quinta-feira, 24 de abril de 2008
A HONRA DO LÍBANO
A RESISTÊNCIA DO POVO IRAQUIANO
`Al-Quds al-Arabi`- CSAweb (www.nodo50.org/csca)
A resistência parte da idéia de libertação nacional, não da lealdade a uma determinada figura
A resistência é uma realidade sobre a qual todos estamos curiosos, mas muitos querem saber quem são vocês.
A resistência é 100% iraquiana.
Abarca diferentes correntes e pessoas de distintas profissões: intervêm nela o Partido do Movimento Islâmico, o Partido Ba'az, nasseristas, setores do exército e da polícia, médicos, engenheiros, docentes, artistas, desportistas, estudantes e camponeses, inclusive, há um amplo apoio de iraquianos sunitas, xiitas, árabes e curdos.
Portanto, não é correto que se falem de Bin Laden ou de qualquer outro sem que isto signifique questionar sua Jihad (Guerra Santa).
Nós iraquianos temos capacidade e possibilidade de lutar e não necessitamos de forças que, além disso, estão cercadas no Afeganistão.
Nosso desejo é que os ianques e os britânicos sejam derrotados em todas as partes.
Mas isto não afetará o movimento (da resistência)?
Quando dissemos que o povo está conosco, não quer dizer conosco dentro da organização.Está conosco no sentido de que nos facilita o passo, o movimento. Porém a organização encontra-se estruturada de tal maneira que uma célula (ou um grupo) está a salvo caso sejam detidos membros de outra (ou de outro grupo).
Quantos resistentes foram detidos?
Nenhum.Todos os detidos (pelas forças de ocupação) são do povo, mas nenhum deles está vinculado à resistência.
Alguns civis caíram vítimas em algumas operações. Como isso pode ser explicado?
Só temos atuado contra as forças criminosas de ocupação, e não temos atacado a nenhum civil.
Que papel desempenham Saddam Hussein e Izzat Ibrahim al-Duri1?
A direção da resistência aprecia o papel militante de ambos, mas a resistência parte da idéia de libertação nacional, não da lealdade a uma determinada figura.
Enfrentamentos no campo xiita
Qual é a sua opinião sobre o assassinato de Baker al-Hakim2?
Há uma luta interna recaldada entre os clérigos xiitas pelo controle da al-Hawza3 e por ganhar influência, que foi o que conduziu ao assassinato de al-Hakim, dias depois que retornara ao Iraque com as forças de ocupação.
Al-Hakim era um colaboracionista dos ocupantes e trabalhava para os serviços secretos ianques e britânicos desde muito tempo. Segundo a informação de que dispomos, foi um grupo vinculado ao Irã que o matou. Não é o momento adequado para revelar o nome do grupo.
O Conselho Governativo faz parte de seus objetivos militares?
Todos os que colaboram com a ocupação são traidores e, portanto, objetivos legítimos de nossa luta, tal como estipulou o editor religioso, fatwa (sentença de morte proferida contra um inimigo do islamismo).
Além de vocês há alguma outra parte implicada na resistência?
Sim há. Porém, 95% das operações foram levadas a cabo por nós mesmos: entre 32 e 40, diárias, que deixam uma média de 12 soldados ianques e britânicos mortos.
Por que a impressão de que somente há resistência na zona sunita?
O Iraque é um só país e temos nossa maneira de eleger o momento e o lugar adequados para realizar nossas operações.
O Iraque é para todos: árabes, curdos e turcomanos; sunitas e xiitas.
Nos próximos dias vamos ampliar nossas ações a cidades como as-Sulaymania, Arbil, Dahuk, Anajaf, Amara e a as-Samwa.
Existe uma direção central da resistência?
Sim. Existe e tem um plano elaborado com minúcias e realismo para dirigir as operações militares em todo Iraque.
Que opinião tem sobre as últimas declarações de Mohamed Said as-Sahaf4 sobre os dias da guerra e do que ocorria então?
