terça-feira, 15 de abril de 2008

MENSAGEM PARA A PAZ NO IRAQUE


























Rejeitem as ordens para assassinar iraquianos e salvem suas vidas

Nota de Workers World (www.workers.org): Abu Mohammed, que assina esta mensagem, é porta-voz tanto do partido Baath, reconstituído depois da invasão, como da nova coalizão que compõe a resistência iraquiana e cuja formação foi anunciada em 2 de outubro último.

Existem outras coalizões na resistência iraquiana que também agrupam milhares de combatentes.

Esta nova mensagem reconhece que o rechaço à ocupação cresce entre as tropas ianques.

A todos os oficiais do exército ianque e aos homens e mulheres que estão com destino ao Iraque:

Agora que já estão conscientes de que tudo que seu presidente lhes disse antes de empurrá-los para o inferno iraquiano era uma mentira:

O Iraque não teve nenhuma relação com os ataques terroristas de 11 de setembro.

O Iraque não tinha armas de destruição em massa.

O Iraque não queria prejudicar os cidadãos do USA nem seus interesses.

Quando vieram como invasores, a população iraquiana não os recebeu com flores e caramelos, mas com balas e bombas.
Seu combate no Iraque não foi nem tão fácil nem tão curto, mas um longo, sangrento e custoso pesadelo.
Muitos de seus companheiros foram devolvidos a seus familiares em caixões, cadeiras de rodas, ou com enfermidades e problemas mentais.
Por que lutam?
Por que fazem tantos sacrifícios e os enfrentam com tantos sofrimentos?
Para manter em seus cargos Bush, Cheney, Rice e seu partido da guerra? Para ajudar as grandes empresas ianques, como a Halliburton (dirigida anteriormente por seu vice-presidente Richard Cheney) obtenham bilhões de dólares em benefícios?

Para continuar a batalha até que sejam expulsos do Iraque depois de uma derrota humilhante?
Nós, mujahideen [combatentes pela liberdade] iraquianos, não tememos disputas com os estadunidenses. Não odiamos os habitantes do USA, mas seguiremos combatendo-os — como invasores e ocupantes de nossa terra — até que derrotemos seu exército e os mercenários. Os obrigaremos a repetir a humilhação da escapada desesperada da Embaixada ianque em Saigon. Por tudo isso, peço a vocês:

Terminem com sua participação nesta vergonhosa e perdida guerra.
Deixem suas armas e marchem.
Não disparem contra os combatentes iraquianos pela liberdade nem contra a população iraquiana.
Manifestem-se contra esta guerra vergonhosa e sangrenta.
Rechacem as ordens de seus criminosos comandantes para assassinar iraquianos.
Escapem para salvar suas vidas.
Nós, mujahideen iraquianos, estaremos rapidamente em sua unidade. Não têm escapatória que não seja a capitulação.
Prometemos salvar suas vidas e ajudá-los a regressar a seus lares, junto a suas famílias.


Abu Muhammed
Representante político do Partido Baath e da Frente Nacional Iraquiana Pan-árabe e Islâmica

domingo, 13 de abril de 2008

OS TERRORISTAS MAIS PROCURADOS DO MUNDO

Os terroristas mais
procurados
Quem realmente são os terroristas?

Em 13 de fevereiro deste ano, Imad Moughniyeh, um comandante
do Hizbollah, foi assassinado em Damasco.
“O mundo será melhor
sem ele”
, comemorou Sean McCormack, porta-voz do Departamento
de Estado de George W. Bush.
Mas que “mundo” seria esse?

