quarta-feira, 29 de julho de 2009

MÁXIMAS DE SABEDORIA

A poesia de Eduardo Galeano

O Direito ao Delírio


Eduardo Galeano
(tradução livre Rodrigo Espinosa Cabral)


Que tal começarmos a exercer O direito de sonhar?
Que tal se delirarmos um pouquinho?
No próximo milênio, o ar estará limpo
de todo veneno
O televisor deixará de ser
o membro mais importante da família
As pessoas trabalharão para viver,
em vez de viver para trabalhar.
Os economistas não chamarão
nível de vida o nível de consumo,
nem chamarão qualidade de vida
a quantidade de coisas.
Ninguém será considerado herói
ou tolo só porque faz aquilo que
acredita ser justo, em vez de fazer
aquilo que mais lhe convém.
A comida não será uma mercadoria,
nem a comunicação um
negócio, porque comida e comunicação
são direitos humanos.
A educação não será um privilégio
apenas de quem possa pagá-la.
A polícia não será a maldição
daqueles que não podem comprá-la.
A justiça e a liberdade, irmãs
siamesas condenadas a viverem separadas,
voltarão a juntar-se, bem unidas
ombro com ombro.
E os desertos do mundo e os desertos
da alma serão reflorestados.


Que eu me torne em todos os momentos, agora e sempre,
um protetor para os desprotegidos,
um guia para os que perderam o rumo,
um navio para os que têm o oceano a cursar,
uma ponte para os que têm rios a atravessar,
um santuário para os que estão em perigo,
uma lâmpada para os que não tem luz,
um refúgio para os que não tem abrigo,
um servidor para todos os necessitados.








A JORNADA E OS PRECONCEITOS

Afastai de vós os preconceitos.
Pois a ninguém é dado julgar os seus irmãos. E o sábio não emite opiniões sobre as coisas que desconhece.
Abençoai as diferenças entre vós, que formam o mundo tal como o conheceis; como o colorido das plantas cria a beleza do jardim.
Sobre todas elas, o Universo derrama o calor do sol e o refrigério da chuva; não há distinções entre os filhos de Sua essência. E, se assim é, nenhum direito vos assiste de julgar-vos superiores àqueles que o Infinito colocou em vossa estrada.
Juntos, formais a caravana. E ao viajante cabe o dever de estender a mão, para aquele que ao seu lado caminha; é repartindo o pão e a água, que juntos chegareis ao fim da jornada.
Pois, enquanto o pranto de um único homem correr sobre a terra, nem o riso de todos os outros será suficiente para alegrar o coração do Universo. E, como não repousa o pai diligente até que o último filho à casa retorne, não descansará o Infinito, até que reunidos estejam todos os Seus filhos.
Buscai, portanto a união. E, para que possais atingi-la, sabei que, como as terras da vossa propriedade, os vossos direitos terminam onde começam os do vizinho.
Respeitai os direitos dos outros; como respeitais as vossas fronteiras. Pois o homem que não respeita os direitos alheios, não pode esperar que sejam os seus respeitados.
E não vos limiteis a defender os vossos próprios direitos; o abuso que hoje vitima o vosso irmão, amanhã poderá bater à vossa porta. Se juntos estiverdes, com mais forças resistireis.
É no conhecimento, que encontrareis a Paz.
Porque com ele viaja a aceitação. E necessitais aceitar as pessoas como verdadeiramente são; só assim vencereis os vossos preconceitos e afastareis a inquietude, que a todos os momentos ronda o vosso verdadeiro Eu.
Juntos, caminhais. E de vós dependerá o tempo da jornada. Buscai, pois, o calor do entendimento; para que em vossos corações não mais exista o gelo da desconfiança.
E possa florir a primavera da compreensão.
Idéias, sentimentos, emoções. Oásis que nos ajudam a atravessar os trechos desérticos da vida...

...na dimensão da luz...
"Eu já fui pedra
nesses caminhos do mundo
fui verdes pastos,
sombra e alimento a tantas bocas
Tempos depois
eu fui um peixe
nadando em muitas águas e
quando o sol sumiu nos montes
amanhecí um pássaro
E só então, depois de muitas eras
Eu fui um índio que conheceu a Natureza até
que hoje ressuscitado eu sou um bicho-homem.
Agora eu sigo procurando
a etapa do Universo
em que essas vidas tantas todas
vão se dar num anjo.
Um anjo de Luz... "
Letra de uma canção minha, chamada ´A Humana Idade´.

domingo, 26 de julho de 2009

S.O.S. HAITI


O símbolo da miséria no Haiti é um biscoito feito de barro, água e manteiga.
Batizado de “Té”, a receita serve para tapear a fome.
Mulheres desesperadas coletam restos de construção e misturam com água e manteiga em tinas de plástico e metal velhas e sujas.
Quando não há manteiga, elas usam apenas água. Raras vezes põem sal, produto de luxo.
A massa encardida, da cor de argila, é espalhada em tablados de madeira ou metal e ganha a forma de biscoitos, parecidos com pequenas panquecas.
As mulheres usam colheres para espalhar centenas desses biscoitos pelo chão para que sequem ao sol.
Por causa da água, eles incham e depois endurecem.
Crianças comem o biscoito de barro ao longo do dia para, segundo Marie Timouche, 33 anos, ‘espantar a fome’.
Ela diz que também vende um pouco da produção para outros moradores.
“Dá até para ganhar um pouco de dinheiro”, diz ela, que é mãe de quatro crianças pequenas. Quando a família não recebe doações, o “Té” é a única refeição do dia.
O valeparaibano flagrou a produção do biscoito de barro em Cité Gerard, zona da grande Cité Soleil, a maior e mais violenta favela do Haiti. Lá vivem perto de 400 mil pessoas, 90% delas sem emprego formal e lutando diariamente para fugir da fome.
“Mange, mange, bon bagai”, dizem os haitianos ao recepcionar brasileiros nas ruas de Cité Soleil. Em creole, língua oficial do Haiti, a frase é quase um pedido desesperado: “Comida, comida, sangue bom”. Por causa do relacionamento de cinco anos com as tropas militares do Brasil, “bom bagai” (sangue bom) é o apelido que os brasileiros ganharam dos haitianos.
O futuro do Haiti está atrelado à luta contra a fome “mangu” em creole. “Mangu, mangu”, dizem as crianças pelas ruas, passando as mãos secas e enrugadas pela barriga inchada.
Todo o resto gravita em torno do combate à desnutrição crônica que afeta a população, em especial as crianças.
“Sem elas, o que será do futuro do país?”, pergunta o médico Antonio Cyrise, que atende mulheres pobres no Centro de Saúde e Nutrição Rosalie Rendu, em Cité Soleil, administrado por religiosas brasileiras.
No país, a mortalidade infantil chega a atingir 60% das crianças menores de cinco anos.
Na “Cozinha do Inferno”, como os brasileiros chamam a feira popular em Cité Soleil que atende 200 mil pessoas por dia, em meio à sujeira absoluta, Leanie Point Du Jour, 48 anos, luta contra a miséria vendendo pratos de ensopado com batata, inhame, banana e carne de boi.
Cada refeição custa 5 gourdes, equivalente a R$ 0,24.
“Vendo a panela toda”, comemora Leanie, mas reclamando que o dinheiro é insuficiente para sustentar a família.

Qualquer imagem de um país miserável fictício perderia para a realidade haitiana.

O que deve ser combatido primeiro?
O presidente René Garcia Préval tem dificuldade em responder à pergunta formulada pelos próprios haitianos.
Ele conta com a colaboração da ONU (Organização das Nações Unidas), que administra desde 2004 a missão de paz no Caribe, e espera a chegada de recursos internacionais.
Em abril, em Washington, diversos países prometeram ajudar o Haiti com US$ 324 milhões. Préval acredita que os recursos serão suficientes para gerar até 300 mil empregos.
Até o final de junho, porém, nenhum centavo havia chegado aos cofres do país.

O BID (Banco Interamericano de Desenvolvimento) aprovou investimentos de US$ 120 milhões para doações ao Haiti em 2010 a fim de ajudar o país a fazer investimentos em setores essenciais como infraestrutura, serviços básicos e prevenção de desastres. Atualmente, o BID financia 22 projetos no Haiti com um orçamento total de US$ 675 milhões.

Será suficiente?
O general brasileiro Floriano Peixoto Vieira Neto, comandante da Minustah, acredita que a frágil estabilidade na segurança precisa ser mantida e ampliada para atrair investimentos internacionais.
Por outro lado, gangues armadas estão se unindo e esperando a criação de empregos e mudanças no plano social.
Eles prometem pegar em armas caso a situação do país não mude.

Alexandre Alves, enviado Especial a Porto Príncipe
21 julho, 2009




Haiti-The Untold Story

A short documentary
I've created for my African Diaspora and
the World Level 112 Course
expressing both
the past and present state of
Haiti.

sexta-feira, 24 de julho de 2009

HISTÓRIA DA PALESTINA

Entrevista com Rawan Damen (Parte 1)

Rawan Damen, produtora e diretora da TV Al Jazeera, fala sobre a história da Palestina e o filme produzido por ela sobre o assunto.
Categoria:
Notícias e política



Entrevista com Rawan Damen (Parte 2)


Rawan Damen, produtora e diretora da TV Al Jazeera, fala sobre a os historiadores Benny Morris e Ilan Pappé, limpeza étnica, obrigatoriedade do serviço militar israelense, paz e ocupação.




Entrevista com Rawan Damen (Parte 3)

Rawan Damen, produtora e diretora da TV Al Jazeera, fala sobre a as semelhanças entre a cultura árabe e a América Latina. E sobre a divisão do mundo árabe em países independentes.

Entrevista com Rawan Damen (Parte 4)
Rawan Damen, produtora e diretora da TV Al Jazeera, fala quem são os palestinos, o que é ser um palestino e a dificuldade de ter uma nacionalidade sem ter uma pátria. Ela também fala sobre o processo de apagar a Palestina do mapa e transformar a região em um país exclusivamente composto por judeus.




Entrevista com Rawan Damen (Parte 5)

Rawan Damen, produtora e diretora da TV Al Jazeera, conversa sobre seu documentário sobre a história da Palestina (chamado Al Nakba). Nesta quinta parte da conversa, ela fala sobre a limpeza étnica na Palestina.




aljazeerachannel
النكبة - الجزء الثاني - سحق الثورة



O título é "Al Nakba" ("A Catástrofe").
NA primavera de 1948, no coração do Oriente Médio, ocorreu um genocídio, uma operação de limpeza étnica, conhecida como “Al Nakba”, "La Catástrofe". Quinhentos e trinta e uma cidades e povos foram destruídos, crianças, adultos e anciãos, assassinados. Oitenta e cinco por cento da população foram expulsos de suas terras. Setenta por cento deste mesmo povo foi forçado ao exílio, condenado a uma vida miserável em acampamentos provisórios que se mantêm até hoje.
En la primavera de 1948, en el corazón del Medio Oriente, ocurro un genocidio, una operación de limpieza étnica, conocida como “Al Nakba”, la catástrofe. 531 ciudades y pueblos fueron destruidos, niños, adultos y ancianos asesinados. 85% de la población fueron expulsados de sus tierras. 70% de este mismo pueblo fue forzado al exilio, condenado a una vida miserable en campamientos provisorios que perciben hasta el día de hoy.


http://www.dailymotion.com/video/x5l74d_…

MOMENTOS DE REFLEXÃO - OS EUA NO AFEGANISTÃO

4.000 soldados aero-transportados do Ocidente invadiram um vale no Afeganistão. O que é que isso nos trará?


4.000 soldados aero-transportados do Ocidente

invadiram um vale no Afeganistão

e o que será conseguido ??

o que é que isso nos trará ???

mais Democracia, ou melhor, Ópio ??

A nós, nada. Aos EUA, $$$$$! EUA lançam ofensiva com milhares de soldados contra reduto taleban no Afeganistão Com tanques e helicópteros, cerca de 4.000 fuzileiros navais e marinheiros norte-americanos e 650 soldados afegãos avançaram em vilas afegãs, na primeira grande operação feita sob a nova estratégia do governo de Barack Obama para "ESTABILIZAR" o Afeganistão. A ofensiva foi lançada pouco depois da 1h na Província de Helmand, um reduto taleban no sul do país que é a maior área produtora de papoula -- flor utilizada para a produção de ópio -- do mundo. O objetivo é tirar os insurgentes do vale do rio Helmand, antes da eleição presidencial, marcada para o próximo dia 20 de agosto. O sul do Afeganistão é um reduto taleban, mas também uma região onde o presidente afegão, Hamid Karzai, que busca manter-se no cargo por mais um mandato, está buscando os votos de membros da etnia pashtun. O Pentágono está mobilizando mais 21 mil homens no Afeganistão até as eleições e espera que o número total de soldados norte-americanos no país chegue a 68 mil até o fim deste ano -- o dobro do número que havia em 2008, mas metade do número de soldados norte-americanos que ainda estão no Iraque. O Taleban, que governou o Afeganistão entre 1996 e 2001 foi afastado do poder por uma coalizão internacional liderada pelos EUA que invadiu o país após os atentados de 11 de Setembro, com o pretexto de pegar Bin Laden. Na época dos ataques, atribuídos à rede terrorista Al Qaeda, o terrorista saudita e seu grupo eram "hóspedes" dos talebans. Nos dois últimos anos, o grupo conseguiu se fortalecer e contra-atacou, conseguindo o controle de grande parte do sul e do leste do país, e expandindo seus domínios para áreas tribais no Paquistão, o que obrigou os EUA a enviar mais tropas para o país. No fim de março, Obama anunciou a nova estratégia para o Afeganistão e o Paquistão, colocando a luta contra a rede Al Qaeda e o grupo fundamentalista Taleban como prioridade da política de segurança nacional, reduzindo tropas e recursos para o Iraque. Segundo ele, as tropas vão se reunir com líderes locais (ENTREGUISTAS, CLARO!), ouvir quais são as suas necessidades ($$$, poder...) e agir em relação e elas. "Não queremos que as pessoas da Província de Helmand nos vejam como um inimigo, queremos protegê-las contra o inimigo", disse. ISSO SÓ PODE SER PIADA, NÃO É? "As forças de segurança vão construir bases para fornecer segurança para a população local para que ela possa realizar todas as atividades com este cenário favorável, e tocar sua vida em frente em paz", disse o governador Gulab Mangal, de acordo com um comunicado do Pentágono. Não há prazo para a retirada das tropas americanas do Afeganistão, e a Casa Branca não divulgou estimativas de quantos bilhões de dólares o plano vai custar. Ieda

É a política de remoção de tropas do Obama. E os otários acreditaram. Fabricio P

Democracia é que não vai ser...Que modo que o Tio Sam tem de impor a sua pseudo-democracia pelo mundo, hein?Ópio?Os EUA deveriam se preocupar com as suas plantações de maconha.E elas são numerosas...Abraços do DNL! Ψ DNL ♫ Cavaleiro !

ENCONTREI ISSO AQUI E ACHEI MUITO BOM:

Saddam Hussein não nos trouxe nenhumas das suas Armas de Destruição Massiva.

George Bush não nos trouxe nenhuma Democracia

Os Talibãs não nos trouxeram o Ópio

As Marionetas da Zona Verde não nos trouxeram de volta o Iraque

As eleições iranianas não nos trouxeram outra Geórgia

O bombardeamento de Gaza não nos colocou de joelhos

Obama não nos trouxe nenhuma mudança

Nathaniahu não nos trouxe nenhuma das habituais-mentiras-credíveis

Dois aviões de fabricação francesa saídos da mesma fábrica

caíram no mar: o que era propriedade de franceses foi apelidado de "acidente" e o de propriedade iemenita foi apelidado de "sucata"!

ISSO AÍ É PRA SER PENSADO. Mimi

Sexta-feira, 24 de Julho de 2009

O AFEGANISTÃO PRECISA SE LIVRAR DOS INVASORES E OCUPANTES QUE MASSACRAM SEU POVO!

Vocês acham que os EUA estão procurando Bin Laden por lá????

AFEGANISTÃO LIVRE JÁ!

EUA invadiram o Afeganistão e ainda não conseguiram controlar o cultivo e a produção de ópio?


Olha que tem gente que pensou que os EUA estavam procurando BIN LADEN no Afeganistão!!!!!Então, EUA estavam "de olho" no ópio dos Afegãos?!Que coisa feia, né mesmo?Era/é esse o "combate ao terrorismo"? Quem são esses "insurgentes" mencionados na notícia abaixo?

Para Ilustrar:

Afeganistão segue liderando produção de ópio

Um relatório do governo americano mostra que o Afeganistão continua sendo O MAIOR PRODUTOR MUNDIAL DE ÓPIO, apesar do cultivo da papoula ter caído 19% em 2008. O balanço anual sobre a "Estratégia para o Controle Internacional de Narcóticos", do Departamento de Estado, indicou que o Afeganistão produz 93% do ópio e da heroína consumidos no mundo. O CULTIVO se concentra em cinco Províncias do sul do país, nas proximidades das FRONTEIRAS com o Paquistão e o Irã. O Afeganistão foi INVADIDO pelos Estados Unidos em 2001, mas até hoje tropas americanas e afegãs NÃO CONSEGUEM controlar o cultivo e a produção, dominados por INSURGENTES.

Detalhes Adicionais
Os novos reforços militares compreendem 8 mil fuzileiros navais e 4 mil soldados de infantaria. O pessoal de apoio será constituido por 5 mil efectivos. A totalidade deste contigente será enviada para o sul do Afeganistão, onde a violência está a crescer. O Presidente Obama quer a situação sob controlo."Penso que ainda é possível vencer no Afeganistão. Penso que continua a ser possível derrotar a al Qaeda. Mas também acho que, como consequência da guerra no Iraque, tivemos as nossas atenções desviadas. Não prestámos a devida atenção à forma como lidámos com o Afeganistão."

Fonte: BBC para Africa

Analistas dizem que o anúncio do Presidente Barack Obama é, na verdade, o cumprimento de promessas feitas pela administração Bush. Entretanto, ontem as Nações Unidas disseram que 2118 civis foram mortos no Afeganistão no ano passado - um aumento de 39% em relação a 2007. Os rebeldes afegãos foram responsabilizados por 55% dessas mortes, enquanto os EUA, a NATO e as forças governamentais do Afeganistão foram responsáveis por 39% das baixas civis no país.

