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sábado, 21 de março de 2009

SEIS ANOS DE HERÓICA RESISTÊNCIA IRAQUIANA

Iraq before the bombs fell

Iraq looked to be a peaceful place before the Bush invasion.




-- 250.000.000.000 BArrels of OIL ,, converted to dollars
15.000.000.000.000 Dollars USA ,,,
BUSH and his buddies saw this opportunity ,, to attack IRAQ and take all this WEALTH ..

---- GOD bless BRAVE IRAQI people ... WHO stand up to EVIL ZIONIST SCUM ... MUJAHEEDENS fight for your land .. and OIL ..

saddam was a small problem to iraqi people. americans made there lives worse. the people who admired the american soldiers are only the few people who only cared about their stupid government. the majority died by the stupid americans and you are just a one sided fool only taking the americans side because you think america is a good country trying to give democracy which is only a small restriction in iraq when the real terrorist are the americans!!!!

soldodeserto (1 ano atrás)
People in Iraq lived in peace!
Now they have lived in hell 'cause of USA. Since USA invaded Iraq, killing children, women with forbbiden arms!
Bu$h wanted to rob OIL and destroy Iraq!
USA is down. Bu$h is the devil!

sábado, 14 de março de 2009

TERRORISMO E TERRORISTAS/SEMITISMO E SIONISMO

Só os terroristas concordam com o terrorismo. Mas, para que possamos esclarecer tudo que a sua pergunta envolve, devemos melhor esclarecer alguns conceitos que nela estão explícitos e implícitos.
Primeiramente, não devemos confundir antissemitismo com anti-sionismo.
Embora em seu sentido histórico tenha aplicação restrita aos judeus e ao judaísmo, o termo anti-semita, em seu sentido literal significa atitude de preconceito e de rejeição quanto aos semitas.
E qual é a diferença?
A diferença é que semitas não são apenas os judeus, mas também os árabes. Confira:http://pt.wikipedia.org/wiki/Semitahttp://www.aulete.portaldapalavra.com.br...
Portanto o termo semita tem como principal designação o conjunto lingüístico composto por uma família de vários povos, entre os quais se destacam os árabes e hebreus, que compartilham as mesmas origens culturais.
Consequentemente, por mais incrível que possa parecer, quando o governo de Israel toma medidas contra os árabes está a tomar medidas anti-semitas.
Agora, há de se diferenciar antissemitismo de antissionismo.
O que é o sionismo?
O termo, em princípio, designa o movimento nacionalista judaico do fim do séc. XIX, que visou estabelecer um Estado judaico na Palestina, o que se concretizou em maio de 1948. Segundo os próprios sionistas, “sionismo é o movimento nacional de libertação do povo judeu – uma expressão das legítimas aspirações de um povo antigo à autodeterminação e independência nacional. O movimento sionista foi fundado para prover um Estado soberano próprio na sua terra ancestral. Israel é a encarnação moderna e política desse sonho ancestral.”
Alguém pode ser contra a que um povo deseje e lute por sua própria autodeterminação e independência?
Claro que não.
Qualquer pessoa normal apóia todo e qualquer movimento de um povo para ter reconhecido pela comunidade internacional o seu direito de decidir por si mesmo, de ser autônomo, de ter direito a um território no qual possa exercer poder e autoridade sem restrições.
O problema é quando esse movimento, em sua raiz legítimo, desvirtua-se ao longo do tempo e passa a ser um instrumento de opressão a outros povos que, igualmente, querem ter seu direito a um território e neste ser autônomo, independente e soberano.
Infelizmente, há algumas décadas, talvez já há um século, o sionismo vem sendo sistematicamente desvirtuado.
Hoje, seus mentores passaram a crer - e a tentar convencer todos os povos do mundo, através da mídia e de literatura política, explícita e subliminarmente - que os judeus têm direitos sobranceiros, superiores a todos os povos e nações.
Essa noção está explícita no judaísmo que afirma ser o povo judeu - “o povo escolhido”. Escolhido para quê?
Para sobreviver a todos os outros?
Eu sou judeu, mas e quem não é?
Aceita estar reservado à destruição total e definitiva?
É neste ponto especificamente que reside a gravidade do sionismo: ele quer que todos os outros povos se convençam e resignem a serem exterminados em favor da sobrevivência “do povo de Israel”.
A manutenção do mundo em permanente estado de alerta contra “inimigos” - que, na verdade, só constituem “ameaças” aos mentores do sionismo -, levou o mundo a se descarrilar no plano familiar, social, político, ético, moral e, agora, financeiro-econômico. Pensando que a possibilidade de destruição pode ser iminente e imprevisível, o homem passou a viver como se estivesse em seus últimos momentos de vida.
Por isso, a maioria das pessoas que se orientam por essa ideologia, vivem a zombar dos valores morais, éticos e a buscar, desenfreadamente, o prazer, a riqueza, o poder aqui e agora, a qualquer custo - pois acreditam que se os fins não justificam os meios, a iminência de exterminação os justifica.
Na verdade, a degradação moral das sociedades é muito mais real e perniciosa do que a “ameaça” que Hamas, Hezbollah, Al Qaeda, Jihad Islâmica e o Talibã possam representar. Porque Hamas, Hezbollah, Jihad Islâmica e Talibã não conseguem ser ameaça real nem para o Estado de Israel, quanto mais para o mundo todo.

terça-feira, 10 de fevereiro de 2009

TERRORISMO E TERRORISTAS


Quem disse que o Hamas é uma organização terrorista?
E quem disse que uma Imprensa Livre

não mentiria também ???

E quem disse que

um Regime Democrático

não mataria também ??

E quem disse que

uma Democracia Ocidental

não roubaria também outro país ??


"Terrorismo , terrorista termo criado pelos Judeus Sionistas q dominam a America junto com e Bush depois de 2001 para todos aqueles q se Opoem ao Grande Israel no oriente medio e nas politicas intervencionistas no mundo dos EUA."



"Convencionou-se chamar de terrorista" quaisquer grupos armados que ousassem ou ousem desafiar a ideologia anti-democrática ao planeta.

Assim aconteceu com as guerras de libertação das colônias africanas,onde os seus naturais pegaram em armas para defender sua soberania e identidade ;caso típico da guerra do Vietnan,onde os vietnamitas que formaram uma força armada contra seus invasores foram denominados de terroristas.

Não esqueçamos que "terrorista é aquele que leva, prática um ato de terror,portanto seria mais correto chamar de terrorista aquele que invade e não o que defende. Esses indivíduos permeados pelo sentimento nefasto do poder a quaisquer custos.

Não devemos esquecer ainda a existência a nível de política ideológica e de administração governamental que o método do terrorismo é amplamente utizado e o manipula como arma de controle,subserviência e subjugação de nações e povos.

A imprensa pode é e utilzada à mestria, aqui mesmo, no nosso país o terror psicológico com notícias falsas,manipuladas,plantadas afim de torcendo os fatos,dar-lhes uma roupagem totalmente inversa a original,contando com a boa intenção,ignorância e descaso com a vida do próprio país -- é a imprensa PIG - bem representada aqui.

O terrorismo econômico que utiliza a chantagem do maior sobre o menor é utilizada de forma vergonhosa no nosso país e apoiado pelos partidos da direita e os neoliberais,bem como os simulacros vendidos de outras siglas."



Salaam.

