andamos pelas ruas de Nova York, de Washington, de San Diego, da Califórnia, de qualquer cidade, de San Antonio, de San Francisco, e perguntamos às pessoas nas ruas, aos cidadãos estadunidenses. Este país quer paz. A diferença está em que o governo deste país, dos Estados Unidos, não quer a paz, quer nos impor seu modelo de exploração e de saque, e sua hegemonia na base das guerras. Essa é a pequena diferença, quer a paz, e o que está acontecendo no Iraque? o que aconteceu no Líbano e na Palestina? e o que tem acontecido em 100 anos, pois, na América Latina e no mundo? E agora as ameaças contra a Venezuela, novas ameaças contra a Venezuela, novas ameaças contra o Irã... disse ao povo do Líbano: "muitos de vocês viram como seus lares e suas comunidades foram pegos no meio d ofogo cruzado". Ora, que cinismo! Ora, que capacidade para mentir descaradamente ante o mundo! As bombas em Beirute, lançadas com precisão milimétrica, são fogo cruzado? Creio que o Presidente está pensando nos filmes do Velho Oeste, quando se disparava desde a cintura e alguém ficava atravessado no fogo cruzado. Fogo imperialista, fogo fascista, fogo assassino e fogo genocida, o do império e de Israel contra o povo inocente da Palestina e o povo do Líbano! Essa é a verdade! Agora dizem que sofrem, que "estamos sofrendo porque vemos seus lares destruídos". No fim, o Presidente dos Estados Unidos veio falar aos povos, veio dizer, além disso - eu trouxe, senhora Presidente, uns documentos, porque estive esta madrugada vendo alguns discursos e atualizando minhas palavras - falou ao povo do Afeganistão, ao povo do Líbano: "Digo ao povo do Irã... digo ao povo do Líbano... digo ao povo do Afeganistão...". Bem, as pessoas se perguntam: assim como o Presidente dos Estados Unidos diz: "eu digo" a esses povos, o que diriam esses povos a ele, se esses povos pudessem falar? O que lhe diriam? Eu vou responder porque conheço a maior parte da alma desse povos, dos povos do Sul, dos povos ofendidos. Diriam: "Império ianque go home", esse seria o grito que brotaria por todas as partes se os povos do mundo pudessem falar a uma só voz ao Império dos Estados Unidos. Por isso, senhora Presidente, colegas, amigas e amigos, nós no ano passado viemos aqui a este mesmo salão, como todos os anos nos últimos oito, e dizíamos algo que hoje está confirmado plenamente e creio que quase ninguém aqui nesta sala poderia parar para defender: o sistema das Nações Unidas, nascido depois da Segunda Guerra Mundial - aceitemos isso com honestidade - desmoronou, desabou, não serve! Serve para vir aqui fazer discursos, para nos vermos uma vez por ano, sim, para isso serve sim; e para fazer documentos muito longos e fazer boas reflexões e ouvir bons discursos como o de Evo ontem, como o de Lula, e muitos discursos, o que nós estávamos ouvindo agora mesmo, do Presidente do Sri Lanka e o da Presidente do Chile. Sim, para isso serve. Mas converteram essa nossa Assembléia em um órgão meramente deliberativo, meramente deliberativo sem nenhum tipo de poder para causar um impacto por menor que seja na realidade terrível que vive o mundo. Por isso nós voltamos a propor, a Venezuela volta a propor aqui hoje, neste dia 20 de setembro, que refundemos as Nações Unidas. Nós fizemos no ano passado, senhora Presidente, quatro modestas propostas que consideramos de necessidade impostergável para que nós, os Chefes de Estado, os Chefes de Governo, nossos embaixadores, nossos representantes, a assumamos e a discutamos. Primeiro, a expansão - ontem Lula dizia isso aqui mesmo - do Conselho de Segurança, tanto em suas categorias permanentes como nas não permanentes, dando entrada a novos países desenvolvidos e a países subdesenvolvidos, o terceiro mundo, como novos membros permanentes. Isso em primeiro lugar. Em segundo lugar, a aplicação de métodos eficazes de atenção e resolução dos conflitos mundiais, métodos transparentes de debate, de decisões. Terceiro, nos parece fundamental a supressão imediata - e isso é um clamor de todos - desse mecanismo antidemocrático do veto, o veto nas decisões do Conselho de Segurança. Vejamos um exemplo recente: o veto imoral do Governo dos Estados Unidos permitiu que as forças israelenses destroçassem livremente o Líbano, na cara-de-pau, diante de todos nós, evitando uma resolução no Conselho de Segurança das Nações Unidas. E em quarto lugar, é necessário fortalecer - dizemos sempre - o papel, as atribuições do Secretário-Geral das Nações Unidas. Ontem o Secretário-Geral fazia-nos um discurso, praticamente de despedida, e reconhecia que nestes dez anos o que fez o mundo foi complicar-se, e que os graves problemas do mundo, a fome, a miséria, a violência, a violação dos direitos humanos, o que fez foram agravar-se. Isso é a conseqüência terrível do colapso do sistema das Nações Unidas e da pretensão imperialista norte-americana. Por outro lado, senhora Presidente, a Venezuela decidiu há vários anos travar essa batalha dentro das Nações Unidas, reconhecendo as Nações Unidas como membros que somos, com nossa voz, com nossas reflexões; somos uma voz independente para representar a dignidade e a busca da paz, a reformulação do sistema internacional; para denunciar a perseguição e as agressões do hegemonismo contra os povos do planeta. A Venezuela dessa maneira apresentou seu nome, essa pátria de Bolívar apresentou seu nome e postula um posto como membro não permanente do Conselho de Segurança. Ora, saiba a senhora: o Governo dos Estados Unidos iniciou uma agressão aberta, uma agressão imoral no mundo inteiro para tratar de impedir que a Venezuela seja eleita livremente para ocupar um assento no Conselho de Segurança; tem medo da verdade, o império tem medo da verdade, das vozes independentes, nos acusando de extremistas. Eles são os extremistas. Eu quero agradecer aqui a todos aqueles países que anunciaram seu apoio à Venezuela, mesmo sendo a votação secreta e não sendo necessário que ninguém o anuncie. Mas creio que dada a agressão aberta do império norte-americano, isso acelerou o apoio de muitos países, o que fortalece muito moralmente a Venezuela, o nosso povo, o nosso governo. O Mercosul, por exemplo, anunciou em bloco seu apoio à Venezuela, nossos irmãos do Mercosul - a Venezuela agora é membro pleno do Mercosul com o Brasil, Argentina, Uruguai e Paraguai - e muitos outros países da América Latina, como a Bolívia; o Caricom na totalidade anunciou seu apoio à Venezuela; a Liga Árabe na totalidade anunciou seu apoio à Venezuela. Agradeço muitíssimo ao mundo árabe, a nossos irmãos da Arábia, essa Arábia profunda. A nossos irmãos do Cariba, da União Africana; quase toda a África anunciou seu apoio à Venezuela. E países como a Rússia, como a China e muitos outros países do planeta. Muitíssimo obrigado, em nome da Venezuela, em nome do nosso povo e em nome da verdade. Porque a Venezuela, ao ocupar um posto no Conselho de Segurança, vai trazer não só a voz da Venezuela, a voz do Terceiro Mundo, a voz dos povos do planeta, aí estaremos defendendo a dignidade e a verdade. Mais além de tudo isso, senhora Presidente, creio que há razões para que sejamos otimistas, irrenunciavelmente otimistas, diria um poeta, porque mais além das ameaças, das bombas, das guerras, das agressões, da guerra preventiva, da destruição de povos inteiros, se pode apreciar que se está levantando uma nova era, como canta Silvio Rodríguez: "A era