sábado, 31 de maio de 2008

FIDEL DESAFIA CALUNIADORES IMPERIALISTAS


FIDEL DESMENTE FORBES

“Desafio-os a que demonstrem que eu tenho um só dólar!”

O presidente Fidel Castro desafiou e instou Bush, a CIA, os 33 organismos da Inteligência dos Estados Unidos, os milhares de bancos existentes no mundo e os “serventes” da revista Forbes, que lhe atribuem uma fortuna de US$ 900 milhões, que demonstrem que ele tem um só dólar no exterior.


Se conseguirem uma só prova, disse que lhes ofereceria tudo que pretenderam e não conseguiram ao longo de quase meio século, durante o qual, têm tentado destruir a Revolução, assassiná-lo por meio de centenas de planos de atentados. Dou-lhes de presente tudo que têm pretendido”, afirmou, “e que se deixem de histórias e de bobagem. Tentem encontrar uma conta, um só dólar”, sublinhou.

“Se provam que eu tenho um só dólar, demito-me do meu cargo e das responsabilidades que tenho. Já não precisariam de planos, nem de transições, se provassem que tenho um só dólar”, manifestou enfaticamente o líder da Revolução cubana.

“Meteram-se em problemas com todas essas mentiras e esse nó górdio é preciso desatá-lo e, com certeza, vamos desatá-lo”, referiu-se à publicação norte-americana que lhe atribui os benefícios das empresas públicas da Ilha.

Para que eu estaria querendo dinheiro, se vou fazer 80 anos e outrora nunca quis?, perguntou.
E depois enfatizou que, durante sua vida, se entrincheirou nos princípios e nunca abriu mão deles.

Disse que esteve fazendo as contas do número de malas que teria precisado para levar esse dinheiro e comentou que teria necessitado por volta de mil.
“Quem levou? Em que avião? Que escolta carregou? Como é possível que eu tirasse dinheiro por tantos anos? São burros, à parte dos argumentos morais que derivam disso”.

“É simplesmente um xingamento”, afirmou.
Denunciou que querem assemelhá-lo aos ladrões que eles próprios amamentaram.
“Onde está o dinheiro de Mobutu? Onde está o dos Somoza? referiu que, nos Estados Unidos, há centenas de biliões de dólares roubados, através dos bancos americanos. Aí estão, procurem as listas e publiquem-nas”, salientou.

Fidel expressou que “ainda mais horrível que ‘mostrar’ a gente roubando é mostrá-la traindo os mortos, os que morreram no ataque ao quartel Moncada, na expedição do iate Granma, na serra Maestra, em Escambray, na Baía dos Porcos, nas missões internacionalistas ou defendendo o país das acções terroristas. É como trair gerações inteiras que combateram” frisou.

Acrescentou que o que os bandidos da Forbes deveriam publicar é o recorde olímpico dele, ao ser ao longo da história, a pessoa contra quem mais atentados planejou o mais poderoso império da Terra.

Destacou que, enquanto são publicadas tais infâmias contra Cuba e seus líderes, o país está trabalhando num programa que tornará possível que milhões de latino-americanos sejam operados à vista.

Referiu-se aos milhares de pacientes que se beneficiaram da Operação Milagre e perguntou o que pensariam essas pessoas quando lerem os jornais com notícias de que ele possui essa riqueza.
“É uma campanha para me mostrar como um ladrão”, disse.

E acrescentou que “isso tem um objectivo: anular Cuba, mostrar Castro como um ladrão para ninguém reconhecer nada do que fazemos a favor do mundo, ainda quando em nosso país há 25 mil profissionais da saúde que trabalham gratuitamente num número considerável de países.

“E isso tudo, porque dispomos de capital humano, e com certeza, contamos com US$ 100 bilhões em capital humano”, ressaltou.

Leu algumas notícias divulgadas em várias publicações que repetiram a infâmia da Forbes, e assinalou aesse respeito que, enquanto propositadamente publicam mentiras, não falam nada dos cerca de 20 mil estudantes latino-americanos de medicina que se formam em Cuba; ou de que neste país se formarão por volta de 100 mil médicos, nos próximos anos.

FORBES: LIBELO A SERVIÇO DO IMPÉRIO

As infâmias e mentiras propaladas pela revista Forbes, libelo ao serviço do império, a respeito do presidente cubano, foram desmentidas com verdades irrefutáveis expostas, no dia 15, à noite, ao nosso povo e ao mundo, por um grupo de personalidades importantes, que o acompanharam durante a apresentação especial, transmitida por rádio e televisão, em Havana.

Foi posto a descoberto o complô da publicação e do seu director com o presidente George W. Bush e a sua política obstinada anticubana e os serviços secretos dos Estados Unidos e o servilismo dos media aos ditames de Washington.

Com sólidos argumentos e razões, todos os participantes da Mesa-Redonda demonstraram que o império fica com raiva dos avanços de uma Revolução imaculada, honesta, justa e transparente, como a que se leva a cabo no nosso país.

No início da sua apresentação especial, Fidel confessou que sentia nojo pela mentira publicada no libelo, ao inclui-lo numa lista de governantes que amassavam vultosas fortunas pessoais, em meio de monarcas e ditadores.

Há mais de um ano, em 17 de março de 2005, referiu-se à infame publicação, mas naquele momento, preferiu encaminhar oseu discurso para um fato de importância transcendental para nosso povo: a revalorização do peso.

Relembrou que, noutra ocasião, ao responder aos depoimentos falazes do presidente dos Estados Unidos, diante de seus parceiros da máfia cubana de Miami, acerca de que o comércio com Cuba “somente encheria os bolsos de Castro e de seus sequazes”, manifestou:
“Não nasci completamente pobre. Meu pai possuía milhares de hectares de terra. Quando da vitória da Revolução, todas essas terras foram entregues aos operários e camponeses. Tenho a honra de poder afirmar que não possuo um só dólar. Toda minha fortuna, sr. Bush, cabe no bolso de sua camisa. Se um dia qualquer, precisasse guardá-la num lugar bem protegido de ataques preventivos e improvisados, rogaria que me emprestasse, e se for muita, vou doá-a a você de antemão, para pagar o aluguer.”

Além disso, assinalou que, no passado ano, Bush e as autoridades foram apanhados cometendo uma falta séria, ao protegerem o terrorista Luis Posada Carriles e somente a duras penas — não Bush, mas outros funcionários — tiveram que admitir que as denúncias de Cuba a respeito da acolhida do criminoso nos Estados Unidos eram certas e irrefutáveis.

A ofensa lançada pela revista Forbes foi reiterada novamente numa data recente e a mídia dependente do império noticiou.
Fidel advertiu que pusessem as barbas de molho e comparou, com termos do beisebol, a tarefa de desvendar a mentira com uma rebatida frente a um arremesso fraco, em que a bola sairia fora dos limites do campo, pelo jardim central.

Fidel explicou que, para desmascarar as calúnias, pensou: “Vou ficar diante do povo para me defender dessa porcaria?”
Julgou, contudo, que era conveniente conceder a palavra a várias personalidades que poderiam ilustrar diversos aspectos referidos ao assunto:
O ministro-presidente do Banco Central de Cuba, Francisco Soberón, a quem qualificou como um dos homens mais honestos que ele tinha conhecido; o ministro da Cultura, Abel Prieto, que teve contacto permanente com os movimentos sociais e intelectuais que resistem ao império; os cientistas Concepción Campa, criadora principal da vacina contra a meningite tipo B, e Agustín Lage, que à frente do Centro de Imunologia Molecular elaborou fármacos promissores contra o câncer, e o historiador Eusebio Leal, promotor do enorme empreendimento de resgatar a Havana Velha, e sumidade mundial quanto à remodelação de cidades históricas.

COMPLÔ DA EXTREMA DIREITA E DA CIA

Soberón ofereceu o perfil do dono da revista, Steve Forbes: um homem da extrema direita, associado aos presidentes Ronald Reagan e George Bush pai na desestabilização do antigo bloco socialista europeu.
Um empresário estadunidense rico, muito interessado em conhecer a origem de fortunas alheias, mas relutante em expor publicamente donde provém a sua, que ultrapassa US$ 1,83 biliões.
Ao demonstrar os métodos grosseiros e muito inconsistentes empregues para calcular a fortuna inexistente do líder da Revolução Cubana, o ministro-presidente do Banco Central de Cuba sugeriu, entre outras questões, que Forbes podia atribuir a George W. Bush 10% dos US$ 50 bilhões que são lavados anualmente de maneira impune nos bancos norte-americanos, provenientes do narcotráfico e do crime organizado, a mesma percentagem de multas e subornos dos US$ 280,25 bilhões que custou ao contribuinte norte-americano a agressão contra o Iraque.
Em vez de dedicar-se a difundir colossal mentira, com a qual quer macular a trajectória impoluta do líder da Revolução, a revista deveria pesquisar e publicar dados sobre os manejos sujos de Bush para aumentar a sua fortuna, como é o caso provado da compra e venda do time de beisebol dos Rangers, do Texas, e seu estádio, sobre sua responsabilidade pelas irregularidades financeiras da petroleira Harken Energy e sobre suas relações com a corporação Enron, protagonista da maior fraude na história recente dos EUA.