"Muitos ocidentais são desinformados, cabeças-duras e não aceitam a verdade, qdº esta verdade contesta os USA. Os ''puros''-sangue latinos são dignos de pena; pensam que sabe o significado da palavra utópica DEMOCRACIA.k¹

Sabes que eu sou pró Fatah, mas não posso deixar de informar que o Fatah usou de má fé e lançou foguetes como se fosse o Hamas.

O Hamas tem + é que lançar bombas de fósforo branco p/ fazer o Holocausto ''judeu'' acontecer de verdade.

O fósforo branco continua a queimar os órgãos internos das pessoas mesmo depois de elas estarem mortas há horas e serão 3 gerações com problemas respiratórios, se deixarem algum palestino de Gaza vivo.

Tudo pelo gás que há em Gaza.

Qdº os kazares começaram a usar fósforo branco eu sabia que eles não podiam ir à frente e estragaram a água de Gaza que eles tanto queriam: ''' não é do ISRAEL, NÃO É DE NINGUÉM''.

♦EUA e Arábia Saudita apoiaram Fatah al-Islam. Sexta-feira, Maio 25, 2007←P/ quem não sabe o Fatah al-Islam é outro grupo que fica dentro do acampamento de refugiados palestinos em Líbano.

Não é o Fatah de Arafat.

♦Soube da posição que a Arábia tomou? Não era sem tempo. Em 2007 também uniu-se ao Irã. Nós shias agitamos mesmo. Tudo p/ evitar a 3ª G.G.

↓ ↓ ↓ ↓ ↓

•23.01.2009+ 1 x a Arábia teve que unir-se ao Irã e impor condições p/ que Obama deixe de apoiar Israel e que sejam devolvidos não só os territórios palestinos mas que fundem 1 Estado Palestino com segurança e acordo assinado de que Israel não atacará again os palestinos ou a Arábia Saudita cortará relações com os USA e intervirá militarmente, por 1 Oriente Médio Unido.

♦Como os brasileños podem querer saber disto se viram a face e fingem que não vêm o comércio de crianças de 0 à 6 anos p/ o turismo pedófilo de Brasil, que, digo-o de passagem, ocupa o 1° luga no fornecimento de bebés p/ pedófilos. Eles estão muito ocupados assistindo TV

♣Os ''judeus'' voltarão à Gaza após as eleições israelenses".

Ma' Salaam



"Quem diz é a midia bandida! E tem midiota que acredita!"



"Partiu de governantes ocidentais e a imprensa colaborou".


"Os inimigos do Hamas e amigos de Israel é que dizem que o Hamas é terrorista, aquelas pessoas que odeiam o Lula e apoiam Israel e EUA incondicionalmente tambem dizem que o Hamas é terrorista".


"Os mesmos que dizem que Israel tem o direito a defesa, são os mesmos que chamam o Hamas de terrorista".

sexta-feira, 23 de janeiro de 2009

HOMENAGEM AOS HERÓICOS PALESTINOS

A esses valorosos e heróicos Palestinos que chamam de "terroristas", minhas sinceras homenagens pela bravura, coragem, pelo sentimento de amor à Pátria, ao chão que pisam...pela luta e resistência, diante de toda opressão, humilhação, torturas, massacres a que tem esses sido vítimas, nos últimos sessenta anos.


A todos esses que perderam seus entes queridos, meus sinceros sentimentos pelas suas perdas e que Deus continue lhes ajudando e iluminando, porque somente DEUS para lhes ajudar já que a Comunidade Internacional, as autoridades "competentes", nada fizeram para impedir que fossem humilhados, oprimidos, invadidos, ocupados, destruídos, feridos, mortos e massacrados.


Confissão de um terrorista

(Mahmud Darwisha)

"Ocuparam minha pátria
Expulsaram meu povo
Anularam minha identidade

E me chamaram de terrorista

Confiscaram minha propriedade
Arrancaram meu pomar
Demoliram minha casa

E me chamaram de terrorista

Legislaram leis fascistas
Praticaram odiada apartheid
Destruíram,dividiram,humilharam

E me chamaram de terrorista

Assassinaram minhas alegrias,
Seqüestraram minhas esperanças,
Algemaram meus sonhos,

Quando recusei todas as barbáries

Eles...

mataram um terrorista."


Mais uma família palestina foi assassinada ontem por Israel.

Mãe e quatro filhos tomavam café da manhã em casa quando foram vítimas de um ataque aéreo israelense em Beit Hanun, norte da Faixa de Gaza. As crianças tinham entre 1 e 5 anos. A mãe, 40 anos, gravemente ferida no ataque, faleceu no hospital.
Na foto da Reuters, o trabalhador do hospital Kamal Adwan, de Beit Lahya, mostra os corpos dos "terroristas" eliminados.


Mais quatro crianças assassinadas por Israel

Israel não perde o hábito. Assassinou hoje mais quatro crianças palestinas quando tomavam café da manhã em sua casa. Sua mãe também foi assassinada. Logo em seguida, assassinaram mais dois palestinos que iam ao trabalho.As crianças assassinadas, sua mãe e os dois cidadãos foram vítimas de ataque aéreo.Os assassinatos foram a resposta de Israel ao ex-presidente Jimmy Carter que, apesar de não poder entrar em Gaza, encontrou-se com os dirigentes do Hamas que se manifestaram pela centésima vez favoráveis ao cessar fogo.Na semana passada Israel já havia assassinado uma menina de 14 anos.E os pilantras da mídia ocidental divulgam que o Hamas é que não quer a paz.
Postado por bourdoukan



Oh Filhos de Gaza

Oh filhos da Resistência

Exemplos de Caráter

Apertamos suas mãos

Nossas vozes se elevarão

Nossos corações estão com vocês

Ouçam nossas súplicas

E nos perdoem pela nossa ausência.
23 de Janeiro de 2009 - 1:08
Hamas diz que Obama não representa mudança em relação a Bush

BEIRUTE (Reuters) - O grupo islâmico palestino Hamas disse na quinta-feira que o presidente dos EUA, Barack Obama, não representa mudança em relação ao antecessor, George W. Bush, e está repetindo as mesmas políticas falidas no Oriente Médio.
"Obama insiste que nenhuma mudança acontecerá. Ele está tentando seguir a mesma trilha que os ex-presidentes dos EUA percorreram", disse o representante do Hamas no Líbano, Osama Hamdan, à rede de TV Al Jazeera.
"Parece que Obama está tentando repetir os mesmos erros de George Bush sem levar em conta que a experiência de Bush levou à explosão da região em vez de buscar estabilidade e paz."
Em 27 de dezembro
, Israel promoveu uma ofensiva à Faixa de Gaza, governada pelo Hamas, alegando ser ela destinada a deter o lançamento de foguetes em seu território por parte do grupo.
Bush prontamente apoiou os israelenses, que mantiveram o ataque por 22 dias.
Mais cedo, Obama disse que um "cessar-fogo durável" para o conflito em Gaza passava pela interrupção dos lançamentos de foguetes pelo Hamas e que Israel deveria retirar suas tropas dali.
"Eu acho que é um começo infeliz para o presidente Obama na região e na questão do Oriente Médio. E parece que nos próximos quatro anos, se continuar o mesmo tom, serão um total fracasso", disse Hamdan.
Obama disse nesta quinta-feira que mandaria George Mitchell, seu novo enviado para o Oriente Médio, à região assim que possível, em um esforço para iniciar conversas de paz entre árabes e israelenses.
Mas Hamdan disse que a declaração de Obama de que o Hamas deve parar de disparar foguetes contra Israel apenas serviu para dificultar a missão de Mitchell.
"Alguns ficaram otimistas quando Mitchell foi nomeado como enviado para o Oriente Médio, mas parece que mesmo antes de Obama empossá-lo oficialmente ele tentou colocar uma trava na roda, então talvez ele (Mitchell) não tenha sucesso", disse Hamdan.

domingo, 9 de novembro de 2008

O OUTRO LADO DA HISTÓRIA

Daqui a dez anos

uma Burka pode esconder outra !!






todas as crianças se vão lembrar...



