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terça-feira, 16 de dezembro de 2008

HOMENAGEM AO JORNALISTA PATRIOTA IRAQUIANO AL ZAIDI

PELA LIBERTAÇÃO DO JORNALISTA AL ZAIDI E PELA LIBERTAÇÃO DO IRAQUE DOS INVASORES E OCUPANTES
Bush sai do Iraque a sapatadas
“Toma o beijo da despedida, seu cachorro!”

O repórter iraquiano Al-Zaidi lavou a alma de bilhões
no mundo

O jornalista iraquiano Muntadar Al-Zaidi arremessou dois sapatos um dos maiores insultos na cultura árabe contra o criminoso de guerra W. Bush, durante entrevista coletiva realizada no domingo dia 14 em pleno QG da invasão, a Zona Verde.
“Toma o beijo da despedida, seu cachorro”, gritou Al-Zaidi, no primeiro arremesso, após Bush ter enaltecido sua guerra e dito que sua viagem de surpresa a Bagdá era seu “beijo da despedida ao Iraque”.
Em seguida, o jornalista arremessou o segundo sapato, acrescentando que aquele era “pelas viúvas, pelos órfãos e por aqueles que foram mortos no Iraque”.

Iraquianos festejam nas ruas sapatada em Bush Com as duas sapatadas desferidas pelo patriota Muntadar Al Zaidi, a encenação de Bush-Maliki foi para o vinagre. Ou, como destacou uma das organizações integrantes da Resistência Iraquiana, foi um “referendo contra o acordo”

Manifestações em Bagdá, Najaf, Faluja, Basra e outras cidades iraquianas comemoraram na segunda-feira dia 15 as sapatadas do jornalista Muntadar Al Zaidi no criminoso de guerra George W. Bush, em pleno QG da ocupação, na Zona Verde da capital iraquiana.
“Toma o beijo da despedida, seu cachorro”, gritou Al Zaidi ao arremessar o primeiro sapato, que quase atingiu W. Bush, que teve de dar um mergulho, para escapar. Pouco antes, Bush havia enaltecido a escalada da invasão nos últimos meses, e dito que sua viagem era “o beijo de despedida” ao Iraque. Nos países árabes, o arremesso de um sapato é um dos maiores insultos que podem ser feitos.
“PELAS VIÚVAS E ÓRFÃOS”
Logo em seguida, o jornalista arremessou seu segundo sapato, e gritou que esse era “pelas viúvas, pelos órfãos e por aqueles que foram mortos no Iraque”.


O sapato passou zunindo pela cabeça de W. Bush - que se abaixou às pressas enquanto o primeiro-fantoche Nuri Al Maliki tentava dar uma de zagueiro -, e ainda pegou em cheio na bandeira dos EUA atrás deles.

A motivação de Bush para ir a Bagdá era a aprovação, pelo governo e parlamento fantoche, do acordo, ditado pelo Pentágono, que, em nome de marcar a retirada, “autoriza” presença militar permanente dos EUA no país (um corolário da lei de pilhagem do petróleo).

Mas, com as duas sapatadas desferidas pelo patriota Al Zaidi, a encenação Bush-Maliki foi para o vinagre.

Ou, como destacou uma das organizações integrantes da Resistência Iraquiana, foi um “referendo contra o acordo”.

O vídeo da humilhante situação de Bush se abaixando para escapar dos sapatos correu mundo, e até virou joguinho na internet: acerte uma sapatada nele. AQUI: http://bushbash.flashgressive.de/

Poucas vezes a impotência do invasor e seus lacaios, mesmo dentro da sua fortaleza, a Zona Verde, ficou tão patente.

Ergueram muradas e mais muradas, inúmeros postos de checagem, e chega um patriota, com um par de sapatos, e coloca a invasão a nu, a ponto da mídia imperial se ver obrigada a registrar que as sapatadas marcam o melancólico fim do governo Bush.

Na manifestação na capital, um avantajado sapato acompanhava o letreiro: “fora EUA.

Milhares de pessoas, empunhando bandeiras iraquianas – daquelas que invasores e fantoches vivem tentando abolir –, exigiram a retirada imediata das tropas dos EUA e a libertação do jornalista.

“Bush, Bush, ouça bem: dois sapatos em sua cabeça”, gritava a multidão.

No mundo inteiro, e mais ainda, entre os povos árabes e islâmicos, Al Zaidi foi acolhido como herói.

Após seu gesto, o jornalista foi agarrado e espancado ali mesmo por agentes americanos e colaboracionistas, e retirado do local.
Há notícias de que foi levado para o campo de concentração dos EUA junto ao Aeroporto de Bagdá.

Mais de 200 advogados, inclusive o advogado-chefe de Sadam Hussein, Khalil Al Dulaimi, já se ofereceram para defender Al Zaidi (veja matéria).

O canal de TV em que trabalha, a TV Bagdá, com sede no Egito, reiterou pedido de sua pronta libertação e responsabilizou o regime por sua integridade física.

E a ação de Al Zaidi vai fazendo escola: em Najaf, um comboio militar norte-americano foi

repelido a sapatadas.
ANTONIO PIMENTA

quarta-feira, 23 de abril de 2008

ANOS DE HERÓICA RESISTÊNCIA IRAQUIANA

“Que todos vocês protejam a terra natal e se engajem na resistência”
“Não os deixem tomar seu petróleo e sua riqueza.”

“Eu os convoco, filhos do Iraque, a transformar as mesquitas em centros de resistência e a garantir o triunfo da religião, do Islã e da pátria, e a fazer o inimigo sentir que vocês o odeiam por meio de palavras e de ato”




«Tiraram-nos tudo, já não temos nada a perder!»


Cinco anos de resistência antiimperialista
Iraque: Cinco anos de resistência antiimperialista



Em março de 2003, o Iraque foi invadido pelo USA.
Os ianques afirmaram que a guerra seria rápida e que a democracia voltaria a reinar no Iraque.
Armas de destruição em massa e terroristas seriam encontrados e o país voltaria à normalidade.
Cinco anos depois, nem armas nem terroristas foram encontrados.
A resistência segue, dia após dia, golpeando as forças invasoras de Bush e sua corja de assassinos já não têm de onde tirar mentiras para justificar o fracasso da ocupação.


