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sexta-feira, 30 de outubro de 2009

QUE A INJUSTIÇA NÃO ME SEJA INDIFERENTE...

Eu só peço a Deus...

"Que a morte não me encontre um dia solitária sem ter feito o que eu queria"
"Que a injustiça não me seja indiferente pois não posso dar a outra face se já fui machucada brutalmente"
"Que a guerra não me seja indiferente... é um monstro grande, pisa forte... toda pobre inocência dessa gente..."
"Que a mentira não me seja indiferente... se um só traidor tem mais poder que um povo... que esse povo não esqueça facilmente"
"Que o futuro não me seja indiferente... SEM TER QUE FUGIR DESENGANADA... PARA VIVER UMA CULTURA DIFERENTE"

quarta-feira, 16 de setembro de 2009

MOMENTOS DE REFLEXÃO

É triste pensar que a natureza fala e que o género humano não a ouve.

Victor Hugo

EM DEFESA DA VIDA

Cuidais que vos pertença o mundo?
E, ainda que assim fosse, teríeis o direito de destruí-lo?
Acaso o peixe agride o oceano, que lhe possibilita a vida?
Ou a ave se volta contra o céu, onde precisa voar para sobreviver?
Glorificais a inteligência.
Entretanto, eis que vos utilizais das vossas próprias criações, para destruir o vosso planeta.
Como o homem que descobrisse o fogo e com ele queimasse a própria casa.
E não percebeis que,
atacando as vidas que vos cercam,
nada mais fazeis do que agredir a vós mesmos.
Porque a Vida é única e se entrelaça em todas as criaturas que o Universo colocou em todos os mundos.
Conscientizai-vos desta verdade, antes que findeis por extinguir a vossa própria espécie.
Porque de nada adianta prantear os frutos da árvore, depois de extinta a fogueira que com o seu tronco fizestes.
E de onde virá o vosso alimento, depois que todas as árvores se forem?
De onde virá a água para a vossa sede, quando poluídos estiverem todos os mananciais?
Como ficareis, depois de destruído o vosso habitat?
Do que fazemos no dia de hoje, é que depende o amanhã.
O homem que esbanja os seus recursos, fatalmente os esgotará; e será como o escorpião que pica a si mesmo e jamais verá o novo dia.
Não conhecerá um bom futuro,
aquele que não sabe viver o presente.
Pois ninguém colhe senão o que planta,
e a semente do desperdício
produz apenas
os frutos da privação.
Guardai-vos do desperdício.
Pois a água que hoje atirais ao chão, já não virá amanhã saciar a vossa sede; e do alimento que hoje desprezais podereis necessitar, na próxima curva do caminho.
E guardai-vos das agressões ao vosso planeta.
Porque não é sensato o homem que ataca o lugar onde mora e assim desabriga a si mesmo e à própria família.
Respeitai a tudo que vos cerca.
Porque em cada um de vós existe a centelha do Criador; esta é a força que vos concede a Vida.
E se faz presente em todos os seres ao vosso redor.
Respeitai a natureza;
nela,
está a oficina da Criação.
E através dela o Universo provê às necessidades de cada dia.
Para que possais prosseguir em vossa jornada.

http://ohassan.blogspot.com/

Memory - on Flute

A música é celeste, de natureza divina e de tal beleza

que encanta a alma e a eleva acima da sua condição.

