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sexta-feira, 24 de julho de 2009

MOMENTOS DE REFLEXÃO - OS EUA NO AFEGANISTÃO

4.000 soldados aero-transportados do Ocidente invadiram um vale no Afeganistão. O que é que isso nos trará?


4.000 soldados aero-transportados do Ocidente

invadiram um vale no Afeganistão

e o que será conseguido ??

o que é que isso nos trará ???

mais Democracia, ou melhor, Ópio ??

A nós, nada. Aos EUA, $$$$$! EUA lançam ofensiva com milhares de soldados contra reduto taleban no Afeganistão Com tanques e helicópteros, cerca de 4.000 fuzileiros navais e marinheiros norte-americanos e 650 soldados afegãos avançaram em vilas afegãs, na primeira grande operação feita sob a nova estratégia do governo de Barack Obama para "ESTABILIZAR" o Afeganistão. A ofensiva foi lançada pouco depois da 1h na Província de Helmand, um reduto taleban no sul do país que é a maior área produtora de papoula -- flor utilizada para a produção de ópio -- do mundo. O objetivo é tirar os insurgentes do vale do rio Helmand, antes da eleição presidencial, marcada para o próximo dia 20 de agosto. O sul do Afeganistão é um reduto taleban, mas também uma região onde o presidente afegão, Hamid Karzai, que busca manter-se no cargo por mais um mandato, está buscando os votos de membros da etnia pashtun. O Pentágono está mobilizando mais 21 mil homens no Afeganistão até as eleições e espera que o número total de soldados norte-americanos no país chegue a 68 mil até o fim deste ano -- o dobro do número que havia em 2008, mas metade do número de soldados norte-americanos que ainda estão no Iraque. O Taleban, que governou o Afeganistão entre 1996 e 2001 foi afastado do poder por uma coalizão internacional liderada pelos EUA que invadiu o país após os atentados de 11 de Setembro, com o pretexto de pegar Bin Laden. Na época dos ataques, atribuídos à rede terrorista Al Qaeda, o terrorista saudita e seu grupo eram "hóspedes" dos talebans. Nos dois últimos anos, o grupo conseguiu se fortalecer e contra-atacou, conseguindo o controle de grande parte do sul e do leste do país, e expandindo seus domínios para áreas tribais no Paquistão, o que obrigou os EUA a enviar mais tropas para o país. No fim de março, Obama anunciou a nova estratégia para o Afeganistão e o Paquistão, colocando a luta contra a rede Al Qaeda e o grupo fundamentalista Taleban como prioridade da política de segurança nacional, reduzindo tropas e recursos para o Iraque. Segundo ele, as tropas vão se reunir com líderes locais (ENTREGUISTAS, CLARO!), ouvir quais são as suas necessidades ($$$, poder...) e agir em relação e elas. "Não queremos que as pessoas da Província de Helmand nos vejam como um inimigo, queremos protegê-las contra o inimigo", disse. ISSO SÓ PODE SER PIADA, NÃO É? "As forças de segurança vão construir bases para fornecer segurança para a população local para que ela possa realizar todas as atividades com este cenário favorável, e tocar sua vida em frente em paz", disse o governador Gulab Mangal, de acordo com um comunicado do Pentágono. Não há prazo para a retirada das tropas americanas do Afeganistão, e a Casa Branca não divulgou estimativas de quantos bilhões de dólares o plano vai custar. Ieda

É a política de remoção de tropas do Obama. E os otários acreditaram. Fabricio P

Democracia é que não vai ser...Que modo que o Tio Sam tem de impor a sua pseudo-democracia pelo mundo, hein?Ópio?Os EUA deveriam se preocupar com as suas plantações de maconha.E elas são numerosas...Abraços do DNL! Ψ DNL ♫ Cavaleiro !

ENCONTREI ISSO AQUI E ACHEI MUITO BOM:

Saddam Hussein não nos trouxe nenhumas das suas Armas de Destruição Massiva.

George Bush não nos trouxe nenhuma Democracia

Os Talibãs não nos trouxeram o Ópio

As Marionetas da Zona Verde não nos trouxeram de volta o Iraque

As eleições iranianas não nos trouxeram outra Geórgia

O bombardeamento de Gaza não nos colocou de joelhos

Obama não nos trouxe nenhuma mudança

Nathaniahu não nos trouxe nenhuma das habituais-mentiras-credíveis

Dois aviões de fabricação francesa saídos da mesma fábrica

caíram no mar: o que era propriedade de franceses foi apelidado de "acidente" e o de propriedade iemenita foi apelidado de "sucata"!

ISSO AÍ É PRA SER PENSADO. Mimi

Sexta-feira, 24 de Julho de 2009

O AFEGANISTÃO PRECISA SE LIVRAR DOS INVASORES E OCUPANTES QUE MASSACRAM SEU POVO!

Vocês acham que os EUA estão procurando Bin Laden por lá????

AFEGANISTÃO LIVRE JÁ!

EUA invadiram o Afeganistão e ainda não conseguiram controlar o cultivo e a produção de ópio?


Olha que tem gente que pensou que os EUA estavam procurando BIN LADEN no Afeganistão!!!!!Então, EUA estavam "de olho" no ópio dos Afegãos?!Que coisa feia, né mesmo?Era/é esse o "combate ao terrorismo"? Quem são esses "insurgentes" mencionados na notícia abaixo?

Para Ilustrar:

Afeganistão segue liderando produção de ópio

Um relatório do governo americano mostra que o Afeganistão continua sendo O MAIOR PRODUTOR MUNDIAL DE ÓPIO, apesar do cultivo da papoula ter caído 19% em 2008. O balanço anual sobre a "Estratégia para o Controle Internacional de Narcóticos", do Departamento de Estado, indicou que o Afeganistão produz 93% do ópio e da heroína consumidos no mundo. O CULTIVO se concentra em cinco Províncias do sul do país, nas proximidades das FRONTEIRAS com o Paquistão e o Irã. O Afeganistão foi INVADIDO pelos Estados Unidos em 2001, mas até hoje tropas americanas e afegãs NÃO CONSEGUEM controlar o cultivo e a produção, dominados por INSURGENTES.

Detalhes Adicionais
Os novos reforços militares compreendem 8 mil fuzileiros navais e 4 mil soldados de infantaria. O pessoal de apoio será constituido por 5 mil efectivos. A totalidade deste contigente será enviada para o sul do Afeganistão, onde a violência está a crescer. O Presidente Obama quer a situação sob controlo."Penso que ainda é possível vencer no Afeganistão. Penso que continua a ser possível derrotar a al Qaeda. Mas também acho que, como consequência da guerra no Iraque, tivemos as nossas atenções desviadas. Não prestámos a devida atenção à forma como lidámos com o Afeganistão."

Fonte: BBC para Africa

Analistas dizem que o anúncio do Presidente Barack Obama é, na verdade, o cumprimento de promessas feitas pela administração Bush. Entretanto, ontem as Nações Unidas disseram que 2118 civis foram mortos no Afeganistão no ano passado - um aumento de 39% em relação a 2007. Os rebeldes afegãos foram responsabilizados por 55% dessas mortes, enquanto os EUA, a NATO e as forças governamentais do Afeganistão foram responsáveis por 39% das baixas civis no país.

