Mostrando postagens com marcador Cuba. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Cuba. Mostrar todas as postagens

sexta-feira, 2 de outubro de 2009

BRASIL !!!!!!! RIO DE JANEIRO 2016 !!!!!!!

RIO DE JANEIRO

Cristo Redentor de braços abertos para todos

A emoção do nosso Presidente Lula

Praia de Copacabana lotada de pessoas aguardando o resultado do C.O.I.

As pessoas comemorando a conquista do Brasil - Rio 2016

A emoção no nosso Rei Pelé

BRASIL - Minha Pátria

BEM-VINDOS!

Photobucket


Conheça o mapa da cidade ~~~> http://www.rio.rj.gov.br/riotur/pt/pagina/?Canal=153

48 hours in Rio De Janeiro - BRASIL




REFLEXIONES DEL COMPAÑERO FIDEL

Un triunfo del Tercer Mundo

(Tomado de Cubadebate)

Poderosas potencias económicas compitieron por ser sede de las Olimpiadas en el 2016, entre ellas las dos más industrializadas del planeta: Estados Unidos y Japón. Triunfó sin embargo Río de Janeiro, una ciudad de Brasil.
Que no se diga ahora que fue generosidad de las naciones ricas con Brasil, un país del Tercer Mundo.
El triunfo de esa ciudad brasileña es una prueba de la creciente influencia de los países que luchan por su desarrollo. Con seguridad, en los pueblos de América Latina, África y Asia, la elección de Río de Janeiro será recibida con agrado en medio de la crisis económica y la incertidumbre actual con el cambio climático.
Aunque deportes populares como la pelota sean eliminados de las competencias para dar cabida a entretenimientos de burgueses y ricos, los pueblos del Tercer Mundo comparten la alegría de los brasileños y apoyarán a Río de Janeiro como organizador de los Juegos Olímpicos del 2016.
Es un deber presentarse en Copenhague con la misma unidad, y luchar para evitar que el cambio climático y las guerras de conquista prevalezcan sobre la voluntad de paz, el desarrollo y la supervivencia de todos los pueblos del mundo.



Fidel Castro Ruz

Octubre 2 de 2009

2 y 55 p.m.

Rio 2016 - Rio de Janeiro 2016 Olympic and Paralympic Games

quinta-feira, 3 de setembro de 2009

CUBA: EDUCAÇÃO, CULTURA E SAÚDE






O nome de Cuba passará à história
pelo que está fazendo pela humanidade
nos campos da educação, da cultura e da saúde



DISCURSO PRONUNCIADO PELO COMANDANTE-EM-CHEFE FIDEL CASTRO RUZ, PRESIDENTE DA REPÚBLICA DE CUBA, NO ATO DE ABERTURA DO ANO ESCOLAR 2003-2004. PRAÇA DA REVOLUÇÃO, 8 DE SETEMBRO DE 2003.



