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sábado, 12 de setembro de 2009

MANIFESTO DE GANDHI

Mohandas Karamchand Gandhi (1869-1948), mais conhecido como Mahatma Gandhi, foi o grande líder hindu na luta pela independência da Índia do colonialismo inglês.

Com sua filosofia de não-violência, tornou-se conhecido e admirado internacionalmente.Trata-se simplesmente de uma das grandes almas reencarnadas na terra do Ganges, com a missão de espalhar os ideais da paz entre os homens.


Sem dúvida alguma, Gandhi foi um avatar* enviado para ensinar aos homens da Terra as artes de Shanti**.


"A única revolução possível é dentro de nós"


Não é possível libertar um povo, sem antes, livrar-se da escravidão de si mesmo.


Sem esta, qualquer outra será insignificante, efêmera e ilusória, quando não um retrocesso.


Cada pessoa tem sua caminhada própria.


Faça o melhor que puder.


Seja o melhor que puder.


O resultado virá na mesma proporção de seu esforço.


Compreenda que, se não veio, cumpre a você (a mim e a todos) modificar suas (nossas) técnicas, visões, verdades, etc.


Nossa caminhada somente termina no túmulo.Ou até mesmo além...


Segue a essência de quem teve sucesso em vencer um império...


PENSAMENTOS MAHATMA GANDHI sintoniasaintgermain sintonia saint germain

"A minha fé mais profunda é que podemos mudar o mundo

pela verdade e pelo amor."

Gandhi


"Quem busca a verdade,quem obedece a lei do amor,


não pode estar preocupado com o amanhã".


( MAHATMA GANDHI)


"A alegria está na luta, na tentativa, no sofrimento envolvido.


Não na vitória propriamente dita".


( MAHATMA GANDHI)


Mohandas Karamchand Gandhi (Devanagari मोहनदास करमचन्‍द गान्‍धी), mais conhecido popularmente por Mahatma Gandhi ("Mahatma", do sânscrito "A Grande Alma") (Porbandar, 2 de Outubro de 1869Nova Déli, 30 de Janeiro de 1948) foi um dos idealizadores e fundadores do moderno estado indiano e um influente defensor do Satyagraha (princípio da não-agressão, forma não-violenta de protesto) como um meio de revolução. (Ver também: Mahatmas).
O princípio do satyagraha, freqüentemente traduzido como "o caminho da verdade" ou "a busca da verdade", também inspirou gerações de ativistas democráticos e anti-racismo, incluindo Martin Luther King e Nelson Mandela. Freqüentemente Gandhi afirmava a simplicidade de seus valores, derivados da crença tradicional hindu: verdade (satya) e não-violência (ahimsa).


Manifesto de Gandhi sobre os judeus na Palestina*



M. K. Gandhi
Harijan, 26 de novembro de 1938

In M.K.Gandhi, My Non-Violence
Editado por Sailesh K. Bandopadhaya
Navajivan Publishing House
Ahmedabad, 1960

Recebi muitas cartas solicitando a minha opinião sobre a questão judaico-palestina e sobre a perseguição aos judeus na Alemanha. Não é sem hesitação que ouso expor o meu ponto-de-vista.(1)
Na Alemanha as minhas simpatias estão todas com os judeus. Eu os conheci intimamente na África do Sul. Alguns deles se tornaram grandes amigos. Através destes amigos aprendi muito sobre as perseguições que sofreram. Eles têm sido os "intocáveis" do cristianismo; há um paralelo entre eles, e os "intocáveis" dos hindus. Sanções religiosas foram invocadas nos dois casos para justificar o tratamento dispensado a eles. Afora as amizades, há a mais universal razão para a minha simpatia pelos judeus.

No entanto, a minha simpatia não me cega para a necessidade de Justiça.
O pedido por um lar nacional para os judeus não me convence.
Por que eles não fazem, como qualquer outro dos povos do planeta, que vivem no país onde nasceram e fizeram dele o seu lar?
(2)
A Palestina pertence aos palestinos, da mesma forma que a Inglaterra pertence aos ingleses, ou a França aos franceses.
É errado e desumano impor os judeus aos árabes. O que está acontecendo na Palestina não é justificável por nenhuma moralidade ou código de ética. Os mandatos não têm valor. Certamente, seria um crime contra a humanidade reduzir o orgulho árabe para que a Palestina fosse entregue aos judeus parcialmente ou totalmente como o lar nacional judaico.


O caminho mais nobre seria insistir num tratamento justo para os judeus em qualquer parte do mundo em que eles nascessem ou vivessem. Os judeus nascidos na França são franceses, da mesma forma que os cristãos nascidos na França são franceses.


Se os judeus não têm um lar senão a Palestina, eles apreciariam a idéia de serem forçados a deixar as outras partes do mundo onde estão assentados? Ou eles querem um lar duplo onde possam ficar à vontade?(3)



Este pedido por um lar nacional oferece várias justificativas para a expulsão dos judeus da Alemanha.


Mas a perseguição dos alemães aos judeus parece não ter paralelo na História.


Os antigos tiranos nunca foram tão loucos quanto Hitler parece ser.



E ele está fazendo isso com zelo religioso. Ele está propondo uma nova religião de exclusivo e militante nacionalismo em nome do qual, qualquer atrocidade se transforma em um ato de humanidade a ser recompensado aqui e no futuro. Os crimes de um homem desorientado e intrépido, estão sendo observados sob o olhar da sua raça, com uma ferocidade inacreditável.(4)


Se houver sempre uma guerra justificável em nome da humanidade, a guerra contra a Alemanha para prevenir a perseguição desumana contra uma raça inteira seria totalmente justificável. Mas eu não acredito em guerra nenhuma. A discussão sobre a conveniência ou inconveniência de uma guerra está, portanto, fora do meu horizonte. Mas se não pode haver guerra contra a Alemanha, mesmo por crimes que estão sendo cometidos contra os judeus, certamente não pode haver aliança com a Alemanha. Como pode haver aliança entre duas nações que clamam por justiça e democracia e uma se declara inimiga da outra? Ou a Inglaterra está se inclinando para uma ditadura armada, e o que isso significa?
A Alemanha está mostrando ao mundo como a violência pode ser eficientemente trabalhada quando não é dissimulada por nenhuma hipocrisia ou fraqueza mascarada de humanitarismo; está mostrando como é hediondo, terrível e assustador quando isso aparece às claras, sem disfarces. Os judeus podem resistir a esta organizada e desavergonhada perseguição? Existe uma maneira de preservar a sua auto-estima e não se sentirem indefesos, abandonados e infelizes? Eu acredito que sim. Ninguém que tenha fé em Deus precisa se sentir indefeso, ou infeliz. O Jeová dos judeus é um Deus mais pessoal que o Deus dos cristãos, muçulmanos ou hindus, embora realmente, em sua essência, Ele seja comum a todos. Mas como os judeus atribuem personalidade a Deus e acreditam que Ele regula cada ação deles, estes não se sentiriam desamparados.
Se eu fosse judeu e tivesse nascido na Alemanha e merecido a minha subsistência lá, eu reivindicaria a Alemanha como o meu lar, do mesmo modo que um "genuíno" alemão o faria, e desafiaria qualquer um a me jogar na masmorra; eu me recusaria a ser expulso ou a sofrer discriminação. E fazendo isso, não deveria esperar por outros judeus me seguindo em uma resistência civil, mas teria confiança que no final estariam compelidos a seguir o meu exemplo.


E agora uma palavra aos judeus na Palestina:


Não tenho dúvidas de que os judeus estão indo pelo caminho errado. A Palestina, na concepção bíblica, não é um tratado geográfico. Ela está em seus corações. Mas se eles devem olhar a Palestina pela geografia como sua pátria mãe, está errado aceitá-la sob a sombra do belicismo britânico. Um ato religioso não pode acontecer com a ajuda da baioneta ou da bomba. Eles poderiam estabelecer-se na Palestina somente pela boa vontade dos palestinos.


Eles deveriam procurar convencer o coração palestino. O mesmo Deus que rege o coração árabe, rege o coração judeu. Só assim eles teriam a opinião mundial favorável às suas aspirações religiosas. Há centenas de caminhos para uma solução com os árabes, se descartarem a ajuda da baioneta britânica.



Como está acontecendo, os judeus são responsáveis e cúmplices com outros países, em arruinar um povo que não fez nada de errado com eles.
Eu não estou defendendo as reações dos palestinos. Eu desejaria que tivessem escolhido o caminho da não-violência a resistir ao que eles, corretamente, consideraram como invasão de seu país por estrangeiros. Porém, de acordo com os cânones aceitos de certo e errado, nada pode ser dito contra a resistência árabe face aos esmagadores acontecimentos.
(5)



Deixemos os judeus, que clamam serem os Escolhidos por Deus, provar o seu título escolhendo o caminho da não-violência para reclamar a sua posição na Terra. Todos os países são o lar deles, incluindo a Palestina, não por agressão mas por culto ao amor.
Um amigo judeu me mandou um livro chamado A contribuição judaica para a civilização(6), de Cecil Roth.

O livro nos dá uma idéia do que os judeus fizeram para enriquecer a literatura, a arte, a música, o drama, a ciência, a medicina, a agricultura etc., no mundo. Determinada a vontade, os judeus podem se recusar a serem tratados como os párias do Ocidente, de serem desprezados ou tratados com condescendência.


Eles podiam chamar a atenção e o respeito do mundo por serem a criação escolhida de Deus, em vez de se afundarem naquela brutalidade sem limites.(7) Eles podiam somar às suas várias contribuições, a contribuição da ação da não-violência.