Se supõe que há determinados segredos que não se podem revelar antes que passe certo tempo, e o irmão as-Sahaf o sabe muito bem, mas desconheço seu ponto de vista ao decidir revelá-los em público. Eu pessoalmente não estou contra ele, porém alguns membros da direção (da resistência) pensam que deveria ter guardado silêncio sobre determinados assuntos, sobretudo porque a cadeia árabe de TV que emitiu suas declarações está a serviço das forças de ocupação.
Qual é a sua avaliação da postura da Síria e do Irã?
A Síria não ganhou nada depois de haver guardado estes traidores e espiões5, e de ter financiado, do mesmo modo que o fizeram Kuwait, Arábia Saudita, Irã e Jordânia, além do Reino Unido. O Irã não se enfrentará nem com USA nem com Israel6. O Irã conspirou contra os taleban e contra o Iraque, dando resposta às demandas ianques. A denúncia ianque sobre o desenvolvimento de armas de destruição em massa no Iraque é uma mera encenação. Não há nenhum regime árabe ou não-árabe vizinho ao Iraque que apóie a resistência iraquiana.
E sobre a posição da Jordânia?
Não vale a pena mencionar o esquálido regime jordaniano: esteve distraindo o Iraque nos primeiros dias da agressão ao permitir a entrada de unidades do exército ianque através de suas fronteiras. Este regime entregou militantes da Arábia Saudita ao USA para que se enfrentem até a morte, e agora se dedica a interrogar iraquianos (exilados) para obter informação sobre a resistência e entregá-la aos ianques.
E sobre os países do Golfo?
Sempre apoiaram o ocupante. São os que estão alimentando as forças de ocupação. Nestes países há forças patrióticas, nacionalistas e islamitas, mas estão reprimidas.(...)
E com que apoio conta a resistência, então?
Contamos com ajuda de Deus, com o apoio do povo iraquiano e esperamos que com a do povo árabe e de suas forças, com as do mundo muçulmano e com as de todos aqueles povos livres do mundo que estão ao lado da luta do povo do Iraque. Só necessitamos de gestos como o boicote aos produtos do USA, Reino Unido, Israel e dos países que participam na ocupação de nosso país, como Espanha, Polônia e Itália, ou o Japão, se chegar (finalmente) a mandar tropas. Também pedimos que se boicote aos traidores.

21 de novembro de 2003
1 Izzat Ibrahim ad-Duri, vice-presidente do Conselho da Revolução do Iraque no momento da ocupação do país, e ainda não detido, recentemente foi apresentado pelo Pentágono como coordenador das ações da resistência iraquiana. Doente de leucemia (o que limita a credibilidade de que possa ser um eficaz coordenador da resistência), o Pentágono oferece 10 milhões de dólares por sua captura. No dia 26 de novembro as tropas de ocupação detiveram em Sumarra sua mulher e uma de suas filhas.
2 Baker al-Hakim, dirigente do Conselho da revolução Islâmica no Iraque, estabelecido no Irã até seu regresso ao Iraque, representava os setores convictos xiitas favoráveis à invasão do Iraque, havendo participado nas reuniões mantidas no transcurso do ano anterior com representantes da administração Bush. Al-Hakim morreu num atentado em Najaf em 29 de agosto, junto a mais de 100 pessoas.
3 Máxima instituição religiosa xiita.
4 Mohamed Said as-Sahaf – ministro da Informação no momento da invasão do Iraque (antes o foi de Exteriores) –, reiterou as considerações vertidas depois da ocupação por alguns meios árabes de que certos altos mandos militares (da Guarda Republicana, concretamente) e dos serviços de informação iraquianos haviam feito pacto com o USA, não opondo resistência militar a invasão, concretamente em Bagdá.
5 Parte da oposição iraquiana ao deposto regime estava assentada na Síria.
6 O presidente iraniano Jatamí recebeu no dia 10 de novembro a Jalal Talabani, presidente de turno do Conselho Governativo iraquiano, e a outros nove membros desta instância designada por Bremer, no que supõe um reconhecimento oficial por parte do Irã (Europa Press, 24/11/ 2003).
http://www.anovademocracia.com.br/index.php?option=com_content&task=view&id=942&Itemid=62
quarta-feira, 23 de abril de 2008
ANOS DE HERÓICA RESISTÊNCIA IRAQUIANA
“Que todos vocês protejam a terra natal e se engajem na resistência”
“Não os deixem tomar seu petróleo e sua riqueza.”