Queridos compatriotas:
Entre todos os países, grandes ou pequenos, ricos ou pobres, Cuba já ocupa o primeiro lugar no campo da educação. Foi possível conseguir isso, partindo de 30 por cento de pessoas com idade suficiente que não sabiam ler nem escrever, e 60 por cento de analfabetos funcionais, se consideramos os jovens e adultos desprovidos de conhecimentos e cultura, que não tinham passado da terceira ou quarta série de um ensino primário extremamente deficiente.
Não existiam professores suficientes para educar a milhões de crianças e adolescentes. Foi necessário formá-los. Não havia professores nem escolas para eles, quando a grande massa chegasse à sexta ou nona série. Foi necessário prepará-los, combinando as tarefas de uma abnegada vanguarda como estudantes de Pedagogia, saindo da décima série e, ao mesmo tempo, professores de ensino secundário, e mais tarde fazer o mesmo nos centros de ensino médio superior, com colegial completo.
Chegou-se a construir anualmente até cinqüenta mil vagas escolares para alunos do ensino médio.
Na época, dispunha-se de apenas três centros universitários, com um reduzido grupo de cursos. Foram criados, em menos de 25 anos, mais de 50 centros de ensino superior, onde atualmente são dados 85 cursos diferentes.
Hoje se estende progressivamente o ensino universitário a todos os municípios do país
, como necessidade iniludível de uma pujante revolução educacional.
Não havia creches, nem escolas especiais, nem escolas esportivas, nem escolas técnicas e de formação profissional, nem escolas primárias suficientes para a massa total de crianças e adolescentes em idade escolar. A perseverança, a paciência e o heroísmo de nosso povo realizaram o milagre de criar milhares dessas escolas, onde hoje estudam 2.500.474 crianças, adolescentes e jovens, e dezenas de centros universitários, onde neste ano letivo estão matriculados mais de 300 mil estudantes.
Tudo isso a Revolução criou a um ritmo que não tem precedente nem paralelo na história.
Compare-se com o que há no Terceiro Mundo e nos próprios países desenvolvidos.
Cuba ostenta hoje, reconhecido por prestigiosas instituições, o primeiro lugar nos conhecimentos de Matemática e Linguagem dos alunos de ensino primário. Cem por cento das crianças estão matriculadas na série correspondente a sua idade, sem atraso escolar, e todas atingem a sexta série. Noventa e nove por cento chegam à nona série, e podem continuar os estudos no ensino colegial todos os que chegam a essa série.
De uma população total de 11.177.743 habitantes, apenas 0,2 por cento são analfabetos, quase todos pessoas de idade avançada, que não dispuseram do sistema educacional com que nosso país conta atualmente.
As crianças de Cuba desfrutam hoje do melhor índice de professores em sala por alunos de ensino primário: um por cada 20, ou dois, se ultrapassa esse número. Como todos sabem, o índice nesta cidade reduziu-se, em apenas dois anos, de 37 a 18 por professor e classe, com a reparação total ou novas construções de 789 escolas primárias e secundárias.
Foram criadas, no verão de 2001, quinze escolas de instrutores de arte.
Novas escolas de pintura, teatro, dança e música se espalham por todas as capitais de províncias e cidades importantes do país.
Dois novos canais de televisão educativa foram criados
: um já presta serviços nacionalmente, e o segundo estará em pleno funcionamento dentro de seis meses.
A Feira do Livro, que antes ocorria somente na capital, hoje se realiza em pelo menos 30 cidades.
Novas capacidades de impressão permitirão o acesso em massa de toda a população às melhores obras literárias e de temas científicos, políticos, sociais e culturais, a um custo mínimo, mediante o sistema de bibliotecas familiares, idealizado em Cuba e que começa a se estender a outros países, da mesma maneira que os sistemas de alfabetização por rádio e televisão, chamados a revolucionar a educação no mundo.
A lista de criações e novos métodos educativos e culturais, de grande impacto social e humano, seria interminável. Nem os mais encarniçados inimigos da Revolução se atreveriam a negá-lo.
Em que condições se inicia o novo ano letivo, após os extraordinários avanços feitos nos últimos quatro anos e sem ter terminado ainda o Período Especial?
Após dez anos de pesquisa científica, nosso país aplica em todo o território nacional, desde o ano 1992-1993, o programa social "Eduque seu filho", cujo objetivo é a preparação da família para conseguir o desenvolvimento integral das crianças de zero a seis anos. É a própria família quem sistematicamente realiza as ações educativas fundamentais com seus filhos. A paulatina extensão do programa possibilitou atender, por vias institucionais e vias não-formais, como creches e classes pré-escolares, a 99,5 por cento das crianças nessa faixa etária.
Foi decisiva a integração dos médicos e enfermeiras da família, dos instrutores de cultura e esporte, das federadas [membros da Federação de Mulheres Cubanas (N. do T)], dos cederistas [membros dos Comitês de Defesa da Revolução (N. do T)], dos representantes dos sindicatos e das organizações camponeses, dos governos locais e, em particular, dos conselhos populares, em conjunto, mais de cem mil executores, como são qualificados, que são os encarregados de preparar, atender e apoiar as famílias. A formação destes está a cargo de mais de 30 mil promotores, que os preparam e assessoram. Dessa cifra, 8.286 são docentes qualificados do Ministério de Educação.
A avaliação realizada no ano de 1999 demonstrou que 87 por centro de uma amostra de 48 mil crianças atingiu todos os índices de desenvolvimento previstos para sua idade, o que representou 34,6 pontos percentuais acima da avaliação realizada em 1994. Das famílias avaliadas, 87 por cento, ou seja, mais de 47 mil, reconhecem que ocorreram mudanças de atitude nas relações com suas crianças: dedicam-lhes mais tempo, são mais carinhosos, escutam-nas, não utilizam maltrato físicos ou psíquicos. Também reconhecem a contribuição do programa ao enriquecimento cultural das famílias: 62 por cento manifestam que escutam mais música, 52 por cento incorporaram a visita a museus e instituições culturais, 44 por cento incrementaram o hábito de ler, e 64 por cento se preocupam mais em adquirir livros de histórias para seus filhos e em lê-los.
Como resultado do sistema de atenção educacional às crianças desde o seu nascimento até os seis anos, 96,8 por cento dos que saíram do ensino pré-escolar no recém terminado ano letivo atingiram um adequado nível de desenvolvimento das habilidades básicas que lhes possibilita enfrentar com sucesso o ensino escolar.
A inclusão da computação nas idades pré-escolares em nosso país constitui uma experiência inovadora e única, pelo caráter massivo que alcança, e pelos princípios e concepções científicas e pedagógicas que a fundamentam. Sua introdução generalizada é acompanhada da pesquisa que permite definir nossa posição sobre seu uso na educação das crianças pré-escolares, de acordo com a concepção assumida pelo processo educacional para prevenir, identificar, controlar e eliminar qualquer fator de risco pelo uso da computação nessas idades.
No curso recém terminado, tiveram acesso à computação, com uma freqüência semanal de 30 minutos, 117.868 crianças que cursaram o pré-escolar nas escolas primárias. A partir deste ano, serão beneficiados adicionalmente os 23.527 menores matriculados na pré-escola das escolas de educação infantil, para o que está prevista a instalação dos equipamentos pertinentes nesses centros.
Conta-se com 823 docentes que se prepararam como educadores de computação para essas idades, e que continuam sua preparação no nível superior. As observações realizadas até o momento demonstram a contribuição para o desenvolvimento da motricidade fina e de habilidades intelectuais desses menores, que constituem objetivos que devem ter atingido ao sair da educação pré-escolar e como base para seu ingresso na primeira série.
No presente ano letivo, 84 por cento das classes de ensino primário terão 20 crianças ou menos.
Conta-se com reserva de professores em todas as províncias, exceto Havana, Matanzas e Camagüey, nas quais se trabalha para superar essa dificuldade.
A excelente situação atual foi possível pela incorporação de mais de 14.662 jovens professores emergentes, que tiveram grande êxito.
Já estão com horário integral 96,6 por cento dos alunos de ensino primário de todo o país. Mas a principal transformação foi no aperfeiçoamento da organização escolar, que permitiu um horário único, em que as atividades docentes se desenvolvem tanto no período da manhã como no da tarde. Será adicionada uma aula semanal de Língua Espanhola e uma de matemática; na primeira, serão priorizados a ortografia, o uso do dicionário, a caligrafia, a produção e compreensão de textos; e na segunda, serão reforçados os conteúdos de cálculo, solução de problemas, tratamento das grandezas e Geometria.
Será incluída mais uma aula semanal de Inglês, a partir da terceira série até a quinta, e duas na sexta série, utilizando meios audiovisuais. Essas aulas começarão no mês de janeiro.
Foram elaborados 41 softwares que provocarão uma mudança fundamental no processo docente-educativo, entre o professor da classe e o professor de computação. Ambos conduzirão atividades em conjunto, tanto docentes como extradocentes, que permitirão elevar a qualidade da aprendizagem e a formação de uma cultura geral integral.
Uma avaliação da qualidade da educação na Cidade de Havana, realizada no ano de 1999, revelou que suas crianças não atingiam os conhecimentos da série com a qualidade e rapidez necessárias. Prova disso, é que na quarta série atingiram 43,3 por cento de respostas corretas em Matemática e 53,5 por cento em Língua Espanhola.
As medidas especiais aplicadas à educação na Cidade de Havana permitiram comprovar que, em junho do presente ano, as respostas se elevaram a 71 por cento em Matemática e a 86 por cento em Linguagem. Os conhecimentos da série elevaram-se em 60% em relação a 1999.
A educação especial no presente ano escolar, como vem ocorrendo há anos, assegura a atenção a todas as crianças com deficiência física ou retraso mental compatível com a possibilidade de estudar, 51.938 na atualidade, para o que se conta com 14.600 professores e especialistas. Receberão atendimento na casa, 1.386 crianças, através do professor ambulante, para o que se conta com 580 professores, e será garantido o atendimento a 372 alunos em 22 classes hospitalares.
Destaca-se nesse ensino a introdução de inovadores métodos para o tratamento de 241 crianças autistas, 106 surdo-cegas e 14 com implante coclear. Trabalha-se na introdução e validação de novos meios e equipamentos para facilitar o acesso dos alunos com determinadas deficiências à informática: tela táctil, visual voice, interruptores, teclado inteligente e scanners.
Criaram-se mais 252 vagas de intérpretes de língua de sinais e professores de apoio para estudantes surdos, cegos e deficientes físico-motores, o que permitirá elevar a qualidade da atenção que lhes é oferecida.
Neste ano letivo começou a funcionar uma moderna tipografia Braille, para a edição de livros de textos e outros, que permitirão aos cegos elevar sua cultura geral integral. Contamos com 193 grupos de diagnóstico e orientação em todo o país, com mais de 1.056 especialistas dedicados à avaliação e diagnóstico dos alunos com necessidades educativas especiais.
Continuou o desenvolvimento do programa de computação em todos os centros dos diversos ensinos, beneficiando a cem por cento dos alunos, contando com 46.290 computadores instalados na educação pré-escolar, primária e média, incluídas todas as escolas rurais, para o que foi necessário eletrificar com painéis solares a 2.368 escolas, 93 das quais contam com apenas um aluno, o que evidencia a atenção esmerada que a Revolução presta à educação de cada criança, sem qualquer exceção.
O atual plano de estudo permite que o estudante domine o funcionamento do computador, o processamento de textos, gráficos, tabelas, criação de apresentações em multimídia e páginas web, bem como a solução de problemas vinculados a diferentes áreas do conhecimento. E um fato de suma importância: incrementa-se de maneira progressiva o uso do computador como meio de ensino para a aprendizagem de outras disciplinas.
O programa conta com 19.227 professores de computação, dos quais 13.805 são novos empregos. Conta-se com duas novas coleções de softwares educativos: "Multi-saber", 41 programas para educação primária e especial, e "O Navegante", 37 programas para o ensino secundário. Isso permitirá o uso do software educativo em apoio ao desenvolvimento de todas as disciplinas da educação primária e secundária.
Esses softwares se caracterizam por serem altamente interativos, pelo emprego de recursos multimídias, como vídeos, sons, fotografias, dicionários especializados, explicações de experientes professores, exercícios e jogos instrutivos que apóiam as funções de avaliação e diagnóstico.
Nas escolas de instrutores de arte, a projeção de matrículas para esse ano é de 4.840 no primeiro ano, 4.038 no segundo, 3.605 no terceiro e 3.523 no quarto e último ano.
O corpo docente está formado por 2.929 professores, 948 deles de formação geral, e 1.981 das especialidades; deles, 1.384 combinam essa tarefa com suas atividades como profissionais da cultura.
Dos 158.800 formados na nona série no ano passado, passaram para o colegial 89.100, e 69.700 entraram na educação técnica e profissional.
Em setembro do ano 2001, criou-se o curso de superação integral para jovens. Dois anos depois de haver começado, já se pode avaliar o enorme impacto que teve na família, na comunidade, nos estudantes e docentes, a partir das mudanças no modo de agir desses jovens.
O ano passado terminou com uma matrícula de 102.005 jovens, sendo que 64.488 deles estão no colegial e 34.318 entraram na educação superior.
O programa educacional "Álvaro Reynoso" foi conformado durante o ano letivo 2002-2003, e neste ano apresenta um total de 128.377 trabalhadores incorporados, sendo que, para 38.103 deles, ou seja, 30 por cento, o emprego é o estudo; 4.786, por seu elevado nível, trabalham como professores, e os demais 85.488 combinam o trabalho com o estudo.
Neste ano que se inicia, em conseqüência dos planos da Revolução, mais de 100 mil compatriotas ingressam na educação superior. Um importante incremento ocorre com a matrícula de alunos que ingressam nos cursos dados nos municípios, como um novo paradigma da educação superior cubana em seu atual desenvolvimento.
Nos cursos pedagógicos, o modelo da universalização sustenta-se na colocação dos estudantes em 5.204 centros docentes considerados micro-universidades, sob a orientação dos tutores que os acompanharão por todo o curso, e garantiu-se a bibliografia básica, fundamentalmente com um CD por curso para cada estudante. Neste ano, participarão 41.973 docentes, entre professores de sedes e tutores.
