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quinta-feira, 11 de setembro de 2008

HOMENAGEM AO POVO CHILENO

Lembrando este mês...


Quilapayún - El pueblo unido jamás será vencido
Quilapayún en el Palau de la Música Catalana (Barcelona, 23 enero 2003)
El pueblo unido, jamás será vencido,el pueblo unido jamás será vencido...De pie, cantadque vamos a triunfar.Avanzan yabanderas de unidad.Y tú vendrásmarchando junto a míy así verástu canto y tu bandera florecer.La luzde un rojo amaneceranuncia yala vida que vendrá.De pie, luchadel pueblo va a triunfar.Será mejorla vida que vendráa conquistarnuestra felicidady en un clamormil voces de combate se alzarán,diráncanción de libertad,con decisiónla patria vencerá.Y ahora el puebloque se alza en la luchacon voz de gigantegritando: ¡adelante!El pueblo unido, jamás será vencido,el pueblo unido jamás será vencido...La patria estáforjando la unidad.De norte a surse movilizarádesde el salarardiente y mineralal bosque australunidos en la lucha y el trabajoirán,la patria cubrirán.Su paso yaanuncia el porvenir.De pie, cantadel pueblo va a triunfar.Millones ya,imponen la verdad,de acero sonardiente batallón,sus manos vanllevando la justicia y la razón.Mujer,con fuego y con valor,ya estás aquíjunto al trabajador.Y ahora el puebloque se alza en la luchacon voz de gigantegritando: ¡adelante!El pueblo unido, jamás será vencido,el pueblo unido jamás será vencido...
"Quilapayún a Palau" CD/DVD puede adquirirse online en: http://www.actualrecords.com




Os últimos dias de Salvador Allende e do Governo de Unidade Popular

O presidente do Chile, Salvador Allende, declarou logo após a sua eleição:

“A história ensinou-nos que os grupos ultra-revolucionários não desistem do poder e lutam para conquistá-lo”.

Esta previsão, feita três anos antes, veio a tornar-se realidade no dia 11 de Setembro de 1973, data do golpe sangrento comandado por Augusto Pinochet.

4 de Setembro de 1972:

Salvador Allende denunciou, em vão, nas Nações Unidas, as tentativas norte-americanas de destabilização do Chile.
A situação económica tornou-se catastrófica. O povo protestou em manifestações turbulentas.
A organização da extrema-direita "País e Liberdade" tornou-se violenta.
As mulheres protestaram contra a falta de alimentos básicos.
Os camionistas organizaram um boicote na estrada, bloqueando o tráfego com milhares de camiões.
A economia entrou em rotura...

11 de Setembro de 1973:

Em 11 de Setembro de 1973, as forças armadas chilenas, comandadas pelo general Augusto Pinochet e com o apoio e financiamento dos Estados Unidos, derrubaram o governo de Unidade Popular de Salvador Allende, democraticamente eleito 3 anos antes.
Neste dia e apesar dos vários pedidos feitos ao presidente Allende para renunciar ao cargo (e até lhe ofereceram, a ele e à sua família, refúgio no exterior!), este não aceitou a proposta dizendo, num discurso difundido pela rádio, na manhã de 11 de Setembro de 1973:

“ (…) Trabalhadores de minha Pátria, tenho fé no Chile e no seu destino. Outros homens hão-de superar este momento cinza e amargo em que a tradição pretende impor-se. Prossigam vocês, sabendo que, bem antes que o previsto, de novo se abrirão as grandes alamedas por onde passará o homem livre, para construir uma sociedade melhor. Viva o Chile! Viva o Povo! Viva os Trabalhadores! Estas são minhas últimas palavras e tenho a certeza que o meu sacrifício não será em vão. Tenho a certeza que, pelo menos, será uma lição moral que castigará a deslealdade, a covardia e a traição."
(Últimas palavras de Salvador Allende à Nação, Pouco minutos passavam das 9 horas, da manhã do dia 11 de Setembro de 1973).