está parindo um coração". Se levantam correntes alternativas, pensamentos alternativos, movimentos alternativos, juventudes com pensamento distinto; já se demonstrou em apenas uma década que era totalmente falsa a tese do fim da história, totalmente falsa a instauração do império americano, da "pax americana", a instauração do modelo capitalista neoliberal que o que gera é miséria e pobreza, é totalmente falsa a tese, veio abaixo, agora é preciso definir o futuro do mundo. Há um amanhecer no planeta e se vê por todas as partes, pela América Latina, pela Ásia, pela Europa, pela Oceania. Quero ressaltar essa visão de otimismo para que fortaleçamos nossa consciência e nossa vontade de batalha para salvar o mundo e construir um mundo novo, um mundo melhor. A Venezuela se soma a essa luta e por isso somos ameaçados. Os Estados Unidos já planejaram, financiaram e impulsionaram um golpe de Estado na Venezuela e os Estados Unidos continuam apoiando movimentos golpistas na Venezuela e contra a Venezuela, continuam apoiando o terrorismo. A Presidente Michelle Bachelet recordava há alguns dias - perdão, há alguns minutos - o horrível assassinato do ex-chanceler chileno Orlando Letelier; eu só acrescentaria o seguinte: os culpados estão livres e os culpados daquela ação, onde morrreu também uma cidadã estadunidense, são norte-americanos, da CIA, terroristas da CIA. Mas além disso é preciso recordar nesta sala que dentro de poucos dias também se completarão 30 anos daquela ação terrorista horripilante da explosão do avião cubano, onde morreram 73 inocentes, um avião da Cubana de Aviação, e onde está o maior terrorista deste continente e que assumiu a explosão do avião cubano, como autor intelectual? Esteve preso na Venezuela uns anos, fugiu pela cumplicidade de funcionários da CIA e do governo venezuelano de então. Está vivendo aqui nos Estados Unidos, protegido por esse governo, réu confesso e condenado. O governo dos Estados Unidos tem dois pesos e duas medidas, e protege o terrorismo. Estas reflexões, para dizer que a Venezuela está comprometida na luta contra o terrorismo, contra a violência, e se une a todos os povos que lutam pela paz, e por um mundo de iguais. Falei do avião cubano, o terrorista se chama Luis Posada Carriles, é protegido aqui. Como estão aqui protegidos grandes corruptos que fugiram da Venezuela; um grupo de terroristas que lá puseram bombas contra embaixadas de vários países, que lá assassinaram gente durante o golpe de Estado, seqüestram a este humilde servidor e iam fuzilá-lo, só que Deus meteu sua mão, e um grupo de bons soldados e um povo que foi às ruas; e por milagre estou aqui. Estão aqui, protegidos pelo Governo dos Estados Unidos, os líderes daquele golpe de Estado e daqueles atos terroristas. Eu acuso o governo dos Estados Unidos de proteger o terrorismo, e de ter um discurso totalmente cínico. Falamos de Cuba, viemos de Havana, viemos felizes de Havana, estivemos ali vários dias; e ali se pode ver o nascimento de uma nova era: a Cúpula do G-15, a Cúpula do Movimento dos Não-Alinhados, com uma resolução histórica: documento final - não se assustem, não vou ler tudo - mas aqui há um conjunto de resoluções tomadas em discussão aberta e com transparência por mais de 50 Chefes de Estado. Havana foi capital do Sul durante uma semana. Nós relançamos o Movimento dos Não-Alinhados; e se posso pedir algo aqui a todos vocês, companheiros, irmãos e irmãs, é que ponhamos muita vontade para fortalecer o Grupo dos Não-Alinhados, importantíssimo para o nascimento da nova era, para evitar a hegemonia e o imperialismo. E além disso, vocês sabem que designamos Fidel Castro presidente do grupo dos Não-Alinhados para os próximos três anos, e estamos seguros de que o companheiro presidente Fidel Castro vai levar a batuta com muita eficiência. Para os que queriam que Fidel morresse, pois ficaram frustrados, e frustrados ficarão; porque Fidel já está uniformizado de novo de verde oliva, e agora não só é Presidente de Cuba, como também o Presidente dos Não-Alinhados Senhora Presidente, queridos colegas, presidentes, aí nasceu um movimento muito forte: o do Sul. Nós somos homens e mulheres do Sul, nós somos portadores, com estes documentos, com estas idéias, com estas críticas, com estas reflexões - já vou fechar minha pasta e levar meu livro, não esqueçam que o recomendo muito, com muita humildade - tratamos de contribuir com idéias para a salvação deste planeta, para salvá-lo da ameaça imperialista e para que, oxalá em breve, neste século, não muito tarde, oxalá possamos vê-lo e nossos filhos e nossos netos vivê-lo: um mundo de paz, sob os princípios fundamentais da Organização das Nações Unidas, porém relançada e realocada. Creio que temos que transferir as Nações Unidas para outro país, em alguma cidade do Sul, propusemos desde a Venezuela. Vocês sabem que meu médico pessoal teve que ficar encerrado no avião: não permitiram que viesse às Nações Unidas. Outro abuso e violação, senhora Presidente, que pedimos desde a Venezuela que fique registrado como violação - pessoal até - do diabo. Cheira a enxofre, mas Deus está conosco. Um bom abraço, e que Deus bendiga a todos nós. Muito bom dia (aplausos e ovação).
Este artigo encontra-se no site do Círculo Bolivariano de São Paulo - http://www.unidadepopular.org/.
Séptima visita del presidente Chávez a Irán apunta a una mayor cooperación Sur - Sur
El presidente de la República Bolivariana de Venezuela, Hugo Chávez Frías, arribó al aeropuerto internacional Meharabad, en Teherán, procedente de Doha, capital de Qatar, donde participó en la II Cumbre entre los países de América del Sur y la Liga Árabe."El mundo unipolar se acabó", manifestó el presidente Chávez, a su llegada a este país del Medio Oriente.Comparó la situacion actual de Venezuela con el hundimiento de las economías de diversos países del mundo, que agonizan con los efectos de la crisis del sistema capitalista y puso de ejemplo la inauguración del banco binacional Irán- Venezuela."Venezuela hasta hace 10 años estaba subordinada a los mandatos de Washintong (...) Somos un país libre e independiente, somos un país que juega libremente", enfatizó.Ratificó que ambas naciones estarán elaborando una agenda estratégica nueva basada en los próximos diez años.El jefe de Estado llegó a las siete de la noche, hora local, siendo recibido por el ministro de Industria y Minas de Irán, Ali Akbar; y el director para las Américas de la cancillería, Ahmad Sbhani. Por Venezuela fue recibido por el ministro del Poder Popular para las Industrias Básicas y Minería, Rodolfo Sanz, y miembros de la legación diplomática acreditada ante la nación persa.En esta séptima visita que realiza el presidente Chávez a Irán, el acercamiento entre ambas naciones se fortalece bajo los términos de la complementariedad. En ese sentido el mandatario venezolano realizará una intensa agenda de trabajo, que incluirá reuniones privadas con su par iraní en el Palacio de Gobierno.El líder bolivariano conocerá experiencias iraníes en las áreas de vacunación y agricultura, ganadería, energía y otras, que sean aprovechables para el intercambio comercial, científico y tecnológico entre los dos países.En esta visita oficial está previsto que el presidente Hugo Chávez visite, en su palacio, al líder supremo y espiritual de la Revolución iraní, el ayatolá Alí Jamenei. Fuente: Prensa Presidencial / VTV.

