sexta-feira, 22 de janeiro de 2010

EUA NO HAITI

IAC: Alimentos sim, tropas não; fim à ocupação dos EUA no Haiti

Seguem os principais trechos do documento do IACenter (sigla em inglês do Centro de Ação Internacional), fundado por Ramsey Clark, ex-procurador geral dos EUA,repudiando a invasão de tropas militares dos EUA no Haiti

O Pentágono controla o aeroporto e o tráfego aéreo de Porto Príncipe.
Há, cada vez mais informações de que as organizações de ajuda têm acusado o exército dos EUA de centrar seus esforços em instalar suas tropas e retirar os seus cidadãos. Sob o pretexto de deter o saque, Estados Unidos obriga ao governo do presidente René Préval a aprovar medidas de urgência para delegar o controle da segurança ao Pentágono.

A presença militar norte-americana vem aumentando, dos 3500 soldados da 82° Divisão aérea e os 2200 marines até um número estimado em 10000 tropas.
É escandaloso que o povo haitiano se veja obrigado a suportar condições ainda mais duras para que os EUA possam expandir sua ocupação militar.

Segundo Jarry Emmanuel, da Organização World Food, “há um tráfego diário de 200 voos, o que supõe uma quantidade incrível para um país como o Haiti, mas a maioria deles são do exército dos EUA. Sua prioridade é controlar o país, a nossa alimentá-lo”.
Após o desvio sistemático de voos da Cruz Vermelha, a organização preferiu tentar entrar com caminhões através da República Dominicana. França, Brasil e Itália, junto com as maiores organizações de ajuda, estavam tão preocupados pelo desvio que apresentaram queixas formais.
Os voos argentinos, peruanos e mexicanos que transportavam equipes e material de ajuda foram igualmente obrigados a regressar.
Negou-se aterrissagem ainda à missão de ajuda da comunidade caribenha, Caricom.
Alain Joyandet, secretário de Estado para a Cooperação, do governo francês, declarou que havia apresentado uma queixa contra os EUA pela tomada do aeroporto:
“Apresentei um protesto oficial contra os EUA”, afirmou depois que um avião francês, que portava material médico, fora obrigado a regressar.
Hugo Chávez, afirmou que os EUA utilizam o terremoto do Haiti como pretexto para ocupar o devastado país.
Daniel Ortega declarou que os Estados Unidos têm se aproveitado do terremoto no Haiti para despejar suas tropas no país.
Desde 1804, quando houve a primeira revolução vitoriosa de escravos na história contra os colonialistas franceses, até hoje, Washington têm imposto continuamente sanções, pagamentos de dívida e intervido na intenção de acabar com a independência haitiana.
Os EUA ocuparam o país de 1915 até 1934 e também nos últimos 20 anos, agora o fazem outra vez.

Em 2004, o presidente Jean-Bertrand Aristide, democraticamente eleito por 92% dos votos, foi derrubado em um golpe planejado por Washington.
Hoje os EUA impedem o regresso de Aristide ao Haiti, desde a África do Sul, onde está exilado.
O movimento dos povos
deve exigir que o aeroporto do Haiti seja utilizado para os voos que levam ajuda médica de urgência, comida e água, e não tropas dos Estados Unidos.

O povo do Haiti necessita de alimentos, água e ajuda médica, não de uma ocupação militar.
USA controlan militarmente Haiti ~~> EUA controlam militarmente o HAITI.

Por que os EUA é que decidem que aviões podem aterrizar no Haiti para ajuda humanitária?





El presidente venezolano, Hugo Chávez, denunció este domingo que Estados Unidos está aprovechándose de la situación tras el terremoto que azotó Haití el pasado martes, para ocupar la nación caribeña y tener el control del Gobierno y les recomendó enviar médicos y equipos de rescate "que bastante tienen".

"Estados Unidos se aprovecha de lo que dejó el terremoto para ocupar Haití", reclamó el mandatario en su programa "Aló, Presidente", luego de rechazar la presencia de más de miles de "marines" estadounidenses al país afectado "armados como si fuera una guerra".

Hizo un llamado a su homólogo, Barack Obama, para que mande a Haití hospitales de campaña y equipos médicos "en vez de tantos soldados armados".
"La prioridad es salvar vidas, no importa tanto el dinero, hay gente todavía atrapada bajo los escombros", exclamó el mandatario y llamó a los pueblos que prestan ayuda a Haití a que se debe vacunar e inmunizar a los damnificados ante el riesgo de un brote de enfermedades.

