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quinta-feira, 13 de agosto de 2009

AMOR E ÓDIO/POLÍTICA E NARCOTRÁFICO

Como é o nome do livro da viúva de Pablo Escobar que narra o envolvimento de Uribe com o narcotráfico?



Pablo Escobar's biography written by his lover: gangster, billionaire, enemy, monster, myth.

Loving Pablo, Hating Escobar 2010





Pablo Escobar and Virginia Vallejo campaigning in 1983


Encontrei esse comentário na internet:
"RECENTEMENTE A VIÚVA DE PABLO ESCOBAR, LANÇOU NA ESPANHA UM LIVRO ONDE NARRA O ENVOLVIMENTO DE ALBERTO URIBE COM O NARCOTRÁFICO. FOI PRIMEIRA PÁGINA DO EL PAÍS, É SÓ PESQUISAR.A FAMIGLIA URIBE TÁ ENVOLVIDA ATÉ O PESCOÇO COM O NARCOMILITARISMO".


09/10/2007 - 17h28
Presidente colombiano admite que encontrou mulher de Pablo Escobar em 1992

Bogotá, 9 out (EFE).- O presidente da Colômbia, Álvaro Uribe, admitiu hoje que, em dezembro de 1992, se reuniu com María Victoria Hainaut, viúva de Pablo Escobar, que durante anos foi chefe do cartel de Medellín.


No entanto, o governante afirmou que nunca teve qualquer relação de amizade com o chefão do tráfico.


Em entrevista à rádio "RCN", de Bogotá, Uribe declarou que, no encontro com a mulher de Escobar, morto a tiros pela Polícia em 1993, tentou convencê-la a fazer o traficante a se entregar às autoridades.


Na reunião, estiveram presentes um líder político regional, um procurador e um promotor de Medellín, lembrou o presidente, segundo quem os contatos eram de conhecimento público.


"Pedimos à mulher de Pablo Escobar que ele se entregasse, que não continuasse destruindo Medellín com bombas", disse Uribe, que disse ter assumido a gestão depois de um "enorme atentado" com explosivos contra um hotel de Bogotá.


O presidente destacou que, no encontro com a mulher de Escobar, só conseguiu dela "uma declaração de boa vontade", que acabou "não avançando".


"Não se soube mais nada. Não houve mais reuniões", acrescentou o governante, que frisou que, na época, como congressista, defendia uma política do então presidente liberal César Gaviria (1990-1994) para os chefões do tráfico.

Escobar recorreu a ela em 1991 e se isolou numa prisão construída por ele mesmo numa zona rural próxima à cidade de Medellín, no noroeste da Colômbia.





Porém, no ano seguinte, ele fugiu do local junto com alguns comparsas que o acompanhavam.


O desmentido de Uribe sobre sua suposta amizade com Pablo Escobar é o segundo do presidente desde 1º de outubro, quando, num comunicado público, negou as afirmações que uma ex-apresentadora da TV colombiana fez no livro "Amando Pablo, Odiando Escobar".


A mulher, que foi amante do traficante, diz na obra que Uribe foi amigo de Escobar, ao que o presidente respondeu: "Não fui amigo de Pablo Escobar nem quando isso estava na moda".



25 de Novembro de 2007 às 12h 00m · Maira · Arquivado sob Geral
Em Miami, a ex-amante do chefão do tráfico ataca o presidente colombiano
Francesc Relea

A figura do narcotraficante Pablo Escobar, morto há 14 anos, ainda abala a classe política colombiana.


Virginia Vallejo, 57 anos, que durante mais de cinco foi amante do chefe do Cartel de Medellín, a organização criminosa mais poderosa que atuou na Colômbia, rompeu um longo silêncio para falar do passado e do presente de seu país.


“O silêncio me salvou. Sou a única sobrevivente, todos os outros estão mortos”, ela diz.
No livro “Amando a Pablo, Odiando a Escobar” (editora Random House Mondadori), Vallejo ataca importantes líderes políticos, aos quais atribui ligações estreitas com o ex-chefão da droga.

Refugiada nos EUA à espera de asilo político, Virginia Vallejo concedeu uma longa entrevista a EL PAÍS, a primeira desde que deixou a Colômbia, há mais de um ano. Desaparecida de cena há mais de uma década, durante a qual proliferaram piadas e rumores da pior espécie, a apresentadora de televisão, repórter, modelo e atriz volta a falar como uma testemunha incômoda para os políticos colombianos, e o presidente Álvaro Uribe se apressou a refutar as acusações do livro.


“O narcoestado sonhado por Pablo Escobar hoje está mais vivo que nunca na Colômbia”, diz a diva dos anos 1980.


“Os narcotraficantes prosperaram na Colômbia não porque foram gênios, mas porque era muito barato comprar os presidentes”, diz Vallejo, que menciona três nomes como “narcopresidentes”: Alfonso López Michelsen, Ernesto Samper e Álvaro Uribe.

Do atual presidente, Uribe, ela diz que era idolatrado pelo chefe do cartel de Medellín.


Álvaro Uribe - Presidente da Colombia

Afirma que o governante, em sua etapa como diretor da Aeronáutica Civil (1980-1982), “concedeu dezenas de licenças para pistas de pouso e centenas para os aviões e helicópteros com os quais se construiu toda a infra-estrutura do narcotráfico”.
“Pablo costumava dizer: ‘Se não fosse por esse bendito rapaz, teríamos de nadar até Miami para levar a droga aos gringos. Agora, com nossas próprias pistas, estamos feitos. É pista própria, aviões próprios, helicópteros próprios…’ Levavam a mercadoria até Cayo Norman, nas Bahamas, quartel das operações de Carlos Lehder, e dali para Miami sem problemas.”


Virginia Vallejo está disposta a defender publicamente tudo o que escreveu e declarou,
e a passar por um detector de mentiras.

Foram os anos dourados de Pablo, dos Ochoa, de Gonzalo Rodríguez Gacha, o Mexicano, Lehder… Transportavam até 300 quilos de cocaína por hora e por dia. Estavam no lugar perfeito na hora perfeita, mas no final todos tiveram um destino trágico. Em três anos esses homens passaram de ladrões de automóveis a donos de fortunas de US$ 3 bilhões. Quando conheci Pablo, não sabia que tinha tanto dinheiro. Soube pelas revistas ‘Forbes’ e ‘Fortune’, que o classificaram como o sétimo homem mais rico do mundo”, comenta Vallejo.

Outro episódio que ilustra os supostos vínculos entre Uribe e Escobar é a morte de Alberto Uribe Sierra, pai do presidente, em 1983, pelas mãos da quinta frente das guerrilhas Farc.


“Pablo gostava muito de Alvarito”, explica a ex-namorada de Escobar. “Quando as Farc mataram o pai de Uribe, em uma tentativa de seqüestro, Pablo enviou um helicóptero para recolher os restos. O irmão dele, Santiago, estava sangrando muito. Estavam em uma fazenda distante de Medellín, onde não havia helicópteros nem infra-estrutura aeronáutica de qualquer tipo. Pablo deu a ordem de enviar o helicóptero e me contou isso alguns dias depois. Sentiu muito pela morte. Estava muito triste. Me disse: ‘Quem pensa que este é um negócio fácil está muito enganado. É uma enxurrada de mortos. Todos os dias temos de enterrar amigos, sócios e parentes’. Me disse que ele também poderia ser morto e me perguntou se eu estaria disposta a escrever sua história.”

Segundo o National Security Archive, um grupo não-governamental de pesquisas baseado na Universidade George Washington, Álvaro Uribe foi um amigo próximo de Pablo Escobar, que colaborou com o cartel de Medellín.


O mesmo grupo divulgou em 1991 uma lista dos narcotraficantes colombianos mais importantes, elaborada pelos serviços de inteligência americanos, na qual Escobar ocupava o 79º lugar e Uribe o 82º.

Antes de escapar da Colômbia, Virginia Vallejo tentou dar seu depoimento no julgamento contra o ex-ministro da Justiça Alberto Santofimio, acusado de ser o mandante do assassinato do candidato presidencial liberal Luis Carlos Galán, em 1989.


“Meu depoimento teria envolvido toda a classe política da Colômbia”, afirma Vallejo.


De modo suspeito, a fase da exposição de provas foi encerrada com rapidez incomum, e a declaração de Virginia Vallejo foi difundida pela televisão mas não incluída no sumário.

Santofimio foi condenado na última quinta-feira a 24 anos de prisão por homicídio com fins terroristas.

O planejamento e o financiamento do crime foram atribuídos a Pablo Escobar.


Segundo a ex-namorada do traficante, Santofimio era o candidato de Escobar nas eleições presidenciais, e a ligação entre o chefão e os líderes do Partido Liberal, “sobretudo o ex-presidente López Michelsen, o homem mais poderoso da Colômbia até o ano passado, quando morreu aos 94 anos”.
Vallejo afirma que na sua presença “Santofimio instigou Pablo pelo menos em três ocasiões a eliminar Luis Carlos Galán”. “Contei isso em julho passado ao jornal ‘Miami Herald’. Poucos dias depois, o jornal ‘El Tiempo’ e o Partido Liberal se uniram em torno de Santofimio para proteger o homem que conhece o preço de toda a classe política da Colômbia.”