Aristóteles

sexta-feira, 17 de abril de 2009

O DESPERTAR DA VERDADE

O Sufismo tem sido reconhecido há muito tempo como representantes da espiritualidade e detentores dos conhecimentos e práticas do caminho místico, no despertar da espiritualidade humana, e no resgate da relação do ser humano com o Divino, na busca do desenvolvimento pleno de sua consciência e suas infinitas potencialidades.
O Sufismo contém elementos comuns de outras tradições e pode dar continuidade à elas incorporando-as dentro de seu processo.
O Sufismo tem um caráter universal, mesmo estando ele ligado ao contexto do mundo Islâmico.
Encontramos no Sufismo aspectos das tradições da antiga Pérsia, Egito, Grécia, e outras. Vemos dentro de seus conhecimentos e práticas um conhecimento mais amplo que praticamente sintetiza os elementos mais diversos.
O Sufismo tem como objetivo o retorno do ser humano à sua dimensão mais perfeita aproximando-o ao Divino, como qualquer caminho místico verdadeiro.
O Sufismo foi o grande responsável por introduzir no Islã um grau cultural que acabou por influenciar o próprio Ocidente durante a Idade Média.
O Sufismo influenciou tanto Cristãos e Judeus como as escolas esotéricas.
Também influenciou a filosofia, com a tradução dos textos dos filósofos gregos e em todo o desenvolvimento posterior, nas ciências, na medicina, na matemática, na astronomia e nas Artes através da influência moura.
Os primeiros Sufis apareceram alguns anos após a morte do profeta Maomé.
Eram indivíduos que se retiraram para o deserto ou para locais sem evidência, para preservar e dar continuidade aos conhecimentos que receberam. À eles Maomé teria confiado os aspectos mais esotéricos doconhecimento que possuía, a dimensão mais mística ou espiritual.
Em contato com outras tradições, estes primeiros sufis foram os maiores responsáveis pelo desenvolvimento da dimensão mística do Islã, e aos poucos foram formando escolas e ganhando importância como os verdadeiros representantes da espiritualidade. Começaram a ser conhecidos como Sufis e inseriram suas escolas na comunidade.
fonte: http://www.nokhooja.com.br/temas/sufismo/sufismo_grande.pdf
A melhor aproximação na definição de Sufismo reside em um de seus próprios atributos, o Caminho.
Uma via que dá acesso ao "Ser Humano Desperto".
O Sufismo considera o homem atual não plenamente no gozo das qualidades e atributos a que afirma ter direito e uso.
O seu comportamento poderia ser qualificado de "Sono".
Para despertar esse homem, o Sufismo dispõe de um arsenal de meios, métodos e processos.
Existem princípios que permitem a escolha correta.
O princípio do tempo correto, do lugar correto, de pessoas corretas, de situação social correta e a presença de um mestre preparado.
Reais progressos, segundo os sufis, só podem ser realizados sob a orientação de um mestre vivo e atuante.
A aproximação ao Sufismo feita através de livros, palestras e discussões é mera aproximação.
O Sufismo é um processo vivencial e experimental que, sob as orientações de um mestre qualificado, dentro das condições de tempo, lugar e situação social e pessoal realiza a transformação do ser humano, de forma a levá-lo a um aperfeiçoamento, cujo produto final é conhecido como Sufi.
Este processo não entra em conflito com as necessidades, disposições, realizações e realidades, do mundo exterior ao indivíduo.
Um sufi pode existir em qualquer lugar.
O Sufismo é a essência absoluta de todas as religiões.
Sempre que uma religião se torna viva é por causa do Sufismo.
Sufismo significa simplesmente um caso de amor com o supremo, um caso de amor com o todo.
Sufismo é a arte de remover obstáculos entre você e você, entre o self e o self, entre a parte e o todo.
Ele não conhece formalidade.
Um sufi é um sufi.
Não há como definí-lo.
Através da mente e do intelecto não é possível conhecê-lo.
Você pode apenas vivenciá-lo.
A única maneira de saber o que é um sufi.é tornar-se um deles.
O Sufismo só pode ser transferido de pessoa a pessoa e não a partir de um livro.
É uma transmissão além das palavras.
Os sufis tem uma palavra especial para isso que é Silsila.
Silsila significa uma transferência de um coração a outro coração, de pessoa a pessoa.
O Sufismo é muito pessoal.
Um sufi tem de obter uma inocência primal.
Ele tem de abandonar todos os tipos de cultura, condicionamento.
Ele tem de se tornar novamente um animal.
Sufi significa lã, na raiz da palavra alemã e árabe.
Quando você escolhe que isto é bom e aquilo é mau, você permanece dividido.
Um sufi não conhece escolha.
Ele é consciente sem escolha.
O que quer que aconteça, ele aceita como uma causa dada por Deus.
Ele confia na mente universal.
A palavra sufi pode ser derivada de sufa - pureza, limpeza, purificação.
Quando você vive uma vida sem escolhas, surge uma pureza natural no sentido de ser divino.
Para um sufi Deus não é uma idéia.
É sua realidade vivida.
Esta realidade não está em algum lugar no céu.
Ela está aqui e em todos os lugares, agora.
Deus é apenas um nome para a totalidade da existência.
A palavra sufi pode ser derivada de outra palavra, sufia, que significa escolhido como amigo de Deus.
A sabedoria surge através do seu próprio ser.
Você é a luz de si mesmo.
O Alcorão diz que três qualidades tem de estar no coração do buscador.
A humildade, a caridade e a verdade (autenticidade).
Estes são os três pilares do Sufismo.
Humildade define o homem que entendeu todas as formas do ego, não do desejo.
Caridade aparece quando você, a partir da sua abundância, compartilha a alegria de dar tal como a flôr dá o seu perfume.
O sufi vive no momento e esse pequeno momento torna-se luminoso através da concentração de energia.
O Sufismo é o caminho do amor e do sentimento.
Sufismo é o despertar do coração.
Os sufis são aqueles que tem coração.
O coração é a faculdade de perceber o bem amado.
Só atravéz do coração você realiza a vida.
É como uma celebração.
O Sufismo é uma grande celebração.
Um sufi lhe dá métodos, não doutrina.
Os sufis são chamados "O povo do caminho" e eles dizem: Trabalhem o método!
Para seguir um método a pessoa precisa estar em busca.
Um mestre vivo lhe dará apenas uma visão do que é possível.
Então você começa a trabalhar por si mesmo.
Cada um tem de encontrar sua própria disciplina.
Existem três planos: corpo, mente e alma.
O primeiro é sharia, que significa o corpo da religião.
O ritual, o formal e mais social do que espiritual.
Sharia é o núcleo superficial da religião.
Sharia é a circunferência de um círculo.
A segunda camada é hagiga. É o centro da circunferência, a alma da religião e a essência.
O terceiro plano é a tarica que significa o caminho, o método, de fora para dentro.
Só um raio pode ligar a circunferência ao centro e os raios são as pessoas do caminho, que transmitem muitas técnicas.
Tárica é levar a pessoa até a verdade para que ela possa ver por si mesma.
Cada degrau tem de ser celebrado.
O sufi dá a você o conhecimento sobre tárica, sobre o método mas não dá a você conhecimento sobre princípios.
Os sufis dizem que se um homem não tem consciência, nada pode ser ensinado.
Sufi significa consciência na vida, conciência num plano mais elevado do qual normalmente vivemos.
Um mestre não reajusta a sua mente, ele o ajuda a dissolvê-la livre de condicionamentos, leis, sociedade.
Ele lhe dá liberdade.
Quando a pessoa começa a se perguntar o que é a religião verdadeira, o que é o verdadeiro Deus, ela se transforma em um buscador sufi.
Não há nenhum significado existindo na vida. Alguém tem de criá-lo.
A verdade religiosa não é uma coisa.
É um significado e um sentido.
Cada pessoa ir atrás dela para descobrí-la e explorá-la.
O conhecimento é uma teoria;
o conhecer é uma experiência;
conhecer quer dizer que você abre os olhos e você vê .
Conhecimento significa que quem abriu os olhos viu e fala sobre isso e continua a acumular informações.
Os sufis dizem que se uma pessoa quer renunciar a algo, deve renunciar ao conhecimento que acumulou na memória.
Essa é a verdadeira barreira para se tornar como crianças, um inocente.
Toda a existência é de cada pessoa.
Ela deve explorá-la sem nenhum preconceito e filosofia mantendo a mente aberta. e assim ficará surpresa por descobrir que Deus existe.
A existência é um mistério, o imprevisível está em todo lugar.
O corpo é a alma visível e a alma é o corpo invisível.
Contemplação Sufi significa pessoas sentadas em profunda recordação de Deus.
Apenas sentadas silenciosamente observando a fonte fluindo energia.
O que vier do mestr,e a pessoa está pronta para recebê-la.
Baraka, a graça, está sempre fluindo do mestre.
Se você estiver aberto, você será preenchido por ela.
Você pode beber da fonte do seu mestre, onde quer que você esteja.
Meditação é um meio de ir para dentro de si mesmo, na profundidade onde os pensamentos não existem.
Fonte: Sufis, o povo do caminho - Livro de Osho.

O ERMITÃO
Durante o reinado do rei Mabdar viveu na Babilônia um jovem chamado Zadig.
Era formoso, rico e naturalmente de bom coração.
No momento em que esta história começa ele estava viajando a pé para ver o mundo e aprender filosofia e sabedoria.
Mas até esse momento tinha encontrado tanta miséria e suportado tantos e terríveis desastres que estava tentado a rebelar-se contra a vontade do céu e acreditar que a Providência, que rege o mundo, desdenhava o Bem e permitia que o Mal prosperasse.
Neste triste estado de espírito estava ele caminhando um dia às margens do Eufrates.
Por causualidade, encontrou um venerável ermitão cuja barba, branca como a neve, descia até a cintura.
Em sua mão o ancião levava um rolo de pergaminho que lia com atenção.
Zadig parou e fez-lhe uma reverência.
O ermitão devolveu-lhe a saudação com um ar tão bondoso e tão nobre que Zadig sentiu curiosidade de falar com ele.
Perguntou-lhe então o que ele estava lendo:
- É o Livro do Destino - Disse o ermitão.
- Você gostaria de ler este livro?
Entregou o livro a Zadig, mas este, apesar de conhecer uma dezenas de línguas, não pôde entender uma só palavra do livro.
Sua curiosidade foi aumentando.
- Você parece ter problemas... - disse o bondoso ermitão
.- Sim, infelizmente tenho - disse Zadig.
- E tenho razões para estar assim.
- Se me permite - disse o ancião, - eu o acompanharei.
Quem sabe poderei ser-lhe útil.
Ás vezes sou capaz de consolar os aflitos.
Zadig sentiu um profundo respeito pela aparência, a barba branca e o pergaminho misterioso do velho ermitão, e percebeu que a conversa dele era de uma mente superior.
O velho falou do destino, da justiça, da moral, do principal bem da vida, da debilidade humana, da virtude e do vício, com tal poder e eloquência que Zadig se sentiu atraído por uma espécie de encanto, e suplicou ao eremita que não o deixasse até que regressassem à Babilônia.
- Peço-lhe o mesmo favor - disse o ermitão.
- Prometa-me que, haja o que houver, você permanecerá em minha companhia por alguns dias.
Zadig prometeu, e juntos se puseram em marcha.
Naquela noite os viajantes chegaram a uma grande mansão.
O eremita pediu comida e alojamento para ele e seu companheiro.
O porteiro, que poderia ser confundido com um príncipe, os introduziu com um desdenhoso ar de boas-vindas.
O chefe dos serventes lhes mostrou os magníficos aposentos, e então lhes foi permitido sentar-se em um canto da mesa, na qual estava o senhor da mansão, que nem se deu ao trabalho de olhá-los.
Mesmo assim, iguarias em abundância lhes foram servidas, e depois de cear lavaram as mãos em uma bacia de ouro incrustada com esmeraldas e rubis.
Foram então levados para passar a noite em um formoso aposento.
Na manhã seguinte, antes de deixarem o castelo, um servente trouxe uma peça de ouro para cada um.
- O senhor da casa - disse Zadig quando estavam caminhando - parece ser um homem generoso, ainda que um pouco arrogante, e pratica uma nobre hospitalidade.
Enquanto falava ele se deu conta de que uma espécie de bolsa grande que o eremita levava parecia agora abarrotada.
Dentro dela estava a bacia de ouro incrustada de pedras preciosas que o velho havia furtado.
Zadig ficou pasmo, mas não disse nada.
Ao meio-dia o eremita parou em frente a uma pequena casa onde vivia um rico avarento e, mais uma vez, pediu hospedagem.
Um velho criado, usando um puído casaco, os recebeu muito grosseiramente, acomodou-os no estábulo e pôs diante deles umas poucas azeitonas meio estragadas, uns pedaços de pão dormido e cerveja muito amarga.
O ermitão comeu e bebeu com o mesmo prazer que tivera na noite anterior.
Quando terminaram o ermitão se dirigiu ao criado, que não havia tirado os olhos deles para assegurar-se de que nada roubariam, deu-lhe as duas peças de ouro que haviam recebido naquela manhã e agradeceu a sua atenção, acrescentando:
- Tenha a bondade de permitir que eu veja seu amo.
O atônito servo os conduziu para dentro da casa.
- Poderosíssimo senhor - disse o ermitão, - eu gostaria de apresentar meus humildes agradecimentos pela nobre maneira com que nos recebeu.
Eu suplico que aceite esta bacia de ouro como demonstração de minha gratidão.
O miserável avarento quase caiu da cadeira, de tão assombrado que ficou.
O ermitão, sem esperar que ele se recobrasse, retirou-se rapidamente com seu companheiro.
- Santo Pai - disse Zadig, - o que significa tudo isso?
Para mim você não se parece em nada aos outros homens.
Você rouba uma bacia de ouro com jóias de um senhor que nos recebe magnificamente e a dá a um tacanho que o trata indignamente.
- Meu filho - replicou o ermitão, - esse poderoso senhor que só recebe os viajantes por vaidade e para ostentar suas riquezas de agora em diante se fará mais sábio, e, por outro lado, o miserável será ensinado a praticar a hospitalidade.
Não se espante com nada, e siga-me.
Zadig não sabia se estava tratando com o mais sábio ou com o mais tolo dos homens.
Mas o ermitão falou com tal convicção que Zadig, preso à sua promessa, não teve outra escolha senão segui-lo.
Naquela noite chegaram a uma casa agradável, de aspecto simples, que não demonstrava sinais de fartura nem de avareza.
O dono era um filósofo que havia abandonado o mundo e estudava, pacificamente, as leis da virtude e da sabedoria.
Era um homem feliz e contente.
Ele havia criado esse calmo refúgio para seu prazer e nele recebeu os estrangeiros com uma generosidade que não demonstrava sinais de ostentação.
Ele mesmo os conduziu a um quarto confortável, onde os fez descansar alguns instantes, e então veio buscá-los para servir-lhes uma delicada ceia.
Nas conversas que mantiveram entre si, concordaram que os assuntos deste mundo nem sempre eram regulados pelas opiniões dos homens mais sábios.
O ermitão, por sua parte, sustentava que os caminhos da Providência estavam envoltos em mistério e que os homens faziam mal em emitir julgamento sobre um universo do qual só conheciam uma parte muito pequena. Zadig se perguntava como uma pessoa que cometia atos tão loucos podia pensar tão corretamente.
Finalmente, depois de uma conversa tão agradável quanto instrutiva, o anfitrião conduziu os viajantes aos seus quartos e agradeceu ao céu por enviar dois visitantes tão sábios e virtuosos.
Ofereceu-lhes algum dinheiro, mas o fez com tanta franqueza que eles não puderam se sentir ofendidos.
O velho recusou e se despediu, pois desejava partir para a Babilônia ao nascer do dia.
Separaram-se em tom cordial, e Zadig estava cheio de agradáveis sentimentos por um homem tão amistoso.
Enquanto estavam em seu quarto, Zadig e o ermitão passaram algum tempo elogiando o anfitrião.
Ao amanhecer o ancião despertou seu companheiro, dizendo:
- Devemos ir.
Mas enquanto todos ainda estão dormindo desejo deixar a este digno homem um sinal de minha estima.
Com estas palavras, pegou uma tocha e deitou fogo à casa.
Zadig começou a gritar horrorizado e teria impedido esse terrível ato, mas o ermitão, com uma força superior, o deteve.
A casa se tornou uma fogueira, e o velho, que agora estava bem longe com seu companheiro, olhou calmamente para a pilha fumegante.
- Que o céu seja louvado! - Gritou.
- A casa de nosso amável anfitrião está destruída de ponta a ponta!
Ao ouvir estas palavras, Zadig não sabia se chorava ou se ria; se chamava o venerável de velhaco, se o golpeava ou se corria para longe dali, mas ele não fez nenhuma destas coisas.
Ainda subjugado pela aparência superior do ermitão, seguiu-o contra a sua própria vontade até a hospedagem seguinte.
Desta vez chegaram à residência de uma boa e caridosa viúva que tinha um sobrinho de 14 anos, sua única esperança e alegria.
Ela fez tudo o que pôde pelos viajantes.
Na manhã seguinte pediu a seu sobrinho que os guiasse na travessia de uma certa ponte em ruínas, perigosa de se cruzar.
O jovem os conduziu, ansioso por agradá-los.
- Venha - disse o eremita, quando eles estavam no meio da ponte,
- devo mostrar minha gratidão para com sua tia.
Enquanto falava, ele pegou o jovem pelos cabelos e o atirou no rio.
O jovem caiu, reapareceu por um instante na superfície da água e logo foi tragado pela corrente.
- Oh, monstro! - exclamou Zadig.
- Você é o mais detestável dos homens!
- Você me prometeu ter mais paciência - interrompeu o velho.
- Escute!
Embaixo das ruínas daquela casa que a Providência achou conveniênte pôr em chamas, o dono descobrirá um enorme tesouro; enquanto que o jovem, cuja existência a Providência cortou, teria matato a tia em um ano e a você em dois anos.
- Quem lhe disse isto, bárbaro? - gritou Zalig.
- Ainda que você tenha lido isso no Livro do Destino, quem lhe deu poder para afogar um jovem que nunca lhe fez nada?
Enquanto falava, Zadig viu que o ancião já não tinha mais barba e que seu rosto tinha se tornado jovem e belo. Seu traje de eremita havia desaparecido, quatro asas brancas cobriam a sua majestosa forma e brilhavam com ofuscante esplendor.
- Anjo do Céu! - gritou Zadig.
- Você então desceu do céu para ensinar a um mortal extraviado a submetrer-se às leis eternas?
- Os homens - replicou o anjo Jezrael - julgam todas as coisas sem conhecimento, e você é, de todos os homens, o mais merecedor de ser esclarecido.
O mundo imagina que o jovem que acaba de perecer caiu por acidente na água e que a casa do homem rico se incendiou por acaso.
Mas a casualidade não existe: tudo é prova, castigo ou profecia.
Frágil mortal!
Pare de questionar e de se rebelar contra o que você deveria adorar!
Depois de dizer estas palavras, o anjo alçou vôo até o céu e Zadig se prostou ajoelhado.
Retirado do livro “Histórias da Tradição Sufi”Edições Dervish – 1993 – Instituto Tarika
"Nenhum de nós pode realmente ser livre até que todos nós sejamos."

