Homenaje a los valientes combatientes de la recistencia iraki
Irak a la victoria
Sem autorização da ONU, os EUA invadiram o Iraque à frente de uma coalizão em 2003 sob a alegação de que Saddam Hussein (1979-2003) fabricava armas de destruição em massa --que não foram encontradas.
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terça-feira, 23 de junho de 2009
domingo, 26 de abril de 2009
RESISTÊNCIA NACIONAL IRAQUIANA LEGÍTIMA REPRESENTANTE DO POVO IRAQUIANO
É motivo de júbilo para todos os povos, a valentia e a coragem do Povo IraquianoFaz-se mister reforçar a saudação à Heróica Resistência do Povo Iraquiano, Palestino e todos os Povos que combatem por sua Liberdade em todo o Mundo.
Viva a Heróica Resistência do Povo Iraquiano
Porta-voz da Resistência Iraquiana esteve em Lisboa
A Resistência Iraquiana não se deixa iludir pelas promessas de Obama. E continuará a lutar até à saída do último soldado estadunidense e à justa indenização do Povo Iraquiano pelos danos e os crimes dos EUA.
A convite do Tribunal-Iraque, esteve em Lisboa, o Dr. Abu Mohamad, médico iraquiano exilado na Síria, porta-voz oficial da Frente Nacional da Resistência Iraquiana (FNRI).
A convite do Tribunal-Iraque, esteve em Lisboa, o Dr. Abu Mohamad, médico iraquiano exilado na Síria, porta-voz oficial da Frente Nacional da Resistência Iraquiana (FNRI).
Num encontro informal com activistas da solidariedade com o Iraque, explicou a evolução da situação politica e militar no terreno e o programa político da Resistência.
O Dr. Abu Mohamad usou de forma sistemática a palavra colonização para se referir à ocupação do seu país pela coligação dos EUA.
O Passa Palavra, dada a importância da situação no Iraque e da Resistência Popular daquele país ao invasor-ocupante, limita-se aqui a transcrever os principais aspectos da intervenção e das respostas de Abu Mohamad às questões que lhe foram colocadas, em que sublinhou que a ocupação não é apenas militar.
O Passa Palavra, dada a importância da situação no Iraque e da Resistência Popular daquele país ao invasor-ocupante, limita-se aqui a transcrever os principais aspectos da intervenção e das respostas de Abu Mohamad às questões que lhe foram colocadas, em que sublinhou que a ocupação não é apenas militar.
“A ocupação é uma colonização”
“Não se tratou apenas de uma colonização militar. Se fosse assim, derrubava Saddam Hussein e saía do Iraque.
Sabemos que a presença americana era para um projecto mais alargado, no Iraque, na zona e, se calhar, no mundo inteiro. Por isso destruiu o Estado Iraquiano e as cidades iraquianas. Destruiu todas as instituições nacionais, para pôr no [seu] lugar instituições americanas.
“Essas instituições, as políticas sociais, os valores sociais fundamentais que os iraquianos sempre aprenderam – foi tudo mudado. Há uma estratégia para colocar novos valores e éticas na sociedade iraquiana. Foi instalado um governo, um parlamento, para realizarem este projecto. Acordos políticos, leis novas, para garantir os interesses americanos no Iraque.
“Uma das primeiras causas para eles estarem lá é controlarem o petróleo.
“Essas instituições, as políticas sociais, os valores sociais fundamentais que os iraquianos sempre aprenderam – foi tudo mudado. Há uma estratégia para colocar novos valores e éticas na sociedade iraquiana. Foi instalado um governo, um parlamento, para realizarem este projecto. Acordos políticos, leis novas, para garantir os interesses americanos no Iraque.
“Uma das primeiras causas para eles estarem lá é controlarem o petróleo.
O Iraque está em cima de um lago de petróleo e tem as maiores reservas mundiais, em primeiro lugar antes da Arábia Saudita.
“Mas não tem só riqueza em petróleo. Tem uma grande riqueza histórica, um valor enorme na história e na origem da civilização humana.
“Mas não tem só riqueza em petróleo. Tem uma grande riqueza histórica, um valor enorme na história e na origem da civilização humana.
Com mais de 7 mil anos de história, foi durante muitos séculos a capital do mundo e as primeiras civilizações nasceram lá.
“Hoje, quem tem o controle do petróleo tem o controle da energia básica do mundo que é o pilar da economia. Controlar a economia internacional é controlar o bocadinho de pão que vai haver para toda a gente neste momento.
“É este o primeiro objectivo da América com a colonização do Iraque.”
“Hoje, quem tem o controle do petróleo tem o controle da energia básica do mundo que é o pilar da economia. Controlar a economia internacional é controlar o bocadinho de pão que vai haver para toda a gente neste momento.
“É este o primeiro objectivo da América com a colonização do Iraque.”
Resistência desde a primeira hora
A resposta do Povo Iraquiano a esta ocupação-colonização foi desencadeada desde a primeira hora, sem hesitações. Primeiro consistiu em atrasar o processo de colonização, com a resistência ainda organizada numa multitude de pequenos grupos dispersos.
Numa segunda fase, com o esforço de unificação politico-militar desses grupos, foi-se definindo um projecto político próprio da Resistência, com as condições para a retirada dos ocupantes e para o período de transição pós-retirada, assim como o tipo de regime (democrático e laico) a vigorar em seguida.
“Os EUA ficaram paralisados, sem solução, graças à Resistência e às baixas que causou.
Os números que vou referir são do Pentágono: há mais de 4.500 soldados mortos e 40.800 feridos. Destes, 3.000 morreram depois e 2.000 ficaram com problemas mentais. Mas os números da Resistência ultrapassam estes, porque o Pentágono não conta com os seguranças privados.
“A Resistência já neutralizou mais de um terço das forças armadas americanas, e causou muitos danos na economia americana, que foram uma das razões que levaram à crise económica mundial que está a causar o desemprego em todo o lado.
Os relatórios da administração americana dão conta de que os custos desta guerra chegam a 2 triliões de dólares. Cada hora que passa custa 10 milhões de dólares.”
O que é a Resistência Iraquiana?
“A Resistência Nacional Iraquiana tem um papel enorme nisto tudo, porque conseguiu pôr um travão no projecto de colonização global americano.
“A Resistência representa todo o Povo Iraquiano. Não está a lutar contra os americanos por serem americanos. Está a lutar contra os americanos por estarem a colonizar o nosso país.
Abrange todas as classes e todas as componentes da sociedade.
Há árabes, há curdos, há turcomanos; há muçulmanos, há cristãos.
Tem o apoio de 90% do Povo Iraquiano.
Estes dados foram anunciados pela CNN e pela USA Today.
Perguntaram aos iraquianos – muçulmanos, xiitas, sunitas, curdos, árabes – e chegaram à conclusão de que os que recusam a colonização americana representam 89% do Povo Iraquiano.
“A Resistência começou com facções divididas - como primeira reacção à colonização do exército americano – que já se começaram a unir para formarem duas frentes de luta.
“A Frente Nacional Islâmica do Iraque, com 36 secções militares e representação dos partidos que estão contra a presença americana, representa a maioria da resistência. Fazem parte dela a maioria dos moderados iraquianos, mesmo os sunitas cristãos.
A segunda frente, menos de 10% da Resistência, é composta por facções islamistas, com tendência para serem fundamentalistas.
O que une a Frente Nacional (que represento) e a Frente Islamista é o objectivo comum: libertar o nosso país.”