El mandatario dio las declaraciones al tiempo que saludaba a canciller Nicolás Maduro, quien anunció la zarpada de un barco con más de 5 mil toneladas de alimentos, medicamentos y agua hacia Haití, gracias a la colaboración de los países de la Alianza Bolivariana de los Pueblos de América (ALBA).

Asimismo, informó de la ayuda prestada por el Gobierno Ruso que envió dos aviones de gran capacidad de carga para que en conjunto con Venezuela, se envíe más insumos al pueblo afectado.

Maduró también anunció la partida de una nueva avanzada de soldados venezolanos que llevarán 14 toneladas de alimentos y medicinas a los haitianos.

Venezuela enviará combustible

Venezuela donará a Haití un carguero con 225 mil barriles de diesel y gasolina, para ser trasladados a la zona de desastre.

"El pueblo venezolano dona el combustible que sea necesario para el pueblo de Haití para (suministrar a) los hospitales, para (alimentar) las plantas eléctricas que Cuba ha estado instalando. Hay que empezar a recuperar la vida en ese país", dijo el presidente Chávez.

"Que el pueblo de Haití sepa que vamos a enviarle lo que requiera de combustible. Ahí no podemos ser pichirres (egoístas) ni nada", señaló.

El primer buque carguero, que partirá de las costas venezolanas el lunes por la mañana, llegará a primera hora del miércoles a la Refinería Dominicana de Petróleo (Refidomsa).

"Estamos coordinando con el presidente dominicano (Leonel Fernández) quien puso a la orden el terminal allá", explicó Chávez.

El gobierno venezolano ha enviado distintos cargamentos con alimentos, agua y medicinas a través de un puente aéreo activado pocas horas después del terremoto.
Garcia: se países ricos tivessem ajudado antes o Haiti a tragédia teria sido menor

O assessor para Assuntos Internacionais da Presidência, Marco Aurélio Garcia, afirmou que a tragédia provocada pelo terremoto no Haiti teria sido menos catastrófica se a comunidade internacional tivesse atendido os apelos do Brasil, ajudando financeiramente o país.
“O problema do Haiti era um problema de segurança. Era um problema de estabilização, mas era fundamentalmente um problema de natureza social. Há três e quatro anos estamos clamando pelo mundo afora para que se aumente a ajuda para o Haiti”,
disse o assessor do presidente.
Marco Aurélio Garcia acrescentou que diante da devastação do território haitiano, a comunidade internacional não pode mais fechar os olhos para a situação do povo do Haiti.
“Temos que aproveitar pelo menos isso, se é que se pode dizer que houve um lado bom nessa catástrofe, que é justamente que a comunidade internacional não tem hoje mais desculpa para dizer que o Haiti não é um problema dela. É sim, é sim um problema dela”, enfatizou.

Bolívia defende reunião de emergência da ONU para tratar da ocupação dos EUA em Porto Príncipe

O presidente da Bolívia, Evo Morales, anunciou na quarta-feira, 20, que seu governo pedirá à ONU uma reunião de emergência para “repudiar e rejeitar a ocupação militar dos Estados Unidos” no Haiti.
“Não é possível que os Estados Unidos usem uma desgraça natural para invadir e ocupar militarmente o Haiti”, afirmou Morales, que qualificou de “desumana, selvagem e oportunista” a mobilização das Forças Armadas americanas.
“Vamos pedir, através da Chancelaria, às Nações Unidas uma reunião de emergência para repudiar e rejeitar esta ocupação militar dos Estados Unidos ao Haiti”, anunciou o presidente boliviano. Morales lembrou que o presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, garantiu em fóruns internacionais que quer ter parceiros e relações diplomáticas de respeito mútuo com os outros países.
“Ser parceiro ou ter relações diplomáticas não se faz com ocupação militar, nem com tropas militares, nem com bases militares”, disse o presidente boliviano, que espera “um pronunciamento de todos os povos do mundo e das forças sociais rejeitando esta intervenção e ocupação militar no Haiti”.
Morales indagou ainda “quanto dinheiro, quanto alimento ou quanta água” serão destinados para abastecer os 12 mil soldados que os Estados Unidos mandaram ao Haiti e considerou que esse dinheiro “deveria ser consumido pelos desabrigados” pelo terremoto, e não por tropas estrangeiras.
O presidente boliviano disse ter esperança de que o próprio povo americano rejeitará “o uso abusivo” de seus recursos econômicos, e para isso insistiu em qualificar a ação como “intervenção militar”.
Evo Morales concluiu dizendo que o governo boliviano continuará defendendo a dignidade e soberania de todos os povos do mundo.
“Os tempos de império estão terminando: agora é o tempo de povos”, finalizou o presidente boliviano Evo Morales.

Nenhum comentário: