sábado, 20 de junho de 2009

A HISTÓRIA DO POVO PALESTINO

Palestina: A história de um povo.
por Camila Martins
No período entre o final do ano de 2008 e janeiro de 2009 mais um banho de sangue aconteceu.
O exército israelense “em resposta” aos foguetes lançados pelos Hamas - Movimento de Resistência Islâmica, que em 2006 ganhou as eleições palestinas com 56% dos votos - promoveu um verdadeiro genocídio contra a população da Faixa de Gaza.
Mais de 1300 foram pessoas mortas, e entre elas mais de 400 crianças, desencadeando uma crise humanitária.
A violência foi tão absurda que foram bombardeados duas escolas da ONU, e um armazém que abrigava refugiados e armazenava mantimentos, inclusive os que foram enviados pelo governo brasileiro, tendo como pano de fundo a declaração da chanceler Tzipi Livnil, que disse “quando Israel for atacado, retaliará.”
E isso foi o mais ouvido nos últimos tempos.
Para a grande mídia e as principais potências, dando maior destaque aos Estados Unidos, Israel é uma vítima dos ataques terroristas do Hamas, tendo total direito de se defender, e invadir Gaza por terra para exterminar os membros da facção.
O que não é revelado, é que a ocupação israelense inclui áreas não legalizadas pela ONU.
A partir dessa afirmação o conflito muda de perspectiva, o Hamas, um grupo de milicianos armados, que se tornou um partido político, torna-se junto de todos os palestinos, um movimento de resistência contra o império militar e da tentativa de colonização.
A Palestina Histórica
A chamada Palestina Histórica é todo o território que engloba hoje Faixa de Gaza, Israel, e Cisjordânia.
Antes da decisão de construir lá um estado judeu, que implicaria na desapropriação de terras de árabes que a habitavam há séculos; a região fazia parte de uma grande extensão interligada ao mundo árabe.
Com o histórico de sucessivos golpes dos grandes impérios, no século XIX a Palestina fica sob o comando do Império Turco-Otomano, somando cerca de 500 mil habitantes.
Entre eles a pluralidade religiosa, muçulmanos, cristãos, e judeus conviviam em harmonia e tinham os mesmos direitos, mesmo sendo a grande maioria muçulmana, cristalizando a sua cultura na região.
Ainda na ocasião, o número de cristãos não somavam 10%, os de judeus, nem 5%.
Sionismo: o nacionalismo judeu
Ainda no final do século XIX os judeus sofrem um duro golpe: O governo czarista resolve culpá-los por todo mal que vinha sofrendo o povo russo, milhares são mortos.
Em meio a essa complicada situação, buscando refúgio nos outros países da Europa, o judeu nascido em Budapeste, Theodor Herzl, publica no final do século XIX, um documento que diz que os judeus deveriam ter a sua própria terra, onde eles mesmos sejam os senhores.
Tais idéias são inspiração para o Sionismo, corrente política que defendia a criação de um estado exclusivamente judeu.
Depois de estudarem lugares como Uganda, Argentina, e até mesmo a Amazônia, chegaram a conclusão que o melhor lugar seria a Palestina, já que essa era a terra prometida por Deus.
Assim, em 1897, é realizado o 1º Congresso Sionista, onde abertamente propuseram um projeto colonial para a Palestina, com a intenção de tornar ali definitivamente o seu lar. Nesse mesmo congresso fica instituída a criação de uma agência de propaganda, para divulgar e incentivar a imigração judaica para a Palestina, mobilizando cada vez mais pessoas que iam em busca da nova terra.
A adesão se intensifica quando em 1917 o governo inglês, agora exercendo seu comando sobre a Palestina, aprova a criação de um Lar Nacional Judaico naquelas terras.
“Isso foi uma grande loucura. O debate no âmbito do direito internacional não aceita essa reivindicação, porque se você considerar que quem morou há mais de dois mil e quinhentos anos atrás em determinada terra tem direito a ela, é preciso devolver os Estados Unidos aos índios cherokees, povo que morava lá originalmente. O direito a terra é de quem nela habita e toma conta”, diz o sociólogo e arabista Lejeune Mirhan, que tem uma coluna no site www.vermelho.org há sete anos inteiramente dedicada ao Oriente Médio.
Com tal notícia o povo árabe começa a se alarmar e perceber que com o fluxo imigratório, em poucos anos eles seriam substituídos pelos estrangeiros.
Diversos conflitos acontecem, prenúncio do que estaria por vir.
Com a ascensão de Hitler e a intensificação do anti-semitismo na Alemanha nazista, outro pico de imigração é registrado, só em 1935 são 65 mil judeus entrando na Palestina.
O governo inglês, percebendo a dimensão do problema que estava se formando, e os conflitos entre os grupos que poderiam acontecer, tenta barrar a entrada de mais judeus na região. E é nessa ocasião que os judeus rompem com a Inglaterra para aliarem-se ao país que é seu braço direito até hoje, os Estados Unidos
Israel: Estado Bandido
Visando expandir seu poder e influencia no Oriente Médio, os Estados Unidos tem um papel protagonista nessa história.
Ainda para Mirha, “Quando o comércio era basicamente marítimo, todas as rotas que saiam da Índia e da China para chegar a Europa passavam pela Palestina para atravessar o Mediterrâneo, tornando a região estratégica. Já no século XX, desgraçadamente os Estados Unidos fizeram um furinho e descobriram que o Oriente Médio é a região mais petrolífera do mundo, sendo necessário colocar ali uma cabeça de lança que defendesse seus interesses. A solução foi apoiar a criação de um Estado totalmente artificial.”
Incentivando a imigração para a Palestina, os americanos financiavam a compra de armamento pelos judeus, que embasados na idéia do “soldado cidadão” treinavam seu povo militarmente para combate. E é essa força militar que é usada em atentados contra aldeias palestinas, como no episódio do massacre da aldeia de DERIASSIM, dois anos antes da criação do Estado de Israel, onde 247 pessoas, incluindo mulheres e crianças, foram mortas pelo grupo judeu sionista Irgun.
Mas esse e outros atentados contra os palestinos não ganharam repercussão.
O mundo, principalmente a Europa, se sentia culpado pela conivência que tiveram com os crimes cometidos durante o Holocausto, e a maneira de se redimir foi colocar a questão judaica em primeiro plano.
A criação do Estado de Israel se tornou pauta na agenda internacional, até que em reunião na sede da Organização das Nações Unidas, em Washington, durante uma votação apertada, 33 votos a favor – incluindo o do Brasil e da União Soviética, e 30 contra; ficou declarado oficialmente que a partir de 14 de maio de 1948, o mapa do mundo ganharia mais um país, Israel.
Para o sociólogo a resolução da ONU foi polêmica, implicando na criação de dois Estados, o de Israel e o Palestino, sendo que o primeiro teria 52% das terras, e o segundo 48%.
“Todos os países árabes votaram contra Israel, pois aqueles que antes eram donos de 100% da terra perderam em uma assinatura 52% dela. Sem contar que as terras israelenses eram as mais aráveis, os palestinos ficaram com a parte mais seca. Hoje chamamos Israel de estado bandido porque a única resolução da ONU que o estado acatou foi essa, todas as outras ele descumpre. E isso foi possível ver nesta última ocupação em Gaza, com o uso indiscriminado de fósforo branco.”
A nakba
Enquanto os judeus comemoravam sua vitória, e os sionistas se preparavam para ser o grupo político hegemônico dentro do novo país, o dia 14 de maio de 1948 foi para os palestinos o dia da Anakba, que em árabe quer dizer catástrofe.
O território palestino foi limitado às regiões da Faixa de Gaza, Cisjordânia, e parte oriental de Jerusalém, e as pessoas que viviam onde se construiria o novo país foram violentamente retiradas de suas casas pelo embrião do poderoso exercito israelense, dando início à saga dos refugiados palestinos.
“Quando Ben-Gurion proclama o Estado de Israel, ele traz junto de seu projeto imperialista travar uma guerra contra seus vizinhos, e ocupar seus territórios, e é isso que vemos até hoje. Os Estados Unidos financiam as invasões israelenses, eles tem uma ligação umbilical tão estreita que todo o ano separam 5 bilhões de seu orçamento para ser enviado a Israel”, revela Lejeune Mirhan.
E o sociólogo continua: “Desde a fundação do Estado de Israel existia um projeto chamado ‘Grande Israel’, que consistia na ocupação de toda a Palestina, o Sinai, o Sul do Líbano, e parte do Egito. Tanto que em 1967, Israel monta uma grande ofensiva militar que fica conhecida como Guerra dos Seis Dias, momento em que o exercito israelense pegou todos os países árabes de surpresa, dizimando toda a força aérea egípcia, síria e jordaniana, sem antes delas terem conseguido decolar.”
Nesse momento Israel expande consideravelmente suas fronteiras – antes da Guerra dos Seis Dias o território palestino já estava restrito a 22%, conseqüência de constantes ocupações – limitando a Palestina àquilo que é hoje, apenas 8% de toda a terra.
Mesmo a ONU considerando totalmente ilegais as terras conquistadas nesse episódio, e votando a resolução 242 que exigia a retirada de todos os assentamentos israelenses em terras árabes, Israel nunca a cumpriu.
A Resistência Palestina
O povo palestino, ao perder seu território, perde também a sua dignidade.
A condição de refugiado em outros países árabes, ou mesmo dentro da pequena porção de terra que lhe sobrou é precária, sem infra-estrutura, mas mesmo assim a luta pela libertação é um sentimento em comum.
A resistência à ocupação israelense sempre existiu, mas foi só em 1958 que se constituiu a primeira unidade de luta palestina, o Fatah, frente popular fundada por Yasser Arafat. Mesmo com a morte de Arafat em 2004, seu nome e sua luta pela paz é uma referência ao povo palestino e ao mundo.