O desenvolvimento do plano de reparação geral das 110 escolas correspondentes ao restante do país em 2003 – que inclui a ampliação do número de salas de aulas, para garantir classes de 20 ou menos crianças no ensino primário, e o horário integral na secundária básica –, bem como a total substituição do mobiliário escolar constituíram um forte estímulo para a elevação da qualidade da educação em todas províncias.
Dessas 110 escolas do plano de 2003, 31 estão concluídas para iniciar o ano letivo, 56 estarão terminadas ainda no mês de setembro, 20 em outubro, e 3 entre novembro e dezembro. Será realizado um especial esforço, para realizar em 2004 a reparação geral de outras 200 escolas. Desejaríamos um número ainda maior, mas deve-se considerar que se está realizando, simultaneamente em todo o país, um programa de grande importância no setor da saúde, que requer numerosas atividades construtivas.
O que caracteriza e tornará histórico esse ano letivo de 2003-2004 é uma profunda e inédita revolução do ensino secundário – sétima, oitava e nona séries – em Cuba, que terá ressonância mundial. Esse ensino – elo decisivo para a formação da personalidade e para a vida de todas as crianças e adolescentes – é o de maior complexidade e constitui, na esfera da educação, um verdadeiro desastre internacional.
Num sistema de ensino em que um professor super-especializado se vê obrigado a dar aulas a 200 ou 300 estudantes divididos em grupos de 30 ou 40 alunos, ele não tem como conhecer os nomes de todos os seus discípulos, suas características individuais, seus problemas pessoais, o núcleo familiar e o meio social em que desenvolvem sua vida, nem como oferecer a atenção esmerada e diferenciada que cada adolescente necessita. Luz y Caballero já buscou expressá-lo, em sua célebre frase, tal como a interpretamos: educar é mais importante e difícil que instruir. Uma verdade irrebatível. Pensamos que hoje em nossa pátria as duas coisas podem ser realizadas. No mundo atual onde se impoe a educação em massa qualquer que for o esforço e a qualidade dos professores, o sistema tradicional não pode educar, nem pode instruir.
Um norte-americano, o Prêmio Nobel de Física em 1988, Leon Max Lederman, disse recentemente algo muito interessante: "É urgente melhorar a educação. O importante é que, quando o adolescente saia da secundária básica, tenha uma maneira científica de pensar, independentemente da profissão que vá escolher depois".
"É necessária uma reforma na secundária básica, para que os estudantes estejam à altura do século XXI, para que possam assumir o desenvolvimento acelerado e suas conseqüências sociopolíticas; têm de ser capazes de ganhar o pão e, ao mesmo tempo, estar comprometidos com a racionalidade como uma forma de vida. Lidar com um mundo em constante transformação".
"Se tudo isso se tornasse realidade"
– acrescenta – "os novos formados da secundária sairiam mais conhecedores das ciências que aqueles que terminaram o colegial, e inclusive que os diplomados em Harvard. Sem dúvida, seriam melhores pais, filhos, políticos, trabalhadores, seres humanos. O estudante agora denominado médio sairia como um gênio".
Para nós – que há tempo estávamos conscientes da necessidade de enfrentar a situação desse ensino –, a dificuldade fundamental consistia na forma de conciliar a necessária qualificação do docente, sua vocação pessoal, o número e a freqüência de cada matéria e a quantidade total de professores necessários.
Em meio à batalha de idéias, esforçávamo-nos por buscar soluções. Surge entre elas a idéia de formar um professor integral. Embora fosse necessário um esforço imenso, não hesitamos em caminhar nessa direção.
Entretanto, o que fazer com o grande número de excelentes professores especializados durante tantos anos?
A busca incessante de soluções nos conduziu finalmente a formas que, a partir de muitas outras idéias já provadas e da experimentação concreta, tornaram possível o método audaz e revolucionário finalmente adotado, cuja aplicação massiva se inicia precisamente hoje, 8 de setembro de 2003.
Este soma os sólidos conhecimentos dos professores especializados, um pujante contingente de jovens professores emergentes comprometidos em dar todas as matérias, acompanhar e percorrer com seus alunos os três anos, e o emprego exaustivo e sistemático dos mais modernos meios audiovisuais.
O resultado final será um professor por cada 15 alunos, fundamentalmente em classes de 30, com dois professores cooperando estreitamente, mas responsáveis, cada um deles, por tudo que se relacione com a educação e formação dos 15 alunos cuja tutela, direção e preparação para a vida assumem durante essa decisiva etapa escolar.
As maiores dificuldades estavam, como é habitual, na capital do país. Tendo sido recrutados aí muitos milhares de jovens para formar-se como assistentes sociais, professores emergentes de primário, enfermeiras igualmente emergentes, técnicos em fisioterapia e outros serviços de saúde, professores de computação, alunos especialmente selecionados para a Universidade das Ciências da Informática – já funcionando e em rápida expansão, embora ainda não inaugurada –, a cidade carecia de pessoal jovem suficiente com 12 séries de escolaridade, para formar-se como professores emergentes. A isso se somava que a educação na capital era a mais deficiente de todo o país, e arrastava suas seqüelas na qualidade dos conhecimentos e na formação de seus jovens.
Não se podia perder um minuto. Em auxílio à capital, acudiram mais de quatro mil excelentes jovens formados no colegial, procedentes das demais províncias do país, que ingressaram na prestigiosa escola "Salvador Allende", os quais transmitirão seus conhecimentos durante um ano, em companhia de valiosíssimos professores especializados. Assim será sucessivamente a cada ano, com os novos professores emergentes da Escola "Salvador Allende", até que a Cidade de Havana conte com pessoal suficiente. Eles, portanto, acompanharão a seus alunos quando voltem a suas províncias de origem.
Os resultados da escola experimental "Yuri Gagarin" e de outra similar, a "José Martí", de Havana Velha, avalizam as vantagens da nova concepção no ensino secundário básico, o que constitui uma contribuição revolucionária e inovadora da educação na formação dos adolescentes.
Entre os principais resultados, encontram-se os seguintes: melhor freqüência e pontualidade às aulas; predomínio, no controle da disciplina, da persuasão e da auto-regulação dos alunos; uma boa comunicação professor-aluno-família, e se avalia de maneira muito positiva a qualidade das aulas.
São alcançados resultados de aprendizagem superiores aos do modelo anterior, na comparação com o diagnóstico inicial dos alunos, aplicando instrumentos dos padrões internacionais em Matemática e Espanhol.
Estes são:
A escola "Yuri Gagarin", no início do ano, em outubro de 2002: em conhecimentos de Matemática, 31,9 por cento de respostas satisfatórias; em maio de 2003, a cifra elevou-se a 65,7 por cento. Em conhecimentos de espanhol, etapa inicial, outubro de 2002: 57,9 por cento de respostas satisfatórias; em maio de 2003, 77,3 por cento.
Escola "José Martí", no início do ano, em outubro de 2002: em conhecimentos de matemática, 30 por cento de respostas satisfatórias; em maio de 2003, a cifra se elevou a 54,3 por cento. Em conhecimentos de Espanhol, etapa inicial, outubro de 2002: 57,2 por cento de respostas satisfatórias; e maio de 2003, 70,1 por cento.
Escolas controle "Jorge Vilaboy" e "Enrique Galarraga". No início do ano, em outubro de 2002, em conhecimentos de Matemática, 31,9 por cento de respostas satisfatórias; em maio de 2003, 44 por cento. Em conhecimentos de espanhol, etapa inicial, outubro de 2002, 59,1 por cento de respostas satisfatórias, e em maio de 2003, 54,7 por cento.
Os alunos da "José Martí" e da "Yuri Gagarin" duplicaram seus conhecimentos com relação às escolas controle que continuaram com o método tradicional. Adicionalmente, ao concluir o ano letivo 2002-2003, a "Yuri Gagarin" obteve 99,16 por cento de alunos aprovados, e apenas 3 reprovados, entre 358 alunos. A escola experimental "José Martí", um centro muito mais complexo, obteve 98,8 por cento de alunos aprovados, e 14 reprovados, entre 1.167 alunos.
Cem por cento das escolas secundárias básicas do país, com uma matrícula de 494.318 alunos, começarão o ano com o método explicado anteriormente, e que se pode qualificar como síntese de todas as experiências acumuladas, entre elas, como é lógico, as das escolas experimentais "Yuri Gagarin" e "José Martí".
Nesta proeza, destaca-se a resposta dada pelos professores em exercício do ensino secundário básico, dos quais, 33.281, o que equivale a 94,8 por cento, expressaram sua disposição de se incorporar ao programa, o que, dada a função que desempenharão em nossa sociedade, torna-os merecedores, com toda justiça, do qualificativo de professores integrais.
Destaca-se igualmente a decisiva e extraordinária contribuição do corpo docente da escola "Salvador Allende", integrado por 409 professores, 89 deles mestres, e 43 doutores em ciências.
Do total de alunos do ensino secundário básico no corrente ano escolar, 95 por cento serão beneficiados com o horário integral.
No contexto da revolução educacional, o uso da televisão, do vídeo e da computação se convertem em fatores insubstituíveis com fins instrutivos e educativos, e contribuem para estimular o interesse e a motivação dos alunos, seu pensamento independente, a reflexão crítica, o entusiasmo pela pesquisa e a criatividade, o que permitirá continuar aperfeiçoando o processo de ensino-aprendizagem, na busca constante de elevar a qualidade educacional.
A disciplina de Informática, com 172 horas previstas no plano de estudo, incrementa-se a 216 horas. Na sétima e oitava séries, 50 por cento da carga docente serão para aulas propriamente, com a Informática como objeto de estudo, e 50 por cento como meio de ensino, com a participação do professor de computação e do professor integral. Na nona série, será dada como meio de ensino, através de todas as disciplinas.
Avaliam-se de maneira muito positiva os esforços realizados pelos teleprofessores e assessores, por conseguir classes atrativas e inovadoras, com profundo enfoque científico e a satisfação de interesses e motivações dos alunos, com o uso de materiais didáticos, técnicas de aprendizagem, métodos de estudo e atividades dirigidas ao desenvolvimento do pensamento lógico, a partir do uso das novas tecnologias.
O programa de aulas em vídeo da secundária básica contará com todas as aulas gravadas de matemática, Espanhol-Literatura, história e Inglês de todas as séries, bem como de Física da oitava e nona série, que servirão como um suporte excepcional, para a preparação de alunos e docentes.
As gravações das aulas são realizadas com o trabalho dos professores em duplas e com a participação de alunos de Secundário Básico. Na Cidade de Havana, participam um total de 28 teleprofessores e 252 alunos, distribuídos em 14 grupos; nas províncias de Cienfuegos, Villa Clara e Santiago de Cuba, 24 docentes e 216 alunos, para um total, em todo o país, de 52 docentes e 468 alunos que participaram das gravações das aulas em vídeo durante o período de férias, e continuarão até concluir o ano letivo, demonstrando um extraordinário entusiasmo e consagração diante dessa tarefa.
Unido ao anterior, nesse plano de estudo, as freqüências semanais das disciplinas Matemática e Espanhol-Literatura subiram a cinco, além de 20 por cento de novos conteúdos, que incluem Informática, Educação para o Trabalho e História na nona série.
Tem especial significação o fato de que nos dois períodos serão dados conteúdos de disciplinas, dedicando diariamente três ou quatro aulas a repassar, exercitar e consolidar os conteúdos dados por televisão e vídeo.
As disciplinas incluídas nessa programação são Educação Artística, na sétima série, Biologia, Geografia e Química na oitava e nona séries, e Educação para o Trabalho também na nona série.
Para estender o período integral a todas as secundárias básicas da capital, foram construídas 550 salas de aulas, quatro novas secundárias básicas e três ampliações. Criaram-se 13 vilas para albergar os professores integrais que trabalharão nas escolas secundárias básicas da capital. Trabalhou-se de maneira discreta, mas o esforço realizado com apoio de outras províncias foi verdadeiramente notável e meritório.
Para conseguir que a maior parte das matrículas nas escolas secundárias básicas do país esteja em horário integral, trabalhou-se em conjunto com os demais organismos e organizações, na busca dos locais necessários, o que, unido à designação de mais de 120 mil vagas escolares para o plano que vinha sendo executado, permitirá que todos os locais de que disponhamos contem com o mobiliário necessário.
Em setembro, teremos 177 escolas secundárias básicas oferecendo o serviço da merenda escolar a 93.169 estudantes e 9.728 trabalhadores, com o que, somados aos 115.110 alunos internos desse nível de ensino, estaremos beneficiando a 42 por cento da matrícula total.
Desde agora até setembro do próximo ano, cem por cento dos alunos não-internos receberão essa merenda, que contém aproximadamente 40 por cento das proteínas requeridas nessa idade.
Devo assinalar que oito países, grandes e pequenos, entre eles um pertencente à OCDE, estão aplicando o método cubano de alfabetização por rádio e televisão. Chovem o interesse e a solicitação de cooperação técnica e assessoria de Cuba. Esse irrefreável movimento poderia contribuir para erradicar em curto prazo a vergonhosa e interminável cifra de 860 milhões de analfabetos e bilhões de semi-analfabetos do Terceiro Mundo.
Os mais pérfidos inimigos, dentro e fora do país, estão abalados com a heróica resistência de nosso povo e com os êxitos da Revolução, especialmente a partir da batalha de idéias e do progressivo desmoronamento da ideologia neoliberal e a insustentável ordem econômica imposta ao mundo, já em plena decadência e profunda crise. Há pessoas dissimuladas impacientes para lançar novos ataques, incapazes de compreender que já não há força no mundo que possa vencer a Revolução Cubana, se, como vimos fazendo durante meio século, somos capazes de perceber e superar nossos erros e de preservar as virtudes que nos deram e sempre nos darão a vitória.
O nome de Cuba passará à história pelo que fez e está fazendo pela humanidade, nos campos da educação, da cultura e da saúde, na época mais difícil que nossa espécie conheceu.
Bloqueado nosso país pela única superpotência, e quase bloqueado pela Europa, as duas juntas não poderão derrotar a Revolução Cubana, entre outras razões, porque as duas juntas não têm nem terão jamais o capital humano, nem os valores morais para fazer o que a Cuba Socialista foi capaz.
Viva o Socialismo!
Pátria ou Morte!
Venceremos
(Traduzido pela Equipe de Serviços de Tradutores e Intérpretes do Conselho de Estado — ESTI)