Como uma prova contundente da confiança de muitos no mundo no sistema cubano, o ministro do Banco Central anunciou que essa instituição conseguiu, recentemente, colocar na Bolsa Profissional de Valores de Londres, uma emissão de bónus, no valor de 400 milhões de euros, a pagar num ano com 7% de juros, os quais foram completamente comprados por bancos estrangeiros e cubanos, na mesma data de sua emissão.

Soberón salientou que “nos últimos nove anos, Cuba pagou importações no valor de US$ 44 biliões, entre as quais, se encontram as divisas recebidas pelo Cimex, pela venda de vacinas e as verbas que arrecada o Palácio das Convenções e outras quantias que aumentam nossas contas para despesas da nação que incluem a educação, a saúde, a previdência, a defesa interior e a reserva para enfrentar catástrofes climáticas e epidemias naturais ou introduzidas pelo inimigo.

“Na nossa economia, muito bem planificada e que conta com um sistema bancário nacional que maneja todas as divisas, é absolutamente impossível que uma pessoa da mais alta esfera do país possa dispor de contas no exterior”, sublinhou.

Completou sua intervenção ao afirmar: “Com absoluta autoridade moral e olhando de frente para o nosso povo e à opinião pública, afirmamos que o seu máximo líder constitui um exemplo de dignidade e pulcritude”.

A MENTIRA COMO ARMA DO PODER DA MÍDIA

“Erraram na escolha do milionário”, comentou ironicamente Abel Prieto a pretensão da revista Forbes ao incluir Fidel em sua lista de magnatas governantes.
O ministro da Cultura referiu-se à longa cadeia de calúnias e mentiras, à qual recorreu sistematicamente o imperialismo para desprestigiar aqueles que não se submetem a seu projecto hegemônico.
Entre os muitos e ilustrativos exemplos do uso da mentira como arma do poder da mídia, Abel comparou o escândalo, em 1986, que inventou uma ficha do “suposto poeta e suposto inválido” de Armando Valladares, premiado por Reagan com a nomeação de embaixador dos EUA na Comissão de Direitos Humanos em Genebra, com o silêncio que impediu que se soubesse a verdade a respeito do que investigou o activista salvadorenho Herbert Anaya, em torno dos crimes e torturas que se cometeram em La Esperanza: nenhum órgão da grande media quis publicar o relatório nem difundir o vídeo com os depoimentos das vítimas.

Tal prática de desinformação ganhou magnitude invulgar durante a actual administração norte-americana, como demonstram as mentiras que justificam a agressão ao Iraque e o assassinato, em Bagdad, do operador de câmara espanhol José Couso e de outros jornalistas.

O ministro da Cultura disse que, apesar do exercício da mentira, vai se abrindo cada vez mais caminho à verdade e ao pensamento emancipado.
Nesse sentido, considerou que seria muito útil a leitura do livro Cien horas con Fidel, conversações com Ignacio Ramonet, que estava entre os convidados ao comparecimento no estúdio da televisão.
O livro, na sua edição cubana, foi lançado em Havana.

“Viemos acusar aqueles que roubam e mentem”, resumiu o importante cientista Agustín Lage.


“Não precisamos de defender-nos, Fidel é defendido pela sua obra, pela sua ética, pela coerência de toda sua vida”, ressaltou.

Segundo o deputado à Assembléia Nacional do Poder Popular, a nova calúnia espelha a conduta durante décadas dos adversários ideológicos da Revolução, e constitui um verdadeiro insulto ao povo cubano, pois deviam ter pensado que nos convertemos num país de tolos ou de covardes para eles imaginarem que os cubanos não temos memória histórica e permitirmos ter à frente da nação um líder capaz de roubar e enriquecer-se.
Este povo lutou com as armas para derrubar os políticos corruptos do capitalismo e Fidel foi um dos primeiros a pegar as armas para pôr fim a tais desmandos.

Lage, director de um dos centros do Pólo Científico, no oeste da capital, sublinhou que o texto publicado por Forbes evidencia, em primeiro lugar, a ignorância absoluta a respeito da realidade cubana, pois, por exemplo, a empresa Medicuba, referida como uma das presumíveis fontes de receitas pessoais do presidente, não inclui, entre suas actividades, a venda de medicamento algum no exterior, nem de nenhum outro remédio da biotecnologia.

Indicou que “o que se pode ler entrelinhas, no artigo do referido libelo, é que reconhecem que a indústria biotecnológica criada e desenvolvida por Cuba obtém receitas consideráveis, quando muitas companhias no mundo não conseguem ser rentáveis por meio da comercialização de suas produções. Por exemplo, nos Estados Unidos, 70% das empresas do sector sobrevivem e obtêm ganhos por meio da especulação financeira e de outros negócios.
Nem um só centavo dos lucros obtidos no sector vai parar à fortuna pessoal de pessoa nenhuma. Somente, entre 1980 e 1990, foi libertado mais de um bilião de dólares para os investimentos da infra-estrutura no ramo da biotecnologia.

Além disso, fábricas com tecnologia cubana já foram montadas na Índia e na China”, afirmou Agustín Lage.

As divisas obtidas permitem também financiar os programas de assistência da saúde ao nosso povo.
“Se não for assim, não se poderia falar de que as crianças cubanas são imunizadas contra 13 doenças mediante vacinas aplicadas de graça; nem tampouco de que todos os doentes com SIDA são submetidos à tripla terapia”, explicou.

Da mesma maneira, os lucros obtidos das vendas no exterior são empregues no desenvolvimento da pesquisa científica, a qual precisa de aparelhos muito custosos, encarecidos pelo efeito das leis extra territoriais ditadas pelo governo dos Estados Unidos e pela perseguição de suas autoridades a qualquer empresa disposta a comercializar com nosso país.

Lage precisou que “neste momento, estão sendo implementados mais de 150 projectos de pesquisa e há mais de 900 patentes, em consequência da actividade científica neste sector. Acrescenta-se a isso, o aumento das contribuições da indústria biotecnológica para o Orçamento do Estado”.

“O inimigo é perverso, porém não tolo. Sabe que Cuba, sendo um ícone, é preciso isolá-la e impedir, a qualquer preço, todos seus sucessos. O ataque a Fidel é um ataque à Revolução, aos alicerces de nosso sistema político, às concepções cubanas do desenvolvimento económico”, disse Lage.

A RIQUEZA DAS VIRTUDES

Eusebio Leal, historiador da Cidade, prestou depoimento inédito a respeito do desprendimento e desinteresse pelos bens materiais que caracterizam Fidel Castro.
Durante muitos anos, guardou silêncio dessas vivências pessoais, mas agora é que pôde revelar: Entre 1991 e 1995, foi incumbido pessoalmente por Fidel de distribuir 11.687 presentes recebidos de 133 países, pelo presidente dos Conselhos de Estado e de Ministros. Entre esses bens, encontram-se pinturas, jóias, pedras preciosas, obras em marfim, tapetes valiosos, armas antigas, roupas, mobília, máquinas fotográficas, peças pessoais...

Apesar da pertinácia de Leal, que, como historiador teria preferido mostrar tais objectos como colecção relacionada com Fidel, o presidente Fidel Castro — contou Eusebio — deu a ordem expressa de entregar todas essas peças a centros culturais e a pessoas necessitadas, sem aparecer uma só nota pública referida à doação.
Somente nos registros dos museus e de outros centros beneficiados aparece a confirmação da sua procedência.

Se não for pela nova calúnia imperialista, com certeza, Leal não teria contado que o museu numismático recém-inaugurado conta com peças equivalentes a mil onças de ouro, doadas por Fidel, entre elas, 920 moedas norte-americanas de diferentes períodos históricos.

Eusebio lembrou que esse sentido de austeridade e o exemplo pessoal têm sido traços que caracterizam Fidel durante toda sua vida.


Foi assim que aconteceu no período da luta insurreccional, quando resolveu dar em penhor bens pessoais para custear o combate, antes que pedir dinheiro para outros ou utilizar os recursos de seus pais.
Comportamento semelhante manteve a família Castro Ruz, quando uns meses depois da vitória da Revolução, cedeu suas terras da área de Birán.

