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sábado, 7 de março de 2009

A BASE DA ECONOMIA MUNDIAL

Quem criou a Al-Qaeda ?

Os Eua usaram o Talibã para expulsar os soviéticos do Afeganistão.

Bush através de sua empresa Arbusto Energy estabeleceu negócios de petróleo com membros da família Bin Laden.

Como a Al-Qaeda serve para influenciar as nossas vidas e a economia mundial ( preço do Petróleo).

Homens da CIA encontraram-se com Bin Laden.


O que é a "Al-Qaeda" ?

Após o 11 de setembro a Al-Qaeda tornou-se mundialmente famosa.
O nome significa "a Base", segundo a versão oficial, esse grupo terrorista seria fundado em 1987 ou 1988 pelo famoso Bin Laden.
Existem muitas coisas que não batem certo, relativamente à Al-Qaeda, muitas coisas sem sentido.
Irei abordar aqui.

Podem ter certeza que a Al-Qaeda vai influenciar as nossas vidas, mas não como se pensa.
Os Eua usam a Al-Qaeda para justificar tudo, para justificar a "guerra contra o terrorismo", a invasão do Iraque, a subida dos preços do petróleo!

Algo que se reflete nos bolsos de todos nós.
Eles, desde 2001, lançam "alertas" de eventuais ataques, mantendo a população americana sob constante guerra psicológica, controle mental.
Em setembro de 2001 a Al-Qaeda atacava o World Trade Center e de repente torna-se uma ameaça a nível mundial, sabendo que o atentado do World Trade Center tem muitas inverdades, muita conspiração, e serviu de lançamento para a luta contra o terrorismo,
como poderemos acreditar que foi a Al-Qaeda a realizar tal atentado?

O que ganha a Al-Qaeda com mortes de reféns jornalistas, de várias nacionalidades?
Nada.
Mas os Eua assim poderão ter apoio de outros países, cujos cidadãos reféns foram mortos, eis a questão.
Mais tarde surge um vídeo de um americano decapitado, que se comprovou ser uma video-montagem!

Mais e mais mentiras.

Como tudo começou, Estados Unidos apoiaram o Taliban

Os Eua têm interesse no Afeganistão, não só pelo negócio do ópio ( 80% do ópio a nível mundial vem do Afeganistão) mas também porque querem construir lá um oleoduto e gasoduto.
O Paquistão e Afeganistão suportam cerca de 60% da droga que é enviada para os Estados Unidos.

Segundo o relato histórico oficial.

Os Soviéticos invadiram o Afeganistão em meados de 1979.
Entre 1982 e 1992 os Estados Unidos, operação através da Cia, apoiaram cerca de 100.000 radicais islâmicos ( de 40 países islâmicos) que se uniram para expulsar os Soviéticos. Conseguiram expulsar os Russos, com apoio dos Eua , isto é sabido em todo o mundo e notificado em inúmeros jornais.
A Cia ( Central Intelligence Agency ) apoiou a Jihad ( Guerra Santa ) em conjunto com o ISI do Paquistão ( Inter Services Intelligence ).

Os Estados Unidos injetaram cerca de 6 bilhões de dólares no Afeganistão, em armamento, treinos, etc.

Os Taliban foram muito úteis aos Eua para expulsar os inimigos Russos.

Porém a verdade é um pouco diferente, os Estados Unidos provocaram os Soviéticos para que esses invadissem o Afeganistão.
A invasão Soviética deu-se em Dezembro de 1979, mas em Julho de 1979 ( 5 meses antes ) o presidente Jimmy Carter assinou a diretiva para o apoio aos afegãos contra soviéticos, de acordo com declarações de Zbigniew Brzezinski, conselheiro de segurança do presidente.
Uma operação secreta da CIA "empurrou" os soviéticos para a armadilha dos Taliban.

Ou seja , os Eua, de algum modo, queriam arrasar os soviéticos e, quando eles se dirigiam para o Afeganistão, os Eua, meses antes, já preparavam a guerra contra eles, usando os Taliban, muito bem treinados e armados, injetando ainda no país , 6 bilhões de dólares.

Os taliban conheciam bem o terreno do Afeganistão, eram os homens indicados.

O Jornal New York Times noticiou dia 15/09/01 que, pelo menos, sete dos "pilotos suicidas" do 11 de setembro foram treinados em bases militares dos Eua.

Bin Laden foi para o Afeganistão em 1980, especialista em recrutar e treinar mujaidins, ele foi também treinado pela CIA.
Sabe-se que a família Bush tem negócios de armamento e petróleo com a família Laden, por isso é que as declarações "oficiais" do Pentágono sempre diziam que Bin Laden não tinha contato com a família, que era um renegado, o que é falso.

Ele mantém laços com a família, a sua fortuna estima-se em cerca de 300 milhões de dólares, contudo deve ter muito mais.


Bush e família Laden - Negócio de petróleo

Em 1979 o primeiro negócio de Bush era a "Arbusto Energy" ( arbusto é Bush em espanhol).
James Bath um amigo próximo da família apoiou-o com 50 mil dólares, ficando com 5% de ações .
James era representante de negócios de Salem Bin Laden, nos Eua, ( Salem é um dos 17 irmãos de Bin Laden ), Bush teve algumas empresas nos últimos anos e faliram todas.

Bush (pai), enquanto presidente, fora também diretor da CIA.

Para invadir o Iraque , os Eua inicialmente usaram alguns argumentos alegando que haviam ligações entre Iraque e Al-Aaeda, o que é falso.
Saddam sempre foi inimigo de Bin Laden.
Além disso também nunca foram encontradas armas nucleares no Iraque.

Como a Al-Qaeda ( organização encoberta da CIA) vai influenciar as nossas vidas?

