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sexta-feira, 6 de fevereiro de 2009

NÃO SOMOS TERRORISTAS


NÃO SOMOS TERRORISTAS


APELO - Embaixador da Palestina no Brasil denuncia apartheid de Israel contra seu povo e pede apoio para a criação do Estado Palestino.



A legitimidade da resistência dos árabes à ocupação do seu território e a necessidade do apoio internacional para a criação do Estado palestino foi a principal tônica do discurso que o embaixador da Palestina no Brasil, Musa Amer Oden, fez, na noite de sexta-feira última, durante a mesa-redonda realizada no Espaço Cultural da Universidade Católica de Salvador.


Com o título O Conflito no Oriente Médio e a Violação dos Direitos Humanos na Palestina, o evento - promovido pela Unegro, Ceao, Apub e mais centro e diretório acadêmicos de História e Geografia da Ucsal - integrou as atividades promovidas pelo recém-criado Comitê de Solidariedade ao Povo Palestino, que conta com o apoio da Câmara de Vereadores, da prefeitura municipal, do governo do Estado, organizações não-governamentais populares, igrejas, universidades e políticos de diversos partidos.


O Comitê, segundo um dos seus principais articuladores, o vereador Javier Alfaya, pretende dar apoio político e desenvolver atividades práticas, como coleta e envio de medicamentos aos palestinos.


Além dessa iniciativa, Javier Alfaya e a deputada estadual Alice Portugal, do PC do B, propõem, respectivamente, a instituição do dia 29 de novembro como Dia Municipal e Estadual de Solidariedade ao Povo Palestino.


Na mesa-redonda - coordenada por Olívia Santana, representante da Unegro -, Musa Amer Oden traçou um panorama histórico da ocupação da Palestina, falou sobre a situação atual, à qual se refere como um “apartheid mais duro do que o da África do Sul” e pediu o apoio do Brasil para a desocupação do seu território e a criação do seu Estado.


A seguir, alguns trechos de seu pronunciamento.


Invasões à região


“Como vocês podem ler na Bíblia, o Povo Palestino tem habitado a Palestina por milhares de anos. Os cananeus e os filisteus habitaram a Palestina antes da chegada dos hebreus


(...). Nós, na Palestina, sofremos mais de 20 invasões, sendo uma delas a dos hebreus.


Mas todas as invasões deixaram a Palestina.


Os hebreus têm religião judaica, e, porque era a primeira religião, muitos palestinos submeteram-se a ela.


Mais tarde, Jesus Cristo nasceu na Palestina e muitos palestinos converteram-se ao cristianismo.


Depois, o islã chegou à Palestina e muitos palestinos converteram-se ao islamismo.


Então, são essas três religiões que existem na Palestina.


Mas a Palestina não pertence a nenhuma dessas religiões.


Pertence ao povo da Palestina, que tem essas três religiões”.


Divisão do território


“Nós estivemos sob o Império muçulmano por 400 anos e foi muito difícil, muito duro resistir a ele. Participamos da Primeira Guerra Mundial para derrotar o Império Otomano e fomos capazes de derrotá-lo. Prometemos, então, a nós mesmos que teríamos a nossa independência.


Infelizmente, em vez de darem aos povos daquela região a liberdade, dividiram o nosso território entre os britânicos e os franceses.


Resistimos, então, ao poderio britânico na Palestina”.


Ocupação atual


“Os europeus procuraram encontrar uma resposta para os problemas dos judeus, mas não na Europa e sim na Palestina. E nós resistimos à imigração legal e ilegal do povo judeu para a Palestina, porque eles vieram da França, da Grã-Bretanha, da Polônia, de todas as partes do mundo. Eles tinham seus países, seus passaportes, suas residências, mas nosso povo não tinha nada, exceto a Palestina, que é uma área pequena, de apenas 27.000 Km²”.


“Quando os judeus estabeleceram seu Estado, foi em 78% do Estado da Palestina histórica, enquanto apenas 22% permaneceram sem ser ocupados.


A criação do Estado de Israel foi uma catástrofe para o Povo Palestino, porque mais da metade dessa população tornou-se refugiada e perdeu tudo.

Ela deixou sua propriedade à força.