“O exemplo de desinteresse, austeridade, desprendimento pessoal, generosidade e ética de Fidel animou os mais novos, que nesse momento resolveram acompanhá-lo e hoje e amanhã, estão dispostos a fazê-lo”, assinalou Leal.
Acrescentou que, de seu valor como ser humano, é bom salientar que nunca abandonou nenhum companheiro na luta, a sua elevada exigência consigo mesmo e o esforço especial em salvaguardar o património cultural da nação, em que obteve classificação de excelente no resgate material, social e espiritual da Havana Velha.

Para a membro do Bureau Político e directora do Instituto Finlay, a doutora Concepción Campa, as mentiras da Forbes evidenciam que os nossos inimigos são incapazes de compreender aqueles que nunca consideraram nem considerarão o dinheiro como se fossem Deus.
Disse que Fidel soube ensinar que não é mais rico aquele que mais tem, senão aquele que necessita menos.
Contudo, os autores de guerras de agressão que deixam vestígios por longo tempo, como os da guerra no Vietname, onde continuam nascendo bebés com deformações congénitas, devido ao emprego do agente laranja há mais de 30 anos, dificilmente compreenderão isso.

A notável cientista salientou a ajuda solidária de nosso país a muitas nações, por meio do envio de vacinas, sem lhe importar a posição política dos governos de turno nesses países.
Prova disso foi a doação feita ao povo uruguaio, em 2002, para fazer face a uma epidemia de meningite meningocócica, quando as autoridades desse Estado sul-americano aderiam aos planos do império de condenar Cuba na Comissão de Direitos Humanos das Nações Unidas.

Ver também:
2006 -
Quem é Forbes?
2005 -
Forbes y la fortuna de Fidel Castro

sexta-feira, 30 de maio de 2008

IRAQUE ATERRORIZADO POR CINCO VEZES

Iraque, bombardeado por cinco vezes

Não é a primeira vez na sua história de sofrimentos que o Iraque foi bombardeado por forças colonialistas.
Na verdade, a chuva de bombas e mísseis que desabaram sobre a sua capital Bagdá, em 2003, marcou a quinta vez que tal desgraça lhe ocorreu.
O Iraque, então chamado de Mesopotâmia, foi ocupado pelos britânicos em 1918 e, devido a revolta árabe de 1920, foi ferozmente bombardeado na repressão que se seguiu.
Operação que voltou a repetir-se por ocasião da IIª Guerra Mundial, quando em 1941 os britânicos lançaram as suas tropas sobre o país para derrubar um governo nacionalista.
No transcorrer da Guerra do Golfo de 1991, Bagdá foi maciçamente atacada do ar e, a seguir, entre 1991 e 1998, a pretexto de proteger a Zona de Exclusão Aérea, seu território foi periodicamente atacado pela aviação anglo-americana até que ocorresse o desenlace da ocupação total do país.

O relatório da RAF

Esquadrilha de Snipes da RAF voando sobre o Iraque, 1920

"Agora eles sabem (os árabes e os curdos) o que é um verdadeiro bombardeio: eles sabem que em 45 minutos uma grande aldeia é praticamente varrida do mapa e um terço dos seus habitantes mortos ou feridos por apenas 4 ou 5 aviões que não lhes oferecem nenhuma possibilidade de serem abatidos, nem de combaterem gloriosamente, nem qualquer outra possibilidade material de escapar."Arthur Harris, chefe de esquadrão da RAF, Iraque, 1920

Winston Churchill, então secretário da Guerra Aérea, horrorizou-se quando leu o relatório que lhe enviaram do Iraque, em 1920.
Perturbou-o especialmente com a passagem que, em fria linguagem burocrática, narrava o bombardeio de um aldeia árabe onde as mulheres e crianças, apavoradas, tiveram que jogar-se num lago para escapar dos artefatos incendiários despejados pelos aviões da RAF (Royal Air Force).
“É um ato escandaloso”, exclamou ele.
O documento fora-lhe enviado por Arthur Harris, então um jovem comandante de esquadrão que fora transferido da Índia para a Mesopotâmia afim de aplacar a revolta iraquiana.
Harris era um entusiasta dos bombardeios pesados, e agiu no sentido de, além dos bombardeios Handley-Page, adaptar os aviões de transporte para que também pudessem carregar um maior número de bombas.
Defendia-se na ocasião uma nova tese estratégica, segundo a qual era possível, baseado na experiência da Iª Guerra Mundial, manter-se um pais inteiro, especialmente uma colônia, submissa somente pelo terror aéreo.
Naquela ocasião, o Império Britânico aquartelava na região uma guarnição de 25 mil soldados ingleses e 80 mil indianos, para garantirem o controle sobre as províncias de Mossul, Bagdá e Basca, num total de 105 mil soldados distribuídos por 51 batalhões.
Os estrategistas de Londres, com a ameaça dos aviões pairando nos ares sobre a cabeça dos iraquianos, queriam reduzi-los para dez mil soldados.
Quando estourou a revolta árabe na Mesopotâmia, em julho de 1920, em protesto contra o Mandato Britânico que retirava qualquer possibilidade do Iraque vir a ser independente, as autoridades inglesas decidiram agir implacavelmente.

Gás asfixiante e de mostarda

Se Churchill, num primeiro momento, mostrou-se melindrado com os efeitos dos bombardeios sobre a população civil árabe, ele não manifestou a mesma oposição em recorrer ao gás paralisante e mesmo ao gás de mostarda, ou JNB.
Num memorando enviado a sir Hugh Trenchard, major-general Chefe do Comando Aéreo, o pioneiro inglês da guerra aérea, solicitou-lhe que providenciasse “ some kind of asphyxianting bombs”, isto é, algum tipo de bombas asfixiantes, mas não mortais, para serem usadas nas operações preliminares contra “ tribos turbulentas”.

Conforme a resistência iraquiana se disseminou de Mossul, no norte, para as áreas dos xiitas, em Najaf e Karbala, no sul do Iraque, Churchill foi perdendo a compostura.
Numa reunião do gabinete, conta Simon Geoff (Iraq: From Sumer to Saddam, Londres, 1994) ele teria dito: “ Eu não entendo dessas desgraças provocadas pelo uso do gás. Sou inteiramente favorável ao uso do gás venenoso contra tribos incivilizadas(sic)”.

Arthur Harris (depois, na IIª Guerra Mundial, apelidado de “Carniceiro” Harris, famosos braço direito de Churchill) , então não se fez de rogado.
Os esquadrões de aviões Snipes e dos bombardeios Handley-Page 0/400 - fizeram a festa.
Um inferno de bombas de fósforos, foguetes, fogo líquido, bombas de estilhaçamento e de retardamento, desabou do céu sobre o que Churchill classificou de "tribos árabes recalcitrantes”, trazendo “ excelentes resultados de efeito moral". (*)

(*) Em fevereiro de 1920, a RAF havia feito uma primeira intervenção com bombardeios na Somália britânica para sufocar a rebelião autonomista do dervixe Mohammed bin Abdullah Hassan, apelidado de “Mad Mullah”, o mulá doido!, usando aviões modelo c/10 dH9 que compunham a Z force, que lançaram bombas e metralharam os somalis a vontade.

Não dar sossego aos árabes

Bombardeios britânicos em ação (tela de Carline)
Mesmo depois da grande revolta árabe-curda, que uniu sunitas e xiitas, ter sido sufocada em outubro de 1920 – levante que serviu como mito formador do Iraque moderno -.
A RAF , que promoveu 183.861 missões, lançando 97 toneladas de bombas sobre aqueles miseráveis, com um número mínimo de baixas (9 pilotos mortos e 7 feridos), continuou por um bom tempo ainda organizando sortidas aéreas de surpresa visando para atacar os lugares mais remotos possíveis da Mesopotâmia.

A orientação do comandante J.A.Chamier dizia que o melhor caminho para desmoralizar a resistência dos chefes árabes e curdos, entre eles o Xeque Mahmoud, era atacar e arrasar as aldeias, as mais remotas, das tribos mais importantes.
Não devia haver esmorecimento, martelar “com bombas e metralhadoras, dia após dia, as casas, seus moradores, as colheitas e o gado”.

Mostrar aquela gente “incivilizada” e arredia que o punho de ferro da Sua Majestade Britânica podia alcança-los onde eles estivessem, não lhes dando tréguas, impedindo-os que eles tivessem uma sensação de segurança, sequer de descanso.
Como disse o comandante Harris, “a única coisa que os árabes entendem é a mão pesada, e mais tarde ou mais cedo ela será aplicada”.
E assim, quando os beduínos no deserto levantavam suas preces a Alá, o que eles viam lá no alto não eram mensagens de bem-aventurança, mas o vôo dos mortíferos gaviões da RAF, rodando em circulo, barulhentos, com metralhadoras em riste, anunciando para eles a chegada da morte.