quinta-feira, 23 de julho de 2009

A VITÓRIA DO POVO PALESTINO

Jerusalém, capital da cultura árabe - 2009

Deus Altíssimo diz no Sagrado Alcorão: “Óh homens! Certamente, Nós vos criamos de um varão e de uma fêmea, e vos fizemos nações e tribos, para que vos conheceis uns aos outros. Por certo, o mais honrado de vós, perante Allah, é o mais piedoso. Por certo, Allah é Onisciente, Conhecedor.” ( 49; 13)


Louvado seja Deus o Senhor do universo!

A VITÓRIA EM GAZA


Qual é a base para dizermos que alguém saiu vitorioso em um conflito?


A base para isto é chegar aos objetivos.


Os mártires que deram suas vidas ou a destruição de uma cidade não motivos para medir este sucesso.


Os objetivos do povo Palestino são 3:


1) Parar com a agressão violenta dos israelenses. E isto aconteceu;

2) Que as forças israelenses saíssem de Gaza. O que também aconteceu;

3) Abrir as fronteiras com os países. Este objetivo ainda não foi atingido, mas logo será.

Se este objetivo for atingido, então a vitória será assegurada.


As condições do povo palestino são incomparáveis às condições que Israel tem. Mas, com tudo isso, o povo oprimido da Palestina conseguiu se opor ao regime sionista e Israel teve de voltar atrás.


Temos uma história que veio a minha mente.


É a de um lobo que atacou um galinheiro.


As galinhas, quando viram o lobo atacando seus filhotes, abriram suas asas e com seu bico atacaram o lobo. O lobo fugiu. Um leão, quando viu o lobo fugindo das galinhas, riu e disse: “Eu não sabia que você tinha medo de galinhas!” O lobo respondeu: “Eu tenho medo é de ser ridicularizado, matar galinhas não é nenhum orgulho.”


Israel, com todo seu poder, perdeu em Gaza e centenas de crianças inocentes assassinou friamente. Obrigou-se a voltar atrás, pois matar crianças inocentes não é orgulho pra ninguém. Muito menos ocorreu uma vitória sobre o Hamas. A Resistência Palestina, com poucas condições, fez com que Israel voltasse atrás.
Hoje, a Resistência Palestina está mais convicta não só em seu objetivo para a libertação de Gaza, mas também de Al-Quds (Jerusalém), o Afeganistão e o Iraque.
Não estranhe este objetivo do Hamas
, pois o Profeta Muhammad (s.a.w), quando estava em Khandaq, pensava na divulgação do Islã na Síria, Jordânia e Egito.


“Aquele que pode nadar numa piscina pode nadar no mar também”.

Então, a resistência que se tornou vitoriosa em Gaza também pode reconquistar o restante da Palestina.

Outro ponto importante é que os países no mundo tudo observaram a agressão israelense a Gaza.


Na época em que os paises árabes falavam em paz com Israel, o rei da Arábia Saudita, Abdullah, e o Mufti do Egito se encontraram com Shimon Peres. Naquele período Israel já havia cometido este mesmo crime.
Isto nos confirma que a Resistência Palestina tem as suas razões.
E isto fez com que a reconstrução de Gaza e sua fortificação ocorresse nos últimos anos.
Eu convido a todos para realizarmos um jantar beneficente para auxiliar o povo de Gaza.
A Síria levou em consideração o pedido de seu povo e cancelou as conversações com Israel, conseguindo assim unir o povo ao governo.
A Turquia não ficou apenas assistindo o genocídio dos palestinos, mas hoje temos uma nova Turquia. Tanto o povo turco ficou a favor do povo palestino assim como o governo turco também.
A Turquia pediu que Israel fosse retirada da ONU quando Israel não acatou as suas resoluções.
O primeiro-ministro turco, Tayyip Erdogan
, disse: “Por que temos que aceitar a participação na ONU de uma nação que não está de acordo com as suas resoluções?”


Isto foi dito quando o secretário-geral da ONU estava visitando Israel.


Quer dizer, esperava-se que Ban Kim Moon expressasse sua irritação com a provocação ao órgão que preside e condenasse o bombardeiro a suas escolas. Mas, infelizmente, o secretário-geral não fez nada disso.
Quando Ban Kim Moon foi à Turquia, o primeiro-ministro turco expressou sua falta de esperança com o presidente desta organização.

Quando o secretário da ONU não tem como defender seus objetivos, como então pode querer auxiliar o povo oprimido palestino?


A ONU não é uma entidade beneficente que trabalha para auxiliar as pessoas com doações de remédios ou alimentos, apenas. A sua função principal é a de manter a paz no mundo. Mas, em todos os casos, hoje no início da manhã, Tayyip Erdogan, quando voltava da Suíça para a Turquia, foi recebido por milhares de pessoas, sendo aclamado como um grande vencedor, porque na conferência de Davos, foi energicamente contra as mentiras de Israel, deixando o salão.


30/01/2009 - A IMPORTÂNCIA DO TAKBIR/VITÓRIA EM GAZA
http://www.ibeipr.com.br/discursos.php?id_discurso=25

http://www.ibeipr.com.br/index.php

Síria e Turquia querem que Israel renuncie a territórios árabes ocupados. Certo?


O presidente sírio, Bashar al-Assad, e o primeiro-ministro turco, Recep Tayyip Erdogan, em visita à Síria, CONCORDARAM HOJE que a PAZ no Oriente Médio SÓ SERÁ POSSÍVEL quando Israel RENUNCIAR AOS TERRITÓRIOS ÁRABES OCUPADOS.A RETIRADA dos ocupantes israelenses deve incluir o recuo israelense das Colinas do Golã sírias até as fronteiras, ocupadas desde o dia 4 de julho de 1967.Ambos concordaram em continuar a intensificar esforços para acabar com o INJUSTO bloqueio israelense sobre a Faixa de Gaza e conseguir a reconciliação palestina, com o objetivo de estabelecer um Estado palestino independente
.

Engraçado, né? Quando o Estado de Israel ocupou os territórios árabes na Guerra dos Seis Dias ninguém fez nada. Ninguém falou nada. Todos "passaram o pano" e continuaram armando os israelenses.A "desculpa" israelense foi bem parecida com o quê? A teoria usuado por Hitler para a "expansão" da Alemanha Nazista (que levou à Segunda Guerra Mundial). Para quem quiser saber mais procure sobre os pensadores que escreveram sobre "Espaço Vital".Os japoneses também ocuparam grande parte da Ásia, em espcial a Coréia. Para eles os coreanos não passavam de uma ********. Chamavam os coreanos de cachorros...terrível isso. Até hoje não houve uma desculpa oficial dos japoneses com relação aos crimes de guerra.O Estado de Israel faz a mesma coisa. Para alguns judeus, os "árabes" (aí não importa qual etnia, qual religião ou qual nacionalidade) são como cachorros. São uma ******** incômoda e que se não conseguiu "tomar de volta" aquelas terras, simplesmente não as merecem. Isso é FATO. Diversos líderes israelenses disseram isso abertamente ou nas entrelinhas de seus discursos.Siria e Turquia querem seus territórios de volta mas não vão conseguir. Alguns judeus prefeririam morrer naquelas terras do que devolvê-las. Um Estado Palestino também nunca será criado pois o Estado de Israel elimina toda e qualquer estrutura que os palestinos tentam criar. E chama isso de "ataques preventivos" ou "destruição de células terroristas". Para eles, qualquer organização palestina será sempre "terrorista".Não vejo solução para o conflito. Os vendedores de armas internacionais ganham mais com o conflito do que com a paz. E muitos deles são judeus...Barbeiro

segunda-feira, 29 de junho de 2009

CENSURA NA INTERNET

Microsoft corta acesso a MSN em países embargados pelos EUA. Que terror, não é mesmo?


Microsoft corta acesso a MSN em países embargados pelos EUA

Cuba, Síria, Irã, Sudão e Coréia do Norte

não podem mais usar o MSN

A política americana parece ter chagado de vez à internet.

Segundo nota publicada pelo site Digital Trends, a gigante Microsoft cortou o acesso de países que sofrem sanções americanas ao seu sistema de mensagens instantâneas, o Windows Live Messenger.

Foram afetados Cuba, Síria, Irã, Sudão e Coréia do Norte.

Além de serem países embargados economicamente pelos Estados Unidos, os usuários de internet desses locais também não poderão mais se comunicar pelo Live Messenger, ou MSN , seu antigo nome.

O Windows Live Messenger é um dos comunicadores mais utilizados da internet.