Após dois anos de intensa contrapropaganda, em 20 de março de 2003, forças de uma "coalizão", formada pelo USA e pela Inglaterra — que segundo eles, tinha 49 países
1 —, invadiram o Iraque, a partir do Kuwait.
Os invasores levariam a paz, a democracia e a independência ao Iraque, pelo menos na teoria deles.

A campanha difamatória começou após o "11 de setembro de 2001".
As organizações estadunidenses sem fins lucrativos, Centro da Integridade Pública e Fundo para a Independência do Jornalismo, realizaram um estudo sobre essa campanha, divulgado em janeiro deste ano.
Segundo as organizações, Bush e autoridades de seu governo emitiram 935 declarações falsas sobre a ameaça do Iraque à segurança do USA.
Para as organizações, tudo fazia parte de uma campanha para direcionar a opinião pública a aceitar a invasão do Iraque.

Diante da iminência do ataque ao povo iraquiano, milhares de pessoas, em todo o mundo saíram às ruas.
Bagdá, Londres, Istambul, Madrid, Islamabad (Paquistão), Roma, dentre outras cidades, reuniram cerca de 10 milhões de pessoas nas ruas, em fevereiro de 2003.
No final de março e início de abril, logo após a invasão, grandes manifestações sucederam-se no Brasil, Espanha, Alemanha, Líbia, Paraguai, Argentina, USA, Grécia, etc.
Em abril de 2003, as forças invasoras chegaram a Bagdá.
A estátua do presidente Saddam Hussein foi derrubada e os ianques declararam o controle sobre o país.
Em maio do mesmo ano, Bush declarou o fim da guerra, apesar de manter cerca de 150 mil soldados ianques e um conselho — escolhido a dedo pelos ianques, em junho — para gerir a situação no país.

A farsa do julgamento de Saddam

No dia 13 de dezembro de 2003, com grande pompa, os ianques anunciaram a prisão de Saddam Hussein.
Era o início de uma das maiores farsas já vistas na história.

Saddam, delatado por uma pessoa próxima a sua família, foi encontrado em Tikrit, sua cidade natal.
Ele estava dentro de um buraco, em um depósito.
O administrador ianque no Iraque, Paul Bremer, afirmou que a prisão de Saddam representaria o início de um novo Iraque.
Bremer acreditava que, com a prisão de Saddam, a resistência acabaria.
Grande engano.

No dia 19 de outubro de 2005 teve início a farsa montada para julgar Saddam.
Diante da alegação da defesa de que não pôde se reunir com os acusados, o julgamento foi adiado para 28 de novembro.

O julgamento foi cercado de terror.
No final de outubro de 2005, um dos advogados de defesa de Saddam foi assassinado.
Na primeira semana de novembro ocorreu o segundo assassinato.
O terceiro assassinato ocorreu em junho de 2006, o corpo foi encontrado com sinais de tortura.
No reinício do julgamento, em dezembro de 2005, Saddam se negou a comparecer, classificando o julgamento de "farsa inventada pelo USA".
No final de dezembro, Saddam compareceu ao julgamento e denunciou torturas sofridas na cadeia, além de afirmar em alto e bom som que ainda era presidente do Iraque.

Em janeiro, o juiz responsável pelo caso foi afastado por ser considerado condescendente com Saddam.
No mês seguinte, como protesto, a defesa não compareceu às audiências.
Ainda em fevereiro, Saddam iniciou uma greve de fome, em protesto ao julgamento.

Todas as vezes nas quais compareceu ao julgamento, Saddam chamou a atenção por sua postura firme e decidida.
Ele afirmou veementemente que, mesmo com a invasão, ele ainda era o Presidente do Iraque e conclamou todos os iraquianos a resistir de forma armada à ocupação ianque.

Em 05 de novembro de 2006, o tribunal ilegal e ilegítimo que foi instituído para julgar Saddam o condenou à morte na forca.
Quase 13 meses depois, terminava o circo montado na tentativa de minar a resistência iraquiana.
Saddam comportou-se como um legítimo representante das forças progressistas que lutam no Iraque.
Ao receber a sentença, bradou:
"Vida longa ao povo! Vida longa à nação árabe! Morte a nossos inimigos".

Ao contrário do que esperavam os ianques, a resistência não deixou de agir um só dia, durante e após o julgamento e execução de Saddam.

Crimes de guerra

Além de ocupar ilegalmente o Iraque, os invasores seguem cometendo crimes contra a população civil e contra o país.
Após a ocupação, milhares de pessoas, incluindo jovens, idosos e mulheres foram e continuam sendo presos, torturados e executados.
É prática habitual nas prisões mantidas pelos invasores vendar os olhos e amarrar as mãos nas costas dos detidos, para juntá-las com os pés durante dias e colocar a pessoa em um cubículo de madeira, dentro de um pequeno buraco escuro.
As vendas não são retiradas dos olhos nem para que os presos comam, o que só podem fazer por dez minutos.
A comida é pouca e de má qualidade.

Várias pessoas foram torturadas até a morte, principalmente antigas lideranças políticas e membros do governo anterior à invasão.
A tortura é cotidiana nos centros de detenção ou cadeias clandestina dos novos corpos de segurança iraquianos.
Também não são raras as detenções e torturas em massa.
Estima-se que mais de 250 mil iraquianos foram presos sem motivo.
O número de mortos, segundo a organização Opinion Research Business, com sede em Londres, é de mais de um milhão de iraquianos.

Milhares de pessoas têm procurado, com muita dificuldade, refugiar-se em outros países.
O número de refugiados é desconhecido, mas organizações de direitos humanos iraquianas estimam que este número ultrapasse a cifra dos 500 mil.
Com o estabelecimento dos novos "corpos de segurança" iraquianos se formaram os esquadrões da morte.
Eles têm escolhido seletivamente seus alvos, tentando minar a base de apoio da resistência pelo medo.
Seus alvos são personalidades civis, professores e, principalmente, profissionais da saúde.
Mas também assassinam simples cidadãos e atuam pilhando e destruindo o patrimônio cultural iraquiano.