domingo, 12 de abril de 2009

MENSAGEM DE VERDADE

Disse 'Ali ben Abi Talib ( [7] ):
Não reconheças a verdade na boca das pessoas;
antes, reconhece a verdade.
E assim, poderás reconhecer quem diz a verdade (MQ).

quinta-feira, 29 de janeiro de 2009

CONDENANDO A FARSA DO PRESENTE

QUANTOS SEREMOS?
Não sei quantos seremos, mas
que importa?!
Um só que fosse, e já valia a pena.
Aqui, no mundo, alguém que se condena
A não ser conivente
Na farsa do presente
Posta em cena!
Não podemos mudar a hora da chegada,
Nem talvez a mais certa,
A da partida.
Mas podemos fazer a descoberta
Do que presta
E não presta
Nesta vida.
E o que não presta é isto, esta mentira
Quotidiana.
Esta comédia desumana
E triste,
Que cobre de soturna maldição
A própria indignação
Que lhe resiste.
Miguel Torga
No colóquio internacional comemorativo do centenário da abolição da pena de morte, realizado em Coimbra, em 1967, Miguel Torga falou assim:

"A tragédia do homem, cadáver adiado, como lhe chamou Fernando Pessoa, não necessita dum remate extemporâneo no palco. É tensa bastante para dispensar um fim artificial, gizado por magarefes, megalómanos, potentados, racismos e ortodoxias. Por isso, humanos que somos, exijamos de forma inequívoca que seja dado a todos os povos um código de humanidade. Um código que garanta a cada cidadão o direito de morrer a sua própria morte".
Numa democracia moderna, os direitos políticos são inseparáveis dos direitos sociais. Se estes recuam, a democracia fica diminuída.
Não podemos ignorar a persistência de uma política de agressão, bem como as repetidas violações do direito internacional e dos direitos humanos.
Bagdad, Abu-Ghraib e Guantánamo são os novos símbolos da vergonha.
Não se constrói a paz com a guerra.
Nem se defende a democracia pondo em causa os seus princípios.
E por isso, hoje como ontem, é preciso lutar pelos valores da Paz e pelos Direitos Humanos.
Não nos resignamos perante as dificuldades.
Como escreveu Miguel Torga –
“Temos nas nossas mãos, o terrível poder de recusar.”
Mas também o poder de afirmar e de dar vida à democracia.
É tempo de buscar os diálogos abertos e o sentido de responsabilidade democrática que têm de se impor contra o pensamento único, a injustiça e a desigualdade.
Liberdade
- Liberdade, que estais no céu…
Rezava o padre-nosso que sabia,
A pedir-te, humildemente,
O pão de cada dia.
Mas a tua bondade omnipotente
Nem me ouvia.

- Liberdade, que estais na terra…
E a minha voz crescia
De emoção.
Mas um silêncio triste sepultava
A fé que ressumava
Da oração.

Até que um dia, corajosamente,
Olhei noutro sentido e pude, deslumbrado,
Saborear, enfim,
O pão da minha fome.
- Liberdade, que estais em mim,
Santificado seja o vosso nome.
poema escrito por Miguel Torga em 28 de Agosto de 1975

sexta-feira, 5 de dezembro de 2008

A BUSCA DA VERDADE


"O mais profundamente humano é a busca da verdade"

Arcebispo de Toledo




Na aula de Orientação Mediúnica, onde os alunos estão iniciando, o texto do Evangelho falou sobre “atirar pérolas aos porcos”. É necessário atentar para o fato de se espalhar o Evangelho para aqueles que têm o coração ainda duro, ligado à materialidade. Esse certamente é um terreno não fértil para a colocação dessas sementes.
Mas a história da pérola fez-me lembrar da primeira aula de evangelização de pais que dei no Lar de Frei Luiz há quase 10 anos. E essa primeira aula falava da “Busca da Verdade”. Quando se busca uma pérola no mar, o mergulhador precisa colocar uma roupa especial, precisa usar equipamentos que protegerão sua vida nessa busca.
Quando vamos buscar a pérola do Reino dos Céus dentro de nós, temos que fazer o movimento inverso ao mergulhador: temos que nos despir inteiramente de nossos preconceitos, ódios, indiferenças, orgulho e egoísmo a fim de encontrarmos a verdade pura desse Reino, que se encontra em nós mesmos.


Disse Jesus: buscai a verdade e ela vos libertará.


Assim somos nós, buscadores da Verdade intrínseca de nossos espíritos.

Assim somos nós, tateando pela obscuridade da nossa alma a fim de encontrar as mãos do nosso Mestre que nos sustentará e apoiará nesse árduo, porém doce, caminho de salvação.
E nessa busca há que se ter perseverança, empenho, vontade.

Esses requisitos facilitam o caminhar.
Vamos caminhar, decididos, na busca do nosso Eu maior, identificando em nosso espírito a realidade da vida.

Enquanto houver automatismos, pessoas robotizadas pelas agruras e escolhas da vida, seremos incapazes de nos melhorar e criar um mundo mais pacífico.


Quem busca a verdade do homem ... -->
"Quem busca a verdade do homem tem de se apoderar da sua dor"


A verdade sempre predomina

...a verdade é o inimigo normal da mentira.

A mentira teme o confronto com a verdade. Aloja-se nas sombras, espraia-se, às escondidas, e encontra, infelizmente, guarida.

A verdade jamais se camufla; surge com força e externa-se com dignidade. Não tem alteração íntima, permanecendo a mesma em todas as épocas.

Ninguém consegue ocultá-la, porque, semelhante à luz, irradia-se naturalmente.

Nem sempre é aceita, por convidar à responsabilidade.

Amiga do discernimento, é a pedra angular da consciência de si mesmo, fator ético-moral da conduta saudável.

A verdade espera... Seus opositores enfermam, envelhecem e morrem, enquanto ela permanece.

A mentira é de breve existência. Predomina por um pouco, esfuma-se e passa...


(...) Jesus, em proposta admirável, afirmou:

Busca a verdade e a verdade te libertará.

Ninguém tem o direito de ocultar a verdade, qual se fosse uma luz que devesse ficar escondida. Onde se encontre, irradia claridade e calor.

O seu conhecimento induz o portador a apresentá-la onde esteja, a divulgá-la sempre.

Pelos benefícios que proporciona, estimula à participação, à solidariedade, difundindo-a. (...)



"Era uma vez um cego de nascença. Nunca tinha visto o sol,e perguntava como era este às pessoas que enxergavam.

Alguém lhe disse: O sol é como uma bandeja de latão. O cego bateu na bandeja de latão e ouviu o som. Depois,quando ouviu um sino,pensou que fosse o sol.

Outra vez,disse-lhe alguém: o sol é como uma vela. O cego apalpou uma vela,e pensou que assim era o formato do sol.

A verdade é mais difícil de descrever que o sol; e quando os homens não a conhecem,são exatamente como o cego.

Ainda que façais o possível para esclarecê-la por meio de comparações e exemplos,ela ficará tão confusa como a comparação da bandeja de latão e da vela."

( Frases e Pensamentos de Su Tungp’o) Mensagem sobre Verdade


Entre as drogas que alteram o pensamento, a melhor é a verdade.

( Frases e Pensamentos de Lily Tomlin) Mensagem sobre Verdade

quinta-feira, 6 de novembro de 2008

PALAVRAS DE SABEDORIA

Eis uma coletânea de palavras sábias que são uma verdadeira farmácia moral onde se encontram os remédios para todos os males.