* NOTAS COMENTÁRIOS CONEXÕES


Ao contrário do que falsamente apregoam aqueles que defendem a ocupação da Palestina como um direito do povo judeu, Gandhi nunca voltou atrás em suas declarações e jamais deixou de denunciar essa escandalosa brutalidade e evidente injustiça como imperdoável crime contra a humanidade.
Em várias ocasiões Gandhi reiterou enfaticamente as suas denúncias sobre a violência do terrorismo judeu contra o povo palestino, como se pode ver claramente nestas suas declarações a alguns meses antes daquela esquisita Assembléia Geral da ONU presidida pelo brasileiro Osvaldo Aranha:
Entrevista de Gandhi à Agência Reuter, Harijan, em 18 de maio de 1947:
Qual a solução para o problema da Palestina?
Isso transformou-se num problema quase insolúvel. Se eu fosse judeu, eu lhes diria: Não sejam ingênuos ao abrigar o terrorismo, porque assim vocês maculam uma causa que, de um outro modo, poderia ser uma pretensão justa. Mas, se for meramente por uma questão política, acho que não há nenhum valor nessa pretensão. Por que os judeus deveriam pretender a Palestina? Eles são uma grande raça e tem grandes dons. Durante alguns anos na África do Sul convivi com muitos judeus. Se fosse por uma aspiração religiosa, certamente não haveria lugar para terrorismo. Eles deveriam se encontrar com os árabes e se tornarem seus amigos, e não depender da ajuda britânica ou americana para salvar os descendentes de Jeová.
Resposta de Gandhi à pergunta formulada pela United Press of America, The Bombay Chronicle, em 2 de junho de 1947:
Qual, em seu íntimo, seria a solução mais aceitável para o problema da Palestina?
O completo abandono pelos judeus do terrorismo e de outras formas de violência.
Tornei-me acaso vosso inimigo porque vos digo a verdade?
Gálatas 4: 16
(1) A estatura ética e política de Gandhi é absolutamente incontestável, e os grandes homens do século XX até hoje, o tiveram sempre como exemplo a seguir e imitar.
A sua lucidez e a sua coragem ao denunciar a injustiça e a insolência do povo inglês sobre a Índia e sobre o povo indiano, são as mesmas que demonstra neste manifesto de repúdio à violência dos nazistas na Alemanha, e à injustiça e brutalidade da invasão dos judeus na Palestina.
Portanto, é bastante significativo que este documento sobre o horror e a injustiça impostos aos palestinos, nunca tenha sido divulgado ou comentado por nossos atentos analistas políticos, nem tampouco seja citado por eruditos ou catedráticos das nossas universidades.
A única exceção, em português, devemos à Drª. Kátia Mendonça, da Universidade Federal do Pará que em seu trabalho, Ética e política no pensamento de Buber e Gandhi, sem citar a fonte de onde retirou o texto, aborda este Manifesto há tanto tempo ocultado. Mas, não obstante estar a usar o nome e a autoridade moral de Gandhi, logo se percebe que a oblíqua intenção da autora é abrir um leque de rasgados elogios ao sionista Buber e invocar uma plêiade de intelectuais judeus para desviar a atenção do texto, e assim tentar justificar, de algum modo, a perversidade sionista e a criminosa invasão e ocupação da Palestina.
Além desse desvio da cátedra universitária para fins de proselitismo judeo-sionista, e da impertinente comparação entre Buber e aquele homem evidentemente superior, o Mahatma Gandhi, decorre que temos sido enganados, durante décadas, por todos esses — historiadores, sociólogos, jornalistas — que por obrigação profissional e moral, deviam informar e esclarecer os cidadãos. Lamentavelmente não foi assim que essas pessoas agiram; ao contrário: sistematicamente esconderam e escamotearam as denúncias e advertências que expusessem ao mundo, a crueldade, a ganância e a violência dos judeus na Palestina.
O expressivo exemplo da deselegância desses acadêmicos, continua em outros trabalhos divulgados pela imprensa, e em diversas páginas da web, como se fossem pesquisas sérias e imparciais; encontra-se à venda nas livrarias, obras assinados por professores doutores de universidades famosas, que no decorrer de leitura mais cuidadosa vão mostrando sorrateiramente, o mesmo viés e a mesma ladina intenção que a professora paraense não soube disfarçar tão bem.
Em várias dessas "obras de fôlego" sobre a questão palestina, é demasiado evidente — e esclarecedor — que entre as inúmeras citações de textos de autores judeus, não se encontre nenhuma que aponte para trabalhos de professores de universidades palestinas, obviamente os que mais de perto conhecem o processo da invasão e ocupação dos seus territórios e pátria ancestral.
Enfim, é um campo maliciosamente minado, por onde devemos andar com atenção, pois, ao contrário da límpida objetividade do texto de Gandhi, os trabalhos desses acadêmicos, desviam-se do ponto fulcral da questão para enfatizarem aspectos secundários, ou pormenores irrelevantes e, desse modo, darem ao leitor a falsa impressão de que está sendo corretamente informado.
Por isso, é ainda mais espantoso, o "esquecimento" e a tentativa de apagamento da fundamentada e isenta denúncia de Gandhi sobre a injustiça e a brutalidade da ocupação da Palestina:
"O que está acontecendo na Palestina, não é justificável por nenhuma moralidade ou código de ética. Certamente, seria um crime contra a humanidade reduzir o orgulho árabe para que a Palestina fosse entregue aos judeus parcialmente ou totalmente como o lar nacional judaico."

(2) "........ Por que eles não fazem, como qualquer outro dos povos do planeta, que vivem no país onde nasceram e fizeram dele o seu lar? ........"
A oportuna sugestão de Gandhi ao indagar o porquê dos judeus não fazerem como os outros povos, decorre do fato histórico de estarem sempre envolvidos em fugas precipitadas ou invasões de terras prometidas e depois, também por ele conhecer a violência daqueles bandos de terroristas judeus como o Irgun, o Stern, o Haganah.
Já desde remota antiguidade, depois que Ramsés II, por algum grave motivo (que o bíblico narrador preferiu esquecer, ou contar de outra maneira) os expulsou do Egito, e depois que Iavé lhes prometeu as terras de Canaã (como se pode prometer bens e terras que pertencem a outros?) e Josué, com a celestial trombeta, demoliu as muralhas de Jericó e trucidou os seus habitantes, a história do "povo escolhido" tem sido esse interminável rol de intrigas e perfídias, traçando a obscura trajetória judia, até à invasão da atual Palestina, desta vez através de chantagens e subornos, tanques de sessenta e cinco toneladas e bombardeiros F-16.
"Se a desconfiança e a hostilidade contra os judeus tivesse surgido somente num único país e só numa determinada época, seria fácil identificar as razões dessa aversão. Mas, ao contrário, essa raça é, desde há muito tempo, antipatizada pelos habitantes de todas as terras e nações no seio das quais se estabeleceu. Como os inimigos dos judeus existiram entre os mais diversos povos, os quais habitavam regiões distantes entre si e eram regidos por leis determinadas até por princípios opostos, e se não tinham os mesmos costumes e eram distintos no espírito de suas culturas, então as causas do anti-semitismo devem ser procuradas entre os próprios judeus, e não entre os seus antagonistas."
Por que essa gente não faz como todos os outros povos nos países onde foram acolhidos, em lugar de estarem constantemente criando esse interminável mal-estar e constrangimento em todas as épocas e em todos os continentes por onde andaram? Por que essas pessoas não mudam as suas condutas e os seus procedimentos, em vez de acusarem perpetuamente a humanidade pelo resultado de suas próprias atitudes? Ou eles ainda acham que a humanidade inteira está errada, e que o "povo escolhido" é o dono da verdade? Se, como argumentam, apenas postulam o direito por uma pátria espiritual a fim de preservar a "identidade judaica", porquê eles, em vez de usurparem as terras de outro povo, não fazem como os católicos de todo o mundo, cuja pátria espiritual, o Vaticano, ocupa apenas algumas quadras, sem muralhas e sem canhões? Essas perguntas ocorrem a qualquer pessoa, mas as respostas a essas questões nunca foram convincentes, nem para alguém de tão boa vontade quanto o Mahatma Gandhi.