Mercenários

Mercenários são soldados que lutam junto a um exército regular mediante pagamento.
Hoje, estima-se que 10% de todo o efetivo militar que atua no Iraque seja composto por mercenários.
Os mercenários são contratados por empresas ianques que ganham rios de dinheiro com este serviço, que não passa por qualquer tipo de licitação.
As empresas escolhem países pobres como destino do recrutamento.
Brasil, Chile, El Salvador, Colômbia, Turquia, Nepal, Indonésia estão entre os países preferidos pelos recrutadores.
A promessa é sempre a mesma: ganhar cerca de sete mil dólares por mês.
A tarefa, vigiar instalações militares, campos de treinamento e fazer a segurança do exército ianque (para quê um exército precisa de seguranças?).
Os recrutadores atuam ilegalmente em todos os países.
No Brasil, em 2005, foi descoberta uma rede ilegal de contratação.
Eles atuavam sem os registros exigidos.
Até mesmo no USA, os recrutadores atuam buscando imigrantes ilegais e a parcela pobre da população, prometendo aos primeiros a legalização no país e aos segundos a chance de uma carreira universitária.
A questão é que o grande número de soldados que têm voltado para o USA em sacos plásticos fez aumentar a repulsa da população à guerra.
Famílias inteiras se viram desintegradas por uma guerra injusta.
Além do fato de metade do efetivo treinado para atuar no Iraque acabar desertando ou servindo à resistência.

Das empresas alistadoras, destaca-se a Hallyburton — empresa ligada à exploração petrolífera — que é umas das que mais têm lucrado com a guerra no Iraque.
As ianques Caci e TitanCorp são outras que atuam no Iraque, fazendo os trabalhos sujos da prisão de Abu Graib.

A resistência

A resistência dos iraquianos à invasão começou muito antes da invasão propriamente dita.
Após a Guerra do Golfo, em 1990, o Presidente Saddam Hussein, certo de que o país poderia ser alvo de uma nova investida imperialista, realizava treinamentos militares três meses por ano, destinados a toda a população.
Com a iminência da ocupação, milhares de iraquianos contrários ao governo de Saddam retornaram ao país para ajudar na resistência, certos de que não seriam impedidos de lutar pelo presidente.
O regime iraquiano relaxou a pena de todos os prisioneiros, exceto àqueles que cometeram crime de sangue.
Meses antes da ocupação, o governo abriu todos os depósitos de armas e as distribuiu à população.

A resistência iraquiana, que combate cotidianamente os invasores, é composta e financiada pelos próprios iraquianos.
Sami Alaa, da Aliança Patriótica Iraquiana, em entrevista ao AND (edição 24, abril de 2005), explicou que a Resistência dividia-se em três grupos:
1) aqueles ligados a algum partido político: militantes baathistas, pan-árabes, socialistas, comunistas patrióticos;
2) Oficiais e soldados do antigo exército e polícia iraquianos, que não depuseram as armas e continuaram combatendo. Segundo ele, este grupo é o que realiza as ações mais planejadas e com mais recursos;
3) o terceiro grupo é formado por militantes sunitas, xiitas e até cristãos, mas não passam de 10% de toda a resistência, são organizados local ou regionalmente e não são leais a uma pessoa ou partido.

O certo é que a resistência utiliza habilmente todas as armas das quais dispõe.
Utiliza a tática de guerra de guerrilhas, fustigando o inimigo e se abastecendo de armas e munições do oponente.
Além de atacar pontos estratégicos para os ocupantes, criando um clima de instabilidade permanente.
Os alvos preferidos da resistência são redes de oleodutos — para evitar a pilhagem do petróleo iraquiano —, estradas, postos militares, bases e todos os locais de concentração das forças de coalizão.
De acordo com dados do Pentágono, de 2005, as ações da resistência aumentaram 30% em relação ao ano anterior.
São cerca de mil ações diárias, sendo que apenas 1% são ataques suicidas ou carros-bomba, que a resistência não reconhece como próprios.

Faluja

Faluja, a 60 km de Bagdá tem sido um bastião da luta contra a ocupação ianque.
Uma parte considerável da resistência se concentrava em Faluja e os ocupantes e seus governos fantoches não conseguiam manter instituições na cidade.
Os invasores consideravam-na como o centro do "terrorismo" e garantiam que ali estavam entrincheirados membros da resistência.
Em 2003, a cidade foi palco das maiores manifestações e combates contra a ocupação.
Em abril, a população da cidade tomou as ruas para lutar contra a ocupação.
Após o domínio de Bagdá, outras grandes manifestações e combates foram reprimidos pelos invasores.
Faluja sofreu intensos bombardeios em abril e novembro de 2004.
Os ataques destruíram cerca de 80% da cidade e deixaram mais de cinco mil mortos.
Em 2004 os ocupantes ameaçaram destruir toda a cidade se os moradores não denunciassem os militantes da resistência.
Mas, pelo que tudo indica, ninguém foi delatado.
Mesmo após os ataques, a resistência continuou ativa e os ianques não conseguiram dominar por completo a cidade.

Em 2005, o Pentágono afirmou ter usado fósforo branco nos combates de 2004.
Ainda hoje mais da metade dos habitantes de Faluja enfrenta problemas com água poluída, falta de eletricidade, fome, frio e desemprego.
Os invasores seguem utilizando fortes medidas de segurança.
Por mais que sigam prendendo coletivamente, assassinando, decretando toque de recolher e cortando a água e luz em Faluja, seus moradores não se entregam e seguem como um grande exemplo da heróica resistência iraquiana.

O que todos se perguntam é até quando durará a guerra no Iraque.
Pela capacidade de renovação da resistência, pelo desgaste das tropas ianques e pela repulsa mundial à invasão, é certo que a guerra durará até que os ianques retirem suas tropas, suas instituições e todos que chegaram com a ocupação — terroristas, milícias, mercenários, etc — do Iraque.
A resistência jamais entregará as armas e desistirá de defender seu povo e seu país dos invasores.

