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segunda-feira, 25 de maio de 2009

PETROBRAS - O PETRÓLEO DO BRASIL

Apesar de FH, povo brasileiro garantiu o controle estatal sobre a Petrobrás

“A resistência do povo brasileiro à entrega da estatal aos estrangeiros é agora coroada com a auto-suficiência”

(*)NILSON ARAÚJO DE SOUZA

Neste ano, a Petrobrás está comemorando com pompa e gala, como é de direito, a conquista nacional da auto-suficiência do petróleo. A esta altura, cabe relembrar que, depois da sua fundação por Getúlio Vargas, em 1953, um relatório produzido por um engenheiro estadunidense, um certo Mr. Link, havia “concluído” que no Brasil NÃO HAVIA PETRÓLEO.

Era um serviço que prestava às transnacionais petrolíferas. Como a prospecção e a exploração desse importante recurso natural haviam sido reservadas a uma empresa estatal brasileira, não interessava às “7 irmãs” que se descobrisse petróleo no Brasil.

No entanto, depois de muito esforço dos brasileiros e muitos recursos públicos investidos, estamos hoje perto de dois milhões de barris produzidos por dia, garantindo o abastecimento nacional.

Nestes 50 anos de existência, a Petrobrás formou um corpo técnico entre os melhores do mundo, sendo a campeã mundial em tecnologia de prospecção e extração de petróleo em águas profundas. Por essa razão, já ganhou duas vezes o prêmio mundial da categoria.

O domínio público sobre o setor, que antes estava na lei 2004, relatada pelo saudoso Euzébio Rocha, foi erigido a status constitucional em 1988, depois de intensa articulação liderada por Barbosa Lima Sobrinho e da votação favorável de 441 parlamentares e apenas 6 contrários e 7 abstenções.

PRIVATIZAÇÃO

Ironicamente, Fernando Henrique, cujo pai fora o presidente da campanha’ “O petróleo é nosso” em São Paulo, quase jogou pela janela esse esforço que agora se coroa com a auto-suficiência.

Ao mandar para o Congresso Nacional a Proposta de Emenda Constitucional (transformada depois na lei 9478/97) que quebrava o DOMÍNIO PÚBLICO sobre o petróleo, que era exercido pela União através da Petrobrás, pretendia “privatizar” – isto é, DOAR – a empresa petrolífera, como fez com a Companhia Vale do Rio Doce, o sistema Telebrás, boa parte do setor energético.

No entanto, o então relator da PEC no Senado, senador Ronaldo Cunha Lima, respaldado pelo partido majoritário no Congresso, o PMDB, declarou que SÓ FARIA um relatório favorável à quebra do domínio público sobre o petróleo se a Petrobrás NÃO FOSSE “privatizada” e desnacionalizada. Ou seja, ele SÓ CONCORDAVA em abrir o setor para outras empresas se o DOMÍNIO ESTATAL sobre a Petrobrás fosse mantido.

Não fosse isso, o Estado brasileiro, que perdeu o domínio SOBRE PARTE das reservas de petróleo do País, teria também perdido o controle sobre a Petrobrás naquela época.

Sob pressão da sociedade brasileira e do Congresso Nacional, Fernando Henrique comprometeu-se, através de carta enviada ao Senado Federal, a não “privatizar” a empresa.
Só assim, conseguiria SEU INTENTO de aprovar no Congresso a quebra do domínio público sobre o petróleo.

Entretanto, SE DEPENDESSE DELE, teria passado por cima desse compromisso.
Fez tudo o que seu governo pôde fazer para diminuir o peso da União nas ações da Petrobrás. FHC MUDOU O ESTATUTO da empresa em 1999 e, com base nessa mudança, a dividiu em 40 unidades de negócios, que transformaria em subsidiárias para serem “privatizadas”.

Felizmente, seu candidato presidencial PERDEU AS ELEIÇÕES e o governo Lula SUSPENDEU O PROCESSO DE "PRIVATIZAÇÃO".

Mas FHC, também com base nessa mudança estatutária, que fora exigida pelo FMI, AINDA CONSEGUIU VENDER A GRUPOS ESTRANGEIROS, diretamente na bolsa de Nova Iorque (os chamados ADRs – American Deposit Receipts) ou na Bovespa, 39,5% das ações da empresa; desse total, 15,8% correspondiam a ações ordinárias (com direito a voto), que faziam parte dos 20% que “excediam” O TOTAL DAS AÇÕES COM DIREITO A VOTO que garantiam o controle da empresa pela União.