Mas nesse primeiro momento o Fatah é considerado uma organização ilegal, tendo como princípio negar a existência do Estado israelense. Para isso era preciso treinar seus militantes, sendo sua principal atuação os atentados com bombas. Logo após nacionalizar o Canal de Suez, enfrentando a Inglaterra, quando o líder egípcio Nasser propõe a criação de uma organização que trabalhasse pela libertação da Palestina, assim em janeiro de 1964 todos os líderes árabes se juntam para fundar a OLP, Organização pela Libertação da Palestina, cujo lema é “União, Mobilização, e Libertação.”
Em pouco tempo Arafat se tornaria presidente da OLP, e em decorrência das atrocidades geradas pela Guerra dos Seis Dias sua posição se radicaliza, seria preciso pegar em armas e lutar pela construção do Estado Palestino, lugar onde muçulmanos, judeus, e cristãos viveriam em paz.
Com isso o conflito armado se eleva ao primeiro plano, em um período de mais de vinte anos muitas pessoas sofrem com as calamidades provocadas por uma constante guerra, sem contar as milhares de mortes de ambos os lados.
Muitos líderes da OLP são mortos no mundo todo, em contrapartida atentados são cometidos contra os israelenses.
Yasser Arafat leva mais uma vez o assunto para a ONU tendo como arma de troca a exportação do petróleo produzido no Oriente Médio, Arafat faz um apelo a todos os países em prol da causa palestina, proclamando sua célebre frase: “Sou um rebelde, minha causa é a liberdade.”
Mais uma vez, nenhuma atitude da comunidade internacional.
Mobilizados contra os excessos da ocupação, os refugiados palestinos do campo de Jabaliyah iniciam, em 1987, a primeira Intifada, uma manifestação que levou pessoas ás ruas empunhando pedras e paus contra as armas e fuzis israelenses.
A Intifada ganhou repercussão internacional quando foram divulgadas fotos de soldados israelenses abusando de palestinos, quebrando suas mãos e braços, assim como determinavam as ordens de seu governo.
Ciente da batalha assimétrica, e do abuso de força promovida por Israel, a OLP recua a sua posição e Yasser Arafat vai a Genebra declarar o reconhecimento da existência de dois Estados, um Israelense e outro Palestino, e que a partir daquele momento rejeitaria todas as formas de terrorismo em favor da luta pela Paz.
A primeira reação de Israel é a desconfiança, além de manter a posição que a OLP era um grupo terrorista, por isso não a reconheciam nem dialogariam com a organização.
Mas devido às pressões internacionais em 1993 é assinado o acordo de Oslo, que consistia no esforço de ambos os lados para a criação do Estado palestino ao lado do israelense.Uma das resoluções do acordo é a criação da ANP, Autoridade Nacional Palestina, uma espécie de governo sem Estado, que através de eleições diretas elege seu presidente.
O primeiro foi Arafat, em 1996.
O Hamas
É durante a primeira Intifada, em 1987, que nasce o Movimento de Resistência Islâmica, o Hamas, fundado pelo xeque Àhmede Ýassin e seus tenentes.
A principal influência sobre o Hamas é a Fraternidade Muçulmana, movimento islâmico do Egito, religioso extremista, que atingiu caráter de grupo político.
Opondo-se à decisão do Fatah de reconhecer a existência do Estado de Israel, o Hamas resgata a origem do grupo de Arafat e diz em sua carta de fundação que não aceita a existência de Israel, preconizando uma Palestina islâmica que abrigue diversas religiões em seu território.
Seguindo a tradição dos grupos de resistência, o Hamas, além de se engajar no debate político e promover programas assistencialistas para a população, mantém o seu braço armado, as chamadas Brigadas Azzeddine AL-Qassam, responsáveis pela produção e lançamentos dos foguetes caseiros em direção ao território israelense.
Em pouco tempo a reação violenta do Hamas, em resposta a ocupação,foi considerada como prática terrorista pelos Estados Unidos, União Européia e Japão.
“Acontece que o conceito de terrorismo depende mais de quem o aplica que da realidade. Quando os israelenses ajudaram o Hamas a firmar-se, os terroristas eram os seguidores do arqui-inimigo Yasser Arafat, mas as posições se inverteram quando o Hamas venceu as eleições. Sem contar que se terrorismo for o ato de atacar o inimigo matando inocentes, então todos os lados praticam terrorismo, e se estes forem medidos quantitativamente a balança de atos de terror pende mais para Israel, praticando terrorismo de Estado.”, diz o Embaixador brasileiro Arnaldo Carrilho, que atua junto ao Mecanismo ASPA (América do Sul – Países Árabes), e é ex-representante junto à ANP.
As eleições a que o Embaixador se refere à cima foram as eleições para o Parlamento Palestino, em 2006, que o Hamas, já consolidado como um grupo político, atingiu 56% da preferência popular, tornando-se maioria.
E Carrilho acrescenta, “As eleições demonstraram o apoio do povo palestino ao Hamas, quando até cristãos depuseram seus votos nas urnas favoráveis aos candidatos do movimento. Com esses últimos ataques a Gaza o apoio deve ter aumentado, mas só um sufrágio límpido e transparente, como foi o de há três anos, poderia comprová-lo.”
A opção dos palestinos em eleger um grupo apoiado no fundamentalismo religioso, pode ser vista como uma nova tentativa da sociedade em buscar resoluções para a sua causa, já que os anos liderados pelo Fatah, de origem secular, nunca obteve sucesso efetivo em suas negociações.
O que aconteceu pós-eleições foi o total desrespeito ocidental contra a soberania dos palestinos.
Por ser considerado terrorista e desconsiderando as decisões democráticas, Israel junto de seus aliados impôs um bloqueio econômico à Faixa de Gaza, fechando suas fronteiras com o Egito, impedindo a entrada de alimentos e medicamentos, isolando ainda mais a região com maior densidade demográfica do mundo, com cerca de 1 milhão e 400 mil habitantes.
O bloqueio intensificou-se ainda mais quando o Fatah recusou-se a compor o novo governo, e ainda opôs-se a entregar parte da administração ao Hamas, gerando um conflito interno na região, que acabou com todos os membros do Fatah sendo expulsos da Faixa de Gaza.
“Por várias vezes, os líderes do Hamas sinalizaram sua disposição de filiar-se à OLP, mas os dirigentes do Fatah não aceitaram sua participação majoritária”, conta o Embaixador.
Quem saiu prejudicado dessa briga política foi mais uma vez o povo palestino, que viu seu governo fragilizado ainda mais ao ser dividido em dois pólos: um sob o comando da ANP e do Fatah na Cisjordânia, representado por Mahmoud Abbas, e outro sob o comando do Hamas e de seu primeiro-ministro Ismael Haniyeh, na Faixa de Gaza.
O modo encontrado de furar o bloqueio foi através dos túneis clandestinos ligando Gaza ao Egito, transportando através deles, além de itens básicos para manter a população, armas para o Hamas, vindas do país vizinho.
Com o fim do acordo de cessar-fogo, e a ação militar israelense em Gaza no dia 4 de novembro, o Hamas voltou a lançar seus foguetes, que atingem de 15 a 40 quilômetros de distância.
Como represália, e especula-se que seja uma manobra eleitoreira, já que as eleições em Israel se aproximam, seu exército invade em 27 de dezembro de 2008 a Faixa de Gaza por terra, e através de ataques aéreos com o objetivo de acabar com todos os membros do Hamas.
A operação ganha formato de massacre étnico, já que a desigualdade armamentista frente ao conflito é gritante.
Durante os mais de 20 dias da nova ocupação, 1.300 palestinos morrem, do lado israelense são 13.
De todos os lados as mortes são lamentáveis.
“Eu não apoio ações violentas do Hamas, no entanto consigo compreender um jovem que coloca dinamite no seu corpo porque teve sua casa destruída por um bombardeio, sua mãe estuprada por soldados, e seu pai preso e torturado. Que perspectiva esse jovem tem?” desabafa Lejeune Mirha.
As resoluções do conflito
Depois de muito diálogo no campo da diplomacia, liderados pela França com apoio do Egito, Israel optou no último dia 18 de janeiro, dois dias antes da posse de Barack Obama, por um cessar-fogo unilateral, reivindicado o fechamento dos túneis clandestinos.
Os Estados Unidos permaneceram quietos durante todo o período da ocupação, e o presidente Barak Obama disse apenas que os Estados Unidos não poderia ter duas vozes – pois na ocasião ele ainda não tinha sido empossado – decepcionando parte do mundo, e alertando ao novo presidente que a questão palestina terá que ser prioridade em sua agenda.
Em um primeiro momento a liderança do Hamas não aderiu ao cessar fogo, já que a sua luta é pela abertura total das fronteiras, mas depois cedeu e declarou que irá parar de lançar os foguetes durante sete dias.
O debate no mundo árabe sobre a paz é divergente, a proposta da ANP é a de que Israel recue para as fronteiras de 1967, fazendo o território palestino voltar aos 22%, desocupem todas as colônias na Cisjordânia, permitam a volta dos refugiados, e declarem a parte oriental da Jerusalém como a capital palestina..
Já para o Hamas essas reivindicações sinalizariam apenas uma trégua.
Israel se opõe a todos esses aspectos.
A filósofa judia - alemã, Hannah Arendt, refugiada nos Estados Unidos na perseguição nazista, dedicou grande parte de sua obra estudando a questão da liberdade e sua repressão nos momentos que emergem regimes totalitários.
Certa vez Arendt escreveu que “a essência dos Direitos Humanos, é o direito a ter direitos”, e o que se notou durante toda a história, ainda mais nesse último mês de janeiro, é que o poder imperialista nega ao povo palestino o direito à terra, e nela serem cidadãos.
Camila Martins é socióloga e repórter na revista Caros Amigos.