Embora os EUA se considerem como a “mãe” de todas as democracias modernas, por três vezes já permitiram que um candidato à presidencia - que não foi o mais votado - tomasse posse. Foi assim que a atual administração estadunidense deu início ao seu (des)governo: usurpando o poder em seu próprio país. Esse grupo, que atua agressivamente (não só nos EUA, mas em todo mundo), tomou o poder máximo para defender interesses que jamais foram do povo americano - mas de grupos que tiveram origem na Europa e em Israel.Esse grupo, através de sofismas, isto é, de traições, mentiras e argumentos baseados em fatos tidos como verdadeiros, argumentos que, aparentemente, eram lógicos - , divulgados através da mídia dominante no Ocidente e no Oriente, convenceu os povos (principalmente o norte-americano) de que a Guerra Contra Terror era imprescindível e inadiável, e deveria ser travada através das invasões do Afeganistão e do Iraque.Apresentou-se como argumentos para a invasão do Afeganistão, que o grupo que efetivamente governava aquele país, o Talibã, tinha aliança com a Al Qaeda e oferecia proteção a Osama Bin Laden. A invasão permitiria, assim, não só derrubar do comando de um país um grupo que patrocinava o terror, mas também prender o acusado como principal mentor dos atentados de 11 de setembro de 2001.Entretanto, após sete anos da derrubada daquele grupo, durante os quais milhares de civis foram brutalmente assassinados, inclusive crianças, o Talibã e a Al Qaeda não foram desmantelados, continuam ativos, e Osama Bin Laden nunca jamais foi realmente ameaçado de prisão.Os EUA argumentaram também que o Talibã era patrocinado pelo tráfico de ópio. O fato real, entretanto, é que foi justamente durante a administração Talibã - entre os anos de 1996 e 2001 - que o cultivo da papoula chegou a seus índices mais baixos - 185 toneladas, em 2001. Durante os anos de 2000-2001, o regime do Talibã criou um programa de erradicação da produção de papoula altamente bem sucedido, como se pode ver no quadro abaixo:1995 - 2.335 toneladas1999 - 4.565 toneladas2000 - 3.276 toneladas2001 - 185 toneladas2002 - 3.400 toneladas2003 - 3.600 toneladas2004 - 4.200 toneladas2005 - 4100 toneladas2006 - 6100 toneladasA grande verdade é que muitas grandes fortunas americanas e européias sempre tiveram origens sombrias, fontes que nunca foram ou são totalmente esclarecidas ou divulgadas... Desde o final do século XIX (19), negócios e interesses financeiros poderosos têm estado por trás do narcotráfico. Assim, aqueles grupos poderosos que se ramificam por todo mundo agiram para retomar a totalidade do controle geopolítico e militar das rotas de drogas - pois esse é tão estratégico quanto às rotas de petróleo e seus oleodutos. Há de observar com tento a mais um detalhe: após o comércio de petróleo e de armas, o de drogas é o que mais movimenta dinheiro no mundo - 400 a 500 bilhões de dólares por ano.Para melhor entender: no final da década passada, o total da produção mundial de bens alcançou os 25 trilhões de dólares. Em 1998, a produção das 500 maiores empresas do mundo, produzindo em todos os continentes, chegou a 11 trilhões de dólares, e os lucros foram da ordem de 440 bilhões de dólares. Liderando essa produção encontravam-se os setores da indústria automobilística (em torno de 1 trilhão de dólares), petrolífera (900 bilhões) e eletro-eletrônicos (750 bilhões) em dados da revista Fortune de 1994.A indústria do narcotráfico, por sua vez, movimentou entre 750 bilhões a 1 trilhão de dólares, o que a equipara àqueles setores líderes da economia formal. Entretanto, quanto aos lucros os da indústria do narcotráfico são muito superiores aos obtidos no conjunto por aqueles três setores. E os lucros são muito maiores por causa da enorme diferença de preço da matéria-prima: enquanto os setores da economia legalizada trabalha com matérias-primas sobre as quais incidem vários tipos de tributos, a indústria do narcotráfico trabalha com matérias-primas, como a folha de coca, por exemplo: esta era vendida, na Bolívia ou na Colômbia, por US$ 2,5 o kg.; depois de transformada em cocaína passava a valer US$ 3.000 na Colômbia, chegando em São Paulo a US$ 10.000 e alcançando o preço estratosférico de US$ 40.000 dólares no mercado norte-americano e US$100.000 no Japão. A mesma disparidade se verifica com a heroína e a maconha. Com um custo de produção alcançando somente 0,5% e o distribuição 3% do valor do produto, o narcotráfico torna-se, assim, o negócio mais rentável do mundo, com lucros superiores a 3.000%. No início da década passada, os lucros com o tráfico de drogas giravam em torno de 300 bilhões de dólares - quase 6 vezes o lucro atingido pelas indústrias petrolífera, automobilística e de equipamentos eletro-eletrônicos JUNTAS.(Cont.)
Fonte(s):
(Cont.)É claro que, de posse desses dados, aqueles grupos e seus líderes ganaciosos e inescrupulosos, viram no controle total dos quatro setores o grande “pulo do gato”. E eles perceberam que tomar posse desse controle lhes era possível porque:- já contavam com todo o poder bélico da única superpotência e da maioria das principais potências militares mundiais;- a mídia dominante em todo mundo já era por esses grupos dirigida;- não havia qualquer dúvida acerca da ajuda maciça que seria continuamente dada por parte dos milionários diretamente interessados em que o narcotráfico estivesse sob a proteção - jamais declarada, mas ostensivamente dada - dos governos mais influentes do chamado mundo globalizado;- havia o apoio silencioso de vários setores das religiões ditas cristãs, interessados no total despretígio e destruição da segunda religião que mais cresce no mundo - a islâmica. O apoio de pastores, inclusive, deu às ações daqueles grupos ares messiânicos, propiciando e promovendo até a reeleição de mr. Bush;- havia certeza de que as nações que poderiam fazer-lhes frente e impedí-los de por seu plano em prática jamais se uniriam contra eles, se limitando sempre a fazer uso do veto nas votações da ONU e dar algumas declarações contrárias, mas não enfáticas o suficiente para, ao menos, retardar suas ações.Todo o plano das invasões já vinha sendo preparado desde o final da década de 80, precisando apenas esperar o momento certo de ser iniciado. Foi um plano elaborado com muitas etapas ardilosas, oriundas da sofística, ou seja, onde inteligência foi usada para dar uma interpretação falsa aos fatos (como, por exemplo, apresentar fotos de satélites, onde é mostrada uma fábrica de leite, e afirmar que “sem sombra de dúvidas, trata-se de uma fábrica da armas químicas”, enganando, assim, a maioria despreparada, que não sabe distinguir o que vê em imagens desse tipo), para apresentar argumentos aparentemente válidos, mas que na realidade não são conclusivos, pois existe má-fé por parte de quem os apresenta; apresentar argumentos baseados em fatos tidos como verdadeiros e chegar a uma conclusão inadmissível (como no discurso do secretário de Estado norte-americano, Collin Powell, na ONU, em fevereiro de 2003, no qual apresentou supostas provas sobre os programas de armamento do Iraque e sua recusa a se desarmar).De repente, sem que o mundo pudesse nem ao menos vislumbrar a possibilidade, o “start” foi dado por um acontecimento literalmente retumbante, que ecoou por toda a mídia, chocando e estarrecendo a todos: os atentados de 11 de setembro de 2001, considerados os mais graves atentados em massa da História, e que espalharam incerteza e insegurança pelo mundo. Enquanto a maioria esmagadora da humanidade se encontrava sob enorme espanto e forte emoção, em estado de choque, sem acreditar nem entender o que via, o “grande” plano foi sendo posto rapidamente em prática, sem dar tempo para que ninguém pensasse muito. O sucesso de sua execução exigia que suas etapas se sucedessem com rapidez, aproveitando todo o assombro, todo o enorme pavor que tomou conta das populações - em particular, a americana.O plano foi posto em prática e o controle dos quatro setores mais rentáveis da economia mundial foram enfeixados nas mãos daqueles grupos.Com parte da cúpula desse grupo no comando da única superpotência do mundo porque, então, esse gigantesco império está ruindo?

Silv@ Usuário POP

http://br.answers.yahoo.com/question/index;_ylt=As2EBVVNPgg3L0M_D6zXMb7x6gt.;_ylv=3?qid=20090227202601AAjR2kQ



AFEGANISTÃO - A guerra ilegítima prossegue.


Está em marcha na província de Helmand no sul do Afeganistão a maior operação militar desde que Obama chegou ao poder. Cerca de 4.000 marines, juntamente com centenas de soldados britânicos tentam impor o controle sobre uma população de etnia pastun, que se opôs à ocupação dirigida pelos Estados Unidos, desde que a invasão de 2001 derrotou o regime talibã e instalou um regime títere.

Ao mesmo tempo, devido principalmente à coação financeira e política de Washington, o governo paquistanês lançou o seu exército numa ofensiva brutal contra o povo pastun no noroeste do Paquistão.

O seu crime é partilhar uma história, uma língua e uma cultura comum com os pastuns do Afeganistão e proporcionarem apoio à insurreição talibã através da pouco definida fronteira entre ambos os países.

O custo em vidas humanas já foi descomunal.

Num selvático castigo coletivo o exército paquistanês obrigou um mínimo de dois milhões e meio de pessoas a sair das suas casas, em organizações tribais como Bajaur e Mohmand, e do distrito do vale de Swat na província da fronteira noroeste.

Os Estados Unidos realizam ataques aéreos quase diários contra as casas de hipotéticos dirigentes insurreitos paquistaneses, particularmente nas tribos de Waziristan do norte e do sul.

Só esta semana [N. do T.: semana de 5 a 11 de julho] os mísseis estadunidenses massacraram pelo menos 80 homens, mulheres e crianças.

Depois de quase oito anos de combates na Ásia Central, Obama intensificou até um nível novo e sangrento a guerra Afeganistão-Paquistão que está em desenvolvimento nos dois lados da fronteira.

Não há indícios de caminhar para o seu termo.

David Kilcullen, ex-conselheiro do general David Petraeus, o general que contribuiu para planear a onda de tropas tanto para o Iraque como para o Afeganistão, disse esta semana ao diário britânico The Independent o que se está a discutir abertamente, tanto na Casa Branca como em Downing Street: "Estamos pensando em pelo menos 10 anos de guerra no Afeganistão e este é o melhor cenário possível e a meio do que será um combate bastante maior. Este é o compromisso necessário e isto é o que se deveria dizer aos povos estadunidense e britânico, como se deveria dizer que tudo isto tem um custo".

A verdade é que os governos dos Estados Unidos, da Grã-Bretanha e outros países que participam na guerra estão dizendo aos seus povos o mínimo possível.

Estão sendo ajudados por meios de comunicação corruptos que se permitem a si mesmos ser censores e apenas publicam as notícias mais asséticas.

Os jornalistas britânicos que estiveram "envolvidos" com as forças da Otan no Afeganistão disseram no mês passado ao Guardian que a cobertura da guerra era "lamentável", "indigna" e "indefensável".

Thomas Harding do The Telegraph admitiu: "Dizem-nos que tudo vai fantasticamente, que tudo vai bem, mentiram a nós e ao público. (ver: «A lack of cover» em: www.guardian.co.uk/media/2009/jun/15/afghanistan-embedded-journalists-mod).

Típico das mentiras oficiais foi a declaração, citada pelo USA Today, do comandante estadunidense no Afeganistão, o general Stanley McChrystal, que as tropas estadunidenses estavam em Helmand para "criar uma nova atmosfera para que as pessoas rejeitem os talibãs e a sua cultura de medo e intimidação".

Como reconheceu a semana passada o The New York Times, os talibãs estão ganhando apoio devido ao ódio aos ocupantes estadunidenses e à Otan, e ao seu governo títere em Cabul.

Em 3 de julho a correspondente Carlotta Gall disse que "o estado de espírito do povo afegão nalgumas partes do sul do Afeganistão se inclinou para uma revolta popular" e as pessoas "pegaram em armas contra as tropas estrangeiras para proteger as suas casas ou num momento de ira pela perda de um familiar em ataques aéreos".

Para acabar com a resistência, o corpo de marines impõe um regime de "medo e de intimidação" aos 250.000 habitantes do vale do rio Helmand.

As táticas do general McChrystal inspiram-se nos métodos de contra-insurreição que aplicou no Iraque.

As principais cidades foram postas debaixo de

controle militar.

A vida das populações nas cidades, ida aos mercados, lojas, hospitais etc. será controlada por recolher obrigatório, postos de controle e constantes registos e interrogatórios nas ruas.

Os dirigentes locais são pressionados para identificarem os insurreitos, que são assassinados ou capturados por esquadrões da morte constituídos pelas forças especiais, a que os meios de comunicação chamam diligentemente "patrulhas de combate e reconhecimento".

É surpreendente que no momento em que a administração Obama intensificou a guerra, tenha praticamente abandonado o pretexto original utilizado para a justificar.

O que é que se passou com Osama bin Laden?

Referem-no, apenas, e quando o fazem, a Al-Qaeda está cada vez mais relegada para o final da propaganda oficial e das notícias dos media. Esta não é uma questão menor.

A aparente base legal da estadia das tropas estadunidenses no Afeganistão é a "Autorização para o uso da força militar", uma resolução conjunta aprovada pelo Congresso estadunidense em 18 de setembro de 2001, uma semana depois do 11 de setembro.

A resolução autorizava a força militar com o objetivo de capturar ou destruir os dirigentes da Al-Qaeda, principalmente bin Laden, para prevenir futuros ataques terroristas.

Quase nove anos depois, já nem se finge que as tropas estadunidenses estão no Afeganistão para caçar a Al-Qaeda.

Em vez disso, declara-se que a guerra é contra os "talibãs", uma etiqueta que se aplica, indiscriminadamente, a qualquer afegão que resista à ocupação dirigida pelos EUA. No entanto, em momento algum se acusou os talibãs de estarem implicados no 11 de setembro.

A justificação da administração Bush era que os dirigentes de Cabul tinham recusado um ultimato para entregarem aos Estados Unidos os dirigentes da Al-Qaeda.

O abandono do pretexto original para a invasão coloca a questão de com que suposta justificação legal o governo estadunidense e os seus aliados continuam a intensificar a guerra.

A verdade é que não têm nenhuma, a não ser a realidade: uma guerra imperialista de saque e dominação.

A ocupação do Afeganistão dirigida pelos Estados Unidos e a terrível violência que envolve o Paquistão é o culminar de 30 anos de intrigas imperialistas estadunidenses na Ásia Central para restabelecer um domínio estratégico e econômico na região, que é rica em recursos.

A partir de 1979, os governos estadunidenses financiaram e proporcionaram os meios a uma insurreição islâmica para derrotar um governo afegão apoiado pela União Soviética.

Nos anos noventa a Casa Branca de Clinton animou o seu aliado paquistanês a ajudar a instalar os talibãs em Cabul, acreditando que estes seriam benéficos para as aspirações das companhias norte-americanas: ganharem o controle dos principais projetos petrolíferos e gasíferos no Cazaquistão e outros Estados da Ásia Central, e construir oleodutos através do Afeganistão.

Quando a guerra civil e a instabilidade impediram a realização destes planos, explorou-se a presença da Al-Qaeda que, pelo menos até 2000, serviu para preparar a conquista do país por parte dos Estados Unidos.

Os ataques de 11 de setembro proporcionaram o pretexto

para pôr o plano em andamento.

Tal como o potencial acesso aos recursos dos países vizinhos, a ocupação do Afeganistão proporciona aos Estados Unidos e aos seus aliados da Otan uma base estratégica para projetar a sua força contra rivais que aspiram a uma influência regional, como a Rússia, a China, a Índia e o Irão.

A guerra no Afeganistão-Paquistão não é uma guerra contra o terrorismo nem pela democracia nem para ajudar o há muito mártir povo afegão.

É uma guerra colonial cujo objetivo principal é converter o Afeganistão num Estado cliente dos Estados Unidos, e assegurar que o Paquistão continue ancorado sob a influência geopolítica de Washington.

A classe trabalhadora deve exigir a imediata e incondicional retirada de todas as tropas estadunidenses e estrangeiras, o fim das operações militares imperialistas na Ásia Central e o direito dos povos afegão e paquistanês a determinar o seu próprio futuro.

* James Cogan e colaborador de World Socialist Web Site: www.wsws.org/index.shtml

Fonte:Revista Fórum
Postado por BLOG DE UM SEM-MÍDIA

http://blogdeumsem-mdia.blogspot.com/2009/07/afeganistao-guerra-ilegitima-prossegue.html

COLONIZAÇÃO SIONISTA E LIMPEZA ÉTNICA

Colonización sionista y "limpieza étnica"

19 Mayo 2008 - El periodista brasilero basado en Londres Silio Boccanera, entrevista al historiador israelí Ilan Pappe, quien habla sobre la colonización sionista y la "limpieza étnica" de la población palestina. La entrevista está en inglés y el video, subtitulado en idiona portugués.
El video entero (duración: 23 minutos) puede ser visto en:
http://video.google.com/videoplay?doc... (ver abaixo)

Ilan Pappé (Haifa, 1954) es un historiador israelí, ex-profesor de la Universidad de Haifa y actualmente profesor en la Universidad de Exeter, en el Reino Unido.
Es uno de los denominados «nuevos historiadores» que, desde posiciones históricas revisionistas, han reexaminado críticamente la historia moderna del Estado de Israel y del sionismo con puntos de vista muy controvertidos.
En particular, adhiere a la tesis de que los palestinos fueron expulsados intencionadamente por el Yishuv y más tarde por las fuerzas militares israelíes siguiendo un plan elaborado incluso antes de la guerra, el Plan Dalet o Plan D.
También es muy discutido por sus posiciones políticas contra el Estado de Israel.



Silio Boccanera entrevista Ilan Pappe - 23:23 - 19/01/2009


A ONU propôs a partilha da área conhecida como Palestina, e os árabes que viviam ali não aceitam a decisão. Israel, como toda nação, desenvolveu sua narrativa oficial e os palestinos discordam.





http://video.google.com/videoplay?docid=7393572071611328722&hl=pt-BR

quinta-feira, 23 de julho de 2009

A VITÓRIA DO POVO PALESTINO

Jerusalém, capital da cultura árabe - 2009

Deus Altíssimo diz no Sagrado Alcorão: “Óh homens! Certamente, Nós vos criamos de um varão e de uma fêmea, e vos fizemos nações e tribos, para que vos conheceis uns aos outros. Por certo, o mais honrado de vós, perante Allah, é o mais piedoso. Por certo, Allah é Onisciente, Conhecedor.” ( 49; 13)


Louvado seja Deus o Senhor do universo!

A VITÓRIA EM GAZA


Qual é a base para dizermos que alguém saiu vitorioso em um conflito?


A base para isto é chegar aos objetivos.


Os mártires que deram suas vidas ou a destruição de uma cidade não motivos para medir este sucesso.


Os objetivos do povo Palestino são 3:


1) Parar com a agressão violenta dos israelenses. E isto aconteceu;

2) Que as forças israelenses saíssem de Gaza. O que também aconteceu;

3) Abrir as fronteiras com os países. Este objetivo ainda não foi atingido, mas logo será.

Se este objetivo for atingido, então a vitória será assegurada.


As condições do povo palestino são incomparáveis às condições que Israel tem. Mas, com tudo isso, o povo oprimido da Palestina conseguiu se opor ao regime sionista e Israel teve de voltar atrás.


Temos uma história que veio a minha mente.


É a de um lobo que atacou um galinheiro.


As galinhas, quando viram o lobo atacando seus filhotes, abriram suas asas e com seu bico atacaram o lobo. O lobo fugiu. Um leão, quando viu o lobo fugindo das galinhas, riu e disse: “Eu não sabia que você tinha medo de galinhas!” O lobo respondeu: “Eu tenho medo é de ser ridicularizado, matar galinhas não é nenhum orgulho.”


Israel, com todo seu poder, perdeu em Gaza e centenas de crianças inocentes assassinou friamente. Obrigou-se a voltar atrás, pois matar crianças inocentes não é orgulho pra ninguém. Muito menos ocorreu uma vitória sobre o Hamas. A Resistência Palestina, com poucas condições, fez com que Israel voltasse atrás.
Hoje, a Resistência Palestina está mais convicta não só em seu objetivo para a libertação de Gaza, mas também de Al-Quds (Jerusalém), o Afeganistão e o Iraque.
Não estranhe este objetivo do Hamas
, pois o Profeta Muhammad (s.a.w), quando estava em Khandaq, pensava na divulgação do Islã na Síria, Jordânia e Egito.


“Aquele que pode nadar numa piscina pode nadar no mar também”.

Então, a resistência que se tornou vitoriosa em Gaza também pode reconquistar o restante da Palestina.

Outro ponto importante é que os países no mundo tudo observaram a agressão israelense a Gaza.


Na época em que os paises árabes falavam em paz com Israel, o rei da Arábia Saudita, Abdullah, e o Mufti do Egito se encontraram com Shimon Peres. Naquele período Israel já havia cometido este mesmo crime.
Isto nos confirma que a Resistência Palestina tem as suas razões.
E isto fez com que a reconstrução de Gaza e sua fortificação ocorresse nos últimos anos.
Eu convido a todos para realizarmos um jantar beneficente para auxiliar o povo de Gaza.
A Síria levou em consideração o pedido de seu povo e cancelou as conversações com Israel, conseguindo assim unir o povo ao governo.
A Turquia não ficou apenas assistindo o genocídio dos palestinos, mas hoje temos uma nova Turquia. Tanto o povo turco ficou a favor do povo palestino assim como o governo turco também.
A Turquia pediu que Israel fosse retirada da ONU quando Israel não acatou as suas resoluções.
O primeiro-ministro turco, Tayyip Erdogan
, disse: “Por que temos que aceitar a participação na ONU de uma nação que não está de acordo com as suas resoluções?”


