quinta-feira, 7 de fevereiro de 2008

PALAVRAS DE VERDADE

Jesus: “Conhecereis a verdade e a verdade vos libertará” (João 8, 32).

Bento XVI defendeu que a verdadeira vocação do homem consiste em "buscar a verdade".


Pentágono expulsa repórter americano do Iraque

O repórter Geraldo Rivera, correspondente do canal de notícias americano Fox, está sendo retirado do Iraque pelo Exército dos EUA por supostamente divulgar movimentos das tropas americanas no Iraque, afirmou hoje o Pentágono.
Geraldo Rivera, correspondente da TV Fox News, expulso do Iraque pelos EUA


"Ele estava com a unidade do Exército [dos EUA] em campo, mas o comandante sentiu que ele tinha concedido informações operacionais ao divulgar a posição e os movimentos das tropas", declarou Bryan Whitman, porta-voz do Pentágono.


"O comandantes achou melhor tirar o repórter do campo de batalha. Nós achamos melhor ele ser retirado do Iraque", disse Whitman.


O canal de notícias Fox em Nova York não comentou a informação.

Whitman disse que não tinha mais detalhes sobre o incidente.


Segundo informações da imprensa, a sanção havia sido imposta após o repórter traçar um mapa na areia e revelar deslocamentos de tropas norte-americanas, enquanto transmitia reportagem ao vivo para o canal Fox.


Rivera, de origem porto-riquenha, trabalha na TV dos EUA há décadas.

Ficou conhecido por apresentar o programa de auditório sensacionalista "Show de Geraldo".

Durante a guerra no Afeganistão, foi correspondente do canal Fox.


A rede de TV americana NBC também demitiu hoje o veterano correspondente de guerra Peter Arnett, 68, depois que o repórter afirmou à TV estatal iraquiana que o plano da guerra liderada pelos EUA contra o Iraque tinha fracassado.


"Peter Arnett não vai mais fazer reportagens para a NBC News e a MSNBC [canal a cabo da NBC]", declarou um comunicado conjunto da NBC e da National Geographic, para quem Arnett, ganhador do prêmio Pulitzer, também estava trabalhando.


Segundo o comunicado, "foi errado o senhor Arnett conceder uma entrevista à TV estatal iraquiana, especialmente numa época de guerra. E foi errado ele discutir suas opiniões e observações".

VERDADES EVIDENTES DA GUERRA CONTRA O IRAQUE



Despedido por dizer verdades evidentes
Esta guerra não funciona
por Peter Arnett
[*]


Ainda estou em estado de choque e pavor por ter sido despedido.

Há uma enorme sensibilidade dentro do governo americano em relação a reportagens vindas de Bagdad.

Eles não querem organizações críveis a informar a partir daqui porque isso lhes causa enormes problemas.

Relatei o bombardeamento original para a NBC e estávamos a meia milha daquelas explosões maciças.

Agora estou realmente chocado por não estar mais a relatar tais acontecimentos para os EUA e apavorado com o que realmente aconteceu.

Naquela noite minha carreira plena de êxito como repórter da NBC foi transformada em cinzas.


E por que?

Porque eu declarei o óbvio para a televisão iraquiana: que o calendário de guerra dos EUA caíra de lado.


Fiz tais comentários para estações de televisão de todo o mundo e agora estou a fazê-los outra vez para o Daily Mirror.

Não estou furioso.

Não estou a chorar.

Mas também estou apavorado com este fenómeno dos media.

Os medias da extrema-direita e os políticos estão à procura de qualquer oportunidade para criticar os repórteres que estão aqui, seja qual for a sua nacionalidade.

Dei o mau passo que lhes deu a oportunidade de assim procederem: Dei uma entrevista improvisada à televisão iraquiana por sentir que, depois de ao longo de quatro meses fazer entrevistas a centenas deles seria apenas cortesia profissional fazer-lhes uns poucos comentários.

Isto foi o meu Waterloo – bang!

Ainda não decidi o que fazer, se arrumar as minhas malas e deixar Bagdad ou permanecer aqui. Decidirei o que fazer hoje, enquanto digiro aquilo que aconteceu comigo.

Mas seja o que for que aconteça, nunca cessarei de relatar a verdade desta guerra – quer esteja em Bagdad ou em algum lugar do Médio Oriente ou mesmo de volta a Washington.

Eu estava aqui em 1991 e o bombardeamento é muito semelhante ao daquele conflito, mas a realidade é muito diferente.

Os americanos e os britânicos querem vir para cá, tomar a cidade, derrubar o governo e conduzir-nos a uma nova era.

As tropas estão no país e aí combatem para abrir o caminho para Bagdad.

Isto cria uma atmosfera muito diferente.

O partido Baath, actualmente dirigido por Saddam Hussein, tem estado no poder há 34 anos.

Tariq Aziz contou-me que os EUA terão de fazer lavagem cerebral a 25 milhões de iraquianos porque estas pessoas pensam exactamente como Saddam.

Talvez ele esteja errado, talvez não.

Durante meses os iraquianos disseram oficial e privadamente:

"Combateremos os americanos, utilizaremos tácticas de guerrilha, vamos surpreende-los".