quarta-feira, 17 de junho de 2009

MOMENTOS DE RELEXÃO

Arabes são semitas tambem!

Por Despertador de Consciências http://www.midiaindependente.org/pt/blue/2006/07/358615.shtml

Mania dos Judeus de chamar quem faz criticas justas a eles de antisemita!

Como se semita se restringisse somente ao povo deles!

Isso revela claramente o quanto eles são arrogantes e preconceituosos!

Arabes são semitas tambem!


A Burrice e Teimosia parece não ter limites!

Arabes são semitas tambem!

Portanto quem defende os palestinos,libaneses e outros povos arabes que estão sofrendo na mãos dos judeus israelenses sionistas,jamais podem ser chamados de antisemitas!

Porque vocês não debatem de frente?

Em vez de sempre usar o subterfugio de chamar de nazista e antisemita quem os critica? Deixem de ser orgulhos e admitam seus erros é simples!

E faz bem a consciência.

Será que vocês não percebem que o Sionismo é o Nazismo em forma Judaica e que tem os mesmos elementos do Nacional Socialismo?

Será que vocês não percebem que estão cometendo os mesmos crimes e as mesmas barbaridades que os nazistas cometeram?

Se coloquem na posição dos palestinos ou dos libaneses

Que atitude vocês tomariam se estivessem na posição deles?

Se coloquem na posição deles só isso e reflitam.........

Muçulmanos árabes SÃO SEMITAS.

Tanto os judeus como os árabes descendem de Abraão e são semitas.

Os judeus, através de Isaac, e os árabes, através de Ismael.

Ambos filhos de Abraão.

(Semita = descendente de Sem, filho de Noé)

Quem são os Judeus?


Em torno do ano 740, o rei Bulan, do reino da Khazária [situado no sul da Rússia, entre o Mar Negro e o Mar Cáspio], adotou a religião do Judaísmo, para fugir da pressão dos mundos cristão e islâmico.

Toda essa nação de eslavos [não semitas, os cázaros] seguiu seu rei.

Os cázaros são os ancestrais de 90 a 95% daquelas pessoas que se julgam judeus, hoje em dia, e não tiveram qualquer relação histórica ou genética com a terra chamada Israel, nem com os israelitas citados no Velho Testamento da Bíblia.

Os judeus descendentes dos kházaros são chamados de Judeus Ashkenazi [plural: Ashkenazim, em português: Asquenazes ou Asquenazitas] e não são semitas.

Os outros judeus [5 a 10% do total] são os Judeus Sephardic [Sefarditas, em português], que são semitas [tem Sem como antecessor] e têm ascendência até Abraão, são descendentes daqueles citados na Bíblia e, portanto, possuem ligações históricas e genéticas com o Oriente Médio.

Os Ashkenazim são, hoje, minoria em Israel mas eles controlam o poder desde a criação desse país, em 1948.

Os 'judeus' Ashkenazi também foram perseguidos pelo nazismo da Alemanha, com o apoio da própria cúpula [Rothschild] Ashkenazi!


O Sionismo é um movimento político criado pela liderança Ashkenazi, principalmente pela Casa dos Rothschild.

A maioria das pessoas não sabe que o povo judeu [judaísmo] e o movimento político chamado Sionismo não são a mesma coisa.

O rabino Ahron Cohen disse que o movimento sionista, fundado cerca de 100 anos atrás, está baseado em objetivos nacionalistas seculares, sendo um "completo abandono de nossos ensinamentos religiosos e de nossa fé...".

A ideologia do sionismo é tomar a lei nas próprias mãos e tentar forçar o resultado na forma de um Estado, sem se importar com o custo em vidas e propriedades de qualquer pessoa que se coloque no caminho.

"Os Palestinos ficaram no caminho...", ele disse.

Ele condena o resultado prático do sionismo na forma do atual Estado de Israel como "completamente alheio ao Judaísmo e à fé judáica. O sionismo tem sido, e continua a ser, a causa de sofrimentos incontáveis e de derramamento de sangue, tanto para judeus como para não-judeus: "A aparente conexão entre Judaísmo e Sionismo é falsa".


É a agenda illuminati uma conspiração judáica, como alguns dizem?

Não, não, não. Mas está o movimento político chamado sionismo envolvido?

Certamente está!

Os judeus ashkeNAZI apenas escolheram o Judaísmo como religião, não sendo realmente Judeus - pelo menos não judeus de sangue.

Os judeus Sephardic são semitas e sempre estiveram no Oriente Médio e no norte da África, sendo descendentes de Abraão [através de seu filho Isaac, com a esposa Sara, e de Jacó com seus 12 filhos (tribos)]; eles sempre conviveram bem com seus irmãos árabes [semitas], descendentes de Abraão [através de seu filho com sua escrava egipcia Hagar]; estes judeus falavam a língua semítica, hebreu, em suas encarnações anteriores, e mais recentemente o aramaico e árabe.

Já os ashkenazi falavam o eslavo [não-semita] e, nos Estados Unidos, sua primeira língua é o inglês.

Eles possuem agências que defendem os judeus de críticas, chamando esses detratores de "anti-semitas" [na realidade seria "anti judeus sephardic" e "anti árabe", não incluindo eles, que não são semitas!].

De qualquer forma, "semita" refere-se à língua falada e não à genética.

O maior contingente de povos semitas do Oriente Médio são, na realidade, os ÁRABES.


Os sionistas ashkenazi colaboraram com o regime nazista.

Exemplo: o banqueiro Max Warburg, diretor da gigante química e farmacêutica I. G. Farben, encarregou-se do campo de concentração de Auschwitz.

Seu irmão, Paul Warburg, esteve envolvido na criação do sistema bancário Federal Reserve [FED] dos illuminati, que controla a economia norte-americana [e, por conseguinte, do mundo], e foi diretor da filial do I.G. Farben nos USA.


Não existe uma "raça" judáica, assim como não existe uma "raça" ariana.

Afinal, para que serve o conceito de "raça"?

É tudo uma ilusão e uma criancisse.

É uma estupidez julgar pessoas com base na genética do corpo.

Infelizmente, "raça" e seus "direitos históricos" relacionados e demandas são usados como ferramenta política e fonte de manipulações mentais sobre os desavisados.