segunda-feira, 29 de junho de 2009

CENSURA NA INTERNET

Microsoft corta acesso a MSN em países embargados pelos EUA. Que terror, não é mesmo?


Microsoft corta acesso a MSN em países embargados pelos EUA

Cuba, Síria, Irã, Sudão e Coréia do Norte

não podem mais usar o MSN

A política americana parece ter chagado de vez à internet.

Segundo nota publicada pelo site Digital Trends, a gigante Microsoft cortou o acesso de países que sofrem sanções americanas ao seu sistema de mensagens instantâneas, o Windows Live Messenger.

Foram afetados Cuba, Síria, Irã, Sudão e Coréia do Norte.

Além de serem países embargados economicamente pelos Estados Unidos, os usuários de internet desses locais também não poderão mais se comunicar pelo Live Messenger, ou MSN , seu antigo nome.

O Windows Live Messenger é um dos comunicadores mais utilizados da internet.

Qualquer usuário desse país que tentar se conectar ao sistema recebe a seguinte mensagem:

“810003c1: Estamos impossibilitados de conetá-lo ao . NET Messenger Service. Razão: A Microsoft descontinuou o serviço de Mensagem Instantânea em certos países sujeitos à sanções dos Estados Unidos. Detalhes dessas sanções estão disponíveis no Escritório de Recursos Estrangeiros dos Estados Unidos.”

O blog All About Microsoft do site ZDnet entretanto, não sabe dizer o porquê de a empresa de Bill Gates ter cortado o acesso desses países ao MSN só agora, uma vez que os embargos já existem há anos.

“Eu posso confirmar que o anúncio está correto” foi a única informação conseguida junto a um portavoz da empresa.

Entretanto, apesar da Microsoft e dos Estados Unidos, a internet ainda é um local livre.

Para os que não podem mais se comunicar pelo MSN , é possível ainda utilizar o GTalk, mensageiro instantâneo da Google, o microblog Twitter e até antigos canais, como ICQ e IRC .

Fonte: www.geek.com.br / Por Stella Dauer

terça-feira, 15 de julho de 2008

BUSH AUTORIZOU TORTURAS

NYT afirma em 1ª página que governo Bush autorizou tortura

“The New York Times” confirma, ainda, a existência de mais dois memorandos secretos, de 2005, mandando torturar, e que, depois de breve intervalo em 2006, Bush ordenou à CIA em julho deste ano a retomada da tortura e das prisões secretas

Com três anos de retardo, mas enfim, o jornal “The New York Times” confirmou na primeira página, no dia 4 de outubro de 2007, que “Bush autorizou tortura”, como disse o HP em junho de 2004 nas manchetes do dia 16 e do dia 18.
O HP obteve, na época, os memorandos da tortura - esses assinados em 2002 - da própria mídia dos EUA, em meio ao escândalo de Abu Graib.
O “NYT” revelou, ainda, a existência de mais dois memorandos secretos, de 2005, mandando torturar, e que, depois de breve intervalo em 2006 por causa da decisão da Suprema Corte mandando respeitar as Convenções de Genebra,
Bush ordenou à CIA em julho deste ano a retomada da tortura e das prisões secretas.

“LEGADO ENCOBERTO”

Em editorial, o “NYT” afirmou, também, que “os pareceres secretos são um legado encoberto do segundo mandato de Bush”.
Talvez seja por isso que trate secundariamente os pareceres de 2002 a favor da tortura, mas que foram os que deram base aos seguintes.
Esses memorandos de 2002 foram pedidos pela Casa Branca ao Departamento de Justiça, para “orientação” em “campo” da CIA, sobre “os padrões de conduta sob a Convenção contra a Tortura e Outros Tratamentos e Punições Cruéis, Desumanas e Degradantes, tal como implementado nas seções 2340-2340 do título 18 do Código Penal dos EUA”.
A “consulta” foi respondida pelo chefe do “Office Legal Counsel”- OLC (Advocacia da União), Jay Baybee, e devolvida ao então “conselheiro jurídico” de Bush, Alberto Gonzáles, depois seu ministro da Justiça, para entrega à CIA.
A ordem era estripar, organizar campos de concentração, prisões secretas e vôos de “rendição”, a título da “guerra ao terror”, e com impunidade garantida por Bush.

ABU GRAIB

Em decorrência do escândalo de Abu Graib, assim como no Senado houve a iniciativa, do senador John McCain, de restaurar no exército dos EUA o respeito às Convenções de Guerra de Genebra, ignoradas por Bush, o Departamento de Justiça emitiu um parecer de que a tortura era “hedionda” em dezembro de 204.
Foi um salve-se quem puder, o secretário de Justiça John Ashcroft caiu e Bush colocou no lugar seu fiel Gonzáles.
Enquanto o Departamento encenava considerar “hedionda” a tortura, Bush cuidava de emitir, em 2005, através deles dois pareceres mantidos secretos, que autorizavam a tortura.

Quando a Suprema Corte, depois de meia década de omissão, assegurou a todos os presos em campos de concentração dos EUA a proteção das Convenções de Guerra de Genebra, Bush encenou uma breve parada na tortura. Mas, informa o “NYT”, isso já acabou.
“Em julho, após um mês de debate dentro do governo, o presidente Bush assinou uma nova ordem executiva autorizando o uso do que o governo chama de técnicas ‘acentuadas’ de interrogatório e autoridades dizem que a CIA está de novo mantendo presos em prisões secretas no exterior”.

