quinta-feira, 24 de abril de 2008

A HONRA DO LÍBANO

Norman Finkelstein - Hezbollah, the Honour of Lebanon
Norman Finkelstein, a Jewish American political scientist and author, specializing in Jewish-related issues and the Israeli-Palestinian conflict in particular talks about the Lebanese militia Hezbollah and openly supports and praises their resistance:
"They (Hezbollah) show courage, they show discipline, I respect that "On Israeli defeat and consequential withdrawal from Lebanon in 2000, Finkelstein says:
"But the reality was -- and everyone understood it -- that the Israeli attitude was:
We are going to knock out Hizbullah.
They began planning for a new war right after they were forced to leave in 2000.
They found their excuse, their pretext, in July 2006, but there is no question among rational people that Israel was never going to let the Hizbullah victory go by."
"There is no way that the United States and Israel are going to tolerate any resistance (to their hegemony) in the Arab world."
On the damage caused to Lebanon as a result of the resistance:
"It's better to die on your feet than to walk crawling on your knees....how can I not respect those (Hezbollah) who say they would rather die on their feet?
How can I not respect that?"
Finkelstein then goes on to slam the stances taken by some sell out Arabs who continue to admire George Bush like 'Servants' despite Bush being the man behind the carpet bombing of Lebanon and says that Bush should be classified as 'persona non grata':
"Who (would) roll out the red carpet less than two years after your whole country was destroyed by them (the US)? "
"You (sell out-arabs) have NO self respect"---------------------------------------------------
How Hezbollah achieved victory over Israel
Part 1: The Intelligence War
Part 2: The Ground War
Part 3: The Political War
Duração: 09:46

A RESISTÊNCIA DO POVO IRAQUIANO

“A resistência é cem por cento iraquiana”

`Al-Quds al-Arabi`- CSAweb (www.nodo50.org/csca)
A resistência parte da idéia de libertação nacional, não da lealdade a uma determinada figura

A resistência é uma realidade sobre a qual todos estamos curiosos, mas muitos querem saber quem são vocês.


A resistência é 100% iraquiana.

Abarca diferentes correntes e pessoas de distintas profissões: intervêm nela o Partido do Movimento Islâmico, o Partido Ba'az, nasseristas, setores do exército e da polícia, médicos, engenheiros, docentes, artistas, desportistas, estudantes e camponeses, inclusive, há um amplo apoio de iraquianos sunitas, xiitas, árabes e curdos.

Portanto, não é correto que se falem de Bin Laden ou de qualquer outro sem que isto signifique questionar sua Jihad (Guerra Santa).

Nós iraquianos temos capacidade e possibilidade de lutar e não necessitamos de forças que, além disso, estão cercadas no Afeganistão.

Nosso desejo é que os ianques e os britânicos sejam derrotados em todas as partes.


Mas isto não afetará o movimento (da resistência)?


Quando dissemos que o povo está conosco, não quer dizer conosco dentro da organização.Está conosco no sentido de que nos facilita o passo, o movimento. Porém a organização encontra-se estruturada de tal maneira que uma célula (ou um grupo) está a salvo caso sejam detidos membros de outra (ou de outro grupo).


Quantos resistentes foram detidos?


Nenhum.Todos os detidos (pelas forças de ocupação) são do povo, mas nenhum deles está vinculado à resistência.


Alguns civis caíram vítimas em algumas operações. Como isso pode ser explicado?

Só temos atuado contra as forças criminosas de ocupação, e não temos atacado a nenhum civil.


Que papel desempenham Saddam Hussein e Izzat Ibrahim al-Duri1?


A direção da resistência aprecia o papel militante de ambos, mas a resistência parte da idéia de libertação nacional, não da lealdade a uma determinada figura.


Enfrentamentos no campo xiita


Qual é a sua opinião sobre o assassinato de Baker al-Hakim2?

Há uma luta interna recaldada entre os clérigos xiitas pelo controle da al-Hawza3 e por ganhar influência, que foi o que conduziu ao assassinato de al-Hakim, dias depois que retornara ao Iraque com as forças de ocupação.

Al-Hakim era um colaboracionista dos ocupantes e trabalhava para os serviços secretos ianques e britânicos desde muito tempo. Segundo a informação de que dispomos, foi um grupo vinculado ao Irã que o matou. Não é o momento adequado para revelar o nome do grupo.


O Conselho Governativo faz parte de seus objetivos militares?


Todos os que colaboram com a ocupação são traidores e, portanto, objetivos legítimos de nossa luta, tal como estipulou o editor religioso, fatwa (sentença de morte proferida contra um inimigo do islamismo).


Além de vocês há alguma outra parte implicada na resistência?


Sim há. Porém, 95% das operações foram levadas a cabo por nós mesmos: entre 32 e 40, diárias, que deixam uma média de 12 soldados ianques e britânicos mortos.


Por que a impressão de que somente há resistência na zona sunita?


O Iraque é um só país e temos nossa maneira de eleger o momento e o lugar adequados para realizar nossas operações.



O Iraque é para todos: árabes, curdos e turcomanos; sunitas e xiitas.