Existem pessoas que seguem a fé judáica em todos os lugares do mundo.

Temos, portanto, os judeus brancos, judeus pretos, judeus espanhois, judeus chineses, etc.

Logo, não existe uma "raça" de judeus, apenas a preservação de certas "tradições" judáicas...


Existe um regime de apartheid em Israel, imposto pela cúpula ashkenazi.

Os judeus são divididos em níveis de previlégio, baseados na origem genética.

Na alocação de residências, por exemplo, tem-se a seguinte escala de prioridade [em ordem decrescente]:


1- Primeiro os ashkenazim que vive em Israel há muitos anos;
2- Segundo os ashkenazim da Europa, preferencialmente casado com ashkenazi de Israel;
3- Terceiro os ashkenazim dos Estados Unidos, com preferência para o casado com ashkenazi de Israel;
4
- Em seguida, os judeus sephardic, com conexões históricas com a região;
5- No fundo da lista: muçulmanos, cristãos,...


A cúpula ashkenazi illuminati tem ascendência até uma raça reptiliana, e podem chegar, em alguns casos, a modificar a forma do corpo [para uma forma de lagarto]...

Paz, saúde, alegria e amor.

Rui.

Fonte: David Icke, Tales from the Time Loop, Patterson Printing, outubro 2003. ISBN 0-9538810-4-0

Para saber mais: http://pt.wikipedia.org/wiki/Judeu

http://saudeperfeitarfs.blogspot.com/2005/03/quem-so-os-judeus.html


SINÉ HEBDO

Irreverente e mal-educado como o dono


Por Leneide Duarte-Plon, de Paris em 7/10/2008


Quando Siné foi despedido do Charlie Hebdo pelo diretor do jornal, Philippe Val, sob acusação de anti-semitismo (ver "Caricaturista acusado de anti-semitismo"), o humorista e caricaturista mais irreverente da imprensa francesa decidiu que não iria calar a boca.
Sentindo-se injustiçado ao ser demitido de Charlie Hebdo, Siné abriu um processo contra Val e fundou um jornal tão irreverente e mal-educado quanto o dono. Como carimbo, Siné Hebdo exibe um garoto levado fazendo caretas dentro de um círculo duplo onde se lê Le journal mal élevé (o jornal mal-educado). O número 1 de Siné Hebdo saiu dia 10 de setembro com uma capa em que uma caricatura sua faz um gesto obsceno com a mão que mostra um dedo e diz: "Olha eu de novo!"
E como prova de que as quatro edições já publicadas incomodam, os computadores da redação do jornal foram roubados no domingo (5/10). Obviamente, nos computadores estavam os textos da edição prevista para circular na quarta-feira (8/10). Catherine Sinet, diretora de redação do jornal, já tinha denunciado à polícia uma série de ameaças recebidas por telefone de uma organização extremista judaica.
Com a saída do número 4, em 1º de outubro, o jornal contabiliza um mês de vida e mantém o nível de interesse dos leitores dispostos a apoiar o trabalho de um grupo de cartunistas e jornalistas revoltados com a acusação a Siné, ao qual se juntaram nomes como Michel Onfray e Michel Warschawski. O primeiro é um professor de filosofia, um iconoclasta de carteirinha, que escreveu, entre outros, um Tratado de ateologia e cujos livros e DVDs são best-sellers em toda a França difundindo a filosofia entre o maior número possível de leitores. Para isso, ele fundou uma universidade livre, totalmente gratuita, na cidade de Caen, a poucas horas de Paris.


Título provocante


Warschawski é um intelectual israelense, autor de diversos livros sobre o conflito israelo-palestino e defensor incondicional da causa palestina.

No seu primeiro artigo para Siné Hebdo, o filho do rabino Warschawski diz que em seu artigo semanal não falará jamais do que se convencionou chamar "processo de paz".

"Siné me pediu uma coluna na qual falarei das realidades políticas, sociais e culturais dessa região do planeta na qual vivo, milito e escrevo. Ora, o `processo de paz´ é exatamente o contrário de uma realidade: é vento, virtual, alguns diriam que ele é pura propaganda política", diz o escritor.


Há três meses, ao ser acusado de anti-semitismo, Siné reagiu energicamente :


"Quanto ao meu suposto anti-semitismo, nunca fui anti-semita, não sou anti-semita, nunca serei anti-semita. Condeno radicalmente os que são anti-semitas, mas não tenho nenhum apreço pelos que, judeus ou não, jogam irresponsavelmente essa palavra abjeta na cara de seus adversários para desconsiderá-los, sabendo que esta acusação é o insulto supremo depois do Holocausto (Shoah). Isso está se tornando insuportável. No que me diz respeito, tenho tanta antipatia por todos os que, judeus ou não, defendem o regime israelense, quanto pelos que defendiam o apartheid na África do Sul. Há mais de 60 anos luto contra todas as formas de racismo e se tivesse tido idade de esconder judeus durante a ocupação o teria feito sem hesitar, como o fiz pelos argelinos durante a guerra da Argélia. Estou do lado de todos os oprimidos!"


O jornal de Siné tem o mesmo formato do outro do qual ele foi expulso. E se continuar a vender e despertar o interesse dos leitores como o primeiro número, vai longe. No editorial do número 2, o cartunista informa que o número 1 foi um sucesso de vendas (151 mil exemplares) e que o fato de terem conseguido fundar o jornal com tão pouco dinheiro era um milagre que deveria continuar a ser apoiado pelos leitores.
No primeiro número, o cartunista congratulou-se com os leitores pela criação do jornal mal-educado, impertinente, libertário, em cores e barato (2 euros). Para continuar a viver sem nenhum anúncio publicitário como outro tradicional e respeitado jornal satírico, Le Canard Enchaîné, Siné Hebdo só conta com o apoio de seus leitores. Siné escreveu um pequeno texto pedindo doações para a associação "Les mal-élevés":
"Não tenhamos ilusão. Temos de contar com o silêncio da mídia. Muitas pessoas nos detestam e vão fazer tudo para nos sabotar."
O texto tem um título provocante: "Pare de beber (provisoriamente) e de fumar (se for possível) e envie o dinheiro economizado pra gente."


Pedido de doações mais irreverente, impossível.

http://observatorio.ultimosegundo.ig.com.br/artigos.asp?cod=506FDS002

Fariseu quer submeter cristãos ao judaísmo
Segundo o parecer do psicanalista Samuel Goldberg, “acho desnecessário, pela obviedade, provar que o filme [“A Paixão de Cristo”] é anti-semita, digno de Mel Gibson, que se afirmou orgulhoso do pai, que negou o Holocausto”.
O filme de Mel Gibson segue estritamente a letra dos evangelhos, em especial o de Mateus, o único escrito por um contemporâneo de Jesus, e em aramaico - língua usada na época de Cristo e na qual é falado o filme. Portanto, o que Goldberg acha, verdadeiramente, é que os evangelhos – todos escritos por indivíduos de origem judaica – são “anti-semitas”, ou seja, que o cristianismo é anti-semita. Aliás, explicitamente, ele diz que o filme é um produto do “anti-semitismo disseminado pelos cultores da nova religião”, ou seja, pelos primeiros cristãos, que, como se sabe, eram todos de origem judaica.
Mas veja o amigo leitor aonde chegamos: antigamente os psicanalistas achavam que aquilo que parecia “óbvio” era exatamente o que era preciso esclarecer. E, como o grande Freud, achavam que era uma vitória da saúde mental um sujeito que se orgulha do pai. No entanto, estamos diante de um psicanalista de novo tipo, que acha que não precisa provar alguma coisa apenas porque ele diz que é “óbvio” – ou seja, apenas porque acha que dizendo isso está dispensado de provar o que diz – e, além disso, acha uma lástima que alguém se orgulhe do seu pai.
Porém, Mel Gibson tem razão de se orgulhar do pai que teve: esse “holocausto” é meramente uma fabricação dos caifases modernos. Norman Finkelstein, judeu norte-americano cujos pais estiveram em Auschwitz, mostrou, em seu “A Indústria do Holocausto”, que essa fraude foi criada exatamente por judeus que jamais estiveram nem perto de um campo nazista, e exatamente para impor o seu próprio nazismo - e sua avidez por estipêndios à custa do sofrimento alheio.
Holocausto é sacrifício ritual, religioso – e consentido. Apesar da cumplicidade dos líderes sionistas com o nazismo, os judeus não se ofereceram para ser sacrificados pelos nazistas. Foram monstruosamente chacinados aos milhões nos campos de concentração, de extermínio e nos guetos. Falar em “holocausto” é aliviar esse crime horrendo, é, de certa forma, conciliar com os assassinos nazistas. É por isso, entre outras razões, que não se fala em “holocausto soviético”, apesar dos nazistas terem matado mais de 20 milhões de soviéticoso maior genocídio da História, segundo a Larousse.


