“Que todos vocês protejam a terra natal e se engajem na resistência”
“Não os deixem tomar seu petróleo e sua riqueza.”
“Eu os convoco, filhos do Iraque, a transformar as mesquitas em centros de resistência e a garantir o triunfo da religião, do Islã e da pátria, e a fazer o inimigo sentir que vocês o odeiam por meio de palavras e de ato”
«Tiraram-nos tudo, já não temos nada a perder!»
Iraque: Cinco anos de resistência antiimperialista
Em março de 2003, o Iraque foi invadido pelo USA.
Após dois anos de intensa contrapropaganda, em 20 de março de 2003, forças de uma "coalizão", formada pelo USA e pela Inglaterra — que segundo eles, tinha 49 países
A campanha difamatória começou após o "11 de setembro de 2001".
Diante da iminência do ataque ao povo iraquiano, milhares de pessoas, em todo o mundo saíram às ruas.
Em abril de 2003, as forças invasoras chegaram a Bagdá.
A farsa do julgamento de Saddam
No dia 13 de dezembro de 2003, com grande pompa, os ianques anunciaram a prisão de Saddam Hussein.
Saddam, delatado por uma pessoa próxima a sua família, foi encontrado em Tikrit, sua cidade natal.
No dia 19 de outubro de 2005 teve início a farsa montada para julgar Saddam.
O julgamento foi cercado de terror.
No reinício do julgamento, em dezembro de 2005, Saddam se negou a comparecer, classificando o julgamento de "farsa inventada pelo USA".
Em janeiro, o juiz responsável pelo caso foi afastado por ser considerado condescendente com Saddam.
Todas as vezes nas quais compareceu ao julgamento, Saddam chamou a atenção por sua postura firme e decidida.
Em 05 de novembro de 2006, o tribunal ilegal e ilegítimo que foi instituído para julgar Saddam o condenou à morte na forca.
Ao contrário do que esperavam os ianques, a resistência não deixou de agir um só dia, durante e após o julgamento e execução de Saddam.
Crimes de guerra
Além de ocupar ilegalmente o Iraque, os invasores seguem cometendo crimes contra a população civil e contra o país.
Várias pessoas foram torturadas até a morte, principalmente antigas lideranças políticas e membros do governo anterior à invasão.
Milhares de pessoas têm procurado, com muita dificuldade, refugiar-se em outros países.
Com o estabelecimento dos novos "corpos de segurança" iraquianos se formaram os esquadrões da morte.
Mercenários
Mercenários são soldados que lutam junto a um exército regular mediante pagamento.
Os mercenários são contratados por empresas ianques que ganham rios de dinheiro com este serviço, que não passa por qualquer tipo de licitação.
Os recrutadores atuam ilegalmente em todos os países.
A questão é que o grande número de soldados que têm voltado para o USA em sacos plásticos fez aumentar a repulsa da população à guerra.
Das empresas alistadoras, destaca-se a Hallyburton — empresa ligada à exploração petrolífera — que é umas das que mais têm lucrado com a guerra no Iraque.
A resistência
A resistência dos iraquianos à invasão começou muito antes da invasão propriamente dita.
Com a iminência da ocupação, milhares de iraquianos contrários ao governo de Saddam retornaram ao país para ajudar na resistência, certos de que não seriam impedidos de lutar pelo presidente.
A resistência iraquiana, que combate cotidianamente os invasores, é composta e financiada pelos próprios iraquianos.
O certo é que a resistência utiliza habilmente todas as armas das quais dispõe.
De acordo com dados do Pentágono, de 2005, as ações da resistência aumentaram 30% em relação ao ano anterior.
Faluja
Faluja, a 60 km de Bagdá tem sido um bastião da luta contra a ocupação ianque.
Em 2003, a cidade foi palco das maiores manifestações e combates contra a ocupação.
Faluja sofreu intensos bombardeios em abril e novembro de 2004.
Em 2005, o Pentágono afirmou ter usado fósforo branco nos combates de 2004.
O que todos se perguntam é até quando durará a guerra no Iraque.
Os números da invasão
Mais de um milhão de iraquianos mortos pela ocupação
2,5 milhões de refugiados internos
2,2 milhões de refugiados no exterior, principalmente na Síria
24 mil iraquianos presos sob controle ianque
400 mil iraquianos presos sob controle dos colaboracionistas
43% da população vivendo em extrema pobreza (menos de 1 dólar por dia)
70% dos adultos estão desempregados
metade das crianças com menos de 5 anos sofre de algum tipo de subnutrição
70% da população não tem acesso a água potável
80% da população não é servido por sistema de esgoto
800 mil estudantes sem escola primária
220 mil crianças em idade escolar refugiadas e sem escola
300 professores universitários assassinados
2 mil médicos assassinados e outros 17 mil abandonaram o país
2 horas por dia é o período de fornecimento de energia elétrica, incluindo Bagdá


