Cercados no palácio presidencial e bombardeados pela Força Aérea, Allende e alguns colaboradores leais resistiram de armas na mão. Foram todos mortos em circunstâncias até hoje desconhecidas.
O exército chileno - liderado por Augusto Pinochet - não teve qualquer humanidade com os militantes do Partido da Unidade Popular.
A repressão militar foi vingativa e intolerante.

Trinta mil pessoas foram assassinadas e mais de cem mil pessoas presas e torturadas.

Foram 17 longos anos que durou a ditadura de Pinochet.
Este morreu em Dezembro de 2006 sem nunca ter sido julgado pelos seus crimes.

Homenagem ao Povo do Chile

Foram não sei quantos mil
operários trabalhadores
mulheres ardinas pedreiros
jovens poetas cantores
camponeses e mineiros
foram não sei quantos mil
que tombaram pelo Chile
morrendo de corpo inteiro.
Nas suas almas abertas
traziam o sol da esperança
e nas duas mãos desertas
uma pátria ainda criança.
Gritavam Neruda Allende
davam vivas ao Partido
que é a chama que se acende
no povo jamais vencido.
- o povo nunca se rende
mesmo quando morre unido.
Foram não sei quantos mil
operários trabalhadores
mulheres ardinas pedreiros
jovens poetas cantores
camponeses e mineiros
foram não sei quantos mil
que tombaram pelo Chile
morrendo de corpo inteiro.
Alguns traziam no rosto
um rictus de fogo e dor
fogo vivo fogo posto
pelas mãos do opressor.
Outros traziam os olhos
rasos de silêncio e água
maré-viva de quem passa
uma vida à beira-mágoa.
Foram não sei quantos mil
operários trabalhadores
mulheres ardinas pedreiros
jovens poetas cantores
camponeses e mineiros
foram não sei quantos mil
que tombaram pelo Chile
morrendo de corpo inteiro.
Mas não termina em si próprio
quem morre de pé. Vencido
é aquele que tentar
separar o povo unido.
Por isso os que ontem caíram
levantam de novo a voz.
Mortos são os que traíram
e vivos ficamos nós.
Foram não sei quantos mil
operários trabalhadores
mulheres ardinas pedreiros
jovens poetas cantores
camponeses e mineiros
foram não sei quantos mil
que nasceram para o Chile
morrendo de corpo inteiro.
José Carlos Ary dos Santos

terça-feira, 22 de julho de 2008

A VERDADE OCULTA

Muito ao contrário ... , que jamais entenderá que os americanos sempre desprezaram “entreguistas”, traidores de seu país e de seus compatriotas - eu espero que numa situação como a do Iraque, eu tivesse dado a minha vida para pelo menos tentar salvar as vidas de Saddam Hussein, Uday e Qusay - três almas preciosíssimas, três homens dignos do nome, três homens justos, honrados que até hoje são caluniados por todo tipo de covardes, ladrões, mentirosos, estupradores, torturadores, assassinos.

A administração Bush e os sionistas atribuíram à Saddam, Uday e Qusay todos os crimes que eles mesmos praticaram no Vietnam; que eles mesmos estão aí a praticar, seja nos EUA, seja em Israel, seja no Afeganistão.

Se Saddam, Uday e Qusay eram os “monstros do mundo”, por que depois de suas mortes o mundo não melhorou?

Por que, agora que o mundo está sob o comando da administração Bush, de Israel e da Europa a violência grassa em toda parte do mundo?

Gostaria de ter lutado, sem buscar morrer antes da hora, sem apressar a morte, para poder matar o máximo possível de invasores e causar grandes prejuízos aos que ocuparam violentamente o meu país para usurpar-lhe todas as suas riquezas.