Virginia Vallejo fugiu de seu país com ajuda americana.
Às 6 da manhã de 18 de julho de 2006, três veículos blindados da embaixada dos EUA em Bogotá, armados com metralhadoras, a levaram de sua casa até o aeroporto.


Pouco depois, um avião do Departamento Antidrogas dos EUA (DEA) decolou para Miami. “Fui à embaixada dos EUA, me reuni com o adido do Departamento de Justiça, Jerry MacMillan, a quem ofereci cooperação no julgamento dos irmãos Rodríguez Orejuela, que ia começar seis semanas depois nos EUA. O funcionário arregalou os olhos quando soube que eu era a amante de Escobar.”

Ela foi interrogada durante cinco dias em Miami.


No julgamento dos Rodríguez Orejuela bloquearam uma fortuna de US$ 2,1 bilhões.


Ao contrário do que publicaram vários órgãos da mídia, Virginia Vallejo não goza da condição de testemunha protegida nos EUA.


“Finalmente me disseram: ‘Você não serve para o caso dos Rodríguez Orejuela, vamos devolvê-la para a Colômbia. Eu expliquei como eles corromperam a classe política e dois presidentes da República. E isso não serve? Me espremeram como uma laranja, entreguei todos os nomes dos políticos envolvidos com o tráfico, falei sobre a relação de Uribe com Escobar… Disseram que nada disso servia para o processo dos Rodríguez Orejuela, que me mandariam de volta ao meu país e a justiça colombiana me protegeria. Eu lhes disse que não, que a mulher do contador dos Rodríguez Orejuela estava morta porque ele havia subido em um avião da DEA. Disse a eles que ficaria em Miami e pedi asilo político.” A burocracia pode demorar anos. Enquanto isso, a ex-apresentadora de televisão não pode sair do território americano. “Meu destino na Colômbia seria a tortura e a morte. Uribe declarou guerra a mim através de todos os microfones.”

Na cobertura de um arranha-céu de 37 andares, com uma vista espetacular da baía de Miami, a ex-diva colombiana mostra algumas revistas em cuja capa saiu -Bazaar, Cosmopolitan, Al Día- e fotos dos anos felizes nas quais aparece com a mais alta sociedade colombiana e com Pablo Escobar.


São lembranças de uma época dourada, quando era a apresentadora mais conhecida e mais bonita da televisão; como uma breve carta de seu amante:


“Virginia, não pense que não sinto sua falta porque não telefono. Não pense que se não a vejo não sinto sua falta”.

Vallejo trabalhou de 1972 a 1994 como jornalista, repórter e entrevistadora.


Durante três anos teve sua própria produtora, TV Impacto (1981-83).


“Foi uma época negra para captar publicidade, na qual perdemos muito dinheiro, o equivalente a US$ 250 mil. Pablo pagou de uma vez essa dívida quando se apaixonou por mim.”
“Naquela época”,
lembra, “era um deputado do interior, de origem humilde, e eu era uma estrela e uma diva da alta sociedade, a mulher mais famosa da Colômbia. Para ele foi uma grande honra eu lhe dedicar uma hora do meu programa. Eu não sabia nada sobre o narcotráfico nem sobre as grandes fortunas.”

A relação com o chefe do cartel de Medellín interrompeu sua carreira de sucesso. Começaram os telefonemas anônimos e as calúnias, ao mesmo tempo em que ela perdia programas de televisão e contratos publicitários.


“Chegaram a publicar que a esposa de Escobar havia desfigurado meu rosto.”



Por que decidiu falar, depois de 20 anos de silêncio, se este foi sua melhor proteção?


“Minha missão é contar a história para que a nova geração de colombianos saiba o que aconteceu.”


Mas por que agora?


“Porque se conjugaram quatro processos judiciais simultaneamente, é como uma coisa do destino. Havia o processo em andamento contra Alberto Santofimio Botero pelo assassinato de Luis Carlos Galán; a Comissão da Verdade investigava o ataque ao Palácio da Justiça de 1985; havia um processo nos EUA contra os chefes do cartel de Cali, dos irmãos Rodríguez Orejuela, e havia outro processo nos EUA contra os donos da multinacional que me havia despojado de todo o meu patrimônio. Eu era testemunha chave em quatro processos gigantescos, dois deles assassinatos históricos na Colômbia e dois processos enormes nos EUA.”

Durante 20 anos lhe ofereceram todo o dinheiro do mundo para que falasse de Pablo Escobar. Muitos jornalistas quiseram escrever a história de Virginia Vallejo com
o chefe do cartel de Medellín.

“Eu lhes dizia que escreveria a história quando quisesse. Escrevi o que vivi, esta não é a história de Pablo Escobar, é minha história com Pablo e com outros homens. É minha autobiografia”, afirma.
“Pablo fez de mim a mulher mais feliz do mundo. Apesar de nunca termos viajado juntos, nunca fomos a Paris, nunca fomos às Seychelles, nunca me levou à Cartier para comprar diamantes… Nos encontrávamos no hotel Intercontinental de Bogotá, no meu apartamento ou no dele em Medellín. E depois na selva, era como ir encontrar o Che Guevara na selva boliviana.”


O assassinato do ministro Rodrigo Lara Bonilla, em 1984, mudou a relação dos amantes.

“Ele nunca admitiu esse crime. Eu também não perguntei. Ele sabia que eu sabia. A perseguição que Lara desencadeou contra Pablo foi infernal e acabou com nossa lua-de-mel e nossa tranqüilidade, até que houve a apreensão nos laboratórios de Yarí, de US$ 1 bilhão. Isso Pablo não perdoou e mandou matar Lara Bonilla. Nos separamos e deixamos de nos encontrar durante um ano. Depois ele me disse que ia massacrar meu país e que substituiria as balas por dinamite. Transformou-se em um monstro depois de nossa separação, quando começou a guerra do narcoterrorismo. Transformou-se em meu inimigo porque eu não quis escrever sua versão do ataque ao Palácio da Justiça nem sua biografia apologética, e porque queria sair da Colômbia. Não era mais o homem que eu tinha amado loucamente.”

Foi uma relação que combinou paixão com uma vida espartana e dura.
Escobar treinou sua amante para situações de perigo extremo.


“Você tem muitos inimigos e tem de aprender a se defender e aprender a se matar se forem mais de quatro. Ele me entregou uma pistola.”

Mas, olhando para trás, Virginia não se arrepende dessa relação.


“O amei mais que todas as mulheres que ele pôde ter e o odiei mais que todas as vítimas juntas”, conclui Vallejo.

“Hoje tenho todas as perspectivas possíveis sobre Pablo. Agora vejo claro, meu único lugar é junto com as vítimas. Passou a época do amor, do ódio e do terrorismo. O livro é como uma catarse que lembra o amor que compartilhamos, depois o terror e depois o perdão, até que eu possa me transformar na porta-voz das vítimas. Escobar armou uma rede de corrupção que dura até hoje e se estende ao México e a toda a área caribenha.”
El Paíshttp://www.elpais.com/


Excerpt from the Introduction. Copyright Virginia Vallejo 2009

“As Jerry McMillan, Attaché of the Department of Justice, stretches out his hand and says that I am now under the protection of the Federal Government of the United States of America, I say a silent prayer for him, Ambassador William Wood and every single one of their children. Unbeknownst to them, the USA has just saved me from death under torture at the hands of one dozen butchers. But—unbeknownst to me—I am the American Government’s secret weapon in a 2.1 billion dollar criminal case.” ******************
“When the DEA officers finally leave my room and I’m left there with that ton of luggage and that piercing pain as my only company, I prepare myself for something worse than a prospective appendicitis. I am perfectly conscious that, if returned to Colombia, I will not be the first person to be killed or disappeared after offering to cooperate with the Department of Justice. I can visualize my arrival in Bogotá… those large SUVs with their black windows… waiting for me… sent by President Uribe, former Director of the Civil Aviation Agency and my lover’s errand boy from 1980 to 1982 … or by Colombian Defense Minister Juan Manuel Santos, whose generals murder thousands of poor teenagers to claim rewards and present them to the Pentagon as “evidence” of their success in the war against rebels… or by Military Intelligence, the B-2 that provided official badges to the eighteen assassins of the presidential candidate with eighty-five bodyguards, Luis Carlos Galan, and then murdered the other three who did not have bodyguards because they were leftist and poor… or by the Black Eagles, Uribe’s fanatic paramilitary squads who send all opposition journalists to exile or to a grave… or the Director of the Colombian Secret Service DAS and the Inspector General who cater to narco-presidents Alfonso Lopez and Ernesto Samper … or by henchmen of Alberto Santofimio’s, with blood ties to both the Rodriguez-Orejuela of the Cali cartel and the Lopez of Semana… Yes, upon my arrival someone wearing an official badge provided by the B-2, the DAS or the F-2 will exhibit an “order of capture” for God knows what and once inside that van my destiny will be torture and the bottom of a bathtub filled with sulfuric acid and quicklime, like those innocent workers of the cafeteria of the Palace of Justice detained and disappeared by the military after the 1985 siege, whose bodies, torn to pieces and washed in blood, still haunt my nightmares on days of despair and join me in prayers to the God of my Tears.”