Qualquer usuário desse país que tentar se conectar ao sistema recebe a seguinte mensagem:

“810003c1: Estamos impossibilitados de conetá-lo ao . NET Messenger Service. Razão: A Microsoft descontinuou o serviço de Mensagem Instantânea em certos países sujeitos à sanções dos Estados Unidos. Detalhes dessas sanções estão disponíveis no Escritório de Recursos Estrangeiros dos Estados Unidos.”

O blog All About Microsoft do site ZDnet entretanto, não sabe dizer o porquê de a empresa de Bill Gates ter cortado o acesso desses países ao MSN só agora, uma vez que os embargos já existem há anos.

“Eu posso confirmar que o anúncio está correto” foi a única informação conseguida junto a um portavoz da empresa.

Entretanto, apesar da Microsoft e dos Estados Unidos, a internet ainda é um local livre.

Para os que não podem mais se comunicar pelo MSN , é possível ainda utilizar o GTalk, mensageiro instantâneo da Google, o microblog Twitter e até antigos canais, como ICQ e IRC .

Fonte: www.geek.com.br / Por Stella Dauer

domingo, 26 de abril de 2009

RESISTÊNCIA NACIONAL IRAQUIANA LEGÍTIMA REPRESENTANTE DO POVO IRAQUIANO

É motivo de júbilo para todos os povos, a valentia e a coragem do Povo Iraquiano
Faz-se mister reforçar a saudação à Heróica Resistência do Povo Iraquiano, Palestino e todos os Povos que combatem por sua Liberdade em todo o Mundo.

Viva a Heróica Resistência do Povo Iraquiano

Porta-voz da Resistência Iraquiana esteve em Lisboa


A Resistência Iraquiana não se deixa iludir pelas promessas de Obama. E continuará a lutar até à saída do último soldado estadunidense e à justa indenização do Povo Iraquiano pelos danos e os crimes dos EUA.
A convite do Tribunal-Iraque, esteve em Lisboa, o Dr. Abu Mohamad, médico iraquiano exilado na Síria, porta-voz oficial da Frente Nacional da Resistência Iraquiana (FNRI).

Num encontro informal com activistas da solidariedade com o Iraque, explicou a evolução da situação politica e militar no terreno e o programa político da Resistência.

O Dr. Abu Mohamad usou de forma sistemática a palavra colonização para se referir à ocupação do seu país pela coligação dos EUA.
O Passa Palavra, dada a importância da situação no Iraque e da Resistência Popular daquele país ao invasor-ocupante, limita-se aqui a transcrever os principais aspectos da intervenção e das respostas de Abu Mohamad às questões que lhe foram colocadas, em que sublinhou que a ocupação não é apenas militar.


“A ocupação é uma colonização”

“Não se tratou apenas de uma colonização militar. Se fosse assim, derrubava Saddam Hussein e saía do Iraque.

Sabemos que a presença americana era para um projecto mais alargado, no Iraque, na zona e, se calhar, no mundo inteiro. Por isso destruiu o Estado Iraquiano e as cidades iraquianas. Destruiu todas as instituições nacionais, para pôr no [seu] lugar instituições americanas.
“Essas instituições, as políticas sociais, os valores sociais fundamentais que os iraquianos sempre aprenderam – foi tudo mudado. Há uma estratégia para colocar novos valores e éticas na sociedade iraquiana. Foi instalado um governo, um parlamento, para realizarem este projecto. Acordos políticos, leis novas, para garantir os interesses americanos no Iraque.
“Uma das primeiras causas para eles estarem lá é controlarem o petróleo.
O Iraque está em cima de um lago de petróleo e tem as maiores reservas mundiais, em primeiro lugar antes da Arábia Saudita.
“Mas não tem só riqueza em petróleo. Tem uma grande riqueza histórica, um valor enorme na história e na origem da civilização humana.
Com mais de 7 mil anos de história, foi durante muitos séculos a capital do mundo e as primeiras civilizações nasceram lá.
“Hoje, quem tem o controle do petróleo tem o controle da energia básica do mundo que é o pilar da economia. Controlar a economia internacional é controlar o bocadinho de pão que vai haver para toda a gente neste momento.
“É este o primeiro objectivo da América com a colonização do Iraque.”

Resistência desde a primeira hora

A resposta do Povo Iraquiano a esta ocupação-colonização foi desencadeada desde a primeira hora, sem hesitações. Primeiro consistiu em atrasar o processo de colonização, com a resistência ainda organizada numa multitude de pequenos grupos dispersos.
Numa segunda fase, com o esforço de unificação politico-militar desses grupos, foi-se definindo um projecto político próprio da Resistência, com as condições para a retirada dos ocupantes e para o período de transição pós-retirada, assim como o tipo de regime (democrático e laico) a vigorar em seguida.

“Os EUA ficaram paralisados, sem solução, graças à Resistência e às baixas que causou.

Os números que vou referir são do Pentágono: há mais de 4.500 soldados mortos e 40.800 feridos. Destes, 3.000 morreram depois e 2.000 ficaram com problemas mentais. Mas os números da Resistência ultrapassam estes, porque o Pentágono não conta com os seguranças privados.

“A Resistência já neutralizou mais de um terço das forças armadas americanas, e causou muitos danos na economia americana, que foram uma das razões que levaram à crise económica mundial que está a causar o desemprego em todo o lado.
Os relatórios da administração americana dão conta de que os custos desta guerra chegam a 2 triliões de dólares. Cada hora que passa custa 10 milhões de dólares.”

O que é a Resistência Iraquiana?

“A Resistência Nacional Iraquiana tem um papel enorme nisto tudo, porque conseguiu pôr um travão no projecto de colonização global americano.
“A Resistência representa todo o Povo Iraquiano. Não está a lutar contra os americanos por serem americanos. Está a lutar contra os americanos por estarem a colonizar o nosso país.
Abrange todas as classes e todas as componentes da sociedade.
Há árabes, há curdos, há turcomanos; há muçulmanos, há cristãos.

Tem o apoio de 90% do Povo Iraquiano.

Estes dados foram anunciados pela CNN e pela USA Today.
Perguntaram aos iraquianos – muçulmanos, xiitas, sunitas, curdos, árabes – e chegaram à conclusão de que os que recusam a colonização americana representam 89% do Povo Iraquiano.

“A Resistência começou com facções divididas - como primeira reacção à colonização do exército americano – que já se começaram a unir para formarem duas frentes de luta.

“A Frente Nacional Islâmica do Iraque, com 36 secções militares e representação dos partidos que estão contra a presença americana, representa a maioria da resistência. Fazem parte dela a maioria dos moderados iraquianos, mesmo os sunitas cristãos.
A segunda frente, menos de 10% da Resistência, é composta por facções islamistas, com tendência para serem fundamentalistas.
O que une a Frente Nacional (que represento) e a Frente Islamista é o objectivo comum: libertar o nosso país.”

Um programa político para um Iraque livre

“A Frente Nacional Iraquiana tem um programa político muito claro. Tanto para a luta pela libertação, como para depois da colonização.
A cultura geral dos iraquianos é uma cultura humanista moderada.
Suponho que, quando houver eleições depois da partida das tropas, quem vai ganhar vai ser a Frente Nacional porque representa melhor a maneira de ver e de pensar dos Iraquianos.

“É por isso que o Programa da Frente Nacional Islâmica do Iraque, em que a maior força é o Partido Baas Nacional Iraquiano, tem como base:

libertar o Iraque, uma libertação total e completa. Organização do Iraque, o Estado e o povo. Libertação dos reféns e dos prisioneiros das prisões do governo iraquiano e das dos americanos. Anulação de todas as leis e decisões tomadas durante a colonização. Depois, a instalação de um regime iraquiano democrático, com participação dos partidos não comprometidos com a colonização. Terá de haver um período transitório de dois anos, com num governo provisório, para anular as consequências da colonização, instalar os serviços para os cidadãos iraquianos e preparar uma Constituição iraquiana independente da presença americana; bem como estabelecer uma lei que organize a vida dos partidos e as eleições. E, depois, realizar eleições.

