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domingo, 15 de junho de 2008

O POVO IRAQUIANO RESISTE




A guerra ao Iraque e a Resistência


Distribuição das forças de ocupação no Iraque.

A intervenção da “coligação” anglo-americana e poucos mais aliados no Iraque, em março de 2003, foi uma ação unilateral, à margem da Organização das Nações Unidas, e contra a opinião pública mundial, inconformada com as sucessivas justificações públicas de tal intervenção, que viriam a revelar-se todas elas falsas.

A União Européia dividiu-se e foi profundamente abalada, porque os governos dos vários países tinham interesses contrários e faziam análises contraditórias.

A Rússia e a China estavam contra.

A intervenção vinha há muito sendo preparada, no quadro do plano de controle político, pelos EUA, de toda a região que vai do Mediterrâneo Oriental até ao Sudeste Asiático.
Em 8 de novembro de 2002, os EUA ainda haviam conseguido fazer passar por unanimidade uma resolução do Conselho de Segurança que “oferecia” ao Iraque uma última oportunidade para satisfazer os seus compromissos de desarmamento e, em particular, para fornecer informação exata e completa sobre os seus programas de desenvolvimento de armas de destruição maciça e de mísseis balísticos (exigida pela resolução 687 de 1991!).
Ora como sabemos, desde o fim da Guerra do Golfo, o Iraque sofreu os constrangimentos de vigilância e embargo permanentes, impostos pela ONU, bem como, por iniciativa unilateral dos EUA e do Reino Unido, esteve sujeito à vigilância e a bombardeio aéreo nas impostas áreas de “exclusão aérea”.
A nova resolução fazia parte da encenação hipócrita em que a comunidade internacional (os seus governos) foram cúmplices.
http://www.nationmaster.com/encyclopedia/UN-Security-Council-resolution-on-Iraq

Mas em março de 2003 essa unanimidade não existiu.
Porém, as várias potências mundiais iriam acomodar-se à nova realidade do Iraque ocupado de fato por uma “coligação”; e, ou pretendendo contribuir para uma saída airosa da administração norte-americana e do governo britânico do malogro da vitória fácil, ou para uma libertação do povo iraquiano do tormento da ocupação e do insulto da espoliação, ou, ainda, para tirar também partido do saque prometido, foram-se manifestando mais dialogantes para a procura de uma “solução”.

Em 22 de maio de 2003, a resolução 1483 faz o levantamento de sanções (a um Iraque cuja soberania havia sido usurpada), reconhece aos EUA e ao RU a “autoridade” de potências ocupantes, cria um representante especial no Iraque para coordenar a atividade da ONU no território, e propõe a criação de um Fundo de Desenvolvimento para o Iraque - DFI (alimentado evidentemente pelas receitas da indústria petrolífera) e uma correspondente Junta Internacional de Acompanhamento e Monitorização (IAMB).
http://www.casi.org.uk/info/scriraq.html#2003

E, em 16 de outubro de 2003, a resolução 1511, sublinhando a natureza temporária da Autoridade Provisória da Coligação (CPA), saúda o recentemente constituído Conselho de Governo e reconhece ambos como sendo os principais órgãos da administração interina no Iraque. Pede que cooperativamente estabeleçam uma agenda para redigir uma constituição e realizar eleições; autoriza a constituição de uma força de segurança multinacional e solicita a comunidade internacional a urgentemente contribuir para ela (assim “legitimando” as forças invasoras e de ocupação); pede aos Estados para contribuírem não só para a força de segurança mas também para a “reconstrução” do Iraque e o seu financiamento (inclusive transferindo para o Fundo de Desenvolvimento (DFI) os ativos do regime deposto congelados no estrangeiro); os recursos do país estariam em saldo e era legitimada a antecipada apropriação de recursos que as corporações norte-americanas conduziam desde o primeiro dia.