The story

In 1983 Virginia Vallejo was Colombia’s number one television star. A sophisticated socialite, she had been courted by the country’s traditional billionaires when she met Pablo Escobar. The ambitious politician of humble origins, also thirty-three, introduced the elegant anchor-woman to a world in which never-ending floods of money poured into his charitable works and the campaign of the Presidential candidates of his choice, at a time when both Forbes and Fortune listed him as the seventh richest man in the world.

In Loving Pablo, Hating Escobar the author describes the birth of the cocaine industry, a world of unbelievable new wealth, her former lover’s meteoric rise and fall and the evolution of one of the most powerful criminal minds of all times: his strengths and vulnerabilities, his fits of jealousy and methods of punishment, his addictions and fantasies, his legendary capacity for corruption and terror and the links of his trade to dictators, presidents and the Colombian Army and Secret Service.

In the early stages of what later became a multi-faceted and stormy romantic relationship, the television journalist who inspired the drug lord's passion also witnessed the birth of the extreme-right paramilitary squads, her lover's relationship with extreme-left guerrillas, his role in historic tragedies like the 1985 Palace of Justice siege and his capacity to seduce the poorest of the poor, manipulate the Press and subdue anyone who crossed his path in what he considered a fight for a nationalistic cause: the elimination of the Extradition Treaty with the United States of America.

The joy and happiness of their first years fastly turned into a story of unending suffering, horror and shame. After Vallejo and Escobar separated in late 1987, he went into a bloody war with the Colombian Government and the Cali Cartel.

Loving Pablo, Hating Escobar is the intimate biography of the legendary drug baron and the only love story ever inspired by him. Besides his wife, Virginia Vallejo remains the only adult woman in Escobar’s romantic life. She was also the only prominent one and the witness of key events that parted in two the History of Colombia.

The first person to read the manuscript of Amando a Pablo, Odiando a Escobar was Nobel prize-winner Gabriel García-Márquez.

When Vallejo’s first book became an instant bestseller in every country where it was launched and the Venezuelan and Ecuadorean presidents praised it, Colombian President Uribe publicly called Virginia Vallejo “a liar” and accused a foreign correspondent of being her ghost-writer.

The journalist angrily denied any cooperation with the author, but in the next two days he received twenty-four death threats and was forced into exile. In January 2007, Virginia Vallejo filed for political asylum in the United States and she now lives in Miami.

Recent Events

On July 11th 2008, Virginia Vallejo testified during five hours in the Colombian Consulate in Miami on the reopened case of the Palace of Justice siege. She confirmed that Pablo Escobar had financed the coup, committed in 1985 by the M-19 rebel group. In October and November 2008, she described in radio stations how her reserved testimony to the Colombian Attorney General's Office had been filtered to El Tiempo, the newspaper controlled by the family of Colombian Vice President Francisco Santos and the Defense Minister Juan Manuel Santos, Alvaro Uribe's key officers in the distribution of five billion dollars in American military aid to Colombia.

During 18 months Amando a Pablo, odiando a Escobar became the #1 bestseller in Spanish in the United States of America.

In Colombia, the pirate edition - promoted by leading newspapers and magazines close to the Goverment - sold thousands of copies.

In Mexico it was forbidden after selling 29,000 units on the first trimester.

In the recent Buenos Aires Book Fair the book was completely sold out (esgotado).

All major movie projects on Pablo Escobar have been apparently cancelled or delayed. Virginia Vallejo-Garcia has received several offers to take her story to the screen once the updated version is released in 2010.

To this day, Random House Mexico refuses to pay Virginia Vallejo any royalties on Amando a Pablo, odiando a Escobar.

Random House Inc., distributor of a book written by Escobar's brother, has tried to block the publication of Loving Pablo, Hating Escobar, the English version.





En Maria Elvira Live!, el Presidente de Colombia Alvaro Uribe le saca el cuerpo al tema de su gestión en la Aeronáutica Civil y su relación con Pablo Escobar.




Virginia Vallejo habla para CNN sobre su relación con Pablo Escobar, jefe del cartel de Medellín, el asesinato del candidato presidencial Luis Carlos Galán y la toma del Palacio de Justicia






Video made in 1994 for Ed Hookstratton of Beverly Hills, Johnny Carson's and Tom Brokaw's agent.

http://www.lovingpablo.com/


Uribe foi amigo íntimo de Pablo Escobar
Neste artigo José Paulo Gascão desmascara a farsa mediática montada por Uribe a propósito do resgate de Ingrid Betancourt,resultante na realidade da traição de dois responsáveis das FARC. Evoca tambem - citando passagens do livro da jornalista Virginia Vallejo - pormenores da amizade que ligou o actual presidente da Colombia a Pablo Escobar, tão sólida que o rei do narcotráfico afirmava que sem a colaboração activa de Uribe o negócio da droga não teria podido desenvolver-se.

Não foi por razões humanitárias que o governo de Álvaro Uribe rejubilou com o resgate de Ingrid Bettancourt, dos 3 norte-americanos «cedidos pelo FBI à DEA» e de mais 11 prisioneiros de guerra.

O resgate do passado dia 2 de Julho também não teve nada a ver com o guião descrito pelo governo colombiano, digno de um daqueles filmes de Hollywood em que se reescreve a História da 2ª Guerra Mundial.
Um comunicado do
Secretariado das FARC de 5 de Julho esclarecia que «a fuga dos 15 prisioneiros de guerra (…) foi consequência directa da desprezível conduta de César e Enrique [os dois ex-guerrilheiros exibidos na TV], que atraiçoaram o seu compromisso revolucionário e a confiança que neles se depositou».
A Rádio Suisse Romande, com boas relações com o negociador suíço junto das FARC para o intercâmbio humanitário, fala num pagamento de 20 milhões de dólares.
Este revés das FARC serviu a Uribe para uma grande operação de propaganda mediática com objectivos precisos:

Ingrid Bettancourt
Resumir o problema dos prisioneiros de guerra de cada uma das forças beligerantes a Ingrid Bettancourt e aos 3 norte-americanos. Mesmo os restantes prisioneiros resgatados ficaram no limbo noticioso: foram 11;
Fazer esquecer que o Exército colombiano, apesar dos seus 400.000 efectivos, é incapaz de derrotar as FARC;
Impedir o intercâmbio humanitário das centenas de prisioneiros de guerra em poder das duas forças beligerantes;
Desviar a atenção da acusação que lhe moveu o Supremo Tribunal por ter comprado os votos no Congresso que permitiram a sua reeleição, e do facto de 32 senadores (a maioria do Partido de Uribe), num total de 102, estarem presos e/ou acusados de ligações aos cartéis da droga, aos bandos paramilitares e à venda de votos que permitiu a reeleição de Uribe;
Dar início a uma extraordinária operação de propaganda interna e externa de auto-promoção, tentando garantir que os EUA não lhe darão o tratamento que deram ao também traficante de droga general Noriega do Panamá.

Seja qual for a posição que se tenha em relação ao conflito colombiano, o fim do sofrimento de prisioneiros de guerra é sempre um motivo de regozijo.
A verdade é que, de facto, Ingrid não é verdadeiramente uma prisioneira de guerra.
Eleita senadora em 1998 pelo Partido Liberal, decide candidatar-se à Presidência da República em 2002.
Como Uribe já estava nomeado pelo Partido Liberal, funda o partido Oxigénio Verde e anuncia em campanha eleitoral que ia à selva colombiana falar com Manuel Marulanda, pois era ela quem ia resolver o conflito colombiano…
Interceptada num posto de controlo das FARC foi mandada de volta e em paz.
Faz uma 2ª tentativa em 23 de Fevereiro de 2002 e é, por fim, feita prisioneira…

Agora, uma vez resgatada e aparentando uma saúde digna de inveja, Ingrid logo se assumiu como apoiante de Uribe, e iniciou uma campanha humanitária pela libertação dos prisioneiros de guerra em poder das FARC, esquece as centenas de prisioneiros de guerra do Estado colombiano e afasta o intercâmbio humanitário dos prisioneiros das duas forças beligerantes.

Novos dados sobre Uribe
No seu livro há pouco lançado, “Amando Pablo, Odiando Escobar” (editora Random House Mondadori), Virgínia Vallejo, que foi diva colombiana dos anos 80 (hoje com 58 anos), apresentadora de TV, repórter, modelo, actriz e amante de Pablo Escobar durante cinco anos, é, seguramente, a mais incómoda testemunha contra Álvaro Uribe que, como Director da Aeronáutica Civil da Colômbia, e citamos, «concedeu dezenas de licenças para pistas de aterragem e centenas para aviões, helicópteros, com os quais se construiu toda a infra-estrutura do narcotráfico».

De Álvaro Uribe, Pablo Escobar costumava dizer que «se não fosse por esse bendito rapaz, teríamos de nadar até Miami para levar a droga aos gringos. Agora, com nossas próprias pistas, estamos preparados. É pista própria, aviões próprios, helicópteros próprios…».
Mas Virgínia Vallejo não refere apenas Pablo Escobar. Também cita Álvaro Uribe em confidência após a morte do pai, Alberto Uribe (1), num tiroteio com um comando das FARC:
«Quem pensa que este [o narcotráfico] é um negócio fácil está muito enganado. É uma enxurrada de mortos. Todos os dias temos de enterrar amigos, sócios e parentes». E tão orgulhoso estava da saga dos narcotraficantes que não se coibiu a perguntar a Virgínia Vallejo se «estaria disposta a escrever sua história».