JUDAÍSMO NÃO É RAÇA NEM ETNIA
O judaísmo não designa uma raça ou etnia. Há alguns milhares de anos, designava. Mas, hoje, é uma religião, e nada mais que uma religião. É verdade que loucos como Hitler acreditavam no contrário. Pelas mesmas razões, a “tese” de Goldberg, esta, sim, é, de fio a pavio, racista – e anti-semita. Aliás, há alguns meses, aqui no HP, tratamos de outro artigo dele, em que defendia que aqueles que repudiam os sanguinários crimes de Sharon contra os palestinos são, obviamente, “anti-semitas”, porque Sharon e sua quadrilha são judeus. Em suma, Goldberg nem reconhece que os árabes são semitas. Quer apagar este fato, num perfeito exemplo do que a psicanálise chama de “mecanismo de negação”. Mais anti-semita do que isso, somente os crimes de Sharon.
Voltando ao filme, como conta Mateus, foi a casta judaica que vivia em torno do templo de Jerusalém – Caifás e outros canalhas – que perseguiram Jesus e foram pedir a Pilatos que o condenasse à tortura e à morte. Evidente que não foram todos os judeus. Foi esse punhado de fariseus e vendilhões do templo – aqueles mesmos em quem Cristo distribuíra algumas generosas chibatadas e aos quais tinha verberado como “escribas e fariseus hipócritas, sepulcros caiados”. Quanto a Pilatos, resistiu o quanto pôde ou permitiu a sua debilidade de caráter. É isso que está no filme de Mel Gibson, e é verdade.
Os fariseus queriam exterminar Jesus precisamente porque sua doutrina era, na época, a mais contundente contestação do establishment judeu, e, em primeiro lugar, da ideologia racista do “povo eleito de Deus”. O cristianismo foi uma ruptura com o judaísmo – a bem dizer, uma revolução ideológica. O Deus cristão não tem “povo eleito”. É um Deus de toda a Humanidade. Por isso mesmo, é um Deus sem as características tribais, etnocêntricas, egocêntricas, vingativas e aterradoras daquele que aparece no Antigo Testamento, isto é, na Torá. Seria inconcebível ao Deus cristão o assassinato de todos os filhos mais velhos dos egípcios, tal como consta do Pentateuco; ou a sanção de Jacó como patriarca, depois de aproveitar-se da fome do irmão para roubar-lhe os direitos de herança e enganar o pai cego, Isaac; ou o assassinato de todos os homens da cidade de Salém, depois de terem se convertido ao judaísmo, quando padeciam da dor e febre resultante da circuncisão (Gênesis, 34).
Daí porque é ridícula a tentativa de Goldberg de opor a “mansidão e amor à vida” que seriam características do judaísmo, à “mecânica da agressividade”, “ódio ao prazer”, “conceito brutal de salvação” que seriam características do cristianismo. Pelo contrário, Cristo sintetizou a inovação de sua mensagem em relação ao judaísmo exatamente na palavra “misericórdia”. Por isso, também, chama a todos os homens de “próximos”. E, não por acaso, a parábola em que definiu a solidariedade como um sentimento do homem em relação aos seus semelhantes foi a do bom samaritano - uma etnia odiada pelos judeus da época.


COLETIVISMO E SOLIDARIEDADE
Esse foi o avanço do cristianismo em relação ao judaísmo. No entanto, Goldberg acha que só existe uma salvação para os cristãos: submeter-se ao judaísmo, isto é, regredir. Aliás, diz ele que “acentua-se um processo de judaização do pensamento cristão”, que incluiria até João XXIII, papa cuja ação foi exatamente no sentido de desenvolver a essência coletivista, solidária, do cristianismo, ou seja, afastando-o mais ainda de resquícios do judaísmo...
Em suma, se os cristãos reconhecerem a superioridade do judaísmo, aí sim, deixarão de ser “anti-semitas”. Quem não se submete ao judaísmo – e ao que há de pior no judaísmo – é “anti-semita”, ainda que seja árabe, ou seja, semita. Daí, tira ele da cartola que Jesus foi apenas um “rabino judeu como milhares”. “Em abono desta tese poderíamos transcrever inúmeras passagens do Novo Testamento”, passagens que, naturalmente, ele não cita uma sequer porque “inútil. Ou o leitor percebe [isso], ou escolhe a via tortuosa do sadomasoquismo anti-semita”. Em suma, ou o leitor se submete ou é “anti-semita”.
O judaísmo é, evidentemente, uma religião mais atrasada que o cristianismo. Aliás, Freud, que era, como se sabe, de origem judaica, o reconheceu explicitamente em sua última grande obra, “Moisés e o Monoteísmo”. Mas o psicanalista de novo tipo deve achar que Freud foi um anti-semita - principalmente depois que, na obra citada, argumentou que Moisés nunca foi judeu, mas um príncipe egípcio que, na tentativa de propagar o monoteísmo entre os judeus, foi assassinado por eles...
CARLOS LOPES

http://www.horadopovo.com.br/2004/marco/30-03-04/pag7e.htm

sábado, 13 de junho de 2009

MENSAGENS DE SABEDORIA

*A Porta*

Numa terra em guerra, havia um rei que causava espanto.
Sempre que fazia prisioneiros, não os matava:
levava-os a uma sala onde havia um grupo de arqueiros
de um lado e uma imensa porta de ferro do outro, sobre
a qual viam-se gravadas figuras de caveiras cobertas
por sangue. Nesta sala ele os fazia enfileirar-se
em círculo e dizia-lhes, então:
"Vocês podem escolher entre morrerem flechados
por meus arqueiros ou passarem por aquela
porta e por mim serem lá trancados".
Todos escolhiam serem mortos pelos arqueiros.
Ao terminar a guerra, um soldado que por muito
tempo servira ao rei dirigiu-se ao soberano:
- Senhor, posso lhe fazer uma pergunta?
- Diga, soldado.
- O que havia por detrás da assustadora porta?
- Vá e veja você mesmo.
O soldado, então, abre vagarosamente a porta e,
à medida em que o faz, raios de sol vão
adentrando e clareando o ambiente...
E, finalmente, ele descobre, surpreso, que a porta
se abria sobre um caminho que conduzia à liberdade!
Quantas portas deixamos de abrir pelo medo de arriscar?
Quantas vezes perdemos a liberdade e morremos por
dentro, apenas por sentirmos medo de
abrir a porta de nossos sonhos?
Viva, sem medo de abrir novas portas.
Era uma vez...
Uma indústria de calçados que desenvolveu
um projeto de exportação de sapatos para a Índia.
Em seguida, mandou dois de seus consultores
a pontos diferentes do país para fazer as primeiras
observações do potencial daquele futuro mercado.
Depois de alguns dias de pesquisa, um dos consultores
enviou o seguinte fax para a direção da industria:
"Senhores, cancelem o projeto de exportação de sapatos para a Índia.
Aqui ninguém usa sapatos".
Sem saber desse fax,
alguns dias depois o segundo consultor mandou o seu:
"Senhores, tripliquem o projeto da exportação de sapatos para a Índia.
Aqui ninguém usa sapatos, ainda...."
MORAL DA HISTÓRIA:
O obstáculo era o mesmo para ambos, tudo na vida
pode ser visto com enfoques e maneiras diferentes.
A sabedoria popular traduz essa situação na seguinte frase:
"OS TRISTES ACHAM QUE O VENTO GEME;
OS ALEGRES ACHAM QUE ELE CANTA".
O mundo é como um espelho que devolve
a cada pessoa o reflexo de seus próprios pensamentos.
A maneira como você encara a vida faz TODA a diferença!!!
"Portalangels"



Frases na Web: Provérbios Árabes
Não declares que as estrelas estão mortas só porque o céu está nublado.
(Provérbio Árabe)

quinta-feira, 11 de junho de 2009

AEPET EM DEFESA DA PETROBRAS

AEPET: ataques à Petrobrás têm como objetivo inviabilizar as mudanças na Lei 9478/97

A Associação dos Engenheiros da Petrobrás (AEPET) vem manifestar seu veemente repúdio às sucessivas tentativas, perpetradas frequentemente por diversas origens, de macular a imagem da Petrobrás – orgulho da Nação brasileira, líder mundial na tecnologia de exploração em águas profundas e ultra profundas, descobridora do pré-sal, entre inúmeros outros premiados feitos realizados a partir da instituição da Lei 2004/53 (Lei do Petróleo).