Embora os EUA se considerem como a “mãe” de todas as democracias modernas, por três vezes já permitiram que um candidato à presidencia - que não foi o mais votado - tomasse posse. Foi assim que a atual administração estadunidense deu início ao seu (des)governo: usurpando o poder em seu próprio país. Esse grupo, que atua agressivamente (não só nos EUA, mas em todo mundo), tomou o poder máximo para defender interesses que jamais foram do povo americano - mas de grupos que tiveram origem na Europa e em Israel.Esse grupo, através de sofismas, isto é, de traições, mentiras e argumentos baseados em fatos tidos como verdadeiros, argumentos que, aparentemente, eram lógicos - , divulgados através da mídia dominante no Ocidente e no Oriente, convenceu os povos (principalmente o norte-americano) de que a Guerra Contra Terror era imprescindível e inadiável, e deveria ser travada através das invasões do Afeganistão e do Iraque.Apresentou-se como argumentos para a invasão do Afeganistão, que o grupo que efetivamente governava aquele país, o Talibã, tinha aliança com a Al Qaeda e oferecia proteção a Osama Bin Laden. A invasão permitiria, assim, não só derrubar do comando de um país um grupo que patrocinava o terror, mas também prender o acusado como principal mentor dos atentados de 11 de setembro de 2001.Entretanto, após sete anos da derrubada daquele grupo, durante os quais milhares de civis foram brutalmente assassinados, inclusive crianças, o Talibã e a Al Qaeda não foram desmantelados, continuam ativos, e Osama Bin Laden nunca jamais foi realmente ameaçado de prisão.Os EUA argumentaram também que o Talibã era patrocinado pelo tráfico de ópio. O fato real, entretanto, é que foi justamente durante a administração Talibã - entre os anos de 1996 e 2001 - que o cultivo da papoula chegou a seus índices mais baixos - 185 toneladas, em 2001. Durante os anos de 2000-2001, o regime do Talibã criou um programa de erradicação da produção de papoula altamente bem sucedido, como se pode ver no quadro abaixo:1995 - 2.335 toneladas1999 - 4.565 toneladas2000 - 3.276 toneladas2001 - 185 toneladas2002 - 3.400 toneladas2003 - 3.600 toneladas2004 - 4.200 toneladas2005 - 4100 toneladas2006 - 6100 toneladasA grande verdade é que muitas grandes fortunas americanas e européias sempre tiveram origens sombrias, fontes que nunca foram ou são totalmente esclarecidas ou divulgadas... Desde o final do século XIX (19), negócios e interesses financeiros poderosos têm estado por trás do narcotráfico. Assim, aqueles grupos poderosos que se ramificam por todo mundo agiram para retomar a totalidade do controle geopolítico e militar das rotas de drogas - pois esse é tão estratégico quanto às rotas de petróleo e seus oleodutos. Há de observar com tento a mais um detalhe: após o comércio de petróleo e de armas, o de drogas é o que mais movimenta dinheiro no mundo - 400 a 500 bilhões de dólares por ano.Para melhor entender: no final da década passada, o total da produção mundial de bens alcançou os 25 trilhões de dólares. Em 1998, a produção das 500 maiores empresas do mundo, produzindo em todos os continentes, chegou a 11 trilhões de dólares, e os lucros foram da ordem de 440 bilhões de dólares. Liderando essa produção encontravam-se os setores da indústria automobilística (em torno de 1 trilhão de dólares), petrolífera (900 bilhões) e eletro-eletrônicos (750 bilhões) em dados da revista Fortune de 1994.A indústria do narcotráfico, por sua vez, movimentou entre 750 bilhões a 1 trilhão de dólares, o que a equipara àqueles setores líderes da economia formal. Entretanto, quanto aos lucros os da indústria do narcotráfico são muito superiores aos obtidos no conjunto por aqueles três setores. E os lucros são muito maiores por causa da enorme diferença de preço da matéria-prima: enquanto os setores da economia legalizada trabalha com matérias-primas sobre as quais incidem vários tipos de tributos, a indústria do narcotráfico trabalha com matérias-primas, como a folha de coca, por exemplo: esta era vendida, na Bolívia ou na Colômbia, por US$ 2,5 o kg.; depois de transformada em cocaína passava a valer US$ 3.000 na Colômbia, chegando em São Paulo a US$ 10.000 e alcançando o preço estratosférico de US$ 40.000 dólares no mercado norte-americano e US$100.000 no Japão. A mesma disparidade se verifica com a heroína e a maconha. Com um custo de produção alcançando somente 0,5% e o distribuição 3% do valor do produto, o narcotráfico torna-se, assim, o negócio mais rentável do mundo, com lucros superiores a 3.000%. No início da década passada, os lucros com o tráfico de drogas giravam em torno de 300 bilhões de dólares - quase 6 vezes o lucro atingido pelas indústrias petrolífera, automobilística e de equipamentos eletro-eletrônicos JUNTAS.(Cont.)
Fonte(s):
(Cont.)É claro que, de posse desses dados, aqueles grupos e seus líderes ganaciosos e inescrupulosos, viram no controle total dos quatro setores o grande “pulo do gato”. E eles perceberam que tomar posse desse controle lhes era possível porque:- já contavam com todo o poder bélico da única superpotência e da maioria das principais potências militares mundiais;- a mídia dominante em todo mundo já era por esses grupos dirigida;- não havia qualquer dúvida acerca da ajuda maciça que seria continuamente dada por parte dos milionários diretamente interessados em que o narcotráfico estivesse sob a proteção - jamais declarada, mas ostensivamente dada - dos governos mais influentes do chamado mundo globalizado;- havia o apoio silencioso de vários setores das religiões ditas cristãs, interessados no total despretígio e destruição da segunda religião que mais cresce no mundo - a islâmica. O apoio de pastores, inclusive, deu às ações daqueles grupos ares messiânicos, propiciando e promovendo até a reeleição de mr. Bush;- havia certeza de que as nações que poderiam fazer-lhes frente e impedí-los de por seu plano em prática jamais se uniriam contra eles, se limitando sempre a fazer uso do veto nas votações da ONU e dar algumas declarações contrárias, mas não enfáticas o suficiente para, ao menos, retardar suas ações.Todo o plano das invasões já vinha sendo preparado desde o final da década de 80, precisando apenas esperar o momento certo de ser iniciado. Foi um plano elaborado com muitas etapas ardilosas, oriundas da sofística, ou seja, onde inteligência foi usada para dar uma interpretação falsa aos fatos (como, por exemplo, apresentar fotos de satélites, onde é mostrada uma fábrica de leite, e afirmar que “sem sombra de dúvidas, trata-se de uma fábrica da armas químicas”, enganando, assim, a maioria despreparada, que não sabe distinguir o que vê em imagens desse tipo), para apresentar argumentos aparentemente válidos, mas que na realidade não são conclusivos, pois existe má-fé por parte de quem os apresenta; apresentar argumentos baseados em fatos tidos como verdadeiros e chegar a uma conclusão inadmissível (como no discurso do secretário de Estado norte-americano, Collin Powell, na ONU, em fevereiro de 2003, no qual apresentou supostas provas sobre os programas de armamento do Iraque e sua recusa a se desarmar).De repente, sem que o mundo pudesse nem ao menos vislumbrar a possibilidade, o “start” foi dado por um acontecimento literalmente retumbante, que ecoou por toda a mídia, chocando e estarrecendo a todos: os atentados de 11 de setembro de 2001, considerados os mais graves atentados em massa da História, e que espalharam incerteza e insegurança pelo mundo. Enquanto a maioria esmagadora da humanidade se encontrava sob enorme espanto e forte emoção, em estado de choque, sem acreditar nem entender o que via, o “grande” plano foi sendo posto rapidamente em prática, sem dar tempo para que ninguém pensasse muito. O sucesso de sua execução exigia que suas etapas se sucedessem com rapidez, aproveitando todo o assombro, todo o enorme pavor que tomou conta das populações - em particular, a americana.O plano foi posto em prática e o controle dos quatro setores mais rentáveis da economia mundial foram enfeixados nas mãos daqueles grupos.Com parte da cúpula desse grupo no comando da única superpotência do mundo porque, então, esse gigantesco império está ruindo?

Silv@ Usuário POP

http://br.answers.yahoo.com/question/index;_ylt=As2EBVVNPgg3L0M_D6zXMb7x6gt.;_ylv=3?qid=20090227202601AAjR2kQ



AFEGANISTÃO - A guerra ilegítima prossegue.


Está em marcha na província de Helmand no sul do Afeganistão a maior operação militar desde que Obama chegou ao poder. Cerca de 4.000 marines, juntamente com centenas de soldados britânicos tentam impor o controle sobre uma população de etnia pastun, que se opôs à ocupação dirigida pelos Estados Unidos, desde que a invasão de 2001 derrotou o regime talibã e instalou um regime títere.

Ao mesmo tempo, devido principalmente à coação financeira e política de Washington, o governo paquistanês lançou o seu exército numa ofensiva brutal contra o povo pastun no noroeste do Paquistão.

O seu crime é partilhar uma história, uma língua e uma cultura comum com os pastuns do Afeganistão e proporcionarem apoio à insurreição talibã através da pouco definida fronteira entre ambos os países.

O custo em vidas humanas já foi descomunal.

Num selvático castigo coletivo o exército paquistanês obrigou um mínimo de dois milhões e meio de pessoas a sair das suas casas, em organizações tribais como Bajaur e Mohmand, e do distrito do vale de Swat na província da fronteira noroeste.

Os Estados Unidos realizam ataques aéreos quase diários contra as casas de hipotéticos dirigentes insurreitos paquistaneses, particularmente nas tribos de Waziristan do norte e do sul.

Só esta semana [N. do T.: semana de 5 a 11 de julho] os mísseis estadunidenses massacraram pelo menos 80 homens, mulheres e crianças.

Depois de quase oito anos de combates na Ásia Central, Obama intensificou até um nível novo e sangrento a guerra Afeganistão-Paquistão que está em desenvolvimento nos dois lados da fronteira.

Não há indícios de caminhar para o seu termo.

David Kilcullen, ex-conselheiro do general David Petraeus, o general que contribuiu para planear a onda de tropas tanto para o Iraque como para o Afeganistão, disse esta semana ao diário britânico The Independent o que se está a discutir abertamente, tanto na Casa Branca como em Downing Street: "Estamos pensando em pelo menos 10 anos de guerra no Afeganistão e este é o melhor cenário possível e a meio do que será um combate bastante maior. Este é o compromisso necessário e isto é o que se deveria dizer aos povos estadunidense e britânico, como se deveria dizer que tudo isto tem um custo".

A verdade é que os governos dos Estados Unidos, da Grã-Bretanha e outros países que participam na guerra estão dizendo aos seus povos o mínimo possível.

Estão sendo ajudados por meios de comunicação corruptos que se permitem a si mesmos ser censores e apenas publicam as notícias mais asséticas.

Os jornalistas britânicos que estiveram "envolvidos" com as forças da Otan no Afeganistão disseram no mês passado ao Guardian que a cobertura da guerra era "lamentável", "indigna" e "indefensável".

Thomas Harding do The Telegraph admitiu: "Dizem-nos que tudo vai fantasticamente, que tudo vai bem, mentiram a nós e ao público. (ver: «A lack of cover» em: www.guardian.co.uk/media/2009/jun/15/afghanistan-embedded-journalists-mod).

Típico das mentiras oficiais foi a declaração, citada pelo USA Today, do comandante estadunidense no Afeganistão, o general Stanley McChrystal, que as tropas estadunidenses estavam em Helmand para "criar uma nova atmosfera para que as pessoas rejeitem os talibãs e a sua cultura de medo e intimidação".

Como reconheceu a semana passada o The New York Times, os talibãs estão ganhando apoio devido ao ódio aos ocupantes estadunidenses e à Otan, e ao seu governo títere em Cabul.

Em 3 de julho a correspondente Carlotta Gall disse que "o estado de espírito do povo afegão nalgumas partes do sul do Afeganistão se inclinou para uma revolta popular" e as pessoas "pegaram em armas contra as tropas estrangeiras para proteger as suas casas ou num momento de ira pela perda de um familiar em ataques aéreos".

Para acabar com a resistência, o corpo de marines impõe um regime de "medo e de intimidação" aos 250.000 habitantes do vale do rio Helmand.

As táticas do general McChrystal inspiram-se nos métodos de contra-insurreição que aplicou no Iraque.

As principais cidades foram postas debaixo de

controle militar.

A vida das populações nas cidades, ida aos mercados, lojas, hospitais etc. será controlada por recolher obrigatório, postos de controle e constantes registos e interrogatórios nas ruas.

Os dirigentes locais são pressionados para identificarem os insurreitos, que são assassinados ou capturados por esquadrões da morte constituídos pelas forças especiais, a que os meios de comunicação chamam diligentemente "patrulhas de combate e reconhecimento".

É surpreendente que no momento em que a administração Obama intensificou a guerra, tenha praticamente abandonado o pretexto original utilizado para a justificar.

O que é que se passou com Osama bin Laden?

Referem-no, apenas, e quando o fazem, a Al-Qaeda está cada vez mais relegada para o final da propaganda oficial e das notícias dos media. Esta não é uma questão menor.

A aparente base legal da estadia das tropas estadunidenses no Afeganistão é a "Autorização para o uso da força militar", uma resolução conjunta aprovada pelo Congresso estadunidense em 18 de setembro de 2001, uma semana depois do 11 de setembro.

A resolução autorizava a força militar com o objetivo de capturar ou destruir os dirigentes da Al-Qaeda, principalmente bin Laden, para prevenir futuros ataques terroristas.

Quase nove anos depois, já nem se finge que as tropas estadunidenses estão no Afeganistão para caçar a Al-Qaeda.

Em vez disso, declara-se que a guerra é contra os "talibãs", uma etiqueta que se aplica, indiscriminadamente, a qualquer afegão que resista à ocupação dirigida pelos EUA. No entanto, em momento algum se acusou os talibãs de estarem implicados no 11 de setembro.

A justificação da administração Bush era que os dirigentes de Cabul tinham recusado um ultimato para entregarem aos Estados Unidos os dirigentes da Al-Qaeda.

O abandono do pretexto original para a invasão coloca a questão de com que suposta justificação legal o governo estadunidense e os seus aliados continuam a intensificar a guerra.

A verdade é que não têm nenhuma, a não ser a realidade: uma guerra imperialista de saque e dominação.

A ocupação do Afeganistão dirigida pelos Estados Unidos e a terrível violência que envolve o Paquistão é o culminar de 30 anos de intrigas imperialistas estadunidenses na Ásia Central para restabelecer um domínio estratégico e econômico na região, que é rica em recursos.

A partir de 1979, os governos estadunidenses financiaram e proporcionaram os meios a uma insurreição islâmica para derrotar um governo afegão apoiado pela União Soviética.

Nos anos noventa a Casa Branca de Clinton animou o seu aliado paquistanês a ajudar a instalar os talibãs em Cabul, acreditando que estes seriam benéficos para as aspirações das companhias norte-americanas: ganharem o controle dos principais projetos petrolíferos e gasíferos no Cazaquistão e outros Estados da Ásia Central, e construir oleodutos através do Afeganistão.

Quando a guerra civil e a instabilidade impediram a realização destes planos, explorou-se a presença da Al-Qaeda que, pelo menos até 2000, serviu para preparar a conquista do país por parte dos Estados Unidos.

Os ataques de 11 de setembro proporcionaram o pretexto

para pôr o plano em andamento.

Tal como o potencial acesso aos recursos dos países vizinhos, a ocupação do Afeganistão proporciona aos Estados Unidos e aos seus aliados da Otan uma base estratégica para projetar a sua força contra rivais que aspiram a uma influência regional, como a Rússia, a China, a Índia e o Irão.

A guerra no Afeganistão-Paquistão não é uma guerra contra o terrorismo nem pela democracia nem para ajudar o há muito mártir povo afegão.

É uma guerra colonial cujo objetivo principal é converter o Afeganistão num Estado cliente dos Estados Unidos, e assegurar que o Paquistão continue ancorado sob a influência geopolítica de Washington.

A classe trabalhadora deve exigir a imediata e incondicional retirada de todas as tropas estadunidenses e estrangeiras, o fim das operações militares imperialistas na Ásia Central e o direito dos povos afegão e paquistanês a determinar o seu próprio futuro.

* James Cogan e colaborador de World Socialist Web Site: www.wsws.org/index.shtml

Fonte:Revista Fórum
Postado por BLOG DE UM SEM-MÍDIA

http://blogdeumsem-mdia.blogspot.com/2009/07/afeganistao-guerra-ilegitima-prossegue.html

sábado, 23 de maio de 2009

MOMENTO POÉTICO

É Proibido
É proibido chorar sem aprender,
Levantar-se um dia sem saber o que fazer
Ter medo de suas lembranças.
É proibido não rir dos problemas
Não lutar pelo que se quer,
Abandonar tudo por medo,
Não transformar sonhos em realidade.
É proibido não demonstrar amor
Fazer com que alguém pague por tuas dúvidas e mau-humor.
É proibido deixar os amigos
Não tentar compreender o que viveram juntos
Chamá-los somente quando necessita deles.
É proibido não ser você mesmo diante das pessoas,
Fingir que elas não te importam,
Ser gentil só para que se lembrem de você,
Esquecer aqueles que gostam de você.
É proibido não fazer as coisas por si mesmo,
Não crer em Deus e fazer seu destino,
Ter medo da vida e de seus compromissos,
Não viver cada dia como se fosse um último suspiro.
É proibido sentir saudades de alguém sem se alegrar,
Esquecer seus olhos, seu sorriso, só porque seus caminhos se
desencontraram,
Esquecer seu passado e pagá-lo com seu presente.
É proibido não tentar compreender as pessoas,
Pensar que as vidas deles valem mais que a sua,
Não saber que cada um tem seu caminho e sua sorte.
É proibido não criar sua história,
Deixar de dar graças a Deus por sua vida,
Não ter um momento para quem necessita de você,
Não compreender que o que a vida te dá, também te tira.
É proibido não buscar a felicidade,
Não viver sua vida com uma atitude positiva,
Não pensar que podemos ser melhores,
Não sentir que sem você este Mundo não seria igual.
Pablo Neruda
O poema desse maravilhoso Pablo Neruda diz muito.
Opinem brothers and sisters!!!!
O que é proibido para vocês?

A Poesia Palestina de Resistência: O cantar dos que não se rendem
Rosana Bond
Foi nas décadas de 1950 e 1960 que surgiu o movimento da poesia nacional palestina. Adquiriu força e vitalidade tais que em muitos momentos representou, e ainda representa, um brado de combate e esperança para os palestinos que vivem sob a ocupação de Israel ou no exílio.
Apesar da forte repressão à arte popular — “A democracia israelense não suporta que os palestinos cantem”, disse uma vez o poeta Tawfic Zayyad — a poesia daquele povo árabe não é
“marginal”.
Como disse o peruano Julio Carmona, “marginal é a poesia que a estética dominante pontifica ou institucionaliza; ao se tomar o povo como pedra de toque (e sempre o povo tem a última palavra em tudo) a única poesia que não se marginaliza é aquela que não se afasta de sua fonte, aquela que vinda do povo, a ele retorna.”
O poema é, de longe, o mais popular gênero da literatura palestina. Isto pode ser em parte atribuído à forte tradição oral da sua cultura. Houve, desde o início, uma vontade de simplicidade na poesia de resistência. Os artifícios de linguagem em favor da estética foram postos de lado. O poeta Mahmud Darwish expressou claramente isso num de seus primeiros versos:
Se os mais humildes não nos compreendem será melhor jogar fora os poemas e ficarmos calados.
O poeta diz: se meus versos são bons para meus amigos e enfurecem os meus inimigos então é que sou mesmo poeta e devo continuar cantando.
Fontes: Poesia Palestina da Resistência , edição OLP/Brasil, 1986 e Beleza Cruel (prólogo de Julio Carmona), edição Lira Popular, Peru, 1982.

Não iremos embora
Tawfic Zayyad*
Aqui
Sobre vossos peitos
Persistimos
Como uma muralha
Em vossas goelas
Como cacos de vidro
Imperturbáveis
E em vossos olhos
Como uma tempestade de fogo
Aqui
Sobre vossos peitos
Persistimos
Como uma muralha
Em lavar os pratos em vossas casas
Em encher os copos dos senhores
Em esfregar os ladrilhos das cozinhas pretas
Para arrancar
A comida de nossos filhos
De vossas presas azuis
Aqui sobre vossos peitos
Persistimos
Como uma muralha
Famintos
Nus
Provocadores
Declamando poemas
Somos os guardiões da sombra
Das laranjeiras e das oliveiras
Semeamos as idéias como o fermento na massa
Nossos nervos são de gelo
Mas nossos corações vomitam fogo
Quando tivermos sede
Espremeremos as pedras
E comeremos terra
Quando estivermos famintos
Mas não iremos embora
E não seremos avarentos com nosso sangue
Aqui
Temos um passado
E um presente
Aqui
Está nosso futuro
*Tawfic Zayyad, palestino de Nazaré, é considerado um pioneiro da poesia de resistência. A maior parte de sua obra foi escrita na prisão.

Discurso no mercado do desemprego
Samih Al-Qassim*
Talvez perca — se desejares — minha subsistência
Talvez venda minhas roupas e meu colchão
Talvez trabalhe na pedreira... como carregador... ou varredor
Talvez procure grãos no esterco
Talvez fique nu e faminto
Mas não me venderei
Ó inimigo do sol
E até a última pulsação de minhas veias
Resistirei
Talvez me despojes da última polegada da minha terra
Talvez aprisiones minha juventude
Talvez me roubes a herança de meus antepassados
Móveis... utensílios e jarras
Talvez queimes meus poemas e meus livros
Talvez atires meu corpo aos cães
Talvez levantes espantos de terror sobre nossa aldeia
Mas não me venderei
Ó inimigo do sol
E até a última pulsação de minhas veias
Resistirei
Talvez apagues todas as luzes de minha noite
Talvez me prives da ternura de minha mãe
Talvez falsifiques minha história
Talvez ponhas máscaras para enganar meus amigos
Talvez levantes muralhas e muralhas ao meu redor
Talvez me crucifiques um dia diante de espetáculos indignos
Mas não me venderei
Ó inimigo do sol
E até a última pulsação de minhas veias
Resistirei
Ó inimigo do sol
O porto transborda de beleza... e de signos
Botes e alegrias
Clamores e manifestações
Os cantos patrióticos arrebentam as gargantas
E no horizonte... há velas
Que desafiam o vento... a tempestade e franqueiam os obstáculos
É o regresso de Ulisses
Do mar das privações
O regresso do sol... de meu povo exilado
E para seus olhos
Ó inimigo do sol
Juro que não me venderei
E até a última pulsação de minhas veias
Resistirei
Resistirei
Resistirei
*Samih Al-Qassim nasceu em Zarqá, no seio de uma família drusa. Formado professor, depois da publicação de seus primeiros poemas foi proibido pelos israelenses de exercer a profissão.