Os números da invasão

Mais de um milhão de iraquianos mortos pela ocupação
2,5 milhões de refugiados internos
2,2 milhões de refugiados no exterior, principalmente na Síria
24 mil iraquianos presos sob controle ianque
400 mil iraquianos presos sob controle dos colaboracionistas
43% da população vivendo em extrema pobreza (menos de 1 dólar por dia)
70% dos adultos estão desempregados
metade das crianças com menos de 5 anos sofre de algum tipo de subnutrição
70% da população não tem acesso a água potável
80% da população não é servido por sistema de esgoto
800 mil estudantes sem escola primária
220 mil crianças em idade escolar refugiadas e sem escola
300 professores universitários assassinados
2 mil médicos assassinados e outros 17 mil abandonaram o país
2 horas por dia é o período de fornecimento de energia elétrica, incluindo Bagdá
1. Informações do Global Policy Forum — www.globalpolicy.org

sábado, 19 de abril de 2008

MENSAGEM DE FALLUJA







Massacres de civis: Testemunhas oculares contam acerca de Falluja
por Ewa Jasiewicz
A situação em Falluja está numa escalada e o povo aguarda um ataque maciço nas próximas 24-48 horas. É necessária acção urgente para assinalar e denunciar os crimes de guerra que estão a ser perpetrados aqui.
Informação urgente e apelo de Ewa Jasiewicz, uma activista da solidariedade que trabalhou no Iraque com as organizações Voices in the Wilderness e Occupation Watch, viveu ali durante 8 meses (Bassorá e Bagdad) e na Palestina, sobretudo no campo de Jenin durante 6 meses, fala árabe, e que voltou do Iraque há 2 meses. Ela está em contacto regular com os seus amigos em Bassorá e Bagdad.
Acabo de falar com amigos em Bagdad — Paola Gaspiroli, italiana, do Occupation Watch e Bridge to Baghdad, o jornalista Leigh Gordon, inglês (NUJ, Tribune, Mail on Sunday) e um palestiniano amigo com família em Falluja e amigos no Partido Islâmico Iraquiano. Tanto ele como Leigh têm estado a transportar os feridos de Falluja para Bagdad nos últimos três dias. Ambulâncias têm sido impedidas de entrar na cidade ensopada em sangue. Eis as suas notícias, as quais foram-me contadas esta noite (sexta-feira) ao telefone: Paola Gaspiroli:
"Houve um massacre em Falluja. Falluja está sob sítio. 470 pessoas foram assassinadas e 1700 feridas. Não houve cessar fogo. Eles (os americanos) disseram às pessoas para abandonar, disseram que tinham 8 horas para abandonar e as pessoas começaram a abandonar mas elas foram aprisionadas no deserto. Os americanos têm estado a bombardear com B52s (confirmado também por Leigh num email de três dias atrás). As pontes para Bagdad são tiradas. Temos voos marcados para Amman. Amanhã uma equipe irá a Sadr City para distribuir medicamentos. 50 pessoas foram mortas ali. ?? (esqueci o nome) o 'elástico' chefe em Sadr City (conheci-o, jovem, rapaz brilhante, descreve-se a si próprio como 'elástico' porque ele é tão flexível quanto às suas interpretações do Islão e definições de conduta etc que é muito liberal) disse-me que eu deveria sair. Ele diz mesmo que não pode controlar o seu povo. Estrangeiros estão a ser alvejados. Seis novos estrangeiros foram tomados como reféns. Quatro deles são empregados de uma firma de segurança italiana — foram retirados do seu carro, o qual foi encontrado cheio de armas e cheio de uniformes negros. Bagdad estava silenciosa hoje excepto quanto a Abu Ghraib (Bagdad ocidental, onde se localiza uma vasta prisão a arrebentar pelas costuras com 12 mil prisioneiros), onde um comboio americano foi atacado e nove soldados feridos e 27 sequestrados. É isso mesmo, foram 27. Contudo, nenhum noticiário relatou isto. E eu ouvi isto de (nome a não divulgar sem permissão). Está realmente mau. Eles (os americanos) têm estado a atirar contra ambulâncias, atiradores (snipers) estão a seguir as ambulâncias. Há pessoas de Falluja no deserto. Elas deixaram Falluja mas não lhes é permitido entrar em Bagdad, elas estão presas no deserto, elas são como refugiados. É terrível, mas o povo, o povo iraquiano, está a dar tudo o que pode, estão trazer abastecimentos, toda a gente está a dar toda a sua ajuda para apoiar Falluja. Eu quero permanecer aqui mas tenho de ir, se quiser voltar e ser útil, penso que é melhor sair, Bridges to Baghdad tem de decidir isso. Está a ficar realmente perigoso para italianos. Sentimos como estamos a ser alvejados agora. (a Itália tem uma força de mais de 2500 homens, incluindo Carabinieri ocupando Nassiriya que tem estado sujeita a um certo número de ataques da resistência incluindo o devastador ataque à esquadra de polícia que tirou as vidas de quatro soldados, um civil, um operador de filmes documentários, 12 polícias Carabinieri e oito iraquianos). (...) e Leigh tem sido notável. Eles têm estado a conduzir para Falluja e a trazer pessoas para fora, indo e voltando. Sabem o que se está a passar, eles têm sido realmente notáveis. Querem mais pessoas para ajudá-los mas nós não podíamos daqui. Isto está a ficar muito muito pior. Do meu amigo que tem estado em Falluja hoje e nos últimos poucos dias:
