segunda-feira, 15 de dezembro de 2008
PACIÊNCIA TEM LIMITES
quinta-feira, 11 de dezembro de 2008
INVASÃO DO IRAQUE: CINCO ANOS DE TERROR PARA O POVO IRAQUIANO
É o que diz a letra da trilha musical.
As imagens da invasão do Iraque em março de 2003 foram coletadas dos noticiários de TV à época.
sexta-feira, 26 de setembro de 2008
CRIMES CONTRA A HUMANIDADE
Em 20 de março de 2003, as tropas norte-americanas invadiram o Iraque. Após cinco anos de invasão, a vida do povo iraquiano tornou-se um inferno.
Na verdade, os EUA promovem no Iraque um dos maiores genocídios do nosso tempo.
Recentemente, um surto de cólera tem se alastrado no país, devido à destruição do sistema de saneamento.
Todos os dias, os iraquianos são submetidos a maus-tratos das tropas norte-americanas. Suas casas são invadidas a qualquer hora do dia ou da noite.
Infelizmente, esses são apenas alguns dos muitos crimes semelhantes que acontecem todos os dias, mas que são cuidadosamente censurados pelo governo de Bush.
Com tantas agressões e humilhações, o povo iraquiano tem aumentado sua resistência à invasão e os grupos insurgentes são cada vez mais fortes e contam com maior apoio da população.
Última Edição (Nº 98)
http://www.averdade.org.br/ler.php?secao=4¬a=67
segunda-feira, 8 de setembro de 2008
LAYLA ANWAR EM A VERDADE DO IRAQUE

Uma mulher de Bagdade responde aos médias dominantes
No tempo da ex-"Ditadura"
21 de Março de 2008
Layla Anwar
Fonte: blogue An Arab Woman Blues, via uruknet
Ilustração: obra da pintora iraquiana Sundus Abdel Hadi intitulado "A batalha da Suméria" (2004)
A quem não o saiba lembramos que, sob a ex-ditadura, nós estávamos vivos e que, agora, somos apenas cadáveres...
Sob a ex-ditadura e durante e apesar de 13 anos de sanções desumanas, náo havia aqui guetos nem queríamos saber da seita religiosa de uns ou de outros, havia casamentos misturados, vizinhanças misturadas...
Podíamos sair à rua sem sermos crivados de balas pela milícia iraniana ou por alguma patrulha do exército, não tínhamos barreiras de controlo, nem carros armadilhados, nem psicopatas da al-Qaeda, nem sadristas xiitas sectários de turbante e uniforme negro, não tínhamos de nos vestir à ninja, nem éramos violadas e ninguém nos atirava ácido à cara...
Éramos livres de ir rezar numa igreja ou numa mesquita, tínhamos os nossos empregos, as nossas casas, comida para os nossos filhos, os nossos hospitais funcionavam apesar das vossas sanções tirânicas (agora, 90% dos hospitais iraquianos têm uma falta absoluta de pessoal qualificado)...
As nossas estradas não estavam destruídas, as nossas pontes ofereciam travessias seguras, não tínhamos mulheres e crianças a pedir e a dormir pelas ruas, não tínhamos os 4,5 milhões de refugiados que temos agora, apinhados nas fronteiras ou a apodrecer nas tendas, tínhamos electricidade e água para beber, onde nunca encontrávamos vermes a flutuar...
Os nossos rios não eram vazadoiros de cadáveres nem os nossos jardins estavam transformados em cemitérios. As nossas crianças não eram vendidas nem traficadas. Os nossos professores universitários e investigadores (mais de 450 assassinados), médicos (500 assassinados) e outros técnicos (às centenas) não se exilavam nem eram mortos.
As nossas universidades ainda conseguiam produzir licenciados e as nossas escolas não eram atacadas com morteiros.
As nossas mulheres podiam conduzir, trabalhar, casar-se e divorciar-se à vontade...
No tempo da ex-ditadura, não tínhamos cerca de 100.000 presos sem julgamento, nem crianças sodomizadas nas cadeias, nem mulheres violadas por gangues em troca da libertação dos seus entes queridos...
No tempo da ex-ditadura, os nossos artistas, poetas, escritores, cantores e jornalistas (233 mortos desde 2003) não eram raptados nem assassinados...
"Under the former dictatorship, we were not rejects.
We still earned the respect of others.
Under the former dictatorship we had no mass corruption, no public thieves, no fraud...
Under the former dictatorship we had no Israelis, no Iranians and no Americans...
And sell out, treacherous Iraqis with foreign political agendas, were silenced, for the greater good.