Mas a oposição iraquiana disse: "Isto será uma brincadeira, todos querem rebelar-se contra Saddam".

Agora a realidade está a ser jogada no campo de batalha.

Temos de observar a realidade agora e alguns iraquianos estão combatendo e o governo parece muito determinado.

Para mim, ver isso e ser criticado por dizer o óbvio é injusto.

Mas isto tornou-me alvo para os meus críticos nos EUA, que me acusam de dar ajuda e conforto ao inimigo.

Eu não quero dar ajuda e conforto ao inimigo – quero apenas contar a verdade.

Vim à Bagdad com a minha equipe porque o lado iraquiano também precisa ser ouvido.


É evidente que o calendário original pelo qual os EUA estariam em Bagdad no fim de Março já caiu à beira da estrada.

Existe claramente um debate sobre isto nos EUA, reforços estão a ser enviados para dentro do país e há atrasos.

Isto não significa que as coisas estejam a ir muito mal.

Toda a baixa é uma perda, mas elas têm sido limitadas em número até agora.

Todas a noites e todos os dias ouço os B-52s e o mísseis a martelarem as defesas de Bagdad.

Tal como no Afeganistão e no Vietname, os EUA estão a trazer um enorme poder de fogo para fazer aquilo que acreditam que derrubará os iraquianos.

Vi isto antes e foi muito efectivo.

O optimismo americano é justificado.

Mas, por outro lado, a que custo para os civis?

Durante a ofensiva do Tet, no Vietname, entrei numa cidade tomada pelos EUA que fora totalmente destruída.

O Viet Cong havia-a recuperado e estava a ameaçar o edifício do comando e assim foi pedido um ataque de artilharia que matou muitos dos seus próprios homens.

O major que estava connosco perguntou: "Como isto pode acontecer?"

Um soldado respondeu: "Sir, temos de destruir a cidade para salvá-la".

As administrações de Bush e de Blair não querem este rótulo afixado nesta guerra, é uma guerra de libertação para eles.

Mas o problema é que os US Marines nos postos de controle (checkpoints) suspeitam de todos os homens, mulheres e crianças devido às bombas suicidas.

Já há um avolumar de suspeitas.

E no sul não tem havido rebeliões populares e levantamentos.

Na medida em que a batalha por Bagdad avança, o potencial para baixas civis avança também. Este é o espectro que assoma se esta guerra continuar.

Os americanos e britânicos têm de perceber isso.

Não penso que possa dizer como acabar, há muitos cenários.

Um sítio a Bagda... um ataque das operações especiais contra Saddam.

Os optimistas no Pentágono falam de um golpe interno.

Quem teria acreditado que Umm Qasr aguentaria seis dias ou que Marines americanos a dirigirem o tráfego seriam mortos por um bombista suicida?

Isto se parece mais com o West Bank e com Gaza e poderia tornar-se em algo como isso em algumas áreas.

Os EUA devem evita tal cenário.

A forças chegam, as comunidades resistem e então surgem bombistas suicidas e resistência de guerrilhas.

Excepto que o iraquianos estarão a oferecer um combate mais duro do que o palestinos porque estão melhor armados.

Sabemos que o mundo, incluindo muitos americanos, é ambivalente acerca desta guerra e penso que é essencial estar aqui.

Não estou aqui para ser uma super-estrela.

Aqui tenho estado desde 1991 e nunca poderia ficar mais conhecido do que agora.

Alguns repórteres fazem julgamentos mas isso não é do meu estilo.

Eu apresento ambos os lados e relato o que vejo com os meus próprios olhos.

Não critico a NBC pela sua decisão porque eles estão sob grande pressão comercial do exterior. E certamente não acredito que a Casa Branca tenha sido responsável pelo meu despedimento. Mas quero contar a história o melhor que puder, o que torna decepcionante ser despedido.
01/Abr/03
[*] Ex-correspondente da cadeia de televisão americana NBC, despedido da mesma apenas por ter dado uma entrevista à TV iraquiana. Após o seu despedimento foi contratado pelo jornal britânico Daily Mirror . É fácil verificar que mesmo o seu simples objectivismo jornalístico causa desconforto aos poderes estabelecidos nos EUA. Eles não querem jornalistas – querem propagandistas da guerra.
Este artigo encontra-se em http://resistir.info .
02/Abr/03

quarta-feira, 6 de fevereiro de 2008

CHOQUE E TERROR DOS LADRÕES DE BAGHDAD


Vamos nos horrorizar com o artigo abaixo assim como se horrorizaram todos aqueles que presenciaram esses acontecimentos ou simplesmente tomaram conhecimento.

Imaginem pelas descrições feitas como todos ficaram diante desse CHOQUE & PAVOR!

Exatamente!

Foi esse o nome dado pelos invasores, justamente para CHOCAR e levar o TERROR ao POVO IRAQUIANO.

Quem, na verdade, são esses que levam o TERROR, que apavoram, que aterrorizam Povos e Nações?

Que liberdade é essa que disseram aos "Quatro Cantos deste Mundo" que levariam ao Iraque?

Que Leis podem reger esse tipo de conduta?

Onde está escrito que isso pode ser feito, que pode ser admissível?

