quarta-feira, 24 de junho de 2009

ABECEDÁRIO DAS ELEIÇÕES IRANIANAS

Quem é quem na política iraniana
M.K. BHADRAKUMAR*

“A oposição cenográfica dos habitantes dos bairros ricos de Teerã cumpriu o papel de acrescentar cor, óculos ‘de griffe’ e hinos pró-mercado à campanha de Mousavi. Tido com reformador e progressista, Mousavi jamais foi nem uma coisa nem outra”, diz o indiano M.K. Bhadrakumar
A política iraniana nunca é fácil de decifrar.
A agitação criada em torno do resultado das eleições presidenciais da 6ª-feira passada intrigou muitos dos sempre presentes jornalistas e analistas autoproclamados decifradores bem informados dos códigos políticos iranianos.
Tanto se escreveu sobre tantas pistas falsas que, hoje, já ninguém parece saber quem é quem na disputa política no Irã, e o que mais interessa a cada um.
O grande vitorioso foi o Líder Supremo, o Aiatolá Ali Khamenei; esse, sim, alcançou vitória retumbante.
A ‘eminência parda’ da política iraniana, Akbar Hashemi Rafsanjani, é o perdedor, obrigado agora a lidar com os efeitos de uma acachapante derrota.
Resta saber se, afinal, estará caindo a cortina, depois de encerrado o último ato da tumultuada carreira do “Tubarão” –, apelido que ‘colou’ em Rafsanjani, desde o tempo em que nadava no poço sem fundo de intrigas que é o Parlamento ( Majlis) iraniano.
Naquele poço, Rafasanjani acostumou-se a nadar sem qualquer restrição, como predador político e como deputado porta-voz da Revolução Iraniana, desde os primeiros dias.

Com a enormíssima porcentagem de 64% dos votos, o presidente Mahmud Ahmedinejad venceu as eleições em 2009. E é difícil resistir à tentação de escrever que, como a grande baleia de Herman Melville em Moby Dick – a força, a fúria, a premeditação e a maldade –, Rafsanjani foi profundamente ferido pelo arpão eleitoral; e resta-lhe agora afundar, o mais silenciosamente possível, rumo ao esquecimento, no oceano da política iraniana. Isso, é claro, se a política iraniana fosse facilmente previsível; mas não é.

O governo do presidente Barack Obama nos EUA parece ter conseguido adivinhar o que viria, ou interpretou corretamente o significado alegórico da eleição iraniana; seja como for, antecipou-se ao terremoto que viria, desencadeado pelo vingancismo de Rafsanjani-Mousavi; e fez o melhor que havia a ser feito: manteve-se à distância, cuidadosamente afastado das eleições iranianas, resultados, protestos.
Começa agora a parte mais difícil, para Obama: seduzir o Conselho dos Anciãos que Khamenei preside como monarca quase absoluto.

Primeiro, um ‘abecedário’ das eleições.

