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domingo, 3 de janeiro de 2010

UM ANO DO MASSACRE EM GAZA


Você sobreviveu ao genocídio
Você sobreviveu aos massacres
Você sobreviveu à humilhação.
Mas não conseguiram fazê-la odiar!
Destruíram sua casa
Destruíram sua escola
Destruíram sua infância
Mas não conseguiram fazê-la odiar!
Bela menina de Gaza
Tens muito a ensinar
Teu gesto redime a humanidade
Pois até os brutos podem se comover
Bela menina de Gaza
Bela rosa de Gaza
Teu gesto é a glória de seu povo
Bela menina-rosa de Gaza



Há um ano atrás, no dia 27.12.2008, a ocupação sionista das terras palestinas, mais conhecida como "Estado de Israel", perpetrou um dos mais vergonhosos crimes contra a humanidade deste século.

Com apoio estadunidense e conivência da União Européia e países árabes como Egito, o exército sionista, 4ª maior potência militar do planeta, incursionou pelo gueto sitiado de Gaza despejando bombas de fósforo e outros armamentos proibidos em civis e, ocasionalmente, em membros do Hamas, um dos grupos que resistem a ocupação.


O motivo da chacina foram os foguetes(rojões caseiros e imprecisos na verdade) que os militantes lançavam no território ocupado pelos invasores.


Saldo da tragédia:

1.400 mortos do lado Palestino, a maioria civis, sendo 400 crianças com até 14 anos de idade e

15 soldados sionistas.


Qualquer outra nação que tivesse comentido tal massacre seria defenestrada, sofreria sanções e, quem sabe, até mesmo uma intervenção militar, mas não foi o que aconteceu.


A imprensa mundial, com raras excessões, esforçava-se para dar uma aparência de "equilíbrio" ao conflito, algumas pessoas até mesmo achavam que os "terroristas" palestinos mereciam o castigo, os líderes mundias, tendo à frente o sorridente Nikolas Sarkozy, nada mais fizeram do que um jogo de cena.


É compreensível...É muito difícil condenar um carrasco que tem o controle de grande parte da produção simbólica mundial(veículos de comunicação, estúdios de cinema, de televisão, editoras de livros, etc.), quando controla ou tem enorme influência em outros setores estratégicos espalhados pelo mundo(cargos políticos, sistema financeiro, energético, etc.) e quando a vítima foi deixada à própria sorte, sem padrinho e sem poder contar sequer com os seus irmãos de fé.


Aos que, como eu, militam contra qualquer tipo de opressão, resta relembrar e divulgar o ocorrido, não deixar que tão abjeto crime caia no esquecimento, informar com o objetivo de não permitir que o tempo e a propaganda invertam as posições de vítima e algoz.


Disponibilizo algumas fotos do massacre em gaza, não porque gosto de vê-las, mas para que esse crime nunca seja esquecido. Jamais!!



Área civil bombardeada por caças f-16 do exército sionista.


Quem são os verdadeiros terroristas?



Criança palestina atingida por bombas de fósforo branco(arma proibida).


Quem são os verdadeiros terroristas?



Crianças de 11 anos mortas em bombardeio israelense na faixa de Gaza.


Quem são os verdadeiros terroristas?



Três irmãos palestinos mortos pelo exército de Israel durante o massacre em gaza.


Quem são os verdadeiros terroristas?



Bêbês palestinos feridos em ataque israelense ao gueto sitiado de Gaza.


Quem são os verdadeiros terroristas?



Mãe e filho feridos durante o ataque sionista ao gueto de Gaza.


Quem são os verdadeiros terroristas?



Fósforo branco(Arma proibida) lançada pelos terroristas sionistas em Gaza...



...e os seus efeitos em uma criança palestina.


Quem são os verdadeiros terroristas afinal?


FONTE: http://allanerick.blogspot.com/2009/12/1-ano-do-massacre-em-gaza.html

Impresionantes imágenes de uno de los ataques de Israel

a Palestina.


WebIslam
http://www.webislam.com/?idv=2033

domingo, 30 de agosto de 2009

SOMOS TODOS PALESTINOS! PELA PAZ NA PALESTINA


Que esses desmandos contra o Povo Palestino não fiquem impunes!
Contra o massacre, somos todos palestinos!


A terra sagrada da Palestina iniciou o ano de 2009 sob o signo da morte.

O gueto de Gaza, sob bombardeio intenso, ardeu em chamas e desespero.