Estamos a ver isto com os nossos próprios olhos. Disseram às pessoas para deixar Falluja e agora há milhares presas no deserto. Há um longo comboio com 13 km de comprimento de pessoas que tentam chegar a Bagdad. Os americanos estão a lançar bombas e tudo o que têm sobre eles. Eles estão a disparar sobre famílias! São todos crianças, velhos e mulheres no deserto. Outros iraquianos estão a tentar ajudá-los. Em Falluja eles (os americanos) estiveram a bombardear hospitais. As crianças estão a ser evacuadas para Bagdad. Há uma criança agora, um bebé, que teve 25 membros da sua família assassinados, ele está no hospital e alguém precisa estar com ele, por que não há ninguém ali para ficar com ele, ele que acaba de perder 25 membros da sua família!? Os americanos estão a despejar bombas de fragmentação (cluster bombs) e novos morteiros, os quais saltam 3-4 metros. Eles estão a bombardear do ar. Há pessoas que jazem mortas nas ruas. Eles disseram que havia um cessar fogo e então entraram, eu vi-os, e começaram a bombardear. Estão a combater outra vez em Falluja e estão a combater bem. Mas estamos à espera do grande ataque em 24-48 horas. Será o ataque principal. Eles irão tomar a cidade rua a rua e vasculhar e atacar. Já fizeram isso numa aldeia próxima, esqueci o nome, mas irão fazer isso em Falluja. Consiga ajuda por favor, junte pessoas para protestar, leve-os à embaixadas, ponha-os a fazer alguma coisa. Há um massacre. E precisamos estrangeiros, os estrangeiros podem fazer algo. Estamos a fazer um protesto, Jo (Jo Wilding www.wildfirejo.org.uk) e os outros do seu grupo estão a vir aos pontos de controle americanos amanhã. Não temos dormido nos últimos 3 ou 4 dias. Precisamos atenção. Tenho fotos, filme, demos para a Al Jazeera, Al Arabiya mas tiramos outras. Faça tudo o que puder. Voltamos amanhã".
Leigh Gordon:
Conseguir por todos os meios mas eu e (...) provavelmente não estaremos por aqui. Quero dizer que eles estão a ficar loucos. (...) está a dizer aos estrangeiros para virem mas não é seguro. O chefe de Falluga disse que não podia garantir minha segurança. Parece que está a enlouquecer, penso que os estrangeiros começaram a ser assassinados em breve — quero dizer que as pessoas estão a ficar desesperadas, quando elas vêm a sua mãe, pai, casa, gato, cão, tudo bombardeado ao começar o ataque. Eles (os americanos) disseram que estas operações durariam só 5 dias e chegariam ao fim. Eles precisam libertar tropas de outras frentes irrompendo por todo o país. Eles estão a vir para matar. Não há meio de garantir a segurança de ninguém. Penso que você pode ser útil mas não como voce possa contar à sua mãe e pensar que estará de volta em uma semana. Nós provavelmente seremos mortos amanhã. Venha, mas nós podemos não estar aqui.
Quando você ler isto, um massacre está a ter lugar em Falluja, Iraque. Falluja é uma cidade que tem estado a resistir à ocupação do Iraque desde Junho. As tropas americanas foram empurradas para a beira da cidade desde então. Combateu duramente e a sobretudo com firmeza e tem sido regularmente golpeada por jactos F16 e helicópteros Apache artilhados desde então, com civis a serem sacrificados numa base regular. Bem mais de 470 pessoas foram agora assassinadas pelas tropas americanas em Falluja, nesta semana. 1700 foram feridas. Espera-se que a portagem da morte ascenda devido à natureza do cordão militar do sítio em torno da cidade. Ambulâncias estão a ser alvejadas e seguidas por atiradores sniper se elas tentam entrar na cidade. Testemunha oculares relatam terem visto corpos a jazer nas ruas. Hospitais foram atacados. Abastecimentos médicos e camas escassas estão em níveis de crise. Os residentes chamam a isto um massacre. Pessoas de toda a parte estão a tentar, algumas com êxito, entrar em Falluja para ajudar a evacuar os feridos por carro. Pessoas estão a doar comidas, medicamentos e água àqueles que fogem. Todo o Iraque está a observar e simpatizar com Falluja dizem as pessoas ali no terreno. No momento em que se escreve (10/Abr/04) uma coluna de 13 km de residentes de Falluja foge da cidade massacrada por bombas, presos no deserto e rodeados por tropas americanas as quais, relatam testemunhas oculares, estão a disparar sobre elas. A maior parte dos abandonados no deserto é constituída por velhos, mulheres e crianças. Para os soldados americanos estacionados próximos à cidade, a situação é impossível e o seu sangue também está a ser derramado para os aproveitadores de lucro do mercado que promovem os interesses dos governos dos EUA e RU e interesses corporativos. Recentemente, a longa fermentação do descontentamento, frustração, humilhação e ódio crescente contra a ocupação explodiu. A ocupação está a ser combatida pela sua simples existência, o seu racismo, a sua violência. Está a reciclar e a devolver o poder da elite dirigente neo-baathista, a retreinar e recontratar mais de 10 mil torturadores e agentes de inteligência baathistas, está a rescrever as leis do Iraque através das ordens da Autoridade Provisória de Coligação (principalmente a Ordem 30 sobre Condições de Salário e Emprego para Empregados do Serviço Civil o qual estabelece o salário mínimo para os trabalhadores do Sector Público Iraquiano em 69.000 ID (US$ 40 por mês — menos da metade do salário recomendado para um trabalhador explorado numa zona de livre comércio no vizinho Irão), mais a Ordem 39 sobre Investimento Estrangeiro que permite em 100% a propriedade estrangeira — privatização — e corta a mais elevada taxa do imposto sobre o rendimento de 45% para 15%) resultaram na insurreição. O clima no Iraque modificou-se do protesto à resistência, e agora à insurreição. Manifestações têm decorrido todos os dias por todo o país desde o princípio da ocupação, com protestários que vão desde estudantes a pensionistas, desempregados, mulheres, antigos soldados e crianças. Este novo levantamento foi etiquetado como um revolta em apoio ao clérigo anti-ocupação Mugtada al Sadr, mas na realidade ele é generalizado, incontrolável, rudimentar e variado. Ele não é islâmico, não é apenas nacionalista, não é baathista. É uma luta generalizada contra a ocupação — o maior incitamento à violência no país. Por favor, manifeste solidariedade com o povo do Iraque neste momento de sublevação e banho de sangue. Por favor, junte-se aos protestos contra o sangrento massacre em Falluja, o qual espalhar-se-á se os exércitos de ocupação continuarem incontrolados e não desafiados. Parem a guerra em curso contra o Iraque Tropas fora do Iraque. O original encontra-se em
http://globalresearch.ca/articles/JAS404A.html .

Esta notícia encontra-se em http://resistir.info .