"Não basta conquistar a sabedoria. É preciso usá-la"
"Nosso destino estará de acordo com nossos méritos"
"A educação nunca foi despesa. Sempre foi um investimento com retorno garantido"
"Eduquem as crianças e não será necessário castigar os homens"
"A sorte favorece a mente bem iluminada"
"Não se preocupem com riquezas e com o corpo, mas sim, com a alma"
"A confiança perdida é difícil de recuperar. Ela não cresce como as unhas"
"Amigos são aqueles que nos fazem melhores do que somos e nos ajudam a enfrentar situações difíceis e não desperdiçar as oportunidades da vida. Se não for assim, é porque não são amigos"
"Somente correr não adianta. É preciso chegar a tempo"
"O Mundo é um belo livro, mas pouco útil para quem não sabe ler"
"Sem o encontro consigo mesmo nenhum ser realizará o seu encontro com Deus"
"Os otimistas proclamam que vivemos no melhor dos mundos; os pessimistas temem que isso seja verdade"
"Não existe o esquecimento total: as pegadas impressas na alma são indestrutíveis"
"O caráter é uma recomendação muito mais eficaz do que a melhor carta de apresentação"
"O segredo do fracasso é tentar agradar a todo mundo"
"A honestidade sempre vence"

sábado, 13 de setembro de 2008

A ESCURIDÃO ODEIA A VERDADE

Thursday, December 28, 2006
To Saddam Hussein.


When I hear a piece of news , a verdict, or a story that touches me deeply , I freeze.
I usually can't comment on it straight away nor gather my thoughts and feelings in any coherent form. It takes me time to distill , digest and absorb.
I am not a journalist , I cannot report "things". Reporting takes a certain detachment and when it comes to Iraq , am not detached . I am very attached. Terribly attached.
Such piece of news reached me yesterday . That of your Execution.
I will address you as Saddam Hussein, Sir.
Even though I still consider you to be the legitimate President of Iraq, allow me not to use any formalities here
. Let us forget titles , ranks and the rest .
When it comes to Death , all protocols fall. Death has this even power - We are all equal in the face of it. Death knows no kings, no heads of state, no generals. It strikes and it leaves. And you know that too.
What remains though is the Legacy left behind. A Legacy made of words and acts.
When I compare for instance Your Legacy to that of george bush the american , I see that:
You have remained true to your word until your last breath.

I don't care what they say about You . The misuses and abuses of power, the Dujails, the Anfals and the rest of the well knitted pieces of grossly exaggerated melodramas. I know one Truth Sir,You stayed in Iraq and did not run away like the rest. You did not seek asylum in the USA , Egypt or Jordan like others. You did not pack your bags nor your millions. You stayed and that is what matters to me.

Forgive me Sir, I am not a very sophisticated woman. I speak a simple language , the language of the heart. No one hardly ever recognizes this dialect these days. But I have a feeling, that despite all your alleged hardness, You would.

You know, my Dad before passing away said to me a few sentences that have remained with me since. He said : My Daughter, many things will come to pass in this life. You will face many trials and many errors. One thing you need to be certain of though, don't ever loose your integrity nor your dignity. The day you SELL those, you would have sold your soul. And all is downhill from there.
Sir, I am proud that you have not sold neither.
In that you have helped us preserve our "own" intact.

As for the rest , don't worry about them. They will end up in the dustbins of history. They will end up cited as thugs, profiteering, sectarian, opportunistic, hypocrites. I feel sorry to say that about the people you believe in . But that is the Truth.
Sir, take an example . Even your so called tribunal is made of an ex accountant, turned waiter turned thief. This is no verdict , this is a circus, a zoo . And they are the animals.

What pains me most is that they succeeded in massacring yet another TRUE IRAQI.
A true Iraqi amongst many thousands
. And this is what You are .
Granted, you had your downsides , your shadow. But it pales in comparison to what the "Land of the Free " is doing to us. Your shadow is like a ray of sunlight, Sir.
A friend who is not an Iraqi, nor an Arab , nor a Muslim wrote to me . She said :
" I feel a pit in my stomach that will not go away. My sister cried upon hearing the verdict. How dare they ? What is this collective punishment by the White Man? I will not stay quiet..."
Another wrote a poem in your honor and she is from England .
And others wrote some more .
Even Iraqis who left the country and had known the coldness of exile , wrote denouncing ...

I am aware that words serve nothing now. But just to let you know that you are not alone.

Sir, If you allow me, try to imagine this. Try to imagine barbaric hordes coming from across oceans . Try to imagine herds of indoctrinated sheep from across borders dressed in black . Try to imagine every single scum bag in the land that you so eloquently praise, rising up and ganging up against you. What does that make You? It makes you a Hero Sir. Yes it does.
If all those armies , sectarians and sellout vermins conspired against You it is because You have stayed True to something. And darkness hates the Truth.

They say you were authoritarian and totalitarian. Come and see them now.
See their Fascism infesting the streets. See it in every neighborhood, see it in every corner .
You said Women are the Pioneers of this Arab Ummah , come and look at us now.
Rape has replaced sexual intercourse, censorship replaced education and forced domestication has replaced public life.
You said Education is the sign of a Progressive Ummah. Our schools and universities are empty.And our Brains drained and killed.
You said Health is Free for all. Our hospitals are dilapidated and our doctors in exode.
You said Kurds are our brothers, they are now being trained as snipers by Israel.
You said Christians and Muslims are part of this mosaic called Iraq. The Christians are fleeing by thousands and the churches are deserted.

Look at me Sir. I am a product of this wonderful mosaic called Iraq. I am half Muslim and half Christian. And the Muslim half has Shi'as and if you dig hard enough you will find
Kurdish, Armenian, Turkish, Chaldean, Arabic roots all the way back...
Where is my place now Sir ?

You are about to find your place soon. Like a bird flying to nest into the arms of the Sky.
Whilst, I am left behind waiting for my turn. And in the meantime, searching , desperately searching for a place to rest my tired head and finding none.