Quem é Mir Hossein Mousavi, principal adversário que Ahmedinejad derrotou nas eleições?
É um enigma, travestido em mistérios. Impressionou a juventude e as classes médias urbanas como reformador e progressista. Jamais foi nem uma coisa nem outra.
Como primeiro-ministro iraniano, de 1981 a 1989, Mousavi jamais passou de político linha-dura, sem qualquer refinamento político. Estranhamente, a campanha eleitoral caríssima e over high-tech pôs em circulação outro Mousavi, que ninguém jamais vira antes, no Irã: como se o personagem tivesse sido desmontado peça a peça e, depois, se tivesse remontado, ele mesmo, para outras finalidades operacionais.
Para avaliar a mudança, basta ler as declarações de Mousavi, em 1981, depois da ‘crise dos reféns’ (como ficou conhecido o cerco de 444 dias à embaixada norte-americana em Teerã, quando estudantes, da jovem guarda revolucionária iraniana mantiveram presos, no prédio da embaixada, os diplomatas norte-americanos): “Foi o começo do segundo estágio da revolução islâmica. Depois da tomada da embaixada dos EUA descobrimos nossa verdadeira identidade islâmica. Depois daquela ação, sentimos que podíamos enfrentar cara à cara a política ocidental e analisá-la com a frieza com que o ocidente sempre nos analisou e avaliou ao longo de muitos anos.”
Há quem diga que Mousavi também participou da organização e criação do Hizbollah no Líbano.
Ali Akbar Mohtashami, mártir reverenciado pelo Hizbollah, foi ministro do Interior no governo de Mousavi nos anos 80.
Mousavi também teve participação no ‘affair’ conhecido como “Irangate” em 1985.
O caso conhecido como “Irangate” foi negócio costurado pelo governo Ronald Reagan, no qual os EUA forneceriam armas ao Irã; em troca, Teerã trabalharia para obter que o Hizbollah liberasse os reféns presos em Beirute.
Ironia é que, naqueles idos dos anos 80s, Mousavi aparecia como perfeita antítese de Rafsanjani; aliás, o primeiro ato de Rafsanjani, quando afinal assumiu a presidência em 1989, foi demitir Mousavi.
Rafsanjani não perderia nem um segundo de tempo, com os delírios “antiocidentais” de Mousavi, ou com suas manifestações de rejeição visceral ao ‘mercado’.
A plataforma eleitoral de Mousavi foi uma estranhíssima mistura de políticas contraditórias e interesses ocultados mas muito claramente dirigidos para uma única meta, como uma espécie de obscessão maníaca: retirar poderes da presidência da República, no Irã.

Por isso conseguiu reunir autoproclamados ‘reformistas’ que apoiavam o ex-presidente Mohammad Khatami, e, também as alas mais ultraconservadoras do regime.
Rafsanjani é o único político iraniano capaz de reunir grupos tão completamente diferentes; e sempre trabalhou ao lado de Khatami para fazer diminuir os poderes da presidência da República.

Se se deixa de lado a ‘oposição’ cenográfica feita pelos habitantes dos bairros ricos de Teerã (“multidão Gucci”, como se disse em Teerã), que cumpriu o papel de acrescentar cor, maquiagem, óculos ‘de griffe’ e hinos pró-mercado à campanha de Mousavi, o núcleo duro de sua plataforma política foram poderosos interesses que, nessa eleição, fizeram sua derradeira tentativa para derrubar o regime liderado pelo Aiatolá Khamenei.

Por outro lado, esses grupos de interesse sempre se opuseram furiosamente às políticas econômicas implantadas durante a presidência de Ahmadinejad, políticas que ameaçaram o controle que aqueles grupos sempre tiveram sobre setores-chave da economia, como comércio internacional, educação privada, propriedade da terra e produção agrícola.

Para quem conheça melhor o Irã, basta dizer que a família (clânica) Rafsanjani é proprietária de vários impérios financeiros no Irã, empresas de exportação-importação, latifúndios e da maior rede de universidades privadas do país.
O grupo, conhecido como “Azad” tem mais de 300 universidades espalhadas pelo Irã; não são unidades produtoras apenas de pensamento ‘privatista’, também chamado ‘neoliberal’; também serviram como importante instrumento de propaganda da candidatura Mousavi: no total, foram cerca de 3 milhões de estudantes ativistas anti-Ahmadinejad, organizados nas universidades da família Rafsanjani.

As universidades do grupo “Azad” e grupos associados foram a espinha dorsal da campanha de Mousavi nas províncias.
A ideia geral foi mobilizar os estudantes das universidades do grupo “Azad” para levar a campanha até os mais pobres nas provínciais e ‘desmontar’ as bases consideradas chave para a reeleição do presidente Ahmadinejad.

Rafsanjani é político cujo estilo sempre o levou a construir redes extensas em praticamente todos os escalões da estrutura do poder, com especial atenção a corpos político-administrativos como o Conselho de Guardiães, o “Expediency Council”, os clérigos Qom, o Parlamento, os tribunais, a burocracia, o bazar e, até, com elementos infiltrados nos grupos mais próximos de Khamenei.
Construídas suas redes, Rafsanjani põe-se a jogar com esses bolsões de influência.

