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domingo, 15 de junho de 2008

CRIMINOSOS DE GUERRA


Falou e disse


"Não há um candidato mais apropriado para o título de principal criminoso de guerra que George W. Bush.
O único que se aproxima disso é Tony Blair (ex-primeiro-ministro do Reino Unido). Ambos são desprezíveis"“Bush deveria ser detido e enviado a Guantánamo --base e prisão dos EUA em Cuba-- onde apodreceria para sempre".
Harold Pinter, Nobel de Literatura

domingo, 23 de março de 2008

O IRAQUE FOI ASSASSINADO

Noam Chomsky e a guerra omitida nos EUA

Há uma voz que falta no debate sobre a guerra: a dos iraquianos.
Ou melhor: ela não é digna de ser mencionada. E parece que ninguém se importa. Isso tem sentido na habitual presunção tácita de quase todos os discursos sobre política internacional: somos donos do mundo, o que importa, então, o que outros pensem?
Por Noam Chomsky, para a Agência Carta Maior
Não faz muito tempo, ainda se dava por descontado que a guerra do Iraque seria o tema central na campanha presidencial, como já foi nas eleições da metade do mandato, em 2006.
Mas praticamente desapareceu, o que tem provocado uma certa perplexidade.
Não deveria ser assim.
O "The Wall Street Journal" esteve perto de acertar em um artigo de primeira página sobre a Super Terça-feira, aquele dia de múltiplas primárias:
"Os temas passam ao segundo plano na campanha de 2008 na medida em que os eleitores vão se focando na personalidade".
Para colocar a coisa de maneira mais específica, os temas deixam de estar em primeiro plano, enquanto os candidatos e suas agências de relações públicas se concentram na personalidade.
Como de costume, os temas podem ser perigosos.
A teoria democrata progressista sustenta que a população ("marginais ignorantes e intrometidos") deveria ser "espectadora" e não "partícipe" da ação, como escreveu Walter Lippmann.
Os partícipes estão conscientes de que ambos os partidos políticos estão bem à direita da população e de que a opinião pública é consistente através do tempo, assunto analisado no útil estudo "A falta de conexão da política exterior", de Benjamin Page e Marshall Bouton.
É importante, então, que a atenção seja desviada para outro lado.
O trabalho concreto do mundo é do domínio de uma liderança iluminada.
E isso revela-se mais na prática do que nas palavras.
O Presidente Wilson, por exemplo, afirmou que se devia empoderar uma elite de cavalheiros de "altos ideais" para preservar a "estabilidade e a correção", essencialmente na perspectiva dos Pais Fundadores (dos Estados Unidos).
Em anos mais recentes, esses cavalheiros transmutaram-se na "elite tecnocrática", "intelectuais de ação", os neocons "straussianos" de Bush II e outras configurações.
Para esta vanguarda, as razoes de que o Iraque seja retirado da tela do radar não deveriam ser obscuras.
Foram convincentemente explicadas pelo distinguido historiador Arthur M. Schlesinger, articulando a posição dos "pombas" há 40 anos, quando a invasão do Vietnã pelos Estados Unidos estava em seu quarto ano e Washington se preparava para somar outros 100 mil efetivos militares aos 175 mil que já estavam deixando o Vietnã do Sul em cacos.
Na época, a invasão implicava em árduos custos, razão pela qual Schlesinger e outros liberais da linha de Kennedy resistiam-se a passar de falcões a pombas.
Em 1966, Schlesinger escreveu que "todos oramos" porque os falcões tenham razão ao pensar que o aumento militar do momento poderá "eliminar a resistência" e, se fizer isso, "todos poderíamos estar saudando a sabedoria e a capacidade estadista do Governo" ao obter a vitória, deixando ao mesmo tempo o "trágico país destruído e devastado pelos bombardeios, arrasado pelo napalm, transformado em uma terra baldia pela defoliação química, uma terra em ruínas", com seu "tecido político e institucional" pulverizado.
Mas a escalada provavelmente não terá êxito e vai acabar sendo cara demais para nós; ou seja, que talvez seria necessário repensar a estratégia.
Na medida em que os custos começaram a subir severamente, logo ocorreu que todos tinham sido "ferrenhos opositores à guerra".