Um programa político para um Iraque livre
“A Frente Nacional Iraquiana tem um programa político muito claro. Tanto para a luta pela libertação, como para depois da colonização.
A cultura geral dos iraquianos é uma cultura humanista moderada.
Suponho que, quando houver eleições depois da partida das tropas, quem vai ganhar vai ser a Frente Nacional porque representa melhor a maneira de ver e de pensar dos Iraquianos.
“É por isso que o Programa da Frente Nacional Islâmica do Iraque, em que a maior força é o Partido Baas Nacional Iraquiano, tem como base:
libertar o Iraque, uma libertação total e completa. Organização do Iraque, o Estado e o povo. Libertação dos reféns e dos prisioneiros das prisões do governo iraquiano e das dos americanos. Anulação de todas as leis e decisões tomadas durante a colonização. Depois, a instalação de um regime iraquiano democrático, com participação dos partidos não comprometidos com a colonização. Terá de haver um período transitório de dois anos, com num governo provisório, para anular as consequências da colonização, instalar os serviços para os cidadãos iraquianos e preparar uma Constituição iraquiana independente da presença americana; bem como estabelecer uma lei que organize a vida dos partidos e as eleições. E, depois, realizar eleições.
“A FNI manterá as melhores relações com os países da zona e garante os interesses internacionais e a amizade com todos os povos da região e do mundo. E mesmo os interesses dos EUA, se aceitarem indenizar o Povo Iraquiano e pedir-lhe desculpas por todos os crimes cometidos contra ele.”
“A FNI manterá as melhores relações com os países da zona e garante os interesses internacionais e a amizade com todos os povos da região e do mundo. E mesmo os interesses dos EUA, se aceitarem indenizar o Povo Iraquiano e pedir-lhe desculpas por todos os crimes cometidos contra ele.”
Obama pode estar muito enganado
“O novo presidente dos EUA tinha prometido na campanha eleitoral retirar as tropas e acabar com a colonização do Iraque.
O texto de Obama diz: “Vou entregar o Iraque ao seu povo”.
Se o senhor Obama considerar que o povo do Iraque são o presidente do actual governo e as pessoas que o rodeiam – todos sabem que essas pessoas estão ao serviço da colonização –, então deve estar completamente enganado relativamente à realidade.
O Povo Iraquiano é representado pela Resistência Iraquiana e por aqueles que a apoiam que, como já disse, são 90% da população.
“Segundo as leis internacionais, neste momento não há nada legítimo no Iraque a não ser a Resistência.
O artigo 51º da Carta das Nações Unidas diz que, quando um país está colonizado por parte de outro Estado, a resistência é completamente legal e legítima. E tudo o que for feito pela colonização é ilícito.”
Uma invasão baseada em mentiras, uma ocupação ilegal e desumana
“A colonização americana foi um acto ilegal, baseado em razões que já se provou que eram erradas. Falou-se de armas de destruição massiva e já se provou que não havia essas armas. Quanto à relação entre o regime iraquiano e a Al-Qaida, já está provado que não havia nenhuma. Disse-se que eles foram lá para estabelecer a democracia porque tínhamos um regime ditatorial.
Essa democracia transformou-se em crimes e em roubo de receitas públicas, em violações das mulheres e falta de respeito pelos direitos humanos; deslocação de mais de 5.000 iraquianos, a maioria estudiosos, cientistas, levados a sair do país. Mais de 5.000 médicos, engenheiros, professores, assassinados. Mais de um milhão e meio de iraquianos mortos. Mais de três milhões de pessoas perseguidas, com a acusação de pertencerem ao Partido Baas – a maioria delas com nível universitário. Um milhão de viúvas e de órfãos.”
Destruição da economia, dos serviços e do ambiente
“As fábricas foram fechadas, foi desinstalada a maioria das máquinas e ninguém sabe onde estão. A maioria dos médicos e dos engenheiros, pessoas com possibilidade de produzir, estão no desemprego. A percentagem do desemprego é de 62%.
“Não há agricultura. Tudo é importado do Irão, da Síria, da Jordânia – mesmo bens de base como tomates, cebolas. Não há serviços. Não há electricidade há seis anos. Os geradores, básicos para ter electricidade, não podem funcionar porque não há energia. É irónico dizer-se que o Iraque está em cima de um lago de petróleo e nem sequer termos uma gotinha de combustível em casa para termos energia. Todas as fábricas de acessórios foram destruídas.
“Estão a roubar o petróleo bruto sem darem conta a ninguém; não há registo das quantidades de petróleo que estão a sair do Iraque.
“Em 1989, o Iraque recebeu o prémio para o melhor sistema de saúde no Médio Oriente, dado pela Organização Mundial de Saúde, em função do número de médicos, do rendimento, dos diplomas, tendo em conta o número de hospitais existentes e os serviços oferecidos aos cidadãos. Já não havia doenças contagiosas no Iraque há muito tempo. Hoje, por causa das águas mal tratadas, começamos a ter epidemias, problemas do fígado, e outras doenças que já não tínhamos há muito tempo. O nível dos serviços médicos no Iraque está numa decadência total, e continua porque já não temos médicos, já foram mortos ou perseguidos mais de 7.000 médicos, a maioria deles estão fora do Iraque, nem temos meios básicos para prestar serviços médicos adequados às pessoas.
“O ambiente está completamente poluído por causa do urânio e do fósforo branco usado pelos americanos na invasão. Há muitos casos de pessoas com cancro ou com problemas genéticos.
“Como é que é possível, depois disto tudo, continuarem a dizer que estão lá para instalar a democracia?
O próprio George Bush admitiu que as informações que tinha para desencadear esta guerra eram informações erradas.”
O governo de Obama não está interessado em acabar com a colonização do Iraque
“Então, não seria justo, não seria o mínimo, o actual presidente admitir que esta guerra foi errada e pedir desculpa ao Povo Iraquiano?
A um país que foi completamente destruído?
Não é um direito do Iraque e dos iraquianos, segundo as leis internacionais, não é um direito da humanidade ver os responsáveis por estes crimes serem julgados?
E que o povo seja indenizado por tudo o que sofreu?
“O senhor Obama não admitiu o erro cometido com esta guerra no seu discurso, quando falou da situação no Iraque. Mas disse que vai deixar 50.000 soldados até ao fim de 2011.
O ministro da Defesa americano disse que é possível ficarem para além de 2011.
“O senhor Obama não falou dos mais de 200.000 soldados que não pertencem às forças armadas e que estão a actuar no Iraque.
Vão também sair até 2011?
Participam em todos os combates ao lado das forças armadas. Têm armas, tanques, aviões, capacidade para ferir as pessoas e garantir a segurança das cidades onde estão. Qual é o interesse de retirar 100.000 soldados e deixar mais de 200.000 – cuja morte não é anunciada nas fontes oficiais, porque não têm nacionalidade americana, mas são pagos pelas forças americanas para garantir a sua presença lá?
“Esta é a posição da Resistência perante o último discurso do senhor Obama.
Não falou do destino de 50 bases aéreas que estão no Iraque – três delas consideradas das maiores no mundo. Helicópteros e aviões militares. Milhares de soldados, conselheiros, responsáveis americanos colocados nos ministérios e nas instituições políticas do actual governo iraquiano. Que será feito desses? Vão continuar no Iraque?
“Não é isto suficiente para concluir que a administração Obama não está interessada em acabar com a colonização do Iraque?
E que vão continuar esta colonização sangrenta?
Então?
Acham que nós já não temos razão para continuar a nossa luta, a nossa Resistência?”