Os terroristas mais procurados

Em 13 de fevereiro deste ano, Imad Moughniyeh, um comandante
do Hizbollah, foi assassinado em Damasco.
“O mundo será melhor
sem ele”,
comemorou Sean McCormack, porta-voz do
Departamento de Estado de George W. Bush.
Israel também
celebrou que “um dos maiores inimigos dos Estados Unidos e de
Israel foi levado à justiça”,
segundo o jornal israelense Haaretz.
Mas
de que “mundo” eles estão falando?
Essa terminologia está correta se considerarmos apenas as regras
do discurso anglo-saxônico, que define “mundo” como a classe
política dos Estados Unidos, Reino Unido e seus aliados.
Por
exemplo,
ainda é comum a afirmação de que “o mundo apoiou
George W. Bush”
na decisão de atacar o Afeganistão e o Iraque.
Mas no mundo real, a história era outra.
De acordo com a pesquisa
internacional realizada pela Gallup, o apoio era de 2% no México e
12% no Brasil – se considerado que os verdadeiros culpados pelos
atentados de 11 de setembro fossem os únicos alvos, poupando
zonas civis de ataques, o que não aconteceu.
Se esse “mundo” englobasse todos os do verdadeiro mundo,
certamente os “grandes inimigos” também seriam outros.
Por
exemplo:
em 1985, o seqüestro de uma embarcação privada
(Achille Lauro) que resultou na morte de um paraplégico
estadunidense foi considerado “a grande história de terrorismo do
ano”
, em uma pesquisa entre editores de jornais estadunidenses.

Mas ninguém no “mundo” parou para entender que o ataque ao
Achille Lauro foi uma retaliação contra os bombardeios de Israel na
Tunísia, ordenados pelo então primeiro-ministro Shimon Peres, em
que 75 civis tunisianos e palestinos foram mortos pelas “bombas
inteligentes” israelenses.
A Casa Branca cooperou com o massacre,
ao se recusar a informar ao governo tunisiano que bombas estavam
a caminho de áreas civis.
O então secretário de Estado George
Shultz deixou isso claro ao afirmar publicamente que “Washington
tem uma simpatia considerável quanto às ações israelenses na
Tunísia”.
Portanto, para esse “mundo”, o assassinato do paraplégico
estadunidense foi apresentado com horror comparado somente aos
filmes de Hollywood.
A “brutalidade” dos palestinos, segundo o
então chefe de Estado de Israel, Rafael Eitan, só podia ser “obra
desses demônios de duas cabeças”.
A sinceridade emocional de
comentários como esse, que marcaram a época, pode ser
comparada somente à campanha terrorista dos Estados Unidos e
de Israel.
Em uma delas, em abril de 2002, dois paraplégicos
palestinos, Kemal Zughayer e Jamal Rashid, foram assassinados
por forças israelenses em Jenin.
O corpo mutilado de Zughayer foi
encontrado junto aos restos de sua cadeira de rodas e de uma
bandeira branca que ele segurava no momento do massacre.

Rashid foi esmagado sob os destroços de sua residência quando
uma demolidora israelense Caterpillar (fornecida pelos Estados
Unidos) arrastou sua casa, com sua família dentro, por algumas
dezenas de metros.
Neste caso, a reação do “mundo”, ou melhor, a
falta de reação, é costumeira.

Ainda sobre o assassinato de
Imad Moughniyeh, vítima de um
atentado terrorista israelense na
Síria,
a mais dura acusação
contra o comandante do
Hizbollah (nunca comprovada)
era de ter planejado o ataque
contra a embaixada israelense de Buenos Aires em 1992,
supostamente em retaliação ao assassinato conduzido por Israel do
então líder do Hizbollah, Abbas Al-Mussawi.
Neste evento, Israel fez
uso de helicópteros estadunidenses para invadir o território libanês
e eliminar Mussawi e toda a sua família, incluindo seu filho de 5
anos, além de outros civis libaneses do sul do país.
Foi a partir de
então que “o Hizbollah mudou as regras do jogo”, segundo Yitzhak
Rabin, primeiro-ministro de Israel na época, pois os foguetes ainda
não choviam sobre Israel.
As “regras do jogo” eram que o “lar
nacional judaico”
podia fazer à vontade as suas campanhas de
assassinatos em massa em qualquer lugar do Líbano, e o Hizbollah
poderia retaliar somente dentro do próprio território libanês ocupado
ilegalmente por Israel.
Foi a partir do assassinato da família de
Mussawi que o Hizbollah também passou a atacar o território
israelense.
De imediato, ironicamente, as operações da resistência
libanesa foram classificadas para
“o mundo” como “atos terroristas
intoleráveis”.