O raciocínio da elite e as atitudes que o acompanham apresentam hoje poucas mudanças.
E apesar de que as críticas à guerra do Iraque são muito maiores e estão mais estendidas que no caso do Vietnã em qualquer etapa comparável, os princípios que Schlesinger articulou continuam vigentes.
E ele mesmo adotou uma posição muito diferente perante a invasão do Iraque. Quando as bombas começaram a cair sobre Bagdá escreveu que as políticas de Bush são "alarmantemente similares à política que o Japão imperial aplicou em Pearl Harbor, em uma data que, como disse um Presidente americano anterior, vai perdurar na infâmia."
Franklin D. Roosevelt tinha razão, mas hoje somos nós que vivemos na infâmia".
Que o Iraque é "uma terra em ruínas" não é questionável.
Recentemente a agência britânica Oxford Research Business atualizou sua estimativa de mortes adicionais causadas pela guerra em 1,03 milhões, excluindo Karbala e Anbar, duas das piores regiões.
Seja correta essa estimativa, ou exagerada, segundo alguns, não há dúvida de que o balanço é horrendo.
Vários milhões de pessoas estão deslocadas internamente.
Graças à generosidade da Jordânia e da Síria, os milhões de refugiados que fogem do colapso do Iraque, incluindo a maioria profissional, não foram, simplesmente, exterminados.
Mas essa acolhida fica enfraquecida porque a Jordânia e a Síria não recebem nenhum apoio significativo de parte dos autores dos crimes em Washington e Londres;
a idéia de que eles possam admitir essas vítimas, para além de casos pontuais, é estapafúrdia demais para ser considerada.
A guerra sectária devastou o Iraque.
Bagdá e outras áreas foram submetidas a uma limpeza étnica brutal e deixadas em mãos de senhores da guerra e de milícias, a primeira cartada da atual estratégia de contra-insurgência desenvolvida pelo general Petraeus.

Um dos mais informados jornalistas que se aprofundaram na chocante tragédia, Nir Rosen, publicou recentemente um epitáfio, "A morte do Iraque", em "Current History".
Escreve Rosen: "O Iraque foi assassinado, para nunca mais se levantar. A ocupação americana tem sido mais desastrosa que a dos mongóis, que saquearam Bagdá no século 13", percepção comum dos iraquianos.
"Somente os tolos falam agora em 'soluções'.
Não há solução.
A única esperança é que, talvez, o dano possa ser limitado".
Independiente da catástrofe, o Iraque continua sendo um tema marginal na campanha presidencial.
Isso é natural, dado o espectro falcão-pomba da opinião elitista.
As pombas liberais aderem ao seu raciocínio e atitudes tradicionais, rezando para que os falcões estejam com a razão, que os EUA obtenham uma vitória e imponham "estabilidade", palavra código para subordinação à vontade de Washington.
Os falcões são alentados e as pombas silenciadas com relatórios entusiastas sobre menores baixas após o aumento de tropas.
Em dezembro, o Pentágono difundiu "boas notícias" sobre o Iraque: um estudo mostrava que os iraquianos têm "opiniões divididas", com o que a reconciliação deveria ser possível.
As opiniões eram duas.
Primeiro, que a invasão dos EUA é a causa da violência sectária que deixou o Iraque aos pedaços.
Segundo, que os invasores deveriam se retirar.
Umas poucas semanas depois do relatório do Pentágono, o especialista militar no Iraque do The New York Times, Michael R. Gordon, escreveu uma análise arrazoada sobre as opções referentes ao Iraque que enfrentam os candidatos presidenciais.
Há uma voz que falta no debate: a dos iraquianos.
Ou melhor: ela não é digna de ser mencionada.