A Resistência continua
“O Povo Iraquiano vai continuar a luta, sejam quais forem os sacrifícios e as perdas.Até à saída do último soldado americano. Este é o único caminho para nos salvarmos.
“Os americanos estão a retirar os soldados das ruas, porque têm medo da Resistência, mas passaram a utilizar aviões para se deslocarem dentro do território iraquiano. Ainda ontem houve um ataque a uma cidade e foram presos muitos cidadãos, com a explicação de que estavam ali responsáveis da Resistência, informações que têm através de pessoas que trabalham para as forças armadas americanas.
“Se a nova administração americana respeita a legislação internacional, se está mesmo interessada em respeitar os valores humanos e as exigências dos conflitos internacionais – tal como o senhor Obama disse na rádio, que ‘vai difundir os verdadeiros valores americanos’ –, então será uma prova de coragem assumir a responsabilidade desta guerra que o senhor Bush iniciou. E que respeite realmente os direitos do Povo Iraquiano. E que o Iraque e o seu povo sejam indenizados pelos danos que sofreram. E que se afastem completamente do Povo Iraquiano. E que tenham negociações com a Resistência Nacional Iraquiana. Para que possamos instalar um novo regime iraquiano democrático. Para que possamos evitar a presença iraniana e o terrorismo no nosso território.
“A Resistência Nacional, quando estiver no poder, vai lutar contra o extremismo iraniano e o terrorismo, para que o Iraque possa ter a sua serenidade. E toda a zona também. Para que possamos garantir todos os interesses dos países nesta região com um valor enorme para todos. Se acontecer o contrário, os conflitos vão continuar nesta zona. E toda a gente vai perder os interesses que tem naquela zona.”
O aliciamento de chefes de tribo para o lado dos EUA
Para tentarem suprir as enormes dificuldades que os impedem de controlar grandes regiões do país, os ocupantes lançaram em 2007 uma campanha de aliciamento de chefes tribais para, a troco de dinheiro, se encarregarem de organizar o enfrentamento e o policiamento locais contra a Resistência. É o chamado Movimento Despertar. Baseia-se numa estrutura tradicional das tribos, com costumes e chefes próprios, que o regime do Baas conseguira secundarizar num primeiro tempo, com a laicização do Estado e a democratização dos serviços e dos sistemas de educação, transportes e saúde pública. Todavia, durante os 12 anos de embargo imposto ao país, entre 1991 e 2003, o próprio Saddam recuperou essa estrutura do tecido social como forma de compensar o deperecimento do Estado central.
Questionado sobre o Movimento Despertar, Abu Mohamad disse que “os americanos não estão a conseguir resolver os problemas de maneira militar. Já não conseguem deter a Resistência. Sendo assim, têm de procurar outras soluções. Pagam milhares de dólares aos chefes de tribos iraquianas para conseguirem apoio. Distribuem armas e fazem alianças, a que chamam “Sahwat” [Despertar], com o objectivo de dividir o povo e fomentar a guerra civil. Incentivam estes chefes para que sejam eles a perseguir a Resistência Nacional Iraquiana. E usam o termo de sempre: “terroristas”.
Antes da colonização não se falava de terrorismo, não tínhamos nada a ver com as redes terroristas. O terrorismo veio com a colonização, com as tropas americanas.
A Resistência Nacional não tem nada a ver com o terrorismo. Está contra o terrorismo e luta com todos meios contra o terrorismo e os terroristas. Foram os americanos que implantaram o terrorismo no Iraque para tentarem destruir os primeiros movimentos da Resistência. Agora lançaram este movimento que se chama Sahwat, comprando os acordos com milhares de dólares, dizendo aos iraquianos que devem lutar contra o terrorismo.
Infelizmente algumas tribos iraquianas integraram-se nesta união porque nas suas regiões não há trabalho, não há nada para fazer. Como já foi dito, mais de 60% dos iraquianos estão desempregados.
“Nós já sabíamos que os americanos estavam a jogar esta carta para dividir o povo iraquiano. A maioria dos que fizeram parte desta organização Sahwat, já deixou de trabalhar a favor das forças americanas. O resto são pessoas que são mesmo compradas pelo dinheiro americano.”
Os sindicatos iraquianos
Questionado acerca da situação dos trabalhadores e do papel dos sindicatos no Iraque actual, Abu Mohamad respondeu: “Segundo a lei internacional, todas as organizações – políticas, desportivas, etc. – criadas pela colonização são ilegais e não têm legitimidade para funcionar. Com a colonização, todos os sindicatos iraquianos deixaram de existir. Não existem por causa de tudo o que aconteceu, a deslocação, a morte das pessoas, as condições complicadas que se estão a viver. E todos os partidos que vieram com a colonização ajudaram a dividir estas associações segundo os interesses de cada partido, independentemente do interesse geral. Chegaram a usar armas entre essas instituições, segundo o interesse dos partidos. Sendo assim, todas as instituições sindicais já estão destruídas.
“Além disso, os Iraquianos não precisam de sindicatos, sobretudo ao nível dos funcionários, dos trabalhadores e dos agricultores. Agora, para trabalhar, a única hipótese é fazer parte do corpo de polícia ou das forças armadas. Todas as fábricas foram destruídas. E o desemprego representa mais de 60%. Então qual é a nossa necessidade de ter sindicatos?
“A função principal dos sindicatos é defender os interesses dos trabalhadores e dos agricultores perante um regime político.
No Iraque, não temos o nosso regime, não temos o nosso Estado, e não temos trabalhadores nem agricultores. Esta é a nossa realidade no Iraque.”
segunda-feira, 15 de dezembro de 2008
PACIÊNCIA TEM LIMITES
Não digo isso somente em relação a um dado ou fato ou coisa em específico mas a uma série de dados, fatos, coisas que vêm acontecendo, todo o Mundo está cansado de saber.
Na verdade, sabem e ninguém, nenhum órgão ou autoridade competente, lúcida, legal e de direito toma providências de fato e de verdade.
A comunidade assiste passivamente. Pode-se dizer que, tranqüilamente, o desenrolar da Guerra contra o Iraque, digo, "contra", pois até Órgãos Oficiais e de Direitos Humanos Internacionais, já divulgaram em notas, a ilegalidade desse ato, praticado por países que se aliaram e resolveram, entre quatro paredes, que o Presidente Saddam Hussein, Presidente legítimo do Iraque, eleito democraticamente, pelo voto popular do Povo Iraquiano; hoje, Mártir, deveria ser destituído à força, com uso das mais belicosas armas bem como que, seu país, o Iraque, deveria ser ocupado militarmente por esses "ad eternum", ou seja, até que eles, entre quatro paredes, resolvessem desocupar ou, até mesmo, "ocupado" ,com um certo número, para garantir o controle do mesmo, até quando lhes aprouvesse.
Para tanto, bombardearam a Capital, Baghdad, incessantemente, por dias.
Não bastando, outras cidades iraquianas também se viram em chamas. Armas químicas sendo usadas contra civis iraquianos, torturas e toda sorte de Mal.
O Iraque, Berço da Civilização, se viu em chamas, a arder no fogo do Inferno.
Seu Presidente, seus Magistrados, seus acadêmicos, médicos, professores, gente do povo em geral, homens, mulheres, crianças, idosos, os animais, suas estruturas, sua cultura, seus bens, suas vidas, seus trabalhos, seu meio ambiente, sua sociedade, foram e continuam sendo depredados, humilhados, torturados, massacrados, violentados, dia após dia, desde o ano de 2003; até bem antes, devido a embargos e sanções impostas por esses mesmos que resolveram, entre quatro paredes, fazer isso com um Pais Soberano, o Iraque, Berço da Civilização e seu povo, o Povo Iraquiano, que está sofrendo as agruras de uma decisão da qual eu não faço parte e acredito que nem vocês, pessoas de respeito, de boa formação social, familiar, cultural, que prezam pela vida, pela paz, que respeitam a Lei, a Ordem, que desejam o Progresso, uma vida social justa e digna, sem violência...