(3) "Se os judeus não têm um lar senão a Palestina, eles apreciariam a idéia de serem forçados a deixar as outras partes do mundo onde estão assentados? Ou eles querem um lar duplo onde possam ficar à vontade?"
Essa pergunta de Gandhi, também não é uma pergunta casual, ou meramente retórica, ao contrário, é o ponto focal da questão: Afinal, que Estado, ou povo, beligerante e expansionista como o judeu, não gostaria de ter os seus patrícios dirigindo — à vontade — os mais altos cargos e postos nos órgãos de segurança e de administração dos outros países?
Só os muito distraídos ainda não perceberam como os israelitas — com a sua habitual desfaçatez — vão usufruindo, descaradamente, as vantagens dessa indecente aberração:
Henry Kissinger e Alan Greenspan, o anterior presidente do Fed (o banco central "americano") cujo cargo foi ocupado pelo também judeu Benjamin Schalom Bernank, são claros exemplos, entre alguns milhares de cidadãos de origem judaica, nem sempre tão em evidência, mas que estão atuando, à vontade, em todas as camadas das nossas sociedades, nos governos, nas universidades, na imprensa, no mundo da arte, na indústria de diversão e suas obscuras e perversas ramificações, no cinema etc.. Isso é notório e irrefutável e, até certo ponto, "normal", não fosse essa flagrante incompatibilidade de intenções, ou descarado conflito de interesses. Por exemplo: poderia alguém, honestamente, propor Henry Kissinger (judeu-alemão naturalizado americano) como mediador entre palestinos e judeus?
Logo ao término da II Guerra Mundial, Henry Kissinger já era o Chefe da Contra Espionagem do Exército Americano; depois foi Assessor da Casa Branca, e a seguir, Secretário de Estado durante dois governos; agora é o Presidente da Comissão Independente de Inquérito sobre o 11 de setembro...
Para que essa esquisita situação das agências de inteligência americanas — e as dos outros países — não venha a se tornar um escândalo público, de tempos em tempos, para reiterar a sua "independência" e "soberania" junto à "opinião pública", os governos mandam prender um ou outro espião judeu a serviço dos interesses de Israel... Então, tudo volta ao normal, e os outros, continuam... à vontade.
Por aqui, não é difícil imaginar como estarão os nossos órgãos de segurança nacional, ou as nossas agências de pesquisa nuclear e espacial... Ainda agora, num "acidente" muito mal explicado, foram pelos ares juntamente com um foguete e a plataforma de lançamento, todos os engenheiros, cientistas e técnicos daquela equipe do nosso projeto aeroespacial. Um prejuízo incalculável na perda de vidas humanas e de saberes específicos em diversos ramos da ciência e da tecnologia nacional.
"Não admitiremos um outro Japão ao sul do equador." Henry Kissinger
Citado por Bautista Vidal em entrevista à revista Caros Amigos.
Com patrícios sempre tão bem posicionados, porquê Ben Gurion, ou Ariel Sharom, ou qualquer outro Primeiro Ministro de Israel, iam precisar de um serviço secreto, senão para justificar a origem dos movimentos de exata eficiência sugeridos aos terroristas do Irgun e do Stern, e agora às suas forças armadas, por esses mesmos "leais" cidadãos que foram acolhidos e abrigados em outros países de qualquer parte do mundo? Hoje podemos perceber, pelo decorrer da História, essa ancestral estratégia israelita, ou hebréia, ou judia, ou sionista, de induzir e incitar animosidades entre os povos e as nações, desde o antigo Egito e por toda a Idade Média, intrigando uns contra os outros, provocando conflitos locais e mundiais, cujos desastrosos resultados só interessam aos judeus e ao sinistro Congresso Mundial Judaico.
O chamado "conflito oriente-ocidente" é uma ladina falácia da imprensa judeo-sionista: São os judeus que odeiam tanto o islamismo, quanto o catolicismo. É a brutal ocupação da Palestina, e o expansionismo judeu que está contra os povos e as nações. O Vaticano exalta a paz entre os homens de boa vontade, ao contrário dos governos fantoches, europeus e americanos, tanto do norte, quanto do sul, reféns do tentacular lobby do judaísmo internacional.
Em todas as nações onde estão instalados — atropelando os órgãos competentes, como o Ministério Público e o Poder Judiciário, e em grosseira afronta aos governos e às instituições nacionais — surgem inúmeras organizações judaicas como a criminosa Liga Anti-Difamação, ou a hipócrita Beth-Shalom e centenas e centenas de outras, ou "nacionais" ou estrangeiras, sempre com as mais variadas aparências e fachadas, mas cuja implícita e verdadeira função — além da disseminação de informações deturpadas e de contra-informação — é monitorar e patrulhar insolentemente, os cidadãos nacionais que tenham opiniões diversas daquelas da conveniência e dos interesses judaicos e da indecente Inquisição Sionista.
O Mossad, e as outras agências ditas de inteligência israelitas, não passam, em realidade, de gangues de psicopatas homicidas e de grupos de facínoras, para execuções extrajudiciais e assassinatos seletivos, em qualquer país ou região do planeta.
As ações de intimidação dessas "entidades religiosas", ou "organizações não governamentais", nem sempre dissimuladas, vão desde insinuações maldosas, dificuldades e empecilhos criados no ambiente de trabalho — com estratégias semelhantes às do assédio moral — até à perda de cargos e empregos, ou mesmo destruição de carreiras profissionais — o que é uma espécie de lento assassinato — e por fim, a assassinatos, como o de Naji Al-Ali.
Os recursos para sustentar essas organizações parasitas não vêm — como se faz entre as pessoas honestas — das suas comunidades e associações judaicas, ou dos abarrotados cofres dos banqueiros internacionais, mas são ladinamente subtraídos dos nossos próprios bolsos, através de certas "leis de incentivo" e de outras brechas e desvãos, por onde se exaurem aqueles recursos públicos que deviam ser destinados ao bem-estar e à educação do nosso povo.
Esses cidadãos com "duplo lar" têm acesso a segredos de estado e militares, e a tecnologias de ponta das nações mais desenvolvidas. Qualquer estratégia, seja de relações exteriores, seja da área econômica, ou em educação, ou na saúde, em qualquer país, sempre será do conhecimento de Israel muito antes de ser efetivada ou abandonada, assim como pesquisas avançadas, desenvolvidas em qualquer departamento ou instituto das nossas universidades.
É assim que é "produzida" a tão alardeada "tecnologia de ponta israelense" e a maioria dos Prêmios Nobel de que se jactam certos grupos judeus.
Por exemplo, a vacina "Sabin" (vacina oral de aplicação em gotas contra a poliomielite) em realidade foi descoberta e desenvolvida por alunos residentes do departamento chefiado pelo médico judeu Albert Sabin, o qual imediatamente registrou em seu próprio nome, como se fosse obra sua, a descoberta daqueles talentosos jovens, ingenuamente distraídos dos trâmites de registro de patentes, ou dos créditos por suas pesquisas e trabalho acadêmico.
Com essa mesma "genialidade", Albert Einstein já havia se apropriado do trabalho desenvolvido pelo matemático e filósofo francês, Henri Poincaré. Contudo, apesar da insistente campanha de instituições judaicas e da furiosa publicidade e propaganda sobre os méritos de Einstein, Cesar Lattes, assim como outros perquisadores, nunca se esquivou de denunciar esse roubo e essa fraude praticada pelo venerado cientista judeu.
Essa notável e esquisita característica da "inteligência judia", avança por todas as outras áreas do esforço humano; assim com na Física, também na Filosofia, ou na Psiquiatria, e até no chamado "milagre" das fazendas e granjas judias na Palestina, sempre se encontrará alguma espécie de roubo e de fraude: O decantado sucesso da "agrotecnologia israelita" só existe como o óbvio resultado do criminoso desvio das águas do rio Jordão e de outros importantes mananciais, o que vem provocando a acelerada degradação e desertificação daquelas antigas terras e campos, cuidadosamente cultivados por gerações e gerações de agricultores palestinos, desde tempos imemoriais.
Não é por acaso, nem por coincidência, que os enaltecidos sucessos da "genialidade" e competência israelitas, sempre sejam fruto de alguma espécie de ladino "desvio".
"Os judeus, que são algo como nômades, nunca até agora criaram uma forma cultural por si mesmos, e até onde eu posso ver, nunca o farão, uma vez que todos os seus instintos e talentos requerem uma nação mais ou menos civilizada como hospedeira para o seu desenvolvimento."
C. G. Jung
The State of Psychotherapy Today, Collected Works (Routledge), vol. 10 (1934).
Jung sabia muito bem do que estava falando; e é natural que nem todos concordem com o elevado pensamento do Mahatma Gandhi quando este diz que os judeus nascidos na França são franceses, da mesma forma que os cristãos nascidos na França são franceses. Sobre essa espécie de "dupla cidadania", Simon Wiesenthal, o mórbido "caçador" de nazistas, desprezando a sabedoria de Gandhi, afirma com o seu rancoroso nacional-socialismo judaico, e de maneira muito clara, que não há judeus franceses, ou judeus ingleses, e sim judeus que moram na França, ou judeus que moram na Inglaterra.
Insolentemente dizem o que querem, de acordo com as circunstâncias e conveniências, ou com o que lhes seja mais proveitoso e lucrativo em qualquer lugar ou país. Se agora são brasileiros, de uma hora para outra também irão dizer que não são brasileiros, mas apenas judeus que eventualmente moram no Brasil. Entretanto, a morte, a dor, a humilhação que levam à Palestina, e a outras nações do Oriente Médio, são mostradas na televisão, como se fosse um problema distante e localizado, sem graves conexões com outros países e nações, nem com o Brasil.
A descomunal vantagem em equipamentos militares — com recursos "drenados" de todos os países do mundo, sejam pobres ou ricos — informações estratégicas e influência diplomática, faz com que Israel não mais contenha a sua truculência nos territórios ocupados, nem a sua insolência na construção de mais e mais "assentamentos" de ladrões de terras por trás daquela vergonhosa muralha da prepotência judaica.
E o mundo, entorpecido, ou pela fome, ou pela desinformação — ou contra-informação — ou pelo egoísmo e preguiça das classes privilegiadas, assiste, atônito, à escalada da arrogância e da brutalidade israelitas.
A miséria que foi imposta ao Afeganistão, primeiramente por russos e depois por americanos — tanto faz, não importa qual é a marionete da vez — vai se espalhando, como mancha de tinta derramada sobre o mapa do Oriente Médio, à volta do usurpador judeu.
Logo será a vez de outras nações, pois, em sua ganância expansionista, Israel já exige que os seus títeres americanos e ingleses, ou de qualquer outra nacionalidade, ataquem aquelas nações islâmicas que não aceitam o jugo ocidental (leia-se capitalismo predatório e decadência moral).
Quando outro desses países estiver suficientemente debilitado por pressões políticas, diplomáticas e econômicas, e as classes médias do ocidente acreditarem que é lá que fermenta o "Império do Mal", esse país será invadido e ocupado por aquele exército de robôs, como aconteceu ao Iraque e ao Afeganistão, e como parece que logo acontecerá ao Irã, à Síria, ao Líbano.
Por trás da estupidez dessas nações testas-de-ferro — cujos cidadãos arcam com os custos da guerra e com o grave ônus da responsabilidade moral e o julgamento da História — acoberta-se o macabro lobby judeo-sionista, o verdadeiro mentor do que vem acontecendo em todo o Oriente Médio, e não por acaso, à volta do arrogante Estado judeu, no grande cinturão das maiores reservas de petróleo do mundo.
Agora já se ouve, ainda em voz baixa, que "está na hora de democratizar o Grande Médio-Oriente". Nada menos; e assim — sem nenhuma sutileza — vai aparecendo a outra obscura acepção e serventia para a complacente e elástica palavra "democracia", descaradamente conveniente para o sinistro projeto sionista. (Por aqui também já se ouve, nem tanto à boca pequena, uns descarados ensaios para se "democratizar a Amazônia"; e Israel, muito solícito, já se oferece para ajudar na nossa esquisita reforma agrária... talvez com a vasta experiência daqueles "colonos" usurpadores das terras e fazendas palestinas ...?)

(4) "E ele está fazendo isso com zelo religioso. Ele está propondo uma nova religião de exclusivo e militante nacionalismo em nome do qual, qualquer atrocidade se transforma em um ato de humanidade a ser recompensado aqui e no futuro. Os crimes de um homem desorientado e intrépido, estão sendo observados sob o olhar da sua raça, com uma ferocidade inacreditável."
Essa passagem também descreve admiravelmente o sionista Ben Gurion, e o genocídio que vem sendo perpetrado, desde então, contra o povo palestino por esses ministros-generais, sempre sob o olhar e o feroz aplauso e cinismo do povo judeu.
Auschwitz — o esquisito curinga da "argumentação" judeo-sionista, e desavergonhada "justificativa" para os hediondos crimes abençoados por seus fanáticos rabinos — avança em cada cidade palestina, em cada lar bombardeado, em cada raid dos tanques e helicópteros israelitas, e em cada gueto criado pela selvagem cupidez daqueles bandos de "colonos" judeus.
A indecente muralha, que já ultrapassa todas as medidas da dignidade humana, vai criando bolsões de miséria nas cidades, aldeias e povoados palestinos, somente comparáveis aos dos piores anos do Apartheid sul-africano. A cada ação do desvairado expansionismo israelita, demolindo casas e destruindo aldeias e campos cultivados com os seus macabros buldôzeres caterpillar, mais esses dirigentes judeus se assemelham aos piores carrascos da história da humanidade.
Aquela ferocidade que Gandhi referia com espanto e indignação, hoje é a indecente e mal disfarçada ferocidade racista apresentada pelos judeus em todo o mundo.

(5) "..... nada pode ser dito contra a resistência árabe face aos esmagadores acontecimentos."
Esta clara afirmação de Gandhi, apesar da sua inabalável postura de não-violência, ensina que a luta contra a injustiça e a barbárie israelitas, é um direito fundamental do povo palestino. Qualquer argumento que tente desvirtuar a importância do clamor da Nação Palestina por justiça — como faz o descarado "pacifista" judeu, Amos Oz — só pode vir daqueles que desprezam a justiça, e a dignidade do ser humano.
Israel, e as miríades de seus pequenos agregados e colaboradores — aqueles analistas-políticos e uns certos chefes-de-redação, cineastas, intelectuais e artistas aparentemente bem intencionados, uns professores universitários e outros do ensino médio — todos querem fazer crer que a Resistência desses povos e dessas nações contra a violência e injustiça que vêm sofrendo, seja uma simples questão de fanatismo religioso; como se a destruição de lares, habitações e lavouras de milhares de famílias, e o assassinato de parentes, amigos e vizinhos, não desencadeassem uma dolorosa revolta contra o Estado judeu e aqueles que o financiam.
A Intifada — a Revolta das Pedras — não é um movimento de fanáticos religiosos: É a indignação justa de um povo que vem sendo roubado, humilhado, dizimado — há cem anos — em sua própria terra, em seu próprio país e pátria ancestral; também não é um conflito entre Oriente e Ocidente (como pretendem as intrigas judeo-sionistas e a venenosa maquinação contra o Islã e o Catolicismo) mas a heróica luta da Nação Palestina contra o usurpador judeu.
Para se compreender a matriz e a manutenção do horror imposto ao povo palestino, é preciso reparar que os dirigentes de Israel são escolhidos pelos eleitores judeus — não por acaso, nem por coincidência — entre os mais violentos terroristas do Haganah, do Irgun e do Stern: Esses grupos de extermínio — cujos chefes agora são ministros e generais de Israel — mataram e torturaram famílias inteiras e arrasaram centenas de pequenas aldeias e povoados palestinos, já desde antes de 1917. Há documentos e relatos terríveis sobre as desvairadas atividades dessas organizações judias.
Todos os dias, Israel segue cometendo assassinatos e atos de metódico terrorismo de Estado contra crianças, velhos e mulheres de uma espoliada Palestina e seu povo abnegado.
Os massacres de Sabra e Chatila, e os requintes de terror perpetrados em Jenín, Ramallah, Bethlehem e Nablus pelos fanáticos soldados judeus, mostram o que esses tristes seres humanos — psicologicamente deformados — conseguem entender por humanidade e civilização.
A completa ausência de arrependimento ou remorso, o comportamento amoral, e a fundamental incapacidade de aprender com a História, são características da perversão, não só da personalidade psicopata desses dirigentes judeus mas, principalmente, daqueles que votam, e cinicamente os escolhem para essa hedionda função de exterminadores do povo palestino.