“Eu os convoco, filhos do Iraque, a transformar as mesquitas em centros de resistência e a garantir o triunfo da religião, do Islã e da pátria, e a fazer o inimigo sentir que vocês o odeiam por meio de palavras e de ato”
«Tiraram-nos tudo, já não temos nada a perder!»
Iraque: Cinco anos de resistência antiimperialista
Em março de 2003, o Iraque foi invadido pelo USA.
Após dois anos de intensa contrapropaganda, em 20 de março de 2003, forças de uma "coalizão", formada pelo USA e pela Inglaterra — que segundo eles, tinha 49 países
A campanha difamatória começou após o "11 de setembro de 2001".
Diante da iminência do ataque ao povo iraquiano, milhares de pessoas, em todo o mundo saíram às ruas.
Em abril de 2003, as forças invasoras chegaram a Bagdá.
A farsa do julgamento de Saddam
No dia 13 de dezembro de 2003, com grande pompa, os ianques anunciaram a prisão de Saddam Hussein.
Saddam, delatado por uma pessoa próxima a sua família, foi encontrado em Tikrit, sua cidade natal.
No dia 19 de outubro de 2005 teve início a farsa montada para julgar Saddam.
O julgamento foi cercado de terror.
No reinício do julgamento, em dezembro de 2005, Saddam se negou a comparecer, classificando o julgamento de "farsa inventada pelo USA".
Em janeiro, o juiz responsável pelo caso foi afastado por ser considerado condescendente com Saddam.
Todas as vezes nas quais compareceu ao julgamento, Saddam chamou a atenção por sua postura firme e decidida.
Em 05 de novembro de 2006, o tribunal ilegal e ilegítimo que foi instituído para julgar Saddam o condenou à morte na forca.
Ao contrário do que esperavam os ianques, a resistência não deixou de agir um só dia, durante e após o julgamento e execução de Saddam.
Crimes de guerra
Além de ocupar ilegalmente o Iraque, os invasores seguem cometendo crimes contra a população civil e contra o país.
Várias pessoas foram torturadas até a morte, principalmente antigas lideranças políticas e membros do governo anterior à invasão.
Milhares de pessoas têm procurado, com muita dificuldade, refugiar-se em outros países.
Com o estabelecimento dos novos "corpos de segurança" iraquianos se formaram os esquadrões da morte.
Mercenários
Mercenários são soldados que lutam junto a um exército regular mediante pagamento.
Os mercenários são contratados por empresas ianques que ganham rios de dinheiro com este serviço, que não passa por qualquer tipo de licitação.
Os recrutadores atuam ilegalmente em todos os países.
A questão é que o grande número de soldados que têm voltado para o USA em sacos plásticos fez aumentar a repulsa da população à guerra.
Das empresas alistadoras, destaca-se a Hallyburton — empresa ligada à exploração petrolífera — que é umas das que mais têm lucrado com a guerra no Iraque.
A resistência
A resistência dos iraquianos à invasão começou muito antes da invasão propriamente dita.
Com a iminência da ocupação, milhares de iraquianos contrários ao governo de Saddam retornaram ao país para ajudar na resistência, certos de que não seriam impedidos de lutar pelo presidente.
A resistência iraquiana, que combate cotidianamente os invasores, é composta e financiada pelos próprios iraquianos.
O certo é que a resistência utiliza habilmente todas as armas das quais dispõe.
De acordo com dados do Pentágono, de 2005, as ações da resistência aumentaram 30% em relação ao ano anterior.
Faluja
Faluja, a 60 km de Bagdá tem sido um bastião da luta contra a ocupação ianque.
Em 2003, a cidade foi palco das maiores manifestações e combates contra a ocupação.