E parece que ninguém se importa.
Isso tem sentido na habitual presunção tácita de quase todos os discursos sobre política internacional: somos donos do mundo, o que importa, então, o que outros pensem?
São "não-pessoas", pegando de empréstimo o termo usado pelo historiador britânico Mark Curtis em seu trabalho sobre os crimes imperiais do Reino Unido.
Por rotina, os americanos unem-se aos iraquianos em ser não-pessoas.
Suas preferências também não oferecem opções.
O original encontra-se em IAR Notícias/The New York Times SyndicateLink: http://www.vermelho.org.br/base.asp?texto=34159

sábado, 16 de fevereiro de 2008

RESPONSABILIDADES LEGAIS SOBRE A GUERRA CONTRA O IRAQUE


MÃES DE SOLDADOS BRITÂNICOS MORTOS PEDEM INVESTIGAÇÃO DE GUERRA DO IRAQUE
LONDRES, 11 FEV (ANSA) - O governo do primeiro-ministro Tony Blair violou suas obrigações com os membros das Forças Armadas ao não se certificar que a invasão de Iraque, em março de 2003, fosse legal e justificada, segundo as mães de dois soldados mortos afirmaram nesta segunda-feira na Câmara dos Lordes, a máxima instância judicial da Grã-Bretanha.
"Essa obrigação deve ser com os soldados que estão sob a responsabilidade única de responder ao Estado e cumprir ordens" declarou o advogado Rabinder Singh, que representa as mulheres britânicas cujos filhos de 19 anos foram mortos no Iraque.
"Os soldados colocam suas vidas em perigo se é necessário, porque o país assim o pede", acrescentou o jurista.
De acordo com Singh, existe um "acordo de antemão" entre os militares e o Estado, que deve ser cumprido por ambas as partes.
Nove juizes lordes decidirão esta semana se apóiam ou não o pedido das mães Beverley Clarke e Rose Gentle para obrigar o governo de Gordon Brown a realizar uma investigação judicial independente para determinar se a guerra no Iraque foi ilegal.
As duas mulheres sustentam que segundo a Lei de Direitos Humanos britânica, deve ser determinada a justificativa dada por Londres para aprovar o envio de milhares de soldados à guerra iraquiana, em março de 2003.
No centro do debate judicial está a legalidade da invasão e do pós-guerra no Iraque.
O argumento legal das duas mães foi apresentado hoje aos nove juízes, que terão ao menos três dias para avaliar o caso e tomar uma decisão.
Para elas, segundo o artigo 2 da Convenção Européia de Direitos Humanos, o governo é obrigado a tomar as precauções necessárias para que os soldados não enfrentem o risco de morte em atividades militares "ilegais".
Esta justificativa não havia sido aceita em dezembro de 2006 pela Corte de Apelações de Londres para seguir adiante com as investigações.
O governo insistiu que já realizou quatro investigações independentes sobre a guerra do Iraque.
Uma delas, em 2004, declarou Blair inocente das acusações de distorção de informações da Inteligência para justificar a invasão.
Outro relatório concluiu que Blair não era responsável pelo suicídio do especialista em armas David Kelly.
Além disso, a Corte de Apelações considerou que analisar a invasão de Bagdá "é um tema político e não das cortes".
Phil Shiner, outro dos advogados que representa as mães, afirma que uma investigação judicial deveria escutar evidência de Blair, do lorde Goldsmith, e também dos ex-ministros de Defesa, Geoff Hoon, e das Relações Exteriores, o atual ministro da Justiça, Jack Straw.
As mães dos soldados mortos planejam incriminar Brown, o ministro de Defesa, Des Browne, e a atual Procuradora-Geral, a baronesa Janet Scotland, por negligência.
Tudo isso ocorre em um momento em que o governo de Brown tenta se distanciar da política externa de seu antecessor, e por isso tem reduzido recentemente o número de soldados no Iraque, como também entregou o poder da província de Basora às autoridades locais.
A Grã-Bretanha, principal aliada dos Estados Unidos nas guerras do Iraque e do Afeganistão, conta com cerca de 4.500 soldados no sul do país, em sua maioria no aeroporto de Basora, e planeja reduzir esse contingente para 2.500 nos próximos meses. (ANSA) 11/02/2008 18:46

domingo, 10 de fevereiro de 2008

EUA LEVARAM TERROR PARA O IRAQUE

UMA VERGONHA MUNDIAL!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!
MEU DEUS!