Se traído e encurralado, gostaria de ter lutado até a morte; se capturado, torturado e condenado à morte, gostaria de ter a mesma dignidade e extrema coragem de Saddam Hussein.

http://br.answers.yahoo.com/my/profile;_ylt=ArQAXrkaFHiZvhTrkHsGeJ_nExV.;_ylv=3?show=2fRLEuzRaa

domingo, 11 de maio de 2008

MERCENÁRIOS CONTRATADOS PARA TORTURAR IRAQUIANOS










A privatização da tortura
Correio da Cidadania - Colunistas - Luiz Eça
A privatização da tortura
O filme, a ser brevemente lançado, Irak for Sale (Iraque á venda) denuncia que “contractors” (civis contratados pelo exército americano) comandaram torturas em Abu Ghraib.Comenta Robert Greewald, cineasta que o produziu: “nos meses de trabalho em Irak For Sale uma das mais chocantes e perturbadoras descobertas foi como a CACI International lucrou torturando iraquianos em Abu Ghraib”.


“Contractors” é um eufemismo para substituir o termo adequado que seria “mercenários”,ou seja, profissionais armados para agir violentamente, se preciso, na área de segurança.

No Iraque de hoje eles são cerca de 25.000, quase todos ex-militares, ganhando altos salários que vão a 105 mil dólares anuais, empregados por um grupo de empresas que operam um negócio avaliado em 20 bilhões de dólares.
A CACI é uma das maiores do setor.
O Washington Post informa que 92% das receitas dela vêm dos contratos na segurança.

Segundo o Washington Business Journal, eles quase dobraram no ano seguinte ao início da ocupação do Iraque, enquanto os lucros cresceram 52 por cento.

A própria CACI explica por que o exército americano contrata número tão avultado de civis para realizarem tarefas que tipicamente militares como interrogatórios de prisioneiros: “o exército não tinha o pessoal especializado necessário e a CACI atendeu às urgentes circunstâncias do tempo de guerra”.

Mas embora a CACI – conforme seu site – detinha experiência eletrônica e em outras funções de inteligência, isso nem sempre acontecia com seus interrogadores.

Onze entre trinta e um deles não estavam nesse caso, de acordo com o inspetor geral do exército americano.

O pessoal carente atuava justamente em Abu Ghraib.

A apregoada “tecnologia de ponta” que o site da CACI informa ser aplicada pelo seu pessoal não apareceu nas fotos das barbaridades na prisão iraquiana.

No relatório secreto ao alto comando militar, de autoria do major general Antonio M. Taguba, ele acusa os mercenários da CACI de serem “direta ou indiretamente responsáveis pelas torturas de Abu Ghraib”. Eles teriam, junto com agentes da CIA e da inteligência do exército, ordenado aos policiais militares que “amaciassem” os prisioneiros para ficarem “em condições físicas e mentais que favorecesse seu interrogatório”.

O relatório Taguba mencionou especificamente o mercenário da CACI, Steven Stephanowicz, por ter estimulado um policial sob seu comando a aterrorizar presos, “deixando claro que suas instruções incluíam violências físicas”.

Mas os problemas causados pela privatização de áreas que cumpririam ao exército transcendem Abu Ghraib.
A ação dos militares tem causado constantes protestos da população iraquiana.
“Esses sujeitos estão à vontade neste país e fazem coisas estúpidas. Não há autoridade sobre eles, portanto você não pode repreendê-los quando exageram no uso da força”, disse o brigadeiro general Karl R. Horst, subcomandante da 3ª. divisão de infantaria, responsável pela segurança em Bagdá.

“Eles atiram nas pessoas e os outros tem que lidar com isso.Acontece em toda a parte”, diz o general.

E com tanta freqüência que somente em Bagdá, entre maio e julho de 2005, por exemplo, pelo menos 12 civis iraquianos foram alvejados pelos mercenários, sendo que seis morreram e três ficaram feridos.

Enquanto as empresas de segurança faturam milhões com a guerra, seus funcionários que torturam e matam inocentes continuam livres.