THIS IS MY MOTHERLAND


I WILL GIVE YOU A SECRET


OPEN YOUR HEART


HERE IS MY MOTHERLAND


EITHER LIVING OR DYING IS MY PAY


MOSTLY, BECAUSE OF THIS


REASON I WILL CONVERT


THIS LAND INTO HELL


FOR YOU AND INTO


PARADISE FOR ME


I WILL GIVE YOU A SECRET


OPEN YOUR HEART


YOU ARE IN MY RESURRECTION


RANGE EVERY


SECOND YOU LIVE


YOU ARE IN MY


RESURRECTION


RANGE DURING


EVERY BREATH


YOU TAKE!


THIS IS MY MOTHERLAND!


THE CITY OF MOSQUES,


FALLUJA!


I


LIVE


INDEPENDENTLY!


I CAN LIVE WITHOUT MY MOTHER


I CAN LIVE WITHOUT MY FATHER


I CAN LIVE WITHOUT MY SON & DAUGHTER


HOWEVER, I CAN NOT LIVE WITHOUT MY MOTHERLAND!


DO NOT FORGET!


I AM DYING IN MY OWN MOTHERLAND AND YOU?


DYING AND KILLING IS A HONOUR FOR ME!


IT IS A SHAME FOR YOU


IT IS DISGRACEFUL FOR YOU


I WILL GIVE YOU A SECRET


OPEN YOUR HEART!


YOU MAKE US SLEEP


LET THE WHOLE WORLD SLEEPS!


BUT I AM AS AWAKE I HAD NEVER BEEN!


I WILL RESIST!


MY SHROUD IS MY MORTAL BODY!


DIRGES ECHO INSIDE THE FALLUJA!


PAY ATTENTION!


WHAT DOES THE HEART SING?


THOSE WHO DO NOT WANNA HEAR ME,


YOU WILL PAY BACK!


I WILL GIVE YOU A SECRET!


OPEN YOUR HEART!


YOU ARE IN THE RESURRECTION RANGE!


YOU ARE IN THE RESURRECTION RANGE!


I WILL GIVE YOU A SECRET!


OPEN YOUR HEART!


THE FESTIVAL BEGINS WITH MY INDEPENDENCE!


THE FESTIVAL BEGINS WITH MY INDEPENDENCE!


THE FESTIVAL BEGINS WITH MY INDEPENDENCE!


FUCK MIDDLE AMERICA!






segunda-feira, 11 de fevereiro de 2008

ARMAS DO TERRORISMO AMERICANO


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http://free.freespeech.org/americanstateterrorism/ClusterBombs.html
The Weapons of American Terrorism:Cluster Bombs
AssassinationChemical & Biological Weapons • Cluster Bombs • Depleted UraniumDomestic OppressionFuel-Air BombsNuclear BombsSurveillanceTorture
Cluster bombs are one of the most savage and inhumane weapons in the arsenal of the United States Corporate Mafia Government and military.
These instruments of bloody terror are used for the gruesome slaughter of both military and civilian people around the world.

Each cluster bomb is composed of 200 to 700 bomblets.
When each bomblet explodes it fragments into about 300 pieces of jagged steel — sending out virtual blizzards of deadly shrapnel.

People are decapitated, arms, legs, hands and feet are severed from their bodies — anyone and anything alive in the immediate vicinity is shredded into a bloody mess.

Picture yourself, your girlfriend or boyfriend, your wife or husband, and your children reduced to dismembered body parts by the United States military, and you'll have a clue as to what unfortunate people around the world have experienced since the
Vietnam Genocide.

Cluster bombs were used by American/NATO forces to brutally murder civilian people all over

Yugoslavia in 1999 and Afghanistan in 2001.


American/British forces have used cluster bombs against the civilian people of Iraq from 1991 to the present day.


Millions of cluster bombs were dropped on the civilian people of Vietnam, Laos and Cambodia during the viciously racist genocide known as "the Vietnam War."

Once released from a U.S. Air Force or Navy jet, cluster bombs fall for a pre-set amount of time or distance before their dispensers open, spreading the bomblets widely so they can effectively slaughter people over a wide area.

During the bombing of Yugoslavia, American/NATO pilots routinely flew at high altitudes to avoid anti-aircraft fire as they dropped their cluster bombs. This made the bombing thoroughly indiscriminate, guaranteeing that there would be zero accuracy in hitting specific "military" targets.

This revealed very clearly that the NATO bombing was in fact a terror campaign against the entire civilian population, rather than a genuine military campaign.

With the opening of a 1,000-pound cluster bomb a couple of hundred bomblets shoot out in all directions. Each one has a little parachute that looks like an inverted umbrella. The chutes slow down the descent of the bomblets and disperse them so they'll hit as many "soft targets" as possible.

"Soft targets" is military-speak for human bodies. The U.S. military — and the corporations that make these murderous weapons — routinely uses such sterile euphemisms in an attempt to hide the fact that they are in the business of brutally murdering human beings.

The Public Record of American War Crimes

Yugoslavian
Military Medical Academy Reports, Civilian Casualties:

http://www.vma.sv.gov.yu/Civil/index_engleski.html

WARNING — this site has gruesome photos that show what American cluster bombs do to human bodies.

Every victim was somebody's daughter, somebody's son, somebody's brother, sister, wife, husband, mother, father, grandfather, grandmother. Each one was somebody's friend.

They could just as well be your loved ones.

If you're not a media-numbed moron, these photos will be deeply disturbing to see.

But terrible though they are, these photographs constitute an essential public record of American/NATO war crimes.

Cluster bombs as landmines

Each cluster bomblet is activated by an internal fuze, and is set to explode above ground, on impact, or to be time-delayed — that is, they can be made into time bombs or mines.

In addition, the rate at which cluster bombs fail to explode at the intended time is 5 to 30 percent.

The use of cluster bombs, therefore, is the equivalent of creating uncharted mine fields.

The smaller bombs are designed to explode near the time of impact. But since 5% to 30% fail to explode at the time set for them, unexploded bombs litter every target area, silent and nondescript.

Until picked up by an unfortunate child or accidentally kicked by a passerby.
Unexploded bombs may rest on top of the soil in clear view.

Cluster bombs may also hide themselves if they land in weeds, soft soil, sand, mud or water. Alternatively, bombs on top of the ground may become buried by soil erosion or growing plants.