Fizeram e tem feito no decorrer desses longos anos de invasão, de ocupação.

"Quem está a ganhar com essa guerra estúpida?"

Certamente, não é o POVO IRAQUIANO!

Por outro lado, eles são os vencedores pois com todo o poderio bélico que tem sido usado contra eles, os invasores estão sendo postos a correr e o Mundo todo tem se admirado e dados "vivas" à heróica resistência do povo iraquiano que não se deixa vencer!

Divulgaram que os iraquianos seriam os ganhadores, que ganhariam liberdade e democracia, etc e etc...

Vocês acreditaram?

Eles acreditaram?

Quem acreditou?

Concluindo, vamos nos imaginar no lugar deles, no lugar do Povo Iraquiano...


Bagdad: o dia seguinte
Incêndio premeditado, anarquia, medo, ódio, histeria, saque, vingança, selvajaria, suspeição e um bombista suicida
por Robert Fisk


Foi o dia do saqueador.


Eles esvaziaram a embaixada alemã e atiraram a mesa do embaixador para o pátio. Eu recuperei a bandeira da União Europeia — lançada numa poça de água do lado de fora da secção de vistos — enquanto uma multidão de homens de meia idade, mulheres com chadors e crianças a berrar pilhavam o gabinete do cônsul e arremessavam discos de Mozart e livros de história alemã de uma janela no andar de cima.

A embaixada eslovaca foi arrombada poucas horas depois.

No escritório da Unicef, que desde a década de 1980 tentava salvar e melhorar as vidas de milhões de crianças iraquianas, um exército de ladrões invadiu o edifício, empilhando fotocopiadoras novas em folha umas sobre as outras e arremessando cascatas de ficheiros da ONU sobre doenças de crianças, taxas de mortalidade de grávidas e de nutrição pelos pisos.

Os americanos podem pensar que "libertaram" Bagdad, mas as dezenas de milhares de ladrões — eles vêm em famílias e cruzam a cidade em camiões e carros à procura de botim — parecem ter uma ideia diferente do que significa libertação.

O controle americano da cidade é, na melhor das hipóteses, ténue — um facto sublinhado depois que vários marines foram assassinados na noite passada por um bombista suicida junto a uma esquadra onde uma estátua de Saddam Hussein foi derrubada na quarta-feira, na mais encenada foto-oportunidade desde Iwo Jima.

Ao longo do dia, as forças americanas travaram batalhas com lealistas de Saddam, ditos serem combatentes de outros países árabes.

E, durante mais de quatro horas, marines estiveram a trocar tiros na mesquita Imam al-Adham no distrito de Aadhamiya do centro de Bagdad depois de rumores, que mais tarde se verificaram inverídicos, de que Saddam Hussein e altos membros do seu regime haviam-se escondido ali.

Como poder ocupante, a América é responsável pela protecção de embaixadas e escritórios da ONU na sua área de controle.

Mas ontem suas tropas estavam a passar em frente à embaixada alemã no momento mesmo em que saqueadores carregavam mesas e cadeiras para fora do portão.

É um escândalo, uma espécie de doença, uma forma de cleptomania em massa que as tropas americanas estão alegremente a ignorar.

Num cruzamento da cidade vi atiradores (snipers) da US Marine sobre os telhados de edifícios altos, a esquadrinhar as ruas à procura de possíveis bombistas suicidas enquanto um congestionamento de tráfico de saqueadores — dois deles a conduzirem autocarros roubados de dois pisos lotados de refrigeradores — bloqueavam a avenida mais abaixo.
Fora dos escritórios da ONU, um carro diminuiu a marcha junto de mim e um dos suarentos homens não barbeados disse-me em árabe que não valia a pena visitar porque "nós já levámos tudo".
Compreensivelmente, os pobres e os oprimidos vingam-se nos lares dos homens do regime de Saddam que empobreceram e destruíram suas vidas, algumas vezes muito literalmente, durante mais de duas décadas.

Observei famílias inteiras à vasculhar a casa de Ibrahim al-Hassan, do Banco Tigre, meio irmão de Saddam e antigo ministro do Interior, de um antigo ministro da Defesa, de Saadun Shakr, um dos mais próximos conselheiros de segurança de Saddam, de Ali Hussein Majid — o "Químico" Ali que gaseou os curdos e foi morto na semana passada em Bassorá — e de Abed Moud, secretário privado de Saddam.

Eles vieram com camiões, contentores, autocarros e carrinhos puxados por asnos mal alimentados para sacar os conteúdos destas villas enormes.

Isto também proporcionou um vislumbre do gosto chocante em matéria de mobiliário que os membros superiores do partido Baath obviamente apreciavam: sofás de rosa barato e cadeiras ricamente bordadas, carrinhos de plástico para bebida e tapetes iranianos valiosos e tão pesados que foram precisos três ladrões musculosos para transportá-los.

Do lado de fora do lar esvaziado de um antigo ministro do Interior, um homem gordo desfilava com uma cartola roubada, uma figura dickensiana que tentava dirigir o congestionamento de tráfego dos saqueadores.