Dessa forma, existem três categorias de crimes:
homicídio com
intenção de matar,
homicídios acidentais e
homicídios com
conhecimento prévio, mas sem intenção especifica.
As ações dos
Estados Unidos e Israel, de maneira eufemística, caem sob a
terceira categoria.
Portanto, quando Israel destrói as fontes de
energia elétrica de Gaza,
envenena a água ou
bloqueia as ruas de
acesso a hospitais na região,
a intenção não é de matar
especificamente aquelas pessoas que morrem, mas é
conhecimento geral que alguém (algum palestino) irá morrer.
Se,
por um momento, fosse possível adotar a perspectiva do verdadeiro
mundo, seria interessante perguntar
“quem são os terroristas mais
procurados?”


sexta-feira, 4 de abril de 2008

MORAL DA HISTÓRIA

Por que os camelos são assim?


Uma mãe e um bebê, camelos, estavam por ali, à toa, quando de repente o bebê camelo perguntou:

- Mãe, mãe, posso te perguntar umas coisas?

- Claro! O que está incomodando o filhote?

- Por que os camelos têm corcovas?

- Bem, meu filhinho, nós somos animais do deserto, precisamos das corcovas para reservar água e por isso mesmo somos conhecidos por sobreviver sem água.

- Certo, e por que nossas pernas são longas e nossas patas arredondadas?

- Filho, certamente elas são assim para permitir caminhar no deserto. Sabe, com essas pernas eu posso me movimentar melhor pelo deserto melhor do que qualquer um! Disse a mãe, toda orgulhosa.

- Certo! Então, por que nossos cílios são tão longos? De vez em quando eles atrapalham minha visão.

- Meu filho! Esses cílios longos e grossos são como uma capa protetora para os olhos. Eles ajudam na proteção dos seus olhos quando atingidos pela areia e pelo vento do deserto! -respondeu a mãe com orgulho nos olhos..

- Tá. Então a corcova é para armazenar água enquanto cruzamos o deserto, as pernas para caminhar através do deserto e os cílios são para proteger meus olhos do deserto . Então o que é que estamos fazendo aqui no Zoológico???

Moral da história: "Habilidade, conhecimento, capacidade e experiências, só são úteis se você estiver no lugar certo!" (onde você está agora?)

quarta-feira, 2 de abril de 2008

VOZES DOS SILENCIADOS

Occupation 101: Vozes da Maioria Silenciada

É um documentário que aborda o conflito Israelo-Palestino dirigido por Sufyan Omeish e Abdallah Omeish, e narrado por Alison Weir, ... all » fundadora do If Americans Knew.

O filme discute os eventos a partir do surgimento do movimento Sionista até a segunda Intifada, a limpeza étnica da Palestina, as relações entre Israel e Estados Unidos e as violações dos direitos humanos e abusos cometidos por colonos e soldados israelenses contra os Palestinos.

http://video.google.com/videoplay?docid=-4059024493735334793&hl=en


terça-feira, 1 de abril de 2008

ENCONTRANDO A RESISTÊNCIA NO IRAQUE

Trailer for Meeting Resistance, a film by Steve Connors and Molly Bingham
Category: News & Politics
Tags:
Iraq war resistance insurgency
http://www.youtube.com/watch?v=U623_GTYX-8




Meeting Resistance: New Doc Follows Iraqis Fighting U.S. Occupation of Their Country

What would you do if your country was invaded?
(O QUE VOCÊ FARIA SE O SEU PAÍS FOSSE INVADIDO?)
“Meeting Resistance” is a new documentary on the Iraq war from a perspective that few in the West ever see.
It turns the spotlight on Iraqi men and women who choose to resist the military occupation of their country.
We speak with the film’s co-directors, Molly Bingham and Steve Connors. [includes rush transcript]

quarta-feira, 26 de março de 2008

POR QUE OS EUA INVADIRAM O IRAQUE?