domingo, 15 de março de 2009

MENSAGEM DO PRESIDENTE DO BRASIL















"Para mim, o capitalismo nunca foi uma abstração, um conceito, mas uma realidade concreta, vivida.
Ainda menino, minha família abandonou a miséria rural do Nordeste brasileiro em direção a São Paulo.
Minha mãe, uma mulher de extrema coragem e valor, deslocou-se, junto com seus filhos, para o grande centro industrial brasileiro em busca de uma vida melhor.
Minha infância não se diferenciou da de muitos meninos pobres. Empregos informais. Pouca educação formal.
O único diploma escolar de toda minha vida foi o de torneiro mecânico, obtido em um curso do Serviço Nacional da Indústria.
Habilitei-me como um operário qualificado e passei a viver a realidade da fábrica.
A vivência do mundo do trabalho despertou-me a vocação sindical.
Participei do Sindicato dos Metalúrgicos de São Bernardo, na periferia industrial de São Paulo.
Fui seu presidente e, nessa condição, dirigi as grandes greves operárias de 1978-1980 que mudaram a cara do movimento operário brasileiro e tiveram grande influência na democratização do país, que vivia sob uma ditadura militar.
O impacto do movimento sindical no conjunto da sociedade brasileira, levou-nos a criar o Partido dos Trabalhadores, que reuniu operários, camponeses, intelectuais e militantes de movimentos sociais.
O capitalismo brasileiro, a partir de então, não nos aparecia apenas sob a forma de salários baixos, condições indignas de trabalho ou repressão da atividade sindical.
Ele se expressava na política econômica e no conjunto das políticas públicas do Governo, mas também nas restrições às liberdades.
Descobri, junto a milhões de outros trabalhadores, que não bastava reivindicar melhores salários e condições de trabalho.
Era fundamental lutar pela cidadania e por uma profunda reorganização econômica e social do Brasil.
Disputei e perdi quatro eleições antes de ser eleito Presidente da República em 2002.
Na oposição conheci profundamente meu país.
Com intelectuais, discuti alternativas para uma sociedade que vivia na periferia do mundo o drama da estagnação e de uma profunda desigualdade social.
Mas meu conhecimento maior do país foi no contato direto com seu povo nas Caravanas da Cidadania, que realizei percorrendo dezenas de milhares de quilômetros do Brasil profundo.
Ao chegar à Presidência deparei-me não só com graves problemas conjunturais mas, sobretudo, com uma herança secular de desigualdades.
A maioria dos governantes, mesmo aqueles que realizaram reformas no passado, haviam governado para poucos.
Pensavam um Brasil onde apenas um terço da população teria vez.
A herança que recebi não foi somente de dificuldades materiais, mas de arraigados preconceitos que ameaçavam paralisar nossa ação governamental e conduzir-nos à mesmice.Não poderíamos crescer – dizia-se - e lograr estabilidade macro-econômica.
Menos ainda crescer e distribuir renda.
Teríamos de optar entre voltar-nos para o mercado interno ou para o externo. Ou aceitávamos as duras regras da economia globalizada ou estaríamos condenados a um isolamento fatal.
Em seis anos derrubamos esses mitos.
Crescemos e logramos estabilidade macro-econômica.
Nosso crescimento foi acompanhado da inclusão de dezenas de milhões brasileiros no mercado de consumo.
Distribuímos renda para mais de 40 milhões de brasileiros que viviam abaixo da linha de pobreza.
Fizemos com que o salário mínimo aumentasse sempre acima de inflação.
Democratizamos o crédito.
Criamos mais de 10 milhões de empregos.
Impulsionamos a reforma agrária.
A expansão do mercado interno não se fez em detrimento das exportações.Elas triplicaram em seis anos.
Fomos capazes de atrair muitíssimos investimentos estrangeiros sem sacrificar nossa soberania.
Tudo isso nos permitiu acumular 207 bilhões de US$ em reservas e, assim, proteger-nos contra os efeitos mais destrutivos de uma crise financeira que, nascida no centro do capitalismo, hoje ameaça o conjunto da economia mundial.
Ninguém se aventura a predizer hoje qual será o futuro do capitalismo.
Como governante de uma grande economia dita “emergente”, posso dizer que tipo de sociedade espero que surgirá desta crise.
Ela deverá privilegiar a produção e não a especulação.
O setor financeiro deverá ter como função estimular a atividade produtiva. e deverá ser objeto de rigorosos controles nacionais e multinacionais por meio de organismos sérios e representativos.
O comércio internacional estará livre dos protecionismos que ameaçam intensificar-se.
Os organismos multilaterais reformados manterão programas de apoio às economias pobres e emergentes, com o objetivo de reduzir as assimetrias que marcam o mundo de hoje.
Haverá uma nova e democrática governança mundial.
Novas políticas energéticas e reformas do sistema produtivo e dos padrões de consumo garantirão a sobrevida do Planeta hoje ameaçado pelo aquecimento global.
Mas, sobretudo, espero um mundo livre dos dogmas econômicos que invadiram a cabeça de muitos e que foram apresentados como verdades absolutas.
Políticas anti-cíclicas não podem ser apenas adotadas quando a crise se desencadeou. Aplicadas com antecedência – como o Brasil fez – elas podem ser uma garantia para lograr uma sociedade mais justa e democrática.
Como disse no início, dou menos importância a conceitos e abstrações.
Não estou preocupado com o nome que terá a organização econômica e social que virá depois da crise, contanto que ela tenha no centro de suas preocupações o ser humano".
Luiz Inácio Lula da Silva é Presidente da República Federativa do Brasil.



Artigo publicado no jornal inglês Financial Times em 10/03/2009

terça-feira, 10 de fevereiro de 2009

TERRORISMO E TERRORISTAS


Quem disse que o Hamas é uma organização terrorista?
E quem disse que uma Imprensa Livre

não mentiria também ???

E quem disse que

um Regime Democrático

não mataria também ??

E quem disse que

uma Democracia Ocidental

não roubaria também outro país ??


"Terrorismo , terrorista termo criado pelos Judeus Sionistas q dominam a America junto com e Bush depois de 2001 para todos aqueles q se Opoem ao Grande Israel no oriente medio e nas politicas intervencionistas no mundo dos EUA."



"Convencionou-se chamar de terrorista" quaisquer grupos armados que ousassem ou ousem desafiar a ideologia anti-democrática ao planeta.

Assim aconteceu com as guerras de libertação das colônias africanas,onde os seus naturais pegaram em armas para defender sua soberania e identidade ;caso típico da guerra do Vietnan,onde os vietnamitas que formaram uma força armada contra seus invasores foram denominados de terroristas.

Não esqueçamos que "terrorista é aquele que leva, prática um ato de terror,portanto seria mais correto chamar de terrorista aquele que invade e não o que defende. Esses indivíduos permeados pelo sentimento nefasto do poder a quaisquer custos.

Não devemos esquecer ainda a existência a nível de política ideológica e de administração governamental que o método do terrorismo é amplamente utizado e o manipula como arma de controle,subserviência e subjugação de nações e povos.

A imprensa pode é e utilzada à mestria, aqui mesmo, no nosso país o terror psicológico com notícias falsas,manipuladas,plantadas afim de torcendo os fatos,dar-lhes uma roupagem totalmente inversa a original,contando com a boa intenção,ignorância e descaso com a vida do próprio país -- é a imprensa PIG - bem representada aqui.

O terrorismo econômico que utiliza a chantagem do maior sobre o menor é utilizada de forma vergonhosa no nosso país e apoiado pelos partidos da direita e os neoliberais,bem como os simulacros vendidos de outras siglas."



Salaam.

"Muitos ocidentais são desinformados, cabeças-duras e não aceitam a verdade, qdº esta verdade contesta os USA. Os ''puros''-sangue latinos são dignos de pena; pensam que sabe o significado da palavra utópica DEMOCRACIA.k¹

Sabes que eu sou pró Fatah, mas não posso deixar de informar que o Fatah usou de má fé e lançou foguetes como se fosse o Hamas.

O Hamas tem + é que lançar bombas de fósforo branco p/ fazer o Holocausto ''judeu'' acontecer de verdade.

O fósforo branco continua a queimar os órgãos internos das pessoas mesmo depois de elas estarem mortas há horas e serão 3 gerações com problemas respiratórios, se deixarem algum palestino de Gaza vivo.

Tudo pelo gás que há em Gaza.

Qdº os kazares começaram a usar fósforo branco eu sabia que eles não podiam ir à frente e estragaram a água de Gaza que eles tanto queriam: ''' não é do ISRAEL, NÃO É DE NINGUÉM''.

♦EUA e Arábia Saudita apoiaram Fatah al-Islam. Sexta-feira, Maio 25, 2007←P/ quem não sabe o Fatah al-Islam é outro grupo que fica dentro do acampamento de refugiados palestinos em Líbano.

Não é o Fatah de Arafat.

♦Soube da posição que a Arábia tomou? Não era sem tempo. Em 2007 também uniu-se ao Irã. Nós shias agitamos mesmo. Tudo p/ evitar a 3ª G.G.

↓ ↓ ↓ ↓ ↓

•23.01.2009+ 1 x a Arábia teve que unir-se ao Irã e impor condições p/ que Obama deixe de apoiar Israel e que sejam devolvidos não só os territórios palestinos mas que fundem 1 Estado Palestino com segurança e acordo assinado de que Israel não atacará again os palestinos ou a Arábia Saudita cortará relações com os USA e intervirá militarmente, por 1 Oriente Médio Unido.