E tão espantosa quanto a bestialidade do Estado judeu, enquanto executa o seu macabro plano de extermínio de um povo e de uma nação, é a covarde neutralidade, ou a preguiçosa indiferença e alienação, dos meus amigos, dos meus vizinhos, e das pessoas nas ruas que não se importam.
Também não são poucos os que se calam, constrangidos e intimidados por um certo tipo de insolente patrulhamento, pois temem ser caluniados e perseguidos, de várias maneiras, como se eles é que fossem racistas. Mas não podemos mais tolerar essa chantagem da hipocrisia judeo-israelita; não é sobre raças que estamos falando, mas sobre assassinos e ladrões.
Falamos sobre um país que assalta bancos com as suas forças armadas; sobre usurpadores de terras e fazendas palestinas; sobre psicopatas sionistas e a sua furiosa estratégia expansionista, arrasando campos cultivados, casas, fábricas, hospitais e escolas; sobre pessoas hipócritas que há várias décadas vêm choramingando por um holocausto judeu, enquanto vão cometendo atrocidades e imoralidades contra a humanidade; sobre a selvagem ganância e a feroz cupidez dos "colonos" judeus por terras alheias; e sobre as monstruosidades perpetradas por Israel e seu povo delirante.

Não acredito que alguém ousasse chamar Gandhi de racista, ou anti-semita, por expressar a sua indignação frente às atrocidades cometidas pelos judeus contra o povo palestino:

O que está acontecendo na Palestina não é justificável por nenhuma moralidade ou código de ética.
Gandhi

A crescente mancha da invasão judia sobre a Palestina
Certamente, seria um crime contra a humanidade reduzir o orgulho árabe para que a Palestina fosse entregue aos judeus parcialmente ou totalmente como o lar nacional judaico.
Gandhi

É espantoso como as forças de "defesa" judias invadem as terras palestinas, e imediatamente instalam aqueles bandos de "colonos" enlouquecidos pela sanha dos seus fanáticos rabinos.
As táticas desses ladrões de terras — provoque o fato e discuta depois — são as mesmas de gangsters que primeiro barbarizam e aterrorizam os cidadãos, para depois "negociar".

Esses bandidos "religiosos", fortemente armados com metralhadoras Uzi e fuzis M-16, são apoiados por tanques de guerra do exército judeu, e por grandes torres de vigia daquela indecente muralha judaica, num terrível gueto às avessas: Neste exato momento, o horror do holocausto acontece do outro lado.

A chamada "opinião pública" vem sendo amaciada e enganada — há muitos anos — por uma cuidadosa campanha muito bem arquitetada, em que os judeus se apresentam sempre como "as eternas vítimas" mas, aquelas vítimas sem voz é que surgem como terroristas... enquanto os seus jovens vão sendo torturados e assassinados, as suas mulheres desrespeitadas, as suas terras usurpadas, os mananciais criminosamente poluídos ou desviados, as suas casas bombardeadas, a sua pátria arrasada...

Agora, frente aos fatos que ninguém pode negar, ou esconder — como fizeram por tantas décadas — muitas perguntas, há muito tempo reprimidas, precisam de urgentes respostas:
— Que devasso deus é esse Javé que induz seus adoradores ao embuste, ao roubo, ao assassinato?
— Que sinistros rabinos são esses que abençoam o hediondo genocídio do povo palestino?
— Que espécie de gente é essa que constrói o seu lar sobre os cadáveres das suas vítimas?

(6) "A contribuição judaica para a civilização"...
Essa descarada propaganda, e a cínica autopromoção com os méritos alheios, é a velha e conhecida característica da arrogância judaica, como também o é a ladina falácia judeo-sionista ao tentar cunhar a expressão "judaico-cristã" para denominar a nossa milenar civilização católica — a qual emana da arte e da filosofia gregas, do direito romano, e da religião cristã — e, dessa maneira, insinuar que a contribuição hebréia para a cultura ocidental teria se estendido para além do velho testamento, ou para fora das sinagogas:
"Os judeus, que são algo como nômades, nunca até agora criaram uma forma cultural por si mesmos, e até onde eu posso ver, nunca o farão, uma vez que todos os seus instintos e talentos requerem uma nação mais ou menos civilizada como hospedeira para o seu desenvolvimento."
C. G. Jung
The State of Psychotherapy Today, Collected Works (Routledge), vol. 10 (1934).
Contudo, precisamente por essa peculiar característica judaica, só muito recentemente o judaísmo passou a ter alguma importância no ocidente; e essa estrangeira influência — absolutamente perniciosa, como agora se vê — vem gradualmente transpirando e emergindo, através da obscuridade da maçonaria e do não menos sinistro judeo-sionismo, em suas várias modalidades de atuação, enquanto procuram nos despojar da nossa herança histórica e, rancorosamente, denegar e destruir os nossos valores ancestrais:
"Nós julgamos sempre que o Cristianismo consiste em pertencer à Igreja e perfilhar certa fé. Na realidade, o cristianismo é o nosso mundo. Tudo o que pensamos é fruto da Idade Média cristã, até a nossa ciência; em resumo, tudo o que se move dentro de nossos cérebros é, necessariamente, moldado por essa época histórica que vive, ainda, em nós, pela qual estamos definitivamente impregnados e que representará sempre, no mais distante futuro, uma camada da nossa constituição psíquica, nisso se assemelhando aos vestígios que o nosso corpo traz do seu desenvolvimento filogenético. A nossa mentalidade, a nossa concepção das coisas, nasceu na Idade Média cristã, quer se queira quer não. A época das luzes nada apagou. A marca do Cristianismo encontra-se, até, presente na maneira como o homem quer racionalizar o mundo. A visão cristã do universo é, assim, um dado psicológico que escapa às explicações intelectuais."
C.G.Jung
O homem à descoberta da sua alma, Brasília Editora, Porto, 1975, p. 411.

(7) "Eles podiam chamar a atenção e o respeito do mundo por serem a criação escolhida de Deus, em vez de se afundarem naquela brutalidade sem limites."
Se Gandhi tivesse assistido a esta escalada da imoralidade judeo-sionista, hoje não seria tão ameno em sua denúncia daquela "brutalidade sem limites" que agora atinge paroxismos nunca imaginados. O próprio Estado de Israel, tal como se mostra em sua estrutura
parasitária e tentacular, é uma aberração política e moral e imperdoável crime contra a humanidade. Nessa desavergonhada estratégia ancestral, os fanáticos rabinos do Congresso Mundial Judaico se mostram como "as eternas vítimas" mas insistem, cinicamente, que não há nenhuma conspiração em curso.
Há três mil e duzentos anos, Ramsés II já tinha visto essa mesma insídia e perfídia dentro do seu reino: Quanta inveja, quanto veneno, quanto rancor destilaram contra o brilho daquela avançada e poderosa nação que os havia recolhido — bando de analfabetos e esfarrapados nômades — e abrigado em sua sofisticada sociedade. Logo depois, os hicsos e os hititas, povos inimigos do Egito, se valeram da venenosa intriga e da ladina espionagem e traição de Moisés e de seus protegidos. Foram traídos exatamente por aquele que tinha sido protegido e educado por uma delicada princesa egípcia. Eis porquê os judeus foram expulsos... e dizem que a História não se repete... talvez para justificar essa dificuldade, ou a rígida incapacidade judaica de aprender com a própria História.
"Se a desconfiança e a hostilidade contra os judeus tivesse surgido somente num único país e só numa determinada época, seria fácil identificar as razões dessa aversão. Mas, ao contrário, essa raça é, desde há muito tempo, antipatizada pelos habitantes de todas as terras e nações no seio das quais se estabeleceu. Como os inimigos dos judeus existiram entre os mais diversos povos, os quais habitavam regiões distantes entre si e eram regidos por leis determinadas até por princípios opostos, e se não tinham os mesmos costumes e eram distintos no espírito de suas culturas, então as causas do anti-semitismo devem ser procuradas entre os próprios judeus, e não entre os seus antagonistas."
Bernard Lazare
anarquista judeu
Antisémitisme, son histoire et ses causes, Paris 1934, Tomo I, pág.32
Se na conformação de nossas sociedades, alguém deve mudar alguma coisa em suas noções de ética e de convivência, sem dúvida devem ser aqueles que não costumam agir — como advertiu Gandhi — do mesmo modo como agem, naturalmente, todos os outros povos do planeta. Mas hoje parece que já não lhes basta a invasão e a ocupação da Palestina, que não lhes basta nos espionar e intimidar em nossos próprios lares, em nossas cidades e países, em nossa própria terra. Agora, em completo e arrogante desvario, já ameaçam os povos e as nações. Desprezam qualquer noção de sanidade e equilíbrio; não conseguem entender que além dos judeus, vivem neste mundo seis bilhões de seres humanos, e que não se pode enganar, nem calar tanta gente.
Apesar da estratégia orientada para desacreditar certos documentos e relatos esclarecedores sobre as suas obscuras atividades, e tentar ridicularizar o que eles chamam de "teorias de conspiração", a cada dia, mais evidente fica a insidiosa movimentação judeo-sionista; e a cada hora, a cada minuto, esse conluio vai se mostrando ainda mais insolente. Paralelamente ao recrudescimento da cínica campanha de falsificação dos fatos históricos — e violenta propaganda do "sofrimento" e da "superioridade" do povo judeu — através de filmes e desavergonhadas "descobertas" pseudo-histórico-científicas, em "reportagens" nos jornais e revistas e nas televisões, e em sites da web, também verificamos a criminosa sonegação de informações já nas fontes de pesquisa: As bibliotecas públicas e universitárias, vêm sendo alvo de vandalismo seletivo. Vários títulos e autores foram excluídos e eliminados dos fichários e estantes, com a conivência dos bibliotecários; outros, simplesmente vão sendo proibidos por força de leis forjadas, ou "reinterpretadas" à conveniência de última hora, como no tempo de Torquemada. Mas agora, contra essa indecente campanha obscurantista, somos nós que precisamos ler e comentar, com redobrada atenção, os livros e os textos proibidos pelo absurdo Índex judeo-sionista. Devemos procurar as edições citadas pela Academia Brasileira de Letras (Editora Civilização Brasileira, 1934 – 1938) pois algumas mais recentes — as que não foram proibidas — são incompletas e ladinamente modificadas, obviamente com o deliberado intuito de abalar a credibilidade e a legitimidade documental dos textos originais.
Ao publicarem os seus manifestos, Rogério César de Cerqueira Leite, Duas guerras que são uma só, e José Saramago, Das pedras de Davi aos tanques de Golias, diferentemente de outros intelectuais de língua portuguesa, tiveram a coragem e a honestidade de resgatar o direito à lucidez e à crítica; direito que vem sendo seqüestrado pela chantagem judeo-sionista, ao acusar de racistas, anti-semitas, ou reacionários, a todos os que não se deixam levar pelo jargão da propaganda judia de contra-informação.
Talvez por isso, muitos profissionais — historiadores, jornalistas, magistrados — fingem desconhecer indiscutíveis advertências, como as de Gandhi, e se esgueiram por entre falaciosos argumentos, ou certos textos de uns acadêmicos, para justificarem a sua frouxidão, ou esquisita moralidade. Quanta vergonha, quanta tristeza devem sentir esses homens e essas mulheres, já de idade madura, quando sozinhos à noite, vão se lembrando das tantas vezes que se omitiram e se esconderam, preguiçosos e acovardados.
Mas, quem sabe, talvez o exemplo de Rogério César de Cerqueira Leite e de José Saramago, ainda possa inspirar, a essas e a outras pessoas, as raras virtudes da coragem e da honra, e recuperar o significado daquele comentário do Mahatma Gandhi ao exortar os seus concidadãos para a luta contra o truculento usurpador: — O medo ainda tem alguma serventia, a covardia não.