De acordo com seu estatuto legal, eles não estão sob o comando do exército americano.
Em Abu Ghraib aconteceu o contrário.

Quando um soldado protestou contra a ordem de “amaciar” prisioneiros, dada por um dos mercenários, seu superior mandou que obedecesse.

Além disso, graças ao decreto que fora imposta pelo governo provisório americano, nenhum estrangeiro que presta serviços à coalizão está sujeito às leis iraquianas.

Os ditos “contractors” não podem, portanto, serem processados pela justiça local seja lá o que fizerem. Gozam de total impunidade.

Mas o “Center for Constitutional Rights” entende que esse privilégio não se estende aos Estados Unidos. Ele está processando a CACI, sua colega, a Titan, e seus mercenários junto à Corte Federal do Distrito de Columbia. pelos abusos cometidos em Abu Ghraib, documentados pelo relatório do general Taguba.

Diz sua advogada, Susan Burke: “acreditamos que a CACI e a Titan envolveram-se numa conspiração para torturar e abusar dos detentos com o fim de ganhar mais dinheiro”.

Um grupo de vítimas da privatização da tortura no Iraque também procurou a justiça americana pedindo a condenação tanto dos responsáveis diretos, os mercenários da CACI e da Titan, quanto os indiretos, ou seja, as próprias empresas.

Não é preciso dizer que a opinião pública árabe está atenta para verificar como a democracia americana lida com esse desafio.

Luiz Eça é jornalista


Iraquiano processa nos EUA empresas de mercenários por torturas em Abu Graib

O iraquiano Emad al-Janabi processou duas empresas de segurança privadas norte-americanas, contratadas pelo Pentágono para fazer o trabalho sujo no Iraque, pelas torturas que lhe aplicaram no campo de concentração de Abu Graib, durante os 10 meses em que esteve preso, de setembro de 2003 a junho de 2004, sem acusação alguma.

Emad al-Janabi afirmou na ação federal que impetrou na justiça dos EUA, em Los Angeles, que funcionários das empresas de mercenários CACI International Inc., e L-3 Communications Holdings Inc., o chicotearam contra as paredes, golpearam-no com objetos contundentes; o deixaram pendurado por horas; ameaçaram-no com cachorros, o submeteram a jejum forçado e privação de sono, e o deixaram nu e algemado numa cela durante um longo tempo desde setembro de 2003.

Um dos principais acusados é o empregado da empresa CACI, o mercenário Steven Stefanowicz.




A ação acusa Stefanowicz por ter dirigido várias sessões de tortura.

As duas firmas de mercenários fornecem interrogadores ou intérpretes para ajudar os guardas militares norte-americanos no calabouço de Abu Graib.

http://www.horadopovo.com.br/

terça-feira, 25 de março de 2008

BAJULADORES ENTRE CALÚNIAS E APLAUSOS

Bajuladores caluniam Equador e aplaudem os crimes de Bush

Bobos da corte dizem que o vilão foi o invadido Equador, e Bush, que acaba de vetar proibição à tortura, foi quem zelou pela soberania do país
Enquanto o cordão dos puxa-sacos na mídia e na oposição parlamentar acusava o presidente do Equador de ferir a soberania... do Equador, e saudavam Uribe por zelar pela soberania equatoriana invadindo o país, Bush vetava a proibição à CIA de torturar, dentro e fora dos EUA (v. página 7).

Vejamos, por exemplo, o senador Agripino, nostálgico prócer da casa-grande.
Segundo ele, o problema do presidente Chávez é que “não respeita a autoridade do presidente da nação mais poderosa do mundo”.
Já um colega de Agripino, com mentalidade mais de feitor frustrado do que de escravagista retardatário, chamou o presidente do Equador de “covarde”.
Não há limites para desrespeitar o presidente do Equador, mas Chávez tem que “respeitar” Bush, que, como todo mundo sabe, é um sujeito muito corajoso.
Correa defendeu seu pequeno país contra uma agressão.
Portanto, é um “covarde” porque não tem a fenomenal coragem de ficar rastejando, de ficar ideologicamente em posições indecentes debaixo das escadas e nas cafuas - tal como o autor do insulto.