Basicamente a "história" toda vocês já sabem, ou melhor dizendo, sabiam uma estória, porque a História verdadeira, está sendo revelada agora, a VERDADE está cada vez mais evidente.
Os meios de comunicação divulgam.
O último dos fatos que surgiu foi em relação aos "sapatos do jornalista iraquiano" que foram arremessados contra o maior responsável pela destruição e morte do Iraque.
Nenhum jornalista, pessoa bem formada, sairía lançando "sapatos" à toa, em meio a entrevistas, ainda mais de um Presidente de um País, a menos que tivesse um ótimo motivo, uma razão justa para tal ato.
Não se pode recriminar, punir, torturar, prender o indivíduo por ter emocionalmente se manifestado diante daqueles ou daquele que ele bem sabe e todos sabemos que é o maior responsável pela destruição e morte de seu País.
Esse jornalista poderia ter mesmo lançado uma "bomba" contra o invasor de seu país ali bem representado, diante de si e de outros presentes, mas não o fez, pois não é um terrorista, é um JORNALISTA. Mas... antes de tudo, esse jornalista, é um cidadão iraquiano, patriota, que não pôde suportar ver ali na sua frente, o invasor, dizendo que a "guerra continuaria", que "acordos" seriam feitos, que a destruição, as mortes continuariam...
Para esse jornalista bem como para todo o Povo Iraquiano que resiste à guerra, à ocupação, que sofre, que vive uma vida sem saber se estará vivo daqui a instantes, a presença desses não é bem-vinda e nunca será, pois o Iraque é a Pátria deles, a Casa deles, o Lar deles, assim como temos a nossa Pátria, a nossa Casa, o nosso Lar e não desejaríamos ser alvo de invasores, ocupantes e assassinos, mesmo que dissessem que fosse para levar "Liberdade" e "Democracia".
Acredito que, todos concordam que na Casa da gente, no Lar da gente, na nossa Pátria, quem deve mandar somos nós.
É por essas e outras coisas que expresso aqui indignação.
Meu falecido pai, sábio, sempre dizia: "Não confie em estranhos"!
Esses "estranhos" não levaram "Democracia e Liberdade" mas sim, morte e destruição.
Para o Povo Iraquiano e para todo o Mundo, a passividade da Comunidade Internacional, frente a isso, causa indignação.
O que será preciso para que haja PAZ?
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quinta-feira, 11 de dezembro de 2008
INVASÃO DO IRAQUE: CINCO ANOS DE TERROR PARA O POVO IRAQUIANO
"Só peço a Deus que a Dor... que a Injustiça... que a Guerra não me seja indiferente."
É o que diz a letra da trilha musical.
As imagens da invasão do Iraque em março de 2003 foram coletadas dos noticiários de TV à época.
...o sofrimento do Povo Iraquiano continua...
quarta-feira, 16 de julho de 2008
MENSAGEM DA RESISTÊNCIA IRAQUIANA
iraqi insurgent talks about occupation and martyrdom of president Saddam Hussein
http://www.liveleak.com/view?i=74f_1182648016
http://www.liveleak.com/view?i=74f_1182648016
sexta-feira, 11 de julho de 2008
HOMENAGEM À RESISTÊNCIA DO POVO IRAQUIANO
Uma pequena homenagem a inspiradora bravura do povo iraquiano.
Homenagem ao extremo valor e coragem de um povo que luta para não cair diante dos seu algozes... Uma pequena homenagem a inspiradora bravura do povo iraquiano.
Homenagem ao extremo valor e coragem de um povo que luta para não cair diante dos seu algozes...
Irak résistance
Histoire d'une naissance logique de la résistance irakienne contre l'occupation de l'Irak par les Etats-Unis. Des images que vous ne verrez jamais dans les informations Tv occidentaux!
Homenagem ao extremo valor e coragem de um povo que luta para não cair diante dos seu algozes... Uma pequena homenagem a inspiradora bravura do povo iraquiano.
Homenagem ao extremo valor e coragem de um povo que luta para não cair diante dos seu algozes...
Irak résistance
Histoire d'une naissance logique de la résistance irakienne contre l'occupation de l'Irak par les Etats-Unis. Des images que vous ne verrez jamais dans les informations Tv occidentaux!
quinta-feira, 3 de julho de 2008
terça-feira, 1 de julho de 2008
CINCO ANOS DE GENOCÍDIO NO IRAQUE
CINCO ANOS DE GENOCÍDIO NO IRAQUE
atualizado e Publicado em 22 de março de 2008 às 10:34
por ALTAMIRO BORGES Às 23h35 de 19 de março de 2003, no horário de Brasília – ou 5h35 da madrugada 20 de março, no horário de Bagdá –, os EUA iniciaram o brutal bombardeio aéreo ao Iraque com o objetivo de invadir esta nação soberana.
por ALTAMIRO BORGES Às 23h35 de 19 de março de 2003, no horário de Brasília – ou 5h35 da madrugada 20 de março, no horário de Bagdá –, os EUA iniciaram o brutal bombardeio aéreo ao Iraque com o objetivo de invadir esta nação soberana.
Ao completar cinco anos desta tragédia, crescem as analises sobre os seus efeitos na geopolítica mundial.
Num discurso mentiroso, o presidente-terrorista George Bush defendeu a ação militar e a permanência no país por tempo indefinido.
“Remover Saddam Hussein do poder foi uma decisão correta. Esta é uma luta que a América pode e deve vencer. Os homens e mulheres que entraram no Iraque há cinco anos removeram um tirano, libertaram um país e resgataram inúmeras pessoas de horrores inomináveis”, vociferou o sádico “imperador”.
Esta visão doentia, difundida por boa parte da mídia venal até recentemente – agora, diante do desastre, ela muda o enfoque, mas não faz autocrítica –, felizmente hoje não corresponde mais à leitura da maioria dos estadunidenses e das pessoas amantes da paz e com maior senso crítico no planeta.
Cerca de 850 manifestações contra o bárbaro genocídio ocorreram nestes dias nos EUA, inclusive diante da Casa Branca – “para lembrar os sacrifícios de famílias e os bilhões de dólares gastos no Iraque, que podiam ser investidos no país”, informa a ONG Moveon.
Fruto da tragédia, Bush está totalmente isolado e caminha para uma humilhante derrota na eleição do final do ano.
Números horripilantes da invasão
Os números da bárbara invasão são horripilantes e reforçam a revolta frente ao “império do mal”.
Eles ajudam a entender a grave crise da economia ianque e a insatisfação do seu povo.
Nos cinco anos de ocupação, os custos militares chegaram a US$ 3 trilhões e já superam os gastos na guerra do Vietnã, segundo cálculo de Joseph Stiglitz, prêmio Nobel de Economia.
O plano criminoso de Bush de invadir o Iraque e rapidamente controlar suas riquezas petrolíferas revelou-se um fiasco.

Os 157 mil soldados da tropa regular, além dos 130 mil mercenários, não conseguiram dobrar a resistência da guerrilha iraquiana.

Os 157 mil soldados da tropa regular, além dos 130 mil mercenários, não conseguiram dobrar a resistência da guerrilha iraquiana.