Na ponte Saddam sobre o Tigre, um ladrão havia conduzido o seu camião de coisas roubadas a uma tal velocidade que se havia esmagado contra a divisória central de betão e ali jazia morto junto às rodas.

Mas nisto parecia haver uma espécie de lei dos saqueadores.

Uma vez que um ladrão houvesse colocado a sua mão sobre uma cadeira ou um candelabro ou um batente de porta, aquilo lhe pertencia.

Não vi discussões nem brigas.
As dúzias de ladrões na embaixada alemã trabalhavam em silêncio, assistidos por um exército de crianças pequenas.

As esposas apontavam os mobiliários que pretendiam, os maridos carregavam-nos escadas abaixo enquanto as crianças eram utilizadas para desaparafusar dobradiças de portas e — nos escritórios da ONU — para remover comutadores de luz.

Uma delas estava de pé sobre a mesa do embaixador para retirar a lâmpada do casquilho no tecto.

Do outro lado da ponte Saddam, uma cena ainda mais surrealista podia ser observada.

Um camião carregado com cadeiras também levava os dois cães de caça brancos que pertenceram a Qusay, filho de Saddam, amarrados com duas cordas brancas, a galopar fora junto ao veículo.
Pela cidade, vi de relance quatro dos cavalos de Saddam — incluindo o garanhão branco que ele utilizava em alguns retratos presidenciais — a serem carregados num reboque.

A villa de Tariq Aziz também foi saqueada e deitados abaixo os livros da sua biblioteca.

Todos os ministérios governamentais dentro da cidade estão agora destituídos dos seus arquivos, computadores, livros de referência, mobiliário e carros.

Os americanos fingiram que não viram nada disso.

Na verdade, declaram especificamente que não tinham intenção de impedir a "libertação" desta propriedade.

Pode-se dificilmente ser moralista acerca do espólio dos cúmplices de Saddam, mas como é que o governo do chamado pela América de "Novo Iraque" pretende operar agora que a propriedade do Estado foi tão completamente saqueada?

E o que fazer quanto à cena de ontem na estrada Hillah onde descobri o proprietário de um silo de cereais e de uma fábrica ordenando aos seus guardas armados que disparassem sobre os saqueadores que tentavam roubar os seus camiões.

Esta tentativa desesperada e armada de preservar a base para o abastecimento de pão a Bagdad estava a ser observada a apenas 100 metros de distância por oito soldados da 3ª Divisão de Infantaria dos EUA, que estavam sentados sobre os seus tanques — sem fazer nada.

Os escritórios da ONU que foram saqueados estão a 200 metros de um posto de controle da US Marine.

E o exército de "libertação" da América já começa a parecer um exército de ocupação.

Observei centenas de civis iraquianos a fazerem fila para atravessar uma ponte rodoviária em Daura na manhã de ontem.

A cada homem era ordenado pelos soldados americanos que levantassem sua camisa e abaixassem suas calças — em frente a outros civis, incluindo mulheres — a fim de provar que não eram bombistas suicidas.

Depois de uma batalha na área de Adamiya durante a manhã, um atirador americano da Marine sentado em cima do portão do palácio feriu três civis, incluindo uma menina, que estavam num carro que não parou — a seguir atirou e matou um homem que havia andado no passeio para ver a fonte dos disparo. Dentro de minutos, o atirados também matou o condutor de um outro carro e feriu mais dois passageiros naquele veículo, incluindo uma mulher jovem.

Uma equipe da Channel 4 Television estava presente quando os assassinato tiveram lugar.

Enquanto isso, no subúrbio de Daura, corpos de civis iraquianos — muitos deles mortos pelas tropas americanas na batalha anterior desta semana — jaziam a apodrecer nos seus carros ainda fumegantes.

E ontem foi apenas o Dia Dois da "libertação" de Bagdad.
11 Abril 2003

O original encontra-se em
The Independent .
Este artigo encontra-se em http://resistir.info .
11/Abr/03

O BERÇO DA CIVILIZAÇÃO

“Bagdá não será subjugada”

Na madrugada do dia 19 de março de 2003,
o insistente soar das sirenes antiaéreas anuncia o esperado: um maciço ataque aéreo é desfechado contra Bagdá, a enorme metrópole de aproximadamente 5 milhões de habitantes, fundada no ano 762 depois de Cristo, por Abu Jaafar Al Mansur, e que foi o centro intelectual e cultural do Planeta por cerca de 500 anos.

A invasão de 2003 culminou em mais uma sangrenta guerra entre as que já houveram por milênios nesse curioso país do Oriente Médio, com mais de 5.000 anos de história, considerado o berço da civilização.

O Iraque corresponde a Antiga Mesopotâmia (região entre rios), uma zona de aluvião, localizada numa faixa de terra fértil às margens dos rios Tigre e Eufrates e zonas subjacentes, em meio a uma região árida e desolada.

As primeiras civilizações mesopotâmicas surgem com os sumérios, por volta do V milênio antes de Cristo, no sul da Mesopotâmia, em torno do Chat El Arab e no curso inferior do Rio Eufrates, onde hoje se localizam cidades como Basra, Abu Sahrain e Nassiriyah.

