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quarta-feira, 27 de maio de 2009

TERRORISMO CONTRA IRAQUIANOS APÓS A INVASÃO DO IRAQUE

Para não dizer que não falei do horror/terror

Essa é a "demo"-cracia que os EUA foram levar ao Iraque?
Esses prisioneiros estão presos desde a invasão do Iraque no ano de 2003. Foram torturados. Muitos massacrados!
UMA VERGONHA MUNDIAL!
A Comunidade Internacional é cúmplice desses crimes posto que calou-se, omitiu-se, infelizmente.Quem cala consente e é cúmplice.
Isso não pode ser JAMAIS esquecido.
Não são prisioneiros comuns. São prisioneiros de uma guerra estúpida, baseada em mentiras.
Milhões de Iraquianos têm sido torturados, massacrados e os responsáveis tem que ser PUNIDOS.
Pergunto aos que apóiam essas atitudes insanas, de crueldade e desrespeito máximos:
_Vocês gostariam de ter sua casa invadida e seus entes queridos torturados, massacrados, aprisionados SOMENTE porque RESISTEM por amor ao chão (Pátria) que pisam?
São uns HERÓIS que lutam pela SOBERANIA de seu país!
Os EUa e aliados tem que entender que o MUNDO abomina essas atitudes.
Basta de invasões, ocupações!
Basta de guerras pela ganãncia de ter o que não lhes pertence. Viva a Resistência Iraquiana!
Viva a Resistência Palestina!
Viva a Resistência Afegã!
O Oriente Médio/Próximo não quer esse tipo de "demo-cracia lá!
E esta então... o cara vai no âmago da questão:"... os lobbies, que representam interesses econômicos, sociais e políticos nos Estados Unidos são muito poderosos. Tendem sempre a pautar e delimitar a atuação do governo. Daí que o presidente Barack Obama, apesar das promessas de alterar as diretrizes políticas estabelecidas pelo presidente George W. Bush, só promoveu mudanças cosméticas. Até agora, meados de maio de 2009, com um pouco mais de 100 dias no governo, não fechou o campo de concentração de Guantánamo e recuou em diversas outras medidas..."Luiz Alberto Moniz Bandeira"
Obama não tem condições de reverter a política de Bush"
http://carosamigos.terra.com.br/Quem ainda consegue dar pelota pra mídia-lixo-corporativa?
É evidente que a inteligência está na rede e na mídia alternativa.
Sensacional entrevista do Luiz Alberto Moniz Bandeira na Caros Amigos..."Obama não tem condições de reverter a política de Bush"http://carosamigos.terra.com.br/"...devido às relações reais de poder nos Estados Unidos. Obama, por exemplo não pode cortar substancialmente as encomendas do Pentágono a fim de reduzir o déficit fiscal dos Estados Unidos, que cresce de ano a ano. Se tentasse fazê-lo, diversas indústrias de material bélico logo quebrariam, aumentando o desemprego e arruinando os Estados onde estão instaladas. Mas o complexo industrial-militar é uma bolha, inflada pelos recursos públicos, e mais dias menos dia vai estourar, como aconteceu com a bolha do sistema financeiro e a indústria automobilística..."
A internet não transmite cheiro mas por incrível que pareça ao ver estas imagens senti cheiro de sangue no meu nariz