Alfredo Braga - http://www.alfredo-braga.pro.br/discussoes/gandhiepalestina.html


quinta-feira, 23 de julho de 2009

A VITÓRIA DO POVO PALESTINO

Jerusalém, capital da cultura árabe - 2009

Deus Altíssimo diz no Sagrado Alcorão: “Óh homens! Certamente, Nós vos criamos de um varão e de uma fêmea, e vos fizemos nações e tribos, para que vos conheceis uns aos outros. Por certo, o mais honrado de vós, perante Allah, é o mais piedoso. Por certo, Allah é Onisciente, Conhecedor.” ( 49; 13)


Louvado seja Deus o Senhor do universo!

A VITÓRIA EM GAZA


Qual é a base para dizermos que alguém saiu vitorioso em um conflito?


A base para isto é chegar aos objetivos.


Os mártires que deram suas vidas ou a destruição de uma cidade não motivos para medir este sucesso.


Os objetivos do povo Palestino são 3:


1) Parar com a agressão violenta dos israelenses. E isto aconteceu;

2) Que as forças israelenses saíssem de Gaza. O que também aconteceu;

3) Abrir as fronteiras com os países. Este objetivo ainda não foi atingido, mas logo será.

Se este objetivo for atingido, então a vitória será assegurada.


As condições do povo palestino são incomparáveis às condições que Israel tem. Mas, com tudo isso, o povo oprimido da Palestina conseguiu se opor ao regime sionista e Israel teve de voltar atrás.


Temos uma história que veio a minha mente.


É a de um lobo que atacou um galinheiro.


As galinhas, quando viram o lobo atacando seus filhotes, abriram suas asas e com seu bico atacaram o lobo. O lobo fugiu. Um leão, quando viu o lobo fugindo das galinhas, riu e disse: “Eu não sabia que você tinha medo de galinhas!” O lobo respondeu: “Eu tenho medo é de ser ridicularizado, matar galinhas não é nenhum orgulho.”


Israel, com todo seu poder, perdeu em Gaza e centenas de crianças inocentes assassinou friamente. Obrigou-se a voltar atrás, pois matar crianças inocentes não é orgulho pra ninguém. Muito menos ocorreu uma vitória sobre o Hamas. A Resistência Palestina, com poucas condições, fez com que Israel voltasse atrás.
Hoje, a Resistência Palestina está mais convicta não só em seu objetivo para a libertação de Gaza, mas também de Al-Quds (Jerusalém), o Afeganistão e o Iraque.
Não estranhe este objetivo do Hamas
, pois o Profeta Muhammad (s.a.w), quando estava em Khandaq, pensava na divulgação do Islã na Síria, Jordânia e Egito.


“Aquele que pode nadar numa piscina pode nadar no mar também”.

Então, a resistência que se tornou vitoriosa em Gaza também pode reconquistar o restante da Palestina.

Outro ponto importante é que os países no mundo tudo observaram a agressão israelense a Gaza.


Na época em que os paises árabes falavam em paz com Israel, o rei da Arábia Saudita, Abdullah, e o Mufti do Egito se encontraram com Shimon Peres. Naquele período Israel já havia cometido este mesmo crime.
Isto nos confirma que a Resistência Palestina tem as suas razões.
E isto fez com que a reconstrução de Gaza e sua fortificação ocorresse nos últimos anos.
Eu convido a todos para realizarmos um jantar beneficente para auxiliar o povo de Gaza.
A Síria levou em consideração o pedido de seu povo e cancelou as conversações com Israel, conseguindo assim unir o povo ao governo.
A Turquia não ficou apenas assistindo o genocídio dos palestinos, mas hoje temos uma nova Turquia. Tanto o povo turco ficou a favor do povo palestino assim como o governo turco também.
A Turquia pediu que Israel fosse retirada da ONU quando Israel não acatou as suas resoluções.
O primeiro-ministro turco, Tayyip Erdogan
, disse: “Por que temos que aceitar a participação na ONU de uma nação que não está de acordo com as suas resoluções?”


Isto foi dito quando o secretário-geral da ONU estava visitando Israel.


Quer dizer, esperava-se que Ban Kim Moon expressasse sua irritação com a provocação ao órgão que preside e condenasse o bombardeiro a suas escolas. Mas, infelizmente, o secretário-geral não fez nada disso.
Quando Ban Kim Moon foi à Turquia, o primeiro-ministro turco expressou sua falta de esperança com o presidente desta organização.

Quando o secretário da ONU não tem como defender seus objetivos, como então pode querer auxiliar o povo oprimido palestino?


A ONU não é uma entidade beneficente que trabalha para auxiliar as pessoas com doações de remédios ou alimentos, apenas. A sua função principal é a de manter a paz no mundo. Mas, em todos os casos, hoje no início da manhã, Tayyip Erdogan, quando voltava da Suíça para a Turquia, foi recebido por milhares de pessoas, sendo aclamado como um grande vencedor, porque na conferência de Davos, foi energicamente contra as mentiras de Israel, deixando o salão.


30/01/2009 - A IMPORTÂNCIA DO TAKBIR/VITÓRIA EM GAZA
http://www.ibeipr.com.br/discursos.php?id_discurso=25

http://www.ibeipr.com.br/index.php

Síria e Turquia querem que Israel renuncie a territórios árabes ocupados. Certo?


O presidente sírio, Bashar al-Assad, e o primeiro-ministro turco, Recep Tayyip Erdogan, em visita à Síria, CONCORDARAM HOJE que a PAZ no Oriente Médio SÓ SERÁ POSSÍVEL quando Israel RENUNCIAR AOS TERRITÓRIOS ÁRABES OCUPADOS.A RETIRADA dos ocupantes israelenses deve incluir o recuo israelense das Colinas do Golã sírias até as fronteiras, ocupadas desde o dia 4 de julho de 1967.Ambos concordaram em continuar a intensificar esforços para acabar com o INJUSTO bloqueio israelense sobre a Faixa de Gaza e conseguir a reconciliação palestina, com o objetivo de estabelecer um Estado palestino independente
.

Engraçado, né? Quando o Estado de Israel ocupou os territórios árabes na Guerra dos Seis Dias ninguém fez nada. Ninguém falou nada. Todos "passaram o pano" e continuaram armando os israelenses.A "desculpa" israelense foi bem parecida com o quê? A teoria usuado por Hitler para a "expansão" da Alemanha Nazista (que levou à Segunda Guerra Mundial). Para quem quiser saber mais procure sobre os pensadores que escreveram sobre "Espaço Vital".Os japoneses também ocuparam grande parte da Ásia, em espcial a Coréia. Para eles os coreanos não passavam de uma ********. Chamavam os coreanos de cachorros...terrível isso. Até hoje não houve uma desculpa oficial dos japoneses com relação aos crimes de guerra.O Estado de Israel faz a mesma coisa. Para alguns judeus, os "árabes" (aí não importa qual etnia, qual religião ou qual nacionalidade) são como cachorros. São uma ******** incômoda e que se não conseguiu "tomar de volta" aquelas terras, simplesmente não as merecem. Isso é FATO. Diversos líderes israelenses disseram isso abertamente ou nas entrelinhas de seus discursos.Siria e Turquia querem seus territórios de volta mas não vão conseguir. Alguns judeus prefeririam morrer naquelas terras do que devolvê-las. Um Estado Palestino também nunca será criado pois o Estado de Israel elimina toda e qualquer estrutura que os palestinos tentam criar. E chama isso de "ataques preventivos" ou "destruição de células terroristas". Para eles, qualquer organização palestina será sempre "terrorista".Não vejo solução para o conflito. Os vendedores de armas internacionais ganham mais com o conflito do que com a paz. E muitos deles são judeus...Barbeiro

terça-feira, 21 de julho de 2009

A VERDADE SOBRE OS PALESTINOS E A LIMPEZA ÉTNICA


Entrevista com Ilan Pappé, historiador israelita: Israel quer completar a limpeza étnica dos Palestinianos


Ilan Pappé é um dos mais famosos historiadores israelitas.

Contra a opinião da UE e dos EUA, defende que apenas um Estado na Palestina, com cidadania igual para todos, é a solução.

Professor de Ciências Políticas na Universidade de Haifa até 2007, foi obrigado a abandonar Israel após repetidas ameaças de morte contra si e a sua família.

Lecciona hoje na Universidade de Exeter, em Inglaterra.


O seu trabalho enquadra-se no de uma geração de historiadores israelitas que, com base na abertura dos arquivos israelitas após 1978, começaram a contestar a versão oficial da fundação de Israel.

Qual é o sentido geral da partilha de 1947 e os subsequentes acontecimentos de 1948?

Penso que o novo olhar sobre 1947 e 1948 realça os aspectos injustos da resolução de partilha da ONU. A ideia de impor a partilha pela força a uma população indígena que constituía dois terços dos habitantes, hoje não seria aceite. Nem seria pensável hoje a ideia de partir um país em duas partes quase iguais entre a população indígena e os colonizadores. Durante anos tendemos a culpar os Palestinianos por rejeitarem esta solução injusta e nós, nomeadamente a comunidade internacional, continuamos a propor estas soluções… injustas.Creio que hoje nos apercebemos da magnitude do crime cometido contra os Palestinianos em 1948, a limpeza étnica, o silêncio do Mundo e o facto de que o Estado de Israel continua a tentar completar a total limpeza étnica dos Palestinianos.


O que pensa dos acordos de Oslo e outras negociações entre Israel e os Palestinianos?

Creio que os acordos de Oslo tiveram um aspecto positivo, a legitimação da OLP. Excepto isso, foram como a resolução de partilha, uma imposição do ponto de vista israelita aos Palestinianos. Tinham as palavras correctas, mas elas estavam apenas de acordo com a interpretação israelita, o que significou encontrar um acordo que lhes pudesse permitir aprofundar a ocupação.Foram desastrosos. Criaram expectativas onde não havia intenção de alterar a realidade miserável no terreno, ferindo profundamente a hipótese de paz e, em segundo lugar, lançaram as sementes da divisão no campo palestiniano.


Por que é que Israel atacou Gaza?

Qual foi a reacção da sociedade israelita durante esta agressão, especialmente a da esquerda?Israel atacou Gaza por várias razões. Depois da derrota no Líbano em 2006, os seus generais acreditaram que uma vitória militar com sucesso imporia medo aos países árabes. Em segundo lugar, eles desejam erradicar pela força os movimentos que na região resistem pela força aos seus planos, como o Hamas. E o seu plano para Gaza em particular era mantê-la como uma prisão a céu aberto na esperança de que muitos Palestinianos dali abandonassem a sua terra ou sucumbissem à vida sob tais condições. Os Israelitas não irão permitir que Gaza e a Cisjordânia formem um Estado livre e independente.


Qual é a situação dos palestinianos israelitas? Qual é a sua reacção aos acontecimentos em Gaza?

