Mostrando postagens com marcador Carlos Latuff. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Carlos Latuff. Mostrar todas as postagens

domingo, 4 de outubro de 2009

HOMENAGEM A MERCEDES SOSA

ADIÓS A LA CANTORA MERCEDES SOSA
09/07/1935 - 04/10/2009
Morreu Mercedes Sosa.
Além de uma grande cantora,
foi uma enorme ativista de esquerda.
Com a morte da Mercedes, ' La Negra",
o Mundo ficou muito mais pobre!



Bertolt Brecht, Mercedes Sosa e Milton Nascimento
"Sueño Con Serpientes"
http://www.merapalavra.blog...



O Analfabeto Político
Bertold Brecht
O pior analfabeto é o analfabeto político. Ele não ouve, não fala, nem participa dos acontecimentos políticos. Ele não sabe o custo de vida, o preço do feijão, do peixe, da farinha, do aluguel, do sapato e do remédio dependem das decisões políticas.



O analfabeto político é tão burro que se orgulha e estufa o peito dizendo que odeia a política. Não sabe o imbecil que, da sua ignorância política, nasce a prostituta, o menor abandonado, e o pior de todos os bandidos, que é o político vigarista, pilantra, corrupto e lacaio das empresas nacionais e multinacionais.
chicobborges

Da vida para a eternidade. Uma tristeza enorme me abateu com a passagem dessa valorosa mulher que canta com o coração.
joas31joas

So Lo Pido a Dios
Mercedes Sosa

Solo le pido a Dios
Que el dolor no me sea indiferente,
Que la reseca Muerta no me encuentre
Vacia y sola sin haber hecho lo suficiente.

Solo le pido a Dios
Que lo injusto no me sea indiferente,
Que no me abofeteen la otra mejilla
Después que una garra me araño esta suerte.

Solo le pido a Dios
Que la guerra no me sea indiferente,
Es un monstruo grande y pisa fuerte
Toda la pobre inocencia de la gente.

Solo le pido a Dios
Que el engaño no me sea indiferente
Si un traidor puede mas que unos cuantos,
Que esos cuantos no lo olviden facilmente.

Solo le pido a Dios
Que el futuro no me sea indiferente,
Desahuciado esta el que tiene que marchar
A vivir una cultura diferente.



Hermosa canción!!!
y meche sosa extraordinaria,
invita a todos a la reflexión
para dejar la indiferencia d todo lo que ocurre a nuestro alrededor.
MARILOLISR



"Só peço a Deus que a Dor...
que a Injustiça...
que a Guerra não me seja indiferente."
É o que diz a letra da trilha musical.
As imagens da invasão do Iraque em março de 2003
foram coletadas dos noticiários de TV à época.
O sofrimento do povo continua.



Sólo le pido a Dios
¡Por una Palestina libre!

Una de las mejores canciones de musica social!



ADIÓS MERCEDES!


CAMBIA...TODO CAMBIA!

OTRO MUNDO ES POSIBLE

Pela uniäo de toda a américa latina!

Uma cançäo que é um hino.

com Mercedes Sosa

VIVA LATINOAMERICA!

quinta-feira, 8 de janeiro de 2009

MENSAGEM AO POVO PALESTINO

Mensagem do cartunista brasileiro Latuff, em português e árabe, ao Povo Palestino, por conta da agressão israelense contra Gaza
Message from Brazilian cartoonist Latuff, in Portuguese and Arabic, to the Palestinian People, regarding the Israeli aggression against Gaza.


Mensagem ao povo palestino - رسالة إلى الشعب الفلسطيني

sábado, 26 de abril de 2008

SANGUE POR PETRÓLEO DO IRAQUE

















Na “Nova Cruzada” de George W. Bush, pouco se comenta sobre as
vítimas dos ataques estadunidenses.

Tal realidade não representa
simplesmente um “dano colateral” da frustrada “Guerra Contra o
Terrorismo”, como a mídia ocidental insiste em explicar.



As vítimas da “Nova Cruzada”


Enquanto bombas continuam a cair sobre os territórios marcados
pela “Nova Cruzada” de George W. Bush, pouco se comenta sobre
as vítimas civis dos ataques estadunidenses.

Fato é que o número
delas é incalculavelmente maior do que de supostos “terroristas”.
Tal realidade não representa um “dano colateral” da frustrada
“Guerra Contra o Terrorismo”, como a mídia ocidental insiste em
explicar, mas sim a sua verdadeira natureza.
Não é mais novidade que a maioria dos invasores, militares ou não,
são destituídos de qualquer noção sobre inimigos e aliados.

Isso se
torna ainda mais evidente e perigoso quando “pilotos” de veículos
aéreos não tripulados em uma base em Las Vegas (nos Estados
Unidos) são escalados a conduzir missões pelo Iraque, Afeganistão,
Somália e áreas tribais do Paquistão, derrubando mísseis sobre
residências de “homens suspeitos”.

Um exemplo evidente
aconteceu em 23 de março desse ano, em Baquba, no norte do
Iraque, em que 16 pessoas de uma mesma família (homens,
mulheres e crianças) foram mortas por um veículo aéreo não
tripulado estadunidense.

Segundo a história oficial, produzida pelos
militares, “homens suspeitos armados abriram fogo”.

Na realidade,
tratava-se do fim de uma festa de casamento, enquanto a família
comemorava o que poderia ser um dia de paz em tantos anos de
injustiças e incertezas.

Fato é que, não importa o quão “preciso” as
“armas inteligentes” possam ser, guerras aéreas sempre foram – e
continuam a ser – o meio mais duvidoso e devastador de se
conduzir uma guerra.
No terreno montanhoso do Afeganistão, e mais recentemente no
Iraque, além de escassas incursões ilegais em áreas tribais do
Paquistão, o uso desse “poder aéreo” tem aumentado.

Desde os
últimos meses de 2007, o número de vítimas civis também voltou a
crescer, simultaneamente às operações militares estadunidenses
sem o uso da força aérea, que se tornaram inexistentes.

Isso
significa mais “erros de precisão”, e mais “investigações” sobre as
mortes de “insurgentes” e “militantes” que, em solo, parecem se
transformam em crianças, mulheres e idosos tentando levar uma
“vida normal” em meio ao caos criado pela invasão do país.
Um dos resultados naturais dessa violência alheia é que uma força
gera uma resistência.

O uso desnecessário de força, especialmente
a imprecisão dos bombardeios aéreos, é um gerador de inimigos.
Toda vez que um bombardeio é ordenado, sabe-se que em
decorrência existirão maridos, esposas, irmãos e irmãs de luto,
atrás de vingança

– uma verdadeira união de potenciais candidatos
consumidos pela fúria de uma genuína injustiça.

De acordo com o
estudo do conceituado jornal médico britânico The Lancet, a única
análise científica realizada sobre o número de civis mortos no
Iraque, desde a invasão do país, conta com
“pelo menos 655 mil
civis iraquianos mortos como resultado direto da invasão e
ocupação do país”, desde 2003.

Outro estudo com credibilidade,
mais atualizado em termos de data, realizado pela
organização
britânica Opinion Research Business
, anunciou em setembro de
2007 que
“cerca de 1,2 milhões de pessoas foram mortas como
resultado da guerra”.

Considerando isso, é difícil de imaginar todas
as conseqüências dessa devastação.

Isso constitui algo implacável:
inocentes foram mortos e talvez
não tenham estado nos planos,
talvez não foram assassinados
com intenção, mas os
criminosos são responsáveis de
qualquer maneira – isso é

incontornável.

Mesmo se os culpados se recusarem a reconhecer
isso (e é o que acontece com os militares estadunidenses),
aqueles
que sofrem as conseqüências nunca esquecerão o que realmente
aconteceu.

E essas vítimas sem rostos, sem nomes, são
simplesmente esquecidas em meio às centenas de notícias e
propagandas militares disseminadas pela mídia ocidental – mais
uma vez abandonados pelos causadores de toda a tortura.
Afinal, o que não sabemos, ou não nos importamos de saber, outros
podem saber e se preocupar intensamente.


Quem esquece quando
um ente querido é inesperadamente morto?

Certamente muitos
estão contando cada corpo deixado para trás pela máquina de
destruição em massa que é o exército dos Estados Unidos.

É
intrigante que as vítimas do 11 de setembro se consideram
especiais, mas eles não são os únicos que perderam suas vidas por
um ataque aéreo.

Portanto, as famílias e conhecidos daqueles
classificados como “dano colateral”, os mais de 650 mil deles,
sabem muito bem o que e porque aconteceu.

E toda ação tem uma
reação. 




As vítimas da “Nova
Cruzada”
Sangue por petróleo resume a ocupação do Iraque

quinta-feira, 13 de março de 2008

GAZA: A MAIOR PRISÃO DO MUNDO


A MAIOR PRISÃO DO MUNDO...OCUPADA, CERCADA, ISOLADA E FAMINTA

A única democracia no Médio Oriente
acaba de bombardear
a maior prisão do mundo.


No entanto,
esta única democracia no Médio Oriente
mantém há já 60 anos a ocupação, o cerco,
mata de fome e isola.