Terrorista Bush diz que invadiu, matou e roubou pela ‘civilização’

A cínica e idiota “defesa da civilização” feita por Bush é apologia da pilhagem, da pirataria, do assassinato, do terrorismo, da barbárie e do crime
A História do mundo teve alguns vândalos, alguns assassinos, alguns saqueadores e alguns ladrões.
Mas nenhum desses próceres passados do banditismo, que se saiba, andou defendendo que seus crimes eram em defesa da “civilização”.
Ou porque não fossem tão cínicos – ou porque não fossem tão idiotas.
O fato é que nem Hitler fez isso.
Bush é o primeiro.
Matou inocentes no Afeganistão e no Iraque, destruiu, invadiu – e somente para roubar, em ambos os casos, o petróleo.
O do Mar Cáspio, no primeiro caso, o do próprio Iraque, maior reserva do mundo, no segundoHouve também alguns antecessores seus, especialmente Nixon e Eisenhower – o primeiro, por falar nisso, foi vice-presidente do outro não por acaso – que mandaram matar, que aprovaram a rodo as “operações encobertas”, isto é, criminosas da CIA e quejandos, que aboletaram ditadores sanguinários como seus fantoches no país dos outros, e diziam estar defendendo o “mundo livre”, a “democracia”, e até a “civilização ocidental e cristã”.
Mas até esses nunca apresentaram os seus assassinatos, saques e vandalismo como obra e defesa da civilização.
Ao contrário, os crimes eles preferiam esconder – e atribuir os que não podiam ser escondidos aos fantoches.
Mesmo na Coréia e no Vietnã, estavam, diziam, apenas ajudando os coreanos e vietnamitas do sul, isto é, àquelas ditaduras fascistas que sustentavam no sul desses países.

QUADRILHA DE CÍNICOS
Nisso, Bush é o primeiro, talvez porque seja o primeiro idiota total a se aboletar na Casa Branca, depois de uma série de idiotas parciais.
Segundo, porque faz parte de uma quadrilha de cínicos.
Por essa razão, é no momento em que toda a civilização o repudia, que tudo o que é decente no mundo o escorraça, no qual em todos os países os crimes de seu bando causam o mais profundo asco, que ele fala que matar crianças, mulheres e idosos; bombardear civis; explodir embaixadas, missões da ONU e mesquitas milenares; pilhar as riquezas dos povos; torturar em Guantánamo, no Iraque e dentro dos próprios EUA; estabelecer por decreto tribunais secretos e penas de morte secretas; espionar até o que os americanos lêem; seqüestrar filhos de líderes que querem submeter e destruir; que isso, e outras vomitivas nojeiras, é “defesa da civilização”.
Tudo o que é civilizado clama contra o crime.
A civilização é exatamente a superação da barbárie.
Parece óbvio, e é.
Até hoje, com um ou outro ocasional e provisório retrocesso, este tem sido o caminho da Humanidade.
E vai continuar sendo.
Tanto é verdade, que depois de milhões de pessoas terem, pela primeira vez na História, saído às ruas, em todos os lugares, para manifestar sua repulsa pelos crimes contra o Iraque e seu bravo povo, a civilização, se impõe no Iraque contra a barbárie.
Pois a civilização é, em uma de suas mais candentes manifestações, a luta contra o invasor, a luta contra o agressor – isto é, o amor ao seu país, o compromisso com o povo de que fazemos parte, a disposição de arriscar a existência individual pela existência coletiva.
IMPÉRIO ISOLADO
Bush nenhum compromisso tem nem mesmo com seu próprio país.
Para ser exato, não tem compromisso nem mesmo com o conjunto da burguesia imperialista dos EUA.
De bem longe, escondido em algum covil qualquer nos EUA, coloca vidas de americanos em risco, expõe como alvo pessoas do povo e leva o próprio imperialismo americano ao isolamento e antagonismo mais agudo com todo o mundo e, especialmente, com o povo americano.
E leva-o ao abismo apenas em prol dos interesses profundamente anti-americanos de seu grupo de magnatas ladrões (nem de todos os magnatas ladrões, pois existem os que não são bestas).
Ou seja, do interesse dessa minúscula máfia de escalpelar os povos, inclusive o povo norte-americano.
Um reacionário convicto, mas que não era burro, Churchil, falou, num conhecido livro, em como certos monstros – no caso de que estava tratando, Hitler plantam a tempestade que, quando colhida, os irá varrê-los de vez da face da Terra.
A tentativa da quadrilha usurpadora que começou invadindo a Casa Branca, assim como depois invadiu o Iraque, de fazer a Humanidade retroceder à barbárie, é apenas a “reunião da tempestade” - do título do livro de Churchill - que desabará, inevitavelmente, sobre suas cabeças.
E o povo americano será o primeiro, quando isso acontecer – e já começou a acontecer, e a cada dia a tormenta se torna mais pesada - a reivindicá-las.
Mas não será, certamente, o único.
CARLOS LOPES
Fonte(s):
http://www.horadopovo.com.br/
12/09/2003