Operação britânicas no Iraque (1920):

Tropas e ocupação: 105 mil homens (25 mil ingleses e 80 mil indianos)
Aviação: esquadrões de caças e de bombardeiros: Snipes e Hardley-Page
Nº de horas de vôo: 4008 h.
Nº missões: 183.861
Baixas inglesas: 9 pilotos mortos e 7 feridos: 11 aviões destruídos
Vítimas iraquianas: de 6 9 mil mortos e feridos


terça-feira, 27 de maio de 2008

O OUTRO LADO DE UM DITADOR

O lado nazista da família Bush
Que a face de “aliado incondicional de Israel” é representada
diariamente pelo governo de George W. Bush, isso não é notícia.
Mas a ironia por trás do mais recente discurso do presidente
estadunidense no Knesset, em que ele reviveu o caso de um
senador isolacionista dos EUA, William Borah, a quem se atribui a
fantasia de que, se ele tivesse podido falar antes com Adolf Hitler,
teria sido possível evitar a invasão nazista da Polônia em 1939, é
que a própria família Bush teve um papel vital em dar suporte ao
regime nazista.
Em discurso ao Parlamento de Israel em 15 de maio, Bush afirmou:
“Há quem acredite que nós deveríamos negociar com terroristas,
como se houvesse algum argumento engenhoso capaz de persuadilos
de que estão errados todo este tempo. Nós já ouvimos essas
tolices antes. Quando os nazistas invadiram a Polônia em 1939, um
senador americano declarou: ‘Deus! Se nós ao menos tivéssemos
conversado com Hitler, tudo isto teria sido evitado’”.
Claramente,
tratava-se de um ataque a Barack Obama.
Mas se William Borah,
autor da citação usada por Bush, pode ter parecido ser ingênuo, o
que dizer então sobre o papel da família Bush em providenciar
assistência bancária e industrial para os nazistas construírem suas
máquinas de guerra na década de 1930?
Evidências arquivadas pelo governo estadunidense, recentemente
abertas para pesquisa pública, mostram claramente que Prescott
Bush,
avô de George W. Bush, era diretor e investidor de empresas
que lucraram e colaboraram diretamente com o fortalecimento do
regime nazista alemão.
Mais irônico do que isso, essa profunda
relação de negócios continuou depois de Hitler ter invadido a
Polônia em 1939, e até mesmo depois de a Alemanha ter declarado
guerra contra os Estados Unidos, após o bombardeio japonês de
Pearl Harbor, em 1941.
Essa aliança entre a família Bush e Adolf
Hitler só chegou ao fim em 1942, após o governo estadunidense ter
declarado o “Ato de Troca com o Inimigo”, que acabou por congelar
os negócios entre ambas as partes.
Não por interesse próprio, mas
forçado pela nova lei, a família Bush deixou de trabalhar com os
nazistas.
Obviamente, esses são
detalhes que a mídia
corporativa ocidental não
comentará até alguns anos
após a aposentadoria de
George W. Bush, quando novos
criminosos estiverem no poder
e sob proteção nos Estados Unidos.
Mas certamente um discurso
mais honesto perante o Knesset deveria conter um pedido formal de
desculpas ao povo judaico, vindo de um beneficiador direto de
negócios que impulsionaram os nazistas na Segunda Guerra
Mundial.
Quem sabe, uma apologia em nome de uma família que,
por sua ganância, contribuiu com a matança de milhares de judeus
em troca de benefícios comerciais?
É inegável que a riqueza da
família Bush, que acelerou o seu fortalecimento político nos Estados
Unidos
, derivou em grande parte da colaboração com os nazistas,
fazendo uso da mão-de-obra escrava de Auschwitz e outros
campos de concentração.
George W. Bush aparentemente não viu motivos para lembrar o
mundo de mais um capítulo negro de sua história, afinal, são fatos
que desapareceram da consciência pública após a Segunda
Guerra.
Protegido por advogados influentes e amigos políticos,
Prescott Bush colocou de lado o escândalo e garantiu uma cadeira
no Senado, iniciando a dinastia Bush na política estadunidense.
Mas pensando bem: existiria o “Estado de Israel” sem o trabalho
dos nazistas?
Talvez os Bush sabiam muito bem qual era papel o
deles. 
http://www.orientemediovivo.com.br/pdfs/edicao_104.pdf

segunda-feira, 26 de maio de 2008

UM MOMENTO DE DESCONTRAÇÃO


JUDAÍSMO VERSUS SIONISMO



Neturei Karta
Rabbi Amram Blau considerado o maior líder dos Neturei Karta



Neturei Karta (em hebraico נטורי קרתא do aramaico "guardiões da cidade") é um grupo de judeus ultra-ortodoxos que rejeita todas as formas de sionismo e se opõem ativamente contra o Estado de Israel , o que lhes vale a acusação de outros grupos judaicos de "pró-árabes".

Seu número é de cerca de 5000 membros , concentrados principalmente em Jerusalém .

Há diversos outros pequenos grupos associados aos Neturei Karta em Israel , nos EUA e na Inglaterra.

Ideologia


Os Neturei Karta crêem que a Diáspora judaica é resultado dos pecados do povo judeu, e que qualquer forma de tentar recontruir um estado judaico é uma violação da vontade de Deus (Talmud Babilônico, tratado Ketuboth 111).

Os líderes do movimento também defendem que o Holocausto é uma punição divina sobre o povo judeu , principalmente pela adoção do sionismo como ideologia .

O sionismo é tratado em sua visão ,como uma afronta contra Deus, já que é uma tentativa humana de estabelecer um estado judaico.

Os Neturei Karta defendem que os judeus devem permanecer no exílio até que este estado judaico seja trazido não por homens , mas por Deus quando ocorrer a vinda do Messias.

Por suas declarações de apoio aos palestinos e ao presidente do Irã Mahmoud Ahmadinejad, assim como a visão de que o judaísmo através do sionismo provocou o holocausto valeram-lhes o desafeto e a oposição por parte de diversas comunidades judaicas.

Página oficial dos Neturei Karta : http://www.nkusa.org/

Entrevista com rabinos do Neturei Karta na TV iraniana :http://switch5.castup.net/frames/20041020_MemriTV_Popup/video_480x360.asp?ai=214&ar=1070wmv&ak=null

http://pt.wikipedia.org/wiki/Neturei_Karta

O judaísmo acredita num só Deus, O qual revelou a Torah.

Defende a providência Divina e, de acordo com esta, vislumbra o exílio dos judeus como sendo um castigo causado pelos seus pecados.

A redenção poderá ser obtida apenas pela penitência e pela oração.

O judaísmo apela a todos os judeus que obedeçam integralmente à Torah, incluindo o mandamento que os obriga a serem cidadãos patriotas.


O sionismo rejeita o Criador, a Sua revelação, as Suas oferendas e a Sua penitência.

Entre os seus frutos encontramos a perseguição do povo palestino bem como a ameaça física e espiritual em que coloca o povo judeu.

Encoraja a traição e a dupla lealdade entre os ingénuos judeus espalhados pelo mundo.

O sionismo encara, de raiz, a realidade como algo estéril e desprovido de santidade. É uma antítese ao judaísmo da Torah.


Existe uma vil mentira que persegue o povo judeu por todo o globo.

Uma mentira tão hedionda e tão distante da verdade que só ganhou popularidade devido à cumplicidade de forças poderosas existentes na comunicação social e no aparelho educativo do “sistema”.

É uma mentira que trouxe um sofrimento sem antecedentes a muitas pessoas inocentes e que se não for rebatida tem o potencial de dar origem a uma tragédia extraordinária no futuro.


É a mentira que afirma que o judaísmo e o sionismo são idênticos.
Nada poderia estar mais longe da verdade.


O judaísmo é a crença nas revelações do monte Sinai. É a crença de que o exílio é o castigo originado pelos pecados judeus.
O sionismo tem vindo a negar, há mais de um século, as revelações de Sinai. Acredita que se pode dar por terminado o exílio judaico por meio da agressão militar.


O sionismo passou o último século a expulsar estrategicamente o povo palestino. Ignorou as suas justas argumentações e sujeitou-os à perseguição, à tortura e à morte.


Judeus seguidores da Torah por todo o mundo encontram-se chocados e penitenciam-se por este breve dogma de irreligiosidade e de crueldade.

Milhares de santos e de catedráticos da Torah condenam este movimento desde o seu surgimento.