Com base nos objetivos de sua existência, definidos no artigo 3º dos seus Estatutos, a AEPET é respeitada nacional e internacionalmente pela intransigente defesa do monopólio estatal do petróleo e da Petrobrás como sua executora, capaz de levar a bom termo a exploração do óleo e gás que repousam no subsolo nacional.
A AEPET defende, também, de forma firme e decisiva, o corpo técnico da Empresa, também reconhecido internacionalmente, mas que vem sofrendo com os diversos ataques à Petrobrás e aos seus direitos trabalhistas conquistados.

Devido à magnitude dessas tarefas, a AEPET tem procurado sempre cumpri-las irmanada com outras entidades do setor petrolífero e da sociedade brasileira, independentemente de orientação político-partidária, de crença religiosa ou não, de raça, de ideologia, entre outros, pois a Petrobrás é de todos os brasileiros, assim como o petróleo e gás.
A Associação procura levar estas tarefas de forma firme, sem ataques pessoais, e sim na crítica às teses em confronto. No repúdio aos leilões da ANP (Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis), por exemplo, a AEPET criticou veementemente diversas autoridades e personalidades pela continuidade da entrega de nossas áreas de petróleo e gás, mas sem atingir as pessoas responsáveis por tais procedimentos.

A AEPET entende que uma Empresa, de investimentos bilionários para a Nação, considerada pela Reputation Institute – RI a quarta mais prestigiosa empresa do mundo, não pode ser tratada com desrespeito, como vem sendo feito nos últimos meses, culminando na criação da chamada CPI da Petrobrás. Foi também considerada pelo Goldman Sachs entre as 10 empresas mais viáveis do planeta. As consequências negativas podem ser proporcionais à importância da Estatal, inclusive enfraquecendo-a como exploradora e operadora do pré-sal.

A AEPET não é - e nunca foi - contrária à criação de CPIs, isentas, bem fundamentadas e debatidas e que, acima de tudo, sejam de relevância para o Brasil e seu povo. No entanto, na medida em que aumenta o debate na sociedade sobre a denominada CPI da Petrobrás, saltam aos olhos os contornos de uma batalha político-eleitoral da oposição contra o governo, o que não ajuda em nada na defesa dos interesses maiores da Nação e do povo em geral e especificamente no setor petrolífero.

O fato dos senadores não estarem dispostos a ouvir a Petrobrás, antes de se decidir por uma CPI, nos leva a crer que os entusiastas daquela Comissão de Inquérito querem os “holofotes” da mídia e a criação de um “palanque eleitoral”, em detrimento de apuração séria e imparcial dos fatos.
Uma CPI só se instaura quando se esgotam outros meios de se chegar à verdade, o que não foi o caso.
Acusaram a Petrobrás, entre outras coisas, de sonegar impostos e não lhes deram o direito prévio de se defender, de esclarecer a sua posição.
A Petrobrás divulgou em seu portal na internet e através da Agência Petrobrás de Notícias, a nota intitulada “Petrobrás esclarece sobre pagamentos e compensação de tributos” também disponível no portal da AEPET, com exaustivas, claras e didáticas explicações sobre o direito legal da Empresa [Medida Provisória 2.158-35/2001, que objetiva neutralizar o impacto das variações cambiais no pagamento de tributos federais] de procurar escolher a melhor forma de recolher impostos. Tal medida é muito compreensível hoje, tendo em vista os desequilíbrios da crise global.

Mas parece que os senadores (oposicionistas) puseram vendas nos olhos e não tiveram interesse em olhar para o direito da Petrobrás.
Essa é uma atitude equivocada, que não dignifica o Congresso junto à sociedade brasileira.
É dever dos parlamentares ouvir a todos e esgotar discussões, antes de decidir por atitudes extremas, como é o caso de uma CPI.

Na visão da AEPET, esse acontecimento, aliado aos diversos óbices promovidos pelos lobistas privados nacionais e internacionais contra a Petrobrás, têm como objetivo inviabilizar as mudanças necessárias na Lei 9478/97, para que prevaleçam os interesses do Brasil na exploração do pré-sal.
Basta olharmos para os promotores da CPI, para concluirmos que visam levar a termo (em algum momento) a privatização, de fato, da Petrobrás, como sonharam em passado não muito distante, e foram derrotados.

O presidente da AEPET, Fernando Leite Siqueira, tem destacado em diversas palestras pelo País e em entrevistas à imprensa que o partido dos autores da CPI foi o responsável pela quebra do monopólio estatal do petróleo, bem como da venda de mais de um terço das ações da Petrobrás na Bolsa de Nova Iorque, por valor menor que 10% do seu valor real.

No governo FHC foi instituída uma política econômica contrária aos interesses nacionais, que resultou em três crises e sucessivos empréstimos ao FMI.
No desespero, o referido governo comprometeu nossas riquezas na assinatura de uma Carta de Intenção, o que, segundo a imprensa, se comprometeu a privatizar a Petrobrás, o Banco do Brasil e a Caixa Econômica Federal.

Para concluir, citemos um exemplo bastante recente no cenário internacional, que atesta o prestígio da Petrobrás: durante a visita do Presidente Luiz Inácio Lula da Silva à China, entre os dias 17 e 20/05/09, diversos acordos comerciais esbarraram em algumas pendências.
No entanto, os chineses foram rápidos em fechar acordos bilionários que envolviam a Petrobrás.

Assim a AEPET vem a público repudiar a criação da chamada CPI da Petrobrás, reafirmar seu compromisso em defesa do monopólio estatal do petróleo, da Petrobrás como sua executora a exemplo do que ocorre nas diversas nações detentoras de grandes reservas petrolíferas, por mudanças urgentes na Lei 9478/97, pelo fim dos leilões da ANP e pela exploração do pré-sal visando exclusivamente os interesses do Brasil e dos brasileiros.

O petróleo tem que ser nosso!

Diretoria da AEPET – Associação dos Engenheiros da Petrobrás
21/05/2009

ATO PÚBLICO PARA DEFENDER O PRÉ-SAL

Manifestação será dia 19 em frente à sede da Petrobrás, na Paulista

Centrais e CMS farão ato em SP para defender pré-sal

As entidades sociais estão organizando na capital de São Paulo um ato em defesa da Petrobrás e da mudança na lei do petróleo
As centrais sindicais, os movimentos sociais e partidos políticos voltam às ruas de São Paulo unidos
no próximo dia 19, sexta-feira, em defesa do pré-sal e da Petrobrás.

A concentração está sendo convocada para as 10 horas, em frente ao edifício-sede da Petrobrás na avenida Paulista, próximo à escadaria da TV Gazeta.

“Será um ato em defesa no nacionalismo, do patriotismo, uma resposta aos ataques entreguistas do PSDB e do DEM contra a Petrobrás e a nossa soberania”, afirmou Antonio Carlos Spis, da executiva da Central Única dos Trabalhadores (CUT) e da Coordenação dos Movimentos Sociais. Spis lembrou que não é de hoje que os tucanos atuam para sabotar a empresa a fim de entregá-la ao cartel estrangeiro.
“Os que hoje investem na CPI são os mesmos que no governo FHC aprovaram uma lei criminosa contra o monopólio estatal e a Petrobrás. Estão fazendo de tudo para impedir a mudança do marco regulatório, pois querem continuar com os leilões do petróleo para entregar as imensas riquezas do pré-sal para as multinacionais, impedindo que elas sejam invertidas no progresso do país e do povo brasileiro, seu único dono”, acrescentou.

Para o presidente da Central Geral dos Trabalhadores do Brasil (CGTB), Antonio Neto,
“é mais do que necessário revertermos os crimes promovidos contra o nosso país, sobretudo contra a Petrobrás, empresa que conseguiu sobreviver e, após ser fortalecida, descobriu o pré-sal. Por isso defendemos o restabelecimento do monopólio da União com a Petrobrás operando nosso petróleo”. “Advogam os prepostos do cartel internacional do petróleo que o Brasil não tem condições financeiras de bancar os custos de exploração do pré-sal. Isso não é verdade. Em primeiro lugar, não temos necessidade de explorarmos alopradamente nossas reservas. Segundo, em poucos movimentos, a nossa estatal já mobilizou recursos suficientes para os próximos cinco anos, mostrando a capacidade do país de sustentar a prospecção, única forma de reverter os lucros deste setor em favor do nosso desenvolvimento econômico, científico e tecnológico”.

De acordo com o vice-presidente da CGTB, Ubiraci Dantas de Oliveira (Bira), “o objetivo da CPI é evidente: beneficiar os monopólios privados”.