terça-feira, 25 de março de 2008

BAJULADORES ENTRE CALÚNIAS E APLAUSOS

Bajuladores caluniam Equador e aplaudem os crimes de Bush

Bobos da corte dizem que o vilão foi o invadido Equador, e Bush, que acaba de vetar proibição à tortura, foi quem zelou pela soberania do país
Enquanto o cordão dos puxa-sacos na mídia e na oposição parlamentar acusava o presidente do Equador de ferir a soberania... do Equador, e saudavam Uribe por zelar pela soberania equatoriana invadindo o país, Bush vetava a proibição à CIA de torturar, dentro e fora dos EUA (v. página 7).

Vejamos, por exemplo, o senador Agripino, nostálgico prócer da casa-grande.
Segundo ele, o problema do presidente Chávez é que “não respeita a autoridade do presidente da nação mais poderosa do mundo”.
Já um colega de Agripino, com mentalidade mais de feitor frustrado do que de escravagista retardatário, chamou o presidente do Equador de “covarde”.
Não há limites para desrespeitar o presidente do Equador, mas Chávez tem que “respeitar” Bush, que, como todo mundo sabe, é um sujeito muito corajoso.
Correa defendeu seu pequeno país contra uma agressão.
Portanto, é um “covarde” porque não tem a fenomenal coragem de ficar rastejando, de ficar ideologicamente em posições indecentes debaixo das escadas e nas cafuas - tal como o autor do insulto.

AUTORIDADE

Como é óbvio, autoridade é, precisamente, o que Bush não tem.
Até o “The New York Times”, que, apesar de alguns eventuais editoriais, tem colaborado com essa página sinistra da história dos EUA, não conseguiu engolir o pretexto do veto à proibição da tortura – a “luta contra o terrorismo”, a “segurança nacional dos EUA”, etc. & tal.

Resumindo: as milhares de ogivas nucleares,
os 1.426.713 homens e
mulheres na ativa das forças armadas (e mais 1.458.500 na reserva),
as bases militares em 39 países,
os milhares de tanques,
mais os mísseis,
submarinos,
aviões,
etc.,
etc.,e
etc., são incapazes de manter os EUA seguros.
Só a tortura, essa instituição moderníssima, há mais de 200 anos declarada ilegal e contrária ao ser humano pela Revolução Francesa, é capaz de tornar seguros os EUA.
Logo, segundo Bush, o ideal americano é a Idade Média – e a pior parte da Idade Média, a mais obscura, a mais estúpida.

No seu estilo farisaico, o jornal novaiorquino diz que o motivo verdadeiro do veto é “afirmar o legado” de Bush – ou seja, o seu poder às custas do Congresso, do Judiciário e dos cidadãos.

Em português (e, aliás, em inglês) o nome disso é ditadura.
Em suma, o objetivo da tortura – e de assumir publicamente essa aberração – é intimidar os cidadãos.
Nada tem a ver com qualquer combate ao “terrorismo”.
Pelo contrário, ela é o terrorismo – ou, se quisermos ser mais precisos, a tortura é o instrumento terrorista de um Estado terrorista, o que também tem um nome: fascismo.