Isto foi dito quando o secretário-geral da ONU estava visitando Israel.


Quer dizer, esperava-se que Ban Kim Moon expressasse sua irritação com a provocação ao órgão que preside e condenasse o bombardeiro a suas escolas. Mas, infelizmente, o secretário-geral não fez nada disso.
Quando Ban Kim Moon foi à Turquia, o primeiro-ministro turco expressou sua falta de esperança com o presidente desta organização.

Quando o secretário da ONU não tem como defender seus objetivos, como então pode querer auxiliar o povo oprimido palestino?


A ONU não é uma entidade beneficente que trabalha para auxiliar as pessoas com doações de remédios ou alimentos, apenas. A sua função principal é a de manter a paz no mundo. Mas, em todos os casos, hoje no início da manhã, Tayyip Erdogan, quando voltava da Suíça para a Turquia, foi recebido por milhares de pessoas, sendo aclamado como um grande vencedor, porque na conferência de Davos, foi energicamente contra as mentiras de Israel, deixando o salão.


30/01/2009 - A IMPORTÂNCIA DO TAKBIR/VITÓRIA EM GAZA
http://www.ibeipr.com.br/discursos.php?id_discurso=25

http://www.ibeipr.com.br/index.php

Síria e Turquia querem que Israel renuncie a territórios árabes ocupados. Certo?


O presidente sírio, Bashar al-Assad, e o primeiro-ministro turco, Recep Tayyip Erdogan, em visita à Síria, CONCORDARAM HOJE que a PAZ no Oriente Médio SÓ SERÁ POSSÍVEL quando Israel RENUNCIAR AOS TERRITÓRIOS ÁRABES OCUPADOS.A RETIRADA dos ocupantes israelenses deve incluir o recuo israelense das Colinas do Golã sírias até as fronteiras, ocupadas desde o dia 4 de julho de 1967.Ambos concordaram em continuar a intensificar esforços para acabar com o INJUSTO bloqueio israelense sobre a Faixa de Gaza e conseguir a reconciliação palestina, com o objetivo de estabelecer um Estado palestino independente
.

Engraçado, né? Quando o Estado de Israel ocupou os territórios árabes na Guerra dos Seis Dias ninguém fez nada. Ninguém falou nada. Todos "passaram o pano" e continuaram armando os israelenses.A "desculpa" israelense foi bem parecida com o quê? A teoria usuado por Hitler para a "expansão" da Alemanha Nazista (que levou à Segunda Guerra Mundial). Para quem quiser saber mais procure sobre os pensadores que escreveram sobre "Espaço Vital".Os japoneses também ocuparam grande parte da Ásia, em espcial a Coréia. Para eles os coreanos não passavam de uma ********. Chamavam os coreanos de cachorros...terrível isso. Até hoje não houve uma desculpa oficial dos japoneses com relação aos crimes de guerra.O Estado de Israel faz a mesma coisa. Para alguns judeus, os "árabes" (aí não importa qual etnia, qual religião ou qual nacionalidade) são como cachorros. São uma ******** incômoda e que se não conseguiu "tomar de volta" aquelas terras, simplesmente não as merecem. Isso é FATO. Diversos líderes israelenses disseram isso abertamente ou nas entrelinhas de seus discursos.Siria e Turquia querem seus territórios de volta mas não vão conseguir. Alguns judeus prefeririam morrer naquelas terras do que devolvê-las. Um Estado Palestino também nunca será criado pois o Estado de Israel elimina toda e qualquer estrutura que os palestinos tentam criar. E chama isso de "ataques preventivos" ou "destruição de células terroristas". Para eles, qualquer organização palestina será sempre "terrorista".Não vejo solução para o conflito. Os vendedores de armas internacionais ganham mais com o conflito do que com a paz. E muitos deles são judeus...Barbeiro

quarta-feira, 22 de julho de 2009

MENSAGENS DE PAZ









terça-feira, 21 de julho de 2009

A VERDADE SOBRE OS PALESTINOS E A LIMPEZA ÉTNICA


Entrevista com Ilan Pappé, historiador israelita: Israel quer completar a limpeza étnica dos Palestinianos


Ilan Pappé é um dos mais famosos historiadores israelitas.

Contra a opinião da UE e dos EUA, defende que apenas um Estado na Palestina, com cidadania igual para todos, é a solução.

Professor de Ciências Políticas na Universidade de Haifa até 2007, foi obrigado a abandonar Israel após repetidas ameaças de morte contra si e a sua família.

Lecciona hoje na Universidade de Exeter, em Inglaterra.


O seu trabalho enquadra-se no de uma geração de historiadores israelitas que, com base na abertura dos arquivos israelitas após 1978, começaram a contestar a versão oficial da fundação de Israel.

Qual é o sentido geral da partilha de 1947 e os subsequentes acontecimentos de 1948?

Penso que o novo olhar sobre 1947 e 1948 realça os aspectos injustos da resolução de partilha da ONU. A ideia de impor a partilha pela força a uma população indígena que constituía dois terços dos habitantes, hoje não seria aceite. Nem seria pensável hoje a ideia de partir um país em duas partes quase iguais entre a população indígena e os colonizadores. Durante anos tendemos a culpar os Palestinianos por rejeitarem esta solução injusta e nós, nomeadamente a comunidade internacional, continuamos a propor estas soluções… injustas.Creio que hoje nos apercebemos da magnitude do crime cometido contra os Palestinianos em 1948, a limpeza étnica, o silêncio do Mundo e o facto de que o Estado de Israel continua a tentar completar a total limpeza étnica dos Palestinianos.


O que pensa dos acordos de Oslo e outras negociações entre Israel e os Palestinianos?

Creio que os acordos de Oslo tiveram um aspecto positivo, a legitimação da OLP. Excepto isso, foram como a resolução de partilha, uma imposição do ponto de vista israelita aos Palestinianos. Tinham as palavras correctas, mas elas estavam apenas de acordo com a interpretação israelita, o que significou encontrar um acordo que lhes pudesse permitir aprofundar a ocupação.Foram desastrosos. Criaram expectativas onde não havia intenção de alterar a realidade miserável no terreno, ferindo profundamente a hipótese de paz e, em segundo lugar, lançaram as sementes da divisão no campo palestiniano.


Por que é que Israel atacou Gaza?

Qual foi a reacção da sociedade israelita durante esta agressão, especialmente a da esquerda?Israel atacou Gaza por várias razões. Depois da derrota no Líbano em 2006, os seus generais acreditaram que uma vitória militar com sucesso imporia medo aos países árabes. Em segundo lugar, eles desejam erradicar pela força os movimentos que na região resistem pela força aos seus planos, como o Hamas. E o seu plano para Gaza em particular era mantê-la como uma prisão a céu aberto na esperança de que muitos Palestinianos dali abandonassem a sua terra ou sucumbissem à vida sob tais condições. Os Israelitas não irão permitir que Gaza e a Cisjordânia formem um Estado livre e independente.


Qual é a situação dos palestinianos israelitas? Qual é a sua reacção aos acontecimentos em Gaza?

Verificou-se uma escalada nas acções do Governo israelita contra a minoria palestiniana em Israel. A sua cidadania, bens e liberdade estão sob um perigo crescente. A situação não é tão má como a dos palestinianos na Cisjordânia, mas para lá caminha. Como no caso de Gaza, a elite política e militar de Israel não tem solução para este problema, a não ser que os palestinianos lá [em Israel] aceitassem viver para sempre como cidadãos de segunda ou mesmo terceira categoria.


Qual é a sua opinião acerca das manifestações ocorridas em todo o Mundo contra Israel durante o ataque a Gaza?

Creio que decorrem de uma tendência crescente em que largos sectores da opinião pública não aceitam mais as políticas criminosas de Israel. Mas ainda não se traduziram em mudança de políticas por parte dos governos.


Qual foi a reacção da comunidade judaica, particularmente no país em que de momento reside, o Reino Unido?

A comunidade judaica estabelecida é ainda embaraçosamente pró-Israel, mas mais e mais indivíduos estão a começar a dissociar-se do sionismo e um número significativo está disposto a ser activo na luta pela justiça para os Palestinianos.


Onde se posiciona no debate entre as chamadas soluções de ‘dois Estados’ e de ‘um Estado’ na Palestina?

Penso que não há realmente um debate. A solução de ‘dois Estados’ desapareceu para sempre, ainda que haja pessoas que pensem que foi uma solução justa e razoável. Creio que não o é e que apenas um Estado com cidadania igual para todos é a solução. Agora temos um Estado que discrimina contra todos os palestinianos que vivem entre o rio Jordão e o mar. Eles são discriminados de diferentes formas, alguns sujeitos à ocupação diária e abusos, outros estão a ser chacinados e expulsos, mas isto não é uma democracia e não pode continuar sem mais derramamento de sangue.

ttp://www.revistarubra.org/?page_id=695

Publicado Segunda-feira, 19 Janeiro, 2009

Entrevista , Enunciado de Violência , Racismo , Violência 5 Comentários


O filósofo Paul Virilio, no seu livro Estratégia da Decepção, ao falar sobre as estratégias de guerra teletecnológica do final do século XX, diz que a informação – ou a ausência dela – é essencial para se obter a vantagem em um conflito. Fabricar uma verdade torna-se mais importante que conquistar um território. Ao menos é o que pensam os aspirantes a Göebbels do novo milênio, a despeito das derrotas fragorosas a que têm sido submetidos, desde antes do Vietnam até hoje.
E é no sentido de enfraquecer a estratégia midiática da (des)informação que este bloguinho traz a transcrição de uma reveladora entrevista com o historiador israelense Ilan Pappe (Universidade de Oxford), autor do livro The Ethnic Cleansing of Palestine – A Limpeza Étnica da Palestina, transmitida pelo programa Milênio, da tevê fechada, no meio do ano passado.

Nela, embora o repórter Silio Bocanera refira-se constantemente aos palestinos como “eles” – o outro, o inimigo, na semântica paranóide estadunidense, o relato do engajado historiador acaba prevalecendo, e traz informações relevantes para a compreensão do conflito e do massacre de Gaza.
O vídeo rolou por vários blogues ativistas e, de nossa parte, pescamo-lo do companheiro Lukas, do Casa do Noca. Você pode conferir, se tiver paciência e conexão banda larga, clicando aqui.


Silio BoccaneraA sua pesquisa para o livro indicou que havia um plano evidente de tirar da Palestina uma vasta área habitada para formação de um Estado Judeu, antes de o mesmo ter sido criado. Desde quando houve este planejamento, e quem o fez?
Ilan Pappe – A idéia de eliminar a Palestina de sua população nativa, dos árabes, surgiu como um conceito claro nos anos 1930. Foi idealizada por David Ben Gurion, que se tornou o Primeiro-Ministro de Israel. Na época, líder da comunidade judaica, na Palestina de 1948, antes de Israel existir. No entanto, a idéia de como traduzir esse desejo, essa estratégia em um plano só se desenvolveu após a II Guerra Mundial. Na realidade, o primeiro passo foi fazer um registro de todas as aldeias palestinas. É um registro espantoso. Quando o vi, mal pude acreditar. Era tão meticuloso que detalhava quantas árvores frutíferas haviam em cada aldeia e de quais frutas eram, além, é claro, dos poços que havia e da qualidade do solo nas aldeias. Foi um levantamento sério da futura propriedade do Estado Judeu.

SBComo disse, os árabes não tinham poder, porque seus líderes haviam sido eliminados na revolta de 1936. E a liderança judaica se voltou contra os britânicos após a II Guerra Mundial…

IP – Sim, absolutamente tem razão. A decisão veio porque, ao contrário do que esperavam, a Grã-Bretanha resolveu não deixar a Palestina. Buscava um tipo de acordo que envolvesse judeus e palestinos juntos, sob o poder britânico, e era contra a vontade da liderança sionista. Creio que analisaram corretamente a fraqueza da Grã-Bretanha pós II Guerra Mundial e iniciaram uma guerrilha contra os britânicos. Mas ela não durou muito, pois os britânicos já estavam de saída. Apenas ajudou as autoridades britânicas a concluírem que não queriam mais a Palestina.
“Os judeus eram 1/3 da população apenas, e a ONU lhes havia prometido metade da Palestina. A maioria dos judeus chegara 2 ou 3 anos antes e já tinha direito a metade do país”.
SBTransferiram o poder para a ONU, inclinada a favor de Israel, que decidiu por um plano de partilha. Israel concordou com o plano, os árabes não. Por que o senhor acha que não concordaram?

IP
– Pelo ponto de vista dos palestinos, os colonizadores judeus não eram diferentes dos colonizadores franceses da Argélia. Era impensável para o povo argelino concordar com a divisão do país entre os franceses e eles. Do ponto de vista palestino, seria a mesma coisa, mas há outros fatores que podem explicar a decisão palestina, embora tenha sido melhor, na época, aceitar que era uma tática. Mas é possível entender os motivos. Os judeus eram 1/3 da população apenas, e a ONU lhes havia prometido metade da Palestina. A maioria dos judeus chegara 2 ou 3 anos antes e já tinha direito a metade do país. E, acima de tudo, alguns membros da ONU sabiam que estavam oferecendo um estado judeu com muitos palestinos – quase o mesmo número de palestinos e judeus – o que era inaceitável para o movimento sionista. A tendência do movimento sionista à limpeza étnica já era conhecida de alguns no mundo árabe, e os palestinos foram contra a decisão da ONU.




SBDaí até a criação do Estado de Israel em maio do ano seguinte, em 1948, foi o momento crucial, quando a lideraná judaica se reuniu e, segundo sua pesquisa, tentou atacar os árabes. Como eles fizeram isso? Qual foi o plano?


IP
– Esse foi exatamente o período formativo. Em primeiro lugar, eles procuraram preparar os meios para o que pensaram que seria uma luta em duas frentes. Pensaram que o mundo árabe tentaria, simbolicamente, não de maneira séria, desafiar a resolução de divisão da ONU invadindo a Palestina. Precisavam de um exército que pudesse enfrentar os exércitos árabes. A segunda frente de batalha em que pensaram era na parte da Palestina que queriam transformar no estado judeu. Não conseguiram a divisão feita pela ONU. Resolveram tomar a Palestina toda. Uma parte do que hoje é a Cisjordânia, que eles prometeram ao rei Abdala, da Jordânia, o bisavô do atual rei Abdala representava 80% da Palestina, habitada por 1 milhão de palestinos. Eles, primeiro, procuraram meios de expulsar esse 1 milhão de palestinos. Em segundo lugar, eles estavam cientes de que o mundo ainda observava. Os oficiais britânicos continuaram na Palestina até maio de 1948, havia representantes da ONU no local e a imprensa ocidental continuava lá. Havia muitas pessoas ainda interessadas nos acontecimentos, principalmente nos EUA. Então, não começou em um dia. Eles procuravam os inevitáveis confrontos e tensões que aconteciam entre as comunidades palestina e judaica principalmente nos centros urbanos, onde as pessoas moravam próximas. Onde havia algum grande evento, como a resolução de partilha da ONU, ocorriam atentados em ambos os lados. Decidiram executar tais ações com os palestinos como pretexto para, primeiro, expulsar uma aldeia. Depois, expulsar duas, cinco aldeias. Não ocorreu em ritmo acelerado até uma data muito importante, 10 de maio de 1948, quando sentiram que o mandato britânico estava prestes a acabar, e eles ainda não tinham limpado a Palestina. Foi nesse momento que decidiram agir de forma mais sistemática.
“(…) não conseguiram acreditar quando o exército israelense chegou e lhes deu menos de 1 hora para levarem o que pudessem das aldeias onde moravam há milhares de anos, atirando para o alto, para acelerar a fuga, massacrando aqueles que resistissem e estuprando as mulheres”.


SBA narrativa oficial do Estado é que os árabes tomaram a decisão a partir, em parte, da propaganda árabe de transmissões de rádio e porque os países vizinhos aconseharam-nos a partir. Então, 800 mil árabes partiram por conta própria. Não é o seu ponto de vista.


IP
– Não, isso é pura mentira. Hoje em dia, entre historiadores profissionais, as pessoas hesitam em repetir essa fábula. Não existe prova de tal ordem ou transmissão. E tivemos boas fontes. Os britânicos gravavam tudo que ia ao ar desde os anos 1930 na Palestina e no Oriente Médio em geral. Eu sei que a versão popular de Israel ainda é a que citou, de que o povo fugiu voluntariamente. Mas, se pensar na linguística, seja em hebraico, em português ou inglês, é uma expressão muito bizarra a de que o povo “fugiu voluntariamente”. Só maratonistas correm voluntariamente. Quem foge não o faz voluntariamente. A imagem que está vívida em minha mente e, em muitos aspectos, embasa o livro, são as histórias que vi nas aldeias litorâneas da Palestina e, mais tarde, de Israel, pois eram próximas de onde eu morava em Israel. Nessas aldeias, as pessoas, segundo a resolução de partilha da ONU, deveriam ser cidadãs israelenses. Faziam parte do futuro estado judaico. E elas se resignaram à essa idéia. Disseram: “os otomanos nos oprimiram, os turcos e os britânicos também. Agora os judeus mandarão em nós”. Eram camponeses e fazendeiros humildes que viram apenas com outro novo governo. Mas não conseguiram acreditar quando o exército israelense chegou e lhes deu menos de 1 hora para levarem o que pudessem das aldeias onde moravam há milhares de anos, atirando para o alto, para acelerar a fuga, massacrando aqueles que resistissem e estuprando as mulheres. Para mim, como relato no livro, alguém cuja família soberviveu ao holocausto nazista, embora a minha não tenha sobrevivido, a idéia de que os judeus pudessem fazer isso três anos após o holocausto ainda hoje é incompreensível para mim.


Diminuição do território palestino, entre 1946 - 1999 (clique para ampliar).


SB
Como o senhor citou, uma das principais figuras deste procedimento que seu livro chama de “limpeza étnica” foi Ben Gurion. O senhor o vê como arquiteto da limpeza étnica?


IP – É como eu o vejo. É verdade em relação ao sionismo como um todo. Meu falecido amigo, Edward Said, dizia… Ele tinha uma visão muito peculiar e pungente. Ele dizia que o sionismo, o que também vale para David Ben Gurion, foi bom para os judeus. O sionismo salvou minha família da Alemanha. O sionismo teve muitas conquistas, e Ben Gurion foi responsável por várias delas. Mas no que se refere aos palestinos, o sionismo foi a pior coisa que poderia acontecer. Acabou com eles.

SBOutro nome que o senhor cita de forma não muito favorável nessa época é Yitzhak Rabin.

IP
– Sem dúvida.

SBO que ele fez?

IP – Ele era muito mais jovem que Ben Gurion. Tinha 40 anos a menos. Ben Gurion tinha pouco mais de 60 anos, e Yitzhak Rabin, pouco mais de 20. Ele foi responsável por uma parte da limpeza étnica, porém uma parte horrenda. No centro da Palestina haviam duas cidades, chamadas Lydda e Ramla, onde viviam cerca de 100 mil pessoas. Ele foi o responsável por erradicá-las no verão de 1948. O verão na Palestina é muito quente. Ele e seus colegas os obrigaram a marchar até a Cisjordânia, a dezenas de quilômetros. Muitos morreram no caminho, de fome e sede. Um aspecto muito desumano da limpeza étnica. Como eu disse antes, um crime contra a Humanidade.

“No centro da Palestina haviam duas cidades, chamadas Lydda e Ramla, onde viviam cerca de 100 mil pessoas. Ele foi o responsável por erradicá-las no verão de 1948. O verão na Palestina é muito quente. Ele e seus colegas os obrigaram a marchar até a Cisjordânia, a dezenas de quilômetros. Muitos morreram no caminho, de fome e sede”.

SB Menachem Begin e Yitzhak Shamir também estavam envolvidos nesta fase ou não?