Finalmente, a resolução 1546 de 8 de junho de 2004 do Conselho de Segurança, avança no caminho encetado, de legitimação do processo de ocupação, expropriação e subjugação do Iraque.
Afirma determinar a entrega do poder por parte da CPA a um Governo Interino “soberano” em 30 de junho de 2004 (o ato formal veio a acontecer a 28 de junho); e fixa o termo automático do “mandato” da força multinacional liderada pelos EUA com a conclusão do processo “democrático”, o mais tardar no fim de 2005, com opções relativas à revisão do mandato pelo Conselho de Segurança ou a pedido do governo interino ou a pedido do governo eleito (previsto para janeiro de 2005).
A resolução tem anexas duas cartas, uma do presidente do governo interino do Iraque, outra do secretário de Estado dos EUA, consagrando a íntima cooperação de ambos nos propósitos comuns.
http://www.iraqcoalition.org/transcripts/20040609_UNSCR_Text.html

A cimeira da OTAN, a 28 de junho, em Istambul, foi sincronizada para o governo interino do Iraque, no suposto exercício da sua soberania, já solicitar e obter dessa aliança apoio para o treino das forças de segurança iraquianas, pois que pouco mais os aliados estavam dispostos a comprometer no plano militar.

A agressão ao Iraque foi “oferecida” pelo poder imperial do capital transnacional às indústrias petrolífera, da guerra e da reconstrução.
Numa evolução de progressiva privatização de todos os recursos e serviços do Estado passíveis de gerarem lucros e alimentarem o capital financeiro, a guerra oferece novas oportunidades de negócio como são a indústria de reconstrução e os serviços de segurança, mas inúmeras outras também.
Desempregados, aventureiros, marginais, cada um com sua motivação, todos eles são vítimas do sistema capitalista, porém recicláveis em seus agentes mercenários para todos os fins; é uma realidade em mutação imprevisível, que coloca questões legais e morais, de eficácia também, e com elas inesperados fenômenos.

Assistimos ao dramático sofrimento e à inaudita resistência do povo por todas as vias incluindo a luta insurgente; por detrás desta luta encontram-se necessariamente múltiplos suportes materiais e morais e uma ou várias estratégias insurrecionais; mas subjacentes estão os enormes sofrimentos, indignação e rebeldia insubmissa do povo iraquiano.
Essa insubmissão não é surpresa; os povos da Mesopotâmia e das montanhas limítrofes são povos que habitam e cultivam a memória milenar de influentes culturas universais, desde a Antiguidade à Idade Média; e que só no curso do último século sofreram sete guerras direta ou indiretamente relacionadas com os recursos petrolíferos do território.
Durante a Primeira Guerra Mundial foi a conquista colonial pelo império britânico em competição com outras potências coloniais (1914-18);
entre 1918 e 1930 foi a “guerra de pacificação” pelas forças coloniais sobre o povo insurreto;
em 1941, a Grã-Bretanha reocupou a território, onde conservara algumas bases militares, para proteger os seus interesses petrolíferos face à ameaça expansionista da Alemanha nazi;
em 1980-88 foi a guerra Irã-Iraque, promovida e suportada pelas potências Ocidentais, sacrificando os dois povos, dilapidando os seus recursos e as infra-estruturas dos dois países, deixando-os exangues, presas supostamente fáceis para a “reconstrução” da sua indústria, a privatização das suas reservas e o retorno das petrolíferas multinacionais;
em 1991 foi a Guerra do Golfo, na seqüência da invasão do Kuwait pelo Iraque em agosto de 1990, ela própria induzida pelos EUA, que depois teve pretexto para organizar uma coligação internacional para “libertar” o Kuwait e para invadir o Iraque, onde causou dezenas de milhares de vítimas imediatas, causou danos duradouros e vítimas a prazo e destruiu as infra-estruturas militares e muitas infra-estruturas civis também;
em 1991-2003, após o armistício, o embargo da ONU foi mantido por força dos vetos dos EUA e do RU, prolongando a destruição silenciosa das infra-estruturas e portanto das condições de vida e de atividade econômica, embargo agravado pelo estabelecimento de zonas de exclusão aérea sobre grande área do espaço aéreo iraquiano, pretexto para ataques periódicos por aquelas duas potências sobre alvos militares ou não, incluindo quatro ataques de grande escala.
http://www.globalpolicy.org/security/oil/2003/2003companiesiniraq.htm