Under the former dictatorship we had no 2 million widows, 5 million orphans, 4 million wounded, an X number of disappeared, we had no mass graves of a million plus murdered by Democracy.
Under the former dictatorship we were not considered the second most corrupt country in the world and the FIRST most dangerous country on earth...
Under the former dictatorship, we had a country called Iraq.
Under the former dictatorship we had a Life.
Under the former dictatorship, we were Free".
terça-feira, 1 de julho de 2008
CINCO ANOS DE GENOCÍDIO NO IRAQUE
por ALTAMIRO BORGES Às 23h35 de 19 de março de 2003, no horário de Brasília – ou 5h35 da madrugada 20 de março, no horário de Bagdá –, os EUA iniciaram o brutal bombardeio aéreo ao Iraque com o objetivo de invadir esta nação soberana.

Os 157 mil soldados da tropa regular, além dos 130 mil mercenários, não conseguiram dobrar a resistência da guerrilha iraquiana.

domingo, 15 de junho de 2008
O POVO IRAQUIANO RESISTE

A intervenção vinha há muito sendo preparada, no quadro do plano de controle político, pelos EUA, de toda a região que vai do Mediterrâneo Oriental até ao Sudeste Asiático.
Em 8 de novembro de 2002, os EUA ainda haviam conseguido fazer passar por unanimidade uma resolução do Conselho de Segurança que “oferecia” ao Iraque uma última oportunidade para satisfazer os seus compromissos de desarmamento e, em particular, para fornecer informação exata e completa sobre os seus programas de desenvolvimento de armas de destruição maciça e de mísseis balísticos (exigida pela resolução 687 de 1991!).
Mas em março de 2003 essa unanimidade não existiu.
Em 22 de maio de 2003, a resolução 1483 faz o levantamento de sanções (a um Iraque cuja soberania havia sido usurpada), reconhece aos EUA e ao RU a “autoridade” de potências ocupantes, cria um representante especial no Iraque para coordenar a atividade da ONU no território, e propõe a criação de um Fundo de Desenvolvimento para o Iraque - DFI (alimentado evidentemente pelas receitas da indústria petrolífera) e uma correspondente Junta Internacional de Acompanhamento e Monitorização (IAMB).
E, em 16 de outubro de 2003, a resolução 1511, sublinhando a natureza temporária da Autoridade Provisória da Coligação (CPA), saúda o recentemente constituído Conselho de Governo e reconhece ambos como sendo os principais órgãos da administração interina no Iraque. Pede que cooperativamente estabeleçam uma agenda para redigir uma constituição e realizar eleições; autoriza a constituição de uma força de segurança multinacional e solicita a comunidade internacional a urgentemente contribuir para ela (assim “legitimando” as forças invasoras e de ocupação); pede aos Estados para contribuírem não só para a força de segurança mas também para a “reconstrução” do Iraque e o seu financiamento (inclusive transferindo para o Fundo de Desenvolvimento (DFI) os ativos do regime deposto congelados no estrangeiro); os recursos do país estariam em saldo e era legitimada a antecipada apropriação de recursos que as corporações norte-americanas conduziam desde o primeiro dia.
Finalmente, a resolução 1546 de 8 de junho de 2004 do Conselho de Segurança, avança no caminho encetado, de legitimação do processo de ocupação, expropriação e subjugação do Iraque.
A cimeira da OTAN, a 28 de junho, em Istambul, foi sincronizada para o governo interino do Iraque, no suposto exercício da sua soberania, já solicitar e obter dessa aliança apoio para o treino das forças de segurança iraquianas, pois que pouco mais os aliados estavam dispostos a comprometer no plano militar.
A agressão ao Iraque foi “oferecida” pelo poder imperial do capital transnacional às indústrias petrolífera, da guerra e da reconstrução.
Assistimos ao dramático sofrimento e à inaudita resistência do povo por todas as vias incluindo a luta insurgente; por detrás desta luta encontram-se necessariamente múltiplos suportes materiais e morais e uma ou várias estratégias insurrecionais; mas subjacentes estão os enormes sofrimentos, indignação e rebeldia insubmissa do povo iraquiano.
A autoridade ocupante (CPA) tomou o partido Baath como o inimigo principal das forças ocupantes e da própria população iraquiana (enganando-se a si própria como agente de “libertação” e “democratização”) sem entender a diversidade de perspectivas e aspirações e as nuances das relações entre árabes e curdos e entre sunitas e xiitas e recorrendo irracionalmente ao exercício da força para “resolver” a sua própria incapacidade de entendimento, assim convertendo potenciais conjunturais aliados em imediatos opositores. Exemplar foi o seu comportamento em face de dois importantes lideres xiitas, um “moderado” e outro “radical” – Sistani e Moqtada – conseguindo hostilizar ambos.