Nos próximos dias vamos ampliar nossas ações a cidades como as-Sulaymania, Arbil, Dahuk, Anajaf, Amara e a as-Samwa.


Existe uma direção central da resistência?


Sim. Existe e tem um plano elaborado com minúcias e realismo para dirigir as operações militares em todo Iraque.


Que opinião tem sobre as últimas declarações de Mohamed Said as-Sahaf4 sobre os dias da guerra e do que ocorria então?


Se supõe que há determinados segredos que não se podem revelar antes que passe certo tempo, e o irmão as-Sahaf o sabe muito bem, mas desconheço seu ponto de vista ao decidir revelá-los em público. Eu pessoalmente não estou contra ele, porém alguns membros da direção (da resistência) pensam que deveria ter guardado silêncio sobre determinados assuntos, sobretudo porque a cadeia árabe de TV que emitiu suas declarações está a serviço das forças de ocupação.


Qual é a sua avaliação da postura da Síria e do Irã?


A Síria não ganhou nada depois de haver guardado estes traidores e espiões5, e de ter financiado, do mesmo modo que o fizeram Kuwait, Arábia Saudita, Irã e Jordânia, além do Reino Unido. O Irã não se enfrentará nem com USA nem com Israel6. O Irã conspirou contra os taleban e contra o Iraque, dando resposta às demandas ianques. A denúncia ianque sobre o desenvolvimento de armas de destruição em massa no Iraque é uma mera encenação. Não há nenhum regime árabe ou não-árabe vizinho ao Iraque que apóie a resistência iraquiana.


E sobre a posição da Jordânia?


Não vale a pena mencionar o esquálido regime jordaniano: esteve distraindo o Iraque nos primeiros dias da agressão ao permitir a entrada de unidades do exército ianque através de suas fronteiras. Este regime entregou militantes da Arábia Saudita ao USA para que se enfrentem até a morte, e agora se dedica a interrogar iraquianos (exilados) para obter informação sobre a resistência e entregá-la aos ianques.


E sobre os países do Golfo?


Sempre apoiaram o ocupante. São os que estão alimentando as forças de ocupação. Nestes países há forças patrióticas, nacionalistas e islamitas, mas estão reprimidas.(...)


E com que apoio conta a resistência, então?


Contamos com ajuda de Deus, com o apoio do povo iraquiano e esperamos que com a do povo árabe e de suas forças, com as do mundo muçulmano e com as de todos aqueles povos livres do mundo que estão ao lado da luta do povo do Iraque. Só necessitamos de gestos como o boicote aos produtos do USA, Reino Unido, Israel e dos países que participam na ocupação de nosso país, como Espanha, Polônia e Itália, ou o Japão, se chegar (finalmente) a mandar tropas. Também pedimos que se boicote aos traidores.




21 de novembro de 2003


1 Izzat Ibrahim ad-Duri, vice-presidente do Conselho da Revolução do Iraque no momento da ocupação do país, e ainda não detido, recentemente foi apresentado pelo Pentágono como coordenador das ações da resistência iraquiana. Doente de leucemia (o que limita a credibilidade de que possa ser um eficaz coordenador da resistência), o Pentágono oferece 10 milhões de dólares por sua captura. No dia 26 de novembro as tropas de ocupação detiveram em Sumarra sua mulher e uma de suas filhas.

2 Baker al-Hakim, dirigente do Conselho da revolução Islâmica no Iraque, estabelecido no Irã até seu regresso ao Iraque, representava os setores convictos xiitas favoráveis à invasão do Iraque, havendo participado nas reuniões mantidas no transcurso do ano anterior com representantes da administração Bush. Al-Hakim morreu num atentado em Najaf em 29 de agosto, junto a mais de 100 pessoas.

3 Máxima instituição religiosa xiita.

4 Mohamed Said as-Sahaf – ministro da Informação no momento da invasão do Iraque (antes o foi de Exteriores) –, reiterou as considerações vertidas depois da ocupação por alguns meios árabes de que certos altos mandos militares (da Guarda Republicana, concretamente) e dos serviços de informação iraquianos haviam feito pacto com o USA, não opondo resistência militar a invasão, concretamente em Bagdá.

5 Parte da oposição iraquiana ao deposto regime estava assentada na Síria.

6 O presidente iraniano Jatamí recebeu no dia 10 de novembro a Jalal Talabani, presidente de turno do Conselho Governativo iraquiano, e a outros nove membros desta instância designada por Bremer, no que supõe um reconhecimento oficial por parte do Irã (Europa Press, 24/11/ 2003).

http://www.anovademocracia.com.br/index.php?option=com_content&task=view&id=942&Itemid=62

quarta-feira, 23 de abril de 2008

ANOS DE HERÓICA RESISTÊNCIA IRAQUIANA

“Que todos vocês protejam a terra natal e se engajem na resistência”
“Não os deixem tomar seu petróleo e sua riqueza.”

“Eu os convoco, filhos do Iraque, a transformar as mesquitas em centros de resistência e a garantir o triunfo da religião, do Islã e da pátria, e a fazer o inimigo sentir que vocês o odeiam por meio de palavras e de ato”




«Tiraram-nos tudo, já não temos nada a perder!»