"Depois não sabem porque o discurso do Ahmadinejad contra o ocidente ganha força."É uma pena que o discurso de Ahmadinejad ganhe força. Porém, também é uma pena que os EUA sejam comprados como os arautos da liberdade e da democracia, pois uma nação que permite que em suas forças armadas se cometam tais atrocidades - ou tentem ocultá-las ou minimizá-las - pode ser chamada de tudo, menos de uma democracia. Quando um soldado chega a cometer esse tipo de crime é porque ele traz no espírito sentimento imenso e profundo de superioridade e desprezo ante outros povos, e esse sentimento não é de um ou dois militares, ou de um batalhão isolado, mas é aprendido e alimentado ao longo dos anos, nos quartéis e bases militares espalhadas pelos quatro cantos da Terra. Os estadunidenses elegeram um negro para presidente (o que deveria ser visto como a coisa mais natural do mundo, uma vez que eles auto se definem como o país da liberdade e da tolerância), mas ainda estão muito longe de poder dar lição de moral ao Irã, ao Líbano, à Coréia do Norte ou a qualquer outra nação, menos ainda quando o assunto é armamentismo e testes nucleares, visto que os próprios EUA foram os predecessores do horror atômico e do terrorismo no mundo moderno, bem como os inventores do massacre cirúrgico de civis.Em suma: Torturar um torturador me faz tão vil quanto ele!
Sabem quem é um defensor destas barbaridades aí acima?Só o atual n2 nos eua... o Secretário da Guerra robert gates.Como negar que os eua são uma ditadura fascista?
Esta é a democracia estadunidense... mercenários neuróticos, formados para torturar, defender uma riqueza e um estilo de vida que eles mesmos nem vão usufruir... Mais ou menos como os babacas que ficam defendendo o patrimônio alheio e julgando aqueles que lutam por seus direitos.Quanto a Obama, só se desilude quem se iludiu que a elite estadunidense deixaria eleger alguém que lhe ameaçasse.
Quem quiser saber mais sobre as práticas SÓRDIDAS dos "americaninhos bonzinhos", basta assistir ao excelente documentário "The War on Democracy" do jornalista John Pilger, que inclusive foi premiado. Mostra como eles passaram a tratar TODA a América Latina a partir de 1945 até os dias atuais.
Da missa vocês não sabem a metade...
Os americanos só fazem isso com os mais fracos. Lembram-se que eles queriam invadir covardemente a Coréia do Norte e desistiram depois que descobriram que eles JÁ tem bomba atômica (sem falar que eles já sabiam a muito tempo que a Coréia do Norte é um dos maiores fabricantes de mísseis do mundo)? POR ISSO digo que o Brasil TEM QUE TER BOMBA ATÔMICA para poder ser respeitado por eles!
COVARDES!!!
Depois não sabem porque o discurso do Ahmadinejad contra o ocidente ganha força.
É apenas a "democracia made in USA" sendo colocada em prática. Em nossas terras já presenciamos coisa parecida. As ditaduras que assolaram a América Latina no século passado vieram com a estreita colaboração dos governos estadunidenses. A Escola das Américas, que era localizada no Canal do Panamá, formou levas de torturadores para evitar que a verdadeira democracia se estabelecesse em nossos países.Se Obama não quer expor seus soldados a perigo, não deve ficar apenas tergiversando. Chame-os para casa em definitivo.
As imagens são chocantes e mostram como funciona a verdadeira democracia americana.Com certeza existem muito mais fotos como estas, onde fica claro a humilhação,o constrangimento, ataque moral, ofensa a dignidade ou seja violação total dos direitos humanos. Mas a pergunta é onde estão os órgãos com competência para julgar genocídio e crimes contra humanidade? ONU,TPI? Com certeza essas organizações podem julgar e condenar países e quem comete genocídios, crimes de guerra, violação dos direitos humanos.George W. Bush é o maior criminoso do século 21. Só que essas organizações não têm feito nada mais nada mesmo para levá-lo a julgamento.
A questão aqui é o exemplo.
Os EUA sempre tiveram nos fóruns internacionais a postura de condenar a tortura, o desrespeito aos direitos humanos, a humilhação e morte de soldados sob tutela.Ao praticarem o que condenam, perdem a moral e igualam-se aos países que criticam."Faça o que eu digo não faça o que eu faço" é hipocrisia pura, para não dizer pior.
Como negar que os eua são uma ditadura descarada?A imundíce do fascismo ianque está aí acima.Só não vê quem não quer...
Essas fotos me fazem duvidar se a espécie humana tem alguma chance de sobrevivencia através dos tempos. Não evoluímos.Não adiantam os que lutaram para melhorar a humanidade trazendo conhecimento, sabedoria, luz. Não adiantam os novos instrumentos de informação, de comunicação. Continuamos bárbaros, selvagens e imbecis.Que tragédia. Tais brutalidades seriam compreensiveis se praticadas na idade media. Hoje,elas ja deveriam provocar a repulsa de todos.
OS AMERICANOS FAZEM DE TUDO PARA ROUBAR O PETRÓLEO IRAQUIANO E PROTEGER AS FAZENDAS DE ÓPIO NO AFEGANISTÃO CONTRA O TALIBAM PARA CUSTEAR ESSA GUERRA .
Obama corre o risco de ir para a lixeira da história, como Bush.
* A aquele que apóia essas atrocidades contra o Povo Iraquiano:
..se você pertencesse a um exercito que tivesse invadido meu país e tivesse feito o que os americanos estão fazendo, eu não cortaria tua garganta com uma faca enferrujada, eu cortaria com uma tampa enferrujada de lata de sardinha e deixava você morrendo no deserto.
Referindo-se ao Iraque:
...a terra é deles, imbecil. Entre você na minha casa e verá o que eu faço com você, infeliz... Você desmaiaria de pânico ao me ver,não queira isso...
Não é à toa que o apelido daquele hospício da Amércia do Norte é Estragos Unidos. Aquilo ali, que está repleto de assassinos em série, que adora filmes de violência, que adora roubar, invadir países e pilhar, têm apenas o apoio da impren$a. Todos sabemos que são verdadeiros lobos em pele de carneiro. Daqui a 20 ou 30 anos muitos verão a resposta de todos os povos que já foram massacrados por esse bando de assassinos!
Mas o Obama não era o cara que iria mudar tudo isso!!!Para quem acredita no saci...
vc gostaria que os mariners invadisse a sua casa e degolasse a sua família?
http://infinitoaldoluiz.blogspot.com/ (24/05/2009 - 15:11)O QUE SE PODE ARGUMENTAR DIANTE DE UM AMARILDO & SIMILARES COMO ESSE QUE POSTOU TAMANHA BARBARIDADE?DE QUANTA MISÉRIA É CAPAZ UM PROGRAMADO DA CIA REPETIDOR DE PROPAGANDA DA BARBÁRIE DA NOVA ORDEM MUNDIAL?É DE ESTARRECER O REPUGNANTE GRAU DE BARBARISMO DE SERES REPTILIANOS COMO ESTE E OUTROS QUE NOS APARECEM PARA EMPORCALHAR A HUMANIDADE. Ao divino em tudo e em todos nós eu PEÇO QUE LIMPE ESTE LIXO inumano! Sinto muito, me perdoe, te amo, sou grato!
...O IDIOTA faz a defesa desses torturadores e acusa os iraquianos que sofreram uma invasão covarde de serem eles os bárbaros nessa estória.
Francamente!
Podemos ver que os americanos também não ficam devendo nada em termos de barbaridades.
Acho isto abominável.Ninguém tem direito de torturar; os que torturam são covardes e cruéis.É preferível mata-los, se tiverem culpa. Para mim EUA/Israel são cruéis e covardes.