Até a semana passada, 3.983 militares estadunidenses tinham sido mortos e enviados em sacos pretos aos EUA – o que reforça a trágica lembrança do Vietnã. 

Já as mortes, torturas e destruições no Iraque causam maior repulsa dos povos do mundo inteiro contra o imperialismo.
Estudos indicam que o número de mortes varia de 800 mil a 1 milhão de inocentes.
“Nós não fazemos a contagem de corpos”, disse, arrogante, o general Tommy Frank, que comandou a invasão.
Segundo a Cruz Vermelha, a situação humanitária no país é “uma das mais críticas do mundo”.
Milhões de iraquianos vegetam sem acesso à água tratada, saneamento básico ou atendimento à saúde. Mais de 4 milhões de pessoas, o equivalente a 16% da população do Iraque, vivem refugiadas em outros países da região, sem lares, sem presente ou futuro.
O imperialismo não é invencível
O saldo da invasão imperialista é devastador.
Mesmo assim, George Bush insiste em manter as tropas ianques por “tempo indefinido” e o candidato do seu partido, John McCain, promete mais “cem anos de ocupação”.
Já os democratas procuram “reciclar” a desgastada imagem do império, mas não ousam propor a imediata retirada.
Hillary Clinton inclusive votou a favor da invasão; já Barack Obama promete deixar o Iraque, mas “após vencer a guerra”.
Como afirma Frei Betto, os EUA se afundam num novo Vietnã.
“Se ficar o bicho come, se correr o bicho pega”.
O fim da ocupação dependerá exclusivamente do aumento da pressão interna e internacional e da força da Resistência Iraquiana.
A guerra do Vietnã durou de 1958 a 1975; esta pode ser ainda mais longa.
É possível derrotar os planos expansionistas dos EUA.
O desastre no Iraque comprova que o imperialismo não é invencível.
O crescente desgaste dos senhores da guerra, dos neocons de Bush, e a grave recessão neste país revelam que o império está em declínio.
Para acelerar este processo, indispensável à paz no mundo e ao bem-estar da humanidade, é preciso reforçar as denúncias do genocídio e a solidariedade aos povos vítimas da ação imperial.
Ao lembrar os cinco anos da bárbara invasão, urge fortalecer o internacionalismo ativo no mundo – incluindo o Brasil.
O imperialismo não cairá de maduro; depende da ação enérgica e militante dos povos.
Altamiro Borges é jornalista, membro do Comitê Central do PCdoB e autor do livro “Venezuela: originalidade e ousadia” (Editora Anita Garibaldi, 3ª edição).
quinta-feira, 19 de junho de 2008
CINCO ANOS DE LUTA E ORGULHO IRAQUIANOS

Wallpaper dedicado à Resistência.
Um pequeno trabalho dedicado à Resistência Iraquiana para a tela de seu Desktop.
5 anos de luta e orgulho iraquianos
Saddan Hussein é o ícone político da Resistência. É o maior símbolo dela, o que aliás a classifica como uma continuidade da legitimidade do governo iraquiano de Saddan. O cerne da Resistência é sunita e é uma dissidência direta do antigo governo. Por isso, ela é uma Resistência e não uma Insurgência.
O comportamento político de Saddam Hussein não deixa de ser um exemplo na luta de caráter nacional e antiimperialista, e este fato entrega um enorme benefício político aos povos que lutam contra a agressão imperialista e constitui um caminho moral na luta atual contra a invasão ianque.
A guerra contra o imperialismo, que o povo do Iraque carrega nas costas, não se definirá somente no campo militar, mas também no terreno da moral, da ética e no desenvolvimento de consciência social que cresce com o impacto das ações armadas da resistência.
No Iraque, a resistência tem o direito (segundo a carta da ONU) de resistir e de matar os soldados e todos aqueles que apoiam a invasão.
O USA deve reconhecer e aplicar nossos direitos patrióticos nacionais.
São os seguintes:
1º a retirada incondicional e total do Iraque;
2º assumir as consequências da invasão e da ocupação; pagar as indenizações ao Iraque como Estado e como povo aos mais de dois milhões de iraquianos que morreram nesta guerra e durante o embargo por falsos motivos;
3º anular e abolir todas as leis ilegais, fruto do processo político;
4º libertar todos os prisioneiros iraquianos, sem exceção;
5º anular os julgamentos feitos sob a ocupação ilegal;
6º anular todas as resoluções do Conselho de Segurança amparadas no artigo 7, desde 1991 até agora, baseadas em mentiras.
Além disso, haverá que julgar aos colaboracionistas que tem cometido grande traição contra o país, contra o povo, entregá-los ao governo. Nosso conselho é que reconheçam nossos direitos e se retirem com calma, pelo bem e pela estabilidade da região.
A RESISTÊNCIA IRAQUIANA VIVE

Entre rios de resistência
Desde o primeiro dia da invasão do Iraque pelos Estados Unidos, em 2003, atrás das “armas de destruição em massa” de Saddam Hussein, que nunca existiram, a heróica resistência do povo iraquiano se mostrou presente.
A missão de conquistar o petróleo iraquiano e garantir seu controle por meio da produção e da exportação não vingou pois, coletivamente, os iraquianos sabiam que a invasão nada tinha de “liberdade” e “democracia”.
A resistência consiste em muito mais do que insurgência militar, que é FALSAMENTE SUMARIZADA como “terroristas da Al-Qaeda” pela mídia ocidental. Não é exagero admitir que, em todos os níveis dasociedade, e com muito sacrifício, o POVO IRAQUIANO frustrou os planos imperialistas dos invasores.
Na primeira manhã após a invasão ao país, na importante cidade de Al-Fallujah, e introduzindo um processo que rapidamente se expandiu por todo o Iraque, líderes locais formaram um novo governo baseado em estruturastribais.

Em outra arena, a do petróleo, o histórico fator predominanteno envolvimento dos Estados Unidos no Iraque, a situação não foi diferente.

Em outra arena, a do petróleo, o histórico fator predominanteno envolvimento dos Estados Unidos no Iraque, a situação não foi diferente.
A missão imediata com a invasão em 2003 era a captura de terminais e campos petrolíferos, dobrar em pouco tempo os níveis de produção do pré-guerra e transferir o controle da produção e exportação para empresas estrangeiras.
Nesse campo, as milícias e os civis iraquianos agiram em completa harmonia contra os interesses dos invasores.Dos mais conceituados engenheiros aos mais simples trabalhadores das REFINARIAS IRAQUIANAS, a produção de petróleo foi COMPLETAMENTE NULIFICADA após a invasão.ENGENHEIROS BOICOTARAM O TRABALHO, TRABALHADORES SABOTARAM AS REFINARIAS e as MILÍCIAS INCENDIARAM POÇOS DE PETRÓLEO E OLEODUTOS.

Com isso, planos imperialistas como a imediata da transferência do porto depetróleo de Al-Basra para a estadunidense KBR, subsidiária daaliada da família Bush, a Halliburton, foram abortados.

Com isso, planos imperialistas como a imediata da transferência do porto depetróleo de Al-Basra para a estadunidense KBR, subsidiária daaliada da família Bush, a Halliburton, foram abortados.
A guerra pelo petróleo continua, mas mesmo 5 anos após a invasão, o povo iraquiano resiste. Neste início de junho, em uma TOTAL OMISSÃO DA MÍDIA OCIDENTAL, líderes sunitas e xiitas rejeitaram um novo “acordo de segurança” proposto pelos Estados Unidos ao governo-fantoche iraquiano, que garantiria o CONTROLE DO PETRÓLEO, o estabelecimento de 13 bases permanentes nos quatro cantos do país e imunidade a cidadãos estadunidenses das leis iraquianas.