Os fogos de artifício das comemorações festivas da entrada do ano novo foram sobrepujados pelos fogos dos artefatos de guerra.

Transposta do festivo ao lutuoso, a consciência digna da cidadania mundial foi tomada de espanto diante da brutalidade dos acontecimentos.

Agora, depois do cessar-fogo precário, os jornais estampam a radiografia preliminar do desatino.


Quase cinco mil moradias destruídas; dezessete mil casas danificadas; mais de mil e quinhentos estabelecimentos – comércio, pequenas fábricas, oficinas - derrubados; vinte mesquitas bombardeadas; vinte e cinco hospitais, além de escolas, laboratórios, a Universidade e até cemitérios foram atingidos.


A contagem dos cadáveres ainda segue seu curso doloroso, na remoção dos escombros e no espocar das bombas de efeito retardado.

Fala-se, até agora, em mil e trezentos palestinos mortos, a maioria composta por civis, mulheres, idosos e, principalmente, crianças: um terço dos que perderam a vida.


São milhares os feridos e mutilados, sem contar aquele tipo de dano incalculável por cifras e inesgotável no tempo: o pavor dos sobreviventes que vivenciaram indefesos a catástrofe. Em tempo: morreram também treze israelenses, três civis e dez soldados, alguns dos quais capitulados na estranha categoria de “fogo amigo”.


A desproporção é patente, mas a estupidez da investida se espraia para muito além dela.


A faixa de Gaza, como o nome indica, é uma pequena tira de terra que, sem exagero, caberia como bairro em qualquer das nossas grandes capitais.


São 35 quilômetros de extensão por dez de largura, um milhão e quinhentas mil almas espremidas, acuadas, humilhadas e ofendidas no gueto que se constitui como a região de maior densidade populacional do planeta.


Quem despeja bombas em áreas densamente povoadas comete crime de guerra e perde o direito moral de falar em “escudos humanos”.

Quem bombardeia escolas, universidades, hospitais e até cemitérios agride o senso dos que acreditam nas mais prodigiosas realizações do espírito humano.


O ataque aos escritórios das Nações Unidas e aos galpões da ajuda humanitária é um procedimento próprio de quem ultrapassou todos os limites do razoável.


Quem tem a força, sem dúvida, pode avassalar, mas se coloca na contramão do processo civilizatório. Ao lançar mão da força bruta para impor seus desígnios, o Estado de Israel se candidata a um lugar de destaque na história universal da infâmia e da covardia.


Não vale invocar “queridas memórias” para justificar massacres.


Os palestinos, tanto quanto os hebreus, são semitas.


Nem o passado, sem dúvida tecido de heroísmo, deve ser usado para cristalizar intolerâncias.


Árabes e judeus, em outras eras, andaram juntos no sofrimento ou na glória.


Em vínculos de fogo: queimados nos Autos de Fé do Santo Ofício.

Ou em vínculos de luz: na floração cultural da Espanha do século XII, onde Maimônides e Averróis, pontos luminosos das duas culturas milenares do oriente, teceram pontes para que a nascente universidade européia retomasse contatos com o pensamento grego, origem da cultura ocidental, até então seqüestrado e segregado nos mosteiros do obscurantismo.


Jorge Luiz Borges, o grande escritor argentino, escreveu um belo poema por ocasião da guerra das Malvinas.


Fala de dois jovens, o argentino Juan López e o inglês John Ward, arrastados para a morte por “próceres de bronze”.


Diante da brutalidade que se abate sobre a terra prometida, vale recitá-lo:


“Tocou-lhes por azar uma época estranha.O planeta havia sido dividido em distintos países, cada um dotado de lealdades, de queridas memórias, de um passado sem dúvida heróico, de direitos, de agravos, de uma mitologia singular, de próceres de bronze, de aniversários, de demagogos e de símbolos. Essa divisão, cara aos cartógrafos, propiciava guerras. López nascera na cidade junto ao rio imóvel; Ward, nos arredores da cidade por onde andou Father Brown. Havia estudado castelhano para ler o Dom Quixote. O outro professava a paixão por Conrad, que lhe havia sido revelado em uma aula na rua Viamonte.Teriam sido amigos, mas só se viram uma vez, cara a cara, em umas ilhas por demais famosas, e cada um dos dois foi Caim, e cada um, Abel. Foram enterrados juntos. A neve a corrupção os conhecem.O caso que lhes conto ocorreu num tempo que não podemos entender”.