Como era aquela história de "Change, Yes, We Can" mesmo hein?

Abs

Aqueles que acham que o Iraqueano não hesitaria em cortar seu pescoço, digo como brasileiro que se bombardeassem meu país, matando familiares de amigos ou meus proprios, destruindo meu mundo, com a argumentação de que nunca saberei o que é melhor para mim, usando desculpa desculpa esfarrapada para roubar nosso pré-sal que temos armas quimicas, se eu pudesse tambem contaria o pescoço deste inimigo ladrão sem pestanejar.

...se entrar um estranho em sua casa e roubar-lhe o que de mais valioso você possua, matar seus filhos, abusar de sua mãe e esposa, por acaso, vc tambem não os degolaria com uma faca cega?

Vejam as fotos dos civis iraquianos torturados: http://www.viomundo.com.br/voce-escreve/para-nao-dizer-que-nao-falei-do-horror/

Vários meios de comunicação publicaram hoje quinze fotografias que mostram torturas nos cárceres do Iraque e Afeganistão, que supostamente formam parte das 2.000 imagens que o presidente de Estados Unidos, Barak Obama, quer evitar que venham à luz.

A difusão das fotografias partiu da televisão australiana SBS, que supostamente as comprou em 2006 no início do escândalo de Abu Ghraib e decidiu torná-las públicas agora.
As fotografias mostram prisioneiros desnudos e ensangüentados, um homem com uma mensagem gravada nas nádegas que diz "Sou um violador" em inglês, um prisioneiro algemado, outro com o corpo cheio de excrementos e outro pendurado com a cabeça para baixo e sem roupa, entre outras aberrantes imagens.
A Administração Obama anunciou na quarta-feira passada que recorrerá da decisão de um tribunal de permitir a desclassificação das 2.000 fotos, tal como havia solicitado a Associação Americana pelas Liberdades Civis (ACLU, por sua sigla em inglês).
A Casa Branca alega que a publicação das fotos poderiam desencadear uma nova onda de anti-americanismo no mundo muçulmano que poria em perigo a vida dos soldados estadunidenses ali destacados.
O novo escândalo chega em mau momento para o presidente Obama, depois de que ontem anunciara o restabelecimento das comissões militares criadas por seu predecessor, George W. Bush, para julgar a presos suspeitos de terrorismo detidos na prisão de Guantánamo, em Cuba.
Traduzido do espanhol por Rosalvo Maciel
Original em Rebelión

domingo, 2 de março de 2008

APOIO A RESISTÊNCIA DOS POVOS ÁRABES























Protestos contra agressão do império
Resistência dos povos árabes recebe apoio dos trabalhadores europeus

Enquanto o imperialismo comandado pelo USA pede ajuda aos seus aliados europeus para tentar superar as dificuldades no Oriente Médio, a resistência popular no Iraque, no Líbano e na Palestina recebe apoio cada vez maior dos trabalhadores da Europa.
O aumento dos esforços imperialistas para evitar a derrota naquela região coincide com o recrudescimento das ofensivas do capital internacional sobre os direitos das populações de todo o mundo.
Dessa forma, e a despeito das posições oficiais e subservientes da União Européia, o povo europeu percebe que a luta dos povos árabes precisa da sua solidariedade, e entende que a liberdade de iraquianos, libaneses e palestinos depende da sua resistência de classe.
A percepção e o entendimento são de que a solidariedade com os povos árabes precisa ir além das declarações de apoio.

Os massacres empreendidos pelo USA no Oriente Médio representam uma ameaça ao internacionalismo da própria resistência classista.
A corrida capitalista para reduzir custos, minimizar riscos e aumentar as taxas de lucro de suas empreitadas prevê ofensivas contra os direitos dos trabalhadores de todo o mundo e contra a resistência dos povos árabes à opressão perpetrada por meio da máquina de guerra.
Contra o inimigo comum que ora assume a faceta de guerras de rapina, ora empenha-se como feitor dos trabalhadores do mundo, a luta é em nome da liberdade de todos os povos.

Diante das derrotas nesses enfrentamentos, Bush vem levando a cabo a “teoria do homem louco”, certa vez esboçada por Richard Nixon e há tempos aplicada com rigor: “Convém que nos vejam como um regime incontrolável, que responde pela força a qualquer obstáculo”.

Segundo essa doutrina, a resistência árabe não passa de “terrorismo” ou “fanatismo” a serem abatidos, assim como os resistentes colombianos não passam de traficantes de drogas os quais urge eliminar.
As campanhas difamatórias variam de acordo com as calúnias mais convenientes, e dessa forma os próprios trabalhadores europeus mais empenhados na luta contra a precarização são comumente tratados como agentes do atraso — quando não como criminosos.