Daqui para frente , na Tv, iremos sempre ouvir "alertas" de perigo e ainda vão ocorrer alguns atentados, sempre em nome da Al-Qaeda, está claro.

Após o atentado em Khobar, o preço do petróleo atingiu máximos históricos, tudo por causa das "ameaças" da Al Qaeda, toda esta especulação faz subir o preço da gasolina, que todos nós ( em todos os países) vamos sentir na carteira.

Cada vez ressente-se mais no final do mês as despesas com a gasolina, cada vez estamos mais em crise.

Em consequência disso, todos os transportadores de bens e alimentos, face ao preço dos combustíveis, aumentam o preço, assim temos bens e alimentos, cada vez mais caros! Além disso, esta crise do petróleo afeta a economia dos países europeus e de outros.

Basta algum americano da Casa Branca berrar: "A Al-Qaeda vai atacar!" e é o suficiente para o mundo inteiro entrar em crise e o petróleo subir de preço, já viram ?!

Tudo não passam de interesses, as grandes multinacionais produtoras de petróleo querem lucrar com os aumentos, reparem em Portugal, a Galp, Shell e Bp subiram mais de 15 vezes o preço, e continuam a subir 1 cêntimo, aumentam umas 15 vezes o preço e depois baixam 1 ou 2, voltando a subir.

É incompreensível como a Galp aumenta aqui o preço (devido ao aumento do preço de petróleo) mas na Espanha têm um ponto onde a gasolina é 14 centímos por litro mais barata! A crise só afeta certas zonas?

Devemos recordar também que a família Bush, Laden e o grupo Carlyle têm negócios de petróleo, eles adoram a subida dos preços lucram bilhões de dólares, quando quiserem mais basta dizer "a Al-Qaeda vai atacar".

Nós estamos financiando a guerra:

Repare eu, você, todos nós, ao pagarmos combustíveis cada vez mais caros e consequentemente o gás doméstico também, estamos contribuindo para que essas empresas lucrem bilhões de dólares.
Se a família Bush, Grupo Carlyle, família Laden têm negócios do petróleo , eles lucram.

A Guerra no Iraque ( que custa trilhões $ ) é, em parte, financiada pelo dinheiro que eles lucram com o aumento do preço de petróleo.
Eles têm que pagar aos homens e pagar tanques de algum modo!
E dentro de um ou dois anos ficam com o petróleo Iraquiano ( 11% das reservas mundiais).

Então, nós vamos pagar petróleo, que eles exportam para cá, pagamos ao preço que Eles quiserem!

Continua a Guerra psicológica agressiva e sutil aos cidadãos americanos e do mundo

Al-Qaeda pode fabricar arma suja contra os Eua, afinal quando ouvi isso?
Foi em 2002, em 2003 também, e agora novamente em 2004.
Ameaças de um grande atentado nos Eua, quase todos os meses lançaram alertas desses!
Digam-me , é ou não é guerra psicológica? !!!

Notícia na sic:

A rede terrorista Al-Qaeda tem tecnologia e os meios necessários para fabricar uma "bomba suja" radioativa contra os Estados Unidos e outros países ocidentais, alertou, ontem, a CIA ( serviços secretos). Esta agência diz que o perigo de um ataque com armas não convencionais "permanece elevado".

No seu relatório anual sobre as ameaças de proliferação das armas, a agência de serviços secretos norte-americanos refere que a rede liderada por Osama Bin Laden tem também os "meios rudimentares" essenciais para a produção de armas químicas.

A CIA revela ainda que o Irã tem "um programa clandestino de armas nucleares" mas nada diz sobre as acusações lançadas este mês pelo secretário de Estado norte-americano, Colin Powell, segundo as quais Teerã está a tentar dotar os seus mísseis com cargas nucleares.

A agência dos serviços secretos faz soar o alarme junto dos membros do Congresso sobre as ameaças colocadas por organizações terroristas no domínio dos materiais químicos, biológicos, radiológicos e nucleares, susceptíveis de serem empregues contra os Estados Unidos e seus aliados.

COMENTÁRIO: Novamente os aliados em questão, ou seja a CIA quer lançar o pânico nos Eua, mas também por toda a Europa e países aliados, vamos meter todos ao barulho nesse guerra, eis a questão!

Eu vejo isso como uma história de lobo, tantas vezes gritam "lobo", e nada ocorre (porque são falsos alertas, já deve ser o centésimo alerta) e qualquer dia quando realmente fizerem sujeira, já ninguém acredita na história , porque tantas vezes a ouviram.

Bin Laden - o bode expiatório...

Os americanos criaram o Bin Laden, "o diabo dos tempos atuais, que ameaça o mundo inteiro".
Ninguém capturou o Bin Laden porque não quiseram , ainda custa a acreditar que a família Laden e a família Bush têm ligações, negócios de armamento e petróleo ?

Que Bin Laden é um homem da CIA, um bode expiatório islâmico apenas para justificar esta "guerra contra o terrorismo" ?

Se ainda duvidam, aqui ficam mais umas notícias intrigantes!

Em janeiro de 2001 após eleições presidenciais, foi dito ás agências de inteligência ( exemplo: CIA, FBI ), para parar com as investigações acerca da família Bin Laden e famílias reais sauditas ( foi noticiado pela BBC no dia 06/11/01 )

Maio de 2001, chefes da segurança nacional dos Eua rejeitaram diversas vezes a oferta de documentos secretos que o Sudão lhes oferecia a respeito da família Laden e Al-Qaeda, investigações, etc, os Eua não se mostraram interessados nesses documentos ( noticiado pelo The Guardian, a 30/09/01 )

Maio de 2001, o secretário de Estado Colin Powell dá 43 milhões de dólares aos Talibans, ( foi noticiado pelo Los Angeles Times em 22/05/01 ),
no ano 2000, já haviam fornecido 113 milhões de dólares ao regime Taliban ( State Department Fact Sheet 12/11/01).

