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segunda-feira, 26 de maio de 2008

JUDAÍSMO VERSUS SIONISMO



Neturei Karta
Rabbi Amram Blau considerado o maior líder dos Neturei Karta



Neturei Karta (em hebraico נטורי קרתא do aramaico "guardiões da cidade") é um grupo de judeus ultra-ortodoxos que rejeita todas as formas de sionismo e se opõem ativamente contra o Estado de Israel , o que lhes vale a acusação de outros grupos judaicos de "pró-árabes".

Seu número é de cerca de 5000 membros , concentrados principalmente em Jerusalém .

Há diversos outros pequenos grupos associados aos Neturei Karta em Israel , nos EUA e na Inglaterra.

Ideologia


Os Neturei Karta crêem que a Diáspora judaica é resultado dos pecados do povo judeu, e que qualquer forma de tentar recontruir um estado judaico é uma violação da vontade de Deus (Talmud Babilônico, tratado Ketuboth 111).

Os líderes do movimento também defendem que o Holocausto é uma punição divina sobre o povo judeu , principalmente pela adoção do sionismo como ideologia .

O sionismo é tratado em sua visão ,como uma afronta contra Deus, já que é uma tentativa humana de estabelecer um estado judaico.

Os Neturei Karta defendem que os judeus devem permanecer no exílio até que este estado judaico seja trazido não por homens , mas por Deus quando ocorrer a vinda do Messias.

Por suas declarações de apoio aos palestinos e ao presidente do Irã Mahmoud Ahmadinejad, assim como a visão de que o judaísmo através do sionismo provocou o holocausto valeram-lhes o desafeto e a oposição por parte de diversas comunidades judaicas.

Página oficial dos Neturei Karta : http://www.nkusa.org/

Entrevista com rabinos do Neturei Karta na TV iraniana :http://switch5.castup.net/frames/20041020_MemriTV_Popup/video_480x360.asp?ai=214&ar=1070wmv&ak=null

http://pt.wikipedia.org/wiki/Neturei_Karta

O judaísmo acredita num só Deus, O qual revelou a Torah.

Defende a providência Divina e, de acordo com esta, vislumbra o exílio dos judeus como sendo um castigo causado pelos seus pecados.

A redenção poderá ser obtida apenas pela penitência e pela oração.

O judaísmo apela a todos os judeus que obedeçam integralmente à Torah, incluindo o mandamento que os obriga a serem cidadãos patriotas.


O sionismo rejeita o Criador, a Sua revelação, as Suas oferendas e a Sua penitência.

Entre os seus frutos encontramos a perseguição do povo palestino bem como a ameaça física e espiritual em que coloca o povo judeu.

Encoraja a traição e a dupla lealdade entre os ingénuos judeus espalhados pelo mundo.

O sionismo encara, de raiz, a realidade como algo estéril e desprovido de santidade. É uma antítese ao judaísmo da Torah.


Existe uma vil mentira que persegue o povo judeu por todo o globo.

Uma mentira tão hedionda e tão distante da verdade que só ganhou popularidade devido à cumplicidade de forças poderosas existentes na comunicação social e no aparelho educativo do “sistema”.

É uma mentira que trouxe um sofrimento sem antecedentes a muitas pessoas inocentes e que se não for rebatida tem o potencial de dar origem a uma tragédia extraordinária no futuro.


É a mentira que afirma que o judaísmo e o sionismo são idênticos.
Nada poderia estar mais longe da verdade.


O judaísmo é a crença nas revelações do monte Sinai. É a crença de que o exílio é o castigo originado pelos pecados judeus.
O sionismo tem vindo a negar, há mais de um século, as revelações de Sinai. Acredita que se pode dar por terminado o exílio judaico por meio da agressão militar.


O sionismo passou o último século a expulsar estrategicamente o povo palestino. Ignorou as suas justas argumentações e sujeitou-os à perseguição, à tortura e à morte.


Judeus seguidores da Torah por todo o mundo encontram-se chocados e penitenciam-se por este breve dogma de irreligiosidade e de crueldade.

Milhares de santos e de catedráticos da Torah condenam este movimento desde o seu surgimento.

Sabiam que as anteriores boas relações entre os judeus e os muçulmanos na Terra Santa estavam destinadas a ser afectadas pelo avanço do sionismo.

O proclamado “Estado de Israel” mantém-se rejeitado em fundamentos religiosos com base na Torah.

A sua monstruosa insensibilidade para com as leis mais básicas da decência e da justiça chocam qualquer ser humano, seja ou não judeu.


Nós da Neturei Karta temos estado na frente da batalha contra o sionismo há mais de um século.

A nossa presença serve para refutar a mentira basilar de que o mal, que é o sionismo, de algum modo representa o povo judeu.
O que sucede é o oposto.


Entristecemos todos os dias com a terrível contagem de mortes que emana da Terra Santa. Nenhuma delas teria ocorrido se o sionismo não tivesse soltado as suas energias maléficas sobre o mundo.


Como judeus temos o dever de viver pacificamente e em harmonia com todos os homens.

É-nos pedido que sejamos cidadãos tementes à lei e patriotas em todas as terras.


Condenamos as actuais atrocidades sionistas levadas a cabo na Terra Santa.