Com tudo isto, torna-se mais compreensível a afirmação que «o narcoestado sonhado por Pablo Escobar hoje está mais vivo que nunca na Colômbia».

A Luta das FARC
Sempre as FARC estiveram dispostas a estabelecer a paz e a fazer acordos políticos para uma Colômbia com Justiça Social.

Vinte anos depois de iniciada a luta armada, em 1984, durante a presidência de Belisário Betancur, foi assinado um acordo onde se previa a organização do movimento guerrilheiro em partido político, o que se concretizou em Maio de 1985, com o nome de União Patriótica (UP).
Mas se as FARC estavam de boa fé, tal não sucedia com o Estado terrorista da Colômbia e desde logo se desencadeou uma campanha de assassínios e massacres de que a polícia e tribunais nunca apuraram responsáveis.

«Centenas dos seus membros e simpatizantes foram assassinados no decurso de diversos massacres. No dia 11 de Novembro de 1988, por exemplo, quarenta militantes foram publicamente executados na praça central do município de Segóvia, no distrito de Antioquia. (…) Foram mortos centenas de presidentes de câmaras e representantes dos poderes locais, tendo ocorrido por vezes o assassinato sucessivo de quatro autarcas do movimento na mesma localidade» (2). É pois natural que as FARC tenham definido «continuar o caminho traçado pelo inolvidável Comandante Manuel Marulanda Velez, isto é, o da política total, que é a luta estratégica pela tomada do poder pela via das armas e da insurreição com o que se chegará a um governo revolucionário, ou pela via das alianças políticas para a instauração de um governo verdadeiramente democrático, em consonância com a Plataforma Bolivariana pela Nova Colômbia» (3).

(1) Este foi pouco noticiado nos media, para que se não falasse da prova macabra material que Uribe exigiu ao assassino.
(2) Iván Cepeda Castro e Claudia Girón Ortiz, investigadores da Fundação Manuel Cepeda - Vargas, Santa Fé de Bogotá, in Monde Diplomatique, Maio de 2005.
(3) Entrevista a Ivan Marquez, membro do Secretariado das FARC, em 25 de Julho 2008, in
anncol

In "
O Diário.info"

http://ocastendo.blogs.sapo.pt/361625.html

sábado, 8 de agosto de 2009

RESISTÊNCIA AO IMPERIALISMO

Governo cubano diz que Obama mantém política de Bush de intromissões na América Latina
Jornal oficial Granma publicou artigo criticando a posição do governo americano diante da crise em Honduras

O presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, é "continuador" da política de seu antecessor, George W. Bush, de intromissões na América Latina, afirmou nesta sexta-feira o jornal oficial cubano Granma, ao criticar sua posição diante da crise em Honduras e sua suposta expansão militar na região.


O Granma, porta-voz do governante Partido Comunista, afirma que Obama "pretendeu tomar distância de seu antecessor nos vínculos com a América Latina", durante a Cúpula das Américas, em abril, mas "os últimos passos mostram que seu governo dá continuidade a política de intervenção de Bush".


"O golpe de Estado em Honduras confirma isso. Washington manteve uma via dupla que, na prática, serve para os golpistas ganharem tempo, sobretudo para reprimir e tentar dobrar a resistência das organizações populares", afirma o jornal em um artigo intitulado "A Casa Branca mantém sua exalação bushista".


O texto diz ainda que "a posição ambivalente da Casa Branca encoraja as autoridades 'de fato'" que expulsaram o presidente Manuel Zelaya de Honduras há um mês e aponta que o país "parecesse não estar no mapa para Obama".


O Granma disse que entre a Casa Branca e a direita americana "as diferenças parecem somente políticas, quando se trata de reverter o processo de mudanças na América Latina".


Segundo o jornal, os dois atacam a Aliança Bolivariana para as Américas (Alba), formada pela Venezuela, Nicarágua, Honduras, Bolívia, Cuba, Equador e ilhas do Caribe.


Além disso, ressalta que Obama ""levará a um nível superior o Plano Colômbia de Bush", para expandir a presença militar de Washington no país, o que qualifica de "estrutura militar e de espionagem", com os alvos postos nos governos de Caracas e de Quito.


O jornal detalha ainda alguns "sinais" de Washington que, em sua opinião, deixam clara sua "hostilidade" sobre o governo do presidente venezuelano, Hugo Chávez.


Para o jornal, a Casa Branca "elevou o nível" de uma visita de dirigentes da oposição venezuelana a Washington, liderados pelo prefeito de Caracas, Antonio Ledezma.


Também lembrou que, após o golpe em Honduras, a secretária de Estado, Hillary Clinton, concedeu uma entrevista em seu escritório ao canal venezuelano Globovisión, dizendo que teve "uma ativa participação no golpe de Estado em abril de 2002 e na greve petroleira contra o presidente Chávez".


"Washington sabe bem disso e Hillary parece não esconder sua simpatia pelo papel desestabilizador que esse meio golpista desempenha contra o governo de Chávez", acrescentou o Granma.
EFE

CHÁVEZ DIZ QUE OBAMA É CONTINUADOR DE BUSH
CARACAS, 28 FEV (ANSA) - O presidente da Venezuela, Hugo Chávez, disse neste sábado que seu homólogo norte-americano, Barack Obama, é continuador das políticas de seu antecessor, George W. Bush, e o aconselhou a governar com "inteligência".


"Será que há um novo governo nos Estados Unidos ou continua mandando Bush? Ou seja, o 'bushismo'. (Obama) É continuador do 'bushismo' parece", disse Chávez.


"Ele lá não me importa, independente do império do norte e de suas mentias, esta revolução irá continuar seu rumo e a Venezuela seguirá sendo mais independente, para que saiba o senhor Obama", afirmou.

O mandatário venezuelano também criticou recentemente um informe do Departamento de Estado norte-americano no qual seu país é acusado de não colaborar com a luta contra o narcotráfico.

"O país onde mais se apóia o narcotráfico é o país que ele (Obama) governa, são os Estados Unidos. Eles são os primeiros consumidor de drogas do mundo", disse.
Chávez ainda sugeriu a Obama que não siga "o mesmo caminho torpe e estúpido" do governo norte-americano anterior e avisou:
"não se meta comigo senhor Obama. Cuide do seu que eu cuido do meu".
(ANSA)
28/02/2009


"Ayer arremetió de nuevo contra Venezuela el Gobierno de Obama. Ahora es casi todos los días", reflexionó Chávez, quien insistió en que no ha sido él quien ha empezado "a tirar piedras".


El presidente venezolano atribuyó los ataques del gobierno estadounidense a la situación interna que vive el país del norte.


Por eso, dijo, "no podemos bajar la guardia. Gobierno: Vamos, cada día más eficiente. Pueblo, cada día más consciente".


El presidente venezolano aprovechó para ratificar una vez más que "no habrá pacto con la burguesía. ¿Diálogo? Con el pueblo. Siempre".


"El Gobierno de Obama ha dicho ayer que yo no colaboro en la lucha contra el narcotráfico y que Venezuela se ha convertido en uno de los países que más apoya el narcotráfico. El país que más apoya el narcotráfico en este planeta es el que gobierna, si es que de verdad lo gobierna, el presidente Obama. Y es Estados Unidos el primer consumidor de drogas en todo el mundo".


"Hemos golpeado al narcotráfico como nunca antes ha ocurrido aquí. La DEA aquí apoyaba el narcotráfico", dijo Chávez.


"Obama, encárguese de lo suyo que yo me encargo aquí de lo mío, compadre".
Ese fue el mensaje de respuesta del mandatario venezolano a las arremetidas de Washington contra Venezuela.
"Le voy a repetir una copla de la sabana, que recogió de la sabiduría del pueblo llanero Rómulo Gallegos: Yo soy como el espinito que en la sabana florea, le doy aroma al que pasa y espino al que me menea".

Chávez instó a Obama a que "no siga el mismo camino torpe y estúpido del anterior gobierno de Estados Unidos. Denle la cara al mundo y reconozcan que ha empezado a cambiar, que Venezuela cambió para siempre. No nos van a intimidar".


El mandatario también se refirió al "informe sobre los derechos humanos" publicado este miércoles por el Departamento de Estado, que emitía falsas acusaciones contra Venezuela, como falta de garantías electorales o ausencia de libertad de expresión:


"¡Qué raro que Obama no se ha enterado de la violación de derechos humanos en su propio país!", expresó Chávez, quien le recordó al presidente estadounidense la existencia de la Ley Patriota, las persecuciones, las torturas, Guantánamo, los bombardeos de población inocente en Iraq y los asesinatos de niños y familias inocentes que todavía continúan, de parte de las tropas estadounidenses de ocupación."


¿No se ha enterado Obama de Israel y su agresión genocida contra el pueblo palestino en la franja de Gaza?", se preguntó el presidente Chávez, extrañándose de que el "informe" del Departamento de Estado ni lo mencionara.