Daqui a dez anos, um miudo de afegão de dez anos
estará ..... 20 anos mais esperto.
Ele vai-se lembrar que durante a sua juventude,
havia Talibãs armadas a pedir à sua irmã
para manter a sua Burka e ler o Sagrado Corão
Também e igualmente ele vai-se lembrar que
ao mesmo tempo havia soldados-armados-de-olhos-azuis
com os seus tanques e helicópteros, dizendo-lhe
que a democracia é melhor do que as regras tribais
e que a sua irmã deveria tirar a Burka.
O que ele seguramente não esquecerá é que
foram mortos mais afegãos por esses soldados-estrangeiros
do que o número de-olhos-azuis-que-espalham-a-democracia mortos por balas afegãs.
E finalmente,
persistirão três factos-objectivos:
A- dos 11 alegados atacantes do 11 de Setembro,
nenhum deles era afegão.
B- foram mortos mais civis afegãos, ou de outros lados,
por aqueles invasores estrangeiros.
C- o Afeganistão não ficará melhor,
no dia em que as potências estrangeiras o deixarem.
A História começou ontem
mas será escrita amanhã !!
Os inocentes observadores de hoje
são
os Terroristas de amanhã !!


Raja Chemayel
23.10.2008

http://umarabefrustrado.blogspot.com/2008/10/daqui-10-anos.html

domingo, 13 de abril de 2008

OS TERRORISTAS MAIS PROCURADOS DO MUNDO

Os terroristas mais
procurados
Quem realmente são os terroristas?

Em 13 de fevereiro deste ano, Imad Moughniyeh, um comandante
do Hizbollah, foi assassinado em Damasco.
“O mundo será melhor
sem ele”
, comemorou Sean McCormack, porta-voz do Departamento
de Estado de George W. Bush.
Mas que “mundo” seria esse?

Os terroristas mais procurados

Em 13 de fevereiro deste ano, Imad Moughniyeh, um comandante
do Hizbollah, foi assassinado em Damasco.
“O mundo será melhor
sem ele”,
comemorou Sean McCormack, porta-voz do
Departamento de Estado de George W. Bush.
Israel também
celebrou que “um dos maiores inimigos dos Estados Unidos e de
Israel foi levado à justiça”,
segundo o jornal israelense Haaretz.
Mas
de que “mundo” eles estão falando?
Essa terminologia está correta se considerarmos apenas as regras
do discurso anglo-saxônico, que define “mundo” como a classe
política dos Estados Unidos, Reino Unido e seus aliados.
Por
exemplo,
ainda é comum a afirmação de que “o mundo apoiou
George W. Bush”
na decisão de atacar o Afeganistão e o Iraque.
Mas no mundo real, a história era outra.
De acordo com a pesquisa
internacional realizada pela Gallup, o apoio era de 2% no México e
12% no Brasil – se considerado que os verdadeiros culpados pelos
atentados de 11 de setembro fossem os únicos alvos, poupando
zonas civis de ataques, o que não aconteceu.
Se esse “mundo” englobasse todos os do verdadeiro mundo,
certamente os “grandes inimigos” também seriam outros.
Por
exemplo:
em 1985, o seqüestro de uma embarcação privada
(Achille Lauro) que resultou na morte de um paraplégico
estadunidense foi considerado “a grande história de terrorismo do
ano”
, em uma pesquisa entre editores de jornais estadunidenses.

Mas ninguém no “mundo” parou para entender que o ataque ao
Achille Lauro foi uma retaliação contra os bombardeios de Israel na
Tunísia, ordenados pelo então primeiro-ministro Shimon Peres, em
que 75 civis tunisianos e palestinos foram mortos pelas “bombas
inteligentes” israelenses.
A Casa Branca cooperou com o massacre,
ao se recusar a informar ao governo tunisiano que bombas estavam
a caminho de áreas civis.
O então secretário de Estado George
Shultz deixou isso claro ao afirmar publicamente que “Washington
tem uma simpatia considerável quanto às ações israelenses na
Tunísia”.
Portanto, para esse “mundo”, o assassinato do paraplégico
estadunidense foi apresentado com horror comparado somente aos
filmes de Hollywood.
A “brutalidade” dos palestinos, segundo o
então chefe de Estado de Israel, Rafael Eitan, só podia ser “obra
desses demônios de duas cabeças”.
A sinceridade emocional de
comentários como esse, que marcaram a época, pode ser
comparada somente à campanha terrorista dos Estados Unidos e
de Israel.
Em uma delas, em abril de 2002, dois paraplégicos
palestinos, Kemal Zughayer e Jamal Rashid, foram assassinados
por forças israelenses em Jenin.
O corpo mutilado de Zughayer foi
encontrado junto aos restos de sua cadeira de rodas e de uma
bandeira branca que ele segurava no momento do massacre.

Rashid foi esmagado sob os destroços de sua residência quando
uma demolidora israelense Caterpillar (fornecida pelos Estados
Unidos) arrastou sua casa, com sua família dentro, por algumas
dezenas de metros.
Neste caso, a reação do “mundo”, ou melhor, a
falta de reação, é costumeira.

Ainda sobre o assassinato de
Imad Moughniyeh, vítima de um
atentado terrorista israelense na
Síria,
a mais dura acusação
contra o comandante do
Hizbollah (nunca comprovada)
era de ter planejado o ataque
contra a embaixada israelense de Buenos Aires em 1992,
supostamente em retaliação ao assassinato conduzido por Israel do
então líder do Hizbollah, Abbas Al-Mussawi.
Neste evento, Israel fez
uso de helicópteros estadunidenses para invadir o território libanês
e eliminar Mussawi e toda a sua família, incluindo seu filho de 5
anos, além de outros civis libaneses do sul do país.
Foi a partir de
então que “o Hizbollah mudou as regras do jogo”, segundo Yitzhak
Rabin, primeiro-ministro de Israel na época, pois os foguetes ainda
não choviam sobre Israel.
As “regras do jogo” eram que o “lar
nacional judaico”
podia fazer à vontade as suas campanhas de
assassinatos em massa em qualquer lugar do Líbano, e o Hizbollah
poderia retaliar somente dentro do próprio território libanês ocupado
ilegalmente por Israel.
Foi a partir do assassinato da família de
Mussawi que o Hizbollah também passou a atacar o território
israelense.
De imediato, ironicamente, as operações da resistência
libanesa foram classificadas para
“o mundo” como “atos terroristas
intoleráveis”.