O mandato da ONU de permanência estadunidense no Iraque terminaem 31 de dezembro de 2008, e esse acordo poderia dar margens à expansão da permanência militar no país.
Em mais um ato de RESISTÊNCIA, figuras importantes do governo recusaram o pacto, e forçaram os Estados Unidos a iniciar uma procura por novas vias deBURLAR AS LEIS da ONU.
Uma recente pesquisa conduzida pela World Public Opinion avaliaque 78% dos IRAQUIANOS são contra a presença das forçasestrangeiras no país, e “acreditam que A PRESENÇA DOS MESMOS contribui com a violência, ao provocar mais conflito do que prevenir”.
Mais do que isso, 53% dos iraquianos acreditam que “a segurança irá melhorar em poucas semanas após a retirada”.
OS IRAQUIANOS PAGARAM UM PREÇO TERRÍVEL PELA RESISTÊNCIA!
A invasão e as mudanças sociais e econômicas que lhe acompanharam DESTRUÍRAM o Iraque, deixando a SOCIEDADE ARRUINADA!!!!!!
Conscientemente, ELES SE SACRIFICARAM para conter o avanço dos Estados Unidos pelo Oriente Médio, rico em petróleo e no coração das terras árabes.
A resistência vive!
Até o momento, segundo as fontes estadunidenses, 4098 de seus soldados foram mortos, e mais de 30 mil feridos desde 2003, início da invasão promovida pelos Estados Unidos. Do lado iraquiano, estudos apontam que entre 655 mil e 1 milhão de pessoas morreram em conseqüência da ocupação ao país. Contudo, os números podem ser muito mais altos em ambos os lados.
Eu apoio a Resistência Iraquiana que heroicamente expulsa os invasores de suas terras, por AMOR À PÁTRIA!
Sinceramente, nunca tantos deverão a tão poucos!
Sinceramente, nunca tantos deverão a tão poucos!
Que o exemplo desse povo sirva como exemplo a nós: AMAR A PÁTRIA, AOS SEUS ENTES QUERIDOS E AO CHÃO QUE SE PISA!
domingo, 15 de junho de 2008
O POVO IRAQUIANO RESISTE

A guerra ao Iraque e a Resistência
A União Européia dividiu-se e foi profundamente abalada, porque os governos dos vários países tinham interesses contrários e faziam análises contraditórias.
A Rússia e a China estavam contra.
A intervenção vinha há muito sendo preparada, no quadro do plano de controle político, pelos EUA, de toda a região que vai do Mediterrâneo Oriental até ao Sudeste Asiático.
Em 8 de novembro de 2002, os EUA ainda haviam conseguido fazer passar por unanimidade uma resolução do Conselho de Segurança que “oferecia” ao Iraque uma última oportunidade para satisfazer os seus compromissos de desarmamento e, em particular, para fornecer informação exata e completa sobre os seus programas de desenvolvimento de armas de destruição maciça e de mísseis balísticos (exigida pela resolução 687 de 1991!).
Ora como sabemos, desde o fim da Guerra do Golfo, o Iraque sofreu os constrangimentos de vigilância e embargo permanentes, impostos pela ONU, bem como, por iniciativa unilateral dos EUA e do Reino Unido, esteve sujeito à vigilância e a bombardeio aéreo nas impostas áreas de “exclusão aérea”.
A nova resolução fazia parte da encenação hipócrita em que a comunidade internacional (os seus governos) foram cúmplices.
http://www.nationmaster.com/encyclopedia/UN-Security-Council-resolution-on-IraqMas em março de 2003 essa unanimidade não existiu.
Porém, as várias potências mundiais iriam acomodar-se à nova realidade do Iraque ocupado de fato por uma “coligação”; e, ou pretendendo contribuir para uma saída airosa da administração norte-americana e do governo britânico do malogro da vitória fácil, ou para uma libertação do povo iraquiano do tormento da ocupação e do insulto da espoliação, ou, ainda, para tirar também partido do saque prometido, foram-se manifestando mais dialogantes para a procura de uma “solução”.
Em 22 de maio de 2003, a resolução 1483 faz o levantamento de sanções (a um Iraque cuja soberania havia sido usurpada), reconhece aos EUA e ao RU a “autoridade” de potências ocupantes, cria um representante especial no Iraque para coordenar a atividade da ONU no território, e propõe a criação de um Fundo de Desenvolvimento para o Iraque - DFI (alimentado evidentemente pelas receitas da indústria petrolífera) e uma correspondente Junta Internacional de Acompanhamento e Monitorização (IAMB).
E, em 16 de outubro de 2003, a resolução 1511, sublinhando a natureza temporária da Autoridade Provisória da Coligação (CPA), saúda o recentemente constituído Conselho de Governo e reconhece ambos como sendo os principais órgãos da administração interina no Iraque. Pede que cooperativamente estabeleçam uma agenda para redigir uma constituição e realizar eleições; autoriza a constituição de uma força de segurança multinacional e solicita a comunidade internacional a urgentemente contribuir para ela (assim “legitimando” as forças invasoras e de ocupação); pede aos Estados para contribuírem não só para a força de segurança mas também para a “reconstrução” do Iraque e o seu financiamento (inclusive transferindo para o Fundo de Desenvolvimento (DFI) os ativos do regime deposto congelados no estrangeiro); os recursos do país estariam em saldo e era legitimada a antecipada apropriação de recursos que as corporações norte-americanas conduziam desde o primeiro dia.
Finalmente, a resolução 1546 de 8 de junho de 2004 do Conselho de Segurança, avança no caminho encetado, de legitimação do processo de ocupação, expropriação e subjugação do Iraque.
Afirma determinar a entrega do poder por parte da CPA a um Governo Interino “soberano” em 30 de junho de 2004 (o ato formal veio a acontecer a 28 de junho); e fixa o termo automático do “mandato” da força multinacional liderada pelos EUA com a conclusão do processo “democrático”, o mais tardar no fim de 2005, com opções relativas à revisão do mandato pelo Conselho de Segurança ou a pedido do governo interino ou a pedido do governo eleito (previsto para janeiro de 2005).
A resolução tem anexas duas cartas, uma do presidente do governo interino do Iraque, outra do secretário de Estado dos EUA, consagrando a íntima cooperação de ambos nos propósitos comuns.
http://www.iraqcoalition.org/transcripts/20040609_UNSCR_Text.htmlA cimeira da OTAN, a 28 de junho, em Istambul, foi sincronizada para o governo interino do Iraque, no suposto exercício da sua soberania, já solicitar e obter dessa aliança apoio para o treino das forças de segurança iraquianas, pois que pouco mais os aliados estavam dispostos a comprometer no plano militar.
A agressão ao Iraque foi “oferecida” pelo poder imperial do capital transnacional às indústrias petrolífera, da guerra e da reconstrução.
Numa evolução de progressiva privatização de todos os recursos e serviços do Estado passíveis de gerarem lucros e alimentarem o capital financeiro, a guerra oferece novas oportunidades de negócio como são a indústria de reconstrução e os serviços de segurança, mas inúmeras outras também.
Desempregados, aventureiros, marginais, cada um com sua motivação, todos eles são vítimas do sistema capitalista, porém recicláveis em seus agentes mercenários para todos os fins; é uma realidade em mutação imprevisível, que coloca questões legais e morais, de eficácia também, e com elas inesperados fenômenos.