Verificou-se uma escalada nas acções do Governo israelita contra a minoria palestiniana em Israel. A sua cidadania, bens e liberdade estão sob um perigo crescente. A situação não é tão má como a dos palestinianos na Cisjordânia, mas para lá caminha. Como no caso de Gaza, a elite política e militar de Israel não tem solução para este problema, a não ser que os palestinianos lá [em Israel] aceitassem viver para sempre como cidadãos de segunda ou mesmo terceira categoria.


Qual é a sua opinião acerca das manifestações ocorridas em todo o Mundo contra Israel durante o ataque a Gaza?

Creio que decorrem de uma tendência crescente em que largos sectores da opinião pública não aceitam mais as políticas criminosas de Israel. Mas ainda não se traduziram em mudança de políticas por parte dos governos.


Qual foi a reacção da comunidade judaica, particularmente no país em que de momento reside, o Reino Unido?

A comunidade judaica estabelecida é ainda embaraçosamente pró-Israel, mas mais e mais indivíduos estão a começar a dissociar-se do sionismo e um número significativo está disposto a ser activo na luta pela justiça para os Palestinianos.


Onde se posiciona no debate entre as chamadas soluções de ‘dois Estados’ e de ‘um Estado’ na Palestina?

Penso que não há realmente um debate. A solução de ‘dois Estados’ desapareceu para sempre, ainda que haja pessoas que pensem que foi uma solução justa e razoável. Creio que não o é e que apenas um Estado com cidadania igual para todos é a solução. Agora temos um Estado que discrimina contra todos os palestinianos que vivem entre o rio Jordão e o mar. Eles são discriminados de diferentes formas, alguns sujeitos à ocupação diária e abusos, outros estão a ser chacinados e expulsos, mas isto não é uma democracia e não pode continuar sem mais derramamento de sangue.

ttp://www.revistarubra.org/?page_id=695

Publicado Segunda-feira, 19 Janeiro, 2009

Entrevista , Enunciado de Violência , Racismo , Violência 5 Comentários


O filósofo Paul Virilio, no seu livro Estratégia da Decepção, ao falar sobre as estratégias de guerra teletecnológica do final do século XX, diz que a informação – ou a ausência dela – é essencial para se obter a vantagem em um conflito. Fabricar uma verdade torna-se mais importante que conquistar um território. Ao menos é o que pensam os aspirantes a Göebbels do novo milênio, a despeito das derrotas fragorosas a que têm sido submetidos, desde antes do Vietnam até hoje.
E é no sentido de enfraquecer a estratégia midiática da (des)informação que este bloguinho traz a transcrição de uma reveladora entrevista com o historiador israelense Ilan Pappe (Universidade de Oxford), autor do livro The Ethnic Cleansing of Palestine – A Limpeza Étnica da Palestina, transmitida pelo programa Milênio, da tevê fechada, no meio do ano passado.

Nela, embora o repórter Silio Bocanera refira-se constantemente aos palestinos como “eles” – o outro, o inimigo, na semântica paranóide estadunidense, o relato do engajado historiador acaba prevalecendo, e traz informações relevantes para a compreensão do conflito e do massacre de Gaza.
O vídeo rolou por vários blogues ativistas e, de nossa parte, pescamo-lo do companheiro Lukas, do Casa do Noca. Você pode conferir, se tiver paciência e conexão banda larga, clicando aqui.


Silio BoccaneraA sua pesquisa para o livro indicou que havia um plano evidente de tirar da Palestina uma vasta área habitada para formação de um Estado Judeu, antes de o mesmo ter sido criado. Desde quando houve este planejamento, e quem o fez?
Ilan Pappe – A idéia de eliminar a Palestina de sua população nativa, dos árabes, surgiu como um conceito claro nos anos 1930. Foi idealizada por David Ben Gurion, que se tornou o Primeiro-Ministro de Israel. Na época, líder da comunidade judaica, na Palestina de 1948, antes de Israel existir. No entanto, a idéia de como traduzir esse desejo, essa estratégia em um plano só se desenvolveu após a II Guerra Mundial. Na realidade, o primeiro passo foi fazer um registro de todas as aldeias palestinas. É um registro espantoso. Quando o vi, mal pude acreditar. Era tão meticuloso que detalhava quantas árvores frutíferas haviam em cada aldeia e de quais frutas eram, além, é claro, dos poços que havia e da qualidade do solo nas aldeias. Foi um levantamento sério da futura propriedade do Estado Judeu.

SBComo disse, os árabes não tinham poder, porque seus líderes haviam sido eliminados na revolta de 1936. E a liderança judaica se voltou contra os britânicos após a II Guerra Mundial…

IP – Sim, absolutamente tem razão. A decisão veio porque, ao contrário do que esperavam, a Grã-Bretanha resolveu não deixar a Palestina. Buscava um tipo de acordo que envolvesse judeus e palestinos juntos, sob o poder britânico, e era contra a vontade da liderança sionista. Creio que analisaram corretamente a fraqueza da Grã-Bretanha pós II Guerra Mundial e iniciaram uma guerrilha contra os britânicos. Mas ela não durou muito, pois os britânicos já estavam de saída. Apenas ajudou as autoridades britânicas a concluírem que não queriam mais a Palestina.
“Os judeus eram 1/3 da população apenas, e a ONU lhes havia prometido metade da Palestina. A maioria dos judeus chegara 2 ou 3 anos antes e já tinha direito a metade do país”.
SBTransferiram o poder para a ONU, inclinada a favor de Israel, que decidiu por um plano de partilha. Israel concordou com o plano, os árabes não. Por que o senhor acha que não concordaram?

IP
– Pelo ponto de vista dos palestinos, os colonizadores judeus não eram diferentes dos colonizadores franceses da Argélia. Era impensável para o povo argelino concordar com a divisão do país entre os franceses e eles. Do ponto de vista palestino, seria a mesma coisa, mas há outros fatores que podem explicar a decisão palestina, embora tenha sido melhor, na época, aceitar que era uma tática. Mas é possível entender os motivos. Os judeus eram 1/3 da população apenas, e a ONU lhes havia prometido metade da Palestina. A maioria dos judeus chegara 2 ou 3 anos antes e já tinha direito a metade do país. E, acima de tudo, alguns membros da ONU sabiam que estavam oferecendo um estado judeu com muitos palestinos – quase o mesmo número de palestinos e judeus – o que era inaceitável para o movimento sionista. A tendência do movimento sionista à limpeza étnica já era conhecida de alguns no mundo árabe, e os palestinos foram contra a decisão da ONU.




SBDaí até a criação do Estado de Israel em maio do ano seguinte, em 1948, foi o momento crucial, quando a lideraná judaica se reuniu e, segundo sua pesquisa, tentou atacar os árabes. Como eles fizeram isso? Qual foi o plano?


IP
– Esse foi exatamente o período formativo. Em primeiro lugar, eles procuraram preparar os meios para o que pensaram que seria uma luta em duas frentes. Pensaram que o mundo árabe tentaria, simbolicamente, não de maneira séria, desafiar a resolução de divisão da ONU invadindo a Palestina. Precisavam de um exército que pudesse enfrentar os exércitos árabes. A segunda frente de batalha em que pensaram era na parte da Palestina que queriam transformar no estado judeu. Não conseguiram a divisão feita pela ONU. Resolveram tomar a Palestina toda. Uma parte do que hoje é a Cisjordânia, que eles prometeram ao rei Abdala, da Jordânia, o bisavô do atual rei Abdala representava 80% da Palestina, habitada por 1 milhão de palestinos. Eles, primeiro, procuraram meios de expulsar esse 1 milhão de palestinos. Em segundo lugar, eles estavam cientes de que o mundo ainda observava. Os oficiais britânicos continuaram na Palestina até maio de 1948, havia representantes da ONU no local e a imprensa ocidental continuava lá. Havia muitas pessoas ainda interessadas nos acontecimentos, principalmente nos EUA. Então, não começou em um dia. Eles procuravam os inevitáveis confrontos e tensões que aconteciam entre as comunidades palestina e judaica principalmente nos centros urbanos, onde as pessoas moravam próximas. Onde havia algum grande evento, como a resolução de partilha da ONU, ocorriam atentados em ambos os lados. Decidiram executar tais ações com os palestinos como pretexto para, primeiro, expulsar uma aldeia. Depois, expulsar duas, cinco aldeias. Não ocorreu em ritmo acelerado até uma data muito importante, 10 de maio de 1948, quando sentiram que o mandato britânico estava prestes a acabar, e eles ainda não tinham limpado a Palestina. Foi nesse momento que decidiram agir de forma mais sistemática.
“(…) não conseguiram acreditar quando o exército israelense chegou e lhes deu menos de 1 hora para levarem o que pudessem das aldeias onde moravam há milhares de anos, atirando para o alto, para acelerar a fuga, massacrando aqueles que resistissem e estuprando as mulheres”.


SBA narrativa oficial do Estado é que os árabes tomaram a decisão a partir, em parte, da propaganda árabe de transmissões de rádio e porque os países vizinhos aconseharam-nos a partir. Então, 800 mil árabes partiram por conta própria. Não é o seu ponto de vista.


IP
– Não, isso é pura mentira. Hoje em dia, entre historiadores profissionais, as pessoas hesitam em repetir essa fábula. Não existe prova de tal ordem ou transmissão. E tivemos boas fontes. Os britânicos gravavam tudo que ia ao ar desde os anos 1930 na Palestina e no Oriente Médio em geral. Eu sei que a versão popular de Israel ainda é a que citou, de que o povo fugiu voluntariamente. Mas, se pensar na linguística, seja em hebraico, em português ou inglês, é uma expressão muito bizarra a de que o povo “fugiu voluntariamente”. Só maratonistas correm voluntariamente. Quem foge não o faz voluntariamente. A imagem que está vívida em minha mente e, em muitos aspectos, embasa o livro, são as histórias que vi nas aldeias litorâneas da Palestina e, mais tarde, de Israel, pois eram próximas de onde eu morava em Israel. Nessas aldeias, as pessoas, segundo a resolução de partilha da ONU, deveriam ser cidadãs israelenses. Faziam parte do futuro estado judaico. E elas se resignaram à essa idéia. Disseram: “os otomanos nos oprimiram, os turcos e os britânicos também. Agora os judeus mandarão em nós”. Eram camponeses e fazendeiros humildes que viram apenas com outro novo governo. Mas não conseguiram acreditar quando o exército israelense chegou e lhes deu menos de 1 hora para levarem o que pudessem das aldeias onde moravam há milhares de anos, atirando para o alto, para acelerar a fuga, massacrando aqueles que resistissem e estuprando as mulheres. Para mim, como relato no livro, alguém cuja família soberviveu ao holocausto nazista, embora a minha não tenha sobrevivido, a idéia de que os judeus pudessem fazer isso três anos após o holocausto ainda hoje é incompreensível para mim.


Diminuição do território palestino, entre 1946 - 1999 (clique para ampliar).


SB
Como o senhor citou, uma das principais figuras deste procedimento que seu livro chama de “limpeza étnica” foi Ben Gurion. O senhor o vê como arquiteto da limpeza étnica?


