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sábado, 20 de junho de 2009

A HISTÓRIA DO POVO PALESTINO

Palestina: A história de um povo.
por Camila Martins
No período entre o final do ano de 2008 e janeiro de 2009 mais um banho de sangue aconteceu.
O exército israelense “em resposta” aos foguetes lançados pelos Hamas - Movimento de Resistência Islâmica, que em 2006 ganhou as eleições palestinas com 56% dos votos - promoveu um verdadeiro genocídio contra a população da Faixa de Gaza.
Mais de 1300 foram pessoas mortas, e entre elas mais de 400 crianças, desencadeando uma crise humanitária.
A violência foi tão absurda que foram bombardeados duas escolas da ONU, e um armazém que abrigava refugiados e armazenava mantimentos, inclusive os que foram enviados pelo governo brasileiro, tendo como pano de fundo a declaração da chanceler Tzipi Livnil, que disse “quando Israel for atacado, retaliará.”
E isso foi o mais ouvido nos últimos tempos.
Para a grande mídia e as principais potências, dando maior destaque aos Estados Unidos, Israel é uma vítima dos ataques terroristas do Hamas, tendo total direito de se defender, e invadir Gaza por terra para exterminar os membros da facção.
O que não é revelado, é que a ocupação israelense inclui áreas não legalizadas pela ONU.
A partir dessa afirmação o conflito muda de perspectiva, o Hamas, um grupo de milicianos armados, que se tornou um partido político, torna-se junto de todos os palestinos, um movimento de resistência contra o império militar e da tentativa de colonização.
A Palestina Histórica
A chamada Palestina Histórica é todo o território que engloba hoje Faixa de Gaza, Israel, e Cisjordânia.
Antes da decisão de construir lá um estado judeu, que implicaria na desapropriação de terras de árabes que a habitavam há séculos; a região fazia parte de uma grande extensão interligada ao mundo árabe.
Com o histórico de sucessivos golpes dos grandes impérios, no século XIX a Palestina fica sob o comando do Império Turco-Otomano, somando cerca de 500 mil habitantes.
Entre eles a pluralidade religiosa, muçulmanos, cristãos, e judeus conviviam em harmonia e tinham os mesmos direitos, mesmo sendo a grande maioria muçulmana, cristalizando a sua cultura na região.
Ainda na ocasião, o número de cristãos não somavam 10%, os de judeus, nem 5%.
Sionismo: o nacionalismo judeu
Ainda no final do século XIX os judeus sofrem um duro golpe: O governo czarista resolve culpá-los por todo mal que vinha sofrendo o povo russo, milhares são mortos.
Em meio a essa complicada situação, buscando refúgio nos outros países da Europa, o judeu nascido em Budapeste, Theodor Herzl, publica no final do século XIX, um documento que diz que os judeus deveriam ter a sua própria terra, onde eles mesmos sejam os senhores.
Tais idéias são inspiração para o Sionismo, corrente política que defendia a criação de um estado exclusivamente judeu.
Depois de estudarem lugares como Uganda, Argentina, e até mesmo a Amazônia, chegaram a conclusão que o melhor lugar seria a Palestina, já que essa era a terra prometida por Deus.
Assim, em 1897, é realizado o 1º Congresso Sionista, onde abertamente propuseram um projeto colonial para a Palestina, com a intenção de tornar ali definitivamente o seu lar. Nesse mesmo congresso fica instituída a criação de uma agência de propaganda, para divulgar e incentivar a imigração judaica para a Palestina, mobilizando cada vez mais pessoas que iam em busca da nova terra.
A adesão se intensifica quando em 1917 o governo inglês, agora exercendo seu comando sobre a Palestina, aprova a criação de um Lar Nacional Judaico naquelas terras.
“Isso foi uma grande loucura. O debate no âmbito do direito internacional não aceita essa reivindicação, porque se você considerar que quem morou há mais de dois mil e quinhentos anos atrás em determinada terra tem direito a ela, é preciso devolver os Estados Unidos aos índios cherokees, povo que morava lá originalmente. O direito a terra é de quem nela habita e toma conta”, diz o sociólogo e arabista Lejeune Mirhan, que tem uma coluna no site www.vermelho.org há sete anos inteiramente dedicada ao Oriente Médio.
Com tal notícia o povo árabe começa a se alarmar e perceber que com o fluxo imigratório, em poucos anos eles seriam substituídos pelos estrangeiros.
Diversos conflitos acontecem, prenúncio do que estaria por vir.
Com a ascensão de Hitler e a intensificação do anti-semitismo na Alemanha nazista, outro pico de imigração é registrado, só em 1935 são 65 mil judeus entrando na Palestina.
O governo inglês, percebendo a dimensão do problema que estava se formando, e os conflitos entre os grupos que poderiam acontecer, tenta barrar a entrada de mais judeus na região. E é nessa ocasião que os judeus rompem com a Inglaterra para aliarem-se ao país que é seu braço direito até hoje, os Estados Unidos
Israel: Estado Bandido
Visando expandir seu poder e influencia no Oriente Médio, os Estados Unidos tem um papel protagonista nessa história.
Ainda para Mirha, “Quando o comércio era basicamente marítimo, todas as rotas que saiam da Índia e da China para chegar a Europa passavam pela Palestina para atravessar o Mediterrâneo, tornando a região estratégica. Já no século XX, desgraçadamente os Estados Unidos fizeram um furinho e descobriram que o Oriente Médio é a região mais petrolífera do mundo, sendo necessário colocar ali uma cabeça de lança que defendesse seus interesses. A solução foi apoiar a criação de um Estado totalmente artificial.”
Incentivando a imigração para a Palestina, os americanos financiavam a compra de armamento pelos judeus, que embasados na idéia do “soldado cidadão” treinavam seu povo militarmente para combate. E é essa força militar que é usada em atentados contra aldeias palestinas, como no episódio do massacre da aldeia de DERIASSIM, dois anos antes da criação do Estado de Israel, onde 247 pessoas, incluindo mulheres e crianças, foram mortas pelo grupo judeu sionista Irgun.
Mas esse e outros atentados contra os palestinos não ganharam repercussão.
O mundo, principalmente a Europa, se sentia culpado pela conivência que tiveram com os crimes cometidos durante o Holocausto, e a maneira de se redimir foi colocar a questão judaica em primeiro plano.
A criação do Estado de Israel se tornou pauta na agenda internacional, até que em reunião na sede da Organização das Nações Unidas, em Washington, durante uma votação apertada, 33 votos a favor – incluindo o do Brasil e da União Soviética, e 30 contra; ficou declarado oficialmente que a partir de 14 de maio de 1948, o mapa do mundo ganharia mais um país, Israel.