Graças ao desenvolvimento da agricultura, que possibilitou a essa população abandonar a vida nômade de coleta de alimentos e da caça para se fixarem em aldeias, fundaram então os primeiros nucleos urbanizados que a humanidade tem conhecimento, como Ur, Uruk e Lagash.

Desenvolveram um complexo sistema de irrigação e controle das cheias dos rios, garantindo assim o armazenamento de água para as estações mais secas.

Praticavam a metalurgia, eram desportistas e astrônomos1.

Possuiam uma medicina avançada, e eram peritos em astrologia.

Criaram a primeira forma de escrita, conhecida como escrita cuneiforme, o que possibilitou o registro de transações comerciais, documentos estatais e algumas obras literárias, como a Epopéia de Gilgamés, onde temos o primeiro relato do Dilúvio.

Além dos sumérios, vários povos habitaram a região: babilônicos, assírios, caldeus, amoritas e acádios.

Por ser uma zona fértil, situada no meio do caminho entre África e Ásia, a Mesopotâmia foi rota de vários povos nômades e expedições de conquista, sendo ocupada também por elamitas, persas, gregos e romanos.

Posteriormente, os árabes islamizaram a região, que, a partir de então, passa a ser o maior centro intelectual e cultural do Planeta, originando assim a sociedade mais avançada a ocupar a região até o momento.

Era o centro difusor do Islã universal.

Com seu enfraquecimento politico-militar, a Mesopotâmia é invadida e destruida pelos mongóis.

Seguem-se sucessivas invasões, até que a região cai em poder dos turcos, e passa a ser provincia do Império Turco-Otomano.

O Iraque moderno surge por volta de 1920, com o desmembramento do Império Turco-Otomano, passando então a ser zona de influência britânica, o que gerou fortes sentimentos nacionalistas e de independência.

Até que em 14 de julho de 1958, sob o comando do general comunista Abdul Karim Kassim, o exército iraquiano põe fim a essa dependência, derrubando a monarquia pró-ocidente do Rei Faiçal II, e proclamando a República do Iraque.

Divergências políticas estimularam o partido Ba’ath a preparar um golpe para derrubar o presidente Kassim, contando com auxílio dos serviços secretos norte-americanos.

Em 8 de fevereiro de 1963, o plano do golpe militar é deflagrado.

Centenas e centenas de militantes esquerdistas, e pessoas supostamente ligadas a eles, foram capturadas e executadas.

O presidente Abdul Karim Kassim é capturado e executado no dia seguinte pelos militares, comandos por Ahmad Hassan Al Bakir.

Saddam Hussein vai escalando posições, até que ascende a Presidência do Iraque.

Motivos de ordem política e econômica levaram Saddam Hussein a preparar-se para uma guerra contra o vizinho Irã.

Recebe então ajuda financeira das monarquias árabes do Golfo, assim como suporte de material bélico de paises ocidentais, a exemplo do USA.

Em 22 de setembro de 1980, aviões de combate do Iraque bombardeiam várias regiões do Irã, enquanto divisões terrestres cruzavam a fronteira.

Era o início duma sangrenta guerra que, durante mais de 8 anos, provocou a morte e mutilação de cerca de 2 milhões de pessoas, entre combatentes e civis, incluindo perdas materiais incríveis, e a devastação da biodiversidade das regiões de conflito.

O Iraque termina a guerra endividado.

Então, Saddam Hussein voltou seus olhares para seu vizinho rico em petróleo, o Kuwait, um dos credores, e decide invadi-lo e anexá-lo.

A invasão iraquiana gerou forte repúdio por parte da ONU e, por motivos de ordem econômica, também não era bem vista aos olhos dos norte-americanos.

Com apoio da ONU, os Estados Unidos reuniram uma força militar abrangendo mais de 30 paises.

Em 16 de janeiro de 1991, ante a negativa do Iraque em deixar o Kuwait, a força aérea norte-americana desfecha um ataque demolidor contra Bagdá, dando início a mais de um mês de ataques sistemáticos, que destruiram a infra-estrutura do Iraque e custaram a vida de milhares de civis.

A guerra deixou profundas cicatrizes no povo iraquiano2 e, não obstante o término oficial da guerra, o país continuou sendo bombardeado sistematicamente por EUA e Grã-bretanha durante a década de 90.

Em 2003, Estados Unidos acusam o Iraque de possuir armas de destruição massiva.

Equipes de inspeção da ONU são acionadas no Iraque, mas nenhuma prova é encontrada.

No entanto, ianques e britânicos (juntamente com outros governos aliados) decidem atacar o Iraque sem o aval da ONU, em aberto desrespeito aos orgãos internacionais.

Em 19 de Março de 2003, uma série de ataques aéreos com mísseis e bombas abre caminho para a invasão terrestre contra o Iraque.

As forças iraquianas não tinham capacidade de resistir, o que possibilitou aos invasores avançarem bastante em territorio iraquiano, quase sem resistência.

Mas, os ianques não imaginavam a qualidade nem a magnitude da resistência que deveriam enfrentar após a rápida ocupação.

Durante a decada de 90, prevendo uma futura invasão, as forças iraquianas treinaram longamente táticas de guerrilha urbana, o que lhes permitiria o engajamento no combate em condições mais equilibradas, compensando assim a tremenda desproporcionalidade de força.