Tudo isto faz de Gaza, hoje,
a maior prisão do mundo… ocupada, cercada, isolada e
faminta…

E finalmente,
as vítimas de Gaza morrem numa cratera de cinco metros,
provocadas por foguetes de 147.000 dólares,
enquanto no lado israelense apenas caiem foguetes de 126
dólares que não matam ninguém,
e que fazem crateras de 50 centímetros no chão,
para além de que caiem longe do seu objectivo.


Eng. Moustafa Roosenbloom
Exportador e importador de foguetes.
6 de Março de 2008

P.S.: os tanques israelenses consomem petróleo árabe,
enquanto que Gaza não pode importar combustível
para os hospitais e as ambulâncias.

domingo, 24 de fevereiro de 2008

POR UMA PALESTINA LIVRE E INDEPENDENTE

Em defesa do povo palestino,
contra o terrorismo de estado israelense
A política de terrorismo de Estado utilizada pelo governo de Israel contra o povo palestino, seja na Cisjordânia ou na Faixa de Gaza, remonta cada vez de forma mais palpável à prática nazista das punições coletivas, de tão trágica lembrança.


Em franco desrespeito à lei e à comunidade internacional, as tropas de Israel continuam seus bombardeios contra a população civil, mandando pelos ares escolas, hospitais e fábricas, mantendo um milhão e meio de palestinos cercados em Gaza, privados de água, luz, combustível, remédio e comida, paralisando os serviços públicos e produzindo uma catástrofe humanitária.


Dos 1,5 milhão de moradores do campo de concentração em que o cerco estrangeiro transformou Gaza, hoje o espaço de mais alta densidade demográfica do mundo, 1,2 milhão estão mergulhados na pobreza e na miséria, sem salário e sem emprego, com o fechamento de 95% das indústrias locais.

Segundo o próprio Banco Mundial, em junho de 2005 havia 3.500 indústrias neste território palestino, reduzidas para 780 em junho de 2007 e despencando para apenas 195 em dezembro. A asfixia econômica faz com que 860 mil moradores dependam da distribuição de alimentos da ONU para sobreviver.


VIDA
Recentemente, o caldeirão estourou. Centenas de milhares de palestinos romperam o muro de Gaza e abriram caminho rumo ao Egito, em busca de um sopro de vida.

A situação é tão desesperadora, que organizações israelenses de solidariedade à Palestina qualificaram a prática do governo de seu país como “crime de guerra”.
A construção do muro de segregação e a manutenção das colônias na Cisjordânia são exemplos esclarecedores de quais são as pretensões da potência invasora.

Ignorando as condenações da Corte Internacional de Haia e o direito dos povos à autodeterminação, Israel estende seus postos militares como metástase em território palestino, impedindo a livre movimentação da sua população.
Multiplicam-se os casos de mulheres grávidas, crianças e idosos que morrem ao serem impedidos de receber atendimento médico.
Contam-se aos milhares o número de palestinos presos por “insubordinação” aos invasores, assim como as lideranças políticas seqüestradas, torturadas e assassinadas pelas tropas de ocupação.
Há poucos dias, dentro de Israel, oito sindicalistas árabes palestinos da Galiléia, da organização Sawt El Amel, foram condenados por terem participado em 1999 de “uma reunião ilegal e por perturbarem a ordem pública” ao denunciar práticas discriminatórias no emprego.

BLOQUEIO
Vale destacar que a execrável prática do bloqueio econômico, também utilizada pelos Estados Unidos contra Cuba, é mantida contra a Palestina desde 1967, em flagrante violação às resoluções e leis internacionais.
Infelizmente, Israel tem se comportado como um enclave norte-americano no Oriente Médio, sustentando sua política belicosa, de agressão e pilhagem contra os países da região.
Mas não só.
Quando Nelson Mandela ainda era um prisioneiro e a ONU debatia a condenação ao regime de segregação racial na África do Sul, os governos de Israel e EUA deram-se as mãos com a Inglaterra em defesa do apartheid, votando contra qualquer sanção ao governo da minoria branca.

Diante do manto de silêncio com que grande parte da mídia não disfarça seus indissociáveis vínculos políticos, ideológicos e econômicos, é preciso que a solidariedade militante fale mais alto.

É preciso levar o debate para os locais de trabalho, mobilizar a sociedade, os parlamentares e o governo para que o Brasil tenha uma posição cada vez mais firme contra tão abomináveis práticas.
A defesa de um Estado palestino independente, que coexista ao lado do Estado de Israel, é a defesa do direito das nações à soberania, é a defesa de um mundo em que caibam todos, é a defesa da vida contra a morte.
JOÃO FELÍCIO *Secretário de Relações Internacionais da CUT