O eixo Rafsanjani e Khatami foi a base da plataforma política de Mousavi, que reuniu reformistas e conservadores.
Tudo estava preparado para levar a eleição para um segundo turno, dia 19/6, com o Irã, sim, já completamente dividido ao meio.
A candidatura do ex-comandante do Corpo de Guardas Revolucionários Iranianos [ing. Iranian Revolutionary Guards Corps, IRGC] foi incluída na disputa para arrancar uma fatia de votos dos mais conservadores.

Esperava-se também que o programa “reformista” do quarto candidato, Mehdi Karrubi, contribuísse para arrancar votos de Ahmedinejad, mediante a propaganda de políticas econômicas de justiça social, como o programa imensamente popular de distribuição da renda do petróleo entre os cidadãos, em vez de esses lucros serem acrescentados diretamente no orçamento do governo.

O plano de Rafsanjani visava, de certo modo, a levar a eleição para fora da disputa eleitoral; esperava-se que Mousavi capitalizasse todos os votos ‘anti- Ahmedinejad’ – estimando-se que Ahmedinejad teria, no primeiro turno, 10-12 milhões dos 28-30 milhões de votos (de um total de 46,2 milhões de eleitores). Por esses cálculos – mas só se houvesse 2º turno – Mousavi seria o grande beneficiário, se os votos para Rezai e Karrubi fossem essencialmente votos ‘anti-Ahmadinejad’.

O regime já estava bastante envolvido na campanha eleitoral, quando afinal percebeu que, por trás do clamor por ‘mudanças’, Rafsanjani trabalhava, de fato, contra, sobretudo, a liderança de Khamenei; a batalha eleitoral não passava de simulacro e pretexto.
De fato, a luta entre Rafsanjani e Khamenei tem longa história, desde o final dos anos 80; e foi, então, vencida por Khamenei, que assumiu a liderança em 1989.
Rafsanjani foi um dos indicados pelo Imam Khomeini para o primeiro Conselho da Revolução Islâmica; Khamenei chegou bem depois, quando o Conselho aumentou o número de membros. Por isso, Rafsanjani sempre cultivou um ressentimento; sempre entendeu que Khamenei usurpou o lugar que seria seu, como Líder Supremo.
O establishment clerical mais próximo de Rafsanjani difundiu a ideia de que Khamenei não teria as credenciais religiosas necessárias; que seria indeciso; e que o processo eleitoral seria questionável, o que gerou dúvidas sobre a legalidade do poder de Khamenei.

Clérigos de prestígio, estimulados por Rafsanjani, insistiram na ideia de que o Líder Supremo não seria apenas autoridade religiosa ( mujtahid), mas deveria ser também fonte de emulação e proselitismo (marja ou um mujtahid com ‘adeptos’, seguidores religiosos) e que Khamenei não satisfaria esse requisito; mas Rafsanjani, sim.

Os ataques contra Khamenei passaram a ser construídos a partir do argumento, vil sob vários aspectos, de que sua educação religiosa não seria satisfatória. O trabalho de desconstrução, pelos clérigos ligados a Rafsanjani, continuaram até os primeiros anos da década de 90. Então, Khamenei escolheu recolher-se e permaneceu recolhido, consciente de que estava sob cerco, durante os anos em que Rafsanjani ocupou a presidência (1989-1997).

Resultado disso, Rafsanjani foi o presidente que mais poder teve, em todos os tempos, em Teerã. Mas enquanto isso, Khamenei, recolhido, também construía novos poderes.
Se não tinha prestígio entre a elite do establishment clerical iraniano, cuidou de atrair para seu lado o establishment da segurança, sobretudo o ministro da Inteligência, os Guardas Islâmicos Revolucionários e as milícias Basij.

Enquanto Rafsanjani mais e mais se envolvia com os clérigos e com o ‘mercado’, Khamenei procurou apoio num grupo de jovens políticos brilhantes, com experiência de organização e de luta, e que estavam voltando ao Irã depois da guerra Irã-Iraque; por exemplo, Ali Larijani, atual líder do governo no Parlamento; Said Jalili, atual secretário do Conselho de Segurança Nacional; Ezzatollah Zarghami, presidente da Rádio e Televisão Estatais; e, sim, também o próprio Ahmadinejad.