Porque capturaram Saddam e
ainda não capturaram Bin Laden?

Porque não querem , estão enganando o mundo e forjando vídeos dele a todo o momento. Não capturaram Bin Laden porque ele é apenas um personagem fachada, querem mais provas ??

14 de junho de 2001, Bin Laden recebeu tratamento hospitalar de um doutor canadense ( Dr. Callaway ) no hospital americano do Dubay ( esse Dr. nunca quis prestar declarações à imprensa), Bin Laden recebeu também a visita de dois agentes da CIA. ( Este fato é amplamente conhecido, divulgado em vários meios, entre eles o London Times em 11/01/01 e no The Guardian a 11/01/01).

sexta-feira, 21 de novembro de 2008

OITO ANOS DEPOIS


o poder do mal.
George Bush quis levar a democracia ao Iraque
em vez disso, ele levou a destruição, a Haly-Burton e a Al Ka'eeda.
George Bush quis fazer a Guerra ao Terrorismo no Afeganistão
em vez disso, ele provocou um aumento da plantação e exportação de ópio.
George Bush quis trazer a Paz à Palestina
em vez disso, ele trouxe-nos um Mapa que nos conduziu
de nenhum lado até à longínqua Annapolis.
Hoje, 4 de Novembro de 2008
os EUA
estão a eleger outro George Bush
só mudará o nome
e provavelmente também a cor da pele.

