Fósforo branco provoca feridas que dilaceram corpo das vítimas Já o uso de bombas de fósforo branco - banido pela Convenção da ONU de 1980 - pelas tropas israelenses não oferece dúvidas.
Nafiz Abu Shabaan, chefe da unidade de queimaduras do hospital Al Shifa destacou a morte de 70 pacientes com queimaduras que denunciavam o uso do fósforo.
“Pacientes com queimaduras relativamente pequenas, que deveriam sobreviver, faleciam de forma inesperada”.
“Não há controvérsias. Vimos militares israelenses que tinham bombas preparadas para lançar em Jabalia. Eram de fabricação americana, de 155 milímetros. E depois as vimos estourar no céu”, denunciou o insuspeitoMac Garlasco, antigo assessor do Pentágono e atual assessor em temas militares da Human Rights Watch. E ainda a edição digital do jornal The Times, mostrou um militar israelense manipulando projéteis de origem americana, do modelo M825A1, carregados de fósforo branco. Os obuses contém 116 bastões de fósforo que incancescem em contato com o oxigênio chegando à temperatura de 800ºC. O fósforo branco é usado como agente incendiário que produz terríveis queimaduras que chegam ao osso, atingindo órgãos internos como o coração, o fígado ou os rins. Abu Shabaan declarou-se estupefato pelas características não usuais das feridas.
“Começam com manchas pequenas e dentro de horas tornam-se grandes e profundas e em alguns casos chega-se ao ponto em que a condição geral do paciente piora de forma inesperada”, declarou. Os médicos também informaram sobre “um odor muito ruim vindo das feridas”.
Em muitos casos os pacientes foram atingidos por toxicidade grave e inesperada e tinham que ser levados às pressas para as UTIs.
“Uma garota de três anos de idade foi submetida a uma tomografia por causa de uma ferida na cabeça. Quando voltou do exame, abrimos a ferida e saiu fumaça de dentro da ferida. Os cirurgiões usaram pinças para extrair uma substância da ferida que era como um algodão muito denso e que começou a queimar. A substância seguiu queimando até desaparecer. A criança, que era de Beit Lahya, norte de Gaza, morreu”, relatou Shabaan.
Matéria publicada no jornal israelense Haaretz, no dia 21, informa que as forças armadas de Israel já assumem que foram atirados 20 tiros de morteiro contendo fósforo branco sobre Beit Lahya. Segundo eles os disparos foram feitos por integrantes de uma brigada de paraquedistas.
Os oficiais negam que o bombardeio tenha sido sobre civis.
Dizem que os obuses eram direcionados a “pomares onde se escondiam membros do Hamas”. O bombardeio israelense nos depósitos da principal instalação da ONU na cidade de Gaza, na quinta-feira, dia 15, também foi denunciado pelo uso de três bombas de fósforo branco. Pequenos pedaços de material incandescente foram vistos no local horas após as explosões.
As crianças de Gaza 7/1/2009 1:22:30 Do milhão e meio de pessoas que estão enjauladas sob bombardeio em Gaza, quase 50% é composta de crianças de menos de 15 anos de idade. Os palestinos, e muito especialmente os palestinos de Gaza, são regularmente submetidos a um dos maiores horrores imagináveis: pais e mães enterrando filhos. O vídeo que se segue vale a pena ser visto:
Já são, confirmadas,pelo menos oitenta e nove crianças mortas pela chacina israelense, além, claro, das milhares de fisicamente feridas e das centenas de milhares traumatizadas psicologicamente de forma severa, talvez irrecuperável.
E agora vemos a foto de Somaeah Hassan, de 6 anos morta (assassinada) na franja de Gaza. Uma flor fuzilada entre gases, com os olhinhos semicerrados, sem entender onde nem porque se tornou para o mundo um símbolo - a Rosa da Palestina, irmãzinha da Rosa de Hiroshima cantada no poema de Vinícius que ordena, suplica, que "Pensem nas crianças mudas telepáticas. Pensem nas meninas cegas inexatas. Pensem nas mulheres rotas alteradas. Pensem nas feridas como rosas cálidas...".
Por quê tem que ser a morte e não a vida?
Por quê entre a alegria das festas de fim de ano temos que ser submetidos a tanto horror humano? A uma verdadeira carnificina?
E não podemos nos calar.
As palavras não salvam, mas se calarmos contribuiremos para justificar um crime, e a perpetuá-lo.
Não vivemos nos séculos passados. Vivemos no século XXI - Este crime está sendo feito diante dos olhos do mundo .
Jamais poderemos dizer que nos calamos porque não sabíamos.
Em Gaza não é uma guerra, não há luta entre tropas.Trata-se de uma ofensiva planejada por Israel já algum tempo. É uma matança de crianças, mulheres, idosos, civis. É sim um crime e envergonha a toda a humanidade.
E que providencias os EUA, debilitado moral e politicamente, e a hipócrita diplomacia Européia tomaram para que essa chacina anunciada fosse evitada?
O que vemos, na omissão, é senão uma cumplicidade vergonhosa.
O mundo sabe que se aproxima uma campanha eleitoral.
O mundo não é “tão” idiota assim.
São cínicas as desculpas de Israel de que “atacam” os membros de Hámas.
Então devemos entender que as pequenas criancinhas são terroristas?
Os civis, pais, mães, velhinhas, velhinhos e deficientes físicos e visuais também?
Os doentes internados nos hospitais, os médicos, enfermeiros e auxiliares.
Serão então estes os terroristas?
Isto não é uma represália e nem uma guerra, e sim uma chacina.
Assassinato!
Na verdade, usam da estratégia de aniquilamento da vontade e da resistência da população palestina com a ocupação da Cisjordania e em Gaza submetendo-a a viver um verdadeiro inferno na própria terra para atingirem seus "verdadeiros objetivos" acobertado pelas grandes potencias mundiais.
Onde é que se lê mesmo sobre os Direitos Humanos?
O Estatuto da Criança?
E não vai acontecer nada!
Israel vai sair impune para que o mundo se escandalize e se indigne mais.
Somos pobres na ação.
Forças maiores nos aniquilam.
Somos os mortos vivos das guerras e das chacinas.
Os sobreviventes visuais de um mundo “globolizado”.
A violação contínua da legalidade internacional, os termos da Convenção de Genebra e as mínimas normas de humanidade, não tem conseqüências alguma.
– Israel, depois de se tornar assassina de crianças e bebês, ainda acabará sendo "premiada" com um convite a ingressar na "OCSE - Office of Child Support Enforcement". - Aguardem!Somente nos resta rezar e procurar entender esse tal “Deus”!
Vamos nos unir em prece, já que estamos impossibilitados de parar com estes crimes que afronta a razao dos seres humanos (humanos!?).