Porém, nem os nazistas faziam propaganda de que torturavam.
Ao contrário, negavam e escondiam que a Gestapo torturava suas vítimas.
Naturalmente, eles tinham mais senso de realidade do que Bush et caterva.
Da mesma forma, o exército norte-americano e até o FBI, segundo os quais o interrogatório sob tortura é “desnecessário e contraproducente” (cf. “Veto of Bill on C.I.A. Tactics Affirms Bush’s Legacy”, TNYT, 09/03/2008).
Mas, sob os “atos patrióticos”, cujo nome é tão falso quanto seu autor, milhares de norte-americanos de várias origens étnicas têm sido presos e submetidos à tortura.
Até agora não se tem notícia de que a tortura tenha revelado um único culpado de alguma coisa – nem de que esses interrogatórios tenham levado a nada, exceto ao sofrimento de quem foi submetido a eles.
E, como lembrou o exército, a tortura praticada pela CIA coloca em risco os norte-americanos que porventura caiam prisioneiros em outros países.

Que os EUA, hoje, são uma ditadura aberta, um Estado policial que dispensa cada vez mais os disfarces “democráticos”, não é uma constatação apenas nossa.
Até notórios direitistas norte-americanos, admiradores de Reagan e de Theodore Roosevelt (que estavam longe de ser grandes - ou pequenos - democratas), denunciaram a ditadura sob Bush.
Se precisássemos de alguma outra prova, o próprio Bush, com sua inteligência habitual, acabou por confessá-lo, em seu veto, ao dizer que “nós não temos nenhuma responsabilidade mais alta do que a de parar os ataques terroristas”.
Que ataques terroristas?
Há sete anos não há ataque algum em território americano.
Por que Bush, então, diz que não tem nenhuma responsabilidade “mais alta”, ou seja, nem com os seres humanos, nem com a democracia, nem com as leis, nem com as demais instituições?
Certamente que isso nada tem a ver com quaisquer ataques.
Mas, diz Bush, a tortura não pode ser proibida porque “não é hora para o Congresso abandonar práticas que mantiveram a América segura”.
Ou seja, não somente é ele quem decide o que o Congresso deve ou não “abandonar”, como diz explicitamente que a tortura - a expressão mais totalitária e desumana de uma ditadura - é que mantém o país seguro.

Voltemos agora aos puxa-sacos locais de Bush.
Sua bajulação revela propensões não propriamente a ditador, mas a bobo da corte de alguma ditadura.

O Equador foi agredido por tropas colombianas sob comando americano.
O objetivo não era “combater terroristas”, nem a ação começou ou foi extensão de qualquer outra iniciada em território colombiano.
Foi uma ação de assassinato frio, típica das chamadas “forças especiais” dos EUA, em que as vítimas encontravam-se dormindo.

Porém, segundo a pornográfica revista “Veja”, quem invadiu o Equador foram os guerrilheiros das FARC.
Uribe, as tropas colombianas, e os americanos, invadiram o Equador para restaurar a soberania equatoriana.
Portanto, invadiram o país e assassinaram em território equatoriano por puro amor ao Equador e à sua integridade territorial.
Queriam salvar o Equador dos equatorianos, assim como Bush está tentando salvar o Iraque dos iraquianos...

MORAL

Resta saber em que as FARC estavam ferindo a soberania do Equador, pois o ato de se abrigar em outro país não fere soberania alguma.
Se fosse assim, De Gaulle teria ferido a soberania da Inglaterra quando lá se refugiou para lutar contra a ocupação nazista da França.
É verdade que a Inglaterra estava em guerra com a Alemanha, mas, pela lógica da “Veja”, isto somente tornaria mais urgente que Hitler invadisse o país para defender a soberania inglesa e acabar com aquele terrorista francês.
Devemos convir que os nazistas eram menos cínicos do que essa malta.
Talvez porque fossem imperialistas e não meros puxa-sacos do lumpen-imperialismo - pois Bush é um marginal, um arrivista até em relação ao próprio imperialismo americano: um dos senadores que criticaram energicamente o veto de Bush chama-se John D. Rockefeller IV, nome que dispensa maiores apresentações.
É preciso, portanto, ser um lacaio muito reles para deitar loas em louvor de Bush, ou para atacar os que defendem seus países contra esse bandoleiro – atitudes equivalentes.
Porém, considerando o estado avançado de decomposição desse cadáver político e moral, é preciso, antes de tudo, ser muito burro.
CARLOS LOPES
http://www.horadopovo.com.br/