Nesse cenário de guerra, os mísseis, aviões de combate e blindados ianques, se mostraram inúteis.

Até agora, a resistência tem se mostrado demolidora, e tudo indica que a desocupação do Iraque é apenas questão de tempo, pois o preço que os EUA e seus aliados estão pagando com a guerra é muito maior que os objetivos que o levaram a ela.

A tática de bombarder cidades, torturar inocentes e detonar carros-bomba contra Mesquitas xiitas3 parece não ter dado certo, e o governo norte-americano se vê num atoleiro, de onde dificilmente suas tropas sairão com dignidade, como exemplifica Albayaty Abdul Ilah:

— Se alguém pretende controlar Bagdá pela força, nós dizemos que isso é impossível.

Perguntem a todos os partidos, todos os poderosos e todos os regimes que tentaram controlar Bagdá pela força, desde que foi construída por Abu Jaafar Al Mansur até hoje.

O destino de todos eles foi serem rejeitados.

E acrescento: quem não compreender nem assimilar a cultura do povo de Bagdá, herdeiro de todas as sucessivas civilizações do Iraque, deveria, juntamente com os seus chefes, voltar para de onde veio.

A cada criança e mulher morta, a cada civil inocente aniquiliado, parecem surigir mais combatentes dispostos a expulsar, pela fibra e determinação, o invasor.

Os iraquianos têm algo que os agressores ianques não têm: os corações e mentes de seu povo, que rejeita qualquer aberração ideologica ocidental que se tenta introduzir no Iraque (vício do consumismo, tráfico de drogas e todo tipo de imoralidade difundida pelos meios de comunicação e outros segmentos, que acabam por gerar desestruturação familiar e da sociedade como um todo).

E por todo esse tempo, nenhum povo conseguiu dominar inteiramente a Mesopotâmia. E hoje não é diferente. Albayaty Abdul Ilah acrescenta:

— Perguntem aos estadunidenses se conseguem controlar Bagdá pela força.


1. Os mesopotâmicos sabiam diferenciar as estrelas dos planetas, previam eclipses e conheciam todos os planetas hoje catalogados.

Dividiram o ano em meses, os meses em semanas, as semanas em sete dias, os dias em 24 horas, as horas em sessenta minutos e os minutos em sessenta segundos.

A astronomia mesopotâmica, juntamente com a egípcia, serviu de base à astronomia dos gregos e muçulmanos, culminando na astronomia moderna desenvolvida na europa.


2. Grande parte dos armamentos usados pelos EUA no Iraque continham urânio empobrecido, um material radioativo que têm provocado a morte e enfermidade de milhares de iraquianos desde a Primeira Guerra do Golfo.

A isso, soma-se o fato de que o conselho de Segurança das Nações Unidas impôs um embargo econômico ao Iraque, que impedia a importação de itens de necessidade humanitária ( material médico, generos alimenticios, e etc.)


3. Há fortes indícios de que agentes ianques e grupos ligados a eles, estejam provocando esses ataques com o objetivo de dividir a população iraquiana, tendo inclusive, detenções de invasores que pretendiam jogar carros-bomba cheios de explosivos contra localidades xiitas.

http://anovademocracia.com.br/index.php?option=com_content&task=view&id=165&Itemid=29&limit=1&limitstart=0

terça-feira, 5 de fevereiro de 2008

MENSAGEM A TODOS ESTRANGEIROS A CAMINHO DO IRAQUE

"God……. give us the wisdom to see the truth, the will to choose it and the strength to make it endure"
Protesters in Baghdad lie down in the path of US armored vehicles.
The White House Office of Global Communication is not interested in distributing photos of ordinary Iraqi citizens nonviolently demonstration against the US occupation.

www.earthisland.org/.../PeaceProtestBaghdad.jpg


“Bagdá não será subjugada”

Rejeitem as ordens para assassinar iraquianos e salvem suas vidas

Nota de Workers World (www.workers.org):
Abu Mohammed, que assina esta mensagem, é porta-voz tanto do Partido Baath, reconstituído depois da invasão, como da nova coalizão que compõe a Resistência Iraquiana e cuja formação foi anunciada em 2 de outubro último.

Existem outras coalizões na resistência iraquiana que também agrupam milhares de combatentes.
Esta nova mensagem reconhece que o rechaço à ocupação cresce entre as tropas ianques.

A todos os oficiais do exército ianque e aos homens e mulheres que estão com destino ao Iraque:

Agora que já estão conscientes de que tudo que seu presidente lhes disse antes de empurrá-los para o inferno iraquiano era uma mentira:

O Iraque não teve nenhuma relação com os ataques terroristas de 11 de setembro.

O Iraque não tinha armas de destruição em massa.

O Iraque não queria prejudicar os cidadãos do USA nem seus interesses.

Quando vieram como invasores, a população iraquiana não os recebeu com flores e caramelos, mas com balas e bombas.
Seu combate no Iraque não foi nem tão fácil nem tão curto, mas um longo, sangrento e custoso pesadelo.

Muitos de seus companheiros foram devolvidos a seus familiares em caixões, cadeiras de rodas, ou com enfermidades e problemas mentais.
Por que lutam?