Cinco anos de resistência antiimperialista
Iraque: Cinco anos de resistência antiimperialista



Em março de 2003, o Iraque foi invadido pelo USA.
Os ianques afirmaram que a guerra seria rápida e que a democracia voltaria a reinar no Iraque.
Armas de destruição em massa e terroristas seriam encontrados e o país voltaria à normalidade.
Cinco anos depois, nem armas nem terroristas foram encontrados.
A resistência segue, dia após dia, golpeando as forças invasoras de Bush e sua corja de assassinos já não têm de onde tirar mentiras para justificar o fracasso da ocupação.


Após dois anos de intensa contrapropaganda, em 20 de março de 2003, forças de uma "coalizão", formada pelo USA e pela Inglaterra — que segundo eles, tinha 49 países
1 —, invadiram o Iraque, a partir do Kuwait.
Os invasores levariam a paz, a democracia e a independência ao Iraque, pelo menos na teoria deles.

A campanha difamatória começou após o "11 de setembro de 2001".
As organizações estadunidenses sem fins lucrativos, Centro da Integridade Pública e Fundo para a Independência do Jornalismo, realizaram um estudo sobre essa campanha, divulgado em janeiro deste ano.
Segundo as organizações, Bush e autoridades de seu governo emitiram 935 declarações falsas sobre a ameaça do Iraque à segurança do USA.
Para as organizações, tudo fazia parte de uma campanha para direcionar a opinião pública a aceitar a invasão do Iraque.

Diante da iminência do ataque ao povo iraquiano, milhares de pessoas, em todo o mundo saíram às ruas.
Bagdá, Londres, Istambul, Madrid, Islamabad (Paquistão), Roma, dentre outras cidades, reuniram cerca de 10 milhões de pessoas nas ruas, em fevereiro de 2003.
No final de março e início de abril, logo após a invasão, grandes manifestações sucederam-se no Brasil, Espanha, Alemanha, Líbia, Paraguai, Argentina, USA, Grécia, etc.
Em abril de 2003, as forças invasoras chegaram a Bagdá.
A estátua do presidente Saddam Hussein foi derrubada e os ianques declararam o controle sobre o país.
Em maio do mesmo ano, Bush declarou o fim da guerra, apesar de manter cerca de 150 mil soldados ianques e um conselho — escolhido a dedo pelos ianques, em junho — para gerir a situação no país.

A farsa do julgamento de Saddam

No dia 13 de dezembro de 2003, com grande pompa, os ianques anunciaram a prisão de Saddam Hussein.
Era o início de uma das maiores farsas já vistas na história.

Saddam, delatado por uma pessoa próxima a sua família, foi encontrado em Tikrit, sua cidade natal.
Ele estava dentro de um buraco, em um depósito.
O administrador ianque no Iraque, Paul Bremer, afirmou que a prisão de Saddam representaria o início de um novo Iraque.
Bremer acreditava que, com a prisão de Saddam, a resistência acabaria.
Grande engano.

No dia 19 de outubro de 2005 teve início a farsa montada para julgar Saddam.
Diante da alegação da defesa de que não pôde se reunir com os acusados, o julgamento foi adiado para 28 de novembro.

O julgamento foi cercado de terror.
No final de outubro de 2005, um dos advogados de defesa de Saddam foi assassinado.
Na primeira semana de novembro ocorreu o segundo assassinato.
O terceiro assassinato ocorreu em junho de 2006, o corpo foi encontrado com sinais de tortura.
No reinício do julgamento, em dezembro de 2005, Saddam se negou a comparecer, classificando o julgamento de "farsa inventada pelo USA".
No final de dezembro, Saddam compareceu ao julgamento e denunciou torturas sofridas na cadeia, além de afirmar em alto e bom som que ainda era presidente do Iraque.

Em janeiro, o juiz responsável pelo caso foi afastado por ser considerado condescendente com Saddam.
No mês seguinte, como protesto, a defesa não compareceu às audiências.
Ainda em fevereiro, Saddam iniciou uma greve de fome, em protesto ao julgamento.

Todas as vezes nas quais compareceu ao julgamento, Saddam chamou a atenção por sua postura firme e decidida.
Ele afirmou veementemente que, mesmo com a invasão, ele ainda era o Presidente do Iraque e conclamou todos os iraquianos a resistir de forma armada à ocupação ianque.

Em 05 de novembro de 2006, o tribunal ilegal e ilegítimo que foi instituído para julgar Saddam o condenou à morte na forca.
Quase 13 meses depois, terminava o circo montado na tentativa de minar a resistência iraquiana.
Saddam comportou-se como um legítimo representante das forças progressistas que lutam no Iraque.
Ao receber a sentença, bradou:
"Vida longa ao povo! Vida longa à nação árabe! Morte a nossos inimigos".

Ao contrário do que esperavam os ianques, a resistência não deixou de agir um só dia, durante e após o julgamento e execução de Saddam.