No vazio de uma análise fundamentada e perante um povo insubordinado, a coligação e a força invasora encontraram dificuldades para elas inesperadas.
Às dificuldades internas da coligação junta-se a adversidade do contexto internacional para os seus propósitos.
São admitir perspectivas de alargamento do conflito a países limítrofes; tendo havido objetivos predefinidos no início desta guerra insensata, há todavia, necessidades estratégicas que emergem.
OCUPAÇÃO E RESISTÊNCIA
A presença norte-americana no Iraque é uma ocupação militar permanente e o exercício de controle político-militar que se pretende exaustivo.
Estimativas anunciadas das forças insurgentes tendem a ser conservadoras, ficando por 5 mil partidários baathistas; mas um maior número, difícil de estimar, serão os part-timers que emergem e se dissolvem na população; o número total atingiria, então, 20 mil, segundo analistas norte-americanos.
A maioria dos insurgentes são iraquianos seculares nacionalistas (compreendendo também antigos membros do partido Baath ou da Guarda Nacional), mas também são numerosas as milícias islâmicas.
A “colaboração” entre forças ocupantes e forças de segurança iraquianas bloqueia-se em mútua falta de confiança ou disfarçada insubordinação; as “recomendações” são ignoradas ou não são cumpridas; e forças irregulares “populares” desempenham de fato funções de policiamento nas ruas.
Ações de guerrilha contra as forças ocupantes, contra forças de segurança do governo interino iraquiano – imposto pela coligação e sancionada, agora, pela ONU –, bem como contra mercenários por conta de empresas de segurança e de reconstrução de qualquer nacionalidade, têm-se multiplicado e até intensificado após a transição para a nova etapa do processo político em fim de junho.
A Conferência nacional de dirigentes políticos, religiosos e regionais, em que seria selecionado um Conselho Nacional de cem elementos, cuja missão será superintender o governo interino, Conferência considerada uma etapa fundamental no calendário do processo político traçado para o corrente período em preparação das eleições de janeiro de 2005, foi subitamente adiada em fins de julho, a pedido da ONU, em face do boicote de numerosos e relevantes presumidos participantes.
Quer dizer que o “processo político” teima em não seguir o caminho e o ritmo que a administração norte-americana anseia impor.
Esta página faz parte do sítio
quarta-feira, 23 de abril de 2008
ANOS DE HERÓICA RESISTÊNCIA IRAQUIANA
“Que todos vocês protejam a terra natal e se engajem na resistência”
“Não os deixem tomar seu petróleo e sua riqueza.”
“Eu os convoco, filhos do Iraque, a transformar as mesquitas em centros de resistência e a garantir o triunfo da religião, do Islã e da pátria, e a fazer o inimigo sentir que vocês o odeiam por meio de palavras e de ato”
«Tiraram-nos tudo, já não temos nada a perder!»
Iraque: Cinco anos de resistência antiimperialista
Em março de 2003, o Iraque foi invadido pelo USA.
Após dois anos de intensa contrapropaganda, em 20 de março de 2003, forças de uma "coalizão", formada pelo USA e pela Inglaterra — que segundo eles, tinha 49 países
A campanha difamatória começou após o "11 de setembro de 2001".
Diante da iminência do ataque ao povo iraquiano, milhares de pessoas, em todo o mundo saíram às ruas.
Em abril de 2003, as forças invasoras chegaram a Bagdá.
A farsa do julgamento de Saddam
No dia 13 de dezembro de 2003, com grande pompa, os ianques anunciaram a prisão de Saddam Hussein.
Saddam, delatado por uma pessoa próxima a sua família, foi encontrado em Tikrit, sua cidade natal.
No dia 19 de outubro de 2005 teve início a farsa montada para julgar Saddam.
O julgamento foi cercado de terror.
No reinício do julgamento, em dezembro de 2005, Saddam se negou a comparecer, classificando o julgamento de "farsa inventada pelo USA".
Em janeiro, o juiz responsável pelo caso foi afastado por ser considerado condescendente com Saddam.
Todas as vezes nas quais compareceu ao julgamento, Saddam chamou a atenção por sua postura firme e decidida.
Em 05 de novembro de 2006, o tribunal ilegal e ilegítimo que foi instituído para julgar Saddam o condenou à morte na forca.
Ao contrário do que esperavam os ianques, a resistência não deixou de agir um só dia, durante e após o julgamento e execução de Saddam.