♦Como os brasileños podem querer saber disto se viram a face e fingem que não vêm o comércio de crianças de 0 à 6 anos p/ o turismo pedófilo de Brasil, que, digo-o de passagem, ocupa o 1° luga no fornecimento de bebés p/ pedófilos. Eles estão muito ocupados assistindo TV

♣Os ''judeus'' voltarão à Gaza após as eleições israelenses".

Ma' Salaam



"Quem diz é a midia bandida! E tem midiota que acredita!"



"Partiu de governantes ocidentais e a imprensa colaborou".


"Os inimigos do Hamas e amigos de Israel é que dizem que o Hamas é terrorista, aquelas pessoas que odeiam o Lula e apoiam Israel e EUA incondicionalmente tambem dizem que o Hamas é terrorista".


"Os mesmos que dizem que Israel tem o direito a defesa, são os mesmos que chamam o Hamas de terrorista".

quinta-feira, 29 de janeiro de 2009

CONDENANDO A FARSA DO PRESENTE

QUANTOS SEREMOS?
Não sei quantos seremos, mas
que importa?!
Um só que fosse, e já valia a pena.
Aqui, no mundo, alguém que se condena
A não ser conivente
Na farsa do presente
Posta em cena!
Não podemos mudar a hora da chegada,
Nem talvez a mais certa,
A da partida.
Mas podemos fazer a descoberta
Do que presta
E não presta
Nesta vida.
E o que não presta é isto, esta mentira
Quotidiana.
Esta comédia desumana
E triste,
Que cobre de soturna maldição
A própria indignação
Que lhe resiste.
Miguel Torga
No colóquio internacional comemorativo do centenário da abolição da pena de morte, realizado em Coimbra, em 1967, Miguel Torga falou assim:

"A tragédia do homem, cadáver adiado, como lhe chamou Fernando Pessoa, não necessita dum remate extemporâneo no palco. É tensa bastante para dispensar um fim artificial, gizado por magarefes, megalómanos, potentados, racismos e ortodoxias. Por isso, humanos que somos, exijamos de forma inequívoca que seja dado a todos os povos um código de humanidade. Um código que garanta a cada cidadão o direito de morrer a sua própria morte".
Numa democracia moderna, os direitos políticos são inseparáveis dos direitos sociais. Se estes recuam, a democracia fica diminuída.
Não podemos ignorar a persistência de uma política de agressão, bem como as repetidas violações do direito internacional e dos direitos humanos.
Bagdad, Abu-Ghraib e Guantánamo são os novos símbolos da vergonha.
Não se constrói a paz com a guerra.
Nem se defende a democracia pondo em causa os seus princípios.
E por isso, hoje como ontem, é preciso lutar pelos valores da Paz e pelos Direitos Humanos.
Não nos resignamos perante as dificuldades.
Como escreveu Miguel Torga –
“Temos nas nossas mãos, o terrível poder de recusar.”
Mas também o poder de afirmar e de dar vida à democracia.
É tempo de buscar os diálogos abertos e o sentido de responsabilidade democrática que têm de se impor contra o pensamento único, a injustiça e a desigualdade.
Liberdade
- Liberdade, que estais no céu…
Rezava o padre-nosso que sabia,
A pedir-te, humildemente,
O pão de cada dia.
Mas a tua bondade omnipotente
Nem me ouvia.

- Liberdade, que estais na terra…
E a minha voz crescia
De emoção.
Mas um silêncio triste sepultava
A fé que ressumava
Da oração.

Até que um dia, corajosamente,
Olhei noutro sentido e pude, deslumbrado,
Saborear, enfim,
O pão da minha fome.
- Liberdade, que estais em mim,
Santificado seja o vosso nome.
poema escrito por Miguel Torga em 28 de Agosto de 1975

segunda-feira, 15 de dezembro de 2008

PACIÊNCIA TEM LIMITES

Não digo isso somente em relação a um dado ou fato ou coisa em específico mas a uma série de dados, fatos, coisas que vêm acontecendo, todo o Mundo está cansado de saber.
Na verdade, sabem e ninguém, nenhum órgão ou autoridade competente, lúcida, legal e de direito toma providências de fato e de verdade.
A comunidade assiste passivamente. Pode-se dizer que, tranqüilamente, o desenrolar da Guerra contra o Iraque, digo, "contra", pois até Órgãos Oficiais e de Direitos Humanos Internacionais, já divulgaram em notas, a ilegalidade desse ato, praticado por países que se aliaram e resolveram, entre quatro paredes, que o Presidente Saddam Hussein, Presidente legítimo do Iraque, eleito democraticamente, pelo voto popular do Povo Iraquiano; hoje, Mártir, deveria ser destituído à força, com uso das mais belicosas armas bem como que, seu país, o Iraque, deveria ser ocupado militarmente por esses "ad eternum", ou seja, até que eles, entre quatro paredes, resolvessem desocupar ou, até mesmo, "ocupado" ,com um certo número, para garantir o controle do mesmo, até quando lhes aprouvesse.
Para tanto, bombardearam a Capital, Baghdad, incessantemente, por dias.
Não bastando, outras cidades iraquianas também se viram em chamas. Armas químicas sendo usadas contra civis iraquianos, torturas e toda sorte de Mal.
O Iraque, Berço da Civilização, se viu em chamas, a arder no fogo do Inferno.
Seu Presidente, seus Magistrados, seus acadêmicos, médicos, professores, gente do povo em geral, homens, mulheres, crianças, idosos, os animais, suas estruturas, sua cultura, seus bens, suas vidas, seus trabalhos, seu meio ambiente, sua sociedade, foram e continuam sendo depredados, humilhados, torturados, massacrados, violentados, dia após dia, desde o ano de 2003; até bem antes, devido a embargos e sanções impostas por esses mesmos que resolveram, entre quatro paredes, fazer isso com um Pais Soberano, o Iraque, Berço da Civilização e seu povo, o Povo Iraquiano, que está sofrendo as agruras de uma decisão da qual eu não faço parte e acredito que nem vocês, pessoas de respeito, de boa formação social, familiar, cultural, que prezam pela vida, pela paz, que respeitam a Lei, a Ordem, que desejam o Progresso, uma vida social justa e digna, sem violência...
Basicamente a "história" toda vocês já sabem, ou melhor dizendo, sabiam uma estória, porque a História verdadeira, está sendo revelada agora, a VERDADE está cada vez mais evidente.
Os meios de comunicação divulgam.
O último dos fatos que surgiu foi em relação aos "sapatos do jornalista iraquiano" que foram arremessados contra o maior responsável pela destruição e morte do Iraque.
Nenhum jornalista, pessoa bem formada, sairía lançando "sapatos" à toa, em meio a entrevistas, ainda mais de um Presidente de um País, a menos que tivesse um ótimo motivo, uma razão justa para tal ato.
Não se pode recriminar, punir, torturar, prender o indivíduo por ter emocionalmente se manifestado diante daqueles ou daquele que ele bem sabe e todos sabemos que é o maior responsável pela destruição e morte de seu País.
Esse jornalista poderia ter mesmo lançado uma "bomba" contra o invasor de seu país ali bem representado, diante de si e de outros presentes, mas não o fez, pois não é um terrorista, é um JORNALISTA. Mas... antes de tudo, esse jornalista, é um cidadão iraquiano, patriota, que não pôde suportar ver ali na sua frente, o invasor, dizendo que a "guerra continuaria", que "acordos" seriam feitos, que a destruição, as mortes continuariam...
Para esse jornalista bem como para todo o Povo Iraquiano que resiste à guerra, à ocupação, que sofre, que vive uma vida sem saber se estará vivo daqui a instantes, a presença desses não é bem-vinda e nunca será, pois o Iraque é a Pátria deles, a Casa deles, o Lar deles, assim como temos a nossa Pátria, a nossa Casa, o nosso Lar e não desejaríamos ser alvo de invasores, ocupantes e assassinos, mesmo que dissessem que fosse para levar "Liberdade" e "Democracia".
Acredito que, todos concordam que na Casa da gente, no Lar da gente, na nossa Pátria, quem deve mandar somos nós.
É por essas e outras coisas que expresso aqui indignação.
Meu falecido pai, sábio, sempre dizia: "Não confie em estranhos"!
Esses "estranhos" não levaram "Democracia e Liberdade" mas sim, morte e destruição.
Para o Povo Iraquiano e para todo o Mundo, a passividade da Comunidade Internacional, frente a isso, causa indignação.
O que será preciso para que haja PAZ?


sexta-feira, 21 de novembro de 2008

OITO ANOS DEPOIS


o poder do mal.
George Bush quis levar a democracia ao Iraque
em vez disso, ele levou a destruição, a Haly-Burton e a Al Ka'eeda.
George Bush quis fazer a Guerra ao Terrorismo no Afeganistão
em vez disso, ele provocou um aumento da plantação e exportação de ópio.
George Bush quis trazer a Paz à Palestina
em vez disso, ele trouxe-nos um Mapa que nos conduziu
de nenhum lado até à longínqua Annapolis.
Hoje, 4 de Novembro de 2008
os EUA
estão a eleger outro George Bush
só mudará o nome
e provavelmente também a cor da pele.