A Europa — a Europa do povo trabalhador — parece estar farta dessa máquina de produção de pavor.
Parece farta também de assistir seus governantes compactuarem com o banho de sangue no Iraque, no Líbano e na Palestina — e no Afeganistão— e ainda com ameaças de incursões de pilhagem na Síria e no Irã.
Estão cansados de argumentos mentirosos utilizados para justificar a “guerra contra o terror” e os massacres em nome do “Novo Oriente Médio”.

Essa Europa vem se posicionando com frontalidade contra a Europa que funciona nos corredores e gabinetes do Parlamento Europeu e da Comissão Européia.

Contra o imperialismo
O dia 29 de novembro é o Dia Internacional de Solidariedade com o Povo da Palestina, instituído sob o signo do cinismo em 1977 pela Organização das Nações Unidas– ONU.
Um dia que vem sendo instrumentalizado demagogicamente pela própria Organização das Nações Unidas desde que, em 29 de novembro de 1947, dividiu a Palestina pela força, criando o Estado de Israel e um imenso campo de refugiados onde foram despejadas as vítimas da limpeza étnica contra os próprios palestinos.
Não por acaso, os usurpados chamam esse dia de Naqbah — a catástrofe.
O dia em que o Estado Palestino foi uma promessa natimorta da chamada “comunidade internacional”.

Mas, a despeito da hipocrisia da ONU e de sua colaboração mal disfarçada com o imperialismo, o Dia Internacional de Solidariedade com o Povo Palestino vem sendo convertido num dia de solidariedade autêntica.
Em toda a Europa, o último 29 de novembro foi, para as vozes legítimas do povo europeu, um dia de marcar posições contra a catástrofe deliberadamente construída ao longo de décadas.

Aconteceu um dia de levante contra o bloqueio econômico imposto contra a Faixa de Gaza com a cumplicidade da ONU e de repúdio às chacinas diárias realizadas pelo exército israelenseentre outubro e novembro 172 palestinos foram assassinados.
Os europeus se levantaram contra Israel, o USA, a União Européia e os castigos que esses cúmplices impõem a um povo que reclama o direito a uma pátria.

No mesmo sentido, as organizações que integram a Campanha Espanhola contra a Ocupação e pela Soberania do Iraque — CEOSI têm pressionado os cidadãos europeus para que exijam do Conselho de Segurança da ONU e da União Européia a suspensão de seus pareceres pró-Israel e pró-USA.
Exigem também a adoção de medidas concretas de isolamento político e econômico de Israel até que seja respeitada a soberania do Líbano e os direitos nacionais do povo palestino.

A própria Resistência Iraquiana, por meio de um comunicado de 3 de agosto, saudou a importância das lutas desses povos irmãos para o sucesso dos seus próprios combates travados contra os agressores ianques.

No dia 26 de julho, mais de mil pessoas foram para frente da embaixada de Israel em Lisboa protestar contra o massacre dos povos palestino e libanês.
No dia 12 de novembro um número semelhante de pessoas participou de uma marcha na cidade espanhola de Torrejón para denunciar a política imperialista apoiada pelo governo espanhol.
Em outubro, milhares de espanhóis já haviam se reunido no centro de Madrid pelo mesmo motivo.
Aliás, o apoio dos trabalhadores europeus à resistência dos povos árabes é particularmente significativo na Espanha, fazendo-se notar principalmente em cidades como Vigo, Málaga e Barcelona.
Existe profundo descontentamento com o envio de mais de mil militares espanhóis para a “pacificação” do Líbano, sob a bandeira formal da ONU, mas na prática a serviço da Aliança do Tratado do Atlântico Norte – OTAN, através da qual foi institucionalizada a subserviência européia aos interesses imperialistas. Os soldados espanhóis foram enviados ao Líbano não para impedir as afrontas bélicas de Israel ao Estado libanês, mas para tentar minar a resistência legítima às invasões.