IP – Esse é o grande… Não o grande, mas um dos sucessos da propaganda israelense. Os piores crimes contra os palestinos foram cometidos pelo movimento trabalhista. Eu nunca admirei Shamir e Begin. Mas pode-se dizer que fizeram bem menos que os líderes do movimento trabalhista. Mesmo quando foram primeiros-ministros, fizeram coisas horríveis nos territórios ocupados, e Begin obviamente é responsável pela destruição do Líbano em 1982. Mas ainda mal se compara ao que os líderes do movimento trabalhista fizeram em 1948.

SBPassando para os anos 1950, essa limpeza étnica prosseguiu?

IP – Ela persiste ainda hoje, neste momento. Há limpeza étnica em Jerusalém e em toda parte. Sim, ela prosseguiu nos anos 1950. O interessante é que Ben Gurion é o responsável. A limpeza étnica não se completou. Foi uma grande operação, e tiveram de deixar, pelo menos, 10% da população que desejavam eliminar. Foi assim que as minorias árabes e israelense surgiram. Para Ben Gurion e seus assessores pessoais, era um número muito alto. Ele queria um estado judeu limpo. Então, tentaram de formas diferentes, pois não havia mais guerra e o mundo estava mais sensível do que antes. Tentaram obrigar as pessoas a imigrar e, em alguns casos, como ocorreu em mais de 30 aldeias, a maioria delas pequena, continuaram com a expulsão. Não houve um dia na história da Palestina e de Israel, desde 1948, em que a máquina da limpeza étnica tenha parado. Ela funciona o tempo inteiro. Há uma definição muito interessante no meu livro, dada no site do Departamento de Estado Americano, eles dizem que após toda operação de limpeza étnica na história, foi apagada a história de seu povo. Não se limitou ao extermínio do povo, mas também apagar a sua história. Eles apagam o povo dos livros de História e do próprio local. Com Israel, não é diferente. Como explico no meu livro, há um mecanismo muito elaborado que inclui a plantação de florestas, a substituição de nomes palestinos por hebreus, o que teve início em 1948 e persiste na Cisjordânia, na grande Jerusalém.

SBSubitamente, uma nova liderança, novos movimentos nacionalistas começam a crescer no início dos anos 1960, a OLP, a Fatah, a Frente Democrática e outros grupos como esses. O senhor vê um paralelo entre o que começaram a fazer e o que o Irgun, o Haganah e o Stern fizeram?

IP – De certa forma. Há alguns paralelos entre os métodos e a luta de guerrilha. Mas há uma grande diferença entre um grupo de colonialistas modernos, colonialistas do século XX, que tentam, como ocorreu na Argélia, não permitir que o movimento entre na era pós-colonialista e um movimento anticolonialismo como o dos palestinos. É uma grande diferença a meu ver. A OLP era e continua sendo um movimento anticolonialista. O Irgun e o Haganah não eram anticolonialistas, eram um pouco como os brancos na África do Sul. Tentavam reter uma realidade aceitável no século XIX, mas não mais no mundo pós II guerra Mundial pela visão ética surgida ao menos no Ocidente.
“[A limpeza étnica] Não se limitou ao extermínio do povo, mas também apagar a sua história. Eles apagam o povo dos livros de História e do próprio local. Com Israel, não é diferente”.

SB Mas o senhor vê um paralelo com os métodos, ataques a civis por motivos políticos, é a definição básica de terrorismo.

IP – Sim, claro. E é importante lembrar isso aos israelenses quando chamam os palestinos de terroristas. Eles também já foram terroristas.

SBDeste conceito de limpeza étnica, de eliminação dos árabes, passamos para a chamada bomba demográfica que existe na região. Chamavam de ‘problema demográfico’, agora é um perigo demográfico, uma bomba. O que é essa bomba, esse perigo, pelo ponto de vista deles?

IP – É um conceito muito claro. É um consenso entre os maiores políticos de Israel ou membros principais da elite política. Há uma maneira quantitativa de saber quando os árabes se tornam um perigo. Está entre 20 e 25%. Eu sei este número porque vivem citando. Entre 20 e 25% da população de Israel. Quando determina o que é o Estado de Israel, se nesse estado houver 25 mil não-judeus, com cidadania israelense mas etnia árabe, aos olhos da elite política de Israel, será o sinal do final do Estado.

SB
E claro que o índice de natalidade é muito maior entre eles.

IP – Muito maior. Vai acontecer. Mesmo que devolvam metade da Cisjordânia ou transfiram pequenos grupos de Jerusalem Oriental. Isto me preocupa muito. Não vejo como impedir. Eu temo que os políticos populares israelenses pensem que, caso isto aconteça, pois ainda somam menos de 20%, mas que caso aconteça, podem usar de quaisquer meios à disposição deles, incluindo a limpeza étnica, para evitar esta situação. Se perguntar a qualquer israelense nas ruas, ele dirá que esse é o valor mais importante, acima da democracia, dos direitos humanos e civis.
Os israelenses não podem mais separar as populações judaicas e palestinas na região. Eles fizeram muitos assentamentos na Cisjordânia. E continuam fazendo. As comunidades estão entrelaçadas. Às vezes, a realidade pode mandar nas elites políticas. Geralmente, ocorre o contrário, mas neste caso já vemos indícios disso.

SB
É concebível que Israel desista de ser um estado judeu e seja como outros estados, acomodando crenças sem ser exclusivamente o chamado estado judeu, mas um estado mais aberto, normal e democrático?

IP – Não a curto prazo. A curto prazo, não seria possível. Mas há uma boa chance a longo prazo, por dois motivos principais. Acho que estão exagerando no momento. No passado, foram sensatos em não fazer certas coisas por achar que o mundo estava atento. Felizmente, estão exagerando agora. E acho que estão testando a paciência mundial. Quando o poder global americano diminuir, e ele vai diminuir dentro em breve, o mundo ficará ainda mais corajoso ao tentar expor o lado mais racista do estado judeu. Em outras palavras, prevejo uma pressão muito forte e até externa sobre Israel. Mas não será de imediato. Em segundo lugar, penso nas realidades locais. Os israelenses não podem mais separar as populações judaicas e palestinas na região. Eles fizeram muitos assentamentos na Cisjordânia. E continuam fazendo. As comunidades estão entrelaçadas. Às vezes, a realidade pode mandar nas elites políticas. Geralmente, ocorre o contrário, mas neste caso já vemos indícios disso. Até os israelenses mais racistas, digamos assim, acham que os filhos devem aprender árabe, e jamais quiseram isso antes. Começam a notar que fazem parte desta realidade. E até os palestinos mais fanáticos querem que os filhos aprendam hebraico, apesar do que dizem sobre matarem uns aos outros.


SBVêem uma realidade diferente no futuro. Um estado binacional.

IP – Sim. Um estado binacional, comunidades entrelaçadas. Não necessariamente começando com muito amor, não necessariamente felizes com tal realidade, mas chegando cada vez mais à conclusão de que qualquer outra situação é o que os americanos chamam de “destruição mútua”. Acho que os processos locais e a impaciência mundial com os problemas que Israel vai causar ao mundo, pois ainda não chegamos ao fim deles, sobretudo no front, contra o Irã e a Síria, um dia, não imediatamente, trarão a chance de se construir uma nova realidade na Palestina. Claro que há hipóteses bem mais terríveis, como o sucesso de Israel na eliminação dos palestinos, antes que o mundo possa agir. É, infelizmente, uma possibilidade. Mas espero… Não quero nem pensar nisso.


Ilan Pappe (http://ilanpappe.com) é judeu, perdeu toda a família sob o jugo alemão na 2ª Guerra e é Historiador, ativista de Direitos Humanos, Professor e Chair no Departmento de História da University of Exeter e co-diretor do Exeter Center for Ethno-Political Studies.
Assisti uma entrevista de Silio Boccanera, com o Professor Pappe hoje à tarde na Globo News e o relato dele é absolutamente estarrecedor. Pappe desafia a Versão Sionista dos eventos acontecidos na Palestina desde 1948.
Entre inúmeras passagens inacreditáveis ele fala do "Projeto" iniciado por Ben Gurion e a seguir por Itzhac Rabbin e o Partido Trabalhista de extermínio do povo palestino, confiscando suas terras, estuprando suas mulheres e matando impiedosamente desde 1948 e intensificado a partir de 1950 com a retirada dos Ingleses do Estado de Israel.
O próprio Pappe se emociona quando fala dizendo nunca poder imaginar que os judeus fossem capazes de fazer o mesmo que os alemães acabavam de ter feito.
Conta que em 1950, por exemplo os israelenses decididos a expandirem seu território a despeito do que foi determinado pela ONU saíram tomando as terras dos colonos palestinos chegando a determinar que estes tinham uma hora para se retirarem levando o que podiam. Davam tiros para o alto e matavam quem se lhes opunha. Mas é muito pior que isso.
A atitude beligerante do Hamas e do Hezbollah não é fruto apenas de ódio anti-semita nem tampouco insanidade de gente desequilibrada.
Os Palestinos clamam ao mundo para não serem sumariamente exterminados porque Israel já decidiu, há muito tempo, que ficará com suas terras.
Visitem o site de Ilan Pappe e entenderão o que realmente se passa no Oriente Médio.
09/01 "O GLOBO - BBC Brasil - Forças israelenses bombardearam uma casa na Faixa de Gaza onde os próprios soldados de Israel tinham colocado cerca de 110 palestinos no dia anterior, segundo um relatório da ONU.
O bombardeio, em Zeitoun, um bairro no sudeste da Cidade de Gaza, ocorreu no dia 5 de janeiro e matou cerca de 30 pessoas"."Segundo várias testemunhas, no dia 4 de janeiro soldados israelenses evacuaram aproximadamente 110 palestinos (metade destes, crianças) e os levaram para uma única residência em Zeitoun, afirmando que eles deveriam permanecer em casa", informou o escritório da ONU no relatório.
"Vinte e quatro horas depois, forças israelenses bombardearam a casa várias vezes, matando aproximadamente 30 pessoas."
Segundo a ONU, os que sobreviveram e ainda conseguiam andar caminharam dois quilômetros para a estrada principal de ligação entre o norte e o sul da cidade para conseguir transportepara o hospital mais próximo em veículos civis.
"Três crianças, a mais nova delas com cinco meses de idade, morreram na chegada ao hospital", segundo o relatório.Lendo o texto acima me vem a imagem da crueldade nazista contra os judeus na Alemanha. É idêntico. E não foi um "acidente".
Foi premeditado.
Israel terá que responder por crimes contra a Humaninade em Genebra ou outro Forum Internacional. Não adianta querer defender o indefensável.
12/01 20:30hs.GENEBRA - O Conselho de Direitos Humanos da ONU aprovou segunda-feira uma resolução que condena Israel por sua ofensiva na Faixa de Gaza, pede o fim imediato das hostilidades e determina o envio de uma missão de investigação independente.
A resolução cria uma equipe para "investigar todas as violações das leis internacionais de direitos humanos" que Israel possa estar cometendo contra o povo palestino.
Além disso, pede que o secretário-geral da ONU, Ban Ki-moon, faça um relatório à Assembleia Geral sobre o ataque a uma escola da ONU na Faixa de Gaza, ocorrido na semana passada.

Vale a pena ver toda a entrevista (legendada em português):


Paulo disse...
O problema da Palestina não é apenas um problema de postos de controle, de abusos dos direitos humanos, do muro, da demolição das casas, da estratégia da ocupação ou do cerco de Gaza. O problema central é o roubo ilegal, a colonização e a ocupação de um país inteiro. Estes são apenas sintomas do nacionalismo judeu expressa pela ideologia sionista.Não se costuma mencionar o facto que esta terra bíblica a que os judeus modernos chamam a "sua terra" foi obtida com o genocídio dos povos de outras nações que ocupavam a terra que os judeus actuais dizem ter um direito histórico.
16 Abril, 2009 14:08
contradicoes disse...
Pois estes mesmos usurpadores dum território, admiram-se e chamam de terroristas aos seus legítimos donos da terra, quando afinal todos os demais países colonizadores tal como o nosso foi obrigado pelas Nações Unidas a devolver os territórios em África aos seus autótenes. Permitindo-se impor-se sobre o povo colonizado, Israel dizima o povo palestiniano perante a passividade do Mundo.
16 Abril, 2009 23:01
xatoo disse...
não só ocuparam e expulsaram os habitantes ancestrais dessas terras, como o fizeram de uma forma completamente terrorista - os actos de aterrorizamento dos árabes começaram logo assim que Hitler chegou ao poder, que utilizou os judeus contra os britânicos que tutelavam a Palestina. Na verdade existiu um pacto de Hitler com as Chefias judeo-Sionistas que utilizaram os judeus como arma de arremesso (exportando-os literalmente) contra o inimigo inglês.O terrorismo do Stern Gang, Irgun Zvai Leumi, etc. é um dado pouco conhecido (porque deliberadamente esquecido, excepto o Leumi que é hoje um importante banco transnacional de Israel).Há um livro recente sobre esse periodo,"Major Farran`s Hat: Murder Scandal and Britain`s War Against Jewish Terrorism 1945-1948" de David Cesarini.Ainda não li, mas deve ser interessante. Alguém que pesquise e acrescente algo.
17 Abril, 2009 01:35
xatoo disse...
ora aqui está a historia da ligação entre o terrorismo do Stern e o dito Bancohttp://www.fpp.co.uk/online/01/10/SwissBanks2.htmleste merece um post.
17 Abril, 2009 01:39
alf disse...
Bela entrevista!Que aconteceu a este tipo?Israel continua a desenvolver uma política de extermínio que ninguém denuncia, uma política a longo prazo conducente ao auto-extermínio dos palestinianos.
17 Abril, 2009 15:04
PRODUCTIONS disse...
Quanto ao livro "Major Farran`s Hat", uma das poucas referências que encontrei na internet foi isto: http://www.ft.com/cms/s/2/34cd4554-1fe2-11de-a1df-00144feabdc0.html http://www.scotsman.com/bookreviews/Book-Review-Major-Farran39s-Hat39A.5135540.jp http://www.play.com/Books/Books/4-/5481726/Major-Farran-Hat/Product.html Mais um livro de qualidade, que nunca irá vêr edição em língua portuguesa.
17 Abril, 2009 16:58

61 ANOS DE NAKBA (DESGRAÇA)
61 ANOS DE OCUPAÇÃO ISRAELITA - 61 ANOS DE "APARTHEID", LIMPEZA ÉTNICA - 61 ANOS DE RESISTÊNCIA PALESTINIANA


A 29 de Novembro de 1947 as Nações Unidas aprovaram a Resolução 181 que recomendava a Partilha da Palestina histórica em um Estado israelita para menos de 20% de habitantes representados por colonos provenientes na sua maioria da Europa sobre 51% do território e um Estado palestino nos outros 49% para um milhão de Palestinianos. Esta divisão, apesar de demograficamente desigual, nunca chegou a efectuar-se.
Entre a decisão de partilha e o dia 15 de Maio de 1948, dia oficial do fim do mandato britânico e a declaração do Estado de Israel, houve uma verdadeira guerra de limpeza étnica que foi relatada historicamente por inúmeros escritores e pensadores. Talvez tenha sido Ilan Pappe, o historiador israelita quem mais relatou e transmitiu as realidades desta guerra através do seu livro denominado
"A LIMPEZA ÉTNICA DA PALESTINA" e baseado em documentos "libertados" pelo governo israelita há mais de dois anos. Neste livro, o escritor relata palavra por palavra e detalhadamente como nasceu a questão dos refugiados, as aldeias completamente destruídas e os massacres cometidos contra o povo palestiniano.
Com a guerra de 1948, iniciou-se um processo de ocupação territorial em benefício dos emigrantes judaicos e da limpeza étnica da população palestiniana que foi seguindo o seu percurso fatídico até aos dias de hoje. O primeiro afastamento da população palestiniana foi levada a efeito por milícias sionistas provocando um êxodo massivo de 750.000 palestinianos que se converteram em refugiados. Junto com os seus descendentes, representam hoje em dia cerca de cinco milhões de pessoas refugiadas além de um milhão e meio a viverem na Faixa de Gaza, a maioria dos quais já havia sido desalojada dos territórios em 1948, 2 milhões na Cisjordania e 1 milhão e meio de Palestinianos, cristãos e muçulmanos que representam 20% da população de Israel.
Aquela primeira ofensiva das milícias sionistas (consideradas grupos terroristas pela comunidade internacional) culminou a 15 de Maio de 1948 com a proclamação unilateral do Estado de Israel por Ben Gurion. Esta data ficou gravada na memória do povo palestiniano como o dia fatídico da derrota, o massacre e o exílio forçado. É relembrada a cada 15 de Maio e conhecida pelo nome de "Nakba", a catástrofe/ a desgraça.
A resolução 194 das Nações Unidas de 11/09/1948 que exigia à comunidade internacional cumprir o direito do regresso dos refugiados palestinos e garantir a respectiva indemnização foi condição para entrada de Israel nas NU mas esta resolução continua sem implementação e a ser anualmente recordada na Assembleia Geral das Nações Unidas Sob o tema: Palestina, os Direitos Inalienáveis.
Durante estes longos 61 anos e até hoje, o Estado de Israel pratica nos Territórios Palestinos Ocupados uma politica de expansão e imposição de factos no terreno, construção de uma rede imparável de colonatos, violação dos direitos fundamentais e políticos da população civil palestiniana, anexação de terras e recursos hídricos, castigos colectivos, isolamento das populações e restrição de movimento dos cidadãos através de controlos militares (check points) cerca de 650 fixos além dos temporários, o muro de separação racista, detenções (11 mil prisioneiros alguns dos quais já ultrapassaram os 37 anos nas prisões israelita), expulsões, torturas, assassinatos, bombardeamentos.... Ignorando as resoluções das NU e de outros organismos internacionais, Israel continua praticando uma política de colonização e expulsão. Continua ampliando o número e tamanho dos colonatos israelitas na Cisjordânia e em Jerusalém onde tem vindo a instalar cerca de meio milhão de colonos.
Após 61 anos o povo palestiniano, apesar de todas as injustiças que tem vindo a sofrer, resiste firmemente aos seus direitos. Resiste contra um Estado militar e confessional que se apoia num "lobby" internacional sionista muito poderoso, que se nega a acatar as resoluções das NU especialmente a 243 e a 338 que insistem na retirada de Israel dos territórios árabes ocupados e a 194 e a 3236 que reconhecem o direito de regresso dos refugiados assim como a declaração do Tribunal Internacional de Haia de 2004 sobre o rápido derrube do muro de separação racista. Sem o apoio e consentimento internacional, o estado ocupante de Israel não poderia ter mantido todos estes anos a incomensurável injustiça contra todo um povo. Os 86 vetos americanos no Concelho de Segurança ajudaram a fazer com que Israel seja um país acima de lei.
Apesar de se recordarem agora os 61 anos da Nakba (desgraça) os palestinos não desistem, continuam e continuarão a insistir no direito ao estabelecimento do seu estado independente nos territórios ocupados em 1967 com Jerusalém oriental como sua capital e encontrar uma solução justa para a questão do regresso dos refugiados.
O Povo Palestiniano nada mais pede do que aquilo que lhe foi concedido pelas resoluções das NU, pela comunidade e legalidade internacionais de acordo com os direitos humanos se é que, e esperamos que sim, ainda exista algum respeito e consideração por aqueles conceitos e resoluções.
Ao relembramos os 61 anos da Nakba (catástrofe/desgraça), lembramos 61 anos do sofrimento que vivemos, os massacres, a tortura e a miséria nos campos dos refugiados nos países vizinhos. 61 anos da Nakba, é altura de mais uma vez exigirmos de todos o governos europeus que assumam a sua obrigação de fazer cumprir as resoluções das NU assim com as obrigações estabelecidas pelo Tribunal Internacional de Justiça sobre a ilegalidade do muro de separação racista. A criação pela União Europeia de uma comissão e tribunal especial que investigue as violações cometidas por Israel em relação aos Convénios, ao Direito Internacional e especificamente sobre o regime de "apartheid" que têm vindo a desenvolver assim como as suas violações à IV Convenção de Genebra e crimes contra a humanidade na sua campanha de isolamento e genocídio contra um milhão e meio de cidadãos que vivem na Faixa de Gaza.
Israel conta com a ideia de que os mais velhos irão morrer e os mais novos irão esquecer-se. Morrerão os mais velhos, mais os mais novos, geração após geração, continuam a ter na mão as chaves das casas dos pais e as escrituras das suas terras para um dia regressarem... As novas gerações mostram-se lutadoras e ligadas às aspirações da sua identidade e de uma pátria própria não desistindo do direito ao regresso, à independência e ao estabelecimento do Estado Palestiniano independente com Jerusalém como capital.