"Váyase a lavar ese paltó, señor Obama. El que quiera se lo puede traducir en criollo, no tengo más nada que decir", expresó Chávez, que explicó:


"A mí me duele mi país. Y yo defiendo con la vida la dignidad de mi pueblo, que se respeta. No habrá Imperio que vuelva a irrespetarnos".
"NÃO SE META COM A VENEZUELA PRESIDENTE OBAMA!"



O IMPERIALISMO NOM É MUTÁVEL: OBAMA E O SEU PARTIDO SOM PARTE DA SUPERESTRUCTURA POLÍTICA DO IMPERALISMO - III -
Por Luis Arce Borja
O IMPERIALISMO NOM É MUTÁVEL


Se alguém pensar Obama mudará a natureza do sistema político dos Estados Unidos, equivoca-se completamente. Para isso basta assinalar que o imperialismo nom é um conceito subjectivo na política, na economia, na ideologia ou no campo da moral. É antes de mais nada, um sistema de grandes monopólios industriais e financeiros, que aplicam a nível mundial acçons de colonizaçom e de opressom dos países pobres e dos seus próprios cidadans.

Obama e o seu partido, som parte da superestructura política do imperialismo, cuja baseie económica é o sistema de exploraçom imposto por gigantescos monopólios fincados em Estados Unidos, Europa, Japom, Canadá, e outros países ricos.

O imperialismo é de acordo a Lênim, a fase superior do capitalismo, a fusom do capital bancário com o industrial, a época das grandes unions monopolistas internacionais que se seguem repartindo as riquezas mundiais e que prosseguem a divisom territorial do mundo entre as maiores potências capitalistas.

Como exemplo basta assinalar, que as riquezas petrolíferas roubadas a Iraque mediante a guerra e o crime repartiram-se principalmente entre as transnacionais americanas e europeias.

Estes grupos nom têm limites na sua voracidade e som capazes de destruir ao ser humano e o mundo com tal de conseguir riquezas.

Fazer brutais guerras, e cometer genocídios como o que acabam de praticar impunemente em Gaza, faz parte da natureza do imperialismo. é a sua razom de ser, e nom será um processo eleitoral hollywoodense nem a eleiçom de Obama, os que mudassem esta situaçom.

Umha das particularidades fundamentais do imperialismo, como diz Lênim, é que para estender a sua dominaçom e submeter aos povos, nom pode prescindir das guerras e da militarizaçom. Para este fim as potências se militarizam, e destinam gigantescas quantidades de dinheiro para fortalecer o seu aparelho repressivo militar.

Os Estados Unidos, com um exército a mais de dois milhons de soldados, e 823 bases militares instaladas fora do seu território, ademais de um milhom de civis empregados nas instalaçons militares, é sem dúvida o aparelho de agressom militar mais volumoso da história da humanidade, cujo crescimento responde as necessidades das guerras imperialistas.


Segundo a BBC para o fim do ano 2003, Estados Unidos, tinha um orçamento militar 401.300 milhons de dólares, o mas importante gasto militar da história dizia as diário ínguas.

Mas o orçamento militar USA para o 2005 aumento a 417.500 milhons de dólares, e como anunciou Bush,

"Nenhum inimigo ou amigo pode duvidar de que Estados Unidos tem os recursos para prevalecer, e prevaleceremos".

No ano 2007 o orçamento americano aumento a 532,8 mil milhons de dólares, e no 2008 a soma subiu a 700.000 milhons de dólares, e como assinalou o Secretário de Defesa, Robert Gates, servirá para enfrentar os desafios mundiais à segurança?, que noutras palavras significa agredir, fazer guerras, e cometer brutais genocídios em África, Meio Oriente, América Latina e outras latitudes.


Nom têm nenhum fundamento aqueles que pensar Obama vai mudar o rumo agressivo e criminal dos Estados Unidos.

O encerramento da prisom de Guantánamo (Cuba), e outras medidas expedidas pelo presidente americano, servem de fogos artificiais, mas nom afectam o substancial da política imperialista do Estado americano.

Baixo o pretexto da luta internacional antiterrorista, preparam-se novas agressons e Obama será o continuador das guerras imperialistas que podem mudar de forma mas nom de natureza.

Estas guerras baixo o objectivo de apoderar-se do mundo seguírom sendo acçons de semicolonizaçom dos países pobres, sobretudo aqueles que têm consideráveis riquezas em petróleo, minerais, água e terras fértis.

Para este fim, o novo presidente USA, anunciou que continuará aplicando a guerra anti-terrorista em países nom invadidos ainda, mas que no futuro imediato serám vitimas da política guerreira deste país.

Alguns senhores da guerra ianque como o general Colin Powell (ex chanceler de Bush e chefe da guerra em Iraque), apoiaram a eleiçom do actual presidente USA. Barak Obama nom foi imparcial no genocídio em Gaza, e reconfortou aos governantes de Israel.

Apoiou o suposto direito do Estado israelense ?defender-se dos terroristas de Hamas.

Do mesmo jeito falou de retirar tropas em Iraque, mas quer meter-lhe o dente militarmente a Afeganistám, Iram e Paquistám.



Sobre Irám chamou a evitar que este país tenha umha arma nuclear, e nom descarta nengumha acçom militar para evitá-lo.



Mas o pior de tudo é que expôs aumentar o gigantesco orçamento militar dos Estados Unidos, o que significa militarizar mais o planeta.



Com justa razom, James Petras, assinalou que com a eleiçom presidencial de Barak Obama, nom há nengumha ruptura com a política militarista.



Mesmo há perigo de que tome medidas mais extremistas para mostrar aos militares e aos militaristas que ele também é um homem duro, um homem forte, capaz de enfrentar o que chamam os inimigos dos Estados Unidos.



Este é o perigo de umha personagem débil que quer apresentar-se como um novo Napoleom estadunidense, com medidas mais agressivas?.




IMPEDIR A GUERRA IMPERIALISTA NA AMÉRICA LATINA
2008 Julho 21
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by dariodasilva
Ivan Pinheiro*




A partir do inverossímil “ataque terrorista” às torres gêmeas nova-iorquinas, atribuído a fundamentalistas islâmicos, o imperialismo norte-americano demonizou Sadam Hussein e os Talibãs, para poder invadir o Iraque e o Afeganistão, dois países estratégicos na disputa por petróleo, gás e água, algumas das principais riquezas naturais que decidirão a hegemonia mundial.



Contra Sadam, inventaram a mentira das armas de destruição em massa, cuja existência já foi desmentida até por organismos da ONU.



Contra os Talibãs, a farsa de que eram narcotraficantes.



Depois de anos de destruição e extermínio, não há perspectiva de os ianques saírem militarmente vitoriosos desses países, pois seus povos, como o vietnamita, resolveram enfrentar os verdadeiros terroristas.



Mas a crise econômica por que passam os EUA e as necessidades cada vez maiores de reprodução do capital – em meio a crises cíclicas, disputas de mercados, escassez de fontes energéticas e recursos naturais, elevação do preço do petróleo e dos alimentos – empurram o imperialismo para novas aventuras militares.



Na “divisão de tarefas” do capital internacional, cabe ainda aos Estados Unidos o papel de gendarme principal de seus interesses no mundo, na América Latina em particular.




Cabe destacar que, ao mencionarmos genericamente a palavra imperialismo, não estamos falando apenas de seu pólo hegemônico (os Estados Unidos), mas de todo o sistema capitalista mundial. Até porque, apesar de a América Latina ser considerada há décadas como o “quintal dos EUA”, há na região vários monopólios de capitais majoritariamente originários de outros países, sobretudo da Europa.




Isto é necessário ser compreendido pela esquerda, para afastarmos ilusões de alianças com a burguesia européia ou mesmo com a burguesia dependente latino-americana, notadamente a brasileira e a mexicana.



As economias desses países fazem parte do sistema capitalista internacional.



O que existe são contradições inter-burguesas e inter-imperialistas que podem circunstancialmente nos favorecer no curto prazo, em algumas questões, como é o caso da política externa brasileira, aparentemente contraditória, que “morde e assopra” os EUA.



Aceita liderar as tropas da ONU que ocupam o Haiti, a pedido de Washington, ao mesmo tempo em que ajuda a desmontar a possibilidade de a Colômbia de Uribe conseguir uma guerra contra seus vizinhos.




Como tentaremos aqui expor, os Estados Unidos precisam de uma guerra na América Latina, para recuperar pelas armas seu espaço perdido.



Pelo contrário, ao Brasil não interessa essa guerra.



Com sua eficiente diplomacia, vai ganhando mercados, ao mesmo tempo em que Lula se apresenta como uma alternativa moderada ao “radicalismo” de Chávez e Evo Morales.



Cada vez que nosso Presidente chega a uma capital latino-americana, leva consigo, além do aero-lula, dois ou três aviões cheios de empresários brasileiros, para cobrar o preço da solidariedade: o aproveitamento de oportunidades na busca de mercados.




Em 28 de maio passado, Lula visitou o Haiti pela segunda vez.



Da primeira, antes da ocupação, chegou com a seleção brasileira de futebol e, em seguida, mandou nossas tropas.



Agora, quatro anos depois, foi buscar os frutos.