Os trabalhadores espanhóis repudiaram ainda a atitude demagógica do primeiro-ministro José Luis Zapatero, que no auge dos ataques ao Líbano ofereceu 100 leitos nos hospitais espanhóis para atendimento de libaneses e outros 100 para o atendimento de soldados israelenses, sendo que a proporção exata dos feridos era de cem para um!
Além de tudo isso, aqueles que saem às ruas em defesa da legitimidade da resistência dos povos do Oriente Médio não ignoram o quanto os interesses da transnacional de energia Repsol na região têm sido determinantes para o alinhamento do Estado espanhol às mentiras que tentam justificar as invasões.
O apoio organizado às lutas populares do Oriente Médio manifesta-se legítimo, sobretudo, quando a natureza da solidariedade vai além da mera caridade, ou seja, além da falácia “humanitária” que via de regra se cala no que toca às ingerências e agressões ianques.

Na Europa existem entidades organizadas que atuam através da denúncia e do trabalho político antiimperialista, como a Associação de Solidariedade Franco-Palestina e o Tribunal Mundial Sobre o Iraque.
No entanto, o momento mais significativo do apoio dos trabalhadores de todo o mundo aos povos do Oriente Médio foi solenemente boicotado pelo monopólio mundial dos meios de comunicação.
Entre os dias 16 e 21 de novembro aconteceu, no Líbano, o Encontro Internacional de Solidariedade com a Resistência, do qual participaram 400 pessoas de 130 organizações de todos os continentes, entre partidos comunistas, sindicatos e organizações representativas dos trabalhadores de todo o mundo.
Além de reafirmarem o compromisso de denunciar a hipocrisia dos seus governos em matéria de política externa para o Oriente Médio, os europeus participaram de painéis sobre as estratégias dos movimentos de solidariedade com a resistência e estabeleceram pontos de vista comuns na luta contra o imperialismo.

O encontro foi organizado pelas principais forças políticas que organizaram o povo libanês na luta contra a invasão israelense — como o Hezbollah, aclamado como o “partido da resistência” — e seus participantes puderam ouvir dos libaneses como a população enfrentou corajosamente as agressões imperialistas e sionistas.
Viram de perto as consequências da brutalidade, pediram medidas jurídicas no sentido da condenação de Israel por crimes de guerra e contra a humanidade, e estabeleceram convergências para as lutas dos povos trabalhadores de todos os países.

Hora de desmascarar
Há trinta anos o moçambicano Yiossuf Adamgy traduz para o português tudo o que considera interessante para a comunidade árabe em Portugal.
É também o diretor da Feira do Livro Islâmico, que este ano levou muitas pessoas à Mesquita de Lisboa em sua 12ª edição.
Foram 200 títulos nos estandes, metade deles traduzida pelo próprio Yiossuf, e vendidos a preço de custo — outros vêm de Moçambique e do Brasil.
Os livros saem sob o selo da Al Furqan, editora criada por ele próprio e que empresta o nome à única revista islâmica produzida em Portugal, fundada em 1981 também por Yiossuf.
Seu trabalho é responsável pelo mais significativo esforço político para apresentar aos portugueses uma outra visão sobre o islão e sobre a real natureza do sofrimento dos povos árabes, frequentemente caluniados pelos meios de comunicação portugueses.

Para tanto, trata logo de reafirmar que as lutas contra o imperialismo são legítimas, lembrando que o Islão, ainda que não seja violento, é altamente combativo:
— Os acontecimentos atuais no Líbano, no Iraque e na Palestina estão relacionados com a injustiça em nível internacional promovida pelo USA.

Assistimos hoje a uma opressão estrangeira a esses países.
Nesses casos são, obviamente, lutas em defesa da terra e, por vezes, em defesa da fé.
Yiossuf percebe maior conscientização dos portugueses quando se trata do que o monopólio dos meios de comunicação apresenta simplesmente como “conflitos” no Oriente Médio:
— Cinco anos após o 11 de Setembro, a maioria das pessoas bem informadas chegou à conclusão de que estas guerras foram manipuladas pela administração Bush, e que o poder econômico impõe-se através delas. Quanto à causa palestina, regra geral, todos são a favor.