A autoridade ocupante (CPA) tomou o partido Baath como o inimigo principal das forças ocupantes e da própria população iraquiana (enganando-se a si própria como agente de “libertação” e “democratização”) sem entender a diversidade de perspectivas e aspirações e as nuances das relações entre árabes e curdos e entre sunitas e xiitas e recorrendo irracionalmente ao exercício da força para “resolver” a sua própria incapacidade de entendimento, assim convertendo potenciais conjunturais aliados em imediatos opositores. Exemplar foi o seu comportamento em face de dois importantes lideres xiitas, um “moderado” e outro “radical” – Sistani e Moqtada – conseguindo hostilizar ambos.

No vazio de uma análise fundamentada e perante um povo insubordinado, a coligação e a força invasora encontraram dificuldades para elas inesperadas.
A coligação, através das autoridades e forças de segurança que constituiu (autoridade provisória da coligação, governo provisório, depois governo interino; força de estabilização e depois força de multinacional) bem como através das substituições de chefias civis e militares a que procedeu, prosseguiu um caminho errático procurando adaptar-se a realidades no terreno.

Às dificuldades internas da coligação junta-se a adversidade do contexto internacional para os seus propósitos.

A Turquia, com uma opinião popular adversa e muito receosa da evolução política no Curdistão (majoritariamente localizado no seu próprio território), logo em fevereiro de 2003 manifestou as suas reservas em se associar à coligação e em lhe prestar apoio logístico, abstendo-se de integrar a coligação, mesmo após a cimeira da OTAN em Istambul, em 28 de junho de 2004.
A Espanha, que fora inicialmente um membro importante da coligação, retirou as suas tropas em maio de 2004, face à enorme oposição popular e em resultado do juízo político feito sobre o atentado terrorista de Madrid, em 11 de março de 2004.
Como sabemos, depois disso, diversos outros países abandonaram a coligação enquanto apenas alguns manifestaram disponibilidade para aderir e, como regra, simbolicamente.

São admitir perspectivas de alargamento do conflito a países limítrofes; tendo havido objetivos predefinidos no início desta guerra insensata, há todavia, necessidades estratégicas que emergem.
A resistência à ocupação e a histórica diversidade cultural do Iraque poderá levar a coligação ocupante a procurar balcanizar o país, sabendo-se que o território comporta três comunidades principais: a curda, no Norte, a xiita no Sul e a sunita no triângulo Central.
Essa balcanização, porém, suscitaria naturais alianças ou fusões transfronteiriças que arrastaria o problema da delimitação territorial do Iraque para o nível regional.

OCUPAÇÃO E RESISTÊNCIA

A presença norte-americana no Iraque é uma ocupação militar permanente e o exercício de controle político-militar que se pretende exaustivo.
A missão “diplomática” está dimensionada para atingir 3.000 efetivos e a força militar acima dos 100 mil soldados, mesmo após o prometido “fim” da ocupação!
Estes são elementos do plano de domínio imperial; mas virá a ser assim?
Será que os povos o vão consentir?
Será que o imperialismo ainda tem essa força?