Os memorandos Baybee-Gonzáles estabeleceram uma verdadeira “jurisprudência da tortura”, asseverando que, para “ser tortura”, os atos praticados “têm de ser de uma natureza extrema” ao infligir, ou ter a intenção de infligir, “severa dor ou sofrimento, seja mental ou físico”.
“Certos atos podem ser cruéis, desumanos e degradantes, mas ainda assim não produzir dor e sofrimento para ser enquadrada na proibição contra a tortura da Seção 2340-A”, assinalou o documento.
Tortura, só com “dor que é difícil agüentar.”
Continuando, diz que tal dor teria de ser “equivalente em intensidade à dor que acompanha sérios ferimentos físicos, falência de órgãos, parada de função corporal, ou mesmo morte” e, para que “a dor ou sofrimento mental chegue à tortura, deve causar dano psicológico significante, e de significativa duração, por exemplo, meses ou mesmo anos”.

O memorando ia além: o Código Penal, “tomado como um conjunto”, só proibiria plenamente “os atos extremos”.
Já a Convenção contra a Tortura, assinada pelos EUA, supostamente proibiria “somente os mais extremos atos, reservando penalidades criminais unicamente para a tortura e deixando de requerer essas penalidades para tratamento e punições cruéis, desumanas e degradan-tes”.
Uma fraude de Bush: naturalmente, a Convenção Contra a Tortura e Outros Tratamentos e Punições Cruéis, Desumanos e Degradantes, como bem diz o nome, é um tratado que proíbe qualquer tratamento cruel, desumano e degradante, isto é, tortura – o que foi estabelecido no texto legal exatamente para evitar que a CIA e outros criminosos pudessem torturar impunemente, apenas alegando que não é tortura.
Assim, a lei de proibição da tortura seria travestida de lei sobre o direito de torturar, já que, pelo parecer dos juristas da CIA e Bush, só os “atos extremos” seriam “limitações à lei”.

IMPUNIDADE

Outro parágrafo considera que essa mesma seção 2340-A [do Código Penal dos EUA] “pode ser inconstitucional se aplicada a interrogatórios feitos de conformidade com os poderes do comandante-em-chefe” [isto é, Bush]. Ou seja, seria inconstitucional proibir a tortura, se for Bush quem a ordenar.
Tal proibição de torturar [da seção 2340-A do Código Penal dos EUA] “nas circunstâncias atuais pode ser barrada porque representaria uma infração da autoridade do presidente para conduzir a guerra. A necessidade de auto-defesa pode justificar métodos de interrogatórios que podem violar a seção 2340-A”.
Para completar, uma cláusula de impunidade total para os torturadores: “a necessidade de auto-defesa poderia fornecer justificativas que eliminariam qualquer responsabilidade criminal”.

O memorando também socorre os torturadores caso ocorram os tais “extremos” – “falência de órgãos, morte, dano permanente das funções mentais”, ou seja, as condições que no início eram apresentadas como supostas restrições à tortura.
O torturador não seria culpado de nada perante a Lei porque lhe faltaria “a intenção específica”. É o que pretendem Bush e seus juristas: “violar a seção 2340-A [proibição do Código Penal à tortura] requer que a dor e sofrimento severo deva ser infligido com intenção específica.
Se o acusado [de torturar] agiu com o conhecimento de que a dor e sofrimento severos eram razoavelmente adequados para o resultado que pretendia, ele teria agido somente com intenção geral”, portanto, não seria culpado e não teria que pagar por seus crimes.

BOM MOTIVO

O artigo do “NYT” também cita um bom motivo, para parar com a tortura e o desrespeito às Convenções de Genebra, a exemplo do HP de três anos antes.
No caso do “HP”, o senador democrata Joseph Biden interpelou o então ministro Ashcroft, lembrando-lhe de uma outra boa razão para a proibição contra a tortura, “caso não seja pelo motivo que a Humanidade a repudia.
Destina-se a proteger meu filho no exército.
É por isso que nós temos esses tratados. Então, quando americanos são capturados, eles não são torturados.
Essa é a razão, caso alguém a tenha esquecido”.
John Hutson, um dos principais advogados da marinha dos EUA de 1997 a 2000, disse ao “NYT” temer que tal tratamento ponha em risco no futuro americanos.
“O problema é que, uma vez que você tenha uma opinião legal dizendo que tal técnica é OK, o que acontece quando um dos seus é capturado e eles fazem isso com ele?
Como nós protestamos, então?”


ANTONIO PIMENTA
http://www.horadopovo.com.br/2007/outubro/2609-10-10-07/P7/pag7a.htm

domingo, 15 de junho de 2008

CRIMINOSOS DE GUERRA


Falou e disse


"Não há um candidato mais apropriado para o título de principal criminoso de guerra que George W. Bush.
O único que se aproxima disso é Tony Blair (ex-primeiro-ministro do Reino Unido). Ambos são desprezíveis"“Bush deveria ser detido e enviado a Guantánamo --base e prisão dos EUA em Cuba-- onde apodreceria para sempre".
Harold Pinter, Nobel de Literatura

sábado, 31 de maio de 2008

FIDEL DESAFIA CALUNIADORES IMPERIALISTAS


FIDEL DESMENTE FORBES

“Desafio-os a que demonstrem que eu tenho um só dólar!”

O presidente Fidel Castro desafiou e instou Bush, a CIA, os 33 organismos da Inteligência dos Estados Unidos, os milhares de bancos existentes no mundo e os “serventes” da revista Forbes, que lhe atribuem uma fortuna de US$ 900 milhões, que demonstrem que ele tem um só dólar no exterior.


Se conseguirem uma só prova, disse que lhes ofereceria tudo que pretenderam e não conseguiram ao longo de quase meio século, durante o qual, têm tentado destruir a Revolução, assassiná-lo por meio de centenas de planos de atentados. Dou-lhes de presente tudo que têm pretendido”, afirmou, “e que se deixem de histórias e de bobagem. Tentem encontrar uma conta, um só dólar”, sublinhou.

“Se provam que eu tenho um só dólar, demito-me do meu cargo e das responsabilidades que tenho. Já não precisariam de planos, nem de transições, se provassem que tenho um só dólar”, manifestou enfaticamente o líder da Revolução cubana.

“Meteram-se em problemas com todas essas mentiras e esse nó górdio é preciso desatá-lo e, com certeza, vamos desatá-lo”, referiu-se à publicação norte-americana que lhe atribui os benefícios das empresas públicas da Ilha.

Para que eu estaria querendo dinheiro, se vou fazer 80 anos e outrora nunca quis?, perguntou.
E depois enfatizou que, durante sua vida, se entrincheirou nos princípios e nunca abriu mão deles.

Disse que esteve fazendo as contas do número de malas que teria precisado para levar esse dinheiro e comentou que teria necessitado por volta de mil.
“Quem levou? Em que avião? Que escolta carregou? Como é possível que eu tirasse dinheiro por tantos anos? São burros, à parte dos argumentos morais que derivam disso”.

“É simplesmente um xingamento”, afirmou.
Denunciou que querem assemelhá-lo aos ladrões que eles próprios amamentaram.
“Onde está o dinheiro de Mobutu? Onde está o dos Somoza? referiu que, nos Estados Unidos, há centenas de biliões de dólares roubados, através dos bancos americanos. Aí estão, procurem as listas e publiquem-nas”, salientou.

Fidel expressou que “ainda mais horrível que ‘mostrar’ a gente roubando é mostrá-la traindo os mortos, os que morreram no ataque ao quartel Moncada, na expedição do iate Granma, na serra Maestra, em Escambray, na Baía dos Porcos, nas missões internacionalistas ou defendendo o país das acções terroristas. É como trair gerações inteiras que combateram” frisou.

Acrescentou que o que os bandidos da Forbes deveriam publicar é o recorde olímpico dele, ao ser ao longo da história, a pessoa contra quem mais atentados planejou o mais poderoso império da Terra.

Destacou que, enquanto são publicadas tais infâmias contra Cuba e seus líderes, o país está trabalhando num programa que tornará possível que milhões de latino-americanos sejam operados à vista.

Referiu-se aos milhares de pacientes que se beneficiaram da Operação Milagre e perguntou o que pensariam essas pessoas quando lerem os jornais com notícias de que ele possui essa riqueza.
“É uma campanha para me mostrar como um ladrão”, disse.

E acrescentou que “isso tem um objectivo: anular Cuba, mostrar Castro como um ladrão para ninguém reconhecer nada do que fazemos a favor do mundo, ainda quando em nosso país há 25 mil profissionais da saúde que trabalham gratuitamente num número considerável de países.

“E isso tudo, porque dispomos de capital humano, e com certeza, contamos com US$ 100 bilhões em capital humano”, ressaltou.

Leu algumas notícias divulgadas em várias publicações que repetiram a infâmia da Forbes, e assinalou aesse respeito que, enquanto propositadamente publicam mentiras, não falam nada dos cerca de 20 mil estudantes latino-americanos de medicina que se formam em Cuba; ou de que neste país se formarão por volta de 100 mil médicos, nos próximos anos.