Por que fazem tantos sacrifícios e os enfrentam com tantos sofrimentos?
Para manter em seus cargos Bush, Cheney, Rice e seu partido da guerra?

Para ajudar as grandes empresas ianques, como a Halliburton (dirigida anteriormente por seu vice-presidente Richard Cheney) obtenham bilhões de dólares em benefícios?
Para continuar a batalha até que sejam expulsos do Iraque depois de uma derrota humilhante?

Nós, mujahideen [combatentes pela liberdade] iraquianos, não tememos disputas com os estadunidenses.
Não odiamos os habitantes do USA, mas seguiremos combatendo-os — como invasores e ocupantes de nossa terra — até que derrotemos seu exército e os mercenários.
Os obrigaremos a repetir a humilhação da escapada desesperada da Embaixada ianque em Saigon.
Por tudo isso, peço a vocês:
• Terminem com sua participação nesta vergonhosa e perdida guerra.
• Deixem suas armas e marchem.
• Não disparem contra os combatentes iraquianos pela liberdade nem contra a população iraquiana.
• Manifestem-se contra esta guerra vergonhosa e sangrenta.
• Rechacem as ordens de seus criminosos comandantes para assassinar iraquianos.
• Escapem para salvar suas vidas.
• Nós, mujahideen iraquianos, estaremos rapidamente em sua unidade.
Não têm escapatória que não seja a capitulação.
• Prometemos salvar suas vidas e ajudá-los a regressar a seus lares, junto a suas famílias.

Abu Muhammed

Representante político do Partido Baath e da Frente Nacional Iraquiana Pan-árabe e Islâmica

segunda-feira, 4 de fevereiro de 2008

O FRACASSO DOS EUA NO IRAQUE

Pelos últimos meses a mídia ocidental cumpriu perfeitamente o seu
papel pró-ocupação do Iraque ao repetir incansavelmente a lenda de
que “foi um sucesso o envio de 30 mil soldados adicionais” no início
do ano passado.

O mito do “sucesso no Iraque”
Pelos últimos meses a mídia ocidental cumpriu perfeitamente o seu
papel pró-ocupação do Iraque ao repetir incansavelmente a lenda
de que “foi um sucesso o envio de 30 mil soldados adicionais” no
início do ano passado.
Segundo informações do general David
Petraeus
, comandante estadunidense no país, “muito progresso” foi
feito quanto à segurança diária no Iraque desde o aumento de
tropas no país.
Trata-se de uma história romântica e otimista, mas
fatos importantes foram omitidos.
O sucesso atribuído ao aumento de tropas no país foi comemorado
pela mídia ocidental como a principal arma das forças
estadunidenses em sua Cruzada no Oriente Médio, principalmente
em Bagdá, em um momento de esperanças perdidas e de completo
fracasso estadunidense.
Jim Muir, correspondente da emissora
britânica BBC no Iraque, se tornou um dos principais entusiastas
desse “milagre”.
Em seu mais recente artigo, intitulado “O Iraque
está melhorando?”
(originalmente em inglês como “Is Iraq getting
better?”
), Muir comemorou abertamente o “sucesso” da ocupação,
baseando-se simplesmente em afirmações ultra-generalizadas
fornecidas diretamente pelos militares estadunidenses em solo
iraquiano.
Segundo Muir, “os últimos três meses viram uma súbita
queda em todas as formas de violência; todos concordam que as
coisas estão muito melhores”.
Considerando tal afirmação, é vital
lembrar que, desde 2005, jornalistas estão proibidos de agir no
Iraque sem o acompanhamento de forças estadunidenses, sendo o
“constante perigo” a explicação oficial para a questão.
Dessa forma,
o que se sabe através da mídia ocidental hoje é simplesmente o
que os militares estadunidenses querem que seja dito.
A BBC representa apenas um exemplo do papel da mídia ocidental
em dar suporte aos planos de George W. Bush e seus aliados.
É
fascinante que esses gigantes da mídia corporativa aceitem mitos
como o instantâneo “sucesso no Iraque” sem nem sequer
questionar as simples estatísticas fornecidas pelas forças
estadunidenses.
Enquanto isso, são raros os relatórios que expõem
a violência instalada no país pela invasão – e os poucos utilizados
pela mídia ocidental são fornecidos pelos próprios ocupantes do
país.
Diariamente, notícias são produzidas relatando ataques de
homens-bomba ou carros-bomba em áreas civis, mas isso não
representa o mínimo do que realmente acontece no território
iraquiano.
Um bom exemplo acontece com a Blackwater, empresa
estadunidense que é atualmente a principal fornecedora de
mercenários para cumprir o “trabalho sujo” no Iraque.
A contratada
do Pentágono esteve envolvida em pelo menos 195 tiroteios no país
desde 2005.
“Em cerca de 80% desses casos, a Blackwater abriu
fogo antes de ser atacada”,
segundo o próprio relatório do governo
estadunidense publicado em outubro de 2007.
Apesar disso, a
mídia ocidental publicou artigos cobrindo apenas dois desses casos.