O presidente da Central dos Trabalhadores e Trabalhadoras do Brasil (CTB), Wagner Gomes, frisou que “os responsáveis pelo desmantelamento do patrimônio público brasileiro, com a privatização de empresas estatais, como Telebrás, Embraer, Vale do Rio Doce e outras, agora fazem o papel sujo de tentar desmoralizar a Petrobrás para, no futuro, entregá-la à iniciativa privada”.
“A Petrobrás detém a vanguarda tecnológica na prospecção de petróleo em águas profundas, representa 6,5% do PIB nacional, tem 50 mil contratos firmados, faturamento de R$ 240 bilhões e paga R$ 94 bilhões em impostos. Além disso, a estatal investe anualmente R$ 60 bilhões em novas prospecções, dispõe de R$ 19 bilhões em caixa, e mobiliza cerca de 400 empresas fornecedoras, gerando empregos em diversos setores da economia”, ressaltou. Para Wagner, a CPI é uma “manobra politiqueira, irresponsável e antipatriótica, que busca atender o interesse daqueles que querem colocar as garras no patrimônio público”.

PELO RESTABELECIMENTO DA LEI 2.004 DA PETROBRAS - EM DEFESA DA PETROBRAS

A Petrobrás é do povo brasileiro, mais do que nunca agora, que faz tanto sucesso. O povo conhece e reconhece a Petrobras e não permitirá que esse orgulho brasileiro seja afrontado e quebrado. A Petrobras tem que ser mais do povo com a descoberta do pré-sal, mais ainda com um novo marco regulatório, mais ainda com o Governo Lula.

Em defesa da Petrobras. Em defesa da Soberania Nacional. Em defesa do Povo Brasileiro.

Mini-História da Petrobras
Fonte: Site da Petrobrás (
http://www.petrobras.com.br/) - 01/08/04

Em outubro de 1953, através da Lei 2.004, a Petrobras era criada para executar as atividades do setor petróleo no Brasil em nome da União.

Lei 2.004
No dia 3 de outubro de 1953, era sancionada a Lei 2.004, que estabelecia o monopólio da União Federal sobre as atividades integrantes da indústria do petróleo:

*Pesquisa e lavra de jazidas de petróleo e outros hidrocarbonetos fluidos e gases raros existentes no território nacional;
*Refinação do petróleo nacional ou estrangeiro;
*Transporte marítimo do petróleo bruto de origem nacional ou de derivados de petróleo produzidos no país;
*E transporte, por meio de dutos, de petróleo bruto e seus derivados, assim como de gases raros de qualquer origem.
A Lei 2.004 estabelecia, também, que a União Federal estava autorizada a constituir a Petróleo Brasileiro S.A. - Petrobras, como empresa estatal de petróleo para execução do monopólio, incluindo a execução de quaisquer atividades correlatas ou afins àquelas monopolizadas.
Surgia assim a Petrobras, constituída em 12 de março de 1954, durante a 82ª Sessão Extraordinária do CNP. Em 2 de abril de 1954, o Governo Federal aprovava a decisão com o Decreto nº 35.308.

A Petróleo Brasileiro S/A iniciou suas atividades com o acervo recebido do antigo Conselho Nacional do Petróleo (CNP):

*Campos de petróleo com capacidade para produzir 2.700 barris por dia (bpd);
*Bens da Comissão de Industrialização do Xisto Betuminoso;
*Refinaria de Mataripe (BA), processando 5.000 bpd;
*Refinaria em fase de montagem, em Cubatão (SP);
*Vinte petroleiros com capacidade para transportar 221.295 toneladas;
*Reservas recuperáveis de 15 milhões de barris;
*Consumo de derivados de 137.000 bpd;
*Fábrica de fertilizantes em construção (Cubatão - SP).
Ao longo de quatro décadas, tornou-se líder em distribuição de derivados no país, colocando-se entre as vinte maiores empresas petrolíferas na avaliação internacional.
Detentora da tecnologia mais avançada do mundo para a produção de petróleo em águas profundas, a Companhia foi premiada, em 1992 e 2001, pela Offshore Technology Conference (OTC).
Em 1997, o Brasil ingressou no seleto grupo de 16 países que produz mais de 1 milhão de barris de óleo por dia.
E nesse mesmo ano foi criada a Lei n º 9.478, que abre as atividades da indústria petrolífera à iniciativa privada.
Com a lei, foram criados a Agência Nacional do Petróleo (ANP), encarregada de regular, contratar e fiscalizar as atividades do setor; e o Conselho Nacional de Política Energética, um órgão formulador da política pública de energia.
Em sintonia com a mudança do cenário, a Petrobras segue preparada para a livre competição, ampliando novas perspectivas de negócios e tendo maior autonomia empresarial.
A explicação para o sucesso da Petrobras está na eficiência de suas unidades espalhadas por todo o Brasil: nas refinarias, áreas de exploração e de produção, dutos, terminais, gerências regionais e na sua grande frota petroleira.
Solução para pré-sal é volta da Lei 2.004

Já que não fomos consultados, queremos deixar claro que criar uma nova estatal para contratar a Petrobrás sem licitação no pré-sal não tem lógica.
Não tendo lógica, vai abrir caminho para que a licitação se torne obrigatória - ou se possa contratar qualquer outra empresa sem licitação - e a Petrobrás tenha que disputar com as múltis o direito de explorar a riqueza que ela própria descobriu, às custas de muito trabalho, esforço e dinheiro do povo brasileiro.
Se é para priorizar a Petrobrás no pré-sal, melhor fazê-lo de forma clara e direta, restabelecendo a Lei 2.004 e readquirindo as ações que FHC dissipou na Bolsa de NY.
Se é para não priorizar...

Não é CPI. É ataque à Petrobras é ameaça à soberania nacional


Escrito por Cairo Garcia é secretário de Política Setorial do Setor Petróleo Petroquímico e Energia da CNQ/CUT
26/05/2009

Historicamente o PSDB, acompanhado pelo DEM (PFL morto), apresenta-se contra a Petrobras, empresa brasileira que responde por mais de 10% do PIB nacional e por cerca 60% do PAC (Programa de Aceleração do Crescimento).
A Petrobras foi criada pela soberania do povo brasileiro e é o resultado concreto da inteligência brasileira que colocou a empresa entre as dez maiores petrolíferas do mundo, ainda que aquelas tenham cem anos a mais de atuação.

As "Big Oil", as "Sete Irmãs", que, recentemente, se tornaram cinco, através de fusões, originaram-se da mente gananciosa de John D. Rockefeller.

Essas empresas gigantes, ao longo da história, desde a descoberta de petróleo, em 1859, nos Estados Unidos, foram criadas e se consolidaram ignorando os interesses da sociedade, desrespeitando as leis, afrontando os poderes constituídos, formando trustes, maltratando trabalhadores e agredindo violentamente o meio ambiente.

Não satisfeitas com a apropriação do petróleo nos seus países de origem, elas ultrapassaram fronteiras e mares, corrompendo governantes.
Interferiram na soberania dos povos, patrocinando guerras, com o objetivo único de avançarem e de se apropriarem das jazidas de petróleo e gás, como no Oriente Médio, na África, na América Latina e dentro de outras fronteiras. Assim sempre agiram e assim agem ainda hoje e, para tanto, financiam campanhas políticas e gastam milhões de dólares com lobistas.
Com o poder monetário que acumularam ao longo dos anos financiam a peso de ouro campanhas, elegendo governos comprometidos, nos quais indicam representantes para cargos estratégicos aos seus interesses.

Interesses por trás da CPI

Interesses dessas empresas e interesses políticos estão por trás dessa CPI.

Esse tipo de meio de chegar e permanecer no poder interessa e atrai políticos brasileiros, cujos partidos não têm compromisso com o Brasil, defendem os interesses externos e entregam o patrimônio público, causando prejuízos irreparáveis ao povo brasileiro.
Inspirados em modelos de mercado aberto e desregulado, em atuações empresariais agressivas, lobistas e criminosas e submissos aos interesses estrangeiros, os tucanos de FHC e Serra ATACARAM A SOBERANIA DO POVO BRASILEIRO em 1997, ALTERANDO A CONSTITUIÇÃO e REVOGANDO A LEI 2004/53 que efetivamente garantia o monopólio estatal do petróleo no Brasil.
Com a Emenda constitucional nº. 9 e com a lei 9.478/97, eles permitiram que empresas estrangeiras pudessem apropriar-se do petróleo e do gás brasileiros através das conhecidas rodadas de licitação.
Criaram a Agência Nacional do Petróleo - ANP, que foi presidida pelo genro de FHC, David Zylberstein.
Essa agência APPROPRIOU-SE de todo o acervo da Petrobras, acumulado durante 53 anos de pesquisas fotogramétricas, sísmicas e geológicas, e colocou essas pesquisas à disposição de diretores da ANP que haviam sido, inclusive, diretores de outras empresas petroleiras.