FORBES: LIBELO A SERVIÇO DO IMPÉRIO

As infâmias e mentiras propaladas pela revista Forbes, libelo ao serviço do império, a respeito do presidente cubano, foram desmentidas com verdades irrefutáveis expostas, no dia 15, à noite, ao nosso povo e ao mundo, por um grupo de personalidades importantes, que o acompanharam durante a apresentação especial, transmitida por rádio e televisão, em Havana.

Foi posto a descoberto o complô da publicação e do seu director com o presidente George W. Bush e a sua política obstinada anticubana e os serviços secretos dos Estados Unidos e o servilismo dos media aos ditames de Washington.

Com sólidos argumentos e razões, todos os participantes da Mesa-Redonda demonstraram que o império fica com raiva dos avanços de uma Revolução imaculada, honesta, justa e transparente, como a que se leva a cabo no nosso país.

No início da sua apresentação especial, Fidel confessou que sentia nojo pela mentira publicada no libelo, ao inclui-lo numa lista de governantes que amassavam vultosas fortunas pessoais, em meio de monarcas e ditadores.

Há mais de um ano, em 17 de março de 2005, referiu-se à infame publicação, mas naquele momento, preferiu encaminhar oseu discurso para um fato de importância transcendental para nosso povo: a revalorização do peso.

Relembrou que, noutra ocasião, ao responder aos depoimentos falazes do presidente dos Estados Unidos, diante de seus parceiros da máfia cubana de Miami, acerca de que o comércio com Cuba “somente encheria os bolsos de Castro e de seus sequazes”, manifestou:
“Não nasci completamente pobre. Meu pai possuía milhares de hectares de terra. Quando da vitória da Revolução, todas essas terras foram entregues aos operários e camponeses. Tenho a honra de poder afirmar que não possuo um só dólar. Toda minha fortuna, sr. Bush, cabe no bolso de sua camisa. Se um dia qualquer, precisasse guardá-la num lugar bem protegido de ataques preventivos e improvisados, rogaria que me emprestasse, e se for muita, vou doá-a a você de antemão, para pagar o aluguer.”

Além disso, assinalou que, no passado ano, Bush e as autoridades foram apanhados cometendo uma falta séria, ao protegerem o terrorista Luis Posada Carriles e somente a duras penas — não Bush, mas outros funcionários — tiveram que admitir que as denúncias de Cuba a respeito da acolhida do criminoso nos Estados Unidos eram certas e irrefutáveis.

A ofensa lançada pela revista Forbes foi reiterada novamente numa data recente e a mídia dependente do império noticiou.
Fidel advertiu que pusessem as barbas de molho e comparou, com termos do beisebol, a tarefa de desvendar a mentira com uma rebatida frente a um arremesso fraco, em que a bola sairia fora dos limites do campo, pelo jardim central.

Fidel explicou que, para desmascarar as calúnias, pensou: “Vou ficar diante do povo para me defender dessa porcaria?”
Julgou, contudo, que era conveniente conceder a palavra a várias personalidades que poderiam ilustrar diversos aspectos referidos ao assunto:
O ministro-presidente do Banco Central de Cuba, Francisco Soberón, a quem qualificou como um dos homens mais honestos que ele tinha conhecido; o ministro da Cultura, Abel Prieto, que teve contacto permanente com os movimentos sociais e intelectuais que resistem ao império; os cientistas Concepción Campa, criadora principal da vacina contra a meningite tipo B, e Agustín Lage, que à frente do Centro de Imunologia Molecular elaborou fármacos promissores contra o câncer, e o historiador Eusebio Leal, promotor do enorme empreendimento de resgatar a Havana Velha, e sumidade mundial quanto à remodelação de cidades históricas.

COMPLÔ DA EXTREMA DIREITA E DA CIA

Soberón ofereceu o perfil do dono da revista, Steve Forbes: um homem da extrema direita, associado aos presidentes Ronald Reagan e George Bush pai na desestabilização do antigo bloco socialista europeu.
Um empresário estadunidense rico, muito interessado em conhecer a origem de fortunas alheias, mas relutante em expor publicamente donde provém a sua, que ultrapassa US$ 1,83 biliões.
Ao demonstrar os métodos grosseiros e muito inconsistentes empregues para calcular a fortuna inexistente do líder da Revolução Cubana, o ministro-presidente do Banco Central de Cuba sugeriu, entre outras questões, que Forbes podia atribuir a George W. Bush 10% dos US$ 50 bilhões que são lavados anualmente de maneira impune nos bancos norte-americanos, provenientes do narcotráfico e do crime organizado, a mesma percentagem de multas e subornos dos US$ 280,25 bilhões que custou ao contribuinte norte-americano a agressão contra o Iraque.
Em vez de dedicar-se a difundir colossal mentira, com a qual quer macular a trajectória impoluta do líder da Revolução, a revista deveria pesquisar e publicar dados sobre os manejos sujos de Bush para aumentar a sua fortuna, como é o caso provado da compra e venda do time de beisebol dos Rangers, do Texas, e seu estádio, sobre sua responsabilidade pelas irregularidades financeiras da petroleira Harken Energy e sobre suas relações com a corporação Enron, protagonista da maior fraude na história recente dos EUA.

Como uma prova contundente da confiança de muitos no mundo no sistema cubano, o ministro do Banco Central anunciou que essa instituição conseguiu, recentemente, colocar na Bolsa Profissional de Valores de Londres, uma emissão de bónus, no valor de 400 milhões de euros, a pagar num ano com 7% de juros, os quais foram completamente comprados por bancos estrangeiros e cubanos, na mesma data de sua emissão.

Soberón salientou que “nos últimos nove anos, Cuba pagou importações no valor de US$ 44 biliões, entre as quais, se encontram as divisas recebidas pelo Cimex, pela venda de vacinas e as verbas que arrecada o Palácio das Convenções e outras quantias que aumentam nossas contas para despesas da nação que incluem a educação, a saúde, a previdência, a defesa interior e a reserva para enfrentar catástrofes climáticas e epidemias naturais ou introduzidas pelo inimigo.

“Na nossa economia, muito bem planificada e que conta com um sistema bancário nacional que maneja todas as divisas, é absolutamente impossível que uma pessoa da mais alta esfera do país possa dispor de contas no exterior”, sublinhou.

Completou sua intervenção ao afirmar: “Com absoluta autoridade moral e olhando de frente para o nosso povo e à opinião pública, afirmamos que o seu máximo líder constitui um exemplo de dignidade e pulcritude”.

A MENTIRA COMO ARMA DO PODER DA MÍDIA

“Erraram na escolha do milionário”, comentou ironicamente Abel Prieto a pretensão da revista Forbes ao incluir Fidel em sua lista de magnatas governantes.
O ministro da Cultura referiu-se à longa cadeia de calúnias e mentiras, à qual recorreu sistematicamente o imperialismo para desprestigiar aqueles que não se submetem a seu projecto hegemônico.
Entre os muitos e ilustrativos exemplos do uso da mentira como arma do poder da mídia, Abel comparou o escândalo, em 1986, que inventou uma ficha do “suposto poeta e suposto inválido” de Armando Valladares, premiado por Reagan com a nomeação de embaixador dos EUA na Comissão de Direitos Humanos em Genebra, com o silêncio que impediu que se soubesse a verdade a respeito do que investigou o activista salvadorenho Herbert Anaya, em torno dos crimes e torturas que se cometeram em La Esperanza: nenhum órgão da grande media quis publicar o relatório nem difundir o vídeo com os depoimentos das vítimas.

Tal prática de desinformação ganhou magnitude invulgar durante a actual administração norte-americana, como demonstram as mentiras que justificam a agressão ao Iraque e o assassinato, em Bagdad, do operador de câmara espanhol José Couso e de outros jornalistas.

O ministro da Cultura disse que, apesar do exercício da mentira, vai se abrindo cada vez mais caminho à verdade e ao pensamento emancipado.
Nesse sentido, considerou que seria muito útil a leitura do livro Cien horas con Fidel, conversações com Ignacio Ramonet, que estava entre os convidados ao comparecimento no estúdio da televisão.
O livro, na sua edição cubana, foi lançado em Havana.

“Viemos acusar aqueles que roubam e mentem”, resumiu o importante cientista Agustín Lage.


“Não precisamos de defender-nos, Fidel é defendido pela sua obra, pela sua ética, pela coerência de toda sua vida”, ressaltou.

Segundo o deputado à Assembléia Nacional do Poder Popular, a nova calúnia espelha a conduta durante décadas dos adversários ideológicos da Revolução, e constitui um verdadeiro insulto ao povo cubano, pois deviam ter pensado que nos convertemos num país de tolos ou de covardes para eles imaginarem que os cubanos não temos memória histórica e permitirmos ter à frente da nação um líder capaz de roubar e enriquecer-se.
Este povo lutou com as armas para derrubar os políticos corruptos do capitalismo e Fidel foi um dos primeiros a pegar as armas para pôr fim a tais desmandos.

Lage, director de um dos centros do Pólo Científico, no oeste da capital, sublinhou que o texto publicado por Forbes evidencia, em primeiro lugar, a ignorância absoluta a respeito da realidade cubana, pois, por exemplo, a empresa Medicuba, referida como uma das presumíveis fontes de receitas pessoais do presidente, não inclui, entre suas actividades, a venda de medicamento algum no exterior, nem de nenhum outro remédio da biotecnologia.