Sherlock Hommos
04.11.2008

quarta-feira, 26 de março de 2008

POR QUE OS EUA INVADIRAM O IRAQUE?

Terrorista Bush diz que invadiu, matou e roubou pela ‘civilização’

A cínica e idiota “defesa da civilização” feita por Bush é apologia da pilhagem, da pirataria, do assassinato, do terrorismo, da barbárie e do crime
A História do mundo teve alguns vândalos, alguns assassinos, alguns saqueadores e alguns ladrões.
Mas nenhum desses próceres passados do banditismo, que se saiba, andou defendendo que seus crimes eram em defesa da “civilização”.
Ou porque não fossem tão cínicos – ou porque não fossem tão idiotas.
O fato é que nem Hitler fez isso.
Bush é o primeiro.
Matou inocentes no Afeganistão e no Iraque, destruiu, invadiu – e somente para roubar, em ambos os casos, o petróleo.
O do Mar Cáspio, no primeiro caso, o do próprio Iraque, maior reserva do mundo, no segundoHouve também alguns antecessores seus, especialmente Nixon e Eisenhower – o primeiro, por falar nisso, foi vice-presidente do outro não por acaso – que mandaram matar, que aprovaram a rodo as “operações encobertas”, isto é, criminosas da CIA e quejandos, que aboletaram ditadores sanguinários como seus fantoches no país dos outros, e diziam estar defendendo o “mundo livre”, a “democracia”, e até a “civilização ocidental e cristã”.
Mas até esses nunca apresentaram os seus assassinatos, saques e vandalismo como obra e defesa da civilização.
Ao contrário, os crimes eles preferiam esconder – e atribuir os que não podiam ser escondidos aos fantoches.
Mesmo na Coréia e no Vietnã, estavam, diziam, apenas ajudando os coreanos e vietnamitas do sul, isto é, àquelas ditaduras fascistas que sustentavam no sul desses países.

QUADRILHA DE CÍNICOS
Nisso, Bush é o primeiro, talvez porque seja o primeiro idiota total a se aboletar na Casa Branca, depois de uma série de idiotas parciais.
Segundo, porque faz parte de uma quadrilha de cínicos.
Por essa razão, é no momento em que toda a civilização o repudia, que tudo o que é decente no mundo o escorraça, no qual em todos os países os crimes de seu bando causam o mais profundo asco, que ele fala que matar crianças, mulheres e idosos; bombardear civis; explodir embaixadas, missões da ONU e mesquitas milenares; pilhar as riquezas dos povos; torturar em Guantánamo, no Iraque e dentro dos próprios EUA; estabelecer por decreto tribunais secretos e penas de morte secretas; espionar até o que os americanos lêem; seqüestrar filhos de líderes que querem submeter e destruir; que isso, e outras vomitivas nojeiras, é “defesa da civilização”.
Tudo o que é civilizado clama contra o crime.
A civilização é exatamente a superação da barbárie.
Parece óbvio, e é.
Até hoje, com um ou outro ocasional e provisório retrocesso, este tem sido o caminho da Humanidade.
E vai continuar sendo.
Tanto é verdade, que depois de milhões de pessoas terem, pela primeira vez na História, saído às ruas, em todos os lugares, para manifestar sua repulsa pelos crimes contra o Iraque e seu bravo povo, a civilização, se impõe no Iraque contra a barbárie.
Pois a civilização é, em uma de suas mais candentes manifestações, a luta contra o invasor, a luta contra o agressor – isto é, o amor ao seu país, o compromisso com o povo de que fazemos parte, a disposição de arriscar a existência individual pela existência coletiva.
IMPÉRIO ISOLADO
Bush nenhum compromisso tem nem mesmo com seu próprio país.
Para ser exato, não tem compromisso nem mesmo com o conjunto da burguesia imperialista dos EUA.
De bem longe, escondido em algum covil qualquer nos EUA, coloca vidas de americanos em risco, expõe como alvo pessoas do povo e leva o próprio imperialismo americano ao isolamento e antagonismo mais agudo com todo o mundo e, especialmente, com o povo americano.
E leva-o ao abismo apenas em prol dos interesses profundamente anti-americanos de seu grupo de magnatas ladrões (nem de todos os magnatas ladrões, pois existem os que não são bestas).
Ou seja, do interesse dessa minúscula máfia de escalpelar os povos, inclusive o povo norte-americano.
Um reacionário convicto, mas que não era burro, Churchil, falou, num conhecido livro, em como certos monstros – no caso de que estava tratando, Hitler plantam a tempestade que, quando colhida, os irá varrê-los de vez da face da Terra.
A tentativa da quadrilha usurpadora que começou invadindo a Casa Branca, assim como depois invadiu o Iraque, de fazer a Humanidade retroceder à barbárie, é apenas a “reunião da tempestade” - do título do livro de Churchill - que desabará, inevitavelmente, sobre suas cabeças.
E o povo americano será o primeiro, quando isso acontecer – e já começou a acontecer, e a cada dia a tormenta se torna mais pesada - a reivindicá-las.
Mas não será, certamente, o único.
CARLOS LOPES
Fonte(s):
http://www.horadopovo.com.br/
12/09/2003

sexta-feira, 22 de fevereiro de 2008

DEMOCRACIA E TERRORISMO

Democracia e terrorismo: os equívocos iraquianos
Paulo Casaca
[28-11-2007]
Foi com o maior atentado terrorista até hoje cometido que o presidente norte-americano deu uma volta completa ao seu discurso e programa de acção.
De um programa muito próximo da tradição isolacionista republicana temperada por algum intervencionismo "real-politik" com que se tinha apresentado ao eleitorado passou para a problemática da democracia no Médio Oriente como forma de combate ao terrorismo.

Essa viragem, que foi apenas esboçada com a intervenção no Afeganistão, em que, mais do que qualquer preocupação ideológica, o bom senso realista ditava que não era possível tolerar a organização de operações de guerra como a do 11 de Setembro a partir de um Estado legalmente constituído, assumiu-se na sua plenitude com a operação militar do Iraque e o aumento da pressão sobre todo o Médio Oriente no sentido da democratização.

Se bem que seja ainda cedo para fazer um balanço final dessa política, não há hoje ninguém, incluindo George Bush, que não tenha concluído que ela até agora falhou espectacularmente.

Muitas razões foram avançadas até hoje para explicar o falhanço, mas ninguém parece ter até hoje olhado com atenção para o aspecto essencial da equação: a forma como o terrorismo foi promovido em nome da democracia no Iraque.