Massacraram nosso povo.

Nosso povo segurou a chave de suas casas, na esperança de que um dia retornariam.

E eles ainda estão esperando”.


Marcas do conflito


“Nosso território está dividido pelo Exército israelense em 64 quadras isoladas.


A Cisjordânia tem menos de 6.400 Km², com 274 pontos do Exército israelense.


Eles impedem que as pessoas transitem de uma quadra a outra.


Se uma criança está na quadra A e a escola está na quadra B, ela não pode ir à escola.


Muitas mulheres gestantes na Palestina não podem sair de sua quadra para ir ao hospital.


Elas têm seus filhos nos pontos determinados pelos israelenses.


Muitas vezes, elas e seus bebês morrem.


Nós temos mais de um milhão e quinhentos mil palestinos mortos e mais de 30 mil feridos.


Sessenta por cento das vítimas são crianças, 15% delas foram alvejadas para serem mortas.


Nós não temos exército.


Os judeus têm o exército mais forte daquela região e um dos mais fortes do mundo.


Nós temos polícia, e os israelenses sabem quantas armas nós temos e quantas balas nós temos.


Não estamos competindo com os israelenses.


Não temos o poder nem a força para fazer isso”.


Sobre a ONU


“Nós pedimos para ter as forças de manutenção da paz, e os israelenses recusaram-se.


E os Estados Unidos da América dão suporte e apoio a eles.


Eles usaram o veto que os Estados Unidos têm direito no Conselho de Segurança Internacional para impedir que a proposta se concretizasse.


Mais tarde, nós pedimos que observadores internacionais ficassem lá.


Eles teriam que relatar isso às Nações Unidas, e os israelenses também recusaram, porque eles não querem que ninguém testemunhe o que eles fazem ao nosso povo”.


O que eles estão escondendo?


Nós sabemos que as Nações Unidas vão a todos os lugares onde há conflito e ajudam a resolver os problemas lá, inclusive os problemas dos refugiados, exceto na Palestina.


Por quê?”

Por que???????????????? (grifo meu)


.Resistência palestina


“Resistir à ocupação é um direito garantido pelas leis internacionais.


Nós estamos procurando uma solução para resolvermos esse terrível conflito.


Na ausência das Nações Unidas, nós encontramos apenas um caminho para resistir a essa ocupação. Temos esse direito.


General De Gaulle resistiu à ocupação nazista durante a Segunda Guerra Mundial,


Nelson Mandela resistiu ao apartheid na África do Sul e são heróis no mundo inteiro.


George Washington resistiu à ocupação britânica nos Estados Unidos da América e é um herói lá.


Aqui, na América Latina, também existem vários heróis que resistiram à ocupação.


Por que quando isso chega à Palestina torna-se terrorismo?


Nós não somos terroristas, somos vítimas do terror.


Somos vítimas do terrorismo de Estado, e nós precisamos de nossa liberdade e de nossos direitos”.


Destruição do território


“O apartheid na Palestina é mais duro do que foi o apartheid na África do Sul.


Vocês conseguem imaginar que eles estão cortando a energia e a água nos hospitais? Estão invadindo as universidades?


Eles estão assassinando as crianças, os estudantes e pedindo a Arafat para controlar seu povo.


Como?


Ele tem algum poder sobrenatural para controlar seu povo resistindo à ocupação?


Ele pode atar suas mãos?


Pode atar suas pernas e jogá-los no mar e pedir que eles nadem?


Como eles vão poder nadar?


Eles estão destruindo nossa infra-estrutura.


Estão destruindo tudo na Palestina.


Não existem mais alvos.


Estão destruindo o mesmo alvo duas, três vezes.


Não é para defenderem-se que eles estão fazendo isso, como costumam dizer.


Eles querem que o povo palestino desista, mas o povo palestino nunca desistirá”.


Necessidade de apoio


“Eu quero dizer a vocês que nós somos um povo pacífico.


Nós nunca invadimos um outro país.


Nós amamos a vida e queremos aproveitá-la.


Infelizmente, não podemos, porque estamos sob ocupação, sem nenhum direito.


O povo palestino não pode suportar mais isso.