Sherlock Hommos
04.11.2008

domingo, 14 de setembro de 2008

OPINIÃO PÚBLICA IRAQUIANA

Abaixo um comentário de suma importância para melhor entendimento de fatos que se sucederam... e, ainda se sucedem.
Read....
You don't know "shit" about Iraq.
FOR STARTERS, you don't speak Arabic.
In fact, there's a pretty good chance you don't even know someone who speaks Arabic. Further, you probably don't even know what percentage of Iraqis speak Arabic.
I know for damn certain that you don't speak Kurdish.
SECOND, you have never been to Iraq.
You may have seen a few maps on TV, but you have never actually been there.
There is even a reasonable chance that you could not identify Iraq on a blank map.
Almost certainly you do not know which countries border Iraq, without looking at a map.
Its very likely you have never met anyone from Iraq, even if you have seen a few on TV.
THIRD, you probably know shit all about Islam.
You don't know what the word means in Arabic.
You don't know the difference between Sunni and Shiite Islam.
You don't know which type of Islam is more common in the region or in the world. you don't known when Ramadan is.
You don't know when Muslims pray.
You don't know where Mecca and Medina are.
you don't know why those two cities are so important in the religion.
You don't know when Mohammad lived.
You have never read the Koran.
You probably have even read part of it.
You don't know what is forbidden by Islam, or what is permitted.
You have maybe one Muslim friend.
FOURTH, you have no clue about the history of the region.
You have never heard of the Ottoman empire.
You don't know about regional politics and the nineteenth century.
You don't know what the British did in Iraq.
You don't know about WWI in the region.
You don't know when Iraq became independent.
You don't know when Saddam Hussein took power.
Even though you were alive the entire time, you don't know when the Iran-Iraq war took place.
Before the war started, you only knew the same of one city in Iraq--Baghdad.
FIFTH, you have no ******* idea what our military capability actually is.
You couldn't even guess within 300,000 troops how many are available for active duty.
You have no idea how many are deployed in different parts of the world.
You don't know the location of more than three military bases.
You don't know what type of weaponry, armor and vehicle the military currently uses.
You don't even know the order of ranks among enlisted men in the Marines.
Hell, you don't know if the Marines are part of the Army or if they are a separate branch of the armed services.
You don't know what the military budget is.
You don't know what congressional committees oversee military activities.
You don't know how long a standard tour of duty lasts.
You don't know the demographic composition of the armed forces.
SIXTH, you don't know anything about the so-called "Iraqi resistance."
You don't know what their motives are.
You don't know what their goals are.
You don't know how many of them there are.
You don't know what groups they are affiliated with.
You don't know how many are native Iraqis, how many are not from Iraq, or how many used to be part of Saddam's regime.
You don't know what kind of tactics they use.
You don't know how much public support they have.
You don't know if they are one group or several groups.
You don't know their political or religious beliefs.
You don't know if they are losing strength or gaining strength.
SEVENTH, you don't have the slightest clue about the structure of Al-Qaeda and other terrorist groups.
You don't know where they operate from.
You don't know where their funding comes from.
You don't know their plans.
You don't know their strengths or weaknesses.
You don't know which organizations operate out of which countries.
you don't know what their goals are.
You don't know where they draw their recruits from.
You don't know how many people hate them and how many people sympathize with them. You don't know what connections they have with each other or with current regimes.
You don't know how these organizations are run, or if there are factional splits within them. You don't know the names of more than three of their leaders.
You probably could not even write a definition of the word "terrorist."
EIGHTH, you probably have never been a civilian in a war zone.
You saw the attacks of 9/11 on television, but you probably didn't experience them, or know anyone who did.
Your town has probably never been bombed or invaded.
You have never seen your country overthrown in a violent coup.
You have probably never lived under a dictatorship.
You almost certainly do not know what its like to face jail simply for speaking up for your beliefs.
NINTH, you know absolutely nothing about Iraqi public opinion.
You don't know what people over there are thinking.
You don't know what people are thinking in different regions of the country.
You don't know what they would like to see in a government.
You have no idea what their idea of justice and democracy is.
You may have heard a snippet of a poll or two, but since you don't know how those polls were conducted, what the methodology is, and how scientific such a poll is in relation to other polls, you really have no ******* clue what even the so called "general" sentiment is.
You don't know how many Iraqis welcome the presence of U. S. troops.
You don't know how many Iraqis wish U.S. troops harm.
You don't know what people there are thinking, and you probably never will.
TENTH, you almost certainly do not know what its like to face combat.
There is a decent chance that you know someone how is facing combat, but you can't understand what they are going through.
ELEVENTH, what little you do know, or what little you think you know, comes entirely from the mass media.
You might question the way the media presents its stories, but you make no real effort to find information from other sources.
Hell, you don't even follow the events in the mass media that closely.
Maybe a couple of times a week you will actually watch the news all the way through. You know more about "Friends" or the "American Idol," than you know bout recent events in Iraq.
You certainly have never actually watched or read anything from Al-Jazeera, even though you often deride the way it covers the news.
Twelfth, you can't possibly have the slightest idea how things in Iraq will change as time progresses.
No one knows that. you can not see into the future.
You don't know how it all will end. You don't know what will happen next.
Thirteenth, you know jackshit about the United Nations and international diplomacy. You don't know which countries are in the "Arab League."
You can't name even half of the members of the U.N. security council.
You don't know when the U.N. was founded, and you have never read the U.N. charter.
you don't know where U.N. troops are currently deployed.
You don't know the budget of the U.N., and you don't know where that money comes from.
You don't understand U.N. voting procedures.
Maybe, just maybe you know what city the U.N. headquarters are in.
you certainly don't know all the members of NATO, the EU, or the "non-aligned" movement.
Fourteenth, you definitely do not know "what the world thinks about the U. S."
You do not have a clear understanding of the opinion of the U.S. in very many, if any, countries of the world.
Hell, you probably don't even know the names of more than six heads of state throughout the world, much less what they think of the U.S.
You don't even know why other countries think certain things about us.
You may have a guess, but let me tell you right now, that guess is probably way off.
Fifteenth, you don't know crap about economics.
you don't know how the federal reserve system works.
you don't know how OPEC works.
You don't know how the unemployment rate is defined.
You don't understand currency or gold markets.
There is absolutely no way you understand you these structures are connected to the building of a functioning nation-state.
Trade agreements?
Please.
You have never read one in your entire life.
Sixteenth, even though you always talk about Democracy, I bet you couldn't even define what you mean by that.
Go ahead and try.
Define it in three sentences or less.
Now, try to explain how that was achieved in this country.
Goooood luck.
Seventeenth, if you actually managed to come up with something about what you mean by Democracy and how it was achieved in America, try to come up with a way that "we" can go about accomplishing the same thing in Iraq in just a matter of a year or two, if ever.
When making this calculation, don't forget to take into account of the things I have pointed out to you that you don't know.
I'm only saying this so that you will stop pretending that you know the solution to "the situation in Iraq."
You don't have a clue.
Even if you did know all of the things I listed, you still would only have a cursory understanding of how to help "the situation."
Even then, the best you could do was offer a semi-demi-psuedo educated guess about the best course of action that would be rife with sweeping generalizations and the lacking in significant evidence.
Even then, you might as well use a dartboard.
However, you don't even have close to that cursory understanding of what is taking place, and neither do I.
Just about the only thing you and I can know for certain is that over 800 coalition troops have lost their lives in Iraq, and over 10,000 Iraqi civilians have also died.
These numbers can be proven.
Not much else can be.
Considering all of this, I would appreciate it if you stopped telling everyone what should be done over there.
You don't know what needs to be done, and I don't either.
This is something you need to remember in the future whenever another one of our "elected" officials tells us that a nation that has not attacked us is a "threat to our security" and that we need to engage in "regime change" to fix the situation.
When they say this, tell them bullshit.
when they say it will be a clean and easy procress, them htem bull ******* ****.
Please remember how messed up things are in reality, no matter how they sound in a neatly prepared speech.
Please remember how little you actually know about these situations, and beg "our leaders" to remember the same thing about themselves, because the last thing we need is to get into another situation like this that no one knows how to fix.
May Allah grant you wisdom and understanding.
Caso necessitem de tradução:http://www.google.com.br/language_tools?...

segunda-feira, 8 de setembro de 2008

LAYLA ANWAR EM A VERDADE DO IRAQUE



Uma mulher de Bagdade responde aos médias dominantes



No tempo da ex-"Ditadura"
21 de Março de 2008
Layla Anwar
Fonte: blogue An Arab Woman Blues, via uruknet
Ilustração: obra da pintora iraquiana
Sundus Abdel Hadi intitulado "A batalha da Suméria" (2004)

A quem não o saiba lembramos que, sob a ex-ditadura, nós estávamos vivos e que, agora, somos apenas cadáveres...


Sob a ex-ditadura e durante e apesar de 13 anos de sanções desumanas, náo havia aqui guetos nem queríamos saber da seita religiosa de uns ou de outros, havia casamentos misturados, vizinhanças misturadas...
Podíamos sair à rua sem sermos crivados de balas pela milícia iraniana ou por alguma patrulha do exército,
não tínhamos barreiras de controlo, nem carros armadilhados, nem psicopatas da al-Qaeda, nem sadristas xiitas sectários de turbante e uniforme negro, não tínhamos de nos vestir à ninja, nem éramos violadas e ninguém nos atirava ácido à cara...
Éramos livres de ir rezar numa igreja ou numa mesquita, tínhamos os nossos empregos, as nossas casas, comida para os nossos filhos, os nossos hospitais funcionavam apesar das vossas sanções tirânicas (agora, 90% dos hospitais iraquianos têm uma falta absoluta de pessoal qualificado)...
As nossas estradas não estavam destruídas, as nossas pontes ofereciam travessias seguras, não tínhamos mulheres e crianças a pedir e a dormir pelas ruas, não tínhamos os 4,5 milhões de refugiados que temos agora, apinhados nas fronteiras ou a apodrecer nas tendas, tínhamos electricidade e água para beber, onde nunca encontrávamos vermes a flutuar...