Faluja sofreu intensos bombardeios em abril e novembro de 2004.
Em 2005, o Pentágono afirmou ter usado fósforo branco nos combates de 2004.
O que todos se perguntam é até quando durará a guerra no Iraque.
Os números da invasão
Mais de um milhão de iraquianos mortos pela ocupação
2,5 milhões de refugiados internos
2,2 milhões de refugiados no exterior, principalmente na Síria
24 mil iraquianos presos sob controle ianque
400 mil iraquianos presos sob controle dos colaboracionistas
43% da população vivendo em extrema pobreza (menos de 1 dólar por dia)
70% dos adultos estão desempregados
metade das crianças com menos de 5 anos sofre de algum tipo de subnutrição
70% da população não tem acesso a água potável
80% da população não é servido por sistema de esgoto
800 mil estudantes sem escola primária
220 mil crianças em idade escolar refugiadas e sem escola
300 professores universitários assassinados
2 mil médicos assassinados e outros 17 mil abandonaram o país
2 horas por dia é o período de fornecimento de energia elétrica, incluindo Bagdá
sábado, 19 de abril de 2008
MENSAGEM DE FALLUJA



Massacres de civis: Testemunhas oculares contam acerca de Falluja
por Ewa Jasiewicz
A situação em Falluja está numa escalada e o povo aguarda um ataque maciço nas próximas 24-48 horas. É necessária acção urgente para assinalar e denunciar os crimes de guerra que estão a ser perpetrados aqui.
Informação urgente e apelo de Ewa Jasiewicz, uma activista da solidariedade que trabalhou no Iraque com as organizações Voices in the Wilderness e Occupation Watch, viveu ali durante 8 meses (Bassorá e Bagdad) e na Palestina, sobretudo no campo de Jenin durante 6 meses, fala árabe, e que voltou do Iraque há 2 meses. Ela está em contacto regular com os seus amigos em Bassorá e Bagdad.
Acabo de falar com amigos em Bagdad — Paola Gaspiroli, italiana, do Occupation Watch e Bridge to Baghdad, o jornalista Leigh Gordon, inglês (NUJ, Tribune, Mail on Sunday) e um palestiniano amigo com família em Falluja e amigos no Partido Islâmico Iraquiano. Tanto ele como Leigh têm estado a transportar os feridos de Falluja para Bagdad nos últimos três dias. Ambulâncias têm sido impedidas de entrar na cidade ensopada em sangue. Eis as suas notícias, as quais foram-me contadas esta noite (sexta-feira) ao telefone: Paola Gaspiroli:
"Houve um massacre em Falluja. Falluja está sob sítio. 470 pessoas foram assassinadas e 1700 feridas. Não houve cessar fogo. Eles (os americanos) disseram às pessoas para abandonar, disseram que tinham 8 horas para abandonar e as pessoas começaram a abandonar mas elas foram aprisionadas no deserto. Os americanos têm estado a bombardear com B52s (confirmado também por Leigh num email de três dias atrás). As pontes para Bagdad são tiradas. Temos voos marcados para Amman. Amanhã uma equipe irá a Sadr City para distribuir medicamentos. 50 pessoas foram mortas ali. ?? (esqueci o nome) o 'elástico' chefe em Sadr City (conheci-o, jovem, rapaz brilhante, descreve-se a si próprio como 'elástico' porque ele é tão flexível quanto às suas interpretações do Islão e definições de conduta etc que é muito liberal) disse-me que eu deveria sair. Ele diz mesmo que não pode controlar o seu povo. Estrangeiros estão a ser alvejados. Seis novos estrangeiros foram tomados como reféns. Quatro deles são empregados de uma firma de segurança italiana — foram retirados do seu carro, o qual foi encontrado cheio de armas e cheio de uniformes negros. Bagdad estava silenciosa hoje excepto quanto a Abu