Crimes de guerra

Além de ocupar ilegalmente o Iraque, os invasores seguem cometendo crimes contra a população civil e contra o país.
Após a ocupação, milhares de pessoas, incluindo jovens, idosos e mulheres foram e continuam sendo presos, torturados e executados.
É prática habitual nas prisões mantidas pelos invasores vendar os olhos e amarrar as mãos nas costas dos detidos, para juntá-las com os pés durante dias e colocar a pessoa em um cubículo de madeira, dentro de um pequeno buraco escuro.
As vendas não são retiradas dos olhos nem para que os presos comam, o que só podem fazer por dez minutos.
A comida é pouca e de má qualidade.

Várias pessoas foram torturadas até a morte, principalmente antigas lideranças políticas e membros do governo anterior à invasão.
A tortura é cotidiana nos centros de detenção ou cadeias clandestina dos novos corpos de segurança iraquianos.
Também não são raras as detenções e torturas em massa.
Estima-se que mais de 250 mil iraquianos foram presos sem motivo.
O número de mortos, segundo a organização Opinion Research Business, com sede em Londres, é de mais de um milhão de iraquianos.

Milhares de pessoas têm procurado, com muita dificuldade, refugiar-se em outros países.
O número de refugiados é desconhecido, mas organizações de direitos humanos iraquianas estimam que este número ultrapasse a cifra dos 500 mil.
Com o estabelecimento dos novos "corpos de segurança" iraquianos se formaram os esquadrões da morte.
Eles têm escolhido seletivamente seus alvos, tentando minar a base de apoio da resistência pelo medo.
Seus alvos são personalidades civis, professores e, principalmente, profissionais da saúde.
Mas também assassinam simples cidadãos e atuam pilhando e destruindo o patrimônio cultural iraquiano.

Mercenários

Mercenários são soldados que lutam junto a um exército regular mediante pagamento.
Hoje, estima-se que 10% de todo o efetivo militar que atua no Iraque seja composto por mercenários.
Os mercenários são contratados por empresas ianques que ganham rios de dinheiro com este serviço, que não passa por qualquer tipo de licitação.
As empresas escolhem países pobres como destino do recrutamento.
Brasil, Chile, El Salvador, Colômbia, Turquia, Nepal, Indonésia estão entre os países preferidos pelos recrutadores.
A promessa é sempre a mesma: ganhar cerca de sete mil dólares por mês.
A tarefa, vigiar instalações militares, campos de treinamento e fazer a segurança do exército ianque (para quê um exército precisa de seguranças?).
Os recrutadores atuam ilegalmente em todos os países.
No Brasil, em 2005, foi descoberta uma rede ilegal de contratação.
Eles atuavam sem os registros exigidos.
Até mesmo no USA, os recrutadores atuam buscando imigrantes ilegais e a parcela pobre da população, prometendo aos primeiros a legalização no país e aos segundos a chance de uma carreira universitária.
A questão é que o grande número de soldados que têm voltado para o USA em sacos plásticos fez aumentar a repulsa da população à guerra.
Famílias inteiras se viram desintegradas por uma guerra injusta.
Além do fato de metade do efetivo treinado para atuar no Iraque acabar desertando ou servindo à resistência.

Das empresas alistadoras, destaca-se a Hallyburton — empresa ligada à exploração petrolífera — que é umas das que mais têm lucrado com a guerra no Iraque.
As ianques Caci e TitanCorp são outras que atuam no Iraque, fazendo os trabalhos sujos da prisão de Abu Graib.

A resistência

A resistência dos iraquianos à invasão começou muito antes da invasão propriamente dita.
Após a Guerra do Golfo, em 1990, o Presidente Saddam Hussein, certo de que o país poderia ser alvo de uma nova investida imperialista, realizava treinamentos militares três meses por ano, destinados a toda a população.
Com a iminência da ocupação, milhares de iraquianos contrários ao governo de Saddam retornaram ao país para ajudar na resistência, certos de que não seriam impedidos de lutar pelo presidente.
O regime iraquiano relaxou a pena de todos os prisioneiros, exceto àqueles que cometeram crime de sangue.
Meses antes da ocupação, o governo abriu todos os depósitos de armas e as distribuiu à população.

A resistência iraquiana, que combate cotidianamente os invasores, é composta e financiada pelos próprios iraquianos.
Sami Alaa, da Aliança Patriótica Iraquiana, em entrevista ao AND (edição 24, abril de 2005), explicou que a Resistência dividia-se em três grupos:
1) aqueles ligados a algum partido político: militantes baathistas, pan-árabes, socialistas, comunistas patrióticos;
2) Oficiais e soldados do antigo exército e polícia iraquianos, que não depuseram as armas e continuaram combatendo. Segundo ele, este grupo é o que realiza as ações mais planejadas e com mais recursos;
3) o terceiro grupo é formado por militantes sunitas, xiitas e até cristãos, mas não passam de 10% de toda a resistência, são organizados local ou regionalmente e não são leais a uma pessoa ou partido.

