Quilapayún en el Palau de la Música Catalana (Barcelona, 23 enero 2003)
El pueblo unido, jamás será vencido,el pueblo unido jamás será vencido...De pie, cantadque vamos a triunfar.Avanzan yabanderas de unidad.Y tú vendrásmarchando junto a míy así verástu canto y tu bandera florecer.La luzde un rojo amaneceranuncia yala vida que vendrá.De pie, luchadel pueblo va a triunfar.Será mejorla vida que vendráa conquistarnuestra felicidady en un clamormil voces de combate se alzarán,diráncanción de libertad,con decisiónla patria vencerá.Y ahora el puebloque se alza en la luchacon voz de gigantegritando: ¡adelante!El pueblo unido, jamás será vencido,el pueblo unido jamás será vencido...La patria estáforjando la unidad.De norte a surse movilizarádesde el salarardiente y mineralal bosque australunidos en la lucha y el trabajoirán,la patria cubrirán.Su paso yaanuncia el porvenir.De pie, cantadel pueblo va a triunfar.Millones ya,imponen la verdad,de acero sonardiente batallón,sus manos vanllevando la justicia y la razón.Mujer,con fuego y con valor,ya estás aquíjunto al trabajador.Y ahora el puebloque se alza en la luchacon voz de gigantegritando: ¡adelante!El pueblo unido, jamás será vencido,el pueblo unido jamás será vencido...
Os últimos dias de Salvador Allende e do Governo de Unidade Popular
O presidente do Chile, Salvador Allende, declarou logo após a sua eleição:
“A história ensinou-nos que os grupos ultra-revolucionários não desistem do poder e lutam para conquistá-lo”.
Esta previsão, feita três anos antes, veio a tornar-se realidade no dia 11 de Setembro de 1973, data do golpe sangrento comandado por Augusto Pinochet.
4 de Setembro de 1972:
Salvador Allende denunciou, em vão, nas Nações Unidas, as tentativas norte-americanas de destabilização do Chile.
A situação económica tornou-se catastrófica. O povo protestou em manifestações turbulentas.
A organização da extrema-direita "País e Liberdade" tornou-se violenta.
As mulheres protestaram contra a falta de alimentos básicos.
Os camionistas organizaram um boicote na estrada, bloqueando o tráfego com milhares de camiões.
A economia entrou em rotura...
11 de Setembro de 1973:
Em 11 de Setembro de 1973, as forças armadas chilenas, comandadas pelo general Augusto Pinochet e com o apoio e financiamento dos Estados Unidos, derrubaram o governo de Unidade Popular de Salvador Allende, democraticamente eleito 3 anos antes. Neste dia e apesar dos vários pedidos feitos ao presidente Allende para renunciar ao cargo (e até lhe ofereceram, a ele e à sua família, refúgio no exterior!), este não aceitou a proposta dizendo, num discurso difundido pela rádio, na manhã de 11 de Setembro de 1973:
“ (…) Trabalhadores de minha Pátria, tenho fé no Chile e no seu destino. Outros homens hão-de superar este momento cinza e amargo em que a tradição pretende impor-se. Prossigam vocês, sabendo que, bem antes que o previsto, de novo se abrirão as grandes alamedas por onde passará o homem livre, para construir uma sociedade melhor. Viva o Chile! Viva o Povo! Viva os Trabalhadores! Estas são minhas últimas palavras e tenho a certeza que o meu sacrifício não será em vão. Tenho a certeza que, pelo menos, será uma lição moral que castigará a deslealdade, a covardia e a traição." (Últimas palavras de Salvador Allende à Nação, Pouco minutos passavam das 9 horas, da manhã do dia 11 de Setembro de 1973).
Cercados no palácio presidencial e bombardeados pela Força Aérea, Allende e alguns colaboradores leais resistiram de armas na mão. Foram todos mortos em circunstâncias até hoje desconhecidas. O exército chileno - liderado por Augusto Pinochet - não teve qualquer humanidade com os militantes do Partido da Unidade Popular.
A repressão militar foi vingativa e intolerante.