“A FNI manterá as melhores relações com os países da zona e garante os interesses internacionais e a amizade com todos os povos da região e do mundo. E mesmo os interesses dos EUA, se aceitarem indenizar o Povo Iraquiano e pedir-lhe desculpas por todos os crimes cometidos contra ele.”
Obama pode estar muito enganado

“O novo presidente dos EUA tinha prometido na campanha eleitoral retirar as tropas e acabar com a colonização do Iraque.
O texto de Obama diz: “Vou entregar o Iraque ao seu povo”.
Se o senhor Obama considerar que o povo do Iraque são o presidente do actual governo e as pessoas que o rodeiam – todos sabem que essas pessoas estão ao serviço da colonização –, então deve estar completamente enganado relativamente à realidade.

O Povo Iraquiano é representado pela Resistência Iraquiana e por aqueles que a apoiam que, como já disse, são 90% da população.

“Segundo as leis internacionais, neste momento não há nada legítimo no Iraque a não ser a Resistência.

O artigo 51º da Carta das Nações Unidas diz que, quando um país está colonizado por parte de outro Estado, a resistência é completamente legal e legítima. E tudo o que for feito pela colonização é ilícito.”

Uma invasão baseada em mentiras, uma ocupação ilegal e desumana

“A colonização americana foi um acto ilegal, baseado em razões que já se provou que eram erradas. Falou-se de armas de destruição massiva e já se provou que não havia essas armas. Quanto à relação entre o regime iraquiano e a Al-Qaida, já está provado que não havia nenhuma. Disse-se que eles foram lá para estabelecer a democracia porque tínhamos um regime ditatorial.

Essa democracia transformou-se em crimes e em roubo de receitas públicas, em violações das mulheres e falta de respeito pelos direitos humanos; deslocação de mais de 5.000 iraquianos, a maioria estudiosos, cientistas, levados a sair do país. Mais de 5.000 médicos, engenheiros, professores, assassinados. Mais de um milhão e meio de iraquianos mortos. Mais de três milhões de pessoas perseguidas, com a acusação de pertencerem ao Partido Baas – a maioria delas com nível universitário. Um milhão de viúvas e de órfãos.”

Destruição da economia, dos serviços e do ambiente

“As fábricas foram fechadas, foi desinstalada a maioria das máquinas e ninguém sabe onde estão. A maioria dos médicos e dos engenheiros, pessoas com possibilidade de produzir, estão no desemprego. A percentagem do desemprego é de 62%.
“Não há agricultura. Tudo é importado do Irão, da Síria, da Jordânia – mesmo bens de base como tomates, cebolas. Não há serviços. Não há electricidade há seis anos. Os geradores, básicos para ter electricidade, não podem funcionar porque não há energia. É irónico dizer-se que o Iraque está em cima de um lago de petróleo e nem sequer termos uma gotinha de combustível em casa para termos energia. Todas as fábricas de acessórios foram destruídas.

“Estão a roubar o petróleo bruto sem darem conta a ninguém; não há registo das quantidades de petróleo que estão a sair do Iraque.

Em 1989, o Iraque recebeu o prémio para o melhor sistema de saúde no Médio Oriente, dado pela Organização Mundial de Saúde, em função do número de médicos, do rendimento, dos diplomas, tendo em conta o número de hospitais existentes e os serviços oferecidos aos cidadãos. Já não havia doenças contagiosas no Iraque há muito tempo. Hoje, por causa das águas mal tratadas, começamos a ter epidemias, problemas do fígado, e outras doenças que já não tínhamos há muito tempo. O nível dos serviços médicos no Iraque está numa decadência total, e continua porque já não temos médicos, já foram mortos ou perseguidos mais de 7.000 médicos, a maioria deles estão fora do Iraque, nem temos meios básicos para prestar serviços médicos adequados às pessoas.


“O ambiente está completamente poluído por causa do urânio e do fósforo branco usado pelos americanos na invasão. Há muitos casos de pessoas com cancro ou com problemas genéticos.

“Como é que é possível, depois disto tudo, continuarem a dizer que estão lá para instalar a democracia?

O próprio George Bush admitiu que as informações que tinha para desencadear esta guerra eram informações erradas.”

O governo de Obama não está interessado em acabar com a colonização do Iraque

“Então, não seria justo, não seria o mínimo, o actual presidente admitir que esta guerra foi errada e pedir desculpa ao Povo Iraquiano?
A um país que foi completamente destruído?

Não é um direito do Iraque e dos iraquianos, segundo as leis internacionais, não é um direito da humanidade ver os responsáveis por estes crimes serem julgados?
E que o povo seja indenizado por tudo o que sofreu?

“O senhor Obama não admitiu o erro cometido com esta guerra no seu discurso, quando falou da situação no Iraque. Mas disse que vai deixar 50.000 soldados até ao fim de 2011.
O ministro da Defesa americano disse que é possível ficarem para além de 2011.

“O senhor Obama não falou dos mais de 200.000 soldados que não pertencem às forças armadas e que estão a actuar no Iraque.

Vão também sair até 2011?
Participam em todos os combates ao lado das forças armadas. Têm armas, tanques, aviões, capacidade para ferir as pessoas e garantir a segurança das cidades onde estão. Qual é o interesse de retirar 100.000 soldados e deixar mais de 200.000 – cuja morte não é anunciada nas fontes oficiais, porque não têm nacionalidade americana, mas são pagos pelas forças americanas para garantir a sua presença lá?

“Esta é a posição da Resistência perante o último discurso do senhor Obama.
Não falou do destino de 50 bases aéreas que estão no Iraque – três delas consideradas das maiores no mundo. Helicópteros e aviões militares. Milhares de soldados, conselheiros, responsáveis americanos colocados nos ministérios e nas instituições políticas do actual governo iraquiano. Que será feito desses? Vão continuar no Iraque?

“Não é isto suficiente para concluir que a administração Obama não está interessada em acabar com a colonização do Iraque?
E que vão continuar esta colonização sangrenta?
Então?
Acham que nós já não temos razão para continuar a nossa luta, a nossa Resistência?”

A Resistência continua

O Povo Iraquiano vai continuar a luta, sejam quais forem os sacrifícios e as perdas.Até à saída do último soldado americano. Este é o único caminho para nos salvarmos.

“Os americanos estão a retirar os soldados das ruas, porque têm medo da Resistência, mas passaram a utilizar aviões para se deslocarem dentro do território iraquiano. Ainda ontem houve um ataque a uma cidade e foram presos muitos cidadãos, com a explicação de que estavam ali responsáveis da Resistência, informações que têm através de pessoas que trabalham para as forças armadas americanas.

“Se a nova administração americana respeita a legislação internacional, se está mesmo interessada em respeitar os valores humanos e as exigências dos conflitos internacionais – tal como o senhor Obama disse na rádio, que ‘vai difundir os verdadeiros valores americanos’ –, então será uma prova de coragem assumir a responsabilidade desta guerra que o senhor Bush iniciou. E que respeite realmente os direitos do Povo Iraquiano. E que o Iraque e o seu povo sejam indenizados pelos danos que sofreram. E que se afastem completamente do Povo Iraquiano. E que tenham negociações com a Resistência Nacional Iraquiana. Para que possamos instalar um novo regime iraquiano democrático. Para que possamos evitar a presença iraniana e o terrorismo no nosso território.

“A Resistência Nacional, quando estiver no poder, vai lutar contra o extremismo iraniano e o terrorismo, para que o Iraque possa ter a sua serenidade. E toda a zona também. Para que possamos garantir todos os interesses dos países nesta região com um valor enorme para todos. Se acontecer o contrário, os conflitos vão continuar nesta zona. E toda a gente vai perder os interesses que tem naquela zona.”