Sabiam que as anteriores boas relações entre os judeus e os muçulmanos na Terra Santa estavam destinadas a ser afectadas pelo avanço do sionismo.

O proclamado “Estado de Israel” mantém-se rejeitado em fundamentos religiosos com base na Torah.

A sua monstruosa insensibilidade para com as leis mais básicas da decência e da justiça chocam qualquer ser humano, seja ou não judeu.


Nós da Neturei Karta temos estado na frente da batalha contra o sionismo há mais de um século.

A nossa presença serve para refutar a mentira basilar de que o mal, que é o sionismo, de algum modo representa o povo judeu.
O que sucede é o oposto.


Entristecemos todos os dias com a terrível contagem de mortes que emana da Terra Santa. Nenhuma delas teria ocorrido se o sionismo não tivesse soltado as suas energias maléficas sobre o mundo.


Como judeus temos o dever de viver pacificamente e em harmonia com todos os homens.

É-nos pedido que sejamos cidadãos tementes à lei e patriotas em todas as terras.


Condenamos as actuais atrocidades sionistas levadas a cabo na Terra Santa.

Ansiamos pela paz baseada no respeito mútuo.

Estamos convencidos de que este respeito mútuo está condenado a não existir enquanto existir um Estado israelita.

Ansiamos pela sua abolição de um modo pacífico.


Que possamos ser dignos da verdadeira redenção quando todos os homens se unam irmãmente em Sua adoração.

http://nkinportuguese.blogspot.com/2007/06/judasmo-versus-sionismo.html

MENSAGEM DA MANHÃ

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domingo, 25 de maio de 2008

DEFENDER SUA TERRA NÃO É TERRORISMO



الـــــــــدفاع عن الأرض ليـــــس ارهابا

A CORDA E A CAÇAMBA

Bush e Aznar em discurso directo
No encontro no rancho do Presidente americano, Bush diz a Aznar que ambos são guiados por um sentido histórico de responsabilidade.
BUSH: Somos a favor de conseguir uma segunda resolução no Conselho de Segurança e queríamos fazê-lo rapidamente. Queríamos anunciá-la segunda ou terça-feira [24 ou 25 de Fevereiro de 2003].
AZNAR: É melhor na terça-feira, depois da reunião do Conselho de Assuntos Gerais da União Europeia. É importante manter o momentum conseguido pela resolução da cimeira da UE [em Bruxelas, segunda-feira 17 de Fevereiro]. Nós preferíamos esperar até na terça-feira.
BUSH: Poderia ser na segunda à tarde, tendo em conta a diferença horária. De qualquer maneira, durante a próxima semana. Redige-se a resolução de modo a que não tenha elementos obrigatórios, que não mencione o uso da força, e que diga que Saddam Hussein tem sido incapaz de cumprir as suas obrigações. Este tipo de resolução pode ser votada por muita gente. Seria parecida com a que se conseguiu para o Kosovo [a 10 de Junho de 1999].
AZNAR: Apresentar-se-ia ao Conselho de Segurança antes e independentemente de uma declaração paralela?
CONDOLEEZA RICE: Na verdade não haveria declaração paralela. Estamos a pensar numa resolução tão simples quanto possível sem muitos pormenores de cumprimento que pudessem servir a Saddam Hussein para os utilizar como etapas e consequentemente não as cumprir. Estamos a falar com [Hans] Blix [chefe dos inspectores da ONU] e com outros da sua equipa para ter ideias que possam servir para introduzir a resolução.
BUSH: Saddam Hussein não vai mudar e continuará a jogar. Chegou o momento de nos desfazermos dele. É assim. Eu, pela parte que me toca, procurarei a partir de agora usar uma retórica o mais subtil possível, enquanto tentamos a aprovação da resolução. Se alguém veta [Rússia, China e França têm como os EUA e o Reino Unido poder de veto no CS da ONU] nós vamos. Saddam Hussein não está a desarmar. Temos de o agarrar já agora. Temos mostrado um grau incrível de paciência. Faltam duas semanas. Em duas semanas estaremos prontos, em termos militares. Creio que conseguiremos a segunda resolução. No Conselho de Segurança temos três africanos [Camarões, Angola e Guiné] os chilenos, os mexicanos. Falarei com todos eles, também com [Vladimir] Putin naturalmente. Estaremos em Bagdad no final de Março. Há 15 por cento de hipóteses de que nesse momento Saddam Hussein esteja morto ou tenha ido embora. Mas estas possibilidades só existem depois de termos mostrado a nossa resolução. Os egípcios estão a falar com Saddam Hussein. Parece que indicou que estaria disposto a exilar-se se o deixassem levar mil milhões de dólares e toda a informação que quisesse sobre armas de destruição maciça. [O líder líbio, Muammar] Kadhafi disse a [Silvio] Berlusconi que Saddam queria ir. [O Presidente egípcio, Hosni] Mubarak disse-nos que nestas circunstâncias há muitas possibilidades de que seja assassinado.Gostaríamos de actual com mandato das Nações Unidas. Se actuarmos militarmente fá-lo-emos com grande precisão e focalizando muito os nossos objectivos. Temos feito chegar uma mensagem muito clara a Saddam Hussein: tratá-los-emos como criminosos de guerra. Sabemos que acumulou uma enorme quantidade de dinamite para fazer voar pontes e outras infra-estruturas e fazer saltar pelos ares os poços de petróleo. Temos previsto ocupar esses poços muito em breve. Também os sauditas nos ajudariam a pôr no mercado o petróleo que fosse necessário. Estamos a desenvolver um pacote muito forte de ajuda humanitária. Podemos vencer sem destruição. Estamos a planear já o Iraque pós-Saddam, e acredito que há boas bases para um futuro melhor. O Iraque tem uma boa burocracia e uma sociedade civil relativamente forte. Poderia organizar-se numa federação. Enquanto isso, estamos a fazer todos os possíveis para ter em conta as necessidades políticas dos nossos amigos e aliados.De modo a ajudar-te
AZNAR: É muito importante contar com uma resolução. Não é a mesma coisa actual com ela ou actuar sem ela. Seria muito conveniente contar no Conselho de Segurança com uma maioria que apoiasse essa resolução. De facto, é mais importante contar com maioria do que se alguém emitir um veto. Achamos que o conteúdo dessa resolução deve dizer entre outras coisas que Saddam Hussein perdeu a sua oportunidade.
BUSH: Sim, claro. Seria melhor isso do que fazer uma referência aos ?meios necessários? [referência à resolução tipo da ONU que autoriza a utilização de todos os meios necessários].
AZNAR: Saddam Hussein não cooperou, não desarmou, deveríamos fazer um resumo dos incumprimentos e enviar uma mensagem mais elaborada. Isso permitiria por exemplo que o México se mexesse [referência à posição contrária à segunda resolução, que Aznar ouviu da boca do Presidente Vicente Fox numa escala realizada na Cidade do México a 21 de Fevereiro].
BUSH: A resolução será feita de modo a ajudar-te. Tanto me faz o conteúdo.
AZNAR: Faremos com que te cheguem uns textos.
BUSH: Nós não temos nenhum texto. Só um critério: que Saddam Hussein desarme. Não podemos permitir que Saddam Hussein alargue o prazo até ao Verão. Ao fim e ao cabo teve quatro meses nesta última etapa e esse tempo é mais do que suficiente para se desarmar.
AZNAR: Ajudava-nos esse texto para sermos capazes de o patrocinar e sermos seus co-autores e conseguir que muita gente o apoiasse.
BUSH: Perfeito.
AZNAR: Na próxima quarta-feira [26 de Fevereiro] vejo [Jacques] Chirac. A resolução já terá começado a circular.Cumprimentos a Chirac
BUSH: Parece-me muito bem. Chirac conhece perfeitamente a realidade. Os seus serviços de espionagem já lha explicaram. Os árabes estão a transmitir a Chirac uma mensagem muito clara: Saddam Hussein deve ir embora. O problema é que Chirac acha que é o Senhor Árabe e na realidade está a fazer-lhes a vida impossível. Mas não quero ter nenhuma rivalidade com Chirac. Temos pontos de vista diferentes. Dá-lhe os melhores cumprimentos da minha parte! Quanto menos rivalidade ele sentir que há entre nós, melhor para todos.
AZNAR: Como se combina a resolução e o relatório dos inspectores?
RICE: Na verdade não haverá relatório a 28 de Fevereiro. Os inspectores apresentam um relatório escrito a 1 de Março, e a sua comparência perante o Conselho de Segurança não acontecerá antes de 6 ou 7 de Março de 2003. Não esperamos grande coisa desse relatório. Como nos anteriores, Blix dará uma no cravo e outra na ferradura. Tenho a impressão de que Blix será agora mais negativo do que antes sobre a vontade dos iraquianos. Depois da comparência dos inspectores no Conselho de Segurança devemos prever o voto sobre a resolução uma semana depois. Os iraquianos, entretanto, tentarão explicar que vão cumprindo as suas obrigações. Nem é certo nem será suficiente, ainda que anunciem a destruição de alguns mísseis.
BUSH: Isto é como a tortura chinesa da água. Temos de lhe pôr fim.
AZNAR: Estou de acordo. Mas seria bom contar com o máximo de gente possível. Tem um pouco de paciência.
BUSH: A minha paciência está esgotada. Não penso passar da metade de Março.
AZNAR: Não te peço que tenhas uma paciência infinita. Simplesmente que faças o possível para que tudo se enquadre.
BUSH: Países como o México, Chile, Angola e Camarões devem saber que o que está em jogo é a segurança dos EUA e agir em relação a nós com um sentido de amizade. [O Presidente Ricardo] Lagos deve saber que o Acordo de Comércio Livre com o Chile está pendente de confirmação no Senado e que uma atitude negativa neste tema poderia pôr em perigo essa ratificação. Angola está a receber fundos do Millenium Account [fundo de ajuda da Casa Branca] e também podem ficar comprometidos se não se mostrarem positivos. E [Vladimir] Putin deve saber que com a sua atitude está a pôr em perigo as relações da Rússia com os Estados Unidos.
AZNAR: Tony queria chegar até 14 de Março.
BUSH: Eu prefiro o dia 10. Isto é como o jogo do polícia mau e do polícia bom. Eu não me importo de ser o polícia mau e que Blair seja o bom.Milosevic, Madre Teresa
AZNAR: É verdade que é possível que Saddam se exile?
BUSH: Sim, existe essa possibilidade. E até que seja assassinado.
AZNAR: Exílio com alguma garantia?
BUSH: Nenhuma garantia. É um ladrão, um criminoso de guerra. Comparado com Saddam, [Slobodan] Milosevic seria uma Madre Teresa. Quando entrarmos vamos descobrir muito mais crimes e vamos levá-lo ao Tribunal Internacional de Justiça de Haia. Saddam Hussein acredita que escapou. Crê que a França e a Alemanha conseguiram congelar as suas responsabilidades. E acredita que as manifestações da semana passada [sábado 15 de Fevereiro] o protegem. E que eu estou muito debilitado. Mas as pessoas que o rodeiam sabem que as coisas são diferentes. Sabem que o seu futuro está no exílio ou num caixão. Por isso é tão importante manter esta pressão sobre ele. Kadhafi disse-nos indirectamente que só isso é que pode acabar com ele. A única estratégia de Saddam Hussein é atrasar, atrasar, atrasar.
AZNAR: Na realidade, o maior sucesso era ganhar o jogo sem disparar um só tiro e entrando em Bagdad.
BUSH: Para mim seria a solução perfeita. Eu não quero a guerra. Sei o que são as guerras. Sei a destruição e a morte que trazem. Eu sou o que tem de consolar as mães e as viúvas dos mortos. Claro, para nós essa seria a melhor solução. Para além de tudo, poupávamos 50 mil milhões de dólares.
AZNAR: Precisamos que nos ajudes com a nossa opinião pública.
BUSH: Faremos tudo o que pudermos. Quarta-feira vou falar sobre a situação no Médio Oriente, propondo um novo esquema de paz que conheces, e sobre as armas de destruição maciça, os benefícios de uma sociedade livre, e situarei a história do Iraque num contexto mais amplo. Talvez vos sirva.
AZNAR: O que estamos a fazer é uma mudança muito profunda para Espanha e para os espanhóis. Estamos a mudar as políticas que o país tem seguido nos últimos 200 anos.
BUSH: Eu sou guiado por um sentido histórico da responsabilidade, como tu. Quando daqui a alguns anos a História nos julgar não quero que as pessoas se perguntem por que é que Bush, ou Aznar ou Blair não enfrentaram as suas responsabilidades. No final, o que as pessoas querem é gozar de liberdade. Há pouco tempo, na Roménia, recordaram-me o exemplo de [Nicolae] Ceausescu: bastou que uma mulher lhe chamasse mentiroso para que todo o edifício repressivo viesse a baixo. É o poder imparável da liberdade, Estou convencido de que conseguirei a resolução.
AZNAR: Óptimo. Moreno e muçulmano
BUSH: Eu tomei a decisão de ir ao Conselho de Segurança. Apesar das divergências na minha Administração, disse à minha gente que tínhamos de trabalhar com os nossos amigos. Será estupendo contar com uma segunda resolução.
AZNAR: A única coisa que me preocupa é o teu optimismo.
BUSH: Estou optimista porque acredito que estou certo. Coube-nos fazer frente a uma séria ameaça contra a paz. Irrita-me muitíssimo ver a insensibilidade dos europeus face ao sofrimento que Saddam Hussein inflige aos iraquianos. Talvez porque é moreno, longínquo e muçulmano, muitos europeus pensam que está tudo bem com ele. Não esquecerei o que me disse uma vez [Javier] Solana: é porque os americanos pensam que os europeus são antisemitas e incapazes de enfrentar as suas responsabilidades. Essa atitude defensiva é terrível. Tenho de reconhecer que com Kofi Annan tenho relações magníficas.
AZNAR: Partilha as tuas preocupações éticas.
BUSH: Quanto mais os europeus me atacam mais forte sou nos EUA.
AZNAR:Teremos de tornar a tua força compatível com o apreço dos europeus.
Exclusivo PÚBLICO/ El País, 28-09-2007-- OAM 253, 01-10-2007, 15:34