Mas quando se trata de real solidariedade entre as organizações dos trabalhadores portugueses com as resistências dos trabalhadores no Oriente Médio, Yiossuf lamenta:

— Na maioria dos países europeus existe esse tipo de interlocução. Em Portugal creio que é fraca.
Apesar de comparecerem ao Encontro Internacional de Solidariedade com a Resistência, no Líbano, de fato os trabalhadores portugueses ainda carecem de maiores articulações para apoios mútuos contra as várias faces do imperialismo — talvez pela urgência das imensas lutas que o povo português vem travando contra as gerências político-partidárias locais.
Portugal ainda está por assumir um desafio que a maioria dos países europeus parece estar enfrentando com sucesso: a convergência das lutas internacionais contra um inimigo comum.
Em poucas palavras, um desafio internacionalista contra pretensões imperialistas geoestratégicas; descobrir o que há de comum entre as lutas contra a opressão comandada pelos senhores da guerra do período imperialista posta em prática pelo patronato e pelos governos nacionais ditos democráticos.
Um desafio que a imprensa fascista mundial tenta a todo custo desqualificar, via de regra, através da criminalização dos movimentos populares autênticos, principalmente aqueles que fazem parte das resistências árabes.

Os ”fanáticos”
Em meados de setembro, a ONU publicou um relatório sobre o número de mortos civis e a generalização da tortura no Iraque desde a invasão do país pelo USA, em 2003.
No dia 23 daquele mês, o jornal Le Monde, da França, comentou o relatório em editorial, sob o título A guerrilha iraquiana transforma reféns em kamikazes.
O texto, cujo subtítulo foi Iraque: violências comunitárias, torturas e raptos, associava a resistência do povo iraquiano ao banditismo e aos esquadrões da morte — esquadrões que, na verdade, são colaboradores do imperialismo ianque.
Para o Le Monde, portanto, o drama iraquiano — raptos, torturas, mortes, destruição e pilhagem — nada tem a ver com os invasores estrangeiros que tomaram o país de assalto, mas com a disposição do povo para resistir às humilhações e defender sua dignidade.
Tido como um jornal de “centro-esquerda”, o Monde não é exceção.

Quando se trata dos fatos que torna inegável a realidade da resistência dos povos do Oriente Médio — e as profundas dificuldades para a ação imperialista na região — o discurso onipresente nos meios de comunicação europeus é aquele recheado de palavras pejorativas para caracterizar lutas legítimas.
Em reportagens sobre episódios violentos no Iraque, mas também naquelas sobre o Líbano e a Palestina, abundam as referências a “terroristas” e fanáticos” que estariam empenhados em fazer água aos esforços democráticos daqueles que são apresentados sob o eufemismo “forças de intervenção”.

O monopólio da imprensa na Europa — começando pelas agências noticiosas que o abastecem — é dedicado em fazer repercutir as manobras militares dos invasores e a agenda diária dos responsáveis pela invasão.

Ao mesmo tempo, essa mesma imprensa fascista ignora por completo a revolta generalizada que toma conta do mundo árabe desde o início da intensificação das ações imperialistas em seus territórios. Ela se esmera em fazer ecoar as explicações falsas apresentadas pelos agressores para explicar a crise que enfrentam e desqualificar aqueles que insistem em não lhes baixar as cabeças.

Mas o combativo povo árabe não se deixa vencer nem pelas bombas em seus tetos, nem pelas humilhações publicadas nas primeiras páginas.
Nos primeiros dias de dezembro, centenas de milhares de libaneses cercaram a sede do governo para exigir a demissão do primeiro-ministro Fuad Siniora que, encurralado diante da força popular, telefonou aos comparsas da Liga Árabe e do USA.
À frente estava não uma organização terrorista, mas o Hezbollah, “partido da resistência”, liderando o povo libanês na árdua tarefa de não arrefecer.