Ghraib (Bagdad ocidental, onde se localiza uma vasta prisão a arrebentar pelas costuras com 12 mil prisioneiros), onde um comboio americano foi atacado e nove soldados feridos e 27 sequestrados. É isso mesmo, foram 27. Contudo, nenhum noticiário relatou isto. E eu ouvi isto de (nome a não divulgar sem permissão). Está realmente mau. Eles (os americanos) têm estado a atirar contra ambulâncias, atiradores (snipers) estão a seguir as ambulâncias. Há pessoas de Falluja no deserto. Elas deixaram Falluja mas não lhes é permitido entrar em Bagdad, elas estão presas no deserto, elas são como refugiados. É terrível, mas o povo, o povo iraquiano, está a dar tudo o que pode, estão trazer abastecimentos, toda a gente está a dar toda a sua ajuda para apoiar Falluja. Eu quero permanecer aqui mas tenho de ir, se quiser voltar e ser útil, penso que é melhor sair, Bridges to Baghdad tem de decidir isso. Está a ficar realmente perigoso para italianos. Sentimos como estamos a ser alvejados agora. (a Itália tem uma força de mais de 2500 homens, incluindo Carabinieri ocupando Nassiriya que tem estado sujeita a um certo número de ataques da resistência incluindo o devastador ataque à esquadra de polícia que tirou as vidas de quatro soldados, um civil, um operador de filmes documentários, 12 polícias Carabinieri e oito iraquianos). (...) e Leigh tem sido notável. Eles têm estado a conduzir para Falluja e a trazer pessoas para fora, indo e voltando. Sabem o que se está a passar, eles têm sido realmente notáveis. Querem mais pessoas para ajudá-los mas nós não podíamos daqui. Isto está a ficar muito muito pior. Do meu amigo que tem estado em Falluja hoje e nos últimos poucos dias:
Estamos a ver isto com os nossos próprios olhos. Disseram às pessoas para deixar Falluja e agora há milhares presas no deserto. Há um longo comboio com 13 km de comprimento de pessoas que tentam chegar a Bagdad. Os americanos estão a lançar bombas e tudo o que têm sobre eles. Eles estão a disparar sobre famílias! São todos crianças, velhos e mulheres no deserto. Outros iraquianos estão a tentar ajudá-los. Em Falluja eles (os americanos) estiveram a bombardear hospitais. As crianças estão a ser evacuadas para Bagdad. Há uma criança agora, um bebé, que teve 25 membros da sua família assassinados, ele está no hospital e alguém precisa estar com ele, por que não há ninguém ali para ficar com ele, ele que acaba de perder 25 membros da sua família!? Os americanos estão a despejar bombas de fragmentação (cluster bombs) e novos morteiros, os quais saltam 3-4 metros. Eles estão a bombardear do ar. Há pessoas que jazem mortas nas ruas. Eles disseram que havia um cessar fogo e então entraram, eu vi-os, e começaram a bombardear. Estão a combater outra vez em Falluja e estão a combater bem. Mas estamos à espera do grande ataque em 24-48 horas. Será o ataque principal. Eles irão tomar a cidade rua a rua e vasculhar e atacar. Já fizeram isso numa aldeia próxima, esqueci o nome, mas irão fazer isso em Falluja. Consiga ajuda por favor, junte pessoas para protestar, leve-os à embaixadas, ponha-os a fazer alguma coisa. Há um massacre. E precisamos estrangeiros, os estrangeiros podem fazer algo. Estamos a fazer um protesto, Jo (Jo Wilding www.wildfirejo.org.uk) e os outros do seu grupo estão a vir aos pontos de controle americanos amanhã. Não temos dormido nos últimos 3 ou 4 dias. Precisamos atenção. Tenho fotos, filme, demos para a Al Jazeera, Al Arabiya mas tiramos outras. Faça tudo o que puder. Voltamos amanhã".