Sir, I heard they will execute You within 36 hours. In time for the Eid. Our sacrificial feast.
You did say you are willing to be sacrificed for Iraq . You still believe they are worth it .
I envy your Faith.
May you go in Peace now, my True Iraqi...

Painting :Iraqi Artist, Dr Ala'a Al Bashir.

http://arabwomanblues.blogspot.com/2006/12/to-saddam-hussein.html

sábado, 6 de setembro de 2008

PALAVRAS SÁBIAS

“Não devemos envergonhar-nos de aplaudir a verdade nem de nos apropriarmos dela, seja qual for sua origem, mesmo que ela venha de raças e nações distantes e estranhas a nós”

Al-kindi – século IX

Filósofo árabe do século IX que pode orgulhar-se de ser um dos primeiros muçulmanos a estudar e a traduzir obras filosóficas gregas. Mas ele tinha sua própria filosofia, à qual combinava elementos aristotélicos e neoplatônicos. Deixou cerca de duzentos e setenta tratados sobre Filosofia, Ciência Natural, Meteorologia, Astronomia, Física, Ótica, Alquimia, Matemática, Astrologia e questões religiosas.

O primeiro filósofo autêntico a escrever em árabe foi Al-Kindi. Ele está relacionado de muitas formas aos mutazilas e aos filósofos naturais neo-pitagóricos. Foi um homem de extraordinária erudição, que relatou as suas observações como geógrafo, historiador e físico. Kindi foi mais do que um filósofo. Era químico, oculista e teórico musical. A sua influência como autor e professor deu-se, principalmente, nos campos da matemática, geografia e medicina.

http://urs.bira.nom.br/autor/ursb/ed000158.htm

http://pt.netlog.com/m/profile/photos/nickname=licita_37&photoID=6112661

http://br.answers.yahoo.com/question/index?qid=20080906093319AAgbaUT&r=w

sábado, 30 de agosto de 2008

MENSAGEM DE VIDA

A vida entra na criança com sua primeira respiração e sai dela com sua última respiração.
O que me diz dessa verdade?

sexta-feira, 23 de maio de 2008

SOMENTE ESCRAVOS DE ALLAH

"A america é uma potência antiislâmica e está patrocinando forças antiislâmicas.Os estados Unidos estão determinados a permanecer como a única superpotência do mundo,e para tanto, sufocam outros estados e povos.Os Estados Unidos não têm amigos,nem querem ter,pois o pre-requisito para a amizade é estar no mesmo nível que o amigo ou considerá-lo um igual.A america não quer ver ninguém igual a ela.Dos outros espera a escravidão.Portanto,os demais países ou são escravos ou subordinados".Os Estados Islâmitas,são um caso singular e diferente."Comprometemo-nos a ser escravos de ALLAH-Todo poderoso e depois desse compromisso não há como nos tornar escravos de mais ninguém". جابر جابر

As Raízes Islâmicas Esquecidas dos Escravos
Os muçulmanos representam um quinto da humanidade.
Muitos americanos ignoram este fato simples.
Mas há outra estatística sobre a qual a maioria dos americanos são também ignorantes: mais de um quinto de todos os escravos trazidos a estas margens durante o período do horrível tráfico transatlântico de escravos eram também de pessoas da fé Islâmica.
Embora isto seja do conhecimento de alguns na comunidade afro-americana por muitas décadas, pouca pesquisa acadêmica séria foi feita sobre o assunto até recentemente.
Alan Austin, um professor de história aposentado, fez muito da pesquisa original que culminou no seu livro "African Muslims in Antebellum America: Transatlantic Stories and Spiritual Struggles'' (Muçulmanos Africanos na América Antes da Guerra: Estórias Transatlânticas e Lutas Espirituais).
Desde então, muitos outros pesquisadores tem expandido sua pesquisa.
Apesar da base forte de seu trabalho, a pesquisa de Austin em grande parte foi ignorada na comunidade acadêmica.
O livro de Sylviane Diouf -- "Servants of Allah: African Muslims Enslaved in the Americas" (Servos de Allah: Muçulmanos Africanos Escravizados nas Américas) -- é outro bem-escrito trabalho acadêmico agora em sua segunda edição, mas que não recebeu a atenção que merece.
Quem busca mais dados sobre o assunto achará a informação fascinante.
Muitos destes muçulmanos eram altamente educados em sua pátria africana, e eles consideravam a América bárbara, comparada com suas próprias comunidades civilizadas na África.
Os relatos destas pessoas é comovente, para dizer o mínimo.
Alguns, aliás, soam como roteiros prontos para uma película de Hollywood.
Um é o do Príncipe Abdar Rahman, que nasceu príncipe na sua pátria de Mali e, por causa de sua educação aristocrática, intimidou muitos dos brancos que cruzaram seu caminho.
Alguns destes homens tornaram-se conferencistas e viajaram pelo país dando palestras sobre suas vidas e experiências, e alguns até retornaram às suas pátrias através de laços diplomáticos e de negócio.
Estes relatos devem ser escritos em cada texto da história americana. Os americanos devem saber que o Islã não é uma fé alheia e nova a esta terra, mas esteve aqui desde as primeiras chegadas dos Europeus a estas margens, e talvez antes disso.
Esta informação é uma ferramenta poderosa que pode ser usada para dissipar crenças falsas sobre a ignorância dos africanos e sua falta de cultura e civilização.
Pode capacitar os jovens assim como os mais velhos a ver a tapeçaria rica que compõe o continente da África e quanto daquela riqueza veio a embelezar estas margens.
Seguramente, devemos aos homens e mulheres que sofreram grandemente, pelo menos saber quem eles eram e ler e ouvir sobre as respostas poderosas que eles deram às adversidades e tribulações terríveis que encararam.