Para o sociólogo a resolução da ONU foi polêmica, implicando na criação de dois Estados, o de Israel e o Palestino, sendo que o primeiro teria 52% das terras, e o segundo 48%.
“Todos os países árabes votaram contra Israel, pois aqueles que antes eram donos de 100% da terra perderam em uma assinatura 52% dela. Sem contar que as terras israelenses eram as mais aráveis, os palestinos ficaram com a parte mais seca. Hoje chamamos Israel de estado bandido porque a única resolução da ONU que o estado acatou foi essa, todas as outras ele descumpre. E isso foi possível ver nesta última ocupação em Gaza, com o uso indiscriminado de fósforo branco.”
A nakba
Enquanto os judeus comemoravam sua vitória, e os sionistas se preparavam para ser o grupo político hegemônico dentro do novo país, o dia 14 de maio de 1948 foi para os palestinos o dia da Anakba, que em árabe quer dizer catástrofe.
O território palestino foi limitado às regiões da Faixa de Gaza, Cisjordânia, e parte oriental de Jerusalém, e as pessoas que viviam onde se construiria o novo país foram violentamente retiradas de suas casas pelo embrião do poderoso exercito israelense, dando início à saga dos refugiados palestinos.
“Quando Ben-Gurion proclama o Estado de Israel, ele traz junto de seu projeto imperialista travar uma guerra contra seus vizinhos, e ocupar seus territórios, e é isso que vemos até hoje. Os Estados Unidos financiam as invasões israelenses, eles tem uma ligação umbilical tão estreita que todo o ano separam 5 bilhões de seu orçamento para ser enviado a Israel”, revela Lejeune Mirhan.
E o sociólogo continua: “Desde a fundação do Estado de Israel existia um projeto chamado ‘Grande Israel’, que consistia na ocupação de toda a Palestina, o Sinai, o Sul do Líbano, e parte do Egito. Tanto que em 1967, Israel monta uma grande ofensiva militar que fica conhecida como Guerra dos Seis Dias, momento em que o exercito israelense pegou todos os países árabes de surpresa, dizimando toda a força aérea egípcia, síria e jordaniana, sem antes delas terem conseguido decolar.”
Nesse momento Israel expande consideravelmente suas fronteiras – antes da Guerra dos Seis Dias o território palestino já estava restrito a 22%, conseqüência de constantes ocupações – limitando a Palestina àquilo que é hoje, apenas 8% de toda a terra.
Mesmo a ONU considerando totalmente ilegais as terras conquistadas nesse episódio, e votando a resolução 242 que exigia a retirada de todos os assentamentos israelenses em terras árabes, Israel nunca a cumpriu.
A Resistência Palestina
O povo palestino, ao perder seu território, perde também a sua dignidade.
A condição de refugiado em outros países árabes, ou mesmo dentro da pequena porção de terra que lhe sobrou é precária, sem infra-estrutura, mas mesmo assim a luta pela libertação é um sentimento em comum.
A resistência à ocupação israelense sempre existiu, mas foi só em 1958 que se constituiu a primeira unidade de luta palestina, o Fatah, frente popular fundada por Yasser Arafat. Mesmo com a morte de Arafat em 2004, seu nome e sua luta pela paz é uma referência ao povo palestino e ao mundo.
Mas nesse primeiro momento o Fatah é considerado uma organização ilegal, tendo como princípio negar a existência do Estado israelense. Para isso era preciso treinar seus militantes, sendo sua principal atuação os atentados com bombas. Logo após nacionalizar o Canal de Suez, enfrentando a Inglaterra, quando o líder egípcio Nasser propõe a criação de uma organização que trabalhasse pela libertação da Palestina, assim em janeiro de 1964 todos os líderes árabes se juntam para fundar a OLP, Organização pela Libertação da Palestina, cujo lema é “União, Mobilização, e Libertação.”
Em pouco tempo Arafat se tornaria presidente da OLP, e em decorrência das atrocidades geradas pela Guerra dos Seis Dias sua posição se radicaliza, seria preciso pegar em armas e lutar pela construção do Estado Palestino, lugar onde muçulmanos, judeus, e cristãos viveriam em paz.
Com isso o conflito armado se eleva ao primeiro plano, em um período de mais de vinte anos muitas pessoas sofrem com as calamidades provocadas por uma constante guerra, sem contar as milhares de mortes de ambos os lados.
Muitos líderes da OLP são mortos no mundo todo, em contrapartida atentados são cometidos contra os israelenses.
Yasser Arafat leva mais uma vez o assunto para a ONU tendo como arma de troca a exportação do petróleo produzido no Oriente Médio, Arafat faz um apelo a todos os países em prol da causa palestina, proclamando sua célebre frase: “Sou um rebelde, minha causa é a liberdade.”
Mais uma vez, nenhuma atitude da comunidade internacional.
Mobilizados contra os excessos da ocupação, os refugiados palestinos do campo de Jabaliyah iniciam, em 1987, a primeira Intifada, uma manifestação que levou pessoas ás ruas empunhando pedras e paus contra as armas e fuzis israelenses.
A Intifada ganhou repercussão internacional quando foram divulgadas fotos de soldados israelenses abusando de palestinos, quebrando suas mãos e braços, assim como determinavam as ordens de seu governo.
Ciente da batalha assimétrica, e do abuso de força promovida por Israel, a OLP recua a sua posição e Yasser Arafat vai a Genebra declarar o reconhecimento da existência de dois Estados, um Israelense e outro Palestino, e que a partir daquele momento rejeitaria todas as formas de terrorismo em favor da luta pela Paz.
A primeira reação de Israel é a desconfiança, além de manter a posição que a OLP era um grupo terrorista, por isso não a reconheciam nem dialogariam com a organização.
Mas devido às pressões internacionais em 1993 é assinado o acordo de Oslo, que consistia no esforço de ambos os lados para a criação do Estado palestino ao lado do israelense.Uma das resoluções do acordo é a criação da ANP, Autoridade Nacional Palestina, uma espécie de governo sem Estado, que através de eleições diretas elege seu presidente.
O primeiro foi Arafat, em 1996.
O Hamas
É durante a primeira Intifada, em 1987, que nasce o Movimento de Resistência Islâmica, o Hamas, fundado pelo xeque Àhmede Ýassin e seus tenentes.
A principal influência sobre o Hamas é a Fraternidade Muçulmana, movimento islâmico do Egito, religioso extremista, que atingiu caráter de grupo político.