15 de Maio de 2009
Randa Nabulsi
Delegada Geral da Palestina em Portugal

http://www.mppm-palestina.org/index.php/opiniao/72-61-anos-de-nakba

MENSAGEM DE AMIZADE

sábado, 18 de julho de 2009

QUEBRANDO O SILÊNCIO


http://a-films.blogspot.com

In a military operation taking place in Balata Refugee Camp (Nablus, Occupied Palestine), IOF troops forced two youngsters to serve as human shields.

A filmmaker from RJI, who is close to a-films, caught the scene and other shots of the military operation and home demolition on tape.

This clip can be downloaded at http://a-films.blogspot.com/2007/04/i...



Vocês puderam ver acima no video os militares invasores de Israel usando dois adolescentes PALESTINOS como escudos humanos em operações militares. Quando o repórter disse a eles que era ILEGAL eles fecharam a porta do tanque.

VIDEO NA VOZ DE RICHARD FALK:

by http://guerrillaradio.iobloggo.com/

Killing of children. MORTE DE CRIANÇAS PALESTINAS

"In the first months of the intifada, the majority of child victims were killed as a result of the unlawful and excessive use of lethal force in response to demonstrations and stone-throwing incidents, when the lives of Israeli soldiers were not at risk.

In 2006 the majority were those children killed when Israeli forces randomly opened fire, or shelled or bombarded residential neighborhoods in Palestinian towns and villages.

Most of these children were killed when there was no exchange of fire and the lives of the soldiers were not at risk."

by the pro palestinian web site http://guerrillaradio.iobloggo.com/



Gaza - israel usou palestinos como escudos humanos


Esse é o exército mais "ético" do mundo.

BANDO DE ASSASSINOS É O QUE SÃO OS SOLDADOS ISRAELENSES..

Israel usou palestinianos como escudos humanos em Gaza

por LUMENA RAPOSO

16 de Julho de 2009

.'Quebrando o Silêncio', organização não governamental de veteranos israelitas, publicou um relatório com o testemunho de 54 militares que revelam a actuação do exército durante a operação Chumbo Endurecido.Durante a operação militar Chumbo Endurecido (Dez. 2008/Jan. 2009), o exército israelita transformou palestinianos da Faixa de Gaza em escudos humanos, apesar de, em 2005, esta prática ter sido considerada ilegal pelo Supremo Tribunal de Israel.

A denúncia está contida no relatório, ontem tornado público, da organização não governamental (ONG) Quebrando o Silêncio. .

"Um vizinho palestiniano é trazido; o soldado coloca a sua arma no ombro do civil.

Era o procedimento" quando os militares entravam numa casa, conta um dos soldados à ONG.

O "vizinho" era, assim, o "escudo humano"

..TEXTO INTEGRAL:

http://dn.sapo.pt/inicio/globo/interior.aspx?content_id=1309082&seccao=M%25EF%25BF%25BDdio+Oriente-------------------------------------------------------------------------------------------------------------MAIS FONTES:.

http://www.correiobraziliense.com.br/app/noticia182/2009/07/15/mundo,i=126598/ONG+AFIRMA+QUE+EXERCITO+ISRAELENSE+USOU+CIVIS+COMO+ESCUDOS+HUMANOS+EM+GAZA.shtml.http://noticias.uol.com.br/ultnot/afp/2009/07/15/ult34u224109.jhtm


Sete fotografias da Gaza sitiada 6 meses depois do ataque israelita. Por que os bons silenciam diante disso?


Sete fotografias da Gaza 6 meses depois do ataque

Sete fotografias da Gaza sitiada 6 meses depois do ataque israelita.

http://news.bbc.co.uk/2/hi/middle_east/8.

O que mais me preocupa

não é o grito dos violentos,

nem dos corruptos,

nem dos desonestos,

nem dos sem-carácter,

nem dos sem-moral.

O que mais me procupa.

é o silêncio dos bons

Martin Luther King

Lamentavelmente...a Horda Sionista de Israel continua sacrificando inocentes em nome do direito de ter um Estado e nega esse mesmo direito aos palestinos, direito reconhecido pela ONU, que reiteradamente decide que Israel deve terminar com a ocupação dos territórios palestinos.
Israel é uma potência de ocupação. Esquarteja o território palestino, com mais de 400 quilômetros de muros, que separam palestinos de palestinos. Instala assentamentos com colonos judeus no meio de cidades e ao longo de todo o território palestino, expropriando e derrubando casas de palestinos, protegidos militarmente, de onde saem regularmente grupos extremistas para provocar aos palestinos, queimar suas plantações – inclusive as centenárias oliveiras. Israel promove uma verdadeira política de apartheid, muito pior que as ocupações coloniais clássicas. Inviabiliza a sobrevivência cotidiana dos palestinos, para obrigá-los a se submeter a ser superexplorados como trabalhadores de segunda categoria em Israel. Ou para que emigrem. Os assentamento e os muros vão espremendo os palestinos, deixando-lhes pouco espaço para suas casas e suas terras, Israel tenta estrangulá-los.

http://www.orkut.com.br/Main#CommMsgs.aspx?cmm=28635967&tid=5360132443988904207&na=4

http://br.answers.yahoo.com/question/index?qid=20090721170533AAe3Es8&r=w

MOMENTO LÍRICO

Nascemos Aqui

Videoclipe do grupo de rap palestino DAM, que quer dizer: eternidade (em árabe), e também: sangue (em hebreu). São também as iniciais de: Da Arabian MC's. Formado pelos irmãos Tamer Nafar e Suhell Nafar, mais Mahmoud Jreri.

O DAM é o primeiro grupo de rap da Palestina. Combinando ritmos árabes, melodias do Oriente Médio e influências do hip hop urbano, eles se reuniram em 1998, já lançaram três álbuns: Stop Selling Drugs (1998), Who's the Terrorist? (2001) e Dedication (2006).

Todos os três integrantes nasceram e cresceram em bairros pobres de Lod, cidade essa que misturam árabes e judeus, a 20 km de Jerusalém.

Exprimindo-se em árabe e hebreu, por vezes também em inglês, o grupo aborda temas influenciados pelo contínuo conflito entre israelitas e palestinos, bem como também a luta pela liberdade e igualdade dos palestinos, além de chamar a atenção também de temas controversos como o terrorismo, as drogas e os direitos das mulheres.

Musicalmente suas inspirações são: (Nas, 2Pac, Mos Def, IAM, NTM, Saian Supa Crew, MBS, etc) e da música árabe: (Marcel Khalifa, Kazem Saher, George Wassouf, Majda al Romi, etc).

Mais próximos das audiências palestinas, o DAM espera alargar a sua mensagem aos israelitas, abordando de forma fria e desencantada os dramas da convivência entre israelitas e palestinos.

VÍDEO LEGENDADO EM PORTUGUÊS

Site: http://www.dampalestine.com
Myspace: http://www.myspace.com/damrap
Categoria: Música



segunda-feira, 13 de julho de 2009

A JUSTIÇA E AS INJUSTIÇAS


Posted: 19 Jan 2009 07:56 PM PST
Mark LeVine, no site da Al-Jazeera / 19 de janeiro

Era uma tarde quente de setembro de 2008 em Gaza, e eu estava na redação de um jornal aliado do Hamas, conversando com um importante intelectual, quadro da alta coordenação do Hamas.
Enquanto a equipe de jornalistas franceses que me haviam dado uma carona de Jerusalém montava as câmeras, aproveitei para conversar um pouco sobre os últimos acontecimentos em Gaza, e fazer uma pergunta que me atormentava há bastante tempo.
“Off the record, aqui entre nós, deixemos de lado a questão de se os palestinos têm ou não direito moral ou legal de usar meios violentos contra civis, na resistência contra a ocupação. O problema, aqui, é que a violência não funciona”, comecei.(…)
A resposta que ouvi surpreendeu-me pela franqueza e confundiu-me pelas muitas implicações.

quinta-feira, 9 de julho de 2009

O PRESIDENTE DE HONDURAS E SEUS AMIGOS

O Presidente e os seus amigos.....

A Libertação está a chegar !!!!
Quando o legalmente eleito e indisputado Presidente das
Honduras
quis estabelecer um referendo legal-constitucional
relativo ao seu desejo legal de ser reeleito ........
Ele foi detido e mandado para fora do país.
Quantos protestaram contra este acto vergonhoso ??
Não muitos !!.........
porque eles estão todos tão ocupados
a protestar contra os resultados no Irão.
Claro.......... o Irão não é as Honduras
e a Hipocrisia também não é punível.
Sherlock Hommos
1 de Julho de 2009
PS: O Presidente das Honduras é um bom amigo do Presidente
da Nicarágua que é um bom amigo do Presidente da
Venezuela que é um bom amigo do Presidente do Irão que
não é um bom amigo do Presidente dos EUA que é um bom
amigo do Presidente de Israel.
Publicada por Тлакскала

domingo, 5 de julho de 2009

GOLPE BAIXO EM HONDURAS

Milhares de hondurenhos foram às ruas pedir a volta de Zelaya

Foto:Gustavo Amador, EFE


Para entender o golpe em Honduras
2009 Julho 3

Golpe em Honduras


De repente, um pequeno país da América Central, cuja capital poucos conseguem pronunciar o nome, Tegucigalpa, virou notícia mundial.

Uma velha e conhecida história ali se repetia, quando mais ninguém acreditava que isso pudesse ser possível.

Um golpe de estado contra um presidente que não é nenhum revolucionário de esquerda, pelo contrário, é um bem comportado político do partido liberal.

O motivo do golpe é pueril: a decisão do Presidente de fazer uma consulta popular sobre a possibilidade de uma Constituinte.

Em Honduras, ouvir o povo é considerado um ato de lesa pátria.

Nada poderia ser mais anacrônico nestes tempos de participação protagônica das gentes.

A história

Honduras é um pequeno país da América Central cuja história é muito peculiar.
Primeiro, porque foi o berço de uma das mais incríveis civilizações desta parte do mundo: os maias.
E segundo, porque durante as guerras de independência que tomaram conta da américa espanhola, foi ali que se criou a República Federal das Províncias Unidas da América Central, um ensaio da pátria grande, tão sonhada por Bolívar.

Os maias foram dizimados e a proposta de federação não resistiu ao sonhos de grandeza de alguns e, em 1838, a região da América Central também balcanizou.

Honduras virou um estado independente e acabou entrando no diapasão das demais repúblicas da região: dominada por caudilhos e fiel serviçal das grandes potências da época, tais como a Inglaterra, a Alemanha e a nascente nação dos Estados Unidos.

As ligações perigosas

Como era comum naqueles dias, a elite governante se digladiava entre liberais e conservadores.

Com o fim da idéia de federação e a morte do liberal Francisco Morazón, considerado o mártir de Tegucigalpa, que morreu em 1842 ainda lutando pela unificação da América Central, os conservadores assumiram o comando e o país virou prisioneiro da dívida externa, conforme conta o historiador James Cockcroft, no livro América Latina e Estados Unidos.

Os liberais só voltaram ao poder no final do século XIX, mas já totalmente catequisados para viverem de maneira dependente dos países centrais.

No início dos século XX chegaram as bananeiras estadunidenses e com elas o processo de super-exploração.

A United Fruit Company, a Standart Fruit e a Zemurray´s Cuyamel Fruit passaram a comandar os destinos das gentes. E quando estas tentaram se rebelar, foi a marinha estadunidense quem desembarcou no país para aplastar as mobilizações.

Honduras virou, desde então, um país ocupado.

Os camponeses trabalhavam nas piores condições e as bananeiras ditavam as leis, financiando os dois partidos políticos locais.
Nos anos 30, quando uma grande depressão agitou o país, o governante de plantão, General Carías, submeteu o país, com a ajuda armada estadunidnese, a 16 anos de lei marcial. E, como é comum, quando ficou obsoleto, foi retirado do poder por um golpe.
Em 1950, depois da segunda guerra, as bananeiras exigiram mudanças e o Banco Mundial foi chamado para promover a “modernização” de Honduras.

Gigantescas greves de trabalhadores – como a dos plantadores de banana que parou o país por 69 dias – e de estudantes foram aplastadas em nome do desenvolvimento. E tudo o que eles queriam era o direito de ter um sindicato. Havia eleições mas, na verdade, com uma elite claudicante eram os militares quem davam as cartas e foram eles, apavorados com os avanços dos trabalhadores, que assinaram um acordo com os Estados Unidos para que este país pudesse ter bases militares no território hondurenho.
O medo de mais revoltas populares fez com que o governo realizasse uma espécie de reforma agrária nos anos 60 e 70 que acabou freando as mobilizações no campo, embora o benefício não tenha chegado a um décimo dos camponeses.

Ao longo dos anos 70 os escândalos envolvendo generais no governo e as bananeiras se sucederam, causando mais mobilização nas cidades e nos campos, onde os trabalhadores já se organizavam de modo mais sistemático.
Mas, os anos 80 trarão um nova ocupação estadunidense que acabou subordinando a vida das gentes outra vez.

Os sandinistas e os EUA

Os anos 80 são tempos de guerra fria.
Os Estados Unidos insistem na luta contra Cuba e também contra a Nicarágua que busca sua autonomia através da revolução sandinista. E, assim, com o mesmo velho discurso de combater o comunismo, Jimmy Carter manda para Honduras os seus “boinas verdes”, para ajudar na defesa das fronteiras, uma vez que o país faz limite com a Nicarágua. Além disso, os EUA abocanham mais de três milhões de dólares pela venda de armas e alugel de helicópteros.

Na verdade, lucram e ainda usam o exército hondurenho para realizar numerosas matanças de refugiados salvadorenhos e nicaraguenses.

É ali, em Honduras, que, com o apoio da CIA, se leva a cabo o treinamento dos contras que, por anos, assolaram a revolução sandinista e o próprio governo revolucionário.

Era o tempo em que um batalhão especial liderado por um general hondurenho anti-comunista, promoveu massacres contra lideranças da esquerda de toda a região.

E assim, durante toda a década, apesar dos escândalos políticos e mudanças de mando, a “ajuda” estadunidense aos generais de plantão sempre se manteve impávida com milhões de dólares sendo investidos nos acampamentos dos contras, que somavam mais de 15 mil soldados.
Nos anos 90, a situação em Honduras era tão crítica que até a conservadora igreja católica passou a apoiar os militantes dos direitos humanos que denunciavam estar o país a beira de uma guerra.

A derrota dos sandinistas na Nicarágua refreou os ânimos, mas ainda assim, seguiram as denúncias de assassinatos e violações.
No final da década, os governos neoliberais já haviam destruido as cooperativas de trabalhadores e devolvido terras às companhias estadunidenses. Nada mudava no país.

Zelaya
Manuel Zelaya foi eleito presidente em 2005, pelo Partido Liberal, mas esteve em cargos importantes durantes os últimos governos.

Era, portanto, um homem do sistema.

Seus problemas com os Estados Unidos começaram em 2006, quando decidiu reduzir o custo do petróleo, passando a discutir com Hugo Chávez, da Venezuela, a possibilidade de negócios conjuntos, o que acabou culminando, em janeiro de 2008, com a entrada de Honduras na órbita da Petrocaribe, um acordo de cooperação energética que busca resolver as assimetrias no acesso aos recursos energéticos.

Este acordo incluiu Honduras na lógica da ALBA, a Alternativa Bolivariana para as Américas, projeto de Chávez em contraposição à ALCA, que tentava se impor a partir dos Estados Unidos.

A proposta de Chávez foi a de vender o petróleo a Honduras, com pagamento de apenas 50%, sendo a outra metade paga em 25 anos, com um juro pífio, permitindo assim que Honduras investisse em áreas sociais. O plano, apesar de bom para o país, foi duramente criticado pela classe política.

E os Estados Unidos perderam um parceiro de TLC (os mal fadados acordos de livre comércio), o que provocou tremendo mal estar em Washington.

Assim, quando o presidente Zelaya decidiu fazer um plebiscito, consultando a população sobre a possibilidade de uma Assembléia Nacional Constituinte, e não apenas de uma mudança para um novo mandato como dizem alguns veículos de informação, o mundo veio abaixo.

Entre os direitistas de plantão e amigos da política estadunidense, isso era influência de Chávez. O próprio partido Liberal reacinou contra a medida, considerada “progressita” demais. Afinal, uma nova Constituinte colocaria o país num rumo bastante diferente do que vinha sendo trilhado nas últimas décadas.

Mesmo assim o presidente levou adiante a proposta de ouvir a população e acabou exonerando o chefe do Estado Maior, general Romeo Vásquez Velásquez, quando este se recusou a distribuir as cédulas para a votação.

A Corte Suprema votou contra a consulta popular e exigiu que o presidente reconduzisse o general ao seu posto, o que foi negado. Por conta disso, no dia da votação, domingo, dia 28, os militares prenderam Zelaya, o sequestraram e o levaram para Costa Rica, coincidentemente seguindo os mesmos trâmites do golpe perpetrado contra Chávez em 2001.

O Congresso hondurenho chegou a discutir até a sanidade mental do presidente e, no dia do golpe, se prestou a ler uma fictícia carta de renúncia, imediatamente desmentida pelo próprio presidente desterrado.

Ainda assim, o Congresso decidiu instituir o presidente da casa, Roberto Micheletti, como presidente da nação.

Este, nega que esteja assumindo num momento de golpe.

“Foi perfeitamente legal a ação do Congresso”, dizia, e, enquanto isso, mandava suspender os sinais de televisão e os telefones.

Reação Popular

Agora estão jogados os dados. O presidente Zelaya disse que volta a Honduras nesta quinta-feira e vai acompanhado de presidentes de nações livres e amigas, tais como Equador e Argentina.

O mundo inteiro repudiou o golpe e nenhum país reconheceu o governo golpista. A população deflagrou greve geral no país e, aos poucos, as grandes cidades estão parando.

A proposta de Zelaya é reassumir e terminar o seu mandato. Não se sabe se ele vai insistir na consulta popular para uma nova Constituição, tudo vai depender da correlação de forças.

Se a sua volta se der a partir da mobilização popular, haverá condições objetivas de apresentar esta proposta aos hondurenhos, além de purgar toda a camarilha que buscou reavivar um passado que as gentes de Honduras não querem mais.

Há rumores de que políticos da direita estejam alinhavando um acordo, permitindo a volta do presidente, mas exigindo que ninguém seja punido. Se assim for, a volta será derrota.
O cenário mais provável é que, configurado o apoio popular e também o apoio da comunidade internacional, o presidente Zelaya coloque para correr os golpistas e inaugure um novo tempo em Honduras.
Caso seja assim, enfraquece o domínio dos Estados Unidos na região e cresce o fortalecimento da Aliança Bolivariana dos Povos de Nuestra América.

FONTE:

http://eteia.blogspot.com/2009/07/para-entender-o-golpe-em-honduras.html


Honduras: Fortalece-se movimento popular antigolpista
2009 Julho 3
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by dariodasilva


EUA suspende manobras militares em solo hondurenho


HAVANA, Cuba, 01 jul (ACN) Vários milhares de pessoas protagonizaram uma manifestação nas proximidades da Casa Presidencial, em Tegucigalpa, em apóio ao chefe de estado constitucional desse país Manuel Zelaya.