Desembarcou em Porto Príncipe com dezenas de empresários brasileiros, numa delegação em que se destacavam os executivos das empreiteiras Odebrecht, Andrade Gutierrez e Camargo Correa, as mesmas que transformaram a Venezuela num canteiro de obras, em retribuição a alguns gestos brasileiros simpáticos à revolução bolivariana.



Recentemente, Lula anunciou que o Brasil pretende ser o principal parceiro comercial de Cuba, apostando numa improvável restauração capitalista na ilha socialista.




Neste fim de semana, Lula, acompanhado de dezenas de empresários brasileiros, radicalizará em sua eclética agenda, destinada a pairar acima das divergências regionais. Encontra-se hoje na Bolívia, com Evo Morales e Hugo Chávez, e amanhã na Colômbia, com Álvaro Uribe e Allan Garcia, também aliado estadunidense.




Mas quando o governo brasileiro ajuda a inviabilizar a ALCA ou lidera a criação da UNASUL (União das Nações Sul-Americanas) e do Conselho Sul-Americano de Defesa Regional devemos saudá-lo, pois isto objetivamente contraria os interesses dos EUA.



Mas não esqueçamos o outro lado da questão: o Brasil é um contraponto capitalista ao movimento de integração antiimperialista da região, representado pela ALBA e por outras iniciativas de integração solidária e complementar, lideradas por Hugo Chávez.



O capitalismo brasileiro é uma formação social e econômica dependente e associada ao imperialismo, com suas contradições.




Apesar da grande diferença de discursos e práticas políticas, Uribe e Lula são concretamente duas alternativas do capital para a América Latina.



No entanto, é óbvio que não os podemos colocar no mesmo saco.



Uribe é indiscutivelmente o inimigo principal, do curtíssimo prazo.



Se não o derrotarmos, uma onda de retrocesso e repressão pode abater-se sobre nosso continente.



Mas a esquerda não pode conciliar e deixar de marcar diferenças com Lula, que governa fundamentalmente para o capital, tanto na política externa como na interna.



Sua tarefa principal é “destravar” o capitalismo, custe o que custar, inclusive o meio ambiente, os direitos trabalhistas, a soberania nacional.




Depois de sofrer derrotas na América do Sul, como no caso do fracassado golpe contra Chávez, em 2002, e de ter que concentrar esforços inesperados para enfrentar a surpreendente força da resistência iraquiana, o imperialismo retoma com intensidade a pressão sobre a região, num momento em que vem crescendo o processo de mudanças.



E é aí que mora o perigo!



Hoje, os olhos, os ouvidos e os canhões norte-americanos voltam-se para a América do Sul, sobretudo para a região andina.



Trata-se de tentar, no plano tático, frear o processo de mudanças e, no estratégico, consolidar e expandir o controle sobre as riquezas naturais do continente, que são imensas.



Além do petróleo e do gás, a América do Sul tem as maiores reservas de água potável do planeta.



Ao norte, a Amazônia;



Ao sul, um conjunto de grandes rios que se juntam no Aqüífero Guarani.




O imperialismo, por várias razões, já identificou seus inimigos principais na América do Sul: a revolução bolivariana da Venezuela e a revolução democrática e cultural da Bolívia.




O governo venezuelano é inimigo importante, pelo exemplo que inspira processos semelhantes em outros países, aos quais presta efetiva solidariedade política e material;



pela defesa de Cuba Socialista e pela parceria com ela;



pela contribuição para inviabilizar a ALCA, com a implantação da ALBA;



por ter avançado mais em mudanças institucionais e estruturais;



por ter resistido a vários golpes (o golpe de Estado, o lockout petroleiro);



por ter a economia e as reservas minerais mais importantes da região andina.




Dentre os fatos recentes mais significativos da revolução na Venezuela estão as nacionalizações e estatizações de empresas estratégicas de energia elétrica, comunicações, alimentos, petroleiras, cimenteiras, siderúrgicas.



O exemplo mais emblemático foi a reestatização da SIDOR (Siderúrgica de Orinoco), que havia sido privatizada a preço de banana no governo anterior.



É como se o Brasil reestatizasse a Vale do Rio Doce!




O diferencial neste caso foi o protagonismo da classe operária.



Uma greve havia começado pelo fim da terceirização de mão-de-obra e pela renovação do contrato coletivo de trabalho e acabou, pela força do movimento, acrescentando a palavra de ordem vitoriosa da reestatização da multinacional.



Esta vitória deveu-se à luta dos trabalhadores e à direção conseqüente de forças de esquerda, principalmente o PCV (Partido Comunista de Venezuela), na mudança do objetivo principal do movimento e no enfrentamento da traição do então Ministro do Trabalho, que havia inclusive jogado forças policiais para reprimir o movimento.



Foi decisivo também o papel de Chávez, que demitiu o Ministro do Trabalho, acabou com a terceirização e decretou, simbolicamente no primeiro de maio, a reestatização da empresa.




Na Bolívia, estamos assistindo a firmeza com que o governo Evo Morales enfrenta, com o respaldo do movimento de massas, o separatismo tentado pela direita, que conta com a ajuda política e material da embaixada norte-americana.



Ao invés de curvar-se à pressão da oligarquia local, o governo da Bolívia avança na nacionalização de empresas estratégicas.



O próprio Presidente – que declarou recentemente ser o capitalismo o maior inimigo da humanidade – desafia a oposição de direita para disputar um tira-teima político decisivo, no próximo 10 de agosto, ao convocar um referendo revogatório dos mandatos dele próprio e dos nove governadores, dos quais cinco lhe fazem oposição, todos da região conhecida como “Meia Lua”.



Vencida esta etapa importante, já se anuncia um novo plebiscito, desta vez para legitimar o trabalho da Assembléia Nacional Constituinte, que vem sendo boicotada pela direita.


O VERDADEIRO EIXO DO MAL:
Há hoje claros sinais de que o imperialismo norte-americano prepara o terreno para provocar guerras regionais na América Latina, jogando no momento com duas possibilidades:

uma guerra civil na Bolívia e, o que parece mais potencialmente explosivo, o agravamento da tensão das relações entre a Colômbia, de um lado, e a Venezuela e o Equador, de outro.


Como em Caracas, em La Paz o embaixador americano é o chefe golpista.

A direita está organizando milícias paramilitares, os denominados “Comitês Cívicos” e “Uniões Juvenis”.

Esses grupos já procuram impedir inclusive a circulação de Evo Morales em cidades da chamada “Meia Lua”, como fizeram recentemente em Sucre, onde torturaram seguidores indígenas do Presidente em praça pública. Vão tentar impedir à força a realização do referendo revogatório.


Na região da Grande Colômbia, a escalada belicista teve seu marco na suspensão, em dezembro do ano passado, dos esforços de Hugo Chávez, da Senadora colombiana Piedad Córdoba e das FARC no sentido de retomar a troca humanitária de prisioneiros e reféns na Colômbia, processo que poderia criar um clima de distensão, num conflito que tem mais de 60 anos (antes mesmo do assassinato do líder popular Jorge Eliécer Gaitán, em 1948, ao qual seguiu-se o “Bogotaço”, com a morte de mais de 300 mil pessoas), num país em que a violência política é a marca do Estado burguês.


A troca humanitária está suspensa desde 2002, justamente em função do clima que o imperialismo criou no mundo a partir da derrubada das Torres Gêmeas.

As negociações de paz entre o governo colombiano e as FARC, até então, já duravam três anos, numa zona desmilitarizada, caminhando para uma solução política negociada.

Com o início da “cruzada contra o terrorismo”, os EUA incluem as FARC no “eixo do mal”, a lista de organizações e Estados “terroristas”, fato de que se aproveita a direita colombiana para por fim às negociações e à troca humanitária.

A partir daí, chegam mais milhares de “assessores militares” e milhões de dólares norte-americanos, no contexto do famigerado “Plano Colômbia”.


Em novembro de 2007, a ordem para acabar com a intermediação do presidente venezuelano e a possibilidade de uma negociação entre a guerrilha e o governo partiu do chefe de Álvaro Uribe, o megaterrorista George Bush, que resolveu fazer com que a Colômbia desempenhe, na América Latina, um papel semelhante ao que Israel representa no Oriente Médio: uma cabeça de ponte do imperialismo.

Uribe é agente norte-americano desde quando foi identificado pelo FBI, como um dos operadores políticos do narcotráfico na Colômbia, associado ao lendário Pablo Escobar, na época chefe do cartel de drogas de Medellin.

O segundo lance da escalada agressiva foi muito ousado.

Em março deste ano, para dar um golpe mais profundo nas negociações que avançavam para a possibilidade concreta de libertação da franco-colombiana Ingrid Betancourt, a sinistra dupla Bush-Uribe assassina o próprio negociador, o Comandante Raul Reyes, num ataque terrorista ao território do Equador, cujo Presidente não se acovarda e resolve defender a soberania de seu país.

A infame ação militar, durante o sono das vítimas, por pouco não provocou o início de uma guerra na região, não fora a firme posição unânime dos demais países da América Latina em condenar a agressão ao Equador.


O terceiro passo belicista do imperialismo foi a ópera bufa do computador pessoal de Raul Reyes.