Opondo-se à decisão do Fatah de reconhecer a existência do Estado de Israel, o Hamas resgata a origem do grupo de Arafat e diz em sua carta de fundação que não aceita a existência de Israel, preconizando uma Palestina islâmica que abrigue diversas religiões em seu território.
Seguindo a tradição dos grupos de resistência, o Hamas, além de se engajar no debate político e promover programas assistencialistas para a população, mantém o seu braço armado, as chamadas Brigadas Azzeddine AL-Qassam, responsáveis pela produção e lançamentos dos foguetes caseiros em direção ao território israelense.
Em pouco tempo a reação violenta do Hamas, em resposta a ocupação,foi considerada como prática terrorista pelos Estados Unidos, União Européia e Japão.
“Acontece que o conceito de terrorismo depende mais de quem o aplica que da realidade. Quando os israelenses ajudaram o Hamas a firmar-se, os terroristas eram os seguidores do arqui-inimigo Yasser Arafat, mas as posições se inverteram quando o Hamas venceu as eleições. Sem contar que se terrorismo for o ato de atacar o inimigo matando inocentes, então todos os lados praticam terrorismo, e se estes forem medidos quantitativamente a balança de atos de terror pende mais para Israel, praticando terrorismo de Estado.”, diz o Embaixador brasileiro Arnaldo Carrilho, que atua junto ao Mecanismo ASPA (América do Sul – Países Árabes), e é ex-representante junto à ANP.
As eleições a que o Embaixador se refere à cima foram as eleições para o Parlamento Palestino, em 2006, que o Hamas, já consolidado como um grupo político, atingiu 56% da preferência popular, tornando-se maioria.
E Carrilho acrescenta, “As eleições demonstraram o apoio do povo palestino ao Hamas, quando até cristãos depuseram seus votos nas urnas favoráveis aos candidatos do movimento. Com esses últimos ataques a Gaza o apoio deve ter aumentado, mas só um sufrágio límpido e transparente, como foi o de há três anos, poderia comprová-lo.”
A opção dos palestinos em eleger um grupo apoiado no fundamentalismo religioso, pode ser vista como uma nova tentativa da sociedade em buscar resoluções para a sua causa, já que os anos liderados pelo Fatah, de origem secular, nunca obteve sucesso efetivo em suas negociações.
O que aconteceu pós-eleições foi o total desrespeito ocidental contra a soberania dos palestinos.
Por ser considerado terrorista e desconsiderando as decisões democráticas, Israel junto de seus aliados impôs um bloqueio econômico à Faixa de Gaza, fechando suas fronteiras com o Egito, impedindo a entrada de alimentos e medicamentos, isolando ainda mais a região com maior densidade demográfica do mundo, com cerca de 1 milhão e 400 mil habitantes.
O bloqueio intensificou-se ainda mais quando o Fatah recusou-se a compor o novo governo, e ainda opôs-se a entregar parte da administração ao Hamas, gerando um conflito interno na região, que acabou com todos os membros do Fatah sendo expulsos da Faixa de Gaza.
“Por várias vezes, os líderes do Hamas sinalizaram sua disposição de filiar-se à OLP, mas os dirigentes do Fatah não aceitaram sua participação majoritária”, conta o Embaixador.
Quem saiu prejudicado dessa briga política foi mais uma vez o povo palestino, que viu seu governo fragilizado ainda mais ao ser dividido em dois pólos: um sob o comando da ANP e do Fatah na Cisjordânia, representado por Mahmoud Abbas, e outro sob o comando do Hamas e de seu primeiro-ministro Ismael Haniyeh, na Faixa de Gaza.
O modo encontrado de furar o bloqueio foi através dos túneis clandestinos ligando Gaza ao Egito, transportando através deles, além de itens básicos para manter a população, armas para o Hamas, vindas do país vizinho.
Com o fim do acordo de cessar-fogo, e a ação militar israelense em Gaza no dia 4 de novembro, o Hamas voltou a lançar seus foguetes, que atingem de 15 a 40 quilômetros de distância.
Como represália, e especula-se que seja uma manobra eleitoreira, já que as eleições em Israel se aproximam, seu exército invade em 27 de dezembro de 2008 a Faixa de Gaza por terra, e através de ataques aéreos com o objetivo de acabar com todos os membros do Hamas.
A operação ganha formato de massacre étnico, já que a desigualdade armamentista frente ao conflito é gritante.
Durante os mais de 20 dias da nova ocupação, 1.300 palestinos morrem, do lado israelense são 13.
De todos os lados as mortes são lamentáveis.
“Eu não apoio ações violentas do Hamas, no entanto consigo compreender um jovem que coloca dinamite no seu corpo porque teve sua casa destruída por um bombardeio, sua mãe estuprada por soldados, e seu pai preso e torturado. Que perspectiva esse jovem tem?” desabafa Lejeune Mirha.
As resoluções do conflito
Depois de muito diálogo no campo da diplomacia, liderados pela França com apoio do Egito, Israel optou no último dia 18 de janeiro, dois dias antes da posse de Barack Obama, por um cessar-fogo unilateral, reivindicado o fechamento dos túneis clandestinos.
Os Estados Unidos permaneceram quietos durante todo o período da ocupação, e o presidente Barak Obama disse apenas que os Estados Unidos não poderia ter duas vozes – pois na ocasião ele ainda não tinha sido empossado – decepcionando parte do mundo, e alertando ao novo presidente que a questão palestina terá que ser prioridade em sua agenda.
Em um primeiro momento a liderança do Hamas não aderiu ao cessar fogo, já que a sua luta é pela abertura total das fronteiras, mas depois cedeu e declarou que irá parar de lançar os foguetes durante sete dias.
O debate no mundo árabe sobre a paz é divergente, a proposta da ANP é a de que Israel recue para as fronteiras de 1967, fazendo o território palestino voltar aos 22%, desocupem todas as colônias na Cisjordânia, permitam a volta dos refugiados, e declarem a parte oriental da Jerusalém como a capital palestina..
Já para o Hamas essas reivindicações sinalizariam apenas uma trégua.
Israel se opõe a todos esses aspectos.
A filósofa judia - alemã, Hannah Arendt, refugiada nos Estados Unidos na perseguição nazista, dedicou grande parte de sua obra estudando a questão da liberdade e sua repressão nos momentos que emergem regimes totalitários.
Certa vez Arendt escreveu que “a essência dos Direitos Humanos, é o direito a ter direitos”, e o que se notou durante toda a história, ainda mais nesse último mês de janeiro, é que o poder imperialista nega ao povo palestino o direito à terra, e nela serem cidadãos.
Camila Martins é socióloga e repórter na revista Caros Amigos.