AUTORIDADE

Como é óbvio, autoridade é, precisamente, o que Bush não tem.
Até o “The New York Times”, que, apesar de alguns eventuais editoriais, tem colaborado com essa página sinistra da história dos EUA, não conseguiu engolir o pretexto do veto à proibição da tortura – a “luta contra o terrorismo”, a “segurança nacional dos EUA”, etc. & tal.

Resumindo: as milhares de ogivas nucleares,
os 1.426.713 homens e
mulheres na ativa das forças armadas (e mais 1.458.500 na reserva),
as bases militares em 39 países,
os milhares de tanques,
mais os mísseis,
submarinos,
aviões,
etc.,
etc.,e
etc., são incapazes de manter os EUA seguros.
Só a tortura, essa instituição moderníssima, há mais de 200 anos declarada ilegal e contrária ao ser humano pela Revolução Francesa, é capaz de tornar seguros os EUA.
Logo, segundo Bush, o ideal americano é a Idade Média – e a pior parte da Idade Média, a mais obscura, a mais estúpida.

No seu estilo farisaico, o jornal novaiorquino diz que o motivo verdadeiro do veto é “afirmar o legado” de Bush – ou seja, o seu poder às custas do Congresso, do Judiciário e dos cidadãos.

Em português (e, aliás, em inglês) o nome disso é ditadura.
Em suma, o objetivo da tortura – e de assumir publicamente essa aberração – é intimidar os cidadãos.
Nada tem a ver com qualquer combate ao “terrorismo”.
Pelo contrário, ela é o terrorismo – ou, se quisermos ser mais precisos, a tortura é o instrumento terrorista de um Estado terrorista, o que também tem um nome: fascismo.

Porém, nem os nazistas faziam propaganda de que torturavam.
Ao contrário, negavam e escondiam que a Gestapo torturava suas vítimas.
Naturalmente, eles tinham mais senso de realidade do que Bush et caterva.
Da mesma forma, o exército norte-americano e até o FBI, segundo os quais o interrogatório sob tortura é “desnecessário e contraproducente” (cf. “Veto of Bill on C.I.A. Tactics Affirms Bush’s Legacy”, TNYT, 09/03/2008).
Mas, sob os “atos patrióticos”, cujo nome é tão falso quanto seu autor, milhares de norte-americanos de várias origens étnicas têm sido presos e submetidos à tortura.
Até agora não se tem notícia de que a tortura tenha revelado um único culpado de alguma coisa – nem de que esses interrogatórios tenham levado a nada, exceto ao sofrimento de quem foi submetido a eles.
E, como lembrou o exército, a tortura praticada pela CIA coloca em risco os norte-americanos que porventura caiam prisioneiros em outros países.

Que os EUA, hoje, são uma ditadura aberta, um Estado policial que dispensa cada vez mais os disfarces “democráticos”, não é uma constatação apenas nossa.
Até notórios direitistas norte-americanos, admiradores de Reagan e de Theodore Roosevelt (que estavam longe de ser grandes - ou pequenos - democratas), denunciaram a ditadura sob Bush.
Se precisássemos de alguma outra prova, o próprio Bush, com sua inteligência habitual, acabou por confessá-lo, em seu veto, ao dizer que “nós não temos nenhuma responsabilidade mais alta do que a de parar os ataques terroristas”.
Que ataques terroristas?
Há sete anos não há ataque algum em território americano.
Por que Bush, então, diz que não tem nenhuma responsabilidade “mais alta”, ou seja, nem com os seres humanos, nem com a democracia, nem com as leis, nem com as demais instituições?
Certamente que isso nada tem a ver com quaisquer ataques.
Mas, diz Bush, a tortura não pode ser proibida porque “não é hora para o Congresso abandonar práticas que mantiveram a América segura”.
Ou seja, não somente é ele quem decide o que o Congresso deve ou não “abandonar”, como diz explicitamente que a tortura - a expressão mais totalitária e desumana de uma ditadura - é que mantém o país seguro.