CURIOSIDADES DO MUNDO

A Jordânia é um país do Oriente Médio em que o planalto desértico ocupa 75% do território. Qual é uma das atrações turísticas desse país?
R> Banhos nas águas salgadas, que não deixam o corpo afundar, no mar Morto

A Karakoram Highway é uma estrada de 1.300 km que liga a China ao Paquistão. Uma curiosidade leva muitos turistas a percorrerem esse caminho. Porquê?
R> Ela cruza grandes cadeias montanhosas e é a estrada mais alta do planeta

Apesar de ser considerado o Saara brasileiro, os Lençóis Maranhenses possuem uma atração para os turistas se refrescarem, o que é?
R> Lagoas de água doce por toda a região

A Arábia Saudita está começando a abrir suas portas para o turismo, mas existem suas restrições. Entre outras coisas, o que eles exigem?
R> Que as mulheres se vistam com as abayas, aquelas tradicionais túnicas pretas até o pé, que eles mesmos distribuem para as turistas

A bandeira libanesa tem duas listras vermelhas, uma em cima e outra em baixo, com uma área branca no meio. O que existe nessa parte branca?
R> Um cedro do Líbano

A caverna das Areias, no Vale do Ribeira, em São Paulo, é uma das únicas no mundo que abrigam o bagre cego. O que este animal raro tem de especial?
R> É um peixe albino, sem olhos, que usa os bigodes como radares

A Chapada Diamantina deixou de ser somente uma atração turística para quem gosta de uma boa paisagem, para se tornar também uma atração para aqueles que curtem uma aventura radical. Quais são as principais atrações para os que gostam de um desafio mais ousado?
R> Rapel na cachoeira e escalada

A cidade de Cremona, na Itália, é pequena, mas muito interessante. O que tem lá que atrai nobres admiradores da arte?
R> O Museu Stradivariano, com ferramentas usadas pelo mestre da confecção de violinos

A cidade de Gramado, no Rio Grande do Sul, possui uma área florestal com espaço para passeios a pé ou de barco chamada Lago Negro. Por que a reserva tem esse nome?
R> As mudas de árvores vieram da Floresta Negra da Alemanha

A cidade de Grasse, no interior da França, carrega um título que atrai muito visitantes para suas lojas. Qual?
R> Capital mundial dos perfumes

A cidade de Heidelberg, na Alemanha, é tão animada que até criaram o Stundentenkneipen, que são tabernas dedicadas aos estudantes. Qual a particularidade desses lugares?
R> Não tem hora para fechar

A cidade de Olinda, declarada Patrimônio Natural e Cultural da Humanidade, além de ser uma importante atração turística brasileira, conta com o Mosteiro de São Bento, construído em 1582. Que outra função ele já teve, além de abrigar os monges beneditinos?
R> Foi a primeira escola de Direito do Brasil

A cidade de Potsdam, na Alemanha, foi escolhida pelo imperador Frederico II para viver. Ele era conhecido como um homem de rara sensibilidade para questões artísticas e militares. Onde ele pediu para ser enterrado?
R> Ao lado de seus 11 cães