Dessa forma, existem três categorias de crimes:
homicídio com
intenção de matar,
homicídios acidentais e
homicídios com
conhecimento prévio, mas sem intenção especifica.
As ações dos
Estados Unidos e Israel, de maneira eufemística, caem sob a
terceira categoria.
Portanto, quando Israel destrói as fontes de
energia elétrica de Gaza,
envenena a água ou
bloqueia as ruas de
acesso a hospitais na região,
a intenção não é de matar
especificamente aquelas pessoas que morrem, mas é
conhecimento geral que alguém (algum palestino) irá morrer.
Se,
por um momento, fosse possível adotar a perspectiva do verdadeiro
mundo, seria interessante perguntar
“quem são os terroristas mais
procurados?”


terça-feira, 25 de março de 2008

BAJULADORES ENTRE CALÚNIAS E APLAUSOS

Bajuladores caluniam Equador e aplaudem os crimes de Bush

Bobos da corte dizem que o vilão foi o invadido Equador, e Bush, que acaba de vetar proibição à tortura, foi quem zelou pela soberania do país
Enquanto o cordão dos puxa-sacos na mídia e na oposição parlamentar acusava o presidente do Equador de ferir a soberania... do Equador, e saudavam Uribe por zelar pela soberania equatoriana invadindo o país, Bush vetava a proibição à CIA de torturar, dentro e fora dos EUA (v. página 7).

Vejamos, por exemplo, o senador Agripino, nostálgico prócer da casa-grande.
Segundo ele, o problema do presidente Chávez é que “não respeita a autoridade do presidente da nação mais poderosa do mundo”.
Já um colega de Agripino, com mentalidade mais de feitor frustrado do que de escravagista retardatário, chamou o presidente do Equador de “covarde”.
Não há limites para desrespeitar o presidente do Equador, mas Chávez tem que “respeitar” Bush, que, como todo mundo sabe, é um sujeito muito corajoso.
Correa defendeu seu pequeno país contra uma agressão.
Portanto, é um “covarde” porque não tem a fenomenal coragem de ficar rastejando, de ficar ideologicamente em posições indecentes debaixo das escadas e nas cafuas - tal como o autor do insulto.

AUTORIDADE

Como é óbvio, autoridade é, precisamente, o que Bush não tem.
Até o “The New York Times”, que, apesar de alguns eventuais editoriais, tem colaborado com essa página sinistra da história dos EUA, não conseguiu engolir o pretexto do veto à proibição da tortura – a “luta contra o terrorismo”, a “segurança nacional dos EUA”, etc. & tal.

Resumindo: as milhares de ogivas nucleares,
os 1.426.713 homens e
mulheres na ativa das forças armadas (e mais 1.458.500 na reserva),
as bases militares em 39 países,
os milhares de tanques,
mais os mísseis,
submarinos,
aviões,
etc.,
etc.,e
etc., são incapazes de manter os EUA seguros.
Só a tortura, essa instituição moderníssima, há mais de 200 anos declarada ilegal e contrária ao ser humano pela Revolução Francesa, é capaz de tornar seguros os EUA.
Logo, segundo Bush, o ideal americano é a Idade Média – e a pior parte da Idade Média, a mais obscura, a mais estúpida.

No seu estilo farisaico, o jornal novaiorquino diz que o motivo verdadeiro do veto é “afirmar o legado” de Bush – ou seja, o seu poder às custas do Congresso, do Judiciário e dos cidadãos.

Em português (e, aliás, em inglês) o nome disso é ditadura.
Em suma, o objetivo da tortura – e de assumir publicamente essa aberração – é intimidar os cidadãos.
Nada tem a ver com qualquer combate ao “terrorismo”.
Pelo contrário, ela é o terrorismo – ou, se quisermos ser mais precisos, a tortura é o instrumento terrorista de um Estado terrorista, o que também tem um nome: fascismo.

Porém, nem os nazistas faziam propaganda de que torturavam.
Ao contrário, negavam e escondiam que a Gestapo torturava suas vítimas.
Naturalmente, eles tinham mais senso de realidade do que Bush et caterva.
Da mesma forma, o exército norte-americano e até o FBI, segundo os quais o interrogatório sob tortura é “desnecessário e contraproducente” (cf. “Veto of Bill on C.I.A. Tactics Affirms Bush’s Legacy”, TNYT, 09/03/2008).
Mas, sob os “atos patrióticos”, cujo nome é tão falso quanto seu autor, milhares de norte-americanos de várias origens étnicas têm sido presos e submetidos à tortura.
Até agora não se tem notícia de que a tortura tenha revelado um único culpado de alguma coisa – nem de que esses interrogatórios tenham levado a nada, exceto ao sofrimento de quem foi submetido a eles.
E, como lembrou o exército, a tortura praticada pela CIA coloca em risco os norte-americanos que porventura caiam prisioneiros em outros países.

Que os EUA, hoje, são uma ditadura aberta, um Estado policial que dispensa cada vez mais os disfarces “democráticos”, não é uma constatação apenas nossa.
Até notórios direitistas norte-americanos, admiradores de Reagan e de Theodore Roosevelt (que estavam longe de ser grandes - ou pequenos - democratas), denunciaram a ditadura sob Bush.
Se precisássemos de alguma outra prova, o próprio Bush, com sua inteligência habitual, acabou por confessá-lo, em seu veto, ao dizer que “nós não temos nenhuma responsabilidade mais alta do que a de parar os ataques terroristas”.
Que ataques terroristas?
Há sete anos não há ataque algum em território americano.
Por que Bush, então, diz que não tem nenhuma responsabilidade “mais alta”, ou seja, nem com os seres humanos, nem com a democracia, nem com as leis, nem com as demais instituições?
Certamente que isso nada tem a ver com quaisquer ataques.
Mas, diz Bush, a tortura não pode ser proibida porque “não é hora para o Congresso abandonar práticas que mantiveram a América segura”.
Ou seja, não somente é ele quem decide o que o Congresso deve ou não “abandonar”, como diz explicitamente que a tortura - a expressão mais totalitária e desumana de uma ditadura - é que mantém o país seguro.

Voltemos agora aos puxa-sacos locais de Bush.
Sua bajulação revela propensões não propriamente a ditador, mas a bobo da corte de alguma ditadura.

O Equador foi agredido por tropas colombianas sob comando americano.
O objetivo não era “combater terroristas”, nem a ação começou ou foi extensão de qualquer outra iniciada em território colombiano.
Foi uma ação de assassinato frio, típica das chamadas “forças especiais” dos EUA, em que as vítimas encontravam-se dormindo.

Porém, segundo a pornográfica revista “Veja”, quem invadiu o Equador foram os guerrilheiros das FARC.
Uribe, as tropas colombianas, e os americanos, invadiram o Equador para restaurar a soberania equatoriana.
Portanto, invadiram o país e assassinaram em território equatoriano por puro amor ao Equador e à sua integridade territorial.
Queriam salvar o Equador dos equatorianos, assim como Bush está tentando salvar o Iraque dos iraquianos...

MORAL

Resta saber em que as FARC estavam ferindo a soberania do Equador, pois o ato de se abrigar em outro país não fere soberania alguma.
Se fosse assim, De Gaulle teria ferido a soberania da Inglaterra quando lá se refugiou para lutar contra a ocupação nazista da França.
É verdade que a Inglaterra estava em guerra com a Alemanha, mas, pela lógica da “Veja”, isto somente tornaria mais urgente que Hitler invadisse o país para defender a soberania inglesa e acabar com aquele terrorista francês.
Devemos convir que os nazistas eram menos cínicos do que essa malta.
Talvez porque fossem imperialistas e não meros puxa-sacos do lumpen-imperialismo - pois Bush é um marginal, um arrivista até em relação ao próprio imperialismo americano: um dos senadores que criticaram energicamente o veto de Bush chama-se John D. Rockefeller IV, nome que dispensa maiores apresentações.
É preciso, portanto, ser um lacaio muito reles para deitar loas em louvor de Bush, ou para atacar os que defendem seus países contra esse bandoleiro – atitudes equivalentes.
Porém, considerando o estado avançado de decomposição desse cadáver político e moral, é preciso, antes de tudo, ser muito burro.
CARLOS LOPES
http://www.horadopovo.com.br/

quinta-feira, 13 de março de 2008

O SUICÍDIO DE UMA NAÇÃO


Vocês vão se calar?