Voltemos agora aos puxa-sacos locais de Bush.
Sua bajulação revela propensões não propriamente a ditador, mas a bobo da corte de alguma ditadura.

O Equador foi agredido por tropas colombianas sob comando americano.
O objetivo não era “combater terroristas”, nem a ação começou ou foi extensão de qualquer outra iniciada em território colombiano.
Foi uma ação de assassinato frio, típica das chamadas “forças especiais” dos EUA, em que as vítimas encontravam-se dormindo.

Porém, segundo a pornográfica revista “Veja”, quem invadiu o Equador foram os guerrilheiros das FARC.
Uribe, as tropas colombianas, e os americanos, invadiram o Equador para restaurar a soberania equatoriana.
Portanto, invadiram o país e assassinaram em território equatoriano por puro amor ao Equador e à sua integridade territorial.
Queriam salvar o Equador dos equatorianos, assim como Bush está tentando salvar o Iraque dos iraquianos...

MORAL

Resta saber em que as FARC estavam ferindo a soberania do Equador, pois o ato de se abrigar em outro país não fere soberania alguma.
Se fosse assim, De Gaulle teria ferido a soberania da Inglaterra quando lá se refugiou para lutar contra a ocupação nazista da França.
É verdade que a Inglaterra estava em guerra com a Alemanha, mas, pela lógica da “Veja”, isto somente tornaria mais urgente que Hitler invadisse o país para defender a soberania inglesa e acabar com aquele terrorista francês.
Devemos convir que os nazistas eram menos cínicos do que essa malta.
Talvez porque fossem imperialistas e não meros puxa-sacos do lumpen-imperialismo - pois Bush é um marginal, um arrivista até em relação ao próprio imperialismo americano: um dos senadores que criticaram energicamente o veto de Bush chama-se John D. Rockefeller IV, nome que dispensa maiores apresentações.
É preciso, portanto, ser um lacaio muito reles para deitar loas em louvor de Bush, ou para atacar os que defendem seus países contra esse bandoleiro – atitudes equivalentes.
Porém, considerando o estado avançado de decomposição desse cadáver político e moral, é preciso, antes de tudo, ser muito burro.
CARLOS LOPES
http://www.horadopovo.com.br/

terça-feira, 11 de março de 2008

FASCISMO E QUEDA DO "IMPÉRIO AMERICANO"