Cuban News Agency


A demonstração ocorreu no mesmo lugar onde centenas de policiais com fuzis de assalto e apoiados com carroças lança água reprimiram a população que repudiava o golpe militar, informou a PL.
Juan Barahona, presidente da Federação Unitária de Trabalhadores e dirigente da Frente de Resistência Pacífica Popular, ratificou a vontade de prosseguir a luta até o restabelecimento da institucionalidade nesse país centro-americano.
Barahona e Carlos H. Reina, candidato presidencial independente, manifestaram que brindarão umas calorosas boas-vindas a Zelaya, quando voltar a Honduras.
Aliás, repudiaram o abuso de força despregado pelas forças armadas contra milhares de hondurenhos que exigem a volta de Zelaya em frente à Casa Presidencial, desde que se conheceram as primeiras notícias do golpe, no domingo passado.
Por outra parte, Porfirio Ponce, dirigente sindical, denunciou a reaparição em Honduras do esquadrão da morte 316.
Neste sentido precisou que integrantes desse comando fustigam dirigentes populares, como Marcos Antonio Murillo, dirigente sindical da Universidade Nacional de Honduras, cuja moradia foi invadida em uma das ações desse esquadrão.
Esse comando criminoso foi criado pelo exército nos anos da década de 80 para desaparecerem e assassinarem dirigentes populares.
Em Washington, uma fonte militar anunciou nesta quarta-feira que o Departamento de Defesa dos Estados Unidos suspendeu suas atividades militares com Honduras, devido ao golpe de Estado contra o presidente Zelaya.
Bryan Whitman, porta-voz do Pentágono, manifestou em conferência de imprensa que a medida se manterá por tempo indefinido.
Barack Obama, presidente dos Estados Unidos, afirmou na segunda-feira que o golpe no país centro-americano constitui um ato ilegal e que Zelaya continua a ser o Chefe de Estado dessa nação.
Depois de uma reunião na Casa Branca, o líder democrata asseverou ao respeito que seria um grave precedente se começamos a retroceder à época dos golpes militares.
Enquanto, Hillary Clinton, secretária norte-americana de Estado, demandou a restauração da ordem democrática e constitucional em Honduras.


História

Ver artigo principal: História das Honduras
Honduras foi descoberta em 1502, por Cristóvão Colombo, em sua quarta viagem. Colombo encontrou um território marcado pela presença da civilização maia, e só após um período de guerra contra os índios (1523-1539) é que os Espanhóis conseguiram assegurar o controle da colônia, que, a partir de 1570, passou a estar sob a administração geral da Guatemala (também colônia espanhola).
Com a
independência da Espanha, em 1821, tornou-se parte do império de Augustín de Iturbide. As Honduras lideraram, a partir de 1824, a União ou República Federal das Províncias Unidas da América Central até 1838, ano em que se retiraram daquela federação, proclamando a total independência de Honduras a 5 de Novembro daquele ano. A situação de Estado independente data de quando a união se rompeu e uma ininterrupta sucessão de caudilhos dominou o país no restante do século XIX.
Em
1979, a América Central passou a viver um período de forte instabilidade provocada pelas guerras civis na Nicarágua e em El Salvador. Em 1982, uma nova constituição, apoiada pelos EUA, almejava o aumento da atividade democrática. Como condição para o apoio norte-americano, no entanto, o país forneceu a base para os "contra" da Nicarágua. O país foi incluído, em 1983, nos planos de defesa da região proposto pelos EUA, servindo de base para treinamento de soldados, mas em 1984 o governo pediu revisão do Tratado de Aliança com esse país.
Em
1985, aumentou a tensão com a Nicarágua. O novo presidente, José Azcona Hoyo (1985-1990), abraçou um movimento pacifista levado a cabo pelos países da América Central. Ameaçou interromper a actividade dos "contra", assim como diminuir o poder dos militares. Honduras, no entanto, manteve-se economicamente dependente dos EUA, e, em 1989, Rafael Leonardo Callejas foi eleito presidente com o apoio norte-americano. A crise económica, a actividade guerrilheira de esquerda e as forças de segurança ficaram fora de controle, com 40 assassinatos e mais de 4 mil violações dos direitos humanos. Em 1991, o governo concedeu uma amnistia e iniciou negociações com guerrilheiros de esquerda.
Em 28 de Junho de 2009, o Presidente Manuel Zelaya foi preso e exilado pelo Exército hondurenho. O golpe ocorreu em resposta ao desejo de Zelaya de realizar uma consulta popular para perguntar aos hondurenhos se queriam que, em simultâneo com as eleições a realizar em Novembro de 2009, se realizasse também uma votação no sentido de decidir a criação de uma Assembleia Constituinte que reformasse a Constituição. O golpe foi realizado com o pretexto de que o presidente Zelaya queria mudar a Constituição do país de forma a poder ser reeleito
[3]. Contudo, por trás do pretexto para o golpe de Estado, escondem-se divergências políticas profundas. [4]

http://pt.wikipedia.org/wiki/Honduras

Comentários sobre o GOLPE EM HONDURAS:

esse golpe militar foi feito nos mesmíssimos moldes dos demais golpes na america latina (chile, brasil...) e foi regido pela cia, treinando soldados hondurenhos inclusive.
Fonte(s):
canais de tv da america latina, e não a rede globo.
Submarin...

Eu não apóio Keké

Eu apoio o presidente DEMOCRATICAMENTE eleito de Honduras, Zelaya.A direitona apoia o golpista.Um abraço Sacripanthas - Galera Timão

Não se trata de apoiar esse ou aquele, eu apoio a democracia, e o que ele queria fazer era algo democrático, mais democrático do que foi feito aqui no brasil quando da aprovação da reeleição, mas quando fala-se em ouvir o povo muita gente fica até arrepiado. Sandao21

Não posso apoiar ou não-apoiar o presidente pois não sou cidadão daquele país. Somente os cidadãos hondureses têm esse direito, afinal de contas eles que votaram (ou não votaram) nessa pessoa e são eles quem tem que viver sobre a liderança dele. O que eu NÃO APOIO é o GOLPE DE ESTADO que ocorreu. Como muitos já disseram, ele ocorreu nos mesmos moldes dos demais golpes ocorridos nas décadas de 60 e 70 na América Central e América do Sul. Usurpar o poder da forma como foi feito não pode nem deve ser aceitável sob nenhuma circunstância. Se há ilegalidade, existem meio legais que não a força do exército para reparar o dano. Exilar o presidente foi uma atitude imbecil que acaba trazendo conflito e instabilidade para o país e suas instituições. As democracias modernas são falhas mas tem mecanismos para melhorarem e se superarem. Basta haver vontade política. Abraços. Barbeiro

Eu apóio qualquer presidente, governador ou prefeito que seja eleito democraticamente. A democracia pressupõe que a gente aceite a vontade da maioria. Se um governante propõe medidas e essas medidas são postas à sociedade e a maioria da população as apóia, qual o problema? Acredito que a sociedade tem o direito de decidir sobre o destino de seu país. Agora uma minoria tomar o poder mediante força, sem o apoio da maioria da população, como podemos chamar isso? Se querem o poder, se candidatem, manifestem suas propostas ao país e se conseguirem o apoio da população e se elegerem, que governem!Renato sp

MORTE POR ENFORCAMENTO PARA OS CABEÇAS DO GOLPE. QUE SÃO TRAIDORES E LADRÕES DO VOTO POPULAR, QUE È A BASE PARA A DEMOCRACIAE DESTERRO PARA OS SUBALTERNOS! Diamante Social

Se fosse pra derrubar governos impopulares, que não é este caso, teríamos arrastado FHC pra fora do Planalto, dado uma coça e o expulsaríamos pra Europa, onde poderia viver de mentiras a R$ 50 mil por palestra. Abraços! CARONTE

O que importa é manter o sistema democrático, sem golpes que são na maioria nocivos a sociedade.by EBAS

É o resultado de ma governacao, falta de governacao participativa com outros seguimento da sociedade originou aquilo, porque e a governacao fosse de todos os cidadãos devia ter prevenido mas.....carlos antonio M

Sol do Deserto, A todos os golpes e ditaduras devemos repudiar sempre . BStks® fogonero...

REVELADA A INTERFERÊNCIA DOS EUA NO GOLPE EM HONDURAS « Blog do Dario

REVELADA A INTERFERÊNCIA DOS EUA NO GOLPE EM HONDURAS « Blog do Dario

sábado, 4 de julho de 2009

RECADOS E IMAGENS

















PRIMEIRAS E ÚLTIMAS PALAVRAS DE MAHMOUD AHMADINEJAD


A sua última palavra sobre as eleições no Irã.

TERRAS PALESTINAS OCUPADAS DE 1946 a 2000

Essa é "boa", vulgarmente falando.
Onde já se viu pedir aos Palestinos que deixem as armas se eles não as tem?!
Quem tem armas é Israel, que invadiu e ocupou as terras dos Palestinos, como se pode observar no mapa acima.
Israel foi invadindo e ocupando...
Vejam só o que ainda sobrou para os Palestinos!!!

Desmilitarizem as vítimas !! e o Mohr.......
A parte verde, ou o que resta dela,tem de ser desmilitarizada !!
Há um provérbio árabe que diz:
"Se não queres que a tua filha se case
pede um "Mohr" muito alto"....
"O Mohr é o inevitável e tradicional presente
que qualquer futuro noivo tem de dar à família da noiva
antes do casamento.............Como pré-requisito,
e que é falsa ou erradamente interpretado como "o preço da noiva"
por alguns orientalistas mal informados.
O Sr. Nataniahu não apenas está a ficar com
80% da Palestina, ele também quer que os restantes 20%
sejam desmilitarizados, como se, alguma vez tivessem estado militarizados !!

Para além disso, se e quando a Paz é o objetivo final,
o que tem mais lógica ???
desarmar o agressor ?
ou
desmilitarizar as vítimas ??
Os cidadãos de Israel têm mais armas de caça
e armas desportivas e mais armas pessoais
do que toda a polícia e seguranças da Palestina
e até se juntarmos os lutadores-pela-liberdade.
Tirando isso, o Estado de Nathaniahu
é o quinto maior produtor de armas no mundo,
e o terceiro maior exportador.
Por isso Nathaniahu pediu o impossível
para que nada fosse possível ......o seu objectivo é ser rejeitado e ignorado,
para não falar em Paz,
nem em concessões, durante a próxima década.
Nathaniahu não é um idiota
mas os negociadores da Paz são.......
Sherlock Hommos
Eu paguei um Mohr, duas vezes....e ainda não tenho Paz !!
18 de Junho de 2009
Publicada por Тлакскала


[Nós não nos vamos submeter . com]
a minha t-shirt favorita....
A planeada
"Solução de Dois Estados na Palestina"
seria como:
China e Hong Kong ??
ou
Espanha e Gibraltar ??
ou
Itália e San Remo ??
ou
os EUA a algumas reservas de índios.
A minha ideia pessoal de dois Estados
seria:
Um Estado palestiniano em toda a Palestina
e
um Estado israelense
na parte norte da Bavaria.(onde ele surgiu)
ou,
preferivelmente,
em New Jersey ,
onde eles já estão.
Raja Chemayel
A Paz vem depois da Justiça.
17 de Junho de 2009
Publicada por Тлакскала em
Quinta-feira, 25 de Junho de 2009

RECORDANDO AS ELEIÇÕES IRANIANAS

Mas como é que aparece escrita em inglês ??

Toda a gente tem o direito a perguntar:

"Onde está o meu voto ??"

até os perdedorese especialmente os perdedores.....

Os vencedores não estão a fazer essa pergunta

obviamente, porque ganharam.

Outros perdedores estão a perguntar:

"Quem roubou o meu voto" ??

A minha resposta, se me perguntarem,

é que ninguém roubou nenhum voto

e se realmente foram "roubados",

foi pela CNN e pela BBC

que os puseram no contexto errado.


Sherlock Hommos

agente-anti-manipulação

21 de Junho de 2009
Publicada por Тлакскала em
Terça-feira, 30 de Junho de 2009

MENSAGEM DE SABEDORIA

sexta-feira, 3 de julho de 2009

MOMENTOS DE RECORDAÇÃO

Nossa Toscana
Terra dos meus avós paternos
Adolpho e Ermide
Pisa e Lucca



O astrônomo, filósofo e físico Galileo Galilei nasceu aqui.

ESTRANHO

Localizado a 9,6 km para o interior, Pisa já foi uma cidade litorânea, uma grande cidade marítima até seu porto ser assoreado.

As escavações arqueológicas recentes revelaram duas dúzias de navios de 2 mil anos atrás.







Lucca, na Itália, era a cidade de Sta. Gemma. É uma cidade antiga agradável, cercada por uma alta muralha. Lucca é uma das cidades medievais clássicas da Toscana que conseguiu manter-se preservada por todos esses séculos, até a data presente.






Toscana - Linda região que nasce no mar Tirreno, quase sem planícies e com muitas colinas, formando assim grandes vales, que sobem até o Apenino, confinando com as regiões do Norte e do Centro.

Toscana é uma belíssima terra, sustentada com a perseverança e tenacidade de seu povo, que soube transformá-la numa região das mais férteis da Itália. Lá, se cultiva e se cria de tudo, produzindo as melhores carnes do mundo, tornando a Tagliata e a Costata Fiorentina que, temperados com o refinado azeite toscano, uma especialidade de prato cobiçado pelos grandes degustadores de carne.

Também como outras regiões, aqui se produz variados embutidos, entre eles o célebre Salame Toscano. Muito bons são os queijos, quase todos elaborados com leite de ovelha. As indústrias dulcíferas reproduzem com alta fidelidade receitas seculares como o Panforte e outros à base de amêndoas ou farinha de castanha. Talvez por manter intactos os antigos hábitos culinários, a cozinha Toscana é uma das mais saudáveis e gostosas da Itália.



Andrea Bocelli

Andrea é compositor, tenor, produtor musical e advogado, nasceu em Toscana, região da Italia. Quando novo, possuía uma doença Glaucoma Congênito, perdia a visão aos poucos, mas foi quando estava jogando futebol, aos 12 anos uma bola o atingiu na cabeça, ele perdeu definitivamente o direito de enxergar.








HOMENAGEM ÀS VÍTIMAS DO VÔO AF 447 DA AIR FRANCE



Este é o verdadeiro avião do acidente






Serviço de Busca e Salvamento da Marinha do Brasil


O Serviço de Busca e Salvamento da Marinha do Brasil (SALVAMAR-BRASIL) tem a missão de prover o salvamento de pessoas em perigo no mar, no interior da área marítima de responsabilidade brasileira, inclusive nas vias navegáveis da Bacia Amazônica e do Rio Paraguai.
O Serviço está distribuído em sete Centros de Coordenação:
I) SALVAMAR SUL, com sede em Rio Grande, RS;
II) SALVAMAR SUESTE, com sede no Rio de Janeiro, RJ;
III) SALVAMAR Leste, com sede em Salvador BA;
IV) SALVAMAR NORDESTE, com sede em Natal, RN;
V) SALVAMAR NORTE, com sede em Belém, PA;
VI) SALVAMAR NOROESTE, com sede em Manaus, AM; e
VII) e SALVAMAR OESTE, com sede em Ladário, MS.
No caso das buscas aos destroços do voo 447 da Air France, a coordenação do evento é do SALVAMAR NORDESTE.
O Comando de Operações Navais, Organização Miltar da Marinha do Brasil sediada na cidade do Rio de Janeiro, exerce a supervisão do Serviço de Busca e Salvamento em todo o Brasil, além de ser o responsável pela elaboração e disseminação das normas necessárias ao seu correto funcionamento.
O SALVAMAR-BRASIL está normatizado por convenções internacionais constantes da Organização Marítima Intrenacional, agência da Organização das Nações Unidas que trata de assuntos marítimos.
A Convenção das Nações Unidas sobre o Direito do Mar, de 1982, estabelece que todo o Estado costeiro deve promover o estabelecimento, o funcionamento e a manutenção de um adequado e eficaz Serviço de Busca e Salvamento para garantir a segurança marítima e aérea, e quando as circunstâncias o exigirem, cooperar para esse fim com os Estados vizinhos por meio de ajustes regionais de cooperação mútua.
A Convenção Internacional para a Salvaguarda da Vida Humana no Mar (SOLAS), de 1974, especifica que:
“cada Governo contratante se obriga a garantir que serão tomadas todas as disposições necessárias para vigilância em suas costas e para o salvamento das pessoas em perigo no mar, ao longo dessas costas. Estas disposições devem compreender o estabelecimento, a utilização e a manutenção de todas as instalações de segurança marítima julgadas praticamente realizáveis e necessárias, levandop em conta a intensidade do tráfego no mar e os perigos à navegação, e devem, tanto quanto possível, fornecer os meios adeuqados para localizar e salvar as pessoas em perigo”.
Em 1985 entrou em vigor a Convenção Internacional de Busca e Salvamento Marítimo, também conhecida como “Convenção de Hamburgo”.
No caso do acidente com o voo 447 da Air France, a Marinha do Brasil identificou e contatou os navios mercantes que estavam próximos ao suposto local do acidente, sendo estes, por esse motivo, os primeiros a chegar.


Marinha homenageia as vítimas do Voo 447 da Air France



Seis navios da Marinha do Brasil participaram da cerimônia em memória das vítimas do voo 447 da Air France, realizada no dia 29 de junho, em alto-mar, nas proximidades do Recife, a bordo da Fragata “Bosísio”.
O evento contou com a presença de autoridades da Marinha do Brasil, da Força Aérea Brasileira, do Cônsul-Geral da França no Recife e de convidados das Instituições que também participaram, de alguma forma, das atividades de buscas e de apoio. Os familiares também foram convidados.

A cerimônia iniciou-se com um longo apito da Fragata “Bosísio”, momento em que todos os navios participantes do evento (Navio de Desembarque-Doca “Rio de Janeiro”; Corveta “Jaceguai”; Navio-Tanque “Almirante Gastão Motta”; Navio-Patrulha “Grajaú; e Navio-Patrulha “Guaíba”) hastearam a Bandeira Nacional e a bandeira da França. Todos os presentes cantaram o Hino Nacional brasileiro.
Em seguida, foi lida uma mensagem da
Marinha do Brasil. Foi tocado “silêncio”, em apito marinheiro e corneta, e disparadas três descargas de fuzilaria.
Houve, então, uma Oração solene e o lançamento de três coroas de flores ao mar: a primeira lançada pelo Comandante do 3º Distrito Naval, Vice-Almirante Edison Lawrence Mariath Dantas; a segunda pelo Cônsul-Geral da França no Recife, Yves Lo-Pinto; e outra pelo Comandante do 2º Comando Aéreo Regional, Major-Brigadeiro-do-Ar Louis Jackson Josuá Costa.

Saiba mais sobre a participação da Marinha do Brasil nas buscas aos destroços do voo 447 da Air France


Bandeiras do Brasil e da França hasteadas em todos os navios participantes

Faça aqui o downloads das
fotos

Militares a bordo de seis navios lançaram coroas de flores ao mar.

Pétalas de rosas também foram jogadas de um helicóptero.

Um padre da Marinha celebrou um culto ecumênico na fragata Bosísio.
A cerimônia ocorreu em alto-mar, nas proximidades de Recife.


Parentes das vítimas foram convidados para a homenagem, mas nenhum compareceu.
Estiveram presentes representantes da Aeronáutica, do Bureau D'Enquêtes et D'Analises Pour la Securité de l'Aviation Civile (BEA), e do Centro de Investigação e Prevenção de Acidentes Aeronáuticos (Cenipa).


.-.-.-
Buscas encerradas

O Airbus A330 caiu no mar na noite do dia 31 de maio, quando sobrevoava o Oceano Atlântico na rota Rio de Janeiro-Paris, com 228 pessoas a bordo.

As buscas por corpos de ocupantes do voo AF 447 foram encerradas na última sexta-feira. Durante 26 dias de trabalho, 51 corpos foram encontrados.

Continuam desaparecidos 177.

Segunda-feira, 29 de Junho de 2009

Chuva de pétalas ao mar marca cerimônia de adeus

Voo 447 - Uma chuva de pétalas de flores jogada ao mar por quatro helicópteros da Marinha marcou hoje a solenidade em homenagem às vítimas do voo Air France 447

Uma chuva de pétalas de flores jogada ao mar por quatro helicópteros da Marinha marcou hoje a solenidade em homenagem às vítimas do voo Air France 447.