Depois disso, 39,5% das ações da Petrobrás PASSARAM DIRETAMENTE para MÃOS ESTRANGEIRAS e outros 20,6% para mãos de empresas e pessoas físicas brasileiras, boa parte delas podendo ser TESTAS-DE-FERRO de grupos estrangeiros, dando um total de 60,1% fora do controle do Estado brasileiro.

Continuam 39,9% em mãos do governo brasileiro, aí incluindo a participação do BNDESpar (empresas de participações do BNDES), que detém 7,6%.
Mas esse peso de ACIONISTAS PRIVADOS na empresa se deve à sua maior participação nas ações preferenciais, sem direito a voto (ver tabela 2).

Destas, O CAPITAL ESTRANGEIRO participa diretamente de 52,4% do valor total, enquanto as demais pessoas físicas e jurídicas controlam 32,1%, cabendo ao governo federal, através do BNDESpar, 15,5% (ver tabela 2).

Mas, APESAR DESSA FARRA feita pelo governo de Fernando Henrique, a Petrobrás segue sob CONTROLE ACIONÁRIO DO GOVERNO BRASILEIRO, ou seja, segue sendo uma empresa estatal de economia mista.

Pela legislação que regula o mercado de ações, o que define o controle a posse de 50% mais uma ação com direito a voto, isto é, das ações ordinárias.

No caso da empresa petrolífera brasileira, o governo brasileiro detém 57,6% dessas ações (sendo 55,7% pertencentes à União e 1,9% ao BNDESpar).

Das ações com direito a voto, os grupos estrangeiros possuem diretamente 30,2% e demais pessoas físicas e jurídicas, 12,2% (ver tabela ).

Detendo o controle acionário, o governo brasileiro não apenas nomeia os dirigentes da empresa, como também estabelece sua política, ou seja, É O GOVERNO BRASILEIRO QUEM MANDA NA PETROBRAS (ver tabela 1).

AMÉRICA LATINA

É evidente que o fato de possuir um importante peso nas ações com direito a voto da Petrobrás e de contar com 60,1% do conjunto do seu capital social permite ao capital privado, em sua maioria estrangeiro, pressionar para que a empresa, em suas definições, adote critérios puramente empresariais, isto é, que garantam o lucro máximo e, de preferência, o envie para as matrizes dessas transnacionais. Mas a última palavra, isto é, a decisão final sempre cabe ao governo, enquanto acionista majoritário, e este, obviamente, respaldará suas decisões nas suas posições estratégicas. Entre as posições estratégicas do atual governo, que, aliás, reproduz o que se encontra na Constituição brasileira, está a integração da América Latina. A Petrobrás é, cabe relembrar, um dos principais instrumentos do atual governo nesse processo de integração, haja vista a decisão de construir em Recife, em conjunto com a PDVSA, da Venezuela, a Refinaria Abreu e Lima, além do projeto, já aprovado, do gasoduto do sul, que beneficiará a praticamente todos os países da América do Sul.

Não há, portanto, qualquer fundamento nas “informações” veiculadas por certo tipo de imprensa, tanto na Bolívia quanto no Brasil, de que as multinacionais e não o Estado brasileiro é que detêm “o controle da Petrobrás”. Tais “informações” são meras manipulações que visam intrigar nossos países, para dificultar a integração sul-americana.

Na realidade, a luta do povo brasileiro e a resistência do corpo técnico da Petrobrás venceram uma batalha estratégica, ao conseguir manter o controle estatal sobre a empresa, ao longo dos negros anos de FH. A luta para recuperar o terreno perdido e avançar rumo a novas conquistas no setor passou a se dar sobre terreno favorável graças a essa vitória. Tergiversar sobre ela é papel que cabe sob medida apenas aos manipuladores.

*Economista e membro do Secretariado Nacional do Movimento Revolucionário 8 de Outubro-MR8
Fonte(s):
http://www.horadopovo.com.br/2006/maio/2...

sexta-feira, 15 de agosto de 2008

A HALLIBURTON E O PETRÓLEO BRASILEIRO

A Halliburton e o nosso petróleo

É muito grave a denúncia da Associação dos Engenheiros da Petrobras: quem detém todas as informações técnicas do potencial brasileiro dos combustíveis fósseis é a Halliburton – a empresa de Dick Cheney – envolvida em NEGÓCIOS ESCUSOS nos Estados Unidos e em sua AVENTURA BÉLICA NO IRAQUE, por intermédio da Landmark Digital and Solutions.