IP – É como eu o vejo. É verdade em relação ao sionismo como um todo. Meu falecido amigo, Edward Said, dizia… Ele tinha uma visão muito peculiar e pungente. Ele dizia que o sionismo, o que também vale para David Ben Gurion, foi bom para os judeus. O sionismo salvou minha família da Alemanha. O sionismo teve muitas conquistas, e Ben Gurion foi responsável por várias delas. Mas no que se refere aos palestinos, o sionismo foi a pior coisa que poderia acontecer. Acabou com eles.

SBOutro nome que o senhor cita de forma não muito favorável nessa época é Yitzhak Rabin.

IP
– Sem dúvida.

SBO que ele fez?

IP – Ele era muito mais jovem que Ben Gurion. Tinha 40 anos a menos. Ben Gurion tinha pouco mais de 60 anos, e Yitzhak Rabin, pouco mais de 20. Ele foi responsável por uma parte da limpeza étnica, porém uma parte horrenda. No centro da Palestina haviam duas cidades, chamadas Lydda e Ramla, onde viviam cerca de 100 mil pessoas. Ele foi o responsável por erradicá-las no verão de 1948. O verão na Palestina é muito quente. Ele e seus colegas os obrigaram a marchar até a Cisjordânia, a dezenas de quilômetros. Muitos morreram no caminho, de fome e sede. Um aspecto muito desumano da limpeza étnica. Como eu disse antes, um crime contra a Humanidade.

“No centro da Palestina haviam duas cidades, chamadas Lydda e Ramla, onde viviam cerca de 100 mil pessoas. Ele foi o responsável por erradicá-las no verão de 1948. O verão na Palestina é muito quente. Ele e seus colegas os obrigaram a marchar até a Cisjordânia, a dezenas de quilômetros. Muitos morreram no caminho, de fome e sede”.

SB Menachem Begin e Yitzhak Shamir também estavam envolvidos nesta fase ou não?

IP – Esse é o grande… Não o grande, mas um dos sucessos da propaganda israelense. Os piores crimes contra os palestinos foram cometidos pelo movimento trabalhista. Eu nunca admirei Shamir e Begin. Mas pode-se dizer que fizeram bem menos que os líderes do movimento trabalhista. Mesmo quando foram primeiros-ministros, fizeram coisas horríveis nos territórios ocupados, e Begin obviamente é responsável pela destruição do Líbano em 1982. Mas ainda mal se compara ao que os líderes do movimento trabalhista fizeram em 1948.

SBPassando para os anos 1950, essa limpeza étnica prosseguiu?

IP – Ela persiste ainda hoje, neste momento. Há limpeza étnica em Jerusalém e em toda parte. Sim, ela prosseguiu nos anos 1950. O interessante é que Ben Gurion é o responsável. A limpeza étnica não se completou. Foi uma grande operação, e tiveram de deixar, pelo menos, 10% da população que desejavam eliminar. Foi assim que as minorias árabes e israelense surgiram. Para Ben Gurion e seus assessores pessoais, era um número muito alto. Ele queria um estado judeu limpo. Então, tentaram de formas diferentes, pois não havia mais guerra e o mundo estava mais sensível do que antes. Tentaram obrigar as pessoas a imigrar e, em alguns casos, como ocorreu em mais de 30 aldeias, a maioria delas pequena, continuaram com a expulsão. Não houve um dia na história da Palestina e de Israel, desde 1948, em que a máquina da limpeza étnica tenha parado. Ela funciona o tempo inteiro. Há uma definição muito interessante no meu livro, dada no site do Departamento de Estado Americano, eles dizem que após toda operação de limpeza étnica na história, foi apagada a história de seu povo. Não se limitou ao extermínio do povo, mas também apagar a sua história. Eles apagam o povo dos livros de História e do próprio local. Com Israel, não é diferente. Como explico no meu livro, há um mecanismo muito elaborado que inclui a plantação de florestas, a substituição de nomes palestinos por hebreus, o que teve início em 1948 e persiste na Cisjordânia, na grande Jerusalém.

SBSubitamente, uma nova liderança, novos movimentos nacionalistas começam a crescer no início dos anos 1960, a OLP, a Fatah, a Frente Democrática e outros grupos como esses. O senhor vê um paralelo entre o que começaram a fazer e o que o Irgun, o Haganah e o Stern fizeram?

IP – De certa forma. Há alguns paralelos entre os métodos e a luta de guerrilha. Mas há uma grande diferença entre um grupo de colonialistas modernos, colonialistas do século XX, que tentam, como ocorreu na Argélia, não permitir que o movimento entre na era pós-colonialista e um movimento anticolonialismo como o dos palestinos. É uma grande diferença a meu ver. A OLP era e continua sendo um movimento anticolonialista. O Irgun e o Haganah não eram anticolonialistas, eram um pouco como os brancos na África do Sul. Tentavam reter uma realidade aceitável no século XIX, mas não mais no mundo pós II guerra Mundial pela visão ética surgida ao menos no Ocidente.
“[A limpeza étnica] Não se limitou ao extermínio do povo, mas também apagar a sua história. Eles apagam o povo dos livros de História e do próprio local. Com Israel, não é diferente”.

SB Mas o senhor vê um paralelo com os métodos, ataques a civis por motivos políticos, é a definição básica de terrorismo.

IP – Sim, claro. E é importante lembrar isso aos israelenses quando chamam os palestinos de terroristas. Eles também já foram terroristas.

SBDeste conceito de limpeza étnica, de eliminação dos árabes, passamos para a chamada bomba demográfica que existe na região. Chamavam de ‘problema demográfico’, agora é um perigo demográfico, uma bomba. O que é essa bomba, esse perigo, pelo ponto de vista deles?

IP – É um conceito muito claro. É um consenso entre os maiores políticos de Israel ou membros principais da elite política. Há uma maneira quantitativa de saber quando os árabes se tornam um perigo. Está entre 20 e 25%. Eu sei este número porque vivem citando. Entre 20 e 25% da população de Israel. Quando determina o que é o Estado de Israel, se nesse estado houver 25 mil não-judeus, com cidadania israelense mas etnia árabe, aos olhos da elite política de Israel, será o sinal do final do Estado.

SB
E claro que o índice de natalidade é muito maior entre eles.

IP – Muito maior. Vai acontecer. Mesmo que devolvam metade da Cisjordânia ou transfiram pequenos grupos de Jerusalem Oriental. Isto me preocupa muito. Não vejo como impedir. Eu temo que os políticos populares israelenses pensem que, caso isto aconteça, pois ainda somam menos de 20%, mas que caso aconteça, podem usar de quaisquer meios à disposição deles, incluindo a limpeza étnica, para evitar esta situação. Se perguntar a qualquer israelense nas ruas, ele dirá que esse é o valor mais importante, acima da democracia, dos direitos humanos e civis.
Os israelenses não podem mais separar as populações judaicas e palestinas na região. Eles fizeram muitos assentamentos na Cisjordânia. E continuam fazendo. As comunidades estão entrelaçadas. Às vezes, a realidade pode mandar nas elites políticas. Geralmente, ocorre o contrário, mas neste caso já vemos indícios disso.

SB
É concebível que Israel desista de ser um estado judeu e seja como outros estados, acomodando crenças sem ser exclusivamente o chamado estado judeu, mas um estado mais aberto, normal e democrático?

IP – Não a curto prazo. A curto prazo, não seria possível. Mas há uma boa chance a longo prazo, por dois motivos principais. Acho que estão exagerando no momento. No passado, foram sensatos em não fazer certas coisas por achar que o mundo estava atento. Felizmente, estão exagerando agora. E acho que estão testando a paciência mundial. Quando o poder global americano diminuir, e ele vai diminuir dentro em breve, o mundo ficará ainda mais corajoso ao tentar expor o lado mais racista do estado judeu. Em outras palavras, prevejo uma pressão muito forte e até externa sobre Israel. Mas não será de imediato. Em segundo lugar, penso nas realidades locais. Os israelenses não podem mais separar as populações judaicas e palestinas na região. Eles fizeram muitos assentamentos na Cisjordânia. E continuam fazendo. As comunidades estão entrelaçadas. Às vezes, a realidade pode mandar nas elites políticas. Geralmente, ocorre o contrário, mas neste caso já vemos indícios disso. Até os israelenses mais racistas, digamos assim, acham que os filhos devem aprender árabe, e jamais quiseram isso antes. Começam a notar que fazem parte desta realidade. E até os palestinos mais fanáticos querem que os filhos aprendam hebraico, apesar do que dizem sobre matarem uns aos outros.


SBVêem uma realidade diferente no futuro. Um estado binacional.

IP – Sim. Um estado binacional, comunidades entrelaçadas. Não necessariamente começando com muito amor, não necessariamente felizes com tal realidade, mas chegando cada vez mais à conclusão de que qualquer outra situação é o que os americanos chamam de “destruição mútua”. Acho que os processos locais e a impaciência mundial com os problemas que Israel vai causar ao mundo, pois ainda não chegamos ao fim deles, sobretudo no front, contra o Irã e a Síria, um dia, não imediatamente, trarão a chance de se construir uma nova realidade na Palestina. Claro que há hipóteses bem mais terríveis, como o sucesso de Israel na eliminação dos palestinos, antes que o mundo possa agir. É, infelizmente, uma possibilidade. Mas espero… Não quero nem pensar nisso.


Ilan Pappe (http://ilanpappe.com) é judeu, perdeu toda a família sob o jugo alemão na 2ª Guerra e é Historiador, ativista de Direitos Humanos, Professor e Chair no Departmento de História da University of Exeter e co-diretor do Exeter Center for Ethno-Political Studies.
Assisti uma entrevista de Silio Boccanera, com o Professor Pappe hoje à tarde na Globo News e o relato dele é absolutamente estarrecedor. Pappe desafia a Versão Sionista dos eventos acontecidos na Palestina desde 1948.
Entre inúmeras passagens inacreditáveis ele fala do "Projeto" iniciado por Ben Gurion e a seguir por Itzhac Rabbin e o Partido Trabalhista de extermínio do povo palestino, confiscando suas terras, estuprando suas mulheres e matando impiedosamente desde 1948 e intensificado a partir de 1950 com a retirada dos Ingleses do Estado de Israel.
O próprio Pappe se emociona quando fala dizendo nunca poder imaginar que os judeus fossem capazes de fazer o mesmo que os alemães acabavam de ter feito.
Conta que em 1950, por exemplo os israelenses decididos a expandirem seu território a despeito do que foi determinado pela ONU saíram tomando as terras dos colonos palestinos chegando a determinar que estes tinham uma hora para se retirarem levando o que podiam. Davam tiros para o alto e matavam quem se lhes opunha. Mas é muito pior que isso.
A atitude beligerante do Hamas e do Hezbollah não é fruto apenas de ódio anti-semita nem tampouco insanidade de gente desequilibrada.
Os Palestinos clamam ao mundo para não serem sumariamente exterminados porque Israel já decidiu, há muito tempo, que ficará com suas terras.
Visitem o site de Ilan Pappe e entenderão o que realmente se passa no Oriente Médio.
09/01 "O GLOBO - BBC Brasil - Forças israelenses bombardearam uma casa na Faixa de Gaza onde os próprios soldados de Israel tinham colocado cerca de 110 palestinos no dia anterior, segundo um relatório da ONU.
O bombardeio, em Zeitoun, um bairro no sudeste da Cidade de Gaza, ocorreu no dia 5 de janeiro e matou cerca de 30 pessoas"."Segundo várias testemunhas, no dia 4 de janeiro soldados israelenses evacuaram aproximadamente 110 palestinos (metade destes, crianças) e os levaram para uma única residência em Zeitoun, afirmando que eles deveriam permanecer em casa", informou o escritório da ONU no relatório.
"Vinte e quatro horas depois, forças israelenses bombardearam a casa várias vezes, matando aproximadamente 30 pessoas."
Segundo a ONU, os que sobreviveram e ainda conseguiam andar caminharam dois quilômetros para a estrada principal de ligação entre o norte e o sul da cidade para conseguir transportepara o hospital mais próximo em veículos civis.
"Três crianças, a mais nova delas com cinco meses de idade, morreram na chegada ao hospital", segundo o relatório.Lendo o texto acima me vem a imagem da crueldade nazista contra os judeus na Alemanha. É idêntico. E não foi um "acidente".
Foi premeditado.
Israel terá que responder por crimes contra a Humaninade em Genebra ou outro Forum Internacional. Não adianta querer defender o indefensável.
12/01 20:30hs.GENEBRA - O Conselho de Direitos Humanos da ONU aprovou segunda-feira uma resolução que condena Israel por sua ofensiva na Faixa de Gaza, pede o fim imediato das hostilidades e determina o envio de uma missão de investigação independente.
A resolução cria uma equipe para "investigar todas as violações das leis internacionais de direitos humanos" que Israel possa estar cometendo contra o povo palestino.
Além disso, pede que o secretário-geral da ONU, Ban Ki-moon, faça um relatório à Assembleia Geral sobre o ataque a uma escola da ONU na Faixa de Gaza, ocorrido na semana passada.