Seis navios da Marinha brasileira participam da despedida: a Fragata Bosísio, que lidera o ato, o navio tanque Gastão Motta, a corveta Jaceguai, o desembocador Doca, o navio patrulha Guaíba e o rebocador Triunfo.

Todas as embarcações participaram das buscas aos destroços do avião e aos corpos das vítimas.
A cerimônia foi realizada esta manhã pelo capelão naval, o primeiro tenente Cláudio Jacinto a 7 milhas náuticas da costa, uma distância equivalente a 14 km.

Após a leitura de um resumo da operação, encerrada na sexta-feira passada e que recuperou 51 corpos dos 228 passageiros e tripulantes do Airbus, foi realizado um ato ecumênico e as coroas de flores foram jogadas ao mar dos navios e houve a chuva de pétalas, seguidas do toque de silêncio, em sinal de luto.
Nenhum parente das vítimas participou da homenagem, apesar de todas as famílias brasileiras terem sido convidadas.

A decisão foi um boicote dos familiares, que manifestaram revolta em relação ao encerramento das buscas na Imprensa na semana passada.

Também participaram da cerimônia diversas autoridades da Marinha e técnicos do escritório de investigação francês, o BEA.




26/06/2009 -Informações sobre as buscas do voo AF 447 da Air France - Nota nº 43

TÉRMINO DAS BUSCAS DO VOO 447 DA AIR FRANCE

O Comando da Marinha e o Comando da Aeronáutica informam que, ao final do dia de hoje, 26 de junho, foi oficialmente dada por encerrada a maior e mais complexa Operação de Busca e Resgate já realizada pelas forças armadas brasileiras em área marítima, tanto no aspecto duração quanto na magnitude de meios empregados.

Nesses 26 dias de buscas aos passageiros e tripulantes do voo Air France 447, que desapareceu quando voava na rota Rio de Janeiro (RJ) – Paris (França), na noite de 31 de maio de 2009, foram resgatados 51 corpos e mais de 600 partes e componentes estruturais da aeronave, além de bagagens diversas.
A razão técnica que determinou o término das buscas é a impraticabilidade de se avistarem sobreviventes ou corpos, objetivo primordial da Operação, já decorridos 26 dias do acidente. Do dia 12 de junho ao dia 26, período de 15 dias, apenas dois corpos foram resgatados, sendo o último no dia 17. Nos últimos nove dias, nenhum corpo ou despojo foi avistado.

Os 51 corpos resgatados foram entregues à Policia Federal e à Secretaria de Defesa Social de Pernambuco para os trabalhos de identificação. Os destroços da aeronave e as bagagens recolhidas foram entregues ao Bureau D´Enquêtes et D´Analises Pour la Securité de I´Aviation Civile (BEA). A investigação sobre os fatores que contribuíram para o acidente também é de responsabilidade do BEA e conta com o apoio do setor correspondente no Brasil, o Centro de Investigação e Prevenção de Acidentes Aeronáuticos (CENIPA).

Em 26 dias de operação continuada sob responsabilidade do Brasil, em atendimento a compromissos internacionais de busca e salvamento, a Força Aérea Brasileira utilizou 12 aeronaves e contou com o apoio de aviões da França, dos EUA e da Espanha. A Marinha do Brasil atuou com 11 navios em revezamento na área de buscas, totalizando cerca de 35 mil milhas navegadas, aproximadamente oito vezes a extensão da costa brasileira.

Foram voadas cerca de 1500 horas, tendo sido realizadas buscas visuais numa área correspondente a 350 mil quilômetros quadrados, mais de três vezes a dimensão do estado de Pernambuco. O avião R-99, por sua vez, realizou busca eletrônica numa área correspondente a dois milhões de quilômetros quadrados, oito vezes a dimensão do estado de São Paulo.

Foram diretamente envolvidos na Operação 1.344 militares da Marinha do Brasil e 268 da FAB, perfazendo mais de 1.600 profissionais nas tarefas de busca, resgate e suporte a essas atividades.

Permanecem na área de buscas os meios navais dedicados a captar emissões das caixas de dados e voz da aeronave acidentada, coordenados pela França.Toda a Operação de busca esteve sob a responsabilidade direta do Departamento de Controle do Espaço Aéreo (DECEA), por meio do SALVAERO Recife em coordenação com o SALVAMAR Nordeste, e atendeu ao previsto no anexo 12 da Convenção de Chicago, efetivado em 1950, que estabelece o compromisso dos países signatários com as operações de busca e salvamento nas suas áreas de jurisdição.

Conscientes de suas atribuições, os tripulantes e demais integrantes do Comando da Marinha e do Comando da Aeronáutica fazem do seu labor nessa jornada a maneira justa de ofertar reverência à dor que marca famílias brasileiras e a comunidade internacional.


CENTRO DE COMUNICAÇÃO SOCIAL DA MARINHA
CENTRO DE COMUNICAÇÃO SOCIAL DA AERONÁUTICA
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https://www.mar.mil.br/

quinta-feira, 2 de julho de 2009

DIVULGANDO ...INGLATERRA MANDA LIXO PARA O BRASIL

Empresa inglesa envia lote de lixo tóxico para o Brasil


A Receita Federal e o Ministério Público Federal do Rio Grande do Sul investigam o desembarque de 64 contêineres carregados com cerca de 1.200 toneladas de lixo tóxico, domiciliar e eletrônico nos portos de Rio Grande (RS) e Santos (SP).

O lote de lixo, que equivale a 7,7% do que é produzido por dia no município de São Paulo, veio da Inglaterra e foi enviado irregularmente ao Brasil, segundo a investigação.


Até ontem, 40 contêineres estavam retidos em Rio Grande, oito foram parados na estação aduaneira de Caxias do Sul (RS) e 16 no Porto de Santos.


Segundo o auditor Rolf Abel, chefe substituto da seção de vigilância do controle aduaneiro da alfândega de Rio Grande, trata-se de esquema similar ao usado pela máfia italiana, que envia lixo para países africanos.


Na documentação entregue nas alfândegas, consta que a carga seria de polímero de etileno e de resíduos plásticos, que deveriam ser usados na indústria de reciclagem.


No entanto, além de sacolas plásticas, havia papel, pilhas, seringas, banheiros químicos, cartelas vazias de remédios, camisinhas, fraldas, tecido e couro, dentre outros.

Moscas e aranhas também foram encontradas nos contêineres.


O que chamou a atenção é que em um dos contêineres havia um tonel com brinquedos onde estava escrito: "Por favor: entregue esses brinquedos para as crianças pobres do Brasil. Lavar antes de usar"


A carga partiu do porto de Felixstowe, um dos maiores do Reino Unido.


Antes de chegar ao Brasil, o navio passou pelo porto de Antuérpia, na Bélgica.


As investigações apontam que o lixo foi enviado por uma exportadora inglesa, que não teve o nome revelado.


"A denúncia partiu de uma empresa brasileira que importou produtos para reciclagem [procedimento considerado legal]. Quando receberam a carga, viram que era lixo doméstico, e não resíduos de plástico, como eles encomendaram", disse Abel.


As investigações começaram em 12 de junho.


Cinco empresas (quatro com sede no RS e uma em SP; os nomes não foram revelados) importaram o lixo, apuraram a Receita e o Ibama (Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis).


Cada uma foi multada em R$ 408 mil.


Elas têm de enviar a carga de volta para a Inglaterra em até dez dias e têm 20 dias para recorrer da multa.


Segundo o chefe do escritório do Ibama em Rio Grande, Sandro Klippel, as empresas infringiram a Convenção de Basileia -que regula o transporte de resíduos perigosos-, e a resolução 23 do Conama (Conselho Nacional de Meio Ambiente).


Klippel disse que as empresas não tinham autorização do Ibama para importar polímero de etileno.


"Tudo indica que elas tentaram enganar as autoridades também da Inglaterra."


Colaborou GRACILIANO ROCHA, da Agência Folha, em Porto Alegre
NomeOrigem("BOL - FolhaOnline - Cotidiano");

Encontram-se retidos no Terminal de Contêineres (Tecon) do Porto do Rio Grande 40 contêineres com 740 toneladas de lixo doméstico vindos do porto Felixtowe, da Inglaterra.
A carga foi importada por uma empresa de Bento Gonçalves e chegou descrita como polímeros de etileno para reciclagem.
No interior dos contêineres estão banheiros químicos prensados, camisinhas, seringas, cartela de remédios, pilhas de bateria, entre outros, além de material orgânico.
A Alfândega da Receita Federal do Brasil no Porto do Rio Grande está investigando a operação de importação irregular.
Em Caxias do Sul, há outros oito contêineres com esse tipo de lixo e no Porto de Santos (SP) mais 16.
Conforme o chefe da Alfândega no porto rio-grandino, Marco Antônio Medeiros, a descrição da carga levava a crer que se tratasse de desperdício de indústria petroquímica que viria para reciclagem.
Junto com o lixo vieram alguns tambores contendo brinquedos estragados e sujos, como, por exemplo, boneca sem cabeça.
Também havia bilhetes com pedido para que os brinquedos fossem entregues às crianças pobres do Brasil e com a orientação de "favor lavar antes de usar".
As 740 toneladas de lixo chegaram ao Tecon do final de fevereiro até o final de maio deste ano, em oito embarques diferentes, com uma média de cinco contêineres em cada embarque. E foi descoberta pela Receita Federal a partir de uma denúncia anônima de irregularidade em uma carga deste tipo.
Fiscais da Alfândega que fazem análise de risco passaram a procurar no sistema e descobriram qual era a importação.
A partir da descoberta da carga, a Alfândega também comunicou o Ministério Público Federal (MPF), a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) e órgãos ambientais.
A investigação começou há duas semanas.
Medeiros relatou que já foram identificadas as empresas envolvidas no Brasil e agora a Alfândega está tentando descobrir os envolvidos no exterior.
Os nomes das empresas não foram divulgados para não prejudicar a investigação.
Ele não descarta a participação de brasileiros que estejam no exterior.
A intenção da Alfândega é de fazer com que a empresa importadora devolva as 740 toneladas de lixo à origem, até para forçar as autoridades europeias a tomarem providências para que esse tipo de prática desleal no comércio exterior não continue.
"Nós já temos o nosso lixo. Essa importação é muito prejudicial ao País", observou.
Durante a investigação, a equipe da Alfândega teve conhecimento de que existe uma máfia na Europa que desvia o lixo de lá e envia para outros países.
"Ficamos sabendo inclusive que há um livro sobre a máfia italiana que desvia lixo de descarte, com documento falso, e venderia como material próprio para reciclagem", relatou.
Ele observa que hoje a preocupação com descarte de lixo é internacional.
Os 40 contêineres estão retidos em local apropriado, no Tecon.
Conforme Medeiros, antes de eles serem abertos, foi chamada a Anvisa e depois o Ibama para verificarem.
Na abertura dos contêineres, foi constatado cheiro muito forte.
"Ambos ficaram bastante preocupados. Nos meus 11 anos como auditor fiscal, nunca vi uma situação dessa", disse.
O objetivo é evitar que esse material entre no País.
A Alfândega também fez contato com a Receita Federal de Caxias do Sul e do Porto de Santos, visando que nestes locais sejam adotadas as mesmas medidas que estão sendo tomadas em Rio Grande.
Porto
De acordo com a assessoria da Superintendência do Porto do Rio Grande (SUPRG), o superintendente do porto, Janir Branco, vai realizar uma reunião com o Ministério Público Federal, Fepam, Ibama e Tecon para tratar deste tema.
A data ainda não está marcada.
A SUPRG defende a mesma sinalização que a Alfândega, ou seja, que o importador deve ser compelido a devolver essa carga à origem, de modo a afastar o risco que ela representa ao Brasil.
Observa que a legislação aduaneira prevê a possibilidade de pena de perdimento, seja por falsa declaração de conteúdo ou por mercadoria atentatória à saúde.
No entanto, entende que a aplicação da pena de perdimento neste caso acarretaria um grave problema à União, que teria que se responsabilizar pela destinação da carga.
Ministério Público
O Ministério Público Federal está acompanhando o caso e tem, já em tramitação, um procedimento nos âmbitos ambiental e de saúde pública para apurar e colher as informações necessárias para atuação.
Também encaminhou ofício aos órgãos ambientais, à SUPRG e à Anvisa, para que adotem dentro de suas áreas de competências as providências para resguardo do meio ambiente e da saúde pública.
Carmem Ziebell.
Fonte:http://www.jornalagora.com.br/site/index.php?caderno=19¬icia=67521
Postado por Grupo de voluntários do Greenpeace
IMPORTAÇÃO - Outros portos com lixo importado
O descarte de 740 toneladas de lixo doméstico no Porto de Rio Grande intriga órgãos ambientais e de fiscalização aduaneira no sul do Estado.
A Receita Federal deu início às investigações há duas semanas.
O próximo passo é fazer com que a empresa importadora devolva a mercadoria à Inglaterra.
A prática não ocorre somente no porto gaúcho: há mais 16 contêineres contendo esse tipo de lixo no Porto de Santos (SP).
Outros oito contêineres com lixo, provavelmente da mesma remessa, foram levados até Caxias do Sul.
Fonte: Zero Hora (27/6/2009)

29 de junho de 2009
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Rio Grande do Sul e São Paulo entraram na última sexta-feira (26/06) para a história do tráfico de lixo internacional.
A famigerada máfia do lixo internacional enviou para o Brasil o total de 64 contêineres carregados com cerca de 1.200 toneladas de lixo industrial, tóxico e domiciliar. Os destinos no Brasil: Porto de Rio Grande (RS) e Porto de Santos (SP). Dos 64 containeres o total de 40 foram retidos em Rio Grande (RS), 8 foram barrados na estação aduaneira de Caxias do Sul (RS) e 16 no porto de Santos (SP). O Ministério Público Federal (MPF) e a Receita Federal (RF) investigam o caso do lixo que veio da Inglaterra. Na documentação entregue nas alfândegas dos referidos portos, consta que a carga seria de polímero de etileno e de resíduos plásticos, que deveriam ser usados na indústria de reciclagem. No entanto, além de sacolas plásticas, havia papel, pilhas, seringas, banheiros químicos, cartelas vazias de remédios, camisinhas, fraldas, tecido e couro, dentre outros. O que chamou a atenção é que em um dos contêineres havia um tonel com brinquedos onde estava escrito: “Por favor: entregue esses brinquedos para as crianças pobres do Brasil. Lavar antes de usar”. A carga partiu do porto de Felixstowe, um dos maiores do Reino Unido. Antes de chegar ao Brasil, o navio passou pelo porto de Antuérpia, na Bélgica. As investigações apontam que o lixo foi enviado por uma exportadora inglesa. Os navios chegaram ao Rio Grande do Sul entre fevereiro e maio. O material levado ao Rio Grande do Sul teria como destino uma empresa de Bento Gonçalves. Cinco empresas (quatro com sede no Rio Grande do Sul e uma em São Paulo) importaram o lixo. Cada uma foi multada em R$ 408 mil pelo IBAMA. Elas têm de enviar a carga de volta para a Inglaterra em até dez dias. Atualmente, mais de 400 milhões de toneladas de resíduos perigosos são gerados no mundo inteiro. Cerca de 10% deste total cruza as fronteiras entre países, via máfia do lixo internacional. Grandes depósitos de ácidos corrosivos, produtos orgânicos sintéticos, metais tóxicos e outros resíduos representam uma séria ameaça à saúde das pessoas e aos ecossistemas, causando contaminação das águas subterrâneas e outros tipos de poluição. No Rio Grande do Sul uma “Força Tarefa” composta pelo Ministério Público de Contas (MPC) e Ministério Público do Estado (MPE) investigam uma denúncia sobre lixo industrial enterrado em “centrais de resíduos” de cidades gaúchas. Recentemente o Ministério Público de Contas protocolou a Representação MPC nº 008/2009, dirigida ao TCE-RS (Tribunal de Contas do Estado do Rio Grande do Sul), requerendo auditoria operacional na Fundação Estadual de Proteção Ambiental Henrique Luiz Roessler – RS (FEPAM), órgão estadual responsável pelo meio ambiente do RS e pela concessão de licenças ambientais para empreendimentos que enterram lixo industrial. A providência é motivada por denúncia de possível ocorrência de fatos que indicariam deficiências operacionais na Fundação, seja no procedimento prévio de licenciamento, seja no posterior de fiscalização, em relação a empresas da área de destinação de resíduos industriais as quais acabaram por produzir resultados ambientalmente danosos, de conhecimento público. Assim, o MPC requereu ao TCE-RS auditoria operacional, a qual possibilita o acompanhamento e a avaliação da ação governamental, da utilização econômica dos recursos públicos, da eficiente gestão de bens e serviços, do cumprimento das metas e do efetivo resultado das políticas governamentais. Tudo indica que o MPF deverá se agregar as investigações dessa “Força Tarefa” gaúcha.
Economia, Internacional, Limpeza Urbana, Meio Ambiente, Municípios, Polícia, Política , , , , , , ,
Atualizando... Quinta, 16/julho/2009
Empresa que recebeu lixo da Inglaterra fecha
Estabelecida em Bento Gonçalves, Alfatech diz que foi vítima de um golpe dos
A empresa que recebeu 1.098 toneladas de lixo doméstico exportadas da Inglaterra, a Alfatech Ltda, de Bento Gonçalves, encerrou as atividades ontem
Dizendo-se vítima de um golpe, o empresário Arildo Falcade Júnior, anunciou que não pôde mais continuar como reciclador e fabricante de produtos plásticos.
Fechou as portas e demitiu 22 dos 25 funcionários.
Dono da Alfatech, Falcade Júnior assegura que levou um trote dos britânicos.
Ele conta que fez uma compra inicial, em janeiro, recebendo 16 contêineres (cerca de 150 toneladas) de aparas de plástico, conforme o combinado.
Ao fechar o segundo negócio, surpreendeu-se com a chegada das 1.098 toneladas de lixo doméstico.
Desde que estourou o escândalo, a Alfatech vinha em dificuldades.
Além da perda de clientes, foi autuada em R$ 633 mil pelo Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) pela estocagem de lixo em Rio Grande, Santos e Caxias do Sul.
Na sucessão de prejuízos, teria pago cerca de R$ 200 mil pela mercadoria aos britânicos, sem contar o frete, os impostos de importação e as despesas com o transporte marítimo.O custo operacional de cada contêiner está ao redor de R$ 3,5 mil.
Os 64 contêineres foram importados pela Alfatech, que garante ter comprado aparas de plástico – e não embalagens de talco, frascos de xampu e de detergente, bambonas, garrafas pet, fraldas usadas, cabides quebrados, luvas, tapetes rasgados, tampa de sanitário e outros rejeitos domésticos.
Diante da repercussão negativa do episódio, a Alfatech perdeu clientes, que cancelaram encomendas.
Situada no bairro Vila Nova, periferia de Bento Gonçalves, a recicladora passou a ser criticada, xingada por moradores indignados com a situação.
O chefe da Delegacia da PF em Rio Grande, João Manoel Vieira Filho, investiga se a Alfatech sofreu um golpe dos britânicos, comprando aparas de plástico mas recebendo lixo sujo. Ou, então, se a recicladora gaúcha está envolvida numa operação para descarte internacional de resíduos.
Na próxima semana, Vieira Filho começará a ouvir os envolvidos, num trabalho conjunto com o Ministério Público Federal e a Receita Federal de Rio Grande.
Greenpeace faz alerta
O lixo europeu que veio parar em Rio Grande e Santos repercutiu entre os defensores do ambiente. Entrevistado por ZH, o diretor-executivo do Greenpeace Brasil, Marcelo Furtado, lembrou ontem que países ricos costumam enviar seus rejeitos para regiões pobres da África, América do Sul e Ásia, num triângulo de conivências entre exportador, transportador e importador. – É mais barato, para eles, mandar esse lixo de navio do que providenciar o seu destino no país de origem – alertou.
Furtado ressaltou que o governo brasileiro deve agir, devolvendo imediatamente as 1.098 toneladas de lixo para a Inglaterra, para não criar um precedente. – Se isso não der em nada, vai ficar a mensagem de que o Brasil é um bom destino para o lixo dos ricos. O Brasil precisa mostrar que esse tipo de comércio não é tolerado – afirmou o dirigente.
: REBIA Nacional / Zero Hora
.http://www.portaldomeioambiente.org.br/index.php?option=com_content&view=section&layout=blog&id=20&Itemid=637
Marcadores: Alfatech, Bacia de Santos, Brasil, Greenpeace, Inglaterra manda lixo para o Brasil, lico tóxico, Ministério Público Federal, Porto do Rio Grande do Sul, Receita Federal

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quarta-feira, 1 de julho de 2009

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Arraias são atração em Santos (SP)

Iniciou a temporada das arraias jamantas, ou mantas e os mergulhadores do ABC e de todo o Estado de São Paulo estão de olhos atentos à Laje de Santos.