Estimativas anunciadas das forças insurgentes tendem a ser conservadoras, ficando por 5 mil partidários baathistas; mas um maior número, difícil de estimar, serão os part-timers que emergem e se dissolvem na população; o número total atingiria, então, 20 mil, segundo analistas norte-americanos.
Este número pode ser comparado com o número comparável de suspeitos que passaram pelas prisões controladas pelo exército de ocupação e que na sua maioria seriam depois libertados.
Deve também ser comparado com o número de iraquianos abatidos em confrontos armados, incluindo civis, que só no mês de abril atingiram 4 mil mortos.
A maioria dos insurgentes são iraquianos seculares nacionalistas (compreendendo também antigos membros do partido Baath ou da Guarda Nacional), mas também são numerosas as milícias islâmicas.
Atuando segundo táticas e com estratégias diversas, mas com objetivos partilhados ou resultantes comuns, conformam uma verdadeira “resistência nacional”.
Supõem-se organizados em dezenas de grupos ou células de guerrilha, sob a direção de chefes tribais ou a inspiração de imãs religiosos. A motivação mais citada para a mobilização rebelde é a libertação da ocupação estrangeira – e não a fundação de algum Estado islâmico; a revolta é sobretudo pela libertação nacional.
A resistência encontra condições favoráveis não só nas suas motivações mas também na ampla disponibilidade de meios financeiros, de armas e de treino militar, bem como na ausência de sistema de cartões de identidade e na abstenção do uso de telecomunicações eletrônicas (detectáveis).
http://www.guardian.co.uk/worldlatest/story/0,1280,-4290373,00.htmlhttp://www.military.com/NewsContent/0,13319,FL_larger_070904,00.htmlhttp://www.truthout.org/docs_04/072804A.shtml


A rotação das tropas de ocupação não tira partido da eventual aprendizagem que fazem no terreno. Pelo contrário, os iraquianos tiram partido da experiência de luta acumulada.
E posta a impotência e a incompetência em normalizar as condições básicas de vida urbana, aqueles iraquianos que inicialmente tomaram postura de expectativa ou mesmo de simpatia pelo invasor, mudaram de atitude e revoltam-se também.

Como na Palestina, bandos de jovens demonstram diariamente a sua hostilidade em atos de “intifada” e, mesmo, atos de sabotagem.

A “colaboração” entre forças ocupantes e forças de segurança iraquianas bloqueia-se em mútua falta de confiança ou disfarçada insubordinação; as “recomendações” são ignoradas ou não são cumpridas; e forças irregulares “populares” desempenham de fato funções de policiamento nas ruas.
http://eurasianet.org/departments/recaps/articles/eav072304.shtml

Ações de guerrilha contra as forças ocupantes, contra forças de segurança do governo interino iraquiano – imposto pela coligação e sancionada, agora, pela ONU –, bem como contra mercenários por conta de empresas de segurança e de reconstrução de qualquer nacionalidade, têm-se multiplicado e até intensificado após a transição para a nova etapa do processo político em fim de junho.

É clara a estratégia de isolar a coligação do apoio dos seus aliados e dos colaboracionistas, tirando partido também da generalizada indignação da opinião pública à agressão e ocupação do Iraque.
Vários países vão retirando ou reduzindo drasticamente as suas forças militares ou pessoal técnico do terreno, enfraquecendo a coligação – militarmente, tecnicamente e, sobretudo, diplomaticamente; Espanha, Honduras e República Dominicana retiraram-se na primavera; Noruega, Singapura e Filipinas retiraram-se no princípio do verão; Nova Zelândia e Tailândia vão se retirar em setembro; Holanda e Polônia anunciaram se retirar em meados de 2005.
Outros países reafirmam a sua fidelidade à coligação e prometem novos ou reforçados contingentes, mas aquém do inicialmente prometido.
A tomada de reféns a serviço de empresas de “reconstrução”, e a ameaça ou a sua efetiva execução, põe enorme pressão e desmobiliza dezenas de milhares de trabalhadores de numerosas nacionalidades, dos quais os EUA precisariam dispor urgentemente como força de trabalho para levar adiante o seu negócio de “reconstrução”.