Os nossos rios não eram vazadoiros de cadáveres nem os nossos jardins estavam transformados em cemitérios. As nossas crianças não eram vendidas nem traficadas. Os nossos professores universitários e investigadores (mais de 450 assassinados), médicos (500 assassinados) e outros técnicos (às centenas) não se exilavam nem eram mortos.
As nossas universidades ainda conseguiam produzir licenciados e as nossas escolas não eram atacadas com morteiros.
As nossas mulheres podiam conduzir, trabalhar, casar-se e divorciar-se à vontade...
No tempo da ex-ditadura, não tínhamos cerca de 100.000 presos sem julgamento, nem crianças sodomizadas nas cadeias, nem mulheres violadas por gangues em troca da libertação dos seus entes queridos...
No tempo da ex-ditadura, os nossos artistas, poetas, escritores, cantores e jornalistas (233 mortos desde 2003) não eram raptados nem assassinados...

"Under the former dictatorship, we were not rejects.

We still earned the respect of others.

Under the former dictatorship we had no mass corruption, no public thieves, no fraud...

Under the former dictatorship we had no Israelis, no Iranians and no Americans...

And sell out, treacherous Iraqis with foreign political agendas, were silenced, for the greater good.

Under the former dictatorship we had no 2 million widows, 5 million orphans, 4 million wounded, an X number of disappeared, we had no mass graves of a million plus murdered by Democracy.

Under the former dictatorship we were not considered the second most corrupt country in the world and the FIRST most dangerous country on earth...

Under the former dictatorship, we had a country called Iraq.

Under the former dictatorship we had a Life.

Under the former dictatorship, we were Free".


Texto integral (em inglês) em: http://arabwomanblues.blogspot.com/2008/03/under-former-dictatorship.html

segunda-feira, 30 de junho de 2008

INVASÃO DO IRAQUE SOB PRETEXTO INVENTADO

ESTADOS UNIDOS INVADIRAM IRAQUE SOB PRETEXTO INVENTADO
O Governo dos Estados Unidos mais de uma vez havia levado ao engano a opinião pública internacional antes de invadir o Iraque.
A conclusão consta do informe publicado por duas organizações jornalísticas americanas: o Centro pela Honestidade na Vida Pública e a Fundação de Jornalismo Independente.
Os autores do documento entendem que as muitas afirmações feitas em relação ao Iraque pelo presidente dos Estados Unidos e sua equipe eram parte de uma campanha organizada. Foi aquela campanha que acabou incitando a opinião pública e arrastou os Estados Unidos para uma guerra sob um pretexto sem dúvida inventado.
Trata-se dos dois argumentos propagandísticos fundamentais utilizados pelos Estados Unidos para invadir o Iraque.
O primeiro, a presença de um armamento de destruição em massa nas mãos do regime de Saddam Hussein.
O segundo, a cooperação entre aquele regime e o terrorismo islâmico, especialmente os contatos com a “Al-Qaeda”.
Como se verificaria mais tarde, ambos os argumentos eram falsos.
Não se pôde fazer passarem uns projéteis de artilharia velhos e já inservíveis contendo uma carga química por um “sinistro arsenal mortífero”.
Quanto à “Al-Qaeda”, o enforcado Saddam Hussein tinha as mesmas razões de peso de temê-la que os próprios Estados Unidos.
Entretanto, hoje em dia, a seguir à ocupação desse país por um exército de “democratizadores” com seus armamentos pesados, Osama Bin Laden poderia abrir seu escritório matriz em plena Bagdá.
Isso porque, segundo estimativas profissionais, estão agora operando no Iraque umas dezenas de milhares de extremistas islâmicos, entre os quais uma boa parte arvorando a bandeira da “Al-Qaeda”.
Os autores do informe acusam de difusão de informações falsas pessoalmente o presidente George Bush, o vice-presidente Dick Cheney, a atual secretária de Estado, Condoleezza Rice, que naquela época era assessora presidencial para a Segurança Nacional, assim como o então secretário de Estado, Colin Powell e o ex-secretário da Defesa, Donald Rumsfeld. Presentemente, conforme os últimos levantamento sociológicos, mais de 60 por cento dos Americanos consideram ser a guerra no Iraque um erro.
Esta opinião é compartilhada pelo analista russo Ievgheni Satanovski, que diz: Tendo entrado no Iraque, o Governo dos Estados Unidos viu-se de fato maniatado.
A campanha iraquiana mostrou que já não se pode se basear nas ultrapassadas tradições de operações bélicas no Oriente Médio.
Um corolário da campanha de desinformação que havia redundado na ocupação do Iraque foi terem os Estados Unidos perdido o instrumental de influência sobre a opinião pública.
Hoje, a perspetiva de retirada das tropas estadunidenses do Iraque poder-se-ia definir não como a necessidade de responder à pergunta “é ou não é necessário?” e sim como a necessidade de responder à pergunta “quando?”.
Washington sempre poderia dizer que estaria se retirando por ter vencido a “Al-Qaeda”. Agora, porém, já não há quem ouse garantir que essa decisão não seja mais um jeito propagandístico.
26.01.2008

quinta-feira, 13 de março de 2008

SER OU NÃO SER EIS A QUESTÂO

A VOZ DO POVO É A VOZ DE DEUS!

by Ieda
Sou anti-semita e jamais poderei ser presidente dos EUA! Será que vou conseguir dormir agora?