À espera que a gravidade faça o seu trabalho

O suicídio de uma nação(a pedir perdão!)

Não critiquem Israel,senão serão chamados anti-semitas(e nunca poderão ser presidente dos EUA).
Não critiquem a decadência ocidental,senão serão chamados muçulmanos fundamentalistas.
Não elogiem Fidel Castro nem Hugo Chávez,senão serão chamados revolucionários.
Não chamem ditador nem mentiroso a George Bush,senão serão chamados terroristas.
Não critiquem a estância balnearia da Baía de Guantánamo,senão serão acusados de serem membros da Al-Qaeda.
Não apoiem os combatentes pela liberdade do Iraque,senão serão chamados de “baatistas”(como se ser “baatista” fosse mau!)

Limitem-se a calarem-se… e a ver o Larry King na televisão.
Ou a calarem-se… e a ver a Hilary a queixar-se de MacCain.(como se ela fosse muito melhor!)

Calem-se e fiquem em casa…Esperem até que a gravidade os faça cair a todos,e, de preferência, que não seja nas nossas cabeças.


Sherlock Hommos

Um semita fundamentalista revolucionário,

mas não necessariamente terrorista,nem membro da Al-Qaeda.

terça-feira, 11 de março de 2008

BUSH APOIA TORTURA E TORTURADORES

Babybush, genocida e torturador
Bem, o que se podia esperar de babybush, o cara que é responsável por milhares de assassinatos de iraquianos e afegãos?

Aprovar tortura para ele é o de menos.
Bush veta lei antitortura aprovada pelo Congresso dos EUA.
Ao vetar a lei do Congresso americano que proibia uma forma de tortura – por afogamento – o presidente George W. Bush acrescentou um novo ponto deprimente a seu curriculo de homem público.

Não se deve minimizar a decisão.

A experiência ensina que o futuro da tortura depende do que acontece com o torturador. Além da impunidade, os torturadores receberam, agora, o apoio pelo alto.


O presidente dos Estados Unidos, George W. Bush, vetou neste sábado (8) legislação aprovada pelo Congresso que proibiria a CIA de simular afogamento e outras técnicas controversas de interrogatório.


Os legisladores incluíram a medida antitortura numa lei mais ampla sobre o que seria permitido nas atividades da inteligência americana.'

Como o perigo continua, nós temos que assegurar aos nossos funcionários da inteligência todas as ferramentasque eles precisem para conter os terroristas', disse Bush em sua fala semanal no rádio.

Ele acrescentou que a legislação 'iria reduzir essas ferramentas vitais.'


A Câmara dos Deputados aprovou a legislação antitortura em dezembro e o Senado a confirmou em fevereiro apesar dos avisos da Casa Branca de que ela seria vetada.


O diretor da CIA Michael Hayden disse mês passado ao Congresso que interrogadores do governo simularam afogamento em três suspeitos capturados depois dos ataques de 11 de setembro.


A técnica de simulação de afogamento tem sido condenada por muitos integrantes do Congresso, grupos de direitos humanos e outros países como uma forma de tortura ilegal.

O manual do Exército norte-americano proíbe o afogamento e sete outros métodos de interrogatório, e sua proibição alinharia as prática da CIA às dos militares.

Em mensagem aos funcionários da CIA no sábado, após oveto de Bush, Hayden disse que a CIA continuaria a trabalhar estritamente dentro da lei, mas ressaltou que suas necessidades eram diferentes das do Exército e que a agência precisa seguir seus próprios procedimentos.

Em seus comentários, Bush não mencionou especificamente o afogamento, mas disse: 'A lei que o Congresso me enviou não baniria simplesmente um método particular de interrogatório,como alguns deduziram. Ao invés disso, ela eliminaria todas as alternativas que desenvolvemos para inquirir os mais perigosos e violentos terroristas do mundo.'

Com o veto de Bush, o mais recente debate americano sobre tortura encerra-se de modo melancólico.

Parlamentares dos dois partidos haviam feito a lei que proibia o afogamento de prisioneiros como uma resposta as diversas denúncias de tortura surgidas na guerra do Iraque a partir das revelações sobre a masmorra de Abu Ghraib.

O saldo deste episódio, no terreno jurídico, é absurdamente ruim.

Até agora, treze militares americanos foram levados ao banco dos réus.

Só o baixo escalão foi punido.

Onze soldados foram condenados a penas variáveis.

Dois oficiais de escalão médio sofreram penas disciplinares.

Mas o coronel responsável pelos interrogatórios foi absolvido de todas acusações.


Barbárie antiga


O jornalista Paulo Moreira Leite recorda, em seu blog, que o afogamento é uma barbaridade antiga, registrada em documentos anteriores ao século XIX.


Nos dias atuais, é considerada uma forma de tortura e como tal condenada pela maioria dos tratados internacionais e rejeitada como técnica legítima de interrogatório pelo próprio Exército dos Estados Unidos.


O veto presidencial significa que a tortura por afogamento torna-se uma prática autorizada, já que deixa de existir uma lei que a definia como crime.


O afogamento foi empregado pelos soldados franceses durante a Guerra da Argelia.

Em 1958, o jornalista Henri Alleg, membro do Partido Comunista Frances, escreveu um livro para denunciar que, aprisionado pelo Exército colonial, foi submetido a tortura por afogamento.

Proibida de circular na França, a obra foi levada clandestinamente para outros países, e transformou-se numa denúncia de valor, provocando um escândalo comparável ao das imagens do presídio iraquiano de Abu Ghraib e seus prisioneiros de capuz, ameaçados por cachorros e soldados do Exército americano.

Mais tarde, o afogamento seria exibido no filme A Batalha de Argel, obra-prima do cinema político.

Nos anos 60, essa forma de tortura seria usada pelos soldados americanos na guerra do Vietnã, também.
A técnica consiste em provocar afogamentos sucessivos no prisioneiro, diminuindo a presença de oxigenio nos pulmões e no cérebro.

A respiração torna-se cada vez mais difícil, o sofrimento psicológico aumenta e no estágio seguinte vem o horror e a perda de controle.

Caso o afogamento não seja interrompido, ocorre a morte.


"Era a esse sofrimento a que George W. Bush se referiu ao explicar o veto. Ele disse que os Estados Unidos não podiam abrir mão de todos os recursos de combate ao terrorismo e a seus inimigos. Comparado com outras técnicas, o afogamento tem a característica de que não deixa marcas no corpo– sempre um inconveniente para quem pretende esconder provas de um crime", diz Leite.

Fonte: Reuters e blog do Paulo Moreira Leite

quarta-feira, 5 de março de 2008

COLÔMBIA VIOLOU SOBERANIA DO EQUADOR

O Conselho Permanente da Organização dos Estados Americanos (OEA) aprovou por unanimidade uma resolução que estabelece que o Governo colombiano violou a soberania e a integridade territorial equatoriana com a incursão militar do sábado, assim como os princípios do direito internacional.
05/03/2008 - 17h54
OEA diz que Colômbia violou soberania do Equador

O Conselho Permanente da Organização dos Estados Americanos (OEA) aprovou nesta quarta-feira uma resolução que afirma que a Colômbia violou a soberania do Equador ao invadir seu território para bombardear um acampamento das Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc).
A aprovação foi anunciada pelo presidente do Conselho, o embaixador das Bahamas, Cornelius Smith, e recebeu fortes aplausos dos presentes na reunião.
A resolução define a formação de uma missão liderada pelo secretário-geral da organização, José Miguel Insulza, e até quatro embaixadores, além de decidir a convocação de chanceleres para uma reunião regional em 17 de março.