É por isso que existem homens-bombas, suicidas.


Nós não defendemos esse tipo de ação.


Nós não podemos concordar com isso, especialmente quando o alvo disso são pessoas civis.


Mas tentamos entender por que isso acontece.


Os nossos jovens não são estúpidos, mas vêem suas vidas como uma catástrofe, como uma miséria.


Destruíram suas esperanças.


Então, quando as pessoas perdem suas esperanças, muitas vezes, elas se matam.


Nós falamos aos israelenses:


‘Por favor, não matem a esperança do povo palestino’.


A forma de tratamento dos israelenses para com o povo palestino produz esses homens-bombas.


Nós precisamos resolver esse problema dando-lhes a esperança de volta.


Mas não podemos fazer isso sozinhos”.


Histórico


O conflito entre árabes e judeus no Oriente Médio começou em 1947, quando a Assembléia Geral da ONU aprovou a divisão da Palestina em dois Estados: O Estado de Israel e o da Palestina.


O de Israel - que, desde a criação, em 1948, conta com apoio dos Estados Unidos - ampliou, nos anos seguintes, seu domínio sobre a Palestina, ocupando áreas como a Faixa de Gaza, o Deserto do Sinai e as Colinas de Golã, além do setor oriental de Jerusalém.


A Palestina - cujo Estado jamais foi instituído - começou, então, um processo de Resistência à Ocupação do seu território.


Em 1964, fundou a Organização para a Libertação da Palestina (OLP).


A entidade, liderada por Yasser Arafat, foi, desde 1974, admitida pela ONU como “observadora permanente”, sem, contudo, ter direito a voto.


Em evidente inferioridade no seu poderio militar, a Palestina viu surgir uma série de organizações terroristas, responsáveis, inclusive, por atentados contra a população civil de Israel, acirrando um conflito sangrento que já causou milhares de mortos.


O problema - bastante complexo, e que não comporta visões maniqueístas - vem reproduzindo erros graves, sobretudo por parte das facções extremistas, de ambos os lados, fazendo frustrar, até o momento, todas as tentativas de paz no Oriente Médio.

http://www.carlosribeiroescritor.com.br/especial_terror.htm




sexta-feira, 23 de janeiro de 2009

HOMENAGEM AOS HERÓICOS PALESTINOS

A esses valorosos e heróicos Palestinos que chamam de "terroristas", minhas sinceras homenagens pela bravura, coragem, pelo sentimento de amor à Pátria, ao chão que pisam...pela luta e resistência, diante de toda opressão, humilhação, torturas, massacres a que tem esses sido vítimas, nos últimos sessenta anos.


A todos esses que perderam seus entes queridos, meus sinceros sentimentos pelas suas perdas e que Deus continue lhes ajudando e iluminando, porque somente DEUS para lhes ajudar já que a Comunidade Internacional, as autoridades "competentes", nada fizeram para impedir que fossem humilhados, oprimidos, invadidos, ocupados, destruídos, feridos, mortos e massacrados.


Confissão de um terrorista

(Mahmud Darwisha)

"Ocuparam minha pátria
Expulsaram meu povo
Anularam minha identidade

E me chamaram de terrorista

Confiscaram minha propriedade
Arrancaram meu pomar
Demoliram minha casa

E me chamaram de terrorista

Legislaram leis fascistas
Praticaram odiada apartheid
Destruíram,dividiram,humilharam

E me chamaram de terrorista

Assassinaram minhas alegrias,
Seqüestraram minhas esperanças,
Algemaram meus sonhos,

Quando recusei todas as barbáries

Eles...

mataram um terrorista."


Mais uma família palestina foi assassinada ontem por Israel.

Mãe e quatro filhos tomavam café da manhã em casa quando foram vítimas de um ataque aéreo israelense em Beit Hanun, norte da Faixa de Gaza. As crianças tinham entre 1 e 5 anos. A mãe, 40 anos, gravemente ferida no ataque, faleceu no hospital.
Na foto da Reuters, o trabalhador do hospital Kamal Adwan, de Beit Lahya, mostra os corpos dos "terroristas" eliminados.