quinta-feira, 30 de abril de 2009

HOMENAGEM AO POVO PALESTINO



Poesia Palestina de Combate

Talvez perca — se desejares — minha subsistência
Talvez venda minhas roupas e meu colchão
Talvez trabalhe na pedreira... como carregador... ou varredor
Mas não me venderei,
Ó inimigo do sol
E até a última pulsação de minhas veias
Resistirei
Talvez me despojes da última polegada da minha terra
Talvez aprisiones minha juventude
Talvez me roubes a herança de meus antepassados
Talvez queimes meus poemas e meus livros
Talvez apagues todas as luzes de minha noite
Talvez me prives da ternura de minha mãe
Talvez falsifiques minha história
Talvez ponhas máscaras para enganar meus amigos
Talvez levantes muralhas e muralhas ao meu redor
Talvez me crucifiques um dia diante de espetáculos indignos
Mas não me venderei
Ó inimigo do sol
E até a última pulsação de minhas veias
Resistirei
Ó inimigo do sol
O porto transborda de beleza... e de signos
Botes e alegrias
Clamores e manifestações
Os cantos patrióticos arrebentam as gargantas
E no horizonte... há velas
Que desafiam o vento... a tempestade e franqueiam os obstáculos
É o regresso de Ulisses
Do mar das privações
O regresso do sol... de meu povo exilado
E para seus olhos
Ó inimigo do sol
Juro que não me venderei
E até a última pulsação de minhas veias
Resistirei
Resistirei
Resistirei
Samih Al-Qassin