O fascismo nos Estados Unidos

Quando os estadunidenses despertarem, será tarde

Quando Herman Hesse alertou sobre o fortalecimento da ideologia
fascista na Alemanha, seus argumentos foram ignorados pela
maioria.
Mais tarde ficou claro que isso aconteceu porque as
pessoas estavam, naquele momento, experimentando os
“benefícios” da ideologia fascista.
Hoje, essa parte da história
ocidental é vista por muitos com vergonha e culpa – muitos se
perguntam “como algo como Auschwitz pôde acontecer?”
Ironicamente, os estadunidenses conseguem identificar esse
passado, mas se recusam a reconhecer que sua nação segue no
mesmo rumo.
Segundo historiadores ocidentais, durante o crescimento do império
nazista, criticar a liderança de Hitler ou seu partido perante o povo
alemão era motivo de intensa rejeição, uma questão “nãopatriótica”.
Essa é a primeira semelhança presente nos Estados
Unidos, o império daliberdade e democracia”, construído sob as
bases da submissão de seus estados vassalos.
Principalmente
após o 11 de setembro de 2001, com as novas fendas na
Constituição estadunidense criados por George W. Bush e seus
aliados, como o “Ato Patriota”, para citar o mais conhecido, o nãopatriotismo
(ou o simples gesto de discordar com os planos do
governo) se tornou oficialmente um crime.
Como seres humanos, é
sempre possível justificar a situação atual ao olhar para o passado e
acreditar na ilusão de que as coisas hoje estão melhores do que
ontem.
Mas continuar por esse caminho, como o ditado popular
afirma, irá somente “garantir a comida hoje e a fome amanhã”.
Mas enquanto os Estados Unidos lideram os seus aliados europeus
nesse rumo, o que lhes resta é aguardar que essas tendências
fascistas se tornem explícitas para todos.
Será esse o dia em que
grande parte da “comunidade global”, presa à máquina imperialista
devido à dependência econômica, irá finalmente se rebelar e
enfrentar os opressores.
Como o presidente iraniano Mahmoud
Ahmadinejad afirmou recentemente em sua histórica visita ao
Iraque, “ninguém hoje gosta dos estadunidenses”.
Essa é uma visão
que, há poucos anos, nem sequer era considerada publicamente.
Hoje é uma realidade, e basta algumas análises sobre outros países
que essa questão torna-se evidente – é o início de uma revolução
global.
O período atual da história certamente será marcado pelo levante e
queda do “império americano”.
Assim como o Angkor Wat na
Combódia, daqui a centenas de anos, antropologistas, historiadores
e sociólogos, estudantes e outros interessados irão se questionar
sobre como a sede pelo domínio e controle cegou tantas pessoas
em nações tão poderosas, e levou todos ao inevitável colapso.
Mas
aquilo que os seres humanos do futuro irão observar tem pouca
importância presentemente.
Para os que vivem hoje, cabe lembrar
que todos os sinais que levarão a isso estão claros nas ações do
dia-a-dia, e agir contra aqueles que destroem qualquer decência e
dignidade que a raça humana ainda consegue preservar.
Ainda sobre Auschwitz, se as
pessoas acreditam que os
campos de concentração eram
uma conseqüência do fascismo,
certamente já é tarde demais
para evitar Guantánamo e Abu
Ghraib – ou o cerco atual a
Gaza.
O que resta então é resistir e lutar, porque o fascismo só está
presente porque as pessoas permitiram que ele estivesse
,
seja pelo
eleitorado estadunidense, ao escolher os líderes que lhes convêm,
ou o resto das pessoas, que assistem a tudo isso e não agem, ao
esperar que alguém fará a mudança por eles.
O primeiro passo deve ser reconhecer que os poderes imperialistas,
liderados pelos Estados Unidos e representados por Israel no
Oriente Médio, funcionam à base de uma ideologia fascista não
muito diferente do que Hitler e o partido nazista propunham.
Apenas
depois disso será possível enxergar o verdadeiro contexto dos
Estados Unidos, exportadores da “liberdade”, em que constantes
mudanças de leis invalidam a própria Constituição do país e anulam
a liberdade do seu próprio povo, que cegamente continua a apoiar a
expansão imperial sobre o sangue dos milhões de mártires pelo
mundo afora, em países que eles nem sequer sabem onde ficam.
Quando o mundo despertar, o que acontecerá com o poder militar,
as armas nucleares, o poder econômico e os “direitos sociais”?
Que
venha o tempo!

domingo, 17 de fevereiro de 2008

EUA: JULGADOS E CONDENADOS





Este é babybush
Fique tranquilo, genocida babybush, os EUA já foram julgados e CONDENADOS pela opinião pública mundial:
é a maior nação imperialista da história da humanidade.
E você, babybush, já foi considerado pelo seu próprio povo como o PIOR presidente da história dos EUA.
E o incrível é que bush ainda defende o uso de tortura,vejam o texto.