Os tucanos colocaram um estrangeiro, Henri Phillippe Reischtul, suspeito de espionagem, indicado pelo genro de FHC, na presidência da Petrobras. Reischtul tentou mudar o nome da Petrobras para "Petrobrax", para privatizá-la, mas nisso os tucanos não tiveram êxito, devido à reação contrária do povo brasileiro.

Foi no período do governo tucano do PSDB e seus aliados do DEM (PFL morto) que o meio ambiente sofreu as mais aviltantes agressões, com vazamentos em mar aberto, na Baia de Guanabara/RJ, no rio Iguaçu/PR, em Cubatão/SP, na Amazônia e no Nordeste, afetando gravemente o meio de subsistência de comunidades ribeirinhas.
Depois dividiram a Petrobras em Unidades de Negócio com o objetivo de fragilizar a empresa e vende-la por partes. Fizeram ainda trocas de ativos prejudicando a Petrobras. FHC vendeu ações da Petrobras na Bolsa de Nova Iorque e para tanto vacilou em submeter a Petrobras à lei americana.

Os tucanos do PSDB e seus aliados afrontaram os trabalhadores, colocaram tanques nas ruas contra os petroleiros, sucatearam os navios da Transpetro, fabricaram plataformas fora do Brasil em contratos altamente suspeitos que levaram, inclusive, ao afundamento da P-36, maior plataforma do mundo na época, onde morreram 11 trabalhadores.

Agora, mais uma vez, mascarados de moralistas e defensores dos interesses do povo, o PSDB dos tucanos e o DEM (PFL morto), atacam os interesses do povo brasileiro tentando paralisar a Petrobras através de uma CPI.

É necessário atentar que esse interesse de levantar suspeitas sobre a Petrobras surge num ano pré-eleitoral, quando o Brasil luta contra os efeitos de uma crise financeira mundial, quando as áreas petrolíferas do pré-sal estão em disputa e quando o Governo Lula usa a Petrobras para o desenvolvimento do País. Ao contrário do que a oposição apostava, o Brasil desponta no governo Lula como o país que menos sofrerá os efeitos da crise na América
Latina e o que dela sairá mais fortalecido.

Petrobrás e a crise mundial

Em segundo mandato o governo Lula, mesmo com a crise mundial, tem alto nível de aprovação e consolida o Brasil, interna e externamente. Ao contrário do que eles desejam, o Brasil é citado como um dos países mais seguros aos investimentos nesse cenário de crise. O Brasil tem uma sólida política macroeconomia, um mercado interno potencializado, estabilidade política fortemente fundamentada na democracia.
O Brasil não foi ao FMI se endividar para enfrentar a crise mundial, não deve mais ao fundo e, ao contrário, dele é credor.
No governo Lula, a despeito da oposição algoz, a Petrobras pode aumentar investimentos e alcançou a auto-suficiência em produção de petróleo. Ela bate recordes após de recordes de produção e aumentou seu lucro líquido em 54,5%, passando de R$ 22,1 bilhões em 2007 para R$ 33,9 em 2008.

A Petrobras desempenha papel fundamental no enfrentamento da crise.
Reviu seu Plano de Investimentos no final de 2008 e, além de manter os investimentos previstos, aprovou um aumento de 56% no seu plano qüinqüenal.
A Petrobrás descobriu campos gigantes de petróleo na chamada camada pré-sal. É a maior descoberta mundial dos últimos trinta anos. Por isso, os interesses mundiais, mais do que nunca, voltaram-se para as jazidas brasileiras, mas o Presidente Lula mandou retirar 41 blocos da camada pré-sal que seriam leiloadas na 9ª Rodada de Leilões realizada pela ANP e anunciou que faria um novo marco regulatório para garantir que essa riqueza seja usada em benefícios sociais, aplicada em educação e saúde e em pagamento de dívidas sociais históricas ao povo brasileiro.

A Petrobras e o seu sucesso permanente só não são aceitos nem bem vistos pela oposição ao governo Lula.
O Presidente Sérgio Gabrielli colocou-se à disposição para responder a todos os questionamentos em relação à empresa. Mas a oposição não reconhece a idoneidade da Petrobras, não reconhece a competência do Ministério Público, nem da Polícia Federal.
Não aceita porque o que realmente a interessa é, mais uma vez, atacar a Petrobras, dificultar o acesso ao crédito e atrasar o desenvolvimento do pré-sal, na tentativa de justificar a permanência da legislação atual, a continuação dos leilões de blocos petrolíferos, inclusive nas áreas do pré-sal.
A oposição quer impedir a aprovação de um novo marco regulatório, o restabelecimento do monopólio estatal, o fim dos leilões, o fortalecimento da Petrobrás com controle 100% estatal. E, como tem feito historicamente, ela tenta impedir a independência do Brasil no setor petróleo e, paralisando a Petrobras, tenta também impedir o sucesso que o Brasil vem alcançando no enfrentamento da crise e assim se credenciar para as eleições 2010.

Em suma, o que está por trás da CPI da Petrobras é golpe político do PSDB e do DEM (PFL morto) contra o governo Lula.

A Petrobrás é do povo brasileiro, mais do que nunca agora, que faz tanto sucesso. O povo conhece e reconhece a Petrobras e não permitirá que esse orgulho brasileiro seja afrontado e quebrado. A Petrobras tem que ser mais do povo com a descoberta do pré-sal, mais ainda com um novo marco regulatório, mais ainda com o Governo Lula.

Em defesa da Petrobras. Em defesa da Soberania Nacional. Em defesa do Povo Brasileiro.


Atualizado em ( 26/05/2009 )
Siqueira: “defendemos o retorno da Lei 2.004”

“Primeiramente, é uma honra estar ao lado do professor Ab’Sáber, um dos grandes homens deste país.
O fundamental é que a Petrobrás tenha a incumbência de explorar o pré-sal. Primeiro, porque tem tecnologia.
Segundo, porque investe no Brasil. Se você cria uma nova estatal e segue realizando leilões, é trocar seis por meia dúzia”, afirmou o presidente da Associação dos Engenheiros da Petrobrás (Aepet), Fernando Siqueira, em palestra proferida no Salão Nobre do Instituto de Geociências da USP, na segunda-feira (22/06/09).

O debate “O Petróleo é nosso” foi organizado pelo Centro Paulista de Estudos em Geociências (CEPEGE), Departamento Nacional de Produção Mineral (DNPM) e pelo deputado estadual Adriano Diogo (PT-SP).
O evento contou com a participação de Aziz Ab’Sáber, professor-emérito da Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas da USP; Ildo Sauer, do Instituto de Eletrotécnica e Energia da USP e ex-diretor da Petrobrás; Enzo Nico Jr., do DNPM; e Jorge Hashiro, do Instituto de Geociências da USP.

Sobre a mudança do marco regulatório, determinada pelo presidente Lula após a descoberta de Tupi, Fernando Siqueira argumentou que “a melhor solução, a solução ideal, é entregar a exploração do pré-sal para a Petrobrás e recomprar as ações que foram vendidas na Bolsa de Nova Iorque.
A segunda solução, senão a melhor, mas a possível, seria entregar a exploração para a Petrobrás mesmo sem a compra dessas ações”.

“O pré-sal pode ser o divisor de água do país. Os geólogos da Petrobrás, de forma conservadora, estimam as reservas em 90 bilhões de barris, com possibilidade de chegar a 300 bilhões de barris. Ou a gente realiza esta riqueza e nos transformamos em um país pujante ou as multinacionais levam tudo”, disse Siqueira, que acrescentou: “O pré-sal não tem risco, está inteiramente delineado. Então, a Lei 9.478-97 não faz sentido no pré-sal. Por isso defendemos o retorno da Lei 2.004”.
“Temos que trabalhar da mesma maneira do passado, afirmando que o petróleo é nosso. A palestra do Fernando Siqueira demonstrou que é preciso muita burrice para se desfazer de uma riqueza dessa. Esse tema é de interesse de todos, em especial à geociência, e é preciso colocar a cabeça nessa questão”, disse o professor Ab’Sáber.
“Na década de 50, quando o petróleo era um mero sonho, a sociedade brasileira produziu o maior movimento cívico de nossa história. Agora, que o petróleo é uma realidade, nós temos muito mais motivação para defender essa riqueza que nos pertence”, concluiu Fernando Siqueira.
V.A.
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