Leigh Gordon:
Conseguir por todos os meios mas eu e (...) provavelmente não estaremos por aqui. Quero dizer que eles estão a ficar loucos. (...) está a dizer aos estrangeiros para virem mas não é seguro. O chefe de Falluga disse que não podia garantir minha segurança. Parece que está a enlouquecer, penso que os estrangeiros começaram a ser assassinados em breve — quero dizer que as pessoas estão a ficar desesperadas, quando elas vêm a sua mãe, pai, casa, gato, cão, tudo bombardeado ao começar o ataque. Eles (os americanos) disseram que estas operações durariam só 5 dias e chegariam ao fim. Eles precisam libertar tropas de outras frentes irrompendo por todo o país. Eles estão a vir para matar. Não há meio de garantir a segurança de ninguém. Penso que você pode ser útil mas não como voce possa contar à sua mãe e pensar que estará de volta em uma semana. Nós provavelmente seremos mortos amanhã. Venha, mas nós podemos não estar aqui.
Quando você ler isto, um massacre está a ter lugar em Falluja, Iraque. Falluja é uma cidade que tem estado a resistir à ocupação do Iraque desde Junho. As tropas americanas foram empurradas para a beira da cidade desde então. Combateu duramente e a sobretudo com firmeza e tem sido regularmente golpeada por jactos F16 e helicópteros Apache artilhados desde então, com civis a serem sacrificados numa base regular. Bem mais de 470 pessoas foram agora assassinadas pelas tropas americanas em Falluja, nesta semana. 1700 foram feridas. Espera-se que a portagem da morte ascenda devido à natureza do cordão militar do sítio em torno da cidade. Ambulâncias estão a ser alvejadas e seguidas por atiradores sniper se elas tentam entrar na cidade. Testemunha oculares relatam terem visto corpos a jazer nas ruas. Hospitais foram atacados. Abastecimentos médicos e camas escassas estão em níveis de crise. Os residentes chamam a isto um massacre. Pessoas de toda a parte estão a tentar, algumas com êxito, entrar em Falluja para ajudar a evacuar os feridos por carro. Pessoas estão a doar comidas, medicamentos e água àqueles que fogem. Todo o Iraque está a observar e simpatizar com Falluja dizem as pessoas ali no terreno. No momento em que se escreve (10/Abr/04) uma coluna de 13 km de residentes de Falluja foge da cidade massacrada por bombas, presos no deserto e rodeados por tropas americanas as quais, relatam testemunhas oculares, estão a disparar sobre elas. A maior parte dos abandonados no deserto é constituída por velhos, mulheres e crianças. Para os soldados americanos estacionados próximos à cidade, a situação é impossível e o seu sangue também está a ser derramado para os aproveitadores de lucro do mercado que promovem os interesses dos governos dos EUA e RU e interesses corporativos. Recentemente, a longa fermentação do descontentamento, frustração, humilhação e ódio crescente contra a ocupação explodiu. A ocupação está a ser combatida pela sua simples existência, o seu racismo, a sua violência. Está a reciclar e a devolver o poder da elite dirigente neo-baathista, a retreinar e recontratar mais de 10 mil torturadores e agentes de inteligência baathistas, está a rescrever as leis do Iraque através das ordens da Autoridade Provisória de Coligação (principalmente a Ordem 30 sobre Condições de Salário e Emprego para Empregados do Serviço Civil o qual estabelece o salário mínimo para os trabalhadores do Sector Público Iraquiano em 69.000 ID (US$ 40 por mês — menos da metade do salário recomendado para um trabalhador explorado numa zona de livre comércio no vizinho Irão), mais a Ordem 39 sobre Investimento Estrangeiro que permite em 100% a propriedade estrangeira — privatização — e corta a mais elevada taxa do imposto sobre o rendimento de 45% para 15%) resultaram na insurreição. O clima no Iraque modificou-se do protesto à resistência, e agora à insurreição. Manifestações têm decorrido todos os dias por todo o país desde o princípio da ocupação, com protestários que vão desde estudantes a pensionistas, desempregados, mulheres, antigos soldados e crianças. Este novo levantamento foi etiquetado como um revolta em apoio ao clérigo anti-ocupação Mugtada al Sadr, mas na realidade ele é generalizado, incontrolável, rudimentar e variado. Ele não é islâmico, não é apenas nacionalista, não é baathista. É uma luta generalizada contra a ocupação — o maior incitamento à violência no país. Por favor, manifeste solidariedade com o povo do Iraque neste momento de sublevação e banho de sangue. Por favor, junte-se aos protestos contra o sangrento massacre em Falluja, o qual espalhar-se-á se os exércitos de ocupação continuarem incontrolados e não desafiados. Parem a guerra em curso contra o Iraque Tropas fora do Iraque. O original encontra-se em http://globalresearch.ca/articles/JAS404A.html .