Nota do blog: Observe a degradação e a mutilação da Palestina (reduzida a enclaves - a Faixa de Gaza é a maior prisão a céu aberto do mundo), leia o texto abaixo e saiba porque o terrorismo de estado israelense não tem nenhuma intenção de reconhecer os direitos nacionais palestinos.
Israel não tem nenhuma intenção de admitir um estado palestino: Se o Hamas não existisse, por Jennifer Loewenstein
Deixemos uma coisa perfeitamente clara. Se a degradação e a mutilação por atacado da Faixa de Gaza for continuar; se a vontade de Israel é uma com a dos Estados Unidos; se a União Européia, a Rússia, as Nações Unidas e todas as organizações e agências legais internacionais espalhadas pelo globo vão continuar sentadas como manequins ocos sem fazer nada a não ser os repetidos “chamados” por um “cessar-fogo” de “ambos os lados”; se os covardes, obsequiosos e supinos Estados Árabes vão continuar de braços cruzados vendo seus irmãos serem trucidados de hora em hora enquanto a Super-Potência valentona do mundo olha-os ameaçadoramente de Washington, no caso de que digam qualquer coisinha que a desgoste; então vamos pelo menos dizer a verdade sobre por que está tendo lugar este inferno na terra.

O terror de estado disparado neste momento dos céus e do chão contra a Faixa de Gaza não tem nada a ver com o Hamas.

Não tem nada a ver com o “Terror”.

Não tem nada a ver com a “segurança” a longo prazo do Estado Judeu ou com o Hezbolá, a Síria ou o Irã, exceto na medida em que agrava as condições que levaram até a crise de hoje. Não tem nada a ver com alguma conjurada “guerra” -- um eufemismo cínico e gasto que não representa mais que a escravização por atacado de qualquer nação que ouse reclamar seus direitos soberanos; que ouse afirmar que seus recursos são seus; que não queira uma das obscenas bases militares do Império assentada em suas queridas terras.

Esta crise não tem nada a ver com liberdade, democracia, justiça ou paz.

Não é sobre Mahmoud Zahhar ou Khalid Mash'al ou Ismail Haniyeh.

Não é sobre Hassan Nasrallah ou Mahmoud Ahmadinejad.

Eles são todos peças circunstanciais que ganharam um papel na tempestade atual só agora, depois de que se permitiu por 61 anos que a situação se desenvolvesse até a catástrofe que é hoje.

O fator islamista coloriu e continuará a colorir a atmosfera da crise; ele alistou líderes atuais e mobilizou amplos setores da população do mundo.

Os símbolos fundamentais hoje são islâmicos – as mesquitas, o Alcorão, as referências ao profeta Maomé ou à Jihad. Mas esses símbolos poderiam desaparecer e o impasse continuaria.Houve uma época em que o Fatah e a FPLP eram a bola da vez, quando poucos Palestinos queriam ter qualquer coisa a ver com políticas ou medidas islamistas. Esta política não tem nada a ver com foguetes primitivos sendo lançados do outro lado da fronteira ou com túneis de contrabando ou com o mercado negro de armas, assim como o Fatah de Arafat tinha pouco a ver com as pedras e os atentados suicidas a bomba. As associações são contingentes; criações de um dado ambiente político. Elas são o resultado de algo completamente diferente do que os políticos mentirosos e seus analistas estão lhe dizendo. Elas se tornaram parte da paisagem dos acontecimentos humanos no Oriente Médio de hoje; mas incidências tão letais, ou tão recalcitrantes, mortais, enraivecidas ou incorrigíveis poderiam muito bem ter estado em seus lugares.Descasque os clichês e o blá-blá-blá estridente e vazio da mídia servil e de seu patético corpo de servidores estatais voluntários no mundo ocidental e o que você encontrará é o desejo nu de hegemonia, de poder sobre os fracos e de domínio sobre a riqueza do mundo. Pior ainda, você encontrará o egocentrismo, o ódio e a indiferença, o racismo e a intimidação, o egoísmo e o hedonismo que tentamos tanto mascarar com nosso jargão sofisticado, nossas teorias e modelos acadêmicos refinados, que na verdade ajudam a guiar nossos desejos mais feios e baixos. A insensibilidade com que nos rendemos a eles já é endêmica à nossa cultura; nela floresce como moscas sobre um cadáver.Descasque os atuais símbolos e linguagem das vítimas dos nossos caprichos egoístas e devastadores e você encontrará os gritos desafetados, simples e cheios de paixão dos pisoteados; dos “condenados da terra” implorando para que você cesse sua agressão fria contra suas crianças e seus lares; suas famílias e seus vilarejos; implorando que os deixe em paz para que tenham seu peixe e seu pão, suas laranjas, suas olivas e seu tomilho; pedindo primeiro educadamente e depois com crescente descrença no porquê de você não poder deixá-los viver sem serem incomodados nas terras de seus ancestrais, sem serem explorados, livres do medo de serem expulsos, violados ou devastados; livres dos carimbos e dos bloqueios de estrada e dos postos policiais de controle e cruzamentos; dos monstruosos muros de concreto, torres de guarda, bunkers de concreto e arame farpado; dos tanques, das prisões, da tortura e da morte.