Indicou que “o que se pode ler entrelinhas, no artigo do referido libelo, é que reconhecem que a indústria biotecnológica criada e desenvolvida por Cuba obtém receitas consideráveis, quando muitas companhias no mundo não conseguem ser rentáveis por meio da comercialização de suas produções. Por exemplo, nos Estados Unidos, 70% das empresas do sector sobrevivem e obtêm ganhos por meio da especulação financeira e de outros negócios.
Nem um só centavo dos lucros obtidos no sector vai parar à fortuna pessoal de pessoa nenhuma. Somente, entre 1980 e 1990, foi libertado mais de um bilião de dólares para os investimentos da infra-estrutura no ramo da biotecnologia.

Além disso, fábricas com tecnologia cubana já foram montadas na Índia e na China”, afirmou Agustín Lage.

As divisas obtidas permitem também financiar os programas de assistência da saúde ao nosso povo.
“Se não for assim, não se poderia falar de que as crianças cubanas são imunizadas contra 13 doenças mediante vacinas aplicadas de graça; nem tampouco de que todos os doentes com SIDA são submetidos à tripla terapia”, explicou.

Da mesma maneira, os lucros obtidos das vendas no exterior são empregues no desenvolvimento da pesquisa científica, a qual precisa de aparelhos muito custosos, encarecidos pelo efeito das leis extra territoriais ditadas pelo governo dos Estados Unidos e pela perseguição de suas autoridades a qualquer empresa disposta a comercializar com nosso país.

Lage precisou que “neste momento, estão sendo implementados mais de 150 projectos de pesquisa e há mais de 900 patentes, em consequência da actividade científica neste sector. Acrescenta-se a isso, o aumento das contribuições da indústria biotecnológica para o Orçamento do Estado”.

“O inimigo é perverso, porém não tolo. Sabe que Cuba, sendo um ícone, é preciso isolá-la e impedir, a qualquer preço, todos seus sucessos. O ataque a Fidel é um ataque à Revolução, aos alicerces de nosso sistema político, às concepções cubanas do desenvolvimento económico”, disse Lage.

A RIQUEZA DAS VIRTUDES

Eusebio Leal, historiador da Cidade, prestou depoimento inédito a respeito do desprendimento e desinteresse pelos bens materiais que caracterizam Fidel Castro.
Durante muitos anos, guardou silêncio dessas vivências pessoais, mas agora é que pôde revelar: Entre 1991 e 1995, foi incumbido pessoalmente por Fidel de distribuir 11.687 presentes recebidos de 133 países, pelo presidente dos Conselhos de Estado e de Ministros. Entre esses bens, encontram-se pinturas, jóias, pedras preciosas, obras em marfim, tapetes valiosos, armas antigas, roupas, mobília, máquinas fotográficas, peças pessoais...

Apesar da pertinácia de Leal, que, como historiador teria preferido mostrar tais objectos como colecção relacionada com Fidel, o presidente Fidel Castro — contou Eusebio — deu a ordem expressa de entregar todas essas peças a centros culturais e a pessoas necessitadas, sem aparecer uma só nota pública referida à doação.
Somente nos registros dos museus e de outros centros beneficiados aparece a confirmação da sua procedência.

Se não for pela nova calúnia imperialista, com certeza, Leal não teria contado que o museu numismático recém-inaugurado conta com peças equivalentes a mil onças de ouro, doadas por Fidel, entre elas, 920 moedas norte-americanas de diferentes períodos históricos.

Eusebio lembrou que esse sentido de austeridade e o exemplo pessoal têm sido traços que caracterizam Fidel durante toda sua vida.


Foi assim que aconteceu no período da luta insurreccional, quando resolveu dar em penhor bens pessoais para custear o combate, antes que pedir dinheiro para outros ou utilizar os recursos de seus pais.
Comportamento semelhante manteve a família Castro Ruz, quando uns meses depois da vitória da Revolução, cedeu suas terras da área de Birán.

“O exemplo de desinteresse, austeridade, desprendimento pessoal, generosidade e ética de Fidel animou os mais novos, que nesse momento resolveram acompanhá-lo e hoje e amanhã, estão dispostos a fazê-lo”, assinalou Leal.
Acrescentou que, de seu valor como ser humano, é bom salientar que nunca abandonou nenhum companheiro na luta, a sua elevada exigência consigo mesmo e o esforço especial em salvaguardar o património cultural da nação, em que obteve classificação de excelente no resgate material, social e espiritual da Havana Velha.

Para a membro do Bureau Político e directora do Instituto Finlay, a doutora Concepción Campa, as mentiras da Forbes evidenciam que os nossos inimigos são incapazes de compreender aqueles que nunca consideraram nem considerarão o dinheiro como se fossem Deus.
Disse que Fidel soube ensinar que não é mais rico aquele que mais tem, senão aquele que necessita menos.
Contudo, os autores de guerras de agressão que deixam vestígios por longo tempo, como os da guerra no Vietname, onde continuam nascendo bebés com deformações congénitas, devido ao emprego do agente laranja há mais de 30 anos, dificilmente compreenderão isso.

A notável cientista salientou a ajuda solidária de nosso país a muitas nações, por meio do envio de vacinas, sem lhe importar a posição política dos governos de turno nesses países.
Prova disso foi a doação feita ao povo uruguaio, em 2002, para fazer face a uma epidemia de meningite meningocócica, quando as autoridades desse Estado sul-americano aderiam aos planos do império de condenar Cuba na Comissão de Direitos Humanos das Nações Unidas.

Ver também:
2006 -
Quem é Forbes?
2005 -
Forbes y la fortuna de Fidel Castro

terça-feira, 13 de maio de 2008

O MUNDO ESTÁ MUDO

Hora de romper relações com Israel

“Até quando o seqüestro de um soldado israelense poderá justificar o seqüestro da soberania palestina?

Até quando o seqüestro de dois soldados israelenses poderá justificar o seqüestro de todo Líbano?

Até quando continuará correndo sangue para que a força justifique o que o direito nega?


Esta matança de agora, que não é a primeira e nem será, receio, a última, ocorre em silêncio.

O mundo está mudo?

Até quando seguirão soando em sinos de madeira as vozes da indignação?


Destina-se US$ 2,5 bilhões, a cada dia, para os gastos militares.


A miséria e a guerra são filhas do mesmo pai: como alguns deuses cruéis, come os vivos e os mortos.


Até quanto continuaremos aceitando que este mundo enamorado da morte é nosso único mundo possível?”
(Eduardo Galeano).


(Foto: Participantes da unitária, plural e solidária passeata em São Paulo, o domingo dia 6 de agosto de 2006, contra o bárbaro genocídio no Líbano).


“Sobretudo, sejam sempre capazes de se indignar contra qualquer injustiça cometida contra qualquer pessoa em qualquer parte do mundo. Esta é a qualidade mais linda de um revolucionário”. Carta de Ernesto Che Guevara aos seus cinco filhos.


Além da forte indignação humana contra o bárbaro genocídio no Líbano, os mais de 10 mil participantes da unitária, plural e solidária passeata em São Paulo neste domingo, dia 6, apresentaram como proposta concreta a exigência de que o Brasil rompa as relações diplomáticas com o Estado terrorista de Israel.
A cobrança das forças políticas e sociais que organizaram o protesto é plenamente justificada. Afinal, o que ocorre nesta região afronta todas as normas do direito internacional e representa um dos episódios mais tristes de agressão a uma nação soberana e de extermínio de um povo. Parece que os sionistas israelenses desejam repetir, com requintes de crueldade, a triste história do holocausto nazista contra o povo judeu.
Segundo informações oficiais, até o último dia 2 já morreram 200 crianças e 828 adultos libaneses, outros 3,2 mil ficaram feridos e um quarto da população do país – quase um milhão de pessoas – foi desalojado de suas casas pelos intensos bombardeios.
A ofensiva é implacável.
Além dos ataques aéreos, cerca de 10 mil soldados israelenses ocuparam cinco áreas ao sul do Líbano.
Toda a infra-estrutura do Líbano – redes de transmissão de energia,
reservatórios de água,
o aeroporto central,
rodovias e pontes – está sendo alvo da destruição, o que agrava ainda mais a situação deste sofrido povo.
Hospitais estão sem energia elétrica para realizar cirurgias, falta água em várias cidades e não há rotas seguras de fuga.
A devastação é total.
Do lado israelense, em três semanas de combate morreram 37 militares e 19 civis – o que prova a enorme desproporção desta “guerra”.
As justificativas apresentadas pelos nazi-sionistas também são escandalosas.
Alegaram que a criminosa ofensiva decorreu do “seqüestro” de dois soldados israelenses por militantes do Hezbollah, em 12 de julho.
Nunca a captura de tropa inimiga foi desculpa para uma ação desta magnitude.
A versão alardeada na mídia burguesa foi a de que o grupo libanês fez o seqüestro em território de Israel.
Fontes independentes, porém, garantem que o serviço de inteligência militar sionista (Aman) invadiu a região libanesa de Aita-al-Shaab e que seus soldados foram atacados e capturados pelo Hezbollah.
A mesma desculpa serviu como pretexto para a bárbara invasão do território palestino em junho passado.
Após o seqüestro do soldado Gilat Shalit – que o grupo Hamas pretendia trocar por 150 mulheres e 350 menores presos em Israel, sem julgamento –, o Estado terrorista de Israel bombardeou o país, prendeu um terço do Parlamento Palestino e vários ministros (inclusive o seu chanceler, Mahmoud Zahar), ameaçou publicamente assassinar o primeiro-ministro palestino Ismail Haniyeh e ainda anunciou sua pretensão de realizar ataques aéreos e navais contra a Síria, acusada de abrigar líderes do Hamas.
Ou seja: num curto espaço de tempo, os nazi-sionistas agridem o Líbano e a Palestina e ainda ameaçam a Síria e o Irã.
Daí a justa indignação do escritor Eduardo Galeano. “Até quando o seqüestro de um soldado israelense poderá justificar o seqüestro da soberania palestina? Até quando o seqüestro de dois soldados israelenses poderá justificar o seqüestro de todo Líbano? Até quando continuará correndo sangue para que a força justifique o que o direito nega? Esta matança de agora, que não é a primeira e nem será, receio, a última, ocorre em silêncio. O mundo está mudo? Até quando seguirão soando em sinos de madeira as vozes da indignação? Destina-se US$ 2,5 bilhões, a cada dia, para os gastos militares. A miséria e a guerra são filhas do mesmo pai: como alguns deuses cruéis, come os vivos e os mortos. Até quanto continuaremos aceitando que este mundo enamorado da morte é nosso único mundo possível?”.