O Equador disse estar satisfeito com o resultado, após cerca de 14 horas de negociação, enquanto a Colômbia afirmou que a comissão liderada por Insulza terá muito trabalho, por causa das diferenças entre os dois países que devem ser resolvidas.

Depois da aprovação, a Nicarágua demonstrou insatisfação com a resolução.
Já a Venezuela aceitou o texto e os Estados Unidos expressaram preocupação com um parágrafo relacionado ao cumprimento de "tratados e outras fontes do direito internacional".

Segundo fontes diplomáticas, a aprovação atrasou porque os EUA não estavam de acordo com a afirmação de que a Colômbia violou a soberania e o território equatoriano, pois consideram que o ataque estaria justificado no âmbito da luta de Bogotá contra as Farc.

As Farc são consideradas um grupo terrorista pela Colômbia, Washington e a União Européia.

Brasil, Argentina, Peru, México e Bolívia cumprimentaram os dois países pela resolução.

"Esta resolução é importante para a paz que queremos preservar", disse Osmar Chiofi, embaixador do Brasil na OEA.

Durante as negociações, a maior parte das nações latino-americanas, inclusive Brasil, Argentina, México e Peru, criticou a Colômbia por invadir território vizinho.

Só os EUA, que têm na Colômbia seu principal aliado regional, defenderam abertamente o governo de Bogotá, além de criticar a intromissão de outros países numa questão bilateral -- num claro recado ao governo da Venezuela, que enviou tropas à fronteira e rompeu relações diplomáticas com a Colômbia.

O conflito começou depois de uma incursão de militares colombianos em território equatoriano, na qual morreu um líder das Farc conhecido como Raúl Reyes no fim de semana.

terça-feira, 4 de março de 2008

MATANÇA SELECIONADA DA RESISTÊNCIA


Israel e seus assassinatos
selecionados

No curso de sua história, Israel desenvolveu a especialidade de
conduzir missões de assassinatos selecionados – o envio de
terroristas para eliminar inimigos em outros países
.
A estratégia foi
utilizada pela última vez no dia 12 de fevereiro em Damasco, com o
assassinato de Imad Mughniyeh, um dos comandantes do
Hizbollah.
A tática terrorista deixa evidente a crença israelense de
que a melhor forma de lidar com os movimentos de resistência é
extinguir fisicamente os seus líderes.
Ao longo das últimas décadas,
diversos ativistas, intelectuais e cientistas foram eliminados dessa
maneira.
O primeiro-ministro israelense Ehud Olmert rapidamente negou
qualquer envolvimento do “lar nacional judaico” no atentado
terrorista que matou Imad Mughniyeh, comandante palestino e
muçulmano sunita do Hizbollah.
Mas os aplausos públicos de
ministros israelenses, o clima de festividade e os relatórios
vingativos da mídia israelense contam outra história.
“As contas
foram acertadas”
foi a manchete do YNetnews, o website oficial do
jornal israelense Yedioth Ahronoth.
A manchete comemorativa
sugere que o assassinato de Mughniyeh foi uma resposta à
humilhante derrota sofrida pelo “lar nacional judaico” na Guerra do
Líbano de 2006.
Mas será que Israel saiu mesmo vitorioso?
A história é testemunha
de que assassinatos como esse provocam novas matanças – como
Hassan Nasrallah, Secretário-Geral do Hizbollah, rapidamente
alertou.
Em um discurso para dezenas de milhares de libaneses no
funeral de Mughniyeh, Nasrallah falou diretamente a Israel:
“Vocês
mataram Imad fora dos campos de batalha.
A nossa luta é dentro
do território libanês.
Vocês cruzaram os limites.
Sionistas, se vocês
querem uma guerra aberta, que seja então uma guerra aberta em
qualquer lugar”
.
É certo que o Hizbollah buscará a retaliação em
novos alvos judaicos.
Cabe então entender o que levou Israel a
pensar que a eliminação de Mughniyeh foi mesmo uma boa idéia.
As explicações são muitas.
Uma delas é que os
assassinatos selecionados é de
fato o que Israel sabe fazer de
melhor.
Outra é uma prova de
força do estado judaico, não só
para o Hizbollah, mas também
para o Irã e a Síria– uma amostra de que os braços sionistas podem
penetrar profundamente em território inimigo.
Ao mesmo tempo,
Israel lembrou o seu aliado incondicional, os Estados Unidos, que
apesar da humilhante derrota militar em 2006, o “lar nacional
judaico”
ainda pode ser considerado uma entidade estratégica
valiosa na “guerra contra o terrorismo”.
O atentado terrorista na
capital síria pode ser visto também como um simples “acerto de
contas”
contra um dos autores dos contra-ataques à embaixada dos
Estados Unidos em Beirute, realizados durante a Guerra Civil do
Líbano, no qual todos os agentes da inteligência estadunidense no
Oriente Médio foram mortos, forçando a retirada das forças
estrangeiras do país.
É importante lembrar que o estado judaico recusa-se a entrar em
sérias discussões de paz com a Síria ou com os próprios palestinos
– ou mesmo a se comprometer a um completo cessar-fogo, como
fora proposto pelo Hamas – em função de que em qualquer
negociação teria que lidar com concisões territoriais – algo que vai
diretamente contra os planos expansionistas sionistas.
Para evitar a
perda de territórios, a estratégia de Israel tem sido radicalizar
perante o ambiente árabe que o cerca.
Os palestinos “moderados” –
como a mídia ocidental os classifica – como Mahmoud Abbas
servem apenas aos interesses israelenses
, uma questão de ganhar
tempo sem negociar, enquanto a expansão continua.
O “lar nacional
judaico” parece preferir estar cercado de comprometidos

movimentos de resistência, como o Hamas e o Hizbollah – que
nasceram como conseqüência direta da política militar israelense –
pois, como seus líderes gostam de descrever, “como podemos
negociar com alguém que quer nos matar?”
A resposta de Israel é
óbvia – matá-los antes.

domingo, 2 de março de 2008

BUSH NA LISTA DE TERRORISTAS MUNDIAIS

Chávez quer nome de Bush incluído em lista de terroristas mundiais


O presidente venezuelano, Hugo Chávez, pediu na quinta-feira (14) que o presidente dos Estados Unidos, George W. Bush, se inclua na lista de terroristas que 21 congressistas republicanos anunciaram atualizar em breve, com a possível inclusão da Venezuela.

As declarações de Chávez vieram em resposta ao projeto (ainda não votado) apresentado por legisladores republicanos do país, sobre a inclusão da Venezuela em uma lista de nações que apóiam o terrorismo, como ocorre, segundo os EUA, com o Irã, Cuba, Coréia do Norte e Síria.

"O primeiro país que eles têm de colocar na lista dos que apóiam o terrorismo se chama Estados Unidos e o primeiro na lista de pessoas é George W. Bush. Inclua-se na lista dos terroristas do mundo", disse Chávez em um encontro com empresários argentinos na sede do governo, o Palácio de Miraflores.

O governante sustentou que as acusações formam parte da "agressão permanente" dos Estados Unidos contra seu governo.
"Não há dia em que não queiram nos incluir nas páginas vermelhas da imprensa mundial, dos meios de comunicação. É parte da batalha contra a Venezuela", enfatizou.