A Conferência nacional de dirigentes políticos, religiosos e regionais, em que seria selecionado um Conselho Nacional de cem elementos, cuja missão será superintender o governo interino, Conferência considerada uma etapa fundamental no calendário do processo político traçado para o corrente período em preparação das eleições de janeiro de 2005, foi subitamente adiada em fins de julho, a pedido da ONU, em face do boicote de numerosos e relevantes presumidos participantes.
http://www.washingtonpost.com/wp-dyn/articles/A50417-2004Jul14.htmlhttp://www.truthout.org/docs_04/printer_073104B.shtml

Quer dizer que o “processo político” teima em não seguir o caminho e o ritmo que a administração norte-americana anseia impor.
O povo iraquiano resiste.

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terça-feira, 4 de março de 2008

A HISTÓRIA SE REPETE



A violência nos valores
ocidentais
A história se repete, e os mitos continuam os mesmos




A violência nos valores ocidentais
Nos anos recentes, especialmente após 11 de setembro de 2001,
com a declaração da “Nova Cruzada”, conforme definiu George W.
Bush,
a mídia corporativa teve cumprido seu papel em aterrorizar o
mundo ocidental ao criar mitos catastróficos unindo o “extremismo
islâmico” ao famoso risco das “armas de destruição em massa”,
inexistentes no Iraque.

De tempo em tempo, esses dois conceitos
voltam às televisões, para reforçar a base ideológica doméstica das
nações imperialistas.

Mas não seria o próprio Ocidente (América
Anglo-Saxônica e Europa), marcado pela imposição de seus valores
sob a ameaça da espada?
A estratégia atual simplesmente reflete as antigas fábulas européias
de muçulmanos expandindo o Islam à base da espada –
são mitos
reinventados quando convém.

Com a “Nova Cruzada”, é natural que
essas histórias reapareçam para expor o mundo muçulmano como
violento, perigoso e que não valoriza a vida humana.

Dessa forma,
a aspiração de desarmar os países muçulmanos das “armas de
destruição em massa”
se tornou o grito de guerra do Ocidente.

Em
alguns casos, essa retórica serve também os interesses
imperialistas ocidentais
em forçar mudanças de regimes soberanos,
como é o caso do Afeganistão, Iraque, Síria e Somália, entre outros.
Mas não é necessário muito estudo da história islâmica para
reconhecer que os mitos ocidentais não passam de propagandas
militares.
Entretanto, ao analisar a história das nações ocidentais, fica claro
que o perigo está presente é neste lado do globo.

Armados com
suas doutrinas seculares e materialistas – uma visão de mundo
baseada na exploração de muitos para o encanto de poucos
– o
Ocidente sempre agiu como uma máquina de destruição.

Ao visar
apenas a riqueza material, civilizações completas foram destruídas,
como os Astecas, Incas e os legítimos povos americanos.

Aos que
sobreviveram à brutalidade da colonização sobrou a conversão
forçada ao Cristianismo
, após extorquidos de seu patrimônio,
vendido para “empresas” ocidentais.

Para os povos nativos da
África, Ásia, Índia e Oriente Médio, as promessas de liberdade
foram rapidamente evaporadas e substituídas pelas leis coloniais.
Ao invés de buscar mudança e atitude perante o passado
bárbaro, o Ocidente somente se vangloriou de suas conquistas
materiais, e até hoje se classifica como “os países desenvolvidos”.

Países como a Espanha, França e Inglaterra construíram impérios e
acumularam riquezas à custa da destruição de milhões de vidas
inocentes.

O Ocidente, liderados hoje pelos Estados Unidos, agem
de maneira etnocêntrica e, por conseqüência, impõe-se como
polícia do mundo.

Nos casos da atual ocupação do Afeganistão e
Iraque, a prometida “libertação” fundamentada na “democracia” se
tornou ocupação e, agora, colonização, devastando lares em

“bombardeios de precisão”, e o assassinato de cerca de 1 milhão de
muçulmanos é moralmente aceito como “dano colateral”.

Enquanto
isso, as companhias petrolíferas estadunidenses e britânicas agora
exploram os poços de petróleo do Iraque e transportam as reservas
de energia do Mar Cáspio para a Europa, por intermédio do
Afeganistão
.

E não é verdade que a história se repete?