In this way they become hidden killers, blending into their surroundings like land mines. And over time cluster bombs become more unstable — they explode more easily.

Used by the United States military since the Vietnam Genocide, cluster bombs are among the most indiscriminate weapons in their arsenal.


These bombs not only cause physical suffering and loss — they also severely hinder agricultural and economic development of the land, many years into the future. Villagers are terrified to work on land they know is littered with unexploded cluster bombs.

This is what the United States Air Force and Navy have done to the people and land of
Laos, Cambodia, Vietnam, Iraq — and now Yugoslavia.

Every year hundreds of people in these lands — including many children — are murdered and maimed for life by American cluster bombs that have become land mines.

This is why the U.S. Corporate Mafia Government refuses to sign a treaty for the elimination of land mines. It knows that if it signed such a treaty it would be pressured to end its use of cluster bombs.

Varieties of American-made Cluster Bombs


CBU-52B
The bomblets in the CBU-52 are softball-sized and are intended primarily to shred and dismember human bodies. The dispenser holds 220 of the bomblets and can be used against both people and light-skinned vehicles.
CBU-58A/B
This cluster bomb is also used to butcher human bodies and destroy light skinned military or civilian vehicles. The dispenser holds 650 baseball-sized bomblets to be dispersed indiscriminately over a wide area.

MK-20 Rockeye
The Rockeye is a clamshell-shaped dispenser holding 247 dart-shaped bomblets. These bomblets free fall and can cover a 3,300 square yard area, detonating on impact. The dart-shaped warhead charge in the bomblet is intended for use against armor and people.
CBU-59B Rockeye II
A newer version of the MK-20 Rockeye cluster bomb, the CBU 59 is used against both modern armor and human bodies. Rockeye II and the older Rockeye I are dart shaped bomblets with a small fuze in the pointed end of each bomblet. The CBU-59 dispenser holds about 700 bomblets.
CBU-71/B
The CBU-71/B is very similar to the CBU-58, carrying 650 baseball-sized bomblets. The CBU-71 bomblets have what the U.S. war criminals call "a random delay fuzing option."

Translation from military-speak:
These cluster bombs are used as land mines, set to explode at a variety of times after hitting the ground, to terrorize a local population.
CBU-72 Fuel-Air Explosive

This cluster bomb is different from all the others. It's an extremely destructive incendiary bomb, rather than a shrapnel bomb.

The U.S. military like to emphasize that it's used to "detonate minefields" and to "destroy aircraft parked in the open." What they would rather not discuss too publicly is that it's also used to burn the occupants alive in armored vehicles, and to burn alive and suffocate people who are taking shelter in bunkers.

The bomb is made up of three separate bomblets dispensing an aerosol fuel cloud across the target area. As the fuel cloud descends to the ground it is ignited by an embedded detonator to produce what U.S. war criminals call "an impressive explosion."

The rapidly expanding wave front due to overpressure flattens all objects and burns all people alive within close proximity of the epicenter of the aerosol fuel cloud. It also produces "debilitating damage" well beyond the flattened area.
Translation from military-speak:

Civilian people are horribly burned to death and their bodies crushed over a very wide area.
CBU-87 CEM Combined Effects Munition
According to the "Jane's Air-Launched Weapons" directory, the U.S.-made CBU-87 "combined effects munition" is a "free-fall cluster bomb" composed of 202 "multi-purpose bomblets."
Each bomblet is capable of penetrating up to 177 mm (seven inches) of armor and has fire-starting capabilities as well.
The CEM dispenses the 202 bomblets over an area of 800 feet by 400 feet.
U.S. war criminals call it "an area denial cluster weapon."

Translation from military-speak: the bomblets create an 800 x 400 ft. uncharted mine field.

This cluster bomb is intended to destroy both lightly armored vehicles and human beings.

The CBU-87 was used extensively to slaughter Iraqi civilian men, women and children during the Desert Storm terror campaign.
CBU-89
The "GATOR" family of scatterable mines is another favorite body-butchering weapon used by the cowardly mass-murderers who like to think of themselves as "fighter aircrews." The dispenser holds 72 anti-armor mines and 22 anti-personnel mines. These mines arm immediately upon impact.

The GATOR has two integrated "kill mechanisms": a magnetic influence fuze to sense armor, and deployed trip wires that explode the bomb when adults, children or your pet dog walks on or disturbs them.

Another feature of the GATOR is the "random delay function" detonating over several days for "highly effective area denial and harassment operations."

Translation from military-speak:
These evil weapons are highly effective for the murder and long-term terrorization of human beings. Any human beings it pleases the U.S. Corporate Mafia Government to use them against.

Such as Iraqi children, Vietnamese children, Laotian children, Cambodian children, Albanian children and Yugoslavian children.

CBU-97 Sensor Fuzed Weapon
This "cosmic cluster munition" combines 10 bomblets with 4 "skeet type" warheads in a single dispenser, providing 40 weapons total. After release, a fuze causes the dispenser to disperse the 10 bomblets, each stabilized by a parachute.

At a preset altitude a rocket fires, propelling the bomblet in an upward vector. As the bomblet climbs, it is spun to disperse the 4 internal skeet warheads randomly by centrifugal force.

An infrared sensor in each warhead searches for a motorized vehicle or living being, and upon discovery detonates over it, firing a "kinetic fragment." The fragment drives itself through the lightly armored top of the vehicle — or the head of the unfortunate person.

If no isolated victim is found, the sensor detonates the warhead above ground to spray the battlefield — or the village market square — with a myriad of lethal fragments.

This brutal American weapon of mass-destruction is very effective against armor and human bodies, covering a 4,800 square yard area.

CBU-97/B Sensor Fuzed Weapon
The CBU-97/B cluster bomb, created by
Alliant Techsystems of Hopkins, Minnesota, was used in the American/NATO terror campaign of 1999 to butcher civilian people all over Yugoslavia.

For example, this is probably the model that slaughtered the old men and women doing their shopping on the market street in the southern Serbian town of Nis.

This cluster bomb destroys armored vehicles like tanks, and can spray a "battlefield" (read: market square) with metal fragments, making it lethal against people and other "soft" targets. Like horses, cows, sheep and family pets.