Agora nessa ele se superou, vejam:

"O presidente americano disse acreditar que os Estados Unidos ainda mantêm uma autoridade moral no mundo.
"Nós acreditamos em direitos humanos e dignidade humana",afirmou.
"Acreditamos em liberdade."



A autoridade moral dos EUA no mundo é ZERO, babybush.
E vc acredita em direitos humanos e dignidade humana defendendo tortura, invadindo Iraque e Afeganistão e causando milhares de vítimas civis e empesteando esses dois paises com radiação de munição de urânio empobrecido?

ORA, VÁ SE CATAR, BABYBUSH.

15/02/2008 - 03h41 Bush faz balanço e diz que EUA serão julgados pela história
da BBC Brasil

O presidente dos Estados Unidos, George W. Bush, fezum balanço de seus sete anos no cargo e disse que a"história vai julgar as decisões" tomadas durante seu governo como"decisões necessárias".
Em entrevista exclusiva concedida à BBC, Bush, que deixa o cargo em janeiro do ano que vem, disse esperar que a passagem do tempo permita uma análise mais objetiva de seu governo como um todo.
O líder americano disse que espera não ser lembrando apenas pela intervenção militar no Iraque, mas também por "liberar 25 milhões de pessoas no Afeganistão","propor uma solução de dois Estados para Israel e a AutoridadePalestina" e por "muitas outras questões".
O presidente americano declarou que está "feliz como que está acontecendo agora" com o Iraque, onde "a reconciliação está acontecendo" e "o corpo legislativo está começando a funcionar".
"O mundo está começando a reconhecer que a decisão de mandar mais tropas foi uma decisão bem difícil de tomar", disse, em uma referência à medida adotada no ano passado para aumentar a segurança no país.
Tortura Bush também confirmou que pretende vetar um projeto de lei aprovado pelo Congresso americano que torna ilegal uma técnica usada em interrogatórios e considerada uma forma de tortura.
A prática, chamada waterboarding, consiste em amarrar um prisioneiro em uma tábua inclinada e jogar água em sua cabeça, simulando a sensação de afogamento.
"O que quer que façamos será legal", disse o presidente.
Bush afirmou acreditar que o governo americano deve"garantir que os profissionais (que fazem interrogatórios) tenham as ferramentas necessárias para proteger" o país.
"Reconheço que muitos dizem que esses terroristas não são mais uma grande ameaça para os Estados Unidos",afirmou.
"Eu discordo completamente."
Bush afirmou ainda que não acredita que os Estados Unidos estão mandando uma "mensagem errada" ao mundo ao adotar práticas que críticos acreditam ser violações de direitos humanos - como a prisão de dezenas de suspeitos na prisão de Guantánamo, em Cuba, sem julgamento.

"É necessário adotar medidas para proteger a nós mesmos e para encontrar informações que podem proteger outros",disse.
"Veja o caso de Guantánamo", acrescentou.


"Eu gostaria que estivesse vazia. Por outro lado, há pessoas lá queprecisam ser julgadas. E haverá um julgamento.


E eles terão o dia deles no tribunal.


Diferentemente do que eles fizeram com outras pessoas."

Autoridade moral

O presidente americano disse acreditar que os EstadosUnidos ainda mantêm uma autoridade moral no mundo. "Nós acreditamos em direitos humanos e dignidade humana",afirmou. "Acreditamos em liberdade.
E estamos dispostosa assumir a liderança.
Nós estamos dispostos a pediràs nações que façam coisas difíceis."
"Vivemos em um mundo como as emissoras de notícias 24 horas por dia", acrescentou.
"Vivemos em um mundo em que tudo é, digamos, instantâneo. Mas o trabalho que estamos fazendo exige paciência."
"Mas, o mais importante, exige fé na universalidade da liberdade que existe em cada coração.
E por isso, não fico feliz apenas em defender decisões.
Estou confiante de que elas vão levar a um melhor amanhã", concluiu Bush.
Jaime