Os animais se aproximam de Santos (SP) todos os anos nesta mesma época para se reproduzirem.

"Os mergulhadores esperam com grande expectativa esta época do ano porque é um espetáculo garantido. Encontrar com as mantas deixou de ser uma lenda e se tornou cada vez mais comum entre os mergulhadores que buscam o encontro em pleno inverno brasileiro.", afirma Roberto C. Araujo, proprietário da Conexão Mergulho.

Projeto

As fotografias das arraias fazem parte de um projeto denominado Foto Identificação de Raias Mantas do Instituto Laje Viva. Os biólogos e mergulhadores do Instituto fotografam os animais e disponibilizam as fotos no site. A partir deste trabalho, as pessoas podem escolher e `adotar` uma manta. As doações de R$ 100, que são direcionadas para os trabalhos científicos desenvolvidos pelo grupo, possibilitam que o doador dê um nome ao animal escolhido e contribua com a preservação da Laje.

Mais informações podem ser obtidas nos sites www.lajeviva.org.br

Parque

O Parque Estadual Marinho da Laje de Santos foi criado em 27 de setembro de 1993 através do decreto estadual 37.537. Trata-se do primeiro parque marinho entre as unidades de conservação do Estado de São Paulo e tem como objetivo a proteção do ambiente marinho.

A Laje tem 33 metros de altitude, 550 metros de comprimento e 185 metros de largura máxima, com a forma que lembra uma baleia. A declividade é mais acentuada no seu lado mais exposto às ondas (sul-sudeste) e mais suave no lado norte-nordeste, seu lado abrigado.

Por Carla Layane
Com informações Conexão Mergulho
http://www.mergulhobrazil.com.br/mergulho/NOTICIAS-MERGULHO-561-ARRAIAS+SAO+ATRACAO+EM+SANTOS+(SP).htm

Alunos da FEI produzem etanol a partir da casca de banana
Texto de: 25/06/2009

Meio Ambiente - Como a banana é considerada a fruta tropical mais popular do mundo, os alunos do Centro Universitário da FEI (Fundação Educacional Inaciana) resolveram fazer jus ao potencial da fruta: pesquisaram e encontraram na casca da fruta uma alternativa viável para a produção de etanol. Outra descoberta que os estudantes acabam de fazer é o desenvolvimento de biogás a partir da mistura de esterco bovino e resíduos orgânicos contendo glicerina.

Estes e mais dois trabalhos, com foco na sustentabilidade, foram mostrados no dia 19 de junho, no campus São Bernardo, durante a VIII Profeq - Apresentação dos Projetos de Formatura do curso de Engenharia Química da FEI.

Durante os testes de laboratório do projeto "Obtenção de Etanol a partir de Casca de Banana", um grupo conseguiu o etanol por meio de fermentação.

Com aproximadamente 1 kg de cascas, o teor foi de 10% a 15%, o equivalente entre 127 e 190 ml. Além da pesquisa, os formandos também desenvolveram um projeto completo para quem quiser fabricar o produto em escala industrial.

Para uma produção alimentada com 10 mil kg de cascas por hora, a capacidade de produção será de 1.670, 6 kg de etanol por hora, o correspondente a 2.115 litros por hora. Em um ano, a empresa pode alcançar 14.033 toneladas do produto, o que representa 16,8 milhões de litros.

De acordo com o grupo, o custo do investimento é de R$ 9,5 milhões e inclui equipamentos como difusor, caldeira, dornas, trocadores de calor torre de resfriamento e colunas de destilação.

"A ideia de produzir etanol a partir da casca de banana surgiu devido à importância mundial do etanol e o consumo da fruta no Brasil", justifica a formanda Nathália Chizzolini, ao adiantar que o bagaço extraído da fruta pode ser utilizado para queima ou como adubo.

"A pesquisa é também uma opção futura para a redução do uso de combustíveis derivados do petróleo", sugere.

Editoria: Vininha F.Carvalho - diretora da Del Valle Editoria
Editora do Portal Revista Ecotour...www.revistaecotour.com.br
Contato: vininha@vininha.com
http://www.clickaventura.com.br/conteudo/leitura.asp?codmat=19240


Destinação de lixo eletrônico deve ser planejada pelas empresas
Texto de: 03/06/2009

Meio Ambiente - O aumento na quantidade de lixo eletrônico e seus impactos ao meio ambiente são os temas principais que serão discutidos no evento "Empresas Cyberverdes - Desenvolvimento Tecnológico e Sustentabilidade", que a Fecomercio realiza hoje, dia 3 de junho, das 9h às 12h.
O seminário será presidido por Renato Opice Blum, presidente do Conselho Superior de Tecnologia da Informação da entidade.
Segundo Opice Blum, com o avanço da tecnologia, surgiram novos dispositivos eletrônicos que estão sendo descartados sem nenhum monitoramento.
"Devido a esse avanço, há um problema de descarte de lixo eletrônico, e por falta de planejamento por parte das empresas o lixo tecnológico acaba poluindo o meio ambiente", afirma.
Para o presidente do conselho, já existem companhias preocupadas com a destinação desse lixo, como as empresas verdes.
"Essas estão adquirindo a cultura de planejar medidas sustentáveis para equipamentos eletrônicos e deve ser acompanhada por todos os setores, ganhando cada vez mais adeptos."
Segundo Opice Blum, não existem leis claras sobre o Direito Eletrônico, pois a tecnologia está muito à frente da justiça.
"Ainda não temos um time de especialistas focado neste segmento e esse problema é mundial", ressalta.
Segundo José Antonio Milagre, advogado especializado em Direito Eletrônico e IT Environmental Compliance, as legislações estaduais e até mesmo municipais suprem a deficiência federal e implementam sistemas de coletas designadas de produtos de TI.
"Hoje temos empresas que já atendem normas internacionais, com auditoria e autodeclarações de sustentabilidade e menores impacto ao meio ambiente."
Para o advogado, essas empresas verdes fazem parte de um novo cenário das relações entre consumidores e fornecedores, impulsionadas por um sinal do planeta percebido pelo mundo.
"Ser verde está longe de ser estratégia de marketing de nítido superficialismo. O consumidor está aprendendo a distinguir marketing verde de empresas verdes", avalia.
Milagre salienta que o perfil do consumidor mudou e que, depois do preço, busca produtos sustentáveis, fazendo toda a diferença nas decisões estratégicas de uma empresa.
Para Milagre, hoje, é crescente o conceito de "compras públicas verdes", onde ser "empresa verde" será critério fundamental para participação de concorrências públicas e, em alguns casos, poderá ensejar até a dispensa ou inexigibilidade de licitação.
"Isso é bom para quem já estrutura internamente uma Política de Tecnologia Verde (PTV)."
Segundo o advogado, a tendência é que a empresa verde seja clássica obrigação legal e para estimular a prática sustentável é preciso do maior amparo legal na legislação que tutela boa parte das relações eletrônicas.
"O Brasil caminha para a regulamentação das relações eletrônicas, de negócios a crimes, passando pelo comércio eletrônico, mas lamentavelmente a lei não alcança os crimes ambientais eletrônicos, ou seja, decorrentes do mau uso da tecnologia da informação", comenta Milagre.
O advogado acrescenta que esta matéria ficará a cargo de leis gerais e da autorregulamentação das empresas, em face da consciência ecológica.
Exemplo sustentável:
A Nokia, líder mundial em mobilidade, com mais de 1 bilhão de usuários de aparelho celular de sua marca no mundo, também está disposta a ser a líder em medidas sustentáveis.
Segundo Jô Elias, diretora de comunicação da Nokia do Brasil, o principal trabalho da empresa para contribuir com o meio ambiente é a reciclagem de celulares, tema do case que será apresentado no evento. "Para a Nokia, a preocupação com a sustentabilidade permeia todas as etapas de vida dos produtos", afirma.
O evento também vai contar com a participação do presidente da Sociedade de Usuários de Informática e Telecomunicações de São Paulo (Sucesu-SP), José Jairo Santos Martins, que vai debater sobre medidas de sustentabilidade como estratégia para melhoria de desempenho das empresas, além de um case da Dell, apresentado por Gleverton Munno sobre Lixo Eletrônico
Editoria: Vininha F.Carvalho - diretora da Del Valle Editoria
Editora do Portal Revista Ecotour...http://www.revistaecotour.com.br/
29/06/2009
Ibama notifica empresa importadora do lixo retido no Porto do Rio Grande

O chefe do escritório regional do Ibama, Sandro Klippel, informou que a empresa importadora dos 40 contêineres que estão retidos no Porto do Rio Grande com 740 toneladas de lixo doméstico foi notificada e tem prazo de 10 dias para devolver a carga ao porto de origem - Felixtowe, Inglaterra.
Passado esse prazo, poderão ser aplicadas outras sanções, como, por exemplo, multas diárias.
O Ibama também expediu auto de infração para a importadora e outros envolvidos, como o representante da carga, o transportador e o intermediador.
Cada envolvido foi multado em R$ 408,8 mil.
Eles têm prazo de 20 dias para defesa.
As 740 toneladas de lixo inglês chegaram ao Tecon entre fevereiro e o final de março, acondicionadas em 40 contêineres.
A carga foi importada por uma empresa de Bento Gonçalves e veio identificada como polímeros de etileno para reciclagem.
No entanto, dentro dos contêineres estão banheiros químicos prensados, preservativos, seringas, cartela de remédios, pilhas e bateria, sacolas e garrafas plásticas, entre outros, além de material orgânico.
A Alfândega da Receita Federal do Brasil no Porto do Rio Grande está investigando essa operação de importação irregular e entende que estes resíduos precisam ser devolvidos ao país de origem.
De acordo com o chefe da Alfândega no porto rio-grandino, Marco Antônio Medeiros, esta é uma forma de forçar as autoridades europeias a tomarem providências para que esse tipo de prática desleal no comércio exterior não continue.
Uma vez que já foram identificadas as empresas envolvidas no Brasil, a Alfândega trabalha para descobrir os envolvidos no exterior.
Medeiros não descarta a participação de brasileiros que estejam fora do país. Os contêineres repletos de lixo estão retidos no Tecon.
Conforme Sandro Klippel, na Convenção de Basileia, da qual o Brasil e a Inglaterra são signatários, ficou acertado de que qualquer país pode proibir a entrada de lixo ou impor restrição ao ingresso de resíduos em seu território.
E a Inglaterra não poderia deixar essa carga vir para cá.
Ele acredita que o governo inglês tenha sido ludibriado.
Klippel disse ser provável que o Ibama e o Ministério de Relações Exteriores agora abram um processo para a Inglaterra receber este lixo de volta.
A chefe do posto da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), Ana Maria Gonçalves, observou que esta carga não pode ser descartada no Brasil, pois é prejudicial ao meio ambiente e à saúde pública.
Relatou que, para analisar a carga, a equipe do posto teve que usar máscara devido ao forte cheio exalado.
(Fonte: Jornal Agora - Rio Grande,RS/Carmem Ziebell)
www.portosenavios.com.br

MOMENTOS DE HUMOR

Pensamentos e Frases Engraçadas - Parte 1

1. Se você está se sentindo sozinho, abandonado, achando que ninguém liga para você… atrase um pagamento.
2. Viva cada dia como se fosse o último. Um dia você acerta.
3. Roubar idéias de uma pessoa é plágio. Roubar de várias, é pesquisa.
4. Por maior que seja o buraco em que você se encontra, sorria, porque, por enquanto, ainda não há terra em cima.
5. Se o horário oficial é o de Brasília, por que a gente tem que trabalhar na segunda e na sexta?”
6. Antigamente o homossexualismo era proibido no Brasil. Depois, passou a ser tolerado. Hoje aceito como coisa normal… Eu vou-me embora, antes que se torne obrigatório.”

7. Todas as pessoas inteligentes tem dúvidas! (eu acho)
8. Talvez este mundo seja o inferno de outro planeta.
9. Às vezes eu penso que o sinal mais forte da existência de vida inteligente em outro planeta é que eles nunca entraram em contato com a gente. (Calvin e Haroldo)
10. Se acupuntura resolvesse, porco-espinho não ficava doente
11. Um chato é aquele que quando você pergunta como está, ele responde
12. Eu sou uma das 78,36% das pessoas que não acreditam em estatística.
13. Em dia de tempestades e trovoadas o local mais seguro é perto da sogra, pois não há raio que a parta.”
14. Pobre é foda, sempre diz que não tem nada, mas quando chove, fala que perdeu tudo.”
15. Dinheiro não traz felicidade. Então me dê o seu e viva feliz!!
16. Eu não sou ninguém. Ninguém é perfeito. Portanto, sou PERFEITO!!!
17. Doação de Órgãos??? Só por cima do meu cadáver!!!
18. Dívida pra mim é sagrada. Deus lhe pague!

19. O mundo precisa de mais gênios humildes! Hoje em dia somos poucos…
20. Tempo é dinheiro, e tenho tempo de sobra, então sou bilionário!!!

21. Se Deus é amor, e amor é cego, então Deus é cego????
22. Cultura enriquece. Pergunte ao dono de uma escola particular.
23. Desta vez votem nas putas, porque os FILHOS delas não resolvem nada!
24. Drogas fazem a gente perder a memória e uma outra coisa que não lembro.
25. Deus dai me paciência para aguentar meu chefe, porque se me der força eu bato nele!
26. É nois no DVD, porque fita é coisa de pobre!
27. Em terra de minhoca cega, macarronada é suruba.
28. Em um dia a gente perde, no outro ganham da gente.
29. Estou mais indeciso que camaleão em frente a arco-íris!
30. Eu cavo, tu cavas, ele cava, nós cavamos, vós cavais, eles cavam… não é bonito mais é profundo!
31. Eu queria morrer igual ao meu avô, dormindo bem tranquilo… e não gritando desesperadamente, como os 40 passageiros do ônibus que ele dirigia.
32. Existem duas palavras que abrem várias portas: Puxe e Empurre.
33. Existem três tipos de pessoas, as que sabem contar e as que não sabem.
34. Macho que é macho não chupa mel… masca abelha
35. Não almocei pensando em você, não jantei pensando em você, agora não consigo dormir, porque estou com fome!
36. Não há dia melhor do que hoje, para deixar para amanhã o que você não vai fazer nunca!
37. Nas horas difíceis da vida, você deve levantar a cabeça, estufar o peito e dizer de boca cheia, AGORA FUDEU!

38. Todo mundo quer ir pro céu, mas ninguém quer morrer.
39. Nunca derrube um lápis no chão, ele pode ficar desapontado…
40. Antes eu era feio, agora eu tenho carro.
Postado por CorVo

Mais H U M O R...


-É melhor ficar calado e deixar que pensem que você é um idiota que abrir a boca e demonstrá-lo.

-Ninguém morre por trabalhar muito.... mas, na dúvida, é melhor não arriscar.
-Mais vale tarde.. porque pela manhã eu durmo.
-Quando o rio soa....é porque se afogou uma orquestra.
-Se os bêbados estivessem no poder teríamos tudo em dobro.
-Não leve a vida a sério. No final das contas você não sairá vivo dela.
-Quem cedo madruga... por ser tonto, morre de sono.

O amor é cego, o casamento devolve a vista.
Mais do que em qualquer outra época, a humanidade está numa encruzilhada. Um caminho leva ao desespero absoluto. O outro, à total extinção. Vamos rezar para que tenhamos a sabedoria de saber escolher.

“Se tivesse acreditado na minha brincadeira de dizer verdades teria ouvido verdades que teimo em dizer brincando, falei muitas vezes como um palhaço mas jamais duvidei da sinceridade da platéia que sorria.”

"A humanidade não se divide em heróis e tiranos. Suas paixões, boas ou más, foram-lhes dadas pela sociedade, não pela natureza."
"Lutemos por um mundo novo... um mundo bom que a todos assegura o ensejo de trabalho, que dê futuro a juventude e segurança à velhice."

MENSAGEM DE PAZ, AMOR, FELICIDADE E SABEDORIA

Como é BOM conseguir nossa PAZ interior. Quer saber como?

A MAGIA DO AMOR
Um executivo foi a uma palestra e ouviu um grande tribuno falar sobre o maior bem da vida que é a paz interior.
Podemos tê-la em qualquer lugar, sozinhos ou acompanhados.
Pois o executivo resolveu fazer uma experiência.
Pegou cinco belas flores e saiu com elas pela rua, em plena cidade de São Francisco, na Califórnia.
Logo notou que as cabeças se viravam e os sorrisos se abriam para ele.
Chegou ao estacionamento e a funcionária da caixa elogiou o seu pequeno buquê.
Ela quase caiu da cadeira quando ele lhe disse que podia escolher uma flor.
Segundos depois ele se aproximou de outra mulher, que não assistira à cena anterior, e ela falou do perfume que ele trazia ao ambiente.
Ele lhe ofereceu uma flor.
Espantada e feliz com o inesperado, saiu dali quase a flutuar.
Afinal, quem distribui flores perfumadas numa garagem pública quase deserta, num domingo, perto das 22 horas?
Completamente embriagado pela magia daqueles momentos, ele entrou num restaurante.
Uma garçonete com ar de preocupação foi atendê-lo.
Ele percebeu que as flores mexeram com ela.
Como se sentia com poderes especiais para fazer os outros felizes, depois das duas experiências anteriores, ele deu a ela uma flor e um botão por abrir e lhe disse que cuidasse bem dele, pois, ao desabrochar, lhe traria uma mensagem de amor.
Dias depois ele voltou ao restaurante.
A garçonete sorriu para ele com ar de quem tinha encontrado a fórmula da felicidade e falou: “a flor abriu. A mensagem era linda. Muito obrigada.”
O executivo sorriu também.
Sentia-se um mágico: com flores, amor no coração e uma mensagem positiva, inventada ao sabor do momento, produzia alegria.
Tão simples que até parecia irreal.
Na manhã seguinte, ele precisava abrir um portão para passar com o carro.
Surgida nem se sabe de onde, uma sorridente mulher desconhecida que passava correndo o abriu e fechou para ele, espontaneamente
.Ele compreendeu que havia uma harmonia universal ao seu dispor.
Bastava que a buscasse.
E recomenda: “tente você também, desinteressadamente. Dá certo e a recompensa é doce!” **************************************
...Se você é daquelas pessoas que vive correndo, com pressa, pense um momento:
" Por que a pressa? Vai salvar o mundo? Salve este momento vivendo-o com amor ao próximo e a si mesmo. Seja mensageiro da luz, distribuindo flores em vez de espinhos.”
Pense em algo diferente, surpreendente que você possa fazer para melhorar o ambiente do seu lar, do seu local de trabalho.
Já pensou em colocar a sua mesa mais perto da janela, para ser beijado pelo sol, enquanto você trabalha?
Isto é amor a você mesmo.
Já pensou em levar flores para sua casa e as colocar na sala, perfumando o ambiente, alegrando a todos?
Isto é amor ao próximo.
Um e outro nos dão felicidade.
A felicidade desde agora, não mais tarde, amanhã ou depois da morte.
A felicidade de nos sentir e fazer os outros felizes.