O certo é que a resistência utiliza habilmente todas as armas das quais dispõe.
Utiliza a tática de guerra de guerrilhas, fustigando o inimigo e se abastecendo de armas e munições do oponente.
Além de atacar pontos estratégicos para os ocupantes, criando um clima de instabilidade permanente.
Os alvos preferidos da resistência são redes de oleodutos — para evitar a pilhagem do petróleo iraquiano —, estradas, postos militares, bases e todos os locais de concentração das forças de coalizão.
De acordo com dados do Pentágono, de 2005, as ações da resistência aumentaram 30% em relação ao ano anterior.
São cerca de mil ações diárias, sendo que apenas 1% são ataques suicidas ou carros-bomba, que a resistência não reconhece como próprios.

Faluja

Faluja, a 60 km de Bagdá tem sido um bastião da luta contra a ocupação ianque.
Uma parte considerável da resistência se concentrava em Faluja e os ocupantes e seus governos fantoches não conseguiam manter instituições na cidade.
Os invasores consideravam-na como o centro do "terrorismo" e garantiam que ali estavam entrincheirados membros da resistência.
Em 2003, a cidade foi palco das maiores manifestações e combates contra a ocupação.
Em abril, a população da cidade tomou as ruas para lutar contra a ocupação.
Após o domínio de Bagdá, outras grandes manifestações e combates foram reprimidos pelos invasores.
Faluja sofreu intensos bombardeios em abril e novembro de 2004.
Os ataques destruíram cerca de 80% da cidade e deixaram mais de cinco mil mortos.
Em 2004 os ocupantes ameaçaram destruir toda a cidade se os moradores não denunciassem os militantes da resistência.
Mas, pelo que tudo indica, ninguém foi delatado.
Mesmo após os ataques, a resistência continuou ativa e os ianques não conseguiram dominar por completo a cidade.

Em 2005, o Pentágono afirmou ter usado fósforo branco nos combates de 2004.
Ainda hoje mais da metade dos habitantes de Faluja enfrenta problemas com água poluída, falta de eletricidade, fome, frio e desemprego.
Os invasores seguem utilizando fortes medidas de segurança.
Por mais que sigam prendendo coletivamente, assassinando, decretando toque de recolher e cortando a água e luz em Faluja, seus moradores não se entregam e seguem como um grande exemplo da heróica resistência iraquiana.

O que todos se perguntam é até quando durará a guerra no Iraque.
Pela capacidade de renovação da resistência, pelo desgaste das tropas ianques e pela repulsa mundial à invasão, é certo que a guerra durará até que os ianques retirem suas tropas, suas instituições e todos que chegaram com a ocupação — terroristas, milícias, mercenários, etc — do Iraque.
A resistência jamais entregará as armas e desistirá de defender seu povo e seu país dos invasores.

Os números da invasão

Mais de um milhão de iraquianos mortos pela ocupação
2,5 milhões de refugiados internos
2,2 milhões de refugiados no exterior, principalmente na Síria
24 mil iraquianos presos sob controle ianque
400 mil iraquianos presos sob controle dos colaboracionistas
43% da população vivendo em extrema pobreza (menos de 1 dólar por dia)
70% dos adultos estão desempregados
metade das crianças com menos de 5 anos sofre de algum tipo de subnutrição
70% da população não tem acesso a água potável
80% da população não é servido por sistema de esgoto
800 mil estudantes sem escola primária
220 mil crianças em idade escolar refugiadas e sem escola
300 professores universitários assassinados
2 mil médicos assassinados e outros 17 mil abandonaram o país
2 horas por dia é o período de fornecimento de energia elétrica, incluindo Bagdá
1. Informações do Global Policy Forum — www.globalpolicy.org