Uma fonte de informação
ignorada pela mídia corporativa
é o alto número de comunicados
publicados por organizações
militares independentes no
Iraque
– muitos batalham contra
as forças estadunidenses e seus

aliados, enquanto outros também lutam entre si, com diferentes
programas e interesses no país ocupado.
Ironicamente, sabe-se
que muito da violência sectária no país é causada pelos próprios
aliados estadunidenses do atual governo-fantoche iraquiano
.
Se as
centenas de comunicados fossem publicados pela mídia ocidental,
seria conhecimento de todos que as Brigadas Badr, o braço
paramilitar do atual governo pró-ocupação, é quem esteve por trás
da campanha de assassinatos étnicos por todo o Iraque
.
Uma clara
e simples explicação para a redução do número de ataques
sectários nos últimos meses
são as políticas internas e acordos
secretos entre os líderes militares estadunidenses e o governo fantoche
que eles mesmos colocaram no poder para substituir
Saddam Hussein – uma estratégia desesperada de dois governos
sem credibilidade e com dias contados
George W. Bush e Nouri
al-Maliki
– para recuperar um mínimo de respeito perante a
comunidade internacional.
É ingênuo, senão cruel, associar palavras como “segurança”, “paz”
e “esperança” com o ato de invasão militar de um país até então
soberano e a posterior subjugação de seu povo.
De acordo com o
estudo do conceituado jornal médico britânico The Lancet, a única
análise científica realizada sobre o número de civis mortos no
Iraque
desde a invasão do país, pelo menos 655 mil civis iraquianos
foram mortos como resultado direto da invasão e ocupação do
país”,
desde 2003.
Outro estudo com credibilidade, mais atualizado
em termos de data, realizado pela organização britânica Opinion
Research Business
, anunciou em setembro de 2007 que “cerca de
1,2 milhões de pessoas foram mortas como resultado da guerra”.

Para essas milhares de famílias, que foram destruídas por seus
“libertadores” estadunidenses, foi perguntado se
“o Iraque está
melhorando?”
É óbvio que eles divulgam aquilo que querem que seja divulgado!
Está mais do que comprovado que a invasão e ocupação do Iraque pelos EUA & aliados não foi pelos motivos apresentados e amplamente divulgados pela mídia ocidental comprometida com os interesses desses invasores e ocupantes.
Sabe-se perfeitamente e isso acabou sendo divulgado mesmo que eles, os invasores,fizessem de tudo para que continuasse bem oculto.
Os Iraquianos têm sofrido horrores (até armas químicas foram usadas em cidades iraquianas), desde a invasão em 2003 mas isso a mídia ocidental não mostra.
Para efeitos de comprovação da verdade que inclui torturas e violência em mulheres, crianças, idosos, precisamos vasculhar em sites, videos, jornais não comprometidos com os interesses desses que fazem o Iraque de Saddam Hussein, um VERDADEIRO INFERNO!!!!
Com tudo isso... o Povo Iraquiano resiste bravamente e heroicamente para expulsar TODOS os invasores que somente levaram DIVISÃO, ÓDIO, DESTRUIÇÃO e MORTES!!!!
Onde está a DEMOCRACIA?
Que DEMOCRACIA é essa?
Que sucesso é esse que os invasores mencionam que ao longo desses anos todos não houve PAZ?
Um governo feito por invasão/ocupação e longe dos intereses do POVO IRAQUIANO, JAMAIS poderia dar certo!
Que o Povo Iraquiano possa em breve ver o Iraque renascer das cinzas, longe de toda sorte de MAL que esses invasores levaram ao BERÇO DA CIVILIZAÇÃO!
É muito triste saber que em pleno século XXI, atrocidades como essas que têm sido feitas contra o Povo Iraquiano, ainda existam!
POVO IRAQUIANO = POVO PATRIOTA = RESISTÊNCIA IRAQUIANA

domingo, 3 de fevereiro de 2008

INTELIGÊNCIA E LIBERDADE


Leviatã
Natiruts
Composição: Natiruts

site oficial: www.natiruts.com/


Use a inteligência agora

Pelo mundo afora

Saiba quem te adora

E quem quer te ver partir

O sentimento mora no coração

É o que te ensina a agir



Lobo na pele de lã

Estende a mão pra te ajudar

Vende uma idéia vã

Que vai te cegar

E sem se dar conta

Você vai concordar



Use a inteligência agora

Pelo mundo afora

Saiba quem te adora

E quem quer te ver partir

O sentimento mora no coração

Quem sabe a sua história

Saberá seguir



A serpente e a maçã

Estão aí pra te enfeitiçar

De uma nação vilã

Que diz te salvar

Se faz democrata e é também

A que escraviza e mata



Use a inteligência agora

Pelo mundo afora

Saiba quem te adora

E quem quer te ver partir

O sentimento mora no coração

É o que te ensina a agir



Nas garras do Leviatã

O teu algoz se diz redentor

Faz que te abraça e é teu fã

Mas quer te roubar

E a boca que beija

Vai te difamar

Use a inteligência agora

Pelo mundo afora

Saiba quem te adora

E quem quer te ver partir

O sentimento mora no coração

É o que te ensina a agir

http://letras.terra.com.br/natiruts/65915/