O poder político real começou a tender na direção de Khamenei, depois de ele ter atraído para seu campo os Guardas Revolucionários e as milícias Basij.
Quando o mandato presidencial de Rafsanjani chegou ao fim, Khamenei já comandava os três principais braços do poder governamental e toda a mídia estatal; já era comandante-em-chefe das Forças Armadas e, também, de várias instituições estatais, como a “Imam Reza Shrine” ou a “Fundação pelos Oprimidos”, máquinas praticamente ilimitadas para gerar apoios políticos.

Hoje, toda a estrutura de poder assumiu a forma de um complexo aparelho de liderança patriarcal.
Analistas bem informados e sensíveis anotaram, com precisão, que Ahmadinejad não teria qualquer interesse pessoal ou eleitoral que justificasse atacar diretamente Rafsanjani, durante o debate do dia 4/6, em Teerã, com Mousavi.
O ataque a Rafsanjani não foi ataque eleitoral: foi ataque em disputa política mais profunda.

Ahmadinejad disse, naquele debate: “Hoje, nesse debate, não enfrento apenas o Dr. Mousavi, nem ele está sozinho, aqui à minha frente. Aí estão três governos passados: do Dr. Mousavi, do Dr. Khatami e do Dr. Rafsanjani, todos reunidos contra a minha presidência e o desejo dos eleitores iranianos.”
Mirou e atirou diretamente contra Rafsanjani, acusando-o de organizar golpe contra as eleições.
Disse que Rafsanjani prometera à Arábia Saudita que não haveria segundo governo de Ahmadinejad.

Rafsanjani respondeu fogo com fogo, dias depois, em carta a Khamenei, em que exigia que Ahmadinejad se retratasse, “para evitar que [Rafsanjani] fosse forçado a tomar medidas judiciais cabíveis”.

“Espero que o senhor resolva esse impasse, e apague o fogo, cuja fumaça já se vê de longe; e que evite desdobramentos perigosos. Mesmo que eu estivesse disposto a relevar esse tipo de agressão, não duvide de que há gente, partidos, grupos, facções, que não a relevariam”Rafsanjani ameaçou Khamenei sem meias-palavras.
Simultaneamente, Rafsanjani convocou toda a sua base clerical: uma claque de 14 altos clérigos reuniram-se em Qom, à volta dele.

Já foi ato de desespero, acionado por interesses ocultos que já sabiam do crescimento muito significativo dos movimentos dos Guardas Revolucionários, nos últimos anos. Mas, se Rafsanjani supusera que seria fácil criar um ‘motim’ entre os clérigos, e que isso ‘desequilibraria’ Khamenei... errou muito gravemente no cálculo do poder político em Teerã.

Khamenei fez o que de melhor poderia ter feito para esvaziar o ‘movimento’ golpista de Rafsanjani: Khamenei simplesmente ignorou o “Tubarão”.
Dezenas de milhões de voluntários da Guarda Revolucionária e das milícias Basij foram rapidamente mobilizados para votar; somaram-se aos milhões de pobres das áreas rurais que se vêem manifestos em Ahmadinejad. Daí em diante, foi só esperar que se repetisse o que já acontecera nas eleições de 2005. O comparecimento às urnas – 85% dos eleitores votaram – foi o maior da história do Irã.
Esse comparecimento às urnas, não qualquer tipo de ‘fraude’ eleitoral, determinou a vitória de Ahmadinejad, sem 2º turno; horas depois de anunciados os resultados, aplaudiu o comparecimento dos eleitores às urnas, que, segundo suas palavras, mereceria “verdadeira celebração”.
Khamenei

Disse Khamenei: “Congratulo-me (...) com o povo iraniano por esse sucesso de todos. Todos temos muito o que agradecer, por tantas bênçãos recebidas”. Preveniu os jovens e “os que apoiam o candidato eleito e demais candidatos e apoiadores”, para que todos se mantivessem bem alertas, “para evitar os discursos e as ações de provocação.”