Vale a pena ver toda a entrevista (legendada em português):


Paulo disse...
O problema da Palestina não é apenas um problema de postos de controle, de abusos dos direitos humanos, do muro, da demolição das casas, da estratégia da ocupação ou do cerco de Gaza. O problema central é o roubo ilegal, a colonização e a ocupação de um país inteiro. Estes são apenas sintomas do nacionalismo judeu expressa pela ideologia sionista.Não se costuma mencionar o facto que esta terra bíblica a que os judeus modernos chamam a "sua terra" foi obtida com o genocídio dos povos de outras nações que ocupavam a terra que os judeus actuais dizem ter um direito histórico.
16 Abril, 2009 14:08
contradicoes disse...
Pois estes mesmos usurpadores dum território, admiram-se e chamam de terroristas aos seus legítimos donos da terra, quando afinal todos os demais países colonizadores tal como o nosso foi obrigado pelas Nações Unidas a devolver os territórios em África aos seus autótenes. Permitindo-se impor-se sobre o povo colonizado, Israel dizima o povo palestiniano perante a passividade do Mundo.
16 Abril, 2009 23:01
xatoo disse...
não só ocuparam e expulsaram os habitantes ancestrais dessas terras, como o fizeram de uma forma completamente terrorista - os actos de aterrorizamento dos árabes começaram logo assim que Hitler chegou ao poder, que utilizou os judeus contra os britânicos que tutelavam a Palestina. Na verdade existiu um pacto de Hitler com as Chefias judeo-Sionistas que utilizaram os judeus como arma de arremesso (exportando-os literalmente) contra o inimigo inglês.O terrorismo do Stern Gang, Irgun Zvai Leumi, etc. é um dado pouco conhecido (porque deliberadamente esquecido, excepto o Leumi que é hoje um importante banco transnacional de Israel).Há um livro recente sobre esse periodo,"Major Farran`s Hat: Murder Scandal and Britain`s War Against Jewish Terrorism 1945-1948" de David Cesarini.Ainda não li, mas deve ser interessante. Alguém que pesquise e acrescente algo.
17 Abril, 2009 01:35
xatoo disse...
ora aqui está a historia da ligação entre o terrorismo do Stern e o dito Bancohttp://www.fpp.co.uk/online/01/10/SwissBanks2.htmleste merece um post.
17 Abril, 2009 01:39
alf disse...
Bela entrevista!Que aconteceu a este tipo?Israel continua a desenvolver uma política de extermínio que ninguém denuncia, uma política a longo prazo conducente ao auto-extermínio dos palestinianos.
17 Abril, 2009 15:04
PRODUCTIONS disse...
Quanto ao livro "Major Farran`s Hat", uma das poucas referências que encontrei na internet foi isto: http://www.ft.com/cms/s/2/34cd4554-1fe2-11de-a1df-00144feabdc0.html http://www.scotsman.com/bookreviews/Book-Review-Major-Farran39s-Hat39A.5135540.jp http://www.play.com/Books/Books/4-/5481726/Major-Farran-Hat/Product.html Mais um livro de qualidade, que nunca irá vêr edição em língua portuguesa.
17 Abril, 2009 16:58

61 ANOS DE NAKBA (DESGRAÇA)
61 ANOS DE OCUPAÇÃO ISRAELITA - 61 ANOS DE "APARTHEID", LIMPEZA ÉTNICA - 61 ANOS DE RESISTÊNCIA PALESTINIANA


A 29 de Novembro de 1947 as Nações Unidas aprovaram a Resolução 181 que recomendava a Partilha da Palestina histórica em um Estado israelita para menos de 20% de habitantes representados por colonos provenientes na sua maioria da Europa sobre 51% do território e um Estado palestino nos outros 49% para um milhão de Palestinianos. Esta divisão, apesar de demograficamente desigual, nunca chegou a efectuar-se.
Entre a decisão de partilha e o dia 15 de Maio de 1948, dia oficial do fim do mandato britânico e a declaração do Estado de Israel, houve uma verdadeira guerra de limpeza étnica que foi relatada historicamente por inúmeros escritores e pensadores. Talvez tenha sido Ilan Pappe, o historiador israelita quem mais relatou e transmitiu as realidades desta guerra através do seu livro denominado
"A LIMPEZA ÉTNICA DA PALESTINA" e baseado em documentos "libertados" pelo governo israelita há mais de dois anos. Neste livro, o escritor relata palavra por palavra e detalhadamente como nasceu a questão dos refugiados, as aldeias completamente destruídas e os massacres cometidos contra o povo palestiniano.
Com a guerra de 1948, iniciou-se um processo de ocupação territorial em benefício dos emigrantes judaicos e da limpeza étnica da população palestiniana que foi seguindo o seu percurso fatídico até aos dias de hoje. O primeiro afastamento da população palestiniana foi levada a efeito por milícias sionistas provocando um êxodo massivo de 750.000 palestinianos que se converteram em refugiados. Junto com os seus descendentes, representam hoje em dia cerca de cinco milhões de pessoas refugiadas além de um milhão e meio a viverem na Faixa de Gaza, a maioria dos quais já havia sido desalojada dos territórios em 1948, 2 milhões na Cisjordania e 1 milhão e meio de Palestinianos, cristãos e muçulmanos que representam 20% da população de Israel.
Aquela primeira ofensiva das milícias sionistas (consideradas grupos terroristas pela comunidade internacional) culminou a 15 de Maio de 1948 com a proclamação unilateral do Estado de Israel por Ben Gurion. Esta data ficou gravada na memória do povo palestiniano como o dia fatídico da derrota, o massacre e o exílio forçado. É relembrada a cada 15 de Maio e conhecida pelo nome de "Nakba", a catástrofe/ a desgraça.
A resolução 194 das Nações Unidas de 11/09/1948 que exigia à comunidade internacional cumprir o direito do regresso dos refugiados palestinos e garantir a respectiva indemnização foi condição para entrada de Israel nas NU mas esta resolução continua sem implementação e a ser anualmente recordada na Assembleia Geral das Nações Unidas Sob o tema: Palestina, os Direitos Inalienáveis.
Durante estes longos 61 anos e até hoje, o Estado de Israel pratica nos Territórios Palestinos Ocupados uma politica de expansão e imposição de factos no terreno, construção de uma rede imparável de colonatos, violação dos direitos fundamentais e políticos da população civil palestiniana, anexação de terras e recursos hídricos, castigos colectivos, isolamento das populações e restrição de movimento dos cidadãos através de controlos militares (check points) cerca de 650 fixos além dos temporários, o muro de separação racista, detenções (11 mil prisioneiros alguns dos quais já ultrapassaram os 37 anos nas prisões israelita), expulsões, torturas, assassinatos, bombardeamentos.... Ignorando as resoluções das NU e de outros organismos internacionais, Israel continua praticando uma política de colonização e expulsão. Continua ampliando o número e tamanho dos colonatos israelitas na Cisjordânia e em Jerusalém onde tem vindo a instalar cerca de meio milhão de colonos.
Após 61 anos o povo palestiniano, apesar de todas as injustiças que tem vindo a sofrer, resiste firmemente aos seus direitos. Resiste contra um Estado militar e confessional que se apoia num "lobby" internacional sionista muito poderoso, que se nega a acatar as resoluções das NU especialmente a 243 e a 338 que insistem na retirada de Israel dos territórios árabes ocupados e a 194 e a 3236 que reconhecem o direito de regresso dos refugiados assim como a declaração do Tribunal Internacional de Haia de 2004 sobre o rápido derrube do muro de separação racista. Sem o apoio e consentimento internacional, o estado ocupante de Israel não poderia ter mantido todos estes anos a incomensurável injustiça contra todo um povo. Os 86 vetos americanos no Concelho de Segurança ajudaram a fazer com que Israel seja um país acima de lei.
Apesar de se recordarem agora os 61 anos da Nakba (desgraça) os palestinos não desistem, continuam e continuarão a insistir no direito ao estabelecimento do seu estado independente nos territórios ocupados em 1967 com Jerusalém oriental como sua capital e encontrar uma solução justa para a questão do regresso dos refugiados.
O Povo Palestiniano nada mais pede do que aquilo que lhe foi concedido pelas resoluções das NU, pela comunidade e legalidade internacionais de acordo com os direitos humanos se é que, e esperamos que sim, ainda exista algum respeito e consideração por aqueles conceitos e resoluções.
Ao relembramos os 61 anos da Nakba (catástrofe/desgraça), lembramos 61 anos do sofrimento que vivemos, os massacres, a tortura e a miséria nos campos dos refugiados nos países vizinhos. 61 anos da Nakba, é altura de mais uma vez exigirmos de todos o governos europeus que assumam a sua obrigação de fazer cumprir as resoluções das NU assim com as obrigações estabelecidas pelo Tribunal Internacional de Justiça sobre a ilegalidade do muro de separação racista. A criação pela União Europeia de uma comissão e tribunal especial que investigue as violações cometidas por Israel em relação aos Convénios, ao Direito Internacional e especificamente sobre o regime de "apartheid" que têm vindo a desenvolver assim como as suas violações à IV Convenção de Genebra e crimes contra a humanidade na sua campanha de isolamento e genocídio contra um milhão e meio de cidadãos que vivem na Faixa de Gaza.
Israel conta com a ideia de que os mais velhos irão morrer e os mais novos irão esquecer-se. Morrerão os mais velhos, mais os mais novos, geração após geração, continuam a ter na mão as chaves das casas dos pais e as escrituras das suas terras para um dia regressarem... As novas gerações mostram-se lutadoras e ligadas às aspirações da sua identidade e de uma pátria própria não desistindo do direito ao regresso, à independência e ao estabelecimento do Estado Palestiniano independente com Jerusalém como capital.

15 de Maio de 2009
Randa Nabulsi
Delegada Geral da Palestina em Portugal

http://www.mppm-palestina.org/index.php/opiniao/72-61-anos-de-nakba