Crimes de guerra
Além de ocupar ilegalmente o Iraque, os invasores seguem cometendo crimes contra a população civil e contra o país.
Várias pessoas foram torturadas até a morte, principalmente antigas lideranças políticas e membros do governo anterior à invasão.
Milhares de pessoas têm procurado, com muita dificuldade, refugiar-se em outros países.
Com o estabelecimento dos novos "corpos de segurança" iraquianos se formaram os esquadrões da morte.
Mercenários
Mercenários são soldados que lutam junto a um exército regular mediante pagamento.
Os mercenários são contratados por empresas ianques que ganham rios de dinheiro com este serviço, que não passa por qualquer tipo de licitação.
Os recrutadores atuam ilegalmente em todos os países.
A questão é que o grande número de soldados que têm voltado para o USA em sacos plásticos fez aumentar a repulsa da população à guerra.
Das empresas alistadoras, destaca-se a Hallyburton — empresa ligada à exploração petrolífera — que é umas das que mais têm lucrado com a guerra no Iraque.
A resistência
A resistência dos iraquianos à invasão começou muito antes da invasão propriamente dita.
Com a iminência da ocupação, milhares de iraquianos contrários ao governo de Saddam retornaram ao país para ajudar na resistência, certos de que não seriam impedidos de lutar pelo presidente.
A resistência iraquiana, que combate cotidianamente os invasores, é composta e financiada pelos próprios iraquianos.
O certo é que a resistência utiliza habilmente todas as armas das quais dispõe.
De acordo com dados do Pentágono, de 2005, as ações da resistência aumentaram 30% em relação ao ano anterior.
Faluja
Faluja, a 60 km de Bagdá tem sido um bastião da luta contra a ocupação ianque.
Em 2003, a cidade foi palco das maiores manifestações e combates contra a ocupação.
Faluja sofreu intensos bombardeios em abril e novembro de 2004.
Em 2005, o Pentágono afirmou ter usado fósforo branco nos combates de 2004.
O que todos se perguntam é até quando durará a guerra no Iraque.
Os números da invasão
Mais de um milhão de iraquianos mortos pela ocupação
2,5 milhões de refugiados internos
2,2 milhões de refugiados no exterior, principalmente na Síria
24 mil iraquianos presos sob controle ianque
400 mil iraquianos presos sob controle dos colaboracionistas
43% da população vivendo em extrema pobreza (menos de 1 dólar por dia)
70% dos adultos estão desempregados
metade das crianças com menos de 5 anos sofre de algum tipo de subnutrição
70% da população não tem acesso a água potável
80% da população não é servido por sistema de esgoto
800 mil estudantes sem escola primária
220 mil crianças em idade escolar refugiadas e sem escola
300 professores universitários assassinados
2 mil médicos assassinados e outros 17 mil abandonaram o país
2 horas por dia é o período de fornecimento de energia elétrica, incluindo Bagdá
sexta-feira, 18 de abril de 2008
O POVO IRAQUIANO VIVIA COM PAZ E LIBERDADE
Propaganda americana: A imprensa americana disse ao povo americano que o povo Iraquiano queria guerra. Então, nós fomos às ruas de Baghdad e perguntamos a eles. Filmado em 2003, duas semanas antes da última invasão americana do Iraque.
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Iraq war propaganda
terça-feira, 25 de março de 2008
DENÚNCIA DE CRIMES INFAMES DE GEORGE BUSH NO IRAQUE




Seguem os principais trechos de informe da escritora iraquiana Eman Hamas, publicado por ocasião do 5º ano da invasão do seu país.
Os EUA invadiram uma das civilizações mais antigas do mundo, o Iraque, com 6.000 anos de história, o berço das civilizações, lugar onde se escreveu a primeira carta, onde se estabeleceu a primeira lei, onde se construiu a primeira universidade, onde se utilizou a primeira moeda, onde se criou o primeiro sistema de irrigação, onde se escreveu o primeiro poema…
O Iraque foi submetido a uma destruição sistemática.
70% dos iraquianos não tem acesso a um fornecimento de água saudável.
A velha estratégia colonial de dividir e governar é totalmente responsável pelas divisões sectárias e quanto mais tempo permaneçam os exércitos de ocupação, maior é a possibilidade de uma guerra civil e de que o país se divida.
A única forma de deter esses crimes, de responsabilizar por eles aos verdadeiros culpados, os Estados Unidos, e de começar a verdadeira reconstrução do Iraque é apoiar o povo iraquiano em sua resistência à ocupação, mobilizar a comunidade internacional contra a invasão e para acabar com esse genocídio.