Rio, 22/01/2009

Léo Lince é sociólogo e mestre em ciência política pelo IUPERJ

domingo, 25 de maio de 2008

DENÚNCIA SOBRE O BLOQUEIO ISRAELENSE À FAIXA DE GAZA

Médicos Sem Fronteiras denunciam

Assista AQUI a denúncia da ONG Médicos Sem Fronteiras sobre o bloqueio israelense a Faixa de Gaza.
O vídeo tem um pouco mais de quatro minutos.
É narrado em inglês com legendas em espanhol, e foi realizado em janeiro deste ano.
Desde então, a situação se agravou.

http://blogdobourdoukan.blogspot.com/


domingo, 2 de março de 2008

SOLIDARIEDADE AO POVO PALESTINO

Declaración del Partido de los Trabajadores de Brasil
Solidariedade ao povo palestino
O Partido dos Trabalhadores tem acompanhado com extrema preocupação a situação na Palestina.
Antes, durante e após o encontro de Annapolis, realizado em novembro de 2007, sob a liderança dos Estados Unidos e, do qual o Brasil participou como convidado, Israel continuou e continua desrespeitando as resoluções internacionais e impondo sofrimento a toda a população palestina.
O PT condena os bombardeios na Faixa de Gaza, que atingem indiscriminadamente resistentes, civis, crianças, prédios públicos, hospitais, escolas e infraestrutura urbana.
Nosso partido repudia e apela pelo fim do bloqueio alimentar e de bens de primeira necessidade, a privação de luz, gasolina e água, a proibição total de entrar e de sair da faixa de Gaza, que levam a uma situação humanitária alarmante e a uma degradação permanente, o fechamento dos hospitais e a paralisação dos serviços públicos.
O Partido dos Trabalhadores condena a manutenção das colônias na Cisjordância, em ruptura com as resoluções internacionais e as convenções de Genebra; condena a construção do muro de segregação, já condenado pela Corte de Justiça Internacional de Haia, e a multiplicação dos controles militares em território palestino, que impedem a população de deslocarse livremente, de cuidarse e deeducar-se. Nosso partido repudia ainda as invasões, seqüestros e assassinatos, fora de qualquer quadro legal internacional, dos militantes e representantes políticos palestinos.
A reunião de Annapolis não ocasionou uma inflexão nesta realidade e deixa os palestinos em geral e os de Gaza, em particular, sem perspectiva política em vista e sem recursos humanitários possíveis.
O bloqueio e a violência em Gaza duram desde 1967, desde quando Israel recusa-se a dobrar-se às resoluções e leis internacionais.
Em Gaza, o governo de Israel priva 1.500.000 palestinos de água, luz, combustível, comida e remédios.
No dia 21 de janeiro, Christopher Gunness, porta-voz da Agência da ONU para os refugiados palestinos (Unrwa), preveniu que sua organização deverá cessar logo sua distribuição de comida a 860.000 pessoas na faixa de Gaza se o bloqueio israelense mantiver-se.
Frente a esta situação, o Partido dos Trabalhadores solicita ao Governo brasileiro e conclama os movimentos sociais e a sociedade brasileira, em geral a:
1. ampliar a solidariedade ao povo palestino, ampliando a mobilização, junto à comunidade internacional, para promover uma ação humanitária de urgência para aliviar os males mais imediatos, pressionar pela entrada de remédios, comida, gasolina, luz, água potável em Gaza e na Cisjordânia;
2. que o Brasil participe desta missão humanitária;
3. que o Brasil seja promotor de uma deliberação da Assembléia Geral da ONU para que o Conselho de Segurança da Organização determine o envio de tropas de paz ("boinas azuis") para cessar toda a violência e, controlar a situação, testemunhar sua degradação e observar os palestinos em seu esforço de sobrevivência;
Por fim, o Partido dos Trabalhadores reforça a necessidade de um engajamento sério da comunidade internacional e acredita que o caminho para se alcançar a paz na região é através do diálogo e da vontade política de erguer um Estado palestino independente, que possa coexistir pacificamente com o Estado de Israel.
Ricardo Berzoini
Presidente Nacional do Partido dos Trabalhadores
Valter Pomar
Secretário de relações internacionais do Partido dos Trabalhadores

Sitio Oficial del Partido de los Trabajadores de Brasil:
www.pt.org.br