Sou também muçulmana fundamentalista! Você acha que devo avisar pra minha mãe?

Sou então revolucionária, viva Che! Será que devo fazer um curso pra aprender a atirar?

Sou terrorista, agora com muita honra! Quantos terroristas como eu devem ter hoje no mundo?

Sou agora parte da Al-Qaeda! Preciso comprar uma passagem pro Afeganistão ou pra Cuba?

Sou então baatista! Sou como eles antiimperialista. Não tenho que ser capitalista, não é mesmo?

Não quero me calar! Nem ver Hilary queixar-se de MacCain.Posso querer Obama?

Não vou me calar e nem moro lá, graças a Deus!Posso ficar daqui assistindo a queda?

Ainda bem que moro longe!!!

Muito boa aquela estátua enforcada!!!

O SUICÍDIO DE UMA NAÇÃO


Vocês vão se calar?

À espera que a gravidade faça o seu trabalho

O suicídio de uma nação(a pedir perdão!)

Não critiquem Israel,senão serão chamados anti-semitas(e nunca poderão ser presidente dos EUA).
Não critiquem a decadência ocidental,senão serão chamados muçulmanos fundamentalistas.
Não elogiem Fidel Castro nem Hugo Chávez,senão serão chamados revolucionários.
Não chamem ditador nem mentiroso a George Bush,senão serão chamados terroristas.
Não critiquem a estância balnearia da Baía de Guantánamo,senão serão acusados de serem membros da Al-Qaeda.
Não apoiem os combatentes pela liberdade do Iraque,senão serão chamados de “baatistas”(como se ser “baatista” fosse mau!)

Limitem-se a calarem-se… e a ver o Larry King na televisão.
Ou a calarem-se… e a ver a Hilary a queixar-se de MacCain.(como se ela fosse muito melhor!)

Calem-se e fiquem em casa…Esperem até que a gravidade os faça cair a todos,e, de preferência, que não seja nas nossas cabeças.


Sherlock Hommos

Um semita fundamentalista revolucionário,

mas não necessariamente terrorista,nem membro da Al-Qaeda.

sexta-feira, 22 de fevereiro de 2008

DEMOCRACIA E TERRORISMO

Democracia e terrorismo: os equívocos iraquianos
Paulo Casaca
[28-11-2007]
Foi com o maior atentado terrorista até hoje cometido que o presidente norte-americano deu uma volta completa ao seu discurso e programa de acção.
De um programa muito próximo da tradição isolacionista republicana temperada por algum intervencionismo "real-politik" com que se tinha apresentado ao eleitorado passou para a problemática da democracia no Médio Oriente como forma de combate ao terrorismo.

Essa viragem, que foi apenas esboçada com a intervenção no Afeganistão, em que, mais do que qualquer preocupação ideológica, o bom senso realista ditava que não era possível tolerar a organização de operações de guerra como a do 11 de Setembro a partir de um Estado legalmente constituído, assumiu-se na sua plenitude com a operação militar do Iraque e o aumento da pressão sobre todo o Médio Oriente no sentido da democratização.

Se bem que seja ainda cedo para fazer um balanço final dessa política, não há hoje ninguém, incluindo George Bush, que não tenha concluído que ela até agora falhou espectacularmente.

Muitas razões foram avançadas até hoje para explicar o falhanço, mas ninguém parece ter até hoje olhado com atenção para o aspecto essencial da equação: a forma como o terrorismo foi promovido em nome da democracia no Iraque.

É certo que já em 2005 o relatório oficial do Congresso Norte-Americano sobre o 11 de Setembro concluía que não se tinha provado nenhuma relação orgânica entre o regime de Saddam e a "Al-Qaeda", contrariamente ao que se poderia constatar acontecer entre essa organização e o Irão.
Realmente, quem olhar para a principal biografia não autorizada de Zarkaoui (Brisard, Jean-Charles, Zarkaoui, Le nouveau visage d'Al-Qaida, Fayard, 2005) constata que este passou os anos que antecederam a formação da "Al-Qaeda no Iraque" entre o Irão e a Síria.
A opinião de que a "Al-Qaeda no Iraque" obedece a Teerão é, de resto, unanimemente partilhada pelos dirigentes de todas as facções parlamentares iraquianas que são conhecidas como "sunitas" e que são, não por acaso, o alvo privilegiado desta organização.

O terrorismo tal como definido pelo antigo secretário geral das Nações Unidas Kofi Annan, como violência política dirigida contra não combatentes – ultrapassa em muito o quadro desta organização mais mediática, e tornou-se um verdadeiro fenómeno de massas no Iraque quando um dos líderes das brigadas Badr (Bayan Jabr) se tornou Ministro do Interior e promoveu o rapto, tortura e execução de milhares de civis pelas brigadas infiltradas nas forças de segurança, utilizando para isso não só os recursos oficiais mas também uma extensa rede de cárceres privados.

As brigadas Badr são identificadas – no que a meu ver continua a ser a melhor obra global sobre o fanatismo terrorista fanático (da autoria da equipa dirigida pelo juiz Galeano como acusação pelo atentado terrorista de Buenos Aires de 1994, e que neste particular toma acertadamente o maior especialista teórico na matéria, Bruce Hoffman, Inside Terrorism) – como a primeira organização de "terrorismo religioso".

Fundadas, organizadas, dirigidas e financiadas no Irão, e de resto constituídas e dirigidas em larga medida por nacionais iranianos, tendo por primeiro dirigente nomeado pelo Ayatollah Khomeiny, o actual responsável pelo sistema judiciário iraniano, Hashemi Shahroody, as brigadas Badr são a organização gémea do Hezbollah libanês.