Trinta mil pessoas foram assassinadas e mais de cem mil pessoas presas e torturadas.
Foram 17 longos anos que durou a ditadura de Pinochet.
Este morreu em Dezembro de 2006 sem nunca ter sido julgado pelos seus crimes.
Homenagem ao Povo do Chile
Foram não sei quantos mil
operários trabalhadores
mulheres ardinas pedreiros
jovens poetas cantores
camponeses e mineiros
foram não sei quantos mil
que tombaram pelo Chile
morrendo de corpo inteiro.
Nas suas almas abertas
traziam o sol da esperança
e nas duas mãos desertas
uma pátria ainda criança.
Gritavam Neruda Allende
davam vivas ao Partido
que é a chama que se acende
no povo jamais vencido.
- o povo nunca se rende
mesmo quando morre unido.
Foram não sei quantos mil
operários trabalhadores
mulheres ardinas pedreiros
jovens poetas cantores
camponeses e mineiros
foram não sei quantos mil
que tombaram pelo Chile
morrendo de corpo inteiro.
Alguns traziam no rosto
um rictus de fogo e dor
fogo vivo fogo posto
pelas mãos do opressor.
Outros traziam os olhos
rasos de silêncio e água
maré-viva de quem passa
uma vida à beira-mágoa.
Foram não sei quantos mil
operários trabalhadores
mulheres ardinas pedreiros
jovens poetas cantores
camponeses e mineiros
foram não sei quantos mil
que tombaram pelo Chile
morrendo de corpo inteiro.
Mas não termina em si próprio
quem morre de pé. Vencido
é aquele que tentar
separar o povo unido.
Por isso os que ontem caíram
levantam de novo a voz.
Mortos são os que traíram
e vivos ficamos nós.
Foram não sei quantos mil
operários trabalhadores
mulheres ardinas pedreiros
jovens poetas cantores
camponeses e mineiros
foram não sei quantos mil
que nasceram para o Chile
morrendo de corpo inteiro. José Carlos Ary dos Santos
As Farc´s como são conhecidas existem desde a década de 60, portanto tem muito mais tradição e história que qualquer presidente de mandato novo.O movimento tem apoio de boa parte da população, diferente do que muitos dizem, dominam quase a metada do território de seu pais.Não existe movimento revolucionário sem apoio da população, ao contrario dos paramilitares equipados e pagos pelo governo americano, com a desculpa de combater o narcotrafico e que não tem apoio da população, até em função das atrocidades cometidas por estes grupos extremamente perigosos.Não existem santos na Farc e nem estou aqui defendendo sequestro e drogas, o problema é que na guerra vale tudo, que o digam alguns de nossos politicos atuais, que ja foram guerrilheiros e hoje são deputados, senadores, etc. inclusive Gabeira que é deputado e provavelmente candidato a prefeito do Rio com apoio de PSDB, DEM, PPS, incrivel não?Nossa Ministra Dilma também, como sempre lembram no YR o pessoal dos mesmos partidos, assim com Genuíno, Dirceu, etc.Talvez não tão corajoso mas tambem exilado temos até o FHC, que foi exilado politico e quando voltou foi candidato a senador e suplente do Franco Montoro, como as coisa mudam não?Portanto se faz necessário entender um pouco mais um movimento revolucionário, saber das necessidades do povo, saber o motivo do povo não querer o apoio americano, inclusive boicotando ações que envolvam americanos, saber qual o motivo do povo apoiar as Farc e não o governo Central. Tentar saber se tudo que sai na mídia é a verdade. No Brasil, Argentina, Chile, etc, durante décadas assassinos eram todos que ficavam contra o governo das ditaduras apoiadas e treinadas pelos americanos, sendo que hoje sabemos que assassinos eram os militares que estavam no poder na época, que torturavam, matavam, sequestravam, eram corruptos, endividaram o pais, e fizeram fortunas com nosso dinheiro, bem como fizeram milionários a maioria das elites que os apoiavam, com mentiras e planos econômicos fantasma.Assim precisamos tomar cuidado pois quem hoje é guerrilha pode ser governo democrático amanhã com apoio do povo.