A cidade de Veneza não é muito iluminada durante a noite, pois a meia-luz é um dos itens que os visitantes mais românticos adoram. Mas isso transforma a cidade em quê?
R> Na única cidade com mais de 250 mil habitantes em que se pode ver a Via Láctea

A Cidade do México impressiona logo na chegada. E além de ser a mais populosa do mundo, carrega uma outra peculiaridade. Qual?
R> É a cidade mais antiga ininterruptamente habitada da América do Norte

A cidade norte-americana de Salem sofreu, há mais de 300 anos, um grande problema social. Ali, pessoas foram perseguidas e mortas. Mas a cidade assumiu seu deslize e hoje atrai muitos visitantes justamente com esse slogan. Como Salem é conhecida?
R> Cidade das bruxas

A Costa Rica cabe quase cinco vezes dentro do Estado de São Paulo, mas lá existe um monte de uma coisa que não se vê no Brasil. O quê, por exemplo?
R> Vulcões, são 112 no total

A culinária da China é um tanto quanto exótica. O que se come naquele país que pode ser considerado um verdadeiro prato bizarro?
R> Escorpiões vivos, ovos podres e carne de cachorro

A Escócia lembra uísque, saia kilt e castelos mal-assombrados. Uma das atrações de Edimburgo, a capital do país, é exatamente percorrer a Mary King’s Close, uma rua fantasmagórica do bairro de City Chambers. O que aconteceu ali há alguns séculos?
R> Foram queimadas mais de 3000 bruxas

A Escócia não é um país medieval e ponto. Para provar, a cidade de Glasgow ganhou, em janeiro de 2001, um ponto turístico bem futurista. O que foi?
R> Uma torre de 100 metros de altura capaz de girar 360 graus

A estátua da liberdade é um dos símbolos da cidade de Nova York, nos Estados Unidos. O que é verdade sobre ela?
R> Ela usa sandálias de oito metros de comprimento

continua em:http://p214.ezboard.com/ffulanoamigo2268frm6.showMessageRange?topicID=380.topic&start=1&stop=20

DENÚNCIA SOBRE O BLOQUEIO ISRAELENSE À FAIXA DE GAZA

Médicos Sem Fronteiras denunciam

Assista AQUI a denúncia da ONG Médicos Sem Fronteiras sobre o bloqueio israelense a Faixa de Gaza.
O vídeo tem um pouco mais de quatro minutos.
É narrado em inglês com legendas em espanhol, e foi realizado em janeiro deste ano.
Desde então, a situação se agravou.

http://blogdobourdoukan.blogspot.com/


sexta-feira, 23 de maio de 2008

SOMENTE ESCRAVOS DE ALLAH

"A america é uma potência antiislâmica e está patrocinando forças antiislâmicas.Os estados Unidos estão determinados a permanecer como a única superpotência do mundo,e para tanto, sufocam outros estados e povos.Os Estados Unidos não têm amigos,nem querem ter,pois o pre-requisito para a amizade é estar no mesmo nível que o amigo ou considerá-lo um igual.A america não quer ver ninguém igual a ela.Dos outros espera a escravidão.Portanto,os demais países ou são escravos ou subordinados".Os Estados Islâmitas,são um caso singular e diferente."Comprometemo-nos a ser escravos de ALLAH-Todo poderoso e depois desse compromisso não há como nos tornar escravos de mais ninguém". جابر جابر

As Raízes Islâmicas Esquecidas dos Escravos
Os muçulmanos representam um quinto da humanidade.
Muitos americanos ignoram este fato simples.
Mas há outra estatística sobre a qual a maioria dos americanos são também ignorantes: mais de um quinto de todos os escravos trazidos a estas margens durante o período do horrível tráfico transatlântico de escravos eram também de pessoas da fé Islâmica.
Embora isto seja do conhecimento de alguns na comunidade afro-americana por muitas décadas, pouca pesquisa acadêmica séria foi feita sobre o assunto até recentemente.
Alan Austin, um professor de história aposentado, fez muito da pesquisa original que culminou no seu livro "African Muslims in Antebellum America: Transatlantic Stories and Spiritual Struggles'' (Muçulmanos Africanos na América Antes da Guerra: Estórias Transatlânticas e Lutas Espirituais).
Desde então, muitos outros pesquisadores tem expandido sua pesquisa.
Apesar da base forte de seu trabalho, a pesquisa de Austin em grande parte foi ignorada na comunidade acadêmica.
O livro de Sylviane Diouf -- "Servants of Allah: African Muslims Enslaved in the Americas" (Servos de Allah: Muçulmanos Africanos Escravizados nas Américas) -- é outro bem-escrito trabalho acadêmico agora em sua segunda edição, mas que não recebeu a atenção que merece.
Quem busca mais dados sobre o assunto achará a informação fascinante.
Muitos destes muçulmanos eram altamente educados em sua pátria africana, e eles consideravam a América bárbara, comparada com suas próprias comunidades civilizadas na África.
Os relatos destas pessoas é comovente, para dizer o mínimo.
Alguns, aliás, soam como roteiros prontos para uma película de Hollywood.
Um é o do Príncipe Abdar Rahman, que nasceu príncipe na sua pátria de Mali e, por causa de sua educação aristocrática, intimidou muitos dos brancos que cruzaram seu caminho.
Alguns destes homens tornaram-se conferencistas e viajaram pelo país dando palestras sobre suas vidas e experiências, e alguns até retornaram às suas pátrias através de laços diplomáticos e de negócio.
Estes relatos devem ser escritos em cada texto da história americana. Os americanos devem saber que o Islã não é uma fé alheia e nova a esta terra, mas esteve aqui desde as primeiras chegadas dos Europeus a estas margens, e talvez antes disso.
Esta informação é uma ferramenta poderosa que pode ser usada para dissipar crenças falsas sobre a ignorância dos africanos e sua falta de cultura e civilização.
Pode capacitar os jovens assim como os mais velhos a ver a tapeçaria rica que compõe o continente da África e quanto daquela riqueza veio a embelezar estas margens.
Seguramente, devemos aos homens e mulheres que sofreram grandemente, pelo menos saber quem eles eram e ler e ouvir sobre as respostas poderosas que eles deram às adversidades e tribulações terríveis que encararam.

A preocupação com a verdade, combinada com uma lealdade pessoal à fé, tende a manter os crentes de uma religião distantes dos aderentes de outra.
Se esta distância for mantida rígida por muito tempo, a comunicação geralmente se rompe, as atitudes tornam-se frias, e algum grau de intolerância tende a emergir.
O Islã é único entre as maiores religiões do mundo, uma vez que o Qur'an fornece explicitamente cinco orientações para os muçulmanos em como ver outras crenças.
Durante toda a história, quando os muçulmanos seguiram estes preceitos corânicos -- se estavam em posição de autoridade, ou numericamente mais fracos -- eles, assim como os membros de outras religiões que viveram em torno deles, beneficiaram-se extremamente.
A história mostra também que as atitudes muçulmanas em relação aos aderentes de outras religiões foram muito melhores do que aquelas exibidas por autoridades de outras religiões em relação aos muçulmanos.
Considere estes exemplos históricos:
Os muçulmanos preservaram as igrejas antigas de Jerusalém e da Síria, assim como os túmulos dos profetas na Palestina e no Egito.
Os muçulmanos ajudaram a proteger as tradições da igreja copta cristã no Egito, das práticas opressivas da igreja dominante de Roma.
Similarmente, é creditado aos turcos muçulmanos a proteção dos Protestantes europeus orientais e cristãos ortodoxos orientais da pressão e perseguição exercida pela igreja de Roma.
A “Idade Dourada " do estudo religioso judaico na Espanha pré-medieval foi conseguida em um ambiente de liberdade religiosa suportado pela sociedade muçulmana dominante.
Nos muitos países árabes, asiáticos e do Oriente Médio, minorias religiosas -- especialmente os judeus, os cristãos e os Hindus -- floresceram sob o governo muçulmano e, assim protegidos, seus lugares antigos de adoração sobreviveram até esta data.
O Qur'an apresenta claramente cinco orientações aos muçulmanos para a tolerância e a compreensão entre as diferentes religiões.
São as seguintes:
1 -
A dignidade humana é dada por Deus e deve ser respeitada, não obstante sua religião, raça, origem étnica, gênero, ou condição social (17: 70).
Porque todos são criados por Deus, o Criador de Tudo, seres humanos devem tratar uns aos outros com toda a honra, respeito, carinho e bondade.
2 - O Islã ensina que é por Vontade Divina que a criação humana de Deus segue religiões diferentes, ou nenhuma religião (nenhuma religião é, de fato, uma religião) (11: 118), (10: 99), (18: 29). Mas Deus não Se agrada quando alguns de Seus servos (todos os seres humanos são servos do Criador de um jeito ou de outro) escolhem não acreditar (39: 7).
3 - O Qur'an indica claramente que a liberdade de religião é um direito dado por Deus. (18: 29), (10: 99).
4 - O julgamento final de toda a humanidade encontra-se nas mãos do Todo-Poderoso, seu Criador, a quem todos retornaremos (22: 68-69), (42: 15).
5 - Deus ama a justiça e aqueles que se esforçam em praticá-la, especialmente em relação aos povos que são diferentes em todas as formas, particularmente na crença religiosa (5: 8), (60: 8).
Recebido pela mala direta do Canadian Islamic Congress e traduzido para o português.
Sem informação de autoria.
O Canadian Islamic Congress autoriza a cópia e distribuição de seus artigos.