O projeto em questão, divulgado nesta quinta-feira pelo jornal colombiano El Tiempo, pede que se investigue a possibilidade de declarar a Venezuela como um país que apóia o terrorismo.
A tentativa dos legisladores, segundo o periódico, foi divulgada em decorrência de Chávez ter pedido a classificação das Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc) como uma força beligerante, para que fossem retiradas das listas de grupos terroristas.

Chávez acusa a Casa Branca de "hipócrita" por condenar o terrorismo enquanto dá proteções ao militante anticomunista cubano Luis Posada Carriles, cuja extradição é solicitada por Caracas e Havana devido a um atentado que explodiu um avião cubano em 1976.

A resolução ainda precisa ser submetida a votação no plenário da Câmara, onde os republicanos são minoria.
Vermelho

sexta-feira, 22 de fevereiro de 2008

DEMOCRACIA E TERRORISMO

Democracia e terrorismo: os equívocos iraquianos
Paulo Casaca
[28-11-2007]
Foi com o maior atentado terrorista até hoje cometido que o presidente norte-americano deu uma volta completa ao seu discurso e programa de acção.
De um programa muito próximo da tradição isolacionista republicana temperada por algum intervencionismo "real-politik" com que se tinha apresentado ao eleitorado passou para a problemática da democracia no Médio Oriente como forma de combate ao terrorismo.

Essa viragem, que foi apenas esboçada com a intervenção no Afeganistão, em que, mais do que qualquer preocupação ideológica, o bom senso realista ditava que não era possível tolerar a organização de operações de guerra como a do 11 de Setembro a partir de um Estado legalmente constituído, assumiu-se na sua plenitude com a operação militar do Iraque e o aumento da pressão sobre todo o Médio Oriente no sentido da democratização.

Se bem que seja ainda cedo para fazer um balanço final dessa política, não há hoje ninguém, incluindo George Bush, que não tenha concluído que ela até agora falhou espectacularmente.

Muitas razões foram avançadas até hoje para explicar o falhanço, mas ninguém parece ter até hoje olhado com atenção para o aspecto essencial da equação: a forma como o terrorismo foi promovido em nome da democracia no Iraque.

É certo que já em 2005 o relatório oficial do Congresso Norte-Americano sobre o 11 de Setembro concluía que não se tinha provado nenhuma relação orgânica entre o regime de Saddam e a "Al-Qaeda", contrariamente ao que se poderia constatar acontecer entre essa organização e o Irão.
Realmente, quem olhar para a principal biografia não autorizada de Zarkaoui (Brisard, Jean-Charles, Zarkaoui, Le nouveau visage d'Al-Qaida, Fayard, 2005) constata que este passou os anos que antecederam a formação da "Al-Qaeda no Iraque" entre o Irão e a Síria.
A opinião de que a "Al-Qaeda no Iraque" obedece a Teerão é, de resto, unanimemente partilhada pelos dirigentes de todas as facções parlamentares iraquianas que são conhecidas como "sunitas" e que são, não por acaso, o alvo privilegiado desta organização.

O terrorismo – tal como definido pelo antigo secretário geral das Nações Unidas Kofi Annan, como violência política dirigida contra não combatentes – ultrapassa em muito o quadro desta organização mais mediática, e tornou-se um verdadeiro fenómeno de massas no Iraque quando um dos líderes das brigadas Badr (Bayan Jabr) se tornou Ministro do Interior e promoveu o rapto, tortura e execução de milhares de civis pelas brigadas infiltradas nas forças de segurança, utilizando para isso não só os recursos oficiais mas também uma extensa rede de cárceres privados.

As brigadas Badr são identificadas – no que a meu ver continua a ser a melhor obra global sobre o fanatismo terrorista fanático (da autoria da equipa dirigida pelo juiz Galeano como acusação pelo atentado terrorista de Buenos Aires de 1994, e que neste particular toma acertadamente o maior especialista teórico na matéria, Bruce Hoffman, Inside Terrorism) – como a primeira organização de "terrorismo religioso".

Fundadas, organizadas, dirigidas e financiadas no Irão, e de resto constituídas e dirigidas em larga medida por nacionais iranianos, tendo por primeiro dirigente nomeado pelo Ayatollah Khomeiny, o actual responsável pelo sistema judiciário iraniano, Hashemi Shahroody, as brigadas Badr são a organização gémea do Hezbollah libanês.

Tal como testemunhado por dirigentes da resistência iraniana Ahwazi, as casernas de ambas as organizações situavam-se lado a lado no Ahwaz (Sudoeste do Irão, maioritariamente árabe) e eram treinadas ideológica e militarmente pelos mesmos guardas revolucionários iranianos.

O Hezbollah libanês, recorde-se, foi de longe a organização que mais cidadãos norte-americanos matou até ao 11 de Setembro.
O líder do Hezbollah libanês, Husseini Nazrallah é primo direito de Bakr Al-Hakim, dirigente do "Conselho Superior da Revolução Islâmica no Iraque" (SCIRI, no acrónimo inglês) ramo político das brigadas Badr durante a invasão de 2003.

A Resistência Iraniana revelou recentemente a lista nominativa de 31.690 operacionais das brigadas Badr que já antes de 2003 eram simultaneamente membros do destacamento Jerusalém dos Guardas Revolucionários Iranianos (departamento iraniano para o terrorismo no exterior) e que continuam a ser pagos enquanto tal.

As brigadas Badr – ou o seu ramo político SCIRI – constituíram o núcleo duro das forças "iraquianas" organizadas pelos EUA para tomarem conta do Iraque após a invasão, lado a lado do "Congresso Nacional Iraquiano", organização que apesar de contar com muitos expatriados iraquianos democratas era dirigida por Ahmed Chalabi, figura próxima de Teerão. Da mesma coligação fizeram parte também as forças curdas.

Charles Glass (The Northern Front, A wartime diary) explica a organização dessas forças no Curdistão iraquiano no final de 2002, entradas pela fronteira com o Irão sob escolta dos guardas revolucionários iranianos. Quando da invasão, Glass estima em 3.000 homens os efectivos das brigadas Badr no Curdistão.
A revista Time (Time Magazine, 22 de Agosto, 2005 vol. 166 nº 8) descreve a forma como os muitos milhares de membros das brigadas Badr procederam à ocupação efectiva do Sul do Iraque na retaguarda do avanço americano. De facto, foi logo a partir daí que estas ocuparam posições nas administrações públicas e começaram a execução sumária dos opositores.
Lado a lado com o SCIRI, os EUA colocaram também no poder o partido Al Dawa, movimento político iraquiano relativamente antigo com numerosas facções, quase todas elas com fortíssimos laços com Teerão.

O Al Dawa tornou-se internacionalmente conhecido pelo ataque terrorista que desencadeou contra a Embaixada dos EUA no Kuwait por encomenda iraniana em 1983.
Há dias, esse evento foi recordado quando as autoridades kuwaittianas pediram a extradição de um dos condenados por esse ataque terrorista, Jamal Ebrahimi (também conhecido pelo seu nome de guerra, Abu-Mohandes) actualmente deputado e dirigente da chamada coligação xiita no Iraque, colega de partido do Primeiro-Ministro do Iraque e que se acolheu no Irão quando o pedido de extradição foi endereçado às autoridades iraquianas.