A mensagem de Khamenei a Rafsanjani foi bem clara: aceite a derrota e não volte a envolver-se em movimentos golpistas.
Os resultados da eleição de 6ª-feira asseguram que a casa do Aiatolá Khamenei, Líder Supremo, continuará a ser o ponto focal do poder político no Irã.
É o quartel-general do Presidente, das forças armadas iranianas e, sobretudo, dos Guardas Revolucionários. É fonte legítima do poder dos três braços do governo e é ponto nodal de todas as políticas econômicas, de segurança e de relações internacionais no Irã.

O presidente Barack Obama já deveria já estar pensando em construir caminho para aproximar-se (amistosamente, não beligerantemente, nem mediante sanções econômicas) e buscar vias de entendimento com o Aiatolá Khamenei.
Difícil imaginar desafio maior e mais complexo.
*M. K. Bhadrakumar é diplomata de carreira do MRE indiano. Serviu na União Soviética, na Coreia do Sul, no Sri Lanka, na Alemanha, no Paquistão, Uzbequistão, Kuwait e Turquia.

DESASTRE DA TELEFÔNICA

Desastre da Telefónica faz Anatel aplicar multa e suspender vendas

Depois de 4 panes - uma na telefonia e 3 no serviço de internet - a Agência resolveu suspender vendas do Speedy.
Multinacional só cumpriu a determinação no dia seguinte

A Telefónica está, desde segunda-feira, dia 22, proibida de comercializar a banda larga Speedy, até que o sistema do seu serviço de internet (Speedy) seja garantido.
A decisão foi publicada no Diário Oficial da União pela Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel) e tem como base as seguidas panes no sistema desde julho de 2008 que derrubaram inclusive serviços públicos municipais e estaduais da capital.
A pane do ano passado durou mais de 36 horas e deixou milhares de pessoas sem acesso à rede em mais de 407 municípios do Estado. Em abril deste ano, os clientes Speedy ficaram uma semana com problemas de acesso. E, já no mês seguinte, em março, parte do bairro Cambuí, em Campinas, ficou quatro dias sem telefone e com o acesso à internet inoperante.

Procon

Durante anos a Telefônica embolsou o dinheiro do cliente (e do trabalhador brasileiro via BNDES – ver matéria na página 2) sem que nenhuma providência tenha sido tomada pela Agência.
Liderou em 2008, pelo terceiro ano consecutivo, o ranking de reclamações fundamentadas da Fundação de Proteção e Defesa do Consumidor (Procon) na cidade de São Paulo, contabilizando 3.615 queixas.
Somente na Justiça paulista tramitam atualmente mais de 18 mil processos contra a empresa. E, nos últimos cinco anos, o número de atendimentos nos postos fixos do Procon-SP contra a Telefónica subiu mais de 100% (de 12.086 em 2004 para 28.149 em 2008).

Mas, quando, no dia 9 de junho, todo o serviço de chamadas locais e de longa distância nacional e internacional no Estado de São Paulo ficou suspenso por aproximadamente 6 horas a lenda de “privatização mias bem-sucedida” da chamada “era FHC” caiu por terra.

O que foi feito de investimento no serviço telefônico de São Paulo, assim como em quase todo o país, foi realizado antes da privatização e para preparar o sistema para a partilha.
Depois que assumiu, para usar as palavras do diretor do Sindicato dos Trabalhadores em Telecomunicações (Sintetel), Mauro Cava de Britto, a empresa foi constantemente alertada por seus funcionários “de que é necessário que ocorram investimentos pesados na rede, na parte técnica, na infra-estrutura”.

Segundo um documento editado pelo Ministério das Comunicações durante o governo Fernando Henrique (Programa de Recuperação e Ampliação do Sistema de Telecomunicações e do Sistema Postal), os R$ 22,042 bilhões arrecadados no leilão são inferiores aos R$ 23,5 bilhões de investimentos feitos pela Telebrás entre janeiro de 1995 e agosto de 1998, para “expansão e modernização da planta”. Toda a estrutura já estava lá, era só puxar a linha.

A Anatel deu 30 dias para a Telefônica apresentar plano que garanta a disponibilidade do serviço.