Que vergonha para a America!
Que vergonha para o MUNDO!
Além de tudo que já vinham há tempos fazendo contra o Iraque a guerra foi a coisa mais estúpida, imoral, injusta, indecente, pérfida, ultrajante, VERGONHOSA!!!!!!
O MUNDO PRECISA SABER de tudo que se passa.
Muito cômodo para os invasores mostrar vantagens que nunca existiram e nem existem!
Onde estão os órgãos internacionais que permitiram e ainda permitem esses acontecimentos?Ano após ano e a matança continua!
Destruição e desespero por todos os lados!
Mulheres, crianças, famílias inteiras destruidas pela ida de estrangeiros gananciosos!
Isso só pode ser considerado como obra do demônio!
Não dá para acreditar que os iraquianos tenham que resistir sozinhos e que o Mundo apenas fique assistindo de camarote toda essa VERGONHA!!!!
Estou indignada, desculpem.

Assistam ao video abaixo que mostra VERDADEIRAMENTE o que os EUA e aliados levaram ao Iraque, ao POVO IRAQUIANO!
Com certeza, não foi PAZ, nem prosperidade!!!!!!!!!!!
Muito menos liberdade e/ou democracia!
Levaram e ainda levam CHOQUE & TERROR!

http://www.bushflash.com/3.html

quinta-feira, 31 de janeiro de 2008

Iraque: invadido e destruído

guerra de irak / war in irak
Como podemos concordar com essas atrocidades feitas pelos invasores norteamericanos e seus aliados?!
Como poderemos concordar com esta guerra estúpida?!
Se nós nos calarmos diante disso seremos cúmplices!
Quem quer ser cúmplice de toda essa matança e destruição?
Pessoas esclarecidas, de boa formação moral e religiosa nunca poderão concordar com essa bárbarie!
Como pode um país que se diz de "primeiro mundo", "superpotência" invadir, destruir e matar assim indiscriminadamente como os EUA fez e ainda tem feito no Iraque?
Que exemplo de "democracia" e "diplomacia" os EUA tem usado pelos Quatro Cantos deste Mundo!
Que Deus abençoe e ilumine o povo iraquiano, dando-lhe força e sabedoria para resistir e enfrentar com coragem todas essas adversidades.




"A america é uma potência antiislâmica e está patrocinando forças antiislâmicas.Os estados Unidos estão determinados a permanecer como a única superpotência do mundo,e para tanto sufocam outros estados e povos.Os Estados Unidos não têm amigos,nem querem ter,pois o pre-requisito para a amizade é estar no mesmo nível que o amigo ou considerá-lo um igual.A america não quer ver ninguém igual a ela.Dos outros espera a escravidão.Portanto,os demais países ou são escravos ou subordinados".Os Estados Islâmitas,são um caso singular e diferente."Comprometemo-nos a ser escravos de ALLAH-Todo poderoso e depois desse compromisso não há como nos tornar escravos de mais ninguém".
جابر جابر

quarta-feira, 30 de janeiro de 2008

RESPONSABILIDADES LEGAIS DE EUA & REINO UNIDO NA GUERRA CONTRA O IRAQUE

"La paz no llegará a Iraq mientras la ocupación persista"

El negro balance de la ocupación de Iraq

Guerra y ocupación en Iraq

‘Global Policy Forum’ / IraqSolidaridad: 25-01-08

Global Policy Forum (Introducción)

“Quienes iniciaron la guerra y la ocupación, especialmente EEUU y Reino Unido, deben asumir la responsabilidad de la muerte y la destrucción que han provocado, así como la quiebra del orden público, el surgimiento del sectarismo y el caos económico que su régimen ha provocado.

Han destruido el Estado iraquí y ahora cosechan las consecuencias.

Deben, además, asumir la responsabilidad del menoscabo de la legislación internacional y del debilitamiento de la cooperación internacional que la guerra y la ocupación han generado.”

Guerra y ocupación de Iraq: Sinopsis

‘Global Policy Forum’ / IraqSolidaridad: 25-01-08

“Quienes iniciaron la guerra y la ocupación —especialmente EEUU y Reino Unido— son responsables de las falsas declaraciones que realizaron, de la guerra ilegal que emprendieron y de la amplia destrucción que han generado; también son responsables de la situación de caos y violencia que han provocado y de las graves violaciones del Derecho Internacional que sistemáticamente han cometido.

El Consejo de Seguridad, debido al mandato que otorgó a la Coalición, también tiene su parte de responsabilidad en todo este desastre.”

http://www.iraqsolidaridad.org/