Mais quatro crianças assassinadas por Israel

Israel não perde o hábito. Assassinou hoje mais quatro crianças palestinas quando tomavam café da manhã em sua casa. Sua mãe também foi assassinada. Logo em seguida, assassinaram mais dois palestinos que iam ao trabalho.As crianças assassinadas, sua mãe e os dois cidadãos foram vítimas de ataque aéreo.Os assassinatos foram a resposta de Israel ao ex-presidente Jimmy Carter que, apesar de não poder entrar em Gaza, encontrou-se com os dirigentes do Hamas que se manifestaram pela centésima vez favoráveis ao cessar fogo.Na semana passada Israel já havia assassinado uma menina de 14 anos.E os pilantras da mídia ocidental divulgam que o Hamas é que não quer a paz.
Postado por bourdoukan



Oh Filhos de Gaza

Oh filhos da Resistência

Exemplos de Caráter

Apertamos suas mãos

Nossas vozes se elevarão

Nossos corações estão com vocês

Ouçam nossas súplicas

E nos perdoem pela nossa ausência.
23 de Janeiro de 2009 - 1:08
Hamas diz que Obama não representa mudança em relação a Bush

BEIRUTE (Reuters) - O grupo islâmico palestino Hamas disse na quinta-feira que o presidente dos EUA, Barack Obama, não representa mudança em relação ao antecessor, George W. Bush, e está repetindo as mesmas políticas falidas no Oriente Médio.
"Obama insiste que nenhuma mudança acontecerá. Ele está tentando seguir a mesma trilha que os ex-presidentes dos EUA percorreram", disse o representante do Hamas no Líbano, Osama Hamdan, à rede de TV Al Jazeera.
"Parece que Obama está tentando repetir os mesmos erros de George Bush sem levar em conta que a experiência de Bush levou à explosão da região em vez de buscar estabilidade e paz."
Em 27 de dezembro
, Israel promoveu uma ofensiva à Faixa de Gaza, governada pelo Hamas, alegando ser ela destinada a deter o lançamento de foguetes em seu território por parte do grupo.
Bush prontamente apoiou os israelenses, que mantiveram o ataque por 22 dias.
Mais cedo, Obama disse que um "cessar-fogo durável" para o conflito em Gaza passava pela interrupção dos lançamentos de foguetes pelo Hamas e que Israel deveria retirar suas tropas dali.
"Eu acho que é um começo infeliz para o presidente Obama na região e na questão do Oriente Médio. E parece que nos próximos quatro anos, se continuar o mesmo tom, serão um total fracasso", disse Hamdan.
Obama disse nesta quinta-feira que mandaria George Mitchell, seu novo enviado para o Oriente Médio, à região assim que possível, em um esforço para iniciar conversas de paz entre árabes e israelenses.
Mas Hamdan disse que a declaração de Obama de que o Hamas deve parar de disparar foguetes contra Israel apenas serviu para dificultar a missão de Mitchell.
"Alguns ficaram otimistas quando Mitchell foi nomeado como enviado para o Oriente Médio, mas parece que mesmo antes de Obama empossá-lo oficialmente ele tentou colocar uma trava na roda, então talvez ele (Mitchell) não tenha sucesso", disse Hamdan.

domingo, 10 de fevereiro de 2008

INACREDITAVELMENTE INACREDITÁVEL


Lições dos atentados de Londres e da guerra no Iraque


Ao que parece, o mundo está hoje muito mais perigoso do que era há uns anos por causa do apocalíptico terrorismo islâmico.
Mas os habitantes do Iraque estão mais livres e seguros graças ao cirúrgico ocidente democrático.

O atentado de Londres foi bárbaro, cobarde e criminoso, os seus mortos mártires da luta contra o terror.

Já os iraquianos bombardeados nas suas casas ou presos sem julgamento são situações lamentáveis mas globalmente secundárias.

No mapa mundo sobre o qual nos debruçamos, o centro aparece cada vez mais central e a periferia cada vez mais periférica.

Parece-me tudo absolutamente simples.

Inacreditavelmente.

No mais profundo sentido dessa palavra.

"Inacreditável".

Haverá ainda um uso mais do que retórico para semelhante palavra?

http://spectrum.weblog.com.pt/arquivo/2005/07/