É certo que já em 2005 o relatório oficial do Congresso Norte-Americano sobre o 11 de Setembro concluía que não se tinha provado nenhuma relação orgânica entre o regime de Saddam e a "Al-Qaeda", contrariamente ao que se poderia constatar acontecer entre essa organização e o Irão.
Realmente, quem olhar para a principal biografia não autorizada de Zarkaoui (Brisard, Jean-Charles, Zarkaoui, Le nouveau visage d'Al-Qaida, Fayard, 2005) constata que este passou os anos que antecederam a formação da "Al-Qaeda no Iraque" entre o Irão e a Síria.
A opinião de que a "Al-Qaeda no Iraque" obedece a Teerão é, de resto, unanimemente partilhada pelos dirigentes de todas as facções parlamentares iraquianas que são conhecidas como "sunitas" e que são, não por acaso, o alvo privilegiado desta organização.

O terrorismo tal como definido pelo antigo secretário geral das Nações Unidas Kofi Annan, como violência política dirigida contra não combatentes – ultrapassa em muito o quadro desta organização mais mediática, e tornou-se um verdadeiro fenómeno de massas no Iraque quando um dos líderes das brigadas Badr (Bayan Jabr) se tornou Ministro do Interior e promoveu o rapto, tortura e execução de milhares de civis pelas brigadas infiltradas nas forças de segurança, utilizando para isso não só os recursos oficiais mas também uma extensa rede de cárceres privados.

As brigadas Badr são identificadas – no que a meu ver continua a ser a melhor obra global sobre o fanatismo terrorista fanático (da autoria da equipa dirigida pelo juiz Galeano como acusação pelo atentado terrorista de Buenos Aires de 1994, e que neste particular toma acertadamente o maior especialista teórico na matéria, Bruce Hoffman, Inside Terrorism) – como a primeira organização de "terrorismo religioso".

Fundadas, organizadas, dirigidas e financiadas no Irão, e de resto constituídas e dirigidas em larga medida por nacionais iranianos, tendo por primeiro dirigente nomeado pelo Ayatollah Khomeiny, o actual responsável pelo sistema judiciário iraniano, Hashemi Shahroody, as brigadas Badr são a organização gémea do Hezbollah libanês.

Tal como testemunhado por dirigentes da resistência iraniana Ahwazi, as casernas de ambas as organizações situavam-se lado a lado no Ahwaz (Sudoeste do Irão, maioritariamente árabe) e eram treinadas ideológica e militarmente pelos mesmos guardas revolucionários iranianos.

O Hezbollah libanês, recorde-se, foi de longe a organização que mais cidadãos norte-americanos matou até ao 11 de Setembro.
O líder do Hezbollah libanês, Husseini Nazrallah é primo direito de Bakr Al-Hakim, dirigente do "Conselho Superior da Revolução Islâmica no Iraque" (SCIRI, no acrónimo inglês) ramo político das brigadas Badr durante a invasão de 2003.

A Resistência Iraniana revelou recentemente a lista nominativa de 31.690 operacionais das brigadas Badr que já antes de 2003 eram simultaneamente membros do destacamento Jerusalém dos Guardas Revolucionários Iranianos (departamento iraniano para o terrorismo no exterior) e que continuam a ser pagos enquanto tal.

As brigadas Badr – ou o seu ramo político SCIRI – constituíram o núcleo duro das forças "iraquianas" organizadas pelos EUA para tomarem conta do Iraque após a invasão, lado a lado do "Congresso Nacional Iraquiano", organização que apesar de contar com muitos expatriados iraquianos democratas era dirigida por Ahmed Chalabi, figura próxima de Teerão. Da mesma coligação fizeram parte também as forças curdas.

Charles Glass (The Northern Front, A wartime diary) explica a organização dessas forças no Curdistão iraquiano no final de 2002, entradas pela fronteira com o Irão sob escolta dos guardas revolucionários iranianos. Quando da invasão, Glass estima em 3.000 homens os efectivos das brigadas Badr no Curdistão.
A revista Time (Time Magazine, 22 de Agosto, 2005 vol. 166 nº 8) descreve a forma como os muitos milhares de membros das brigadas Badr procederam à ocupação efectiva do Sul do Iraque na retaguarda do avanço americano. De facto, foi logo a partir daí que estas ocuparam posições nas administrações públicas e começaram a execução sumária dos opositores.
Lado a lado com o SCIRI, os EUA colocaram também no poder o partido Al Dawa, movimento político iraquiano relativamente antigo com numerosas facções, quase todas elas com fortíssimos laços com Teerão.

O Al Dawa tornou-se internacionalmente conhecido pelo ataque terrorista que desencadeou contra a Embaixada dos EUA no Kuwait por encomenda iraniana em 1983.
Há dias, esse evento foi recordado quando as autoridades kuwaittianas pediram a extradição de um dos condenados por esse ataque terrorista, Jamal Ebrahimi (também conhecido pelo seu nome de guerra, Abu-Mohandes) actualmente deputado e dirigente da chamada coligação xiita no Iraque, colega de partido do Primeiro-Ministro do Iraque e que se acolheu no Irão quando o pedido de extradição foi endereçado às autoridades iraquianas.

Quem ler a biografia não publicada de Nouri Maliki, actual Primeiro Ministro iraquiano pelo partido Al Dawa, verá também que este esteve de 1979 a 1987 no "Shahid Sadr Hezb al-Dawa" batalhão estacionado no Ahwaz e, sob a supervisão dos guardas revolucionários iranianos, responsável por ataques terroristas como o de 1983 no Kuwait.
Paralelamente a estas duas facções, a coligação xiita no poder no Iraque tem ainda como forças mais importantes duas milícias conhecidas pelas actividades terroristas que, contrariamente às outras duas, têm também por alvo directamente as forças norte-americanas.

Para além do terrorismo promovido pela Al-Qaeda e pela aliança xiita, existe também a violência e actos de terrorismo promovidos pela chamada resistência, que tem apoio na camada da população designada por sunita e que, hoje em dia, se assume tanto como resistência contra a ocupação declarada americana como contra a ocupação não declarada iraniana.

Se tivermos em conta que a coligação iraquiana no poder depois da invasão terá saneado cerca de dois milhões de funcionários, entre os quais centenas de milhares de membros das anteriores forças de segurança – que constituíram portanto uma fonte de recrutamento privilegiada para essa resistência – podemos compreender como ela é fruto directo da mesma política com que foi gerida a ocupação do Iraque.

Os dirigentes americanos têm-se esforçado para tapar o Sol com uma peneira, recusando reconhecer a evidência de que
(1) a razão pela qual existe uma encarniçada resistência no Iraque mais do que à maldade congénita do baathismo, se deve ao facto de não ter sido dada outra alternativa às elites dirigentes do país;
(2) tal como no Irão, os discursos simpáticos de alguns dirigentes dos partidos pró-iranianos são apenas a outra face do terrorismo promovido pelos seus colegas de coligação, não havendo entre eles qualquer divergência substantiva.
As principais organizações iraquianas que os EUA chamaram para "democratizar" o Iraque são organizações fanáticas, dirigidas por Teerão, envolvidas em actos de terrorismo, nomeadamente contra alvos americanos.

A verdade nua e crua é assim a de que as forças da coligação ocidental promoveram a destituição de um ditador e a destruição do Estado iraquiano – um e outro sem ligações ao terrorismo fanático contemporâneo – fazendo-os substituir pelas principais forças do terrorismo, paradoxalmente, em nome da "luta contra o terrorismo" e da "promoção da democracia".

Para além das inevitáveis teorias da conspiração que se alimentam deste encadeamento extraordinário de factos, e ao fim de vários anos que tenho dedicado a tentar perceber este fenómeno, cheguei à conclusão de que ele se deve acima de tudo à ignorância ocidental sobre a realidade do Grande Médio Oriente, que o tornou presa fácil da manipulação.

Recentemente George Bush começou enfim a dar sinais muito ténues de querer entender a realidade do Iraque, afirmando a necessidade de uma estratégia de "containement" do regime iraniano, prendendo mesmo alguns iranianos ou de obediência iraniana com lugares ministeriais, estratégia que qualquer elementar bom-senso ditava que tivesse seguido desde o início.
Para que a estratégia da "democracia para o Médio Oriente" possa vir a ser retomada e para que haja um futuro para o Iraque é essencial deixar de tratar os que querem a democracia como terroristas, e os terroristas como os que querem a democracia.
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