Assistimos ao dramático sofrimento e à inaudita resistência do povo por todas as vias incluindo a luta insurgente; por detrás desta luta encontram-se necessariamente múltiplos suportes materiais e morais e uma ou várias estratégias insurrecionais; mas subjacentes estão os enormes sofrimentos, indignação e rebeldia insubmissa do povo iraquiano.
Essa insubmissão não é surpresa; os povos da Mesopotâmia e das montanhas limítrofes são povos que habitam e cultivam a memória milenar de influentes culturas universais, desde a Antiguidade à Idade Média; e que só no curso do último século sofreram sete guerras direta ou indiretamente relacionadas com os recursos petrolíferos do território.
Durante a Primeira Guerra Mundial foi a conquista colonial pelo império britânico em competição com outras potências coloniais (1914-18);
entre 1918 e 1930 foi a “guerra de pacificação” pelas forças coloniais sobre o povo insurreto;
em 1941, a Grã-Bretanha reocupou a território, onde conservara algumas bases militares, para proteger os seus interesses petrolíferos face à ameaça expansionista da Alemanha nazi;
em 1980-88 foi a guerra Irã-Iraque, promovida e suportada pelas potências Ocidentais, sacrificando os dois povos, dilapidando os seus recursos e as infra-estruturas dos dois países, deixando-os exangues, presas supostamente fáceis para a “reconstrução” da sua indústria, a privatização das suas reservas e o retorno das petrolíferas multinacionais;
em 1991 foi a Guerra do Golfo, na seqüência da invasão do Kuwait pelo Iraque em agosto de 1990, ela própria induzida pelos EUA, que depois teve pretexto para organizar uma coligação internacional para “libertar” o Kuwait e para invadir o Iraque, onde causou dezenas de milhares de vítimas imediatas, causou danos duradouros e vítimas a prazo e destruiu as infra-estruturas militares e muitas infra-estruturas civis também;
em 1991-2003, após o armistício, o embargo da ONU foi mantido por força dos vetos dos EUA e do RU, prolongando a destruição silenciosa das infra-estruturas e portanto das condições de vida e de atividade econômica, embargo agravado pelo estabelecimento de zonas de exclusão aérea sobre grande área do espaço aéreo iraquiano, pretexto para ataques periódicos por aquelas duas potências sobre alvos militares ou não, incluindo quatro ataques de grande escala.
http://www.globalpolicy.org/security/oil/2003/2003companiesiniraq.htm A autoridade ocupante (CPA) tomou o partido Baath como o inimigo principal das forças ocupantes e da própria população iraquiana (enganando-se a si própria como agente de “libertação” e “democratização”) sem entender a diversidade de perspectivas e aspirações e as nuances das relações entre árabes e curdos e entre sunitas e xiitas e recorrendo irracionalmente ao exercício da força para “resolver” a sua própria incapacidade de entendimento, assim convertendo potenciais conjunturais aliados em imediatos opositores. Exemplar foi o seu comportamento em face de dois importantes lideres xiitas, um “moderado” e outro “radical” – Sistani e Moqtada – conseguindo hostilizar ambos.
No vazio de uma análise fundamentada e perante um povo insubordinado, a coligação e a força invasora encontraram dificuldades para elas inesperadas.
A coligação, através das autoridades e forças de segurança que constituiu (autoridade provisória da coligação, governo provisório, depois governo interino; força de estabilização e depois força de multinacional) bem como através das substituições de chefias civis e militares a que procedeu, prosseguiu um caminho errático procurando adaptar-se a realidades no terreno.
Às dificuldades internas da coligação junta-se a adversidade do contexto internacional para os seus propósitos.
A Turquia, com uma opinião popular adversa e muito receosa da evolução política no Curdistão (majoritariamente localizado no seu próprio território), logo em fevereiro de 2003 manifestou as suas reservas em se associar à coligação e em lhe prestar apoio logístico, abstendo-se de integrar a coligação, mesmo após a cimeira da OTAN em Istambul, em 28 de junho de 2004.
A Espanha, que fora inicialmente um membro importante da coligação, retirou as suas tropas em maio de 2004, face à enorme oposição popular e em resultado do juízo político feito sobre o atentado terrorista de Madrid, em 11 de março de 2004.
Como sabemos, depois disso, diversos outros países abandonaram a coligação enquanto apenas alguns manifestaram disponibilidade para aderir e, como regra, simbolicamente.
São admitir perspectivas de alargamento do conflito a países limítrofes; tendo havido objetivos predefinidos no início desta guerra insensata, há todavia, necessidades estratégicas que emergem.
A resistência à ocupação e a histórica diversidade cultural do Iraque poderá levar a coligação ocupante a procurar balcanizar o país, sabendo-se que o território comporta três comunidades principais: a curda, no Norte, a xiita no Sul e a sunita no triângulo Central.
Essa balcanização, porém, suscitaria naturais alianças ou fusões transfronteiriças que arrastaria o problema da delimitação territorial do Iraque para o nível regional.
OCUPAÇÃO E RESISTÊNCIA
A presença norte-americana no Iraque é uma ocupação militar permanente e o exercício de controle político-militar que se pretende exaustivo.
A missão “diplomática” está dimensionada para atingir 3.000 efetivos e a força militar acima dos 100 mil soldados, mesmo após o prometido “fim” da ocupação!
Estes são elementos do plano de domínio imperial; mas virá a ser assim?
Será que os povos o vão consentir?
Será que o imperialismo ainda tem essa força?
Estimativas anunciadas das forças insurgentes tendem a ser conservadoras, ficando por 5 mil partidários baathistas; mas um maior número, difícil de estimar, serão os part-timers que emergem e se dissolvem na população; o número total atingiria, então, 20 mil, segundo analistas norte-americanos.
Este número pode ser comparado com o número comparável de suspeitos que passaram pelas prisões controladas pelo exército de ocupação e que na sua maioria seriam depois libertados.
Deve também ser comparado com o número de iraquianos abatidos em confrontos armados, incluindo civis, que só no mês de abril atingiram 4 mil mortos.
A maioria dos insurgentes são iraquianos seculares nacionalistas (compreendendo também antigos membros do partido Baath ou da Guarda Nacional), mas também são numerosas as milícias islâmicas.
A maioria dos insurgentes são iraquianos seculares nacionalistas (compreendendo também antigos membros do partido Baath ou da Guarda Nacional), mas também são numerosas as milícias islâmicas.
Atuando segundo táticas e com estratégias diversas, mas com objetivos partilhados ou resultantes comuns, conformam uma verdadeira “resistência nacional”.
Supõem-se organizados em dezenas de grupos ou células de guerrilha, sob a direção de chefes tribais ou a inspiração de imãs religiosos. A motivação mais citada para a mobilização rebelde é a libertação da ocupação estrangeira – e não a fundação de algum Estado islâmico; a revolta é sobretudo pela libertação nacional.
A resistência encontra condições favoráveis não só nas suas motivações mas também na ampla disponibilidade de meios financeiros, de armas e de treino militar, bem como na ausência de sistema de cartões de identidade e na abstenção do uso de telecomunicações eletrônicas (detectáveis).
http://www.guardian.co.uk/worldlatest/story/0,1280,-4290373,00.htmlhttp://www.military.com/NewsContent/0,13319,FL_larger_070904,00.htmlhttp://www.truthout.org/docs_04/072804A.shtmlA rotação das tropas de ocupação não tira partido da eventual aprendizagem que fazem no terreno. Pelo contrário, os iraquianos tiram partido da experiência de luta acumulada.