Marionete dos EUA
Na verdade, a desculpa da “legítima defesa” visa escamotear os planos expansionistas de Israel – e do seu tutor, os EUA.
Como adverte reportagem da Carta Capital, a captura de soldados nunca gerou ações tão destrutivas.
“Em 1985, o governo do Likud trocou 1.150 prisioneiros por três soldados israelenses. Há pouco mais de dois anos, aceitou libertar 430 prisioneiros palestinos e árabes em troca de um empresário e coronel da reserva seqüestrado pelo Hezbollah”.
Além disso, o Exército de Israel sempre se utilizou do seqüestro e de outros métodos bárbaros.
Dias antes do recente ataque à Palestina, ele seqüestrou dois civis de suas casas em Gaza. Pouco antes, assassinou 90 palestinos – entre eles, sete membros de uma família que fazia piquenique na praia, incluindo três crianças e uma mulher grávida.
O pretexto é esfarrapado!

A razão do genocídio atual é que Israel não aceita a viabilização de qualquer acordo nesta região e que os EUA estão perdendo o controle desta área estratégica, rica em petróleo e decisiva no tabuleiro geopolítico mundial.
No momento em que o próprio Hamas discutia a possibilidade de aceitar a existência do Estado de Israel como única forma de viabilizar a paz duradoura, os violentos ataques abalam estas esperanças, atiçam o conflito e fortalecem os planos expansionistas dos nazi-sionistas. Como lembrou o jornal Avante, do Partido Comunista de Portugal, esta pretensão é bastante antiga.
Documento de 1957, elaborado pelo primeiro-ministro David Ben Gourion (1948-63), já pregava a ocupação de territórios palestinos e árabes.

Outro texto mais recente, de julho de 1996, intitulado “ruptura limpa: a nova estratégia para a segurança”, defendia abertamente “a anulação dos acordos de paz de Oslo; a eliminação de Iasser Arafat; a anexação dos territórios palestinos; a derrubada de Saddam Hussein no Iraque para desestabilizar a Síria e o Líbano; o desmantelamento do Iraque; e a utilização de Israel como base complementar do programa dos EUA de guerra das estrelas”.
Como se observa, além de sua obsessiva ambição, Israel sempre serviu aos interesses ianques.
Agora, com a generalização do conflito na região, George Bush usa sua marionete para emplacar o “plano de reestruturação do Oriente Médio”, com a rendição dos países que integram o “eixo do mal”.
Não é para menos que os EUA não aceitam qualquer recuo de Israel nesta ofensiva assassina e rejeitam as propostas de cessar-fogo da ONU.
“Não vejo qualquer interesse na diplomacia se for para voltar ao status quo anterior entre Israel e Líbano. Penso que isso seria um erro. O que nós estamos presenciando, de certa forma, é um começo, são as dores do parto de um novo Oriente Médio”, explicitou a cínica e abjeta serial killer Condoleezza Rice, secretária de Estado dos EUA.
O plano expansionista da “reestruturação” já está em curso, incluindo o “porrete diplomático”, o envio de armas ianques de última geração a Israel e ainda o veneno ideológico da mídia burguesa.
Líbano e Palestina já foram covardemente agredidos; em 28 de junho, aviões israelenses invadiram o espaço aéreo da Síria, inclusive sobre a área do palácio presidencial de Bashar Assad; já o Iraque está sob ocupação das tropas ianques; e o Irã sofre todo tipo de provocações.

A pressão internacionalista
Diante desta escalada, a reação mundial está crescendo, embora ainda muito aquém das necessidades.
As manifestações de repúdio à violência nazi-sionista são maiores na própria região.
Já na Europa ocorreram passeatas e atos em vários países.
Até em Israel, grupos pacifistas exigem o cessar fogo e a retomada das negociações de paz. Na América Latina, a ação mais contundente foi tomada pelo governo venezuelano.
O presidente Hugo Chávez ordenou a retirada do seu embaixador em Israel, porque causa indignação ver como esse Estado continua bombardeando e esquartejando inocentes com os aviões gringos que eles têm. Como se explica que o mundo olhe isso de braços cruzados, que não faça nada para frear este horror?”.
O governo de Cuba também emitiu duro comunicado exigindo o imediato cessar-fogo. Segundo sua nota oficial, “a responsabilidade por esta selvagem agressão contra a população civil libanesa, que constitui um ato de terrorismo de Estado, é de quem apóia econômica e militarmente o agressor e de quem atua como vassalos servis e cúmplices. O governo americano, com o seu veto, impediu o Conselho de Segurança da Organização das Nações Unidas de atuar. A sua pública e criminosa oposição à exigência de um cessar-fogo abortou outras iniciativas de paz. A União Européia, com raras exceções, serve de cúmplice e aceita as brandas declarações impostas pelo Império do outro lado de Atlântico”.
Já o governo Lula enviou carta ao secretário-geral da Organização das Nações Unidas, Kofi Annan, na qual manifesta explícita condenação aos ataques de Israel.
“O Brasil se sente diretamente atingido pela violência contra civis na região, que já vitimou sete cidadãos brasileiros, inclusive crianças. Repudiamos o terrorismo, não importa sob que justificativa, mas não podemos deixar de condenar, nos termos mais veementes, a reação desproporcional e o uso excessivo da força que tem resultado na morte de grande número de civis, inclusive mulheres e crianças, e na destruição da infra-estrutura do Líbano”, afirma o comunicado.
O Mercosul também rejeitou a assinatura de um tratado de “livre comércio” com Israel.
Apesar de positiva, a manifestação do governo Lula é insuficiente diante da radicalização do genocídio.
A proposta de retirar o embaixador brasileiro de Israel, num sinal de rompimento das relações diplomáticas, já seria cabível.
Afinal, o Estado sionista já desrespeitou 46 resoluções da ONU condenando Israel.
“Até quando o governo israelense exercerá o privilégio de ser surdo?
As Nações Unidas recomendam, mas não decidem.
Quando decide, a Casa Branca impede que decida, porque tem direito de veto.
A Casa Branca vetou, no Conselho de Segurança, 40 resoluções que condenavam Israel.
Até quando as Nações Unidas continuarão atuando como se fossem o outro nome dos Estados Unidos?”, indaga Eduardo Galeano.

Segundo Marjorie Cohn, integrante da Associação de Juristas dos EUA, a ação de Israel no Líbano é uma flagrante violação de todas as leis de guerra, incluindo a Quinta Convenção de Haia, de 1907 (artigo 50), a Quarta Convenção de Genebra sobre a proteção de civis em tempo de confrontos, de 1949 (artigo 33) e o Protocolo I de 1977, sobre a proteção de vítimas de conflitos internacionais armados (artigo 75).
Mais do que as normas jurídicas, as fotos de centenas de crianças destroçadas pelos bombardeios, publicadas no Portal Vermelho, reclamam uma ação urgente contra o Estado terrorista e bandido de Israel.

No atual conflito, os sionistas nem sequer respeitam o direito brasileiro de retirar os seus compatriotas da região em guerra.
O próprio ministro das Relações Exteriores, Celso Amorim, queixou-se à mídia de que o governo de Israel não ofereceu qualquer garantia para que os brasileiros e seus descendentes atravessem a fronteira em segurança, o que tem criado enormes dificuldades ao transporte. Diante destes fatos, José Reinaldo de Carvalho, secretário de relações internacionais do PCdoB, avalia que se “justifica que cresça o clamor pela retirada de nossa embaixada daquele país”.
Esse foi exatamente o clamor dos presentes na passeata em São Paulo, que deve incentivar uma massiva campanha de solidariedade no Brasil inteiro.

Altamiro Borges é jornalista, membro do Comitê Central do PCdoB, editor da revista Debate Sindical e autor do livro “As encruzilhadas do sindicalismo” (Editora Anita Garibaldi, 2ª edição).
[Artigo enviado a www.galizacig.com polo autor, 07/08/2006]
Actualidade GalizaCIG