sábado, 19 de abril de 2008

MENSAGEM DE FALLUJA







Massacres de civis: Testemunhas oculares contam acerca de Falluja
por Ewa Jasiewicz
A situação em Falluja está numa escalada e o povo aguarda um ataque maciço nas próximas 24-48 horas. É necessária acção urgente para assinalar e denunciar os crimes de guerra que estão a ser perpetrados aqui.
Informação urgente e apelo de Ewa Jasiewicz, uma activista da solidariedade que trabalhou no Iraque com as organizações Voices in the Wilderness e Occupation Watch, viveu ali durante 8 meses (Bassorá e Bagdad) e na Palestina, sobretudo no campo de Jenin durante 6 meses, fala árabe, e que voltou do Iraque há 2 meses. Ela está em contacto regular com os seus amigos em Bassorá e Bagdad.
Acabo de falar com amigos em Bagdad — Paola Gaspiroli, italiana, do Occupation Watch e Bridge to Baghdad, o jornalista Leigh Gordon, inglês (NUJ, Tribune, Mail on Sunday) e um palestiniano amigo com família em Falluja e amigos no Partido Islâmico Iraquiano. Tanto ele como Leigh têm estado a transportar os feridos de Falluja para Bagdad nos últimos três dias. Ambulâncias têm sido impedidas de entrar na cidade ensopada em sangue. Eis as suas notícias, as quais foram-me contadas esta noite (sexta-feira) ao telefone: Paola Gaspiroli:
"Houve um massacre em Falluja. Falluja está sob sítio. 470 pessoas foram assassinadas e 1700 feridas. Não houve cessar fogo. Eles (os americanos) disseram às pessoas para abandonar, disseram que tinham 8 horas para abandonar e as pessoas começaram a abandonar mas elas foram aprisionadas no deserto. Os americanos têm estado a bombardear com B52s (confirmado também por Leigh num email de três dias atrás). As pontes para Bagdad são tiradas. Temos voos marcados para Amman. Amanhã uma equipe irá a Sadr City para distribuir medicamentos. 50 pessoas foram mortas ali. ?? (esqueci o nome) o 'elástico' chefe em Sadr City (conheci-o, jovem, rapaz brilhante, descreve-se a si próprio como 'elástico' porque ele é tão flexível quanto às suas interpretações do Islão e definições de conduta etc que é muito liberal) disse-me que eu deveria sair. Ele diz mesmo que não pode controlar o seu povo. Estrangeiros estão a ser alvejados. Seis novos estrangeiros foram tomados como reféns. Quatro deles são empregados de uma firma de segurança italiana — foram retirados do seu carro, o qual foi encontrado cheio de armas e cheio de uniformes negros. Bagdad estava silenciosa hoje excepto quanto a Abu Ghraib (Bagdad ocidental, onde se localiza uma vasta prisão a arrebentar pelas costuras com 12 mil prisioneiros), onde um comboio americano foi atacado e nove soldados feridos e 27 sequestrados. É isso mesmo, foram 27. Contudo, nenhum noticiário relatou isto. E eu ouvi isto de (nome a não divulgar sem permissão). Está realmente mau. Eles (os americanos) têm estado a atirar contra ambulâncias, atiradores (snipers) estão a seguir as ambulâncias. Há pessoas de Falluja no deserto. Elas deixaram Falluja mas não lhes é permitido entrar em Bagdad, elas estão presas no deserto, elas são como refugiados. É terrível, mas o povo, o povo iraquiano, está a dar tudo o que pode, estão trazer abastecimentos, toda a gente está a dar toda a sua ajuda para apoiar Falluja. Eu quero permanecer aqui mas tenho de ir, se quiser voltar e ser útil, penso que é melhor sair, Bridges to Baghdad tem de decidir isso. Está a ficar realmente perigoso para italianos. Sentimos como estamos a ser alvejados agora. (a Itália tem uma força de mais de 2500 homens, incluindo Carabinieri ocupando Nassiriya que tem estado sujeita a um certo número de ataques da resistência incluindo o devastador ataque à esquadra de polícia que tirou as vidas de quatro soldados, um civil, um operador de filmes documentários, 12 polícias Carabinieri e oito iraquianos). (...) e Leigh tem sido notável. Eles têm estado a conduzir para Falluja e a trazer pessoas para fora, indo e voltando. Sabem o que se está a passar, eles têm sido realmente notáveis. Querem mais pessoas para ajudá-los mas nós não podíamos daqui. Isto está a ficar muito muito pior. Do meu amigo que tem estado em Falluja hoje e nos últimos poucos dias:
Estamos a ver isto com os nossos próprios olhos. Disseram às pessoas para deixar Falluja e agora há milhares presas no deserto. Há um longo comboio com 13 km de comprimento de pessoas que tentam chegar a Bagdad. Os americanos estão a lançar bombas e tudo o que têm sobre eles. Eles estão a disparar sobre famílias! São todos crianças, velhos e mulheres no deserto. Outros iraquianos estão a tentar ajudá-los. Em Falluja eles (os americanos) estiveram a bombardear hospitais. As crianças estão a ser evacuadas para Bagdad. Há uma criança agora, um bebé, que teve 25 membros da sua família assassinados, ele está no hospital e alguém precisa estar com ele, por que não há ninguém ali para ficar com ele, ele que acaba de perder 25 membros da sua família!? Os americanos estão a despejar bombas de fragmentação (cluster bombs) e novos morteiros, os quais saltam 3-4 metros. Eles estão a bombardear do ar. Há pessoas que jazem mortas nas ruas. Eles disseram que havia um cessar fogo e então entraram, eu vi-os, e começaram a bombardear. Estão a combater outra vez em Falluja e estão a combater bem. Mas estamos à espera do grande ataque em 24-48 horas. Será o ataque principal. Eles irão tomar a cidade rua a rua e vasculhar e atacar. Já fizeram isso numa aldeia próxima, esqueci o nome, mas irão fazer isso em Falluja. Consiga ajuda por favor, junte pessoas para protestar, leve-os à embaixadas, ponha-os a fazer alguma coisa. Há um massacre. E precisamos estrangeiros, os estrangeiros podem fazer algo. Estamos a fazer um protesto, Jo (Jo Wilding www.wildfirejo.org.uk) e os outros do seu grupo estão a vir aos pontos de controle americanos amanhã. Não temos dormido nos últimos 3 ou 4 dias. Precisamos atenção. Tenho fotos, filme, demos para a Al Jazeera, Al Arabiya mas tiramos outras. Faça tudo o que puder. Voltamos amanhã".
Leigh Gordon:
Conseguir por todos os meios mas eu e (...) provavelmente não estaremos por aqui. Quero dizer que eles estão a ficar loucos. (...) está a dizer aos estrangeiros para virem mas não é seguro. O chefe de Falluga disse que não podia garantir minha segurança. Parece que está a enlouquecer, penso que os estrangeiros começaram a ser assassinados em breve — quero dizer que as pessoas estão a ficar desesperadas, quando elas vêm a sua mãe, pai, casa, gato, cão, tudo bombardeado ao começar o ataque. Eles (os americanos) disseram que estas operações durariam só 5 dias e chegariam ao fim. Eles precisam libertar tropas de outras frentes irrompendo por todo o país. Eles estão a vir para matar. Não há meio de garantir a segurança de ninguém. Penso que você pode ser útil mas não como voce possa contar à sua mãe e pensar que estará de volta em uma semana. Nós provavelmente seremos mortos amanhã. Venha, mas nós podemos não estar aqui.
Quando você ler isto, um massacre está a ter lugar em Falluja, Iraque. Falluja é uma cidade que tem estado a resistir à ocupação do Iraque desde Junho. As tropas americanas foram empurradas para a beira da cidade desde então. Combateu duramente e a sobretudo com firmeza e tem sido regularmente golpeada por jactos F16 e helicópteros Apache artilhados desde então, com civis a serem sacrificados numa base regular. Bem mais de 470 pessoas foram agora assassinadas pelas tropas americanas em Falluja, nesta semana. 1700 foram feridas. Espera-se que a portagem da morte ascenda devido à natureza do cordão militar do sítio em torno da cidade. Ambulâncias estão a ser alvejadas e seguidas por atiradores sniper se elas tentam entrar na cidade. Testemunha oculares relatam terem visto corpos a jazer nas ruas. Hospitais foram atacados. Abastecimentos médicos e camas escassas estão em níveis de crise. Os residentes chamam a isto um massacre. Pessoas de toda a parte estão a tentar, algumas com êxito, entrar em Falluja para ajudar a evacuar os feridos por carro. Pessoas estão a doar comidas, medicamentos e água àqueles que fogem. Todo o Iraque está a observar e simpatizar com Falluja dizem as pessoas ali no terreno. No momento em que se escreve (10/Abr/04) uma coluna de 13 km de residentes de Falluja foge da cidade massacrada por bombas, presos no deserto e rodeados por tropas americanas as quais, relatam testemunhas oculares, estão a disparar sobre elas. A maior parte dos abandonados no deserto é constituída por velhos, mulheres e crianças. Para os soldados americanos estacionados próximos à cidade, a situação é impossível e o seu sangue também está a ser derramado para os aproveitadores de lucro do mercado que promovem os interesses dos governos dos EUA e RU e interesses corporativos. Recentemente, a longa fermentação do descontentamento, frustração, humilhação e ódio crescente contra a ocupação explodiu. A ocupação está a ser combatida pela sua simples existência, o seu racismo, a sua violência. Está a reciclar e a devolver o poder da elite dirigente neo-baathista, a retreinar e recontratar mais de 10 mil torturadores e agentes de inteligência baathistas, está a rescrever as leis do Iraque através das ordens da Autoridade Provisória de Coligação (principalmente a Ordem 30 sobre Condições de Salário e Emprego para Empregados do Serviço Civil o qual estabelece o salário mínimo para os trabalhadores do Sector Público Iraquiano em 69.000 ID (US$ 40 por mês — menos da metade do salário recomendado para um trabalhador explorado numa zona de livre comércio no vizinho Irão), mais a Ordem 39 sobre Investimento Estrangeiro que permite em 100% a propriedade estrangeira — privatização — e corta a mais elevada taxa do imposto sobre o rendimento de 45% para 15%) resultaram na insurreição. O clima no Iraque modificou-se do protesto à resistência, e agora à insurreição. Manifestações têm decorrido todos os dias por todo o país desde o princípio da ocupação, com protestários que vão desde estudantes a pensionistas, desempregados, mulheres, antigos soldados e crianças. Este novo levantamento foi etiquetado como um revolta em apoio ao clérigo anti-ocupação Mugtada al Sadr, mas na realidade ele é generalizado, incontrolável, rudimentar e variado. Ele não é islâmico, não é apenas nacionalista, não é baathista. É uma luta generalizada contra a ocupação — o maior incitamento à violência no país. Por favor, manifeste solidariedade com o povo do Iraque neste momento de sublevação e banho de sangue. Por favor, junte-se aos protestos contra o sangrento massacre em Falluja, o qual espalhar-se-á se os exércitos de ocupação continuarem incontrolados e não desafiados. Parem a guerra em curso contra o Iraque Tropas fora do Iraque. O original encontra-se em
http://globalresearch.ca/articles/JAS404A.html .