E posta a impotência e a incompetência em normalizar as condições básicas de vida urbana, aqueles iraquianos que inicialmente tomaram postura de expectativa ou mesmo de simpatia pelo invasor, mudaram de atitude e revoltam-se também.
Como na Palestina, bandos de jovens demonstram diariamente a sua hostilidade em atos de “intifada” e, mesmo, atos de sabotagem.
A “colaboração” entre forças ocupantes e forças de segurança iraquianas bloqueia-se em mútua falta de confiança ou disfarçada insubordinação; as “recomendações” são ignoradas ou não são cumpridas; e forças irregulares “populares” desempenham de fato funções de policiamento nas ruas.
Ações de guerrilha contra as forças ocupantes, contra forças de segurança do governo interino iraquiano – imposto pela coligação e sancionada, agora, pela ONU –, bem como contra mercenários por conta de empresas de segurança e de reconstrução de qualquer nacionalidade, têm-se multiplicado e até intensificado após a transição para a nova etapa do processo político em fim de junho.
É clara a estratégia de isolar a coligação do apoio dos seus aliados e dos colaboracionistas, tirando partido também da generalizada indignação da opinião pública à agressão e ocupação do Iraque.
Vários países vão retirando ou reduzindo drasticamente as suas forças militares ou pessoal técnico do terreno, enfraquecendo a coligação – militarmente, tecnicamente e, sobretudo, diplomaticamente; Espanha, Honduras e República Dominicana retiraram-se na primavera; Noruega, Singapura e Filipinas retiraram-se no princípio do verão; Nova Zelândia e Tailândia vão se retirar em setembro; Holanda e Polônia anunciaram se retirar em meados de 2005.
Outros países reafirmam a sua fidelidade à coligação e prometem novos ou reforçados contingentes, mas aquém do inicialmente prometido.
A tomada de reféns a serviço de empresas de “reconstrução”, e a ameaça ou a sua efetiva execução, põe enorme pressão e desmobiliza dezenas de milhares de trabalhadores de numerosas nacionalidades, dos quais os EUA precisariam dispor urgentemente como força de trabalho para levar adiante o seu negócio de “reconstrução”.
A Conferência nacional de dirigentes políticos, religiosos e regionais, em que seria selecionado um Conselho Nacional de cem elementos, cuja missão será superintender o governo interino, Conferência considerada uma etapa fundamental no calendário do processo político traçado para o corrente período em preparação das eleições de janeiro de 2005, foi subitamente adiada em fins de julho, a pedido da ONU, em face do boicote de numerosos e relevantes presumidos participantes.
Quer dizer que o “processo político” teima em não seguir o caminho e o ritmo que a administração norte-americana anseia impor.
O povo iraquiano resiste.
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terça-feira, 10 de junho de 2008
OCUPAÇÃO ILEGAL DO IRAQUE

IRAQUE: 5 anos de ocupação, 5 anos de resistência
Fatos e números sobre a ocupação do Iraque
Genocídio: mais de um milhão de iraquianos foram mortos desde o início da ocupação, dez vezes mais que os números oficiais. A principal causa de morte violenta é a actuação das forças de ocupação. Entre 1991 e 2003, tinham morrido já 2,7 milhões de iraquianos em consequência do embargo económico imposto pela ONU.
Refugiados: O Iraque é hoje o primeiro país do mundo em número de refugiados – 2, 5 milhões no interior e 2,2 milhões nos países vizinhos. Os mortos mais os refugiados atingem perto de um quarto da população iraquiana.
Pobreza extrema: 43% dos iraquianos vive com menos de 70 cêntimos por dia. 60 a 70% da população activa não tem trabalho.
Dependência: 6 milhões de pessoas necessitam de ajuda humanitária para sobreviver, o dobro de 2004.
Menos ajudas: apenas 60% dos iraquianos tem acesso a rações de alimentos governamentais. A cobertura era universal antes da invasão. Por pressão do Banco Mundial, a partir de Junho de 2008 este sistema de abastecimento será suprimido, assim como os subsídios aos carburantes.
Malnutrição infantil: metade dos menores de 5 anos sofre de malnutrição. O baixo peso dos recém-nascidos triplicou, atingindo 11% dos nascimentos.
Contaminação nuclear: em 1991 e em 2003 os EUA lançaram sobre o Iraque mais de 2500 toneladas de urânio empobrecido, em bombas e munições. Solos e reservas de água ficaram contaminados. Os efeitos vão perdurar por 4,5 mil milhões de anos.
Cancros e malformações: em consequência da radioactividade, aumentaram em flecha as malformações congénitas, as leucemias, as doenças da tiróide e o número de cancros. No sul do Iraque os cancros aumentaram 11 vezes entre 1988 e 2002. As malformações congénitas atingem 67% dos filhos de soldados norte-americanos que estiveram no Iraque.
Destruição de infraestruturas: 70% da população deixou de ter água potável e 80% não tem esgotos. O abastecimento de electricidade está reduzido a duas horas por dia. A cólera, que tinha sido erradicada, espalhou-se por metade das 18 províncias iraquianas.
Destruição do sistema de saúde: 2 mil médicos foram assassinados. Metade dos 34 mil médicos existentes em 2003 abandonou o país. Dos 180 grandes hospitais, 90% carece de recursos essenciais. Os hospitais foram transformados pelos esquadrões da morte em centros clandestinos de detenção, tortura e assassinato.
Destruição do sistema de ensino: mais de 800 mil alunos deixaram de ir à escola primária (22%) e só metade dos que completam a instrução primária iniciam o secundário. Outras 220 mil crianças refugiadas com as famílias em países vizinhos estão sem escola. Mais de 300 professores e professoras de todas as universidades do país foram assassinados. As milícias religiosas governamentais impuseram a segregação de sexos e o vestuário islâmico.
Destruição dos serviços públicos: já em 2006, 40% do pessoal qualificado iraquiano tinha abandonado o país, levando ao desmoronamento dos serviços.
Roubo de recursos: a produção de petróleo está deliberadamente sem controlo. Calcula-se que a exportação actual de petróleo iraquiano, dominada por empresas norte-americanas, atinja 2,1 milhões de barris por dia, menos meio milhão que antes da invasão. O Iraque tem de importar combustíveis para transportes e uso doméstico.
A fraude da “reconstrução”: em Agosto de 2007, o governo iraquiano tinha aplicado apenas 4,4% do orçamento de Estado para esse ano.
Prisões em massa: 24 mil iraquianos estão presos à guarda das forças dos EUA. Mais 400 mil estão detidos em prisões governamentais.
Guerra sem lei: além das tropas norte-americanas e de outros países ocupantes, actuam no Iraque 180 mil mercenários, não abrangidos por nenhuma lei internacional.
Resistência: permanecem no Iraque 158 mil soldados dos EUA. Segundo dados oficiais norte-americanos, mais de 4 mil foram mortos e 30 mil foram feridos – 82% dos quais em combate.
Programa de libertação nacional: nos últimos dois anos, vários agrupamentos da resistência, incluindo 40 organizações militares, uniram-se numa frente de liberação nacional. Adoptaram um programa democrático que prevê a retirada das forças ocupantes, a reconstrução das estruturas do Estado, a criação de um governo de unidade nacional e a aprovação, em referendo, de uma nova constituição.
Retirado de:
http://tribunaliraque.info/pagina/inicio.html
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http://pimentanegra.blogspot.com/2008/03/ocupantes-fora-do-iraque-5-anos-de.html
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