Tal como testemunhado por dirigentes da resistência iraniana Ahwazi, as casernas de ambas as organizações situavam-se lado a lado no Ahwaz (Sudoeste do Irão, maioritariamente árabe) e eram treinadas ideológica e militarmente pelos mesmos guardas revolucionários iranianos.

O Hezbollah libanês, recorde-se, foi de longe a organização que mais cidadãos norte-americanos matou até ao 11 de Setembro.
O líder do Hezbollah libanês, Husseini Nazrallah é primo direito de Bakr Al-Hakim, dirigente do "Conselho Superior da Revolução Islâmica no Iraque" (SCIRI, no acrónimo inglês) ramo político das brigadas Badr durante a invasão de 2003.

A Resistência Iraniana revelou recentemente a lista nominativa de 31.690 operacionais das brigadas Badr que já antes de 2003 eram simultaneamente membros do destacamento Jerusalém dos Guardas Revolucionários Iranianos (departamento iraniano para o terrorismo no exterior) e que continuam a ser pagos enquanto tal.

As brigadas Badr – ou o seu ramo político SCIRI – constituíram o núcleo duro das forças "iraquianas" organizadas pelos EUA para tomarem conta do Iraque após a invasão, lado a lado do "Congresso Nacional Iraquiano", organização que apesar de contar com muitos expatriados iraquianos democratas era dirigida por Ahmed Chalabi, figura próxima de Teerão. Da mesma coligação fizeram parte também as forças curdas.

Charles Glass (The Northern Front, A wartime diary) explica a organização dessas forças no Curdistão iraquiano no final de 2002, entradas pela fronteira com o Irão sob escolta dos guardas revolucionários iranianos. Quando da invasão, Glass estima em 3.000 homens os efectivos das brigadas Badr no Curdistão.
A revista Time (Time Magazine, 22 de Agosto, 2005 vol. 166 nº 8) descreve a forma como os muitos milhares de membros das brigadas Badr procederam à ocupação efectiva do Sul do Iraque na retaguarda do avanço americano. De facto, foi logo a partir daí que estas ocuparam posições nas administrações públicas e começaram a execução sumária dos opositores.
Lado a lado com o SCIRI, os EUA colocaram também no poder o partido Al Dawa, movimento político iraquiano relativamente antigo com numerosas facções, quase todas elas com fortíssimos laços com Teerão.

O Al Dawa tornou-se internacionalmente conhecido pelo ataque terrorista que desencadeou contra a Embaixada dos EUA no Kuwait por encomenda iraniana em 1983.
Há dias, esse evento foi recordado quando as autoridades kuwaittianas pediram a extradição de um dos condenados por esse ataque terrorista, Jamal Ebrahimi (também conhecido pelo seu nome de guerra, Abu-Mohandes) actualmente deputado e dirigente da chamada coligação xiita no Iraque, colega de partido do Primeiro-Ministro do Iraque e que se acolheu no Irão quando o pedido de extradição foi endereçado às autoridades iraquianas.

Quem ler a biografia não publicada de Nouri Maliki, actual Primeiro Ministro iraquiano pelo partido Al Dawa, verá também que este esteve de 1979 a 1987 no "Shahid Sadr Hezb al-Dawa" batalhão estacionado no Ahwaz e, sob a supervisão dos guardas revolucionários iranianos, responsável por ataques terroristas como o de 1983 no Kuwait.
Paralelamente a estas duas facções, a coligação xiita no poder no Iraque tem ainda como forças mais importantes duas milícias conhecidas pelas actividades terroristas que, contrariamente às outras duas, têm também por alvo directamente as forças norte-americanas.

Para além do terrorismo promovido pela Al-Qaeda e pela aliança xiita, existe também a violência e actos de terrorismo promovidos pela chamada resistência, que tem apoio na camada da população designada por sunita e que, hoje em dia, se assume tanto como resistência contra a ocupação declarada americana como contra a ocupação não declarada iraniana.

Se tivermos em conta que a coligação iraquiana no poder depois da invasão terá saneado cerca de dois milhões de funcionários, entre os quais centenas de milhares de membros das anteriores forças de segurança – que constituíram portanto uma fonte de recrutamento privilegiada para essa resistência – podemos compreender como ela é fruto directo da mesma política com que foi gerida a ocupação do Iraque.

Os dirigentes americanos têm-se esforçado para tapar o Sol com uma peneira, recusando reconhecer a evidência de que
(1) a razão pela qual existe uma encarniçada resistência no Iraque mais do que à maldade congénita do baathismo, se deve ao facto de não ter sido dada outra alternativa às elites dirigentes do país;
(2) tal como no Irão, os discursos simpáticos de alguns dirigentes dos partidos pró-iranianos são apenas a outra face do terrorismo promovido pelos seus colegas de coligação, não havendo entre eles qualquer divergência substantiva.
As principais organizações iraquianas que os EUA chamaram para "democratizar" o Iraque são organizações fanáticas, dirigidas por Teerão, envolvidas em actos de terrorismo, nomeadamente contra alvos americanos.

A verdade nua e crua é assim a de que as forças da coligação ocidental promoveram a destituição de um ditador e a destruição do Estado iraquiano – um e outro sem ligações ao terrorismo fanático contemporâneo – fazendo-os substituir pelas principais forças do terrorismo, paradoxalmente, em nome da "luta contra o terrorismo" e da "promoção da democracia".

Para além das inevitáveis teorias da conspiração que se alimentam deste encadeamento extraordinário de factos, e ao fim de vários anos que tenho dedicado a tentar perceber este fenómeno, cheguei à conclusão de que ele se deve acima de tudo à ignorância ocidental sobre a realidade do Grande Médio Oriente, que o tornou presa fácil da manipulação.