Esta notícia encontra-se em http://resistir.info .

THIS IS MY MOTHERLAND


I WILL GIVE YOU A SECRET


OPEN YOUR HEART


HERE IS MY MOTHERLAND


EITHER LIVING OR DYING IS MY PAY


MOSTLY, BECAUSE OF THIS


REASON I WILL CONVERT


THIS LAND INTO HELL


FOR YOU AND INTO


PARADISE FOR ME


I WILL GIVE YOU A SECRET


OPEN YOUR HEART


YOU ARE IN MY RESURRECTION


RANGE EVERY


SECOND YOU LIVE


YOU ARE IN MY


RESURRECTION


RANGE DURING


EVERY BREATH


YOU TAKE!


THIS IS MY MOTHERLAND!


THE CITY OF MOSQUES,


FALLUJA!


I


LIVE


INDEPENDENTLY!


I CAN LIVE WITHOUT MY MOTHER


I CAN LIVE WITHOUT MY FATHER


I CAN LIVE WITHOUT MY SON & DAUGHTER


HOWEVER, I CAN NOT LIVE WITHOUT MY MOTHERLAND!


DO NOT FORGET!


I AM DYING IN MY OWN MOTHERLAND AND YOU?


DYING AND KILLING IS A HONOUR FOR ME!


IT IS A SHAME FOR YOU


IT IS DISGRACEFUL FOR YOU


I WILL GIVE YOU A SECRET


OPEN YOUR HEART!


YOU MAKE US SLEEP


LET THE WHOLE WORLD SLEEPS!


BUT I AM AS AWAKE I HAD NEVER BEEN!


I WILL RESIST!


MY SHROUD IS MY MORTAL BODY!


DIRGES ECHO INSIDE THE FALLUJA!


PAY ATTENTION!


WHAT DOES THE HEART SING?


THOSE WHO DO NOT WANNA HEAR ME,


YOU WILL PAY BACK!


I WILL GIVE YOU A SECRET!


OPEN YOUR HEART!


YOU ARE IN THE RESURRECTION RANGE!


YOU ARE IN THE RESURRECTION RANGE!


I WILL GIVE YOU A SECRET!


OPEN YOUR HEART!


THE FESTIVAL BEGINS WITH MY INDEPENDENCE!


THE FESTIVAL BEGINS WITH MY INDEPENDENCE!


THE FESTIVAL BEGINS WITH MY INDEPENDENCE!


FUCK MIDDLE AMERICA!






sexta-feira, 18 de abril de 2008

IRAQUE ANTES E DEPOIS DA GUERRA (2003/2008)

Iraque antes e depois da guerra (invasão de Março de 2003)
a slideshow about the war

Allahu Akhbar. May Allah bring peace to Iraq.

Iraque antes da guerra por jonty717

IRAQ IN THE GOOD OLD DAYS

- No beheadings of Western Hostages

- No Secterian fighting between Shia and Sunni

- No Al-Queda in Iraq

- No Iranian backed Shia Milita

- No persecution of Yizidi and Christians

- No Cholera

- No car bombs

- No Suicide Bombers

- No Mullahs

-No death squads

O POVO IRAQUIANO VIVIA COM PAZ E LIBERDADE

Exposing US propaganda:The American people were told by the US media that the Iraqi people wanted war. So we went to the streets of Baghdad and asked them.Filmed in 2003, two weeks before the latest US invasion of Iraq.

Propaganda americana: A imprensa americana disse ao povo americano que o povo Iraquiano queria guerra. Então, nós fomos às ruas de Baghdad e perguntamos a eles. Filmado em 2003, duas semanas antes da última invasão americana do Iraque.


Category: News & Politics
Tags:
Iraq war propaganda


HOMENAGEM A ISABELLA DE OLIVEIRA

QUE A JUSTIÇA SEJA FEITA




QUE OS ASSASSINOS DE ISABELLA DE OLIVEIRA SEJAM PUNIDOS













Isabella de Oliveira Nardoni completaria seis anos hoje. Ainda em fase de alfabetização, fez questão de assinar o nome em seu RG. Quando foi assaltada com a mãe, que chorava o tempo todo, disse que ela deveria parar de chorar e pensar em coisas boas.
No sobrado da rua tranqüila da Vila Gustavo (zona norte), Isabella morava com a mãe, Ana Carolina Cunha de Oliveira, 24 anos, e os avós maternos, José e Rosa.
Até 2006, estudou na escola Cantinho da Alegria, na mesma rua.
A diretora da escola, Elenice dos Santos Romeu, lembra que a menina era muito querida por todos e adorava as aulas de balé.
Hoje, deve fazer uma oração com os alunos e cantar uma música do padre Zezinho para marcar o aniversário da menina.
O pedido partiu dos pequenos, diz ela.
"Uma criança pediu para ter bolo e disse que Isabella acompanharia a festa do céu".
A diretora resolveu fazer uma celebração, mas sem festa.
Em 2007, Isabella foi para o Colégio Sir Isaac Newton, no mesmo bairro.
A intenção da família era que a menina se adaptasse a uma escola maior e com mais alunos antes de ingressar no ensino fundamental.
Desde quando a menina foi assassinada, a escola evita fazer comentários sobre Isabella.
Em casa, a maior companheira dela era uma prima da mesma idade, filha do irmão de Ana, Leonardo.
As duas não se desgrudavam. Viviam abraçadas.
Ontem, a prima, de longos cabelos cacheados, deixou a casa dos avós com a imagem de Isabella na camiseta rumo ao Santuário do Terço Bizantino, do padre Marcelo Rossi.

http://www1.folha.uol.com.br/folha/cotidiano