Com o apoio do terrorismo midiático, criam-se as mentiras que poderão justificar nova guerra, como aconteceu no Afeganistão e no Iraque.

Qualquer pessoa um pouco mais atenta deve desconfiar de como pode ficar intacto um frágil computador portátil submetido a um ataque aéreo com mísseis que destruíram todo o acampamento, matando mais de vinte pessoas.

Tudo em volta foi estilhaçado, menos o computador.

Os mais informados devem desconfiar como um quadro experimentado como Raul Reyes, uma das pessoas mais visadas do mundo, seria tão irresponsável de registrar informações rigorosamente reservadas, se fossem verdadeiras, como supostas contribuições financeiras para a campanha de Rafael Correa ou recebimentos de valores de Hugo Chávez.


A partir da farsa da “autenticidade” do computador, o imperialismo pode inventar as histórias que quiser, ou melhor, de que precisar.

Os computadores continuarão a falar muito, mesmo após um manifesto (ignorado pela mídia), assinado por renomados intelectuais e cientistas norte-americanos, que questionam a autenticidade do relatório da Interpol, acusando-o de leviano e inconsistente.

Esta é uma fonte inesgotável de provocações, para tentar incriminar alguns e intimidar a outros, sejam de que nacionalidade forem.


A mais recente provocação foi o esperto golpe midiático de Uribe, tentando capitalizar como “resgate” o que viria a ser uma libertação unilateral de Ingrid e de outros retidos por parte das FARC.

O governo colombiano roubou a cena, tentando disseminar a imagem de sua eficiência militar, em contraste com a “infiltração” e “enfraquecimento” das FARC.

Inescrupulosamente, não hesitou sequer em se utilizar, num estelionato político contra a humanidade, o símbolo até então imaculado da Cruz Vermelha Internacional.

O que preocupa é a pressa com que os fatos estão se precipitando.

É claro que essa pressa tem a ver com as perspectivas sombrias para o imperialismo, ao olhar a América Latina. Tudo conspira contra seus interesses:# A posse de Lugo, no Paraguai, em 15 de agosto, que pode contribuir para engrossar o caudal de mudanças progressistas e reforçar a integração soberana e solidária da América Latina e, quem sabe, representar o fim da base americana de espionagem para o Cone Sul, instalada num aeroporto paralelo ao de Assunção.

#A contagem regressiva para a saída da base militar estadunidense de Manta, no Equador, em novembro deste ano, pois Rafael Correa já comunicou oficialmente que não renovará a concessão, dada por governo anterior.#

A possível vitória de Evo Morales no referendo revogatório de 10 de agosto, que pode consolidar a importante revolução democrática e cultural por que passa o país, abrindo possibilidades mais avançadas.#

A previsível vitória da esquerda nas próximas eleições do México e do Peru (fechando o círculo de isolamento de Uribe), se a direita não conseguir novamente fraudes nesses países.#

Para completar, a esperada vitória da esquerda nas eleições de novembro, na Venezuela, tendo em vista que todas as pesquisas recentes mostram a recuperação do prestígio de Chávez, voltando ao patamar histórico de dois terços de aprovação e intenção de voto.


Mas o cenário mais dramático se dará se os cálculos de Baby Bush tiverem a ver com a tentativa de reverter a possível derrota dos republicanos nas eleições norte-americanas deste ano. Por incrível que possa parecer, ao olhar de pessoas civilizadas, pode estar nos cálculos dos republicanos reverter a tendência eleitoral desfavorável com algum tipo de agressão militar à Venezuela.

Um gesto como este poderia contar inclusive com o apoio dos democratas, pois, em termos de política externa, os dois partidos são como irmãos siameses.

Barak Obama declarou recentemente: “apoiaremos o direito da Colômbia de atacar terroristas que buscam abrigo cruzando fronteiras”.


Por que duvidarmos da insanidade do imperialismo norte-americano?

Se Chávez está tão satanizado na opinião pública brasileira (com a manipulação da Rede Globo e dos demais meios burgueses) imaginem na norte-americana?

Sentado em cima de uma das maiores reservas de petróleo do mundo, no velho quintal onde sempre brincou o Tio Sam, Chávez, além de ser apresentado ao público como um ditador encrenqueiro, “aliado do narcoterrorismo”, ainda por cima bota em risco a gasolina que enche os gulosos tanques dos poderosos carros dos norte-americanos.


Não podemos subestimar essas hipóteses que, aliás, não são as únicas.

Os EUA precisam de uma guerra na América Latina.

Por isso, “continentalizam” e diversificam suas provocações.

Para eles, onde o fogo começar, está bom!

Não é à toa que a Quarta Frota da Marinha de Guerra dos EUA voltou a operar no nosso continente, após mais de 60 anos de inatividade.

Não são casuais as recentes incursões de tropas colombianas na Venezuela, nem a violação do espaço aéreo deste país por aviões de guerra norte-americanos. Recentemente, foram presos no Equador paramilitares colombianos que planejavam o assassinato do Presidente Rafael Correa.


Não é coincidência o anúncio de Uribe de que a base de Manta (hoje no Equador) irá transferir-se para território colombiano, exatamente na fronteira com a Venezuela.

Aliás, já iniciou-se ali a construção de pistas de pouso e instalações que acolherão um esquadrão de helicópteros e aviões espiões dos EUA, para reforçar o cerco a Chávez, que já inclui uma base aeronaval em Curaçao, ao lado da costa venezuelana, a 30 minutos de vôo de Caracas!

No Peru, instalou-se uma base ianque em Ayacucho (onde há remanescentes da guerrilha do Sendero Luminoso), a pretexto de prestar “ajuda humanitária”.

Há indícios, entretanto, de se tratar de um campo de treinamento de paramilitares, dirigido pelo serviço secreto israelense Mossad, destinado à formação de comandos especiais de mercenários venezuelanos e colombianos, para um possível assalto a Miraflores, o palácio presidencial hoje ocupado por Chávez.
O imperialismo tem três planos, que podem se combinar, para tentar derrubar o governo venezuelano, pela ordem:


I – vitória eleitoral nas eleições de 23 de novembro, seguida de agitação e campanha pelo referendo revogatório do mandato presidencial;


II – magnicídio, ou seja, o assassinato do Presidente;


III – ação de comandos que remova fisicamente Chávez, através de seqüestro, repetindo o golpe de 2002.


Para qualquer dessas hipóteses, as táticas são as mesmas:


# campanha midiática satanizando Chávez e vinculando-o ao narcotráfico e ao terrorismo;


# boicote de fora do governo (desabastecimento, guerra midiática, agentes provocadores, violência urbana, especulação) e de dentro do governo, através da quinta coluna contra-revolucionária ali ainda encastelada (corrupção, traição, ineficiência, impunidade).


Vários planos em que atua o governo estadunidense no continente são financiados pela USAID, que atende pelo singelo nome de Agência dos Estados Unidos para o Desenvolvimento Internacional.


Desde a famigerada Aliança para o Progresso, os EUA não jogam tantos dólares na América Latina.


Agora, em 14 de maio, a USAID reuniu em Washington várias ONGs mercenárias para distribuir-lhes 45 milhões de dólares, destinados a tentar a ruptura do processo revolucionário cubano.


Em toda a América Latina, jorram dólares para ONGs e organizações políticas e sociais, inclusive no Brasil, principalmente na Amazônia.


Além do financiamento da direita continental, uma das importantes linhas de ação da USAID é destinada a financiar organizações políticas e sociais com discurso de esquerda, seja para se oporem aos governos antiimperialistas – de forma a confundir as massas e tentar espremer esses governos entre duas oposições, uma de direita e outra supostamente de “esquerda”, para simular seu isolamento político – seja, em alguns casos, para criar alternativas não revolucionárias à emergência dos partidos comunistas.



Mas o financiamento mais importante da USAID hoje é para o separatismo, a tentativa de “balcanização” da América do Sul.


Apesar de praticamente todos os países terem problemas históricos de separatismo – em função das guerras coloniais e imperialistas, do extermínio de povos e nações, da anexação de territórios, dos bairrismos, dos preconceitos – a ação do império em nosso continente se restringe aos três países em que mais avança a luta de classe:

Bolívia (separatismo a partir de Santa Cruz e da “Meia Lua”),

Equador (a partir de Quaiaquil) e

Venezuela (a partir de Zúlia).


As embaixadas norte-americanas nesses países dirigem politicamente as oligarquias locais, organizam e financiam suas campanhas, dando ênfase ao separatismo.

Especialistas foram destacados para as missões “diplomáticas” nesses países.

O embaixador americano na Bolívia foi o operador principal da divisão nos Bálcãs e criador do Estado fantoche do Kosovo.

Em Zúlia, o governador é a maior expressão da direita venezuelana, ex-candidato a Presidente derrotado por Chávez, e já lançou uma campanha separatista, sob o sugestivo lema “Rumo Próprio – Zúlia para Nós”.

O legislativo estadual, dominado pela direita, já começou a redigir o “estatuto autonomista”, seguindo o modelo da direita boliviana.

O mais grave: milhares de paramilitares estão sendo treinados ou importados da Colômbia, para garantir pelas armas o separatismo, além de possivelmente tentar atacar as FARC, a partir do próprio território venezuelano, já que parte de Zúlia faz fronteira com parte do território insurgente.
DERROTAR URIBE, PARA PODER SEGUIR EM FRENTE:
Diante deste quadro, a luta para denunciar e derrotar o governo títere de Uribe está colocada na ordem do dia dos internacionalistas, humanistas, democratas e pacifistas de todo o mundo.

As manifestações simultâneas ocorrridas no dia 6 de março deste ano em vários países têm que se repetir e ampliar.

A nossa ação tem que exercer uma enorme pressão internacional que obrigue Uribe a retomar a troca humanitária, pré-requisito para abrir qualquer possibilidade de diálogo político.

A libertação unilateral de reféns, que vem sendo praticada pelas FARC, cria condições para exigirmos a libertação também das centenas de revolucionários colombianos presos.


A esquerda precisa entender que não há solução política na Colômbia sem o protagonismo das FARC, que é enraizada entre os trabalhadores, sobretudo o campesinato.

Caso contrário, não estaria sobrevivendo há décadas nesta forma de luta, ocupando solidamente mais de um terço do território nacional, onde funciona como um Estado, com leis e tributos próprios.

Não se trata de fazer daquela forma de luta um modelo para exportação, pois corresponde à realidade daquele país específico. Mas de respeitá-la.


As FARC foram criadas como organização de autodefesa, frente ao terrorismo estatal que marca a história da ditadura de classe da burguesia colombiana. Antes do “Bogotaço”, já existiam bandos militares a serviço das oliqarquias. As FARC não podem sequer pensar em se desmilitarizar, pois já passaram dramaticamente por uma experiência como essa.

E isso ocorreu sob um governo socialdemocrata e não fascista, como hoje é o caso de Uribe.

Nos anos 80, a guerrilha se desmilitarizou parcialmente por conta de acordos e, juntamente com o Partido Comunista Colombiano e outras forças antiimperialistas, criou a União Patriótica, para participar do jogo institucional.

O resultado é que dois candidatos a Presidente da República, dezenas de parlamentares e prefeitos e cerca de 5 mil militantes da UP foram covardemente assassinados por paramilitares e pela repressão estatal.


Sob o governo Uribe, esta violência estatal, conhecida no país como parapolítica, só tem aumentado.

Desde 2002, já foram assassinados 15 mil militantes políticos e sociais; mais de 500 presos políticos são maltratados nos cárceres; centenas de milhares de camponeses vêm sendo expulsos de suas terras, que são expropriadas pelos paramilitares.

A política de expulsão e extermínio de camponeses se dá nas regiões limítrofes ao território dominado pela guerrilha, para afastá-la do povo.

Ali as terras são pulverizadas intensamente com produtos herbicidas tóxicos, para retirar da guerrilha também suas fontes de alimentação.


Mais de quinhentos mil colombianos vivem no exílio, principalmente na Venezuela e Equador.

Relatório da ONU, divulgado agora em 18 de junho, revela que a Colômbia figura em primeiro lugar em matéria de refugiados internos, com mais de 3 milhões de pessoas nessa condição.

Recentemente, assassinaram seis membros da comissão organizadora de uma manifestação pela troca humanitária, pela negociação e pela paz, que levou 200 mil pessoas às ruas de Bogotá, para protestar contra o governo.

A Colômbia, depois de Israel, é o principal país receptor de ajuda militar norte-americana.

Suas Forças Armadas têm 380 mil efetivos, muito bem treinados, ao passo que a Venezuela tem 70 mil e o Equador 50 mil, sem experiência.

Este é o melhor momento para acossar Uribe, cujo governo vive o inferno astral da parapolítica.

Um terço dos parlamentares está sendo processado pela justiça, por corrupção e ligações com o narcotráfico. Cerca de sessenta deles já estão presos, inclusive um primo de Uribe. Toma corpo um movimento pela antecipação das eleições gerais, pela renúncia imediata de Uribe e pela convocação de uma Assembléia Nacional Constituinte.

Uribe joga todas suas fichas para abafar o escândalo, chegando ao ponto de, passando por cima do judiciário, “extraditar” por decreto, sem autorização judicial, no meio da madrugada, quatorze chefes paramilitares para os Estados Unidos, como queima de arquivo, pois os seus depoimentos, que já estavam marcados na justiça colombiana, poderiam revelar a podridão dos porões da narcoparapolítica colombiana.


Devemos todos nos somar à campanha mundial contra o governo fascista e o estado terrorista da Colômbia, levantando bem alto as principais propostas apresentadas por todas as forças progressistas colombianas, como condições mínimas para o início de um processo de negociações políticas, sob supervisão de países da América do Sul:

# reconhecimento das FARC como força política beligerante

;# retomada do processo de troca humanitária;

# libertação dos presos políticos.


Aqui no Brasil, precisamos criar um amplo e representativo movimento de solidariedade à luta do povo colombiano, que denuncie o terrorismo de Estado naquele país, seja um contraponto à manipulação midiática e ajude na pressão internacional para a retomada das negociações políticas, inclusive exigindo do governo brasileiro que jogue um papel importante para viabilizá-las.


Não tenhamos ilusões.

O imperialismo sabe melhor do que muitos de nós: não há solução na Colômbia e, quem sabe, na América Latina, que não passe pelo reconhecimento do caráter beligerante e político das FARC.

A solução não poderá ser estritamente militar, pois o conflito colombiano é antes de tudo político, econômico e social.

Por isso, a negociação não pode resumir-se à desmilitarização, mas levar em conta as razões que originaram o conflito (e que ainda lhe conferem atualidade), radicadas nas injustiças sociais, no terrorismo estatal contra os oprimidos, na falta de liberdade de organização e de uma verdadeira democracia.


Não se pode exigir de um exército popular que abandone nas montanhas, além de suas armas, todas as bandeiras políticas que desfraldam há décadas. Não é justo exigir-lhes que aceitem a paz dos cemitérios.


Assim sendo, apesar de respeitarmos as opiniões de alguns setores e lideranças expressivas da esquerda latino-americana que, por ilusão ou razões de Estado, pressionam as FARC a se desmilitarizarem unilateralmente, condenamos resolutamente essas pressões. Não apenas por espírito humanitário, em razão do inexorável assassinato em massa desses militantes revolucionários, se baixarem as armas e descerem as montanhas. Essa rendição (e não existe outra palavra para definir esta proposta) não satisfará o imperialismo, que cobrará mais concessões. Só o “acalmaremos” se abrirmos mão de lutar contra o capital.

Além do mais, se não quisermos conciliar nem retroceder na luta por mudanças revolucionárias e na defesa do patrimônio natural do continente, a insurgência popular pode vir a ser uma necessidade em vários países da região e não apenas na Colômbia.

Basta lembrar que tanto no Iraque como no Afeganistão a resistência à agressão militar imperialista é exercida exclusivamente por forças insurgentes populares e não pelas antigas forças armadas convencionais nacionais, sempre inferiorizadas em confronto com a máquina de guerra do império do capital.

Não custa lembrar o exemplo heróico dos vietcongs, que, através da guerrilha e da guerra popular, derrotaram o maior contingente militar de que se tem notícia em toda a história da humanidade.


As FARC são um fator de resistência à ocupação imperialista da Colômbia e, porque não dizer, da Amazônia.

O extermínio das FARC seria hoje uma grande vitória do imperialismo: não é à toa que se transformou em sua prioridade.


E mais: para dar solidariedade aos povos venezuelano, boliviano, equatoriano; para lutar para que possam avançar as mudanças e a luta de classe na América Latina, mesmo em processos mais mediados e contraditórios como Argentina, Brasil, Chile, Uruguai e, possivelmente, Paraguai; para evitar que haja guerra e retrocesso em nosso continente; para tudo isso, há um pré-requisito: derrotar o verdadeiro eixo do mal, os braços terroristas do imperialismo norte-americano em nosso continente: o governo fascista e o estado terrorista da Colômbia!
Finalmente, fica uma proposta para todas as forças antiimperialistas brasileiras e latino-americanas.

Agora neste mês de julho, 60 anos depois de desativada, a famigerada Quarta Frota norte-americana voltou ameaçadoramente a costear nossos mares, manchando-os com sua tenebrosa história. Desta vez com mais poder destrutivo, com mais tecnologia, inclusive nuclear. É a maior provocação de que a América Latina foi vítima.

É o verdadeiro terrorismo.


É preciso articular todas as organizações e forças políticas e sociais antiimperialistas da América Latina na criação de um forte e unitário movimento pela expulsão desses piratas terroristas dos nossos mares, de onde, apontando-nos seus instrumentos de espionagem e suas armas de destruição em massa, cobiçam nossas riquezas naturais e esperam a melhor hora para matar nossos sonhos de liberdade e justiça.
Está na hora de escolhermos uma data, ainda este ano, para promovermos simultaneamente manifestações nas portas de todas as missões diplomáticas e de todos os símbolos dos EUA em toda a América Latina, gritando, como um só povo:
FORA A QUARTA FROTA TERRORISTA!


(*) Ivan Pinheiro é Secretário Geral do PCB
Rio de Janeiro, 18 de julho de 2008
FONTE:
http://www.pcb.org.br/gerra.htm