O aliciamento de chefes de tribo para o lado dos EUA

Para tentarem suprir as enormes dificuldades que os impedem de controlar grandes regiões do país, os ocupantes lançaram em 2007 uma campanha de aliciamento de chefes tribais para, a troco de dinheiro, se encarregarem de organizar o enfrentamento e o policiamento locais contra a Resistência. É o chamado Movimento Despertar. Baseia-se numa estrutura tradicional das tribos, com costumes e chefes próprios, que o regime do Baas conseguira secundarizar num primeiro tempo, com a laicização do Estado e a democratização dos serviços e dos sistemas de educação, transportes e saúde pública. Todavia, durante os 12 anos de embargo imposto ao país, entre 1991 e 2003, o próprio Saddam recuperou essa estrutura do tecido social como forma de compensar o deperecimento do Estado central.
Questionado sobre o Movimento Despertar, Abu Mohamad disse que “os americanos não estão a conseguir resolver os problemas de maneira militar. Já não conseguem deter a Resistência. Sendo assim, têm de procurar outras soluções. Pagam milhares de dólares aos chefes de tribos iraquianas para conseguirem apoio. Distribuem armas e fazem alianças, a que chamam “Sahwat” [Despertar], com o objectivo de dividir o povo e fomentar a guerra civil. Incentivam estes chefes para que sejam eles a perseguir a Resistência Nacional Iraquiana. E usam o termo de sempre: “terroristas”.
Antes da colonização não se falava de terrorismo, não tínhamos nada a ver com as redes terroristas. O terrorismo veio com a colonização, com as tropas americanas.
A Resistência Nacional não tem nada a ver com o terrorismo. Está contra o terrorismo e luta com todos meios contra o terrorismo e os terroristas. Foram os americanos que implantaram o terrorismo no Iraque para tentarem destruir os primeiros movimentos da Resistência. Agora lançaram este movimento que se chama Sahwat, comprando os acordos com milhares de dólares, dizendo aos iraquianos que devem lutar contra o terrorismo.
Infelizmente algumas tribos iraquianas integraram-se nesta união porque nas suas regiões não há trabalho, não há nada para fazer. Como já foi dito, mais de 60% dos iraquianos estão desempregados.

“Nós já sabíamos que os americanos estavam a jogar esta carta para dividir o povo iraquiano. A maioria dos que fizeram parte desta organização Sahwat, já deixou de trabalhar a favor das forças americanas. O resto são pessoas que são mesmo compradas pelo dinheiro americano.”

Os sindicatos iraquianos

Questionado acerca da situação dos trabalhadores e do papel dos sindicatos no Iraque actual, Abu Mohamad respondeu: “Segundo a lei internacional, todas as organizações – políticas, desportivas, etc. – criadas pela colonização são ilegais e não têm legitimidade para funcionar. Com a colonização, todos os sindicatos iraquianos deixaram de existir. Não existem por causa de tudo o que aconteceu, a deslocação, a morte das pessoas, as condições complicadas que se estão a viver. E todos os partidos que vieram com a colonização ajudaram a dividir estas associações segundo os interesses de cada partido, independentemente do interesse geral. Chegaram a usar armas entre essas instituições, segundo o interesse dos partidos. Sendo assim, todas as instituições sindicais já estão destruídas.

“Além disso, os Iraquianos não precisam de sindicatos, sobretudo ao nível dos funcionários, dos trabalhadores e dos agricultores. Agora, para trabalhar, a única hipótese é fazer parte do corpo de polícia ou das forças armadas. Todas as fábricas foram destruídas. E o desemprego representa mais de 60%. Então qual é a nossa necessidade de ter sindicatos?

“A função principal dos sindicatos é defender os interesses dos trabalhadores e dos agricultores perante um regime político.
No Iraque, não temos o nosso regime, não temos o nosso Estado, e não temos trabalhadores nem agricultores. Esta é a nossa realidade no Iraque.”



domingo, 6 de julho de 2008

APOIO AS RESISTÊNCIAS

No meu ponto de vista apoiar a causa Palestina é uma questão de carater. A verdade está estampada para todos olharem. O unico país do mundo que tem suas fronteiras muradas e vigiadas metro a metro é Israel, mas Israel não vive com suas fronteiras muradas e fortemente armada para empedir seus inimigos de entrar em seus territórios, Israel tem suas fronteiras muradas para garantir o pedaço de terra surrupiado, e outros países jogam pedras na fronteira e usam cercas de arame farpado junto aos muros de Israel para Israel não furtar ou se apropriar de mais territórios. Israel e o Governo Americano formado por descendêntes de Judeus são os donos do poder no mundo, são juizes e promotores, tudo que acontece ou se fala no mundo tem que ser confirmado por americanos para ser legitimado. Israelenses e americanos usam uma tatica suja que chama todos os seus inimigos de terroristas e que terrorista não tem direito a nada e quem der espaço a palavras, opiniões e argumentos desses supostos terroristas são também terroristas, portanto, quando americanos e Israelenses proibem qualquer forma de contato ou da população saber o argumento da outra parte sendo os unicos a informar a noticia e a mostrar os culpados, automaticamente americanos e Israelenses passam a ser os donos da verdade, quando vc cala a boca do inimigo e passa a ser o unico a apresentar argumentos e criticas vc também passa a ser o dono da verdade, mesmo que essa verdade seja uma mentira desvairada. Desde o dia que o HAMAS assumiu o governo da palestina os EUA e Israel fizeram de tudo para provocar essa situação, desde matar os palestinos de fome e doenças até assasinar inocêntes e prender políticos palestinos diariamente. Israel nitidamente provocou tudo isso, mais infelizmente os governos cretinos e vasalos fingem que não viram nada e não estão vendo nada, repetindo a retórica americana que Israel é vítima e a culpa é de quem realmente não tem culpa e é marginalizado pelo verdadeiro terrorista(Israel x EUA). Hafik Hariri foi morto pela CIA e pelo serviço secreto de Israel para que o mundo forsa-se a Síria a sair do Libano, era a Síria quem tinham os jatos, os mísseis terra ar que derrubariam os jatos Israelenses, os tankes, artilharia e 38 mil soldados. Como fizeram no Iraque, desarmaram o país e depois atakaram. Porque vcs acham que os EUA fizeram o maior estardalhaço para retirar a Síria do Libano? Por Bondade!!!! Os Americanos e Israelenses são perigosos pois eles tentam jogar o mundo na fogueira, com essa História de que todos os inimigos dos EUA e Israel são terroristas inimigos da liberdade e da democracia americanos e israelenses impõe ao mundo que seus inimigos são tambem nossos inimigos. Temos que dizer a Americanos e Judeus que nós não somos marionetes tapadas e que os inimigos de Israel e EUA não são nescessariamente nosso inimigos. Na minha ópinião essa é a luta do bem contra o mau, e o mau o lucifer e o diabo são os governantes dos EUA de Israel e seus seguidores. O Hizbolla nasceu do nazismo dos Israelenses no Libano, Hizbola é muito mais que um grupo de resistencia, é o Hizbola que vai para a linha de frente morrer pelo o povo do Libano.

Comentário de: Carlos Humberto de Carvalho Neto
Ligação permanente 09-08-2006 @ 02:31

http://www.agal-gz.org/blogues/index.php/bolindri/2006/07/18/invasao_do_libano_ou_so_mortes

terça-feira, 13 de maio de 2008

O MUNDO ESTÁ MUDO

Hora de romper relações com Israel

“Até quando o seqüestro de um soldado israelense poderá justificar o seqüestro da soberania palestina?

Até quando o seqüestro de dois soldados israelenses poderá justificar o seqüestro de todo Líbano?

Até quando continuará correndo sangue para que a força justifique o que o direito nega?


Esta matança de agora, que não é a primeira e nem será, receio, a última, ocorre em silêncio.

O mundo está mudo?

Até quando seguirão soando em sinos de madeira as vozes da indignação?


Destina-se US$ 2,5 bilhões, a cada dia, para os gastos militares.


A miséria e a guerra são filhas do mesmo pai: como alguns deuses cruéis, come os vivos e os mortos.


Até quanto continuaremos aceitando que este mundo enamorado da morte é nosso único mundo possível?”
(Eduardo Galeano).