terça-feira, 20 de maio de 2008

REFLETINDO SOBRE A HISTÓRIA

Refletindo sobre a História, muitos continuam a defender os EUA porque ainda crêem que aquele país é rico.
Eles não acompanham as notícias de hoje: ainda vivem nas décadas de 50, 60, 70, quando as indústrias norte-americanas eram fortes, competitivas...
Outros defendem os EUA porque são do mesmo naipe daqueles que pediram a libertação de Barrabás e a crucificação de Jesus; da mesma igualha daqueles que apoiaram o Império Romano quando este perseguiu, torturou e matou os cristãos - acusados de traírem Roma e de serem “inimigos do gênero humano”...
Sim, durante o Império Romano, os cristãos primitivos também foram alvo de terríveis mentiras - como a de que matavam crianças durante o culto e depois bebiam seu sangue...
Esses são da mesma espécie daqueles que, depois que toda aquela engrenagem sob a forma de Império ruiu e se travestiu de religião - a Igreja Católica Apostólica ROMANA - ou seja, da mesma forma que, sob a forma de Império, pretendia que sua dominação abrangesse todo o planeta, se intitula “católica”, ou seja, universal (e alguns de seus “braços” também assim se intitulam)...
A ICAR já conduziu perseguições, já praticou torturas, já perpetrou assassinatos que infligiram às vítimas dolorosíssimo sofrimento (ou será que queimar um ser vivo na fogueira é um ato piedoso?).
Mesmo ostentando grande luxo e riqueza, quantos miseráveis se recusam a lhes dar o último centavo?
Hoje, muitos seus representantes são pedófilos, raríssimos são os realmente respeitam o celibato: mas ninguém seriamente se escandaliza com isso e muitos não deixam de se referir a eles como santos...
Voltando aos EUA, quem ignora que esta foi a única nação a fazer uso - covarde - da bomba atômica - uma arma de destruição em massa - contra populações civis?
As seqüelas daquelas duas bombas - a de Hiroshima e a de Nagasaki - persistiram e persistem...
Mas perceba que poucos a eles se referem com indignação: para a maioria aquelas duas bombas e um tiro de fuzil são a mesmíssima coisa, têm os mesmos efeitos...
No entanto, quando se refere a Saddam Hussein, quantos não se levantam para demonstrar que o detestam, para demonizá-lo, para execrá-lo, abominá-lo, amaldiçoá-lo etc.?
Lembra-se como foi difícil para a maioria aceitar que não haviam as armas de destruição em massa?
Percebe que ainda há quem esteja pronto para acreditar que elas existam?
Por que - até hoje - tantos recriminam o uso de armas químicas contra os curdos, quando a autoria é atribuída à Saddam Hussein, mas se mostram totalmente indiferentes e ignorantes quando os autores são os turcos, por exemplo?
“Desde 1989 a Turquia utilizou, pelo menos em 29 ocasiões, armas químicas contra os redutos curdos nas montanhas, na tentativa de exterminar a guerrilha do PKK. Nos últimos 4 anos, esta guerra produziu uma média de 2.500 vítimas anuais, entre soldados, guerrilheiros e civis, estes últimos os mais afetados. Em 1995, 35 mil soldados turcos voltaram a fustigar as áreas controladas pelo PKK no Iraque. Por ser país membro da OTAN e aliado dos EUA, a Turquia nunca sofreu qualquer tipo de sanção internacional.”
Muitos torcem ainda para que Bush ganhe, enfim, sua guerra, pois seria a vitória da mentira, da intriga, da usurpação, da violência, da ignorância...
As administrações dos EUA já se mostraram injustas, já mentiram diversas vezes - mas por que tantos continuam a lhe dar crédito?
Por que, com tantas provas de que os sucessivos governos americanos sempre fizeram uso da intriga e de seu enorme poderio bélico para derrubar presidentes e impor fantoches, para perpetrar genocídios, para usurpar as riquezas de países alheios, tantos ainda lhe dão total crédito moral?
Observe que falar o que realmente os governos norte-americanos vêm fazendo é classificado como antiamericanismo; mas e quando os governos daquele país põem toda a mídia ocidentalizada para formar a opinião dos povos contra os Islamismo?
E quando os governos das grandes potências, seguindo os governos estadunidenses, reproduzem matérias contra os árabes?
Assassinaram Saddam Hussein e 2/3 de toda sua família, mas a campanha contra os árabes e os muçulmanos continua na grande mídia: isso não é crime?
Por que?
E o povo estadunidense tem sua grande parcela de culpa - sim! - pois reelegeram um fascínora, que com gastos extraordinários, estratosféricos terminou por destituir os EUA de sua posição de hiperpotência.
Gastos que se aproximam a U$ 1 trilhão, para promover genocídios (genocídios: emprego deliberado da força, visando ao extermínio ou à desintegração de grupos humanos, por motivos raciais, religiosos, políticos etc.).
Tanto dinheiro para patrocinar a destruição de uma etnia, de uma nação, antes soberana... Tantos esforços - militares, econômico-financeiros, da mídia global etc. - tudo em nome de uma implacável vingança.

VITÓRIAS E DERROTAS

Enfrentar uma derrota, principalmente com dignidade, só para os fortes.
Que, não raro, se tornaram tão fortes precisamente por não temerem a possibilidade de derrota.
Quantos fracassos não antecederam as grandes invenções?
Mas foi através dos fracassos que as grandes descobertas foram se construindo: cada fracasso abriu janelas para novas reflexões, desdobrou conhecimentos que possibilitaram, enfim, obter uma grande conquista científica.
Quantas derrotas Abraham Lincoln não enfrentou antes de conseguir se eleger presidente? Conta-se que ele tentou ser lojista, mas a loja faliu... Tentou engenharia, mas fracassou... Tentou agricultura, porém acabou tendo de vender os equipamentos para pagar as dívidas... Entrou na política, concorreu a cargo eletivo mas foi derrotado...
Muitos poderiam perguntar: mas por que ele não desiste?
Por que não se dá por vencido?
Por que não admite a si mesmo ser um inepto, um fracassado?
Se assim viesse a se considerar, não houvesse aprendido com as derrotas não teria sabido conduzir o seu país durante a guerra civil e, muito provavelmente os EUA teriam se dividido.
A verdade é que as “derrotas” nos fortalecem e ensinam muito mais do que as vitórias.
Grandes “derrotados” são lembrados por gerações como exemplos de seres humanos. Sócrates, Jesus não foram considerados vitoriosos por seus contemporâneos, mas venceram não só porque tentaram, não só porque se arriscaram - mas porque não temeram ser submetidos à máxima “derrota”: a morte...
Claro que não se está aqui a defender que todos morram por suas idéias, mas esses são exemplos que nos devem fazer refletir: ninguém merecerá vitórias se não tiver humildade de se submeter a reveses.
Grandes sábios, grandes artistas só desenvolveram seu conhecimento, suas habilidades devido à extrema persistência: houvessem desistido diante do(s) primeiro(s) fracasso(s), não teriam assimilado o conhecimento, não teriam desenvolvido técnicas primorosas que encantam gerações.
Mas, é claro, ao adquirir um grande conhecimento, desenvolver técnicas artísticas geniais, trazer à luz um grande invento etc., o homem vai ser alvo das intrigas, das perseguições de todos aqueles que desfrutavam de um eterno “dolce far niente”, ou da constante vileza - enquanto ele estudava e/ou trabalhava incansavelmente.
Um bom exemplo: Leonardo da Vinci.
Como os seus contemporâneos o poderiam perdoar por sua genialidade?
O problema é que quem se expõe à(s) derrota(s), termina por conquistar vitórias; e, alcançá-las, deixa manifesto que era possível aprender, que era possível fazer...
O mais incompreensível é que os grandes gênios não são perseguidos só por seus contemporâneos: até em gerações futuras intrigantes os tentarão denegrir...