Ela administra o banco de dados da Petrobras, SEM LICITAÇÃO, não obstante a Procuradoria-Geral da República ter exigido o processo, ainda em 2004.

A empresa PLANTOU um seu funcionário, o senhor Nelson Narciso, que a representava em Angola, como diretor da Agência Nacional do Petróleo.

Entre outras de suas funções, o senhor Narciso é quem define os blocos a serem licitados, que DEVE SER DECISÃO ESTRATÉGICA de interesse nacional.

Entendamos bem: a multinacional administra as informações e, mediante seu preposto na ANP, define as áreas a serem exploradas.

A lei 9.478, de 1997, determina que a Petrobras e as outras empresas encaminhem suas informações técnicas à Agência Nacional de Petróleo, responsável pelo banco de dados das reservas e operações extrativas do petróleo.

A ANP, sem licitação, contratou a subsidiária da Halliburton para fazê-lo.

A Halliburton é a mais conhecida das empresas CORRUPTORAS do mundo, e mantém 130 empresas subsidiárias fora dos Estados Unidos, o que lhe PERMITE FRAUDES costumeiras.

Corrompe nos Estados Unidos, em seus contratos com o governo, e no estrangeiro.

Em maio de 2003, ela foi multada em U$ 2,4 milhões, pela Security Exchange Comission, por SUBORNAR funcionário da Nigéria.

A entrega dos SEGREDOS geológicos nacionais a uma empresa estrangeira – e com a ficha da Halliburton – se tornou possível com a política nacional do petróleo do GOVERNO SOCIAL-DEMOCRATA que escancarou o Brasil entre 1995 e 2003.

O governo Vargas – com todos os seus imensos erros – teve o mérito de criar um projeto nacional de desenvolvimento fundado em nossos recursos naturais.

Depois de mais de quatro séculos de EXPLORAÇÃO colonial e neocolonial, chegara o tempo de – com o trabalho e a inteligência dos brasileiros – explorar os recursos do solo e subsolo, a fim de libertar a população da ignorância, das doenças e da miséria.

Mas o GOVERNO PASSADO decidiu sepultar a era Vargas, e ENTREGAR TUDO AOS ESTRANGEIROS!!!!!!!

O GOVERNO PASSADO, com a cumplicidade do CONGRESSO, AUTORIZOU A VENDA de 40% das AÇÕES da Petrobras a investidores estrangeiros.

Isso, na época, representava 2 bilhões de dólares.

Com o aumento dos preços do petróleo e a descoberta das grandes reservas, essa participação se elevou a 120 bilhões, segundo os cálculos do engenheiro Fernando Siqueira.

As remessas de lucros referentes ao petróleo são de 6 bilhões de dólares ao ano – o que contribui para o DÉFICIT externo.

Além disso, em quase todos os países produtores de petróleo, as empresas ESTRANGEIRAS concessionárias pagam mais de 80% de seus lucros ao Estado.

No Brasil, POR GENEROSIDADE DO GOVERNO ANTERIOR, essa participação, variável, é, no máximo, de 40%.

Estuda-se agora o novo marco regulatório sobre a exploração do petróleo do pré-sal, que – mesmo com todas as violações constitucionais – continua PROPRIEDADE DA UNIÃO.

Trata-se de recursos que poderão resolver os mais graves problemas nacionais, como os da SAÚDE e da EDUCAÇÃO.

Só no Rio de Janeiro, há mais 20 mil pessoas na fila aguardando medicamentos fornecidos pelo governo.

Dados do alistamento eleitoral, por outro lado, revelam que menos de 3,5% do universo dos aptos a votar em outubro concluíram o curso universitário.

Se os LUCROS DO PETRÓLEO fossem utilizados no benefício de todo o povo brasileiro, não teríamos mais números assim para nos envergonhar.

Mas, mesmo nos meios ministeriais, encarregados de propor ao governo a nova política para a exploração das novas reservas, há os que deixam de lado o interesse nacional.

O caminho mais lógico será o de RETER, para o desenvolvimento social (educação, saneamento básico, saúde pública) pelo menos o que retêm outros países produtores: 80% dos resultados da exploração.

O melhor será a CRIAÇÃO DE NOVA EMPRESA, de capital TOTALMENTE NACIONAL E INALIENÁVEL, para explorar diretamente as NOVAS RESERVAS.

A era Vargas acabou?

Voltemos a ela.

FONTE:http://www.pt.org.br/portalpt/index.php?...