Por que é impossível a vida sem essas políticas e instrumentos do inferno?

A resposta é: porque Israel não tem qualquer intenção de permitir um estado palestino viável e soberano ao lado de suas fronteiras.

Não tinha qualquer intenção de permiti-lo em 1948, quando arrancou 24% mais terra do que havia sido legal, ainda que injustamente, alocado pela Resolução 181 das Nações Unidas.

Não tinha qualquer intenção de permiti-lo ao longo dos massacres e complôs dos anos 1950. Não tinha qualquer intenção de permitir dois estados quando conquistou os 22% que restavam da Palestina histórica em 1967 e reinterpretou a Resolução 248 do Conselho de Segurança da ONU a seu bel prazer, apesar do esmagador consenso internacional que estabelecia que Israel receberia completo reconhecimento internacional dentro de fronteiras reconhecidas e seguras se recuasse das terras que havia recentemente ocupado.

Não tinha qualquer intenção de reconhecer direitos nacionais palestinos nas Nações Unidas em 1974, quando – sozinho com os Estados Unidos – votou contra uma solução biestatal.

Não tinha qualquer intenção de permitir um acordo de paz completo quando o Egito estava pronto para realizar, mas só recebeu, e obedientemente aceitou, uma paz separada que excluía os direitos dos palestinos e dos outros povos da região. Não tinha nenhuma intenção de trabalhar na direção de uma solução biestatal justa em 1978 ou em 1982, quando invadiu, bombardeou, esmigalhou e demoliu Beirute para que pudesse anexar a Cisjordânia sem ser incomodado. Não tinha qualquer intenção de admitir um estado palestino em 1987, quando a primeira Intifada se espalhou pela Palestina Ocupada, na Diáspora e nos espíritos dos despossuídos do mundo, ou quando Israel deliberadamente auxiliou o nascente movimento Hamas, como forma de implodir a força das facções mais seculares-nacionalistas.Israel não tinha qualquer intenção de admitir um estado palestino em Madrid ou em Oslo, quando a OLP foi superada pela trêmula e titubeante Autoridade Palestina, muitos de cujos chapas perceberam a riqueza e o prestígio que ela lhes dava, às custas dos seus. Enquanto Israel alardeava nos microfones e satélites do mundo o seu desejo de paz e de uma solução biestatal, ele mais que duplicava os assentamentos colonizadores judeus, ilegais, nas terras da Cisjordânia e em volta de Jerusalém Oriental, anexando-as na medida em que construía e continua a construir uma superestrutura de estradas e autopistas sobre as cidades e vilarejos sobreviventes, picotados da Palestina. Anexou o Vale do Jordão, a fronteira internacional da Jordânia, expulsando quaisquer dos “nativos” que habitassem a terra. Fala com uma língua de víbora sobre os múltiplos amputados da Palestina, cujas cabeças serão logo arrancadas do corpo em nome da justiça, da paz e da segurança.Através das demolições de casas, dos ataques à sociedade civil que tentavam lançar a cultura e a história palestinas num abismo de esquecimento; através da indizível destruição dos cercos aos campos de refugiados e dos bombardeios à infraestrutura na Segunda Intifada, através dos assassinatos e das execuções sumárias, pela grandiosa farsa do desengajamento até a nulificação das eleições livres, democráticas e justas da Palestina, Israel já nos fez saber qual é a sua visão, uma e outra vez, na linguagem mais forte possível, a línguagem do poder militar, das ameaças, das intimidações, do acosso, da difamação e da degradação.Israel, com o apoio aprovador e incondicional dos Estados Unidos, já deixou dramaticamente claro ao mundo todo, várias vezes, repetindo em ação atrás de ação que não aceitará um estado palestino viável ao lado de suas fronteiras. O que mais é preciso para que escutemos? O que será necessário para terminar com o silêncio criminoso da “comunidade internacional”? O que será preciso para ver mais além das mentiras e da doutrinação acerca do que tem lugar diante de nós, dia após dia, claramente, no raio de visão dos olhos do mundo? Quanto mais horrorosas as ações no terreno, mais insistentes são as palavras de paz. Ouvir e assistir sem escutar nem ver permite que a indiferença, a ignorância e a cumplicidade continuem e aprofundem, a cada túmulo, a nossa vergonha coletiva.A destruição de Gaza não tem nada a ver com o Hamas.