A preocupação com a verdade, combinada com uma lealdade pessoal à fé, tende a manter os crentes de uma religião distantes dos aderentes de outra.
Se esta distância for mantida rígida por muito tempo, a comunicação geralmente se rompe, as atitudes tornam-se frias, e algum grau de intolerância tende a emergir.
O Islã é único entre as maiores religiões do mundo, uma vez que o Qur'an fornece explicitamente cinco orientações para os muçulmanos em como ver outras crenças.
Durante toda a história, quando os muçulmanos seguiram estes preceitos corânicos -- se estavam em posição de autoridade, ou numericamente mais fracos -- eles, assim como os membros de outras religiões que viveram em torno deles, beneficiaram-se extremamente.
A história mostra também que as atitudes muçulmanas em relação aos aderentes de outras religiões foram muito melhores do que aquelas exibidas por autoridades de outras religiões em relação aos muçulmanos.
Considere estes exemplos históricos:
Os muçulmanos preservaram as igrejas antigas de Jerusalém e da Síria, assim como os túmulos dos profetas na Palestina e no Egito.
Os muçulmanos ajudaram a proteger as tradições da igreja copta cristã no Egito, das práticas opressivas da igreja dominante de Roma.
Similarmente, é creditado aos turcos muçulmanos a proteção dos Protestantes europeus orientais e cristãos ortodoxos orientais da pressão e perseguição exercida pela igreja de Roma.
A “Idade Dourada " do estudo religioso judaico na Espanha pré-medieval foi conseguida em um ambiente de liberdade religiosa suportado pela sociedade muçulmana dominante.
Nos muitos países árabes, asiáticos e do Oriente Médio, minorias religiosas -- especialmente os judeus, os cristãos e os Hindus -- floresceram sob o governo muçulmano e, assim protegidos, seus lugares antigos de adoração sobreviveram até esta data.
O Qur'an apresenta claramente cinco orientações aos muçulmanos para a tolerância e a compreensão entre as diferentes religiões.
São as seguintes:
1 -
A dignidade humana é dada por Deus e deve ser respeitada, não obstante sua religião, raça, origem étnica, gênero, ou condição social (17: 70).
Porque todos são criados por Deus, o Criador de Tudo, seres humanos devem tratar uns aos outros com toda a honra, respeito, carinho e bondade.
2 - O Islã ensina que é por Vontade Divina que a criação humana de Deus segue religiões diferentes, ou nenhuma religião (nenhuma religião é, de fato, uma religião) (11: 118), (10: 99), (18: 29). Mas Deus não Se agrada quando alguns de Seus servos (todos os seres humanos são servos do Criador de um jeito ou de outro) escolhem não acreditar (39: 7).
3 - O Qur'an indica claramente que a liberdade de religião é um direito dado por Deus. (18: 29), (10: 99).
4 - O julgamento final de toda a humanidade encontra-se nas mãos do Todo-Poderoso, seu Criador, a quem todos retornaremos (22: 68-69), (42: 15).
5 - Deus ama a justiça e aqueles que se esforçam em praticá-la, especialmente em relação aos povos que são diferentes em todas as formas, particularmente na crença religiosa (5: 8), (60: 8).
Recebido pela mala direta do Canadian Islamic Congress e traduzido para o português.
Sem informação de autoria.
O Canadian Islamic Congress autoriza a cópia e distribuição de seus artigos.

terça-feira, 13 de maio de 2008

A VIDA E A HONRA DA VERDADE

Sem qualquer dúvida, o que tem mais valor é a honra. Porque muitos, por se descuidarem da honra, estão mortos para a vida - muito antes que se extinguam suas funções vitais; outros, por morrerem por seus valores éticos, se perpetuam através dos séculos. Para seus contemporâneos Sócrates, Jesus, Saddam Hussein estavam errados, e poucos foram os que lamentaram suas mortes. Mas, mais de 2000 anos depois, Jesus e Sócrates são mais lembrados e citados do que 99% dos vivos...Quanto a Saddam Hussein, as gerações futuras se impressionarão como a civilização mais cruel e devassa de toda a História da humanidade, foi também tão hipócrita a ponto de atribuir à única ovelha branca todos os seus pecados e a oferecer em sacrifício ao deus das guerras...Se você se acha apenas uma boca para comer, para beber, para fumar; se você se imagina apenas um órgão sexual para fazer sexo, honra é de somenos importância...Para muitos é tempo de roubar, seqüestrar, estuprar, matar... Porém, ladrões, seqüestradores, estupradores, assassinos não têm mesmo qualquer honra.Mas se você se considera um ser humano, a honra é muito importante. Dependendo da situação, você morre por ela.E o que vale mais: apenas viver, sem qualquer respeito, seja de si mesmo ou dos outros - ou viver, efetivamente, com dignidade?
Fim do Mundo?
Não precisamos mais imaginá-lo, pois o estamos vivenciando.
Dizer a verdade sem pena e sem dó; as vezes ofende, mas sem intenção. A verdade tem que ser dita indepedentemente do que seja?
Não. Não devemos confundir autenticidade com descortesia. Nem Verdade com desconforto, dor, humilhação para quem a ouve ou lê.Percebamos que há pessoas que só dizem a verdade se ela for ofensiva, se ela até puder causar a morte de alguém. Na verdade, o que buscam é ferir, é causar desconforto, mal-estar, tristeza, ansiedade, humilhação... Mas não se preocupam em ser verdadeiros para elogiar... Se a verdade beneficiar de qualquer forma o ouvinte ou o leitor, eles se absterão de dizê-la... Por exemplo, se vier a trazer libertação, alegria, satisfação, orgulho, prazer... eles se calam... eles a omitem...Tem gente que sob o pretexto de ser verdadeiro é sempre descortês, mal-educado, indigno, torpe, mesquinho... E jamais é capaz de um ato magnânimo, jamais é capaz de um ato gentil... É preciso sempre se observar a si mesmo e ver se, sob um fundamento imaginário, não estamos abrigando em nós um coração empedernido, impiedoso, implacável, vaidoso ao ponto de jamais reconhecer o mérito alheio. Há quem diga, despudoramente: “o trabalho estava excelente, mas eu não disse, pra não dar cartaz...” Ou seja, a sinceridade desses indivíduos têm “limites”...Ou seja, é sempre bom verificarmos até que ponto a nossa sinceridade, a nossa autencidade nos deixa ir: ela é sempre sem limites, ou só emerge quando, sem intenção, ofende?