According to Jane's Defense Weekly, which predicted its use in early April 1999 (by which time it had already been used), each sensor fuzed weapon (SFW) carries forty SKEET warheads that use infrared sensors to home in on armored vehicles and people.

Each warhead is a copper-plated, 1 kg Explosively-Formed Projectile that spins at 1,600 rpm. The SFW can be dropped from 200 to 20,000 feet from B-1, B-2 and B-52 bombers, as well as from A-10 Warthog ground attack aircraft and F-15 and F-16 fighters. The SFW can cover an area the size of about 12 football fields (or 6 hectares).

A B-1B bomber can carry 30 SFWs, or 1200 individual cluster bombs, with the potential to butcher every living being in an area equal to 360 football fields.
Five B-1B Lancer bombers were deployed on April 1, 1999, at RAF Fairford, England, and used to murder and terrorize the civilian men, women and children of Yugoslavia.

The A-10 Warthog and F-16 can be fitted with four SFWs. At the beginning of April, only the B-1B had been "certified" for using the SFW, which suggests that any other aircraft using the weapon was conducting experiments in the so-called "combat" situations.

British cluster bomb — the RBL755
The British, America's favorite partners in war crime, have their own version of the cluster bomb.

They too used it to butcher civilian men, women and children all over Iraq and Yugoslavia.

The UK arms company
Hunting Engineering of Ampthill, Bedford, manufactures the British cluster bomb.

Each RBL 755 weighs 600 lb and breaks up in the air releasing 147 bomblets, each of which explodes into approximately 2000 metal fragments. About the size of a soft-drink can, parachutes slow the bomblets' fall, and each has the explosive power to destroy a tank — if by some miracle it hits a tank in the right place.

That's a big "IF" indeed — considering the safe-for-the-pilot altitude from which the bombs are dropped. Such high-altitude delivery guarantees there will be essentially zero accuracy. That means lots of dead civilian people, including children.

The 'R' BL755 uses a different fuze from the original low-level delivery variant allowing it to be dropped from a high enough altitude — above 10,000 ft (3,305 m) — where there is little or no threat from hand-held, infrared-guided, surface-to-air missiles and anti-aircraft artillery.

Related sites


Cluster Munitions: The Bombs That Keep On Killing
http://www.icbl.org/lm/2000/report/LMWeb-60.php3

Kosovo: "A Wasteland Called Peace"

http://www.icbl.org/resources/raejune99.html
A report by The UK Campaign for a Transparent & Accountable Arms Trade on the illegal and immoral American/NATO use of cluster bombs.
Laos War Legacy

http://www.mcc.org/clusterbomb/laos_legacy/index.html
The Mennonite Central Committee report on the genocidal use of cluster bombs by the United States Air Force against the people of Laos during the Vietnam War.
Legacy of the Secret War

http://www.mcc.org/clusterbomb/secret_war/index.html
"The Continuing Problem of Unexploded Ordnance in Xieng Khouang Province, Laos, and the Response of the Mennonite Central Committee and the American Friends Service Committee, 1972-1994."
NATO cluster bombs
kill 100 Albanians in Kosovo: Where is the outrage?
http://www.wsws.org/articles/1999/may1999/koso-m15.shtml

Cluster Munitions: America's DUMB Bombs

http://www.fas.org/man/dod-101/sys/dumb/index.html
Part of the valuable Federation of American Scientists (FAS) website, this section gives comprehensive descriptions of individual cluster bomb models. The individual listings contain photos and diagrams of the bombs as well as photos of the aircraft that deliver them. Has photos of cluster bombs exploding over tanks and other battlefield targets.

No photos of decapitated children in residential Yugoslavian neighborhoods, though. The Pentagon doesn't want you to know about that particular use for cluster bombs. No, you just be sure you obediently pay your taxes so the Pentagon can buy these weapons, and keep your own head stuck firmly in the sand.
One photo series shows a fuel-air bomb exploding over a two-story, house-like structure on a desert test range.
http://www.fas.org/man/dod-101/sys/dumb/fae.htm(Such a target trains U.S. Air Force and Navy pilots to get used to the idea of murdering civilians in residential houses.


The U.S. military turns men and women into inhuman murderers, butchering people on command.

Then it tells these fools they're "heros," when in fact they're nothing but trained rats.)

Now picture you and your loved ones underneath that fireball.

Then you'll have a clue as to what the people of Yugoslavia experienced for 79 days and nights in 1999.


And what the people of Southeast Asia experienced for 14 YEARS, courtesy of Uncle Sam.


To see the type of cluster bomb commonly used by heroic American/NATO pilots to butcher children, women and men, young and old, all over Yugoslavia and Iraq, see:



Bibliography

Rogue State:A Guide to the World's Only Superpowerby William Blum
NATO TARGETS (video)produced by Gloria La Riva

To Kill A Nation:The Attack on Yugoslaviaby Michael Parenti
Killing Hope:U.S. Military and CIA Interventions Since WWIIby William Blum
The Beast Reawakensby Martin A. Lee
NATO in the Balkans:Voices of Oppositionby Ramsey Clark, Sean Gervasi, Sara Flounders, Thomas Deichmann, Gary Wilson, Richard Becker and Nadja Tesich
Against Empireby Michael Parenti

The Sword and the Dollar:Imperialism, Revolution and the Arms Raceby Michael Parenti
What Uncle Sam Really Wantsby Noam Chomsky

The Culture of Terrorismby Noam Chomsky
Deadly Deceits:My 25 years in the CIAby Ralph W. McGehee
Derailing Democracy:The America the Media Don't Want You to Seeby David McGowan

The Habits of Highly Deceptive Media:Decoding Spin and Lies in Mainstream Newsby Norman Solomon
Inventing Reality:The Politics of News Mediaby Michael Parenti
War, Lies & Videotape:How media monopoly stifles truthedited by Lenora Foerstel; multiple authors


The Weapons of American State Terrorism
Assassination
Chemical & Biological Weapons
Cluster Bombs
Depleted Uranium
Domestic Oppression
Fuel-Air Bombs
Nuclear Bombs
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