Recentemente George Bush começou enfim a dar sinais muito ténues de querer entender a realidade do Iraque, afirmando a necessidade de uma estratégia de "containement" do regime iraniano, prendendo mesmo alguns iranianos ou de obediência iraniana com lugares ministeriais, estratégia que qualquer elementar bom-senso ditava que tivesse seguido desde o início.
Para que a estratégia da "democracia para o Médio Oriente" possa vir a ser retomada e para que haja um futuro para o Iraque é essencial deixar de tratar os que querem a democracia como terroristas, e os terroristas como os que querem a democracia.
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publicado por nucleargmo

terça-feira, 12 de fevereiro de 2008

EUA: MUNDO DE MENTIRAS E ILUSÕES


Ao abrir o último ano do governo de George W. Bush, o povo
estadunidense se vê aprisionado em um mundo de mentiras e
ilusões
criado pelo seu governante eleito e seus comparsas do
Congresso. 

EUA: Prisioneiros de si
mesmos
Estadunidenses vivem em um mundo à parte

Ao abrir o último ano do governo de George W. Bush, o povo
estadunidense se vê aprisionado em um mundo de mentiras e
ilusões criado pelo seu governante eleito (e reeleito) e seus
comparsas (tanto Republicanos como Democratas) do Congresso.
Graças a uma estrutura de propaganda midiática bem financiada e
estruturada pelos seus aliados do governo, um povo que
certamente se esqueceu de todos os “princípios dos pais
fundadores”
, se verá livre de mais um regime de criminosos de
guerra, mas continuarão detidos em um mundo à parte.
Aprisionados sob a constante ameaça fabricada pelo “terrorismo”,
o
povo estadunidense se mostrou incapaz de abrir os olhos e
perceber que, desde o famoso 11 de setembro, as principais
ameaças de terrorismo foram cometidas pelo próprio governo.
Uma
clara evidência disso foi a tentativa de explodir em 2006 o edifício
Sears Tower, em Chicago, em que rapidamente a Al-Qaeda foi
acusada, mas que pouco depois se ficou sabendo que se tratava de
um plano interno de um agente do FBI.
Algumas vítimas inocentes
foram detidas como bode expiatório, e logo depois foram todas
libertadas.
Muitos políticos consideram os ataques de 11 de setembro, o ícone
maior da ilusão do “terrorismo” para o povo estadunidense, como
um evento orquestrado.
Membros dos gabinetes da Alemanha,
Canadá, Reino Unido e o atual Chefe de Estado da Rússia
declararam publicamente as suas dúvidas sobre a “história oficial”
do caso.
Recentemente, o ex-presidente italiano, Francesco
Cossiga, em uma entrevista ao diário italiano Corriere della Sera[1], na
edição de 30 de novembro de 2007, afirmou que “elementos
democráticos na América e Europa hoje sabem que os ataques de
11 de setembro foram planejados e executados pela CIA e pelo
Mossad (organização terrorista do governo israelense), para culpar
os países árabes e persuadir os poderes ocidentais a tomar ação
militar no Afeganistão e Iraque”.
As palavras de Cossiga refletem o
que muitos fora dos Estados Unidos pensam.
As citações de Cossiga foram ignoradas por absolutamente todos
os jornais e redes de notícia dos Estados Unidos, o que mostra para
quem está a lealdade da imprensa ocidental – para seus líderes, e
não para seu povo.
Dessa forma, a população daquele país vive em
um mundo de propaganda voltada para a aceitação de crimes de
guerra, tortura, agressão militar injustificada e opressão, enquanto
os “cidadãos da liberdade e democracia”, os estadunidenses e
israelenses, são contemplados em um universo marcado pelas
“constantes ameaças dos muçulmanos extremistas”.
Fato é que a
liberdade nos Estados Unidos não existe mais – isso é resumido
nas listas de proibição de vôo, nos casos de espionagem secreta de
cidadãos, na detenção de suspeitos sem acusação formal e nem

sequer evidências criminosas, nos casos confirmados de tortura e
uma longa lista de crimes contra estadunidenses (ou não) em nome
da ilusória “liberdade”.
Afeganistão e Iraque, alguns passaram a sentir o peso das suas
decisões em seus bolsos nesse último ano, mas poucos conseguem
entender que a maior perda é mesmo a ausência de qualquer noção
de liberdade.
Por exemplo: em outubro de 2007, os Democratas
colocaram em votação uma legislação que oficialmente destruiria
qualquer sentimento de liberdade de expressão, abrindo por um
período de 18 meses uma campanha nacional de “descobrir
estadunidenses com visões políticas extremas”
e dando liberdade
ao governo de detê-los sem aviso prévio.
Em uma decisão quase
unânime, a legislação foi aprovada no Congresso por 404 votos
contra 6.
Como de costume, adjetivos como “extremismo” e “radicalismo” são
usados pelo governo como se tais julgamentos fossem possíveis –
as definições das palavras dependem simplesmente da opinião
subjetiva dos membros do Congresso.
Existe algo que expresse
melhor o fim da autoridade da Constituição estadunidense?
Mas um
fato deve ser levado em consideração – os Estados Unidos são
uma democracia,
e o povo elegeu os líderes que lhes convêm. 
http://www.orientemediovivo.com.br/pdfs/edicao_89.pdf
[1]O Corriere della Sera (em português "Correio da Noite") é um jornal diário italiano, impresso em Milão, pertencente ao grupo RCS Mediagroup. É o primeiro da Itália, seguido pelo "La Repubblica" e pelo "La Stampa" . Foi fundado em 1876 pelo jornalista Eugenio Torelli Viollier. Tem este nome porque originalmente era vendido a partir da 21 horas.