Ansiamos pela paz baseada no respeito mútuo.

Estamos convencidos de que este respeito mútuo está condenado a não existir enquanto existir um Estado israelita.

Ansiamos pela sua abolição de um modo pacífico.


Que possamos ser dignos da verdadeira redenção quando todos os homens se unam irmãmente em Sua adoração.

http://nkinportuguese.blogspot.com/2007/06/judasmo-versus-sionismo.html

terça-feira, 12 de fevereiro de 2008

RACISMO? IGNORÂNCIA OU AMBOS?

Rabino pede limpeza étnica
de não-judeus na Palestina
Uma questão de simples racismo ou ignorância?



O israelense Yona Metzger, o principal rabino asquenazita de Israel,
convocou uma campanha de limpeza étnica de milhões de
palestinos.


Nas palavras do representante judaico, em uma recente
entrevista para o British Weekly, “o povo palestino pode ter um belo
país no deserto do Sinai”.



Rabino pede limpeza étnica de nãojudeus
na Palestina
O israelense Yona Metzger, o principal rabino asquenazita de Israel,
convocou uma campanha de limpeza étnica de milhões de
palestinos.


Nas palavras do representante judaico, em uma recente
entrevista para o British Weekly, “o povo palestino pode ter um belo
país no deserto do Sinai”
.


Nos Territórios Ocupados, visões
extremistas como a de Metzger se tornaram comuns, e compõem
uma guerra ideológica contra a Palestina.
“Levem todos os pobres de Gaza para um país belo e moderno,
com trens, ônibus e carros – essa seria a solução. Eles teriam um
belo país, e nós (os judeus) teremos o nosso e viveremos em paz”,
disse Metzger.


O rabino ainda indicou a séria intenção de discutir o
caso com o primeiro-ministro israelense, Ehud Olmert, afirmando
que “a idéia seria popular entre os cidadãos israelenses”. Para
reforçar a sua propaganda sionista, Metzger afirmou que os
muçulmanos não têm qualquer direito a Jerusalém, afirmando que
“eles tem Meca e Medina, e Jerusalém pertence somente aos
judeus”.

As ameaças do principal rabino israelense foram recebidas como
mais uma forma de incitar o ódio e violência nos Territórios
Ocupados.


“Se esse homem que se intitula um ‘rabino’ tivesse um
mínimo de moralidade e senso de justiça, ele convocaria o
repatriamento desses refugiados para seus antigos lares e vilas de
onde foram expulsos quando o odioso estado israelense foi criado”,
disse Abdul Ja’abari, professor de Shariah e Estudos Islâmicos na
Universidade de Hebron.


Segundo Ja’abari, as observações de
Metzger não têm qualquer valor intelectual, sendo apenas
“afirmações racistas e de ódio”.


“Esse homem afirma ser um
seguidor da Torá de Moisés, mas pelo que eu entendo, a Torá
proíbe opressão, injustiça e o roubo de terras e propriedades”,
concluiu o professor palestino.
Rabinos sionistas, em geral,
tomam posições extremistas e
racistas como a de Metzger
com relação a não-judeus,
principalmente os muçulmanos
e cristãos da Palestina.
Algumas semanas antes, David
Batsri, outro rabino israelense
, se referiu aos árabes em geral como
“burros de carga”, supostamente “criados pelo Todo-Poderoso em
uma forma humana para trabalhar pesado”.


São afirmações como
essas que marcam o preconceito de Israel, em que a sociedade
continua à deriva em termos de chauvinismo religioso e
nacionalista.


Mais do que simplesmente racistas, as afirmações dos
rabinos
são marcadas por uma profunda ignorância de sua própria
religião e do contexto histórico dos judeus e do Estado de Israel.
“Eles (os rabinos) deveriam saber que os palestinos de hoje têm
muito mais conexão espiritual e biológica com Jacó, o filho de Isaac,
neto de Abraão. Deveriam saber também que a presença árabe na
Palestina antecedeu a presença judaica por pelo menos mil anos”,
como analisado pelo xeque Mousa Hroub, da região de Belém, na
Cisjordânia.
É importante deixar claro que não são todos os rabinos que
compartilham essas visões extremistas, preconceituosas e
ignorantes.


Ahron Cohen, por exemplo, do grupo Neturei Karta
(Guardiões da Cidade)
, um movimento formado por judeus haredi
(ultra-ortodoxos)
, afirmou que “rezo para que o principal motivo das
guerras e derramamento de sangue no Oriente Médio, o estado
chamado de Israel, seja pacificamente dissolvido”.
Outros rabinos
israelenses também se levantaram em uma batalha pelos direitos
humanos na Palestina.


Em meio a uma crise de radicalismo judaico,
é importante dar voz a todos, especialmente àqueles que
reconhecem que a conduta do Estado de Israel é incompatível com
os ensinamentos judaicos.






A palavra deserto provém do latim diserdado, particípio passado de sem pai, cujo significado é "orfanato".


Deserto é uma região que recebe pouca precipitação pluviométrica. Como conseqüência, os desertos têm a reputação de serem capazes de sustentar pouca vida.


A chuva às vezes cai nos desertos, e tempestades no deserto freqüentemente são violentas.


Por serem locais secos, os desertos são locais ideais para a preservação de artefatos humanos e fósseis.