(Foto: Participantes da unitária, plural e solidária passeata em São Paulo, o domingo dia 6 de agosto de 2006, contra o bárbaro genocídio no Líbano).


“Sobretudo, sejam sempre capazes de se indignar contra qualquer injustiça cometida contra qualquer pessoa em qualquer parte do mundo. Esta é a qualidade mais linda de um revolucionário”. Carta de Ernesto Che Guevara aos seus cinco filhos.


Além da forte indignação humana contra o bárbaro genocídio no Líbano, os mais de 10 mil participantes da unitária, plural e solidária passeata em São Paulo neste domingo, dia 6, apresentaram como proposta concreta a exigência de que o Brasil rompa as relações diplomáticas com o Estado terrorista de Israel.
A cobrança das forças políticas e sociais que organizaram o protesto é plenamente justificada. Afinal, o que ocorre nesta região afronta todas as normas do direito internacional e representa um dos episódios mais tristes de agressão a uma nação soberana e de extermínio de um povo. Parece que os sionistas israelenses desejam repetir, com requintes de crueldade, a triste história do holocausto nazista contra o povo judeu.
Segundo informações oficiais, até o último dia 2 já morreram 200 crianças e 828 adultos libaneses, outros 3,2 mil ficaram feridos e um quarto da população do país – quase um milhão de pessoas – foi desalojado de suas casas pelos intensos bombardeios.
A ofensiva é implacável.
Além dos ataques aéreos, cerca de 10 mil soldados israelenses ocuparam cinco áreas ao sul do Líbano.
Toda a infra-estrutura do Líbano – redes de transmissão de energia,
reservatórios de água,
o aeroporto central,
rodovias e pontes – está sendo alvo da destruição, o que agrava ainda mais a situação deste sofrido povo.
Hospitais estão sem energia elétrica para realizar cirurgias, falta água em várias cidades e não há rotas seguras de fuga.
A devastação é total.
Do lado israelense, em três semanas de combate morreram 37 militares e 19 civis – o que prova a enorme desproporção desta “guerra”.
As justificativas apresentadas pelos nazi-sionistas também são escandalosas.
Alegaram que a criminosa ofensiva decorreu do “seqüestro” de dois soldados israelenses por militantes do Hezbollah, em 12 de julho.
Nunca a captura de tropa inimiga foi desculpa para uma ação desta magnitude.
A versão alardeada na mídia burguesa foi a de que o grupo libanês fez o seqüestro em território de Israel.
Fontes independentes, porém, garantem que o serviço de inteligência militar sionista (Aman) invadiu a região libanesa de Aita-al-Shaab e que seus soldados foram atacados e capturados pelo Hezbollah.
A mesma desculpa serviu como pretexto para a bárbara invasão do território palestino em junho passado.
Após o seqüestro do soldado Gilat Shalit – que o grupo Hamas pretendia trocar por 150 mulheres e 350 menores presos em Israel, sem julgamento –, o Estado terrorista de Israel bombardeou o país, prendeu um terço do Parlamento Palestino e vários ministros (inclusive o seu chanceler, Mahmoud Zahar), ameaçou publicamente assassinar o primeiro-ministro palestino Ismail Haniyeh e ainda anunciou sua pretensão de realizar ataques aéreos e navais contra a Síria, acusada de abrigar líderes do Hamas.
Ou seja: num curto espaço de tempo, os nazi-sionistas agridem o Líbano e a Palestina e ainda ameaçam a Síria e o Irã.
Daí a justa indignação do escritor Eduardo Galeano. “Até quando o seqüestro de um soldado israelense poderá justificar o seqüestro da soberania palestina? Até quando o seqüestro de dois soldados israelenses poderá justificar o seqüestro de todo Líbano? Até quando continuará correndo sangue para que a força justifique o que o direito nega? Esta matança de agora, que não é a primeira e nem será, receio, a última, ocorre em silêncio. O mundo está mudo? Até quando seguirão soando em sinos de madeira as vozes da indignação? Destina-se US$ 2,5 bilhões, a cada dia, para os gastos militares. A miséria e a guerra são filhas do mesmo pai: como alguns deuses cruéis, come os vivos e os mortos. Até quanto continuaremos aceitando que este mundo enamorado da morte é nosso único mundo possível?”.

Marionete dos EUA
Na verdade, a desculpa da “legítima defesa” visa escamotear os planos expansionistas de Israel – e do seu tutor, os EUA.
Como adverte reportagem da Carta Capital, a captura de soldados nunca gerou ações tão destrutivas.
“Em 1985, o governo do Likud trocou 1.150 prisioneiros por três soldados israelenses. Há pouco mais de dois anos, aceitou libertar 430 prisioneiros palestinos e árabes em troca de um empresário e coronel da reserva seqüestrado pelo Hezbollah”.
Além disso, o Exército de Israel sempre se utilizou do seqüestro e de outros métodos bárbaros.
Dias antes do recente ataque à Palestina, ele seqüestrou dois civis de suas casas em Gaza. Pouco antes, assassinou 90 palestinos – entre eles, sete membros de uma família que fazia piquenique na praia, incluindo três crianças e uma mulher grávida.
O pretexto é esfarrapado!

A razão do genocídio atual é que Israel não aceita a viabilização de qualquer acordo nesta região e que os EUA estão perdendo o controle desta área estratégica, rica em petróleo e decisiva no tabuleiro geopolítico mundial.
No momento em que o próprio Hamas discutia a possibilidade de aceitar a existência do Estado de Israel como única forma de viabilizar a paz duradoura, os violentos ataques abalam estas esperanças, atiçam o conflito e fortalecem os planos expansionistas dos nazi-sionistas. Como lembrou o jornal Avante, do Partido Comunista de Portugal, esta pretensão é bastante antiga.
Documento de 1957, elaborado pelo primeiro-ministro David Ben Gourion (1948-63), já pregava a ocupação de territórios palestinos e árabes.

Outro texto mais recente, de julho de 1996, intitulado “ruptura limpa: a nova estratégia para a segurança”, defendia abertamente “a anulação dos acordos de paz de Oslo; a eliminação de Iasser Arafat; a anexação dos territórios palestinos; a derrubada de Saddam Hussein no Iraque para desestabilizar a Síria e o Líbano; o desmantelamento do Iraque; e a utilização de Israel como base complementar do programa dos EUA de guerra das estrelas”.
Como se observa, além de sua obsessiva ambição, Israel sempre serviu aos interesses ianques.
Agora, com a generalização do conflito na região, George Bush usa sua marionete para emplacar o “plano de reestruturação do Oriente Médio”, com a rendição dos países que integram o “eixo do mal”.
Não é para menos que os EUA não aceitam qualquer recuo de Israel nesta ofensiva assassina e rejeitam as propostas de cessar-fogo da ONU.
“Não vejo qualquer interesse na diplomacia se for para voltar ao status quo anterior entre Israel e Líbano. Penso que isso seria um erro. O que nós estamos presenciando, de certa forma, é um começo, são as dores do parto de um novo Oriente Médio”, explicitou a cínica e abjeta serial killer Condoleezza Rice, secretária de Estado dos EUA.
O plano expansionista da “reestruturação” já está em curso, incluindo o “porrete diplomático”, o envio de armas ianques de última geração a Israel e ainda o veneno ideológico da mídia burguesa.
Líbano e Palestina já foram covardemente agredidos; em 28 de junho, aviões israelenses invadiram o espaço aéreo da Síria, inclusive sobre a área do palácio presidencial de Bashar Assad; já o Iraque está sob ocupação das tropas ianques; e o Irã sofre todo tipo de provocações.