A Agência exige que a Telefónica comprove capacidade de gerenciar as linhas que já disponiliza. No próximo mês, a multinacional terá que apresentar um “planejamento de contingência, gerenciamento de mudanças, implantação de redundância de redes e sistemas críticos, planejamento operacional e cronograma, que indique data a partir da qual estejam implementadas medidas que assegurem a regularidade do serviço”.

Até lá, a empresa fica impossibilitada de vender novas ligações do Speedy sob pena de pagar R$ 1 mil para cada novo acesso comercializado. Também foi estabelecida uma multa de R$ 15 milhões pelo descumprimento.

Contravenção

Ainda assim, a multinacional foi pega por repórteres vendendo o serviço no mesmo dia da publicação no D.O.
Ao meio-dia, a reportagem do site IDG Now! entrou em contato com o atendimento do serviço Speedy e solicitou a compra de um pacote de banda larga de 2 Megabits por segundo.
“A oferta foi confirmada pelo vendedor Diego P. e o kit para instalação do serviço seria entregue em 7 dias no bairro do Morumbi, em São Paulo. A proposta foi registrada com um protocolo de atendimento”, informa a reportagem. Um advogado ouvido pelo site explica: “Esta oferta já implica em uma multa de 1 mil reais para a Telefônica”.

No final da tarde, depois de seguidas denúncias, a Central de Atendimento da empresa emitiu uma nota em que afirma que deixaria de vender o serviço de internet banda larga Speedy apenas a partir da 0 hora do dia seguinte.

PENSAMENTOS DO DIA

PENSAMENTOS


Não é no pó que se acumula nas minhas sandálias, que encontrarei as lembranças dos caminhos que já percorri; mas nos sentimentos de que pude desfrutar, durante as minhas viagens.
Como não é nas minhas palavras, que encontrarei as verdades que busco; apenas poderei encontrá-las nas dúvidas que me são trazidas pelos meus irmãos. Pois a resposta não começa a nascer, antes que seja formulada a pergunta.
Assim como o perigo das tempestades não está no estrondo assustador do trovão, mas na beleza ofuscante dos raios, também não é nos anseios do mundo que encontraremos as causas da nossa felicidade, ou do nosso sofrimento; elas estão nos nossos sentimentos, em nosso verdadeiro Eu.
Como o mar, tem o verdadeiro Eu as suas calmarias e as suas borrascas. Como o mar, é profundo e insondável; é nele que residem a melhor e a pior parte de nós. E não podemos controlá-lo; ele é que nos controla, porque é a nossa verdade maior.
Todavia, o homem busca entorpecer-se com os apelos do mundo. É nos valores da sociedade, que busca os parâmetros para medir aos outros e a si mesmo. E, ao fazê-lo, é como a mariposa ingênua, que se deixa atrair pelo brilho fatal da lâmpada enganosa.
Eis que me move o desejo de aprender; e como compreender a Vida, se eu me fechar em mim mesmo e não compartilhar as dúvidas e a sabedoria dos meus irmãos? Pode uma única página possuir toda a sabedoria que habita em um livro? Ou uma única flor exibir todo o colorido de um vasto jardim?
Assim, cada um que ouça as minhas palavras e nelas encontre o ponto de partida para as suas próprias verdades, será para mim como a missão cumprida. Pois o semeador, ao lançar milhões de grãos sobre a terra, sabe que nem todos eles frutificarão; e nem por isso despreza o valor do seu trabalho, ou a alegria da colheita.
Por isto, assim como devo lavar as minhas vestes, para que nelas não persista a poeira do caminho, devo também abrir a minha mente, para que possa aceitar as idéias alheias e nelas descobrir novas verdades. Pois aquele que se julga completo é como uma esponja que, encharcada de presunção, nada mais consegue absorver.
Desejo, apenas, que a minha voz se faça ouvir. Que o meu coração esteja pronto a ouvir os meus irmãos e compreender os seus sentimentos; e, acima de tudo, que a Voz do Universo possa exprimir-se por minhas palavras e orientar-nos na caminhada, que se renova em todos os dias.
A busca do nosso verdadeiro Eu.

terça-feira, 23 de junho de 2009

REVELAÇÕES

Rabino Weiss - Um Segredo para Revelar ao Mundo

MAHMOUD AHMADINEJAD PRESIDENTE REELEITO DO IRÃ

Mahmoud Ahmadinejad (em pársi: محمود احمدی‌نژاد; Garmsar, 28 de outubro de 1956) é o sexto presidente do Irã.