Quem ler a biografia não publicada de Nouri Maliki, actual Primeiro Ministro iraquiano pelo partido Al Dawa, verá também que este esteve de 1979 a 1987 no "Shahid Sadr Hezb al-Dawa" batalhão estacionado no Ahwaz e, sob a supervisão dos guardas revolucionários iranianos, responsável por ataques terroristas como o de 1983 no Kuwait.
Paralelamente a estas duas facções, a coligação xiita no poder no Iraque tem ainda como forças mais importantes duas milícias conhecidas pelas actividades terroristas que, contrariamente às outras duas, têm também por alvo directamente as forças norte-americanas.

Para além do terrorismo promovido pela Al-Qaeda e pela aliança xiita, existe também a violência e actos de terrorismo promovidos pela chamada resistência, que tem apoio na camada da população designada por sunita e que, hoje em dia, se assume tanto como resistência contra a ocupação declarada americana como contra a ocupação não declarada iraniana.

Se tivermos em conta que a coligação iraquiana no poder depois da invasão terá saneado cerca de dois milhões de funcionários, entre os quais centenas de milhares de membros das anteriores forças de segurança – que constituíram portanto uma fonte de recrutamento privilegiada para essa resistência – podemos compreender como ela é fruto directo da mesma política com que foi gerida a ocupação do Iraque.

Os dirigentes americanos têm-se esforçado para tapar o Sol com uma peneira, recusando reconhecer a evidência de que
(1) a razão pela qual existe uma encarniçada resistência no Iraque mais do que à maldade congénita do baathismo, se deve ao facto de não ter sido dada outra alternativa às elites dirigentes do país;
(2) tal como no Irão, os discursos simpáticos de alguns dirigentes dos partidos pró-iranianos são apenas a outra face do terrorismo promovido pelos seus colegas de coligação, não havendo entre eles qualquer divergência substantiva.
As principais organizações iraquianas que os EUA chamaram para "democratizar" o Iraque são organizações fanáticas, dirigidas por Teerão, envolvidas em actos de terrorismo, nomeadamente contra alvos americanos.

A verdade nua e crua é assim a de que as forças da coligação ocidental promoveram a destituição de um ditador e a destruição do Estado iraquiano – um e outro sem ligações ao terrorismo fanático contemporâneo – fazendo-os substituir pelas principais forças do terrorismo, paradoxalmente, em nome da "luta contra o terrorismo" e da "promoção da democracia".

Para além das inevitáveis teorias da conspiração que se alimentam deste encadeamento extraordinário de factos, e ao fim de vários anos que tenho dedicado a tentar perceber este fenómeno, cheguei à conclusão de que ele se deve acima de tudo à ignorância ocidental sobre a realidade do Grande Médio Oriente, que o tornou presa fácil da manipulação.

Recentemente George Bush começou enfim a dar sinais muito ténues de querer entender a realidade do Iraque, afirmando a necessidade de uma estratégia de "containement" do regime iraniano, prendendo mesmo alguns iranianos ou de obediência iraniana com lugares ministeriais, estratégia que qualquer elementar bom-senso ditava que tivesse seguido desde o início.
Para que a estratégia da "democracia para o Médio Oriente" possa vir a ser retomada e para que haja um futuro para o Iraque é essencial deixar de tratar os que querem a democracia como terroristas, e os terroristas como os que querem a democracia.
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publicado por nucleargmo

domingo, 17 de fevereiro de 2008

EUA: JULGADOS E CONDENADOS





Este é babybush
Fique tranquilo, genocida babybush, os EUA já foram julgados e CONDENADOS pela opinião pública mundial:
é a maior nação imperialista da história da humanidade.
E você, babybush, já foi considerado pelo seu próprio povo como o PIOR presidente da história dos EUA.
E o incrível é que bush ainda defende o uso de tortura,vejam o texto.

Agora nessa ele se superou, vejam:

"O presidente americano disse acreditar que os Estados Unidos ainda mantêm uma autoridade moral no mundo.
"Nós acreditamos em direitos humanos e dignidade humana",afirmou.
"Acreditamos em liberdade."



A autoridade moral dos EUA no mundo é ZERO, babybush.
E vc acredita em direitos humanos e dignidade humana defendendo tortura, invadindo Iraque e Afeganistão e causando milhares de vítimas civis e empesteando esses dois paises com radiação de munição de urânio empobrecido?

ORA, VÁ SE CATAR, BABYBUSH.

15/02/2008 - 03h41 Bush faz balanço e diz que EUA serão julgados pela história
da BBC Brasil

O presidente dos Estados Unidos, George W. Bush, fezum balanço de seus sete anos no cargo e disse que a"história vai julgar as decisões" tomadas durante seu governo como"decisões necessárias".
Em entrevista exclusiva concedida à BBC, Bush, que deixa o cargo em janeiro do ano que vem, disse esperar que a passagem do tempo permita uma análise mais objetiva de seu governo como um todo.
O líder americano disse que espera não ser lembrando apenas pela intervenção militar no Iraque, mas também por "liberar 25 milhões de pessoas no Afeganistão","propor uma solução de dois Estados para Israel e a AutoridadePalestina" e por "muitas outras questões".
O presidente americano declarou que está "feliz como que está acontecendo agora" com o Iraque, onde "a reconciliação está acontecendo" e "o corpo legislativo está começando a funcionar".
"O mundo está começando a reconhecer que a decisão de mandar mais tropas foi uma decisão bem difícil de tomar", disse, em uma referência à medida adotada no ano passado para aumentar a segurança no país.
Tortura Bush também confirmou que pretende vetar um projeto de lei aprovado pelo Congresso americano que torna ilegal uma técnica usada em interrogatórios e considerada uma forma de tortura.
A prática, chamada waterboarding, consiste em amarrar um prisioneiro em uma tábua inclinada e jogar água em sua cabeça, simulando a sensação de afogamento.
"O que quer que façamos será legal", disse o presidente.
Bush afirmou acreditar que o governo americano deve"garantir que os profissionais (que fazem interrogatórios) tenham as ferramentas necessárias para proteger" o país.
"Reconheço que muitos dizem que esses terroristas não são mais uma grande ameaça para os Estados Unidos",afirmou.
"Eu discordo completamente."
Bush afirmou ainda que não acredita que os Estados Unidos estão mandando uma "mensagem errada" ao mundo ao adotar práticas que críticos acreditam ser violações de direitos humanos - como a prisão de dezenas de suspeitos na prisão de Guantánamo, em Cuba, sem julgamento.

"É necessário adotar medidas para proteger a nós mesmos e para encontrar informações que podem proteger outros",disse.
"Veja o caso de Guantánamo", acrescentou.


"Eu gostaria que estivesse vazia. Por outro lado, há pessoas lá queprecisam ser julgadas. E haverá um julgamento.


E eles terão o dia deles no tribunal.


Diferentemente do que eles fizeram com outras pessoas."

Autoridade moral

O presidente americano disse acreditar que os EstadosUnidos ainda mantêm uma autoridade moral no mundo. "Nós acreditamos em direitos humanos e dignidade humana",afirmou. "Acreditamos em liberdade.
E estamos dispostosa assumir a liderança.
Nós estamos dispostos a pediràs nações que façam coisas difíceis."
"Vivemos em um mundo como as emissoras de notícias 24 horas por dia", acrescentou.
"Vivemos em um mundo em que tudo é, digamos, instantâneo. Mas o trabalho que estamos fazendo exige paciência."
"Mas, o mais importante, exige fé na universalidade da liberdade que existe em cada coração.
E por isso, não fico feliz apenas em defender decisões.
Estou confiante de que elas vão levar a um melhor amanhã", concluiu Bush.
Jaime