Israel não aceitará qualquer autoridade nos territórios palestinos que ele, em última instância, não controle. Qualquer indivíduo, líder, facção ou movimento que não aceda às exigências de Israel ou que busque genuína soberania e igualdade de todas as nações da região; qualquer governo ou movimento popular que exija a aplicabilidade da lei humanitária internacional e a declaração universal dos direitos humanos para seu próprio povo será inaceitável para o Estado Judeu. Aqueles que sonham com um estado devem ser forçados a perguntarem-se: o que Israel fará com uma população de 4 milhões de palestinos dentro de suas fronteiras, quando comete crimes diários, se não a cada hora, contra a humanidade coletiva deles enquanto eles vivem ao lado de suas fronteiras? O que fará mudar de repente a razão de ser, o autoproclamado objetivo e razão de existência de Israel se os territórios palestinos forem anexados a ele totalmente?O sangue de vida do Movimento Nacional Palestino jorra hoje pelas ruas de Gaza. Cada gota que cai rega a terra da vingança, do ressentimento e do ódio não só na Palestina, mas em todo o Oriente Médio e em boa parte do mundo. Nós temos uma escolha sobre se isso deverá continuar ou não. Agora é a hora de escolher.
Jennifer Loewenstein é Diretora Associada do Centro de Estudos do Oriente Médio de uma das principais universidades públicas norte-americanas, a de Wisconsin em Madison. Ela trabalhou durante meses, em 2002, no Centro Al Mezan de Direitos Humanos, em Gaza. Retornou a Gaza várias vezes desde então. Original, em inglês, aqui. Tradução ao português de Idelber Avelar. Ilustrações, daqui.

CONFISSÃO DE UM TERRORISTA
Ocuparam minha pátria
Expulsaram meu povo
Anularam minha identidade
E me chamaram de terrorista
Confiscaram minha propriedade
Arrancaram meu pomar
Demoliram minha casa
E me chamaram de terrorista
Legislaram leis fascistas
Praticaram odiado apartheid
Destruíram, dividiram, humilharam
E me chamaram de terrorista
Assassinaram minhas alegrias,
Seqüestraram minhas esperanças,
Algemaram meus sonhos,
Quando recusei todas as barbáries
Eles... mataram um terrorista!
Mahmoud Darwish
Para justificar-se, o terrorismo de estado fabrica terroristas: semeia ódio e colhe pretextos. Tudo indica que esta carnificina de Gaza, que segundo seus autores quer acabar com os terroristas, acabará por multiplicá-los.
Eduardo Galeano
Poesia da Resistência Palestina
Por Intifada Viva
A poesia palestina representa, um brado de combate e esperança para os palestinos que vivem sob a ocupação de Israel ou no exílio.
A poesia palestina representa, um brado de combate e esperança para os palestinos que vivem sob a ocupação de Israel ou no exílio. Apesar da forte repressão à arte popular
A "democracia israelense" não suporta que os palestinos cantem, disse uma vez o poeta Tawfic Zayyad o poema é, de longe, o mais popular gênero da literatura palestina.
Isto pode ser em parte atribuído à forte tradição oral da sua cultura.
Houve, desde o início, uma vontade de simplicidade na poesia de resistência.
Os artifícios de linguagem em favor da estética foram postos de lado.
O poeta Mahmud Darwish expressou claramente isso num de seus primeiros versos:
Se os mais humildes não nos compreendem será melhor jogar fora os poemas e ficarmos calados.
O poeta diz: se meus versos são bons para meus amigos e enfurecem os meus inimigos então é que sou mesmo poeta e devo continuar cantando.
Fontes: Poesia Palestina da Resistência , edição OLP/Brasil, 1986
COM OS DENTES
Tawfiq Zayyad
Com os dentes
Defenderei cada polegada da minha pátria
Com os dentes
E não quero nada em troca dela
Mesmo que me deixem pendurado
Nas minhas veias
Aqui permaneço
Escravo do meu amor...
à cerca da minha casa Ao orvalho...e às géis flores do campo
Aqui continuo
E não poderão derrubar-me
Todas as minhas dores
Aqui permaneço
Com vocês
No meu coração
E com os dentes
Defenderei cada polegada da terra da pátria
Com os dentes

terça-feira, 6 de janeiro de 2009

CONDENANDO O TERRORISMO DE ISRAEL

PARTIDO COMUNISTA BRASILEIRO - PCB
"O Comitê Central do PCB vem a público manifestar seu repúdio ao massacre criminoso que está ocorrendo na Faixa de Gaza, promovido pelo Estado sionista de Israel que, sob o pretexto de combater o terrorismo, ataca pessoas indefesas, em sua grande maioria crianças e mulheres palestinas que moram na região, vítimas de bombas jogadas sobre casas, escolas e locais de trabalho.
Tecnologias militares modernas são usadas covardemente contra um povo proibido de ter forças armadas convencionais e de obter armamento para se defender.
O governo israelense promove mais uma vez a tática de "ataques preventivos" tão propalada no Governo Bush, aumentando a violência contra o povo palestino que há décadas tem sua nação dividida e usurpada pela partilha imperialista de seu legítimo território e que, no caso da Faixa de Gaza, é palco de privações de todo o tipo, devido ao criminoso embargo promovido pelo governo israelense.
Os ataques ocorridos nesses últimos dias já mataram mais de 300 pessoas e deixaram mais de 1.000 feridos, muitos em estado grave.
Parte da região está sem energia elétrica afetando o funcionamento de hospitais.
Pela dimensão do ataque e a generalização inescrupulosa do bombardeio, pode-se garantir que este já é um dos maiores genocídios praticados por armamento de guerra em tão pouco tempo nesse inicio de século.
O terrorismo de Estado promovido pelo governo israelense, ao invés de por fim à crise na região, só a aprofunda.
O PCB condena veementemente a carnificina promovida pelo Estado sionista de Israel contra a população palestina e conclama as entidades e organizações populares, democráticas e antiimperialistas a se manifestarem em atos públicos em solidariedade ao povo palestino.
Exige também do governo brasileiro que condene com firmeza a infame agressão que, se não for detida imediatamente, pode descambar numa invasão ao território palestino, não com objetivo de ocupação (que já existe na prática), mas de provocar o extermínio desse valoroso povo, que não se curva ao sionismo e ao imperialismo e que merece a mais irrestrita solidariedade dos povos do mundo todo.
Repúdio ao terrorismo do Estado de Israel!
Pela autodeterminação do Povo Palestino!
Pela criação do Estado da Palestina!
"Rio de Janeiro, 29 de Dezembro de 2008
PCB- Partido Comunista Brasileiro