I WILL GIVE YOU A SECRET
OPEN YOUR HEART
HERE IS MY MOTHERLAND
EITHER LIVING OR DYING IS MY PAY
MOSTLY, BECAUSE OF THIS
REASON I WILL CONVERT
THIS LAND INTO HELL
FOR YOU AND INTO
PARADISE FOR ME
I WILL GIVE YOU A SECRET
OPEN YOUR HEART
YOU ARE IN MY RESURRECTION
RANGE EVERY
SECOND YOU LIVE
YOU ARE IN MY
RESURRECTION
RANGE DURING
EVERY BREATH
YOU TAKE!
THIS IS MY MOTHERLAND!
THE CITY OF MOSQUES,
FALLUJA!
I
LIVE
INDEPENDENTLY!
I CAN LIVE WITHOUT MY MOTHER
I CAN LIVE WITHOUT MY FATHER
I CAN LIVE WITHOUT MY SON & DAUGHTER
HOWEVER, I CAN NOT LIVE WITHOUT MY MOTHERLAND!
DO NOT FORGET!
I AM DYING IN MY OWN MOTHERLAND AND YOU?
DYING AND KILLING IS A HONOUR FOR ME!
IT IS A SHAME FOR YOU
IT IS DISGRACEFUL FOR YOU
I WILL GIVE YOU A SECRET
OPEN YOUR HEART!
YOU MAKE US SLEEP
LET THE WHOLE WORLD SLEEPS!
BUT I AM AS AWAKE I HAD NEVER BEEN!
I WILL RESIST!
MY SHROUD IS MY MORTAL BODY!
DIRGES ECHO INSIDE THE FALLUJA!
PAY ATTENTION!
WHAT DOES THE HEART SING?
THOSE WHO DO NOT WANNA HEAR ME,
YOU WILL PAY BACK!
I WILL GIVE YOU A SECRET!
OPEN YOUR HEART!
YOU ARE IN THE RESURRECTION RANGE!
YOU ARE IN THE RESURRECTION RANGE!
I WILL GIVE YOU A SECRET!
OPEN YOUR HEART!
THE FESTIVAL BEGINS WITH MY INDEPENDENCE!
THE FESTIVAL BEGINS WITH MY INDEPENDENCE!
THE FESTIVAL BEGINS WITH MY INDEPENDENCE!
FUCK MIDDLE AMERICA!
sexta-feira, 18 de abril de 2008
IRAQUE ANTES E DEPOIS DA GUERRA (2003/2008)
a slideshow about the war
Allahu Akhbar. May Allah bring peace to Iraq.
Iraque antes da guerra por jonty717
IRAQ IN THE GOOD OLD DAYS
- No beheadings of Western Hostages
- No Secterian fighting between Shia and Sunni
- No Al-Queda in Iraq
- No Iranian backed Shia Milita
- No persecution of Yizidi and Christians
- No Cholera
- No car bombs
- No Suicide Bombers
- No Mullahs
-No death squads
O POVO IRAQUIANO VIVIA COM PAZ E LIBERDADE
Propaganda americana: A imprensa americana disse ao povo americano que o povo Iraquiano queria guerra. Então, nós fomos às ruas de Baghdad e perguntamos a eles. Filmado em 2003, duas semanas antes da última invasão americana do Iraque.
Tags:
Iraq war propaganda
HOMENAGEM A ISABELLA DE OLIVEIRA
QUE A JUSTIÇA SEJA FEITAA diretora da escola, Elenice dos Santos Romeu, lembra que a menina era muito querida por todos e adorava as aulas de balé.
http://www1.folha.uol.com.br/folha/cotidiano