A pressão internacionalista
Diante desta escalada, a reação mundial está crescendo, embora ainda muito aquém das necessidades.
As manifestações de repúdio à violência nazi-sionista são maiores na própria região.
Já na Europa ocorreram passeatas e atos em vários países.
Até em Israel, grupos pacifistas exigem o cessar fogo e a retomada das negociações de paz. Na América Latina, a ação mais contundente foi tomada pelo governo venezuelano.
O presidente Hugo Chávez ordenou a retirada do seu embaixador em Israel, porque causa indignação ver como esse Estado continua bombardeando e esquartejando inocentes com os aviões gringos que eles têm. Como se explica que o mundo olhe isso de braços cruzados, que não faça nada para frear este horror?”.
O governo de Cuba também emitiu duro comunicado exigindo o imediato cessar-fogo. Segundo sua nota oficial, “a responsabilidade por esta selvagem agressão contra a população civil libanesa, que constitui um ato de terrorismo de Estado, é de quem apóia econômica e militarmente o agressor e de quem atua como vassalos servis e cúmplices. O governo americano, com o seu veto, impediu o Conselho de Segurança da Organização das Nações Unidas de atuar. A sua pública e criminosa oposição à exigência de um cessar-fogo abortou outras iniciativas de paz. A União Européia, com raras exceções, serve de cúmplice e aceita as brandas declarações impostas pelo Império do outro lado de Atlântico”.
Já o governo Lula enviou carta ao secretário-geral da Organização das Nações Unidas, Kofi Annan, na qual manifesta explícita condenação aos ataques de Israel.
“O Brasil se sente diretamente atingido pela violência contra civis na região, que já vitimou sete cidadãos brasileiros, inclusive crianças. Repudiamos o terrorismo, não importa sob que justificativa, mas não podemos deixar de condenar, nos termos mais veementes, a reação desproporcional e o uso excessivo da força que tem resultado na morte de grande número de civis, inclusive mulheres e crianças, e na destruição da infra-estrutura do Líbano”, afirma o comunicado.
O Mercosul também rejeitou a assinatura de um tratado de “livre comércio” com Israel.
Apesar de positiva, a manifestação do governo Lula é insuficiente diante da radicalização do genocídio.
A proposta de retirar o embaixador brasileiro de Israel, num sinal de rompimento das relações diplomáticas, já seria cabível.
Afinal, o Estado sionista já desrespeitou 46 resoluções da ONU condenando Israel.
“Até quando o governo israelense exercerá o privilégio de ser surdo?
As Nações Unidas recomendam, mas não decidem.
Quando decide, a Casa Branca impede que decida, porque tem direito de veto.
A Casa Branca vetou, no Conselho de Segurança, 40 resoluções que condenavam Israel.
Até quando as Nações Unidas continuarão atuando como se fossem o outro nome dos Estados Unidos?”, indaga Eduardo Galeano.

Segundo Marjorie Cohn, integrante da Associação de Juristas dos EUA, a ação de Israel no Líbano é uma flagrante violação de todas as leis de guerra, incluindo a Quinta Convenção de Haia, de 1907 (artigo 50), a Quarta Convenção de Genebra sobre a proteção de civis em tempo de confrontos, de 1949 (artigo 33) e o Protocolo I de 1977, sobre a proteção de vítimas de conflitos internacionais armados (artigo 75).
Mais do que as normas jurídicas, as fotos de centenas de crianças destroçadas pelos bombardeios, publicadas no Portal Vermelho, reclamam uma ação urgente contra o Estado terrorista e bandido de Israel.

No atual conflito, os sionistas nem sequer respeitam o direito brasileiro de retirar os seus compatriotas da região em guerra.
O próprio ministro das Relações Exteriores, Celso Amorim, queixou-se à mídia de que o governo de Israel não ofereceu qualquer garantia para que os brasileiros e seus descendentes atravessem a fronteira em segurança, o que tem criado enormes dificuldades ao transporte. Diante destes fatos, José Reinaldo de Carvalho, secretário de relações internacionais do PCdoB, avalia que se “justifica que cresça o clamor pela retirada de nossa embaixada daquele país”.
Esse foi exatamente o clamor dos presentes na passeata em São Paulo, que deve incentivar uma massiva campanha de solidariedade no Brasil inteiro.

Altamiro Borges é jornalista, membro do Comitê Central do PCdoB, editor da revista Debate Sindical e autor do livro “As encruzilhadas do sindicalismo” (Editora Anita Garibaldi, 2ª edição).
[Artigo enviado a www.galizacig.com polo autor, 07/08/2006]
Actualidade GalizaCIG

ONU, ISRAEL, EUA X LÍBANO

Aviação israelense sobrevoa sul do Líbano a baixa altitude. O que a ONU tem a dizer sobre isso?


Os vôos israelenses sobre o Líbano constituem uma violação da resolução 1701 do Conselho de Segurança da ONU.

A ONU pediu várias vezes a Israel que não realize esses vôos, já que considera que minam a credibilidade da Força Interina das Nações Unidas no Líbano (Finul), mobilizada no sul.

A Força Aérea israelense viola regularmente o espaço aéreo libanês.

Estes últimos vôos são registrados no momento em que o Líbano é cenário de violentos combates entre militantes da oposição, apoiados por Damasco e Teerã, e os da maioria anti-síria.

A aviação israelense sobrevoava neste domingo o sul do Líbano a baixa altitude, declarou à AFP uma autoridade de segurança libanesa.

"Mais de quatro aviões israelenses sobrevoam desde as 06h30 GMT (03h30 de Brasília) a maioria das cidades do sul do país", informou o alto funcionário.




O ONU, Israel e EUA estao "macumunados" em fazer o inferno no Líbano.

Quem faz o Inferno no Libano é Israel e EUA.

A ONU serve para legalizar e legitimar todo massacre, terrorismo, guerras e mentiras que IsraEUA façam e fazem.


Não interesa à Síria, nem Irã nem ao Hesbolá uma guerra no Líbano e um Líbano no caos.


A quem interessa uma guerra no Líbano e um Líbano no caos

são

os EUA e Israel.


Esses estão fazendo de tudo para provocar uma guerra cívil no Líbano, pois assim Israel e EUA vão manipular a ONU a intervir, e a ONU vai fazer tudo que Israel e EUA querem, vão destruir o Líbano como fizeram no Iraque, vão destruir o parlamento deixando apenas os prós IsraEUA no comando e vão jogar o Hesbolá para a marginalidade.


A única chance de Israel vencer o Hesbolá é fazendo uma guerra cívil no Libano e com a anarquia eles vão tentar destruir todos os seus inimigos,que hoje fazem parte da RESISTÊNCIA MARAVILHOSA e Legítima do Libano, o Hesbolá.


Se tiver uma guerra cívil, os Americanos e Israelenses vão destruir tudo, para quando começarem de novo, o começo seja como o do Iraque, cheio de governantes e parlamentares "marionetes" e "fantoches", para que os interesses dos IsraEUA sejam garantidos.

Qualquer "idiota" sabe disso e enxerga isso, mas o grande problema são os NAZISTAS pró terroristas IsraEUA que ficam feito doentes que são, repetindo a retórica mentirosa IsraEUA.


Os jornalistas e emissoras que fazem "LOBBY" para Israel também repetem as retóricas mentirosas maquiavélicas de IsraEUA. Vão repetindo, num jornalismo parcial e tendencioso, todas as mentiras de IsraEUA, repetindo, repetindo, repetindo, ate a mentira virar verdade, a mesma coisa do Iraque.


Somente um NAZISTA pró terroristas IsraEUA é que não quer enxergar que IsraEUA é que estão fazendo o Inferno no Líbano, para que nesse inferno o Diabo(IsraEUA) possa trabalhar em êxtase e ter sucesso, essa tática é velha entre os IsraEUA.


Eles são mestres em derrubar governos.


Vc pode me dizer qual é o inimigo dos IsraEUA que não é taxado de Terrorista, ditador, genocida cruel, me diz só um?





“Sobretudo, sejam sempre capazes de se indignar contra qualquer injustiça cometida contra qualquer pessoa em qualquer parte do mundo. Esta é a qualidade mais linda de um revolucionário”. Carta de Ernesto Che Guevara aos seus cinco filhos.
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