domingo, 4 de janeiro de 2009

EM DEFESA DO POVO PALESTINO




Nota da Conlutas em defesa do Povo Palestino



Nota da Conlutas:


Em defesa do Povo Palestino, chega de ataques do Estado Criminoso de Israel


Não ao ataque genocida do Estado de Israel contra a faixa de Gaza e o Povo Palestino


O estado assassino de Israel mais uma vez promove um ataque brutal e covarde contra o Povo Palestino.


Desde o dia 24 passado tem bombardeado a faixa de Gaza matando até o momento mais de 300 pessoas e ferindo quase 2000.


A maioria dos governos do mundo reage afirmando que Israel tem o direito de atacar, no máximo condenam a desproporcionalidade da ação.


Hipócritas e cúmplices de um genocídio que dura 60 anos.


Se trata de uma agressão de um estado militarizado, que há 60 anos ocupa as terras do povo palestino, armado e financiado pelo imperialismo norte americano com o objetivo de manter um posto militar avançado em uma das regiões mais ricas em reservas naturais energéticas do planeta.


A Conlutas se soma à indignação que toma conta dos trabalhadores e povos de todo o mundo e repudia essa agressão genocida do Estado de Israel.


Exige o fim imediato do bombardeio e das agressões.

O fim do bloqueio que impede a chegada de mantimentos, medicamentos e todos os recursos necessários para a sobrevivência do povo palestino.


É inaceitável a continuidade desse massacre.


A comparação dos métodos e política do Estado de Israel com o regime nazista é uma trágica ironia histórica.

Naquele momento como neste, se utiliza da repressão, do extermínio, do poderio militar para perseguição e genocídio de um povo.
Desta vez a máquina de guerra se encontra nas mãos do Estado Assassino de Israel.
Chamamos aos trabalhadores de todo o mundo, em particular os trabalhadores e povo judeu a repudiar a política genocida de Olmert, a exigir o fim dos ataques.
Neste sentido, também exigimos do governo Lula que rompa imediatamente relações diplomáticas com Israel e as relações comerciais, bem como a revisão da inclusão de Israel no Mercosul.
Formas concretas de demonstrar o repúdio de um povo a uma política genocida.
Infelizmente a postura de várias lideranças e governos do mundo árabe mais uma vez, se demonstram de uma capitulação total ao imperialismo e seu agente na área, o estado de Israel.
A postura do governo Egipcio de reprimir manifestações de solidariedade, de fechar as fronteiras e as declarações de Abbas - Al Fatah, responsabilizando o Hamas (*Partido Político eleito democraticamente pelos Palestinos) pelos ataques, são expressões dessa capitulação.
Defendemos o direito do povo palestino escolher livremente seus governos e de se defender contra o cerco e a invasão promovida pelo estado de Israel.
Coordenação Nacional de Lutas - Conlutas Brasil


São Paulo, 30 de dezembro de 2008

domingo, 18 de maio de 2008

NÃO HÁ O QUE COMEMORAR

60 anos de Israel

O estado judeu-terrorista de Israel tá comemorando 60 anos de invasão,terrorismo,genocídio contra o povo PALESTINO!

Matança de crianças por Israel

Nem Hitler




Covardia


Herói da resistência


NÃO HÁ O QUE COMEMORAR

Semana que vem, comemorar-se-ão os 60 anos da independência de Israel, com pomposo desperdício.

Esta semana, Israel mostrou-se cruel, obcecado. Israel não soube aceitar uma proposta de cessar-fogo.

E mandou soldados para Gaza, -- mais um ataque brutal e sem sentido.

Israel recusa-se a assumir a responsabilidade pelo assassinado de uma mãe e seus quatro filhos.

Os que amem Israel e preocupem-se com a imagem e com o futuro de nosso país nada têm o que comemorar, nem têm do que se orgulhar.

Mas muitos ainda não perdemos a esperança de viver num país que não nos envergonhe.

(publicado no jornal Haaretz, 2/5/2008) GUSH SHALOM P.O.Box 3322, Tel-Aviv 61033.www.gush-shalom.org info@gush-shalom.org

http://prod.brasil.indymedia.org/en/blue/2008/05/418801.shtml