Seu mandato teve início em 3 de agosto de 2005.


Ahmadinejad, Ph.D. em Engenharia de Transportes, Professor Universitário em Ciências Políticas e humilde Presidente da República Islâmica do Irã que nunca aceitou os luxos da vida presidencial.


Presidente do Irã

Ahmadinejad

Discurso que o resto do mundo não viu




A notícia que o resto do mundo não viu 2

A VITÓRIA IRAQUIANA

Homenaje a los valientes combatientes de la recistencia iraki

Irak a la victoria



Sem autorização da ONU, os EUA invadiram o Iraque à frente de uma coalizão em 2003 sob a alegação de que Saddam Hussein (1979-2003) fabricava armas de destruição em massa --que não foram encontradas.


sábado, 20 de junho de 2009

IRAQUE COM SADDAM:" PETRÓLEO ÁRABE PARA OS ÁRABES"

Saddam Hussein e a nacionalização do petróleo: uma nova era no Iraque
Uma nova era na vida do Povo Iraquiano se inaugurava.
A partir de 1972, o Iraque tomou posse de 65% da produção petroleira, que até então era revertida para as empresas estrangeiras e de 99,75% dos seus campos petrolíferos nas mãos das mesmas companhias até a data da nacionalização.
http://www.horadopovo.com.br
Nacionalização do Petróleo
A partir de 1968, com Sadam na vice-presidência, mas como líder de fato das mudanças que o país exigia e com Ahmad Hassan Al Bakr como presidente, o Iraque se prepara para nacionalizar o petróleo, sob a consigna: "Petróleo árabe para os árabes!".
Para fazê-lo, enfrentou os que, tanto dentro do partido Baas, como em outras agremiações a exemplo do Partido Comunista Iraquiano, não acreditavam no potencial do povo iraquiano em tomar conta de seu destino e desenvolver suas próprias formas de exploração do petróleo. Uma vez tomada a decisão, conseguiu o apoio da União Soviética para adquirir independência tecnológica na exploração de sua matriz energética.
Uma nova era na vida do povo iraquiano se inaugurava.
A partir de 1972, o Iraque tomou posse de 65% da produção petroleira, que até então era revertida para as empresas estrangeiras e de 99,75% dos seus campos petrolíferos nas mãos das mesmas companhias até a data da nacionalização.
Como informa o Informe do Partido Baas ao seu 8º Congresso, realizado em 1974, as medidas tomadas pelo governo revolucionário, incluindo a reversão da renda do petróleo para o benefício do povo e do país permitiram que o Iraque experimentasse um crescimento de 184% no PIB de 1969 a 1974.
Crescimento devido ao aumento da renda e da exploração do petróleo, mas também de toda a economia.
A agricultura teve um crescimento de 15,3% de 1969 a 1972 e a indústria experimentou um crescimento de 14% médio durante os primeiros cinco anos da Revolução comandada por Sadam.
O número de empregos cresceu 30% e a massa salarial subiu 58% na indústria e comércio.
Em 1975, mais de quatro mil aldeias já haviam sido eletrificadas.
Em 1977 o governo iraquiano recebeu o principal prêmio da UNESCO ao desenvolver o Dia do Conhecimento, projeto de disseminação cultural pelo qual passaram dois milhões de iraquianos.
O crescimento continuado foi garantido pela revolução com Sadam como presidente desde 1979, de forma que às vésperas da invasão ianque de 1991, o número de mulheres, em idade escolar que estavam estudando era de 95%, contra apenas 34% em 1970.
Fonte: Jornal Hora do Povo, n. 2531 - edição de 5 a 9 de janeiro de 2007
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